Uma das curiosidades do cinema foi sempre nunca ter adaptado com qualidade os classicos de Enid Blyton ao cinema não obstante de ser uma das mais conhecidas escritoras infanto juvenil da historia. Certo e que muitas das historias sobre juventude estão desatualizadas mas a forma como preencheram o espaço de uma geração crescida poderia dar algum mercado. E neste prisma que surge este filme para tentar recriar esse momento num dos livros com mais fantasia. Criticamente ficou-se pela mediania e comercialmente teve resultados interessantes mas sem se conseguir impor no cinema americano.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme que poderia ter sido lançado a trinta anos e que se calhar tinha um impacto bem maior do que consegue neste filme. A fantasia por si so, a forma como as coisas se resolver, a utopia de boas maneiras acaba por ser aspetos longinquos e o filme nao consegue ultrapassar com mestria essa barreira do tempo.
Mas e apenas ai que tem dificuldade, mesmo sendo um filme claramente infantil, tem bons cenarios, mundos bem criados, personagens esteticamente bem desenhados e faz a fantasia fluir sem muita originalidade, presa a historias simples, mas que transmitem bons sentimentos num estilo britanico e encaixa e bem naquilo que o filme quer ser.
Por tudo isto um filme que cumpre o seu objetivo, num momento em que as crianças de hoje tem imensos conteudos exagerados, irreais alguma fantasia positiva simples, sentimental faz bem mesmo que fique sempre a ideia que o filme procura mais o revivalismo dos mais velhos do que obter para si novos adeptos para o estilo de Enid.
A historia segue uma familia que aposta reencontrar a sua forma de vida num vilarejo pequeno, para tentarem efetuar uma criaçao de tomates para um molho de massa. Tudo fica mais estranho quando os mais pequenos entram dentro de um bosque e encontram uma arvore que acaba por ser o passaporte para mundos encantados.
O argumento do filme potencia quase sempre a fantasia simples, mundos utopicos, personagens simplistas, numa narrativa de mensagens simples, facilmente resolvidas. Um revivalismo para quem foi gostando da autora mas pouco mais.
Na realizaçao temos Ben Gregor um realizador britanico ainda local, que da ao filme os elementos essenciais como cor e magia. Fica a sensação que poderia ser mais artistico mas acaba por cumprir os objetivos esteticos. E nesse tipo de filme que ficamos com a sensação de um cinema antigo para os miudos de hoje ou de ontem.
No cast personagens demasiado plasticas para os objetivos. GArfield num bom momento acaba por ser um pouco circular neste filme. Foy encaixa melhor no projeto pelo menos numa postura mais moderada, deixando os mais jovens comandar. Nos mais pequenos funciona a simbiose entre eles sem um particular sublinhado.
O melhor - A magia de outros tempos
O pior - A forma como o filme tera sempre dificuldade em agradar os miudos de hoje
Avaliação . C+

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