Thursday, September 16, 2021

Malignat

James Wan tornou-se nos últimos anos talvez a maior referência do cinema de terror colecionando projetos e franchising de grande sucesso que chamaram sempre a atenção pela sua formula de realização diferenciada que fornecia o impacto maior de cada sequencia. Depois de uma passagem por filmes de ação de grande estúdio, regressou este ano ao ponto de partida com mais um inicio. O resultado deste estranho filme não foi no entanto o esperado, ficando longe daquilo que conseguiu em termos de receção critica em filmes anteriores, sendo a estreia partilhada entre a hbo max e os cinemas uma escolha que também não foi feliz principalmente porque nao conseguiu cativar muita gente no cinema.

Sobre o filme James Wan sabe realizar como poucos e embora com um estilo diferente daquilo que nos habituou, sem a assinatura dos cenários esteticamente assustadores, optando por uma realização mais movimentada mas que serve os propósitos do filme, falha essencialmente no absurdo do argumento num misto de terror e horror com muito sangue à mistura não deixa de espantar a falta de sentido do argumento e afinal de contas da historia que o filme estranhamente quer contar.

Se existia alguém que poderia fazer pelo menos esteticamente um filme como este funcionar seria Wan, contudo e fruto dos filmes mais recentes do realizador fica a ideia que o mesmo fica num meio termo entre o terror e a ação e isso acaba por não ser suficiente para potenciar uma ideia descabida e mais que tudo foi incapaz de chamar a si protagonistas com dimensão que criassem a expetativa de algo maior.

Por tudo isto Malignant e um sofrível filme de terror, longe dos conceitos e das assinaturas que Wan nos últimos anos criou e que deu origem a diversos géneros e franchisings de terror com sucesso. Aqui temos um misto de policial de baixa qualidade e terror que pouco consegue impactar ficando apenas na retina imagens duras e pouco mais.

A historia fala de uma mulher que e capaz de ter visões sobre homicidios que ocorrer por parte de um estranho ser que poderá estar proximo do seu passado e que começa uma investigação de forma a perceber quem sera tão estranho ser.

O argumento e o calcanhar de aquiles em todas as vertentes do filme, uma historia sem grande sentido, que chega a desenlaces absurdos e que fica sempre a ideia que se perde em justificações no sentido de fazer imperar o horror das imagens, o que e curto para Wan e mesmo para o terror nos dias de hoje.

Na realizaçao Wan ja criou um estilo proprio e podera ser facilmente considerado o senhor terror dos nossos dias. Nos ultimos tempos parece no entanto andar a deambular por grandes produções sem grande sucesso e o terror onde tem perdido algum fulgor, necessita rapidamente de uma obra de referencia.

No cast o filme apostou por um elenco sem grandes estrelas dando a Wallis o protagonismo maior, num personagem que acima de tudo procura o fulgor fisico que consegue entregar embora no lado dicotomico parece-me que o filme não recolhe o melhor da actriz. Em lado secundário pouco de relevante


O melhor - A realizaçao

O pior - O estapafurdio da historia


Avaliação - C-



Monday, September 13, 2021

Respect

 O mundo dos biopic de figuras quase historicas como musicos de uma eternidade são sempre veiculos para premios e sucessos quando tudo corre bem. Talvez fosse essa a intenção de uma Jeniffer Hudson que ultrapassou a tempestade na sua vida pessoal. Este biopic produzido e interpretado pela cantora sobre uma Franklin que escolheu-a para lhe dar vida era um dos filmes que gerava alguma expetativa. Depois do lançamento o entusiasmo critico nao foi muito grande com avaliações demasiado medianas para dar ao filme o impulso necessario para voos mais elevados. No que diz respeito ao plano comercial o filme arriscou ir as salas de cinema e com algum sucesso, principalmente porque nos dias que correr não existem muitas escolhas.

Sobre o filme e claro que a carreira de Aretha Franklin não so musical, mas por tudo o que representa permite sempre contar uma historia rica, no qual queremos saber mais sobre aquilo que não sabemos. Parece-me ser esse o problema do filme, e que arrisca pouco ou mesmo quase nada, limitando-se a contar os pontos que toda a gente sabe, filmando os momentos musicais das suas musicas e concertos mais conhecidos com pouco drama familiar o qual e apenas o papel de parede de um filme que tem medo de ser controverso, e nos biopic isso e o primeiro passo para a indiferença-

Fica mesmo a ideia que o exagero dos momentos musicais, onde claramente Hudson pertendia dar o seu brilhantismo com a voz potente que tem acaba por diminuir o ritmo em demasia, principalmente tendo em conta que se trata de um filme com quase duas horas e meia. Tudo fica quase um documentario pastoso, com alguns momentos musicais que presta a homenagem a figura mas pobre como obra propria, ao contrario de outros biopic que conquistaram o mundo.

Por tudo isto fica registado com alguma falta de sabor o biopic que hollywood deu a Franklin, talvez a sua personagem e a sua historia merecesse mais, mas fica a homenagem e o respeito que o proprio filme tem pela figura. Daqui a uns anos alguem poderá arriscar mais ou o biopic cumpre com os minimos a necessidade de contar a historia.

O filme fala sobre todo o trajeto pessoal e artistico de Aretha Franklin desde o inicio a passagem pelas produtoras e os seus relacionamentos e causas, quer a tornaram como detentora de uma voz patrimonio da humanidade.

O argumento e simplista de mais, fica a ideia que fizeram um copy paste da wikipedia com os registos mais significativos e algumas vivencias familiares e construiram as imagens representativas desses momentos. Fica a ideia de pouca construçao de personagens secundarias e mesmo de dialogos que tiram ritmo e intensidade dramatica ao filme.

Para o leme da obra a escolha recaiu em Liesl Tommy uma quase desconhecida quase sempre associada a realizaçao de episodios de series de grande estudio, que foi uma surpresa e quem sabe um dos motivos porque o filme pouco arrisca, o facto de nao ter uma autora ja sublinhada no circuito. Este filme enquanto contruçao propria nao entusiasma minimamente, mas podera ser mais receio de arriscar do que falta de comptecencia.

O filme tem um objetivo de fazer brilhar Hudson onde a mesma se sente mais confortavel que e na voz, mas apesar da indiscutivel capacidade vocal da atriz e cantora, fica sempre a ideia que fica longe do que conhecemos de Aretha e isso era algo que nao poderia acontecer principalmente quando o filme nao lhe proporciona momentos dramaticos para brilhar noutros parametros. Nos secundarios pouco desenvolvimento dos personagens nao permite espaço para grandes subçlinhados.


O melhor - Aretha o mito

O pior - Fica a ideia que tudo e feito sem rasgo 


Avaliaçã



o - C

Sunday, September 12, 2021

Escape Room: The Tournament of Champions

 Dois anos depois de este filme de inicio de ano com uma premissa simples e proxima de Saw para adolescentes ter visto a luz do dia, com avaliações criticas moderadas mas com algum sucesso comerciais eis que surge a sua natural sequela, se calhar pensada para mais cedo, mas que devido a pandemia teve de se intrometer nos filmes de verão, algo que é sempre mais dificil para filmes deste estilo.  Em termos de critica o filme esteve proximo do primeiro filme, mediania, que não condiciona o seu percurso comercial nem angaria novos filmes. Comercial o mundo mudou e com isso os resultados mais escassos, ainda que com alguma visibilidade principalmente a volta do mundo.

Escape Room e um daqueles filmes curiosos em que nos dao personagens a tentar sobreviver em salas de enigmas, muito proximo do que Saw fez com maior sucesso, embora com a atualidade de jogos de sociedade que previamente a pandemia estavam na moda. Aqui temos o facto de seguirmos as personagens do primeiro filme,que normalmente não acontece nestes registos que mantem apenas o vilao. Aqui temos as mesmas personagens numa especie de liga dos campeoes que acaba por ser completamente indiferente ja que sao novas para o espetador.

Em termos de segmento dos enigmas criados o esperado, com invenções a mais, algo que ja estava bem patente no primeiro filme. Sabemos rapidamente como tudo vai acabar e o pequeno twist final acaba tambem ele por ser esperado ja que o filme da diveras pistas que não concretiza em sentido contrario e quando assim é todos sabemos como acaba, ou seja denunciado.

Por isso surge um titulo muito proximo em todos os procedimentos do primeiro filme, com poucos ou nenhum elementos surpresa, em filmes de baixo orçamento sem grandes estrelas com o unico objetivo de perpetuar algum ganho economico de uma ideia de sucesso passado. As mesmas vão perdendo fulgor embora tenha que indicar que não sei se tudo fica por aqui.

A historia segue a historia do criador e vilão do jogo e os dois sobreviventes do primeiro filme, que apostados em tentar encontrar o mentor de tudo o que passaram, acabam por ser encurralados num novo jogo com uma serie de ex-jogadores que sobreviveram os mesmos, numa especie de liga dos campeoes.

Em termos de argumento a ideia de base resume-se a mesma, já que apenas sabemos que os personagens introduzidos ganharam o jogo porque os mesmos dizem. No restante o mesmo estilo do primeiro filme com enigmas para resolver, e uma especie de twist final quase insignificante e nem sempre bem escondido.

Na realizaçao deste projeto Adam Robitel um realizador ligado ao terror que ja tinha trabalhado num episodio de Insidious, e que agora esta associado a este projeto. Filmes muito proximos em tudo de Saw, com um registo de crueldade de imagens mais low profile. Nao me parece que neste tipo de estilo se consiga algo mais do que ir ganhando trabalho em projetos mais ou menos semelhantes.

No cast um naipe de quase desconhecidos onde Taylor Russel uma jovem adolescente que ja teve algum destaque principalmente no amado pela critica Waves, mas que esta a ter muita dificuldade em cimentar a carreira em Hollywood o que talvez explique o regresso ao franchsing que de uma forma muito concreta pouco lhe pede em brilhantismo de interpretaçao. Ao seu lado Logan Miller tambem regressa no mesmo registo embora nos pareça um actor mais basico. James Frain e um vilão soft de quem se pedia mais no estilo de filme.


O melhor - O seu caracter concreto e facil.

O pior - O ter uma ideia que se resume à sua enunciação


Avaliação - C-



Saturday, September 11, 2021

Paw Patrol: The Movie

 E experiencia comum em Hollywood a rentabilidade economica de produtos, principalmente os mais vocacionados para os mais pequenos, dai que apos o sucesso mundial por muitos anos da serie da Nickelodeon Paw Patrol seria uma questao de tempo a um estudio pegar na saga e lhe dar o filme, o qual surgiu neste estranho ano de 2021 com o objetivo de levar os mais pequenos ao cinema. Num filme obvio cuja critica respondeu com a indiferença expectavel comercialmente o filme obteve significativo encaixe financeiro embora fosse claro que sem pandemia o resultado teria certamente outro impacto.

Sobre o filme o mesmo e como outros filmes baseado em series de animaçao mais um episodio grande com alguns apontamentos diferentes, desde logo no aprimorar digital das personagens conhecidas dando-lhe mais artefactos e alguma historia de retuagarda, concretamente ao policia Chase, e o ingridiente principal a integraçao de um heroi novo que perceberemos no futuro se continuara na serie ou sera apenas um artefacto do filme.

Por isto tudo o filme e igual a um episodio, com mais duração respeitando não so o espirito mas todos os apontamentos da serie que a faz mais proxima dos mais pequenos. Isso faz o filme ter um publico alvo demasiado diminuido e nao ter nunca maneiras de se adaptar quer a jovens e muito menos a adultos o que faz obviamente do filme demasiado redutor.

Ou seja um filme obvio com o objetivo unico de conseguir amealhar algum dinheiro tendo em conta a forte ligaçao dos mais pequenos a serie e desenvolver alguns produtos de markting. Fica a ideia que enquanto filme e principalmente comparado com outros filmes com o mesmo principio e um pouco pobre em termos de novos apontamentos.

A historia segue o grupo de canideos e o seu mentor, na tentativa de salvar a cidade de um vilao que tem como objetivo tomar conta da cidade e anular a presença de cães, sendo que o grupo tem a ajuda de uma cadela vadia de nome Liberty.

Em termos de argumento o esperado, uma açao simples que serve apenas de pano de fundo as sequencias de açao dos herois, com pequenas introduçoes simples a algumas personagens. A introduçao de uma nova personagem e o maior risco que o filme toma, mas so o futuro iremos perceber se foi uma introdução ou uma participação especial.

Na realizaçao do projeto Cark Brunker e alguem ja associado a outros filmes de animaçao mas de uma segunda linhagem que nunca fizeram grande sucesso. Aqui da algum trabalho tecnico de aprefeiçoamento as personagens centrais mas falta-lhe arte para dar uma assinatura ao filme. Pouco ou nenhum risco no projeto.

No cast de vozes a escolha de algumas figuras conhecidas para personagens de segundo plano acaba por ser apenas um pouco de sal a um filme que depende pouco das suas vozes porque acima de tudo e o conceito que impera.


O melhor - A forma como é fiel ao projeto

O pior - Um episodio grande


Avaliação - C



Wednesday, September 08, 2021

Naked Singularity

 Num ano onde o cinema parece ainda andar em passos de tartaruga alguns são os projetos que foram lançados que nos surpreendem não só por um registo pouco convencional mas acima de tudo por chamarem a si algumas figuras conhecidas. Um desses estranhos objetos e este filme sobre ligações no mundo judicial, numa especie de comedia negra com thriller que foi completamente arrasada pela critica com avaliações muito negativas, sendo que as mesmas condicionaram e muito o percurso comercial do filme o qual acabou tambem por ser desastroso.

Sobre o filme, o estilo rebelde que o filme assume é algo que normalmente até gosto nos filmes quando vem a reboque de um argumento minimamente coerente, e serve apenas como especiaria. O problema deste filme é que o mesmo é uma confusão plena de ideias, e de irreverências que tornam o produto final do filme algo impossivel de consumir, e estes pontos são essencialmente visiveis na confusão que acaba por ser o plano do golpe da intriga, mas acima de tudo as posiçoes de cada personagens.

A pior totos estes elementos o filme é acompanhado por elementos paranormais que nunca são potenciados e que chegamos ao fim questionando a razão de tal existência. Fica a ideia que é apenas um ato de rebeldia solto sem qualquer tipo de sentido que torna tudo ainda estapafurdio. Mesmo a cena final em que o filme parece querer dar um impacto de sucesso a personagem acaba por se tornar mais um ato falhado que nao concretiza sequer a missao central do filme.

Por tudo isto Naked Singularity e um dos filmes com melhores actores que mais desprediça o talento num conjunto de irreverências sem qualquer efeito prático. Pede-se a este tipo de cinema alguma objetividade ou pelo menos que o filme em si tenha objetivos o que aqui acaba por nunca existir, tirando algumas tiradas soltas de humor que são concretizadas com moderado sucesso mas que são claramente escassas para fazer prevalecer qualquer tipo de impacto no filme.

A historia fala um jovem jurista com ambiçao de ir mais longe mas com problemas claros com as autoridades do tribunal onde trabalha, que juntamente com um colega e com uma funcionaria dos carros apreendidos tentam dar um golpe numa viatura carregada de droga, e que podera mudar o registo das respetivas vidas, tendo no entanto que combater por essa missão com criminosos profissionais.

Em termos de argumento o filme é um autentico conjunto de atos soltos e falhados, cuja ligação parece-me de dificil concretização. E daqueles filmes que tenta ser rebelde sendo poucas vezes engraçado, e daqueles filmes que tenta ser negro acabando por ser confuso e quem perde essencialmente com todos esses pontos, acaba por ser demasiado difuso para os propositos que o filme quer ter.

No que diz respeito à realização Chase Palmer tem aqui uma quase estreia na realização depois de estar associado ao argumento de IT. A realizaçao e uma confusao do primeiro ao ultimo minuto, introduzindo elementos que nada relevam a sua histria. Nao me parece uma estreia interessante para alguém que ainda nos parece ter muito que andar.

Em termos de cast um conjunto de jovens actores com talento, que demonstram no filme ter esses atributos mas que acabam por ser danificados por um filme confuso. Bayega, Cooke e Skaarsgard estão a crescer, mas não é este registo que lhes potencie o crescimento.


O melhor - Alguns registos de humor soltos

O pior - A forma como o filme e uma trapalhada de ideias


Avaliação - D



Sunday, September 05, 2021

Don't Breathe 2

 Cinco anos depois de Fede Alvarez ter surpreendido o mundo do terror com o claustrofibico Don't Breathe, filme que resultou bastante bem não só em termos comerciais mas acima de tudo em termos criticos eis que surge a sua natural sequela, apostada em rentabilizar ao maximo a personagem de Blind Man. Pese embora a presença do elemento mais carismatico do primeiro filme e o mesmo indice de violencia este filme resultou bem pior desde logo criticamente com avaliaçoes muito mais medianas e mais proxima da maior parte dos projetos de terror. Tambem comercialmente, mas aqui condicionado pela pandemia o resultado de bilheteira foi bem mais modesto e podera aqui terminar com a saga.

Sobre o filme podemos dizer que o primeiro filme surpreendia acima de tudo por nao sabermos nada da personagem central. Aqui temos desde logo uma inversão de lado, a personagem que era o vilao e o elemento de terror do filme e agora um quase heroi a resgate de uma menor que cuidou, o que tira muito do peso psicologico que alimentou o terror do primeiro filme, e que sinceramente parece tudo menos a melhor opçao para a personagem e muito do peso de terror que o filme poderia ter fica aqui algo condicionado.

Em termos de guiao assim como no primeiro filme, embora sem o elemento surpresa temos um filme com uma unica premissa de jogo do gato e do rato com os elementos definidos no inicio. O filme tenta dar alguns twis sobre os apontamentos de cada lado, mas acaba por desistir focando o lado bom e mau de uma forma definitiva que torna o filme de serie b completa sem grandes explicaçoes e dando espaço a violencia gratuita que o filme nos quer dar.

Por tudo isto e sem os elementos surpresas que tornaram o primeiro filme marcante temos um fraquinho filme de terror que joga muito mais pela violencia de imagem do que pelo suspense, e acima de tudo muito pouco condimento que o diferencie de outros filmes do genero, mesmo considerando que a personagem de Blind Man, bem trabalhada por Lang teve o carisma necessario para amedrontar, principalmente no primeiro filme.

A historia segue o Blind Man, oito anos depois do primeiro filme, agora com uma menor a seu cargo que tomou conta depois de um incendio de num armazem de droga. Tudo fica desorganizado quando um grupo chega junto da moradia e tudo faz para tomar conta da menor contra o interesse do protagonista.

Se o primeiro filme era curto em termos de principios narrativos este acaba por ser ainda mais. pouca premissa, poucos elementos narrativos, algumas tentativas de twist que acabam por ser rapidamente abandonados faz com que o argumento seja o parente pobre do filme, o que alias e comum em filmes deste genero.

Alvarez passou a batuta da realizaçao a um estreante Sayagues que tinha produzido consigo o primeiro filme e o resultado e claramente inferior, principalmente naquilo que as imagens fazem impactar em termos de terror. Parece claramente curto o impacto mesmo que os cenarios sejam bem escolhidos. Ao contrario de Alvarez parece que nao sera este o filme que colocara o realizador no mapa.

No cast, Lang repete o seu papel mais iconico e a sua disponibilidade e fisionomia funciona muito bem no impacto que o filme quer ter em termos de terror psicologico. Nos secundarios uma serie de desconhecidos que nada influenciam o decurso do filme.


O melhor - Blind "Lang" Man


O pior - A incapacidade de trazer elementos diferenciadores que substituem o que nao poderia regressar do primento


Avaliação - C-



Stillwater

 Depois do oscar e da unanimidade que Tom McCarthy conseguiu com o seu Spotlight que inclusivamente lhe rendeu o oscar de melhor filme era com alguma expetativa que se aguardava pelo que vinha a seguir principalmente porque ate então não era um realizador de primeira linha. O resultado foi este drama policial e cultural com Matt Damon que estreou com alguma indiferença no ultimo festival de Cannes com avaliaçoes pouco entusiasmantes embora maioritariamente positivas mas que acabaram por aniquilar esperança de premios para o filme. Em resposta acabou por ser lançado nos EUA com resultados minimamente consistentes comparado com outros filmes que foram lançados no mesmo periodo.

Sobre o filme podemos o analisar a diversos niveis, desde logo como intriga policial e filme de investigaçao e claramente um filme algo pobre quando comparado com outros filmes sobre crime muito mais impactantes e mais que isso surpreendentes no desenvolvimento dos pontos do seu argumento. Aqui temos um dos pontos mais importantes do filme e talvez aquilo onde o filme mais falha.

E isso é pena porque o filme faz resultar os seus complementos, não no na excelente caracterização e interpretaçao central, no choque cultural de um americano do interior numa Marselha social e culturalmente diferente, quer no desenvolvimento das diferentes personagens tudo resulta e vai alimentando um filme com intriga a menos para mais de duas horas de duraçao. O problema do filme e que lhe tira o impacto maior e que no fim temos a intriga e essa mesmo no climax nunca e particularmente feliz.

Sobre um filme sobre personagens bem trabalhado na caracterizaçao das mesmas e nos detalhes que merecia uma historia de base superior para se tornar num dos otimos filmes do ano, acabando no entanto por ser um filme competente mas longe do que se espera de um realizador cujo o ultimo trabalho foi tao unanime como SPotlight.

A historia fala de um pai do interior americano que viaja ate Marselha para visitar a filha jovem, presa, suspeita de homicidio ate que uma nova pista sobre o crime e lançado e ele decide investigar por conta propria enquanto começa uma relaçao com uma familia monoparental culturalmente oposta aquilo que sempre conheceu.

Em termos de argumento a historia de base e limitada, mesmo como intriga policial o que e pena ja que no restante trabalho temos um bom argumento principalmente na forma intensa com que trabalha e constroi a personagem central nas suas ligaçoes. Em termos de twist e desenvolvimento policial ja vimos bem melhor em filmes com menos objetivos.

McCarthy e um realizador de altos e baixos que conseguiu o cume da montanha no seu trabalho em SPotlight que lhe valeu o oscar de melhor filme, desde entao teve uma colaboraçao em 13 Reasons WHy mas nunca surgiu o seu nove filme. Aqui temos um trabalho culturalmente interessante mas com uma realizaçao de pouco impacto, algo que ja tinha acontecido em SPotlight onde a realizaçao foi dos vetores menos fortes.

No cast Damon tem um papel que merece destaque, nao sendo um papel dificil ele encaixa fisicamente e em termos de expressao perfeitamente no registo que o filme quer ter, e demonstra a capacidade quase unica que o mesmo tem para diferentes registos quer afetivos, humoristicos e dramaticos. Damon domina o filme e fosse o filme mais forte poderiamos ter uma prestação a ter atençao para premios.

O melhor - Os condimentos do argumento, principalmente os opostos culturaisº


O pior - A intriga policial não e forte


Avaliação  B-



Saturday, September 04, 2021

Annette

 Num atipico regresso de festival de Cannes em 2021 este curioso musical de Leos Carax foi o filme escolhido não so para abrir o certame, substituindo o normal blockbuster que abre hostilidades mas tambem conseguiu sair do festival com o premio de realizaçao, sustentado em avaliações criticas algo dicotomicas mas com prevalencia positiva que deu ao filme o impacto esperado, mesmo sabendo que se trata de um filme no minimo peculiar. Comercialmente o filme acabou por ser lançado no imediato nos EUA com resultados modestos mas temos de assumir que se trata de um filme de minorias.

SObre o filme podemos desde logo assumir que e um filme estranho, que quer diferenciar-se pelo seu estilo diferente e alternativo não no na realiaçao no percurso nada normativo das personagens mas tambem nas letras repetitivas das suas musicas, que fazem com que o filme seja mais do que qualquer coisa irreverente e isso pauta a toada do filme do primeiro ao ultimo minuto.

Isso faz com que o filme seja dificil, mas que seja dificil tambem bao reconhecer a originalidade ou mesmo os imperativos morais que o filme se quer alicerçar, principalmente tendo em conta os excelentes dotes musicais de uma protagonista e não tanto de outro que fica com os recuros interpretativos do seu lado, num filme polemico, impactante que mesmo sendo estranho demais acaba por ficar na retina.

Por tudo isto e nao achando Annette um dos bons filmes do ano, penso que alguns dos pressupostos que o filme assume para si, principalmente em termos de irreverencia funciona em pleno, ninguem fica indiferente ao lado absurdo mas corrosivo do filme, mas tambem no final a mensagem que o filme quer dar numa critica ao mundo do espetaculo e as suas vivencias.

O filme fala de um casal composto por uma artista de opera e um comediante que acabam por ver a gravidez da filha de ambos ser um marco, e ao mesmo tempo o ponto de rutura numa vida a dois que leva ao limite todos os envolvimentos.

O argumento e um nada convencional musical, que parte do caos não so narrativo de base mas tambem em musicas repetitivas sem munito sentido cujo absurdo de tudo acaba por ser o objetivo final do filme enquanto mensagem. O filme e diferente sendo que nem sempre isso e positivo.

Na realizaçao o realizador françes Leos Carax tambem musico tornou-se pela pouca produtividade um realizador que reune algum culto embora lhe falte um filme de referencia mundial embora principalmente o Holly Motors seja um filme de culto ainda me parece um realizador com uma obra algo curta para o contexto que ja vai tendo.

No que diz respeito ao cast Adam Driver esta numa excelente forma e mesmo as dificuldades musicais que me parecem pensadas para ser assim deixam mais luz ao seu nivel interpretativo que e de primeiro nivel e deixam antever um bom ano para o actor que tera outros projetos mais vistosos este ano. Ao seu lado uma Cotillard que principalmente em termos vocais e impressionante mesmo que o filme peça pouco nos outros atributos da atriz.

O melhor - A extravagância

O pior - Nem sempre é facil nao achar absurdo


Avaliação - B-



The Protege

 Numa altura em que o cinema de ação parece delcarado para filmes sobre personagens que levam tudo a frente seguindo o sucesso de John Wick eis que os seus produtores associados a Martin Campbell trazem mais um registo desta vez no feminino e com Maggie Q como protagonista. Este filme de açao rapida foi recebido com uma total mediania critica esperada para o genero em questão, sendo que do ponto de vista comercial os resultados foram escassos tendo em conta que foi uma das apostas de verao de uma produtora e nao conseguiu ultrapassar em termos domesticos os dez milhoes de euros.

SObre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de uma personagem contra o mundo, com açao rapida uma intriga pouco interessante e onde apenas os dialogos e as disputas entre a personagem de Q e de Keaton vai dando alguma especiaria a um filme que sem essa vertente seria um vazio de ideias e apenas uma oportunidade para Q demonstrar alguma capacidade como atriz de açao.

Centro é que o insolito e mesmo algum humor nos dialogos entre as personagens acaba por tirar alguma seriedade a um filme cinzento que o torna de um entertenimento mais puro, mesmo que em termos de tudo o resto ja tenhamos visto bem melhor a todos os niveis fica a ideia que o filme procura dar a rebeldia tipica de filmes como Red mas sofre pelo facto da intriga ser bastante pobre.

Ou seja um filme de açao de segundo plano sem grande logica narrativa que nao sobrevive ao aspeto da heroina de açao contra o mundo e que consegue em elementos secundarios alguns trunfos que o safam do descalabro nao ultrapassando no entanto uma mediania que nunca tornara o filme minimamente significativo.

A historia segue uma vietnamita que junto com um individuo que a encontrou enquanto criança criaram uma equipa de assassinos profissionais que se ve numa intriga para localizar um dos homens mais populares e desaparecido a diversos anos, contudo vai ter aqui uma equipa de resposta ao nivel.

Em termos de argumento a intriga e basica, sem grande logica muito na linha que filmes deste genero nos habitualmente apresenta. Foge um pouco do estilo a forma como o filme aponta um humor mais sarcastico no humor entre duas personagens que refresca um pouco o contacto do filme com o espetador.

Campbell e um veterano realizador de filmes de açao com alguns sucessos principalmente nas suas colaboraçoes com James Bond. Fora disso tem tido alguma dificuldade em fazer os seus filmes brilhar apesar de se sentir confortavel na açao pura o que demonstra neste filme, onde sem meios de ponta consegue dar ritmo ao filme. Fica a ideia no entanto que nunca sera mais que isto.

No cast Q e uma actriz de origem asiatica que fica a ideia que poderia sempre ter ido mais longe do que foi prncipalmente como actriz de açao e aqui demonstra bem atributos suficientes para esse plano. Ao seu lado um Jackson em formato habitual e um Keaton que demonstra ainda alguma capacidade em filmes que exijam resposta fisica.


O melhor - Os dialogos das duas personagens principais


O pior - Ser um filme com muitas limitações na intriga


Avaliação - C



Tuesday, August 31, 2021

The Green Knight

 Neste verão marcado por muitas apostas para devolver os espetadores as salas de espetaculo existiu pouco espaço para filmes concetuais ou mais que isso para filmes com objetivos muito proprios associados a cinema de autor. Uma das apostas que viu a luz do dia foi este filme mistico de Lowery, um conceituado realizador que cada vez ganha mais adeptos em termos criticos e que o filme conquistou com avaliaçoes muito positivas. Comercialmente o autor tem muito mais dificuldade principalmente porque os seus filmes se distanciam do entendimento da maior parte das pessoas e se tornam bem mais dificeis. Comercialmente o filme obteve um rendimento acima do esperado principalmente tendo em conta o contexto onde vivemos.

SObre o filme podemos dizer que mais que uma grande historia temos um filme concetual, realizado e pensado para uma introspeçao dentro da historia do primeiro ao ultimo minuto, embora se perceba que principalmente do ponto de vista cultural o filme e muito mais proximo da cultura inglesa do que propriamente do resto do mundo e isso pode tirar algum impacto ao filme.

Depois temos a jornada o filme tem alguns bons momentos na forma como cada parte da odisseia e montada e realizada embora a formula do filme seja dificil de seguir e o ritmo demasiado lento ao logo de mais de duas horas de duraçao nao facilite a conetividade entre o espetador e o filme, e claro o seu nivel concetual e apelativo.

Por tudo isto e nao sendo um filme de maiorias e um filme com recursos esteticos e de ambiçao que o fazem ser diferenciado embora seja percetivel ser um filme dificil e algo confuso. Por essa mesma razão pese embora o realizador e a sua forma de fazer cinema fascine alguns nao e um registo para a historia e isso acaba por ficar bem patente num projeto maior como este.

A historia segue a saga de Sir Gawain na sua cruzada por tentar encontrar o cavaleiro verde e conseguir cumprir o designio, onde vai encontrar pelo caminho diversos obstaculos.

Do ponto de vista do argumento o poema que deu origem ao filme e conhecido e com muito valor metaforico para alem dos seus valores enraizados, como o filme a historia fica algo dificil de compreender e isso acaba por limitar o impacto imediato do filme.

Na realizaçao Lowery e um dos realizadores da moda, que pese embora não dote os seus filmes de um impacto imediato tem ganho muitos adeptos na sua introspeção e na intensidade das suas imagens que fazem dele um realizador e autor da nova geração. Aqui segue o seu plano muito proprio.

No que diz respeito ao cast Patel tem ganho cada vez mais impacto e aqui tem um bom registo sendo o fio condutor do filme: Ao seu lado Vickander Egerton e principalmente Harris sao uma boa base para o concerto a solo do actor ingles em boa forma.


O melhor - A forma de realizar

O pior - Ser um filme demasiado dificil


Avaliação - C+



Monday, August 30, 2021

Reminiscence

 Dos produtores e reaalizador de alguns episodios de maior sucesso de Westworld eis que a WB e a sua HBO Max decidiram lançar este ano um filme futorista com Huck Jackman, num filme que tenta buscar as memorias e fazer do passado o presente. Este filme que e uma das grandes apostas do estudio para este final de verão nao foi propriamente muito bem recebido pela critica com avaliações mediocres com ligeiro pendor negativo. Por sua vez comercialmente o facto do filme nao ter ido as salas de cinema e ter sido pensado na distribuição hbo max deixa de ser facil de avaliar o seu resultado comercial.

Sobre o filme temos uma ideia prometedora que se tivesse o contexto de personagens ou mesmo o tom enquadrado poderia funcionar bem num thriller sci fi. COntudo o filme para alem da ideia tem poucas ideias no seu recheio, temos uma historia de amor que é algo limitada, e uma intriga policial tambem ela muito rudimentar o que leva a que a ideia em si fique quase sozinha e não tenha espaço para fazer potenciar-se.

Outro dos pontos do filme que me parece algo mediocre acaba por ser a propria produçao, num filme sobre um futuro apocalitico tirando alguns aspetos com a ajuda da agua fica a ideia que os cenarios poderiam ter muito mais impacto e o filme se tornar maior. Provavelmente os cortes associados a pandemia podem explicar estes cortes mas o filme fica algo pequeno.

Por tudo isto fica a ideia de um filme que poderia e deveria ter um impacto muito maior, num filme com bons actores com uma ideia interessante mas fica sempre a ideia que nos elementos cruciais o filme fica-se pelo minimo garantido e quando assim é pouco ou nada de particularmente impactante pode resultar.

A historia fala de um ex combatente de guerra que acaba por ganhar a vida com um negocio que permite as pessoas reviverem as suas memorias, ate ao momento em que são visitados por uma estranha mulher por quem, se apaixona e que conduz a que desde esse momento todo o mundo ande à volta.

Em termos de argumento a historia de base e competente e original mas e pouco ou nada potenciada nos elementos que poderiam conduzir o filme para o seu nível maior, principalmente em termos de personagens limitadas mas acima de tudo também no registo demasiado serio que tem

Na realizaçao Lisa Joy e uma realizadora a dar os primeiros passos em termos de cinema depois de algum sucesso na televisão com West World. O filme encontra o seu estilo próprio mas fica a ideia clara que ainda não encontou a dimensao exigida para um filme de grande estudio.

Em termos de interpretação, Jackman tem a intensidade e a dimensão correta para o filme mas a sua personagem e algo limitada em termos de tamanho, ao seu lado temos uma Fergunson que tem o impacto correto numa personagem dependente da sua sensualidade e acima de tudo um Cliff Curtis com a intensidade correta para este tipo de vilões


O melhor - A ideia de base tem algum merito

O pior - A falta de elementos que diferenciem por completo o filme


Avaliação - C-

Sunday, August 29, 2021

Sweet Girl

 Depois de um ano de 2020 em que a Netflix quase isolada controlou todo o ano de lançamentos muito por culpa da pandemia, 2021 esta a ser a todos os niveis um ano algo diferente principalmente no verão. Por um lado existiu alguns regressos ao cinema ainda que com apostas a meio gas e o que e certo que a Netflix nao tem sido nada feliz nas suas estreias de verão, sendo este drama familiar de açao mais um desses projetos com alguns nomes mediaticos mas que criticamente ficaram longe do sucesso e comercialmente o seu impacto e discutivel.

SObre o filme temos um filme de açao simples, com uma intriga pouco ou nada trabalhada totalmente dependente de um twist que pode surpreender mas que nada muda em termos da forma como o filme se vai gerindo a si proprio com pouco ritmo com pouca intensidade resultando num fraco e pouco intenso filme de açao onde nem Momoa consegue qualquer relevo.

E um daqueles filmes que aposta todos os seus recuros num unico ponto que e o seu twist o qual acontece ainda longe do fim do filme, essa escolha poderia levar o filme a partir desse momento para patamares mais elevados mas o filme rapidamente encontra novamente o caminho do marasmo da primeira hora de filme e torna-se num sem sabor thriller de açao.

OU seja mais um produto comercial de base, onde a Netflix tem apostado mais que bons filmes, realizadores e argumentistas em algumas estreias na realização com ajuda de alguns nomes maiores mas cujos filmes nao tem conseguido ter o impacto esperado e com isso o proprio valor dos filmes e dos actores vai diminuindo.

A historia fala de um pai e filha que vem a mae morrer de cancro devido a travagem de desenvolvimento de um medicamento devido a uma luta de farmaceuticas que conduz a um desejo de vingança que leva a uma intriga ao mais alto nivel.

Em termos de argumento uma historia fraca pouco potenciada em personagens pouco ou nada desenvolvidos e pouco ou nenhum humor que tem no twist o seu maior trunfo que surpreende na altura mas o filme acaba por se conduzir para o mesmo estilo.

Na realizaçao Mendoza e um realizador associado a filmes de Momoa que tenta tirar o maior lucro do ator mas parece que o filme e sempre realizado como um filme de serie b de açao e pouco mais que se calhar explica a carreira do realizador ate agora.

No cast Momoa no papel tipico duro e pouco expressivo que e o que habitualmente nos faculta ao lado de uma jovem Mereced que vai ganhando algum protagonismo agora como atriz de açao mas que lhe falta o filme que a torna numa aspirante a outros voos, e este filme nao ajuda esse processo.


O melhor - O twist

O pior - A forma como o filme nao reage a esse elemento destabilizador

Avaliação  D+



Saturday, August 21, 2021

Snake Eyes

 Eu confesso que quando foi anunciado este projeto que apostava em revitalizar o estilo Gi Joe no cinema depois dos filmes anteriores terem sido autenticos desastres que fiquei surpreendido. Contudo o facto de termos claramente um filme mais oriental proximo das origens da saga poderia dar ao filme um outro valor que contudo acabou por nunca se afirmar com criticas bastante sofriveis e pior que isso tambem do ponto de vista comercial a falta de atores de uma primeira linha tranformou-o num desastre economico mesmo em tempos de pandemia.

Sobre o filme podemos dizer que existe alguns apontamentos que nunca foram trabalhados no primeiro filme que tem aqui lugar concretamente o nascimento dos Cobra e a forma como se cria os Gi Joe para os combater, essa genese e explicada com alguns apontamentos mais proximos do cinema oriental o que acaba por funcionar mas depois no que diz respeito a intriga e mesmo ao desenvolvimento de tudo o resto temos o lado errado que nunca permitiu sucesso a saga.

O problema do filme e que talvez a historia de base pudesse dar um filme de artes marciais de segundo nivel mas nunca mais que isso e quando assim acontece as coisas acabam por saber a muito pouco, principalmente porque no que diz respeito a personagens ou mesmo no teor demasiado serio que o filme se leva lhe limita o alcance completo que o filme acaba por ter.

Por tudo isto temos um filme fraco mesmo em açao de grande estudio narrativamente muito pobre que deixa pouco espaço ao que vem a seguir, principalmente porque em termos de realizador e actores nao conseguiu chamar a si primeiras estrelas e assim acabou por diminuir o impacto imediato do filme.

A historia fala de um lutador que em criança viu o seu pai ser assasinado que tem a oportunidade de se vingar da pessoa que acabou por colocar em causa toda a sua vida caso aceite se infiltrar numa organização de artes marciais em prol de outra.

EM termos de argumento a base narrativa e pobre, as personagens quase sempre pouco potenciadas acabam por conduzir a um filme com diversas dificuldades em fazer por um lado as personagens crescer mas tambem em obter um registo mais proximos das exigencias de um blockbuster nos nossos dias.

No que diz respeito a realizaçao Schwentke e um realizador alemao que ja teve alguns projetos de alguma qualidade principalmente o sucesso de Red, mas que nunca deu o passo para ser um autor, dai que seja escolhido para projetos como estes de grande estudio mas que na realidade ainda é alguem com muito para crescer.

No cast Goldwing foi a escolha para o heroi, um actor que ja anteriormente nos projetos que vimos dele parece ter muitas limitaçoes e que de alguma forma surpreendem o sucesso que o mesmo está a conseguir ter. No lado dos viçoes Corbelo e outros atores asiaticos são pouco para fazer render o projeto.


O melhor - Explicar a genese

O pior - a forma como o filme não consegue reunir minimos elementos que se diferenciemº


Avaliação - D



Tuesday, August 17, 2021

The Suicide Squad

 Cinco anos apos Ayer ter dado a luz verde a este peculiar filme da DC, eis que surge a sua sequela que é mais do que isso, é uma completa reformulação do projeto a cargo de um James Gunn que ja tinha colocado a sua criatividade ao serviço da Marvel, ao lançar o famoso guardioes da galaxia. Eis que este filme e um refrescante filme que conquistou a critica com a sua rebeldia e o seu politicamente incorreto, contudo comercialmente fruto de uma pandemia ainda bem visivel os seus resultados comerciais ficaram muito aquem mesmo do primeiro filme que teve contra si critica e publico.

Sobre o filme podemos desde ja dizer que alguns dos atributos que fizeram funcionar os guardioes da galaxia e que se tornaram claramente num dos pontos de sucesso de James Gunn esta bem presente, principalmente um estilo de humor corrosivo, adulto, acrescentando a uma violência extrema e sem sentido, fazem deste irreverente The Suicide Squad uma agradavel surpresa que nos proporciona duas horas de açao e gargalhadas no balanço correto e que devemos acima de tudo sublinhar essa capacidade.

Claro que podemos dizer que principalmente nas personagens que tras do primeiro filme o filme apenas as usa para se colar ao primeiro filme, ja que e claro que são personagens muito menos trabalhados do que os novos, onde claramente temos James Gunn em todos os seus elementos os quais encaixam bem uns nos outros num filme que acaba por ser um mito de curiosidade e entertenimento adulto.

Pena e que os resultados comerciais do filme, talvez associados a pouca qualidade do primeiro filme, ou mesmo da ainda vigente pandemia que afasta tudo e todos do cinema pareça limitar as possibilidades de uma continuidade que poderia trazer outras personagens bem menores da DC e dar o espaço num filme como este, e acima de tudo permitir que James Gunn de aso a sua mais que muita imaginaçao.

A historia segue o mesmo grupo, agora com novas contrataçoes o qual tem de ir para um pais estranho lutar contra um grupo poderoso e mais que tudo com um monstro ao seu serviço que apenas uma peculiar equipa poderá colocar em chek.

Em termos de argumento nao e claramente na intriga de base, a qual acaba por ser demasiado disparatada que o filme recolhe os seus louros, mas nas pequenas especificidades de humor adulto que o filme da a cada uma das suas personagens com clareza e mesmo com uma formula muito bem vincada que funciona em termos singulares mas mesmo como grupo.

Gunn ficou conhecido principalmente no sucesso bombastico da sua adaptação de guardioes da galaxia a qual foi tao vistoso que a DC foi o roubar para tentar revitalizar uma das suas formulas e em termos claros parece evidente que o conseguiu em toda a escala, menos a comercial que podera condicionar o seu futuro.

No cast às escolhas mais competentes do primeiro filme como Robbie como Quinn que neste filme e quase colocada em piloto automatico, e nas escolhas proprias para este filme que tudo resulta, desde logo Elba, Cena, Melchior e Dastmalchina com a excelente voz de Stallone na personagem mais peculiar do filme acaba por dar ao filme o grupo ideal para o seu proposito de rebeldia.


O melhor - O humor e a rebeldia de autor bem patente.

O pior - A intriga central tem uma dose elevada de absurdo


Avaliação - B



Sunday, August 15, 2021

Beckett

 Num ano em que a hbo max e a disney plus acabaram por levar as estreias de streaming para um potencial incomparavel existiu uma produtora que ficou algo descalça no seu planeamento, concretamente a Netflix que passou a temporada de blockbusters a tentar lançar os seus projetos em gaveta com algumas figuras de referencia mas com dificuldades declaradas em fazer vincar os seus projetos principalmente do ponto de vista comercial. Um dos lançamentos foi esta produçao grega, embora com muitos conteudos de hollywood que nos da um filme de açao em plena grecia que criticamente ficou com uma mediania recheada de indiferença sendo que comercialmente parece ter sido um projeto de pouca aposta da Netflix.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo começa com todos os pontos de um filme de açao simplista ou seja os protagonistas num local concreto, um acidente e começa a trama onde o personagem central vê-se envolvido numa luta pela sobrevivencia contra fontes de todo o lado por razão que desconhecen acabando introduzido numa intriga politica ate então indiferente.

O filme perde porque a intriga e do mais basica que me recordo a todos os niveis, nao so na politica que lhe esta adjacente mas mesmo na introduçao da personagem nela, e isso resulta num simples jogo do gato e do rato com alguns aliados pela Grecia, num filme vazio onde Washington mais uma vez tem todas as despesas essencialmente fisicas do filme.

Ou seja um filme de açao de qualidade duvidosa que fica na retina por algumas paisagens gregas e por uma circunstancia de espaço algo estranha a maioria dos filmes de hollywood mas que no final acaba por ser um filme sem sabor, sem elementos que o diferenciem e que nao o tornem esquecivel dois meses depois do seu visionamento.

O filme fala de um casal o qual sofre um acidente com a morte da mulher, sendo que ao acordar o homem percebe que começa a ser vitima de diferentes pessoas que lhe querem colocar termo a vida sem conseguir perceber o motivo de tal objetivo.

Em termos de argumento o filme tem poucos elementos interessantes, as personagens sao reduzidas ao basico em termos de intriga um simples jogo do gato e do rato e a conjugaçao de elementos e claramente basica demais para fazer o filme relevante.

Na realizaçao Cito Filomarino, um colaborador de Guagadino que tem aqui a sua emancipação que tem como unico elemento diferenciado o facto de termos um filme passado na grecia ja que a recolha de imagens e algo simplista demais e em termos de ação o filme tambem nunca adquire um ritmo que mereça ser destacado.

No cast Washgington tem nos ultimos tempos ganho uma dimensao como ator de açao que sinceramente ainda não me agrada. Nao me parece que o ator ainda tenha dimensao e carisma para liderar este tipo de projetos que nada requerem do ponto de vista dramatico, mas muitas vezes quando entram no sucesso instantaneo as carreiras seguem este rumo.


O Melhor - A grecia

O pior - O vazio do filme em termos de elementos que o diferenciem


Avali



ação - C-

Vivo

 Num ano em que Lin Manuel Miranda se encontra ativo em diversos segmentos tendo os seus musicais e as suas musicas ganho uma dimensao substancial nos ultimos tempos em Hollywood eis que neste verão o mesmo autor acaba por se aventurar pelos filmes de animaçao num filme que junta musica, familia e acima de tudo o espirito Cubano de onde o autor tem as suas origens. Este filme que acabou por ser distribuido pela Netflix acabou por sair com avaliações positivas algo que tem sido muito comum no autor sendo que em termos comerciais parece claro que a Netflix ainda pode ser um parente pobre do genero.

Sobre o filme podemos dizer que começa bem, quer do ponto de vista musical onde os seus momentos tem uma assinatura muito evidente do autor mas tambem naquilo que e o espirito Cubano e acima de tudo a relaçao entre animal e seu dono. O filme consegue ser bonito, curioso, e acima de tudo proximo de um estilo cubano que encaixa o que acaba por ser de longe o melhor segmento do filme.

Na entrada na sua intriga central o filme torna-se numa mais corriqueiro filme de açao e animais na selva que acaba por o diferenciar muito menos, nem que seja porque tecnicamente o filme nao e propriamente uma obra prima e tambem em termos de argumento e humor esses momentos ficam sempre a perder quando comparados com outros filmes do mesmo genero.

No final temos o lado emocional que acaba por ser previsivel mas que o filme faz resultar no seu impacto final, com a mistura esperada de musica e emoçao e acima de tudo a simbiose entre personagens que faz o filme funcional mais que brilhante e que acima de tudo deixa a ideia que tem um excelente inicio mas que vai perdendo algum gas com a sua duraçao

A historia fala de um macaquinho selvagem que acompanha um musico em Havana que fica sozinho apos a morte do seu cuidador mas com uma missão, junto de uma sobrinha do falecido ir a Miami entregar uma musica feita para o grande amor do musico, entretanto estrela maior do estilo musical em questao.

No argumento o filme começa bem, emotivo, detalhado, promenorizado na cultura algo que vai perdendo quando entra na intriga e se transforma num filme de aventuras narrativamente com menos recursos o que torna o filme mais vazio e com menos detalhes no argumento.

Na realizaçao do projeto uma dupla de realizadores que ja tiveram associados ao primeiro Croods com algum sucesso e que aqui tem um filme visualmente mais impactante que o fazem funcionar principalmente no detalhe de Havana nos primeiros momentos. Tornar-se-ão centramente uma referencia deste estilo de cinema.

No cast de vozes Vivo so poderia ter a voz e a musicalidade de Manuel Miranda que acaba por dar a sua assinatura não apenas no estilo de musica mas essencialmente na voz da personagem central. Alguns detalhes interessantes como a presença de Gloria Estefan como a diva musical, fazem a escolha de vozes feliz.


O melhor - Os primeiros vinte mintuos

O pior - QUando entra na selva ja vimos aventuras de animais com muito mais potencial


Avaliação - C+



Saturday, August 14, 2021

Jungle Cruise

 Numa altura em que aos poucos os espetadores vão voltando ao cinema eis que a Disney tem apostado lançar os seus blockbusters de verão num misto entre cinema e a aplicação Disney +, que tem feito com que o fulgor comercial dos seus filmes nao tenha sido elevado. Uma das grandes apostas era este novo franchsing apostado no poder comercial de The Rock e uma das atrações da Disneyland. Criticamente ao contrario das maiores grandes apostas da produtora a mediania nao foi propriamente muito apelativa e comercialmente a contingencia parece tambem levar ao falhanço um filme com um orçamento de 200 milhoes de dolares.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem os ingredientes que fazem funcionar um blockbuster familiar como grandes figuras, ação, efeitos especiais e algum humor, o qual acaba por ser muito atual mas o resultado da reuniao destes elementos nunca é propriamente brilhante, principalmente porque o filme reage quase sempre mal a introdução de novos elementos, acabando por no final nos parecer uma copia pouco interessante dos piratas das caraibas.

Desde logo o excesso de mitologia no qual a influencia e obvia no filme de Jack Sparrow, alias mesmo na construção dos personagens em termos de efeitos temos muitos toques. A questão que limita todo o filme e essencialmente o facto de The ROck nao ter conseguido transformar a personagem de Jack em algo mitico como Depp fez muito bem principalmente no primeiro filme dos piratas e numa compatração mais que obvia este filme acaba por perder em toda a escala.

Ou seja surge um filme de grande estudio, que consegue mesmo em personagens secundarias chamar a si bons actores mas a intriga e principalmente os detalhes do argumento nunca permitem que o filme cresça ficando ideia que e um filme grande mas maioritariamente vazio, que poucos vão recordar no futuro.

A historia fala de uma obstinada centista com um objetivo de encontrar uma planta que será a pedra no charco da medicina que embarca para uma ilha misteriosa com personagens particulares e onde a lua pela descoberta vai ser insolitamente paranormal.

E no argumento que começam alguns dos problemas do filme, desde logo porque a intriga e muito proxima de outros filmes de aventura e nos detalhes o filme nunca consegue propriamente conduzir-se para um nivel mais elevado de execução que o torna algo simplista demais, principalmente nos personagens.

Na realizaçao Collet Serra ficou com um leme de um filme de grande estudio de um realizador que ate entao se tinha dedicado a filmes de açao sem grande sucesso critico. Percebe.-se que o filme e grandioso mas falta uma assinatura de realizador, ficando a ideia de ser ainda um realizador em crescimento que ficara associado ao novo capitulo da Marvel e The Rock.

No cast e indiscutivel que The ROck tem o valor comercial que o filme necessita quer pelo valor de heroi de açao mas acima de tudo pela vertente comica que funciona bem. Fica e no entanto a sensação que com um actor com mais recursos o carisma da personagem teria ido mais alem, principalmente quando Blunt tem esses recursos do outro lado da medalha. Fica a ideia tambem que Plemmons vale muito mais que um vilao de filmes familiares.


O melhor - Os efeitos especiais

O pior - Ser um mediocres Piratas das Caraibas


Avaliação - C-



Monday, August 09, 2021

Pig

Nicholas Cage nos ultimos anos tem colecionado filmes de açao serie b que ja fizeram um genero proprio, tipico de actores com dificuldades financeiras que tem de lançar dezenas de filmes para conseguir as verbas que mantenham o seu nivel de vida. A questão e que entre o elevado numero de filmes surge de vez em quando um que nos surpeende e que parece reacender a luz do actor, esse filme é este introspetivo Pig, que nos da um Cage envelhecido, desaparecido, que conseguiu ser uma das excelentes surpresas criticas do ano com avaliações muito positivas e mesmo comercialmente tendo em conta que se trata de um declarado filme menos os resultados ate foram consistentes.
O filme e daqueles pequenos filmes sem grande artefactos que funciona na sua simplicidade e em todos os seus procedimentos. O Sucesso do filme começa na dureza e no lado selvagem do inicio percebendo-se de imediato que aquela clausura e limitação auto imposta tem a ver com soferimento interior. O filme depois caminha para uma intriga que o poderia levar para o caminho simples da vingança mas e ai que se torna mais introspetivo e intectualmente mais elaborado, juntando sequencias absolutamente crescentes que fazem o filme tambem ele crescer.
Nao e propriamente um filme cuja intriga seja surpreendente ou que prenda o espetador. Alias o ritmo baixo do filme so é alterado pela agressividade de algumas sequencias e pelo non sense de outras. A forma como o filme posteriormente se transforma num filme delicado sobre culinaria e sobre a emoçao e o verdadeiro twis organico do filme, que tem a capacidade de com uma narrativa linear surpreender nos detalhes e principalmente viver muito do estatuto e do impacto visual deste Cage.
Por tudo isto Pig e um daqueles filmes de qualidade independentes que consegue com pouco fazer muito, os seus processos simples acabam por ser o segredo de um estilo em crescendo, existindo sempre a ideia instaurada que o carisma de Cage acaba por impactar tudo mais um pouco principalmente porque se percebe desde logo que se trata de um filme estranhamente interessante.
A historia fala de um individuo selvagem que vive apenas na companhia de uma porca que a ajuda a apanhar trufas, que ve o seu animal de estimaçao e fiel companheiro ser raptado entrando numa cruzada para descobrir o paradeiro da mesma com a ajuda do individuo que lhe compra as trufas.
Em termos de argumento a narrativa simples, de poucas palavras esconde um filme sobre luto e perda introspetivo e profundo que parece-nos importante sublinhar. Nao e claramente um filme recheado de qualidade da especificidade mas torna-se um filme fulgurante no teor e na mensagem,

Na realizaçao Sarnoski tem aqui a sua estreia num filme independente que o realizador consegue na sua forma de filmar criar o impacto todo na personagem central o que torna o filme independente, duro mas funcional. Nao e facil arrancar com um filme tao bem avaliado e todos vamos estar muito atentos ao que vem depois.
No cast a carreira de Cage e uma montanha russa do sucesso ao total degredo, eis que numa altura em que tudo encaminhava para um deserto total surge uma das suas melhores interpretaçoes, que nos da aquilo onde Cage funcionou sempre melhor que foi na entrega fisica e no carisma. Num ano menos forte Cage podera entrar em corrida de premios, embora o filme tenha sido lançado muito cedo.

O melhor - O impacto da personagem central visual e na intensidade

O pior - E um filme de ritmo lento

Avaliação - B

Saturday, August 07, 2021

F9: The Fast Saga

 Um ano depois do seu lançamento ter sido adiado eis que surge finalmente a sequela de um dos franchsings atuais de maior sucesso. Falo obviamente desta mistura de ação impossivel, trabalho de equipas e muito carros que mais que um produto de cinema tornou-se uma cultura ao longo do tempo. Criticamente a saga ja esteve mais perto dos gostos dos criticos, sendo que este parece nao ter conquistado mesmo os fas que acharam tudo demasiado exagerado. Comercialmente continua a ser um produto rentavel e parece claro que nao ficar por aqui.

Sobre o filme temos os ingredientes tipicos de cada filme, um vilão novo com um passado com os elementos, uma luta pela sobrevivencia e sequencias cada vez mais fortes do ponto de vista estetico mas completamente disparatadas no que diz respeito a logica e sentido, chegando ao cumulo de neste filme termos um carro no espaço. Por tudo isto e principalmente por mesmo narrativamente parcer claro que o filme ja nao tem mais espaço, eis que surge um filme sem grande sentido em que o nivel de absurdo torna tudo quase indescritivel.

Podemos dizer mas as pessoas nunca procuraram na saga algum sentido ou logica, eu acho que os filmes que funcionaram melhor de toda a saga foi os que conseguiram adensar ao espetaculo das corridas alguma intriga do argumento que este filme abandona por completo. A forma como tenta ir resgatar ao passado personagens inexistentes e a forma como abandona as que nao quis terminar nao da ao filme um sentido de continuidade que um filme de primeira linha de produçao deveria ter sempre.

Por tudo isto e chegado ao nono filme da saga com alguns filmes laterais parece claro que a ideia esta cansada, que o filme vai tendo dificuldade em acrescentar personagens que segurem a partir de determinado momento o filme e que as ideias se esgotaram de tal forma que mesmo em sequencias de açao ja se chegou ao extremo maximo.

A historia segue a familia agora a lutar contra a temivel cypher aliada a um irmao mais novo de Doc, com um passado negro com o protagonista que vai levar a disputa para o nivel mais elevado.

Em termos de argumento podemos dizer que e um filme com pouca arte no que diz respeito a inovaçao da intriga e mesmo na inclusao de personagens. O filme tem em ligeiros momentos ter algum humor para alimentar o entertenimento mas o absurdo das sequencias de açao esvaziam qualquer efeito substancial do filme.

Na realizaçao Lin regressou a saga depois de alguns filmes de descanso, com megalomania nas sequencias mas desprovidos de qualquer logica. SObre o realizador pensou-se que pela forma com que revitalizou este franchising poderia noutros generos ganhar mais dimensao mas acaba por voltar a casa de partida sem grande brilho.

No cast os suspeitos do costume que basicamente apenas nos aparecem neste registo, com algumas incorporações como um John Cena que encaixa na perfeiçao no estilo musculado e fisico que o filme quer ter, e os poucos recursos de interpretaçao pouco importam. A unica questao e o que THeron faz na repetiçao desta personagem.


O melhor - Alguns regressos de filmes muito passados.

O pior - O absurdo da maior parte das cenas


Avaliação - D+



Saturday, July 31, 2021

Black WIdow

 Um ano depois da sua previsivel estreia que foi totalmente aniquilada pelo Covid eis que a Marvel e a Disney redesenharam a sua estrategia de lançamento dos seus produtos maiores dividindo-os pelas salas de cinema e pela apliaçao Disney plus em conteudo premium. A grande estreia deste formato seria este filme que marcaria o ano Marvel depois de um ano de atraso devido a pandemia. Comercialmente este filme a solo da Viuva negra conseguiu resultados razoaveis ainda que muito longe do que os outros filmes da marvel conseguem, mas aqui temos de pesar e muito o mundo onde vivemos. Criticamente o filme teve boas criticas sem ser brilhantes o que e significativo para o filme.

Sobre a historia desde logo e para aqueles que acompanham desde sempre as aventuras continuas da Marvel este regresso ao passado para dar um filme isolado a viuva negra e uma decisao completamente discutivel independentemente do valor isolado que o filme possa ter, fazendo mais sentido que o filme fosse lançado no seu timming correto na cronologia marvel.

Fora esse promaior de nos sabermos como tudo ira acabar sem grandes surpresas, fica a ideia que o filme tem os elementos necessarios para um blockbuster concretamente muita ação, novas e carismaticas de forma a abrir outras portas, e acima de tudo um humor que em muitos momentos tem algum impacto e funciona. Por tudo isso nao sendo um filme signiticativo do mundo marvel e um filme quase sempre competente nos objetivos curtos, principalmente na introduçao de algumas personagens que possam ter interesse no futuro de outros filmes.

Por tudo isto e embora a maior parte das pessoas pensem que se trata da homenagem postoma a figura de viuva negra o filme trabalha na continuidade do seu legado, num filme que e competente em termos do estilo de blockbusters, que nos da um prazer imediato embora nunca seja propriamente um filme diferenciado.

A historia volta a atras naquilo que aconteceu com a viuva negra apos a guerra civil, tentando explicar um pouco das suas origens e das suas ligações na luta contra o grupo que esta na sua origem.

Em termos de argumento o filme e habil na especificidade. Em termos narrativos e um filme pouco importante para aquilo que ja vimos ou que no epicentro vamos ver, mas serve para lançar mais possibilidades, embora se perceba que nao e um filme para figurar na lista dos melhores da marvel.

Para a realizaçao deste projeto a escolha recaiu em Shortland uma realizadora que pese embora ja tenha alguma idade ficou sempre afastada de grandes projetos. O filme nao tem propriamente uma assinatura de autora, adotando uma estrategia de filme simples de grande estudio que provavelmente ira resultar em pouco sublinhado a sua realizadora.

No cast Johansson revestiu-se de uma escolha feliz como viuva negra, mas penso que as escolhas de P



ugh, Harbour e Weicsz para os seus aliados funcionam porque encaixam bem no estilo de personagens e fica a ideia que serão ainda uteis em projetos que se vao seguir.


O melhor - A capacidade de ser um filme de entertenimento que resulta.

O pior - Nao ser um filme significativo no mundo marvel


Avaliação - C+

Peter Rabbit 2: The Runaway

 Três anos depois de numa animação inglesa surge a sua sequela sobre o famoso pedrito coelho uma animação 3d baseada na tradicional animação inglesa que acaba por ser proximo das crianças por todo o mundo. Esta sequela surge numa altura em que o cinema começa a reabrir um pouco por todo o mundo e onde o risco dos novos projetos ainda e pequeno. Este filme que acabou por ser lançado em cinema não teve propriamente boas criticas sendo mesmo pior do que as do primeiro filme. Em termos comerciais a estrategia do cinema tornou o filme mais eficaz um pouco por todo o mundo do que propriamente no mercado americano.

SObre o filme podemos dizer que o primeiro filme tem um genero de conjugação de animação com figuras reais que nem sempre tem tido sucesso nos ultimos anos porque torna os filmes quase sempre excessivamente infantis. Se isso ja tinha acontecido no primeiro filme da saga isso e ainda mais notorio neste segundo filme que da quase todo o protagonismo as sequencias de animação e humor fisico demasiado infantil e que na maior parte das vezes pouco ou nada funciona.

O filme tras tambem uma especie de intriga na forma como as figuras humanas se emaranham numa tentativa de edição e sucesso de um livro mas fica sempre a ideia que isso e quase so para encher o que o filme quer que e dar protagonismo e acima de tudo sequencias interminaveis as suas personagens animadas, mas fica a ideia que o filme em si nunca consegue potenciar qualquer ideia nova.

Por tudo isto uma sequela sem vida propria, que basicamente nos tras um episodio igual a muitos das figuras de animaçao, com meios de segunda linha e principalmente uma dupla de figuras humanas algo expostas ao ridiculo de uma primazia por humor fisico que nos dias de hoje está claramente em desuso.

A historia segue a ligaçao do primeiro filme entre os animais e os seus donos agora que eles embarcam numa viagem de sucesso que vai ser um teste a sua ligação enquanto familia e onde as uniões menos previsiveis vao ter lugar.

EM termos de argumento muito pouco de novo para alem da imensidao de sequencias de asneiras e peripecias de humor fisico das suas personagens. O filme parece quase sempre algo parado em termos de novidade ou mesmo de dar aos personagena alguma dimensao.

Na realizaçao deste projeto Will Gluck nos primeiros filmes deixou a expetativa de se tornar numa referencia de humor que falhou quando teve mais meios e mais expetativa principalmente com o musical Annie. POr isso perdeu dimensao acabando por nos ultimos anos se dedicar a este genero dificil mas que pouco conceito tras aos seus atores.

No cast para alem dos coelhos e das suas vozes que funcionam na simbiose, a aposta em Gleeson e Bryne encaixa no estilo familiar e tradicional ingles que o filme quer dar, embora nos pareça que o priemeiro esta claramente desconfortavel no estilo de humor fisico infantil.

O melhor - A tradiçao de uma animaçao de referencia.

O pior - O excesso de um humor fisico desatualizado


Avaliação - D+



Thursday, July 29, 2021

The Last Letter from Your Lover

 Numa altura em que a Netflix parece algo adormecida numa sempre movimentada temporada de verão, eis que surgiu este filme sobre amor no passado e no presente com apostas de estrelas nas personagens centrais femininas mas que estreou sem grande mediatismo na aplicação.Criticamente a mediania das avaliações não foi propriamente entusiasmante sendo que comercialmente a forma como tudo aparente, não nos parece que seja dos produtos mais visiveis da produtora.

Sobre o filme temos o tipico filme romantico sobre amores proibidos no passado e uma historia para descobrir e a forma como tudo isso acaba por influenciar o presente. A historia e a abordagem e repetida em filmes que já fomos vendo nos ultimos anos com maior ou menor sucesso. Este aqui cai no problema de dar sempre uma sensação de previsibilidade que torna o filme claramente igual a muitos outros.

Fica a ideia principalmente que tambem ocorre um desiquilibrio notorio em termos de historias com claro predominio da historia do passado, quer pela intensidade mas principalmente pelo impacto emocional que a historia vai transmitindo. Fica a ideia que a historia central deveria ser mais intensa, mais trabalhada, com mais impacto principalmente na forma como a personagem masculina se esconde do filme.

Ou seja um filme de aproximação facil para adeptos do romantismo puro, mas que nao e propriamente dotado para todos os outros, fica a ideia que principalmente tendo em conta a qualidade das protagonistas enquanto atrizes deveria ser claramente mais trabalhado o argumento para resultar num filme a todos os niveis mais diferenciado.

A historia fala de uma jovem jornalista que começa a investigar uma troca de cartas de um amor proibido, tentando perceber como a historia se desenvolver e terminou ao mesmo tempo que começa a aproximar-se de um pacato funcionario de um arquivo

Em termos de argumento o filme e algo basico nos principios, nas personagens e mesmo nos detalhes do argumento, fica a ideia que existia muito espaço para as personagens darem mais de si. Resulta no prazer imediato e na forma como a emoçao e fornecida a cada um dos espetadores, mas sabe a pouco e a repetido.

Na realizaçao Frizzell e uma realizadora que teve maior sucesso na televisao e em alguns episodios de Euphoria que tem aqui o seu destaque no grande ecra. A realizaçao e simplista sem grandes truques ou risco o que faz o filme saber a algo pequeno. Nao e com trabalho destes que se chama a a tenção.

No cast fica a ideia que Jones e Woodley são duas jovens actrizes que ja figuram num primeiro plano de Hollywood e cujos filmes alimentam expetativas. Fica a ideia que ambas as construções sao demasiado simplistas para os momentos de carreira de ambas, o que acaba por surpreender. Nos secundarios e no lado masculino acaba por ser Callum Turner o que tem maior destaque mas mesmo assim longe de qualquer sublinhado.


O melhor - O paralelismo de historias tem sempre o seu impacto emocional


O pior - A previsibilidade


Avaliação - C



 

Saturday, July 24, 2021

Jolt

 Num nada tradicional ano de 2021, no que a blockbusters de verão diz respeito, eis que as plataformas de streaming começam a apostar nos seus proprios conteudos, tentanto inicial franchisings com base em algum produtos de açao e comecia. Uma dessas apostas acabou por ser este Jolt, que nos dá a sempre sensual Beckinsale como mulher fatal e uma misto de intriga e tentativa de humor. Criticamente as coisas não correram particularmente bem, com avaliações mediocres, sendo que comercialmente penso que já são bastantes titulos a serem lançados pela Amazon num curto espaço de tempo para ficar tudo rentavel.

Sobre o filme podemos dizer que temos um projeto simples, de ação quase serie b numa produçao pequena, que tenta jugar com um humor sexualizado e a sensualidade da sua protagonista como as verdadeiras armas já que de resto o filme e um conjunto de opções mediocres que o levam claramente para divisões inferiores de ação. Ou seja o estilo John Wick esta em moda, e este e mais um fraco derivado do ação simplista e pouco mais.

Em termos produtivos parece onde o filme mais sofre, e provavelmente onde menos deveria o fazer, fica a ideia sempre de um filme que se perde em imagens curtas em efeitos especiais quase amadores, e que não fosse um ritmo acelerado que tem seria dificil de ver. No final surge um claro fraco filme de ação que aposta em ser o inicio de algo que fruto da pouca qualidade dificilmente será.

O filme tenta com os seus twist, embora previsiveis, ir refrescando a relação com o espetador mas na verdade as coisas quase nunca funcionam também neste particular. Tenta também ter um humor arrojado mas mesmo aqui fica sempre a ideia que mais vezes as tentativas falham do que propriamente acertam.

O filme fala de uma jovem que não consegue contraria a agressividade quando algo de errado acontece que acaba por ser controlada por um mecanismo mecanico auto imposto que vai se descontrolar por completo quando o seu novo amor e assassinado.

Em termos de argumento o filme e extremamente limitado, e isso passa por personagens nada trabalhadas, um humor pouco eficaz e um intriga que ainda tenta introduzir elementos surpresas mas que quase sempre sao bastante previsiveis.

Na realizaçao Tanya Wexler e uma desconhecida que pega no genero de açáo e não convence, ficando a duvida se nao o faz devido a escassez de meios ou a sua propria incapacidade. Pese embora seja um filme com alguma visibilidade não me parece que seja o tipico projeto que conseguira qualquer tipo de impacto na sua carreira.

No cast Beckinsale funciona como mulher sedutora e mesmo como heroina de açao, embora as suas limitaçoes dramaticas sejam mais que muitas e mesmo em filmes simples como este, elas sejam evidentes. Do outro lado da barricada personagens quase unidimensionais acabam por dar apenas o protagonismo com virtudes e defeitos a Beckinsale.


O melhor - A sensualidade de Beckinsale

O pior - Os efeitos especiais


Avaliação - C-



Zola

 Um ano depois e já com mais um festival de Sundance ultrapassado eis que este particular filme que chamou alguma atenção no Festival de Sundance do ano passado viu a luz do dia. Depois uma boa receção critica neste festival, o filme conseguiu alguma distribuição neste regresso ainda faseado aos cinemas. Comercialmente foi obviamente um filme de alcance curto que funcionou bem melhor pela capacidade que teve em termos de distribuição do que propriamente em termos de resultado efetivo.

Zola e um filme de vida, sobre ambiçao, e desejo de sucesso e dinheiro, e de plano e contraplano. Eum filme realizado com o objetivo de dar uma assinatura independente e um espirito proprio que o filme consegue ter embora a narrativa e principalmente os enlaces da mesma sejam por vezes exagerados na tentativa de lhe dar um exprimentalismo que tira alguma expressão a historia em si.

Claro que temos um filme cru, um filme sobre os submundos que nos são entregues aos poucos. Na maior parte do tempo vimos um filme que deambula a um ritmo rapido, que esconde peças para se fazer funcionar e quando assim é fica a ideia clara que se trata de um filme que podia ir mais longe. E inequiveco que é um filme com impacto, um filme que quer ter na sensualidade uma arma, mas fica a ideia que a historia não é tao impactante, principalmente porque o lado real de como foi contado, pelo Twitter perde algum impacto,

Ou seja um filme que mais do que o que transmite em si, vale pelo seu proprio contexto. Um daqueles filmes pequenos, independentes que tem uma historia subjacente que o torna mais relevante algo que de outra forma por aquilo que realmente o filme é poderia ser escasso para este nivel de mediatismo.

A historia fala de uma aventura contada em twitter de uma empregada de mesa que embarca numa viagem por clubes de strip com uma bailarina, o namorado desta e um chulo, numa aventura cheia de peripécias onde dolares foram ganhos e alguns riscos corrido.

A historia de base do filme não é propriamente diferente da maioria que encontramos nas road trips e nos filmes de aventuras. As personagens são basicas e com procedimentos muito proprios, as ocorrências acabam por também elas não serem particularmente mediaticas, mas o contexto real da-lhe um sabor especial.

Na realização Bravo é uma realizadora assumidamente independente que vai ganhando algum conceito neste particular circuito que define muito a forma da mesma filmar. Fica a ideia de que o filme e pensado para ter um impacto particular, mas ainda falta alguma arte para tornar a sua forma de filmar mais abrangente.

No cast as despesas sao pagas por um duo de jovens actrizes que fornecem aquilo que as personagens merecem. Maior destaque para uma jovem Keough que vai ganhando cada vez uma dimensão maior que se calhar já merecia mais protagonismo.


O melhor - O contexto da historia

O pior -No filme isso ficar algo despido


Avaliação - C

Thursday, July 22, 2021

Space Jam: A New Era

 Vinte e cinco anos depois de Micheal Jordan e os Looney Toons nos trazerem uma aventura que misturava o mundo da nba com o Looney Toons, num estranho filme mas que ficou na retina de quase toda a gente, eis que surge uma nova sequela com a inovação da evolução tecnologica, com os bonecos de sempre e com uma nova estrela do basquetebol americano, neste caso lebron James. Se as ambições do filme eram legitimas criticamente o filme foi um descalabro com avaliações muito negativas, onde nem o lado vintage do primeiro filme safou o resultado critico deste. Comercialmente com a estrategia de estreia partilhada entre cinema e hbo max os resultados foram modestos, muito por culpa da ma publicidade de uma critica negativa.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue em quase tudo os parametros do primeiro filme com a diferença que nos leva para o mundo dos videojogos o que tira a essencia completa do basquetebol ao jogo, e ai temos mais um espetaculo de truques de jogos de computador do que o basquetebol, o que o filme acaba por querer devido ao conflito central pai e filho. Mas esta escolha é confusa, retira algum romantismo do primeiro filme, e principalmente nao da qualquer tipo de espaço aos Looney Toons.

Outro dos problemas bem claros do filme e a confusão de tentar tornar tudo tecnologicamente de ponta, isso tira o carisma dos bonecos, não permite algumas das curiosidades da animação simplista do primeiro filme, e depois basicamente percebemos e uma serie interminavel de tudo o que é personagens da Warner a marcar presença, na clara concentração da produtora, que pisca o olho do primeiro ao ultimo minuto aos seus maiores sucessos dos ultimos tempos.

Por tudo isto este Space Jam parece ter tudo para falhar, quer na narrativa, quer na descaracterização dos Looney Toons passando por um Lebron que nao tem minima competencia para ser actor, este e um mega projeto com todos os ingredientes para falhar o que acaba por acontecer em toda a linha. Se o primeiro filme nao era brilhante mas ainda tinha uns laivos de espontaneidade, este e uma mega estrutura pouco competente e mal articulada.

A historia segue desta vez a mega estrela Lebron James, em conflito de planeamento do futuro com o seu filho, que se vê embarcado com este no submundo da Warner, onde tem de lutar contra o poder de um algoritmo que quer nada mais nada menos que sequestrar a estrela para o tornar a presença comum nos seus projetos.

Em termos de argumento a junção de basquetebol, cinema e evolução informática num filme que se quer simples, torna tudo uma salgalhada que o filme nunca consegue resolver. Mais que isso todos os exagerados entalhes narrativos faz perder algum norte mesmo no humor que um filme como este exige. Salva-se alguns apontamentos curiosos a outros filmes da Warner.

A aposta para a realizaçao deste mega projeto foi entregue a Malcom D. Lee um realizador afro americano habituado a filmes comedia para um publico alvo especifico, que tem aqui um projeto bem maior que ele. Tecnologicamente o filme tem recursos mas nunca consegue dotá-lo de uma assinatura propria.

Um dos grandes problemas do filme reside acima de tudo em Lebron, se Jordan tinha poucas competencias como actor, acho que James torna essas limitações ainda mais claras, principalmente quando por vezes tem que contracenar com um Cheedle experiente, embora incompreensivel como aceitou uma personagem tal absurda


O melhor - Os apontamentos a outros projetos da Warner

O pior - A descaracterização total dos Looney Toons


Avaliação - D+



Tuesday, July 20, 2021

No Sudden Move

 Steven Soderberg e sem duvida nos ultimos anos um dos realizadores mais hiperativos lançando diversos projetos nas diferentes aplicações de streaming, sendo que ultimamente esta aposta esta mais centrada na hbomax. Este filme de gangsters sobre a industria dos combustiveis com um elenco recheado acabou por conquistar na critica onde o realizador nos ultimos tempo tem estado em melhor plano. No que diz respeito ao valor comercial, num verão onde muitos dos filmes de grande estudio foram lançados em aplicações fica a ideia que este não será propriamente o filme com maior valor comercial a ser lançado.

Sobre o filme, podemos dizer que mais que uma figura de filmes de eleição Soderbergh e um realizador que gosta de experimentar diferentes formas de nos dar imagens, o que acaba por ser bem vincado mais uma vez neste filme, nas escolhas que faz de acompanhar os personagens. Em termos narrativos temos uma intriga densa, complicada, que para pena dos espetadores o filme nunca consegue simplificar tornando quase sempre tudo demasiado emaranhado para incutir a intensidade que estas intrigas necessitam de ter.

Os jogos de avanço e recuo são mais que muitos ao longo de toda a duração do filme, a ideia que acima de tudo ficamos é que o filme tem subjacente a si, um valor narrativo e mesmo historico da base da trama muito maior do que o filme consegue comunicar, porque o excesso de personagens, o pouco tempo das mesmas no ecrã acaba por ser demasiado confuso para um filme tão recheado de twists para que no final o impacto seja o desejado.

Fica a ambiçao de um realizador que nos parece não estar para projetos faceis, que dia apos dia, arrisca mais chamando aos seus filmes menos obvios elencos de primeira divisão, mas cujo resultado final ainda não atingiu o nivel de importancia que registe de uma vez por todas Soderbergh de volta as obras de referencia que ja teve no passado.

A historia fala de dois criminosos que tentam efetuar um plano de extorsão de dinheiro envolvendo altas patentes do poder politico e da mafia do local onde estão, mas que se percebe que rapidamente os planos são bem diferentes e o que hoje e acordado amanhã pode sair fora.

Em termos de argumento e obvio que um filme com tantos entalhes narrativos não é facil de funcionar ou de ter o impacto desejado. Parece que o filme deveria encontrar alguns metodos de simplificar que nao consegue e isso faz com que mesmo as personagens não tenham espaço de crescer, já que rapidamente tudo muda.

Como realizador temos o exprimentalismo de um Soderbegh que nao so inova na sua arte de captar imagens como também acaba por nos dar diferentes estilos de filme a cada obra. E claramente uma figura unica, mesmo que o seu numero elevado de filmes nem sempre resultem num numero semelhante de obras de referencia.

No cast o excelente naipe de actores e muito condicionado pelo pouco desenvolvimento dos personagens. Fica na retina um Del Toro e um Cheadle sempre competentes, que tem o filme entregue a ambos, os quais posteriormente passeiam por um leque de secundarios conhecidos mas longe de grandes prestações-


O melhor - O risco de tantos avanços e recuos.

O pior - A confusão que o filme se torna


Avaliação - C+



 

Monday, July 19, 2021

The Forever Purge

 Desde o lançamento do primeiro filme que a saga Purge se tornou numa das mais ativas no terror, conseguindo mesmo ultrapassar a cadência que por exemplo Saw conseguiu ter. Quando pensamos que ja tinhamos visto tudo surge um novo registo desta vez onde a purga ultrapassa as doze horas e torna-se a realidade do pais. Em termos criticos este adaptaçao manteve a mediania da maioria da saga. Comercialmente o pouco risco e acima de tudo a saudade dos espetadores pelo cinema fez com que os resutlados fossem positivos neste regresso aos cinemas.

Sobre o filme eu confesso que a ideia do primeiro filme e interessante, não so na sua dimensão social mas acima de tudo pelo impacto psicologico que a ideia consegue ter. Contudo com o lançamento de filmes tudo se tornou num continuo lançamento de filmes que repetiam a ideia com pouco orçamento que tornou tudo demasiado obvio. Aqui temos uma pequena alteração que contudo é feita de uma forma demsiado simplista para fugir a mediocridade dos filmes mais recentes.

Basicamente o filme e extremamente redutor pese embora ambicione ser mais, ao mudar os fundamentos basicos  dos outros filmes, mas torna-se apenas num road trip das personagens centrais a procura da salvação e sempre no limite da sobrevivencia. O filme nao procura mais que isso, e mesmo em termos de mortes e abordagem da realizaçao vai sempre menos minimo exigido.

Por tudo isto e apesar do argumento alterar o filme e mais do mesmo em termos dos ultimos volumes da saga aqueles que ja tem poucos objetivos de renovar ou trazer elementos novos, mas sim tentam capitalizar em dolares o que a mensagem e ideia do primeiro filme ja fez.

A historia segue um casal de mexicanos a procura do sonho americano e uma familia rica do texas que tem de se juntar na aventura de viagem ate ao Mexico depois dos EUA entrar em guerra depois de um grupo continuar a purga para sempre.

Em termos de argumento a ideia de base altera bastante o filme mas o filme cinge-se a essa alteraçao não procurando mais elementos novos. De esto o lado redutor de tudo  o que vimos nos filmes mais recentes, poucos dialogos, pouca inovação narrativa e personagens quase inexistentes.

Na realizaçao a batuta foi entregue a Everardo Gout um realizador essencialmente de televisao a quem foi dada esta oprtunidade num estilo que normalmente tem pouco impacto. Ele consegue criar o contexto de terror psicologico muito por culpa da ideia, mas depois mais do mesmo, num filme que nao e o que faz crescer realizadores.

Também no cast com o passar dos episodios cada vez menos sao os nomes sonantes que o filme consegue chamar a si. Temos aqui alguns actores conhecidos mexicanos a encabeçar o filme e alguns secundarios em baixo de forma vindos de Hollywood que cumprem os propositos porque o filme nada exige.


O melhor - A introdução de uma ideia nova.

O pior - O filme em tudo o resto ir diminuindo a sua valorização


Avaliação - D+