As questões da homossexualidade, a não aceitação desta orientação em sociedades fechadas e o terror foram temas que efetivamente o cinema nunca entrelaçou nos seus projetos, sendo que apenas por isso, este pequeno filme de terror sem grandes figuras e oriundo da Australia já tinha alguns elementos de novidade. O filme estreou com boas criticas, pela forma como conjugou drama e terror e comercialmente, mesmo sendo um filme independente e sem figuras conseguiu uma visibilidade que nos seus elementos não seria expetavel.
Sobre o filme podemos dizer que começa acima de tudo como uma historia de amor proibida entre dois jovens que tentam esconder. O drama não e propriamente do melhor que vimos trabalhado em amor homossexual adolescente mas e apenas um preparativo para o terror que surge quando os mesmos começam a ser seguidos pels propria obsessão, aqui o filme conjuga alguns momentos de um terror visual com uma tensão psicologica interessante
Não e um filme delcaradamente de terror, alias apenas na ultima meia hora assume esse papel de forma definitiva. E um daqueles que filmes que olhamos quase sempre como um projeto pequeno com algumas ideias curiosas mas que nunca são propriamente unicas. Mesmo a falta de figuras de primeira linha nunca deixa o filme crescer em termos de interpretaçao acabando por ser um filme ok sem nunca ser mais que isso.
Numa altura em que ja vimos quase todas as roupagens do terror temos aqui mais uma, com uma mistura de generos nada usual, que tem essa novidade, que funciona em algum do terror visual, melhor ainda na forma como cresce a tensão emocional, para um filme que tem os seus momentos sem nunca ser propriamente diferenciado, mas que marca a sua posiçao.
A historia segue dois jovens adolescentes que escondem a sua homossexualidade, contudo com a presença de um terceiro elemento estas preferências são desobertas, o que conduz a um ritual que faz com que os mesmos comecem a ser seguidos pela propria obsessão amorosa.
O argumento do filme tem uma mistura de elementos razoavelmente interessante, em termos de personagens para o lado dramatico pode ser algo simples demais, mas para um filme de terror pequeno chega. Nunca tira coelhos da cartola mas funciona naquilo que quer ser.
Na realizaçao temos Chiarela com um projeto individual de um realizador desconhecido com alguns projetos no terror que tem aqui o seu filme mais substantivo e que funciona porque denota conseguir tirar intensidade dos momentos de terror. Demonstra menos rotina no lado dramatico mas tambem nao sera a sua praia
No cast dois jovens desconhecidos encabeçam aquilo que o filme quer dar na intensidade de terror, na quimica apaixonada entre eles, mas falta-lhe alguns elementos na intensidade dramatica, mas pode ser neste tipo de projetos que ganhem visibilidade para outro tipo de oportunidades.
O melhor - Uma mistura original de temas
O pior - Nunca conseguir tirar um coelho da cartola
Avaliação - C+
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