Thursday, August 13, 2026

Levictus

 As questões da homossexualidade, a não aceitação desta orientação em sociedades fechadas e o terror foram temas que efetivamente o cinema nunca entrelaçou nos seus projetos, sendo que apenas por isso, este pequeno filme de terror sem grandes figuras e oriundo da Australia já tinha alguns elementos de novidade. O filme estreou com boas criticas, pela forma como conjugou drama e terror e comercialmente, mesmo sendo um filme independente e sem figuras conseguiu uma visibilidade que nos seus elementos não seria expetavel.

Sobre o filme podemos dizer que começa acima de tudo como uma historia de amor proibida entre dois jovens que tentam esconder. O drama não e propriamente do melhor que vimos trabalhado em amor homossexual adolescente mas e apenas um preparativo para o terror que surge quando os mesmos começam a ser seguidos pels propria obsessão, aqui o filme conjuga alguns momentos de um terror visual com uma tensão psicologica interessante

Não e um filme delcaradamente de terror, alias apenas na ultima meia hora assume esse papel de forma definitiva. E um daqueles que filmes que olhamos quase sempre como um projeto pequeno com algumas ideias curiosas mas que nunca são propriamente unicas. Mesmo a falta de figuras de primeira linha nunca deixa o filme crescer em termos de interpretaçao acabando por ser um filme ok sem nunca ser mais que isso.

Numa altura em que ja vimos quase todas as roupagens do terror temos aqui mais uma, com uma mistura de generos nada usual, que tem essa novidade, que funciona em algum do terror visual, melhor ainda na forma como cresce a tensão emocional, para um filme que tem os seus momentos sem nunca ser propriamente diferenciado, mas que marca a sua posiçao.

A historia segue dois jovens adolescentes que escondem a sua homossexualidade, contudo com a presença de um terceiro elemento estas preferências são desobertas, o que conduz a um ritual que faz com que os mesmos comecem a ser seguidos pela propria obsessão amorosa.

O argumento do filme tem uma mistura de elementos razoavelmente interessante, em termos de personagens para o lado dramatico pode ser algo simples demais, mas para um filme de terror pequeno chega. Nunca tira coelhos da cartola mas funciona naquilo que quer ser.

Na realizaçao temos Chiarela com um projeto individual de um realizador desconhecido com alguns projetos no terror que tem aqui o seu filme mais substantivo e que funciona porque denota conseguir tirar intensidade dos momentos de terror. Demonstra menos rotina no lado dramatico mas tambem nao sera a sua praia

No cast dois jovens desconhecidos encabeçam aquilo que o filme quer dar na intensidade de terror, na quimica apaixonada entre eles, mas falta-lhe alguns elementos na intensidade dramatica, mas pode ser neste tipo de projetos que ganhem visibilidade para outro tipo de oportunidades.


O melhor - Uma mistura original de temas

O pior - Nunca conseguir tirar um coelho da cartola


Avaliação - C+

Wednesday, August 12, 2026

The Death of Robin Hood

 Quando se percebe que um filme estreia em pleno Junho, com um ator de primeira linha sobre uma figura tão carismatica como Robin Hood, espera-se um filme de epoca de super herois para explorar todo o valor comercial do conceito. Contudo com as primeiras observações percebeu-se que a abordagem seria mais intimista, o que levou a avaliaçoes criticas medianas, alguns que gostaram do risco da abordagem outros que nao gostaram do estilo monocordico do filme, que acabou por levar a um desastre comercial.

Sobre o filme podemos dizer que poderia funcionar, não fosse o uso abusivo do nome da personagem e de toda a envolvencia. O filme nada tem a ver com Robin dos Bosques, podemos encontrar uma especie de Robin dos Bosques independente, massacrado pela vida, mas fica a ideia que esse uso é um tique de rebeldia mais do que propriamente uma exploraçao de creatividade que o filme nunca acaba por ter.

O tom monocromatico do filme, assodiado pelo excesso de tempo em que o filme não encontra nada para explicar acaba por tornar o filme, e as suas duas horas, particularmente aborrecido em diversos momentos, faltando um epilogo, uma conclusao onde a personagem se encontre, de demonstre no que foi e no queria ser e nisso o filme é demasiado parado para ter sucesso.

Por tudo isto um filme simples, maioritariamente aborrecido, onde tenta fazer um filme sobre o final de vida de uma personagem e fazer pensar sobre os seus feitos, mas um nome tao grande como Robin dos Bosques nao pode ficar refem de um filme que também não decide propriamente o que quer fazer consigo próprio acabando por se tornar aborrecido em quase toda a duração.

O filme fala de Robin dos Bosques, marcado pela vida, o qual é salvo por uma mulher com alguns poderes curativos onde percebe que as escolhas ao longo da sua vida conduziram a marcas do seu passado que o seguem até aos ultimos dias da sua existencia.

O argumento pega na historia e alguns momentos conhecidos do espirito de Robin dos Bosques para nos fazer um ensaio hipotetico sobre os seus ultimos anos, sem que os condimentos da historia estejam presentes a nao ser alguem com um passado violento e o seu fim.

Na realizaçao o projeto e assinado por Sarnoski, tarefeiro em alguns filmes de produtoras de alguma dimensão, principalmente britanicas que tem aqui um projeto com meios e atores. Um filme algo escuro, que quer ser intimista numa historia grande onde numa entusiasma pois o paralelismo exagerado tira objetividade que o filme necessita.

Jackman e uma estrela que nunca demonstrou recursos superlativos quando posto a prova em papeis e filmes maiores, aqui muita entrega fisica, desgaste, mas pouco mais, num papel que poderia e teria de ter mais atributos dramaticos onde sobra a imponente imagem de Jackman. Os secundarios tem pouco espaço para brilhar.


O melhor - Alguns momentos de fotografia


O pior - O ritmo lento e aborrecido


Avaliação - C-

Monday, August 10, 2026

The Dink

 Nao deixa de ser surpreendente num ano em que a Apple + quase não existe do ponto de vista de longas metragens que o filme ancora de verão seja uma comedia com um elenco de segunda linha, sobre um desporto quase desconhecido. Nao e de estranhar que as medianas criticas que o filme foi alvo quase o conduzam a uma inexistênncia mediatica que de alguma forma acaba por deixar o filme nos armazens do serviço do que diz respeito ao seu valor comercial.

Sobre o filme temos uma comedia familiar, com muitos dos apontamentos tipicos da comedia dos seus intervenientes como Stiller ou mesmo Johnson com a moratoria do jogo, com algumas figuras desportivas que tornam o filme maior e com um humor arrojado que funciona em alguns momentos, alguns dos quais com impacto mas fica sempre a sensação de um filme a procura de um registo de imponencia comercial que nunca o consegue ter.

Desde logo pelo desporto escolhido basicamente uma especie de old padel que acaba por ser satirizado ao longo de todo o filme mas um contrasenso moral que funciona para o aspeto que o filme quer ir. Do ponto de vista romantico a diferença de idade e pesada para a quimica funcionar e o filme acaba e bem por desistir desse ponto. Do ponto de vista comico acaba por ser nos secundarios que o filme melhor se eleva nesses momentos.

Por tudo isto temos um filme que acaba por ser aquilo que quer ser, uma comedia sem grandes ambições com algumas gargalhadas lançadas e outros pontos onde não funciona para um resultado misto. No cinema de comedias atuais existe muitas outras mais disparatadas, sem que esta por si so se consiga diferençar em grande parte do tempo.

A historia fala de um filho de um gestor de uma escola de tenis que esta em risco pelo crescimento de um desporto alternativo para praticantes mais de lazer, que conduz a um duelo, onde o mesmo marcado pelo seu passado fica de forma começando a praticar o tao odioso desporto.

O argumento do filme tem um resultado moderado no efeito comico, e inegavel que existem momentos em que o filme funciona muito bem nesse tema, como outras tentativas completaente ao lado. No lado narrativo uma historia razoavel que sabe deixar de lado os caminhos, como o romantico que nunca funcionaria.

Na realização temos Greenbaum realizador de comedias adultas de risco, que aqui pese embora tenha um trabalho de produção acaba por seguir caminhos simples. E nesse momento que o filme sabe tornar-se comercial com algumas apariçoes, embora seja nada mais que uma comedia de streaming.

No cast Jonhson foi conjugando papeis de comedias imbecis com algumas mais independentes que deixou-o sempre no limbo como ator. Aqui mais na primeira vertente, funciona sem o carisma de outros front leaders. Funciona sempre melhor os cameos comerciais


O melhor - Alguns momentos comicos isolados como a entrada na pisicna de PJ

O pior - O filme entrar por assuntos onde nao funciona e abandonar, devia ter ficado no esboço


Avaliação - C

Friday, August 07, 2026

Disclosure Day

 Apresentado como um dos grandes filmes de 2026, esta mega produção que levava o veterano e sempre competente Steven Spilberg de volta ao mundo da vida extraterrestre, deixou muita gente em suspenso, apostava em tentar se recordar de classicos instantaneos do cinema como ET e Encontros Imediatos de 3 grau. Pois bem as avaliações do filme pela critica até foram positivas, contudo o publico em geral não ficou tão agrado com uma receção do publico bastante diferente com algumas mostras de deceção. No que diz respeito ao valor comercial bons resultados mas a sensação que o filme desacelerou rapidamente.

Sobre o filme podemos começar por dizer que este começa bem, deixando algumas pontas abertas que nos filmes de grande estudio esperamos que sejam rapidamente fechadas de uma forma competente. O problema e que o filme tem uma toada monocordica, onde percebemos alguns poderes, mas que nunca fecha realmente porta nenhuma acabando por falhar onde normalmente Spilberg sempre teve facilidade que é no imediatismo da comunicação com o espetador e o filme acaba por ser monocordico e deixar-nos com demasiado tédio na grande parte da sua duração.

E daqueles filmes que nos sentimos que tem os ingredientes certos para resultar, um realizador experiente e que sabe gerir o publico como poucos, um elenco de primeira linha, efeitos de ponta, embora nos parece surpreendente a forma quase primaria como usa o CGI, mas esta mistura de ingredientes nunca funciona e a deceção final do espetador acaba por ser inevitavel, e isso deixa marca no reflexo final do filme.

Um dos filmes mais cinzentos em toda a carreira de Spilberg, a sua incapacidade de comunicar de transmitir emoções, mais que hipotizar sobre uma reação que nunca existe acaba por ser na maior parte do tempo surpreendente. Quando todos esperavam um cinema que tivesse o rasgo de ir alem, parece-nos que o filme deixa sempre em lume brando uma narrativa que nunca aproxiveita e sabe a muito pouco principalmente com as expetativas depositadas no filme.

A historia segue um jovem que tem em sua posse elementos que permitem transmitir ao mundo que existe vida extraterreste o qual é seguido por um grupo organizado governamental que tem como função impedir que tal aconteça, usando poderes dados por esses mesmos seres, num jogo total de gato e do rato.

O argumento de Koepp e como a maioria dos filmes do argumentista, bem estruturado, uma boa ideia mas que nem sempre se executa da forma mais facil, fica a sensação que o filme liga por diversas vezes o complicador e acima de tudo nunca decide o que quer fazer com a sua historia e isto provoca dano num filme de grande publico.

Spilberg tem alguns dos melhores filmes da historia sobre extra terrestre e a comunicação humana com eles. Aqui tenta mais um novo filme, com bons momentos de realização mas um filme que quer ser demasiado implicito para um blockbuster de verão. E expectavel que com uma idade ja avançada se va perdendo algumas faculdades, se calhar deveria apostar num cinema intimista que lhe tem dado melhores resultados nos ultimos anos.

No cast um bom elenco, onde temos atrbutos para as personagens crescerem mais, Blunt acaba por ser algo monocordica na sua personagem, deixando muito das despesas num vilão Firth que nao cresce e principalmente apostado em render o bom momento dos protagonistas mais jovens concretamente O'Connor e Hewson que tem os melhores momentos mas as personagens são sempre mais herois de ação do que interpretações de dificuldade superlativa.


O melhor - O filme deixa antever mais conteudo ideologico


O pior - O nunca se assumir no rumo que quer ter


Avaliação - C

Wednesday, August 05, 2026

The Devil's Mouth

 O terror juvenil sempre foi pródigo para alimentar espaço em pleno verão, dai que com o diminuir de vagas no que diz respeito a estreias em cinema, e o aumentar no streaming este seja um espaço cada vez mais comum para este genero. Aqui temos um filme sobre um predador animal, numas grutas assustadoras e um grupo de jovens com muita rebeldia a mistura. Criticamente um desastre com avaliações sofriveis, comercialmente a Prime tera sempre alguma visibilidade principalmente tendo em conta o período do ano em que foi lançado.

O filme tem uma parte inicial interessante, quer pelo local das filmagens, quer mesmo pelos conflitos emergentes do grupo faz pensar que o filme ira trabalhar todos esses aspetos na luta pela sobrevivencia mas isso não acontece, já que no momento em que a luta começa tudo se torna redundante e circular, sem grande originalidade e parece sempre que o filme procura complicar ao extremo a situação para o seu desenlace.

O filme tem uma questão que me parece de todo dificil de resolver, quer ser modesto na agressividade e isso torna o filme demasiado soft para um terror. Por outro lado as personagens vão desaparecendo tornando quase inutil todos os conflitos anteriores, a nao ser para criar duvidas de decisao na personagem central. Por tudo isto fica a sensação de um filme que tenta ter mais elementos do que os que tem, mas nunca os assume.

Ou seja um filme bastante limitado na abrangencia, nos efeitos, toda a qualidade dos efeitos iniciais de espaço dissipam-se no desenvolvimento do filme com grutas quase sempre iguais e um tubarão que pouco ou nada parece real. Claro que serve para um filme de entertenimento de streaming para é muito pouco para mais que isso.

A historia junta um grupo de amigos na Tailandia que decidem ir explorar umas famosas grutas, onde tudo fica pior quando percebem que um tubarão touro ataca em plena agua doce, levando a um labirinto para conseguirem sair daquele espaço.

O argumento do filme até cria alguns laços que poderiam ser bem potenciados como por exemplo os conflitos e duvidas entre protagonistas, mas tudo e abandonado para um tipico filme de sobrevivencia que acaba por saber a muito pouco para aquilo que o filme quer na realidade ser.

Na realizaçao Wadlow e um realizador serie B de terror na sua base de terror juvenil, utiliza nos primeiros dez minutos bem o espaço do filme, depois torna-se redundante. Nao e um espaço para grande voos e um realizador que se profissionaliza neste genero fica sempre destinado a um maior anonimato.

No cast temos Newton depois de alguns bons papeis ficou a sensação que poderia ter algum destaque no cinema mais de primeira linha que acabou por ser conduzida para um terror adolescente onde alguns atributos como intensidade foram desaparecendo. No restante cast um conjunto de atores de filmes de adolescentes com os seus papeis tipicos.


O melhor - Alguns conflitos iniciais entre personagens.


O pior - Desaproveitar isso num filme serie B com efeitos duvidosos


Avaliação -D+

Tuesday, August 04, 2026

The Odyssey

 Desde que o projeto megalomano de Nolan, pos Oppenheimer foi aunciado que o mundo do cinema ficou em pausa para perceber o que realmente Nolan ia fazer com uma das maiores historias da literatura, um dos maiores cast e uma produçao milionaria. Com as primeiras avaliações o filme atingiu criticas de excelencia sem se livrar de algumas polemicas sobre detalhes historicos e sobre os puristas do lado classico, mas isso nao impediu o filme de triunfar em toda a escola quer comercialmente, quer criticamente.

Sobre o filme podemos dizer que temos Nolan competente, se calhar sem a capacidade de surpreender que já demonstrou noutros filmes mais de autor, mas é um filme grandioso, nas imagens, na forma como leva o espetador para dentro de cada aventura, pela boa escolha dos papeis mais importantes e mais que isso pela capacidade de tornar três horas de cinema faceis de ver.

Claro que tem defeitos, o primeiro dos quais Tom Holland e a sua personagem, um filme com esta maturidade nao deve ir atras de icon de popularidade, e o filme ressente sempre isso quando a personagem intervem, por outro lado a sua montagem é arriscada essencialmente pelas quebras temporais mas nisso ate acho que o filme vai resolvendo bem alguma difusão inicial, e Nolan competente e de nivel muito superior a muitos no nivel maximo.

Por tudo isto este é um acontecimento cinematografico do ano, um filme grande, muito bem feito, um filme que nos prende e que é correto com a dimensão gigantesca da historia que quer contar. Consegue fazer paralelismo com a atualidade e acaba por ser nesses momentos que o cinema de impacto surge, tem defeitos mas e uma obra de referência.

O filme dá-nos a historia de Ulisses e o seu regresso a casa, depois da batalha de troia e as consequencies de tal vitoria, bem como a forma como Itaca permanece esperando o regresso de um rei desaparecido.,

O argumento tem a historia de base potenciado para um filme com grande nivel de investimento. Alguns dialogos bem conseguidos para dar o impacto do heroismo, outros mais basicos num filme onde o argumento esta longe de ser o protagonista maior.

Na realização Nolan é competente numa versão mais simples, de menos risco, um filme grande onde todos os elementos se potenciam para o tamalho que o filme quer ter, temos mais Nolan de Dunkirk do que propriamente de Oppenheimer onde temos arte e originalidade, aqui ficamos pela primeira.

No cast um recheio de talento em que o filme usa bem com um Damon surpreendente mas que encaixa principalmente nas sequencias de movimento sem palavras. Acaba por ser Hathway que da a maior intensidade ao filme numa atriz em excelente forma este ano. Do lado negativo Holland não se pode ter um Peter Parker num filme destes e fica a sensação que o jovem popular ator tem alguma falta de recursos para despir aquele papel. Mesmo Pattinson cai num absurdo para antagonista demasiado exagerado.


O melhor  - A grandiosidade do filme.


O pior - Tom Holland


Avaliação - B+

Monday, August 03, 2026

Scary Movie: What's Up

 Vinte seis anos depois dos irmãos Wayans terem levado a parodia de outros filmes para a cultura mais juvenil, com a imitação de filmes de terror eis que surge o seu reboot, com o mesmo elenco, algumas homenagens semelhantes, mas mais que isso o mesmo estilo aparvalhado que faz assinatura do filme. Este filme acabou por estrear com pessimas criticas, algo que nem é novidade nos irmãos Wayans, e em termos comerciais resultados interessantes principalmente ao longo de todo mundo.

SObre o filme ninguem pode esperar consistencia num filme como este onde a imbecilidade acaba por ser o protagonista maior. O filme tem essa forma, sem sentido, com algumas achegas a atualidade como diretos de youtube, e com muitos novos filmes a serem homenageados. Um daqueles filme que nada tras de novo talvez a piada facil e pouco mais.

Eu confesso que nunca ninguem fez isto tao bem como Zucker nos seus ases pelos ares, aqui nada tem sentido, tudo e exagerado, as homenagens a droga e a sexualidade acabam por tornar tudo sempre demasiado igual e nesse sentido o filme perde alguma da graça onde o absurdo contorna sempre o humor mais simplista. Mas ninguem esperava que Scary movie fosse para os maiores.

Por tudo isto mais um filme um icon popular, com os defeitos todos que sempre tiveram e um filme muito dificil de ver para quem gosta de cinema, os irmaos Wayans nunca foram brilhantes nas suas comedias e aqui muito menos, a sensação que o resgate cultural foi feito mas pouco mais.

A historia segue os mesmos personagens do priemiro filme, ja com filhos e no regresso de um, ou varios ghostface que acaba por conduzir a ligaçoes no passado. A historia nao existe, temos sim e difersas ligações a filmes com a ironia tipica deste tipo de filme.

O argumento e acima de tudo aparvalhado, o filme nunca tenta ser mais que isso, uma base que nao existe, diversos apontamentos de humor de qualidade duvidosa e os temas comuns de droga e sexo ate a exaustao sem que isso seja sinonimo de piada conseguida.

Na realizaçao temos um colaborador habitual dos Wayans que sabe o que estes querem dos filmes mesmo que nunca tenhamos qualquer tipo de arte no trabalho efetuado, nem o filme procure em qualquer momento algum apontamento deste nivel.

No cast os membros do primeiro filme onde King acaba por ser a unica que deu um salto na sua carreira, sendo meritorio esta homenagem as suas bases e Taylor no bloco inicial em auto parodia, mas de resto o habitual apenas parvo.


O melhor - Algumas piadas a filmes soltas

O pior - Demasiado absurdo para funcionar


Avaliação - D+

Backrooms

 Este verão foi marcado por dois filmes completamente desconhecidos de terror que estouraram o Box Office tornando-se assunto serios junto das produtoras maiores. Este mais explosivo nas primeiras semanas  tinha por base um projeto de youtube de um jovem de apenas 20 anos que ja tinha recolhido muitos fas e que via a adoção do seu projeto num filme com alguns atores de primeira linha. A critica gostou do estilo estetico do filme e comercialmente foi um sucesso incrivel.

Sobre o filme Backrooms e daqueles filmes que sabe jogar como poucos com o terror psicologico e com a estetica assumida de um filme de terror. Quando assim é metade do caminho para o sucesso ja esta feito e nisso o filme acaba por ser um dos apontamentos mais interessantes de filmes de terror nos ultimos anos, mas isso quer dizer que o filme funciona? Nem sempre porque a narrativa ou os principios de base do filme sao demasiado confusos para uma boa comunicação com o espetador que fica com mais perguntas do que respostas e isso esta longe de funcionar.

Para quem gosta de filmes para teorizar no fim sobre o que quer dizer, o que significa Backroooms acaba por funcionar porque como poucos nos ultimos anos exige essa reflexao ao espetador, mas isso fica sempre demasiado aberto, e fica a sensação que o proprio realizador nao quis muito que o filme ou o mote do mesmo fosse entendivel pelo espetador e quando assim é sobra pouco.

Por tudo isto Backrooms e um filme de contraste, toda a qualidade estetica, de interpretaçao, mesmo na montagem do mundo e o terror da sua forma de realizar embate num argumento onde nada e explicado e mais que isso numa historia confusa, que fica a livre apreciação do espetador numa abrangencia demasiado longa.

A historia segue a ligação de um vendedor de mobiliario falido em depressao depois de terminar o seu casamento e a ligaçao com a sua terapeuta marcada pelo passado sendo que tudo muda quando o priemiro encontra uma entrada para estranho mundo nas traseiras da sua loja.

O argumento e confuso, a preparaçao das ideias ate faz pensar que tudo ou alguma coisa sera explicado mas nunca o é porque o filme prioriza muito o lado estetico e coloca de lado as explicaçoes que deveriam ser dadas e tudo acaba demasiado difusos.

Na realização Parsons depois do sucesso de youtube, tem aqui a sua estreia com um rigor estetico que dao ao filme aquilo que ele necessita nao sendo neste primas que o filme tem as suas dificuldades mas sim as suas maiores virtudes. Essa capacidade unica de impressionar e que as imagens seja  protagonistas.

No cast uma boa escolha de dois atores intensos, mas mais que isso versateis dao ao filme as personagens que este necessita, mas fica a sensação que depois o filme tem muita dificuldade em saber o que fazer com eles. Mas que Ejilfor e Rensive sáo intensos e dao ao filme essa intensidade.

 O melhor - A estetica do filme


O pior - O confuso argumento e as suas faltas de explicações


Avaliação - C+

Friday, July 31, 2026

The Breadwinner

 O cinema comico tem alguns elementos que ao longo do tempo tem permanecido no cinema, principalmente aqueles sobre consequencias desastrosas. Este tipo de comedia fisica familiar, sem grandes figuras conhecidas acabou por estrear em pleno verão, com resultados criticos pouco interessantes o que fez que também comercialmente o filme ficasse muito longe de atingir grande visibilidade.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem subjacente uma moral interessante, onde fica a sensação que o potenciar da capacidade da mulher enquanto pessoa e para o desenvolvimento familiar é algo que não e facil de replicar, contudo nos procedimentos os cliches tipicos de uma comedia de estudio pouco original, com truques gastos e acima de tudo uma sensação que o filme, mesmo em termos de humor tem o registo caotico algo ultrapassado.

Por isso temos um filme que surpreende não ter ido para streaming já que existem diversos tipos de titulos semelhantes com o mesmo tipo de projeção que acabam por desaparecer de uma forma continua. Surpreende a escolha por uma divulgação wide de um filme que nunca tem elementos ou que acaba sempre por ser uma comedia de segunda ou terceira linha, que está longe de ser brilhante.

Um daqueles filmes que conseguimos perceber a existência pela forma como preencheu um espaço, num estilo de cinema associado a comediantes que para alem disso vão fazendo apariçoes no cinema de estudio mas pouco mais, para alem de uma mensagem interessante. Podemos nos questionar o que este tipo de cinema habitualmente ganha nos seus procedimentos, já que oferecem muito pouco de relevante.

A historia segue uma familia, onde apos ter sido aposta no programa Shark Tank toda a organização familiar fica a cargo do pai, um profissional de sucesso mas que nada faz em casa, até que o caos demonstra bem a necessidade e a dificuldade das tarefas ditas domesticas.

O filme funciona na mensagem que quer passar junto do grande publico sobre a dificuldade e essência do lado domestico no balanço familiar. O tipo de filme ja me parece muito mais mediocre num humor fisico, na maior parte do tempo sem grande impacto junto do espetador.

Na realizaçao temos Eric Appel um realizador de comedia com muito sucesso na televisao que tem no mesmo registo tentado imperar, sem grande sucesso na 7 arte. Um filme com processos de televisao, onde a camara nunca é uma interveninete de primeira linha.

No cast tambem um conjunto de atores singulares de comedia, com papeis dentro dos registos habituais e pouco mais. Nao e este tipo de filmes que conduz a grandes resultados e por isso a sensação que o cinema corre sem grandes ondas para os participantes.


O melhor - A mensagem subjacente

o pior - O humor desatualizado


Avaliação - C-

Tuesday, July 28, 2026

Star Wars: The Mandalorian and Grogu

 Depois do sucesso inacreditável que se tornou Mandalorian a serie e principalmente o seu Yoda pequeno, de nome Grogu, eis que o sucesso chegou ao cinema de forma a dar continuidade ao mundo Star Wars. O filme foi lançado como mais uma aventura da dupla com todos os ingredientes típicos da saga star wars, sendo que, criticamente a mediania acabou por se tornar um pouco parco para as ambições do filme, que comercialmente teve os seus resultados sem ter a explosão dos melhores momentos Star Wars.

Sobre o filme podemos dizer que temos um episodio grande de Mandalorian com o lado positivo da ternura da personagem central animada, acompanhada por alguns que conseguem ter o lado engraçado e familiar que o filme quer ter, com o lado de ação direta, de poucas palavras com um estilo de realização Vintage que acaba por ser uma homenagem de base ao que a saga nos foi dando ao longo dos anos.

Não e um poço de originalidade a historia é simples, traduzida em procedimentos em que na maior parte do tempo não temos palavras, temos ação onde o mistério da personagem central adquire um protagonismo acima da media. E daqueles filmes que consegue ir buscar os elementos que quer termo para ser um entertenimento familiar embora algo longo para aquilo que acaba por se tornar.

Ou seja um filme de estúdio que junta a homenagem produtiva do filme de época Star Wars, com os bonecos e mundos divergentes, com um lado mais ternurento e algo infantil em que Grogu é rei, e nisso o filme comunica bem como o espetador embora me parece muito pouco ambicioso na historia de base que acaba por ser simples elementos a procura de feitos especiais, que pode saber a pouco para quem gosta das intriga da guerra das estrelas.

A historia segue Mandalorian e o seu fiel amigo Grogu, ou o seu filho os quais embarcam numa aventura para resgatar e capturar um estranho ser que entra nas garras de dois temíveis tios com o objetivo de o destruir.

O filme tem um argumento muito simples, na base, ou seja, um filme com uma missão para os protagonistas que começa a ser cumprida com alguns atritos até ao resultado final, com uniões, traições e muita ação, acaba por ser algo simples para uma mega produçao de verão mas cumpre.

Na realização Fevereau e um realizador interessante que criou o mundo Avengers pela facilidade de chegar ao espetador, aqui é simples, sentimentos simples, bom efeitos especiais, mas acima de tudo uma capacidade de simplificar que o torna interessante como um tarefeiro de melhor qualidade.

No cast pascal esconde-se no capacete mas a sua voz funciona no estilo da personagem. Pior Allen Wright que quase passa impercetivel na sua personagem. Mas o melhor sao os bonecos animados e a forma como comunicam tao facilmente com o espetador.


O melhor - Grogu

O pior - O filme ter pouca substancia no final


Avaliação - C+

Sunday, July 26, 2026

Moana

 Dez anos depois da Disney ter surpreendido o mundo do cinema de animaçao com mais uma princesa com origem muito particulares e associada ao mar, o filme que foi um musical idealizado por Lin Manuel Miranda tornou-se num dos fenomenos comerciais de maior impacto da Disney e ganhou agora o seu real action com a mesma expetativa. Contudo rapidamente as criticas foram fortes por uma lealdade nao so exagerada ao filme de base mas tambem pelo excesso de CGI. Por esse motivo o filme acabou por nao explodir como o impacto imediato do trailer fazia prever e acabou por ser uma desilusão comercial

Sobre o filme o seu grande defeito acaba por ser precisamente o que todos tem falado, e uma copia ao limite do filme de animação e este ainda esta muito recente, ou seja parece um trabalho feito por inteligencia artificial de um projeto de animação consistente mas que aqui tem zero novidade e acaba por ser sempre demasiado digital para fazer o live action ser significativo e ai o filme acaba por ser o perdido tambem na sua transformação.

Eu gostei do filme de base, achei que e dos mais consistentes e originais do ponto de vista musicar, e o filme acaba por permitir reviver esses momentos, mas o exagero pelos efeitos, seria necessario pelo mundo aquatico e por todos os seres, acaba por dar a noçao que existiriam muitos outros filmes da Disney que tinha muito mais sentido terem esta roupagem primeiro.

Ou seja o filme e aquilo que todos esperam, se ja viram o filme de base sera completamente tempo perdido ver este, ou uma mera curiosidade ja que o filme acaba por nunca dar nada de novo. Para quem nunca viu parece claro que ambos transmitem a mesma coisa, nao e daqueles projetos disney que estraga o que foi feito embora nao lhe entrege completamente nada.

A historia e a conhecida a pequena Moana, princesa de Motuniu tem de embarcar pelo mar a procura de Maui para devolver o coração de Te Fiti e devolver o esplendor e vida a ilha onde reside.

O argumento e uma copia total do filme de base em tudo, nas personagens, nas musicas, na historia e mesmo no dialogo e isso pode ser exagerado com dez anos de diferença, nunca saberiamos como seria o filme com outro risco.

Na realizaçao tivemos a estreia de Kail, um produtor de musicais que tem a componente cenica das personagens o unico elemento onde o filme acaba por ter um lado mais trabalhado, de resto CGI e uma roupagem diferente ao que ja vimos, muito pouco para uma produçao deste nivel.

No cast o filme vai para um elenco original, com The ROck parecia uma melhor ideia para o filme do que realmente acaba por ser, parece cansado e a quimica com a personagem central nao e brilhante, parece um pouco em piloto automatico. A escolha da protagonista acaba por ser mais estetica do que de qualidade interpretativa. A nivel vocal The Rock repete sobrando a protagonistas que funciona.


O melhor - As musicas são o coraçao do filme.

O pior - UMa repetiçao ao milimetro


Avaliação - C

72 Hours

 Quem lê o titulo deste filme pode ja ter percebido a existência de outros filmes com titulos iguais ou mesmo parecidos, e quando vimos o trailer tambem fica a sensaçáo que ja vimos algos parecido com Kevin Hart como protagonista. Pois bem o tipico filme de Kevin Hart que vai sendo lançado nas diversas aplicaçoes de streaming desta vez numa comedia de rapazes em Miami, com o patrocinio da Netflix. Criticamente a mediania habitual para um filme de verão igual a muitos outros, comercialmente ate conseguir ser substituido na aplicação vai ser sempre visto por alguns fieis da aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de KEvin Hart, absurdo na personagem, desadequado, com uma serie de elementos iguais a outros filmes como um conjunto de rapazes mais novos que vão gozar com a idade e estilo do mesmo, ate aqui o filme funciona razoavelmente para o que se propoem, sendo importante sublinhar que a proposta e de curto alcance.  Quando entra na intriga criminal o filme e claramente frouxo e a parte final ainda mais absurda ainda.

Em termos comicos o humor simples de Hart ja teve melhores momentos mas fica a ideia que ainda não se desatualizou, ao ir buscar uma estrela em ascensão do SNL, o jovem Hernandez o filme da a este algum palco fazendo com que o filme nem sempre ficasse totalmente dependente do sucesso comico de Hart, mas isso nao leva a que o filme seja diferente do tipico do ator.

Por tudo isto para os fas de Hart temos um filme que nos tras o humor do ator, como se de mais um episodio fosse do seu registo como comediante, com ingredientes diferentes mas com a mesma estrutura. Fica a ideia que Hart ja nao tem o fulgor ou mesmo a novidade de outros tempos, mas vai conseguindo se manter num registo comercial adequado, principalmente devido as aplicaçoes de streaming.

O filme fala de um agente comercial fora de mora que de forma a tentar entrar dentro do registo dos mais jovens para uma publicidade de uma marca de vodka embarca numa despedida de solteiro em Miami com miudos bem mais novos do que ele.

O argumento e tipico nas road trips de despedidas de solteiro onde temos os conflitos entre os elementos, e acima de tudo um caos em total crescimento. Uma especie de ressaca de Kevin Hart com o seu humor tipico, que cumpre, tirando o lado policial e a forma como no final descalça a bota da intriga que cria.

Story foi um realizador de comedias afro americanas que a determinada altura foi aposta para outros voos onde falhou rotundamente tendo de regressar a base. Aqui ja arrisca pouco deixa o humor fluir e deixou de ter objetivos claros pelo menos enquanto realizador.

NO cast Kevin Hart igual a sempre, na personagem tipico sem qualquer outro elemento, apenas aceitando alguma idade maior. Ao seu lado um conjunto de jovens ainda sem grande palco, onde Hernandez tenta fazer a passagem, o seu lado descontraido pode facilitar a passagem mas nao neste tipo de registo. Taylor regressa ao seu estilo de atriz deste tipo de filme depois de ter surpreendido ao liderar o ultimo filme vencedor de oscares.


O melhor - O humor de Kevin Hart e previsivel mas ainda funciona a espaços.


O pior - O atalho final no lado da intriga mais policial


Avaliaçao - C

Saturday, July 25, 2026

The Masters of the Universe

 Para todos aqueles que foram crianças nos anos 80 existia uma serie de desenhos animados que preenchia o tempo, principalmente dos rapazes, era nada mais nada menos do que He Man o qual foi desaparecendo como se de uma memoria longinqua se tratasse. COntudo foi com extrema nostalgia que surgiu esta adaptaçao ao cinema muitos anos depois, com um caracter mais descontraida. Criticamente as coisas nao foram brilhantes com avaliaçoes algo medianas e comercialmente percebeu-se que seria um conceito muito datado pois os resultados ficaram muito aquem daquilo que o filme pensava render.

Por tudo isto temos um filme que nao se leva a serio e talvez esse seja o melhor segredo do filme, fazer um filme serio essencialmente de ação era redutor, e assim o filme aproveitou a ligaçao ao humor +para fazer o filme funcionar bem melhor junto do grande publico, sendo ai que o filme recolhe mais diferenciação por ser quase uma satira a tudo isso, se bem que com duas horas talvez seja demais.

O filme exagera tecnicamente no CGI, claro que seria muito dificil com todos os elementos que a serie de base tem, tal não ser feito desta forma, mas muitas vezes o filme parece mais de animaçao do que propriamente num live action e ai fica muito aquem do realismo que algumas boas produçoes ja conseguiram, mas o estilo original esta la e o filme consegue essa dimensao.

Por tudo isto um filme nostalgico, que vai buscar muitas das imagens marcantes, com um estilo de humor atual, mesmo com algumas piadas adultas pelo meio, percebendo que os fas da serie cresceram. Nao tem propriamente interpretaçoes de grande linha, mas o segredo do filme foi nao se levar a serio, contudo isso acabou se calhar afastar novos fas da saga.

A historia segue Adam, ou conhecido He Man que acaba por crescer na terra mas ligado ao seu planeta que o levam a nunca conseguir se integrar no nosso mundo, ate que a descoberta da sua espada conduz a um regresso a sua zona natal para tentar recuperar o trono da sua familia com poderes magicos.

O argumento do filme tem a base e todos os elementos e personagens da serie original. O filme adorna-se com um humor constante que funciona e acaba por ser dos melhores elementos que o filme tem. Nao esperam grandes novidades pois a base e estanque demais.

Na realizaçao Knight oriundo da animação tem muita capacidade na gestao do digital, nota-se muita ligaçao a base do filme pois muitas das imagens acabam por ser iconicas, nao e um filme de autor, mas uma tarefa bem cumprida, para quem sempre se associou a historia.

No cast os maiores problemas Galitzine esta longe de ser um ator com grandes recursos parece sempre um boneco moldavel e isso faz que seja mais absurdo do que heroi, quando o filme necessitava das duas vertentes. Leto esconde-se por tras de um fato que torna completamente indiferente o seu protagonista sobrando Elba, o melhor numa boa construçao daquela que acaba por ser a melhor personagem do filme.


O melhor - Nostalgia

O pior - A escolha do protagonista, otima esteticamente duvidosa em recursos


Avaliação - C+

Friday, July 24, 2026

Tuner

 Woodall tem-se tornado nos ultimos anos num ator em ascensão proximo do grande publico, principalmente depois do sucesso da serie One Day, o qual tem sido utilizado em alguns projetos para tentar incrementar uma carreia maior no cinema. Este filme sobre problemas de audição e musica e uma especie de baby Driver classico que surpreendeu pelas boas criticas que gostaram da ligação entre um cinema de assaltos, musica e romantico, que conduziram a uma boa avaliação critica. Comercialmente os resultados foram interessantes, principalmente porque se percebeu que o filme nunca pensou ter tanta dimensão comercial.

Sobre o filme podemos dizer que é um típico filme de alguém desintegrado com competências, sendo que o filme vai procurar todas essas qualidades da personagem para as rentabilizar numa proximidade com o espetador. O filme tem debilidades, desde logo o lado mais brilhante da personagem e demasiado extremado, parece que consegue fazer tudo com um super poder exagerado para o filme terreo que o mesmo quer ser.

O filme por sua vez funciona nos espaços mais pequenos, na relação de namoro, interessante e bonita, mesmo na ligação com os parceiros do crime ou o lado silencioso com que se liga ao seu "padrinho" profissional, nisso o filme consegue ir buscar momentos de diversos tipos de quimica, sempre bem acessorados por uma boa banda sonora para se fazer sentir.

No fim um filme interessante, pensado para um valor comercial forte, com uma condição que o torna facil de agradar junto de quase todos. Fica a sensação que noutros detalhes o filme não é tão forte ou maduro, mas o resultado final é de um filme que comunica bem com o espetador e esse e o ponto essencial de um filme

A historia fala de um afinador de pianos com um ouvido muito apurado que lhe da uma hipersensabilidade auditiva que o afastado mundo, contudo tem que ultrapassar este problema quando se apaixona por uma estrela do piado, e quando se insere num grupo de assaltos devido ao seu super poder.

O argumento do filme é simples na base, tirando a forma como a condição se torna protagonista em tudo o resto o filme não é propriamente original e distinto de muitos outros, é nos detalhes principalmente no relacionamento do protagonista com os secundarios que o filme retira melhor proveito da sua historia.

Na realizaçao temos Roher um jovem realizador ja premiado com um oscar no seu trabalho no documentario Navalny que procura aqui a ficção com muito cuidado na mistura de sensações no plano onde o trabalho se calhar na conjugação de imagem e som funciona melhor. E um bom inicio de um realizador ainda jovem que promete na arte.

No cast em confesso que Woodall interagem bem como o publico, mas nao o vejo com uma riqueza interpretativa dramatica brilhante. Julgo neste filme que se encontra muito preso a dois ou tres recursos fisicos sobre a forma de tiques que preenchem a personagem de uma forma muito plana, quando se calhar tinha espaço para mais, ainda para mais numa atuaçao a solo.


O melhor - O filme comunica bem de forma simples com o espetador numa conjugação de sentidos.


o pior - A historia é simples.


Avaliação - B-

Wednesday, July 22, 2026

I Love Boosters

 Depois de oito anos em que o cinema aguardou que a excentricidade Boots Riley desse origem a um novo projeto eis que surgiu o seu novo filme, imprevisivel, colorido, original, eis que os ingredientes que fizeram o seu filme anterior um sucesso critico particular, pareciam estar reunidos em mais um projeto. Em termos criticos apesar do risco o resultado foi competente, comercialmente os resultados ficaram muito aquem, apensar de ser claramente um cinema que não é para todos.

Riley e singular, no risco, na originalidade de cada momento, na forma comica e satirica com que conduz o filme a pontos que por vezes são dificeis de seguir. Esta forma de fazer cinema conduz a um risco que nem sempre é facil de manter, pois na maior parte do tempo ou entramos num mundo original que ele nos da ou nos perdemos na sua excentricidade e fica a ideia que neste filme e mais facil de nos perdermos.

A originalidade esta la, a originalidade absurda também, o filme sabe perfeitamente o que quer transmitir, mas faz de uma forma unica. Claro que no final com a entrada no filme da maquina que tudo muda, o filme pode parecer absurdo demais, se calhar o filme vai para lá do entendimento que um filme como este deveria ter e quando assim é a ideia que o cinema e de autor mesmo que nao seja para multidões.

Assim temos um filme ainda mais estranho que o seu antecessor, com as mesmas virtudes, mas dificil, mas com todos os atributos para satisfazer todos os que gostaram do filme anterior. O cinema e experiencia e o realizador consegue ir bsucar o impacto exagerado que quer ter. Nao sera nunca o mais unanime mas ninguem fica indiferente ao realizador.

A historia segue um grupo de ladrãs de roupa que tem como arquienimiga uma criadora muito conhecida que querem colocar no chão, tudo ficando mais forte quando descobrem um pequeno circulo com poderes inacreditaveis.

O argumento do filme é diferente, metaforico, confuso, um caos com que Riley organiza os seus filmes como pouco, so o disparate faz sentido para este realizador e ele leva o filme para esse nivel exagerado de disparate que para quem entra naquele mundo ate pode fazer sentido.

Riley e estranho mas é cineasta, tudo faz sentido na sua assinatura, exagerando tornando os seus filmes autenticas obras de arte estetica em movimento. E daqueles realizadores que e diferente com os riscos que isso acarreta mas que no meu caso quero ver mais.

O cast tem uma serie de atrizes afro americanas de segunda linha que dão o lado histerico que o filme quer ter. Com uma serie de escolhas como Moore para dar dimensão ao filme, acaba por todos entrar na loucura que o filme quer ser e que os protagonistas acabam por sentirem-se confortaveis


O melhor - A originalidade de cada momento.

O pior - Na segunda parte algum exagero que retira alguma estrutura narrativa ao filme


Avaliação - B

Sunday, July 19, 2026

Passenger

 O cinema de terror é quase sempre os pedaços de cartão que preenchem uma encomenda ao longo do ano, ou seja, quando existe espaço, o circuito consegue ir buscar um projeto, maior ou mais independente para ir para os cinemas, normalmente com atores de segunda linha e seres paranormais. Este Passenger e claramente isso, com criticas medianas, um realizador habituado a este tipo de situação, o filme estreou com resultados melhores por ser de grande estudio mas longe de qualquer relevância que o filme pensou em ter.

Sobre o filme podemos pensar facilmente no historico do cinema e perceber em como longas estadas americanas podem ser o aliado perfeito do terror, isso associado a algum lado paranormal, e mais que isso alguns truques de camara acabaram por dar um filme frouxo, que tem nos truques esteticos os unicos momentos onde o terror acaba por viver, sem nunca conseguir fazer ecoar as suas personagens ou mesmo o seu valor mitologico.

O problema do numero elevado de filmes do genero, e que rapidamente percebemos que ja vimos isto, e normalmente de diversas maneiras, tornando esta forma de fazer cinema facil, ou seja, muda-se um ou outro ponto, o arcanjo ou ser maligno e eis que temos um filme igual, mas com roupagem diferente e eis que este tipo de titulos se vao prepetuando permanentemente.

Ou seja mais do mesmo, com uma mediocridade que nao o diferencia em nenhum aspeto quando comparado com outros filmes com o mesmo tipo de registo. Um filme onde a estrada acaba por ser o lado mais escuro, junto com algumas aparições, mas essencialmente a ideia que o filme nunca encontra as personagens para as tornar relevantes na historia.

O filme fala de um casal que abandona a vida da cidade para embarcar numa vida numa caravana, até que assistem a um acidente que faz com que comecem a perceber que desde então deixaram de viajar sozinhos.

O argumento do filme é um standart dos filmes de terror com aparições malignas, e personagens pouco ou nada imponentes, mesmo o desenvolvimento da historia vai pelo circuito tipico sem nunca conseguir tirar dividendos significativos das poucas linhas que lhe podiam dar alguma diferenciação como os secundarios.

A realizaçao esta a cargo de Ovredal, um realizador nordico que ganhou fama num projeto mais local, mas que foi captado pela industria de hollywood para o seu terror, onde nunca conseguiu o mesmo tipo de valorização critica, tornando-se quase um tarefeiro de estudio como aqui volta a ser, embora saiba colocar a camara ao serviço do terror.

No cast uma dupla quase desconhecida a tentar algum protagonismo mas fica a clara ideia da dificuldade das personagens para os seus interpretes. Nao será com este registo que as carreiras de ambos ganharão mais dimensão, sendo apenas a presença de Leo como secundaria o momento se calhar de mais reflexão, ja que uma das atrizes mais intensas de hollywood mereceia outro tipo de projeto


O melhor - Algumas sequencias esteticas

O pior - O cinema de terror de estudio ter-se tornado redundante e repetitivo


Avaliação - C-

Saturday, July 18, 2026

The Furious

 O cinema asiatico principalmente chines, com os resultados inacreditaveis que tem conseguido no seu pais de origem tem-se tornado em autenticos blockbusters com alguns deles a conseguirem entrar no sempre fechado norte americano. Este filme com base em Hong Kong conseguiu fruto de criticas interessantes, principalmente por ir buscar muito da base dos filmes de artes marciais desaparecido, conseguir uma distribuição maior que acabou por no entanto ter resultados curtos tendo em conta a direção que comercial que o filme parecia ter.

Sobre o filme podemos dizer que foi um regresso aos filmes de jackie Chan sem o heroi e sem a graça. Alias temos a base do protagonista principalmente no tipo de luta que o filme desenvolve ao longo de quase duas horas, mas o filme é mais cru, negro, desde logo pela tematica do tipo de vilões com o objetivo de criar ainda mais intensidade no odio que o filme quer que o espetador tenha dos mesmos.

Por outro lado a camaradagem e a união do duo e outro dos pontos que o filme acaba por sublinhar que também é muito comum na maioria dos filmes do genero. Um filme pesado, duro, exagerado, onde mais de metade da duração sao interminaveis sequencias de luta, que nos levam para os filmes de artes marciais do passado.

Por tudo isto uma tentativa de regresso ao passado, embora surja a ideia que este tipo de registo apenas consegue funcionar em plenitude se conseguir ir buscar um protagonista carismatico que comunique diretamente com o espetador o que neste caso o filme nunca tem. Talvez demasiado pesado no tema, mas para quem gosta de filmes de artes marciais, não é o caso, o mesmo cumpre.

A historia fala de um pai mudo, e de um policia que tentam descobrir a teia que conduziu ao desaparecimento de diversas crianças, entre as quais a filha do primeiro, que leva a uma guerra entre ambos contra uma incrivel numero de bandidos associados a organização que fez desaparecer as ditas crianças.

Olhando para a sintese do argumento percebemos que tem uma base simplista, e no trabalho do argumento muito pouco, poucas falas, poucas personagens e muita luta. E o estilo do filme mas o argumento é sempre o parente pobre deste tipo de projeto.

Na realizaçao temos Tanigaki alguem de cinema de base, que fruto do sucesso de alguns filmes do genero como The Raid tenta aqui a sua sorte, com o mesmo estilo de filmar, sequencias de luta memoraveis, num filme que vive essencialmente para esses momentos.

No cast atores desconhecidos com o seu tempo, onde tem essencialmente o espectro na forma como lutam e nisso cumpre os requisitos que o filme quer ter com os mesmos. Fica a sensação que o espaço para interpretaçao dramatica nao existe e provavelmente nenhum dos protagonistas sera um dia um heroi de ação.


O melhor - O regresso ao passado no cinema de Hong Konk

O pior - Demasiado longo talvez


Avaliação - C

Girls Like Girls

 Numa altura em que o cinema tenta ser mais plural do ponto de vista romantico, tem sido comum alguns projetos apostarem em romantismo adolescente dentro da homossexualidade, sendo este um filme que aborda essa temática no feminino. Apresentado em alguns festivais pequenos com criticas razoaveis o filme teve alguma expansão, mas a falta de figuras de primeira linha conduziu a resultados comerciais algo rudimentares.

Sobre o filme podemos dizer que é o tipico drama romantico na adolescencia, em que a figura nova na cidade acaba por se apaixonar pela figura carismatica da terra, com um ingrediente diferente o caso de se tratar de uma relação homossexual no feminino, com alguns ingredientes relativos ao processo de aceitação e alguma confusão mental decorrente dessa descoberta.

O filme tem muitos cliches, principalmente no lado dos secundarios que o torna por vezes demasiado superficial. Este ponto é claro no suporte familiar e no trabalho familiar da personagem, com a tipica personagem simpatica que vai descobrindo o vai servindo de suporte a tudo o resto para o final feliz, mas tambem nos amigos integrantes do grupo com o seu lado superficial. Na forma como trabalha estes procedimentos o filme é algo simplista.

Por tudo isto podemos dizer em toda a linha que se trata de um filme simples, com uma agenda associada a diversidade de opções sexuais, que tem que ter um lugar integrante em apostas de uma divulgação maior, embora fique dificil sem protagonistas de primeira linha que o filme tenha uma abrangencia de chegar a mais gente possivel, e ai e que tudo parece ter mais dificuldade em funcionar.

A historia segue uma jovem que apos a morte da mãe recomeça a vida com o pai num local novo, onde descobre uma jovem que a recebe no grupo e lhe desperta não só a atenção mas também alguma ligação emocional que vai tornar a sua adaptação uma montanha russa emocional.

O filme e simples na abordagem da relação com o elemento da homossexualidade que apenas e trabalhado em termos de conflito num dos lados e sem grande profundidade. Um filme simples de processos basicos com o ingrediente em si que se torna o seu epicentro.

No que diz respeito a realizaçao Kiyoko e uma cantora com alguma dimensão que tem aqui a sua estreia de uma forma mais clara como realizadora, num projeto mais ideologico do que artistico. O filme e simples, com muita musica, não fosse realizado por uma cantora, mas pouco detalhe em termos de capacidade diferenciativa em termos de abordagem.

No cast um conjunto de atrizes principais pouco conhecidas a procura de minutos e mediatismo mas com personagem simples, juvenis que pouco ou nada faz mais do que dar alguma dimensão comercial a ambas, já que são ainda duas desconhecidas com algumas aparições no pequeno ecra.


O melhor - O lado sensivel da relação tipica de um filme heterossexual com outra roupagem.


O pior - Tudo abordado com demasiada simplicidade


Avaliação - C

Friday, July 17, 2026

Obsession

 Este verão ficou marcado pela total explosão de dois filmes de terror, sem grandes figuras comerciais mas que se tornaram em autenticas explosões comerciais, alguns dos quais potenciados por criticas muito relevantes. Este original Obsession foi de todos o mais surpreendente desde logo pelo curto custo de produçao, menos de um milhão de euros sustentado numa explosão de bilheteira inacreditavel que o torna num dos fenomenos mais inacreditaveis em termos comerciais dos ultimos anos.

Sobre o filme podemos dizer que acaba por ser um terror visual, com alguns toques de comedia mas onde as peças encaixam quase de uma forma perfeita para dar ao espetador aquilo que ele pode esperar de um filme desta natureza. Ao inicio tudo parece ir para uma especie de comedia romantica, mas aos poucos vamos assistindo a um escalar onde a violência, o som e a imagem sao os protagonistas totais de um terror bem montado e original.

Nao e daqueles filmes que seja na base narrativa propriamente muito diferente daquilo que assistimos habitualmente no terror a questão é a forma como cresce o filme e a forma como as poucos todos os elementos vão sendo disruptivos para provocar a sensação e nesse particular poucos são os filmes de terror que conseguem comunicar tão bem aquilo que querem ser.

Por tudo isto Obsession, mais que um bom filme de terror ou uma trend e um filme que consegue sem grandes meios colocar as peças no lugar certo, demonstrando que boas ideias, bem trabalhadas pode conduzir ao sucesso, com um pouco de sorte e atenção algo é sempre necessário para este tipo de projetos terem o seu real impacto, e neste caso isso funcionou em pleno.

A historia e simples um timido apaixonado pretende declarar-se a mulher da sua vida, alguem proximo de si com quem trabalha mas tem medo de arriscar, ate que acaba por pedir um desejo num item colecionavel que faz com que a mulher dos seus sonhos fique totalmente obcecada por ele tornando-se num real pesadelo.

O argumento do filme é acima de tudo funcional, uma historia interessante mas longe de ser o epicentro da originalidade do filme, mas que consegue ser bem potenciada em elementos narrativos comicos, insolitos e exagerados que fazem tudo comunicar muito bem com o espetador.

O filme e pensado por completo por Curry Barker um jovem realizador que viu o mundo olhar para ele e admirar uma obra de autor. Depois de um primeiro filme pouco impactante, temos um filme recheado de momentos insolitos e principalmente numa forma descontraida e intensa de fazer terror, a seguir.

O cast tem uma serie de jovens desconhecidos mas cujos protagonistas são dois dos maiores obreiros do sucesso, quer Johnstone na sua indefinição, quer Navarette na sua multiplicidade sao dois jovens que conduzem o filme para patamares maiores, em carreiras que certamente ganharam maior folgo depois do entrondoso sucesso do filme.


O melhor - O equilibrio entre a descontração e o impacto maximo de todos os sentidos.


O pior - A historia de base é igual a muitas outras


Avaliação - B+

Wednesday, July 15, 2026

The Devil Wears Prada 2

 Vinte anos depois do mundo da moda e do cinema se terem unido numa comedia simples sobre aquele mundo, com Meryl Streep como protagonista e alma do filme, surgiu a sua tipica sequela. O filme tornou-se maior, com mais figuras, com mais moda, numa homenagem e uma sequela ao que tinha sido feito. Em termos críticos este segundo filme foi próximo do primeiro com avaliações interessantes principalmente pela sua dimensão comercial e pelas estrelas que conseguiu chamar. Comercialmente novamente o filme estourou, demonstrando que na maior parte das vezes esperar alguns anos pode ser a decisão mais interessante.

Sobre o filme podemos dizer que segue em muito os parâmetros do primeiro filme, as personagens e os seus tiques e atributos, a preocupação pelo mundo da moda, as intrigas de poder num filme comercial, de entretenimento, claramente para apreciadores do mundo da moda. Fica a ideia, assim como o próprio primeiro filme que nao e propriamente um filme original e diferenciado, mas que acaba por cumprir os requisitos principalmente de quem gostou do primeiro filme.

Um dos problemas maiores do filme é que procura essencialmente o que funcionou no primeiro filme, contudo ja conhecemos as personagens e as sua ligações. O espaço de vinte anos nem sempre nos parece bem trabalhado no conhecimento que o espetador tem do mesmo, mas ao mesmo tempo fica a ideia que o filme tem que ir buscar alguns momentos icónicos para fortalecer-se

Por tudo isto um bom objeto comercial, na forma como consegue chamar marcas, eventos, cidades e figuras publicas, numa historia que não sendo propriamente trabalhada para ser impactante, acaba por também conseguir dar algum entretenimento aos espetador função de base que o filme quer ter, com o elenco original que nao mostrou os anos a passar por ele, nao obstante de ser um filme com carreiras mais sustentadas.

A historia marca o regresso de Andy ao trabalho com Miranda na mesma revista com uma alteração da gerência para um plano mais atual, o que parece abalar a consistência da empresa o que necessita de algumas ligações e formulações entre as personagens.

O argumento e simples pega em alguns dos elementos mais fortes do primeiro filme e tenta potenciar ao máximo aquilo que o faz funcionar. Na maior parte do tempo o lado estetico assume preponderância e acaba por ser por ai que o filme funciona e vai de encontro as expetativas do espetador, ou seja o argumento cumpre sem brillhar.

Na realizaçao Frankel volta ao local onde foi mais feliz, é um realizador que nunca mais conseguiu ir buscar o sucesso do primeiro filme, com diversas desilusões e mesmo idas a televisão para regressar para mais um sucesso, sabe ir buscar o que as pessoas mais gostam de ter, e neste contexto funciona.

A carreira das tres protagonistas divergiu um pouco desde o primeiro filme, Streep continuou a ser a maior, e aqui demonstra bem a sua personagem ancora do filme. Hathway deixou de ser a princesa de hollywood e agora e apenas um icon estetico, Blunt construiu uma carreira interessante e essa irreverencia da-lhe o melhor papel do filme como ja tinha dado no anterior, tirando o astroide Streep


O melhor - O lado estetico do filme.


O pior - A incapacidade do filme ir buscar elementos novos diferenciados


Avaliação - C+


Tuesday, July 14, 2026

Enola Holmes 3

 É conhecida a dificuldade da NEtflix em criar sagas de sucesso, pese embora algumas tentativas ao longo dos anos, dai que seja facil de perceber que quando um projeto obtém bons resultados comerciais é normal tentar fazer rentabilizar comercial o produto com sequelas e com o mesmo naipe de interpretes. Este foi um dos maiores sucessos de base e neste verão surge o terceiro capitulo. Com um filme mais pequeno, com os mesmos atores o filme perdeu algum do fulgor critico se calhar porque a originalidade da abordagem deixou de surpreender. Comercialmente terá sempre bons resultados tendo em conta a abrangencia da aplicação.

Sobre o filme podemos pensar facilmente que esta roupagem de Shrelock Holmes, arrojada ate funcionou na forma original com que nasceu, no lado comico de alguns momentos e mesmo algumas das observações da personagem com o espetador poderiam ter uma graça na sua adolescencia que obviamente não tem o mesmo efeito quando entramos na idade adulta e ai começam os grandes problemas do filme naquilo que e a comunicação direta com o espetador.

Depois o filme tem uma intriga complexa que muitas vezes foge ao lado imediato que penso que filmes como este funcionam melhor em ter. A ideia que o filme deve seguir o vilão de sempre, mesmo que nao existam outras motivações parece gasto e o filme perde muito nesse lado ja esclarecido. Tambem em termos de dimensão dos momentos de ação temos sem duvida um filme menor.

Por tudo isto podemos facilmente perceber que estamos perante um filme menor, inferior da saga, que as personagens nao crescem, algumas apenas funcionam como adorno como Sherlock e em termos de evoluçao da saga tirando alguns segmentos retrospetivos pouco ou nada. E um projeto ancora da Netflix que enquanto tiver rentabilidade vai existir mesmo que em termos de ideias todos ja perceberam que se esgotou.

A historia segue Enola, agora prestes a casar numa ilha de Malta mas que rapidamente sofre o abalo quando o seu irmão e futura sogra desaparecem raptados o que faz que tenha de descobrir o que esta por tras sem a ajuda do seu irmão.

O argumento do filme simplista, mas algo confuso em alguns procedimentos acaba por nunca ser propriamente o que o filme deveria evitar. O filme fica muito tempo algo adormecido em comentarios da personagem central que nem são originais nem conseguem ter o impacto que o filme pensa que podera ter. Demasiado preso ao passado para um filme novo.

No que diz respeito a realizaçao Barantini foi um autentico outsider como realizador de Adolescencia que tem aqui ao leme um filme netflix que se calhar e uma tarefa que pelo sucesso da sua serie o mesmo não merecia. Sobre pouco para alem dos maneirismos dos filmes anteriores e muita pouca marca de autor.

O cast e o dos filmes anteriores Brown nao tem a piada natural da sua infancia nao sendo alguem que me parece ter crescido bem em termos de interpretaçao, e o filme roda em seu torno. A falta de uma protagonista de excelencia para Moriaty diminiu o filme ou mesmo a saga.


O melhor - Mais curto e Malta

O pior - Dar muito pouco de novidade a saga


Avaliação - C-

Friday, July 10, 2026

Little Brother

 John Cena tem sido um autentico faz tudo em termos de cinema de streaming acabando por deambular com os diversos projetos pelas diferentes aplicações com filmes comicos com pouca ou nenhuma ambição, sendo que este e apenas mais um agora com a ajuda de Eric Andre um ator do mesmo registo. Criticamente a indeferença normalmente e a resposta a este tipo de projeto e a Netflix com alguma atividade neste momento nunca esperou que fosse este o seu as de trunfo.

Sobre o filme podemos dizer que quem assistiu aos ultimos filmes de Cena sabe perfeitamente o que vai encontrar, ou seja um cinema sexualizado nem sempre, ou quase nunca funcional, uma serie de caretas como se tratasse de Jim Carey, o que nunca é e o tipico final feliz sem que o espetador tenha rido nem tirado qualquer tipo de elemento diferenciador de um filme mediocre, ou mesmo mau como este.

Eu acho comum as aplicações tentarem obter dinheiro sem grande trabalho dai que repetir filmes com os interpretes de sempre seja um caminho facil onde nao existe falha possivel para os amantes da comedia goofy, mas este filme nem isso consegue muitas vezes ser ja que nao existe quimica entre o duo de protagonistas e por outro lado nunca consegue levar a que o espetador fique agradado com o que vê

Por tudo isto uma comedia familiar adulta de qualidade baixissima, Cena continua a aplicar a sua carreira ao lado comico depois de nunca ter conseguido imperar como ator de ação. Esta longe de ser The Rock embora tente e tente num estilo de filme que marca uma serie de carreiras de atores provenientes da WWF que tentar virar atores de primeira linha.

A historia segue um indivíduo que sonha ter o sucesso do seu irmão que e contratado para fazer parte de uma especie de Reality Show de famosos, mas tudo fica pior quando surge um seu irmão solidario com um passado estranho a querer estreitar novos laços com ele.

O argumento do filme é simples no processo basico, que muito depende do sucesso das suas piadas que infelizmente para o filme é quase sempre nulo. um filme de comedia que nao consegue vingar neste ponto pouco ou nada poderá fazer nos restantes.

Na realizaçao temos Matt Spicer um realizador de comedias de segundo plano, que aqui tem mais meios mas nem sempre os usa. O filme tem procedimentos simples, nenhum risco e uma comedia fisica sempre longe do sucesso ou ser sublinhado em qualquer carreira.

No cast Cena igual a sempre o lado comico sem grande sentido, com as suas limitações, dependente de um guião que funciona. Andre tambem esta longe de me parecer um ator comico para grandes voos e o filme perde muito com a falta de quimica entre ambos


O melhor - Algumas piadas muito isoladas com referencias a celebridades.


O pior - A falta de graça de quase tudo que o filme tenta que seja engraçado

Avaliação - D

Wednesday, July 08, 2026

Voicemails for Isabelle

 Com a entrada no verão a Netflix apostou em filmes comerciais de diversos generos de forma a ocupar férias e espaço aos mais jovens já de ferias. Aqui neste filme a aposta foi num filme romantico, com alguns apontamentos de drama intenso de forma a tentar ir buscar o lado romantico que ultimamente o cinema nao tem apostado. O filme ate obteve boas criticas, o que nem sempre acontece neste tipo de registo, e comercialmente rapidamente figurou nas listas dos produtos mais vistos na aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que temos uma abordagem romantica, com algum peso dramatico, e um filme que busca emoções mais que razão e isso consegue, mesmo que procure os cliches tipicos dos filmes romanticos, existe espaços onde o filme funciona nesse balanço entre a perda e a reconstrução. Com apontamentos atuais como musica e acima de tudo San Francisco o filme sabe ir buscar esses momentos para funcionar de uma forma geral junto do grande publico.

Nao e um filme particularmente diferenciado nas ideias que quer ter, alias a historia romantica e igual a muitas outras de um amor juveni, que funciona pela quimica de personagens "limpas" mas que pode saber a mais do mesmo. Muitos destes filmes funcionam essencialmente se o casal encaixa entre si e nos secundarios e aqui isso funcione, mesmo que muito nao seja explicado principalmente na personagem masculina.

Um filme de sentimentos, que funciona nesta vertente, que nao tem medo de se alongar para dar outros vertices da personagem feminina e faz com que o filme tenha uns parametros acima do que normalmente observamos neste tipo de registo. A emoçao existe e o filme vive essencialmente desse ponto.

A historia fala de uma jovem aspirante a cozinheira com uma ligação muito forte com uma irmã com graves problemas de saude desde sempre, sendo que após a morte desta ultima, começa a comunicar por mensagens de voz com a mesma, contudo estas começam a ter um interlocutor que se interessa pela remetente.

O argumento do filme tem uma base simples, sem grande risco a historia de amor no drama puro é sempre funcional pelo equilibrio do que transmite e o filme faz isso bem. No lado feminino da protagonista mais algumas arestas que dao ao filme mais dimensao o que nunca acompanha o lado masculino.

Na realizaçao temos Mckendrik uma jovem realizadora e atriz de filmes romanticos pequenos que pela mao da Netflix tem a sua maior visibilidade. Uma boa escolha de espaços de San Francisco e um registo simples romantico que funciona sem grande destaque.

No cast uma dupla de atores de filmes mais romanticos que nunca conseguiram dar um passo diferente na carreira pese embora recentemente Dutch tenha estado mais perto disso, regressanto aqui ao terreno de base. O filme funciona mais pela quimica do casal do que isoladamente pela capacidade de cada um deles.


O melhor - As emoções que o filme traduz facilmente

O pior - Algum desiquilibrio entre os lados


Avaliação - C+

Monday, July 06, 2026

The Sheep Detectives

 O cinema ingles de base, com a tradição da animação é um dos estilos que melhor funciona pelo tradicionalismo, mas acima de tudo na forma como tenta jogar com os sentimentos simples. Este liveaction com alguma animação conseguiu bons resultados criticos, se calhar por algum do cinema puro que transmite. Comercialmente, mesmo com um elenco de primeira linha nos EUA os resultados foram bastante rudimentares mas em termos globais funcionou.

Sobre o filme podemos dizer que temos um policial para toda a familia, que pelo facto de termos algumas ovelhas falantes podera ser algo infantil para os maiores, mas é fácil para os mais pequenos gostarem. E um cinema de sentimentos simples, com algumas emoções para passar tempo sem nunca ter muitas ambições para alem disso. Os efeitos sao razoaveis para um filme de estudio mas também para um cinema que na maior parte do tempo tem que ocupar o seu espaço.

A intriga policial nao e fantastica nem mesmo naquilo que sao os balanços das personagens. A ideia que o filme tambem nao quer isso para chegar a mais gente e claro. Se calhar o elenco de primeira linha poderia exigir uma maior trabalho estético no que diz respeito a forma como o filme cresce, porque acaba por ser um telefilme suficiente para os mais pequenos com um elenco de luxo.

Ou seja um filme que cumpre os seus curtos objetivos sem nunca conseguir passar para patamares maiores. E daquele tipo de filmes que muitas vezes procura a simplicidade de processos, aproveitando o lado de produçao de primeira linha para arriscar na animaçao das ovelhas. O cinema por vezes tem de ser objetivo e este consegue ser.

A historia segue um pastor de acaba por falecer iniciando todo o processo de tentar perceber quem esta por tras da morte do mesmo, sendo que o grupo de ovelhas as quais comunicam entre si organizam-se para tentar perceber quem foi o autor de tal crime.

O filme tem um argumento simples, numa intriga policial de base, com personagens standartizadas a procura dos seus momentos e acima de tudo alimentar as hipoteses para o desenvolvimento do filme. O final e simples, encaixa bem nos processos do filme sem deslumbrart

A realizaçao esta a cargo de Balda um  realizador de megas produçoes de animação que aqui junta live action e digital de forma simples que cumpre os requisitos de filme familiar sem o lado artistico de outras abordagens britanicas. E um filme de verão com as limitações para o seu cineasta que este tipo de cinema tem

No cast um elenco de luxo que da nome ao filme mesmo que em termos de interpretaçoes pouco ou nada o filme necessite do que o valor comercial das mesmas. Personagens standartizadas que não procuram mais que isso mesmo, que nao danifica nem valora as respetivas carreiras


O melhor - A simplicidade do cinema de base


O pior - Demasiado simples esteticamente


Avaliação - C+

Saturday, July 04, 2026

MIchael

Depois de atrasado alguns meses, que acabou por retirar o filme das prespetivas maiores para os premios eis que surgiu a primeira parte do biopic do musica mais controverso dos ultimos anos. Criticamente o filme falhou com avaliaçoes negativas referindo que o filme sao apenas momentos musicais e pouca profundidade na personagem. Em termos comerciais o filme estourou por completo o box office sendo um dos filmes mais rentaveis do ano demonstrando bem o poder do musico.

Sobre o filme podemos dizer que esta primeira parte enquanto filme é curta, e uma junçao de recriaçao dos melhores momentos da carreira com momentos musicais longos, mas onde o filme tem as suas melhores virtudes principalmente na reencarnaçao do seu sobrinho Jafar na pele do seu tio, o que e impressionante e nos deixa completamente anestesiados nas interpretaçoes.

No resto o filme e muito curto, a dinamica familiar apesar de ser o epicentro da intriga e quase sempre pouco trabalhada, muito escondida com pouca coragem, parece obvio que um segundo filme entrara na maior controversia da vida do artista mas todos ja perceberam que sera uma limpeza de imagem mais do que qualquer outra coisa.

Por tudo isto uma homenagem demasiado polida da personagem, num filme muitas vezes vazio que surpreende pela capacidade de conduzir a personagem central para uma interpretação de momentos unicos que tem em Jafar o seu melhor elemento e o unico de registo brilhante.

O filme fala da primeira parte da carreira de MIchael Jackson ate 1994, a sua ascensão, a forma como começa a mudar o seu corpo e as batalhas de identidade com o seu pai, no periodo que lançou a maior parte dos seus sucessos maiores.

No argumento muito curto, na exploraçao da personalidade mas tambem no trabalho que deixa por fazer da maior parte dos conflitos e das escolhas, e no argumento que reside o maior problema do filme e talvez a razao maior das criticas muito baixas.

Na realizaçao Fuqua e um realizador experiente, normalmente a açao afor americana que aceitou o repto, nao e propriamente uma realizaçao muito trabalhada, uma limpeza de imagem declarada onde o realizador consegue o melhor merito na recriaçao dos momentos musicais iconicos. Mesmo assim nota-se que sera um projeto algo grande para o realizador.

No cast Jafar faz todos verem o seu tio, principalmente nos momentos musicais o que sao incriveis e o epicentro de sucesso do filme, ficamos com a clara ideia que é nesses momentos que o filme consegue ir buscar a sua diferença, muito por culpa do ator. Os secundarios demasiado esteriotipados.


O melhor - Jafar Jackson nos momentos musicais

O pior - O argumento na parte das intrigas


Avaliação . C-




Tuesday, June 30, 2026

Deep Water

 


Depois do autentico desastre que Renny Harlin obteve com a sua triologia em The Passengers eis que volta um pouco ao seu cinema de base, de ação, com historia e procedimentos simples que muitas vezes ficam mais conhecido pelos péssimos efeitos especiais do que propriamente pelo resultado dos filmes. Este projeto, se calhar por vir depois do desastre da triologia obteve uma mediania critica que ate pode ser considerada uma vitoria para o realizador. Comercialmente por sua vez um desastre como alias acontece com a maior parte dos filmes do mesmo realizador.

Sobre o filme podemos dizer que e completamente o que se pode esperar de um filme sobre aviões, desastre, tubarões e Renny Harlin, ou seja péssimo em quase todas as suas vertentes. As personagens são recheadas de clichés pouco trabalhados, as sequencias de sobrevivência quase impossíveis de acreditar e tudo isto com uma pauta de efeitos especiais de qualidade mais que duvidosa.

Tudo no filme decorre para uma resposta emocional imediata com todo os apontamentos a serem um cliché total que todos percebemos a cada segundo o que vai acontecer de seguida, desde o vilão sempre presente, desde a salvação, desde as mortes que vão existindo, tudo tem um processo demasiado obvio e sempre com muitos problemas nos componentes básicos de qualquer tipo de filme.

Por tudo isto podemos dizer que é um filme desastre típico de Harlin para quem viu Deep Blue Sea um dos piores filmes do género, temos aqui uma copia, ou uma sequela, se os tubarões forem os mesmos com o mesmo nível, de um dos piores filmes da passagem do milénio com o mesmo autor.

A historia segue um avião que apos um desastre cai com alguns sobreviventes numa zona de mar, marcada pela presença de inúmeros tubarões, o que leva a uma luta pela sobrevivência de forma a não serem devorados por tais famintos animais.

O argumento o básico típico de Harlin, personagens tirados dos procedimentos básicos de cinema, onde todos tem apenas uma dimensão e um filme marcado essencialmente pela previsibilidade de todos os momentos mesmo que isso coloque em causa toda a logica.

Harlin e um atutentico icon do mau cinema ao longo de décadas e esta apostado em ser sempre assim, mesmo que algumas produtoras ainda lhe ofereçam espaço, o tipo de cinema foi sempre o mesmo e isso acaba por ser marcante pela negativa nessa carreira.

No cast temos um Eckhart que perdeu espaço no cinema de primeira linha e tenta sobreviver como protagonista deste tipo de cinema. Sem o fulgor de outros tempos deambula por este tipo de projeto. Kingsley por sua vez sempre teve este tipo de passagem embora aqui com pouco tempo e quase nenhuma interferência na dinâmica do filme.


O melhor – Não são filmes propriamente muito elaborados

 

O pior – Os efeitos


Avaliação – D-

Monday, June 29, 2026

Pressure

 Os grandes acontecimentos da historia podem ter diversos prismas de analise, dai que cada filme que tenta dar uma vertente diferente acaba por se tornar significativo. Este pequeno mais filme historico estreou em pleno verão com boas criticas, mas com claras dificuldades comerciais, sendo obvio que nunca foi propriamente um filme forte deste ponto de vista. Comercialmente mesmo com a sua expansao da estreia os resultados foram curtos.

SObre o filme claro que uma decisao como o Dia D tem diversas componentes sendo que este filme tem a curiosidade de abordar o lado climaterico para o resultado final, numa luta entre metereologistas contratados e o grande estratega de guerra. Essa componente curiosa alimenta um filme simples, que não tenta ir alem dessa curiosidade e isso acaba por ser funcional na forma como conta a historia

Nao e um filme particularmente diferenciado, alias nos promenores procura quase sempre procedimentos simples e isso acaba por tornar o filme de ritmo elevado e mais que isso funcional na historia que quer contar. A disputa e o bem comum da ao filme um happy moment se calhar demasiado exagerado para um filme historico que quer ter algum valor documental

Por tudo isto um filme razoavel que nunca tenta ser mais que isso, que tenta dar uma roupagem diferente as decisoes do dia D demonstrando que muitas vezes os promenores contam. Nao sera um filme que ficara muito tempo na retina mas e uma abordagem sobre um apontamento historico com alguma curiosidade.

A historia fala do planeamento do ataque do Dia D e a forma como o trabalho de analise das condiçoes climatericas e as lutas internas que motivaram influenciaram o bom resultado final da açao militar.

O argumento tem em si o apontamento historico, trabalhado, estudado e alguns apontamentos tecnicos da abordagem que quer ter. Em termos de intriga e complementos processos mais simples para fazer o filme ter um impacto mais direto em todos os seus interpretes

A realizaçao do filme esta a cargo de Maras alguem associado a filmes de uma segunda linha com bons interpretes mas com ambiçoes ainda curtas. Um filme pensado, sem grande fogo de artificio que cumpre sem ser brilhante um pouco semelhante a carreira do realizador ate ao momento.

No cast Scott ainda nao e uma figura para liderar projetos de primeira linha para cinema mas cumpre no perfil recatado da sua personagem. Fraser tenta demonstrar intensidade pos oscar, mas nem sempre convence, num filme mediano em quase todas as suas vertentes


O melhor  O apontamento historico

O pior - A forma como faltam elementos diferenciadores na abordagem


Avaliaçao C+