Wednesday, June 16, 2021

Awake

 Fruto de uma competição cada vez maior com um numero inacreditavel de projetos de streaming a ver a luz do dia diariamente eis que a Netflix ve se obrigada a lançar de uma forma mais continua produtos, alguns de maior visibilidade outros mais pequenos como este thriller Sci Fi com poucos recursos. O filme claramente um objeto comercial inferior da netflix, sendo que criticamente o filme foi tambem um fiasco completo com avaliações muito negativas que resulta num floop claro.

Sobre o filme temos uma ideia que ate poderia ser original, ou seja um apocalipse criado pelo facto das pessoas nao dormirem e o extremo que isso pode ter, mas depois parece que o filme tenta encontrar um registo especifico de personagens e de situaçoes que lhe tiram qualquer ritmo e qualquer impacto sendo um filme pequeno quase sempre pouco ou nada articulado que nunca consegue chamar ao filme atributos que o diferenciem.

Alias o que fica na ideia e que o filme e apenas a ideia central pouco ou nada desenvolvida. Muitas vezes parece que a netflix para conseguir lançar continuamente produtos acaba por ter uma ideia que nao desenvolve e tudo acaba ali. Este e um dos filmes que nunca consegue dar qualquer impacto ao que transmite, numa intriga encaixada com pouca mestria e que torna tudo dificil de ver.

Por tudo isto Awake e mais um mau filme da Netflix que tem de ser mais seletiva nas suas apostas, mesmo nas mais pequenas, fica a ideia que provavelmente seria mais interessante apostas em filmes mais pequenos mas mais trabalhados em argumentos, do que em projetos de desagaste rapido mas que nada tras de minimamente interessante.

A historia fala de uma mae que tenta proteger os seus dois filhos do apocalipse criado pelo facto do mundo ter deixado de ter capacidade de repouso, tentando descobrir o que esta por tras de alguns conseguirem o fazer.

Em termos de argumento o filme e uma ideia que poderia ser potenciada mas que o filme nunca o quer fazer, com uma total ausencia de trabalho no que diz respeito a personagens, dialogos e principalmente um pessimo desenvolvimento narrativo.

Na realizaçao Mark Raso e um  jovem realizador desconhecido ate a atualidade, e que tem aqui um trabalho bastante mediocre. O filme nao tem estilo proprio com uma realizaçao de serie B condizente com o tipo de filme em questão.

No cast Gina ROdriguez tem algum palco embora nos pareça alguem com poucos recursos de interpretaçao. Aqui temos uma personagem basica e pouco trabalhada, mas que tem o filme entregue e talvez por isso tambem neste particular nao seja um filme feliz.


O melhor - A ideia central poderia dar um bom apocalipse

O pior - A forma como o filme e globalmente mediocre


Avaliação - D



Tuesday, June 15, 2021

Army of Dead

 Zack Sneyder depois de um periodo de retiro por algumas infelicidades pessoais surgiu em 2021 com dois projetos distintos, desde logo o seu corte de liga da justiça que o publico gostou bem mais que o original, e este irreverente filme de zombies, onde alias ele começou como realizador, numa das grandes apostas de verão da Netflix. E se comercialmente tudo aponta para que o filme se tenha tornado num claro sucesso da aplicação criticamente a mediania que e comum nos filmes de Sneyder teve mais uma vez presente sem obter o sucesso que alguns chegaram a prever.

Army of Dead tem todos os elementos que Sneyder ao longo do tempo nos habituou, e os mesmos defeitos, temos a irreverencia, temos o primor estetico mesmo que muitas vezes com mais espetaculo do que arte e mais que tudo temos um filme longo de ação com sequencias longas que quer ser espetacular sem ser denso ja que as personagens na essencia nao existem, ou servem apenas os curtos propositos comerciais que o filme vai tendo.

Num genero que ao longo da historia nos deu alguns filmes referencia no genero de terror, este filme embora grande e uma produçao de primeira linha, onde fica na retina os excelentes momentos musicais marcados por grande irreverencia mas que no final acabam por nao ser acompanhados principalmente numa narrativa central pouco trabalhada e bastante simplista.

Mesmo assim um filme com alguns recursos de entertenimento que funciona nos seus parametros, que nao sendo uma obra de arte estetica tem bons elementos ficando sempre a ideia que Sneyder esta perto de um filme de referencia o qual nunca chega.

A historia fala de um grupo de pessoas que se juntam para criar um exercito com um proposito entrar em Las Vegas recheada de zombies e tentar resgatar uma fortuna, libertando-se da fome dos mortos vivos dividos em especies.

Em termos de argumento o base, nao temos um filme propriamente trabalhado na intriga nas personagens ou nos dialogos, dando a prevalencia a todos os outros aspetos, e por isso fica a ideia que o argumento deveria ser mais trabalhado pelo menos na especialidade.

Na realizaçao Sneyder dota os seus filmes de uma riqueza estetica indiscutivel, embora nem sempre gostamos do resultado final, parece claro que o estilo e diferenciado. Ficamos com a ideia que ainda procura o filme maior, que nao e este ainda.

No cast Sneyder apostou por desconhecidos de diversas nacionalidades para dar um lado plurar e musculado ao filme que funciona. EMbora as personagens limitassem a criaçao o resultado final acaba por ser competente sem grande risco.


O melhor - Os momentos musicais

O pior  - Tinha espaço para mais riqueza nos dialogos


Avaliação - C+



Monday, June 14, 2021

Dream Horse

 Os filmes sobre feitos desportivos, sejam eles dos desportos sensacionalistas americanos ate aos mais tradicionais de cada pais, trazem habitualmente com eles um lado emocional que o fazem resultar no aspeto emocional mesmo que em termos de objeto de arte ou em elementos diferenciadores sejam filmes demasiado previsiveis. Este ano surgiu este filme britanico inspirado nos feitos de um cavalo de uma pequena comunidade galesa. Criticamente o filme ate obteve uma boa resposta com avaliações positivas. Do ponto de vista comercial parece claro que nao seria um filme com grande ambiçoes a este nivel embora os resultados analisado a crise pandemica nao tenham sido desastrosos.

Sobre o filme podemos desde logo começar por dizer que e um filme que gosta muito da simplicidade dos seus personagens e do seu contexto fisico o que acaba por ser bem transmitido no filme e que funciona acima de tudo porque da mais coraçao e impacto aquilo que o filme quer nos dar e nisso o filme acaba por ser competente na capacidade de se tornar declaradamente pequeno para tornar o feito maior.

Depois temos um filme basico com muito da organizaçao de filmes de corridas de cavalos com os altos e baixos do percurso com o centrar na dedicaçao e partilha das personagens e nisso o filme acaba por ser mais do mesmo, sem ter em si elementos que o tornassem particularmente relevante quando comparado com outros filmes com a mesma tematica.

Por tudo isto Dream Horse e um filme igual a muitos, com o lado emocional tipico deste filmes bem trabalhado, e a curiosidade da ruralidade do contexto mas pouco mais o filme tem que o diferencie com outros filmes do mesmo genero, e nisso parece-me que todos já vimos filmes bem mais imponentes e melhor trabalhados sobre o mesmo assunto.

A historia fala da paixao de uma caixa de supermercado que junto da sua comunidade acaba por criar um cavalo para participar em corridas e tornar-se num campeao nacional o que o tornou num simbolo de toda uma comunidade.

Em termos de argumento o filme e mais do mesmo, não consegue chamar a si, nada de particularmente relevante que o diferencie, e penso que o filme nunca pensou em obter tal tipo de querer. Fica a ideia que principalmente em personagens tinha mais caminho por onde andar.

Na realizaçao Euros Lyn e um desconhecido realizador mais associado a televisao que tem aqui um trabalho que funciona nas escolhas contextuais de locais de filmagem e pouco mais. Nao e um filme que arrisque e chame louros ao trabalho de realizaçao e isso pode tornar o filme algo pequeno.

No cast Collette e sempre uma escolha eficiente mesmo que o filme nao tenha ou queira grandes apelos as personagens e interpretaçoes. Nos secundarios pouco ou nada de relevo porque o feito e o protagonista maior do filme.

O melhor - O coraçao e o interior do filme.

O pior - Mais do mesmo em quase todos os aspetos


Avaliação - C



Thursday, June 10, 2021

The Dry

 Há uma decada atrás muito dos actores de primeira linha de Hollywood tiveram proveniencia da Australia e conseguiram criar carreiras de sucesso. Eric Bana foi um dos que a determinada altura foi bem presente mas com o passar do tempo foi desaparecendo em filmes menores, surgindo este ano de volta a uma produçao australiana, neste polical The Dry. Este policial acabou por recuperar as boas criticas ao actor com uma avaliaçao interessante, mesmo que comercialmente o filme tenha funcionado em circuitos mais internacionais do que americanos.

THe Dry e um policial puro, um filme que nos da dois crimes, nos vai dando pistas numa pequena cidade para tentarmos desvendarmos cada um deles ou os dois por estarem ligados. Esta simplicidade de procedimentos e a forma como facilmente nos vai introduzindo os personagens acaba por funcionar ligando o espetador a intriga aguardando pelas respostas numa obra bem montada e que acima de tudo prende o espetador.

Claro e que podiamos esperar mais, principalmente das personagens, demasiado limitadas ou instrumentalizadas para um lado muito concreto do suspense, mas nao me parece que o filme queira mais que isso. Tambem deveriamos exigir mais em termos produtivos, e ai o filme roça o amador nas sequencias finais, mas temos de sublinhar tratar-se de um filme de custo baixo, o que contudo nao explica determinados momentos.

Mesmo assim um bom policial rural, preso aos espaços pequenos que favorece o intensificar da intriga, uma explicaçao razoavel e um final competente, fazem de The Dry um filme simpatico eficaz, de ambiçao curto, que merece a duas horas que nos pede, mesmo que nao consiga ter em nenhum momento nenhum aspeto particularmente forte.

A historia fala de um policia conceituado que regressa a sua cidade natal para o funeral do seu melhor amigo acusado de assassinar a mulher e o filho. Ate que o mesmo começa a pensar que algo podera estar errado na dedução, ja que no passado ambos tinham estado associados a uma morte por explicar, e que podera ligar tudo.

No argumento temos dois crimes, uma investigação, espaço curto, personagens basicas, mas uma intriga competente que e o que e fundamental num genero como este. Nao temos propriamente grande rasgo criativo mas o que faz funciona, mesmo sendo um filme de segunda linha.

Na realizaçao Robert Connoly e um realizador australiano que se dedica aos filmes daquele pais, que tem um trabalho modesto, alias o filme parece ser bem mais pequeno na produçao do que no seu resultado final. A falta de orçamento podera explicar algumas coisas, mas nao todas. Embora o resultado do filme seja melhor que os precalços entre os quais a realizaçao.

No cast temos um Bana que funciona bem nestas personagens simples e introvertidas, nao e uma personagem dificil, mas da tamanho ao filmes. Nos secundarios alguns australianos conhecidos de vista, mas que nunca sao realmente colocados a prova no filme porque as personagens nao o exigem.


O melhor - A intriga no espaço


O pior - ALguns elementos da produçao


Avaliação - B-



Gully

 Produzido e filmado em 2019, este filme sobre a violência ciclica nos bairros degradados norte americanos, demorou dois anos a ver a luz do dia e pior que tudo e que foi acompanhado com um odio critico inacreditavel que o fez imediatamente um dos filmes mais odiados de sempre em termos de IMDB. O filme viu esta semana a estreia em muitos poucos cinemas sem qualquer tipo de resposta comercial que o torna num desastre quase epico.

Sobre o filme podemos dizer que tenta ser mais um filme sobre adolescentes de bairro e a forma como a sua agressividade se cria, mas na essencia o filme nao da nem tenta dar respostas para nada, e uma confusao inacreditavel de personagens de tramas, de imagens que perde alguns dos bons interpretes que tem ao seu dispor num autentico emaranhado de situações e momentos que em termos de cola e muito dificil de entender.

Isso provavelmente explicara algum do odio que o filme vai obtendo de quem o tentou ver. TUdo indica que este Gully ficara na historia como um dos filmes tao maus que se torna particularmente comentado, mas ao mesmo tempo ressalta a ideia que mesmo num genero como este as coisas devem ser mais trabalhadas e nao lançadas ao acaso porque provavelmente isso resultara num unico caos.º

OU seja um desastre de filme que talvez seja exagerado ser considerado um dos piores filmes da historia, mas percebe-se ao longo da sua duraçao que nada em termos de escolhas o faz funcionar e que alguns dos actores em crescimento que acabam por interpretar este filme nada quem relacionar-se com um misto de tudo que acaba por ser nada.

A historia fala de tres amigos associados a vidas e familias destruturadas e situações dificeis que se juntam para 48 horas de adrenalina ao limite, num meio marcado por violencia, drogas e tudo o resto.

Em termos de argumento o grande floop do filme uma hora e vinte em que se quer colocar todos os dramas sociais numa salada de fruta que nunca consegue encaixar minimamente e a tudo isto junta-se personagens pouco ou nada trabalhadas com momentos inexplicaveis e que torna o lado negativo do filme o seu argumento.

Na realizaçao Nabil Elderkin e um desconhecido realizador associado a alguns video clips de Dua Lipa que tem aqui uma estreia para esquecer, fica a ideia que quer juntar demasiadas coisas e poucas funcionam. Perde por um argumento mal trabalhado, mas a tentativa de dar o videojogo no filme, tambem nao e propriamente feliz.

No cast eu confesso que naipe de jovens actores como Harrison Jr ou mesmo Plummer deixavam antever um filme com boas interpretaçoes, mas ambos os jovens em crescimento e a indicar uma boa carreira sofrem pelas personagens pessimas que lhe sao entregues e indicam que terao de ter cuidado nos proximos passos em falso que possam dar.


O melhor - A duraçao

O pior - A ambiçao de trazer tanto condimento ser arte para os confecionar


Avaliação - D



Wednesday, June 09, 2021

Georgetown

 Gravado em 2019 este filme que marca a estreia do conceituado actor Christopher Waltz atras das camaras, teve finalmente luz do grande ecra em 2021, numa adaptaçao de uma particular historia real sobre um homicidio e sobre a relaçao de um peculiar casal. Este filme  nao conseguiu no entanto recolher grande amor critico o que podera explicar o atraso no seu lançamento. Comercialmente e obvio que nao era um filme para grandes publicos contudo os resultados sao completamente nulos.

Sobre o filme, eu confesso que a historia em si, o desenvolvimento da relaçao, a forma como o filme se vai fragmentando em segmentos de forma a explicar de uma forma concreta aquilo que vemos acaba por ser funcional, embora percebemos no imediato toda a explicaçao de um filme que tenta esconder sem grande sucesso a sua genese, e ai podemos ter a grande dificuldade do filme.

De resto parece-me um filme competente, alicerçado do primeiro ao ultimo minuto na personagem e criaçao de Waltz num papel pensado do primeiro ao ultimo momento para as caracteristicas do ator, ou nao fosse o proprio o realizador, que vai funcionando muito por culpa da sua presença e da sua personagem. Isto faz com que o filme seja misterioso, intenso, e acima de tudo que ficamos surpreendidos com as capacidades ou a loucura da personagem central.

Assim, sem ser uma obra de referencia em filmes sobre saude mental, nem ser propriamente um filme deslumbrante penso que e um pequeno filme que cumpre com alguma eficacia os seus curtos objetivos. Fica a ideia que deveriamos ter mais informaçao sobre o lado judicial, mas o filme opta por trabalhar mais a relaçao central.

A historia fala de um ambicioso individuo que se casa com uma diplomata conhecida e poderosa mas muitos mais velha que cria nele e a possibilidade de se tornar um importante diplomata com impacto mundial, e que redonda na morta da mulher.

Em termos de argumento a historia e interessante principalmente porque a personagem o é e nisso o filme consegue potenciar bem toda a dinamica da mesma. Pode por vezes quebrar em termos de ritmo mas fica a clara ideia que e no argumento que incide os principais atributos do filme.

Na realizaçao Waltz estreia-se aqui para o grande ecra com um trabalho modesto, que deixa a historia e o argumento rolar, o que demonstra humildade. Nao retira muito brilho enquanto realizador mas deixa-o brilhar como inteprete, ou nao fosse esse o seu lado mais competente.

No cast o filme funciona e Waltz esta ao seu melhor nivel. Ainda que muito colado aos seus papeis mais habituais Waltz funciona como pouco neste registo lunatico e extrovertido que leva o filme consigo. Ao seu lado a sempre competente Redgrave emparelha bem. Benning tem menos palco mas sustenta bem um elenco de primeiro nivel.


O melhor  - A personagem central

O pior - Podia ser mais explorado o lado judicial


Avali



ação - B-

Spiral

 Depois de diversos filmes e alguns anos de intervalo eis que surge finalmente a nova roupagem de Saw, desta vez com um elenco mais conceituado, e um realizador ja habituado à saga que apostava em devolver o genero aos fas que fizeram da saga uma de maior sucesso em termos de horror. A expetativa trazida essencialmente por elenco de maior nivel era alguma, mas com as primeiras avaliaçoes percebeu-se que o registo nao ia ser propriamente diferente com avaliaçoes medianas com tendencia negativa. Do ponto de vista comercial ficou muito longe das expetativas.

Sobre o filme podemos dizer que ate inicia com uma roupagem ligeiramente diferente quando tras o tipico Chris Rock e o seu humor para a personagem central, e podemos dizer que esse lado rebelde nos primeiros dez minutos ate acaba por funcionar. O problema e quando o filme abandona e torna-se num tipico filme de Saw, onde as personagens so tem que sofrer e temos de desvendar um puzzle que digamos e do mais previsivel que me recordo.

O problema do filme e que a cola de todo o puzzle e fraca, previsivel, os enigmas tem o unico objetivo o horror facil e impressionar deixando de lado todos os apontamentos e logica e afins e isso redonda num limitado filme de saw que a determinada altura nos dialogos do personagem central faz antever algo que nunca consegue ser e isso leva a uma expetativa frustrada que nao funciona.

Por tudo isto mais um filme de saw embora com nome diferente, mas que nao tras absolutamente nada de diferente a saga. Fica a ideia que dinheiro facil ainda e uma tentaçao em hollywood. Para quem gostou nos anteriores temos aqui noventa minutos de jogos de horror, na base dos anteriores quem nao gostou dos outros nao vai ser aqui que vai encontrar nada de particularmente diferente.

A historia fala de um policia presseguido internamente pelas açoes do passado na companhia de um estagiario que começa a tentar desvendar uma serie de assassinatos de policias com passado escuro, numa imitaçao clara de Jigsaw, no mundo deste.

Em termos de argumento o filme ate começa bem, com alguns apontamentos comicos de dialogo atribuido a personagem de ROck, o problema e que depois abandona rapidamente este estilo para se dedicar ao puzzle da intriga policial onde funciona bem pior com uma previsibilidade nada abonatoria para um filme como este.

Na realizaçao Lynn Bousman tem em alguns capitulos de Saw os filmes de maior sucesso. E inequiveco que consegue trazer o horror para o filme, na força da imagens , tenta lhe dar uma cor diferente aceitavel, mas depois falta-lhe rasgo para mais o que talvez explique a carreira na saga.

No cast, eu confesso que me surpreendeu a presença de Rock a liderar este projeto, e o meu espanto tinha uma razao clara de ser. Rock so funciona nos primeiros dez minutos de filme, quando o filme exige outros recursos ainda que curtos percebemos que Rock e simplesmente um actor comico sem qualquer possibilidade de ser mais, chegando a ter momentos de absurda interpretaçao. QUestiono o que Jackson faz no filme, salva-se a espaços um Minghella que poderia merecer mais que isto.


O melhor - Os primeiros dez minutos.


O pior - Transformar-se rapidamente em seguida num dos piores Saw


Avaliação - C-



Monday, June 07, 2021

Wrath of Man

 Guy Ritchie tem sido nos ultimos anos um dos realizadores mais ativos, passando por filmes de grande estudio, ate filmes sobre grupos criminosos mais proximos da sua genese enquanto criador de filmes. Este ano surge mais um filme que embarca mais no segundo genero, num filme que tentou trazer algum publico ao cinema, num cinema de açao mais tradicional 

Este filme acabou por ser recebido com uma mediania critica que tem sido comum nos ultimos filmes do realizador que parece ja ter ultrapassado a melhor fase da carreira ainda que com aquela ideia que nunca atingiu o nivel que se vaticinou nos primeiros anos. Este filme demonstra um lado mais pausado na carreira com menos risco a todos os niveis. Temos um basico filme de açao tipico de Statham e pouco mais . A unica rebeldia mais Ritchie do filme acaba por ser a organizaçao do filme mas no final temos mais do mesmo com a falta de muitos elentos do autor.

Quando vi o filme pensei que poderiamos ter aqui mais um capitulo de ligacao entre um ator e um realizador talhados um para o outro. Pensei que Statham teria espaço para algo diferente mas enganei-me por completo alias o filme e bem mais um tipico filme de baixo orçamento de Statham do que os espetaculos rebeldes que Rithcie nos habituou principalmente quando volta a base britanica.

Por tudo isto temos um simples e basico filme de açao, previsivel, com um organizaçao algo diferenciada mas insuficiente na minha otica para o tornar algo de particular relevo. E um filme sem grandes explicaçoes que centra a sua aposta num estilo de Statham ja usado noutros filmes e que assim acaba por dar ao filme um caracter pouco diferenciado quando comparado com a maioria dos filmes do ator.

A historia fala de um individuo contratado por uma empresa de segurança para assegurar transporte de altas quantias, mas que acaba por ser ver envolvido numa luta de gangs por assaltos a estas carrinhas, o qual esconde o passado do mesmo.

No que diz respeito ao argumento temos um basico total do primeiro ao ultimo minuto, nao e um filme que quer dar muitas explicaçoes ou contexto, tomando a opção de tentar trabalhar mais as sequencias e os planos, que contudo ficam aquem do que ja vimos em outros filmes de golpes. E claramente o parente pobre do filme.

Ritchie foi um realizador que na sua fase menos mediatica conseguiu impactar pela rebeldia e pela originalidade das suas abordagens mas acabou por nunca conseguir ser uma referencia, e este filme ja nos demonstra alguém menos ambicioso, num projeto simplista, onde pouco ou nada encontramos daquilo que ele ja demonstrou.

No cast Statham a ser Statham e pouco mais, nos secundarios escolhas para personagens quase inexistentes fazem com que o filme se centra naquilo que e Statham enquanto heroi de açao. Eu acho que funciona embora seja repetitivo ate a exaustao.


O melhor - A segmentaçao do filme da a esperança de algo distinto

O pior - Acaba por ser mais do mesmo


Avaliação - C



Saturday, June 05, 2021

Four Good Days

 Historia e dramas familiares sobre a toxicodepêndencia fizeram imenso sucesso na passagem do milenio mas nos ultimos anos pareciam ter desaparecido. Este ano e num ano de 2020 parco em filmes com ambiçóes de premios penso que seria clara a candidatura deste filme e das suas interpretes a esse premio, o que fruto de uma mediania critica nao permitiu que o filme em algum momento se assumisse, acabando por estrear ja este ano com pouca ou nenhuma visibilidade o que fez com que mesmo comercialmente o filme tivesse pouca repercurssão.

Four Good Days e um filme descritivo sobre o sofrimento e a persistencia da luta de uma toxicodependente e de uma mãe apostada em dar tudo pela filha. O filme tem todos os momentos todas as angustias, os avanços e retrocessos do processo e isso faz com que seja um filme muito competente naquilo que quer transmitir muito por culpa de uma interessante caracterização da relaçao mãe - filha, que nao e feita para ser perfeita mas mais para ser real.

O filme consegue mesmo nas restantes diadas ser funcional e real. Nao e um filme que tenta uma abordagem artistica, ou que arrisque muito, baseado numa historia real tenta acima de tudo criar uma convição de realismo, e isso o filme consegue mesmo que nos pareça sempre que o lado familiar e muito melhor trabalhado que o lado da adição que cai nos cliches tipicos.

Mesmo assim parece-me um filme interessante, que consegue principalmente do ponto de vista emocional nos transmitir a angustia e os sentimentos concretos dos personagens. Nao e um filme com mais ambições do que o caso de vida de domingo a tarde, mas mesmo neste genero quando existe competencia devemos valorizar, mesmo em filme que do ponto de vista criativo seja simples como este.

A historia fala de uma jovem toxicodependente que tenta mais uma vez proceder a uma desontixicação procurando para esse efeito novamente a ajuda da mãe. Tudo fica mais dificil quando ambas tem de passar quatro dia juntas para iniciar todo o processo.

Em termos de argumento pese embora a historia seja igual a muitas outras, o filme consegue principalmente nos dialogos entre mae e filha, e mesmo nos paralelos ter um realismo interessante que facilita muito a comunicação emocional com o espetador o que acontece.

No que diz respeito a realizaçao Rodrigo Garcia esta mais associado a comedias, nos ultimos tempos esta a tentar entrar no drama. Apesar da competencia dos seus filmes mais em termos narrativos os filmes parecem-me bem mais pequenos em termos de abordagem do realizador, que me parece ter de crescer bastante neste ponto para se assumir como cineasta de referencia.

Um filme exigente e que tinha tudo para fazer as suas interpretes brilhar. Close parece-me funcionar na sua construçao nos momentos todos do filme, na forma como transmite toda a montanha russa emocional, numa actriz com um ano de 2020 excelente em termos de interpretaçoes marcada por filmes menos competentes. Kunis, tem o lado mais visivel pela transformaçao fisica que o filme lhe exigiu mas depois falta alguma qualidade e recursos interpretativos para levar a criaçao para altos voos.


O melhor - O realismo

O pior - A abordagem da realizaçao e simplista demais


Avaliação - B



Mainstream

 A familia Coppola ganhou um lugar muito particular na historia do cinema, alicerçados naquilo que Francis fez e que o tornou num dos melhores realizadores da historia, com o sucesso mais intimista de Sofia, mas outros familiares foram e vão tentando a sua sorte. Aqui foi a vez da sua neta Gia lançar-se aos liões neste filme sobre redes sociais e a forma como a mesma cria idolos. Apesar da atualidade do tema, a sua irreverência nao foi propriamente bem recebida e as criticas foram bastante negativas. Do ponto de vista comercial os resultados foram inexistentes e parece-se que ira para o lado falhado dos Copolla

Sobre o filme apesar de ter demasiado ruido muito por culpa de uma personagem central demasiado ruidosa muitas vezes sem esse sentido, o filme tem um proposito e uma atualidade que ainda procuramos encontrar o verdeiro filme que a descreva, ou seja um filme que entre a serio na dinamica do novo mundo. O filme tenta isso, e temos de sublinhar essa atitude mesmo que na sua concretização o filme passa por alguns defeitos que nao o deixem ter a dimensão desejada.

Mesmo assim um filme dedicado aos mais jovens com a irreverencia tipica que os Copolla nos ensinaram quem em termos visuais quer na rebeldia das personagens ficando ideia no entanto que o filme se perde na irreverencia momentanea de uma ou outra personagem que acabam por tirar o foco do que o filme tinha por mais importante por transmitir.

Embora estes defeitos parece-me um filme com uma mensagem significativa que sofre o facto de existir ainda alguma resistencia ao estilo dos Copolla mais recentes, fruto de serem habitualmente filmes que fogem aos conceitos normais mas neste particular tirando a irreverencia desnecessária da personagem central ate acho que e um filme simplista.

A historia fala de uma jovem que tenta o sucesso atraves de gravaçoes com o seu telemovel, até que se encanta por um particular sem abrigo com uma capacidade unica de proferir discursos inspiradores os quais começa a filmar a publicar na rede tornando-o uma referencia.

No que diz respeito ao argumento temos a historia e o tema interessante, atual, e do momento que merece uma abordagem reflexiva. Perde porque as personagens perdem demasiado tempo nos seus desvaneios perdendo alguma objetividade que se o filme tivesse poderia o fazer mais crescido.

Gia Copolla tem aqui a estreia, onde tenta dar a irreverencia da familia como se duma assinatura se tratasse, mas nem sempre me parece que o filme consegue conjugar bem a historia e a imagem, embora esteja o esforço de dar um filme diferenciado, aceito que nem sempre o resultado seja o mais diferenciado, embora me pareça que nao merecesse tanto odio critico.

No cast a personagem principal é uma faca de dois gumes, se por um lado dava um lado fisico  e interpretativo que Garfield nao tinha ainda dado, a personagem era demasiado barulhenta para agradar. Parece-me que o ator tem competencia mas necessita ainda de encontrar o tom perfeito das suas interpretaçoes o que ainda nao fez e que talvez tenha conduzido a algum afastamento. Nos restantes secundarios Maya Hawke parece melhor, e mais crescida numa personagem menos vistosa.


O melhor - A atualidade do tema

O pior - A forma como a personagem central tem demasiado ruido


Avaliação - C+



Friday, June 04, 2021

The Unholy

 Seria previsivel pelo custo baixo normal das produçoes de terror e principalmente porque rapidamente estes filmes se tratam de sucessos instantaneos que as experiencias do cinema norte americano em tentar  chamar novamente os espetadores para a sala passassem por alguns filmes deste genero. Este Unholy foi um dos que arriscou uma estreia inicial apenas nas salas mas rapidamente esteve disponivel para aluguer. O resultado critico do filme foi um desastre como os piores filmes do genero e nem a presença de Sam Raimi na produçao conseguiu libertar o filme dessa toada negativa. Comercialmente as coisas principalmente tendo em conta o contexto nem foram muito negativas, sendo uma forma de trazer pelo menos algumas pessoas ao cinema. ~

Sobre o filme eu confesso que o genero de terror e principalmente aqueles que trazem consigo almas passadas e muito dificil de me agradar porque acho que são filmes quase sempre com modelos narrativos semelhantes que podem estar dependentes do melhor ou menos brilhantismo com que as sequencias são gravadas mas normalmente até neste particular sao filmes pouco competentes, e este e mais um dos que nao tem competecencia para tratar de um assunto gasto do primeiro ao ultimo milimetro.

Temos o filme tipico que faz uns trocadinhos narrativos com a fe e a forma como ela pode potenciar o outro lado da lua. Temos um protagonista igual a muitos outros e acima de tudo temos um nivel produtivo tao baixo que quando recorre a efeitos ficamos na duvida se o filme quereria mesmo fazer aquilo assim tao mal ou nao existiu capacidade para mais o que e totalmente preocupante.

Ou seja a historia gaste e nos dada na forma menos trabalhada possivel, numa produçao de baixa qualidade e com um naipe de atores a procura de hora e meia de visibilidade em carreiras apagadas. Tudo resulta num claro desastre cinematografico demonstrando ainda que para um filme de terror ser bem conseguido temos diversos do nivel baixo.

A historia fala de um jornalista de milagres que numa pequena aldeia começa a fazer a reportagem de uma jovem alegadamente alvo de um milagre de Maria e que acaba por se ver envolta na luta contra um poder maligno apostado em dominar.

Em termos de argumento a base e igual a duzentos filmes que nos ultimos anos foram lançados pelas diversas produtoras com maior ou menos sucesso. A diferença e que nas personagens e nos dialogos tudo ainda e pior trabalhado dando um resultado fraco neste particular.

Na realizaçao Spilotopoulos foi o escolhido para dirigir um filme de terror depois de algumas aventuras na escrita de filmes mais familiares. O resultado e muito fraquinho, a forma como o filme nao tem qualquer abordagem identitaria em termos esteticos e a forma como quase nao consegue trabalhar com rudimentares efeitos especiais deixa muito a desejar num genero que nunca e propriamente uma boa porta de entrada.

No cast o protagonismo e entregue a um Dean Morgan que depois de algum sucesso em Walking Dead tem surgido em alguns filmes tentando ganhar alguma dimensao no cinema mas as escolhas não tem sido as mais felizes e personagens como esta nao alimentam qualquer carreira. O resto dos secundarios sao de atores com pouca dimensao associados normalmente a filmes de segunda linha.


O melhor  - POdera criar alguma discussao sobre fe

O pior - A forma como um argumento rudimentar ainda e prejudicado por uma produçao de pessima qualidade


Avaliação - D



Wednesday, June 02, 2021

The Water Man

 Numa altura em que o cinema ainda tenta encontrar o seu real balanço e que tipo de apostas vai fazer para recuperar publico, alguns projetos que foram colocados em Standby viram a luz do dia com estrategias bem diferenciadas. Este pequeno filme produzido por Operah acabou por ser lançado parte no cinema sem qualquer sucesso bem como distribuido pela Netflix em mercados mais pequenos. Criticamente pese embora o publico não tenha ficado particularmente agradado com o filme, a critica especializada positivou o filme.

Sobre a historia temos um drama familiar, e a forma como a reação entre as diades ve-se dificultada pelo facto do problema de saude que acaba por ser a genese de todo o problema. O filme tem um bom fundo e tenta dar uma mensagem de esperança no negro da luta, mas por outro lado acaba por o lado fantasioso nunca ter a força de por si so agarrar a historia, tornando-a algo circular.

Mesmo assim parece-me que principalmente no drama familiar em si e na relaçao pai filho o filme tem alguns detalhes de qualidade na forma como na dificuldade a mesma se vai fortificando. O lado fantasioso de defesa tambem acaba por ser interessante mesmo que o filme em termos esteticos nem sempre consiga potenciar esta mesma valencia.

Por tudo isto temos um filme mediano, com objetivos curtos que poderia ir mais alem no crescimento das personagens e mesmo no volte face final. Funciona melhor no nivel emocional do que na criatividade que acaba por ter dificuldades em ter, mas mesmo assim nos dias de hoje para filmes de primeira linha espera-se bem mais do que isto.

A historia segue um jovem marcado pela doença da mãe e pela relaçao atribulada com o pai que se dedica a sua fantasia e a tentar encontrar um ser que tem a cura e a esperança para a sua mae.

Em termos de argumento o filme e muito melhor ideologico e na sua base narrativa do que propriamente na sua concretizaçao onde tem algumas difiuldades. Parece obvio que as personagens sao limitadas no seu crescimento, mas acaba por isso tornar o filme dependente dos seus atalho narrativos.

Na realizaçao David Olyewo partilha aqui a representaçao com a realizaçao. O filme tinha espaço para mais arte embora seja um filme bonito e que tenta ir um pouco alem o que nem sempre consegue. Fica a ideia completa que se trata de um filme de um principiante mas com alguns apontamentos que podem o fazer evoluir.

No cast o destaque vai para o jovem Loonie Chavis que tem o filme entregue a si. Um actor conhecido pelo seu papel em This is Us que cumpre sem deslumbrar e o filme nao cresce porque a sua interpretaçao e demasiada linear. Nos secundários Dawson é uma atriz competente que consegue levar o filme para niveis mais elevados nos seus momentos.


O melhor - O filme tem coração


O pior - Tinha espaço para ter mais razão

Avaliação - C

Monday, May 31, 2021

Cruella

 Era uma das grandes apostas por parte da disney em tentar devolver o publico aos ecras sem nunca esquecer a alternativa de potenciar o mercado da sua aplicação de streaming e os resultados ate ao momento parecem convincentes com um visivel resultado de bilheteira que podera indicar alguma regresso do grande publico as salas, sendo ainda desconhecido o impacto em termos de streaming. Criticamente as primeiras avaliações tambem parecem positivas e podera se tornar num efetivo primeiro sucesso do ano.

Sobre o filme, numa altura em que diversas produtoras ainda com alguma falta de originalidade das suas abordagens tem tentado recriar ou dar algum contexto a personagens como viloes surgiu este Cruella com um elenco de luxo que tenta dar a entender a origem de tal conceituada personagem. O resultado e funcional, não so porque o filme e concetualmente e em termos esteticos bem construidos com um trabalho produtivo de primeira linha, mas acima de tudo porque consegue ir buscar os interpretes corretor para aquilo que quer com toda a excentricidade que a personagem tem.

Claro que a tentativa de humanizar personagens passamos a nossa vida a detestar acaba por ser uma tarefa ingrata que muitas vezes tem de fazer desaparecer alguns conceitos que ao longo de diversos anos fomos construindo. o filme tem essa dificuldade nem sempre olhamos para a personagem e ligamos aquilo que ja conhecemos e isso pode ser complicado principalmente se cairmos no pressuposto que tudo o que conhecemos vem a seguir,

Mesmo assim num estilo sempre dificil o filme funciona como filme de entertenimento mas mesmo como conceito, num filme rebelde, esteticamente interessante, com a banda sonora pensada ao detalhe que leva a uma boa relaçao com o publico mesmo que no final seja apenas mais uma historia entre outras com a base que conhecemos.

A historia da-nos a conhecer a origem da personagem Cruella de Vil, a forma como a excentricidade cresce, a forma como a mesma se torna num icon da moda, e o seu odio a dalmatas, para alem da uniao aos patifes ja conhecidos, num filme sobre o porquê do que conhecemos.

No argumento o filme acaba por ter um argumento apensar de bem montado algo previsivel na sua construçao. As personagens precorrem sempre cominhos expectaveis e mesmo as revelaçoes nao sao propriamente diferenciadas. Contudo o facto de seguir um caminho simplista e funcional deixa espaço que o filme brilha em outras vertentes.

O trabalho de Gillespie e muito interessante, de um realizador com uma capacidade de assumir um estilo proprio no seu filme e que aqui consegue catapultar toda a rebeldia da personagem para o filme e isso e a grande vitoria de um realizador a merecer cada vez mais destaque depois de alguns anos em que se perdeu em filmes pouco criativos.

No cast a escolha das Emma e a grande virtude do filme, o duelo de arrogancia e extroversão de ambas leva o filme para altos niveis de interpretaçao, que o filme consegue potenciar principalmente pela qualidade de ambas. Nos secundarios as excelentes escolhas de Fry e Hauser levam o filme a criar uma quimica particular entre os seus protagonistas


O melhor - O exercicio estetico


O pior - Em termos de argumento ser algo simplista


Avaliação - B



Friday, May 28, 2021

Oxygen

Alexandre Aja e um realizador francês que nos ultimos anos tem estado associado a alguns filmes de terror de baixo orçamento mas que este ano surgiu aqui num filme claustrofobico passado numa camara, filme produzido em lingua francesa que acaba por ser um act in solo de Melanie Laurent. Com o carimbo da netflix o filme conseguiu reunir interessantes criticas algo que até não é muito comum em filme de meio de estação da produtora. Comercialmente o facto de ser um filme em frances pode ter tirado alguma dimensão comercial ao projeto.

Sobre o filme se ao olharmos para a sinopse do filme e pensamor num filme que e basicamente passado numa capsula com uma unica pessoa e uma programa de computador no qual se tenta sobreviver e descobrir porque estamos ali, obviamente que podemos considerar que estamos perante um filme redutor e com pouco espaço para crescer, mas o certo e que o filme nas suas voltas e contravoltas acaba por ser um filme bem conseguido, que nos prende ao ecrã de forma a tentar perceber o desfecho de tudo.

Em termos de produção e um filme que basicamente não exige muito, mas acaba por com o clima claustrofobico dar uma sensação de clausura que torna o filme tambem impactante do ponto de vista comercial. E daqueles filmes que tem premissas muito diretas mas que a faze-las funcionar acaba por ter ai a sua maior mestria.

Um filme diferente, original, que mesmo não sendo um filme que nos fascine acaba por nos mostrar que muitas vezes uma ideia estranha mas original pode dar origem a um filme eficiente, que de alguma forma consegue prender o espetador ao longo da sua duração nos seus vertices mostrando acima de tudo que algumas ideias ainda funcionam, e o seu programa de retorno e um dos fundamentos.

A historia fala de uma cientista que acorda numa capsula de criogenia, com oxigenio limitado sem se lembrar quem e e acima de tudo como foi ali ter, ate ao momento em que em conversa com um programa de computador com acesso a rede tenta descobrir isso tudo num tempo limitado de sobrevivencia.

Em termos de argumento e na ideia que reside todo o merito do filme, na criatividade de uma ideia,  no risco de algo tão diferenciado. Na concretização o filme e muito mais eficiente do que eficaz, funcionando acima de tudo nas subidas e descidas que faz da historia.

Alexandre Aja e um realizador com talento que estava algo preso a um genero denunciadamente de segundo nível. Neste filme acaba por conseguir com menos pressing das produtoras ter um filme mais concetual onde a sua base de terror funciona mas o filme na originalidade de processos consegue funcionar noutras vertentes e que podem dar um novo fulgor a sua carreira.

No cast temos uma atuaçao a solo sempre dificil de uma Laurent que é uma das melhores e mais intensas atrizes europeias do momento. Numa carreira que vai derivando entre projetos europeus e de hollywood esta a contruir uma boa carreira que nunca teve o crescimento que se esperava depois do sucesso de Inglowious Bastards.


O melhor - A ideia


O pior - Acaba por ter algumas voltas a mais


Avaliação - B-



Tuesday, May 25, 2021

The Woman in the Window

 Quando a adaptaçao desta conhecida obra literária foi anunciada com um elenco de primeira linha e um competente e conceituado realizador, de imediato a expetativa atingiu niveis elevados, aguardando uma feliz adaptaçao e quem sabe uma formula com carimbo de premios. Ficou tudo mais estranho quando a Netflix que tinha a produçao do filme a retirou do elenco de candidatos a premios apostando o seu lançamento em meses de primavera. Com o lançamento e com criticas algo mediocres se percebeu que o filme não tinha passado na exigente critica e que a unica salvação seria o registo comercial, que a Netflix sempre consegue ter.

Sobre o filme eu confesso que olhando para a formula e historia de base parece termos aqui uma intriga policial sobre saude mental igual a outros filmes parecidos baseados em livros como Rapariga do Comboio, o qual também nao resultou propriamente num filme brilhante. Pois bem aqui tambem nao, alias os defeitos de ambos os filmes são muito parecidos e o defraude do resultado acaba também por ser uma conclusao obvia.

Assim, estamos perante um filme com demasiados elementos, de dificil concretização e que o filme nao os consegue potenciar minimamente. Começa pela dificuldade pratica de tornar os dialogos com a familiar numa formula que consiga tornar o elemento surpresa uma concretização. A dificuldade nas diversas valencias da personagem central que o filme nunca consegue explorar bem, deixando apenas Amy Adams entregue ao sofrimento e ambivalencia da personagem e a sua construçao da forma como olha pela janela.

Também a intriga policial acaba por ser construida sem impacto, funcionando apenas a ilusao que o filme quer transmitir ao espetador e alguns apontamentos artisticos de um Wright que nos parece realizador a mais para um filme com uma historia que funciona bem num livro mas que nos parece que nao tinha força para o cinema. Fica a ideia de um filme com demasiado talento para o seu resultado final e isso soa a muito pouco.

A historia fala de uma mulher que sofre de Agarofobia e que passa a totalidade dos dias no seu apartamento em Manhattan a analisar a vida dos seus vizinhos, até que uma nova familiar chega ao bairro e a mesma começa a tentar perceber as dinamicas destes os quais acabam por entrar na sua vida e conduzir a um acontecimento trágico que tem de ser explicado.

Em termos de argumento temos de diferenciar o que um livro necessita para funcionar e um filme. Aqui parece que o primeiro aspeto e obtido mas se calhar esta historia teria normalmente mais dificuldade em se diferenciar como filme. Fica a ideia que as personagens deveriam ter mais dimensao do que o argumento lhe da, e fica a ideia que é no argumento que o filme falha.

Joe Wright e um realizador conceituado que vai intervalando sucessos criticos e comerciais que o aproxima de premios com outros projetos em que falha a todas as dimensoes. Este e um projeto menor numa carreira de alguem que necessita de ser mais constante para se tornar num dos grandes valores do cinema atual.

No cast um elenco de luxo que coloca todo o peso numa Amy Adams que acaba por funcionar no estilo, embora quando o filme seja mais proximo do terror nem sempre tenha a presença exigida nesses momentos, quem sabe por ter recursos a mais. Nos secundarios pese embora o naipe de qualidade acaba por ser o jovem Hechinger que sai com algum destaque, mas mesmo assim o filme nao tem argumento para grandes interpretaçoes.


O melhor - Alguns apontamentos de Wright na ilusao que cria ao espetador.


O pior - A quantidade de atores de primeira linha desaproveitados


Avaliação - C



Saturday, May 22, 2021

Those Who Wish Me Dead

 Taylor Sheridan enquanto argumentista e produtor tem sido uma das estrelas da nova vaga de cineastas que tem tido algum espaço nos ultimos tempos. Este ano surgiu o seu novo filme enquanto realizador que trouxe consigo uma Angelina Jolie algo desaparecida nos ultimos anos. Este filme de açao acabou por não passar da mediania critica o que acaba por não ser brilhante para alguém que ja prometeu mais como Sheridan. A aposta da conjugação do cinema e do HBO Max ainda parece estar a ser lubrificada já que também neste filme nas salas os resultados foram significativos.

Sobre o filme eu confesso que quando vi um Taylor Sheridan que faz tão bem um Hell or High Water e sei que escreve outros filmes de ação de qualidade duvidosa, faz-me pensar numa bipolaridade que nunca percebemos bem o que vamos encontrar no seu proximo projeto. Pois bem o que temos e a simplicidade e alguma falta de diferenciação do tema, sendo um filme demasiado fisico mas com falta de elementos que o diferencie por si só.

Fica assim a ideia que temos um filme pouco trabalhado, que tenta fazer potenciar a ideia na personagem e alguma irreverência da personagem central e pouco mais, apresenta nos uma dupla de assassimos impiedosa, um ajudante do lado bom da justiça e uma trama basica para justificar o porque de tudo o que vimos.

Por tudo isto, mas essencialmente pelos envolvidos nao so no cast mas no crew fica a clara ideia que era expectavel muito mais do que um simplista filme policial, com procedimentos dos mais basicos que podem existir e acima de tudo a ideia que mesmo nos detalhes estamos perante um filme muito longe do que se pode expectar de tanta gente competente

A historia fala de uma isolada e afetada pelo passado bombeira que se ve no meio de uma missao com um menor a cargo o qual e seguido por uma dupla de assassinos profissionais e os quais tentam lutar pela sobrevivencia em pleno centro de um incencio florestal.

Em termos de argumento muito pouco a todos os niveis, uma historia basica que e potenciada de uma forma tambem ela basica, sem grande elementos que o diferencie, ficando a ideia que para um argumentista como Sheridan tem de se esperar mais em personagens e principalmente em dialogos.

Sheridan como realizador nao tem o conceito ou mesmo a força que tem enquanto argumentista. Aqui temos um trabalho que funciona moderadamente com a dimensao do incendio mas pouco mais. Fica a ideia que tendo em conta o que ja vinha a demonstrar nos primeiros inputs de carreira que provavelmente se esperava que estivessem noutro patamar.

No cast temos uma Angelina Jolie que e sempre sinonimo de dimensao comercial, embora me pareça que e uma personagem sem carisma pouco ou nada trabalhada que espera basicamente que a dimensao de estrela da atriz faça o resto. Em termos de secundários uns viloes quase inexistentes em termos de qualquer dimensao de personagem e pouco mais.


O melhor - As sequencias de incendio

O pior - A forma pouco criativa de um argumento pouco trabalhado

Avaliação - C-

Friday, May 21, 2021

The Mitchels Vs Machines

 Numa altura em que o cinema e principalmente as aplicações de Streaming ainda andam à procura do seu balanço, a Netflix lançou na animação, aquele que á ate ao momento o filme criticamente mais bem recebido do ano. Esta animação refrescante e apocalítica que junta os perigos de uma sociedade cada vez mais informatizada com as ligações familiares tornou-se num sucesso critico que coloca desde ja a animação como um dos pontos fortes do ano. Comercialmente pese embora a Netflix tenha neste momento projetos mais fortes a forma diferenciada do projeto deu alguma visibilidade ao mesmo

Se existe género que na minha ótica começou bem este ano de 2021, foi a animação. Se a Disney ja tinha feito funcionar no seu projeto Raya, este filme mais original, numa abordagem mais diferenciada e também um dos bons filmes do ano, não só na mensagem e narrativa que nos quer dar mas acima de tudo na originalidade de uma estética totalmente trabalhada e que demonstra a criatividade dos seus autores do primeiro ao ultimo minuto com muito humor a mistura.

O filme apesar de longo, um dos maiores defeitos da sua construção e por vezes adquirir a determinada altura mais uma volta no carrossel do que necessário, e a conjugação dos elementos mais fortes que fazem funcionar a premissa. Temos uma historia atual, muito bem trabalhada e um segundo elemento de drama familiar em que a peças encaixam perfeitamente na missão de cada uma delas. A isso junta-se um desenvolvimento exagerado que permite o potenciar da mensagem e um humor que acompanha.

Por tudo isto mesmo não tendo o peso sentimental e a mensagem ideológica que os melhores filmes ideológicos da Disney consegue ter, temos uma obra que junta irreverencia e criatividade que demonstra que o cinema de animação esta cada vez mais completo nos destinos das suas mensagens, e este é apenas mais uma dimensão dessa toda universalidade.

A historia fala de uma família desunida que em plena crise de crescimento de filhos acaba por ter de se unir numa luta pela sobrevivencia contra uma aplicação que controla todos os objetos inteligentes que tem como objetivo extinguir a humanidade.

Em termos de argumento apesar de algo estranho na sua essencia o argumento e bem trabalhado, não só na historia em si, na mensagem que passa e no estilo de humor que o filme quer dar. Isso acaba por dar um toque refrescante original que e o veiculo na abordagem diferenciada que o filme acaba por ter.

Na produçao muito risco, muita originalidade, mas o filme funciona. O estilo irreverente, muito colorido e um dos segredos que faz funcionar bem o filme do primeiro ao ultimo minuto. Se calhar deveria ser mais curto, mas isso não impede o filme de se fazer notar.

No cast de vozes o maior registo e aquele que mais surpreende e a de Olivia Colman como Pal, e a grande surpresa num conjunto de outras vozes bem escolhidas que encaixa nos objetivos que o filme quer ter para cada uma das personagens.


O melhor - A forma como o filme consegue unir irreverencia e criatividade

O pior - A duração


Avaliação - B



Wednesday, May 19, 2021

French Exit

 Num ano muito particular de 2020 onde o cinema esteve algo apagado existiram alguns projetos anunciados que ainda tiveram por breves momentos algumas ambiçoes de premios mas que acabaram por nunca entrar a serio nessa disputa. Um desses filmes foi este French Exit sobre uma mae e um filho na falencia que preferem deixar de viver a alterar os padroes. Este filme resistiu ainda que com alguma mediania na critica muito por culpa dos elogios a Michelle Pfeiffer. Comercialmente pese embora tenha tentado o grande ecra os resultados foram essencialmente rudimentares.

Sobre o filme podemos dizer que tem um bom inicio, quer o apontamente do passado mas principalmente a introduçao as personagens deixavam antever um filme comico, ironico com bons momentos das personagens como elas vao sendo construidas. Contudo rapidamente acontece uma inversão de marcha e as personagens tornam-se perdedidas em demasia na sua excentricidade e eloquencias e mais que tudo fica a ideia que o filme tem mais diferenciar-se do que concretizar-se

Isso nao retira merito a alguns patamares que o filme consegue principalmente numa boa construçao de Pfeffeifer na sua personagem central e a forma como a personagem desta vai se tornando cada vez mais obcecada no seu estapafurdio objetivo. Isso faz o filme ter um argumento bem melhor do que a sua concretizaçao

Fica um filme com uma premissa diferente com um estilo simples e mais que tudo com um estilo que se diferencia que tem como grande objetivo uma formula descontraida que vai perdendo coerencia. Fica alguns bons momentos de personagens que a determinada altura pensariamos que iam resultar melhor.

A historia \fala de uma mãe e filho que vivem na alta sociedade que percebem que o dinheiro de todos esta a acabar e que vai conduzir a falencia. De forma a nao alterar os seus costumes embarcarm numa viagem de cruzeiro de Paris com a intençao de gastar ate ao fim o dinheiro que lhes resta.

A ideia de base do filme tem alguma originalidade e o estilo narrativo que o filme adopta ate poderia funcionar, nao fosse tornar-se a determinada altura apenas preocupado com a excentricidade e adensar uma trama que ja tinha elementos suficientes. Acaba por tornar tudo demasiado confuso para funcionar por si so.

No que diz respeito a realizacao Jacobs e um jovem realizador quase desconhecido que teve aqui o seu filme mais mediatico. Em termos de abordagem temos um estilo de comedia europeia sem grandes truques e que pensamos que funciona para o estilo que o filme quer ter.

No cast alguma gloria para Pfeiffer intensa com dimensão numa boa prestaçao que com um filme menos excentrico se calhar poderia ter maior expressao em termos de premios. Hedger e um dos bons valores jovens mas aqui esta algo invisivel.


O melhor - Pfeiffer

O pior - A forma como o filme se vai perdendo nos desvaneios do argumento


Avaliação - C



Sunday, May 16, 2021

Voyagers

 Este ano 2021 talvez impulsionado pelo facto de grande parte das pessoas querer fugir no ultimo ano do nosso planeta tem trazido diferentes projetos sobre seres humanos em espaços e em odisseias pelo universo. Este e mais um desses projetos sobre a essencia do ser humano num ambiente controlado até ao descontrolo. Este filme de Neil Burger com alguns jovens em crescimento nao foi propriamente bem recebido pela critica com avaliaçoes algo negativas. Comercialmente o filme tentou os cinemas com resultados muito curtos demonstrando que nao era a escolha de quem queria regressar as salas.

Sobre o filme podemos dizer que a premissa e interessante, um filme que fala de uma sociedade controlada e planeada ao mais infimo promenor ate ao momento em que tudo se descontrola. O problema e que o proprio filme quando entra nos seus conflitos acaba tambem ele por se descontrolar tornando-se pouco interessante e acima de tudo previsivel ate ao fim.

O pior do filme e que claramente nao deixa as diferentes personagens se diferenciar, temos os dois lados e pouco mais e fica a ideia de que o pressuposto do filme serie esse, e nao apenas nos dar a rebeldia de um deles o que acaba por limitar o filme a um fraquinho filme de ficção cientifica que acima de tudo parte de uma ideia que nao sabe utilizar.

Alias o excesso de projetos deste genero de filmes tem demonstrado que nem sempre e facil eles resultar pelo pouco espaço e acima de tudo por terem todos limites muito definidos. Por isso parece-me que um filme como este deve ser sempre pensado com mais estrutura e mais dimensoes, Caso contrario fica a saber a muito pouco.

O filme fala de um conjunto de jovens que e preparado e embarca no espaço para uma expediçao de 80 anos com o objetivo de clonear um planeta longinquo. Contudo o planeamento de todas as reações deixa de existir quando alguns elementos deixam de tomar um medicamente que controla os seus impulsos.

NO argumento e ideia de base do descontrolo total numa nave espacial, apenas com as condiçoes humanas nas lutas parece-me uma excelente opçao e o filme faz esse ponto ser funcionar na sua introduçao. O problema e que quando o conflito começa o filme nao consegue fazer crescer os personagens e isso era essencial.

Burger e um realizador que começou com alguma força em Hollywood mas nos ultimos tempos tem perdido protagonismo em projetos inferiores. Aqui num estilo sempre dificil, nao consegue dar uma roupagem significativa a um filme que lhe daria esse espaço.

No cast um conjunto de jovens a tentar dar um pouco de brilho nas suas carreiras. Sheridan parece um candidato ao estrelato embora a sua personagem seja extremamente rudimentar neste filme. Depp tem de sair da sombra de ser mais que filha de Johnny e neste filme ainda nao consegue. Whithead parece o melhor ator mas depois do inicio de sonho tem-se perdido em pequenos filmes como este.


O melhor - A introduçao ao tema

O pior - A individualidade dos personagens nao e propriamente trabalhada


Avaliação - C_-



Monday, May 10, 2021

Monster

 Três anos depois deste filme sobre uma batalha judicial ter sido produzido e filmado a Netflix aposta na sua distribuição de uma forma mais alargada, aproveitando quem sabe o facto de muitos dos envolvidos no filme estarem numa fase mais forte das suas carreiras ou seguir a mesma tematica de alguns dos projetos de maior sucesso da aplicação. Este filme com um tema forte acabou por não ser propriamente um gloriado critico e comercialmente temos de ir procurar bem para o encontrar.

Sobre o filme podemos dizer que ainda que com um lado mais superficial e menos pesado, e uma especie de When they see us sob a forma de filme, na forma como tenta nos dar um acontecimento trágico e os seus envolvidos ao longo de toda a batalha judicial. O filme acaba por trabalhar bem alguns aspetos como as vertentes duais na personagem central, como a culpa interna e externa e acima de tudo a forma como se desenvolve o julgamento para a conclusao final, e claramente menos ideologico do que a serie de sucesso acima mencionada mas penso que consegue prender melhor o espetador ao seu desfecho.

E obvio que depois temos o contacto com o que realmente aconteceu e ai o filme poderia trabalhar melhor a diferenciaçao entre a componente legal, que o filme detalha ao longo de todo o julgamento com o sofrimento e a resposabilizaçao do auto conflito da personagem principal, mesmo nas relaçoes familiares onde o filme ai tem mais dificuldades em entrar.

Ou seja nao sendo uma obra de referencia, que penso que o filme nunca tenta ser, acaba por ser um filme sobre a forma como o contexto acaba por trazer consigo as pessoas a sua volta num filme que nao quer o lado duro, mas sim o lado de conflito de cada um. Poderia ir mais longe em alguns aspetos mas isso nao faz com que o filme nao cumpra o que tenta ser.

A historia fala de um jovem estudante de cinema que se ve preso pela suspeita de autoria de um assalto que termina em homicidio. O filme fala da forma como aquele contexto judicial condiciona a vida de alguem que se protegeu dos problemas sociais que o acabam por naufragar, enquanto judicialmente e internamente se tenta apurar a sua participaçao.

Em termos de argumento temos um filme com uma historia simples, resoluçao simples, que consegue entrar e debruçar o mais simples, ou seja o lado processual mas nas batalhas internas tem mais dificuldade em se colocar e isso acaba por dar ao filme uma funcionalidade limitada.

Na realizaçao Mandler e um completo desconhecido associado a videoclips de artistas da moda que tentou aqui uma abordagem de cinema, que em termos artisticos nem sempre é forte. Fica a ideia que uma tentativa de lhe dar um teor introspetivo que e o elemento onde o filme mais dificuldade tem em entrar.

No cast eu confesso que Harrison Jr parece-me um dos valores seguros de uma nova geração de atores afor americanos, com presença e intensidade este papel ainda jovem demonstra ja algumas das suas virtudes que tem sido potenciadas em filmes mais recentes. Nos secundarios alguns bons momentos de um Washington Jr que parece funcionar melhor quando os holofotes ainda estavam longe


O melhor - A culpa interna e a forma como o filme quer tocar nesse ponto


O pior - Trabalhar pouco este tempo, talvez porque fosse mais dificil


Avaliação - C+



Saturday, May 08, 2021

Every Breath You Take

 Este thriller psicologico foi uma das apostas de um acelerar do cinema na tentativa de regresso a normalidade. Este filme com um bom elenco no entanto no meio de alguns projetos acabou por ter a sua estreia algo desprecebida, muito por culpa de criticas bastantes sofriveis. Comercialmente o filme passou da estreia em cinema para ir diretamente para aluguer o que acabou por o tornar ainda mais escondido do grande publico.

Sobre o filme temos o tipico Thriller psicologico com misterio e com personagens com partes bastante escondidas da sua forma de ter. O percurso da vingança e conhecido principalmente em alguns thrillers da viragem do milenio e percebe-se que o filme tem essa influencia, centrando acima de tudo nos desvaneios de uma particular personagens e na forma como o equilibrio familiar central vai ruindo.

E um filme de procedimentos simples que perde acima de tudo por ser demasiado previsivel e entregar a Claffin a intensidade de uma personagem que o actor recheia de tiques pouco ou nada interessante e que fazem do filme um sofrivel dentro de um genero fora de tempo e que este filme nao consegue resgatar.

Este e daqueles filmes que em face do elenco e a premissa de base poderia funcionar na densidade psicolofica. Affleck acaba por se sentir algo perdido com algum amadorismo das outras vertentes e o filme acaba por ser simples com limitaçoes longe de grande resposta efetiva.

A historia fala de um terapeuta marcado pelo drama familiar que acaba por ver uma sua paciente a colocar fim a vida, sendo que o aparecimento do irmao desta com um plano escondido pouco claro acaba por colocar em check todos os vertices do seu ja desiquilibrado contexto familiar.

Em termos de argumento podemos dizer que a permissa de base poderia dar estrutura para um bom thriller psicologico mas a sua execução demasiado previsivel nao consegue tirar partido disso, principalmente com alguma dificuldade no crescimento das suas personagens.

Em termos de realizaçao Stein e um realizador que ainda procura o seu filme de afirmaçao, que aqui tem uma realizaçao simples, que nem sempre utiliza bem os flashbacks para integrar o filme para uma vertente artistica, limitando-se a simplicidade de processos que faz o filme depender de um argumento tambem ele sofrivel

No cast e confesso que gosto da forma como Affleck consegue ir aos limites interpretativos das suas personagens e aqui pese embora proximo de outros personagens consegue ser eficar. Pior apenas um Cafflin repleto de tiques de interpretaçao de gosto discutivel que acaba por na minha otica demonstrar muitas debilidades de um ator cada vez mais ativo mas que cada vez mais evidencia a suas debilidades.


O melhor - A premissa

O pior - A previsibilidade


Avaliação - C-



Monday, May 03, 2021

Without Remorse

 Depois de no final da decada de 90 os livros de Tom Clancy terem sido um dos grandes sucessos no genero da espionagem e terem tambem eles resultados em alguns filmes de grande sucesso principalmente na personagem de Jack Ryan, eis que surge a tentativa de dar vida a mais uma sua personagem de agente do CIA. Este inicio sob o patrocinio da Amazon estreou na plataforma sem grande vibrato, pese embora tenha chamado a si um dos atores da moda. A forma como criticamente o filme foi avaliado por baixo, no deixa antever um sucesso comercial demasiado sustentado para dar seguimento ao ja expectavel sequela.

Sobre o filme temos um filme simplista ao maximo para algo que se quer de intriga e de espionagem. Um dos atributos maiores do escritor e a forma como a intriga se vai tornando cada vez mais densa em voltas e contravoltas capaz de pregar o espetador aquilo que se vai seguir. Pois bem aqui a estrategia e claramente diferente, numa aposta por alongar quase de forma interminavel as sequencias de açao até ao aborrecimento maximo e matar a intriga num dialogos de cinco minutos.

Fica a ideia que o filme escolhe um estilo carnal completamente desajustado do estilo que o filme deveria ter e mais que tudo do estilo que um genero tão próprio como este deveria optar. A questao e que a escolha e desde logo discutivel pelo tipo de filme em si mas ainda se torna mais sem sentido quando percebemos que a execução da matéria é também ela pouco criativa com sequencias sem grande arte e acima de tudo repetitivas ao maximo.

Assim surge o parente pobre das adaptaçoes de Tom Clancy, numa tentativa de dinheiro facil com pouco ou nenhum trabalho. Fico mesmo com a ideia que muito dos momentos do filme, e a preencher com inconsequencias sequencias de açao. Temos um ritmo elevado mas neste caso completamente contra producente para o resultado fo filme.

A historia fala de um ex- fuzileiro que ve a sua equipa ser toda assassinada bem como a sua propria esposa e futura filha. Acaba por decidir tentar perceber quem esta por tras de tais mortes, entrando na investigação de um grupo criminoso russo, quando percebe que tudo e uma jogada ao mais alto nivel.

Em termos de argumento o filme e vazio em quase todos os seus pontos, mesmo aqueles onde deveria ser mais artilhado. Começa nas personagens pouco ou nada trabalhadas em cada lado dos flancos. A intriga e reduzida a uma premissa e um dialogo, e tudo se torna previsivel do primeiro ao ultimo momento o que para um filme de espionagem e totalmente inocuo.

Na realizaçao Sollima e um realizador que ganhou conceito na sua abordagem de Gomorra serie. Aqui tem meios mas denota falta de arte para potenciar principalmente as infindaveis sequencias de açao que mereciam outro tipo de tratamento. Um filme com esta dimensao deveria ter alguem mais capacitado para nao passar despercebido.

No cast a escolha de Jordan parece interessante principalmente depois de funcionar em Creed, mas acaba por ser demasiado musculada e o ator sofrer da falta de dimensoes de uma personagem totalmente esvaziada e que tinha tempo para mais. Nos secundarios nem Bell nem Turner Smith tem espaço para grandes sublinhados.


O melhor - A expetativa que o regresso dos herois de Clancy poderia nos dar


O pior - O vazio que o filme acaba por ser


Avaliação - D+



Saturday, May 01, 2021

Things Heard & Seen

 Numa altura e num projeto em que a netflix se propos a semanalmente nos entregar uma longa metragem eis que surge mais uma dessas apostas com uma atriz em forma como Amanda Saeyfried e um filme de terror numa pequena cidade tendo como objetivo o entertenimento rapido. Embora trouxesse uma dupla de realizadores que ja obteve algum sucesso critico no passado o filme nao passou de uma mediania critica que o tornou quase invisivel. Mesmo em termos comerciais parece que nesta altura o serviço acaba por disponibilizar projetos mais apelativos.

Sobre o filme podemos dizer que se trata de um thriller psicologico sobre vivencias de casal, e de escolhas a procura de do sucesso que acaba por funcionar nos elementos mais praticos sobre o desenvolvimento das personagens e a forma como as intrigas entre elas vao crescendo e principalmente quando muito do veu sobre elas se vai levantado. Na intriga simples o filme ate funciona.

O problema e que com a entrada na cidade pequena e com a introdução de elementos paranormais o filme dá uma componente espiritual que nao funciona e que nos parece ser totalmente dispensavel e so torna o filme difuso e confuso sem qualquer ganho adjacente a nao ser a componente visual do seu final.

Por tudo isto parece-nos uma historia simples, com objetivos curtos que tenta acrescentar a componente fisica de um thriller psicologico e quase policial com o lado espirtual que nao combina e que fica a ideia que o filme deveria ter-se deixado na terra e isso acabaria simplesmente por nos dar um trailer psicotico igual a muitos.

A historia fala de um casal que embarca para uma pequena cidade e para uma casa estranha de forma a tentar realizar os objetivos profissionais do elemento masculino. Contudo com o passar do tempo e com o crescimento de relaçoes com outras pessoas da comunidade o casal e posto a prova, principalmente quando acontecimentos inexplicaveis começam a acontecer em casa.

O argumento e um conjunto de ideias demasiado diferentes para combinarem entre si. O filme tenta isso e acaba por ser confuso e nao conseguir potenciar o lado dos limites morais das personagens que seriam um epicentro muito mais bem escolhido do que acaba por ser este.

Na realizaçao Berman e Pulcini e uma dupla de realizadores que ja conseguiu no passado com American Splendor ter alguma prespetiva de ser de primeira linha, o que se foi desvanecendo, acabando por se dirigir para a televisao. Aqui um projeto que no final tenta ter uma componente estetica diferenciada mas insuficiente para tornar o trabalho de realizaçao minimamente impactante.

No cast temos uma Seyfried na ressaca da nomeaçao para o oscar numa personagem que podia ter outra dimensao, mas cujas limitaçoes da atriz e das ideias do filme para a personagem limitam. O maior destaque vai para James Norton um ator ingles a tantar ganhar tempo, que acaba por ter bons momentos  numa personagem interessante mas que cai em excesso na repetiçao.

O melhor - O lado terreo do filme

O pior - O lado espiritual


Avaliação - C



Mortal Kombat

 Depois de dez anos em avanços e recuos eis que finalmente a nova abordagem de Mortal Kombat o famoso jogo de computador que acabou por ter aqui um reboot, com muitos meios produtivos mais proximo do cinema origental. Criticamente as avaliações foram sofriveis chegando a ser inferiores a primeira tentativa, mas comercialmente os primeiros resultados parecem interessantes e parecem estar a unir novamente alguns espetadores ao cinema.

Sobre o filme podemos dizer que a primeira abordagem do cinema ao videojogo funcionou devido a um amadorismo sempre presente que acabou por ser marcante. Depois de um segundo filme horrivel, eis que surge um estilo diferente, mais cru, com mais violencia mais proximo do cinema oriental e com a tentativa de adensar ainda que de forma pouco consistente alguns pontos da narrativa.

Em termos de elementos de entertenimento o filme entrega a Kano todos os apontamentos comicos e pouco mais. Em termos de intensidade da historia obviamente que estamos perante um filme demasiado basico, que tenta arranjar apenas um cenario para os movimentos e frases miticas de cada uma das personagens.

Por tudo isto Mortal Kombat embora com mais meios produtivos do que o primeiro filme na essencia pode ser um filme maior mas nao e claramente um filme melhor do que a primeira tentativa. Parece querer levar-se mais a serio mas isso acaba por nao ser por si so refletido no resultado final de um filme de desgaste rapido com os defeitos bem presentes e que mesmo sendo fiel a alguns pontos do jogo nao consegue resgatar o filme do falhanço tipico das adaptaçoes de videojogos.

O filme fala novamente do torneio mortal de luta pela sobrevivencia entre mundos, tentando introduzir uma personagem com recurso a historia de outros ja conhecidos, mas todos ja sabemos duas equipas com fundamentos morais bem diferentes na luta pela sobrevivencia da humanidade.

Em termos de argumento o simplismo puro, a escolha tipica de personagens e de repente o contexto para os combates, embora desta vez sem grande torneio, talvez o mesmo fique para um segundo episodio. Fica a ideia que as personagens quase se limitam as caracteristicas fisicas ja conhecidas do jogo sem qualquer outro trabalho.

A realizaçao deste projeto ficou a cargo da Simon McQuoid um autentico desconhecido a quem foi entregue a batuta de um filme de grande orçamento, o que nao deixa de ser surpreendente. O trabalho embora consiga potenciar melhor os efeitos que o primeiro filme, a abordagem e a simplista tipica de filmes sem grandes ambiçoes.

O cast e constituido essencilmente por atores orientais, alguns dos quais já associados a outros filmes de artes marciais com algum carisma. Fica a ideia que a escolha de veteranos atores para papeis secundarios e melhor do que a escolha dos protagonistas, embora seja sempre um filme pouco ou nada exigente a este nivel.


O melhor - O humor de kano

O pior - A forma como o filme nao consegue desenvolver qualquer personagem


Avaliação - C-



Friday, April 30, 2021

Stowaway

 Numa altura em que a Netflix se encontra cada vez mais no olho do falcão , eis que vão surgindo produções próprias intercaladas com a distribuição de projetos de outras produtoras. Um dos filmes que foi lançado foi este filme de ficção cientifica sobre o espaço, e acima de tudo uma luta pela sobrevivencia e de limite. Este pequeno filme conseguiu boas avaliações criticas embora não entusiasmantes, sendo que comercial parece ser mais um produto entre muitos da NEtflix.

Sobre o filme podemos dizer que se trata da historia tipica do espaço, de uma tripulação com todas as condicionantes de uma tarefa longa, de afastamento que de repente percebe a existencia de um passageiro não convidade que coloca o equilibrio em causa, surgindo a luta pela sobrevivencia e de união entre toda a tripulaçao.

A historia e a base narrativa é igual a muitas outras historias que ao longo do tempo foram tendo seguimento em projetos maiores e mais pequenos mas que na sua essencia divergem pouco, conjugando uma serie de momentos em que parece que a união vai ruir com outros em que fica a ideia que o lado de grupo e o mais forte, e que torna o filme num obvio filme, que nem sempre é particularmente organizado, mas que cumpre nos serviços minimos.

O que nos parece que o filme acaba por ser mais limitado acaba por ser no nivel produtivo, filmes como este exigem um nivel artitico e concetual maior para fazer resultar, principalmente os segmentos maiores do grande espaço. Existe pontos em que o filme até consegue algum risco no seu desenvolvimento, mas na maior parte do tempo não consegue sair dessa mediania.

A historia fala de uma tripulaçao de três tripulantes numa investida ao espaço que percebe que por engano um operario da construçao da nave acaba por encetar voo. Tudo decorre de forma normal ate ao momento em que se percebe que os recursos existentes sao pensados para tres pessoas e nao para quatro.

Em termos de argumento o filme tem alguns detalhes que me parecem bem trabalhados, concretamente a luta do individual pelo grupo, as oscilações naturas dos personagens. O problema e que na forma como o filme completa todos estes entalhes nem sempre o filme e competante para aspirar voos mais elevados.

Na realizaçao de Joe Penna temos um trabalho de espaço simples, sem grande espaço para grandes voos ou nível produtivo que acaba por se tornar demasiado limitado naquilo que normalmente os filmes com este tipo de objetivo conseguem ser. Um realizador ainda pequeno a tentar ganhar dimensao que arrisca no genero mas que nao tem ainda andamento para outros voos.

No cast Kendrik acaba por ter entregue a si o peso da protagonista, mas uma personagem acaba por ser simples demais para levar as costas um filme algo simplista demais. Fica na retina um conjunto de atores competentes que nunca e propriamente colocado em  chek nas suas personagens


O melhor - O debate entre a individualidade e o grupo


O pior - A forma como o filme em termos produtivos nao se eleva


Avaliação - C+



Sunday, April 25, 2021

The Courier

 Este e daqueles filmes que perde a corrida aos premios e depois e lançado com pouca ou nenhuma pompa no meio de outros filmes neste reacender da ligação entre o espetador e o cinema. Um daqueles tipicos filmes de espionagem historica em plena guerra entre EUA e URSS. Este filme apesar de arredado de premios ate conseguiu avaliações positivas sendo que comercialmente esta longe de ser o tipo de projeto mais apelativo para fazer regressar os espetadores ao cinema.

The Courier e um filme de ritmo baixo, algo promenorizado nos detalhes, mas que perde demasiado tempo na forma como nos da um clima hostil russo. COmo muitas das historias de guerra temos uma posiçao asusmida no filme, um lado bom e mau que nos parece ser sempre uma opçao politica, de um filme que tem na forma como CUmberbacht nos da os ultimos minutos a sua maior arma mas que apenas consegue tornar o filme competente sem ser brilhante.

A forma como a densidade psicologica do filme se vai adensando circundando a personagem do primeiro ao ultimo minuto e um dos bons momentos de um filme pausado, realizado com profissionalismo sem brilhantismo, e que lhe falta o impacto de surpreender o espetador quer visualmente quer me termos de um argumento demasiado preso aos acontecimentos e menos as personagens.

Ou seja um filme competente sem ser brilhante que nos relata uma historia veridica de espionagem em plena guerra com as suas consequencias, bem interpretado mas que nao consegue tirar os seus trunfos para levantar para um estilo de filme bem mais eficaz tornando-o numa obra algo cinzenta

A historia fala de um homem de negocios que e envolvido numas relaçoes com russos com o objetivo de passar informaçoes sobre os planos nucleares daquele pais, numa espionagem infiltrada ao mais alto nivel, mas que acaba por o associar a uma alta patente que ultrapassa as barreiras do negocio.

O argumento tem uma historia interessante, historicamente relevante mas que em termos de algumas especificidades acaba por sofrer algumas dificuldades em termos do desenvolvimento maior das personagens. Tambem os dialogos fica na retina a possibilidade de serem mais trabalhados

Na realizaçao Dominik Cooke e um realizador britanico mais reconhecido por alguns projetos de televisao. E competente em modo qb mas nao tem recursos para levar o filme para patamares mais elevados o que pode justificar uma carreira ainda algo cinzenta.

No cast o filme tem em CUmberbacht o seu maior trunfo principalmente na dedicaçao fisica e intensidade dramatica dos ultimos minutos, que demonstram a boa forma do ator. Ao seu lado um leque de competentes atores secundarios embora com personagerns bem menos trabalhadas.


O melhor - Os ultimos vinte minutos de Cumberbacht numa entrega fisica e dramatica a personagem

O pior - ALgo lento no seu inicio


Avaliação - C+



Wednesday, April 21, 2021

Nobody

 Existe um estilo muito recente no cinema que nos ultimos anos tem resultado em alguns dos mais conceituados e trepidantes conceitos de ação. Falo obviamente do estilo de uma especie de assassino profissional sozinho no exercicio de estilo contra organizações criminosas. Este e mais um desses filmes com Oderink a interpretar com a critica a suportar um conceito com cada vez mais adeptos. Do ponto de vista comercial os resultados parecem ser interessantes sem no entanto serem totalmente brilhantes.

Sobre o filme podemos começar por dizer que tem uma boa introduçao, na forma como nos da o lado simplista da personagem central e as suas rotinas, sendo a entrada mais basica possivel. Com o desenolvimento do filme percebemos que rapidamente este se torna num vigoroso filme de açao, com muitos exercicios de estilo muito sangue o que da um ritmado objeto que todos sabemos como começa e acaba mas ao longo do seu desenvolvimento vamos tendo contacto com alguns aponatamentos no minimo estranhos.

Obvio que nos parece que no mesmo estilo já existiram alguns projetos que trabalharam mais o argumento e a intriga, este limita-se a sequencia simples da personagem contra tudo e todos, trabalhando as sequencias para as tornar mais funcionais para o objetivo do carisma e do sem sentido, que o torna num interessante mix entre comedia e acção.

Ou seja mais um filme de uma especie de super heroi dos tempos modernos, com muita luta, muito sangue e alguns aparecimentos ocasionais, que não sendo nada de novo, principalmente o numero de projetos com premissas semelhantes que tem saido, acaba por ser um daqueles filmes que gostamos de ver e que nos satisfaz ao longo da sua duraçao.

A historia fala de um chefe de familia pacato e preso nas rotinas que decide voltar a vida de assassino profissional quando e assaltado em casa e o seu filho sente-se frustrado com a sua falta de reaçao, contudo rapidamente se percebe que o papel de pacato e apenas uma mascara que esconde alguem completamente diferente.

Em termos de argumento a ideia de base parece ser uma boa escolha na base e naquilo que o filme quer transmitir. Muito menos trabalhado no que diz respeito ao desenvolvimento narrativo que se limita a seguir passos de outros.

Em termos de realizaçao Naishuller e um jovem realizador oriundo dos video clipes que ja tinha feito um exercicio de estilo no seu Hardcore. Aqui temos uma registo menos diferenciado tecnicamente mas com ferramentas para um filme de açao diferenciado e que o realizador sabe gerir tornando-se num autor interessante para o estilo.

No cast Oderink encaixa perfeitamente nos dois registos que o filme quer para a personagem, sendo um papel facil, no conceito a escolha e feliz. Pena e que fique um pouco so em termos de secundarios que acabam por não ter grande relevancia, com exceção dos momentos com menos sentido  de um vilão Sebyakov


O melhor - A forma como o filme cria o seu proprio estilo


O pior - Em termos de argumento todos ja vimos algo assim


Avaliação - B