Wednesday, April 29, 2026

They Will Kill You

 Numa altura em que o cinema de terror numa panorama geral adotou diversas estrategias o Body horror com algum humor começa a ganhar algum espaço nos grandes estudios, mesmo que a génese dos filmes possa ser disparatada. Essa rebeldia é a assinatura declarada deste filme que estreou em Março com criticas medianas e comercialmente com um cast de segunda linha acabou por ter resultados medianos, pese embora alguma força na divulgação do projeto.

Sobre o filme podemos dizer que o que melhor sobra no filme acaba por ser a rebeldia da forma como o filme se organiza e das sequencias de combate com muito sangue e pouco realismo. Fica a sensação que o filme acaba por tentar ser um kill bill pouco artistico  num terror comico sem grande sentido, mas que torna o filme numa mistura tão grande de estilos que sobra muito pouco de coesão.

Por tudo isto podemos dizer que temos um filme maioritariamente confuso, que quando tentamos encontrar um fio, ele rapidamente desaparece com a introdução de um novo elemento que fornece essa rebeldia essa ligação de peças, mas nunca consegue que ela faça maioritariamente sentido na forma como se organiza e a sensação confusa e que os objetivos do filme não estão a ser cumpridos começa a imperar.

Por tudo isto um filme que é diferente, tenta ser comicamente rebelde, mas não consegue na maior parte do tempo despertar a gargalhadae para uma comedia, sendo ela de que forma seja, nunca acabe por ser um estilo que resulta. Por tudo isto um filme que merece o destaque por essa rebeldia mas nada mais já que fica a sensação que as ideias nunca são bem passadas ao espetador.

A historia segue uma mulher que tenta encontrar a irmã que sabe poder estar presa numa mansão muito rica, onde acaba por começar a colaborar contudo a mesma esconde uma seita satanica onde atos paranormais acontecem e onde percebe que vai ter de contornar muitos obstaculos para conseguir atingir os seus propositos.

O argumento do filme é confuso em quase todos os seus elementos, na organização da intriga, em personagens que divagam mas nunca se preenchem de elementos coesos, mas mais que isso hum humor trabalhado que também dificilmente funciona.

Na realizaçao o projeto é assinado por Sokolov um realizador de um genero semelhante agora com mais divulgação comercial, que nao leva o realismo a serio tentando quase sempre funcionar naquilo que normalmente potencia mais facilmente a gargalhada, ou seja o absurdo. Nao e propriamente um estilo de filme que faz nascer grandes realizadores.

Por fim no cast temos Beetz como heroina, com disponibilidade fisica mas numa persoangem de uma direção e uma serie de atores menos conhecimentos ou em momentos mais apagados a tentar encontrar espaço para voos mais impactantes.




O melhor - O estilo de não se levar a serio.


O pior - O filme ser desorganizado nas ideias que quer passar


Avaliação - C-

Monday, April 27, 2026

APEX

 Anunciado com todo o sublinhado da Netflix este filme de ação fisica sobre um jogo do gato e do rato, lançou alguma expetativa no seu trailer. Agora lançado, criticamente o filme ficou por uma mediania tipica de um filme de ação. Comercialmente parece ter tudo para ser visto por muitos dos adeptos da aplicação de streaming porque tem muitos dos argumentos para ser visto.

Sobre o filme quem conhece o seu realizador sabe que o mesmo gosta de explorar os limites da resistência fisica humana, levando ao extremo, sendo mesmo uma assinatura. Se calhar este tipo de generos ate funciona melhor no cinema do que propriamente em casa e isso acaba por ser visivel em muitas das fortes sequencias de ação que o filme tem, com diversos momentos no ar e debaixo de àgua que o realizador fornece com o impacto que quer.

Obvio que o argumento do filme pode ser limitado, basicamente coloca duas personagens em modo caça num contexto proprio de selva, explica pouco o que as personagens são e onde querem ir e deixa a ação rolar, e aqui o filme funciona, porque é curto, forte, direto e onde o realizador e a sua protagonista dão a força que o filme quer ter do limite humano e nisso temos propriamente um filme que prepara bem os ingredientes que quer ter.

E daqueles filmes que muitas vezes pensamos que não podiam ser longos porque é um shot de vitalidade, fica a sensação que o cinema daria mais impacto as sequencias que o filme quer ter. Perde o filme alguma hesitação em tentar explicar o antagonista quando obviamente se percebe desde cedo que o mesmo não quer ser explicado, e nisso o filme parece querer muitas vezes entrar num prisma que não tem capacidade de desatar.

Por tudo isto, sendo um filme com uma premissa simples, mutias vezes exagerado, e um filme que entertem, que usa bem a dupla de protagonistas em papeis distintos mas que funcionam juntos e separados. E um filme com bons momentos de ação que o realizador ja tinha dado principalmente em Everest, a ser visto numa televisão grande de preferencia.

O filme fala de uma jovem em luto depois de um acidente que vitimou o seu namorado que embarca numa aventura pela Australia, pela floresta onde se depara com um perigoso individuo que a quer caçar num ritual começando um jogo do gato e do rato pela sobrevivencia ao limite.

O argumento do filme é curto, uma ideia e que o jogo comece nao quer dar muito das personagens preferindo o confronto para medir o seu poder. E o apontamento menos trabalhado do filme mas isso é assumido desde o primeiro minuto.

Na realizaçao Kormakur tem impacto visual e sabe levar as personagens ao limite fisico como poucos. Consegue colocar a camara como interprete e sabe que isso lhe tras frutos. Surpreende a escolha para streaming num registo com mais impacto num ecra maior. Tem uma assinatura comercial mas funciona.

No cast Theron e uma força da natureza e neste filme consegue dar o impacto fisico da sua personagem. Egerton surpreende como vilão depois de ter sido heroi muito tempo. A sua loucura esta bem caracterizada e as personagens funcionam bem juntos no que o filme pede.


O melhor - O ritmo do filme.


O pior - A hesitação de tentar explicar o inexplicavel


Avaliação - C+

Clika

 Com o crescimento do poder do Regaetoon surgem obviamente na industria americana a tentativa clara de ganhar dinheiro muito por culpa do mencionado estilo. Aqui surge um dos cantores mexicanos conhecidos do estilo a efetuar uma especie de 8 mile mexicano sobre o inicio de uma carreira e das dificuldades de vida. O filme foi estreado com alguma expansão, com resultados criticos de um filme de serie D, sendo que comercialmente os resultados foram curtos principalmente tendo em conta a expansão mexicana nos USA.

Sobre o filme podemos dizer que tudo corre mal, quando um filme com pouco mais de uma hora e vinte se torna completamente monotono. POdemos dizer que tudo no filme não funciona, desde logo a dicotomia familiar, entre os irmãos, a falta de profundidade ou dimensão da personagem central, a forma como os momentos musicais são pouco ou nada trabalhados e o resultado final de um filme que parece uma novela mexiacana escrita por IA.

Existe momentos em que o filme parece uma sátira a si proprio, pelos maneirismos descontextualizados, pela procura que o filme faz de apontamentos culturais que soam sempre a ridiculos, pelo exagero da exploração da misogenia e do superfluo quando o filme tenta dar um sublinhado ao sonho americano, um filme que se perde em conceções quando não tem em si nenhum elemento para o elevar.

Por tudo isto em tudo um péssimo filme no seu trabalho, no seu conteúdo e mais do que isso a exploração de um estilo musical completamente depreciativo para tudo o que foram conquistas nos seus elementos fulcrais da futilidade. O filme é futil não pelo seu tema, mas porque é uma roupagem sem qualquer conteúdo interno.

A historia fala de um jovem que apanha fruta, que acaba por ver a sua musica lhe abrir portas, bem como a ajuda no trafico para uma carreira de sucesso e luxos mas distante da honestidade que a sua familiar quer ter na sua vida.

O argumento e inexistente em quase tudo, a personagem e do mais basico e inexistente que me recordo protagonizar um filme, nao existe espaço nunca para qualquer emoção ou porquê. Os diálogos sempre com duas ou linhas ao mínimo e um filme que se perde sempre em momentos próprios.

Na realização temos um desconhecido Michael Green que nos faz na maior parte do tempo um registo de como não filmar um filme que se quer significativo. Denota-se completamente que o filme foi pensado para serie D e acaba em F.

No cast um musico agora ator, numa tentativa frustrada de um Eminem mexicano, mas num filme que lhe da uma personagem inexistente embora facilmente se perceba que nao daria para mais. Num filme onde Eric Roberts e o mais consistente esta tudo dito.


O melhor - A duração do filme.-


O pior - a personagem


Avaliação - D-

Friday, April 24, 2026

Undertone

 Produzido em 2025 este filme de terror à distância onde o som é um dos principais protagonistas, acabou, fruto de criticas interessantes por ser lançado com alguma extensão nas salas de cinema americanas, sendo que os resultados comerciais foram interessantes, contudo comercialmente, sem figuras de primeira linha, o resultado foi consistente e conduziu a que o filme tivesse uma magnitude bem maios do que inicialmente seria expetavel.

Sobre o filme podemos dizer que começa de uma forma lenta, escondendo um pouco aquilo que quer mostrar, acaba por ser mais eficaz quando se revela e tem alguns momentos de tensao psicologica interessante onde a personagem idosa e doente acaba por dar a estetica de terror que o filme necessita mesmo que a preparação a um filme como este acabe por ser algo lenta.

E um daqueles filmes que não é propriamente um filme de terror declarado, tenta na primeira fase entrar numa dinamica de aumento de tensão psicologica, mas isso acaba por desaparecer num segundo momento em que o filme vai a procura do mais comum no cinema tipico de espiritos, onde aqui também se calhar perde algum do impacto do misterior que vai escondendo.

Por tudo isto um vulgarissimo filme de terror, pouco estetico, uma baixa produção onde o escondido acaba por ser importante, jogando bem com o som, mesmo que no final isso dificulte em entender todas as premissas de uma forma clara do filme. Nao e um filme de primeira linha cumpre alugns dos propositos que quer cumprir mas pouco mais.

A historia segue uma jovem que descobre que esta gravida enquanto cuida da sua progenitora doente ate que começa a interagir pelo seu podcast com um misterioso ouvinte que lhe esconde um segredo transcendente.

O argumento do filme joga bem com o lado escondido, com o som, mas ao mesmo tempo surge a ideia que o filme poderia e deveria ter ido para um lado mais terrestre em fase do estilo. COnfunde-se alguns momentos na revelação, mas a aposta nao seria facil.

A realizaçao esta a cargo de Ian Tuason um desconhecido canadiano ligado ao cinema de terror independente que teve aqui o seu filme mais visivel, o estilo do filme da a outros elementos proponderancia que nao teriam e isso e uma assinatura mas fica a ideia que o filme pouco mais usa o lado dos cliches dos momentos de impacto.

No cast e quase uma intervençao a solo de Nina Kiri uma atriz de terceiro plano que assume o protagonismo com intensidade embora com uma interpretaçao normal de terror sem grande sublinhado. Tem o peso do filme, tem minutos mas nao e propriamente brilhante.


O melhor - O som como protagonista do terror

O pior - Perceber toda a dinamica subjacente ao ocorrido


Avaliaçao - C

Thursday, April 23, 2026

The Pout-Pout Fish

 Uma forma que hollywood tem de ocupar alguns espaços vagos em termos de biblioteca de filmes em cinema e tentar recuperar ou ir buscar apostas comerciais menos fortes no terreno de animação ja que levar crianças ao cinema e sempre uma hipotese de os animar. Talvez por isso surgiu a divulgação deste filme claramente mais pequeno em termos comerciais com criticas muito modestas mas que acabou um espaço pouco rentavel, tornando-se num dos filmes de animçao com pior registo comercial que temos memoria.

O cinema de animação e capaz de nos dar a originalidade total na abordagem, mensagens fortes como são capazes de nos trazer muitas vezes projetos sem qualquer motivo de interesse, conteudo, como este. Ja todos vimos diversos filmes no mar, onde o mundo foi muito melhor trabalhado. Ja todos vimos filmes mais engraçados no mar, e o filme acaba por não se diferenciar em nenhum dos seus pontos tornando-se apenas aborrecido mesmo tendo em conta a sua curta duração.

O problema e que não e um filme tecnicamente bem feito, animação standartizada, sem grandes riscos que parece priveligiar a mensagem de amizade e um humor suave que nunca assume em si proprio qualquer tipo de protagonistmo. O filme e totalmente previsivel e fica a ideia que mesmo os mais pequenos que tem por hábito gostarem de tudo vao pensar que e mais do mesmo.

Eu aceito que é dificil preencher alguns espaços mortos e que muitas vezes, o chavão qualquer coisa serve ate pode ser usado, mas a ideia que filmes como estes transmitem zero num genero de animação que deve ser por vezes mais recheado para que os mais pequenos, alguns dos quais que nao vao tantas vezes ao cinema se sintam bem com a escolha que podem fazer.

O filme fala de uma ligaçao de um peixe anti social com um cavalo marinho que se associam a um outro peixe que tenta provar a mãe ser capaz de ser um bom descendente numa serie de aventuras pelo mar.

O argumento do filme é em todos os pontos totalmente limitado, na intriga, nas personagens, no humor quase sempre fouxo, na previsibilidade mesmo para mais pequenos apenas a noçao de amizade tema central do filme tem algum mérito.

Na realizaçao temos uma dupla que ja tem alguma rotina de filmes de animaçao de um lado comercial mais serie b, estilo que o filme adota, na falta de risco ou abordagem, Talvez a questao que o filme possa ter tido foi alguma divulgação superior ao seu real valor.

No cast temos uma serie de atores desconhecidos a oferecer as vozes a personagens pouco interessantes. ALgumas presenças mais sentidas como Offerman mas mais uma cameo do que oferece real valor ao projeto.


O melhor - O cinema de animaçao nunca causa uma total recusa


O pior - A falta de elementos novos ou trabalhados que o filme tem


Avaliação - D+

Monday, April 20, 2026

Ready or Not 2: Here I Come

 Cerca de seis anos depois do primeiro filme desta saga ter conquistado parcialmente a critica e a bilheteira, num filme que surpreendia todos pela eloquência e loucura da familia, numa comedia de terror eis que surge a sua sequela que segue totalmente os acontecimentos do primeiro filme, com muitas aquisições no cast, não tivesse sido o primeiro totalmente dizimado. Comercialmente este filme acabou por ter menos impacto que o primeiro, se calhar porque todos ja tinham percebido o que vinha e criticamente este segundo filme teve avaliações piores que o primeiro.

Sobre o filme podemos começar por dizer que tem algo bom, segue os acontecimentos logo após o primeiro filme, tem uma boa introdução em que as peças são apresentadas, bem como o jogo, ficando apenas por esclarecer um pouco o papel da irmã da protagonista, que acaba apenas por surgir para equilibrar, ainda que pouco as contas. O que depois temos e um jogo do esconde esconde, num espaço maior e com muitos mais personagens.

O filme tem muitas curiosidades, desde logo um cast recheado de atores que tiveram há muitos anos atras presença em filmes de terror juvenil, que foram tendo alguma dificuldade em estar presentes em termos de carreiras consistentes. No duo de protagonistas duas atrizes com nervo, capacidade de ação, pouca lógica e muita ação, naquilo que já o primeiro filme tinha sido.

E obvio que o filme surpreende menos em termos de estilo porque é uma sequela, e muito daquilo que é a surpresa das escolhas e das explosões e do sangue acaba por já não ser novo e isso pode tirar algum impacto imediato na forma como o filme comunica diretamente com o espetador, mesmo assim para quem gostou do primeiro filme vai-se entreter com este.

A historia segue a personagem central do primeiro filme, agora raptada juntamente com a irmã pela organização que geria a forma de estar dos seus ex-sogros num conjunto de clas a procura de liderar aquela organização.

No que diz respeito ao argumento o filme não tenta complicar muito os seus alicerces do primeiro filme, conduzindo após a apresentação das personagens todos os elementos para o espaço fechado para fazer a caça começar onde o filme se sente confortavel na sua excentricidade e levar as personagens aos limites. nao e propriamente um filme recheado de surpresas mas funcional nos elementos que quer ter.

Na realizaçao a dupla de realizadores repete o serviço, depois de uma passagem funcional por Abigail, mas acima de tudo por alguma revitalização de Scream voltam ao seu filme ancora com o mesmo estilo artistico, sendo uma dupla interessante no panorama atual de cinema de terror de violência media.

No cast Weaving ganhou muito palco com este filme e repete a sua protagonista a todo custo. Nos secundarios uma serie de atores adolescentes que foram perdendo palco, sendo Wood o que acaba por conseguir os melhores espaços na personagem. A introdução de Newton uma atriz que funciona bem sempre na rebeldia acaba por funcionar também.


O melhor - O jogo continua.


O pior - O efeito suspresa desapareceu


Avaliaçã

o- C+

Sunday, April 19, 2026

Balls Up

 A Amazon Prime tem sido um autentico escape para muitos realizadores que foram perdendo espaço em termos de divulgação de cinema, sendo que normalmente alguns atores em fases mais mornas das suas carreiras acabam por comparecer a estas chamadas. Esta comedia de base, próxima da que deu fama aos irmãos Farrely trás-nos um dos seus realizadores e uma dupla de protagonistas num humor sexualizado que a critica detesta como ficou bem patente no resultado critico pessimo deste filme. Comercialmente a Prime ja começ a ter abrangência o que fará com que muita gente vá ver o filme mesmo que no final o critique.

Sobre o filme podemos começar por dizer que o humor de Farelly funcionou à  30 anos e que atualmente está totalmente ultrapassado, o filme não se importa com isso e mistura sexo, futebol e brasil, num autentico desastre de ideias, sem graça, sem coesão e sem qualquer tipo de sentido lógico mesmo para o humor disparatado, quando assim acontece o filme é um desastre funcional do primeiro ao ultimo minuto sendo dificil perceber o rico cast que chama.

Whalberg nao e propriamente o ator com melhor mediatismo atual, frutos das opiniões politicas, os seus filmes de humor disparatado é o que sobre e confesso que acaba por ser os poucos pontos que funcionam no filme, o vazio comico do ator. Tudo o resto e claramente máu em todos os sentidos, um argumento que nunca consegue ser, a aplicação ao desporto onde apenas se conhece a rivalidade Argentina Brasil e a sensação que para os intervenientes do filme chega a ser insultuoso esta presença.

Para aqueles que percebem e sublinham muitas vezes a universalidade do streaming aqui esta um tipo de registo que se calhar, se não existisse aplicações ficaria para sempre, e bem, na gaveta. O humor disparatado sempre existiu mas a falta de qualidade, originalidade e funcionalidade de um filme como este é mau em todos os aspetos.

O filme fala de uma dupla de comerciantes que depois de inventar um inovador preservativo tentam-no vender em pleno mundial de futebol, mas acabam por ser declarados inimigos numero 1 do Brasil e ter que sair daquele pais a todo o custo.

O argumento do filme é um disparate a todos os niveis, ideologico e da intriga, a forma como não estudou minimamente os elementos do filme, mas pior que isso o humor grosseiro e nunca funcional que o filme acaba por ter, enfim, um desastre.

Peter Farrely ganhou vida na comedia facil, mas foi quando tornou os seus filmes com mais elementos que teve os seus maiores sucessos principalmente em Green Book. VOltou a casa de partida mas com muito menos qualidade da base, inacreditavel ver um filme como este e pensar que o mesmo realizador levou um filme ao oscar de melhor filme há menos de dez anos.

No cast WHaberg apenas sobra isto, depois de algum bloqueio de Hollywood, funciona no registo embora repetitivo, Walter House e bom ator se tiver os filmes certos, comicamente é sempre disparatado mas merece mais. Os restantes fazem presenças que envergonham as respetivas cinematografias.


O melhor - Alguns momentos de humor de Whalberg


O pior - O filme ser um desastre de ideias e mesmo do seu lado cómico


Avaliação - D

Friday, April 17, 2026

Remeinders of Him

 Colleen Hoover é uma escritora de impacto imediato no sexo feminino, um pouco o que o Nicholas Sparks foi ao longo do tempo, sendo que ultimante parece claro que o cinema encontrou os diferentes livros da mesma para escoar stock de filmes romanticos. Aqui surge mais um com um elenco mais novo, com criticas medianas, dentro de um filme que tem como objetivo unico a exploração emocional. Comercialmente os resultados foram muito competentes demonstrando que a escritora tem um grande alcance na população global.

Sobre o filme podemos dizer que é a tipica historia de amor serie b, onde os astros se vão alinhando depois do desastre, temos as sequencias cliche de aproximação, o desistir e a forma como tudo no fim fica bem, e um filme que explora de forma simplista diversas emoções, como se uma novela pouco trabalhado se tratasse. Eu confesso que compreendo que este tipo de literatura, muito ligeira tenha sucesso, mas em termos de cinema faz o que os filmes piores de Sparks foram fazendo e que ficaram longe de ficar na historia.

Temos um elenco jovem de atores em crescimento mediático, que não sendo primeira linha começam a ter algum palco. Em termos de escrita procedimentos simples, emoções trabalhadas para serem amplificadas mas a clara sensação que o filme nunca quer ser mais do que isso, um episodio de uma novela das sete. Talvez demasiado grande, talvez nem sempre balance bem os tempos dos momentos do filme, principalmente na forma como se ajusta no final, mas também me parece que é um filme com objetivos curtos e acima de tudo pouca dimensão.

Um dos pontos que me parece que o filme se torna mais debil e no trabalhar da relação romantica central, nunca o conflito existe pensando que este poderia ser mais intenso. A aproximação também se faz de uma forma que não oferece a ligação total ao espetador. Existe momentos onde pensamos que o cinema mesmo na sua simplicidade possa ser mais traballhado e este é um desses filmes.

A historia fala de uma mulher que depois de cumprir pena pela morte do seu namorado, regressa a terra natal para tentar reatar relação com a filha que apenas deu à luz na cadeia e nunca mais reagiu contudo essa tarefa começa a ter grandes barreiras não obstante de criar relação amorosa com o melhor amigo do se ex.

O argumento do filme é simples, uma historia de amor, muitas vezes proximas do conto simples que nos anos 80 se escrevia para enterter mulheres mas muito pouco conteudo ou mesmo capacidade de conseguir reinventar a historias e os momentos. A historia e simples mas fica a ideia que mesmo nesta simplicidade poderia existir mais sumo.

Na realizaçao temos Caswill um realizador quase desconhecido ja com alguns projetos romanticos para streaming mas sem grande visibilidade que faz o filme simples e romantico. Nao valoriza o projeto com uma abordagem muito simplista, mas tambem o projeto não exigia mais

No cast temos uma dupla de protagonista em que Monroe começa a normalizar uma imagem inicialmente algo rebelde, numa persoangem que dá os seus dois lados, mas onde a personagem parece sempre nunca ter a capacidade de ligação emocional mais ternura que exigia e um Withers a ganhar muito espaço em hollywood embora a presença não tenha sido acompanhada pelo sucesso critico dos seus projetos, funciona  melhor no registo que o filme quer ter.


O melhor - O cinema de pouco ou nenhum risco


O pior - A falta de qualquer dado novo de todo o filme


Avaliação - C-

Tuesday, April 14, 2026

Outcome

 

    A Apple tem estado algo parada em termos de produções diretamente para streaming mas nesta primavera apostou nesta nova comédia, com um elenco de luxo, realizada e escrita por um Johan Hill mais vocacionado para a escrita e realização. Existia alguma expetativa no que diz respeito a este filme muito por culpa do elenco e a participação de Martins Scrocese como ator, mas as mas criticas e acima de tudo o facto da Apple ainda não estar propriamente instalada acaba por minorizar o impacto comercial do filme.

    Sobre o filme podemos dizer que o mesmo começa bem, naquilo que é a apresentação do drama e as sensações da personagem central, embora fique logo bem presente que Reeves não é a escolha mais acertada para o papel. Depois o filme é uma excentricidade de uma critica de quem conhece o interior da fama, mas na maior parte do tempo sem grande sentido para além da ironia ou num impacto concreto.

    A questão do filme trata-se de a determinada altura e criando a intriga em si próprio, acaba por a densificar de tal forma e parece que se cansa da mesma tornando a sua resposta e conclusão rápida como se alguém densificasse tanto um nó que não consegue desatar acabando por o cortar e nisso o filme é claramente pouco trabalhado.

    Por tudo isto muito pouco resulta para alem de um cast de primeira linha, de uma colaboração de muitas figuras próximas do cineasta em crescimento surge muito pouco para alem da excentricidade que tem pautado o comportamento recente de um Hill que parece querer reinventar esta lado excêntrico como figura da sua imagem mas que parece forçado assim como o filme.

    A historia fala de um ator famoso com um percurso brilhante mas com alguns lapsos da sua vida privada que se assusta no momento em que começa a ser ameaçado com a divulgação de um vídeo intimo que coloca em causa o seu status em holywood ate que o mesmo contrata uma equipa de gestão de crise para lidar com a ameaça

    O argumento até tem uma base interessante, dentro da industria de Holywood e as questões do passado e das ameaças, mas leva-a para um plano de excentricidade tão elevado que rapidamente o sumo do filme fica diluído sem qualquer tipo de interesse.

    Hill foi um ator razoável dentro do seu estilo, mas como realizador e argumentista tenta uma rebeldia que alguns cineastas conseguem de uma forma muito mais capaz, principalmente porque na abordagem artística do filme as dificuldades são sempre mais que muitas.

    No cast Reeves pouco ou nada serve para alem dos filmes de ação, não tem capacidade interpretativa dramática e o filme sente muito isso. Num segundo plano temos secundários que marcam presença pela sua carreira mais que pelas interpretações limitadas que o filme acaba por ter.

 

O melhor – A introdução inicial

 

O pior – O filme perder-se numa tentativa demasiado assumida de Hill ser rebelde


Avaliação –

C-

 

 

Monday, April 13, 2026

Thrash

 A Netflix tem abrandado e muito o ritmo de filmes com produção de Holywood que acabam por ser lançados para o seu catalogo, mas denota-se que existem filmes com atores menos conhecidos, propostas mais generalistas cujo o risco do esquecimento no catalogo tem menos repercurssões para a aplicação. Este claro filme catastrofe e serie B de tubarões, surgiu de forma silenciosa com criticas medianas, mas também sem grandes objetivos de se tornar num primeira linha da aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que temos dois apontamentos diferentes que funcionam de forma diferenciada. Do ponto de vista de filme catastrofe, até considero que o filme se prepara bem, no ambiente claustrofobico que cria na personagem central e mesmo na pequena cidade onde tudo decorre. Mesmo tecnicamente o filme funciona quando o diluvio começa a ocorrer e ai o filme parece-nos caminhar para um serie B competente.

O problema e quando se torna num filme sobre um tubarão, ou pior sobre tubarões sanguinarios que invadem a cidade, ai o filme torna-se monocordico, com muita dificuldade em arriscar sequencias mais violentas, mas tentando dar o lado sem saida das personagens fica a sensação que mesmo a conclusão é um atalho demasiado pouco trabalhado mesmo num serie B de Streaming.

Por tudo isto um filme para ocupar espaço, curto, de processos muito simples, que basicamente ocupa tempo sem nunca ter ambição de ser mais que isso. Em termos de efeitos uma primeira parte razoavel e um segundo em que se parece que o orçamento acabou e o filme teve de remendar como pôde.

A historia segue uma pequena comunidade que é alvo de uma tempestade brutal que transforma a cidade num lago, onde começam a atacar em plena cidade alguns tubarões que chegam a cidade devido a sua nova geografia.

Em termos de argumento um claro serie B de processos simples, quer na catastrofe, quer no monstro animal, e na luta pela sobrevivencia. Pouco ou nenhuma personagem e a resolução apressada pouco coerente. E mais do mesmo num genero que antigamente erra corrido para videoclube.

Na realizaçao temos Wirkola um quase desconhecido com algumas colaborações de segunda linha com a Netflix, que joga bem  o CGI no primeiro momento mas nunca consegue tornar o monstro maritimo como protagonista e ai falha num filme que dependia muito dessa escolha.

No cast um elenco que tem em Dynevor a sua protagonista, uma atriz que teve em bridgerton o seu maior sucesso que aqui basicamente aparece para dar algum conceito comercial, ja que a sua personagem e unidimensional. Peak e a verdadeira heroina do filme uma atriz tambem de segunda linha mas que aqui tem tempo de ecra.


O melhor -  A preparação da tempestade

O pior - O tubarão demasiado soft


Avaliação - C-

Sunday, April 12, 2026

The Super Mario Galaxy Movie

 Três anos depois da Ilumination ter aproveitado como poucos o franchising de Super Mario com um filme original, atual e próximo de todos eis que surge a sua mais que esperada sequela, baseado, desta vez no jogo Super Mario Galaxy, com novas personagens mas com o mesmo objetivo comercial. Criticamente o filme falhou por completo, mas ja o primeiro não tinha sido propriamente um sucesso. Comercialmente os resultados estão a ser consistentes e permanecem nos proximas semanas.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue os elementos do primeiro filme, com a rebeldia de alguns apontamentos, muitas ligações ao historico dos jogos, muita cor, entertenimento de base para os mais pequenos e pouco mais. Nao e um filme que arrisca propriamente na abordagem, que trabalha muitos as personagens, cumprindo rapidamente os poucos objetivos comerciais que tem.

Os novos elementos funcionam essencialmente na sua capacidade comercial, Yoshi é o que esperamos dele, a proximidade a momentos do jogos estão sempre presentes, a ida ao historico, o humor, é um filme que tenta sempre ser proximo dos mais pequenos e quando assim é, acaba por ser o que comercialmente um projeto como este tem que ser, mesmo que nunca tente ser mais que isso.

Contudo sendo o mundo Mario quase interminavel, o sucesso fara prepetrar outros filmes que não trarão propriamente mais densidade do que o que já foi exibido. O cinema e para dar emoçoes e este dá, principalmente em personagens com uma longividade tão grande que preenche gerações e nesse particular o filme sabe perfeitamente o que quer atingir.

A historia segue os personagens do primeiro filme, agora acompanhados de yoshi, os quais tem que embarcar numa aventura galatica de forma a tentar resgatar uma princesa e acima de tudo colocar em causa os objetivos destrutivos de Bowser Jr.

O argumento funciona na simplicidade, sabe o que funciona nas personagens e entrega isso ao espetador para o impacto mais imediato. Nao tem propriamente muita densidade ou originalidade na historia, ou nao fosse baseado num videojogo, mas o filme consegue ser impactante nos apontamentos mais diretos.

Na realizaçao temos temos a mesma equipa, que sabe a base do jogo, sabe o mundo atual de uma produtora de primeira linha de animaçao, e acima de tudo sabe potenciar tudo isso para uma comunicação direta com o espetador e isso e o que de melhor um filme pode ter.

No cast de vozes como vi a versão portuguesa nada posso dizer ao riquissimo leque de escolhas que o filme tem.


O melhor - A lealdade ao produto de base

O pior - Pode parecer pouco em termos narrativos


Avaliação - C+

Avatar: Fire & Ashes

 Três anos depois de Avatar ter lançado a sua sequela depois de muitos anos de espera, a sequência de filmes tornou-se maior e surgiu no final de 2025 o terceiro capitulo do filme, que abandonou as personagens reais para se estabilizar no planeta pandora e as personagens azuis a acabarem por abundar em lutas intermináveis. Ao contrário dos primeiros dois filmes a critica foi mais moderada com avaliações ainda positivas mas longe do unanimidade que deu origem aos primeiros filmes e comercialmente um terceiro filme acabou por mais modesto ainda com resultados muito impactantes.

Eu confesso que gostei do primeiro filme pela capacidade de levar as pessoas ao cinema e mais que isso pela qualidade e pela moda do 3D que deu a todos os filmes que se seguiram. Um segundo filme vinha sem novidade e ai já não fui grande adepto, principalmente porque fiquei demasiado preso a personagens demasiado iguais, o que leva a que a atençao nas personagens seja dificil e isso não e propriamente uma atitude inteligente num filme tão grande e que aqui se torna ainda mais gritante.

O espetaculo visual deste terceiro filme e claro, obvio que o filme tenta ir buscar a cor e criar uma realidade inacreditavel, mas parece que os apontamentos qualitativos acabam por ficar por ai, no restante temos um novo povo, para fazer de antaganista ao que conhecemos, guerras e ligações para um futuro e pouco mais, num filme com honra, efeitos especiais de ponta mas muito mais vazios do que propriamente os dois primeiros, principalmente o que deu inicio a tudo.

Por tudo isto temos uma continuidade que nos parece mais pensada pelo valor comercial do que propriamente a incrementar um valor a narrativa que ja foi criada em Avatar. O filme arrisca pouco, criando personagens novas mas tornando as mais antigas quase intocaveis, mas a falta de elementos humanos torna o filme quase uma animaçao e tres horas e tempo demais para o genero.

A historia segue os personagens conhecidos, marcados pela perda de um dos filhos, mas acaba por ser atacado por um novo povo, muito mais violento, que se unem aos inimigos de sempre para tentar colocar em causa o povo do filme.

Em termos de argumento para tres horas de filme temos muito pouco de novo ou de risco nos elementos que vem dos primeiros filmes. ALias existe uma incrementaçao de novos elementos e novos personagens que ajudam para batalhas interminaveis mas isso apenas fortalece o filme visualmente e nao narrativamente.

Na realizaçao Cameron tera neste projeto o seu ultimo, tentando dar ao cinema uma atualizaçao constante mas parece que o caminho de Avatar foi o de CGI em exclusivo longe do que TItanic conseguiu e principalmente o primeiro Avatar para o cinema, gostei mais quando inovou de base, mas nao vai para novo.

No cast o filme e claramente uma animaçao nao existindo propriamente dito personagens de live action o que facilita. Worthington e Saldana sao os pais do filme mas escondem-se atras do Avatar o que nao e proveitoso para as carreiras.


O melhor - Os apontamentos tecnlogicos de ponta


O pior - Tres horas com poucos elementos narrativos significativos


Avaliação - C

Saturday, April 11, 2026

Psycho Killer

Fevereiro é sempre um mês de ensaio em que as produtoras arriscam em alguns produtos que não sáo sucessos obvios, e eis que surgem alguns filmes de terror de segunda linha tentando ganhar um espaço proprio. Foi nesse sentido que surgiu este filme satanico, um claro serie B que foi um total desastre critico com avaliações do pior que nos lembramos, mas tambem comercialmente onde claramente fica a ideia que o filme nunca foi pensado para grandes resultados ou este grau de expansão.
Sobre o filme podemos dizer que ao contrario do habitual não temos um filme com forças sobre naturais, temos um seriall killer totalmente desconhecido com motivações totalmente satanicas e a procura de tentar capturar alguem com uma forma indescritivel. O filme nao tem conteudo, nao tem personagens sendo apenas um jogo do gato e do rato, do primeiro ao ultimo minuto.
Por tudo isto temos um claro filme que mesmo numa fila de um clube de video dos anos 90 preenchia espaço, e um filme que é mal, feito, desconhecendo se propositado ou não, nas mortes e simplista, nao entrando no body horror da moda, ou seja, acaba por ser um filme que nunca consegue ser minimamente nada do que se espera que fosse.
Um daqueles filmes que dificilmente vamos perceber porque existiu ou melhor como chegou ate nos, o cinema tem espaço para mais creatividade mas e impossivel perceber como filmes como este, com o carimbo de produtora de sucessos semelhantes veem a luz do dia ou chegam a uma abrangencia que danifica quem gosta de cinema.
A historia é simples um serial Killer satanico mata um policia e a mulher do mesmol que observou o assassinato, tenta fazer tudo para capturar o assassino com ambições bem mais perigosas para toda a cidade.
O argumento do filme e um deserto de ideias de base e mais que isso na propria concretização. E um daqueles filmes que na maior parte do tempo segue apenas a loucura ou o cenario do homicida abandonando qualquer conteudo que possa ter.
Na realizaçao temos Gavin Polone um produtor de filmes dos anos 90 que aqui tenta algum merito com um filme patrocinado que demonstra bem que quem nao conseguiu imperar naquele tempo dificilmente o poderia fazer trinta anos depois.
No cast temos um desastre, ninguem conhecido, sem personagens e sem qualquer espaço para qualquer referencia, um desastre total.

O melhor - A curta duraçao

O pior - O mediatismo de um filme tão fraco

Avaliaçao - D-

 

Wednesday, April 08, 2026

Crime 101

 Poucos filmes estreiam numa epoca tão precoce do ano, com um elenco tão apelativo, numa policial com um cast de primeira linha, com algumas ambições comerciais, que foi potenciado pela sua capacidade critica, que acabou também por dar algum sublinhado ao filme. Do ponto de vista comercial os resultados até foram competentes, pese embora a passagem muito mais rápida para o Streaming pode fazer com que o filme consiga outro impacto também comercial.

Sobre o filme podemos dizer que temos um policial, um pouco o jogo do gato e do rato entre ladrões e policias, sem que propriamente crie de uma forma estanque a diferença entre bons e maus. Fica a sensação que essa dificuldade nas barreiras e nas fronteiras torna o filme um pouco difuso, que tem bons momentos, mas que parece sempre algo longo para o resultado final.

O numero elevado de personagens as ligações que se criam e se esbatem até funcionam, mas fica a sensação que por sua vez o filme trabalha pouco a caracterização clara das personagens. E nesse perimetro que temos um filme que ate funciona na sua capacidade de dar cinema rapido, mas que por outro lado tem muita dificuldade em dar personagens iconicas, existindo muitos laços narrativos que se vão perdendo.

Por tudo isto temos um filme competente, um degrau acima do tipico policial de estudio, com um bom elenco, mas que lhe falta alguns elementos de entertenimento para uma comunicação mais efetiva com o espetador. O cinema e muito intensidade e o filme mesmo sendo longo por vezes equilibra de forma mediana os momentos de cada linha de uma narrativa completa.

O filme fala de uma serie de assaltos praticados por um indivíduo isolado, que começa a ter competição, sendo que o processo de investigação corre a todo o curso por um policia obcecado em perceber quem está por trás de tamanha onda de crimes.

O argumento do filme tem muitas arestas, sem que todas elas sejam limadas da mesma forma. Existe determinados espaços em que fica a clara ideia que o filme vai crescer em dimensão e densidade com momentos em que se adormece em lados narrativos que nunca são verdadeiramente explorados

Na realizaçao Layton tinha chamado a atenção em American Animals, tendo aqui um cast muito mais rico. Nota-se a influencia de classicos como Scott e Man, mas o filme não e propriamente muito artistico e ambicioso na forma estetica, sendo sempre mais cumpridor do que diferenciado. Um realizador que sabe potenciar o potencial sem muitas manobras de diversão.

No cast temos um elenco de primeira linha com Hemsworth bem mais serio do que o nomal, um heroi de ação standartizado, ao seu lado Berry a procura de mais espaço mediatico e Rufallo sempre competente. Keohgan tem o lado mais extrovertido numa personagem proxima do que habitualmente faz. Um bom elenco sem grandes sublinhados individuais.


O melhor - A capacidade que o filme tem de ser denso.


O pior - A falta de alguns elementos de entertenimento para um filme tão grande


Avaliação - C+

Saturday, April 04, 2026

Send Help

 Janeiro não é propriamente um mês onde grandes produções acabam por ver a luz do dia mas Sam Raimi, longe do sucesso comercial da sua carreira de Spider Man, voltou um pouco ao cinema de base para tentar espelhar novais ideias dai que Janeiro acaba por ser o espaço para esse lado mais exprimental. Este curioso filme de sobrevivencia surpreendeu a critica com boas avaliações e conseguiu bons resultados de bilheteira, demonstrando que Raimi ainda consegue ser convincente no espaço mais exagerado do ser humano.

Sobre o filme podemos dizer que é competente principalmente naquilo que se propõem do primeiro ao ultimo minuto, quer ser um filme trabalhado para uma satira exagerada das suas personagens, consegue-o fazer de forma facil. Tenta ser repugnante nos maneirismos e no exagero, e ai consegue como poucos causar uma repulsa continua no espetador. Consegue ter uma mensagem curiosa no seu lado final.

Por tudo isto Send Help e um filme que se consegue ver muito bem, que nos prende ao ecra tentando perceber todos os momentos que o filme vai querer ter, mas acima de tudo joga em muitos apontamentos onde obviamente nos parece que o filme é original, e num momento em que o cinema é acima de tudo monocordico esta capacidade acaba por ser antusiasmante.

Ou seja um filme diferente numa mistura de generos diferenciado, que consegue ter uma protagonista com uma gama de recursos que leva o filme totalmente conduzido numa personagem muito bem trabalhada. E trás-nos um Raimi há muito desaparecido na capacidade de contar uma historia singular com diferentes apontamentos interpretativos.

A historia segue uma administrativa colocada de lado de uma empresa e o seu patrão que são os unicos sobreviventes de uma acidente de avião, contudo perante a aptidão de sobrevivencia da primeira as leis do balanço de poder muda um pouco nessa economia de poder.

O argumento do filme é original na historia, no estilo que o filme adota, mas acima de tudo na sua capacidade de ser diferenciado, na narrativa central, nos dialogos e nas personagens, pode denotar-se aqui algum exagero, mas isso faz com que o impacto do que o filme da seja maior.

Na realização Raimi é um experiente realizador em muitos momentos e  consegue aqui ter um filme de ação, e com terror psicologico onde fez muito da sua carreira. E uma figura de referencia que regressa aqui depois de algumas tarefas e alguns realizadores sentem-se muito melhor na base.

No que diz respeito ao cast, podemos dizer que McAdams tambem algo afastada de grandes projetos domina o filme em diversos vetores, aproveitando uma personagem que domina o filme. O Bryan da um pouco de contexto diferente a sua carreira, mas menos convincente, mas acaba por ser um bom balanço para a personagem central.


O melhor  - A capacidade do filme ser original numa base algo absurda


O pior - A sensação que muitas vezes o filme dá, de não se levar a serio


Avaliação - B

Friday, April 03, 2026

How to Make a Killing

 


Aproveitando um claro star value de Glenn Powel eis que em Fevereiro surgiu um pequeno filme que tem o novo astro de hollywood como protagonista, numa comedia negra com ambições apenas conduzidas para os seus protagonistas. Criticamente a mediania acabou por não ser propriamente uma propaganda elevada e comercialmente Powell falhou com resultados muito aquem do esperado algo que também já tinha acontecido em The Running Men.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme pequeno, uma intriga policial, contada na primeira pessoa com golpe atrás de golpe, num filme que parece feito para streaming mas que fruto do bom momento comercial dos seus dois protagonistas acabou por ter um lançamento. Contudo o filme e claramente pequeno para blockbuster e o restante e demasiado mediano para ser significativo.

Em termos de historia o filme divide-se pela ligação da personagem central com diversas personagens que vai matando. Os segmentos dependem muito da personagem em causa, sendo que alguns segmentos ainda que curtos funcionam melhor no humor, os outros são alicerces narrativos mas sem grande brilhantismo 

Por tudo isto um filme simples, que tenta potenciar o valor de Powell como lider, numa mistura de ação policial e lado comico, mas fica a sensaçáo que o filme na maior parte dos elementos tem a mediania de streaming. Nao e um filme que fica na retina mas da minutos aos dois protagonistas em claro ascendente no cinema.

A historia fala de um condenado a morte que na sua confissão com o padre acaba por contar os seus crimes, mas mais importante do que tudo a forma como acabou no corredor da morte, naquilo que foi um verdadeiro golpe.

O argumento tem uma intriga com alguns twist, golpes, e homicidios que poderiam dar uma intriga competente, mas o filme arrisca muito pouco em abordagens novas. Funciona melhor em alguns elementos comicos de algumas personagens, mas nao como todo.

Na realizaçao temos Patton Ford um realizador que teve em Emily The Criminal o seu filme mais significativo. O registo parece proximo, o comico policial, pouco risco na abordagem mas acima de tudo um filme que quer cumprir o argumento mais que a abordagem estetica.

No cast Powell e um ator na moda mas parece claramente que lhe falta recursos para ir mais além do que ser um heroi de filmes simples ou algumas comedias romanticas. Aqui tem o ar monocordico e o filme nao pede mais. Qualley parece mais atriz mas aqui apenas preenche espaço.


O melhor - O segmento em que o protagonista conhece o seu interesse romantico.


O pior - Os twist nunca tem o impacto desejado


Avaliação - C

Thursday, April 02, 2026

Mike & Nick & Nick & Alice

 A Hulu é uma aplicação para a Disney lançar filmes com menos pressão mediática de forma também a dar conteúdo diferente a sua aplicação de streaming. Aqui surgiu uma comédia de ação com alguns laivos futuristas com ambições puramente comerciais pese embora as boas avaliações criticas obtidas. Comercialmente o filme é dificil de avaliar, porque não sendo uma montra da aplicação a Disney quase não fornece resultados das visualizações dos seus projetos.

Sobre o filme podemos começar por dizer que funciona como comédia, mas funciona menos na sua linhagem temporal arriscada e mesmo na intriga mais criminal entre as personagens. Reconhecemos que principalmente em alguns diálogos os momentos humorísticos aparecem, mas no restante fica sempre a sensação que o filme não se leva a serio tornando muito das linhagens de contactos temporais confuso.

Um dos pontos que me parece que o filme tem dificuldade é em tornar de forma imediata o filme obvio naquilo que são as suas escolhas e os seus mistérios. Fica muitas vezes a ideia que este tipo de filmes, comerciais e de grande publico tem de conseguir sintetizar os seus momentos, o que acaba por quase nunca ser feito, tornando o filme confuso, mas por outro lado e claro que alguns momentos comicos a maior parte dos mesmos a custa da imbecilidade de alguns personagens divertem o espetador.

Por tudo isto, num filme que nunca se leva a serio na sua execução, funciona no ponto de vista cómico, mas tem mais dificuldade no lado da intriga, nota-se que o filme não quis, em momento algum ser simples, mas que ao mesmo tempo tem dificuldade em articular a narrativa com todos os elementos que quer ter, caso para dizer que por vezes menos é mais.

A historia fala de uma serie de assassinos profissionais que são perseguidos por um temível líder de uma organização o qual quer descobrir quem foi a toupeira que colocou o filho na prisão, mas tudo fica pior quando um dos bandidos do futuro surge no presente para tentar impedir um desfecho trágico.

Em termos de argumento o filme funciona no que diz respeito ao humor, principalmente em diálogos isolados e algo desligados do filme em si, tendo mais dificuldade no projeto narrativo que o filme quer contar, principalmente com as linhagens temporais. Fica a sensação que é desorganizado quando deveria ser mais simples.

No que diz respeito a realização temos Grabinski um realizador ainda inexperiente com alguns projetos noutro tipo de papel, que aqui nunca leva o filme propriamente a serio, os Slow motions chegam a ser humorísticos mas nao sao propriamente atributos muito valorizados no trabalho de um realizador.

No cast o filme é simples, Vaungh funciona no humor, embora aqui até seja mais potenciado como ator de ação e Mardsen nunca foi uma primeira linha funcionando em filmes simples, bem como a protagonista Gonzalez. E um filme de desgaste rápido e o cast acaba por ir de encontro a esse premissa.


O melhor - Alguma capacidade humoristica das conversas.

O pior - A desorganização narrativa


Avaliação - C