Bradley Cooper como realizador teve sempre o sublinhado critico junto ao seu trabalho estando sempre presente em premios e nos mais altos voos dai que a expetativa em torno de um filme diferente, em que não seria o interprete maior e com um caracter mais ligeiro existia. Criticamente o filme ate foi bem recebido mas percebeu-se que sem o entusiasmo que tambem Maestro já não tinha tido. Comercialmente a falta de um protagonista de referencia não ajudou o conceito comercial que o filme queria ter tido
Sobre o filme temos um filme ligeiro sobre a crise da meia idade, um filme que busca no humor o desespero familiar de uma condição que chega sem se perceber bem como. O filme é bem escrito, numa toada moderada mas que funciona, principalmente nos espaços do casal, mas também na sua capacidade de fazer funcionar os elementos como a familia mais alargada.
Por tudo isto temos um filme competente, claramente pequeno na forma como os seus elementos são circunscritos a uma historia propria, mas com um humor que muitas vezes é subtil mas funcional, principalmente entregue a personagens secundarias. Fica a sensação que é daqueles pequenos filmes que vamos encontrando com o tempo, mesmo que ficamos com a ideia que por vezes poderia ser melhor sem os cortes de realizaçao ou mesmo com um interprete mais eficaz.
Com claramente menos objetivos ou mesmo ambiçao que os filmes anteriores de Cooper como realizador temos um filme interessante que se encontra em alguns momentos, ficando por vezes a sensação que os elementos de stand up comedy poderiam ser mais intensoso. Seria um bom filme lançado a meio da epoca sem o carimbo de premios assim é claramente curto.
A historia fala de um pai de familia que em pleno divorcio e com dificuldade em encontrar motivaçao para o seu dia a dia acaba por começar a colaborar como comediante num bar e onde encontra a forma mais facil de se comunicar enquanto tenta equilibrar os pontos da sua vida.
O argumento do filme tem uma base interessante que trabalha bem comicamente em alguns momentos muito por culpa de secundarios bem introduzidos. Fica a sensação que deveria valer mais os momentos centrais de comedia de palco, onde fica a sensação de ser mais curto.
Na realizaçao Cooper arrisca muitos menos que nos filmes anteriores, mais simples na captura de imagens deixando o protagonista ser o epicentro um pouco como o fez em Star is Born mas de alguma forma sem o carisma da personagem. As interrupçoes a preto e um estilo que pessoalmente não gosto.
No cast Arnett esteve envolvido na criaçao do filme mas fica a clara sensaçao que a personagem é maior que ele enquanto ator e protagonista. O filme sofre disso e nao apenas no lado comercial, mas tambem na propria empatia com a personagem, ficando sempre a sensaçao que Dern, Cooper, Day e Hinds lhe ganham todas as cenas
O melhor - Os secundarios e o seu valor comico
O pior - Os momentos de standup tinham de ser mais iconicos
Avaliação - B-
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