Saturday, July 31, 2021

Black WIdow

 Um ano depois da sua previsivel estreia que foi totalmente aniquilada pelo Covid eis que a Marvel e a Disney redesenharam a sua estrategia de lançamento dos seus produtos maiores dividindo-os pelas salas de cinema e pela apliaçao Disney plus em conteudo premium. A grande estreia deste formato seria este filme que marcaria o ano Marvel depois de um ano de atraso devido a pandemia. Comercialmente este filme a solo da Viuva negra conseguiu resultados razoaveis ainda que muito longe do que os outros filmes da marvel conseguem, mas aqui temos de pesar e muito o mundo onde vivemos. Criticamente o filme teve boas criticas sem ser brilhantes o que e significativo para o filme.

Sobre a historia desde logo e para aqueles que acompanham desde sempre as aventuras continuas da Marvel este regresso ao passado para dar um filme isolado a viuva negra e uma decisao completamente discutivel independentemente do valor isolado que o filme possa ter, fazendo mais sentido que o filme fosse lançado no seu timming correto na cronologia marvel.

Fora esse promaior de nos sabermos como tudo ira acabar sem grandes surpresas, fica a ideia que o filme tem os elementos necessarios para um blockbuster concretamente muita ação, novas e carismaticas de forma a abrir outras portas, e acima de tudo um humor que em muitos momentos tem algum impacto e funciona. Por tudo isso nao sendo um filme signiticativo do mundo marvel e um filme quase sempre competente nos objetivos curtos, principalmente na introduçao de algumas personagens que possam ter interesse no futuro de outros filmes.

Por tudo isto e embora a maior parte das pessoas pensem que se trata da homenagem postoma a figura de viuva negra o filme trabalha na continuidade do seu legado, num filme que e competente em termos do estilo de blockbusters, que nos da um prazer imediato embora nunca seja propriamente um filme diferenciado.

A historia volta a atras naquilo que aconteceu com a viuva negra apos a guerra civil, tentando explicar um pouco das suas origens e das suas ligações na luta contra o grupo que esta na sua origem.

Em termos de argumento o filme e habil na especificidade. Em termos narrativos e um filme pouco importante para aquilo que ja vimos ou que no epicentro vamos ver, mas serve para lançar mais possibilidades, embora se perceba que nao e um filme para figurar na lista dos melhores da marvel.

Para a realizaçao deste projeto a escolha recaiu em Shortland uma realizadora que pese embora ja tenha alguma idade ficou sempre afastada de grandes projetos. O filme nao tem propriamente uma assinatura de autora, adotando uma estrategia de filme simples de grande estudio que provavelmente ira resultar em pouco sublinhado a sua realizadora.

No cast Johansson revestiu-se de uma escolha feliz como viuva negra, mas penso que as escolhas de P



ugh, Harbour e Weicsz para os seus aliados funcionam porque encaixam bem no estilo de personagens e fica a ideia que serão ainda uteis em projetos que se vao seguir.


O melhor - A capacidade de ser um filme de entertenimento que resulta.

O pior - Nao ser um filme significativo no mundo marvel


Avaliação - C+

Peter Rabbit 2: The Runaway

 Três anos depois de numa animação inglesa surge a sua sequela sobre o famoso pedrito coelho uma animação 3d baseada na tradicional animação inglesa que acaba por ser proximo das crianças por todo o mundo. Esta sequela surge numa altura em que o cinema começa a reabrir um pouco por todo o mundo e onde o risco dos novos projetos ainda e pequeno. Este filme que acabou por ser lançado em cinema não teve propriamente boas criticas sendo mesmo pior do que as do primeiro filme. Em termos comerciais a estrategia do cinema tornou o filme mais eficaz um pouco por todo o mundo do que propriamente no mercado americano.

SObre o filme podemos dizer que o primeiro filme tem um genero de conjugação de animação com figuras reais que nem sempre tem tido sucesso nos ultimos anos porque torna os filmes quase sempre excessivamente infantis. Se isso ja tinha acontecido no primeiro filme da saga isso e ainda mais notorio neste segundo filme que da quase todo o protagonismo as sequencias de animação e humor fisico demasiado infantil e que na maior parte das vezes pouco ou nada funciona.

O filme tras tambem uma especie de intriga na forma como as figuras humanas se emaranham numa tentativa de edição e sucesso de um livro mas fica sempre a ideia que isso e quase so para encher o que o filme quer que e dar protagonismo e acima de tudo sequencias interminaveis as suas personagens animadas, mas fica a ideia que o filme em si nunca consegue potenciar qualquer ideia nova.

Por tudo isto uma sequela sem vida propria, que basicamente nos tras um episodio igual a muitos das figuras de animaçao, com meios de segunda linha e principalmente uma dupla de figuras humanas algo expostas ao ridiculo de uma primazia por humor fisico que nos dias de hoje está claramente em desuso.

A historia segue a ligaçao do primeiro filme entre os animais e os seus donos agora que eles embarcam numa viagem de sucesso que vai ser um teste a sua ligação enquanto familia e onde as uniões menos previsiveis vao ter lugar.

EM termos de argumento muito pouco de novo para alem da imensidao de sequencias de asneiras e peripecias de humor fisico das suas personagens. O filme parece quase sempre algo parado em termos de novidade ou mesmo de dar aos personagena alguma dimensao.

Na realizaçao deste projeto Will Gluck nos primeiros filmes deixou a expetativa de se tornar numa referencia de humor que falhou quando teve mais meios e mais expetativa principalmente com o musical Annie. POr isso perdeu dimensao acabando por nos ultimos anos se dedicar a este genero dificil mas que pouco conceito tras aos seus atores.

No cast para alem dos coelhos e das suas vozes que funcionam na simbiose, a aposta em Gleeson e Bryne encaixa no estilo familiar e tradicional ingles que o filme quer dar, embora nos pareça que o priemeiro esta claramente desconfortavel no estilo de humor fisico infantil.

O melhor - A tradiçao de uma animaçao de referencia.

O pior - O excesso de um humor fisico desatualizado


Avaliação - D+



Thursday, July 29, 2021

The Last Letter from Your Lover

 Numa altura em que a Netflix parece algo adormecida numa sempre movimentada temporada de verão, eis que surgiu este filme sobre amor no passado e no presente com apostas de estrelas nas personagens centrais femininas mas que estreou sem grande mediatismo na aplicação.Criticamente a mediania das avaliações não foi propriamente entusiasmante sendo que comercialmente a forma como tudo aparente, não nos parece que seja dos produtos mais visiveis da produtora.

Sobre o filme temos o tipico filme romantico sobre amores proibidos no passado e uma historia para descobrir e a forma como tudo isso acaba por influenciar o presente. A historia e a abordagem e repetida em filmes que já fomos vendo nos ultimos anos com maior ou menor sucesso. Este aqui cai no problema de dar sempre uma sensação de previsibilidade que torna o filme claramente igual a muitos outros.

Fica a ideia principalmente que tambem ocorre um desiquilibrio notorio em termos de historias com claro predominio da historia do passado, quer pela intensidade mas principalmente pelo impacto emocional que a historia vai transmitindo. Fica a ideia que a historia central deveria ser mais intensa, mais trabalhada, com mais impacto principalmente na forma como a personagem masculina se esconde do filme.

Ou seja um filme de aproximação facil para adeptos do romantismo puro, mas que nao e propriamente dotado para todos os outros, fica a ideia que principalmente tendo em conta a qualidade das protagonistas enquanto atrizes deveria ser claramente mais trabalhado o argumento para resultar num filme a todos os niveis mais diferenciado.

A historia fala de uma jovem jornalista que começa a investigar uma troca de cartas de um amor proibido, tentando perceber como a historia se desenvolver e terminou ao mesmo tempo que começa a aproximar-se de um pacato funcionario de um arquivo

Em termos de argumento o filme e algo basico nos principios, nas personagens e mesmo nos detalhes do argumento, fica a ideia que existia muito espaço para as personagens darem mais de si. Resulta no prazer imediato e na forma como a emoçao e fornecida a cada um dos espetadores, mas sabe a pouco e a repetido.

Na realizaçao Frizzell e uma realizadora que teve maior sucesso na televisao e em alguns episodios de Euphoria que tem aqui o seu destaque no grande ecra. A realizaçao e simplista sem grandes truques ou risco o que faz o filme saber a algo pequeno. Nao e com trabalho destes que se chama a a tenção.

No cast fica a ideia que Jones e Woodley são duas jovens actrizes que ja figuram num primeiro plano de Hollywood e cujos filmes alimentam expetativas. Fica a ideia que ambas as construções sao demasiado simplistas para os momentos de carreira de ambas, o que acaba por surpreender. Nos secundarios e no lado masculino acaba por ser Callum Turner o que tem maior destaque mas mesmo assim longe de qualquer sublinhado.


O melhor - O paralelismo de historias tem sempre o seu impacto emocional


O pior - A previsibilidade


Avaliação - C



 

Saturday, July 24, 2021

Jolt

 Num nada tradicional ano de 2021, no que a blockbusters de verão diz respeito, eis que as plataformas de streaming começam a apostar nos seus proprios conteudos, tentanto inicial franchisings com base em algum produtos de açao e comecia. Uma dessas apostas acabou por ser este Jolt, que nos dá a sempre sensual Beckinsale como mulher fatal e uma misto de intriga e tentativa de humor. Criticamente as coisas não correram particularmente bem, com avaliações mediocres, sendo que comercialmente penso que já são bastantes titulos a serem lançados pela Amazon num curto espaço de tempo para ficar tudo rentavel.

Sobre o filme podemos dizer que temos um projeto simples, de ação quase serie b numa produçao pequena, que tenta jugar com um humor sexualizado e a sensualidade da sua protagonista como as verdadeiras armas já que de resto o filme e um conjunto de opções mediocres que o levam claramente para divisões inferiores de ação. Ou seja o estilo John Wick esta em moda, e este e mais um fraco derivado do ação simplista e pouco mais.

Em termos produtivos parece onde o filme mais sofre, e provavelmente onde menos deveria o fazer, fica a ideia sempre de um filme que se perde em imagens curtas em efeitos especiais quase amadores, e que não fosse um ritmo acelerado que tem seria dificil de ver. No final surge um claro fraco filme de ação que aposta em ser o inicio de algo que fruto da pouca qualidade dificilmente será.

O filme tenta com os seus twist, embora previsiveis, ir refrescando a relação com o espetador mas na verdade as coisas quase nunca funcionam também neste particular. Tenta também ter um humor arrojado mas mesmo aqui fica sempre a ideia que mais vezes as tentativas falham do que propriamente acertam.

O filme fala de uma jovem que não consegue contraria a agressividade quando algo de errado acontece que acaba por ser controlada por um mecanismo mecanico auto imposto que vai se descontrolar por completo quando o seu novo amor e assassinado.

Em termos de argumento o filme e extremamente limitado, e isso passa por personagens nada trabalhadas, um humor pouco eficaz e um intriga que ainda tenta introduzir elementos surpresas mas que quase sempre sao bastante previsiveis.

Na realizaçao Tanya Wexler e uma desconhecida que pega no genero de açáo e não convence, ficando a duvida se nao o faz devido a escassez de meios ou a sua propria incapacidade. Pese embora seja um filme com alguma visibilidade não me parece que seja o tipico projeto que conseguira qualquer tipo de impacto na sua carreira.

No cast Beckinsale funciona como mulher sedutora e mesmo como heroina de açao, embora as suas limitaçoes dramaticas sejam mais que muitas e mesmo em filmes simples como este, elas sejam evidentes. Do outro lado da barricada personagens quase unidimensionais acabam por dar apenas o protagonismo com virtudes e defeitos a Beckinsale.


O melhor - A sensualidade de Beckinsale

O pior - Os efeitos especiais


Avaliação - C-



Zola

 Um ano depois e já com mais um festival de Sundance ultrapassado eis que este particular filme que chamou alguma atenção no Festival de Sundance do ano passado viu a luz do dia. Depois uma boa receção critica neste festival, o filme conseguiu alguma distribuição neste regresso ainda faseado aos cinemas. Comercialmente foi obviamente um filme de alcance curto que funcionou bem melhor pela capacidade que teve em termos de distribuição do que propriamente em termos de resultado efetivo.

Zola e um filme de vida, sobre ambiçao, e desejo de sucesso e dinheiro, e de plano e contraplano. Eum filme realizado com o objetivo de dar uma assinatura independente e um espirito proprio que o filme consegue ter embora a narrativa e principalmente os enlaces da mesma sejam por vezes exagerados na tentativa de lhe dar um exprimentalismo que tira alguma expressão a historia em si.

Claro que temos um filme cru, um filme sobre os submundos que nos são entregues aos poucos. Na maior parte do tempo vimos um filme que deambula a um ritmo rapido, que esconde peças para se fazer funcionar e quando assim é fica a ideia clara que se trata de um filme que podia ir mais longe. E inequiveco que é um filme com impacto, um filme que quer ter na sensualidade uma arma, mas fica a ideia que a historia não é tao impactante, principalmente porque o lado real de como foi contado, pelo Twitter perde algum impacto,

Ou seja um filme que mais do que o que transmite em si, vale pelo seu proprio contexto. Um daqueles filmes pequenos, independentes que tem uma historia subjacente que o torna mais relevante algo que de outra forma por aquilo que realmente o filme é poderia ser escasso para este nivel de mediatismo.

A historia fala de uma aventura contada em twitter de uma empregada de mesa que embarca numa viagem por clubes de strip com uma bailarina, o namorado desta e um chulo, numa aventura cheia de peripécias onde dolares foram ganhos e alguns riscos corrido.

A historia de base do filme não é propriamente diferente da maioria que encontramos nas road trips e nos filmes de aventuras. As personagens são basicas e com procedimentos muito proprios, as ocorrências acabam por também elas não serem particularmente mediaticas, mas o contexto real da-lhe um sabor especial.

Na realização Bravo é uma realizadora assumidamente independente que vai ganhando algum conceito neste particular circuito que define muito a forma da mesma filmar. Fica a ideia de que o filme e pensado para ter um impacto particular, mas ainda falta alguma arte para tornar a sua forma de filmar mais abrangente.

No cast as despesas sao pagas por um duo de jovens actrizes que fornecem aquilo que as personagens merecem. Maior destaque para uma jovem Keough que vai ganhando cada vez uma dimensão maior que se calhar já merecia mais protagonismo.


O melhor - O contexto da historia

O pior -No filme isso ficar algo despido


Avaliação - C

Thursday, July 22, 2021

Space Jam: A New Era

 Vinte e cinco anos depois de Micheal Jordan e os Looney Toons nos trazerem uma aventura que misturava o mundo da nba com o Looney Toons, num estranho filme mas que ficou na retina de quase toda a gente, eis que surge uma nova sequela com a inovação da evolução tecnologica, com os bonecos de sempre e com uma nova estrela do basquetebol americano, neste caso lebron James. Se as ambições do filme eram legitimas criticamente o filme foi um descalabro com avaliações muito negativas, onde nem o lado vintage do primeiro filme safou o resultado critico deste. Comercialmente com a estrategia de estreia partilhada entre cinema e hbo max os resultados foram modestos, muito por culpa da ma publicidade de uma critica negativa.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue em quase tudo os parametros do primeiro filme com a diferença que nos leva para o mundo dos videojogos o que tira a essencia completa do basquetebol ao jogo, e ai temos mais um espetaculo de truques de jogos de computador do que o basquetebol, o que o filme acaba por querer devido ao conflito central pai e filho. Mas esta escolha é confusa, retira algum romantismo do primeiro filme, e principalmente nao da qualquer tipo de espaço aos Looney Toons.

Outro dos problemas bem claros do filme e a confusão de tentar tornar tudo tecnologicamente de ponta, isso tira o carisma dos bonecos, não permite algumas das curiosidades da animação simplista do primeiro filme, e depois basicamente percebemos e uma serie interminavel de tudo o que é personagens da Warner a marcar presença, na clara concentração da produtora, que pisca o olho do primeiro ao ultimo minuto aos seus maiores sucessos dos ultimos tempos.

Por tudo isto este Space Jam parece ter tudo para falhar, quer na narrativa, quer na descaracterização dos Looney Toons passando por um Lebron que nao tem minima competencia para ser actor, este e um mega projeto com todos os ingredientes para falhar o que acaba por acontecer em toda a linha. Se o primeiro filme nao era brilhante mas ainda tinha uns laivos de espontaneidade, este e uma mega estrutura pouco competente e mal articulada.

A historia segue desta vez a mega estrela Lebron James, em conflito de planeamento do futuro com o seu filho, que se vê embarcado com este no submundo da Warner, onde tem de lutar contra o poder de um algoritmo que quer nada mais nada menos que sequestrar a estrela para o tornar a presença comum nos seus projetos.

Em termos de argumento a junção de basquetebol, cinema e evolução informática num filme que se quer simples, torna tudo uma salgalhada que o filme nunca consegue resolver. Mais que isso todos os exagerados entalhes narrativos faz perder algum norte mesmo no humor que um filme como este exige. Salva-se alguns apontamentos curiosos a outros filmes da Warner.

A aposta para a realizaçao deste mega projeto foi entregue a Malcom D. Lee um realizador afro americano habituado a filmes comedia para um publico alvo especifico, que tem aqui um projeto bem maior que ele. Tecnologicamente o filme tem recursos mas nunca consegue dotá-lo de uma assinatura propria.

Um dos grandes problemas do filme reside acima de tudo em Lebron, se Jordan tinha poucas competencias como actor, acho que James torna essas limitações ainda mais claras, principalmente quando por vezes tem que contracenar com um Cheedle experiente, embora incompreensivel como aceitou uma personagem tal absurda


O melhor - Os apontamentos a outros projetos da Warner

O pior - A descaracterização total dos Looney Toons


Avaliação - D+



Tuesday, July 20, 2021

No Sudden Move

 Steven Soderberg e sem duvida nos ultimos anos um dos realizadores mais hiperativos lançando diversos projetos nas diferentes aplicações de streaming, sendo que ultimamente esta aposta esta mais centrada na hbomax. Este filme de gangsters sobre a industria dos combustiveis com um elenco recheado acabou por conquistar na critica onde o realizador nos ultimos tempo tem estado em melhor plano. No que diz respeito ao valor comercial, num verão onde muitos dos filmes de grande estudio foram lançados em aplicações fica a ideia que este não será propriamente o filme com maior valor comercial a ser lançado.

Sobre o filme, podemos dizer que mais que uma figura de filmes de eleição Soderbergh e um realizador que gosta de experimentar diferentes formas de nos dar imagens, o que acaba por ser bem vincado mais uma vez neste filme, nas escolhas que faz de acompanhar os personagens. Em termos narrativos temos uma intriga densa, complicada, que para pena dos espetadores o filme nunca consegue simplificar tornando quase sempre tudo demasiado emaranhado para incutir a intensidade que estas intrigas necessitam de ter.

Os jogos de avanço e recuo são mais que muitos ao longo de toda a duração do filme, a ideia que acima de tudo ficamos é que o filme tem subjacente a si, um valor narrativo e mesmo historico da base da trama muito maior do que o filme consegue comunicar, porque o excesso de personagens, o pouco tempo das mesmas no ecrã acaba por ser demasiado confuso para um filme tão recheado de twists para que no final o impacto seja o desejado.

Fica a ambiçao de um realizador que nos parece não estar para projetos faceis, que dia apos dia, arrisca mais chamando aos seus filmes menos obvios elencos de primeira divisão, mas cujo resultado final ainda não atingiu o nivel de importancia que registe de uma vez por todas Soderbergh de volta as obras de referencia que ja teve no passado.

A historia fala de dois criminosos que tentam efetuar um plano de extorsão de dinheiro envolvendo altas patentes do poder politico e da mafia do local onde estão, mas que se percebe que rapidamente os planos são bem diferentes e o que hoje e acordado amanhã pode sair fora.

Em termos de argumento e obvio que um filme com tantos entalhes narrativos não é facil de funcionar ou de ter o impacto desejado. Parece que o filme deveria encontrar alguns metodos de simplificar que nao consegue e isso faz com que mesmo as personagens não tenham espaço de crescer, já que rapidamente tudo muda.

Como realizador temos o exprimentalismo de um Soderbegh que nao so inova na sua arte de captar imagens como também acaba por nos dar diferentes estilos de filme a cada obra. E claramente uma figura unica, mesmo que o seu numero elevado de filmes nem sempre resultem num numero semelhante de obras de referencia.

No cast o excelente naipe de actores e muito condicionado pelo pouco desenvolvimento dos personagens. Fica na retina um Del Toro e um Cheadle sempre competentes, que tem o filme entregue a ambos, os quais posteriormente passeiam por um leque de secundarios conhecidos mas longe de grandes prestações-


O melhor - O risco de tantos avanços e recuos.

O pior - A confusão que o filme se torna


Avaliação - C+



 

Monday, July 19, 2021

The Forever Purge

 Desde o lançamento do primeiro filme que a saga Purge se tornou numa das mais ativas no terror, conseguindo mesmo ultrapassar a cadência que por exemplo Saw conseguiu ter. Quando pensamos que ja tinhamos visto tudo surge um novo registo desta vez onde a purga ultrapassa as doze horas e torna-se a realidade do pais. Em termos criticos este adaptaçao manteve a mediania da maioria da saga. Comercialmente o pouco risco e acima de tudo a saudade dos espetadores pelo cinema fez com que os resutlados fossem positivos neste regresso aos cinemas.

Sobre o filme eu confesso que a ideia do primeiro filme e interessante, não so na sua dimensão social mas acima de tudo pelo impacto psicologico que a ideia consegue ter. Contudo com o lançamento de filmes tudo se tornou num continuo lançamento de filmes que repetiam a ideia com pouco orçamento que tornou tudo demasiado obvio. Aqui temos uma pequena alteração que contudo é feita de uma forma demsiado simplista para fugir a mediocridade dos filmes mais recentes.

Basicamente o filme e extremamente redutor pese embora ambicione ser mais, ao mudar os fundamentos basicos  dos outros filmes, mas torna-se apenas num road trip das personagens centrais a procura da salvação e sempre no limite da sobrevivencia. O filme nao procura mais que isso, e mesmo em termos de mortes e abordagem da realizaçao vai sempre menos minimo exigido.

Por tudo isto e apesar do argumento alterar o filme e mais do mesmo em termos dos ultimos volumes da saga aqueles que ja tem poucos objetivos de renovar ou trazer elementos novos, mas sim tentam capitalizar em dolares o que a mensagem e ideia do primeiro filme ja fez.

A historia segue um casal de mexicanos a procura do sonho americano e uma familia rica do texas que tem de se juntar na aventura de viagem ate ao Mexico depois dos EUA entrar em guerra depois de um grupo continuar a purga para sempre.

Em termos de argumento a ideia de base altera bastante o filme mas o filme cinge-se a essa alteraçao não procurando mais elementos novos. De esto o lado redutor de tudo  o que vimos nos filmes mais recentes, poucos dialogos, pouca inovação narrativa e personagens quase inexistentes.

Na realizaçao a batuta foi entregue a Everardo Gout um realizador essencialmente de televisao a quem foi dada esta oprtunidade num estilo que normalmente tem pouco impacto. Ele consegue criar o contexto de terror psicologico muito por culpa da ideia, mas depois mais do mesmo, num filme que nao e o que faz crescer realizadores.

Também no cast com o passar dos episodios cada vez menos sao os nomes sonantes que o filme consegue chamar a si. Temos aqui alguns actores conhecidos mexicanos a encabeçar o filme e alguns secundarios em baixo de forma vindos de Hollywood que cumprem os propositos porque o filme nada exige.


O melhor - A introdução de uma ideia nova.

O pior - O filme em tudo o resto ir diminuindo a sua valorização


Avaliação - D+



The Hitman's Wife Bodyguard

 Quatro anos depois de Samuel L Jackson e Ryan Reynolds terem embarcado nesta saga de ação e humor pela europa fora eis que com os mesmos ingredientes surge a natural sequela, desta vez com mais primazia a personagem de Hayek ja bastante relevante no primeiro filme e com duas aquisições comerciais de peso para o lado negro. Ao contrario do primeiro filme, a resposta critica deste filme foi um autentico descalabro com avaliações muito negativas o que acabou por condicionar e muito o seu resultado comercial, que em face tambem da pandemia ficou muito aquem do primeiro filme.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme sem narrativa apostado acima de tudo na ligação comica entre as tres personagens indo buscar os conceitos tipicos que os seus interpretes normalmente dao ao filme. POdemos achar algumas piadas interessantes mas fica a ideia que com tanto investimento a intriga central deveria ser mais trabalhada de forma a funcionar em ambos os planos.

No final resulta uma serie de dialogos comicos, embora pouco originais, um passeio e muitas mortes ao longo de diversos locais da europa, um intriga que basicamente serve para introduzir o boneco completamente disparatado de Banderas e um filme claramente redutor tendo em conta a materia prima empregue. Claro que muitos vao dizer que o filme so foi feito para passar a hora e meia de sua duração e algumas gargalhadas mas confesso que isso nos nossos dias me parece pouco.

Ou seja se calhar a tentativa de rentabilizar ao maximo um projeto de sucesso mas que provavelmente esgotou. Numa altura em que a pandemia fez os maiores projetos nao sairem do papel, e de todo importante que nao se caia no erro do dinheiro facil que acaba por ser o que este filme se traduz.

A historia segue o mesmo agente de segurança depois do primeiro filme, agora ao lado da mulher e do bandido que tinha de proteger, de forma a tentarem impedir um ataque contra a europa que condicione toda a sobrevivencia do velho continuente as mãos de um terroristas grego.

Em termos de argumento o filme apenas consegue algum sucesso no seu humor, aqui o filme perde muito tempo, secando inclusivamente o seu valor narrativo e por vezes tem sucesso, não me parece é que isso possa ser a desculpa para o descuido que o filme tem em todas as outras vertentes e que fazem tudo ser bastante limitado.

Na realizaçao Patrick Hughes volta a ser o homem do leme. O filme e realizado com todos os mecanismos de um filme de açao de grande estudio, sem grande assinatura, tipica de um terefeiro como Hughes ainda acaba por ser. Para crescer tera que arriscar mais.

No cast o filme tem a particularidade de as personagens irem ao de encontro aquilo que todos ja conhecemos dos seus protagonistas, e assim sendo pouco ou nada poderia falhar. Fica a ideia que no caso de Banderas tudo e demasiado ridiculo para funcionar, mas o mercado dita leis como este, concretamente a do menor esforço.

O melhor - Algum humor.

O pior - Em termos de narrativa o filme quase não existe


Avaliação - C-



Sunday, July 18, 2021

The Tommorow War

 Numa altura em que a guerra de streamings parece estar numa fase de impacto maximo, eis que a Amazon Prime, lançou o seu trunfo de verão num filme de ação, com humor, e algumas mega estrelas apostada em grande valor comercial da aplicação. Pese embora toda esta aposta de grande estudio com muitos milhões envolvidos criticamente as coisas tiveram muito longe do sucesso com avaliações muito medianas. Comercialmente o facto de ser apenas uma ancora do Amazon vai dificultar perceber ao certo qual o seu real valor.

Sobre o filme eu confesso que quando vi os primeiros minutos do filme pensei que ele ate poderia funcionar naquele misto de comedia tipica de Pratt com acção serie B. Mas rapidamente se percebe que tudo vai seguir apenas o segundo caminho e vamos ter duas horas e meia de luta e mais lutas, realizadas com pouca inovação, num filme que se torna monotono e com uma linhagem de argumento tao reboscada que nao facilita o contacto que vai sendo construido com o espetador.

Outro dos problemas bem vincados do filme e as exigencias que fazem a Pratt, fica a ideia que o filme quer tirar o melhor do que ja conhecemos do actor mas quer mais, e o filme mesmo no seu estilo fica num terreno desconhecido que acaba por pender para uma cção de grande estudio pouco trabalhada, que faz deste filme um sinonimo de blockbuster pachorrente e de qualidade duvidosa.

Claro que grandes apostas produtivas de apliações mais pequenas vao se exigindo mas fica a ideia que ainda fica a faltar o filme comercial de grande impacto mesmo na netflix, fica a ideia que aqueles filmes com muito dinheiro investido mas que se percebe que a qualidade e reduzida e que acabam por ter expaço nestas plataformas.

A historia fala de um equipa que vai ter embarcar numa viagem temporal para de alguma forma tentar salvar a humanidade no futuro de uns terriveis monstros. O protagonista vai perceber que tera de se unir a sua filha no futuro para ter essa vitoria.

No argumento a historia de base e confusa, pouco articulada que mesmo na sua projeção esta longe de ser brilhante. Salva-se os curtos apontamentos de humor que deveriam ser mais utilizados para aligeirar as mais de duas horas de filme, contudo a opção vai para um estilo de filme mais serio e menos eficaz.

Na realização Chris McCay e um realizador que teve o seu maior sucesso como editor e realizador de filmes legos, que teve nas maos um mega projeto onde se percebe nao ter ainda tamanho para ele. Fica a ideia de um filme com muitos meios utilizados de forma duvidosa, e que pouco ou nada consegue diferenciar no seu estilo.

Pratt e um dos problemas do filme, se as suas capacidades com actor comico sao brilhantes e alimentam qualquer filme, as restantes sao inexistentes e quando um filme pede carisma de ação e alguma componente dramatica o filme e desastroso, e talvez limite aquilo que ele pode ser enquanto ator. NOs secundarios so de sublinhar a sempre interessante presença de simmons.


O melhor - As ameaças de comedia


O pior - Desistir delas para um fraco filme de açao

Avaliação - C-



A Quiet Place 2

 Três anos depois de Krasinski ter no primeiro filme da saga elevado o nivel dos filmes de monstros para um apontamento apocalitico original, que inclusivamente levou a sua esposa Emily Blunt a ganhar alguns premios de atuação surge a sua sequela, que conseguiu novamente entusiasmar a critica com o seu estilo de terror. Comercialmente tornou-se no filme que marcou o regresso em grande escala do publico ao cinema e isso fez com que se devolvesse alguma mistica ao cinema natural.

SObre o filme eu confesso que pese embora reconheça muitas virtudes e alguma originalidade ao projeto no resultado final nao fui tao entusiasta quanto a maioria da critica. Neste filme a avaliaçao acaba por ser semelhante. Um excelente inicio, bem realizado e acima de tudo que explica muito do que encontramos a meio no primeiro filme, depois na continuação temos mais do mesmo, o terror claustrofibico onde o silencio e o melhor aliado, situações limite e pouco mais.

Claro que podemos dizer que em termos narrativos o filme nao tinha propriamente espaço para evoluir ja que e um filme com principios simples, mas em termos tecnicos o filme funciona bem, as imagens sao sempre filmadas de forma a dar intensidade maxima as mesmas, um bom cast faz com que tudo seja essencialmente bem feito, mesmo que na historia e no resto seja um filme algo basico.

Por tudo isto penso que e uma saga que aproveita bem as virtudes do primeiro filme, dando-lhe o lado explicativo inicial ao qual conjuga a intensidade de cada sequencia. Tem a mais valia de ser curto e direito ao ponto, e de conseguir acima de tudo nao ter medo de arriscar na eliminação de personagens.

A historia segue o que resta da familia central, na sua luta pela sobrevivencia, ate que desconbre um antigo amigo de familia que os vai ajudar a sobrevivencia do elemento mais pequeno da familia e aquele que marca a eternidade da familia.

Em termos de argumento e muito do que o primeiro filme nos deu, os principios sao o mesmo, sem o peso da originalidade que no primeiro filme surpreendeu. A forma como tudo segue nao e propriamente um posso de originalidade, mas o filme parece querer dar mais intensidade a formula do que lhe dar novos elementos.

Na realizaçao Krasinki repete o lugar atras das camaras agora com mais tempo ja que o tempo em frente das camaras e menor. Um realizador que ganhou o seu espaço concreto nesta saga e que aqui demonstra bem o porque de ter sido uma das revelações principalmente na facilidade que ele consegue de dar um pulso e um instensificador a cada sequencia.

No cast Blunt tem menos palco, porque o filme da o protagonismo aos jovens Jupe e Simmonds que ja tinha sido a surpresa do primeiro filme. Ambos demonstram bem na intensidade que blindam as suas personagens a razão de serem das figuras com maior futuro esperado. Murphy e sempre uma garantia de intensidade nos seus papeis.


o melhor - A forma como cada cena e levada ao limite.

O pior - A base narrativa do filme tem limitações que condicionam o impacto.


Avaliação - B-



The Boss Baby: Family Business

 Quatro anos depois do primeiro filme de Boss Baby ter saido a luz do dia com algum sucesso em termos comerciais eis que surge a sua natural sequela principalmente tendo em conta o sucesso da serie com o mesmo nome interativa que teve lugar na Netflix. Este segundo episodio da saga foi no entanto criticamente muito mais debil do que o primeiro filme, e comercialmente num contexto ainda bem vincado de pandemia podemos dizer que nao deu grande impulso, ficando mais marcado pelo seu streaming na Peackok.

SObre o filme podemos dizer que temos o mesmo artefacto que funcionou no primeiro filme, mas com tudo mais exagerado. Uma das dificuldades das sequelas normais do filme de animaçao e que as mesmas limitam-se a repetir os pontos positivos dos primeiros filmes e tem francas dificuldades em dar algo de diferente, sendo esse mais um caso de um filme que pese embora traga as personagens principais, repete a formula do primeiro, mas com a sensação que nada de novo e realmente empregue.

Em termos tecnicos tambem nao temos mais risco, fica a ideia que o filme acaba por ser a repetiçao dos mesmos procedimentos tambem a este nivel, com muita cor, um sentido de humor baseado na premissa e pouco mais, faz com que o filme seja um repetiçao de um conceito que ja na sua base ficou muito longe de ser uma das chancelas mais interessantes na animaçao.

O ponto positivo do filme acaba por ser os valores morais assumidos, e sublinhados do primeiro ao ultimo minuto, e nisso muitas vezes mesmo quando os caminhos ate podem ser o mais absurdo do primeiro ao ultimo minuto, quando os valores que o filme quer sublinhar sao interessantes isso deve sempre ser tido em conta.

A historia segue as personagens originais ja adultas, e em agora são as filhas de Tim que tem que se unir com a ligaçao do pai e do tio no seu formato pequeno para fazer com que um temivel bebe tome conta de tudo e mais alguma coisa no mundo onde vivemos.

EM termos de argumento a base narrativa do filme e na essencia mais do mesmo, pouco de novidade, o mesmo estilo de humor, potenciar ao maximo aquilo que funcionou no primeiro filme. COntudo fica a ideia que cada vez a menor risco nas sequelas de animaçao.

Na realização Tom Mcgarth e uma das figuras de maior referencia de animaçao extra disney depois dos sucessos de Madagascar, e algum sucesso em MEgamind tem aqui um projeto que segue o primeiro filme, tambem a nivel tecnico. FIca a ideia que e feito num estilo de animaçao de consumo rapido.

No cast de vozes, Baldwin e uma excelente escolha na figura central. As outras ficam sempre algo distantes embora GOldblum e o seu carisma tambem encaixem no vilão da historia.


O melhor - OS fundamentos morais

O pior - Nao trazer nada de diferente ao primeiro filme.


Avaliação - C



Thursday, July 15, 2021

Separation

 No momento em que abriu os cinemas de uma forma mais generalizada ainda com os contornos da pandemia, existiu um genero que acabou por se lançar mais facilmente as ferias que foi os thrillers de terror, ja que normalmente o curto investimento fazem com que o risco fosse menor. Um dos filmes que abriu portas foi este pequeno filme, que acabou por falhar em toda a linha na analise critica, contudo comercialmente e perante as dificuldades as coisas nao foram assim tão desastrosas principalmente tendo em conta o contexto como foi lançado.

Separation e um filme que tenta tocar muitos pontos e dar-lhe o ingrediente de horror paranormal, mas acaba por ser um conjunto de abordagens pouco unificadas que se confundem umas as outras e acabam por nos dar um filme sem grande sentido. O filme tenta tocar ao de leve na questão da luta por custódia, dos efeitos da perda de uma mãe, e depois uma luta por uma relação obsessiva e espiritos do passado. E tudo uma mistura tão grande que era dificil fazer funcionar, principalmente quando se percebe que o filme nunca terá arte para o fazer.

Tudo se resume a uma mistura de ingredientes que nunca deviam tar juntos, com uma produçao de segunda linha e actores fora de forma, que resultam num filme lento, que mesmo nas sequencias de terror nunca consegue ter minimo impacto e todos esperamos lentamente o seu final, sem a ambiçao de que algo mude.

Por tudo isto Separation e um dos filmes desnecessarios do ano, num daqueles projetos que funcionam como Scud, mas que fica a ideia clara que rapidamente caem no esquecimento, porque tudo e francamente esquecivel e o que não é acaba por ser pelas piores razões, e o motivo porque muitas vezes o terror ainda tem muitas dificuldades em funcionar nos seus projetos menos artisticos.

A historia fala de um casal separado em luta pela custodia da filha em que a mulher acaba por ser atropelada. Nesse instante a filha começa a ter contacto com um espirito da mãe que começa a influenciar a forma como a menor e o pai se relacionam.

Em termos de argumento e um filme demasiado confuso, com elementos desinteressantes que em si todos juntos não podiam resultar bem. E um filme que nao trabalha os ritmos, os dialogos nem as personagens e tudo acaba de uma forma pouco intensa e desinteressante.

Na realizaçao William Brent Bell e um realizador associado ao cinema de terror de grande estudio, que leva alguns filmes que funcionam mais em termos de impacto que este. Fica a ideia que este filme nunca consegue encontrar o seu estilo e os seus balanços e mesmo num genero onde nem sempre tem mostrado competente este e talvez dos piores trabalhos do realizador.

No cast Friend depois de Homeland deu a ideia de que poderia ser um actor intenso de um nivel mais elevado que acabou por nunca se tornar. Fica a clara sensação que tem muitas limitações de carisma e de espontaneidade que ficam bem patentes num filme simples como este. Preocupa e que alguem com o valor de Cox perca tempo em projetos de terceira linha como este.


O melhor - Opah serviu para testar audiências


O pior - Uma mistura de maus ingredientes que tornam um mau filme


Avaliação - D

Here Today

 Billy Cristal mais que um actor que marcou a comedia nos anos 80 e 90, ficou na retina por ser o mais carismatico apresentador de oscares que o cinema viu mais recentemente. Depois de algum tempo afastado, com a dificuldade sempre comum a comediantes a entrar numa idade mais avançada, eis que este ano o mesmo aventurou-se no drama num filme por si realizado. O filme não foi propriamente muito bem recebido com criticas sofriveis, pensando mesmo que estas ate poderiam ser piores, não fosse algum carinho pelo actor. Comercialmente o filme arriscou o grande ecra em tempo de pandemia e os resultados foram mediocres.

Sobre o filme, temos aqui um filme que tenta dar o lado que marca a historia de Cristal como actor, ou seja, nao so a comedia mas tambem a stand up, mas temos o lado emocional e familiar num filme que mais do que razão tenta procurar a emoçao da conexao entre as pessoas. O filme parece nao ser propriamente eficaz no balanço entre a comedia e o drama, algo que e sempre dificil, mas que neste caso quase sempre o filme tem dificuldade em equilibrar, principalmente na personagem de Haddish.

Isso faz com que o filme acabe por se tornar previsivel no seu caminho, que nao queira ir ao fundo no lado mais dramatico da doença que acaba por ser apenas uma justificação para um final feliz. E um daqueles filmes que poderia ter outra dimensão mas para isso teria de se levar mais a serio, e talvez so o conseguiria com um argumento mais equilibrado entre os momentos e acima de tudo com outros interpretes.

Ou seja sai um filme obvio, igual a muitos, que nos tras emoçoes positivas mas previsiveis, mas que nunca consegue ser um filme de reflexão, nunca consegue ser um filme vincado. O risco acaba por ser tentar fazer de Cristal um actor dramatico mas penso que tambem aqui o filme acaba por sair ligeiramente ao lado.

A historia fala de um veterano e isolado escritor de comedia separado da familia, que acaba por iniciar uma amizade com uma extrovertida cantora de metro, que vai levar a que este faça uma reflexao de vida sobre o seu passado, sobre os contactos com a familia, e principalmente sobre as suas prespetivas de futuro.

O argumento e previsivel, apesar do balanço do tema ser um estilo que muitas vezes resulta em filmes impactantes, o filme entra quase sempre num terreno demasiado simplista, com dificuldade em balançar os ritmos. A previsibilidade de movimentos acaba por saber a pouco e tornar o filme apenas mediano.

Na realizaçao Cristal depois de vinte anos fora da realizaçao arriscou pela primeira vez num genero diferente com mais drama, depois de ja ter na decada de noventa filmado dois filmes comedia. O registo e simplista, muito ligado as personagens e suas ligações, que explicam a razão pela qual nunca foi propriamente a praia do artista.

No cast parece claro que Cristal nasceu para a comedia, e teria poucos recursos para ser um actor dramatico ou mesmo um actor que conseguia se desenrascar. Aqui vale mais pela homenagem a veterania do que outra coisa. Haddish acaba por ter a personagem tipica na sua carreira, com pouca inovaçao comparando com aquilo que nos tras


O melhor - O sentimento traduzido no filme.


O pior - A forma como o filme acaba por ir por um caminho já demasiado visto


Avaliação - C

America: The Motion Picture

 Os mais desatentos este ano podem ter deixado passar despercebido um dos filmes mais irreverentes do ano, e logo uma das apostas de verão da Netflix. Falo desta reconstituição particular do inicio da historia do Estados Unidos da América, com o humor tipico dos seus produtores associados à serie Archer.  O estilo irreverente tornou-o obviamente num filme mal amado pela critica, que o tornou num alvo de facil ataque. Por sua vez esta ma propaganda critica podera explicar em muito o parco resultado comercial que mesmo na netflix o filme tem tido.

Sobre o filme, é obvio que devemos estar preparados para o que vamos ver, é um filme irreverente, de humor discutivel que tem uma missão de chocar e ironizar com as figuras de referencia da historia, mas no final e na minha opinião não deixa de ser curioso e engraçado, mesmo que embarque por um humor muito arriscado gozando com todos os simbolos de uma patria e mais algum.

Claro que nao e um filme para todos. O estilo humoristico e recheado de risco, quer porque esquece por completo toda a consistencia interna de qualquer narrativa, quer porque o objetivo unico e juntar os pontos conhecidos da historia dos EUA com um humor rebelde, sexualizado com muitos dos pontos de debate da sociedade satirizados. Fica a ideia que exagera em todos os pontos, mas também nos parece que é esse estilo que o torna um filme diferenciado.

Por tudo isto e pensando que o objetivo dos produtores do filme era claramente o de dar uma roupagem critica e acima de tudo rebelde a uma historia de orgulho para os EUA; seria facil perceber que principalmente naquele pais nao teria vida facil. mas principalmente para quem gosta do humor de Archer, temos uma base muito parecida, mas claro muito mais polemica.

O filme e uma versão satirica e exagerada da declaração de independencia dos EUA com todas as suas figuras, e a luta titanica que os levou a vitoria. Um filme que so tem as personagens porque tudo o resto e a imaginaçao pura a funcionar.

O argumento do filme e simples, pegar no que conhecemos deste momento historico e nos seus herois, e criar uma debandada de rebeldia e um humor arriscado do primeiro ao ultimo momento, envolvendo sexo, humor negro e mais alguma coisa, que nao torna a historia competente mas torna-a engraçada.

Na realizaçao Matt Thompson e o produtor de Archer que tem aqui o filme a sua imagem a todos os niveis no estilo de produçao e desenho, e acima de tudo no humor de uma serie de referencia. Nao surpreende o estilo pena e que sejamos por vezes demasiado quadrados para aceitar esta abordagem.

No cast de vozes temos uma serie de figuras conhecidas a entregar a sua voz a um projeto que todos sabiam que ia ser mal amado. Alguns funcionam com mais sublinhando como Tatuum como Washington, mas fica acima de tudo a certeza que as escolhas vão de encontro ao que o filme pede.


O melhor - O humor


O Pior - Os puritanos vao dizer que foram longe demais


Avaliação - B-



Wednesday, June 30, 2021

The Ice Road

 Se existiu um aspeto no cinema moderno que a pandemia não conseguiu contornar foi o volume de filmes lançados com Liam Neeson em resgate de alguma coisa. Desde o momento em que o cinema foi tentando retomar eis que surgiram mais quatro filmes do ator entre os quais este passado no gelo e onde tem de resgatar um conjunto de trabalhadores que ficaram soterrados. Em termos criticos o filme foi para a mediania negativa tipica dos filmes do ator ultimamente e comercialmente parece que finalmente as distribuidoras começam a não apostar no estilo repetido.

Sobre o filme podemos dizer que basicamente a carreira de Neeson nos ultimos anos e espelhar personagem repetitivas em filmes de açao de baixo orçamento pese embora patenteadas por distribuidoras de alguma dimensão, mas que na essencia são previsiveis do primeiro ao ultimo momento onde apenas se diferencia o contexto do filme e aquilo que realmente são os detalhes contextuais do filme. Um genero gasto que já começa a surpreender pela falta de noçao que todos ja vimos este tipo de filmes sem que os mesmos resultem em qualquer beneficio para alguem.

Aqui temos ainda a agravante de nao ser um filme que potencie minimamente alguns pontos que em outros filmes acabam por ser a assinatura como os confrontos fisicos exibindo a capacidade de um ator veterano para as sequencias de luta nem o lado mais cru. O filme tenta sublinhar o lado mais espetacular do gelo em algumas sequencias mas sabe sempre tudo a muito pouco.

Por tudo isto o mediocre filme de ação que repete uma formula já gasta ao maximo por um actor que se pensou que poderia ter uma carreira diferente. Chegamos ao ponto onde já nada e trabalhado ou alterado para os filmes terem vida propria e fazem-se apenas por ser mais um filme de NEeson igual a muitos.

A historia fala de uma camionista e a sua equipa que e contratado para tentar ajudar o resgate de alguns trabalhadores que ficaram soterrados no gelo, contudo rapidamente percebem que toda a missão tem interesses obscuros que vao tentar impedir o sucesso.

Em termos de argumento o basico de qualquer filme de açao, que nao da qualquer vida ou contexto as suas personagens ou dialogos, e mesmo a intriga da sempre a ideia de se perder um conceito demasiado previsivel que nunca tenta ser contrariado.

Na realizaçao do projeto Hansleight e um argumentista de filmes blockbusters de açao que teve algum sucesso mas que ficou marcado pelo falhanço colossar do seu Punisher. Volvidos dez anos do seu ultimo filme parece-nos com, falta de rotinas sendo o mais preocupante o nunca encontrar minimamente espaço para qualquer assinatura.

No cast Neeson nos ultimos anos limita-se a ganhar o seu com o mesmo papel, inumeras vezes em filmes iguais que nada lhe exige como actor. Nao sendo um poço de atributos enquanto ator fica a ideia que poderia ter envelhecido melhor, e nao desgastar a sua imagem ate ao filme neste contexto.


O melhor - O gelo

O pior - Ja vimos certamente este filme e melhor


Avaliação - D+



Saturday, June 26, 2021

Fatherhood

 Este filme lançado a semana passada pela Netflix era uma das apostas comerciais de verão, principalmente por trazer numa das maiores figuras da comedia como Kevin Hart, num estilo diferente mais dramatico mas com muita intensidade emocional com todos os ingredientes para agradar familias inteniras. Enquanto que comercialmente ainda nao vamos conseguir perceber o real valor do filme, criticamente esta incursão de Hart pelo drama ficou pela mediania que talvez possa ter tirado algum impacto a experiencia.

Sobre o filme temos uma mistura de comedia e drama que tenta trazer alguns atributos comicos de Hart a um titulo declaradamente dramatico do primeiro ao ultimo momento com todos os pontos que trata. Esta mistura ate pode funcionar no que diz respeito a forma como transmite o drama mas ao mesmo tempo fica a ideia que as coisas nunca funcionam na plenitude porque acima de tudo Hart nao encaixa quando o filme quer ter intensidade dramatica.

Assim resulta um filme de familia, sem grandes riscos, que trabalha o lado emocional e a forma como contorna a dificuldade potenciando o impacto dramatico das relaçoes familiares, mas soa a algo que ja vimos antes, ou seja o filme trabalha com vetores que ja foram traduzidas diversas vezes em imagens e muitas vezes bem melhor contextualizadas que esta.

Ou seja um filme simples de desgaste rapido que perde por nao conseguir levar Hart para o drama mesmo que consiga levar o drama da historia para a forma de cinema de Hart e penso que o filme seria claramente mais valorizado com o contrario. Claro que muitas familias vao gostar dos valores e da emoçao que o filme tras, mas em termos artistico e mais do mesmo.

A historia fala de um pai desajeitado que apos a morte da mulher no parto e nao querendo abdicar da sua vida profissional decide cuidar sozinho da filha mesmo sem retaguarda familiar quando acima de tudo tem que balançar todos os lados sozinho.

Do ponto de vista de argumento o filme tem muito mais coraçao do que razão, o impacto do filme e significativo e a forma como balança o drama e o comico ate pode funcionar, o problema e que a historia as personagens e dialogos e algo repetitivo quando olhamos para outros filmes do genero.

Na realizaçao um dos irmãos Weitz pegou na orquestra um realizador que depois do inicio na comedia nunca conseguiu encontrar o seu registo que lhe desse sucesso acabando por colecionar filmes menos relevantes e este acaba por ser mais um filme pequeno de um realizador que poderia ter tido uma carreira bem mais impactante, algo que o seu irmao conseguiu mais na escrita.

No cast eu sublinhou a tentativa de Hart ser algo diferente mas nao consegue tirar o lado comico e o filme nunca o consegue fazer funcionar no lado dramatico e o filme perde algum peso com isso. Fica a tentativa mas parece que Hart nao tem caracteristicas fisicas e como actor para esse ponto portanto fica a tentativa mas nao resultou.


O melhor - Vai emocionar as pessoas


O pior - Hart leva o filme para o lado comico mas o filme nao o consegue levar a ele para as exigencias dramaticas


Avaliação - C



Minamata

 Numa altura em que parece que Johnny Depp esta longe totalmente do sucesso de Hollywood, produzido em 2019 e lançado em 2021 surgiu este filme de pequeno estudio sobre um famoso fotografo que nos limite da sua sobrevivencia decide embarcar para o Japão de forma a tentar retratar um problema toxico numa cidade daquele pais. O filme embora tenha sido bem recebido pela maioria dos espetadores que sublinharam a intensidade da prestaçao de Depp nao foi propriamente muito elogiada em termos criticos com avaliaçoes medianias. Comercialmente o filme teve resultados rudimentares e nem a presença de Depp deu fulgor comercial ao filme.

SObre o filme temos um filme pequeno pensado mais do ponto de vista de cinema oriental do que americano, num filme muito baseado na personagem central e nos seus conflitos nao se escondendo da componente ambiental e politico e isso da ao filme um signitifado e uma maior dimensao que em termos narrativos o filme acaba por ter mais dificuldades.

Pese embora seja facil gostar do filme principalmente pela figura que retrata a forma como contrasta a sua decadencia pessoal com a defesa dos seus valores e com o impacto ambiental que o filme quer ter, isso faz o filme ter uma mensagem que toda a gente acaba por gostar bastante mesmo que nos elementos mais simples e narrativos do filme acabam por nao ser propriamente muito potenciados parecendo sempre um filme melhor em termos de mensagem do que em obra propria.

Assim um filme que vale muito por nos trazer um Depp num cinema mais pequeno de autor, num cinema de mensagem passada mais simples, mas um filme que joga pelo seguro nos seus recursos. Fica a ideia que Depp deveria ter dedicado a sua carreira a arriscar mais em obras menores em termos produtivos mas fica a ideia que nao e prorpiamente um filme com outros valores interinseco que o diferencie.

A historia fala de um fotografo completamente no limite dos conflitos da sua vida, que no final da mesma decide abarcar o objetivo de fotografas numa pequena vila do japao onde diversas pessoas padecem de uma doença que podera estar associada a qualidade da agua intoxicada pelos residos de uma empresa.

Em termos de argumento o filme para alem da forte historia com sublinhado politico e ambiental, nao e propriamente um filme com muitos outros recursos narrativos. A personagem principal e trabalhada mas nao e um filme com grandes dialogos. ou capacidade de narrativamente surpreender.

Na realizaçao Levitas e um jovem realizador de filmes pouco conhecidos ou fortes mas que funcionaram pelo menos narrativamente. A realizaçao e simplista aproxima-se de alguns pontos de um cinema oriental, mas e acima de tudo na mensagem a passar que o realizador tem vincado a sua carreira.

No cast Depp tem talvez a sua melhor interpretaçao dos ultimos anos e fica a ideia que desprediçou os melhores anos em bonecos extravagantes mas que esconderam outros atributos que mereciam ter espaço. Ele domina o filme e leva para patamares maiores. 


O melhor - Depp e os temas do filme.

O pior - Faltar algum impacto maior para alem da historia


Avaliação - C+



Thursday, June 24, 2021

Spirit Untamed

 Dezanove anos depois de um filme de animaçao de cavalos se ter tornado num sucesso de bilheteira, e depois de uma serie da Netflix com um cavalo com o mesmo nome, eis que surge uma longa metragem de animaçao 3D que tenta potenciar os sucessos dos seus antecessores chamando a si algumas das vozes conhecidas de estrelas para interpretar algumas das figuras. Pese embora o estatuto do passado em termos criticos o filme esteve longe de resultados interessantes com avaliações medianas que não lhe permitiram o impacto que o filme pensou que poderia ter. Por sua vez em termos comerciais o filme arriscou na bilheteira mas os resultados foram modestos, nao tendo tido a capacidade de seduzir os mais pequenos

Sobre o filme podemos dizer que 2021 tem sido um ano forte em termos de animaçao dai que surgindo um filme a todos os niveis mais vulgar, fica a ideia que as coisas resultam pior o que é uma realidade. Fica a ideia que a historia e a tipica historia de ligaçao de uma jovem com o passado e com os animais numa pequena terra algo que ja foi contado vezes demais.

Em termos produtivos tambem para alem das vozes conhecidas, alguns poucos apontamentos comicos e acima de tudo a ligaçao ao passado temos muitas poucas valencias que façam o filme ser diferenciado ou que nos faça pensar que estamos perante um filme com a capacidade de se sublinhar e isso faz o filme mesmo sendo rico em emoçoes e mensagem positiva ser sempre muito pequeno e acima de tudo cair demasiado na indiferença.

Assim um filme que nao tras propriamente nada de novo ao que ja tinhamos observado na saga spirit, com um nivel produtivo medio baixo, numa tentativa de rentabilizar um produto que nao sei se tem capacidade para muito mais. A escolha de primeiras figuras para algumas vozes e uma tentativa de dar algum corpo ao filme que sinceramente não sei se o consegue fazer.

A historia fala de uma menina que regressa a terra natal de forma a interagir com as suas origens depois da sua mae ter falecido num tragico acidente, acabando por criar ligaçao com alguns amigos locais e acima de tudo com a paixao dos cavalos, concretamente com um.

Em termos de argumento o filme e basico e pouco arriscado, temos uma historia convencional, contada dessa forma sem qualquer tipo de sublinhando diferenciador. Nao e um filme que arrisque no humor ficando no entanto a ideia que poderia tornar tudo mais refrescante apostanto em mais momentos de algumas personagens.

Na realizaçao temos uma dupla associada anteriormente e serie e nao a filmes. O nivel produtivo do filme nao e propriamente elevado pese embora seja um filme de grande estudio. Fica a ideia que existia espaço para mais, mas que o filme fica contente com o basico.

No cast de vozes boas escolhas, actores fortes conhecidos pelo seu talento como interpretes que servem para dar dimensao a um filme pequeno. O filme beneficia mais da presença dos mesmos comercialmente do que efetivamente, mas não podemos dizer que o resultado seja negativo.


O melhor - O espirito de Spirit e positivo

O pior - O pouco ou nenhum risco que o filme toma


Avaliação - C

Tuesday, June 22, 2021

In the Heights

 Nos ultimos anos o produtor e ator de musicais Lin Manuel Miranda tornou-se numa hiperativo do cinema, lançando diversos projetos quer para as plataformas de streaming quer para estreias em cinema, sempre ligado aos seus projetos musicais e ao genero que notabilizou. Este ano surgiu o filme baseado numa peça associada as suas origens. O filme pese embora alguma controversa pela representatividade acabou por ser bem recebido pela critica com avaliações muito positivas que tem sido muito comum no percurso do autor. Do ponto de vista comercial os resultados acabaram por ser consistentes principalmente tendo em conta a contingencia pandemica ainda em curso.

Sobre o filme podemos dividir em dois pontos musicamente e um filme que busca inspiração e ritmos latinos de onde Miranda e as personagens são originarias, numa homenagem clara a emigrantes de uma zona muito particular. O filme consegue trazer mais que esses ritmos, essas sensações numa historia de esperança de querer, que junta ritmos que tem de encaixar em gostos pessoais com o contexto urbano onde tudo ocorre.

E se do ponto de vista cultural o filme funciona, acaba por ser na componente produtiva que me parece um filme mais pequeno principalmente quando comparado com outros filmes de grande estudio. E um filme que procura as ruas mais que algo grandioso, mas no cinema musical de grande escala faz sempre falta a presença marcante de cenas bonitas, grandes e unicas e aqui o filme tem algumas limitaçoes.

Ou seja resulta um compentente filme musical adolescente, com a mensagem de inclusao de emigrantes na grande cidade e a forma como se constroi comunidades com o lado positivo, contudo sem a força ou a expressao artistica capaz de o tornar enorme e com um significado para o historico dos filmes de animaçao.

A historia fala de alguns jovens com os sonhos bem vincados numa comunidade da zona do caribe instalada num bairro nova iorquino, no qual cada um luta de forma vincada pelos seus sonhos, que podem bater na esperança dos outros.

Nao e um filme com um argumento muito diferenciador, fica mesmo a ideia que o filme tem uma historia de serie de adolescentes adotada a um musical que mais que grandes cançoes tem ritmos interessantes. Mas tudo se conjuga fazendo funcionar a ideia de esperança.

Na realizaçao Jon M Chu e um realizador americano de origem chinesa que depois de alguns anos a fazer filmes de grande estudio de tarefeiro nos ultimos anos dedicou-se ao lado da inclusão que ja tinha funcionado bem em Crazy Rich Asians, e agora entra no lado musical nos emigrantes do Caribe. O filme nao sendo enorme e com falta de tamanho estetico na onde dos musicais low cost ate funciona.

No cast um conjunto de desconhecidos que tem o filme a sua mercê quer na componente de dança e canto, mais que na interpretaçao. Os jovens actores cumprem sem deslumbrar, num filme que nao e propriamente neste aspeto que consegue os maiores sublinhados.


O melhor - A mensagem de integraçao e de sonho


O pior - Para musical e pequeno


Avaliação - B-

Sunday, June 20, 2021

Luca

 A estrategia da Disney para os seus filmes de animaçao tem sido algo diferentes da estrategia comum de estrear em conteudo Premium as suas maiores estreias. Este Luca o novo filme da pixar em ambiente da riviera italiana acabou por ver a luz do dia diretamente acessivel a todos os acessiveis da disney Plus. Criticamente Luca nao sendo dos maiores sucessos da Pixar, longe disso acabou por conseguir reunir boas avaliações. Comercialmente sera sempre dificil avaliar a incidencia mas fica a ideia que todos os assinantes da Disney acabaram por ver o filme.

SObre o Luca podemos dizer que estando longe da expressividade e o sentimento dos melhores filmes da pixar e um filme positivo de esperança que faz uma boa reconstruçao das aldeias Cinque Terrer com personagens divertidas e muitas piscadelas de olho a cultura inglesa e nisso o filme funciona nao so em termos de especificidades bem como no positivismo da historia.

Depois temos a sua integração e coerencia logica e aqui penso ja ter visto mais trabalho e mais dedicaçao por parte dos argumentistas da Pixar, e moratoria do filme e algo simplista demais e nem sempre e tao bem trabalhada como outros filmes. Fica a ideia que tirando o lado mais cultural do filme em termos de argumento temos obviamente um filme menor que o estudio percebe que nao tera o impacto de outros dai ter estreado diretamente.

Contudo e sem grande elementos diferenciadores temos mais um competente filme da Pixar que pese embora em termos ideologicos esteja longe de outros projetos que abordam de uma forma eficiente todos os aspetos emocionais encantando adultos e crianças, este e obviamente mais infantil e com objetivos mais curtos.

A historia fala de dois amigos monstros marinhos que secos tem o poder de se transformar em humanos dando a costa numa pequena vila pescatoria italiana que tem como objetivo unico caçar esses monstros.

NO que diz respeito ao argumento a historia e algo simples positiva, sem o brilhantismo de outros filmes mas competente nos objetivos que quer ter, como curioso, especifico na cultura italiana e mais que tudo um filme com uma mensagem de esperança e inclusao.

Na realizaçao Casarosa e um realizador italiano que trabalhou em projetos de maior nome da Pixar que agora tem a sua estreia numa longa metragem de realizaçao, denota-se no detalhe o conhecimento do estilo e cultura italiana, o que lhe da uma beleza propria e demonstra alguns atributos que podem ser mais potenciados em filmes posteriores.

NO cast de vozes de sublinhar que vi o filme com a dobragem portuguesa, onde me parece um trabalho competente mas mais detalhes poderiam surgir da visualização da versão original


O melhor - A cultura italiana

O pior - Fica a perder comparado com filmes mais trabalhados da PIXAR


Avaliação - B



Saturday, June 19, 2021

Infinite

 Num ano de 2021 que prometia ser de dominio declarado dos serviços de streaming essencialmente com a presença ainda bastante visivel do COVID-19, eis que surge mais uma plataforma com força reunindo os conteudos da Paramount. Para o lançamento tivemos o exclusivo deste Thriller futorista que reuniu um elenco de primeiro nivel com um realizador habituado ao sucesso comercial. Pese embora todos estes ingredientes o tiro parece ter sido bastante ao lado principalmente do ponto de vista critico, já que os resultados foram desoladores com avaliações muito negativas para o filme. Em termos comerciais a aplicação nova podera ainda não permitir grandes resultados mas todos pensamos que isso foi pensado.

Em termos de filme podemos dizer que temos uma ideia complexa, mas que o filme nunca consegue explorar minimamente acabando por nos dar uma narrativa extremamente confusa de vidas paralelas e interligadas, efeitos especiais e acima de tudo sequencias de ação completamente despropositadas num espetaculo de ingredientes mal utilizados e que mancha obviamente em termos de qualidade a estreia do projeto.

ANalisando a sinopse do filme podemos pensar que teriamos aqui um thriller ambicioso de ligação de mundos, de originalidade de abordagem, mas que acaba por nunca resultar, desde logo porque o corpo central da ideia nunca e minimamente trabalhado e o filme percebe-se sempre bem mais confuso com a ideia do que propriamente pronto para a fazer rentabilizar, e depois o facto das personagens e os dialogos terem tambem eles pouca qualidade nao ajudam minimamente.

Por tudo isto um dos piores filmes de açao que me recordo naquilo que e o balanço entre cast, filme e crew. Nada parece resultar no filme do primeiro ao ultimo minuto, e aguardamos com expetativa que tudo acabe e que dificilmente recuperamos a hora e meia de filme que gastamos com um projeto que no final questionamos, o que se queria mesmo com ele.

A historia fala de duas pessoas que recordam tudo das vidas passadas com uma missão de eternidade vs terminar o mundo, em que terao de utilizar o conhecimento do passado para este confronto e levarem a melhor nesta luta

Em termos de argumento a ideia poderia ter alguma irreverência mas se a mesma e confusa no plano na execução ainda se torna mais porque nunca existe capacidade do argumento fazer resultar a ideia, e mais que isso, o argumento nos detalhes ainda piora os danos causados por uma ideia ja de si disfuncional

Na realizaçao quem viu o inicio de Fuqua enquanto realizador pensou sempre que poderiamos estar aqui perante um jovem e irreverente realizador de filmes de açao e policiais que iria ganhar uma dimensao de autor. Volvidos mais de 21 anos do primeiro filme mais mediatico, percebemos que aquele ainda e o grande registo do realizador que colecionou filmes de açao medianos e que o tornou num autor quase so presente.

No cast temos um Whalberg habituado a este registo, que funciona sempre no lado mais descontraido da personagem que entrega embora a personagem nao lhe exija basicamente nada a nao ser o tipico e simples heroi de açao que ele sabe ser. No lado do vilão Ejiofor ja demonstrou ter capacidade e atributos para muito mais do que aqui demonstra, numa das mais recentes piores escolhas que fez.


O melhor - Alguns apontamentos de humor da personagem central

O pior - Uma ideia complicada que o argumento complica ainda mais


Avaliação - D-



Wednesday, June 16, 2021

Awake

 Fruto de uma competição cada vez maior com um numero inacreditavel de projetos de streaming a ver a luz do dia diariamente eis que a Netflix ve se obrigada a lançar de uma forma mais continua produtos, alguns de maior visibilidade outros mais pequenos como este thriller Sci Fi com poucos recursos. O filme claramente um objeto comercial inferior da netflix, sendo que criticamente o filme foi tambem um fiasco completo com avaliações muito negativas que resulta num floop claro.

Sobre o filme temos uma ideia que ate poderia ser original, ou seja um apocalipse criado pelo facto das pessoas nao dormirem e o extremo que isso pode ter, mas depois parece que o filme tenta encontrar um registo especifico de personagens e de situaçoes que lhe tiram qualquer ritmo e qualquer impacto sendo um filme pequeno quase sempre pouco ou nada articulado que nunca consegue chamar ao filme atributos que o diferenciem.

Alias o que fica na ideia e que o filme e apenas a ideia central pouco ou nada desenvolvida. Muitas vezes parece que a netflix para conseguir lançar continuamente produtos acaba por ter uma ideia que nao desenvolve e tudo acaba ali. Este e um dos filmes que nunca consegue dar qualquer impacto ao que transmite, numa intriga encaixada com pouca mestria e que torna tudo dificil de ver.

Por tudo isto Awake e mais um mau filme da Netflix que tem de ser mais seletiva nas suas apostas, mesmo nas mais pequenas, fica a ideia que provavelmente seria mais interessante apostas em filmes mais pequenos mas mais trabalhados em argumentos, do que em projetos de desagaste rapido mas que nada tras de minimamente interessante.

A historia fala de uma mae que tenta proteger os seus dois filhos do apocalipse criado pelo facto do mundo ter deixado de ter capacidade de repouso, tentando descobrir o que esta por tras de alguns conseguirem o fazer.

Em termos de argumento o filme e uma ideia que poderia ser potenciada mas que o filme nunca o quer fazer, com uma total ausencia de trabalho no que diz respeito a personagens, dialogos e principalmente um pessimo desenvolvimento narrativo.

Na realizaçao Mark Raso e um  jovem realizador desconhecido ate a atualidade, e que tem aqui um trabalho bastante mediocre. O filme nao tem estilo proprio com uma realizaçao de serie B condizente com o tipo de filme em questão.

No cast Gina ROdriguez tem algum palco embora nos pareça alguem com poucos recursos de interpretaçao. Aqui temos uma personagem basica e pouco trabalhada, mas que tem o filme entregue e talvez por isso tambem neste particular nao seja um filme feliz.


O melhor - A ideia central poderia dar um bom apocalipse

O pior - A forma como o filme e globalmente mediocre


Avaliação - D



Tuesday, June 15, 2021

Army of Dead

 Zack Sneyder depois de um periodo de retiro por algumas infelicidades pessoais surgiu em 2021 com dois projetos distintos, desde logo o seu corte de liga da justiça que o publico gostou bem mais que o original, e este irreverente filme de zombies, onde alias ele começou como realizador, numa das grandes apostas de verão da Netflix. E se comercialmente tudo aponta para que o filme se tenha tornado num claro sucesso da aplicação criticamente a mediania que e comum nos filmes de Sneyder teve mais uma vez presente sem obter o sucesso que alguns chegaram a prever.

Army of Dead tem todos os elementos que Sneyder ao longo do tempo nos habituou, e os mesmos defeitos, temos a irreverencia, temos o primor estetico mesmo que muitas vezes com mais espetaculo do que arte e mais que tudo temos um filme longo de ação com sequencias longas que quer ser espetacular sem ser denso ja que as personagens na essencia nao existem, ou servem apenas os curtos propositos comerciais que o filme vai tendo.

Num genero que ao longo da historia nos deu alguns filmes referencia no genero de terror, este filme embora grande e uma produçao de primeira linha, onde fica na retina os excelentes momentos musicais marcados por grande irreverencia mas que no final acabam por nao ser acompanhados principalmente numa narrativa central pouco trabalhada e bastante simplista.

Mesmo assim um filme com alguns recursos de entertenimento que funciona nos seus parametros, que nao sendo uma obra de arte estetica tem bons elementos ficando sempre a ideia que Sneyder esta perto de um filme de referencia o qual nunca chega.

A historia fala de um grupo de pessoas que se juntam para criar um exercito com um proposito entrar em Las Vegas recheada de zombies e tentar resgatar uma fortuna, libertando-se da fome dos mortos vivos dividos em especies.

Em termos de argumento o base, nao temos um filme propriamente trabalhado na intriga nas personagens ou nos dialogos, dando a prevalencia a todos os outros aspetos, e por isso fica a ideia que o argumento deveria ser mais trabalhado pelo menos na especialidade.

Na realizaçao Sneyder dota os seus filmes de uma riqueza estetica indiscutivel, embora nem sempre gostamos do resultado final, parece claro que o estilo e diferenciado. Ficamos com a ideia que ainda procura o filme maior, que nao e este ainda.

No cast Sneyder apostou por desconhecidos de diversas nacionalidades para dar um lado plurar e musculado ao filme que funciona. EMbora as personagens limitassem a criaçao o resultado final acaba por ser competente sem grande risco.


O melhor - Os momentos musicais

O pior  - Tinha espaço para mais riqueza nos dialogos


Avaliação - C+



Monday, June 14, 2021

Dream Horse

 Os filmes sobre feitos desportivos, sejam eles dos desportos sensacionalistas americanos ate aos mais tradicionais de cada pais, trazem habitualmente com eles um lado emocional que o fazem resultar no aspeto emocional mesmo que em termos de objeto de arte ou em elementos diferenciadores sejam filmes demasiado previsiveis. Este ano surgiu este filme britanico inspirado nos feitos de um cavalo de uma pequena comunidade galesa. Criticamente o filme ate obteve uma boa resposta com avaliações positivas. Do ponto de vista comercial parece claro que nao seria um filme com grande ambiçoes a este nivel embora os resultados analisado a crise pandemica nao tenham sido desastrosos.

Sobre o filme podemos desde logo começar por dizer que e um filme que gosta muito da simplicidade dos seus personagens e do seu contexto fisico o que acaba por ser bem transmitido no filme e que funciona acima de tudo porque da mais coraçao e impacto aquilo que o filme quer nos dar e nisso o filme acaba por ser competente na capacidade de se tornar declaradamente pequeno para tornar o feito maior.

Depois temos um filme basico com muito da organizaçao de filmes de corridas de cavalos com os altos e baixos do percurso com o centrar na dedicaçao e partilha das personagens e nisso o filme acaba por ser mais do mesmo, sem ter em si elementos que o tornassem particularmente relevante quando comparado com outros filmes com a mesma tematica.

Por tudo isto Dream Horse e um filme igual a muitos, com o lado emocional tipico deste filmes bem trabalhado, e a curiosidade da ruralidade do contexto mas pouco mais o filme tem que o diferencie com outros filmes do mesmo genero, e nisso parece-me que todos já vimos filmes bem mais imponentes e melhor trabalhados sobre o mesmo assunto.

A historia fala da paixao de uma caixa de supermercado que junto da sua comunidade acaba por criar um cavalo para participar em corridas e tornar-se num campeao nacional o que o tornou num simbolo de toda uma comunidade.

Em termos de argumento o filme e mais do mesmo, não consegue chamar a si, nada de particularmente relevante que o diferencie, e penso que o filme nunca pensou em obter tal tipo de querer. Fica a ideia que principalmente em personagens tinha mais caminho por onde andar.

Na realizaçao Euros Lyn e um desconhecido realizador mais associado a televisao que tem aqui um trabalho que funciona nas escolhas contextuais de locais de filmagem e pouco mais. Nao e um filme que arrisque e chame louros ao trabalho de realizaçao e isso pode tornar o filme algo pequeno.

No cast Collette e sempre uma escolha eficiente mesmo que o filme nao tenha ou queira grandes apelos as personagens e interpretaçoes. Nos secundarios pouco ou nada de relevo porque o feito e o protagonista maior do filme.

O melhor - O coraçao e o interior do filme.

O pior - Mais do mesmo em quase todos os aspetos


Avaliação - C



Thursday, June 10, 2021

The Dry

 Há uma decada atrás muito dos actores de primeira linha de Hollywood tiveram proveniencia da Australia e conseguiram criar carreiras de sucesso. Eric Bana foi um dos que a determinada altura foi bem presente mas com o passar do tempo foi desaparecendo em filmes menores, surgindo este ano de volta a uma produçao australiana, neste polical The Dry. Este policial acabou por recuperar as boas criticas ao actor com uma avaliaçao interessante, mesmo que comercialmente o filme tenha funcionado em circuitos mais internacionais do que americanos.

THe Dry e um policial puro, um filme que nos da dois crimes, nos vai dando pistas numa pequena cidade para tentarmos desvendarmos cada um deles ou os dois por estarem ligados. Esta simplicidade de procedimentos e a forma como facilmente nos vai introduzindo os personagens acaba por funcionar ligando o espetador a intriga aguardando pelas respostas numa obra bem montada e que acima de tudo prende o espetador.

Claro e que podiamos esperar mais, principalmente das personagens, demasiado limitadas ou instrumentalizadas para um lado muito concreto do suspense, mas nao me parece que o filme queira mais que isso. Tambem deveriamos exigir mais em termos produtivos, e ai o filme roça o amador nas sequencias finais, mas temos de sublinhar tratar-se de um filme de custo baixo, o que contudo nao explica determinados momentos.

Mesmo assim um bom policial rural, preso aos espaços pequenos que favorece o intensificar da intriga, uma explicaçao razoavel e um final competente, fazem de The Dry um filme simpatico eficaz, de ambiçao curto, que merece a duas horas que nos pede, mesmo que nao consiga ter em nenhum momento nenhum aspeto particularmente forte.

A historia fala de um policia conceituado que regressa a sua cidade natal para o funeral do seu melhor amigo acusado de assassinar a mulher e o filho. Ate que o mesmo começa a pensar que algo podera estar errado na dedução, ja que no passado ambos tinham estado associados a uma morte por explicar, e que podera ligar tudo.

No argumento temos dois crimes, uma investigação, espaço curto, personagens basicas, mas uma intriga competente que e o que e fundamental num genero como este. Nao temos propriamente grande rasgo criativo mas o que faz funciona, mesmo sendo um filme de segunda linha.

Na realizaçao Robert Connoly e um realizador australiano que se dedica aos filmes daquele pais, que tem um trabalho modesto, alias o filme parece ser bem mais pequeno na produçao do que no seu resultado final. A falta de orçamento podera explicar algumas coisas, mas nao todas. Embora o resultado do filme seja melhor que os precalços entre os quais a realizaçao.

No cast temos um Bana que funciona bem nestas personagens simples e introvertidas, nao e uma personagem dificil, mas da tamanho ao filmes. Nos secundarios alguns australianos conhecidos de vista, mas que nunca sao realmente colocados a prova no filme porque as personagens nao o exigem.


O melhor - A intriga no espaço


O pior - ALguns elementos da produçao


Avaliação - B-



Gully

 Produzido e filmado em 2019, este filme sobre a violência ciclica nos bairros degradados norte americanos, demorou dois anos a ver a luz do dia e pior que tudo e que foi acompanhado com um odio critico inacreditavel que o fez imediatamente um dos filmes mais odiados de sempre em termos de IMDB. O filme viu esta semana a estreia em muitos poucos cinemas sem qualquer tipo de resposta comercial que o torna num desastre quase epico.

Sobre o filme podemos dizer que tenta ser mais um filme sobre adolescentes de bairro e a forma como a sua agressividade se cria, mas na essencia o filme nao da nem tenta dar respostas para nada, e uma confusao inacreditavel de personagens de tramas, de imagens que perde alguns dos bons interpretes que tem ao seu dispor num autentico emaranhado de situações e momentos que em termos de cola e muito dificil de entender.

Isso provavelmente explicara algum do odio que o filme vai obtendo de quem o tentou ver. TUdo indica que este Gully ficara na historia como um dos filmes tao maus que se torna particularmente comentado, mas ao mesmo tempo ressalta a ideia que mesmo num genero como este as coisas devem ser mais trabalhadas e nao lançadas ao acaso porque provavelmente isso resultara num unico caos.º

OU seja um desastre de filme que talvez seja exagerado ser considerado um dos piores filmes da historia, mas percebe-se ao longo da sua duraçao que nada em termos de escolhas o faz funcionar e que alguns dos actores em crescimento que acabam por interpretar este filme nada quem relacionar-se com um misto de tudo que acaba por ser nada.

A historia fala de tres amigos associados a vidas e familias destruturadas e situações dificeis que se juntam para 48 horas de adrenalina ao limite, num meio marcado por violencia, drogas e tudo o resto.

Em termos de argumento o grande floop do filme uma hora e vinte em que se quer colocar todos os dramas sociais numa salada de fruta que nunca consegue encaixar minimamente e a tudo isto junta-se personagens pouco ou nada trabalhadas com momentos inexplicaveis e que torna o lado negativo do filme o seu argumento.

Na realizaçao Nabil Elderkin e um desconhecido realizador associado a alguns video clips de Dua Lipa que tem aqui uma estreia para esquecer, fica a ideia que quer juntar demasiadas coisas e poucas funcionam. Perde por um argumento mal trabalhado, mas a tentativa de dar o videojogo no filme, tambem nao e propriamente feliz.

No cast eu confesso que naipe de jovens actores como Harrison Jr ou mesmo Plummer deixavam antever um filme com boas interpretaçoes, mas ambos os jovens em crescimento e a indicar uma boa carreira sofrem pelas personagens pessimas que lhe sao entregues e indicam que terao de ter cuidado nos proximos passos em falso que possam dar.


O melhor - A duraçao

O pior - A ambiçao de trazer tanto condimento ser arte para os confecionar


Avaliação - D



Wednesday, June 09, 2021

Georgetown

 Gravado em 2019 este filme que marca a estreia do conceituado actor Christopher Waltz atras das camaras, teve finalmente luz do grande ecra em 2021, numa adaptaçao de uma particular historia real sobre um homicidio e sobre a relaçao de um peculiar casal. Este filme  nao conseguiu no entanto recolher grande amor critico o que podera explicar o atraso no seu lançamento. Comercialmente e obvio que nao era um filme para grandes publicos contudo os resultados sao completamente nulos.

Sobre o filme, eu confesso que a historia em si, o desenvolvimento da relaçao, a forma como o filme se vai fragmentando em segmentos de forma a explicar de uma forma concreta aquilo que vemos acaba por ser funcional, embora percebemos no imediato toda a explicaçao de um filme que tenta esconder sem grande sucesso a sua genese, e ai podemos ter a grande dificuldade do filme.

De resto parece-me um filme competente, alicerçado do primeiro ao ultimo minuto na personagem e criaçao de Waltz num papel pensado do primeiro ao ultimo momento para as caracteristicas do ator, ou nao fosse o proprio o realizador, que vai funcionando muito por culpa da sua presença e da sua personagem. Isto faz com que o filme seja misterioso, intenso, e acima de tudo que ficamos surpreendidos com as capacidades ou a loucura da personagem central.

Assim, sem ser uma obra de referencia em filmes sobre saude mental, nem ser propriamente um filme deslumbrante penso que e um pequeno filme que cumpre com alguma eficacia os seus curtos objetivos. Fica a ideia que deveriamos ter mais informaçao sobre o lado judicial, mas o filme opta por trabalhar mais a relaçao central.

A historia fala de um ambicioso individuo que se casa com uma diplomata conhecida e poderosa mas muitos mais velha que cria nele e a possibilidade de se tornar um importante diplomata com impacto mundial, e que redonda na morta da mulher.

Em termos de argumento a historia e interessante principalmente porque a personagem o é e nisso o filme consegue potenciar bem toda a dinamica da mesma. Pode por vezes quebrar em termos de ritmo mas fica a clara ideia que e no argumento que incide os principais atributos do filme.

Na realizaçao Waltz estreia-se aqui para o grande ecra com um trabalho modesto, que deixa a historia e o argumento rolar, o que demonstra humildade. Nao retira muito brilho enquanto realizador mas deixa-o brilhar como inteprete, ou nao fosse esse o seu lado mais competente.

No cast o filme funciona e Waltz esta ao seu melhor nivel. Ainda que muito colado aos seus papeis mais habituais Waltz funciona como pouco neste registo lunatico e extrovertido que leva o filme consigo. Ao seu lado a sempre competente Redgrave emparelha bem. Benning tem menos palco mas sustenta bem um elenco de primeiro nivel.


O melhor  - A personagem central

O pior - Podia ser mais explorado o lado judicial


Avali



ação - B-