Sunday, September 21, 2014

The Zero Theorem

Terry Gilingham é daquelas figuras carismaticas do cinema dos ultimos anos, pese embora nunca va conseguir obter um reconhecimento generalizado, já que os seus filmes aos poucos tornaram-se cada vez mais de minorias. Este ano, e apos um lançamento pouco entusiasmante em Veneza do ano passado bem este filme, como acontece com os resquicios dos anos anteriores aqui surge um filme que dividiu a critica e comercialmente quase nada tem a ganhar.
Sobre o filme podemos dizer que é Terry Gillingham na sua plenitude, um argumento confuso cheio de metaforas impreceptiveis personagens no minimo estranhos, mas ao mesmo tempo uma excelente contextualizaçao, originalidade na forma como pensa cada um dos contextos das suas cenas e como embeleza os seus filmes num delirio de cor incapaz de deixar qualquer pessoa indiferente e o que o torna numa figura singular da actualidade.
Mas ver Gillingham não e facil, porque ele não gosta de ser coerente gosta de ser estranho gosta de deixar o espectador longe do alcance dos seus filmes, porque isso já e um cunho pessoal e neste filme e pena porque com um logica mais comum, com um fio condutor central que unisse pontas a sua irreverencia seria a cereja no topo do bolo de um filme que certamente teria muitos mais aplausos do que apupos porque as suas virtudes sao faceis de assinalar e denotam todo o lado artistico que poucos tem como Gillingham.
Mesmo assim e um filme que se deve ver, mesmo que se odeie, e importante ver as suas virtudes num espetaculo visual, e algumas curiosidades que so uma mente brilhante poderiam tornar realidade no cinema, mas tambem saboreas a decepçao de saber que um filme como este sem a excentricidade extrema do realizador seria certamente um dos filmes do ano.
A historia fala de um trabalhador de uma firma de tecnologia que tem como objectivo trabalhar sozinho em casa de forma a não estar conectado com ninguem, o desafio e aceite contudo esta mesma firma vai levar o mundo ca fora ate ele, numa tentativa do mesmo descobrir a essencia da sua vida.
O argumento não tem uma linha logica e isso para mim e um defeito grave em termos de argumento, e facil disssertar quando ninguem pode avaliar o seu efeito, principalmente mais grave ou frustrante e quando o resto tudo funciona como dialogos, a maior parte, personagens e algumas situaçoes, falta e a cola a tudo isso.
Gillingham poderia ser um realizador de excelencia uma figura impar do cinema, sem ser pelo lado mais excentrico se os seus filmes fossem mais logicos, a sua capacidade de realizar e criar mundos so e comparavel a Tim Burton, mas este parece mais adaptado ao que os espectadores querem do cinema, aqui temos mais um filme de mao cheia em termos de realizaçao.
E no cast não existe duvidas da seleçao do realizador, Waltz e um actor de mao cheia e tem aqui mais uma interpretação que fazem dele vencedor de dois oscares num curto espaço de tempo com todas as caracteristicas que o realizador quer, excentricidade e qualidade interpretativa, no filme apenas Melanie Thierry lhe consegue roubar algumas cenas numa das revelaçoes do ano

O melhor – O mundo de Gillingham

O pior – A sua excentricidade e ilogica


Avaliação - C+

Tracks

Filmes sobre grandes feitos de grandes pessoas sao sempre dificeis de fazer por nem sempre conseguirem transmitir com veracidade o que realmente ocorreu, essa seria uma das dificuldades naturais deste filme sobre uma mulher que passou o deserto australiano so na companhia de quatro camelos e um cao. Os resultados deste filme foram interessantes, já em Veneza do ano passado tinha tido boas avaiaçoes que acabaram por ser confirmadas este ano, comercialmente não sera um filme muito apelativo, e os poucos cinemas onde estreou devem ser um entrave a um grande caminho.
Sobre o filme podemos dizer que fazer um filme de duas horas com uma mulher e quatro camelos a passear no deserto apenas com um cao como companhia não e claramente o maior charme que um filme podia ter, mesmo sendo uma historia veridica. Pois bem o filme tem o problema claro de não poder fugir a isto que lhe da momentos em que e demasiado aborrecido, demasiado pausado e repetitivo, o que acaba por ser o elemento menos forte do filme.
Depois temos o lado positivo, a gloria de alguem que fez realmente algo de extraordinario e a homenagem que o filme, lhe da, o contexto culturam e a experiencia que o filme vai dando a nos, dentro de tribos que pensavamos mesmo que não existia e o conflito interno de uma personagem com os seus principios e contra tudo a volta.
Por esse mesmo facto podemos considerar o filme muito mais do que aquilo que nos da, já que neste ponto o filme não e mais que mediano, com dificuldades que nunca as consegue contornar inerentes a historia que quer causar, e alguma falta de engenho para o aderessar melhor, um filme que so pode ser aperciado por aquilo que realmente e.
A historia fala de uma jovem que um pouco no seguimento do seu progenitor quer o desafio de passar durante seis meses todo o deserto australiano, apenas com quatro camelos, e um cao, patrocinada pela National Geographic e com o contacto de um fotografo e locais vai sobrevivendo.
O argumento não e facil, porque a maior parte do tempo e uma personagem e animais, e necessitava de arte que e algo que o filme não consegue encontrar, assim neste segmento temos o obvio que não consegue fugir a alguma monotonia e repetiçao
A realiaçao no contexto que e não era facil Curran pese embora seja experiente sabe sempre tirar o melhor partido deste facto, mas não consegue inovar temos a adversidade do contexto bem caracterizada mas falta muitos outros pontos.
No cast este seria o papel que Wasikovska precisava para assumir-se como lead girl de hollywood num papel intenso emocionalmente e fisicamente, contudo que o filme não a deixa ir mais alem, não lhe exige algo que tinha todo o espaço para exigir, dai que saimos com a sensaçao que se perdeu uma grande oportunidade de hollywood ganhar uma actriz em pleno, já que nos parece que o talento poderia estar la

O melhor – A homengem a um grande feito

O pior – Nao contornar a monotonia da solidao


Avaliação - C+

Grace of Monaco

Quando foi anunciado este biopic e principalmente pelos seus intervenientes ou seja Kidman como Grace e principalmente Dahan como realizador o alerta Oscar foi de imediato ainda para o ano de 2013 altura em que o lançamento do filme estava lançado. Contudo divergencias no argumento acabaram por adiar o filme para 2014, primeiro pronuncio que algo não estava conforme o esperado. Mas tudo se tornou mais evidente quando apos a estreia no festival de Cannes as avaliações foram muito negativas para o filme, que conduziu ao pior cenario possivel, ou seja seis meses apos estreia mundial o filme continua sem data marcada nos EUA pese embora o resultado comercial na europa não tenha sido desinteressante.
Sobre o filme, quando existe duvidas sobre a real forma de vida, e não existe nenhum dado concreto ou biografia para se agarrar e sempre dificil agradar ambos os lados, contudo para um filme vincar como este é necessario coragem para assumir o seu lado das coisas, algo que o filme não tem, centra-se no meio termo, nas dificuldades mas tem lado de assumir o que acha e isso e desde logo redutor em termos artisticos e creativos.
Por este facto talvez a negaçao do filme, não existe um lado da historia, existe uma mistura, um filme receoso das reações que acabaram por surgir já que ao não assumir um ponto de vista acaba por não confirmar tambem qualquer um e essa hesitação e medo estao presentes ao longo de todas as decisoes e abordagem da historia que o filme tem que tomar.
Depois o lado problematico do filme dá-nos uma personagem unilateral, falta humanidade a uma personagem adorada por muitos e quando assim acontece o filme acaba por perder carisma, e acima de tudo força na forma como chega ao espectador. Mesmo que tenha uma boa produçao um bom elenco e uma boa base de entrada.
O argumento debruça-se sobre a verdadeira passagem de Grace Kelly do mundo do cinema para ser princesa naquilo que a posiçao lhe exige e principalmente a mediaçao no conflito entre o Monaco e França e a sua importancia para o mesmo.
O argumento tem uma base historica importante e que poderia ser rica, caso o realizador adoptasse um ponto de vista e o trabalhasse com coragem atento a polemica que poderia causar, assim parece sempre que temos um filme que lança umas duvidas mas nunca realmente as concretiza mascarando uma historia de amor que pela forma como o filme e transmitido não acredita.
A realizaçao e peculiar mas com toques de autor, a forma como realiza e nos da a personagem central parece uma opçao importante de nos dar o rosto e o que ele significa mas tira dimensao ao filme, seria boa opçao que este filme fosse realizado por alguem mais neutro do que um frances
No cast Kidman e uma escolha logica para um papel que encaixa no seu perfil, solene, e suave, não nos parece que o papel seja exigente já que grande parte do mesmo e figurativo, custa e ver um Roth capaz num papel onde se centra em um ou dois tiques e nada mais.

O melhor – Começa por um bom conflito

O Pior – Mas não teve coragem para se alongar


Avaliação - C

Saturday, September 20, 2014

The Giver

Quando este Thriller futorista foi anunciado o facto de no mesmo estarem presentes dois consagrados como Jeff Bridges e acima de tudo Merly Streep para alem da realizaçao de Phillip Noyce, o cinema esperou um filme de primeira linha para chamar a si tantas pessoas conhecidas. Pese embora este facto as primeiras avaliaçoes criticas não foram deslubrantes entrando na medina de um filme para o grande publico, que contudo não se tornou o sucesso que muitos esperavam, com resultados desapontantes para um filme com claro objectivo de ser para o grande publico.
E facil reconhecer quais as dificuldades que o filme sente para ser para o grande publico, pois bem dentro de um registo muito semelhante a Divergente, Hunger Games, entre outros o certo e que a este filme falta aquilo que os outros tem em dose triplica que e acção, intensidade ritmo, aqui temos mais filosofia, um filme mais adulto mas mais e muito mais aborrecido, que faz com que o sucesso de ambos seja totalmente distante.
Pese embora o filme ser muito mais narrativo do que propriamente um blockbuster existe pontos que devemos valorizar, desde logo a cultura cientifica, o entrar num conjunto de filmes que hipotiza sobre o futuro, e mais que isso, o facto de arriscar principalmente na realizaçao, que dao uma abordagem original sobre um filme que nem sempre o consegue ser.
Ou seja temos um filme antagonico, se por um lado e facil reconhecer que o filme nunca tem um verdadeiro climax e que filme nenhum resista a esta falta pelo menor de uma forma tao clara como esta, principalmente comercialmente, por outro lado parece um filme maduro, que não cai nas obrigações do filme de estudio este ponto deixa alguma liberdade artistica quer no argumento mas principalmente na realizaçao interessantes.
A historia fala de Jonas um jovem numa sociedade onde tudo e planeado e os sentimentos não existe, contudo ele e escolhido para receber as memorias pagadas do passado da humanidade que o vai conduzir a incapacidade de residir no mundo onde esta inserido.
O argumento e interessante mas nem sempre e bem potenciado, e principalmente neste caso concluido, a premissa e bom, e bem desenhado, mas nas opçoes narrativas para as personagens e algo frouxo, peca ainda mais no final ao querer demasiado abrir o jogo para uma sequela que provavelmente em face dos resultados do filme não ira surgir.
Noyce e um veterano nos filmes de acção e Thriller e neste filme quer entrar na ficçao cientifica e consegue ter merito, pela originalidade da realizaçao que o diferencia dos tarefeiros mesmo aqueles mais experientes, não se encontra na melhor fase da sua carreira mas consegue sobreviver a fracassos, vamos ver se resiste a mais um.
No cast ter Bridges e Streep e um background de luxo, que permitia que o protagonista do filme não tivesse tanto peso sobre si, contudo o jovem australiano Thwaities tem sido uma das revelaçoes do ano, em filmes de ficção já tinha surpreendido em The Signal e aqui demonstra mais que tudo carisma para liderar um filme de hollywood de grande dimensao e todos sabem o quanto isso e dificil.

O melhor – A liberdade creativa em diferentes vectores do filme.

O pior – A falta de climax


Avaliação - C+

Kelly and Cal

O sindroma da dificuldade em crescer e claramente um dos mais abordados no cinema contemporaneo não so pelo cinema mais comercial mas algumas vezes num cinema mais independente como e o caso. Os resultados deste filme podemos dizer que foram positivos de um ponto de vista critico com avaliaçoes essencialmente positivas mas comercialmente este filme acabou por ser um deserto total com resultados completamente residuais.
Sobre a dificuldade em crescer há muitas formas de um filme abordar uma tematica repetitiva, como comedia, ou como drama, ou uma mistura das duas, como aqui e o caso, mesmo sendo um filme com uma narrativa declaradamente dramatica a personagem de Cal acaba por tornar tudo mais suave e nele reside o epicentro do filme, e claramente os seus melhores momentos.
Confesso que gostei do inicio do filme principalmente a introduçao da persnagem do Cal, o seu sentido inoportudo a rebeldia os dialogos de primeira linha que mantem, mas depois o filme acaba por seguir o caminho mais facil do romance, algo que acaba por ser desnecessario para o filme e uma via claramente já gasta e que tira o impacto que o filme inicialmente estava a conseguir.
Tambem em termos de definiçao de personagens o filme e muito mais concreto no seu inicio do que propriamente no seu desenvolvimento e conclusao parece sempre um filme demasiado preocupado em não arriscar quanto o terreno inicial estava lançado,. Parece ser um filme com boas sementes mas que alguem pensou que não necessitava de ser regado surgindo um resultado no minimo mediano mediocre.
A historia fala de um nova mae, que tem dificuldades em assumir as responsabilidades da via adulta e refugia-se na relaçao que começa a ter com um vizinho rebelde muito mais novo que a permite comportar-se de acordo com o que ela quer e não com os preceitos da sociedade.
O argumento começa bem, cria muitos bons alicerces principalmente nas personagens principais e nos dialogos que estas mantem, aqui pensamos que o filme entrava num caminho agradavel, mas com o passar do tempo muda de tom e claramente perde grande parte do sentido conseguido inicialmente.
Os filmes independentes de realizadore a iniciarem funcoes sao normalmente filmes de pouco risco como este, onde e o argumento que tem o papel principal, aqui pouco a destacar, a não ser a simplicidade.
No cast temos Lewis na sua dupla vertente actriz e musica, que encaixa perfeitamente naquilo que Kelly deveria ser, e uma actriz excelente para este tipo de ambiguidade pese embora seja discutivel a sua versatilidade contudo pensamos que o esquecimento dela e imerecido, melhor o seu companheiro de elenco Weston um actor que muito lentamente vai ganhando um espaço que me parece interessante pese embora ainda lhe falte o salto que penso ter qualidade para dar, a sublinhar.

O melhor – Os primeiros dialogos entre Kelly e Cal

O pior – A sensaçao que o filme poderia ser muito mas muito melhor


Avaliação - C

Thursday, September 18, 2014

God Help the Girl

Quando este pequeno filme foi apresentado em Sundance, e mais que isso ganhou na categoria de World Music, muitos pensaram que um dos destaques criticos do ano estava lançado. Contudo no momento da sua estreia Wide nos EUA, essa possibilidade não se concretizou com avaliações moderadamente positivas, e um registo comercial residual colocaram de lado qualquer hipotese deste filme entrar na luta pelos premios.
Sobre o filme é facil reconhecer alguma originalidade ao filme, desde logo pela forma como aborda a musica com a simplicidade de letras sobre padroes de vida e sobre relações entre pessoas. E é na musica que o filme tem de longe o seu maior valor, pela beleza das musicas que preenchem o filme e mesmo das letras que as complementam.
E este registo é ainda mais vistoso quando no restante estamos perante um filme com bastantes debilidades a transiçao musica narrativa mistura demasiado as vivencias reais e ilusorias das personagens e isto faz o filme por vezes perder algum norte se tornar bastante confuso, e nem sempre ter grande ritmo, uma das falhas de filmes independentes que gostam de explorar demasiada irreverencia.
Este ponto abranda muito a proximidade entre as personagens a historia e o espectador dai que no final o resultado esteja longe de ser plenamente satisfatorio sendo que o espectador prefere continuamente uma nova musica do filme, o seu principal elemento sedutor em todas as linhas do que realmente saber o destino das personagens.
Sobre o filme tres personagens diferentes com conflitos emergentes encontram na musica o elo de uniao que podera ser a chave para os conflitos internos de cada um enquanto tentam singrar neste sempre pantanoso meio.
O argumento não e brilhante longe disso, parece um filme pobre em personagens sem grandes dialogos e sem um fio condutor forte, sendo claro que um argumento escrito por um musico tinha de ter nas cançoes parte integrante do filme a sua mais valia.
A realizaçao tambem não e totalmente brilahnte com um estilo proprio tipico de video clip acaba por ser um filme neste ambito que decorre sem grande chama de alguem que se estreia numa tarefa para a qual parece ter muito que caminhar.
O cast onde pontifica Browning vale pela capacidade vocal da acrtriz uma mais valia bem superior ao seu real valor como actriz, onde tem varios problemas e neste filme não os contorna, ao seu lado jovens desconhecidos a procura da chama que o filme por si so tambem não lhes da

O melhor – A musica

O pior – Ser um filme com uma narrativa algo difuda


Avaliação - C

The Grand Seduction

Existe pequenos filmes com pequenos meios, que surpreendem por chamar a atençao de actores conhecidos, e pela sua originalidade do Canada profundo surgiu este pequeno filme, que conseguiu meritoria carreira comercial para um filme que estreou em poucos cinemas e mesmo sem uma resposta critica entusiasmante.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um pequeno filme emocional sobre pequenas aldeias e o perigo da desirtificação que aborda a situação com muito coraçao e mais que isso com bom sentido de humor, o que torna ao mesmo tempo o filme bonito, em quase todos os sentidos, mas tambem um filme com um humor intelegente e com sequencias de um cinema de primeira linha.
Mas não e so no argumento que resulta a mais valia de uma obra original, a realização as paisagens a propria definição da aldeia faz deste filme algo bastante interessante, que rapidamente conquista o espectador não so a aledeia em si, mas acima de tudo as particularidades de cada uma das pessoas que reside naquela aldeia, bem como a sua grande verdade. Acima de tudo num filme pequeno que não ouvimos falar ficamos surpeendidos quando este consegue chamar a si o que de melhor tem o cinema a capacidade de surpreender.
Pelo lado negativo muito pouco talvez o filme por todo o seu desenvolvimento e acima de tudo por todas as suas virtudes merecia um final mais forte, não que o resultado tivesse sido diferente mas quem sabe um filme que nos desse pelo menos um bocadinho mais do resultado final daquela pequena Harbor como eles dizem que surpreendentemente e sem nada de particular nos conquista.
A historia fala de uma pequena aldeia que tem como ultimo folego a tentativa de implementar na mesma uma fabrica que permita que esta consiga sobreviver, para isso e necessario um medico que de repente e colocado de castigo um mês la, e onde a aldeia tera de fazer tudo para o conquistar.
O argumento demonstra que não e necessario muito para ser original em Hollywood não precisa de grandes personagens ou dialogos quando se tem uma boa ideia e melhor que isso esta e bem executada e neste caso o argumento ganha no mais importante no centro narrativo de si proprio.
Mckellar não e um realizador conhecido alias tem aqui o seu primeiro filme minimamente visivel mas tem uma realizaçao de bom plano, na forma como filma a aldeia sempre da mesma forma nos planos longos da mesma e no amor que tem em cado promenor que da leva-nos a querer que se trata de um filme que merecia de longe mais destaque.
No cast Gleeson e optimo a fazer papeis de bom gigante abrutalhado e aqui e mais uma vez isso, não foge da sua rotina mas da o lado mais suave, do outro lado Kitsch um actor que pela primeira vez chama a atençao por algo mais do que distreza fisica, mesmo não sendo um actor de excelencia.

O melhor – O poema da aldeia do filme

O pior – Precisavamos de ver essa aldeia mais no resultado


Avaliação - B+

Tuesday, September 16, 2014

Frontera

Filmes sobre a passagem do Mexico para os EUA sempre foram comuns alguns com um lado mais cru e real outros com historias mais positvas. Este ano um desses filmes com uma estreia silenciosa foi este Frontera as avaliações foram medianas o que podemos considerar como minimamente bom para um filme com poucos recursos, comercialmente o filme graças a pouca divulgação simplesmente não existiu.
Frontera e daqueles filmes pouco rigoroso, mas com muito coração e quando assim o é pese embora seja dificil ser um daqueles filmes que se considera facilmente uma obra prima facilmente agrada minimanente a quem ve o filme, principalmente a primeira metade do filme e a relaçao familiar central presente ao longo de toda a sua duração.
Contudo pensamos que neste momento e principalmente com o duo de protagonistas o filme poderia ir mais longe mais cru em alguns momentos mais directo noutros, mas acima de tudo um filme que poderia e deveria ter um ritmo mais acelerado, pois parece sempre num ritmo demasiado pausado a principal brecha de filme iindependentes com um bom sentido.
Mesmoa ssim e daqueles filmes faceis de ver, que não e exigente não se leva totalmente a serio, mas que por outro lado é um filme com coraçao o minimo exigido a filmes sem grande ambiçao.
A historia fala da passagem de alguns emigrandes mexicanos em procura do american dream mas que depois acaba por se ver envolvido na morte de uma mulher da qual sao rapidamente considerados os principais suspeitos.
O argumento não e brilhante nem prodigo em total inovaçao muito pelo contrario recorre a muitos cliches nas personagens e na resoluçao vale por alguma capacidade emotiva que o filme tem.
A realizaçao e simples sem rodeios grandes riscos e um filme simples de um realizador tambem ele bastante inexperiente não e um primeiro filme trampolim vamos ver o que se segue.
Pena e um dos grandes actores do momento quase sempre e eficaz nas suas personagens e aqui volta a ser mesmo que o papel não tenha o grau de dificuldade de outros filmes, Ed Harris e sempre uma presença forte mesmo que o filme não exiga muito de si, Longoria num dos seus melhores papeis o que não e dificil em virtude da sua carreira limitadissima.

O melhor – O coraçao do filme.

O pior – Ser demasiado idilico


Avaliação - C+

Sunday, September 14, 2014

FRANK

Desde que as primeiras imagens deste filme mostravam um peculiar Michael Fassebender com uma cabeça de plastico sobre a sua que a curiosidade do filme reinou, contudo foi estranho a estreia deste filme ter sido apenas em cinemas selecionados e surgir com a vinheta de cinema independente de autor, ainda mais quando as avaliações foram essencialmente positivas, mas insuficintes para comercialmente ter o balanço suficiente para assumir qualquer candidatura a o que quer que seja.
Sobre o filme temos aqui um filme muito peculiar em todos os sentidos, no sentido artisitico de um guiao estranho, recheado de pessoas estranhas num contexto ainda mais estranho. E quando pensamos que o filme tem um sentido critico, eis que o filme e mais uma dissertação sobre saude mental ou a falta dela e a forma como as novas tecnologias nem sempre diferenciam isso.
E nesta denuncia que o filme tem o seu lado mais forte mais simbolico, contudo não e o lado mais oferecido o de maior destaque acaba por ser a cabeça da personagem e o misterio atras desta aquela que é mais simples no processo e na explicação. Sendo apenas mais um apontamento de um filme excentrico que depois falha no final ao não conseguir tranformar isso em nada de particularmente essencial.
Assim parece obvialmente que estamos num filme que fica na retina mais pelas ideias pela diferença do que propriamente pelo seu valor creativo ou mesmo literario na base, aqui parece que muitas vezes e como a musica do grupo central do filme algo sem grande nexo, mas que por simpatia acababoms por não criticar.
O filme fala de um jovem com paixao pela musica que se junta a uma banda peculiar no sentido de obter sucesso, contudo as coisas ficar estranhas quando e obrigado a um retiro com estes e percebe que todos eles sao no minimo estranhos.
O argumento e original, principalmente pela forma com que consegue sair da forma para não mais se encontrar, e na forma como consegue tornar ambiguos e diferentes tantas personagens juntos, a falta de sentido global parece-nos facil pena e que no fim não tenha a ambiçao de transforar tudo aqilo em algo com sentido.
A realizaçao e simples sem grandes truques já que estes estao presentes na personagem e nessa escolha podemos dizer que temos pelo menos risco o priemiro passo para a arte de um realizador que tem aqui o primeiro filme de registo.
No cast excelente prestaçao de Fassbander com mascara mais facil mas quando a tira demonstra a qualidade interpretativa de uma ctor que actualmente e sem duvida um dos em melhor forma de hollywood, ao seu lado a sempre competente Gylenhall e um Gleeson a ganhar destaque pese embora se denota ainda longiquo em termos de força e qualidade interpeetativa dos seus amigos de reparto.

O melhor – Fassbender

O pior – O não transformar o filme em algo de bom


Avaliação - C+

God's Pocket

O ano de 2014 vai ser marcado pelo lançamento dos ultimos filmes de um dos mais valorizados actores dos ultimos anos, concretamente Phillip Seymor Hoffman. E certo que o actor não faleceu no seu valor mais elevado talvez essa seja uma das razoes do regresso ao consumo de drogas, mas certamente os dois ultimos filmes com excepçao de Jogos de Fome sao exemplos de riscos que tomou nas suas decisoes. O primeiro desses filmes marcou a estreia na realização de Slatery um actor conhecido de Mad Man, os resultados foram contudo algo longe do esperado principalmente em termos criticos com avaliaçoes bastante medianas, comercialmente não seria claramente o campo do filme, os resultados foram desoladores principalmente se pensarmos que o mesmo estreou já apos a morte do actor.
Sobre o filme, claramente que temos aqui um filme aventureiro e diferente muito na onda do que anualmente tem lançamento dem Sundance onde o filme foi lançado,e aqui principalmente o clima violento do bairro parece ser o central, depois temos uma especie de comedia negra mais pelas situaçoes imprevisiveis em detalhe no que na sua maioria do que propriamente para a grança ou a força narrativa que o filme claramente não tem.
E por o filme não e sedutor, principalmente porque as personagens sao todas elas pouco fortes, com a excepçao de Turturo o filme parece em todas elas saltar parcelas, e nem a volta ao fim tipo de realizaçao cada vez mais usada principalmente por independentes como se fosse o minimo exigido para entrar no grupo acaba por ser benefica para um filme demasiado murcho.
Assim sobram algumas curiosodades e cenas interessantes que mesmo essas se contam pelos dedos de uma mao, o que não e de todo mau em face da curta duraçao do filme que parece nunca encontrar o seu verdadeiro ritmo ou sequer o tom emocional que deve ter.
A historia fala de um padrasto que com crises de dinheiro tenta homenagear a sua esposa pagando um funeram meritorio ao mesmo, contudo entre as dificuldades em arranjar dinheiro num bairro complicado desvendar a verdadeira razao da morte e as cronicas sociais muito vai ocorrer.
O argumento perde em dois pontos primeiro nas personagens falta uma real personagem que controle o filme e parece haver espaço para ela, depois a comedia poderia ser mais mordaz mais incorrecto no estilo, resultado um filme medinissimo que nada consegue vincar em termos de historia.
A realizaçao para ser independente e simples demais, pequenos truques muito usados acabam por nunca a diferenciar de outros filmes e quando assim o e podemos dizer que tudo podera melhorar no segundo filme.
No cast a aposta em Hoffman era forte, mas aqui já se denotava que o actor não estava na maior dos seus desempenhos principalmente pelos poucos recursos emocionais que da ao filme, Turturo e o que sempre foi a rebeldia e Hendricks e jenkins tem pouco espaço no filme acabando por ser este contudo que ainda tem sobre si os melhores momentos.

O melhor – Alguns dialogos da personagem de Jenkins

O pior – Ver que Hoffman acabou fora de forma


Avaliação - C

Saturday, September 13, 2014

The Edge of Tomorrow

Tom Cruise foi nos ultimos anos um dos actores que melhor conseguiu continuar na mo de cima, mesmo que nem sempre a sua personalidade fosse consensual. Nos ultimos anos mudou o estilo de cinema, de algo mais complexo para simples filmes de acçao que vao conseguindo algum dinheiro, este verao mais um desses filmes com efeitos especiais suficientes e com uma boa dinamica comercial, e mesmo a boa avliação critica e algo que o actor tem conseguido com relativa facilidade.
Sobre o filme o que podemos começar por dizer é que tem como principal trunfo a premissa e sobre esta o filme consegue rodar toda a sua existencia e a sua qualidade, ou seja o facto de estarmos perante sempre o mesmo dia e uma forma de tentar contornar uma dificuldade e não so o ponto diferenciador do filme mas mais que isso e o ponto sobre o qual o filme se roda e funciona, quer no argumento quer na sua conclusao.
De resto não podemos dizer que temos uma obra prima ou mesmo um filme de eleiçao, temos sequentes cenas de acção com muitos meios pese embora estas sejam quase sempre indeferentes para a indefiniçao do filme com excepçao da ultima aquele que realmente nos parece que poderia ser melhor trabalhada.
Mesmo assim temos um creativo e forte filme de acção aquilo que muitas vezes se espera de um blockbuster ou seja um filme com meios mas que não descuide o argumento ou a formula e mais que isso um filme que consiga inovar a todo os niveis e aqui temos um filme que cumpre este objectivo.
A historia fala de um tenente que de repente e lançado na linha de batalha tudo muda quando mata um estranho extra terrestre que faz com que a cada morte tudo comece de novo neste dia, aqui acaba por em equipa com outra militar tentar salvar a humanidade deste confronto.
O argumento não e brilhante na sua compenente central, mas ganha no detalhe sempre derivado do principio da repetçao do filme que enriquesse principalmente os dialogos do filme, não e rico em termos de personagens ou mesmo de originalidade um final no minimo expectavel.
Doug Liman e um realizador de meios e aqui consegue surpreender com um filme com uma excelente realizaçao, com meios mas com um lado artisitico e uma forma propria de filmar, por vezes nem sempre tem sido feliz no estilo de filmes, mas aqui parece demonstrar poder ser um filme de grandes filmes.
No cast Tom Cruise pode não ser o melhor actor de hollywood mas sabe funcionar com o seu carisma, principalmente pela experiencia em filmes de acçao aqui mais uma vez joga com isto não tendo medo de estar ligeiramente velho, num filme que não pede muito

O melhor – A regra da repetiçao e o que ela tras ao filme

O pior – A conclusao expectavel


Avaliação - B-

Tuesday, September 09, 2014

Life of Crime

.bExistem filmes que quando e anunciado o cast pensamos logo que tem como objectivo o grande publico e posteriormente somos surpreendidos quando silenciosamente esse filme estreia quase sem ninguém dar por ele. Life of Crime e um desses filmes, com um elenco de bradar aos seus e como criticas medianas o certo e que o mesmo não conseguiu se impor nas bilheteiras acima de tudo pela pouca divulgação.
Sobre o filme podemos dizer que as comedias independentes normalmente tem um espaço creativo que fazem delas um bom espaço para revelações surpreendentes e para filmes que nos ficam na retina, será abusivo dizer que isso é o que fica com este filme, porque a qualidade do mesmo não é assim tão elevada, mas por sua vez, é obvio que e um filme com muitas virtudes. A maior delas e o seu ponto giratório em termos de guião que acaba por lhe dar um toque pessoal bastante interessante.
Outra das virtudes do filme e claramente ser um filme que vai do menos para o mais sendo a ultima impressão positiva, pese embora um começo preclitante com diálogos pouco objectivos, confusos e sem particular interesse, com a tomada do filme com maior objectividade este ganha interesse e as personagens sobem para outros níveis.
Assim e pese embora não seja uma comedia de eleição e um filme com bons apontamentos com um carácter independente claro que acaba por ser um aspecto também ele potenciador do real valor do filme. Fica sempre a ideia que determinados actores trazem mais beneficio a este tipo de filmes.
A historia fala de dois bandidos que tentam o golpe do baú raptando a mulher de um congressista contudo percebem que este quase nada quer com esta e assim o plano sai furado.
O argumento e interessante nem tanto nos promenores e diálogos onde o filme parece sempre muito difuso mas no fundamental no mapeamento narrativo e no funcionamento do filme na sua base e principalmente na sua inteligente conclusão.
A realização não e excelente tem tiques independentes que não são pripriamente artisiticos, e alguma caracterização exagerada que da por vezes a ideia do filme querer parecer mais silly do que realmente o e.
No cast e interessante ver um actor da intensidade de Hawkes num papel cómico e o certo e funciona demonstrando bem a versatilidade de um actor que merece cada vez mais credito, Aniston e Robbins e Fisher em papeis típicos, já Mos Def parece sempre um actor indefinido pese embora funcione em comedia.

O melhor – O plano circular

O pior – O frouxo inicio


Avaliação – C+

Sunday, September 07, 2014

The Purge Anarchy

Um ano depois de uma estranha ideia de permitir durante doze horas todos o tipo de crime ter vindo a publico com um filme de algum sucesso eis que um ano depois surgiu a sua natural sequela em face dos resultados meritorios do primeiro filme. Os resultados deste segundo filme superaram os do primeiro desde logo comercialmente onde em Worldwide conseguiram superar o que tinha conseguido o primeiro filme ultrapassando a mitica barreira dos 100 milhoes, e criticamente ligeiramente pese embora nao tenham saido da mediania.
Sobre este filme podemos desde logo em termos comparativos o considerar um filme mais aberto do que o primeiro, o que por um lado permite um desenvolvimento narrativo mais complexo mas por outro lado tira algum do efeito claustrofobico que funcionou bem no primeiro filme. Esta dualidade de aspectos e o factos de estarmos num filme ligeiramente diferente faz com que o resultado no final da analise seja muito parecido ao primeiro filme.
Ou seja uma mediania mais uma vez sustentada numa boa ideia, psicologicamente só por si assustadora e asfixiante mas que novamente nos parece nao conseguir ser executada da melhor forma dentro daquilo que pensamos que a ideia poderia resultar em termos de contexto de terror e afins.
Mesmo assim num conjunto de filmes de terror centrados em espirito e outras coisas parece-nos claramente que este tipo de filmes resulta melhor na envolvencia criada mas nao so ja que no competo geral estes filmes se tornam facilmente filmes de acçao simples de facil observação do qual nao se pode esperar muita novidade mas que da para passar hora e meia de simples entertenimento.
A historia repete-se em mais um ano se vai festejar o The Purge novas personagens tentam resistir ao ataque de personagens que querem satisfazer enquanto e permitido o seu apetite pela morte dos outros.
O argumento tem na ideia de base o seu ponto mais creativo ja que em termos de concretização concreta e o base, e pouco evoluido seguindo o mais basico que ha disponivel em termos de cinema de acção, no tipico jogo do gato e do rato.
DeMonaco e o pai deste filme e conseguiu ser conhecido pelo mesmo dai que seja natural que se sinta confortavel no mesmo parece perder um pouco o clima de terror psicologico do primeiro filme mas ao mesmo tempo da uma visao mais apocaliptica da celebraçao enfim o filme acaba por sair a rua, mas parece que como reaizaçao funciona melhor em casa.
SObre o cast menos recheado do que no primeiro filme, com Grillo um tipico secundario como personagem central numa especie de vingador o actor funciona bem neste registo de poucas palavras em que o aspecto duro chega, num filme pouco exigente para os seus protagonistas

O melhor - Dar o lado da rua do The Purge

O pior - Perder o sentimento claustrofobico

Avaliação - C

How to Train a Dragon 2

Quatro anos depois da 20 Century Fox em conjugação com a Dreamworks conseguir mais um sucesso critico e comercial no mundo da animaçao com uma historia de Vikings e Dragões eis que surge a natural sequela. E é conhecido que nem sempre o segundo filme consegue o sucesso do primeiro, dai que é de valorizar que este segundo filme tenha conseguido novamente um bom valor critica com avaliaçoes muito positivas o que nao tem sido comum em filmes de animaçao ultimamente mas tambem comercialmente principalmente fora dos EUA onde ultrapassou em larga escala o resultado conseguido pelo primeiro sendo ja um dos maiores sucessos do ano.
Sobre o filme desde logo confesso que pese embora consiga perceber as virtudes do primeiro filme o mesmo nao foi dos meus preferidos no que diz respeito a animaçao principalmente por ser demasiada acçao e conteudo bastante limitado. Neste seguindo filme o estilo continua temos um filme essencialmente de acçao com elevado ritmo, com uma diferenciaçao entre bons e maus, que por um lado faz com que o filme nao seja arriscado mas por outro mantem fieis os adeptos do primeiro filme.
Contudo existe pontos em que ganha e ooutros em que perde para o primeiro filme, desde logo a imprevisibilidade esta mais presente nao cai na facilidade da historia cliche, arrisca no destino das personagens e isso parece obviamente um bom esforço para um filme como este. Tambem em termos produtivos e clara a evoluçao principalmente no realismo de alguns aspectos fisicos das personagens com particular destaque para as expressoes faciais.
Do lado negativo menos pedagogia do que no primeiro filme e mais acçao por si so, percebendo-se que foi um filme que cresceu e entao acaba por tirar os dividendos naturais de tentar fazer vincar mais as sequencias de acçao, o que tornam o filme com ritmo mas algo monotono tendo em conta a sua larga duraçao
A historia fala das mesmas personagens do primeiro filme ja em perfeita conjugaçao entre vikings e dragoes que sofrem um ataque no seu equilibrio pela chegada de um grande caçador de dragoes que vai tentar mais que extreminar domar esta especie.
O argumento nao e rebuscado nem um poço de creatividade como o primeiro ja nao era, usa humor simples sem grande eficacia mas consegue acima de tudo ter o seu principal trunfo no risco de destino de personagens mesmo que os fas podecem ficar algo desiludidos.
A produçao esta obviamente bem melhor do que no primeiro filme tem boas sequencias e parece ter chegado a primeira divisao da animaçao o que o priemeiro filme nao tinha conseguido, com os exageros e fisionomias do primeiro filme
No cast de vozes que ja tinha sido um trunfo do primeiro filme mantem-se Baruchel é perfeito na iquietação da personagem central, Butler domina todas as cenas, e ainda da uma perninha musical, e Blanchet e Hounsou acabam por ser retoques de luxo a um dos filmes que melhor sabe utilizar o seu cast de vozes.

O melhor - A expressao facial de cada personagem

O pior - Nao ser um filme tao pedagogico quando o primeiro

Avaliação - B-

Saturday, September 06, 2014

Jake Squared

Existe filmes que depois de lermos a sinopse ficamos com alguma curiosidade de ver, mesmo que nunca tenhamos ouvido falar do filme, mesmo que as criticas estejam longe sequer da mediania e mesmo que esse filme nao exista em termos comerciais. Um desses filmes era Jack Squared.
COntudo depois de visualizar o filme facilmente compreendemos tudo o que anteriormente ocorreu e percebemos que fomos alvo de uma burla em termos de sinpse, ou talvez nao, ela ja de si era uma confusao de ideias sem grande sentido, mas tudo misturado ainda fica mais confuso, imperceptivel do que realmente poderia parecer a primeira vista e isso faz deste filme um exemplo de como um filme pode resultar fraco quando se tenta fazer dele um objecto estranho por natureza.
ALiado a isto tem o ritmo suave a tentativo de um humor ligeiro que desse ao filme alguma coisa, outro objectivo falhado o filme nao tem graça todas as tentativas de humor resultam em fracasso, e no fim pensamos se alguma vez o filme teve realmente um objectivo sincero.
Para este tipo de filmes pedimos simplicidade filmes directos e que rapidamente sabemos o que eles nos podem dar, do que tentativas de um cinema dito inteligente que mais nao e do que imagens despegadas ou ideias sem sentido, muitos podem dizer que nao era para ter sentido, mas outros como eu digo ate o que nao tem sentido tem que o ter.
A historia fala de um realizador que quer fazer uma biografia para perceber o que falhou na sua vida nesse momento aparece os diferentes eus em diferentes etapas e as pessoas que marcaram a mesma.
O argumento tem uma sinopse estranha mas que poderia resultar num filme interessante caso fosse escrito por um genio, mas nao o foi,  e entao resultou em algo desagradavel sem piada, sem dialogos nem personagens reais.
A realizaçao ate poderia ser um objecto artisitco mas a Arte ficou no argumento mas ainda bem ja que a inovaçao na realizçao junto a do argumento seria tudo ainda mais desastroso.
No cast temos um Koteas dedicado um actor que nunca foi protagonista mostrou num filme que nao ajuda ter recursos mais que carisma, e nem os secundarios de luxo conseguiram salvar do que me lembro o seu primeiro filme como figura de proa.

O melhor - A sinopse

O pior - O filme

Avaliação - D

The Moment

Os streamings e a aposta no cinema virtual e cada vez mais um escape para filmes menores explorarem outro mercado que nao o grande ecra, um desses filmes foi este pequeno Thriller tipico de quem matou quem, ou o que aconteceu a quem. O resultado critico foi tenebroso para o filme com avaliaçoes muito negativas contudo comuns para um genero feito para excelencias e nao para qualquer um comercialmente o filme por sua vez nunca chegou a existir.
Sobre o filme podemos dizer que os Thrillers sao terrenos pantanosos ja que qualquer percalço faz com que o filme se enterre totalmente na lama, e neste caso é daqueles filmes que durante a sua duração e a criação da trama pese embora esteja longe de ser brilhante, assumindo uma total mediania, esperamos sempre que no momento de decisão ou se desenterre ou pelo contrario o filme fique completamente fora de qualquer avaliação positiva. E o certo e que neste caso o filme deixa-se cair no momento em que tinha de trazer as suas forças que e na sua conclusao. Esta pese embora nao seja um desastre e frouxa, pouco emotiva e pouco forte o que para um thriller esta longe de ser um elogio.
O inicio e criaçao da situaçao pese embora recorra a cliches tipicos como doença mental alucinações e afins, acaba por deixar em espera um espectador que em face de um filme facil se mantem no filme, ja que este tem poucas personagens a situaçao e facilmente criada e nos oferecidos diversas possibilidades, e isto normalmente e suficiente para deixar o espectador no filme, na conclusao quase nada, entrada de personagens que nada trazem ao filme como o policia Meat Loaf, e depois de um filme simples algo pipoca temos uns ultimos dois minutos completamente desnecessarios como a tentar dar uma roupagem mais intelectual a um filme que nunca o e.
Assim temos um mediocre filme de suspense, que se aguenta na fase mais facil com recurso a tradiçao mas nao tem força na parte final sem no entanto a mesma ser um atentado aos amantes do cinema que esperam sempre deste filme, pelo menos dos mais ambiciosos muito na sua real conclusao.
A historia fala de uma fotografa que ve o seu namorado desaparecer, sem se recordar do que aconteceu na noite antes do mesmo, acaba por ser internada e com a ajuda de um amigo tenta perceber o que realmente aconteceu na fatidica noite.
O argumento e basico, alias segue a lista do que se tem de fazer proforme num thriller policial ou algo semelhante, nao tem grandes personagens nem dialogos e aposta tudo na situação, esta e criada com alguma competencia mas resolvida sem qualquer brilhantismo.
A realizaçao a cargo de Winstock poderia ser o salto para uma maior força por parte deste o que nao ocorre principalmente porque o filme nao arrisca na realizaçao num terreno que oferece sempre essa possibilidade com este tipo de filmes provavelmente sera para sempre o seu terreno.
Confesso que no cast gosto do lado perdido de Jason Leigh achei sempre uma actriz de bom nivel, e aqui demonstra estar algo perdida na carreira demasiado agarrada ao seu lado mais excentrico mais perdido, quando penso que a mesma resulta mais numa faceta mais normal, ao seu lado um handerson inexistente de um actor que nunca conseguiu afirmar-se por falta de qualidade ja que oportunidades foi tendo.

O melhor - Seguir os guidelines do cinema thriller

O pior - A frouxa conclusão


Avaliação - C

About Alex

Nos ultimos anos o cinema independente norte americano tem sofrido uma pequena revolução sendo cada vez mais comum filmes sobre adolescentes ou jovens adultos e as suas vivencias, este ano um desses pequenos filmes foi este Sobre Alex. Os resultados criticos principal ambição deste tipo de filme foram medianos, insuficiente para dar o impulso que muitas vezes este tipo de filme necessita, comercialmente obviamente residual e sem qualquer tipo de expressão.
Sobre o filme podemos dizer que o filme parte de um principio interessante a reunião de amigos de universidade numa casa depois de algum tempo de separação e mais que isso caminhos separados, para alem disso a existencia de conflitos internos e entre eles faz com que o filme tenha muito tapete para desenrolar, e nisso ate começa bem pese embora nunca clique na intensidade preferindo a suavidade de dialogos simples. Contudo parece-nos que nao e na fase inicial que o filme tem o seu grande reves.
O problema e no fim e na forma como tudo acaba e aqui o filme falha em toda a linha desde logo moralmente chegamos a conclusao que ninguem do grupo tem moral, e que tudo nao passa de um motivo para todos andarem com todos como alguem no filme a determinado momento dizem, e isso faz com que a resposta final seja claramente insuficiente nao sabendo em momento algum o espectador a mensagem que o filme se prontificava a passar.
E isso e o grande problema de muitos dos filmes deste genero independentes de realizadores inexperientes o facto de nem sempre os filmes terem um objectivo ou um proposito logico e que a trama ande sobre as ondes e isso faz com que o resultado final nunca tenha grande impacto e isso e normalmente danoso para um filme que como este ate começa bem e tem uma ideia que funciona pese embora nao seja original mas a sua concretização simplesmente nao existe.
A historia fala de um grupo de amigos que se reune na ajuda a um deles depois deste tentar o suicidio contudo nesta reuniao surgem os conflitos que pautam o grupo e outros que sao criados pelo afastamento entre todos.
O argumento até poderia ser interessante utiliza um principio ja usado e com bons resultados, introduz um registo suave interessante leve de dialogos faceis mas na conclusao deita tudo a perder com um exagero que nao retrate uma geraçao que ainda tem mais principios.
Na realizaçao Zwick um jovem realizador nao se pode dizer que tem um primeiro grande filme, mas tambem nao se pode dizer que o resultado neste ambito e totalmente falhado, parece claramente ter mais futuro na realizaçao simples do que propriamente na escrita mais complexa e claramente com mais defeitos.
O cast esta recheado de actores tipicos de experiencia adolescentes independentes como Plaza e Mighella, mas o melhor registo vai para Ritter o filme é sobre a sua personagem e o destaque vai sobre si, um actor que esta há muito tempo na sombra e quem sabe poderia merecer mais oportunidades noutro registo mais elevado.

O melhor - O facto de ir buscar uma ideia tradicional num contexto actual

O pior - A conclusao moral simplesmente inexistente

Avaliação - C-

Thursday, September 04, 2014

The Congress

Ari Folman um realizador essencialmente de animaçao ganhou protagonismo com o seu Waltz in Bashir, que acabou por conseguir chamar a atençao da critica internacional, contudo desde que foi anunciado e depois das primeiras visualizaçoes este The Congress entrou nas bocas do mundo essencialmente pela junçao de mundos o real e de animaçao os resultados comerciais foram decepcionantes motivados quem sabe por uma resposta critica que pese embora fosse positiva não foi o suficiente para dar o impulso que o filme precisava.
Sobre o filme podemos dizer facilmente que na sua essencia no seu pressuposto e um dos filmes mais inovadores e originais do presente ano e mesmo dos ultimos anos do cinema actual, ideologicamente e um daqueles filmes que facilmentes nos recordaremos já que se diferencia quase em tudo daquilo que assistimos ate ao dia de hoje. Não so pela conjugação animaçao real mas da forma como o faz, mas mais que isto na forma como critica objectivamente os perigos do cinema e do mundo, mas acima de tudo na forma com a ficção cientifica não perde o coraçao. E por tudo isto parece-me um filme bastante creativo, original artisticamente pensado e o resultado quando assim e só podia ser positivo.
Mas se tudo o que anteriormente deixaria qualquer ego cinematografico preenchido o filme tambem tem alguns defeitos vincados o maior deles e se perder na ilusao da animaçao, não conseguir ser simples e objectivo neste segmento perdendo-se em passarinhos a voar e outros pontos que muitos poderam considerar como a mente perfeita mas que apenas permite dar cor ao filme tirando lhe um sentido directo objectivo que não deixa de ter. Tambem a conlusao aberta mas ao mesmo tempo negativa para a moratoria do filme que poderia ser numa outra conclusao mais facilmente levado a serio.
Pelo exposto parece-nos estar para um filme obrigatorio, um bom filme com qualidades mais que suficientes para ser um filme para a historia mas cujos defeitos acabam por atenuar o impacto positivo de um filme pensado por uma mente indiscutivelmente creativa.
A historia fala de uma actriz Robin Wright nela propria que num lado mais negro da sua carreira e convidade em scanirizar-se e deixar que a evoluçao trabalhe com a sua imagem. Apos aceitar vinte anos apos e convidada para um congresso do cienma moderno na primeira cidade animada onde tudo começa a acontecer.
O argumento e na base na ideia no formato excelente, inovador original, pensado com proposito pese embora a sua concretização seja menos brilhante perdendo o filme em pequenos lirimos que nada o abrilhantam mesmo assim e deste tipo de risco que hollwywood precisa.
A realizaçao tem dois momentos parece pouco arriscada na fase real, poderia o filme fazer-se valer de mais e exemplar na maior parte da animaçao desde imagens de personaidades conhecidas desde o retratar actores presentes tudo e brilhante na parte animada do filme.
O cast e liderado por Wright numa das melhores prestaçoes da sua carreira, numa auto critica num papel que lhe exige do lado real e que a homenageia no lado animado, ficara pelo menos para ela como o maior projecto de uma carreira ainda em curso bem auxiliada por um Houston versatil e um Giamatti que aqui regressa aos bons filme.

O melhor – A originalidade e creatividade de todo o projecto

O pior – Os lirimos animados


Avaliação - B

Wednesday, September 03, 2014

Half of a Yellow Sun

Depois do sucesso de 12 Anos Escravo seria natual os filmes menores com o seu protagonista ganharem algum protagonismo sendo que este pequeno filme sobre a guerra civil na nigeria foi um dos que obteve esse fruto. Pese embora esse facto podemos dizer que criticamente a mediania generalizada foi bem diferente da aceitaçao do seu filme anterio, já comercialmente um filme com esta dimensao e tema não pode aspirar a muito e este não o conseguiu.
Sobre o filme podemos dizer que filmes sobre situaçoes histiricas mesmo sob o ponto de vista de personagens muitas vezes caem no tedio e na monotonia, algo que este filme não consegue livrar porque nunca consegue ou não quer impregar um ritmo mais forte, seja ele em termos de acçao concreta ou mesmo emocionais, e desde logo este facto não faz o resultado do filme ser desde logo brilhante.
Mas o maior problema do filme reside numa outra falha e esta sim grave em termos da forma como o filme se distancia no espectador, que sao os cortes sucessivos temporais que faz com que o espectador se perca sucessivas vezes na narraçao principalmente na primeira metade do filme, e dificilmente se consiga reencontrar principalmente com a disponibilidade necessaria para entrar novamente na dinamica do filme.
Pelo lado positivo a força das interações os altos e baixos destas no quadrado principal tornam o filme por momentos adulto, coeso, e mais que isso intenso nas vivencias individuais de cada personagem principalmente no pos guerra que nos oferece imagens cruas que muitas vezes sao as mais aperciadas neste tipo de cinema.
O filme segue as aventuras e caminhos de duas irmãs, as vivencias amorosas e a forma como estas vao tocando uma na outra e as relaçoes tambem enquanto se defendem de uma guerra civil sangrenta que ira colocar em risco o tipo de vida a que as mesmas estavam habituadas.
O argumento não e brilhante principalmente porque o filme não e rico nas personagens nem tao pouco nos dialogos, salva a intensidade emocional das relaçoes que mais que um produto da escrita parece neste caso ser um produto da interpretação.
A realizaçao não e eficaz e causa dano no resultado final do filme, a linhagem temporal indefinida e um defeito de uma realizador com pouca experiencia que parece sempre ter mais coraçao do que propriamente raciocinio no filme.
No cast todo o brilho vai para Newton uma das melhores actrizes afro americanas que nem sempre tem a atençao devida dando a sensação que poderia ter uma carreira uns furos acima do conseguido, Ejiofor por sua vez parece mais limitado as expressoes sao as usadas no seu filme de referencia esperando nos um outro tipo de personagens para percebermos o seu real valor.

O melhor – Newton.

O pior – A carcaterizaçao temporal do filme.


Avaliação - C

Sunday, August 31, 2014

Child of God

James Franco e daquelas pessoas totalmente dedicadas ao cinema balançando uma carreira fulgurante em termos de actor com uma mais silenciosa mas mais activa como realizador, pese embora ate ao momento nunca tenha conseguido atingir qualquer patamar meritorio nesta condiçao. O ano passado e para o certame de Veneza lançou esta adaptaçao de McCarthy com toda a crueza do livro mas os resultados foram a todos os niveis desapontantes para aquela que pareceu a maior cartada de Franco como realizador ate ao momento, criticamente não foi alem de uma mediania desoladora e comercial o filme simplesmente não existiu.
Sobre o filme podemos começar por dizer que não se trata de um livro muito facil de adaptar ao cinema, e essas dificuldades ficaram bem expressas no filme que passa muito tempo sem dialogos a seguir uma personagem confusa, e que tem em si todo o filme. E quando esta personagem esta longe da condiçao humana tudo e muito mais dificil de agradar, e o filme representa esse lado mais cruel com força, e quando simplifica processos o filme funciona e torna-se de longe o melhor filme de Franco como realizador ate a data.
O problema e que Franco na realizaçao e na forma como parte o filme não e simples muito pelo contrario tenta adornar o filme com toques de artista em vez de o deixar simplesmente desenvolver e aqui tem o lado negativo do filme, uma partilha uma serie de frases sem sentido como se o filme quisesse ser bem mais do que a historia que já de si e densa o suficiente.
E dai que um filme que facilmente conseguiria ter adeptos se torna algo estranho muito por culpa de um Franco em procura insassiavel por um virtuosismo na realizaçao que não adquiriu e quando assim e o filme tem mais dificuldade de comunicar naturalmente com o espectador.
A historia fala de um individuo deixado sozinho sem educaçao e agressivo que começa a escalar em termos criminais sem que ninguem consiga colocar cobro a situaçao.
O argumento e baseado num livro duro mas forte em situaçoes em filosofia e uma dissertaçao intensa sobre a realidade da condiçao humana no filme temos isso, sem grande necessidade de guiao já que em termos de personagens e dialogos o filme simplesmente adbica e bem destes.
Franco como realizador e o ponto fraco do filme uma abordagem extremamente erronea do filme, apenas funciona quando deixa o filme correr e Haze interpretar, quando decide ser parte fundamental do filme simplesmente as coisas deixam de funcionar.
O cast tem em Haze a sua figura de proa numa performance dificilima para um actor desconhecido podemos dizer que o resultado foi satisfatorio juntando momentos de interpretaçao ao mais alto nivel de niveis altissimos de entrega ao papel, com outros onde cai no facil overacting a prudencia não existe mas para um papel deste grau de dificuldade podemos dizer que o actor passou com excelencia.

O melhor – A historia em si

O pior – Franco e a tentativa de ser virtuoso sem o ser


Avaliação - C+

Draft Day

Ivan Reitman e um dos realizadores mais carismaticos do cinema comercial, colecionando sucessos á mais de 30 anos, pese embora ultimamente os resultados tem sido menos forte principalmente no terreno que lhe deu notoriedade ou seja a comedia. Para este ano num tema em voga, ou seja o Futebol Americano o realizador trouxe-nos um filme sobre as incidencias do dia mais importante da pre season ou seja o Draft Day, os resultados criticos foram medianos o que quase sempre acontece em filmes vocacionados para o grande publico, mas o problema do filme acabou por ser precisamente comercialmente com resultados muito modestos para um filme deste genero.
Sobre o filme podemos dizer que não e uma comedia o que pode ser praticamente uma novidade para a carreira de Reitman, mas sim um filme que respira futebol e tudo envolvido nele, e no grau de promenor temos um excelente filme pela forma como adquire o ritmo pela envolvencia e pela realização, que faz com que duas horas intensas decorram a um optimo ritmo e que ´´e desde logo uma mais valia para qualquer blockbuster.
Como grande problema temos a personagem central, num filme como este e importante ser criada um empatia natural entre a personagem central e o publico algo que não acontece principalmente pela falta de modos do primeiro, mas principalmente porque fica sempre a sensaçao que este não tem razao e que tudo ocorre dependente do estado de espirito o que nem sempre e a melhor condiçao para aquilo que o lugar dele deve ter.
Mesmo assim temos um agradavel filme de entertenimento na senda de muitos outros sobre desporto com caracter mais ligeiro que nos ultimos anos tem sido lançados, sem grande densidade narrativa mas um blockbuster puro e tradicional não fosse Reitman o seu realizador.
A historia fala de um manager de futebol americano e nas diferentes negociaçoes no periodo que antecipa o Draft ou seja a escolha de novas estrelas, enquanto isso novos aspectos da sua vida pessoal irao marcar tambem este dia.
O argumento não e prodigo em novidade muito pelo contrario e um filme simples de processos simples que tem como mais valia o promenor criado em cada situaçao narrativa mais do que propriamente na criaçao de excelentes personagens e muito menos dialogos fortes. Peca na caracterizaçao da personagem central.
Na realizaçao Reitman e um veterano mas que realiza com afinco e promenor um filme de desporto que não e facil principalmente para um veterano e certo que não tem o centro de jogo sempre mais dificil mas em tudo o resto temos um filme com cor, indicado para valores comerciais.
Por fim o cast Costner não e um actor de grande nivel nunca o foi e neste momento da carreira protagonizar um filme nem sempre nos parece uma decisao sábia, aqui aliado a uma personagem cinzenta faz as coisas ainda resultarem menos, Garner por seu lado e o balanço correcto, numa actriz que resulta em filmes com esta simplicidade

O melhor – O promenor do contexto futebolistico

O pior – A personagem central


Avaliação - B-

Saturday, August 30, 2014

Think Like a Man Too

Depois do sucesso em 2012 de Think Like a Man e mais recentemente já no decurso do presente ano de Ride Along Tim Story tornou-se numa figura incontornavel do cinema comedia afro americano e aquele que mais rentabilidade consegue tirar dos seus filmes. Nesta sequela e pese embora a negaçao critica que o filme obteve algo que já não tinha sido brilhante no primeiro filme, comercialmente o filme obteve resultados sustentados embora não sendo a loucura do primeiro filme a resposta voltou a ser no minimo positiva.
Sobre o filme, podemos dizer que estamos perante um filme claramente mais suavel e absurdo do que o primeiro, seguindo a tendendencia das despedidas de solteiros algumas das personagens centrais do primeiro filme reunem-se em tudo que Las Vegas pode dar a um filme de comedia, sem grande profundidade humor simples, que resulta a espaços.
Ou seja daqueles filmes simples de um cinema basico que se reune em momentos de humor obvio nem sempre inteligente ou mesmo surpreendente que peca pelo excesso de prevesibilidade, com um sentimentalismo exagerado em cada uma das historias. Pelo que estamos no mesmo patamar do primeiro filme, num contexto mais descontraido e um filme claramente mais simples mas com o mesmo resultado basico.
Nao se espera que este tipo de filmes seja mais denso ou mais complexos espera-se e que a inovaçao exista de filme para filme e se já no primeiro não tinhamos nada de particularmente novo podemos dizer que neste a novidade e inexistente seguindo apenas os parametros do humor simples do primeiro filme.
A historia fala da reuniao de dois grupos diferentes de homens e mulheres para o mesmo casamento e os planos para a despedida de solteiro com resultados no minimo surpreendente que vai por em causa as questoes de cada um dos casais.
O argumento é simples no ambito de diversas historias reunidas, mas acima de tudo com um humor simples fisico e ao mesmo tempo a cargo de Kevin Hart que acaba por ser o ganha pao humoristica de um filme facil de perceber contudo com defices de originalidade.
Tim Story pode não ser um realizador de excelencia muito pelo contrario, mesmo como tarefeiro o resultado em Fantastic Four foi desolador mas dentro do panorama de comedia afro americano sabe as fazer como poucos pelo excesso de personagens pela linguagem tem um estilo proprio que parece resultar sem grande primor pelo menor em termos comerciais.
Por fim no cast muito pouco para alem dos habitues neste tipo de filmes e em Tyler Perry mais dramatico, apenas de destacar a presença de Hart que vem colecionando sucessos que o torna num dos comediantes com mais sucesso do presente ano.

O melhor – Nao vai alem do que promete no primeiro filme.

O pior – Isto e insuficiente em termos de novidade do humor.


Avaliação - C

Night Moves

O ano passado durante o Festival de Veneza um pequeno filme de uma realizadora do circuito indie chamou a atençao pela presença de actores jovens e conceituados num filme claramente com uma visao mais intimista do cinema. Os resultados criticos foram interessantes com avaliaçoes positivas principalmente no certame mas que não resultou em premios, e viu a estreia americana adiada. Talvez por este factor e pela pouca distribuiçao do filme os resultados comerciais foram residuais algo aquem dos valores dos seus interpretes.
Sobre o filme podemos dizer que esta mais dentro do tipo de filme que a sua realizadora habituou do que propriamente uma tentativa de modificar pela presença de figuras mais mediaticas, ou seja temos um filme de personagens silenciosas com um objectivo definido ganhando o filme intensidade com a reaçao ao climax, que se situa a meados do filme e não no seu fim. Um estilo mais europeu e seguido agora por alguns cineastas de um circuito mais restrito.
Mas o problema do filme reside em duas falhas vincadas a primeira das quais a premissa do filme já ser conhecida quem em cinema quer literariamente abordada de diferentes formas e visoes por cineastas diferentes o que acaba por ser muito redutor para um cinema mais exprimental, e depois a falta de ritmo do filme que por vezes parece travar-se a ele proprio levando o espectador para uma toada de quase adormecimento.
Em suma um filme que na base poderia ter mais valor do que realmente consegue, mas que podera agradar aqueles que gostam de um cinema de captaçao de significado lento mais proximo de um cinema europeu de baixo investimento o que não e o meu caso, pelo que o agrado com o filme não tenha sido muito, principalmente porque a historia já a vimos ser contada de formas muito diferentes e algumas delas com mais qualidade do que a aqui vincada.
A historia fala de tres activistas que acabam por concertar a explosao de uma barragem que conduz a reaçoes diferentes com o efeito da mesma, por parte de cada um deles.
O argumento segue a premissa de Crime e Castigo algo que outros filmes em contextos e envolturas diferentes já o fizeram e dentro desta premissa não nos parece ser o maximo potenciada nem na criaçao do contexto nem no pos acontecimento.
Na realizaçao Reichardt tem perfecionismo estetico gosta de filmar o lado expressivo e silencioso das suas personagens e isto pode ser uma virtude com filmes mais ricos narrativamente.
O cast tras um Eisenberg ambiguo de um lado independente que tem vindo a demonstrar mas que não nos parece dificil de funcionar parece mais funcional do que dificil, Fanning tenta descontruir a imagem simples da infancia mas neste filme o destaque sao as imagens.

O melhor – A realizaçao

O pior – O pós situaçoes, confuso e aborrecida


Avaliação - C

The Rover

Depois do sucesso surpreendente de Animal Kingdom o mundo do cinema não estaria tão desprevenido para o segundo filme do mesmo realizador e argumentista ainda para mais quando na interpretação tinhamos um outro lado no pean up Robert Pattinson. O filme que foi estreado no festival de Cannes, obteve criticas positivas longe contudo do entusiasmo de Animal Kingdom conseguiu e que inclusive colminou em algumas pre listas para os oscares, em termos comercias os poucos cinemas onde o filme estreou condicionou o seu resultado longe do que poderia ser expectavel principalmente tendo em conta os 12 milhoes de budget.
Sobre o filme, o independente Australiano tem-se tornado nos ultimos anos uma fonte de inspiração pelo seu caracter desligado e politicamente incorrecto de um cinema cru. Este filme e um bom especime desse tipo de cinema que tem um cunho proprio mas que por vezes perde por excesso de silencios e monotonia e de uma realidade que por vezes parece tao distante, já o tinha acontecido em Animal Kingdom e aqui replica-se.
Mesmo assim temos um filme que não tendo a intensidade nem a riqueza narrativa de Animal Kingdom tem bons momentos principalmente quando o seu duo de protagonistas se começa a completar em caracteristicas e mesmo os silencios que partilham acaba por dar o lado mais forte do filme numa ligaçao natural de personagens sem nada.
Mesmo assim parece-nos a espaço um filme algo vazio para o excesso de silencio, já que as imagens por si so nem sempre sao do mais ricas que o filme poderia ser, mas na parte final temos uma conclusao de bom nivel que eleva o filme para niveis positivos sem no entanto deslumbrar, num tipo de cinema que acaba por ter um registo demasiado semelhante.
A historia fala de um individuo com nada a perder que ve o seu carro ser roubado por tres bandidos decidindo ir em busca do que e seu apenas na companhia de um irmao de um desses individuos que o vai levar numa road trip com muitas incidencias.
O argumento tem uma historia de base propria num estilo de cinema em crescendo, de crueza e agressividade e personagens sombrias, dai que a riqueza destas mesmas personagens não existam, mesmo assim principalmente pela conclusao parece um argumento interessante.
A realizaçao tem um cunho proprio de um cinema proprio que tem em Michod a sua figura maxima e que tem dado a conhecer ao mundo um forma crua de filmar nem sempre é a mais bela mas o cunho esta bem presente.
No cast o filme tras-nos duas maneiras diferentes de fazer cinema Pearce foi sempre um actor que pensamos que rodou um patamar a baixo do seu valor, principalmente pela versatilidade e intensidade que da a diferentes personagens aqui neste cinema conseguiu o seu lado mais valorizado, ao lado Pattinson parece claramente um actor que quer destruir a imagem de playboy adolescente e que aceita tudo que coloca em causa, mas para determinados registos não basta ser esquizoide deve sempre convencer que o e.

O melhor – A conclusao

O pior – Excesso de silencios


Avaliação - C+

Chef

John Favereau nunca foi um actor de referencia o que mais rapidamente consegui como realizador depois do sucesso da saga Iron Man cujo ultimo filme apenas foi pre produtor. Aqui temos contudo o seu primeiro filme de autor onde e tambem protagonista, uma comedia mais ao estilo de si como actor com resultados criticos bastante interessantes com avaliaçoes essencialmente positivas o que e bom principalmente quando se fala de comedia, comercialmente a imagem de Favereau como protagonista não e tao facil de vender pelo que o filme apenas estreou em cinemas selecionados e com resultados longe dos seus blockbustes.
Sobre o filme para uma comedia resultar ela não tem que ser preenchida de piadas faceis nem de humor breijeiro muitas vezes basta a boa disposiçao e ser um filme simples com grande coraçao, o que este filme facilmente é, ou seja na ligaçao da personagem central quer com a comida e principalmente com o seu filho o filme facilmente conquista o espectador que não espera a piada facil mas facilmente consegue tar a duraçao do filme com um sorriso na boca.
E o porque deste resultado e o filme ter bastante coraçao, o promenor de tudo na confecçao da comida nos dialogos pai filho, na introduçao e aprendizagem constante entre personagens o não existir bipolaridade das personagens tornam este chef um pequeno filme que agrada aos espectadoes e esse e normalmente o principal objectivo de qualquer comedia.
Como lado menos positivo podemos ter a abrangencia do filme quando um realizador atinge determinado patamar principalmente neste caso coemrcial e dificil o ver num filme com menos meios com ambiçoes mais reduzidas mas neste caso e facil dizer que pela primeira vez demonstrou ser mais que um simples tarefeiro com bons conhecimentos e piada facil de hollywood.
O filme fala de um chef que depois de mas avaliaçoes acaba despedido e decide recomeçar numa road trip com uma rollotte de fast food e com o apoio do seu filho que estava distante mais do que recomeçar o filme fala de um recomeço numa relaçao.
O argumento tambem do actor e do realizador não e prodigo em grandes personagens ou originalidade mas e facil perceber que nele tem paixao pela cozinha com o promenor de cada sequencia mas tambem pela forma como quer dar a relaçao pai filho. Um argumento simples mas eficaz.
Favereu opta por uma realizaçao mais independente mais hispanica que fica bem no filme pois lhe da ritmo, longe dos efeitos especiais dos outros filmes aqui temos uma marca mais de autor algo que anteriormente nunca tinha dado pode ser o recomeço de um realizador que teve sucesso antes de o ser.
No cast Favereau não e um actor de grande nivel e o filme perde alcance por isso mesmo, mas o filme e a personagem sao suas e ele sabe tirar proveito delas, na grande panoplia de secundarios poucos tem espaço para brilhar tirando Leguizamo no lado mais ritmado que da ao filme, mas não e no cast que o filme ganha pontos.

O melhor – O coraçao em cada aspecto do filme.

O pior – O protagonista enquanto actor


Avaliação - B