A Prime encontra-se numa produtividade constante principalmente num cinema de consumo rapido, com historias de amor, ação e adaptações literarias de algum sucesso que permite um refrescar constante do seu catalogo. Este ano surgiu esta historia de amor no mundo académico com um conjunto de atores de uma segunda linha. criticamente o filme passou com mediania e em termos comerciais sera sempre um filme com algum resultado no preenchimento de espaços da Prime.
Sobre o filme o mesmo tem um tom ligeiro, na forma como as personagens se vão apresentando em polos opostos, pouco ou nada trabalhado naquilo que é o percurso académico, com alguns clichés tipicos num filme que funciona no crescimento da relação das personagens. Torna-se um pouco adulto na forma final, de forma mais surpreendente mas fica a ideia que o filme, embora com objetivos curtos acaba por comunicar bem.
E daqueles filmes com princípios basilares comuns à maior parte dos filmes romanticos, com os avanços e recuos tipicos. Fica a sensação que a conclusão deveria e poderia ser mais forte. E um telefilme pensado dessa forma com as suas limitações, mas um filme simples que ocupa o seu espaço sem querer mais.
Por tudo isto e num momento em que nem sempre a Prime consegue convencer com os seus projetos um filme com ambições moderadas que cumpre o ponto para o qual é pensado. E nesses momentos que o cinema deve facilitar uma forma de estar simples e nisso o filme cumpre, sem querer ir mais longe.
A historia fala de uma jovem academica orfã que encontra numa amiga a sua unica familia, até que um individuo que ela gosta se apaixona pela amiga, o que a leva a simular uma relação com um professor detestado para aproximar os mesmos. Contudo a aproximação por conveniência começa a tornar-se algo verdadeiro.
O argumento do filme é simples, muito na dinâmica da bela e o monstro e dos polos que se atraem, e um filme com um humor ligeiramente eficaz mas que na sua essência faz funcionar o lado romantico que o filme quer ter. Nao tem muita originalidade mas funciona nos seus pontos centrais.
Na realização temos Scanlon realizadora de televisão de series de segunda linha que aqui da o lado feminino da historia. E um daqueles filmes pensados para televisão, sem grandes riscos que acaba por se encontrar no lado emocional simples. Nao e neste genero que se constroi carreiras mas ganha-se minutos de fama.
No cast Reinhart e uma atriz de televisão que tenta fazer a passagem para o cinema, até ao momento sem grande sucesso. Ao seu lado Bateman que também está longe de ser um ator de primeira linha. Combinam juntos em papeis que se encaixam sem grande dificuldade.
O melhor - Os procedimentos romanticos simples
O pior - O final deveria ser mais impactante
Avaliação - C+
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