Produzido em 2024 numa altura em que quer Chris Pratt quer mesmo Rebecca Ferguson estariam em níveis mais elevados de valor comercial, este filme de ação com muita IA à mistura acabou por estrear no sempre sombrio mês de Janeiro, com criticas muito danosas, sendo que o publico em geral que viu o filme até gostou de alguns dos seus elementos. Comercialmente os resultados foram razoáveis principalmente tendo em conta o período em que foi lançado e acima de tudo aquilo que a critica danificou o filme.
Sobre o filme podemos dizer que começa bem, numa integração de IA, Sci Fi futurista e acima de tudo uma panoplia de exploração das novas tecnlogias num julgamento e na procura de prova. A primeira meia hora exibe a forma como o filme quer estruturar-se e fica a ideia que o faz bem nesta preparação.
O problema é quando o filme sai desse recinto e tentar ir mais além, com uma ação continua com mais personagens, com perseguições, com teorias que vão para além dos conflitos do caso e nesse particular fica a clara sensação perde por completo o norte e a dimensão do que quer retratar e essa escalada torna o filme completamente absurdo depois do seu meio.
Por tudo isto a ideia de um filme que poderia e deveria ser bem mais articulado no agrupamento dos seus dados e na organização do seu tempo. Existe determinado tipo de filme que tem uma boa ideia, que organiza bem as suas ideias de base e era estruturar sem oferecer mais elementos. Aqui não o filme complica, torna tudo megalomano perdendo as boas ideias iniciais e isso é muito danoso para o resultado final do filme.
Em termos de historia temos um policia alcoolico que acorda numa forma nova de julgar e aplicar execução em casos de homicidio após ser acusado de matar a sua esposa. Em noventa minutos tem de encontrar provas pelo mundo digital que o inibe ou que torne a sua culpabilidade menos provavel.
O argumento do filme tem uma premissa interessante, atual, bem montada, que o filme usa bem nos primeiros momentos, na introdução do filme. Fica a sensação que podendo ser um filme simples o mesmo acaba depois tentar ser um filme megalomano sem ideias para o ser e torna-se num desastre em tudo.
Na realização Bekmambetov é um realizador russo de longas metragens com alguma dimensão em algumas produtoras mas que lhe falta o filme ancora da carreira que este acaba por não ser. Joga bem na primeira meia hora mas deita tudo a perder na seguinte e isso normalmente acaba por causar dano no filme e o que implica na sua carreira.
No cast um desastre Pratt e um ator de comedia e nada mais e sempre que o tenta ser causa desconforto no espetador como neste filme, momentos que envergonhar a atuação quando tenta ser dramatico e um ator que deveria ter ficado sempre na comedia simples. Fergunson melhor numa personagem mais vistosa mas nao e facil interagir com um ator com tantas dificuldades na expressao dramatica.
O melhor - A introduçao de ideias do filme
O pior - O que o filme faz com elas na sua concretização.
Avaliação - D+
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