Friday, May 27, 2022

Dual

 O cinema experimental ainda que com algumas figuras conhecidas do grande publico é um hábito no cinema que é apresentado em Sundance. Neste nova edição de 2022 este filme futurista sobre a clonagem foi um dos concorrentes saindo da competição com criticas positivas, embora nao entusiasmantes mas sem premios. Acabou por ser lançado num curto espaço de tempo mas com resultados comerciais rudimentares acabando por nao se tornar numa clara referencia deste festival.

Dual tem uma base ambiciosa, quer na forma como nos exibe a clonagem como resposta a saudade, entrando depois no conflito ideológico posterior. O filme ate cria bem o conflito mas depois e principalmente numa segunda parte parece um filme de ação de qualidade mediana, com uma espécie de Jogos de Fome onde nos parece que o filme teria de explicar muito mais da sociedade que o aceita.

O filme permite uma boa interpretação a divisão que o filme faz da personagem de Gillan mas depois fica-se por ai, o filme trás personagem que acaba por dispensar sem muita razão. O filme leva-nos para um impacto final de um duelo que não acontece e acima de tudo a riqueza que o filme quer trazer ao imperativo moral do filme funciona mas não brilha, tornando o filme diferente, com alguma qualidade mas longe de ser uma referencia.

Ou seja um filme com uma premissa ambiciosa, criado com alguma simplicidade e com a vontade de querer explorar os seus pontos de uma forma muito rápida, mas que depois se torna num quase thriller psicológico de visualização fácil que nunca consegue ser mais que isso, mas acaba por nesse ponto por ter algumas valências que merecem o destaque.

O filme fala de uma jovem que acaba por descobrir que tem uma doença terminal razão pela qual decide criar um clone de forma a substituir a sua existência a quando da sua morte, contudo rapidamente existe um volteface na sua condição de saúde o que a leva a ter de jogar um jogo de sobrevivência com a sua dupla.

Em termos de argumento a  base ideológica do filme tem algumas mais valias, e a ideia e original. nem sempre ficamos com a plena convicção que o filme consegue potenciar ao maximo o que quer fazer com ela, ficando muitas vezes no caminho do thriller psicologico e do filme de açao. A personagem ou as personagens centrais estão bem montadas e o filme cresce com o conflito entre ambas.

Na realizaçao Riley Stearns regressa a realizaçao depois de um estranho The Art of Self Defense. Parece um realizador com conceito, ainda jovem que parece por vezes perder algum foco na forma como por vezes se perde algo em alguma rebeldia desnecessaria e tambem neste filme temos esses apontamentos. E claramente um realizador independente mas que começa a ter alguma assinatura no seu estilo.

Gillan tem o filme entregue a si, em duas personagens divididas que lhe permite explorar diversos atributos que como actriz me parecem estarem bem presentes, e que talvez mereça um maior destaque num cinema dramatico mais de autor. Paul da apenas uma presença mais comercial ao filme.


O melhor - A ideia e original e e uma boa base de intriga

O pior - O filme atalha para um lado mais de açao que o favorece menos.


Avaliação - C+



Ambulance

 Muitos ficaram surpreendidos quando este novo projeto do rei dos blockbusters Michael Bay foi lançado em Março sem a pompa e circunstancia que habitualmente está associado aos super projetos do realizador. Percebendo-se que pelo menos em termos de orçamento seria um filme com menos meios criticamente não existiram melhorias significativas com avaliaçoes excessivamente medianas. Em termos comerciais sem o carimbo dos super franchising o resultado foi desolador tornando-se no maior fiasco do realizador ate ao momento.

Sobre o filme podemos dizer que muitas vezes quando realizadores tarefeiros recuam nos orçamentos ou nos filmes de grande estudio, surgem algumas surpresas num maior risco do argumento e do conceito, o que aqui claramente não acontece. O que temos e um filme de mais de duas horas de um seguimento policial com todos efeitos e tiques de realização de Bay para o final idilico onde tudo acaba bem mesmo que o caminho tenha sido cheio de obstaculos.

Por tudo isto torna-se um filme aborrecido, previsivel, onde mesmo a forma com que Bay filme torna-se irritante e não trazem ao filme nada de ganho relevante. Fica a ideia que o filme mesmo em termos de intriga e preguiçoso, quer trabalhar nos personagens mas deixa-os sempre num terreno demasiado ambiguo para funcionar e o resultado final e um aborrecido e enorme em termos de duração filme de ação de qualidade duvidosa.

Ou seja um filme que segue o que Bay tem feito sem os efeitos ou a saga atrás de si. Desprovindo o filme do que realmente era diferenciador na carreira do realizador temos um filme chato, aborrecido, na maior parte das vezes exagerado e com um desenlace que demonstra bem como um argumento não deve desaguar.

A historia segue uma dupla de irmãos que assaltam um banco, mas depois de algo correr mal no transporte tem de ficar na posse de uma ambulancia onde começa um seguimento policial, sendo que no interior uma paramedica tenta salvar a vida de um policia baleado o qual e o melhor escudo para a dupla de assantantes.

Em termos de argumento um deserto de ideias, quer na conceção da historia, nas personagens e na forma como as mesmas não crescem, e na forma como no fim o filme acaba por tentar terminar com o bem para todas as personagens que realmente interessam, no argumento começam os grandes problemas do filme.

Na realizaçao Bay habituou-se a filmes grandes com muitos efeitos e com uma forma de transmitir as imagens que potenciassem ao maximo esses segmentos. Sem o lado gigantesco nos efeitos fica descabido o filme ir a procura desses momentos, o que o realizador faz e o trabalho fica claramente prejudicado num realizador claramente com pouco talento e muitos meios.

No cast eu confesso que me surpreende que Gylenhall tenha aceite este papel a todos os niveis, mas que demonstram uma fase menos interessante na carreira do ator. Gonzalez ja me parece mais destinada a este tipo de registo pouco exigente e de muita açao, enquanto Mateen II ainda tenta ganhar espaço embora me pareça que o talento esta la para personagens mais trabalhadas.


O melhor - A relação entre irmãos pouco explorada

O pior - A duração para o que o filme nos da


Avaliação - D+



Wednesday, May 25, 2022

Morbius

 Num ano em que a Marvel vai estar em clara hiperatividade tentando recuperar o folego de anos perdidos, tudo começou na partilha de passe com a Sony no lançamento de mais um vilão de Spiderman a solo. Este projeto que foi sendo adiado fruto da pandemia viu a luz do dia com a pior receção que à memoria para um filme da produtora. Criticamente o filme foi um desastre com avaliações muito negativas. Comercialmente nos EUA o resultado foi fraco, acabando por recuperar ligeiramente no resto dos mercados.

Sobre o filme temos a introdução de um heroi/vilão que tenta assumir ao contrario de outros um caracter mais serio, ou seja e um filme com uma estrutura rigida mais proxima dos filmes de horror do que os filmes de entertenimento mas fica a ideia que essa rigidez leve a que o filme se torna demasiado serio sem ter qualquer outro apontamento que o destaque, sendo claro que como personagem Morbius nao consegue sustentar o filme.

Tambem nos efeitos ou na forma como o filme carece de qualquer assinatura, fica a ideia que temos um filme de super herois de qualidade baixa, o que esta mais proximo do que Sony nos deu em alguns dos seus projetos dos que realmente se tornou a frabrica do MCU. Torna-se mais evidente esse ponto na forma como filme abdica de qualquer efeito diferenciador, parecendo um filme que desiste de ser diferenciador para se tornar num cinzento filme de açao mas que pouco ou nenhum destaque consegue chamar ate si.

E a culpa do falhanço rotundo do filme e de tudo, da abordagem pouco artistica do seu criador, de uns interpretes que nao conseguem fazer crescer a personagem, e de um vilão que nunca é realmente impactante mas acima de tudo a ideia que o filme não consegue utilizar os efeitos de primeira linha para fazer pelo menos os momentos de açao serem competentes e assim so poderia resultar num filme mau.

A historia introduz-nos o debil Dr Morbius com o objetivo de encontrar uma cura para a sua doença acaba por fazer estudos com sangue artificiar e de morcegos que lhe vai dar um poder que nas maos erradas acaba por ter um efeito perigoso em tudo que o rodeia.

E no argumento que começa os problemas do filme, a introduçao e mesmo a intriga escolhida na introduçao da personagem nao e mais diferente. O filme tem dificuldade em se encaixar no genero do entertenimento abdicando do humor e torna-se num filme com uma historia cinzenta e pouco interessante.

para a conduçao do projeto a escolha recaiu num Espinosa que tem alguns filmes com alguma qualidade mas ainda com dificuldade em se assumir como um cineasta com assinatura. Fica a sensação que o realizador nao quer tornar o filme refem dos efeitos mas o que utiliza acaba por nao fazer da melhor maneira ficando algo perdido com o tipo de filme em causa.

No cast Leto tinha aqui uma personagem que necessitava de se afirmar e nao consegue: não o faz porque a personagem não lhe permite mas em face do seu trabalho como produtor, fica a ideia que o filme teria que ter mais do que a componente estetica da personagem. Tambem Smith parece subaproveitado num vilão de baixa qualidade que deambula para o final comum.


O melhor - A curta duração


O pior - A forma como o filme nunca consegue chamar a si qualquer atributo


Avaliação - D



Monday, May 23, 2022

The Lost City

 Era um dos primeiros blockbustrs do ano este filme comedia de ação com um elenco de luxo e com um um trailer que tinha chamado a atenção pela sua curiosidade e estilo de humor. Apos os primeiros screeners as avaliações não eram entusiasmantes com avaliações muito medianas que acabavam por não dar o impulso sigificativo para o filme ter esse impacto. Comercialmente o filme teve resultados consideraveis mas fico com a ideia que o filme chegou a pensar ter mais impacto comercial.

The Lost City tem uma base curiosa, quando parece que vai misturar ficção e realidade mas rapidamente o filme desiste desse ponto para se tornar num filme de ação de baixa qualidade onde o humor so funciona a espaços, ficando com a ideia que o filme se perde por completo apos o Cameo de Brad Pitt ficando com a ideia que o filme tambem nao encontra muito mais a dar depois dai, do que tentar fornecer alguma qumiica entre as personagens o que nao acontece.

Alias um dos problemas do filme e que quer ter algum tipo de açao e nunca consegue realmente ter, porque as personagens ficam muito mais preocupadas com um humor de ritmo baixo, e fica a ideia que o investimento do filme acaba por ser todo no cast e muito pouco naquilo que podia ser um interessante filme de açao em que o valor comico acabaria por ser um apontamento de qualidade, mas acaba por nao ser nenhum dos dois.

Ou seja um filme que prometeu muito mas que fica longe de cumpir os objetivos para ser um interessante filme de verão. Fica a ideia que Bullock tentou muito tempo no filme em procurar as suas fantasias com os seus colegas interpretes e nada a desenvolver uma narrativa vazia e pouco interessante e onde o nivel comico fica apenas pela mediania.

A historia fala de uma escritora de filmes de açao algo descontente com o seu percurso que acaba por ser raptada por um rico individuo que a tenta procurar para o ajudar a encontrar um tesouro, acabando por ser alvo do resgate do modelo que mais não e do que capa dos seus livros.

Em termos de argumento quem ve o trailer pensa que o filme ia ter mais orginalidade na abordagem o que o filme nunca tem, nem no que diz respeito a narrativa, nem as personagens nem as situaçoes. Fica a ideia que as ideias foram todas expostas no trailer e que nao sobrou nada.

Na realizaçao os irmaos Nee tem aqui o seu filme mais visivel em que fica a ideia que estao com meios a mais para a capacidade e explique a nao passagem ate agora para este tipo de projeto. FIca a ideia que o filme nunca consegue encontrar qualquer registo interessante de abordagem.

Por fim no cast Bullock e mais do mesmo, ritmo baixo humor das palavras e acima de tudo exibir a forma fisica ainda relevante tendo em conta a sua idade. AO seu lado Tattum que acaba por ser escolhido pela sua presença fisica, tendo Pitt os melhores momentos nos cinco minutos de filme.


o melhor - O cameo de Pitt

O pior - A burla que o trailer acaba por ser 


Avaliação - C-



Friday, May 20, 2022

The Bubble

 Judd Apptow e uma das figuras maiores da comedia norte americana o que faz com que por vezes arrisque um pouquinho mais nas suas abordagens e que estas nem sempre sejam do agrado da critica. Isso pode ser o que aconteceu com este peculiar The Bubble uma comedia que satiriza com o lock down e a forma como a industria respondeu a essa situação. Criticamente o filme foi um desastre completo, algo que não e comum numa carreira como do realizador e comercialmente o filme acabou por ficar contaminado por esta receção pouco interessante, acabando por ficar algo escondido na panoplia de projetos da Netflix.

O filme e uma satira arriscada, muitas vezes exagerada, descontrolada e nem sempre equilibrada mas que funciona no seu principalmente fundamento que é ser ridicula e divertida e isso o filme consegue. E daqueles filmes que nos faz rir mesmo com as situações mais simples. E um filme que nao tem medo de ser parvo, alias e na parvoice que tem o seu veiculo de comunicaçao e nesse particular e um filme que escolhe os pontos que quer ironizar, mesmo que isso custe ao filme uma real intriga ou algum lado mais adulto.

Claro que o filme principalmente pelo exagero de alguns pontos colocou-se de uma forma muito clara a disposiçao das criticas mais fortes e que nao resistiu ao seu estilo demasiado rebelde ou ao excesso de parvoice. E um estilo de humor que muitas vezes nao convence os mais tradicionais e neste caso isso foi claro. E obvio que e um filme que se leva muito pouco a serie e que isso impede-o de ser realmente marcante mas no final ficamos com a clara ideia que o filme conseguiu nos fazer rir.

E daqueles filmes arriscados para um realizador com algum portfolio como Apptow porque vai aos limites do humor e mesmo do bom gosto, mas claro que nas tematicas na critica interna e externa e mesmo na forma como acaba por dar pancada em muita gente fica a clara ideia de um filme irreverente que nos consegue divertir.

A historia segue a produçao de uma saga interminavel de um franchising de pessima qualidade em plena pandemia numa bolha de forma a impedir que o virus entre dentro do circuito. Contudo com o passar do tempo a obsessão com a proteçao acaba por colocar em causa cada um dos atores e membros da produçao.

Em termos de argumento a base ate podia ser adulta mas tudo e tratado de forma estapafurdia com um humor rebelde e infantil onde a logica e colocada de lado. O filme sabe trabalhar com isso principalmente no lado humoristico onde claramente funciona.

Na realizaçao Apptow e uma das figuras maiores da comedia com sucessos comerciais e criticos que tem aqui em termos de receçao o seu maior desastre. O filme tem risco, tem critica, e realizado com simplicidade ou mesmo com algum amadorismo pensado, mas isso nao caiu bem principalmente no lado mais tradicional de quem tanto gostou dos filmes anteriores de Apptow.

o cast e pensado na vertente comica e non sense que o filme quer ter e quem melhor que Duchovny e Pascal para matarealizar isso, com a ajuda de uma Gillan a ganhar peso no cinema comercial de Hollywood. Nao sendo papeis dificeis tem a cargo um humor exagerado que todos conseguem interpretar.


O melhor - O humor corrosivo do filme

O pior - E demasiado disparatado


Avaliação - C+



Wednesday, May 18, 2022

Choose or Die

 A  netflix sem o peso de ter de desaguar os seus projetos em face dos cinemas ja se encontrarem abertos, tem tido um ano de alguma dificuldade em tornar os seus projetos apeteciveis para o grande publico, razão pela qual tem surgido pequenos filmes em generos menores, em filmes de desgaste rapido como esta incursão pelo cinema de terror. O resultado critico do filme ate foi mediano longe do arraso que alguns filmes deste genero acabam por ter, contudo comercialmente foi claramente um filme que pouco impacto e que quase temos de descobrir na biblioteca da aplicação.

Sobre o filme temos um filme curto, muito proximo de outros de terror tecnologico que nos ultimos anos tem efetuado moda, com o ingrediente adicional do retro, ou seja pese embora seja um terror tecnologico e de maldição vai buscar os efeitos do retrogaming, numa mistura que seria uma questão de timing a aparecer.

Pese embora os atributos o filme e pouco interessante, previsivel de horror facil, mas que nada tras de particularmente relevante para o genero. Temos sangue, temos muitas escolhas mas pouco mais, um filme curto com personagens que na essencia nao existe e mesmo no que diz respeito a forma de filmar temos a simplicidade de processos que nao permite qualquer destaque tambem neste ponto.

Ou seja um fraco filme de serie b, onde questionamos apenas como um jovem como Asa ainda com algum sucesso na tv aparece neste tipo de genero. Sabemos como o filme acaba mas a forma como filme nao se vincou comercialmente acabou por não dar hipoteses a eventuais sequelas.

A historia segue uma maldição a qual e passada numa cassete de um computador antiga que acaba por exigir que quem a utiliza faça escolhas de forma a salvar a propria vida. As escolhas sao as mais dificeis e as mais sangrentas.

No que diz respeito ao argumento temos um filme sem grandes personagens, sem grandes surpresas ou abordagens que de alguma forma diferencie o filme de outros filmes menos competentes e de baixa qualidade no que ao terror diz respeito.

Na realizaçao Toby Meakins e um realizador de terror ainda pouco conhecido que acabou por ter o seu maior sucesso em alguns filmes de menor escala que conquistaram alguns festivais especializados. Aqui pouco ou nada de relevante na abordagem num filme que se assume como terror de baixo orçamento.

No cast para alem de questionarmos como e que Butterfiel aceitou este tipo de filme, Evans e a protagonista numa apariçao que da-lhe minutos mas que o filme nada exige como acontece neste tipo de filmes.

O melhor - O lado retro e sempre diferente


O pior - Os personagens nao existirem


Avaliação - D



Deep Water

 Esta produçao gerou curiosidade por se assumir como um claro Thriller erotico algo que há muito tempo os filmes tinham alguma dificuldade em assumir. O segundo ponto que gerou alguma polemica foi o filme ser lançado diretamente em aplicações de streaming embora a dupla comercial de protagonistas e mesmo do seu realizador. Criticamente o filme recebeu criticas medianas que não lhe permitiu voos mais elevados, sendo que comercialmente o filme teve algum impacto na distribuição da Amazon embora seja um peso pesado em face dos seus protagonistas.

No que diz respeito ao filme temos uma abordagem proxima do que ja vimos nos filmes anteriores de Lynn no qual o mesmo conjuga o lado mais sexual das relações, com um lado mais obsessivo. O filme consegue conjugar bem os limites que estes temas levam as personagens, embora a forma como o filme assume as dinamicas do casal com estes pontos nem sempre nos pareça plausivel ou equilibrada, ficando sempre o filme com a ideia que na relaçao do casal fica muito por explorar.

Em termos do lado policial o filme e mais simplista, esconde pouco e tenta acima de tudo entrar na dinamica do jogo do gato e do rato que nem sempre e bem feito. Fica a ideia que o filme e sempre muito mais bem trabalhado nas dinamicas da personagem masculina do que feminina que se encontra sempre demasiado distante daquilo que e a comunicação direta com o espetador.

Por tudo isto parece que Deep Water falha alguns dos pontos em que prometia funcionar, como a sensualidade, nem sempre trabalhada, o lado mais escuro das perosonagens onde fica a ideia que apenas o lado masculino acaba por entrar, ficando a ideia clara que o filme sente-se tambem perdido na forma como nao aproveita as personagens secundarias, acabando o filme por ser demasiado mediano e com pouco relevo mesmo no genero.

A historia fala de um casal em que o homem aceita que a mulher se relacione com outros homens de forma a manter o casamento embora isso o incomode e ao longo do tempo torna tudo mais explosivo principalmente quando os amigos da mulher começam a falecer.

Em termos de argumento a historia ate podia ter alguns elementos de interesse na forma como aborda os lados mais negros das relaçoes e de cada personagem mas o filme tem muita dificuldade em encontrar os pontos de contactos entre os personagens e a narrativa acaba por ser demasiado simplista.

Lynn e um experiente realizador que acaba por dar a sensualidade conhecida ao seus filmes embora nunca tenha sido uma figura de primeira linha. Aqui temos isso, tenta principalmente na imagem de Armas potenciar essa sensualidade mas fica a ideia que nao e pela realizaçao que as coisas funcionam. As cenas de açao sao de fraca qualidade.

No cast Affleck parece surgir num reverso do seu Gone Girl sente-se confortavel no lado mais escuro da personagem e fica a ideia que e quem se sente mais confortavel com o papel. Armas ja a vimos com mais qualidade e mais sensualidade em filmes que exploram menos este ponto.

O melhor - Os lados obsuros do casal

O pior - A intriga e muito limitada


Avaliação - C



Monday, May 16, 2022

9 Bullets

 Manter o sucesso em Hollywood deve ser uma das tarefas mais arduas para um ator, dai que muitas das figuras façam da sua carreira montanhas russas entre o sucesso e o deserto. Esta expressividade acabou por ser comum nas carreiras quer de Headey quer de Worthington que se juntam neste filme de baixo orçamento que estreou com criticas muito negativas e que comercialmente acabou por estrear em muitos pouco cinemas com resultados completamente inexistentes.

Este e um daqueles filmes serie B que apenas vamos ver porque reconhecemos alguns dos seus protagonistas mesmo tendo total perceçao que o filme sera fraco com poucas ideias e que apenas e uma forma dos mesmos irem sobrevivendo no cinema. Pois bem o filme e mesmo isto, uma especie de road trip de uma mulher sozinha com uma criança contra uma associaçao criminosa com toda a previsibilidade e erros narrativos que ja esperavamos.

E daqueles telefilmes que preenchem as aplicações de streaming de qualidade mais baixa, que junta algumas figuras que reconhecemos (algumas conhecemos mesmo mas já não viamos a muito tempo) num filme que do primeiro ao ultimo minuto nos diz de uma forma clara o que vai acontecer a seguir sem conseguir nunca prender ou trazer algum tipo de comunicação ao espetador.

Ou seja um mau filme que fica com a clara ideia que nunca tenta ter minima qualidade. Um daqueles filmes modestos na produçao e no argumento que tem como unico registo tentar amealhar os ultimos dolares que a potencial imagem dos seus protagonistas ainda podia rentabilizar o que neste caso nao e muito.

A historia segue uma stripper que acaba por resgatar uma criança sua vizinha depois da sua familia ser totalmente assassinada e embarcar numa road trip pela sobrevivencia de ambos presseguidos por um grupo criminoso bem proximo da protagonista.

Em termos de argumento previsibilidade maxima do primeiro ao ultimo minuto. Um filme com pouca narrativa, personagens despidas ao maximo de personalidade e uma incapacidade de surpreender tornam o argumento numa das razões do filme falhar em grande escala.

Na realizaçao Gigi Gaston e um autentico desconhecido com o seu filme mais visivel, sem arte, sem assinatura, limitando-se a um registo de telefilme de pequeno orçamento que normalmente conduz o seu realizador a um frustrante anonimato.

Headey e uma actriz que muitos pensaram que poderia reativar a sua força com o sucesso de Guerra dos Tronos mas nao conseguiu fazer a passagem para o cinema. Worthington esta numa mare muito baixa que podera animar no final do ano com o novo Avatar. Fica a ideia que já esteve numa mare bem mais agradavel.


O melhor - Algumas trilhas sonoras

O pior - A forma como o filme se assume como mediocre


Avaliação - D



Windfall

 Com o eclodir da pandemia de COVID 19 a industria do cinema teve de se reagrupar e organizar, principalmente nos meses de maior lockdown, dai que seja comum nos proximos tempos encontrar filmes mais circunscritos no espaço e em personagens. Este e mais um desses projetos, com o patrocinio da netflix numa especie de thriller psicologico. Em termos criticos a mediania não deu o impulso que talvez o filme e mesmo a carreira de  Mdcowell necessite, e comercialmente isso acabou por tornar o filme algo desprecebido na sempre visivel Netflix

Sobre o filme temos uma abordagem comum nos ultimos tempos que e colocar personagens num cenario numa situação limite que no inicio ate parece ser de facil resoluçao mas que acaba por se tornar rapidamente numa confusão e numa escalada de violência, o filme tem esse caminho bem definido mas fica a ideia que principalmente na explosao das personagens tirando a feminina todos tem dificuldade em encontrar o seu momento e o filme torna-se demasiado lume brando para o estilo.

O filme ate escolhe bem o contexto espacial. Uma casa de ferias, bonita num espaço unico que da boas imagens, mas e na aproximaçao entre personagens que o filme funciona pior. Fica a ideia clara que o filme exigia mais passado das personagens e mais ligaçoes para o impacto do seu desenvolvimento e mais que tudo o impacto das escolhas das personagens fosse outro.

Fica a ideia que o filme ate tem os condimentos necessários para funcionar mas tem dificuldade em fazer a sua historia resultar com o impacto estimado. Fica a ideia que as personagens deveriam crescer mais, dar-se mais a conhecer para alem do esteriótipo que as acompanha, e mesmo que acima de tudo o absurdo de muitas situações acabasse por ser ultrapassado pelo impacto e intensidade do conflito em crescendo.

A historia fala de um casal que ao entrar na sua casa de ferias percebe que a mesma esta ocupada por um ladrão sem grande jeito, mas cuja a dificuldade em resolver a situação entre cada uma das pontas acaba por conduzir a uma escalada de violência e mais que tudo na dificuldade em encontrarem o desfecho para a sua ponta solta.

Em termos de argumento o filme tem ingredientes principalmente na forma como as personagens podem entrar em conflito uma com as outras em face das características. O problema e que nem sempre o filme tem a arte para conduzir as personagens pelos caminhos certos e isso faz com que o filme tenha dificuldade principalmente na construçao da intriga.

McDowell e um realizador jovem que ja teve alguns trabalhos que foram bem recebidos mas que tem tido dificuldade em sublinhar a sua grande obra. Aqui ate escolhe bem o espaço mas nao consegue rentabilizar o seu arguimento numa componente estetica diferenciada e isso faz com que nao seja o passo necessario.

No cast o filme e rodeado por tres interpretes com caracteristicas diferentes com resultado tambem ele diferente. Segel tem estado esforçado em tentar entrar no mundo do drama mas tem dificuldades. Nao tem o impacto suficiente para descontruir uma imagem de muitos anos e aqui acaba por nao ser o filme para isso. Ao seu lado uma Collins com uma personagem que demora demasiado tempo a encontrar o seu impacto, estando os melhores a cargo de um sempre competente Plemmons.


O melhor  - O espaço

O pior - O filme nao imprimir o impacto e a intensidade mais cedo


Avaliação - C



 

Friday, May 13, 2022

The Outfit

 Peaky Blinders lançou novamente a ficção para o mundo do crime organizado e familiar, dai que seria obvio que alguns filmes tentassem aproveitar a onde desde sucesso para trazer projetos proximos ou com o mesmo tipo de abordagem. Este Outfit e uma intriga de personagens no jogo do gato e do rato entre dois grupos criminosos, todo ele passado dentro de uma loja de um alfaiate, com muitas jogadas e traiçoes. Este thriller acabou por ser bem recebido pela critica pelo seu estilo particular sendo que comercialmente não sendo declaradamente um filme de grande publico o resultado comercial até acabou por ser consistente.

Sobre o filme, temos um filme sobre familias do crime, uma contra a outra a jogarem os seus dados na loja de um particular alfaiate e a sua assistente, que acabam por se ver rodeados num jogo de intrigas entre as diferentes personagens e na luta pela propria sobrevivencia. O filme tem o lado iconico de ser todo ele passado em tempo real e no mesmo local, e acima de tudo na capacidade como o argumento e as personagens vao dançando uns com os outros para a propria sobrevivencia.

O filme acaba por ter nesses pontos as suas maiores virtudes e resultar num filme consistente, interessante, com um estilo proprio que merece a nossa atençao. Claro que nem sempre para um filme de gangsters e um filme de ritmo elevado, fruto de uma inspiração mais britanica, mas fica no final o resultado de um filme competente, bem interpretado e com o seu proprio estilo.

Assim, numa altura em que o cinema tem tido algumas dificuldades em encontrar registos e historias proprias, fica sublinhado a capacidade deste filme com as limitaçoes que se impões de espaço e tempo conseguir ser diferenciado e consistente em dialogos e acima de tudo em personagens que estão na mais de uma hora e meia de filme a jogar com a expetativa dos outros.

A historia fala de um alfaiate cuja loja acaba por ser o ponto de chegada de dois grupos criminosos rivais que acabam por tentar perceber quem se encontra a passar informações à policia, o que conduz a uma serie de acontecimentos que leva a um jogo do diz que disse entre cada um dos intervenientes em luta pela propria sobrevivencia.

E no argumento que reside a mais valia do filme e na forma como cada dialogo acaba por ser a munição da personagem dirigida ao outro. o filme tem essa capacidade e essa força de segurar os seus pontos nessa premissa, e isso e uma virtude do proprio argumento.

Na realizaçao Grahaam Moore argumentista de algum sucesso tem aqui a sua estreia na realizaçao num filme concetual, que nao sendo espetacular ou esteticamente muito trabalhado e um filme que sabe ir buscar as suas proprias influencias e aproveitar na forma como comunica com o espetador. Podera ser um bom inicio na carreira do realizador.

No que diz respeito ao cast, a aposta em Rylance como protagonista e excelente pela dualidade que o actor consegue dar as suas personagens e que o filme aqui exige. O misto de serenidade e misterio e aplicado na dose certa na personagem que conduz o filme, perdendo apenas em algum momento para um Flynn em boa forma.


O melhor - Rylance e a forma como o seu personagem conduz o filme.

O pior -Num filme de açao os ritmos nem sempre são intensos


Avaliação - B-



Monday, May 09, 2022

Umma

 Março ficou registado com o lançamento de alguns filmes de terror com diversos contextos. Este trás um filme concetual sobre a rigidez das tradições orientais numa obra simples, que acima de tudo quer explorar a capacidade estética das expressões faciais de Sandra Oh. Em termos criticos a mediania levou a que o filme ficasse um pouco aquem principalmente comparado com outros filme de terror, concretamente X que estreou na mesma altura. Comercialmente a produçao de Sam Raimi não foi suficiente para o filme brilhar com resultados muito rudimentares.

Sobre o filme eu confesso que quando vejo um filme com menos de 90 minutos de duração, ou o filme e de uma intensidade plena do primeiro ao ultimo minuto, ou fica a ideia que na produçao algo ficou perdido e o filme atalha para o seu fim. Pois bem parece evidente isso neste filme. Uma introduçao demorada, onde passa mais de metade do filme a introduzir as personagens, quando filme passa para a açao temos cinco minutos e pouco mais e depois a redençao, num filme que não ter minimo terror, ou mesmo horror, e que os efeitos visuais ficam nas expressões faciais de Oh.

Em termos narrativos a base de transpor os pesadelos do passado para o presente e muito utilizado, nem sempre com o sucesso ou mesmo com a intensidade que se espera e ai fica o facto do filme nunca se assumir verdadeiramente como um filme de terror caindo demasiadas vezes na intensidade do thriller psicologico que nunca o filme é na verdente na intriga e dos avanços e retrocessos das personagens que o genero acaba por exigir, acabando o filme por nunca prender ou ter a minima capacidade de se fazer chegar ao espetador.

Assim surge um cinzentissimo filme de terror, sem qualquer tipo impacto emocional ou estetico no espetador, que parece uma tentativa de trazer uma Sandra Oh em boa forma na televisão para um registo mais estetico no cinema, mas que sabe a muito pouco, e isso parece que o filme percebe razão pela qual atalha caminho para um final repentino.

A historia segue uma mãe e uma filha marcadas pela anti socialidade e por caracteristicas particular de ambas, que acabam por começar a chocar quando se descobre a origem de muitos dos medos da mãe a forma como os mesmos ainda parecem querer assombrar o passado.

Em termos de argumento fica a ideia que o filme nao tem caracteristicas de ser de terror, assumindo-se como tal e para thriller tambem fica a ideia que o filme tinha de ser mais composto na sua especificidade ficando a meio caminho e sem qualquer trajeto concreto

Na realizaçao fica a clara ideia que as expressoes de Oh poderiam dar esteticamente um bom fundamento de um filme de terror, contudo esta estreia de Shim não leva o filme para a intensidade psicologica que o filme necessitava e por isso o filme acaba por ficar a meio trajeto.

No que diz respeito ao cast Oh cumpre, já que nos parece claro que a sua escolha foi obviamente estetica para as expressões faciais que da ao filme e que sao o que melhor funciona. No restante escolhas pouco impactantes num filme que tambem nao exige.


O melhor - As expressões de terror de Oh

O pior - A forma como o filme nao se assume como thiller nem terror


Avaliação - D



Thursday, May 05, 2022

X

O cinema terror e habitualmente um dos generos que mais filmes lança por ano, alguns com objetivos puramente comerciais, mas outros aparecem com uma abordagem e um conceito algo diferenciado. Este foi o caminho escolhido por Ti West, num filme que tenta misturar a sexualidade da industria pornografica com o terror. Este filme acabou por resultar criticamente com avaliaçoes muito positivas, sendo que comercial e na ausência de grandes figuras mediaticas o trajeto comercial foi bem mais modesto.

O filme resulta nos dois princípios que quer ter, o primeiro é demonstrar o lado mais negro e inseguro da industria pornográfica  e o segundo é o horror numa forma muito particular na maneira como o filme é filmado num misto de terror estetico com psicologico e libidinoso que o filme vai encaixando perfeitamente a cada momento. fica a clara sensação que o filme encontra o seu registo e consegue manter o nível de horror que comunica bem e de uma forma adulta com o espetador.

O filme podera ser em determinados momentos demasiado estetico e ir buscar a repulsa do espetador de uma forma demasiado gráfica, mas isso e a forma com que o filme quer comunicar. Ao entrar no submundo da pornografia o filme quer entrar tambem nos limites do horror e consegue num filme negro, violento e mais que tudo um filme graficamente imponente.

Nao sendo um genero que seja facil criar produtos novos e narrativamente o filme ate acaba por ser algo repetitivo e previsivel nos seus contornos, certo é que o filme por outro lado consegue nos elementos especificos se diferenciar e quando isso acontece temos de valorizar um genero que por vezes anda perdido em percursos demasiado obvios.

A historia fala-nos de um grupo que se encontra a realizar um filme pornografico que acaba por alugar um espaço numa quinta nos EUA profunda, até que começa a despertar os piores sentidos do casal proprietario do espaço, e colocar em causa a segurança de todos.

Em termos de argumento o filme não e propriamente um poço de originalidade em nenhum dos seus momentos, acaba por ser em todas as especificidades menos no argumento que o filme tem as suas virtudes. Nao e muito rico em personagem e intriga mas funciona em tudo o resto.

Ti West e um realizador associado ao filmes de terror que tem algum valor iconico mas que nunca tinha sido propriamente um menino bonito da critica. Aqui temos o seu maior sucesso no seu filme mais arriscado, ficando a ideia que podera construir uma carreira mais forte a partir de agora.

No que diz respeito ao cast, temos uma Goth muito estetica e muito presente nas duas personagens, num filme que roda em torno de uma atriz indie que preenche o que os filmes querem dela, o misterio. Ao seu lado um conjunto de atores menos conhecidos que acabam por ser competentes, com maior destaque para Stephen Ure que é a parelha ideal para Goth mais velha


O melhor - A estetica e os limites ultrapassados do horror


O pior - Narrativamente e mais do mesmo


Avaliação - B-



Tuesday, May 03, 2022

The Adam Project

 Numa altura em que a Netflix ainda vai tendo dificuldade de entrar na dinamica principalmente dos Blockbusters, tem sido muitas as tentativas explorando o valor das estrelas como Ryan Reynolds, num filme de ação comedia de um realizador habituado ao sucesso e com um cast de primeira linha. Pese embora todos estes recursos que antecipava o sucesso claro do projeto criticamente a mediania ficou longe do que ja vimos Levy fazer noutro tipo de produçoes. Comercialmente sera sempre um sucesso tendo em conta o numero de sobrescitores da Netflix mas nao parece ter sido um filme para ficar na memoria.

A historia como todas as outras de regresso ao passado e futuro com as mesmas personagens exige sempre uma coerencia interna que nem sempre e facil que conseguir e o filme para potenciar algum humor perde essa competencia, o que acaba por surpreender pela negativa, pelos recursos empregues, mas acima de tudo porque o filme tem uma clara dificuldade em sublinhar outro tipo de valencias como o humor.

Fica a ideia que o filme tenta potenciar demasiado um estilo de humor que Reynolds esta preso e que na maior parte do tempo ate funciona mas que o filme pela sua tematica exigia normalmente muito mais força nos detalhes, na historia de base e acima de tudo na coerencia de cada um dos pontos, o que o filme acaba por ser deficitario muitas dessas vezes tornando-se num claro parente pobre nas carreiras dos atores e dos realizadores.

Percebe-se a aposta em busca de um sucesso imediato, mas principalmente depois do sucesso da ideia e do filme que a dupla conseguiu em Free Guy as expetativas estavam demasiado elevadas e resultam num filme com muitos recursos principalmente no cast mas com a clara ideia que e um filme pouco trabalhado pelos envolvidos, como que para cumprir calendario principalmente o da Netflix. Não e um filme que se faça notar embora nos possa deixar bem dispostos em alguns periodos.

A historia fala de um individuo que volta ao passado de forma a ir em busca da sua vertente mais nova para juntos poderem recuar ainda mais no tempo e colocar em causa os planos de um ser do futuro com um projeto que pode colocar em causa o futuro da humanidade.

Assim como a maior parte dos filmes sobre o futuro temos os mesmos pontos de trabalho. A necessidade de união, o insolito de algumas situações as quais acabam por se tornar veiculo do humor, uma humanidade a necessitar de ser salva. Pelos envolvidos e o seu valor o filme necessitava de alguma frescura pelo menos em alguns pontos.

Na realizaçao Levy tem-se tornado num competente realizador de comedia, que nos ultimos tempos tem adotado alguns projetos com mais meios e mais açao. Acabou por ter o seu maior sucesso no originalissimo Free Guy mas aqui volta um pouco ao marasmo de uma comedia algo sem sabor dos seus filmes anteriores.

No cast Reynolds e competente no estilo de ator que o filme pede, sendo claro que o filme procura encaixar naquilo que estamos habituados nele. O filme acaba por nao usufruir particularmente das restantes figuras que apenas dao nome ao filme.


O melhor - Algumas sequencias de humor funcionam no estilo Reynolds.

O pior - A historia ja foi vista vezes interminaveis


Avaliação - C



Friday, April 29, 2022

Fresh

 Tem sido cada vez mais comum em algumas aplicações de streaming os filmes trazerem as figuras maiores de algumas series efetuando um aproveitamento de imagem em projetos aparentemente menores. Esta particular comedia da Hulu, juntou um Sebastian Stan com a serie Pam and Tommy a surgir e foi buscar Daisy Edgar Jones depois do sucesso de Normal People, numa particular comedia sobre canibalismo. Pese embora o gosto discutivel do tema criticamente o filme obteve uma boa receção com avaliações positivas tornando-se também um sucesso comercial numa aplicaçao em crescendo principalmente com a divulgação da Disney+.

 Sobre o filme podemos dizer que não é um filme facil, o humor ou a tentativa de suavizar o tema acaba por ser demasiado negro com sequencias agressivas que podera desmoronar o estilo humoristico de muitos. Nesse particular parece obvio que o filme acaba por surgir em terrenos algo pantanosos que em alguns momentos pelo seu non sense acaba por funcionar mas noutros fica a ideia que tudo e demasiado absurdo.

Assim surge um filme que tem as suas particularidades que conseguem captar a atenção da maior parte das pessoas, num misto de horror e comedia em quantidades satisfatórias, mas ao mesmo tempo fica a ideia de que o filme no seu desenvolvimento promete muito mais do que realmente cumpre, na forma como a historia se desenvolve, ficando sempre a ideia que tudo fica a meio caminho.

Por tudo isto Fresh e um filme diferente sem que isso seja diferenciado. Fica a ideia que muito do que vimos e original e novo, mas que o resultado final não e particularmente diferente ou que o filme em si consegue transmitir e prender o espetador. Nao e uma obra de referência embora principalmente em algumas situações isoladas a forma como o filme se quer diferenciar funcione.

A historia fala de uma jovem que tenta procurar o homem da sua vida em encontros ocasionais ate que acaba por ser chamada a atenção por um jovem que não é mais do que um canibal com um apetite voraz por carne humana.

Em termos de argumento o filme parece divagar um pouco entre se assumir como romantico, horror e comedia e isso acaba por fazer com que nunca assuma nenhum dos generos, o que acaba por dar espaço para algumas sequencias menos logicas mas que funcionam, mas que a nivel narrativo nunca permite um impacto claro da historia que o filme quer contar.

No que diz respeito a realizaçao, a mesma marca a estreia de Mimi Cave nas longas metragens depois de algumas curtas e video clips. O filme tem um estilo proprio, visual e de abordagem que não sendo propriamente artistico funciona no estilo negro que o filme quer ter.

No cast Stan funciona bem como psicopata amigavel e o filme acaba por perceber bem o estilo e o peso que a personagem quer ter. Ao seu lado uma Edgar JOnes a ganhar estatuto com uma personagem simples mas que acaba por exibir alguns dos recursos da atriz em diversos generos, embora nos pareça que terá mais espaço para crescer em projetos mais serios.




o melhor - Algumas sequencias isoladas

O pior - A forma como o filme deambula por entres generos


Avaliação - C+

Wednesday, April 27, 2022

Uncharted

 A Sony apostou recentemente numa nova iniciativa que é dar vida aos seus titulos mais famosos dos videojogos principalmente aqueles que se tornaram um sucesso absoluto, ligando mais uma vez o mundo das consolas e do cinema com produçoes proprias sob o selo da Play Station. Para marcar este inicio surgiu esta mega produçao liderada por uma dupla de protagonistas de primeira linha, muitos efeitos especiais de forma a recriar o ambiente do jogo. Criticamente como a maioria das adaptaçoes de videojogos as coisas não foram brilhantes, enquanto comercialmente o valor atual de Holland deu ao filme um resultado forte, principalmente nos mercados pelo mundo fora.

Uncharted e aquele tipico filme de aventuras que tem alguns apontamentos que funcionam como a quimica e o lado descontraido da dupla de protagonistas, as quais claramente funcionam bem na conjunção da comedia e cinema de açao, mas por outro lado existem algumas sequencias as quais para quem não as consegue associar aos momentos mais iconicas do jogo acabam por ser em toda a linha estapafurdias como o voo em pleno ar de personagens carros e afins.

Fica a ideia que o filme não tem em termos narrativos muitas mais valias que o diferencie de outros titulos do genero como National Treasure, mas fica a ideia que o filme tenta aproveitar nos detalhes para ser um produto razoavel de entertenimento, com as apostas nos protagonistas, sequencias com muitos efeitos e uma passagem por locais proprios, o que sempre funciona.

Contudo esta longe de marcar um inicio de um franchising de qualidade superior. Fica mesmo a ideia que o filme garante o minino necessário, mas tambem muitos ficaram a achar que tudo e demasiado exagerado e que acabem por não ser propriamente os maiores adeptos do estilo exagerado do filme, porque o cinema e videojogos acabam por ter publicos claramente diferentes.

O filme aborda Nathan Drake uma especie de ladrão que acaba por ser abordado pelo melhor amigo do seu irmão mais velho de forma a entrarem numa expedição de forma a encontrarem um procurado tesouro, contudo acabarão por ter a competição de um grupo criminoso bem mais organizado.

Em termos de argumento mais no mesmo em quase todas as vertentes da historia. Parece claro que os principios e acima de tudo a forma como o filme acaba por nunca conseguir na narrativa surpreender acaba por não dar a historia uma sobrevivencia propria. O filme e mais eficaz no lado mais simplista de um humor direto.

Na realizaçao Ruben Fleisher que já tinha conseguido o sucesso em Zombieland e numa forma bem mais inexplicavel em Venom, acaba por ter um trabalho competente. Muitos efeitos, exagerados mas o filme quer isso mesmo. Denota-se capacidade de tornar o filme grande se bem que muitas vezes pouco artistico.

No cast Holland esta na forma plena em termos de heroi de açao, disponivel, proximo do grande publico e com facilidade de comunicação. Existem atores que conseguem esse impacto, e Holland esta nesse momento e o filme aproveita isso. Whalberg e dos actores que melhor funciona no lado de ação disparatada e o filme conduz para isso. Parece faltar ao filme um vilao de maior impacto.


O melhor - A quimica do duo


O pior - Algumas cenas com sentido e logica abaixo de zero


Avaliação - C+



Thursday, April 14, 2022

Infinite Storm

 Os ultimos anos não tem corrido propriamente bem para Naomi Watts a qual tem sobrevivido em filmes claramente serie b, muitos deles onde atua quase sozinha a espera que os grandes projetos olhem novamente para si. Num ano com alguma atividade mas pouca visibilidade surgiu este filme catastrofe, o qual explora a capacidade da atriz como atriz de ação. Em termos criticos o filme permaneceu na mediania quase indiferente e comercialmente nem o projeto nem Watts por si so neste momento garantem basicamente nada.

  Assim temos na essencia um filme de sobrevivencia em que uma personagem inicialmente mas depois duas são largados no meio de uma montanha a sobreviver contra uma tempestade de neve. Pois bem o filme e apenas isto porque por muito que tente nao consegue desenvolver nem as personagens nem propriamente a ligaçao que alegadamente deveria ser criada entre elas.

FIca a ideia que o filme ate pensa em determinada altura em evoluir em ir atras das crenças e os dogmas de cada uma das personagens mas tudo e rapidamente interrompido pelos efeitos da tempestade tornando o filme mais fisico, mais vazio e mais chato, algo que ate e pouco comum para um filme com esta duração que parece nunca conseguir entusiasmar mesmo nas sequencias mais fisicas o espetador.

Ou seja um filme claramente pequeno, com um unico objetivo de potenciar sobrevivencia com efeitos de segundo nivel, e que no final fica claramente a ideia que ja vimos aquilo tudo e de uma forma muita mais profissional. QUando assim e fica a ideia de uma ligeira perda de tempo embora o filme arrisque demasiado pouco para ser muito mau.

A historia segue uma montanhista que numa das suas expedições e apanhada por um tempestade de neve e tem de lutar para sobreviver ate que encontra um misterioso individuo o qual tera que o ajudar.

Em termos de argumento muito pouco, o filme tem poucas bases, arrisca quase nada nas personagens e tudo acaba por ser mais do mesmo. Pouco dialogo que poderia tornar as personagens o epicentro do filme acaba por ser o mal de um filme com objetivos concretos mas curtos.

Na realizaçao Szumowska e uma conceituada realizadora polaca bastante premiada em festivais europeus que tem aqui o seu caminho pelo cinema mais comercial. O filme nao tem grandes meios e isso denota-se em efeitos sofriveis que nem sempre fornecem o impacto que a tempestade quer dar. Fica a ideia que muitas vezes os cineastas europeus nao conseguem sentir-se confortaveis neste tipo de projetos.

Watts nao esta em grande forma e isso explica o nivel baixo dos seus ultimos filmes. Aqui e novamente a solo ate se entrega fisicamente mas fica uma clara ideia que o filme deveria ser obviamente mais de personagem e menos de tempestade


O melhor - Isoladamente o filme consegue dar a perceçao do desespero

O pior - As personagens ficarem muito para trás


Avaliação - C-



Wednesday, April 13, 2022

Mothering Sunday

 O cinema britanico tem um contexto muito prõpio que ao longo dos tempos nos deu um estilo de cinema de epoca com uma assinatura muito propria e ao longo do tempo vai lançado alguns dos novos jovens talentos de um cinema mundial. Em 2021 mas apenas com o lançamento mais expansivo no mundo em 2022 surgiu este filme sobre uma personagem em tres fases da vida. Em termos criticos o filme até conseguiu avaliações validas, mas comercialmente, um terreno onde se percebe que o filme teria ambiçoes curtas o resultado ficou muito aquem.

Sobre o filme temos um filme muito proximo do que e comum no cinema independente ingles marcado por introspeção de personagem, ritmos muito lentos e imagens bonitas. Neste particular o resultado do filme é algo apagado como alias o filme que parece sempre apostado num ritmo demasiado lento na forma como comunica com o espetador, lançado para segundo plano alguns dos seus melhores atributos como o excelente cast.

O filme tem o lado puzzle de nos dar tres momentos diferentes da mesma personagem. Nem sempre este paralelismo e trabalhado de forma a comunicar de uma forma mais clara com o publico, acabando o filme por longos momentos se perder em monologos quase inconsequentes e tudo acaba por ser demasiado apagado para se sustentar junto do espetador.

Ou seja um pouco interessante filme com muito do tradicional ingles, trazendo como protagonistas alguns dos actores jovens a crescer naquele panorama, mas o filme acaba por cair nos erros comuns de um cinema independente daquele pais, que pelo rigor impresso acaba por lentificar processos e distanciar-se do espetador.

A historia segue uma empregada que acaba por iniciar uma relação com um nobre individuo prometido a uma outra mulher, sendo que o filme acaba por seguir um outro momento da vida da mesma personagem na qual a trabalhar numa livraria se apaixona por um cliente e por fim como autora de um romance de sucesso fruto destas vivencias.

Em termos de argumento o estilo fragmentado da mesma personagens e os pontos de contacto entre cada uma das sequencias poderia caso o filme fosse bem trabalhado na intriga ser interessante no resultado final. Mas um estilo demasiado introspetivo das personagens que falam essencialmente mais para dentro do que para fora acaba por não ser o melhor caminho.

 Na realizaçao Eva Husson e uma realizadora associada a um cinema mais independente em termos do cinema britanico que tem aqui o seu filme mais visivel. Esteticamente e no espirito tradicional o filme acaba por ser interessante e com imagens bonitas, mesmo que a organização temporal que o filme adota nem sempre seja aquela que melhor contacta com o espetador.

No cast o filme aposta em duas apostas de uma nova vaga de atores britanicos, concretamente Young e O'Connor, que encaixam no estilo que o filme quer ter. Estranho é o filme apostar no talento de Colman e Firth e principalmente a primeira dar-lhe apenas cinco minutos de real presença no filme.


O melhor - Esteticamente o filme tem alguns planos bonitos

O pior - Ritmo demasiado baixo e introspetivo


Avaliação - C-



Jackass: Forever

 20 anos depois do mundo ser surpreendido pela primeira longa metragem deste grupo assumidamente "imbecil" que tornou um programa de sucesso da MTV numa longa metragem que foi um sucesso, eis que surge a sua homenagem, dez anos apos o ultimo filme, com uma equipa mais velha mas com o mesmo risco. Em termos criticos surpreendentemente o conceito foi aceite, apesar da declarada estupidez e mau gosto patente em todas as sequencias do filme. Por fim em termos comerciais os resultados ficaram um pouco aquem do que os primeiros filmes conseguiram, mas o conceito torna-se naturalmente repetitivo e por iso deixa de ter tanto impacto.

Analisar Jackass e sempre dificil desde logo porque nao temos um filme, ou uma intriga, temos apenas sequencias de imebecilidade, humor e algum nojo que acaba por ser mais do mesmo. O risco aumenta em alguns pontos, tendo sempre o lado nojento, o lado animal e o lado insólito que todos os outros filmes ja tem, mas acaba por ser mais do mesmo, ficando claro que tambem nao existia muitos cominhos para precorrer.

O que percebemos claramente e que todos estão mais velhos e mais que isso percebemos que a idade foi mesmo madrasta para algum deles, dai que se perceba que a maior parte da sequencias sao com os mesmos intervenientes ficando a ideia de algum resguardo principalmente de um Knoxville que acaba por ser mais mestre de cerimonias.

Ou seja sequencias novas mas mais do mesmo em termos das ideias. Acaba por ser um regresso ao passado num contexto diferente, onde não existe tanto o caracter surpresa que acabou por ter um impacto relevante nos primeiros filmes, mas fica a ideia clara que ou se gosta ou se detesta o que este grupo de "idiotas" declarados faz.

O filme marca os vinte anos do primeiro filme, com a maior parte dos elementos do primeiro filme a regressarem com novos amigos para mais uma serie de aventuras sem qualquer sentido e que colocam em causa a propria integredidade fisica.

Em termos de argumento as ideias são na base do que ja vimos anteriormente, não existe nenhuma sequencia particularmente diferenciada, mas quem gostou dos primeiros filmes vai ficar satisfeito da forma como tudo se desenvolve neste.

Na realizaçao Jeff Tremaine é o realizador de tudo que se encontra associado ao genero, com o impacto esperado de cada sequencia. Nao e propriamente um realizador de carreira, onde apenas The Dirt acabou por ter algum lado mais ficcional, mas este sera sempre um trabalho de referencia.

Em termos de interpretes, os personagens acabam por ser eles proprios e nisso temos um Knoxville que acaba sempre por ser aquele que melhor nos apresenta o que vem a seguir, e um conjunto de personagens pensadas para este conceito.


O melhor - Continua insolito

O pior - Nenhuma sequencia e particularmente diferenciada


Avaliação . C+



Tuesday, April 12, 2022

The Contractor

 Existem duplas no cinema que pela relevância ou pela quimica em filmes anteriores acabam por nos trazer algumas boas recordações, é o que acontece com Forster e Pine, depois de Hell or High Water. Neste ano surgem neste pequeno filme de ação sobre o pos exercito. Um filme pequeno de ambiçoes curtas que acabou por ter alguma indiferença critica, sendo que comercialmente as coisas não estiveram muito brilhantes, principalmente tendo em conta o momento menos forte do seu protagonista.

The Contractor e um filme pequeno nas ideias e na execução. Se por um lado o filme ao inicio ameaça entrar dentro da cabeça e saude mental nos dispensados do exercito, bem como na forma como estes sobrevivem apos a dispensa, o certo é que o filme acaba por se tornar num percepitado filme de açao entre grupos com sequencias longas mas que nada desenvolve os temas que poderia tornar o filme mais maduro.

A questão e que a intriga policial que sustenta a historia e as suas sequencias de ação, nem sempre acabam por ser muito eficazes, tornando o filme repetitivo, e mesmo previsivel, pese embora as tentativas de volte face que o filme tenta dar, para alimentar a expetativa do espetador, o qual acaba por chegar aos pontos do filme primeiro do que ele proprio.

Ou seja um filme de açao com poucos elementos relevantes, que acaba por ser de desgaste rapido e com pouca ou nenhuma capacidade de ficar na retina. Saimos com filmagens em Bucareste, um pais nada comum, e acima de tudo a ideia que mesmo nos atores de açao e dificil envelhecer e principalmente Pine tem tido dificuldade em encontrar o seu espaço.

A historia fala de um dispensado do exercito, que acaba por se reunir com o seu ex colega e começar a trabalhar num serviço privado, até que percebe que os intuitos da organização para a qual trabalha não são as melhores e isso pode colocar em causa a sua segurança e dos seus.

Em termos de argumento um filme simples, com poucas personagens ou uma narrativa diferenciada. Fica a ideia que no inicio o filme vai tentar tocar de uma forma madura em questão pertinentes, o qual abandona para se tornar num filme vazia de açao.

Na realizaçao Tarik Saleh é um desconhecido realizador sueco que tem aqui a sua obra mais visivel, sem grande brilho. Uma realizaçao simplista, com sequencias de ação simples, que pouca ou nenhuma assinatura deixa para o futuro.

No cast e pena que depois de Hell or High water tenhamos uma reunião entre um Pine que ja foi mais forte como ator de ação e um Forster que parece sempre ter dificuldade em assumir o seu real talento em personagens mais eficazes. Aqui o filme parece não estar de acordo com ambos, mas principalmente com o talento claro e aqui algo desprediçado de Forster.


O melhor - A ameaça do filme tocar em temas concretos do abandono dos dispensados do exercito.

O pior - A forma como o filme acaba por se tornar num sem sabor filme de ação rapida


Avaliação - C-

Apollo 10 1/2: A Space Age Adventure

 Richard Linklater é sem sombra de dúvida um dos cineastas mais exprimentalistas que Hollywood conheceu até hoje. Não por ser particularmente arrojado nas suas historias, mas acima de tudo porque faz dos seus filmes verdadeiras experiencias de vida, como fez na longa filmagem de Boyhood, ou na triologia do romance puro de Before. Ao longo da sua carreira já tinha efetuado uma incursão na animação sem grande sucesso, e este ano volta, num tema mais intimista e com a colaboração da Netfllix. Criticamente o realizador voltou a agarrar a critica, mas comercialmente pouco ou nada ouvimos para potenciar uma historia como esta, o que demonstra bem que a Netflix preocupa-se mais com produtos de desgaste rapido do que com obras mais referenciadas.

Sobre o filme o que podemos dizer é que mesmo sem nunca vivermos em Houston, ou nunca termos estado propriamente dentro daquela epoca o filme é uma autentica viagem de promenores do primeiro ao ultimo minuto que nos enche de memórias mesmo que não sejam nossas. O filme consegue mais que ir a um momento proprio de uma sociedade ir atrás de uma infância de memorias, com dinamicas familiares, culturais e educacionais de um tempo de uma forma que apenas Linklater consegue ter.

O filme para alem de concetualmente e esteticamente ser muito aprimorado, entusiasmando o estilo de animaçao realista com muitas figuras conhecidas, acaba por surpreender pela forma como todos os promenores das dinamicas contam, abrindo o filme a uma vivencia familia imersiva num contexto unico como a experiencia lunar.

Por tudo isto e estranhamento incompreensivel como é necessário quase um mapa para descobrir tão curioso filme numa galeria interminavem de titulos que a netflix dispõesm. Claro que muitos podem pensar que a animaçao para adultos e sempre dificil, mas o filme marca mesmo isso, e um filme para a adultos que quer que façam recuar ao momento em que a animação ainda era uma forma de sentir e nisso o filme e muito competente.

A historia fala de um jovem instalado em Houston proximo da sede da Nasa e as suas vivencias familiares e fantasiosas nos momentos que antecederem a ida à lua e a forma como foi vivenciando essa própria experiencia.

Em termos de argumento a historia pode ser algo difusa no paralelismo entre a realidade e o imaginario, mas nos detalhes e nos apontamentos poucos escrevem como um Linklater absolutamente unico, na forma como potencia o detalhe e como chega às nossas memorias.

Em termos de realizaçao o trabalho do realizador e muito interessante e seria um autentico disparate se o filme não figurasse nos nomeados para melhor filme de animaçao no proximo ano, devido a qualidade e originalidade da abordagem, embora com tecnicas proximas daquela que Linklater ja tinha usado com menos sucesso no seu projeto de animaçao anteior. Podendo nao ter filmes espantosos tecnicamente Linklater tem projetos de vida dedicados ao cinema.

O filme nao tem atores, tem um Jack Black como narrador que cumpre aquilo que o filme quer, ou seja guiar-nos por memórias e a escolha acaba por ser mais que tudo competente.


O melhor - A experiencia totalmente imersiva que o filme acaba por ser.


O pior - O fio condutor pode não ser particularmente intrigante


Avaliação - B+

Monday, April 11, 2022

Marry Me

 O dia dos namorados e dias aproximados são sempre epocas para filmes romanticos de amor idilico com o objetivo maximo comercial. Este ano, este filme produzido e pensado totalmente na figura de J Lo acabou por ser a coqueluche do ano. Num estilo Nothing Hill dos tempos modernos este filme foi claramente pior recebido com avaliações sofriveis. Comercialmente os resultados também ficaram algo longe do que o star value da actriz poderia fazer esperar.

Sobre o filme, podemos sempre esperar que a historia do amor impossível entre um anonimo e uma estrela é algo que cai muitas vezes no imaginario comum e nada melhor do que tentar um projeto que faça resultar tal relacionamento. O filme tenta, principalmente na dictomia e nos pressuposto que os opostos se atraem, mas acaba por não funcionar, essencialmente porque perde demasiado tempo a pensar na imagem de Jennifer Lopez e bem menos nos outros elementos do filme.

Um dos problemas maiores que um filme romantico deste tipo pode ter, é a falta de quimica, e o filme nunca tem, o estilo de Lopez nao encaixa minimamente com o estilo de Wilson, sendo os dois muito presos no seu estilo de cinema acaba por nunca existir simbiose entre as personagens, num filme que dependia muito disso para funcionar. A unir tudo isto o filme passa demasiado tempo em musicas e roupas de J Lo.

Por tudo isto uma fraca comedia romantica, daquelas que o seu estilo e ideias se esgota por completo no trailer. Mesmo com uma base que agrada habitualmente o grande publico pela forma como lhe preenche o imaginario este nunca consegue funcionar, principalmente porque nem a personagem masculina cresce, nem a feminina desce do pedestal onde se coloca.

A historia fala de uma super estrela da musica que em pleno palco, apos ter conhecimento de que é traida por outra super estrela, acaba por casar com um perfeito desconhecido, que apenas ali se encontrava para agradar a filha. O que seria uma manobra comercial acaba por aproximar os dois de mundos bem diferentes.

O argumento do filme parte de uma ideia que no passado ja resultou, principalmente em Nothing Hill, o filme tenta ser mais atual, com o glamour do mundo da musica, mas perde-se nisso e o filme acaba por ter mais dificuldade em fazer as personagens funcionar em duo, e quando assim é tudo fica comprometido.

Na realizaçao Kat Coiro é uma jovem realizadora habituada acima de tudo a trabalhos para televisão que tem um trabalho simples, mas que se dedica demasiado a agradar a imagem de JLO (produtora do filme) do que em criar mecanismos para o filme funcionar, também esteticamente. Nao e uma obra diferenciada.

No cast temos os protagonistas nos seus papeis mais comuns, o lado estrelar de Jennifer Lopez e o lado desligado de Wilson. Ambos encaixam bem nos registos mas acabam por nao encaixar minimanente um no outro e o filme sofre muito por isso.


O melhor - A ideia é sempre boa

O pior - A quimica que nunca aparece


Avaliação - C-

Sunday, April 10, 2022

Dog

 O longo confinamento que fomos obrigados a fazer nos ultimos dois anos, foi um desafio longo para alguns atores, que tiveram de encontrar os seus objetivos no cinema perante esta nova realidade Tatum decidiu treinar cães para o seu projeto pessoal de um filme homenagem a todos os canideos, herois de guerra e as consequencias que tal trás para os animais. Estreado no inicio do ano sem todo o mediatismo dos filmes do heroi de açao, o filme que tem o ator na co realizaçao ate conseguiu criticas respeitaveis, para um conceito algo simplista. Comercialmente o valor do ator ainda e uma garantia de algum sucesso em Hollywood.

Sobre o filme podemos começar por dizer que temos um filme ligeiro, sobre a ligação entre uma pessoa e um cão dificil, numa especie de road trip entre ambos. O filme e a todos os niveis simples, tendo como maior feito o não cair no exagero da relação idilica, o filme assume sempre os problemas da personagem humana e da cadela na forma como a relação se constroi e nisso o filme é competente, bem como no lado de homenagem aos veteranos.

O filme funciona bem pior como entertenimento, desde logo as sequencias entre personagem e cão estão longe de ser particularmente divertidas, principalmente tendo em conta o que todos ja vimos em outros filmes com animais, e a road trip nao e propriamente recheada de situações particularmente interessantes, acabando o filme por acabar numa monotonia de um filme que nao quer ser exageradamente idiota, mas também nao tem atributos para e fazer vincar no drama.

Fica mais do que um otimo filme, uma homenagem, ou um filme ternurento de ligaçao entre o homem e animal, igual a muitos. O lado simbolico militar, da ao filme uma componente ideologica relevante, mas como obra o filme está longe de ser satisfatoria, acabando por cair na sua maior parte do tempo numa monotonia exagerada.

A historia fala de um ex combatente que e contratado de forma a efetuar uma road trip com um violento cão com ansiedade de guerra ao funeral do seu tratador, iniciando uma road trip nada facil para nenhum dos envolvidos.

Em termos de argumento temos um filme algo repetitivo a outros que ja vimos, quer na ligação e construção da dinamica cão pessoa, mas acima de tudo na forma como o filme acaba por ter de encontrar as situações para descontrair que todos ja as vimos.

Na realizaçao Tatum estreia-se na realiação com um projeto pessoal, que tem a dificuldade de ter cães como protagonistas, com muito treino, mas esteticamente e um filme demasiado simples e convencional. tem ao seu lado o seu amigo Reid Caroline com quem ja tinha colaborado em MAgic Mike, tambem ele em estreia.

No que diz respeito ao cast e inequiveco a entrega de Tatum ao filme nos mais diversos sentidos. A personagem e basica, sem muita exigencia a nao ser as caracteristicas ja exploradas do ator, que tem aqui quase um filme a solo, ou nao fosse o seu projeto.


O melhor - O lado da homenagem sentida a um lado menos visivel da guerra

O pior - Demasiado monotono do primeiro ao ultimo minuto


Avaliação - C



Wednesday, April 06, 2022

The Cursed

 Este filme que após ter sido trabalhado com o nome The Cursed foi conhecido em alguns mercado comos "Eight for Silver" é uma aposta do terror de epoca com muito terror e imagens chocantes numa historia de vingança de seres animalescos e possessões. Esta mistura lançada no inicio do ano ate conseguiu convencer a critica o que nem sempre é fácil num género como o terror. Comercialmente a falta de nomes de referência não potenciaram resultados consistentes, mesmo com o filme a ter uma estreia wide.

Sobre o filme podemos começar por dizer que tem elementos como o horror e as sequencias de sonho que funcionam bem naquilo que transmite ao espetador, aproveitando o lado de época para ter mais impacto estético nas suas cenas, mas por outro lado na narrativa o filme acaba por se embrulhar demasiado na sua própria historia e acima de tudo numa forma nem sempre muito concreta de introduzir personagens.

Por tudo isto ficamos sempre mais associado a crueldade de algumas imagens do que propriamente ficamos impressionados com o guião ou o argumento do filme, numa historia repetida igual a muitas, que mesmo na sequencia do terror acaba por juntar demasiados géneros sem nunca tirar realmente proveito de um estilo em si.

Por tudo isto um cinzento filme de terror, que chama a si o maior destaque pela agressividade e o lado mais agressivo de determinadas cenas que acabam por ser o seu elemento mais diferenciador. Não e um dos filmes que ficara na retina nem por ser brilhante no género nem por ser mau de mais, como muitos de terror ficam pelo lado menos positivo.

A historia fala de uma família, que depois da morte de uma comunidade cigana começa a ser importunada por sonhos horríveis e pior de tudo por um estranho ser que coloca em causa a sobrevivência das diferentes pessoas da aldeia em particular destaque da família em questão.

No que diz respeito ao argumento o filme acaba por ser algo repetitivo nas suas ideias e no seu desenvolvimento. Não e propriamente rico nos diálogos e personagens, acabando por acima de tudo ser um filme que tem noutras valências os seus maiores talentos.

Na realização Sean Ellis e um realizador que teve algum sucesso nas curtas mas que a passagem para longas ainda não conseguiu se traduzir numa obra de referencia. Fica a ideia que sabe tirar partido da estética dos seus filmes, mas se calhar ainda não encontrou a historia certa.

No que diz respeito ao cast Holbrook e um ator que ja viu passar perante si o comboio do sucesso mas tarde em o assumir. Este e um papel simples num tipico filme de terror que não tras o desenvolvimento que talvez esperava ter neste momento. Nos restantes o filme não ganha nem perde pelas suas escolhas.


O melhor - O caracter estetico do horror

O pior - O argumento e mais do mesmo


Avaliação - C



Monday, April 04, 2022

Kimi

Numa altura em que Zoe Kravitz começa a assumir um protagonismo declarado em Hollywood principalmente pelo sucesso comercial de Batman, eis que surge o novo filme do exprimentalista Steven Soderberh numa colaboração com a hbo max, sobre o mundo da tecnologia que teve a jovem atriz como figura central. Criticamente o filme conseguiu novamente que o realizador obtivesse alguns aplausos, comercialmente fica a perceção de que terá que ser com outro tipo de abordagem que esta nova HBO tera que assumir protagonismo.
Nos ultimos anos Soderberg tem adotado um cinema exprimentalista com historias algo simplistas de entertenimento rapido mas que na sua forma de captar imagens acaba por apostar em alguma diferença e irreverência que nos tem dado alguns filmes interessantes mas longe das obras de referência que o realizador teve quando conseguiu vencer os oscares. Pois bem este e mais um filme cujo resultado acaba por ser igual, ou seja ficamos com a clara convicção de que o filme tem potencial, mas nao tem tamanho para ser significativo.
A forma como o realizador gosta das novas tecnologias acaba por ser vincado no protagonismo que o filme acaba por dar à inteligência artificial cada vez mais em nossas casa. Se na forma como o filme trata a agarofobia e a digitalização o filme e competente, tratando tambem o contexto da pandemia, o filme no+ que diz respeito a intriga policial e si é batante mais modesto, num filme curto, que entertem mais pouco mais.
Fica assim mais um registo de um filme de Soderberg muito ativo depois de por diversas vezes anunciar pausas na carreira que nunca se concretizaram. Fica a ideia e que o filme tem demasiada pressa de chegar ao filme e isso projudica a intriga policial simplista, que parece ser apenas o adereço para tudo o resto, quando deveriam ser os detalhes a aprimorar a ideia central.
A historia fala de uma jovem agarofobica com um trabalho digital que acaba por tropeçar num homicidio e que a leva a ter de superar todos os medos para conseguir sobreviver a quem quer apagar isso da memoria da mesma.
Em termos de argumento o filme tem alguns apontamentos interessantes, principalmente nos detalhes tecnologicos, mas depois acaba por ser algo simplista na intriga policial central e isso faz o filme ser algo simples em quase tudo, e que faz que o espetador se centre essencialmente nos detalhes onde o filme e mais trabalhado.
Soderberh dedicou-se nos ultimos anos, mais que grandes projetos, a um exprimentalismo suportado pelos serviços de streaming, isso faz com que os filmes tenham detalhes mas depois percam o tamanho que Soderberg ja teve em muitos outros filmes. Esta mais ativo do que propriamente brilhante.
No cast temos uma Kravitz que se entrega fisicamente ao papel o qual acaba por nao exigir tanto como a sinopse faz pensar. A atriz esta em boa forma e isso transmite confiança, num filme que o unico outro ponto no cast minimamente interessante e ver o Buzz de sozinho em casa mais velho

O melhor - Os detalhes tecnologicos

O pior - A demasiada simplicidade da narrativa policial

Avaliação -C+


Sunday, April 03, 2022

Moonfall

 Rolland Emmerich e um veterano realizador de blockbuters com muito investimento que teve na decada de 90 alguns dos maiores sucessos de bilheteira daquele tempo. COntudo com o passar e com a repetiçao continua da tematica dos filmes catastrofes foi perdendo o impacto e começou a ser uma aposta mais secundária dos estudios, ainda que com muitos meios ainda. Este ano surgiu mais um filme do genero, agora lançado nos primeiros meses, e com uma receção critica negativa que resultou num filme com muita pouca imponencia comercial, demonstrando que o realizador e o estilo estão completamente fora de moda.

Se os primeiros filmes de Emmerich ate podiam ser uma boa simbiose entre o lado comercial e tecnicos dos efeitos especiais e alguma capacidade de ser engraçado, os ultimos tornaram-se apenas filmes de destruição total de efeitos especiais vazios, que tem o seu pior lado a todos os niveis neste horrivel Moonfall. 

Tudo neste filme é absurdo do primeiro ao ultimo minuto, a ideia da lua chocar contra o planeta que nos leva a um desfile pessimo de efeitos especiais completamente ultrapassados, um conjunto de personagens que acabam por ir para circunstancias completamente aburda, e acima de tudo um filme que sabe que é mau e nem conegue jogar minimamente com o lado descontraido que poderia tirar o peso do filme se levar a si demasiado serio.

Por tudo isto Moonfall e para mim o pior filme de pelo menos os ultimos cinco anos, num espetaculo deploravel de efeitos especiais, de personagens e acima de tudo uma ideia idiota, contextualizada por ideias de desenvolvimento narrativo completamente sem sentido e no final uma confusão total de tematicas.

A historia fala de algo que se inseriu dentro da lua e que acaba por desviar a orbita lunar colocando em risco a sobrevivencia do nosso planeta ficando tudo nas maos de dois astronautas e um estudioso dos fenomenos lunares numa missão a solo.

No argumento centra-se o desastre completo do filme, desde uma ideia sem qualquer tipo de sentido, que se torna ainda pior na forma como o filme desenvolve personagens e situações, acabando por no final ainda complicar o facil de um argumento jã de si absurdo que torna tudo uma complicação ainda mais sem sentido.

Emmerich e um realizador veterano que a determinado momento da sua carreira conseguiu perceber aquilo que o publico queria ver em termos de blockbusters mas que ficou vinte anos depois preso aos mesmos procedimentos e acaba por nos ultimos anos se arrastar num cinema penoso quer manchará a sua carreira no final. Tem aqui o seu capitulo mais negro a todos os niveis.

E completamente impensável como uma atriz vencedora de oscar como Halle Berry aceite fazer um filme como este, completamente despropositado, com uma personagem basica ao máxima. Em Patrick Wilson e outros secundarios e mais comum os ver em projetos como este de visibilidade mas que nada fornecem aos seus interpetes e respetivas carreiras.


O melhor - Nada

O pior - Tudo

Avaliação - F



Thursday, March 31, 2022

I Want You Back

 É conhecido que o dia dos namorados é uma altura em que o cinema normalmente lança alguns projetos de forma a tentar ir buscar algum dinheiro junto de casais enamorados com o lançamento ou de diversos filmes sobre romance a maior parte dos quais comedias. Parece que este ano também os serviços de streaming apostaram no tema, principalmente a Amazon com este filme que essencialmente se debruça sobre o amor. Esta comedia com diversos  intervenientes habituais no genero arrecadou criticas interessantes sendo que comercialmente não sera certamente uma ancora do serviço.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme ligeiro sobre o amor e sobre as relações. E um filme que consegue satisfazer os espetadores com simplicidade, não necessitando nunca de ser extremamente efusivo no seu humor, embora o seu lado descontraido seja sempre presente. O maior potencial do filme está na forma como caracteriza e nos da diferentes relações entre os protagonistas sem lados bons e maus e nisso o filme apesar de declaradamente comedia acaba por ter um trabalho de fundo.

Onde o filme me parece perder algum ponto e na sua conclusão, rapida e simbolica, mas fica a ideia que principalmente a quimica de Day e Slate merecia uma conclusão mais detalhada assim como os outros personagens. Ou seja o excesso de cenas e de explicação para cada uma das personagens e que faz o filme ser funcionar e detalhado em muitos aspetos parece não ter a conclusão perfeita mesmo que a mesma seja simbolicamente bonita para o que o filme quer traduzir.

Mesmo assim, e estando longe das obras primas ou referência da comedia romantica temos um filme eficaz, que sabe o que quer tratar, o romance, de uma forma ligeira sem nunca entrar na comedia idiota e o filme consegue encontrar o ritmo certo, as personagens e os seus momentos para funcionar junto do publico, mesmo que seja um filme simples de familia e pouco mais.

No argumento o filme tem como a sua maior virtude a simplicidade e o trabalho nas personagens e nas suas relações individuais. As peças encaixam e o filme consegue ter um ritmo de alguma suavidade com muitas auto perceções do amor sem nunca necessitar de ser exagerado no humor ou na sua sexualização, algo que esta muito na moda.

Na realizaçao Jason Orley e um realizador associado a alguns projetos de Pete Davidson enquanto humorista e que aqui tem um trabalho de telefilme simples sem grandes riscos ou jogadas ideologicas seguindo a simplicidade que o filme acaba por ter em si próprio.

No que diz respeito ao cast Day e Slate levam as personagens para o seu lado mais comico, fruto das carreiras e estilos que foram construindo. Eastwood num registo mais leve que funciona naquilo que o filme pede da sua personagens, sendo Rodriguez obviamente o corpo mais estranho na toada que o filme quer ter.


O melhor - As personagens encaixarem bem entre si


O pior - O final apressado


Avaliação - B-