Paul Greengrass e um realizador único, não por argumentos muito complexo, mas acima de tudo pela capacidade de dar sempre uma intensidade e realismo únicos aos seus filmes, que conseguiu no iconico United 93, mas noutras colaborações com Tom Hanks. Este ano sem o amigo de longa data surgiu um filme baseado em Robin Hood o segundo adulto este ano. O filme não conseguiu convencer a critica ao contrário da maioria do que foi conseguindo e isso levou a uma distribuição curta que levou a resultados também eles limitados.
Sobre o filme podemos dizer que a primeira hora parece preguiçosa naquilo que o filme quer ser narrativamente, muita ação muito movimento quando se calhar merecia parar, contextualizar para depois fazer o filme crescer a sua intensidade. A preparação do filme é o seu grande erro e isso acaba por fazer com que o filme nem sempre seja bem trabalhado.
COntudo quando entra nos patamares de ação Greengrasse é brilhante na forma como entra na ação, na dificuldade do momento e nas lutas interminaveis de um caos de violência, nesses momentos ele mostra-nos a forma como interpreta os seus filmes e o mesmo tem bons momentos mas longe do brilhantismo dos seus melhores filmes ficando sempre a ideia que poderia ser um bom filçme de qualquer realizador, mas dele e apenas competente.
Um filme de ação, bem melhor do drama sem grande ligação Death of Robin Hood,é um filme de maior impacto na ação muito mais curto na narrativa mas um filme que vai de menos a mais. Bem realizado, e daqueles filmes que é competente sem ser suficientemente ambicioso para nos fazer pensar muito nele. Nao e a melhor obra de Greengrass mas é porque a carreira dele é demasiado recheada.
A historia segue um grupo de aldeões frustrados com a falta de respostas para os seus problemas pela monarquia que faz um golpe para libertar o rei das ambiçoes da nobreza, numa guerra de classes que é a base da historia de Robin dos Bosques.
O argumento do filme é um dos parentes mais pobres, uma intriga, bom montada mas pouco ou quase nunca trabalhada nos elementos de preenchimento. Falta diálogo, algumas dimensões a determinadas personagens para fazer funcionar melhor o porque do que vimos.
Greengrass e um realizador experiente com alguns dos filmes mais ativos e fortes de ação dos ultimos tempos tem aqui um filme com os elementos onde trabalha melhor, quando entra na batalha funcionando pior na escrita como ja tinha acontecido o ano passado em The Lost Bus.
No cast Garfield funciona no coraçao da primeira parte e na rebeldia da segunda, poucos conseguiam apontamentos tao fortes em dois momentos do filme demonstrando o bom momento do ator. Ao seu lado um Bell sempre intenso e um Cosmo Jarvis a ganhar momentos depois de SHogun com mais qualidade do que temos visto.
O melhor - O final
O pior - A preparação do filme.
Avaliação - B-
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