O terror ligado à infância foi sempre um dos que mais ligou o imaginário e o terror de figuras infantis. Este ano com muitas metaforas a mistura surgiu este peculiar Buddy, um filme estranho que leva o mundo do terror e infantil num paralelismo com poucos ousaram fazer. A critica ate gostou dessa irreverência com boas avaliações comercialmente se calhar o filme nunca foi o objeto simplista que o trailer parece mostrar.
No que diz respeito ao filme dizemos logo que quem espera um filme de terror simples, sinistro com imagens infantis esqueça o filme é muito mais estranho que isso, no realismo e em paralelismos excessivos que torna o filme demasiado abstrato. O terror existe sem nunca ser muito gráfico baloiçando sempre ao sim de um cinema mais de terror psicologico do que grafico.
Nao e um filme simples, nem que seja porque muito dos paralelismos ficam sem resposta, fica a sensação que o filme deveria assumir mais o que queria ser, uma metafora sobre a perda da infancia, um filme sobre realidades paralelas, ou um filme de terror esse lado incognito faz o filme por vezes ser demasiado abstrato para os apontamentos que se apresentam.
Ou seja um filme estranho, que nao comunica bem, fica a sensação que quer ter uma impacto ou uma dinamica de ideias bem mais forte do que realmente consegue transmitir. E sinistro e nisso o filme consegue ser na dictomia do colorido das imagens e o terror das personagens, mas pouco fica mais do que propriamente essa estranheza.
O filme fala sobre uma serie de animaçao infantil onde acontecimentos estranhos começam a suceder de uma forma pouco explicavel que coloca em causa o caracter do unicornio simpatico protagonista da mesma. Tudo fica mais estranho quando uma mulher começa a perceber a ausencia de uma terceira criança em casa.
O argumento do filme é ambicioso mas nao funciona perfeitamente na forma como comunica, nunca é simples, blocos demasiado longos que fracionam o filme e a sua mensagem, algumas perguntas por responder e a ideia que o filme quer ser mais do que realmente consegue ser.
Na realizaçao temos kelly um realizador de filmes de terror de segunda linha que tenta ser objetivamente mediocre no exagero infantil e nunca parte realmente para o terror. nao e propriamente um filme que marque uma carreira mas fica a sensação que pelo menos arrisca.
No cast temos a voz de Key que encaixa perfeitamente na dictomia que quer da personagem. Nos atores reais a sensação total que o filme pouco procura para alem do olhar assustado de uma Milloti que depois do sucesso de Pinguin poderia esperar mais.
O melhor - O filme querer ser mais que um serie B de terror
O pior - Nao o conseguir ser e tudo ser so estranho
Avaliação - C-


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