Apresentada como uma das grandes apostas da comedia romântica do ano, ou não tivesse a realização de Gluck um dos realizadores de maiores sucessos do género, com uma dupla de atores em boa forma e um tema que juntava amor e sexualidade. Logo apos as primeiras visualizações, percebeu-se que o filme não resultaria nem no ponto de vista critico com avaliações muito sofríveis nem comercialmente, onde os resultados ficaram longe do que Gluck obteve nas suas comédias mais conhecidas.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que falha na introdução do mundo e das decisões onde ele se passa. Uma espécie de The Purge da sexualidade deveria contextualizar o mundo onde ele se passa e não apresentá-lo como sendo na nossa atualidade, porque apenas ai podemos perceber melhor o que se segue. E o que se segue, também não é em termos narrativos brilhante porque joga muito mais na sexualidade do que propriamente na ligação entre as personagens e isso é um erro numa comédia romântica.
E o filme ate funciona bem na introdução das personagens, nos seus sonhos, expetativas, mas falha na forma como faz a relação crescer, nos momentos cómicos e mesmo na química, que pese embora esteja presente fica sempre a sensação que poderia ter sido muito melhor trabalhado ambos nos contactos anteriores e nesse particular fica sempre a sensação que o filme tem boas personagens, uma ideia original mas não consegue operacionalizar o romantismo necessário a uma comédia romântica.
Por tudo isto podemos dizer que temos um filme que comunica de forma fácil, que tem uma jogada de risco entre a sexualidade e o romantismo e perde para o primeiro, sendo quase sempre uma disparatada comédia de costumes, longe dos outros projetos que faziam bem essa conjugação de Gluck. A comercialidade acabou por contaminar o romantismo.
O filme fala de uma realidade onde durante uma noite pode existir sexo fora do casamento de forma à escolha ser feita com base nessa noite. Dois solteiros por motivos diversos acabam por se encontrar diversas vezes durante a noite na sua procura criando alguma ligação entre ambos.
Em termos de argumento os ingredientes poderiam funcionar mas são mal equilibrados. Fica a sensação que um filme como este tem de ter a capacidade de fornecer as doses certas e não o faz. E neste tipo de cinema que muitas vezes os objetivos centrais devem estar definidos caso contrário perde-se alguns dos elementos bem trabalhados que o filme tem.
Gluck foi um realizador de sucesso em comedias jovens e romanticas como Easy A, e Friends with Beneficts, que falhou quando procurou ir nos musicais. Depois do sucesso do ano passado tenta um registo proximo mas fica a ideia que os seus filmes sao quase sempre demasiado parecidos, comunicam bem mas falta-lhe coraçao.
No cast Tunner parece encaixar no registo que o filme quer ter, e funciona bem como Barbaro, que nos parece atriz a mais para este tipo de filmes, mesmo aproveitando os seus dotes vocais. Nao e na dupla de protagonistas que o filme falha e em muito do resto.
O melhor - As personagens indiviudalmente
O pior - Nao conseguir ativar o romantismo necessario
Avaliação - C-
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