Depois do autentico desastre que Renny Harlin obteve com a
sua triologia em The Passengers eis que volta um pouco ao seu cinema de base,
de ação, com historia e procedimentos simples que muitas vezes ficam mais
conhecido pelos péssimos efeitos especiais do que propriamente pelo resultado
dos filmes. Este projeto, se calhar por vir depois do desastre da triologia
obteve uma mediania critica que ate pode ser considerada uma vitoria para o
realizador. Comercialmente por sua vez um desastre como alias acontece com a
maior parte dos filmes do mesmo realizador.
Sobre o filme podemos dizer que e completamente o que se
pode esperar de um filme sobre aviões, desastre, tubarões e Renny Harlin, ou
seja péssimo em quase todas as suas vertentes. As personagens são recheadas de
clichés pouco trabalhados, as sequencias de sobrevivência quase impossíveis de
acreditar e tudo isto com uma pauta de efeitos especiais de qualidade mais que
duvidosa.
Tudo no filme decorre para uma resposta emocional imediata
com todo os apontamentos a serem um cliché total que todos percebemos a cada
segundo o que vai acontecer de seguida, desde o vilão sempre presente, desde a
salvação, desde as mortes que vão existindo, tudo tem um processo demasiado
obvio e sempre com muitos problemas nos componentes básicos de qualquer tipo de
filme.
Por tudo isto podemos dizer que é um filme desastre típico
de Harlin para quem viu Deep Blue Sea um dos piores filmes do género, temos
aqui uma copia, ou uma sequela, se os tubarões forem os mesmos com o mesmo
nível, de um dos piores filmes da passagem do milénio com o mesmo autor.
A historia segue um avião que apos um desastre cai com
alguns sobreviventes numa zona de mar, marcada pela presença de inúmeros
tubarões, o que leva a uma luta pela sobrevivência de forma a não serem
devorados por tais famintos animais.
O argumento o básico típico de Harlin, personagens tirados
dos procedimentos básicos de cinema, onde todos tem apenas uma dimensão e um
filme marcado essencialmente pela previsibilidade de todos os momentos mesmo
que isso coloque em causa toda a logica.
Harlin e um atutentico icon do mau cinema ao longo de
décadas e esta apostado em ser sempre assim, mesmo que algumas produtoras ainda
lhe ofereçam espaço, o tipo de cinema foi sempre o mesmo e isso acaba por ser
marcante pela negativa nessa carreira.
No cast temos um Eckhart que perdeu espaço no cinema de
primeira linha e tenta sobreviver como protagonista deste tipo de cinema. Sem o
fulgor de outros tempos deambula por este tipo de projeto. Kingsley por sua vez
sempre teve este tipo de passagem embora aqui com pouco tempo e quase nenhuma
interferência na dinâmica do filme.
O melhor – Não são filmes propriamente muito elaborados
O pior – Os efeitos
Avaliação – D-
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