Depois de atrasado alguns meses, que acabou por retirar o filme das prespetivas maiores para os premios eis que surgiu a primeira parte do biopic do musica mais controverso dos ultimos anos. Criticamente o filme falhou com avaliaçoes negativas referindo que o filme sao apenas momentos musicais e pouca profundidade na personagem. Em termos comerciais o filme estourou por completo o box office sendo um dos filmes mais rentaveis do ano demonstrando bem o poder do musico.
Sobre o filme podemos dizer que esta primeira parte enquanto filme é curta, e uma junçao de recriaçao dos melhores momentos da carreira com momentos musicais longos, mas onde o filme tem as suas melhores virtudes principalmente na reencarnaçao do seu sobrinho Jafar na pele do seu tio, o que e impressionante e nos deixa completamente anestesiados nas interpretaçoes.
No resto o filme e muito curto, a dinamica familiar apesar de ser o epicentro da intriga e quase sempre pouco trabalhada, muito escondida com pouca coragem, parece obvio que um segundo filme entrara na maior controversia da vida do artista mas todos ja perceberam que sera uma limpeza de imagem mais do que qualquer outra coisa.
Por tudo isto uma homenagem demasiado polida da personagem, num filme muitas vezes vazio que surpreende pela capacidade de conduzir a personagem central para uma interpretação de momentos unicos que tem em Jafar o seu melhor elemento e o unico de registo brilhante.
O filme fala da primeira parte da carreira de MIchael Jackson ate 1994, a sua ascensão, a forma como começa a mudar o seu corpo e as batalhas de identidade com o seu pai, no periodo que lançou a maior parte dos seus sucessos maiores.
No argumento muito curto, na exploraçao da personalidade mas tambem no trabalho que deixa por fazer da maior parte dos conflitos e das escolhas, e no argumento que reside o maior problema do filme e talvez a razao maior das criticas muito baixas.
Na realizaçao Fuqua e um realizador experiente, normalmente a açao afor americana que aceitou o repto, nao e propriamente uma realizaçao muito trabalhada, uma limpeza de imagem declarada onde o realizador consegue o melhor merito na recriaçao dos momentos musicais iconicos. Mesmo assim nota-se que sera um projeto algo grande para o realizador.
No cast Jafar faz todos verem o seu tio, principalmente nos momentos musicais o que sao incriveis e o epicentro de sucesso do filme, ficamos com a clara ideia que é nesses momentos que o filme consegue ir buscar a sua diferença, muito por culpa do ator. Os secundarios demasiado esteriotipados.
O melhor - Jafar Jackson nos momentos musicais
O pior - O argumento na parte das intrigas
Avaliação . C-
