Friday, September 04, 2026

The Runner

 Kevin McDonald depois de lançar o Ultimo Rei da Escocia tornou-se num dos mais promissores argumentistas e mesmo realizadores do circuito a quem muitos vaticinavam uma carreira entre os melhores que nunca se cumpriu. Filme apos filme foi perdendo esse conceito e eis que surge agora numa tarefa para a MGM de ação, que criticamente foi um total descalabro, e onde comercialmente apenas algum alcance da Prime poderá fazer o filme existir em alguns mercados.

Sobre o filme podemos dizer que é um projeto repetitivo, e mais que isso impossivel, tudo bem que a protagonista ate poderia ser uma atleta de alta competiçao, correr quilometros aquele ritmo seria de todo impossivel ainda para mais depois de tudo lhe acontecer. Toda essa falta de coerencia num filme mundano atinge neste filme parametros de quase ideotice que pauta todo o desenvolvimento narrativo.

O segundo ponto onde o filme falha e Londres, se a escolha de um passeio de corrida por Londres poderia por si só ser uma assinatura interessante para o filme eis que mesmo nas escolhas e nos planos fechados acaba por fazer desaparecer a magia de uma cidade que vive por si proprio, onde apenas em Camden o filme tenta encontrar alguma da essencia da cidade a qual abandona em seguida, foi em Londres poderia ser noutra cidade qualquer.

Por tudo isto este filme, ainda que curto e um autentico despredicio de tempo em toda a sua duração. Nota-se uma protagonista cansada, e não de correr, nunca esclarece propriamente a moratória por tras de toda a intriga e mesmo o final surge do nada sem um aumento da tensão necessario a conclusao de filmes desta natureza, ou seja, um disparate.

A historia segue uma advogada que ve um individuo raptar o seu filho exigindo que mate a sua testemunha fundamental, numa corrida contra o tempo pelas ruas de londres e sempre em conversa com o vilao.

O argumento ja foi utilizado em muitos outros filmes de contactos telefonicos a exigir comportamentos, nao tendo este filme dado nenhum elemento novo, e sendo muito mais superficial noutros. E pela falta de originalidade do argumento que os problemas começam mas nao acabam.

E confrangedor ver McDonald assinar um filme como este tendo em conta o que ja vimos dele. e um disparate em todos os sentidos, filmar em Londres e não usar, os planos curtos, os tremeliques, a falta de coerencia parece de um realizador amador e nunca de alguem que andou pela primeira linha de hollywood, talvez explique a curta permanecencia ou apenas comodismo.

No cast a Gadot foi perdendo algum protagonismo com o passar dos anos e aqui demontra alguns dos motivos, poucos recursos interpretativos, mesmo fisicos, para um papel exigente deste segundo ponto de vista. Muita corrida pouco papel.


O melhor - Camden fica sempre bem no cinema

O pior - A forma amadora com que tudo deixa de fazer sentido


Avaliação - D+

Thursday, September 03, 2026

Coyote Vs Acme

 Muitos pensam que os desenhos animados da Looney Toons desapareceram ou não tem a capacidade mediatica que tiveram noutros momentos, os mesmos vão aparecendo em alguns filmes normalmente misturando LiveAction com animaçao e neste ano surgiu o mesmo, embora num projeto diferente mais proximo do sucesso que foi Roger Rabbit no final dos anos 80. Surpreendentemente este projeto foi recebido com entusiasmo pela critica que o apontou como candidato a melhor filme de animaçao do ano, contudo o filme nao o é nao estando ilegivel para a categoria. Comercialmente as coisas nao correram tão bem, demonstando efetivamente que os Looney Toons estao longe do sucesso de outros tempos.

SObre o filme, para mim que gostei muito de Roger Rabbit, este e o filme mais parecido que me lembro, na conjugação completa entre as personagens desenhos animados e as pessoas, e na forma como transforma um filme desta natureza com uma mensagem com muito paralelismo para outras questões do dia a dia, e nisso o filme e original, longe do brilhantismo do filme anteriormente mencionado mas com o mesmo estilo e igual capacidade.

Claro que os bonecos dos Looney Toons estao longe do fulgor e mesmo do conceito mediatico de outros tempos o que faz com que exista alguma dificuldade em associar caracteristicas das personagens, claro que o filme cai nos cliches comicos dos filmes familiares, mas isso nao deixa de fazer sublinhar a sua capacidade de ser original nos aspetos que quer apostar.

Por tudo isto um bom filme, uma boa homenagem a bonecos com menos fulgor, um estilo em desuso mas que aqui e bem trabalhado, num espirito tradicional, e acima de tudo com uma capacidade de ser familiar e ao mesmo tempo nostalgico, num dos melhores produtos familiares do ano ate ao momento, claro que o valor comercial do filme e extremamente datado.

A historia segue a personagem Coyote o qual farto de seguir sem sucesso Beep Beep acaba por processar a ACME pelos seus objetos falharem sempre os objetivos naquilo que e o seu plano, numa batalha legal entre desenhos animados e humanos.

O argumento do filme e original e com um paralelismo interessante ao mundo das redes sociais e das grandes empresas eletronicas, o filme parece simples, mas esse paralelismo bem ensaiado e uma mais valia. Nao e propriamente muito original no humor mas funciona para toda a familia.

 Na realizaçao este projeto com o apadrinhamento de Gunn tem Dave Green alguem com experiencias nao muito brilhantes no mundo do cinema de animaçao que aqui segue o filme que deve seguir e o filme reconhece esse sucessso. Vamos ver se impulsiona a carreira depois deste sucesso critico.

No cast as despesas de Forte estao no seu tipico personagem falhado, que nao tras nada de novo a sua carreira. Alias tambem com Cena o filme arrisca pouco no que pede as suas personagens de carne e osso, talvez um dos parametros onde o filme poderia e devia ser melhor trabalhado.


O melhor - O espirito que ja nao viamos desde ROger Rabit

O pior - As personagens humanas sao muito esteriotipadas


Avaliação - B-

Motor City

 Alan Ritchson tem-se tornado num dos atores mais ativos no que diz respeito a filmes de ação bruta e mesmo em algumas series da mesma especialidade. Neste verão surgiu este peculiar filme que de alguma forma não tinha dialogos apenas musica e muita ação. O filme foi lançado com alguma expetativa por ser centrado em Detroit dos anos 80 com avaliações criticas positivas tendo em conta o genero. Sobre o resultado comercial, o ator ainda nao e ancora para projeto algum e os resultados ficaram aquém do esperado.

Sobre o filme podemos começar por dizer que a ideia e original, com base no videojogo GTA na forma como as personagens se vão movimentando com musica, com uma realizaçao estetica, com uma estrutura narrativa simples, o filme é original e interessante e isso acaba por marcar a diferença nos pontos que o filme quer marcar essa diferença.

Um dos problemas do filme acaba por ser no equilibrio na qualidade de atores, podemos pensar que um ator como RItchson na sua força bruta chega, mas quando lhe juntamos atores com outros recursos o filme acaba por ficar desiquilibrado e nesse ponto sentimos isso nos momentos em que o protagonista esta presente do que em outros, o que acaba por ser o calcanhar de aquiles do projeto.

Mesmo assim um dos filmes originais e refrescantes do ano, que mesmo com um pressuposto simples funciona, na homenagem ainda que subtil ao videojogo percebemos que o filme quer ir buscar em muitos momentos a intensidade do confronto fornecendo-nos algumas das melhores sequencias de açao do ano.

O filme fala de um individuo que acaba por ser condenado por trafico de droga, percebendo que a sua amada acaba por ficar relacionada com o chefe da mafia, que controla a policia e que o conduziu a tal destino para lhe roubar a mulher ate ao momento em que a vingança começa a ser planeada.

O argumento do filme e simples, um projeto de vingança e de um a um e pouco mais, um filme sem dialogo que tenta falar por musica que nem sempre tem muito contrponto com a historia. Nao e no argumento que o filme tem grandes mais valias, acabando por ser mais na sua capacidade de aceitar um projeto desta natureza.

Na realização temos Ponciroli um desconhecido que tem aqui um projeto de estudio e de autor, numa abordagem diferenciada, numa capacidade quase unica de ir buscar momentos de ação quase impossiveis de bater num projeto que fica na retina pelo seu preceito artistico

No cast Ritchison da o lado violento que o filme quer ter, mas fica a sensação que perde todas as cenas para Woodley e Foster, devido ao facto destes terem atributos interpretativos superiores, mesmo sem palavras. A caracterizaçao nao ajuda o protagonista mas a sua capacidade intepretativa ja demonstrada tambem nao.


O melhor - A originalidade da aborgadem

O pior - As capacidades interpretativas de RItchison


Avaliação - B-

Wednesday, September 02, 2026

Mother Mary

 Num ano que tem sido uma autentica montanha russa presencial de Anne Hathaway este filme mais independente de um dos realizadores mais introspetivos do mercado acabou por ser aquele projeto que passou mais desprecebido, talvez sendo também o mais arrojado para a carreira da atriz. Ao contrario de outros projetos de Lowery este filme teve longe do reconhecimento critico com avaliações medianas, e comercialmente como e habitual no realizador os resultados foram parcos ja que nunca e propriamente alguem que consegue fazer filmes de grande publico.

Por tudo isto temos um filme que começa bem, na dimensão que vai dando das personagens, da ligação entre ambas, do percurso, nuns primeiros 40 minutos de bom cinema em que vai buscar a qualidade estetica que o realizador data os seus filmes, boas interpretações, a questão e quando o realizador entra no lado metaforico tambem comum no seu percurso ai perde objetividade e força da mensagem e o filme morre tornando-se mais estranho do que comunicante.

Nao obstante desta dificuldade que o filme tem em se concretizar como historia, e um filme bem realizado, com otimas referências na sua capacidade gráfica e musical, que se perde na sua excentricidade espaço onde obviamente Lowery acaba por ser intenso dramaticamente mas que neste filme perde a profundidade que o filme quer ter.

Por tudo isto Mother Mary e um filme com bons elementos mas que tem muita dificuldade em ser um bom filme, deprediçando algum do rigor estetico que aplica, boas interpretaçoes e um tema de ligaçao artistico criativo. Tenta no final capturar essa intensidade mas fica a clara sensação que o faz demasiado tarde.

O filme fala de uma das figuras mais conhecidas do panorama pop que acaba por recorrer a sua estilista de inicio para tentar desenhar o novo vestido para uma nova apresentação na procura que o mesmo va de encontro a sua essencia que pensa que apenas a sua amiga de longa data podera capturar.

O filme começa bem, nas personagens na forma como subtilmente vai explicando o conflito. Quando entra na metafora, perde-se, difunde demasiado a informação e fica demasiado tempo a procurar conexoes que nem sempre as encontra, e aqui reside a grande dificuldade do filme.

Na realizaçao Lowery e um realizador com uma boa filmiografia, com um fio condutor, a quem faltou o filme que o assumisse de uma forma mais generica para o grande publico. Tem capacidade estetica, risco e intensidade mas aqui o guião dificulta a comunicação que conseguiu bem principalmente em Ghost Story

No cast Hathway com um ano intenso tem aqui o seu papel mais arrojado, onde a intensidade dramatica, capacidade musical e mesmo carisma funciona, num dos melhores elementos do filme, demonstrando a excelente forma da atriz neste ano. Ao seu lado temos uma quase desconhecida Coel que da ao filme a plasticidade e o lado estetico que o filme quer ter, combiando bem com a protagonista


O melhor - Os primeiros 30 minutos do filme.

O pior - A mensagem se perder e difundir no abstrato


Avaliação - C

Tuesday, September 01, 2026

The Invite

 Pode um filme espanhol lançado há menos de dez anos ser um dos filmes que mais remakes originou, a resposta é sim, e depois de diversos paises eis que surge a versão americana pela mão de Olivia Wilde como realizadora. Este filme sobre dialogos de casais em fases diferentes acabou por ser apresentado com grande sucesso critico no ultimo festival de Sundance e surgiu como uma das apostas de verão do mercado. Impulsionado por uma carreira critica muito interessante que o colocam nas posiçoes de possiveis premios, comercialmente sendo um filme pequeno o resultado foi muito interessante, que podera ser o impacto maior na epoca de premios.

Sobre o filme podemos dizer que começa bem na forma como cria a dinamica central do casal, aqui percebemos que o filme tem elementos que o fazem crescer, na forma como o casal comunica, que leva a que ambos os atores conduzam o filme em seu torno, com alguns dos melhores momentos que acaba por ser ancora para o que se segue. E o que se segue e um casal totalmente diferente, se calhar mais esteriotipado no exagero e aqui o filme parece ter mais dificuldade pese embora seja uma ideia original depende muito do guião, mas aqui tem qualidade para fazer o espectro que o filme quer ter funcionar.

E um filme bem escrito, muitas das discussões sao curriqueiras, sao reais, o casal desencontrado, e o casal que se encontrou, essa dictomia esta bem presente no filme, mesmo que filme nao opte por nenhuma delas, dando bem a conta do real e do criado. E um filme que quer ser uma comedia mas um caos das relações que se vão criando e mantendo, o que a torna mundana.

Por tudo isto The Invite e um filme curioso, que funciona na comunicação com o espetador em contraponto ao caos comunicacional entre os interpretes. Por vezes pode ser exagerado, esta versão sexualizada sem ser sempre comica. E um filme que é mais do que o seu rotulo e a forma como conjuga bem bons elementos pode-o tornar presente em alguns premios futuros.

A historia segue um casal em plena crise, fechado em si mesmo  e no seu negativismo que acabam por convidar os seus vizinhos excentricos de cima para um jantar onde se vão descobrir as diferenças e as semelhanças e um pouco uma analise ao momento de ambos.

O argumento do filme, quer na base, mas acima de tudo na forma como se concretiza acaba por ser o segredo do filme, a forma como as palavras e as personagens se vão revelando ao longo do filme. E este tipo de projeto que faz que exista cinema mais trabalhado e que chegue aos problemas dos espetadores.

Depois de um projeto polemico Wilde abraçou esta adaptaçao com mais calma e menos ambição e se calhar esse baixar de expetativa funcionou porque o filme adota o ritmo perfeito que quer ter, um pouco como uma peça de teatro dinamica, deixando os atores fluir torna-se numa boa escolha. E uma realizadora com recursos que se tem de perceber onde quer chegar no tipo de filmes que escolhe dirigir.

No cast temos claramente um maior protagonismo do casal central, WIlde para alem de realizadora da o melhor papel do filme, completamente desesperada a procura de algo que nunca encontra, num dos melhores papeis de uma carreira que ainda lhe falta o grande filme. Rogen mais proximo do que estamos habituados tem as despesas comicas, que ele tão bem consegue fazer. Os secundarios Norton e Cruz funcionam naquilo que o filme pede deles, embora seja menos que ao casal protagonista.


O melhor - O argumento

O pior - NO final tudo fica em torno da exploraçao sexual do casal


Avaliação - B

Monday, August 31, 2026

The Whisper Man

 O cinema do final dos anos 90 incidia muito em serial Killers e em filmes policiais de investigação que nos deram alguns dos filmes mais iconicos daquele periodo. Com o exagero de series com o mesmo tema o estilo foi-se perdendo, dai que seja com algum revivalismo que vimos o que a Netflix esta a tentar fazer aqui, com um filme que e uma investigação presente e passada, que criticamente ficou pela mediania mas tem tudo para ter muitas visualizaçoes na mais forte aplicaçao de streaming.

Sobre o filme podemos dizer que o inicio esta longe de ser brilhante, desde logo porque junta algum estilo parafisico com uma investigação criminal em si, o que faz com que o filme seja confuso no estilo que quer adotar, com a entrada da investigação criminal em si, o filme torna-se agradavel de ver indo buscar alguns dos estilos mais fortes do final do milenio e tras-nos esse revivalismo que foi sendo perdido no cinema atual.

Isso faz desde filme uma referencia, nem por isso, mas torna-o agradavel de ver o que nos parece ser os objetivos, ainda que curtos, que o filme quer ter, unir peças para tudo fazer sentido, nem sempre e facil porque fica claro que o filme tem muitos elementos mas o trabalho do argumento e mesmo do filme e meritorio acabando por deixar por vezes alguns personagens irem desaparecendo.

Por tudo isto um competente filme de visualizaçao simples, que nos deixa ligado ao ecra, mesmo que sem elementos que o diferencie no genero. Para quem cresceu com policiais e um bom regresso ao passado, onde De Niro acaba por ser eficaz. E um daqueles filmes que dificilmente vai ficar na retina mas que cumpre o proposito que se coloca.

A historia segue um pai, viuvo e o seu filho que regressam a sua terra natal, onde ficam marcados pelo distanciamento de um pai policia marcado por uma investigação criminal que lhe tirou toda a vida, e tudo fica pior quando uma copia do assassino do passado regressa ao local.

O argumento do filme tem alguns bons atributos no que diz respeito ao estilo de organizaçao do filme, escondendo o criminoso e a teia que o alimenta, aos poucos o filme vai unindo peças por vezes uma tarefa complicada ja que o filme tem muitos elementos e mesmo personagens, mas o trabalho acaba por ser razoavel.

Na realização Ashcroft acaba por ter uma forma de filmar simples, escura no sentido de tentar dar intensidade a historia que quer criar. Nao e propriamente um trabalho muito diferenciado mas deixa o seu argumento fluir o que para um filme de streaming e bem escolhido.

Na interpretaçao temos De Niro, sempre com uma capacidade, mesmo com idade evoluida de ser bem intenso, quando quer. Junto de si, temos Scott que cumpre na acessoria, Monohgan que sempre foi uma auxiliar de qualidade de um Keaton que perdeu alguma das chances do passado mas que da sempre impacto ao que faz.


O melhor - O regresso ao cinema dos anos 90


O pior - A introduçao algo confusa nos generos


Avaliação - C+

Sunday, August 30, 2026

Evil Dead Burn

 Diversos anos depois da noite dos mortos vivos ter tornado o mundo do terror ainda mais estetico do que ate então  como a maioria dos filmes do genero, eis que surge os seus reboots tornando este tipo de projetos quase interminaveis em termos de filmes, com mais um filme desta vez com muito fogo e com Sam Raimi apenas na produçao.Criticamente esperava-se mais pois e uma saga proximo da critica, comercialmente os resultados ficaram um pouco aquem do que de melhor se faz em termos comerciais.

SObre o filme podemos dizer que em termos de estetica e horror liga a intensidade maxima, o filme vai ao limite de tudo, estetico do grotesco, do exagero que acaba por ser a imagem de marca da saga mas agora com mais meios aos dispor torna tudo mais real e nisso o filme acaba por encaixar bem naquilo que foi sendo feito.

Sobre a historia ,muito pouco de novo, uma morte, a recuperação do inferno e eis que as personagens vao morrendo e regressando numa luta cada vez mais desigual, que o filme aproveita em toda a medida para ter sangue, muito sangue, mas mais que isso para ter um inferno no mundo, e nesse particular o filme consegue cumprir os objetivos que tem que e impressionar.

Claro que para a historia de base muito pouco, apenas uma ligaçao tenue familiar, depois os personagens basicamente sao carne para canhão num filme que quer vender o seu impacto no lado estetico cumprindo aquilo que se propoem embora longe de muita originalidade na historia.

A historia fala uma familia em luto pela morte estranha num acidente de um dos dos filhos, o qual era violento para com a ex mulher mas eis que aos poucos o mal que estava inerente ao mesmo começa a manifestar-se em todos os parentes numa autentica luta pela sobrevivencia.

Quem conhece a historia de Evil Dead fica pouco surpreendido com a historia, basicamente temos personagens num espaço, e a luta pela sobrevivencia ao nivel maximo, acaba por ser mais do mesmo do que muitos filmes sobre poderes do mal, e este muda pouco, apenas a intensidade.

Mas e na realização que o filme impressiona pela intensidade embora com algum exagero, a escolha de Vanicek oriundo de um cinema de terror de base tornou o filme impactante e Raimi sabia que o filme iria entrar nessa modalidade, penso que e a melhor escolha do filme, num realizador que sabe como levar ao maximo o impacto de um filme de terror vamos ver o que se segue.

No cast um conjunto de atores ainda jovens alguns com algum protagonismo em series mas que aqui deixam a caracterização e a violencia comandar com prestações simples com pouco ou nenhum espaço. Nao e um tipo de filme que faz crescer atores


O melhor - A intensidade do terror

O pior - O argumento e mais do mesmo.


Avaliação - C+

Thursday, August 20, 2026

Young Washington

 A Angel tornou-se numa produtora de referencia do consevadorismo religioso de direita americano que tem aos poucos conseguido levar alguns atores com menos filmes no circuito normal, o que leva a filmes com produçoes maiores e ambiçoes maiores. Aqui temos um biopic do primeiro presidente americano apostado em sublinhar o nacionalismo conservador. Este filme teve criticas muito medianas e comercialmente sendo um dos filmes ancora da Angel o resultado foi consistente mas longe do que de melhor foram fazendo nos ultimos anos.

Sobre o filme podemos dizer que quem ja viu os filmes da Angel pode esperar claramente um filme como este, muita honra, muita retidao da personagem central, zero em termos de capacidade de ser realista e dar diversas vertentes e efeitos muito reduzidos num filme que e uma novela de personagem e claramente inferior aos melhores biopic que ao longo do tempo vamos conhecendo.

Por tudo isto temos um filme que nos ocupa espaço, que aos poucos em personagens secundarias vai conduzindo a atores de outra linha mas que ainda tem dificuldade em chamar protagonistas de primeira linha e o filme neste, caso sendo um filme de personagem fica muito danificado pela falta de qualidade do seu interprete.

Por tudo isto um mediocre filme na base do que a Angel quando tenta ser seria e historica nos tem dado, o cinema necessita de maior trabalho em termos daquilo que os filmes podem ser no seu realismo, e filmes como este ficam sempre a procura da vertente politica exagerada do que contar a historia em si, e nisso a ANgel ficara sempre a perder.

O filme fala das primeiras batalhas de George Washington a forma como se alistou como foi ganhando e perdendo batalhas ate ao nascimento do que conhecemos por EUA foram da decisao de outros paises, o filme tenta contar algumas batalhas.

O argumento esta longe do rigor historico indo sempre atras da honra e da novela tipica da personagem central. A ideia que o filme nunca quer ser serio mas politico esta sempre presente e acaba por ser nos argumentos e nas mensagens que a ANgel começa a perder a dimensao universal dos seus filmes.

Erwin e um dos realizadores ancora da produtora com alguns dos seus projetos maiores mas sempre com as mesmas dificuldades aqui nunca consegue fazer o filme ser grandioso nao obstante de ser um filme das maiores produçoes e por outro lado o assumir a IA como interprete do filme e um risco que acaba por nao dar nada de particularmente relevante ao filme.

No cast temos um desconhecido como protagonista, Franklyn Miller ate pode ser parecido fisionomicamente com a ideia que se tem de Washington mas nao tem atributos para liderar qualquer filme, ainda para mais com sequencias com Serkis e Kingsley que mesmo longe dos melhroes momentos continuam a ser atores com outro tipo de atributos.


O melhor - Um pouco de historia americana

O pior - Uma forma de ver a historia um pouco enviesada


Avaliação - D+

Wednesday, August 19, 2026

Don't Say Good Luck

 Eis que em pleno verão uma das colaborações mais efetivas dos ultimos anos surfe com mais um produto, concretamente a produtora de Adam Sandler e a Netflix, que conduziu a um drama tendo a filha da super estrela como figura principal, e um estilo muito mais serio do que estamos habituados. Comercialmente sem figuras de primeira linha o filme tera alguma dificuldade para se impor na biblioteca da aplicação, mas criticamente a produtora conseguiu se calhar melhor avaliaçoes do que na maior parte das comedias de costume que foram sendo lançadas.

Sobre o filme podemos começar por dizer que temos um drama sobre a forma como uma adolescente lida com algo tao inexplicavel como a eventual perda da mãe por doença, enquanto a mesma esta viva. O filme tenta balançar o peso do drama na maior parte do tempo sem fugir aos momentos em que o filme leva a intensidade dramatica. E nisso o filme tem o impacto pesado que quer ter.

Na comedia o filme tenta balançar mas fica com a sensação que nunca tem atributos para contrapor o peso dos acontecimentos. O filme ate joga bem aquilo que e a multiplicidade da vida de um adolescente e nisso acaba por ser maduro, algo que surpreendente tendo em conta a produtora de base, onde cada personagem sabe o espaço que deve ocupar.

Por tudo isto podemos dizer que mesmo com o defeito de nunca conseguir balançar os dois generos que quer ter o filme consegue ter o impacto dramatico que quer ter, numa jovem Sandler a dominar dramaticamente um filme como nunca o pai conseguiu fazer, um filme ambicioso onde o seu valor interinseco acaba por surpreender.

A historia segue uma jovem que ganha o papel num musical escolar e o mundo social dela esta numa autentica montanha russa, ainda para mais quando a mãe luta contra um problema oncologico sem resolução que acaba por ainda colocar tudo em maior alvoroço.

O argumento do filme acaba por ser pesado tocando num assunto tao comum mas que os filmes vao tendo receio de tocar pela dificuldade do mesmo. O filme mesmo sendo algo simples nao foge da dificuldade desses momentos e da ausencia de resposta, um dos melhores segredos do filme.

Na realizaçao temos Julia Hart uma realizadora de filmes normalmente de produtoras mais pequenas que sabe jogar com o drama nao fungindo ao estilo de cinema adolescente que o filme quer ter. Sao nesses momentos que se percebe que o filme tem em si as prioridades bem assumidas.

No cast a jovem Sandler tem o filme aos seus pes e funciona, no lado musical, mais dificil no lado drama mas a interpretaçao era dificil ainda para mais quando contracena nos momentos mais dificeis com uma Lynskey numa forma incrivel, que acaba por elevar o filme para outros patamares dramaticos.


O melhor - Lynskey

O pior - O contraponto do humor nunca surge


Avaliação - B-

Sunday, August 16, 2026

Jackass: Best and Last

 Mais de vinte e cinco anos de um grupo de rebeldes com o patrocinio da MTV acabaram por lançar uma serie e mais tarde uma serie de filmes sobre alguns dos atos mais absurdos registados em imagem que temos memoria, criando uma autentica febre que foi desaparecendo com o tempo pese embora surja ainda filmes que foram tendo alguma rentabilidade econimica. Neste ano surgiu o seu declarado final com mais do mesmo, com alguns novos desafios e alguns dos melhores, que tiveram sempre algum louvor critico. Comercialmente todos ja perceberam que o tempo passou e isso levou a um resultado comercial muito curto.

O filme é mais do mesmo uma serie de apontamentos isolados sobre imbecilidade do ser humano levado ao extremo, claro que ja vimos muito pior nos primeiros filmes, eles estão mais velhos dai que tiveram que se adaptar a algumas das dificuldades da idade, mas mesmo assim o risco, e algumas das piadas estão la, principalmente algumas que nunca tinham sido exibidas ao publico como a loja da ferragem uma das melhores de sempre da saga.

Claro que na minha juventude sempre gostei de Jackass o absurdo fazia-me rir, claro que com maturidade isso deixou de ser tão claro, não obstante de ter bons momentos, fica a sensação que com o crescimento vai-se perdendo muito do entusiasmo com a abordagem, sem que seja porque outros apontamentos de exibicionismo nas redes sociais foram tornando esta abordagem corriqueira.

Mais que nao seja marca o final de um dos projetos mais arrojados e sem sentido que me recordo, nao sendo o melhor de todos, embora va buscar aos primeiros filmes alguns dos melhores momentos é uma boa homanegem e acima de tudo o assumir que o cinema e principalmente estas experiencias ficam na historia.

O filme fala do mesmo grupo de sempre, que foi se organizando com novos elementos, perdendo outros, mas que teve sempre a mesma forma de criar sketch imbecis para o sorriso facil, aqui mais do mesmo, sem grandes argumentos ou organizaçao do espaço, mas e Jackass.

Os filmes Jackass apostam tudo nos seus momentos de risco, fica claro que estao mais velhos e o risco e menor, mas temos na mesma a rebeldia, o exagero e todos os elementos que foram fazendo deste conceito um dos melhores que recordamos.

Em termos de realização temos Tremaine ele que teve na base do projeto com algumas incursoes fora deste estilo, sabe o que as camaras querem em sketch curtos mas intensos, nunca sera a facil mais visivel do projeto embora seja importante para o grupo.

No cast um conjunto de atores duplos que dedicaram a vida e o corpo ao projeto com muitos elementos que se foram perdendo pela vida e pelos vicios mas um grupo que aos vinte e seis anos foi-se reunindo sempre com o mesmo sentido.


O melhor - Os segmentos antigos que agora sao exibidos

O pior - Claro que com o tempo e maturidade foi-se perdendo algum enconto


Avaliação - C+

Minions & Monsters

 Se existem personagem que entraram sem saida para o imaginario dos mais pequenos no cinema foram estes bonecos amarelos que tiveram a sua aparição em Despicable Me e que ganharam total independencia ultrapassando tudo e todos que interagiram com eles. Este ano surgiu mais um filme com eles como protagonistas agora com monstros em pleno verao. Criticamente nunca foram uma potencia atingindo sempre uma mediania comercial, contudo neste filme deram um passo acima com avaliações muito positivas, comercialmente ja vimos os bonecos com mais fulgor.

SObre o filme podemos dizer que o filme funciona principalmente porque leva o cinema para dentro do cinema e quando isso acontece normalmente resulta. Temos quase uma volta a historia do cinema com diversos easter eggs com a vantagem de termos sempre a descontraçao e asneiras do grupo de amarelos, com dois em especial, o que torna o filme com ritmo, curioso e engraçado, ingredientes naturais para funcionar.

Nao e propriamente um potento de originalidade, alias nunca foram os minions, que escolheram sempre a piada facil, e muito fisica para fazer os seus apontamentos funcionar. A inclusao de monstros dao ao filme alguma rebeldia, que funciona em termos de piada mas pouco mais, pois fica sempre a ideia que o filme e a homenagem ao cinema sao os vetores mais fortes do filme.

Por tudo isto o melhor filme dos Minions que foi lançado pela retrospetiva do cinema que tras, o que sao temas que muitas vezes os filmes para os mais pequenos nunca abordam. Temos momentos interessantes, ao dar mais dimensao a duas personagens permitem mais historia e temos claramente o melhor filme do franchising.

A historia segue os Minimos e a sua tentativa de encontrar o mestre da malvadez para o servir, ate que acabam por parar em Hollywood onde entram na produçao de diversos filmes tentando levar ao sonho de um deles que e criar e contar historias.

O argumento do filme funciona na ideia do cinema dentro do cinema, e o tipo de filme que vai para alem do esperado nesses momentos. A ida buscar de monstros da mais alguns dados ao filme embora sem o fulgor da ideia original, onde o final acaba por ser um dos melhores easter eggs do ano.

Na realizaçao do projeto temos Pierre Coffin o pai dos bonecos que sabe o que melhor retirar neles, sempre com a inovaçao tecnologica, aqui temos o lado cinematografico que e um bom trabalho de alguem que se dedicou a estre projeto com um sucesso inacreditavel.

No cast de vozes temos as escolhas habituais algumas figuras de referencia a aparecerem mas e um filme que nao tem nas vozes um epicentro de sucesso.


 O melhor - O cinema dentro do cinema.

O pior - As personagens sao circulares


Avaliação - B-

The Last House

 Com um elenco de primeira linha e um realizador com alguns projetos comerciais associados a Blockbusters de verão este filme de terror/acção sobrevivencia foi a grande aposta da NEtflix para o verão de forma a ganhar espetadores de dias de praia menos conseguidos ou noites em que o calor nao deixa dormir. Criticamente as coisas correram mal com avaliações muito mediocres para um projeto ancora como este. O elenco do filme no entanto deve ter garantido ao filme o resultado comercial esperado pela Netflix.

Sobre o filme o mesmo tem uma premissa interessante no terror psicologico de alguem ficar fechado em casa, o filme conjuga bem a primeira hora de filme naquilo que se calhar seria mais facil, concretamente a adaptaçao a circunstancia e aos poucos ir ter conhecimento de tudo o que implica a volta, nisso o filme é conseguido com dinamicas familiares e de sobrevivencia muito bem trabalhadas, mesmo no desespero das personagens.

Onde o filme falha e no desatar o no de tudo o que vimos, seria dificil porque a circunstancia e tao unica que exigia algo paranormal, mas o monstro exagerado, as sequencias de ação levadas ao limite do absurdo mas acima de tudo a escolha final sempre ao alcance nunca sao bem montadas e bem ligadas para o resultado final, e fica a sensação que foi na dificil conclusao que o filme teve muita dificuldade em conseguir funcionar o que quer transmitir.

Por tudo isto parece-nos que o filme funciona no drama e em alguma sobrevivencia falha na açao e nas escolhas para tornar o filme maior, o que com uma premissa que ate é bem montade um bom elenco, fica a ideia que tudo o que foi feito de bem ate ao salto temporal de cinco anos, demorona com a falta de ideias que vem depois. Concordo que seria dificil mas os bons filmes sao os que conseguem tirar alguns trunfos nessa adversidade.

A historia segue um casal e dois filhos que do nada percebem que nao conseguem sair de casa ja que todos os acessos estão colados por uma especie de chuva estranha que conduziu a que todos permanecem nas suas casas, o que torna totalmente impossivel com o passar do tempo, e mais que isso quando uns estranhos seres começam a invadir esse espaço.

O argumento tem uma ideia original que consegue ser bem trabalhada no primeiro momento do filme, nas dinamicas familiares, a questao e que o filme nunca conseguiria ser apenas isso e quando tem que desvendar o filme cai em escolhas simples que nada tem a ver com a complexidade inicial que o filme quer ter.

A realizaçao tem um Leterrier de terror que teve no primeiro mestres da ilusao o seu melhor filme blockbuster em comunicaçao com o publico, aqui joga bem nos primeiros momentos, denota-se que sabe trabalhar com efeitos mas perde algo no terror psicologico que o filme teria que ter. Um tarefeiro de estudio mas que lhe falta o grande filme.

No cast um elenco constituido por dois protagonistas mais proximos da critica. Moura nao funciona particularmente neste registo de heroi resignado de açao, parece sempre algo forçado, com os mesmos tiques de sempre, que demonstram que tirando em Narcos nao e propriamente um ator com recursos diferenciados. Lee tem mais serenidade mas tambem lhe falta alguma expressividade ficando a sensaçao que num filme de terror nenhum consegue particularmente ir buscar o seu espaço.


O melhor - A primeira hora de filme.

O pior - O desenlace


Avaliação - C

Saturday, August 15, 2026

Supergirl

 UM ano depois de a historia de superhomem ter conseguido bons resultados principalmente no exagero quase comico com que a abordagem foi feita, eis que surge uma eventual ligaçao agora com a sua prima conhecida por Supergirl e o cão ja conhecido do primeiro filme. A expetativa era de um filme descontraido e original como o novo superhomem mas rapidamente se percebeu que seria tão descontraido que quase nao seria levado a serio acabando com resultados criticos e comerciais muito pobres que faz com que ou superhomem esta no franchising ou o sucesso desaparece qual kriptonite.

Desde logo parece-nos um filme simples de mais, tenta-nos explicar a personagem com uma serie de flashback soltos que pouco ou nada dizem sobre a personagem e principalmente a sua forma de ser atual. Mesmo a ligaçao com superhomem e trabalhada nesses pontos sem nunca conseguir propriamente construir a base para algo que o filme quer alimentar durante todo o tempo. Isto e um dos apontamentos que o filme quer ter e falha como muitos outros.

E um filme descontraido, rebelde, sem grande logica ou mesmo sem grande trabalho narrativo, basicamente e criado um vilao que conhecemos mais pelo seu aspeto trabalhado do que pelas motivaçoes, a heroina que se encontra e uma auxiliar com desejo de vingança, numa viagem por alguns planetas, muitas lutas e o final esperado, onde apenas na luta final temos ainda que de forma comica uma abordagem diferente de realizaçao.

Por tudo isto o sabor a desilusão, nao que achasse que o filme fosse muito diferente disto, mas pela noçao do pouco trabalho que o filme quis ter, deixando apenas a personagem central deambular minuto apos minuto, se queria dimensao deveria chamar Clark Kent noutros momentos se nao queria deveria acima de tudo ir procurar outros aspetos que levassem o filme para outros pontos que nunca consegue.

A historia segue uma supergirl perdida na vida, apenas ligada ao seu cao, ate ao momento em que surge uma jovem sedenta de vingança por um grupo de bandidos galaticos que matou a sua familia, ao qual a mesma se une com os poderes para os objetivos da mesma.

O argumento e pobre, na elaboração e na execução, mesmo em termos comicos sobra pouco mais do que o lado descontraido, nao e um filme de grandes gargalhadas, uma construçao de vilao super limitada e muitos poucos elementos que realmente seja diferenciados.

GIllespie e um realizador que funciona bem no registo descontraido, original, consegue muitas vezes fazer abordagens originais de filmes rigidos e merece outro destaque do que um tarefeiro de segundo nivel como aqui, onde se sente perdido aparecendo apenas na ultima sequencia de açao, QUem olha para a filmiografia do realizador percebe que vai do tudo ao nada muito rapidamente.

A escolha de Alckook como proatonista ganha pela rebeldia que encaixa bem no perfil da atriz, embora a personagem nao exista para alem disso. COmo vilao Schoenarts muito trabalhado em caracterizaçao funciona por esse lado embora numa personagem vazia. COmo auxiliar Eva RIdley e quem funciona melhor no filme existindo momentos em que parece mesmo a protagonista.


O melhor - A sequencia de luta final

O pior - O filme nunca querer ser mais que aparvalhado


Avaliação - C-

Thursday, August 13, 2026

Levictus

 As questões da homossexualidade, a não aceitação desta orientação em sociedades fechadas e o terror foram temas que efetivamente o cinema nunca entrelaçou nos seus projetos, sendo que apenas por isso, este pequeno filme de terror sem grandes figuras e oriundo da Australia já tinha alguns elementos de novidade. O filme estreou com boas criticas, pela forma como conjugou drama e terror e comercialmente, mesmo sendo um filme independente e sem figuras conseguiu uma visibilidade que nos seus elementos não seria expetavel.

Sobre o filme podemos dizer que começa acima de tudo como uma historia de amor proibida entre dois jovens que tentam esconder. O drama não e propriamente do melhor que vimos trabalhado em amor homossexual adolescente mas e apenas um preparativo para o terror que surge quando os mesmos começam a ser seguidos pels propria obsessão, aqui o filme conjuga alguns momentos de um terror visual com uma tensão psicologica interessante

Não e um filme delcaradamente de terror, alias apenas na ultima meia hora assume esse papel de forma definitiva. E um daqueles que filmes que olhamos quase sempre como um projeto pequeno com algumas ideias curiosas mas que nunca são propriamente unicas. Mesmo a falta de figuras de primeira linha nunca deixa o filme crescer em termos de interpretaçao acabando por ser um filme ok sem nunca ser mais que isso.

Numa altura em que ja vimos quase todas as roupagens do terror temos aqui mais uma, com uma mistura de generos nada usual, que tem essa novidade, que funciona em algum do terror visual, melhor ainda na forma como cresce a tensão emocional, para um filme que tem os seus momentos sem nunca ser propriamente diferenciado, mas que marca a sua posiçao.

A historia segue dois jovens adolescentes que escondem a sua homossexualidade, contudo com a presença de um terceiro elemento estas preferências são desobertas, o que conduz a um ritual que faz com que os mesmos comecem a ser seguidos pela propria obsessão amorosa.

O argumento do filme tem uma mistura de elementos razoavelmente interessante, em termos de personagens para o lado dramatico pode ser algo simples demais, mas para um filme de terror pequeno chega. Nunca tira coelhos da cartola mas funciona naquilo que quer ser.

Na realizaçao temos Chiarela com um projeto individual de um realizador desconhecido com alguns projetos no terror que tem aqui o seu filme mais substantivo e que funciona porque denota conseguir tirar intensidade dos momentos de terror. Demonstra menos rotina no lado dramatico mas tambem nao sera a sua praia

No cast dois jovens desconhecidos encabeçam aquilo que o filme quer dar na intensidade de terror, na quimica apaixonada entre eles, mas falta-lhe alguns elementos na intensidade dramatica, mas pode ser neste tipo de projetos que ganhem visibilidade para outro tipo de oportunidades.


O melhor - Uma mistura original de temas

O pior - Nunca conseguir tirar um coelho da cartola


Avaliação - C+

Wednesday, August 12, 2026

The Death of Robin Hood

 Quando se percebe que um filme estreia em pleno Junho, com um ator de primeira linha sobre uma figura tão carismatica como Robin Hood, espera-se um filme de epoca de super herois para explorar todo o valor comercial do conceito. Contudo com as primeiras observações percebeu-se que a abordagem seria mais intimista, o que levou a avaliaçoes criticas medianas, alguns que gostaram do risco da abordagem outros que nao gostaram do estilo monocordico do filme, que acabou por levar a um desastre comercial.

Sobre o filme podemos dizer que poderia funcionar, não fosse o uso abusivo do nome da personagem e de toda a envolvencia. O filme nada tem a ver com Robin dos Bosques, podemos encontrar uma especie de Robin dos Bosques independente, massacrado pela vida, mas fica a ideia que esse uso é um tique de rebeldia mais do que propriamente uma exploraçao de creatividade que o filme nunca acaba por ter.

O tom monocromatico do filme, assodiado pelo excesso de tempo em que o filme não encontra nada para explicar acaba por tornar o filme, e as suas duas horas, particularmente aborrecido em diversos momentos, faltando um epilogo, uma conclusao onde a personagem se encontre, de demonstre no que foi e no queria ser e nisso o filme é demasiado parado para ter sucesso.

Por tudo isto um filme simples, maioritariamente aborrecido, onde tenta fazer um filme sobre o final de vida de uma personagem e fazer pensar sobre os seus feitos, mas um nome tao grande como Robin dos Bosques nao pode ficar refem de um filme que também não decide propriamente o que quer fazer consigo próprio acabando por se tornar aborrecido em quase toda a duração.

O filme fala de Robin dos Bosques, marcado pela vida, o qual é salvo por uma mulher com alguns poderes curativos onde percebe que as escolhas ao longo da sua vida conduziram a marcas do seu passado que o seguem até aos ultimos dias da sua existencia.

O argumento pega na historia e alguns momentos conhecidos do espirito de Robin dos Bosques para nos fazer um ensaio hipotetico sobre os seus ultimos anos, sem que os condimentos da historia estejam presentes a nao ser alguem com um passado violento e o seu fim.

Na realizaçao o projeto e assinado por Sarnoski, tarefeiro em alguns filmes de produtoras de alguma dimensão, principalmente britanicas que tem aqui um projeto com meios e atores. Um filme algo escuro, que quer ser intimista numa historia grande onde numa entusiasma pois o paralelismo exagerado tira objetividade que o filme necessita.

Jackman e uma estrela que nunca demonstrou recursos superlativos quando posto a prova em papeis e filmes maiores, aqui muita entrega fisica, desgaste, mas pouco mais, num papel que poderia e teria de ter mais atributos dramaticos onde sobra a imponente imagem de Jackman. Os secundarios tem pouco espaço para brilhar.


O melhor - Alguns momentos de fotografia


O pior - O ritmo lento e aborrecido


Avaliação - C-

Monday, August 10, 2026

The Dink

 Nao deixa de ser surpreendente num ano em que a Apple + quase não existe do ponto de vista de longas metragens que o filme ancora de verão seja uma comedia com um elenco de segunda linha, sobre um desporto quase desconhecido. Nao e de estranhar que as medianas criticas que o filme foi alvo quase o conduzam a uma inexistênncia mediatica que de alguma forma acaba por deixar o filme nos armazens do serviço do que diz respeito ao seu valor comercial.

Sobre o filme temos uma comedia familiar, com muitos dos apontamentos tipicos da comedia dos seus intervenientes como Stiller ou mesmo Johnson com a moratoria do jogo, com algumas figuras desportivas que tornam o filme maior e com um humor arrojado que funciona em alguns momentos, alguns dos quais com impacto mas fica sempre a sensação de um filme a procura de um registo de imponencia comercial que nunca o consegue ter.

Desde logo pelo desporto escolhido basicamente uma especie de old padel que acaba por ser satirizado ao longo de todo o filme mas um contrasenso moral que funciona para o aspeto que o filme quer ir. Do ponto de vista romantico a diferença de idade e pesada para a quimica funcionar e o filme acaba e bem por desistir desse ponto. Do ponto de vista comico acaba por ser nos secundarios que o filme melhor se eleva nesses momentos.

Por tudo isto temos um filme que acaba por ser aquilo que quer ser, uma comedia sem grandes ambições com algumas gargalhadas lançadas e outros pontos onde não funciona para um resultado misto. No cinema de comedias atuais existe muitas outras mais disparatadas, sem que esta por si so se consiga diferençar em grande parte do tempo.

A historia fala de um filho de um gestor de uma escola de tenis que esta em risco pelo crescimento de um desporto alternativo para praticantes mais de lazer, que conduz a um duelo, onde o mesmo marcado pelo seu passado fica de forma começando a praticar o tao odioso desporto.

O argumento do filme tem um resultado moderado no efeito comico, e inegavel que existem momentos em que o filme funciona muito bem nesse tema, como outras tentativas completaente ao lado. No lado narrativo uma historia razoavel que sabe deixar de lado os caminhos, como o romantico que nunca funcionaria.

Na realização temos Greenbaum realizador de comedias adultas de risco, que aqui pese embora tenha um trabalho de produção acaba por seguir caminhos simples. E nesse momento que o filme sabe tornar-se comercial com algumas apariçoes, embora seja nada mais que uma comedia de streaming.

No cast Jonhson foi conjugando papeis de comedias imbecis com algumas mais independentes que deixou-o sempre no limbo como ator. Aqui mais na primeira vertente, funciona sem o carisma de outros front leaders. Funciona sempre melhor os cameos comerciais


O melhor - Alguns momentos comicos isolados como a entrada na pisicna de PJ

O pior - O filme entrar por assuntos onde nao funciona e abandonar, devia ter ficado no esboço


Avaliação - C

Friday, August 07, 2026

Disclosure Day

 Apresentado como um dos grandes filmes de 2026, esta mega produção que levava o veterano e sempre competente Steven Spilberg de volta ao mundo da vida extraterrestre, deixou muita gente em suspenso, apostava em tentar se recordar de classicos instantaneos do cinema como ET e Encontros Imediatos de 3 grau. Pois bem as avaliações do filme pela critica até foram positivas, contudo o publico em geral não ficou tão agrado com uma receção do publico bastante diferente com algumas mostras de deceção. No que diz respeito ao valor comercial bons resultados mas a sensação que o filme desacelerou rapidamente.

Sobre o filme podemos começar por dizer que este começa bem, deixando algumas pontas abertas que nos filmes de grande estudio esperamos que sejam rapidamente fechadas de uma forma competente. O problema e que o filme tem uma toada monocordica, onde percebemos alguns poderes, mas que nunca fecha realmente porta nenhuma acabando por falhar onde normalmente Spilberg sempre teve facilidade que é no imediatismo da comunicação com o espetador e o filme acaba por ser monocordico e deixar-nos com demasiado tédio na grande parte da sua duração.

E daqueles filmes que nos sentimos que tem os ingredientes certos para resultar, um realizador experiente e que sabe gerir o publico como poucos, um elenco de primeira linha, efeitos de ponta, embora nos parece surpreendente a forma quase primaria como usa o CGI, mas esta mistura de ingredientes nunca funciona e a deceção final do espetador acaba por ser inevitavel, e isso deixa marca no reflexo final do filme.

Um dos filmes mais cinzentos em toda a carreira de Spilberg, a sua incapacidade de comunicar de transmitir emoções, mais que hipotizar sobre uma reação que nunca existe acaba por ser na maior parte do tempo surpreendente. Quando todos esperavam um cinema que tivesse o rasgo de ir alem, parece-nos que o filme deixa sempre em lume brando uma narrativa que nunca aproxiveita e sabe a muito pouco principalmente com as expetativas depositadas no filme.

A historia segue um jovem que tem em sua posse elementos que permitem transmitir ao mundo que existe vida extraterreste o qual é seguido por um grupo organizado governamental que tem como função impedir que tal aconteça, usando poderes dados por esses mesmos seres, num jogo total de gato e do rato.

O argumento de Koepp e como a maioria dos filmes do argumentista, bem estruturado, uma boa ideia mas que nem sempre se executa da forma mais facil, fica a sensação que o filme liga por diversas vezes o complicador e acima de tudo nunca decide o que quer fazer com a sua historia e isto provoca dano num filme de grande publico.

Spilberg tem alguns dos melhores filmes da historia sobre extra terrestre e a comunicação humana com eles. Aqui tenta mais um novo filme, com bons momentos de realização mas um filme que quer ser demasiado implicito para um blockbuster de verão. E expectavel que com uma idade ja avançada se va perdendo algumas faculdades, se calhar deveria apostar num cinema intimista que lhe tem dado melhores resultados nos ultimos anos.

No cast um bom elenco, onde temos atrbutos para as personagens crescerem mais, Blunt acaba por ser algo monocordica na sua personagem, deixando muito das despesas num vilão Firth que nao cresce e principalmente apostado em render o bom momento dos protagonistas mais jovens concretamente O'Connor e Hewson que tem os melhores momentos mas as personagens são sempre mais herois de ação do que interpretações de dificuldade superlativa.


O melhor - O filme deixa antever mais conteudo ideologico


O pior - O nunca se assumir no rumo que quer ter


Avaliação - C

Wednesday, August 05, 2026

The Devil's Mouth

 O terror juvenil sempre foi pródigo para alimentar espaço em pleno verão, dai que com o diminuir de vagas no que diz respeito a estreias em cinema, e o aumentar no streaming este seja um espaço cada vez mais comum para este genero. Aqui temos um filme sobre um predador animal, numas grutas assustadoras e um grupo de jovens com muita rebeldia a mistura. Criticamente um desastre com avaliações sofriveis, comercialmente a Prime tera sempre alguma visibilidade principalmente tendo em conta o período do ano em que foi lançado.

O filme tem uma parte inicial interessante, quer pelo local das filmagens, quer mesmo pelos conflitos emergentes do grupo faz pensar que o filme ira trabalhar todos esses aspetos na luta pela sobrevivencia mas isso não acontece, já que no momento em que a luta começa tudo se torna redundante e circular, sem grande originalidade e parece sempre que o filme procura complicar ao extremo a situação para o seu desenlace.

O filme tem uma questão que me parece de todo dificil de resolver, quer ser modesto na agressividade e isso torna o filme demasiado soft para um terror. Por outro lado as personagens vão desaparecendo tornando quase inutil todos os conflitos anteriores, a nao ser para criar duvidas de decisao na personagem central. Por tudo isto fica a sensação de um filme que tenta ter mais elementos do que os que tem, mas nunca os assume.

Ou seja um filme bastante limitado na abrangencia, nos efeitos, toda a qualidade dos efeitos iniciais de espaço dissipam-se no desenvolvimento do filme com grutas quase sempre iguais e um tubarão que pouco ou nada parece real. Claro que serve para um filme de entertenimento de streaming para é muito pouco para mais que isso.

A historia junta um grupo de amigos na Tailandia que decidem ir explorar umas famosas grutas, onde tudo fica pior quando percebem que um tubarão touro ataca em plena agua doce, levando a um labirinto para conseguirem sair daquele espaço.

O argumento do filme até cria alguns laços que poderiam ser bem potenciados como por exemplo os conflitos e duvidas entre protagonistas, mas tudo e abandonado para um tipico filme de sobrevivencia que acaba por saber a muito pouco para aquilo que o filme quer na realidade ser.

Na realizaçao Wadlow e um realizador serie B de terror na sua base de terror juvenil, utiliza nos primeiros dez minutos bem o espaço do filme, depois torna-se redundante. Nao e um espaço para grande voos e um realizador que se profissionaliza neste genero fica sempre destinado a um maior anonimato.

No cast temos Newton depois de alguns bons papeis ficou a sensação que poderia ter algum destaque no cinema mais de primeira linha que acabou por ser conduzida para um terror adolescente onde alguns atributos como intensidade foram desaparecendo. No restante cast um conjunto de atores de filmes de adolescentes com os seus papeis tipicos.


O melhor - Alguns conflitos iniciais entre personagens.


O pior - Desaproveitar isso num filme serie B com efeitos duvidosos


Avaliação -D+

Tuesday, August 04, 2026

The Odyssey

 Desde que o projeto megalomano de Nolan, pos Oppenheimer foi aunciado que o mundo do cinema ficou em pausa para perceber o que realmente Nolan ia fazer com uma das maiores historias da literatura, um dos maiores cast e uma produçao milionaria. Com as primeiras avaliações o filme atingiu criticas de excelencia sem se livrar de algumas polemicas sobre detalhes historicos e sobre os puristas do lado classico, mas isso nao impediu o filme de triunfar em toda a escola quer comercialmente, quer criticamente.

Sobre o filme podemos dizer que temos Nolan competente, se calhar sem a capacidade de surpreender que já demonstrou noutros filmes mais de autor, mas é um filme grandioso, nas imagens, na forma como leva o espetador para dentro de cada aventura, pela boa escolha dos papeis mais importantes e mais que isso pela capacidade de tornar três horas de cinema faceis de ver.

Claro que tem defeitos, o primeiro dos quais Tom Holland e a sua personagem, um filme com esta maturidade nao deve ir atras de icon de popularidade, e o filme ressente sempre isso quando a personagem intervem, por outro lado a sua montagem é arriscada essencialmente pelas quebras temporais mas nisso ate acho que o filme vai resolvendo bem alguma difusão inicial, e Nolan competente e de nivel muito superior a muitos no nivel maximo.

Por tudo isto este é um acontecimento cinematografico do ano, um filme grande, muito bem feito, um filme que nos prende e que é correto com a dimensão gigantesca da historia que quer contar. Consegue fazer paralelismo com a atualidade e acaba por ser nesses momentos que o cinema de impacto surge, tem defeitos mas e uma obra de referência.

O filme dá-nos a historia de Ulisses e o seu regresso a casa, depois da batalha de troia e as consequencies de tal vitoria, bem como a forma como Itaca permanece esperando o regresso de um rei desaparecido.,

O argumento tem a historia de base potenciado para um filme com grande nivel de investimento. Alguns dialogos bem conseguidos para dar o impacto do heroismo, outros mais basicos num filme onde o argumento esta longe de ser o protagonista maior.

Na realização Nolan é competente numa versão mais simples, de menos risco, um filme grande onde todos os elementos se potenciam para o tamalho que o filme quer ter, temos mais Nolan de Dunkirk do que propriamente de Oppenheimer onde temos arte e originalidade, aqui ficamos pela primeira.

No cast um recheio de talento em que o filme usa bem com um Damon surpreendente mas que encaixa principalmente nas sequencias de movimento sem palavras. Acaba por ser Hathway que da a maior intensidade ao filme numa atriz em excelente forma este ano. Do lado negativo Holland não se pode ter um Peter Parker num filme destes e fica a sensação que o jovem popular ator tem alguma falta de recursos para despir aquele papel. Mesmo Pattinson cai num absurdo para antagonista demasiado exagerado.


O melhor  - A grandiosidade do filme.


O pior - Tom Holland


Avaliação - B+

Monday, August 03, 2026

Scary Movie: What's Up

 Vinte seis anos depois dos irmãos Wayans terem levado a parodia de outros filmes para a cultura mais juvenil, com a imitação de filmes de terror eis que surge o seu reboot, com o mesmo elenco, algumas homenagens semelhantes, mas mais que isso o mesmo estilo aparvalhado que faz assinatura do filme. Este filme acabou por estrear com pessimas criticas, algo que nem é novidade nos irmãos Wayans, e em termos comerciais resultados interessantes principalmente ao longo de todo mundo.

SObre o filme ninguem pode esperar consistencia num filme como este onde a imbecilidade acaba por ser o protagonista maior. O filme tem essa forma, sem sentido, com algumas achegas a atualidade como diretos de youtube, e com muitos novos filmes a serem homenageados. Um daqueles filme que nada tras de novo talvez a piada facil e pouco mais.

Eu confesso que nunca ninguem fez isto tao bem como Zucker nos seus ases pelos ares, aqui nada tem sentido, tudo e exagerado, as homenagens a droga e a sexualidade acabam por tornar tudo sempre demasiado igual e nesse sentido o filme perde alguma da graça onde o absurdo contorna sempre o humor mais simplista. Mas ninguem esperava que Scary movie fosse para os maiores.

Por tudo isto mais um filme um icon popular, com os defeitos todos que sempre tiveram e um filme muito dificil de ver para quem gosta de cinema, os irmaos Wayans nunca foram brilhantes nas suas comedias e aqui muito menos, a sensação que o resgate cultural foi feito mas pouco mais.

A historia segue os mesmos personagens do priemiro filme, ja com filhos e no regresso de um, ou varios ghostface que acaba por conduzir a ligaçoes no passado. A historia nao existe, temos sim e difersas ligações a filmes com a ironia tipica deste tipo de filme.

O argumento e acima de tudo aparvalhado, o filme nunca tenta ser mais que isso, uma base que nao existe, diversos apontamentos de humor de qualidade duvidosa e os temas comuns de droga e sexo ate a exaustao sem que isso seja sinonimo de piada conseguida.

Na realizaçao temos um colaborador habitual dos Wayans que sabe o que estes querem dos filmes mesmo que nunca tenhamos qualquer tipo de arte no trabalho efetuado, nem o filme procure em qualquer momento algum apontamento deste nivel.

No cast os membros do primeiro filme onde King acaba por ser a unica que deu um salto na sua carreira, sendo meritorio esta homenagem as suas bases e Taylor no bloco inicial em auto parodia, mas de resto o habitual apenas parvo.


O melhor - Algumas piadas a filmes soltas

O pior - Demasiado absurdo para funcionar


Avaliação - D+

Backrooms

 Este verão foi marcado por dois filmes completamente desconhecidos de terror que estouraram o Box Office tornando-se assunto serios junto das produtoras maiores. Este mais explosivo nas primeiras semanas  tinha por base um projeto de youtube de um jovem de apenas 20 anos que ja tinha recolhido muitos fas e que via a adoção do seu projeto num filme com alguns atores de primeira linha. A critica gostou do estilo estetico do filme e comercialmente foi um sucesso incrivel.

Sobre o filme Backrooms e daqueles filmes que sabe jogar como poucos com o terror psicologico e com a estetica assumida de um filme de terror. Quando assim é metade do caminho para o sucesso ja esta feito e nisso o filme acaba por ser um dos apontamentos mais interessantes de filmes de terror nos ultimos anos, mas isso quer dizer que o filme funciona? Nem sempre porque a narrativa ou os principios de base do filme sao demasiado confusos para uma boa comunicação com o espetador que fica com mais perguntas do que respostas e isso esta longe de funcionar.

Para quem gosta de filmes para teorizar no fim sobre o que quer dizer, o que significa Backroooms acaba por funcionar porque como poucos nos ultimos anos exige essa reflexao ao espetador, mas isso fica sempre demasiado aberto, e fica a sensação que o proprio realizador nao quis muito que o filme ou o mote do mesmo fosse entendivel pelo espetador e quando assim é sobra pouco.

Por tudo isto Backrooms e um filme de contraste, toda a qualidade estetica, de interpretaçao, mesmo na montagem do mundo e o terror da sua forma de realizar embate num argumento onde nada e explicado e mais que isso numa historia confusa, que fica a livre apreciação do espetador numa abrangencia demasiado longa.

A historia segue a ligação de um vendedor de mobiliario falido em depressao depois de terminar o seu casamento e a ligaçao com a sua terapeuta marcada pelo passado sendo que tudo muda quando o priemiro encontra uma entrada para estranho mundo nas traseiras da sua loja.

O argumento e confuso, a preparaçao das ideias ate faz pensar que tudo ou alguma coisa sera explicado mas nunca o é porque o filme prioriza muito o lado estetico e coloca de lado as explicaçoes que deveriam ser dadas e tudo acaba demasiado difusos.

Na realização Parsons depois do sucesso de youtube, tem aqui a sua estreia com um rigor estetico que dao ao filme aquilo que ele necessita nao sendo neste primas que o filme tem as suas dificuldades mas sim as suas maiores virtudes. Essa capacidade unica de impressionar e que as imagens seja  protagonistas.

No cast uma boa escolha de dois atores intensos, mas mais que isso versateis dao ao filme as personagens que este necessita, mas fica a sensação que depois o filme tem muita dificuldade em saber o que fazer com eles. Mas que Ejilfor e Rensive sáo intensos e dao ao filme essa intensidade.

 O melhor - A estetica do filme


O pior - O confuso argumento e as suas faltas de explicações


Avaliação - C+

Friday, July 31, 2026

The Breadwinner

 O cinema comico tem alguns elementos que ao longo do tempo tem permanecido no cinema, principalmente aqueles sobre consequencias desastrosas. Este tipo de comedia fisica familiar, sem grandes figuras conhecidas acabou por estrear em pleno verão, com resultados criticos pouco interessantes o que fez que também comercialmente o filme ficasse muito longe de atingir grande visibilidade.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem subjacente uma moral interessante, onde fica a sensação que o potenciar da capacidade da mulher enquanto pessoa e para o desenvolvimento familiar é algo que não e facil de replicar, contudo nos procedimentos os cliches tipicos de uma comedia de estudio pouco original, com truques gastos e acima de tudo uma sensação que o filme, mesmo em termos de humor tem o registo caotico algo ultrapassado.

Por isso temos um filme que surpreende não ter ido para streaming já que existem diversos tipos de titulos semelhantes com o mesmo tipo de projeção que acabam por desaparecer de uma forma continua. Surpreende a escolha por uma divulgação wide de um filme que nunca tem elementos ou que acaba sempre por ser uma comedia de segunda ou terceira linha, que está longe de ser brilhante.

Um daqueles filmes que conseguimos perceber a existência pela forma como preencheu um espaço, num estilo de cinema associado a comediantes que para alem disso vão fazendo apariçoes no cinema de estudio mas pouco mais, para alem de uma mensagem interessante. Podemos nos questionar o que este tipo de cinema habitualmente ganha nos seus procedimentos, já que oferecem muito pouco de relevante.

A historia segue uma familia, onde apos ter sido aposta no programa Shark Tank toda a organização familiar fica a cargo do pai, um profissional de sucesso mas que nada faz em casa, até que o caos demonstra bem a necessidade e a dificuldade das tarefas ditas domesticas.

O filme funciona na mensagem que quer passar junto do grande publico sobre a dificuldade e essência do lado domestico no balanço familiar. O tipo de filme ja me parece muito mais mediocre num humor fisico, na maior parte do tempo sem grande impacto junto do espetador.

Na realizaçao temos Eric Appel um realizador de comedia com muito sucesso na televisao que tem no mesmo registo tentado imperar, sem grande sucesso na 7 arte. Um filme com processos de televisao, onde a camara nunca é uma interveninete de primeira linha.

No cast tambem um conjunto de atores singulares de comedia, com papeis dentro dos registos habituais e pouco mais. Nao e este tipo de filmes que conduz a grandes resultados e por isso a sensação que o cinema corre sem grandes ondas para os participantes.


O melhor - A mensagem subjacente

o pior - O humor desatualizado


Avaliação - C-

Tuesday, July 28, 2026

Star Wars: The Mandalorian and Grogu

 Depois do sucesso inacreditável que se tornou Mandalorian a serie e principalmente o seu Yoda pequeno, de nome Grogu, eis que o sucesso chegou ao cinema de forma a dar continuidade ao mundo Star Wars. O filme foi lançado como mais uma aventura da dupla com todos os ingredientes típicos da saga star wars, sendo que, criticamente a mediania acabou por se tornar um pouco parco para as ambições do filme, que comercialmente teve os seus resultados sem ter a explosão dos melhores momentos Star Wars.

Sobre o filme podemos dizer que temos um episodio grande de Mandalorian com o lado positivo da ternura da personagem central animada, acompanhada por alguns que conseguem ter o lado engraçado e familiar que o filme quer ter, com o lado de ação direta, de poucas palavras com um estilo de realização Vintage que acaba por ser uma homenagem de base ao que a saga nos foi dando ao longo dos anos.

Não e um poço de originalidade a historia é simples, traduzida em procedimentos em que na maior parte do tempo não temos palavras, temos ação onde o mistério da personagem central adquire um protagonismo acima da media. E daqueles filmes que consegue ir buscar os elementos que quer termo para ser um entertenimento familiar embora algo longo para aquilo que acaba por se tornar.

Ou seja um filme de estúdio que junta a homenagem produtiva do filme de época Star Wars, com os bonecos e mundos divergentes, com um lado mais ternurento e algo infantil em que Grogu é rei, e nisso o filme comunica bem como o espetador embora me parece muito pouco ambicioso na historia de base que acaba por ser simples elementos a procura de feitos especiais, que pode saber a pouco para quem gosta das intriga da guerra das estrelas.

A historia segue Mandalorian e o seu fiel amigo Grogu, ou o seu filho os quais embarcam numa aventura para resgatar e capturar um estranho ser que entra nas garras de dois temíveis tios com o objetivo de o destruir.

O filme tem um argumento muito simples, na base, ou seja, um filme com uma missão para os protagonistas que começa a ser cumprida com alguns atritos até ao resultado final, com uniões, traições e muita ação, acaba por ser algo simples para uma mega produçao de verão mas cumpre.

Na realização Fevereau e um realizador interessante que criou o mundo Avengers pela facilidade de chegar ao espetador, aqui é simples, sentimentos simples, bom efeitos especiais, mas acima de tudo uma capacidade de simplificar que o torna interessante como um tarefeiro de melhor qualidade.

No cast pascal esconde-se no capacete mas a sua voz funciona no estilo da personagem. Pior Allen Wright que quase passa impercetivel na sua personagem. Mas o melhor sao os bonecos animados e a forma como comunicam tao facilmente com o espetador.


O melhor - Grogu

O pior - O filme ter pouca substancia no final


Avaliação - C+

Sunday, July 26, 2026

Moana

 Dez anos depois da Disney ter surpreendido o mundo do cinema de animaçao com mais uma princesa com origem muito particulares e associada ao mar, o filme que foi um musical idealizado por Lin Manuel Miranda tornou-se num dos fenomenos comerciais de maior impacto da Disney e ganhou agora o seu real action com a mesma expetativa. Contudo rapidamente as criticas foram fortes por uma lealdade nao so exagerada ao filme de base mas tambem pelo excesso de CGI. Por esse motivo o filme acabou por nao explodir como o impacto imediato do trailer fazia prever e acabou por ser uma desilusão comercial

Sobre o filme o seu grande defeito acaba por ser precisamente o que todos tem falado, e uma copia ao limite do filme de animação e este ainda esta muito recente, ou seja parece um trabalho feito por inteligencia artificial de um projeto de animação consistente mas que aqui tem zero novidade e acaba por ser sempre demasiado digital para fazer o live action ser significativo e ai o filme acaba por ser o perdido tambem na sua transformação.

Eu gostei do filme de base, achei que e dos mais consistentes e originais do ponto de vista musicar, e o filme acaba por permitir reviver esses momentos, mas o exagero pelos efeitos, seria necessario pelo mundo aquatico e por todos os seres, acaba por dar a noçao que existiriam muitos outros filmes da Disney que tinha muito mais sentido terem esta roupagem primeiro.

Ou seja o filme e aquilo que todos esperam, se ja viram o filme de base sera completamente tempo perdido ver este, ou uma mera curiosidade ja que o filme acaba por nunca dar nada de novo. Para quem nunca viu parece claro que ambos transmitem a mesma coisa, nao e daqueles projetos disney que estraga o que foi feito embora nao lhe entrege completamente nada.

A historia e a conhecida a pequena Moana, princesa de Motuniu tem de embarcar pelo mar a procura de Maui para devolver o coração de Te Fiti e devolver o esplendor e vida a ilha onde reside.

O argumento e uma copia total do filme de base em tudo, nas personagens, nas musicas, na historia e mesmo no dialogo e isso pode ser exagerado com dez anos de diferença, nunca saberiamos como seria o filme com outro risco.

Na realizaçao tivemos a estreia de Kail, um produtor de musicais que tem a componente cenica das personagens o unico elemento onde o filme acaba por ter um lado mais trabalhado, de resto CGI e uma roupagem diferente ao que ja vimos, muito pouco para uma produçao deste nivel.

No cast o filme vai para um elenco original, com The ROck parecia uma melhor ideia para o filme do que realmente acaba por ser, parece cansado e a quimica com a personagem central nao e brilhante, parece um pouco em piloto automatico. A escolha da protagonista acaba por ser mais estetica do que de qualidade interpretativa. A nivel vocal The Rock repete sobrando a protagonistas que funciona.


O melhor - As musicas são o coraçao do filme.

O pior - UMa repetiçao ao milimetro


Avaliação - C

72 Hours

 Quem lê o titulo deste filme pode ja ter percebido a existência de outros filmes com titulos iguais ou mesmo parecidos, e quando vimos o trailer tambem fica a sensaçáo que ja vimos algos parecido com Kevin Hart como protagonista. Pois bem o tipico filme de Kevin Hart que vai sendo lançado nas diversas aplicaçoes de streaming desta vez numa comedia de rapazes em Miami, com o patrocinio da Netflix. Criticamente a mediania habitual para um filme de verão igual a muitos outros, comercialmente ate conseguir ser substituido na aplicação vai ser sempre visto por alguns fieis da aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de KEvin Hart, absurdo na personagem, desadequado, com uma serie de elementos iguais a outros filmes como um conjunto de rapazes mais novos que vão gozar com a idade e estilo do mesmo, ate aqui o filme funciona razoavelmente para o que se propoem, sendo importante sublinhar que a proposta e de curto alcance.  Quando entra na intriga criminal o filme e claramente frouxo e a parte final ainda mais absurda ainda.

Em termos comicos o humor simples de Hart ja teve melhores momentos mas fica a ideia que ainda não se desatualizou, ao ir buscar uma estrela em ascensão do SNL, o jovem Hernandez o filme da a este algum palco fazendo com que o filme nem sempre ficasse totalmente dependente do sucesso comico de Hart, mas isso nao leva a que o filme seja diferente do tipico do ator.

Por tudo isto para os fas de Hart temos um filme que nos tras o humor do ator, como se de mais um episodio fosse do seu registo como comediante, com ingredientes diferentes mas com a mesma estrutura. Fica a ideia que Hart ja nao tem o fulgor ou mesmo a novidade de outros tempos, mas vai conseguindo se manter num registo comercial adequado, principalmente devido as aplicaçoes de streaming.

O filme fala de um agente comercial fora de mora que de forma a tentar entrar dentro do registo dos mais jovens para uma publicidade de uma marca de vodka embarca numa despedida de solteiro em Miami com miudos bem mais novos do que ele.

O argumento e tipico nas road trips de despedidas de solteiro onde temos os conflitos entre os elementos, e acima de tudo um caos em total crescimento. Uma especie de ressaca de Kevin Hart com o seu humor tipico, que cumpre, tirando o lado policial e a forma como no final descalça a bota da intriga que cria.

Story foi um realizador de comedias afro americanas que a determinada altura foi aposta para outros voos onde falhou rotundamente tendo de regressar a base. Aqui ja arrisca pouco deixa o humor fluir e deixou de ter objetivos claros pelo menos enquanto realizador.

NO cast Kevin Hart igual a sempre, na personagem tipico sem qualquer outro elemento, apenas aceitando alguma idade maior. Ao seu lado um conjunto de jovens ainda sem grande palco, onde Hernandez tenta fazer a passagem, o seu lado descontraido pode facilitar a passagem mas nao neste tipo de registo. Taylor regressa ao seu estilo de atriz deste tipo de filme depois de ter surpreendido ao liderar o ultimo filme vencedor de oscares.


O melhor - O humor de Kevin Hart e previsivel mas ainda funciona a espaços.


O pior - O atalho final no lado da intriga mais policial


Avaliaçao - C

Saturday, July 25, 2026

The Masters of the Universe

 Para todos aqueles que foram crianças nos anos 80 existia uma serie de desenhos animados que preenchia o tempo, principalmente dos rapazes, era nada mais nada menos do que He Man o qual foi desaparecendo como se de uma memoria longinqua se tratasse. COntudo foi com extrema nostalgia que surgiu esta adaptaçao ao cinema muitos anos depois, com um caracter mais descontraida. Criticamente as coisas nao foram brilhantes com avaliaçoes algo medianas e comercialmente percebeu-se que seria um conceito muito datado pois os resultados ficaram muito aquem daquilo que o filme pensava render.

Por tudo isto temos um filme que nao se leva a serio e talvez esse seja o melhor segredo do filme, fazer um filme serio essencialmente de ação era redutor, e assim o filme aproveitou a ligaçao ao humor +para fazer o filme funcionar bem melhor junto do grande publico, sendo ai que o filme recolhe mais diferenciação por ser quase uma satira a tudo isso, se bem que com duas horas talvez seja demais.

O filme exagera tecnicamente no CGI, claro que seria muito dificil com todos os elementos que a serie de base tem, tal não ser feito desta forma, mas muitas vezes o filme parece mais de animaçao do que propriamente num live action e ai fica muito aquem do realismo que algumas boas produçoes ja conseguiram, mas o estilo original esta la e o filme consegue essa dimensao.

Por tudo isto um filme nostalgico, que vai buscar muitas das imagens marcantes, com um estilo de humor atual, mesmo com algumas piadas adultas pelo meio, percebendo que os fas da serie cresceram. Nao tem propriamente interpretaçoes de grande linha, mas o segredo do filme foi nao se levar a serio, contudo isso acabou se calhar afastar novos fas da saga.

A historia segue Adam, ou conhecido He Man que acaba por crescer na terra mas ligado ao seu planeta que o levam a nunca conseguir se integrar no nosso mundo, ate que a descoberta da sua espada conduz a um regresso a sua zona natal para tentar recuperar o trono da sua familia com poderes magicos.

O argumento do filme tem a base e todos os elementos e personagens da serie original. O filme adorna-se com um humor constante que funciona e acaba por ser dos melhores elementos que o filme tem. Nao esperam grandes novidades pois a base e estanque demais.

Na realizaçao Knight oriundo da animação tem muita capacidade na gestao do digital, nota-se muita ligaçao a base do filme pois muitas das imagens acabam por ser iconicas, nao e um filme de autor, mas uma tarefa bem cumprida, para quem sempre se associou a historia.

No cast os maiores problemas Galitzine esta longe de ser um ator com grandes recursos parece sempre um boneco moldavel e isso faz que seja mais absurdo do que heroi, quando o filme necessitava das duas vertentes. Leto esconde-se por tras de um fato que torna completamente indiferente o seu protagonista sobrando Elba, o melhor numa boa construçao daquela que acaba por ser a melhor personagem do filme.


O melhor - Nostalgia

O pior - A escolha do protagonista, otima esteticamente duvidosa em recursos


Avaliação - C+

Friday, July 24, 2026

Tuner

 Woodall tem-se tornado nos ultimos anos num ator em ascensão proximo do grande publico, principalmente depois do sucesso da serie One Day, o qual tem sido utilizado em alguns projetos para tentar incrementar uma carreia maior no cinema. Este filme sobre problemas de audição e musica e uma especie de baby Driver classico que surpreendeu pelas boas criticas que gostaram da ligação entre um cinema de assaltos, musica e romantico, que conduziram a uma boa avaliação critica. Comercialmente os resultados foram interessantes, principalmente porque se percebeu que o filme nunca pensou ter tanta dimensão comercial.

Sobre o filme podemos dizer que é um típico filme de alguém desintegrado com competências, sendo que o filme vai procurar todas essas qualidades da personagem para as rentabilizar numa proximidade com o espetador. O filme tem debilidades, desde logo o lado mais brilhante da personagem e demasiado extremado, parece que consegue fazer tudo com um super poder exagerado para o filme terreo que o mesmo quer ser.

O filme por sua vez funciona nos espaços mais pequenos, na relação de namoro, interessante e bonita, mesmo na ligação com os parceiros do crime ou o lado silencioso com que se liga ao seu "padrinho" profissional, nisso o filme consegue ir buscar momentos de diversos tipos de quimica, sempre bem acessorados por uma boa banda sonora para se fazer sentir.

No fim um filme interessante, pensado para um valor comercial forte, com uma condição que o torna facil de agradar junto de quase todos. Fica a sensação que noutros detalhes o filme não é tão forte ou maduro, mas o resultado final é de um filme que comunica bem com o espetador e esse e o ponto essencial de um filme

A historia fala de um afinador de pianos com um ouvido muito apurado que lhe da uma hipersensabilidade auditiva que o afastado mundo, contudo tem que ultrapassar este problema quando se apaixona por uma estrela do piado, e quando se insere num grupo de assaltos devido ao seu super poder.

O argumento do filme é simples na base, tirando a forma como a condição se torna protagonista em tudo o resto o filme não é propriamente original e distinto de muitos outros, é nos detalhes principalmente no relacionamento do protagonista com os secundarios que o filme retira melhor proveito da sua historia.

Na realizaçao temos Roher um jovem realizador ja premiado com um oscar no seu trabalho no documentario Navalny que procura aqui a ficção com muito cuidado na mistura de sensações no plano onde o trabalho se calhar na conjugação de imagem e som funciona melhor. E um bom inicio de um realizador ainda jovem que promete na arte.

No cast em confesso que Woodall interagem bem como o publico, mas nao o vejo com uma riqueza interpretativa dramatica brilhante. Julgo neste filme que se encontra muito preso a dois ou tres recursos fisicos sobre a forma de tiques que preenchem a personagem de uma forma muito plana, quando se calhar tinha espaço para mais, ainda para mais numa atuaçao a solo.


O melhor - O filme comunica bem de forma simples com o espetador numa conjugação de sentidos.


o pior - A historia é simples.


Avaliação - B-