Wednesday, September 28, 2022

Bodies Bodies Bodies

 Numa altura em que o cinema se prepara para a luta pelos premios, Agosto e Setembro são sempre meses de projetos mais arrojados, mais divididos entre aquilo que é a ambição comercial sem nunca descuidar a valencia critica, já que e um periodo onde os resultados comerciais não são tanto exigidos. Este filme de terror acabou por ser uma experiencia com alguns actores ja com alguma mediatismo e o risco necessário a um projeto irreverente. Criticamente as coisas correram bem com avaliações muito positivas em face do género, sendo que do ponto de vista comercial o filme começou devagar mas acabou por recolher os frutos com resultados consistentes tendo em conta a expetativa inicial do filme.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme de terror com diversas personagens fechadas num espaço, muita loucura, muito alcool e uma serie de acontecimentos e mortes a acontecer. O filme joga inicialmente bem na irreverência de cada personagem de forma a transmitir ao espetador que qualquer uma delas podera ser a autora do que vemos. Outro dos apontamentos que o filme faz bem são os movimentos esteticos das personagens que permite termos um filme de terror colorido e assustador ao mesmo tempo.

Outro dos pontos que funciona no filme, é a narrativa e a sua conclusão. Embora a determinada altura possamos suspeitar da forma como tudo ocorre e o filme afunilar constantemente a forma inteligente como o filme se conclui e uma agradavel surpresa daquelas que tornam um filme mediano num filme agradavel, o qual depende do seu final, mas onde consegue que essa dependência seja um ganho efetivo do projeto.

Por tudo isto não sendo uma obra prima em face do genero e do alcance curto que o filme acaba por ter, e um filme divertido, curioso, que nos prende e nos surpreende com o seu peculiar final. Nao e daqueles filmes que marcam, mas num estilo cada vez mais preenchido por filmes de qualidade duvidosa o resultado acaba por ser satisfatorio.

A historia segue um conjunto de amigos com muitos problemas em aberto que se juntam numa casa com piscina. Tudo piora quando começa um jogo que se torna numa realidade no momento em que as personagens começam a morrer e lança no espetador a questão "quem e o assassino?" (sic).

No que diz respeito ao argumento a base e de um filme serie b de terror juvenil, mas a execução e principalmente a forma como o filme consegue ir buscar uma conclusão original e surpreendente faz com que o filme e a historia resulte.

Na realização Reijn é uma atriz e realizadora holandesa, que tem sido premiada em alguns festivais de menor dimensão, mas que acaba por ganhar alguma dimensão neste filme, pela abordagem atual, colorida e de terror que consegue ter. Nao e o melhor genero para o curriculo mas quando funciona pode ser uma surpresa agradavel

No cast Stenberg e Bakalova sao actrizes ja com algum mediatismo que dominam o filme com a intensidade que o filme exige. Nao e no terror que habitualmente temos os pontos mais intensos de interpretaçao mas o filme consegue aproveitar os recursos de ambas para imprimir intensidade.


O melhor - O final-

O pior - A base e um filme de terror juvenil


Avaliação - B-



Sunday, September 25, 2022

Delia's Gone

 Este filme canadiano que acabou por ganhar algum espaço em termos de distribuição americana, trás-nos alguns actores com algum mediatismo num policial no interior norte americano em busca da verdade associada ao homicidio de uma mulher sob o ponto de vista de um irmão com espectro autista. Criticamente o filme nao correu bem com avaliaçoes muito proximas do terreno negativo. Por sua vez comercialmente o filme nao existiu ja que apenas foi visualizado em contextos muito especificos sem qualquer tipo de expressao comercial.

Sobre o filme podemos começar por dizer que começa logo a ter dificuldades na caracterizaçao central da personagem. Os maneirismos a forma como o filme vai balançando um lado em que realmente parece ter sintomas associados ao diagnostico com outros em que parece totalmente normal, aos cinco minutos de filmes ja estamos totalmente irritados com a construçao central da personagem e sendo um filme de personagem as dificuldades começam ai.

Mas tudo ainda se torna pior quando surge os dois secundarios, concretamente uma dupla de policias com um estilo de movimento e de falar estranhisissimo que nos conduz logo para uma perceçao da conclusão da historia e nos faz perguntar muitas vezes o porque destas personagens e destas formas de interpretar, que conduzem a uma investigação policial sem qualquer intensidade, sem nenhuma intriga e mais que tudo sem qualquer tipo de desenvolvimento.

E tudo acaba numa resolução cinzenta, sem qualquer impacto, indiferente para aquilo que todos vimos. Num dos piores policiais dos utlimos anos, que parece nunca acertar, nas personagens, no estilo mas acima de tudo perde por ter um argumento que acaba por ser ridiculamente fraco.

A historia segue um individuo com sindrome autista que acaba por perder a irma, acabando condenado pela morte da mesma, ate ao momento em que tenta investigar o que realmente teve na origem da morte de tal familiar e o leva a uma conclusao diferente da que foi condenado.

E no argumento que reside os primeiros e grandes problemas do filme. Personagens mal construidos, presos a maneirismos sem qualquer sentido ou significado, e uma intriga policial pouco desenvolvida, previsivel e de pouco impacto, um desastre.

Na realizaçao Budreau em alguns circuitos ate era um realizador com algum conceito que tem aqui o seu projeto mais fraco a todos os niveis. Isso e muito baseado na pessima historia e nas pessimas interpretaçoes, mas tambem a realizaçao nunca encontra a toada perfeita para a historia que quer contar.

No cast um desastre, as interpretaçoes principalmente de James e Tomei, sao das piores do ano, maneirismos fisicos sem qualquer sentido, acabam por danificar por completo as personagens dos primeiros aos ultimos minutos, causando dado ao impacto do filme. E estranho tendo em vista serem actores que ja provaram ter atributos para muito mais.


O melhor - A pouca duraçao

O pior - As duas interpretações centrais


Avaliação - D-



Wednesday, September 21, 2022

Beast

 Numa altura em que se prepara os projetos com mais esperança em termos da temporada de premios, eis que começam a surgir os projetos intermedios. Nesse sentido saiu este Beast de um realizador conhecido pelo impacto estetico e realista dos seus projetos. Em termos criticos Beast ficou-se por uma mediania que não lhe deu esperanças de grande impacto. comercialmente Beast pese embora não tenha tido um impacto muito relevante acabou por ter resultados com alguma consistencia.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme simples, de sobrevivencia sem grande impacto narrativo, com um objetivo muito concreto de tentar sublinhar-se nas reais e intensas sequencias de luta entre os humanos e o animal. Nesse particular reside o unico elemento diferenciados onde o filme tem realmente impacto mas isso acaba por nao esconder um vazio narrativo que se limite em colocar personagens num contexto selvagem e de luta ao longo da hora e meia de duração.

Estando totalmente vazio o filme em termos narrativo, tudo estava centrado no aspeto visual do filme, onde o filme embora seja competente, não me parece no entanto ter uma capacidade diferenciadora que leve o filme a ter uma qualidade superlativa. Fica mesmo a sensação que não se consegue perceber a forma como o filme fica tão isolado no seu formato estetico para algo tao simplista, tornando-se num filme basico sem grande relevancia a procura de dolares faceis.

Ou seja um filme mediano, que acaba por tecnicamente ser bem executado sem nunca ser fantástico, mas cuja historia e desprovida de qualquer tipo de força, limitando-se a uma luta pela sobrevivencia de quatro personagens, com muitas lutas mas pouco conteudo de personagens e mesmo de conflito entre as mesmas.

A historia segue uma viagem a africa de um pai e duas filhas, os quais encontram um amigo de infância e acabam por ir visitar o habitat natural da selva. Ate que tem que lutar contra um leão enraivecido que colocara em causa a sobrevivencia de todos.

Em termos de argumento muito pouco. O filme não tem uma linhagem narrativa minimamente profunda nem personagens muito trabalhadas. Tenta explorar o presente e futuro de uma dinamica familiar que se torna totalmente consumida pela luta total contra o animal, num claro vazio.

No que diz respeito a realizaçao Kormakur e um realizador de realismo, ja tinha impressionado com Everest o seu filme mais competente. Aqui tem esse objetivo mas o realismo fica mais pequenino do que talvez a perceçao inicial que o mesmo teve do que o filme iria resultar. Denota-se empenho e ritmo mas o filmes tem de ter naturalmente mais sumo para terem outro impacto

No que diz respeito ao cast Elba tem ritmo de heroi de açao, tem impacto e encaixa principalmente nas sequencias de luta embora o filme nada peça mais. Ao seu lado um Colpey sempre com algum carisma embora numa personagem pouco aprofundada.


O melhor - Ainda assim as sequencias de luta

O pior - O filme acaba por ser algo vazio narrativamente.


Avaliação - C



Tuesday, September 20, 2022

Where the Crawdads Sing

 Esta adaptação de um dos "best sellers" mais mediáticos dos últimos anos, acabou por ser um dos acontecimentos cinematograficos do ano, com a produção de Reese Whitherspoon. Como a maior parte das adaptações literarias podemos dizer que o filme não convenceu a critica com avaliações algo medianas, sendo que comercialmente principalmente nos EUA, o filme capturou a atenção dos fas do livro e obteve consistentes resultados de bilheteira.

Sobre o filme podemos dizer que é um thriller que nos processos, acaba por ser simplista. Introduz a intriga e os personagens, para depois nos dar a conhecer a historia com flashbacks que nos explicam a personagem central, que nos conduzem a grande empatia com a mesma. Isso acaba por ser bem trabalhado no filme principalmente do ponto de vista emocional, com o ritmo novelesco, embora sem grande complexidade.

Alias o filme e em quase tudo simplista, nas personagens, nos lados bons e maus de cada um deles, na forma como as personagens acabam por ocupar sempre de um ponto de vista pouco dinâmico os seus espaços, preparando o filme para o desevendar da personagem e para a sua conclusao. Embora a mesma seja previsível o impacto causado e a explicação funciona.

Ou seja um filme thriller simples, sem grandes metodos ou mesmo sem grandes artefactos, que deixa a historia se desenvolver, contando-a de uma forma quase novelesca. Nota-se a preocupação de esconder e tentar demonstrar a personagem central, embora fique a ideia que isso acabe também por a esconder. E um filme com intensidade emocional embora nem sempre o saiba equilibrar da melhor maneira.

O filme fala de uma jovem a qual cresce sozinha apos ter sido abandonada pelos pais, que acaba por ser indiciada pela morte de um ex-amante, e que conduz a um julgamento que mais do que uma analise casuistica acaba por ser a analise que toda a sociedade e comunidade tem daquela estranha pessoa.

A historia embora simplista e novelesca, parece contar uma historia interessante com um correto balanço e equilibrio emocional. Fica a ideia que nada e demasiado inovador na historia e no desenvolvimento da historia embora acabe por funcionar nas suas limitaçoes

A realizaçao de uma quase desconhecida Olivia Newman e simples, introduz bem a questão rural do espaço do filme, embora fique a ideia que por sua vez, não tem muita arte ou o filme acabe por trabalhar em demasia essa vertente. Embora tudo isso e um trabalho meritório para alguém a iniciar carreira.

No cast Edgar Jones e uma das meninas do momento, que acaba por ter os dois atributos que a personagem necessita concretamente o lado inocente e o lado explosivo. fica a sensação que a atriz tem mais atributos do que o filme explora. Os secundarios ficam ou pouco escondidos e o filme não e particularmente pródigo nas suas interpretes.


O melhor - O final

O pior - O filme denuncia o mesmo


Avaliação - C+



Saturday, September 17, 2022

Emily The Criminal

 Para alguns atores do circuito mediano afirmarem-se na primeira linha do cinema nunca é facil, e Plaza e uma dessas atrizes que acaba por ter alguns fas no que diz respeito ao seu lado mais indie mas nunca foi o suficientemente mediatica para ser uma escolha habitual das maiores produções, o que a leva a arriscar mais. Este ano encabeçou este Thriller policial no submundo do crime, que ate conseguiu boas avaliações criticas e algum sublinhando em festivais menores. Comercialmente fruto desta boa receção acabou por ultrapassar a barreira do milhão de dolares sempre importante.

Sobre o filme temos um filme de ação rapida sobre a forma de sobreviver de uma personagem cujo percurso criminal lhe impede de regular a sua atividade profissional e a qual acaba por se adaptar ao lado marginal. O filme acaba por ser interessante no tipo de crime que escolhe embora a forma como o filme se desenvolve quase o caracteriza como um crime sem vitima o que acaba por nao ser assim. Nisso o filme acaba por nem sempre ser rigoroso na forma como define ou caracteriza o que e feito.

Mesmo assim o filme tem detalhes interessante
s, como a facilidade de celulas angariarem mulas, da escalada do estilo de crime, da facilidade de obter dinheiro que de outra forma e impossivel. O filme tem estes elementos bem presentes não abandonando o lado amoroso e de Bonnie & Clyde que o filme também quer ser e onde acaba por ser mais do mesmo, ate na sua conclusao.

Ou seja nao sendo um filme de primeira linha, nem nada que se pareça, e um filme competente para meia hora de cinema facil de ver. Acaba por ter em Plaza o lado rebelde que o filme quer ter na personagem embora na abordagem esse risco acabe por nao existir e termos um filme quase pensado para televisao.

A historia fala de uma aspirante a artista que depois de ver diversas portas a serem fechadas, conduz o seu espirito rebelde para o mundo do crime onde se associa a alguém cuja vida também o direcionou para aquele beco sem saida.

Em termos de argumento a narrativa central está longe de ser particularmente original, principalmente na fuga para a frente de uma dupla romantica. E no contexto que o filme marca pontos, quer pelo tipo de crime, atual, e nem sempre presente no cinema, e mais que isso na critica social ao mundo empresarial atual

Na realizaçao Patton Ford e um desconhecido completo que surge aqui com um filme que funciona melhor no argumento do que no aspeto quase telefilme com que acaba por ser em termos esteticos. Fica a ideia que existia espaço para mais risco, principalmente num filme com o selo independente. Contudo a critica gostou e pode ser inicio de uma carreira com mais luzes.

No cast Plaza encaixa bem no lado rebelde e desorientado que a personagem quer ter. Nao sendo uma personagem exigente, já que encaixa na imagem habitual da atriz ela é competente e intensa neste estilo. Ao seu lado um Rossi, que ao contrario do habitual lado duro unidimensional está ligeiramente mais domesticado e parece sair melhor nesta dualidade.


O melhor - Alguns dos temas atuais que o filme trás num filme basico de ação.

O pior - O lado Bonnie & CLyde do filme e pouco trabalhado


Avaliação - C+

Get Away if You Can

 Este pequeno filme seria completamente incognito se Ed Harris não marcasse presença e conduzisse a uma distribuição ainda que pequena de um projeto pessoal, totalmente assumido por Dominique Braun e Terence Martin. Pese embora todo o caracter pessoal e intimista do filme, algo que habitualmente até costuma ser do agrado geral da critica, eis que neste caso não foi avaliações muito negativas que se tornaram ainda piores consoante o pouco publico ia vendo o filme, o qual não existiu em termos comerciais.

Sobre o filme temos uma historia de amor, de conflitos familiares e uma viagem de barco de forma ao casal encontrar a formula para resultar que acaba por ser despir a relação de toda a bagagem. O filme até podia ter uma ideia interessante e percebe-se onde quer chegar com alguma lógica, o problema e o processo que conduz a que a 1h10 de de filme tudo esteja cumprido e o caminho até lá é longo e muitas vezes penoso, porque as personagens não tem qualquer tipo de interesse e logo não fortifica minimamente a relação.

Também a forma do filme de organizar com demasiados flashbacks que tentam resumir tudo antes ate ao ponto em que nos encontramos, até poderia ser uma solução viável, caso a forma como o filme potenciasse o presente fosse algo logica e não uma separação e sofrimento dividido entre uma ilha e um barco até ao reencontro final e a conclusão biblica que tem tanto de simbólica como de estapafurdia.

Por tudo isto um filme super independente de serie B, muitas vezes realizado e filmado com um grande nivel de amadorismo. Na base uma historia de amor igual a tantas outras marcada pelo destino e pelo contexto, e que acaba rapidamente, repetitiva e sem qualquer tipo de aspeto que se torne minimamente funcional. 

A historia segue um casal em alto mar, com claras dificuldades em funcionar em conjunto. Tudo fica mais claro quando o elemento feminino do casal sai do barco e dirige-se para uma ilha deserta, ate que conhecimentos mais dos mesmos em flashbacks e percebemos que aquele estado é fruto do contexto de ambos.

Em termos de argumento uma pura historia de amor, pouco trabalhada, com os flashbacks recheados de cliches e o presente repetitivo nos argumentos. Tudo e mais absurdo quando a historia se esgota a hora de filme, porque as personagens não tem mais para dar, o que demonstra o vazio narrativo em questão.

A dupla de protagonistas e argumentistas, são tambem os realizadores os quais filmam quase com amadorismo, num filme com pouco orçamento, num projeto individual que talvez devesse ficar como uma experiencia do casal e nada mais.

Tambem como interpretes e claro que nenhum dos dois sente-se confortaveis a atuar, no caso de Braun ate se compreende já que e o inicio de ambos, num projeto completamente a dois, e que provavelmente ficara por ai. Questiona-se como convenceram Ed Harris a alinhar nisto


O melhor - A hora e dez o filme acabou

O pior - O amadorismo total em todas as vertentes


Avaliação - D-



Summering

 Apresentado na ultima edição de Sundance, este pequeno filme sobre a amizade e cumplicidade na pre adolescencia feminina, trazia a expetativa de um regresso à base do realizador James Ponsoldt, depois de um inicio de carreira onde o seu caracter intimo e quase puro ganhou muitos adeptos. Este filme acabou no entanto por não ter o mesmo tipo de receção, com avaliaçoes muito medianas que tiraram qualquer expetativa de impacto que o filme poderia ter. Na falta de figuras de primeira linha, o nivel comercial do filme também era naturalmente diminuto dai que os quase inexistentes resultados comerciais acabaram por ser obvios.

Sobre o filme podemos começar por dizer que no lançamento e na introdução nota-se a influencia clara de filmes como Stand By Me ou mesmo Sleepers na forma como coloca diversas personagens no inicio da adolescencia juntas, com personalidades diversas preparadas para uma nova fase da vida. Esta introdução poderia levar a pensar que o que tinha a seguir, se não original seria uma boa homenagem ao que ja foi feito mas tal não acontece.

O filme perde-se entre os lados individuais de cada personagem, os conflitos familiares o ponto de rutura nas relações, mas ao mesmo tempo tem um ponto de investigação que também não resulta bem ja que rapidamente e abandonado pelo espetador. Para alem do mais toda a envolvencia e totalmente desconetada com a realidade como a reação das menores perante um cadaver ou pior ainda a forma como manuseam a arma. Tudo no desenvolvimento narrativo acaba por nao seguir o inicio do filme e o filme vai-se perdendo.

E acaba por finalizar rapido, sem concluir muito. No final sobre a amizade e o filme abandona muitas das pontas do filme para no final dizer que as personagens sao unidas nas diferenças e seguiram juntas e felizes, e aqui fica a ideia que o inicio ja exibia e que todo o percurso do filme acabou por ser desnecessario para essa premissa.

O filme fala de quatro amigas em final de férias preparadas para um novo percurso escolar, que numa das brincadeiras acabam por descobrir um cadaver, tendo todas apostado em descobrir o que levou aquela pessoa aquele local, ao mesmo tempo que se debatem com problemas familiares.

Em termos de argumento para alem da influencia de alguns filmes juvenis que foram sendo miticos ao longo dos anos na historia em si muito pouco de novo. O filme parece divagar no foco do filme e acaba por nao primazia a nenhum dos elementos acabando a ideia por se perder.

Na realizaçao Ponsoldt e um dos realizadores jovens que se esperou muito mais na concretização da sua carreira. Temos momentos bonitos, de união, e ligação à paisagem mas o argumento acaba por limitar a força de um filme que para funcionar tinha de ter na historia o seu maior acelerador. Nao me parece caminhar para a expetativa criada.

No cast um filme com uma serie de jovens ainda a ganhar espaço, pouco ou nada conhecidas com personagens e interpretaçoes simples. Tambem nas mais velhas o filme, percebendo a pouca força das mesmas escolheu segundas linhas com papeis simples.


O melhor - A mensagem de amizade

O pior - O filme nao conseguir dar o foco em nenhum dos seus apontamentos introduzidos


Avaliação - C-



Marcel The Shell With Shoes On

 Lançado em 2021 mas com maior expansão neste 2022, este mix de animação e live action muito concetual transformou-se numa das perolas criticas do ano, pela sua originalidade e intimidade. E um daqueles filmes que foi ganhando dimensão no passa a palavra, mas alavancado por uma receção critica de excelência que já o levou a alguns premios, e levantou a questão se poderá concorrer ao oscar de melhor animaçao em face do seu caracter algo misturado. Comercialmente não sendo um claro filme com muitos objetivos neste ponto de vista foi ganhando o seu espaço e resultados normais em face de um filme claramente concetual.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme sobre pequenas coisas, o primeiro elemento que nos salta à vista, para alem do estranho de todo o conceito e a riqueza da produçao, os detalhes de cada momento de um projeto que durou mais de sete anos a ver a luz do dia. Nisso parece que o filme é detalhado para impressionar, ao mesmo tempo que narrativamente tenta acima de tudo ser carinhoso e ligar a personagem da concha ao espetador que é conseguido.

Um dos problemas do filme e que o seu estilo em monologo, com uma Jenny Slater a dar uma voz estranhissima mas que encaixa na personagem, acaba por saturar, e a hora e vinte que o filme tem acaba por se tornar algo lenta, algo grande demais, num estilo de filme que vai ganhando força com as curiosidades e com a sua riqueza emotiva mas que inevitavelmente acaba por adormecer muitas vezes e quando isso acontece o filme fica sem ritmo.

Mesmo assim um projeto original, com uma ideia de base arriscada que o excelente trabalho produtivo permitiu resultar numa longa metragem intimista, simples do ponto de vista emocional, com uma boa mensagem. Podera o ritimo demasiado baixo e o a lentidão de processos o tornar algo dificil de ver mesmo com uma duração pequena, mas isso não deixa de valorizar o trabalho do que nos e exibido, acima de tudo um projeto diferenciado.

A historia fala de uma concha que junto com a sua tia e um cão vivem num airbnb onde vao partilhando historias com diferentes pessoas, até que surge um jovem cineasta que leva a cabo a realização de um documentário sobre a forma de viver da concha.

Em termos de argumento e um filme de processos básicos, com alguns valores morais muito empragnados que o filme os quer tornar muito vincados. Na historia as coisas são simples, para alem de uma ideia totalmente diferenciada que sustenta o lado original do filme. Narrativamente tudo e mais simples.

Na realização e idealização do projeto Fleischer Camp tem um projeto de uma vida, depois do sucesso da curta. Um realizador com muito sucesso no lado mais independente do cinema que tem este como o seu projeto maior e mais visivel, e que aqui demonstra a sua capacidade de trabalho e criatividade num filme do ponto de vista de idealização brilhante.

No cast temos as despesas todas nas vozes de Slate e Rosselini, onde a primeira encaixa perfeitamente a voz na concha embora o seu caracter muito individualizado e presente ao longo do filme possa cansar. Rosselini tem menos tempo e dai mais eficacia.


O melhor - A originalidade e a forma impressionante do detalhe do filme.


O pior - O ritmo muito baixo


Avaliação - B-



Friday, September 16, 2022

Mack and Rita

 Diane Keaton é uma atriz consagrada que nesta fase da sua carreira tem dedicado o seu tempo em comedias de qualidade diminuida no qual ainda tenta demonstrar um espirito jovem pese embora esta já na casa dos 70 anos. Este ano surgiu este Big revertido que acabou por ser desprezado pela critica, a qual não deu grande relevo ao filme, sendo que comercialmente pese embora tenha conseguido alguma distribuição o resultado foi quase inexistente tendo em conta o numero de cinemas que estreou.

Sobre o filme podemos dizer que temos uma má comedia de domingo a tarde, daquelas que durante o tempo de exibição nos faz pensar que já vimos este conceito diversas vezes e na maioria das vezes com muito mais graça. O problema começa logo na base com a caracterização da personagem central. Um aspeto quase impossivel de existir que parece criado para depois potenciar uma Diane Keaton passear o seu estilo, que tenta ser jovem mas que nunca o é, numa comedia fisica sem qualquer tipo de graça.

Tudo o resto e completamente sem sentido, desde a reação das pessoas, de todos os dialogos, o envolvimento amoroso, tudo não faz quelquer sentido, e o absurdo da mudança e como tudo acontece acaba por tornar o filme numa disparatada comedia de baixo orçamento que serve essencialmente para preencher horario.

Resulta uma comedia de muito baixa qualidade que aposta tudo numa espontaneidade de Keaton como atriz de comedia que sinceramente me parece não existir. E de louvar a coragem de uma atriz com carreira feita apostar neste tipo de atuaçao, mas fica mal num curriculo com alguns titulos que ficaram na historia do cinema.

A historia fala de uma jovem que tem como sonho ser idosa, e que numa despedida de solteira transforma-se numa pessoa com 70 anos que pode assim descobrir o mundo sobre outro ponto de vista, e acima de tudo encontrar inspiração para o proximo livro que quer escrever

Tudo no argumento e fraco, a ideia, a base da ideia, o desenvolvimento narrativo, a falta de graça das personagens e dos dialogos, que transformam uma comedia simplista numa quase suplicio para o espetador.

Na realizaçao Katie Aselton volta a realização dez anos depois de um projeto mais pessoal que teve quase zero sucesso. Neste caso parece claro que o filme não exige grande realizadora, com os truques tipicos de comedia familiar que nao potencia qualquer carreira.

No cast é penoso os ultimos filmes de Keaton a tentativa de tentar ser jovem, a tentativa de ser uma actriz de humor fisico que nunca foi, torna-a perdida num circuito onde os veteranos deveriam ter um espaço de maior respeito. percebe-se melhor a presença de Elizabeth Lail uma jovem a procura de aparecer para ganhar algum espaço.


O melhor - Palm Springs e os seus espaços.


O pior - Esta fase de Diane Keaton


Avaliação - D-



Vengeance


 Este peculiar filme pensado do primeiro ao ultimo momento por BJ Novak tornou-se num relativo fenomeno critico o que lhe permitiu alguma expansão em termos de distribuição, potenciado por uma critica satisfatoria. Sem um elenco de primeira linha comercialmente os resultados foram normais, sem grande alarido para um filme que acabou por ter mais mediatismo do que sucesso.

Sobre o filme podemos dizer que temos uma comedia/Thriller cultural, onde a maior parte das suas virtudes está na forma como descreve e como faz a personagem nova iorquina entrar no regime cultural do texas mais rural com todas as suas tradiçoes e formas de ser. Nessa forma o filme funciona, não so nos momentos comicos que tras, mas acima de tudo na dualidade da personagem com o conceito que tambem trabalha bem, sendo uma refrescante comedia.

Onde o filme parece funcionar pior, porque tem dificuldades em mudar o chip para o cunho mais dramatico acaba por ser no lado policial, de Thriller de desvendar aquilo que acontecer e que o protagonista tenta descobrir. O espetador nunca entra nessa dinamica, como que aguardando que rapidamente o filme regresse ao estilo comedia de costumes, e nisso o filme fica algo partido.

Mesmo assim uma agradavel surpresa num ano que tem sido pautado por uma mediocridade de projetos. No lado comico temos originalidade, situações insolitas que funcionam no registo comico, e acima de tudo uma entrada total no texas mais interior com algumas explicações sobre tradiçoes. Pena e que o lado policial e de intriga acabe por se diluir na outra vertente do filme

A historia fala sobre um conceituado reporter nova iorquino que embarca para uma vila texana de forma a tentar perceber o que causou a morte de uma sua ex namorada, o que a leva ao contacto com os diferentes personagens da vida da mesma na sua vila natal.

Em termos de argumento o filme não tem propriamente uma historia ou uma abordagem diferenciada, contudo nos dialogos e no insolito de muitas situações o filme tem graça e acaba por surpreender nessa vertente. Parece claro que na intriga policial o filme tem muitas mais dificuldades em atrair o espetador.

BJ Novak e um ator que tem aqui o seu projeto a todo o nivel, tambem na realizaçao. Ele funciona na forma como nos faz entrar nas dinamicas da ruralidade texana sem grande aprumo do ponto de vista estetico Nesta estreia no cinema depois de algumas experiencias na televisao e uma boa entrada ainda que com formula simples.

No cast Novak e um protagonista que está fora do filme, mas isso parece ser deliberado no desajuste e funciona, ficando a duvida se tal é premeditado ou seria sempre assim. E um actor que encaixa no que o filme quer, mas parece ter sido sempre pensado para assim o ser. Nos secundarios apenas o encaixe na imagem do texas rural nos restantes e pouco mais.


o melhor - O lado comico do filme

O pior - A intriga policial nao e propriamente brilhante


Avaliação - B-

Paws of Fury: The Legend of Hank

 Em 2022 parece obvio que a animação ao contrário de outros anos parece mais silenciosa, com projetos mais circunstanciais das variadas produtoras, mas sem um explodir de projetos para todos os gostos que assistimos no final da decada passada. Aqui surge mais uma aposta que liga os desenhos animados, animais e artes marciais. Com uma toada claramente humoristica o filme não convenceu a critica e comercialmente o facto de nao ser uma estreia das maiores produtoras de animaçao também conduziu a um resultado comercial modesto.

Sobre o filme podemos dizer que ele até começa bem, num estilo tipico de um humor irreverente, mas rapidamente deixa essa irreverencia de lado para ser um apalhaçado filme de animaçao animal, onde temos os cliches tipicos dos filmes de artes marciais. O que torna tudo ainda mais aborrecido e a copia com claramente menos piada e meios do que a Dreamworks fez com o sucesso de Kung Fu Panda, numa versão menor dispendiosa mas claramente menos funcional.

O filme so a espaços recupera a irreverência cómica inicial mas acaba por ser nesses momentos que o filme resgata alguma diferenciação, ja que na maior parte das vezes é mais do mesmo, com a diferença que em termos humorísticos está muito longe de ser sequer um filme funcional, previsível e ao mesmo tempo pouco potenciado na sua estética.

Ou seja mesmo num período em que parece que a animação está algo adormecida surgem projetos em que deliberadamente temos uma tentativa simples de ganhar dinheiro fácil, com um projeto próximo de muitos outros que ja tinham sido feitos, com a aposta a ir para vozes reconhecidas e uns rasgos de humor completamente indiferentes ao desenvolvimento natural do filme, num filme abaixo da mediania.

A historia fala de uma pequena população de gatos que tenta sobreviver às investidas fortes de um povo mais forte e mais rico, que fica sem o samurai de defesa que garantiu sempre a sua independência e tem de encontrar um substituto, contudo o candidato mais natural acaba por exibir atributos para tudo menos para a função.

Em termos de argumento o filme vai buscar uma copia de outros filmes que foram sendo lançados ao longo do tempo em que as artes marciais se unem a animais, com as piadas e os maneirismos de sempre num claro hino a previsibilidade.

Em termos de realizaçao o projeto acaba por ser assinado por um conjunto de realizadores com experiencia em funções de animaçao em projetos maiores, que aqui tem o resultado minimo garantido, numa produção de segunda em termos de animaçao que serviu essencialmente para arranjar algum espaço.

No que diz respeito ao cast de vozes, acabou por ser a grande aposta do filme, com figuras conhecidas com vozes facilmente reconhecidas que encaixam perfeitamente nas personagens que são atribuidas. Acaba por ser o ponto onde o filme é mais feliz com destaque para as escolhas de L Jackson e Gervais


O melhor - O cast de vozes


O pior - Um claro parente pobre de ;Kung Fu Panda


Avaliação - C-



Tuesday, September 13, 2022

Nope

 Jordan Peele conhecido humorista norte americano tornou-se numa referênncia como realizador depois do sucesso instantaneo de Get Out, ao qual se seguiu um também bem conseguido Us, e que agora trazia mais um filme de terror, designado de Nope, sempre dentro da comunidade afro americana e com diversos pontos de debate racial. Este Nope acabou por estrear novamente com uma boa avaliação critica, elogiando a capacidade de Peele fazer terror com o desconhecido. Comercialmente embora longe do sucesso do primeiro filme voltou a obter resultados consistentes.

Sobre o filme desde logo eu que fui adepto principalmente de Us, fiquei algo desiludido com a narrativa algo difusa do filme. Abre o jogo sobre o que causa tudo o que vimos, mas a resposta simplista, e os exagerados silencios acabam por fazer um filme que se queria intenso adormecer, sendo que a intriga e as personagens nunca são suficientemente apelativas para segurar o lado estetico competente de Peele.

E inequivoco que Peele tem uma forma muito particular de efetuar os seus filmes, principalmente na forma como o mesmo crias suspense, esconde o jogo, nos deixa algo perdidos naquilo que estamos a ver, sempre com um bom sentido estatico e com mudanças de ritmo constantes. Mas aqui fica a ideia que algo diferente acaba por acontecer porque quando nos e desvendado tudo, não ficamos preenchidos, ficamos algo indiferentes ao produto final e isso é claramente um defeito do filme.

Assim, um filme diferente mas que é na minha otica claramente inferior a tudo o que Peele nos tinha dado ate agora. Alias o filme acaba por ser basico se esvaziarmos a componente estetica. Sobra o lado populista da procura do sucesso na adversidade mas não me parece que isso seja minimamente suficiente para nos exibir um filme diferenciado ou que nos fique na retina pelas melhores razões.

O filme fala de dois irmãos herdeiros de uma criaçao de cavalos que acabam por perceber a presença de algo estranho no ceu proximo do seu rancho que acaba por levar a uma serie de acontecimento estranhos os quais tentam captar de forma a fazer provar a existencia de ovnis.

Em termos de argumento temos uma mistura do horror e de filmes de extra terrestres que acaba por ser demasiado silencioso tornando o filme algo vago e desligado. Parece que o filme ao esconder vai nos dar muito mais em personagens e intriga, o que acaba por nunca acontecer, sabendo o resultado final a pouco, por culpa do argumento.

Jordan Peele tornou-se nos ultimos anos num dos cineastas de referência do terror norte americano o que cria muita expetativa nos seus projetos. Nope e novamente bem realizado, com sentido estetico, com muita facilidade em impressionar, mas que no final sofre por um argumento limitado que nao permite o impacto que o filme quer ter.

No cast Peele volta a ter Kaluuya depois de o ter dado a conhecer ao mundo. Numa personagem muito mais apagada do que em Get Out o ator acaba por ser apenas mediano aproveitanto a sua intensidade em algumas sequencias. No resto pouco ou nada em destaque.


O melhor - O nivel visual do filme.


O pior - O argumento


Avaliação - C-



Monday, September 12, 2022

Alone Together

 Seria previsivel que com o passar do tempo e um retorno à "Normalidade" que hollywood de uma forma mais profissional e mais independente nos desse algumas versões do lockdown que todos passamos. Este ano surgiu este pequeno filme, totalmente criado por Katie Holmes, como realizadora, argumentista e também atriz, num filme sobre o reencontro de pessoas naquele periodo. Embora o carater intimista e de autor que o filme tenta ter a critica analisou-o com alguma mediania, sendo que comercialmente o lado mais pequeno do filme acabou por não permitir que este saisse com grandes resultados.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme algo simples na ideia, na senda dos filmes romanticos de segunda linha, baseado no reencontro por palavras e circunstancias entre personalidade. nisto o filme ate pode ser interessante na forma como transporta para o contexto de encontro, mas depois acaba por nao ter a riqueza nos dialogos para fazer as personagens crescerem como outros filmes do mesmo genero conseguiram fazer.

Mesmo em termos narrativos os avanços e retrocessos na relação central acabam por ser algo previsiveis para um conclusão mais que obvia. Parece um filme simples que joga o trunfo no lado pandemico, principalmente porque tenta tocar, ainda que de ao de leve com outras circunstancias do lockdown como a falta de respostas alimentares ou mesmo a morte, embora isto seja sempre ao de leve e nunca seja tema central do filme.

Assim temos um normalissimo filme Covid, que acaba por ir a procura das premissas basicas para um filme de tarde, sem grande ambiçoes. E um filme que tenta ser romantico, que consegue encontrar bem as personagens, as quais tem quimica e isso impede um desastre do filme, ja que tudo o resto acaba por ser demasiado obvio e demasiado simplista para grande sublinhado.

o filme fala de uma critica de restaurantes que combina ir para um airbnb como o seu namorado contudo fica sozinha e acaba por perceber que existiu uma dupla marcaçao e que a mesma ja esta habitada por um solitario individuo, marcado por uma quebra de relaçao recente, ate que na solidão se começam a conhecer e a desenvolver uma interesse mutuo.

Em termos de argumento o filme encontra na circunstancia dantesca que vivemos a oportunidade do amor, e nisso o filme apesar de natural consegue potenciar esse momento. Sem a riqueza de personagens nem de dialogos para levar o filme para altos voos, fica pelo esperado e pouco mais, numa historia simples, sem objetivos muito elaborados.

No que diz respeito a realizaçao Katie Holmes tem aqui a sua segunda experiencia, claramente simplista, e muito vocacionada para o espaço exterior e para as personagens. Nao sera nunca uma carreira fulgurante mas vai ter alguns projetos intimistas que cumprem na base.

No cast o filme trás tres atores que muitos esperaram que se tornariam estrelas de primeira linha e que nenhum conseguiu efetivamente o ser. Holmes ficou demasiado presa a papeis de sensivel apaixonada, sendo que a relaçao com Cruise tirou-lhe algum mediatismo individual. Strugges começou bem mas uma serie de escolhas duvidosas acabou por lhe retirar o impacto e Luke ainda mais. Aqui tentam segurar presenças em personagens pouco exigentes.


O melhor - O Amor em tempo de Covid


O pior - Algo previsivel do primeiro ao ultimo momento


Avaliação - C



Sunday, September 11, 2022

Thor : Love and Thunder

 Uma das grandes apostas da Marvel e da sua parceira Disney para este verão era este regresso de Thor, principalmente pelo sucesso comico e comercial do filme anterior, mas tambem pela curiosidade de ver um dos atores mais valorizados da atualidade a encabeçar o vilão do filme. Apos as primeiras visualizações de imediato se percebeu que o filme nao iria ser o sucesso critico esperado, muito pelo estilo demasiado comigo e quase Goofy do filme. Em termos comerciais o filme acabou por continuar a senda de bons resultados da Marvel os quais são conseguidos indepententemente da qualidade do produto.

Este THor e daqueles filmes que vai agradar quem gostou do anterior, porque mais que um filme de açao de intensidade maxima e uma comedia de açao que perde grande parte do tempo em ser ironica e em discursos sem sentido narrativo mas mais em sentido comico. Tambem narrativamente a historia parecia poder ir mais longe com a questão da crença em deuses, mas que Waiki abandona para tornar numa constante ironia e parodia ao personagem central, escolhas que encolhe claramente o filme.

E porque razão e que achamos que o filme encolhe, porque se calhar merecia mais vilão, apostando em Bale e num dos mais terrorificos viláo da Marvel, esteticamente bem construido se bem que não imune a polemica o filme apenas o aproveita para duas ou tres cenas ficando a ideia que valeria a pena um filme maior que trabalhasse mais o outro lado porque e claramente aqui que o filme funciona porque tudo o resto em termos de dinamicas ja foi visto.

Ou seja um filme mediano, longo do que de melhor ja foi feito na saga, que desaproveita pelo menos em tempo de ecra os eu grande trunfo para se tornar numa comedia satira. Waiki ainda consegue trazer muitos recursos visuais, principalmente quando entra no vale das sombras, mas de resto e muita cor e nem sempre com o melhor conceito.

A historia segue Thor que acaba por novamente encontrar Jane Foster a qual agora e Mighty Thor e tem consigo o recuperado martelo base do heroi, os quais vao ter de reunir esforços para combater um vilão que tem como objetivo aniquilar todos os deuses do universo.

No que diz respeito ao argumento a historia de base é simples, pouco original, muito direcionada para um objetivo. Moralmente no final podera ter uma maior riqueza do que a maioria dos filmes da Marvel, mas fica a clara ideia que no percurso o filme se perde em conversas comicas non sense e menos no fortalecer da intriga de base.

Waititi e um dos realizadores mais promeninentes em hollywood principalmente depois do sucesso pelo de Jojo Rabbit. O filme tem cor, tem meios, tem algumas escolhas que demonstram o talento, como as sequencias a preto e branco, mas depois perde-se em excessos de meios. Nao sera com este estilo que conseguira ser um autor de primeira linha.

No cast Hemsworth encaixa perfeitamente no thor comico que Waititi mais prefere e nisso o filme funciona. O recurso Bale para uma personagem muito estetica era de risco zero, e o ator domina o filme nos momentos em que aparece ficando a ideia que a personagem merecia maior conteudo e mais tempo de ecra. Bons momentos de Crowe como Zeus.


O melhor - Os momentos de Bale e Crowe


O pior - O filme abdica de ser um filme de ação para ser uma comedia aparvalhada


Avaliação - C+



Saturday, September 10, 2022

Pinnochio

 Numa estrategia que já começou há diversos anos por parte da Disney, que passa por tornar live action os seus filmes mais conceituados ao longo do tempo, eis que surgiu a vez de Pinoquio, um dos filmes da Disney que ao longo do tempo foi tendo mais adaptaçoes quer adultas quer infantis, tem aqui o oficial live action da Dinsey que surpreendeu pelo facto do mesmo ter estreado diretamente na aplicação Disney +, ja que muitos pensaram que poderia ser um serios valores comerciais da produtora de verão. Uma das explicações que podem ter explicado esta opção foi a prespetiva de uma receção critica a qual se veio a perceber, onde principalmente os efeitos especiais e o final do filme nao foi propriamente do agrado da maioria. Em termos comerciais o filme e principalmente a figura de Tom Hanks deverão tornar o filme num dos objetos mais vistos do serviço.

Sobre o filme podemos dizer que o filme tenta contar a mesma historia tendo por base muito do que foi os desenhos animados do classico da Disney e dar-lhe dentro do possivel imagens reais. E se em termos de desenvolvimento dos espaços como a casa de Gepetto e mesmo a ilha da diversão o filme e visualmente interessante, fica a clara ideia que o realismo das personagens animadas fica muito aquem do que seria exigivel para uma grande produção da disney, ficando a sensação que durante anos não existiu grande evolução no cinema de Zemekis e isso e claramente indesculpavel.

A historia segue os parametros normais da historia na versão disney com um ou outro ponto em que a fada azul se vai distribuindo por outras personagens. Outra das criticas e o final diferente, ou pelo menos aberto, mas aqui penso que e mesmo um preciosismo mais produtivo do que narrativo, num filme que e quase sempre demasiado obvio para este investimento, o qual e claramente prejudicado pela falta de qualidade dos efeitos.

Assim fica impressionante o facto do filme falhar onde todos esperavam que fosse o seu grande trunfo que era na produçao, o que e impossivel de explicar ja que juntava a Disney e um Zemekis, e que pelo menos o profissionalismo e a riqueza visual seriam indiscutivel. Acabou por ser uma adaptaçao da historia da disney que nao surpreende e tem poucos elementos que valorizem o filme por si so.

A historia e a conhecida de Pinoquio, o boneco de madeira que apos um pedido de um carpinteiro ganha vida, e que tem de demonstrar ser capaz de ganhar vida e tornar-se um menino de verdade.

A historia na base e a conhecida, o filme aqui arrisca pouco, e quando o tenta, nem sempre é feliz. Fica a ideia que o final aberto nunca deveria acontecer com um filme desta dimensão, e os apontamentos de algumas personagens que aqui surgem como novas não sao suficientes para destacar o filme por si so.

Zemeckis e um veterano realizador com uma carreira brilhante e alguns dos melhores filmes dos ultimos anos que ultimamente tem tido muita dificuldade em que os seus filmes sejam minimamente impactantes, sendo que neste filme acaba por falhar no aspeto dos efeitos, o que e incompreensivel pela carreira e pelos meios, que apenas podera ser explicado por alguma cansaço.

No cast o filme tras algumas despesas a um Hanks que ultimamente tem sido mais presença nos filmes do que propriamente um interprete e isso e pouco para um dos melhores atores dos ultimos anos. Aqui e mais o boneco e menos o ator. No restante algumas vozes que encaixam no que as personagens pedem sem grandes mais valias.


O melhor - A historia de Pinoquio e das moralmente mais assinalaveis dos classicos da DIsney

O pior - Os efeitos especiais de terceira linha


Avaliação - C



Thursday, September 08, 2022

Elvis

 No verão de 2022 acabou por ser lançado um dos grandes acontecimentos cinematograficos dos ultimos anos, concretamente um biopic de Elvis, realizado por Bazz Lurhman com todos os atributos tipicos de um realizador com um estilo visual unico. Este megra projeto acabou por ser lançado com todo o aparato mas criticamente apesar das boas avaliaçoes, as mesmas não foram entusiasmantes, sendo que comercialmente o valor ainda comercial de Elvis alavancou o filme para um resultado muito consistente.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tinha tudo para ser marcante, mas acaba por ter dificuldades em o ser, embora tenha a riqueza visual e mesmo originalidade que Bazz nos habituou. Embora tenha a intensidade e abordagem musical que tão bem o realizador sabe criar, o que soa no final e que o filme tem bons momentos mas que tudo acaba por nao colar em conjunto no filme, principalmente porque as mais de duas horas e meia de filme acabam por tornar tudo de tal forma repetitiva que não permite que o resultado final seja brilhante.

Outro dos problemas que me parece que o filme tem, embora sejamos claros que isso é uma opinião algo diferente daquilo que a critica tem assinalado, e diz respeito a forma como Butler constroi a sua personagem. O excesso de maneirismos quase sem grande sentido que o filme repete até à exaustão desprove por completo a personagem de personalidade limitando-o a visualidade que parece pouco, num filme sobre uma personagem que nunca se revela, parecendo uma marioneta com maneirismos estranhos e pouco mais.

Assim, e ressalvando que o filme tem um lado visual de primeira linha, que musicalmente tenha momentos muito fortes, e onde Butler e o protagonista maior, que Hanks tenha a maldade que tomos esperavamos do Coronel, mas no final essas pontas soltas, acabam por não resultar num filme capaz de contar uma historia, de ser um biopic de força clara e que nos dispa a personagem, sendo um filme muito visual e pouco narrativo.

A historia trás-nos a complicada relação de Elvis com o seu agente e polemico Coronel Tom Parker, ao longo dos anos, na construção da carreira e como a mesma foi se ajustando sempre a necessidade maior do segundo, do que os sonhos do primeiro, e como isso complicou o estado mental da estrela.

Em termos de argumento o filme tenta ir a factualidade, criar um intriga pequena e entregar as despesas do filme no ponto onde me parece que o filme poderia ter maior lucro, ou seja, na forma visual do mesmo, e naquilo que Lurhman faz como ninguem que é cor e espetaculo, mas o argumento e colocado de lado.

No que diz respeito à realização este regresso de Lurhman e forte, com cor, movimento, arte, todos os atributos que sempre nos habituou e com os meios comuns o tornam quase unico. pena que nos ultimos tempos os argumentos dele não tenham sido os melhores e aqui volta a nao ser.

No cast eu confesso que nao fui um adepto da interpretaçao e criaçao do jovem Butler. Fisicamente impressionante, a personagem torna-se repetitiva, salva pelos momentos musicais bem intensos. O filme tambem acaba por perder pelo facto de não ter porpriamente uma personagem dimensional.
Hanks e um interessantissimo vilão, que encaixa naquilo que o filme acaba por querer ser.


O melhor - O lado visual de Lurhman

O pior - A falta de realmente o lado mais pessoal de Elvis


Avaliação - C+



Monday, September 05, 2022

Rogue Agent

 Nos ultimos tempos temos assistido a uma maior diversificação do cinema britanico principalmente nos conteúdos que nos vai dando e na abrangência dos estilos. Este ano entre muitos filmes tradicionalistas mesmos alguns de terror eis que surge um filme de espionagem, baseado numa curiosa historia real, sobre um espião muito particular. Em termos criticos o filme ate conseguiu boas avaliações, embora o facto de ser um filme de base ingles tenha limitado o resultado comercial, estranhando apenas o facto de ser um filme netflix que acabou por nao ser expandido pelo serviço.

Um dos pontos em que Rogue Agent funciona e no facto de ser um filme que como o protagonista, esconde muito de onde quer ir. Na primeira hora de filme desconhecemos os intuitos o que vimos, qual a realidade concreta do filme, se vai ser um thriller se vai ser um filme romantico. Se por um lado este lado aberto deixa o espetador apreensivo, tambem limita a conexao que se vai fazendo entre o espetado e o filme que opta por um ritmo lento, demasiado escondido que não permite muita intensidade nesta comunicação.

Quando o filme se assume, a intriga fica maior, quando vamos buscar as peças do passado. Ai o filme funciona melhor, adquire outra intensidade, mas fica mais a sensação que a historia vale por si e que enquanto obra não e propriamente um trabalho de primeira linha o que vimos, mesmo que principalmente na construção da personagem de Norton tenhamos bons momentos.

Ou seja um filme mediano, que conta uma historia real e interessante, feita de forma simplista. E um filme que custa a arrancar com demasiada ambiguidade nas fases iniciais mas que acaba melhor sem se destacar. Fica a ideia do lado negro dos espiões e da forma com que manipulam tudo a sua volta mas pouco mais.

O filme fala de uma agente do MI5 e da forma como o mesmo vai ganhando alguns lucros com a sua profissao e acima de tudo no enredo em torno das pessoas com quem interage e que mantem refem de uma alegada missão que nao existe.

O argumento vale pela historia de base e acima de tudo pelo lado psicologico da personagem e das suas artimanhas. Nao e um filme que potencie em demasia a sua historia aproveitando mais o lado insolito da questão. Fica a ideia que as personagens poderiam e deveriam ter mais dimensão.

Na realização a dupla escolhida não é propriamente muito conhecida e tem um trabalho simples, com alguma tradiçao inglesa, com poucos truques limitando-se a contar a historia. Isso e o facto do filme nao ter tido muita visibilidade acabara por limitar o impacto imediato nas carreiras, num trabalho suficiente.

No cast Norton tem algum destaque, consegue construir fisicamente e em expressoes o personagem que sustenta o filme. Arteton necessita doutro tipo de personagem acabando por desaparecer totalmente para o seu colega de cast.


O melhor - A historia de base e curiosa.


O pior - A ambiguidade do genero do filme na primeira hora


Avaliação - C



Saturday, September 03, 2022

I Came By

 Com a entrada em Setembro, normalmente as produtoras e agora tambem as plataformas de streaming abondanam o cinema unicamente comercial de forma a apostar em produtos mais de autor, preparando a epoca de premios que se aproximam. Para marcar esse arranque a Netflix trouxe este filme de terror psicologico, numa produçao inglesa que chamou a atençao pelo facto de tirar o seu protagonista Hugh Bonneville da sua zona de conforto. Em termos criticos o filme não conquistou com avaliaçoes excessivamente medianas, sendo que comercialmente ao ser Netflix tera sempre alguma visibilidade.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de serial Killer integrado em que um a um os diferentes personagens parecem descobrir o segredo mas aos poucos vao caindo na teia montada por um homem poderoso que esconde um segredo na sua casa. Isto e claramente um estilo de filme muito repetitivo com diversos filmes a ja terem abordado a mesma tematica ao longo mesmo do presente ano nunca tendo conseguido o filme criar a atomesfera psicologica que o tornasse num razoavel filme de terror.

Um dos pontos que parece funcionar pior e a forma como o filme vai descartando protagonistas, começa com um jovem rebelde, passa para a mãe do mesmo acabando no melhor amigo do primeiro. O problema e que o filme de uma forma mais simples poderia optar por um deles como o epicentro do filme, acabando por dar essa sensaçao e abandonar para centrar no vilão quando o filme ja tem alguma duração, nao me parece a forma mais concreta de comunicar com o espetador.

Ou seja mais um filme netflix, calaramente de consumo rapido, sem grandes atributos para ser relembrado por muito tempo. Claro que a presença num estilo diferente do tipico tradicionalista Hugh Boneville e interessante mas sobra muito pouco de diferenciado no filme quer em termos narrativos e mesmo em termos esteticos.

O filme fala de dois amigos grafiters que tem como habito invadirem a casa de pessoas ricas e informá-las da sua presença com um desenho, tudo fica mais dificil quando entra nos objetivos um poderoso juiz com segredos ainda mais negros escondidos.

Em termos de guião o filme não e propriamente muito original, fica a ideia mesmo que esta historia ja teve diversas versões este ano. A forma como o filme vai saltando ao longo da sua duração entre personagens tambem nao parece a mais funcional.

Na realizaçao Babak Anvari e um jovem realizador dedicado ate ao momento a um terror mais independente que tem aqui mais palco. Fica a clara ideia que o filme não e propriamente muito estetico tentando utilizar o impacto visual da personagem central. Embora pareça que com a tematica do desenho o mesmo teria muito mais por onde inovar.

No cast fica a sensação de vermos um Boneville que ao longo da carreira foi sempre muito monocromatico com uma abordagem diferente, que funciona, mostrando uma versatilidade ate aqui escondida. A forma como os outros personagens vao desaparecendo nao ajudam o impacto das interpretaçoes-.


O melhor - ALguns apontamentos da interpretaçao de Boneville

O Pior - Ja vimos esta historia e se calhar este ano


Avaliação - C~-



Friday, September 02, 2022

El Buen Patrón

 Leon de Aranoa e um realizador espanhol, com muito sucesso naquele pais, mas que nas suas tentativas de se internacionalizar, apenas de filmes competentes acabou por nunca ter a unanimidade critica que o levasse ao potenciar dessa carreira mais global, razão pela qual vai voltando a casa, com projetos mais pessoais, mas que demonstram que em Espanha esta tudo conquistado. Foi o caso deste peculiar filme sobre a industria e a gestão de empresa, que apesar de internacionalmente ter ficado por criticas competentes destruiu toda a concorrencia nos ultimos Goya acabando por ser o filme mais nomeado de sempre.

O cinema espanhol é um dos que melhor mistura bons argumentos, detalhes de primeira linha e interpretaçoes magistrais, e aqui temos tudo isto neste projeto. A historia acaba por ser uma sátira aos empresários dos nossos dias, na obsessão pelo reconhecimento que o filme muito bem personifica na encarnação brilhante de um Javier Bardem num filme que ao mesmo tempo não perde o norte no tema e na critica que quer ter, mas ao mesmo tempo acaba por ser engraçado e mesmo insolito em alguns momentos.

E um daqueles filmes que faz o relogio correr rapido, quer pela forma como as personagens vão sendo introduzidas no filme, e no impacto imediato das mesmas, mas acima de tudo é sempre um filme que se vai tornando mais forte sustentado na excelente construção de Bardem, que a cada momento tira da cartola todo o insolito e força da expressão que quer passar.

E mais um excelente filme espanhol, com um tema de fundo, mas ao mesmo tempo com os elementos tipicos que fizeram do cinema espanhol e dos seus interpretes um dos mais conceituados da atualidade. E critico, é engraçado, é leve mas ao mesmo tempo toca em muitos pontos para refletir e isso faz o filme ser claramente crescido.

A historia segue um patrão de uma fábrica de balanças o qual esta obcecado por um novo prémio e que tudo tenta fazer para que nenhum das dificuldades da empresa que são muitas acabe por transparecer para o comite de avaliação.

Em termos de argumento a ideia base do filme, o detalhe e os dialogos sao de primeira linha, num filme bem escrito, engraçado, e ritmado, que não deixa de ser original numa premissa algo estranha mas que funciona, e principalmente alicerçada numa personagem central muito bem montada.

Leon de Aranoa e um valor seguro do cinema espanhol, que talvez ainda não teve os meios nos filmes que foi explorando mais internacionalmente. Nota-se neste filme um sentido de maturação muito forte, com sentido de perceber quando deve ser o guião e os interpretes os protagonistas, e quando e a propria camara. Uma realizaçao de topo num dos melhores filmes europeus dos ultimos anos.

E impressionante o trabalho de Bardem neste filme, fisicamente, pela intensidade pela presença do primeiro ao ultimo minuto, temos uma das melhores interpretaçoes do ano de um filme que merecia sem qualquer outra duvida mais atenção. E um one man show, mas dos bons


O melhor - Javier Bardem

O pior - Pode em momentos ser algo disparatado mas isso faz o filme ser engraçado


Avaliação - B+



Tuesday, August 30, 2022

Samaritan

 Numa altura em que as operadoras de streaming lançam os ultimos cartuchos sobre os projetos mais comerciais de verão que tinham em mão, sendo que a Amazon na sua chancela mais independente tinha este filme de super herois, com um Stallone numa idade avançado. Em termos criticos o filme acabou por ter uma mediania com tendência negativa, sendo que em termos comerciais será sempre um filme de visualização rápida e que será sempre procurado por os adeptos do cinema pipoca.

Sobre o filme o tipico filme de ação de Stallone, mais no capitulo do heroi cansado mas ainda apto para regressar, algo que o mesmo ja tinha feito noutros filmes e sagas que marcaram a sua carreira como Rocky e Rambo, agora numa especie de filmes de super herois de segunda linha que acaba por ser um filme de processos automatizados e pouco trabalhados, num filme previsivel onde nem o CGI na imagem de Stallone acaba por salvar um filme com muito pouco de realmente novo em termos de historia.

Temos os cliches todos dos filmes de super herois de segunda linha, o desaparecimento, o regresso, o vilão pouco ou nada trabalhado, sequencias de luta interminaveis e a ligação a uma criança. Tudo isto espelha bem a dificuldade que o filme acaba por ter em encontrar alguns pontos originais que o diferencie, fica mesmo a ideia que ja vimos tudo isto, muito melhor elaborado e com outros interpretes.

Ou seja um claro filme de pouco trabalho para os envolvidos, produzido por um Stallone que tenta adiar o seu desaparecimento enquanto heroi de ação e que vai criando projetos para si proprio, mesmo que em termos de novidade estes acabem por ser mais do mesmo, num terreno de filmes de segunda linha para desgaste rapido.

A historia segue um jovem fanatico por um super heroi desaparecido que acaba por descobrir ser um seu vizinho solitario. Este tem de regressar ao ativo quando um temivel lider de um gang acaba por tentar acabar o trabalho do antagonista deste heroi.

Em termos de argumento temos um filme previsivel, igual a muitos outros, sem personagens diferenciadas. Nao e um filme que tente responder a muitas questões, mas tenta ser um simples filmes de ação desprovido de grande conteudo, e isso enfraquece a força do proprio filme.

Na realizaçao deste projeto temos Avery e associado a um cinema de ação mais independente que acabou por ser o escolhido por Stallone para este projeto de low budget. A realizaçao e simplista, a utilização do CGI algo dividosa, e o resultado de pouco impacto para todos os envolvidos.

Sobre o cast eu confesso e percebo a tentativa de Stallone sobreviver no unico genero que lhe deu alguma luz. Com o passar da idade e a falta de recursos para personagens mais dramaticas sobra isto, mas tudo já soa a muito forçado. Asbaek nasceu para ser vilão, e aqui cumpre.


O melhor - Não e um filme que tente ser mais do que uma segunda linha dos filmes de ação.

O pior - Mas e uma segunda linha vazia e previsivel


Avaliação - D+



Monday, August 29, 2022

Me Time

 Se existe critica que ao longo dos anos tem sido a imagem da marca da Netflix enquanto produtora, e a aposta em filmes cuja base segue aquilo que foi sendo feito pelos seus interpretes, com pouco ou nenhum risco, em busca de um sucesso instantâneo de visualizações que alimenta com suporte financeiro a operadora, mesmo que para os seus interpretes estes filmes sejam verbos de encher. Esta comedia com um Kevin Hart e um Whalberg totalmente vocacionados para a comedia, foi um autentico desastre critico com avaliações pessimas. Comercialmente o acesso facil ao filme e os protagonistas tornarão certamente o filme um sucesso.

Sobre o filme temos a tipica comedia de Hart, centrada na sua personagem e nos seus atributos que conduzem para um humor fisico onde ele vai funcionando, embora o desgaste do conceito repetido ja se faça sentir, principalmente quando tudo a volta e desprovido de qualquer sentido, e ficamos com a sensação que ja chega esta abordagem e este facilitismo na carreira. O filme não trás nada de diferente, acabando por ainda ser menos interessante na curiosidade da historia, ficando a sensação que a base e sempre a mesma alterando so o seu parceiro ao longo do tempo.

Um dos problemas mais graves de uma comedia vazia e que a mesma depende em exclusivo da forma como esta funciona em termos de gargalhadas  e também aqui o filme não funciona porque a tentativa de construir  uma personagem fora da realidade, e o nivel de humor fisico atual de Whalberg esta longe de ser funcional nos dias de hoje, e o filme parece sempre mais estranho do que engraçado

Assim, temos neste filme muito do que é habitual na carreira descendente de humoristas, em que a repetição de conceitos começa a cansar e na falta de novidade nada sobra. Por ser lado Whalberg parece encaixar numa espiral negativo que provavelmente conduzira a uma carreira pautada por desastres criticos em que este acaba por ser mais um.

O filme fala sobre um dono de casa, que abrangido pelo excesso de funções no que diz respeito as lides diárias, acaba por tirar uns dias de ferias sozinhos, em que acaba por contactar com um seu amigo de infancia com o sindrome peter pan que o leva a muitas aventuras desastradas que coloca em causa tudo o que conquistou.

Em termos de argumento muito pouco, uma historia igual a muitas, um humor muito pouco apurado, baseado num estilo fisico e obsceno pouco ou nada funcional. personagens repetitivas e um vazio de ideias do primeiro ao ultimo minuto.

Na realizaçao Hamburg e um experiente realizador de comedias de gosto duvidoso, que pauta a sua carreira pouco fulgurante. Aqui mais do mesmo, tenta entrar num humor fisico que nunca funciona e num vazio de ideias semelhante a maior parte dos seus registos anteriores, que o fazem ser num constante mas quase anonimo realizador de comedia.

No cast Hart acaba por ser isto, nota-se algum desgaste de imagem pela forma continua e repetitiva dos seus personagens, sendo este mais um passo nesse caminho. Parece mais preocupante um Whalberg que parece ter desistido de projetos mais fortes, sendo que no humor e quase sempre mais estranho que engraçado.


O melhor - A curta apariçao de um desgastado Seal


O pior - A falta de graça de todo o filme


Avaliação - D



Saturday, August 27, 2022

Orphan: First Kill

 Treze anos depois de um peculiar filme de terror se ter tornado um sucesso comercial pela surpresa do seu final, embora com alguns apontamentos abertos que agora esta prequela tenta fechar, num filme lançado diretamente para a aplicaçao Paramount +, que apenas repete a pequena protagonista do primeiro filme, agora adulta, na repetiçao de uma das figuras que mais funcionou nos ultimos tempos em termos de terror. Este segundo capitulo como o primento nao foi propriamente um sucesso critico com avaliaçoes demasiado medianas. Comercialmente parece ser um dos valores que fara algumas aplicações de streaming ficarem mais fortes.

Sobre o filme desde logo existe uma implicação que condiciona muito daquilo que poderia ser a prodiução do filme que o facto da sua protagonista, e em grande parte a responsável pelo sucesso em termos de horror do filme, ja nao ser uma criança mas uma adulta, mas ter de dar a impressão que ainda o é. Essa dificuldade o filme tenta a todo nivel ultrapassar mas nunca consegue efetivamente e isso condiciona em muito aquilo que é a congruencia da sua historia.

Do ponto de vista narrativo o filme tem algumas oscilações que acabam por o diferenciar ligeiramente, ao nao colocar o tonico apenas no desajuste da personagem, mas tambem tentar encontrar o lado negro das outras personagens de forma a equilibrar os esforços, e nao termos o tipico filme dos bons contra a força terrivel, e nisso o filme e algo original, embora simplista como alias sao a grande parte dos filmes de terror dos dias de hoje.

Ou seja um filme que preenche algumas das lacunas do argumento do primeiro filme, treze anos depois, um filme que tenta ter a funcionalidade estetica do primeiro filme, a custa da interpretaçao estetica da entao jovem Isabelle Furham, mas que acaba por ter dificuldades em esteticamente fazer funcionar a premissa inicial do filme, embora narrativamente tente fugir ao habitual na parte do desenvolvimento central, acabando num medianissimo filme de terror.

A historia e previa ao primeiro filme e explica a chegada de Esther aos EUA depois de sair de uma clinica de saude mental e assumir a identidade de uma menor desaparecida de quem assume o lugar na familia contudo a historia do desaparecimento podera colocar em causa o seu disfarce.

No argumento o filme tenta contrariar algumas das lacunas evidentes do primeiro filme no que diz respeito a algumas explicações, colocado esse ponto de lado o filme acaba por ser algo simplista na premissa sem grande desenvolvimento das personagens, mas com um percurso diferente no que diz respeito aquilo que é o comum em franchsing de terror.

Na realizaçao a batuta foi entregue ao dedicado ao terror William Brent Bell que acaba por fazer o possivel embora dentro do tipo de cinema mais comercial de terror que tem feito. A estetica da personagem e o crescimento da actriz trazem dificuldades que tentam ser contornadas com truques de camara o que nem sempre e conseguido, e talvez explique o porque do realizador caminhar por este percurso comercial mas não de autor.

No cast apenas Furham repete a personagem que lhe deu fama, num trabalho mais dificil pela necessidade de infantilizar esteticamente algo que no primeiro filme nao era necessario ja que era a sua idade. A actriz esforça-se mas esteticamente nem sempre funciona. No restante um regresso de uma Stiles algo diferente do habitual com alguns momentos interessantes a tentar recuperar o fulgor de uma carreira desaparecida.


O melhor - O facto do filme nao cair na historia de sempre.


O pior - Esteticamente dificil, mas muitas vezes ninguem acredita nos 9 anos da personagem.


Avaliação - C



Friday, August 26, 2022

Mrs Harris Goes To Paris

 Este filme completamente multicultural passado entre uma inglaterra tradicional e uma frança glamurosa foi uma das grandes surpresas do verão, pelo mediatismo que foi tende, principalmente tendo em conta a sua falta de estrelas de primeira linha, onde acaba por ser a marca Dior que tinha mais valor comercial no âmbito deste mesmo projeto. O filme potenciado por uma boa receção critica acabou por ter alguma expansão que lhe permitiu consistentes resultados de bilheteira, tendo em conta os objetivos iniciais.~

Este filme e uma pequena e simples comedia britânica, de emoções fáceis, que acaba por juntar de uma forma simpática dois mundos antagónicos. No final surge um filme tão próximo das telenovelas, mas com valores tão simples e positivos que acaba por agradar à maioria dos espetadores, pelos valores de esperança e da valorização dos valores básicos humanos que transmite, com alguns dos apontamentos mais interessantes da comedia de costumes britanicos e dos filmes de alta costura.

Nao sendo um filme com uma historia muito elaborada, ou muito original, acaba por ser um filme de personagens, e onde a Mrs Harris acaba por ser uma especie de Forrest Gump dos nossos dias, na transmissão dos valores basicos que devem estar inerentes a qualquer estatuto. E nisso o filme funciona, devido a uma construção muito interessante de uma atriz com recursos como Manville e da forma como o filme consegue ir ao lado simplista das vilas britanicas ao glamour da alta costura Dior.

Ou seja um filme simples, quase primario naquilo que são os procedimentos da construção de um argumento, mas pela sua quase inocencia funciona, porque todos gostamos dos sentimentos que vao sendo transmitidos de uma forma continua ao longo do filme e pela ligeireza que o mesmo assume. Nao se fazem muitos filmes assim, e os que se fazem poucos conseguem comunicar tão bem como o espetador.

O filme fala de uma empregada de limpeza, que apos a morte do marido tem como sonho reunir todos os seus valores monetarios e adquirir um vestido Dior, onde acaba por entrar no mundo da marca e na ligação entre diversos intervenientes associado a prestigiada marca, com alguns contratempos para atingir o seu objetivo.

O argumento e simplista, quase de telenovela de inicio de tarde, mas a forma desprendida e simples com que tudo e construida acaba por comunicar bem como o espetador, e todos saem com a sensação que o filme é o que quer ser e isso agrada a maior parte dos espetadores.

Na realizaçao Fabian e um realizador de festivais menores de algum sucesso que tem aqui um projeto de maior dimensão que acaba por funcionar pela forma como consegue ir buscar a natureza dos seus proprios contextos e acaba por ser um bom trabalho desprendido que podera abrir outras portas.

No cast todos os louvores vao para Manville uma actriz multifacetada capaz de construir as personagens mais perigosas como as mais doceis, estando aqui com esta roupagem que constroi perfeitamente. A sua presença domina o filme do primeiro ao ultimo minuto, e quando assim é existe pouco espaço para os restantes.


O melhor - A construção de Manville desta apaixonante Mrs Harris


O pior - O historia e claramente demasiado simplista


av



aliação - B-

Charlotte

 O cinema de animação adulto é cada vez mais uma ferramenta utilizada por diversas produtoras de forma a diversificar o seu catalogo. Isso já acaba por ser uma presença não so na industria americana bem como noutros paises como neste caso o Canada que nos deu sob a forma de animação um biopic sobre uma pintora em pleno holocausto. Em termos criticos esta aposta arrojada não teve o resultado esperado com alguma mediania nas avaliações e o estilo demasiado serio para o filme acabou por também não conquistar o publico em geral.

Sobre o filme até conseguimos entender a escolha do cinema de animação pelo paralelismo entre a obra da pintora que acabou por publicar os momentos da sua familia em desenhos com um cunho muito proprio, e acaba por ser a homenagem de transmitir uma historia de desenhos nos próprios desenhos. Esta escolha parece-me interessante embora fique claramente a ideia que deveria existir muito mais paralelismo entre os estilos.

Após esta situação, surge um segundo ponto em que o filme é menos feliz, se a historia de vida pelo menos nas dinamicas familiares e interessante o filme é demasiado pausado limitando-se a ir fornecendo esses momentos sem grande arte, ou sem grande capacidade de potenciar a historia em si. O filme torna-se algo monotono, e a animação acaba por não ser tao diferenciada para tornar o filme uma obra de referência por si so.

Ou seja uma boa historia, que fica melhor contada de uma forma pausada em animaçao para adulto, com vozes competentes, que serve para o efeito sem deslumbrar. Fica sempre a questão que a opção da animaçao deve ser sempre uma mais valia que neste caso acaba por nem sempre ser. O filme cumpre sem grande brilho.

A historia segue uma jovem aspirante a pintora, que vai pintando os momentos menos bons da sua familia, marcada pelo sofrimento individual, mas que se torna mais claro quando o contexto de guerra entra das dinamicas de toda a familia.

Em termos de argumento uma historia simplista, de base, nem sempre muito dinamica, que parece demasiado cortada nos saltos temporais. A animação tenta fazer o filme mais artistico do que narrativo e isso torna o filme algo vazio em momentos em que fica a ideia que existe algo mais para contar. A historia em si e competente e merece atençao

Na realizaçao uma dupla de realizadores de cinema de animação a procura do filme de referencia, que tem aqui uma apontamento mais critica do que propriamente de sublinhado comercial. O filme tem um paralelismo interessante mas fica a ideia que devia existir uma congruencia maior de estilos que poderia fazer o filme mais dificil mas mais marcante.

O cast de vozes e competente, Kneightley encaixa perfeitamente nas caracteristicas da protagonista, e aos poucos vamos reconhecendo e fazendo associação dos titulares das vozes com as personagens e isso e sempre uma boa valorização do filme


O melhor - O paralelismo entre a arte do cinema e a arte da historia


O pior - Fica algo monotono pela falta de ritmo


Avaliação - C+



Monday, August 22, 2022

Secret Headquarters

 UMa das apostas de verão da Paramount + acabou por ser esta estranha produção de Jerry Buckheimer numa especie de filmes de super herois juvenis, com escolhas algo improvaveis ou baixo de forma para assumir o protagonismo. Este filme diretamente lançado na aplicação acabou por não passar com total mediania na critica, compreensivel pelo estilo de aventura juvenil que adota, sendo que comercialmente a Paramount + ainda esta a ganhar terreno pelo que nunca ira premitir grandes sucessos instantaneos.

Sobre o filme temos o típico filme de ficção cientifica com um grupo improvavel de jovens que em grupo acabam por se tornar heróis. E daqueles filmes previsíveis do primeiro ao ultimo minuto, com pouco, ou nenhuma novidade que acaba por recursos bastante limitados fazer um filme fraco, igual a muitos de super herois juvenis, na onda do Spy Kids, com todas as dificuldades iguais a todas as outras, principalmente no que diz respeito a evolução e ao estilo de filme.

Mas o que funciona mesmo muito pouco no filme são as suas escolhas, eu sei que o orçamento do filme não era elevado e que provavelmente a intenção era o tornar mais comico do que propriamente de ação, mas quer Wilson quer Pena não tem idade nem caracteristicas para se enfrentarem em grandes filmes de ação e isso soa sempre a penoso, e nunca a engraçado, ficando muitas vezes o filme refem dessas escolhas.

Por tudo isto um filme de clara serie b, como uma serie de pontos basilares igual a tantos outros que nunca convence nem como comedia juvenil, ja que efetivamente nunca consegue ser minimamente engraçado, nem no filme de ação, já que os efeitos reduzidos e os atores escolhidos nunca encaixam no estilo, ou pelo menos nos momentos em que o filme os chamam a si.

A historia segue uma descoberta por parte de um individuo, que acaba por se tornar o guardião de uma descoberta e ganhar poderes. Tudo fica pior quando um grupo tenta recuperar este poder e acaba por nesse momento o filho de tal individuo e os amigos descobrirem esta faceta do pai.

Em termos de argumento o filme e pobre do primeiro ao ultimo minuto, quer no total preenchimento da historia com os cliches tipicos dos filmes juvenis de açao. Mas principalmente por nunca encontrar o minimo ritmo de filme de ação e muito menos de filme comico, e aqui a culpa e da historia e os seus elementos de base.

Na realizaçao uma dupla que ja esteve associada a filmes mais adultos, mas sempre de ação, que tem aqui alguns meios, fruto do produtor que patrocina o projeto, mas nunca conseguem que esses vetores sejam potenciados na realização, e que talvez explique a passagem por diferentes estilos sempre com resultados curtos.

No cast nem Wilson, nem Pena se sentem confortavel no lado mais de ação do filme, e ele acaba por exigir. Em esforço o filme tenta encaixar no lado mais comico e mais habitual de cada um dos seus interpretes mas isso soa a forçado, demonstrando que nenhum dos dois está num momento particularmente feliz.


O melhor - O lado juvenil é repetido mas pouco arriscado


O pior - A luta entre Wilson e Pena, sem sentido


Avaliação - D