Sunday, March 01, 2026

The Rip

 Pode um filme com Ben Affleck e Matt Damon, de acção com boas criticas ser lançado em Streaming em Janeiro, no mês mais associado a arquivos e filmes de terror de segunda linha. A resposta foi dada de forma positiva pela NEtflix que apostou tudo logo no primeiro mês, com um dos seus filmes comercialmente mais fortes. Criticamente as coisas ate foram positivas, o que ainda torna mais estranha a opção, sendo que comercialmente com dois ases como este, e pela o lado imediato da NEtflix percebeu-se que o resultado também iria ser forte.

Sobre o filme podemos começar por dizer que temos um interessante objeto de entertenimento que é pensado como um puzzle que quer surpreender com o desenlace final, um pouco como as instruções para tudo o que vimos antes. Nesse particular o filme esconde um pouco demais na primeira parte. Fica a sensaçao que a preparaçao do filme não é brilhante e isso acaba por tirar o impacto final, que o filme tem.

Obvio que o lado da revelação final torna o filme com os seus twist interessante ao espetador, tem essa capacidade de surpreender, de ir buscar intensidade num conjunto de atores de primeira linha que permitem uma narrativa aberta, com conflitos e com misterio, que faz do filme uma clara boa escolha para um policiar de entertenimento.

Pode tendo em base o seu elenco perceber-se que é curto demais, que se trata de um filme com pouca densidade, ou seja um filme de ação tipico do seu realizador, com bons atores, mas que não tem alcance, e sejamos sinceros, parece nunca tentar ser, em momento algum mais do que isso. A procura do cinema mais simplista explica se calhar o momento da sua estreia.

A historia fala de um conjunto de policias, que suspeitam uns dos outros do assassinato de uma colega, que apos uma grande apreensão, tentam perceber quem é o traidor no meio deles, numa intriga maior que eles todos.

O argumento sobrevive essencialmente do lado mais de ação, e do facto de se esconder em grande parte do filme, para ter o impacto final. Resulta naquilo que o filme acaba por ser, pese embora sem o caracter de surpresa maxima que chega-se a pensar que o filme poderia ter.

Na realizaçao Carnahan é daqueles realizadores de ação que teve um bom inicio, esteve sempre presente mas nunca conseguiu se impulsionar para maiores espaços. Aqui tem um bom trabalho na ação ritmada mas com pouca assinatura.

No cast temos Damon sem grande sublinhado, tem sempre qualidade mas denota-se que não é neste registo que se senta mais confortável. E mais o terreno de Affleck mais autoritario na ação e os restantes secundarios competentes sem brilho.


O melhor - O desenlace

O pior - A preparação para a revelação deveria ser mais forte na comunicação com o espetador.


Avaliação - C+

Joe's College Road Trip

 Tyler Perry tornou-se nas ultimas duas décadas um fenómeno de popularidade em termos de cinema direcionado para o público afro americano quer do ponto de vista dramático com um estilo novelesco pouco trabalhado quer também no formato cómico com as suas multiplas personagens e um humor disruptivo, que acaba por ser o estilo Eddie Murphy bem mais adulto. Este filme sob a chancela da Netflix marca o segundo estilo com criticas sempre pouco interessantes e comercialmente com algumas qualidades.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme de humor racial, que tem bons momentos isolados, mas entra no estériotipo exagerado que faz o filme ser demasiado goofy em quase todos os momentos principalmente quando Joe deixa o seu neto sozinho em que o filme parece deliberadamente irritante mais que funcional.

Joe tem alguns momentos proporcionados por dialogos rebeldes que funcionam, é um dos melhores personagens do mundo de Madea, mas fica a sensação que funcionaria em clips curto mas exagerado para um filme com quase duas horas. Claro que Perry nunca pensou que este seu registo fosse totalmente próximo da critica mais rigorosa mas ocupa espaço na cultura afro americana atual.

Por tudo isto uma comedia simples para ocupar espaço em colaborações continuas do realizador com as mais diversas aplicações de streaming. Agora surge outra personagem a comandar o lado mais comico, com alguns momentos com muitas piadas mas acima de tudo um estilo ultrapassado de desgaste rapido que nao colocara nenhuma pessoa europeia fa do estilo, dai que o sucesso da saga seja essencialmente americana.

A historia segue Joe, irmão de Madea e a forma como o mesmo inicia uma road trip com o seu neto, totalmente contrário À forma de viver do avô que leva a um choque de gerações e mais que isso um choque de vivencias.

O argumento está totalmente dependente do humor. Tem espaços isolados que funciona, mas no restante cai no cliche fácil da piada sexualizada, racial. O filme tenta no fim ter alguma densidade mas surge como um autoclante pouco contextualizado.

Na realizaçao Perry tem o mercado do humor e drama tipo pastilha elastica americana. Os filmes sao basicos realizados sempre com procedimentos simples, e o lado comico com um estilo de humor ultrapassado, que fazem dele presente mas longe de ser amado.

No cast temos os diferentes Perry que encaixam em diferentes estilos que quer ter. Joe é para mim onde se solta mais do ponto de vista comico, sendo totalmente irritante no lado normal. Neste tipo de filmes normalmente não procura outros protagonistas


O melhor - ALguns apontamentos de Joe.

O pior - Toda a personagem de BJ


Avaliação - C-

Saturday, February 28, 2026

I Swear

 Quando sairam as nomeaçoes para os Bafta todos se surpreenderam com a constante presença de um pequeno filme ingles, que ainda para mais não estava elegível para os Oscares por não ter estreado nos EUA. Ainda mais surpreendidos ficaram quando ganhou galardões importantes como melhor ator, fruto de criticas muito interessantes mas se calhar nunca no impacto deste tipo de premios. Comercialmente o filme pelo tema foi ganhando impacto e hoje talvez se tornou num dos maiores erros produtivos de lançamento pois rapidamente se percebe que poderia estar em alguns premios nos Oscares deste ano.

Sobre o filme, uma autentica liçáo sobre o SIndrome Tourette, um filme todo ele pensado sob a alçada do cinema britanico indepentente, situado nos anos 80, com uma excelente caracterizaçáo do espaço, dos maneirismos, com um tema impactante e a sob a forma como o mesmo influencia tudo a sua volta. A capacidade de impactar do filme é muito forte, naquilo que é o humor e o drama da historia real que quer contar.

O filme consegue ir buscar muito do que funciona nos melhores filmes do genero britanicos, como Billy Elliot, principalmente nos personagens secundarios, consegue acima de tudo sustentar um tema de forma ativa, muito potenciada por uma das melhores interpretaçoes dos ultimos anos, que nos leva a questionar se alguem viu o filme para perceber a estrategia a adotar para o tornar global, porque principalmente na interpretaçao seria praticamente imbativel.

Pode ser uma romantica forma de ver uma historia de vida, mas tras um assunto inacreditavel ao tema, temos um filme com diversas noances, que não é dramatico, tocando nos pontos mais fortes, num estilo britanico proprio que conduz a que temas serios sejam pensados com a descontração suficiente para os tornar impactantes.

A historia fala-nos do percurso de vida do ativista John Davidson o qual padece de SIndrome Tourette que o levou a muitas dificuldades de integração ao longo da vida e a forma como nos ultimos anos assumiu uma função pedagogica na forma como a sociedade funciona com a patologia.

O argumento do filme é incrivel no balanço emocional, nas situações que cria, na forma como estas fazem pensar o publico, mas também a forma como fornece ao mundo detalhes da doença. Mais que um filme um ensinamento.

A realizaçao ficou a cargo de Kirk Jones um tradicional realizador britanico que ja teve varios projetos mediaticos na comedia mas que falharam sempre por ser comedias simples sem grande ambições, aqui tem o projeto de uma vida, pela historia e pela escolha do seu protagonsita. Talvez va tarde para uma carreira muito consistente mas tem um projeto referencia.

O filme tem como maior feito a interpretação inacreditavel de Aramayo, todos ficaram surpreendidos com a vitora nos Bafta, mas depois de ver o filme não existia outra opção, pena que a produçao do filme nao o tenha colocado na corrida pelo oscar, o qual parece que ganharia sem grande discussão. Ficara para o ano, mas com o barulho atual sera dificil resistir mais de um ano no foco, mas não é so a melhor interpretaçao deste ano, como se calhar dos ultimos cinco anos, ainda para mais num ator que na serie Rings of Power foi um dos seus calcanhares de aquiles, incrivel


O melhor - ROBERT ARAMAYO


o pior - Pode ser uma visão muito positiva do problema


Avaliação - B+

Greenland 2: Migration

 É surpreendente como por vezes classicos de Janeiro conseguem ter algum sucesso que acabam por ter uma sequela no mesmo mês, foi isso que aconteceu com este filme de ação catastrofico com Gerar Butler, que tem aqui a sua sequela com o mesmo tipo de filmes. Criticamente a mediania do primeiro filme continuou, mas é obvio que nunca seria um filme com grandes ambições comerciais. Por sua vez comercialmente ficou aquem do primeiro filme, sendo mais obvio que se trata de um filme de janeiro que respirou mais uma vez do que o expetavel.

Sobre o filme podemos dizer que quem viu o primeiro filme sabe perfeitamente o que vai encontrar, pouca narrativa, muita ação ate ao limite, cenas impossiveis, mas mais que tudo algumas sequencias de catastrofe em diversas cidades. Uma especie de Last of Us, sob a forma de road trip sem zombies. O filme acaba por ser acima de tudo previsivel, com poucos elementos que o retirem do carimbo do janeiro.

Mesmo em termos produtivos sendo um filme de estudio e sempre previsivel que nao seja propriamente um filme muito trabalhado, excesso de CGI, nem sempre de grande qualidade para tornar as sequencias de ação mais fortes do que realmente elas são. Fica a sensação que o filme percebe que não tem materia para ir mais longe e isso sucede nas escolhas finais que faz.

Num janeiro normalmente marcado por filmes de terror de segunda linha ou ação já existente temos aqui a tentativa de rentabilizar financeiramente um filme catastrofe, tipo que funcionou nos primeiros anos do milenio mas que foi desaparecendo. Nota-se tratar-se claramente de um filme de segunda linha.

No que diz respeito a historia os protagonistas do primeiro filme refugiados na Greenland tem de fugir para diversas partes do mundo quando a atomesfera começa a atacar, numa luta pela sobrevivencia ao longo de diversas partes do globo.

O argumento e simples, uma razão para a fuga e quase duas horas de cenas de ação, alguns personagens que encaixam no cliche que o filme quer ser, um acontecimento trágico e eis que tudo se desenolve a procura da salvação.

Na realizaçao Roman Whaugh tem uma autentica maquina produtiva com Butler em filmes de açáo simples, a questão e lançar dois filmes no mesmo mes. O excesso de CGI demonstra dificuldades em termos de capacidade artistica em busca de pouco risco.

No cast Butler e funcional fisicamente neste tipo de projeto, embora sempre com personagens semelhantes, Baccarin tenta resistir ao esquecimento e o ponto mais estranho e vermos Griffin Davies que nunca conseguiu potenciar o sucesso de Jojo Rabbit


O melhor - O apocalipse europeu

O pior - A falta de elementos que tirem o filme da mediocridade


Avaliação - C-

Thursday, February 26, 2026

O Agente Secreto

 O cinema brasileiro está claramente na mó de cima, depois do sucesso de Ainda Estou Aqui o ano passado eis que novamente desde cedo um dos filmes internacionais com melhores avaliações foi entre Agente Secreto que brilhou em todos os festivais, conduzindo a nomeações históricas em categorias principais sendo o mais forte candidato ao óscar de melhor filme internacional. Em termos comerciais o filme tendo em conta a sua origem funcionou, mesmo que com limitações relacionadas com a sua origem e uma forma de comunicar rápida da língua brasileira que dificulta a comunicação.

Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme concetualmente bem montado que na maior parte do tempo utiliza a musica, a originalidade de alguns momentos para se diferenciar, com saltos temporais que acabam por fazer sentido no final, mas uma ideia clara que são muito boas ideias que na minha opinião nunca se conseguem juntar numa só.

E daqueles filmes que se torna detalhe, preocupação em fazer algo diferente mas que falha no mais simples, na capacidade da historia se unir para fazer o máximo de sentido e o máximo de impacto do que quer contar. Nota-se que o filme é uma montanha russo de intensidade com momentos em que prende o espetador com outros em que é claro que o filme divaga e perde-se em pontos paralelos e isso faz com que o filme nem sempre comunique bem com o espetador.

Por tudo isto surpreende-me um pouco o sucesso critico e a unanimidade em torno de um filme bem feito, duro, concetual mas que me parece estar longe de funcionar como um todo. A critica ao regime militar brasileiro tem sido um assunto bastante sublinhado no cinema atual, mas fica claramente a ideia que por vezes é necessário algo mais para o cinema ser relevante do que alguns aspetos isolados e por isso este filme foi para mim uma desilusão.

A historia segue um indivíduo que depois de um comportamento que foi contra o regime assume uma identidade diferente tentando passar indiferente ao regime. Contudo a perseguição acaba por ocorrer de uma forma clara num jogo do gato e do rato.

O argumento do filme é essencialmente confuso na sua divisão, com culpa para a realização, temos a ideia que o filme quer transmitir um thriller que se perde na divagação para aspetos colaterais e nisso fica a sensação que o filme deveria e poderia ser bem mais organizado.

Mendonça Filho e um realizador da elite brasileira que teve aqui o seu filme de maior impacto, Bem realizado com uma clara menção aos policiais dos anos 70 com tiques de series brasileiras que lhe dao uma riqueza concetual que a desorganização posterior acaba por dificultar no seu resultado final.

No cast Moura recolheu todos os louros nas suas multiplas vertentes. Eu confesso que não fiquei fascinado com o trabalho, com muita presença, ligeiro com diversas versões mas num ano forte penso que se trata de uma nomeação mais pelo crescimento do ator e do filme do que pela riqueza da interpretaçao em si.


O melhor - O estilo de abordagem de policial brasileiro dos anos 70


O pior - A desorganização do que se quer contar


Avaliação - C+

Arco

 A animação de grande estúdio, pese embora tenha lançado diversos projetos teve sempre longe de resultados críticos brilhantes, razão pela qual nos prémios de especialidade começaram a surgir filmes mais pequenos, espalhados pelo mundo, com este pequeno e tradicional Arco que encheu de ternura os espetadores e a critica conseguindo o tao desejado reconforto da nomeação para melhor filme de animação. Em termos comerciais é claramente um filme pequeno que não tinha grandes ambições nesta área que acabou por se recompor graças às nomeações e reconhecimento.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme pequeno, tradional, com o lado futurista interessante que nos dá alguns conceitos técnicos interessantes mas acima de tudo um filme de contacto simples e emotivo entre personagens. O filme consegue isso essencialmente na forma como a dupla de protagonistas se vai associando de uma forma cada vez mais próxima.

Não e propriamente um filme muito diferenciado, o facto de seguir o 2D e mesmo neste plano não ser propriamente muito trabalhado, com algumas ideias repetitivas faz o filme parecer menor, mais concetual. Ajuda a banda sonora na maior parte do tempo para o tornar mais próximo do publico num filme que na maior parte do tempo transmite ternura mas sem grande diferenciação.

Eu compreendo que quando o ano não e brilhante nas produtoras mais fortes que se procure de uma forma mais concretas projetos mais simples mas que transmitam mais emoção e nisso Arco funciona bem. E daqueles filmes que é querido, é fácil, e que acima de tudo nos mostra um pouco da animação tradicional dos anos 80 e 90.

O filme fala de um pequeno jovem que sonha em voar como os outros elementos da sua família para outros planetas até que o faz as escondidas acabando por aterrar num planeta no futuro onde se liga com uma jovem solitária mas fica sem forma de regressar a casa.

O argumento do filme tem uma base simples, para alem das questões do planeamento dos mundos futuristas, e procura mensagem próxima entre personagens é daqueles filmes que na sua essência tenta e consegue transmitir emoções simples. Podemos dizer que falta elementos que o tornem mais diferenciado mas no que se propõem, funciona.

Na realização temos uma dupla de realizadores franceses mais proximos de um cinema alternativo que tem uma produção tradicional, sem grandes meios, com muita cor mas parece sempre um filme desprovido do seu tempo que nos parece ser a escolha do projeto. Acaba por apelar ao revivalismo que também funcionou no impacto do filme.

No cast de vozes, funciona sem ser brilhante ja que não são propriamente os pontos centrais que o filme quer ter.


O melhor - A emoção simples que transmite

O pior - A forma como por vezes o filme torna-se previsivel em alguns momentos


Avaliação - B-

Saturday, February 21, 2026

Primate

 Normalmente Janeiro é marcado por diversos filmes de terror com cast modestos tentando a sua sorte num periodo bem mais morto do ponto de vista comercial. Nesse sentido surgiu este pequeno filme que tem como um chipanze com raiva o seu protagonista, com muito body terror. Comercialmente o filme ficou por uma mediania que não o sublinhou ja do ponto de vista comercial os resultados foram competentes principalmente tendo em conta a falta de figuras de primeira linha.

Sobre o filme podemos dizer que e o tipico filme standart de terror, e criado o elemento neste caso o animal, e depois o mais horror possivel com uma serie de adolescentes que surgem no filme para morrer da forma mais violenta possivel numa casa incrivel. O filme tem muitos poucos elementos diferenciadores, talvez so a curiosidade de Kotsur num novo filme depois do oscar vencido.

Nao e um filme com muitos atibutos do ponto de vista de historia as personagens existem para serem presas e resistir ao animal, do ponto de vista de densidade psicologica o filme e capaz. Fica a sensação que depois tem pouco conteudo, e que e um caracter ligeiro ate ao momento em que explode o lado visual mais violento.

Por tudo isto temos um filme para cumprir espaço, um filme que tem como objetivo o lado violento de um animal a um nivel astronomico, e neste tipo de cinema de ocupar espaço que o cinema nao se desenvolve ja que poderiamos ter o mesmo filme com diversos pontos distintos que tinha o mesmo resultado e isso e claramente curto nos dias de hoje.

A historia fala-nos de uma serie de jovens que se reune numa casa paridisiaca e isolada com um chimpanze de estimaçao que começa a agir de forma agressiva colocando em causa a sobrevivencia de tolos que ali se encontram.

O argumento do filme e basico com poucas camadas narrativas que se desenvolve quase sempre sobre uma unica premissa. Fica a sensaçao que as personagens sao carne para canhao e tudo decorre pela base possivel.

Na realizaçao temos Roberts um realizador de terror serie b que nunca conseguiu ter propriamente filmes muito conceituados. Aqui nota-se a violencia fisica mas pouco mais com a sensação que o filme procura alguns aspetos que nunca encontra no terror visual do macaco.

No cast muito pouco um conjunto de atores jovens desconhecidos que tenta procurar o seu espaço num estilo de filme que normalmente nao sao propriamente muito propicios a grandes desempenhos. Kotsur e sempre capaz na sua forma de comunicar mas merecia mais e melhores filmes do que este.


O melhor - A forma como o filme tenta encontrar momentos de terror visual agressivo


O pior - E um filme standart que poderia ter qualquer outro elmento


Avaliação - C-

Friday, February 20, 2026

We Bury the Dead

 Dois anos da sua produção este filme australiano que ficou na gaveta muito tempo, desde logo porque o valor comercial de Riley baixou significativamente e por outro lado porque filmes sobre Zombies deixaram de estar na moda. Contudo as primeiras semanas de janeiro sao sempre espaço para sobras ocuparem espaço e foi a estrategia para este filme com criticas medianas e que comercialmente, como a maioria dos filmes de janeiro nao existem.

Sobre o filme podemos dizer que se trata do tipico filme de zombies em que as personagens que sobreviveram tentam perceber o estado dos seus entes queridos numa viagem pelo apocalipse onde nao temos so os viloes zombies mas os que ficaram marcados pelo episodio. O filme tem essa dualidade que funciona na forma como articula um argumento simples que acaba na maior parte do tempo fica preso as sequencias proprias.

Por tudo isto temos um filme que funciona sempre muito melhor nos aspetos mundanos do que propriamente potenciando o nivel terror fisico dos zombies. E um daqueles filmes que tenta ser mais denso do que a historia comum. Sabe potenciar esses momentos embora por vezes conduza sempre a salvação do perigo e se torne algo previsivel.

Numa altura em que o cinema principalmente de terror tem caido numa repetição continua de procedimentos aqui um filme que procura o lado humano quando muitas vezes o filme parece ser o standart project  de terror. Temos alguns elementos que o tornam capazes e isso faz com que o filme seja melhor do que esperamos quando o começamos a ver

A historia fala de uma jovem que resiste a um erro militar que mata milhares de pessoas que procura o seu marido para perceber se o mesmo ficou com alguma questão pendente que o transforme num zombie e onde o seu passado possa ser esclarecido.

O argumento do filme tem uma base com elementos que até funcionam em alguns espaços. Melhor nas questões pessoais da personagem do que na intriga central, e um filme que tenta ser algo mais que um simples filme de terror e sem ser brilhante por vezes consegue.

Na realização temos Zak Hildithch um desconhecido que tem aqui um projeto que se denota limitado em termos orçamentais ja que a maior parte das sequencias de zombie sobrevivem da caracterização. E um filme simples, que nao joga propriamente com o terror, parecendo um genero escondido no filme. Nao e na realizaçao que o filme tem os melhores momentos.

Riley nao cresceu depois do sucesso Starwars, protagoniza filmes secundarios normalmente com papeis parecidos que lhe permitem ser uma heroina de açao mas pouco mais. Ao seu lado um Thwaites que chegou a ser uma jovem promessa nao concretizada, o qual deambula neste momento por filmes menos conhecidos



O melhor - O lado mundano do filme.

O pior - Os zombies


Avaliação - C+

Wednesday, February 18, 2026

Is This Thing On?

 Bradley Cooper como realizador teve sempre o sublinhado critico junto ao seu trabalho estando sempre presente em premios e nos mais altos voos dai que a expetativa em torno de um filme diferente, em que não seria o interprete maior e com um caracter mais ligeiro existia. Criticamente o filme ate foi bem recebido mas percebeu-se que sem o entusiasmo que tambem Maestro já não tinha tido. Comercialmente a falta de um protagonista de referencia não ajudou o conceito comercial que o filme queria ter tido 

Sobre o filme temos um filme ligeiro sobre a crise da meia idade, um filme que busca no humor o desespero familiar de uma condição que chega sem se perceber bem como. O filme é bem escrito, numa toada moderada mas que funciona, principalmente nos espaços do casal, mas também na sua capacidade de fazer funcionar os elementos como a familia mais alargada.

Por tudo isto temos um filme competente, claramente pequeno na forma como os seus elementos são circunscritos a uma historia propria, mas com um humor que muitas vezes é subtil mas funcional, principalmente entregue a personagens secundarias. Fica a sensação que é daqueles pequenos filmes que vamos encontrando com o tempo, mesmo que ficamos com a ideia que por vezes poderia ser melhor sem os cortes de realizaçao ou mesmo com um interprete mais eficaz.

Com claramente menos objetivos ou mesmo ambiçao que os filmes anteriores de Cooper como realizador temos um filme interessante que se encontra em alguns momentos, ficando por vezes a sensação que os elementos de stand up comedy poderiam ser mais intensoso. Seria um bom filme lançado a meio da epoca sem o carimbo de premios assim é claramente curto.

A historia fala de um pai de familia que em pleno divorcio e com dificuldade em encontrar motivaçao para o seu dia a dia acaba por começar a colaborar como comediante num bar e onde encontra a forma mais facil de se comunicar enquanto tenta equilibrar os pontos da sua vida.

O argumento do filme tem uma base interessante que trabalha bem comicamente em alguns momentos muito por culpa de secundarios bem introduzidos. Fica a sensação que deveria valer mais os momentos centrais de comedia de palco, onde fica a sensação de ser mais curto.

Na realizaçao Cooper arrisca muitos menos que nos filmes anteriores, mais simples na captura de imagens deixando o protagonista ser o epicentro um pouco como o fez em Star is Born mas de alguma forma sem o carisma da personagem. As interrupçoes a preto e um estilo que pessoalmente não gosto.

No cast Arnett esteve envolvido na criaçao do filme mas fica a clara sensaçao que a personagem é maior que ele enquanto ator e protagonista. O filme sofre disso e nao apenas no lado comercial, mas tambem na propria empatia com a personagem, ficando sempre a sensaçao que Dern, Cooper, Day e Hinds lhe ganham todas as cenas


O melhor - Os secundarios e o seu valor comico


O pior - Os momentos de standup tinham de ser mais iconicos


Avaliação - B-

Tuesday, February 17, 2026

The Voice of Hind Rajab

 O conflito em Gaza é um dos pontos de maior contorvérsia um pouco pelo mundo inteiro e fica a sensação que Hollywood com clara influencia judaica nunca tocou com exatidão ou isenção tal conflito. Dai que tenha sido este particular filme tunisino que acabou por chamar a atenção a muitos dos famosos pro palestina que acabaram por financiar o filme que acabou por estar presente na discussão de melhor filme estrangeiro os oscares deste ano depois de uma valentia critica assinalavel. Comercialmente sendo um filme tunisino os resultados foram interessantes.

Sobre o filme podemos dizer que a opção por trazer fragmentos reais da comunicação concretamente a gravação das conversações com a voz real da vitima da ao filme um impacto emocional e um peso que poucos filmes conseguem ter. E inacreditavel o impacto que o filme tem a todos os niveis, mesmo que possamos discutir todo o lado politico isto e humano e o filme vai tocar com toda a força nessa componente.

E um filme curto num espaço curto, de resiliência dos herois que tudo fizeram para salvar uma menina dado colateral de uma guerra, mas o filme homenageia a menor, da o impacto do que deveria estar acima da guerra de uma forma como poucos ate ao momento conseguiram fazer. Nao e propriamente uma obra original, ou trabalhado com uma originalidade unica, apenas da contexto a uma serie de gravaçoes impactantes e isso consegue como pouco.

Por tudo isto temos um filme de impacto com uma mensagem politica muito forte, que o filme acaba por sublinhar. Existe muitos momentos em que o filme chama a emoção de uma forma incrivel numa historia que merece ser contada e refletida. A coragem de um filme assim, o peso dos segmentos reais fazem deste filme uma das referencias do ano, e um dos que mais nos transmite emoçoes basicas.

A historia fala de uma equipa de paramedicos em linha de emergencia que recebem uma chamada de uma pequena de cinco anos apanhada no meio de um ataque em gaza e a forma como fica no carro com a familia morta ate que todos a tentam salvar.

O argumento do filme parte dos pressupostos das chamadas gravadas e muita consultadoria com os verdadeiros interpretes da historia. Pesada, intensa algo que nos deve fazer pensar e sentir. E uma historia que merece ser sublinhada mais que uma short story e a força do argumento esta nele proprio.

Na realizaçao temos Ben Hania uma jovem realizadora tunisina que chamou a sua atençao neste filme por uma capacidade de amplificar tudo o que quer contar na forma como monta o filme em torno de comunicaçoes reais, esse e o segredo do filme e um dos trabalhos mais impactantes de escolhas de realizaçao, iremos ver o que se segue mas a fasquia ficou muito alta.

Os interpretes tem a facilidade de ter como base os verdadeiros personagens para os guiar um incrivel trabalho de proximidade fisica, intensidade dramatica que o filme e a historia ajuda. Mas a verdadeira heroina e ela propria a menina que da nome ao filme que infelizmente nao esta aqui para ver o seu nome na historia do cinema.


O melhor - A capacidade de amplificar o sentimento do filme com a realidade.


O pior - Curto e preso a um espaço


Avaliaçao B+

Monday, February 16, 2026

GOAT

 É normal que as primeiras apostas em termos de grandes produções de um ano surjam no dia dos namorados, ainda para mais este ano acompanhado com o carnaval. Por isso para alem de alguns filmes romanticos surgiu uma longa metragem de animação que marca o inicio de um ano competitivo no género que nos trás uma produção de Seth Curry com muitas referências ao tamanho no basket. Criticamente as coisas ficaram pela mediania, nunca sendo um filme com muita profundidade para muito mais. Comercialmente e um registo que tem sempre alguns adeptos e os resultados vão ser interessantes.

Sobre o filme podemos começar por elogiar o estilo de animação nascido nos maiores sucessos de Spider Verse, temos um digital mais proximo dos comic books e menos o digital de referencia que dá ao filme imediatamente um lado mais rebelde que funciona, principalmente quando o filme entra na ação desportiva que ocupa um espaço significativo no filme.

A historia e o argumento é que acaba por ser mais simples, esteriotipado sem grande surpresa, um daqueles filmes desportivos que com a devidas diferenças não se distancia muito dos filmes de desporto de segunda linha, com o problema que mesmo em vozes ou referências não é particularmente rico. Sendo uma aposta de uma Sony claramente em segundo plano no genero o filme acaba por ter essas dificuldades para se diferenciar.

Por tudo isto um simples filme de animação, sem grandes objetivos de diferenciação, basicamente com o objetivo de levar os mais pequenos ao cinema para passar tempo, principalmente os rapazes mais ligados ao basket uma mensagem de incentivo para os menos vigorosos fisicamente no desporto mas longe de ter a profundidade do que de melhor se faz em animação em Hollywood.

A historia fala de uma cabra que sonha ser jogadora de um desporto fisico baseado em basketball que acaba por ter a sua oportunidade contra tudo e contra todos. Mesmo sendo apenas uma jogada comercial acaba poir se tornar um elemento importante na equipa.

O argumento do filme é recheado de esteriotipos de emoção simples, sem grande originalidade ou criatividade. E daqueles filmes que na maior parte do tempo segue os parametros estabelecidos sem nunca os colocar em causa. Daqueles filmes onde a escrita arrisca pouco.

Na realizaçao do projeto temos uma dupla oriunda de uma animação mais traidiconal e de adultos que aqui tem um novo plano. Funciona esta forma de animação mais baseada na banda desenhada, principalmente nos momentos mais ativos e aqui acaba por ter esse ponto como uma das suas melhores escolhas.

No cast de vozes como vi a versão dobrada nada posso dizer sobre a escolha original.


O melhor - A animação em estilo escolhida.


O pior - A falta de elementos densos para alem do desporto em si


Avaliação - C



Sunday, February 15, 2026

No Other Choice

 Lançado em pleno festival de Cannes com o carimbo de filme oriental do ano, não fosse o regresso de Park Chan-Woo ao cinema psicadelico e de extremo das suas personagens. Estreado com boas criticas o filme acabou por ter uma carreira razoavel em termos criticos mas falhou no premio onde tinha mais aspirações não tendo conseguido a nomeaçao para melhor filme estrangeiro. Comercialmente com uma maior globalidade do cinema coreano seria expetavel mais força comercial, mas e claramente um filme de critica mais que um filme comercial.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo vai de encontro ao que vimos no realizador, personagens no fio da navalha que levam ao extremo os seus objetivos com diversos momentos insolitos, por vezes comicos, por vezes absurdos mas fica ideia que o filme que ter este registo descontraido mesmo sendo um filme obsessivo e impactante como a maioria da filmiografia do cineasta.

O que fica a sensação e que poderiamos ter percebido muito mais das personagens que vão sendo eliminadas, fica sempre a sensação de algum exagero na forma como as sequencias se tornam em contraponto com o planeamento de tudo do personagem. Em termos familiares o filme acaba tambem por ter os seus momentos em linhagens narrativas secundarias.

Mesmo sendo um filme intenso não consegue surpreender como os melhores filmes do realizador, é linear, cumpre o plano que traça e na maior parte do tempo não sai desse segmento para um final moralmente duvidoso mas também num final que tem o lado técnico critico que quer ter. Aqui fica a sensação que a subtileza e demasiado grande para o tema.

A historia e simples um pai de família desempregado com dificuldade em dar resposta aos objetivos dos filhos, percebendo que tem poucas chances de ganhar um concurso de emprego decide eliminar os seus concorrentes.

No argumento e a historia tem o extremo típico do seu criador mas na forma como concretiza o filme e mais suave e acaba mesmo por em muitos momentos tem uma descontração exagerada para o que o filme quer ser. Fica a sensação que nunca tem um impacto total de um twist que em outros filmes do realizador surgiu.

Park e um dos realizadores que consegue espelhar melhor um estilo de cinema marcado pelo exagero, intensidade. Aqui com o lado arquitetónico das casas torna na maior parte do filme um exercício muito interessante de interação entre personagens no ponto onde acho que o filme e mais diferenciado.

No cast um conjunto de atores conhecidos do cinema e mesmo televisão coreana com interpretações que vão de encontro a forma de se expressar daquele pais. Nenhum deles e propriamente brilhante na sua forma de atuar, mas acaba por ser um dos filmes que menor potencia os seus interpretes.


O melhor - Alguns planos de realização


O pior - A falta de twist de impacto


Avaliação - B

Saturday, February 14, 2026

Song Sung Blue

 Baseado num documentario sobre um particular dueto de homenagem a Neil Diamond este musical estreou com um objetivo muito particular de concorrer aos premios principalmente tendo em conta o nivel vocal dos seus protagonistas. Estreado com criticas razoaveis mais insuficientes para potenciar o filme a ser candidado ao que quer que seja, restava o valor comercial do filme que acabou por ser ela mediana, mas ao mesmo tempo não tornou o filme irrelevante numa altura em que os reais candidatos acabam por ser as figuras

Sobre o filme temos um filme romantico mais que um musical sobre preserverança. Um filme muito baseado nas dificuldades da musica fora do circuito profissional e nesses momentos o filme funciona nas interpretaçoes musicais principalmente com uma Hudson com um nivel vocal surpeendente ja que todos ja percebemos que Jackman tem essa qualidade mas o que mais surpreende e o lado feminino.

E um filme demasiado esteriotipado nos momentos, nas intrigas, baseado numa historia real interessante mas longe de ser brilhante, apenas a preseverança da personagem central feminina acaba por sublinhar o seu momento, mas mesmo ai fica a sensação que o filme nao vai ate ao fim, podendo esclarecer muito do que a personalidade fez apos a morte do seu companheiro.

Por tudo isto e um filme razoavel que nunca consegue puxar nenhum dos seus elementos para uma excelencia que o tornasse relevante de uma forma sublinhada. E um daqueles filmes que durante a maior parte do tempo percebemos onde vai chegar, com musica razoavel mas pouco mais. O exagero dos figurinos acabam por parecer demais.

A historia segue um casal que se torna a referencia local como um grupo de covers de Neil Diamond que acaba por ter o seu momento aureo ao abrir um concerto dos Pearl Jam. Tudo muda num acidente que leva a que o elemento feminino veja uma perna amputada.

O argumento tem a historia de base, curiosa sem sem brilhante que o filme vai descrevendo sem nunca conseguir tirar grandes trunfos narrativos. Fica a sensaçao que parte da historia posterior fica um pouco ao lado, a que talvez merecesse maior sublinhado que foi o que fez Thunder sem o seu Lightining.

Na realizaçao Craig BRewer teve em Hustle and FLow o seu filme mais reconhecido mas a sua carreira foi apagando essencialmente com comedias afro americanas pouco referentes. Tem um trabalho simples sem grandes floreados e deixando a musica fluir numa carreira apagada.

No cast temos um Jackman que ja teve melhores momentos a sua personagem parece um esteriotipo pouco real e perde todas as cenas mesmo as musicais para uma Hudson com um capacidade e intensidade dramatica forte, acabando por surpreender mais o seu lado vocal.


O melhor - A capacidade vocal de Hudson

O pior - O filme nunca consegue sair em momento algum da normalidade maxima


Avaliação - C+

Friday, February 13, 2026

The Choral

 Nos finais dos anos surgem sempre titulos pequenos, mais tradicionais que pela data de lançamento fica sempre a sensação que teria algumas ambições em epocas de premios mas cujo percurso nunca os tornaram verdadeiros candidatos. Talvez foi isso que aconteceu com este filme britanico sobre um coro e plena guerra que ficou pela mediania critica que nunca lhe deu o impulso que talvez o filme necessitasse para mais mediatismo. Em termos comerciais o filme resultou razoavelmente na europa mas nunca existiu nos EUA acabando por desaparecer por completo.

Sobre o filme podemos dizer que segue a tradição mais rígida britânica, um filme com muito detalhe visual, com um impacto cénico principalmente na interpretação final, e um lado emocional que tarda a surgir mas aparece na fase final com alguma intensidade. O problema e que o percurso é demasiado difuso por um numero elevado de personagens parecidas e mais que isso em muitos momentos o filme acaba por deambular por demasiadas personagens não tornando nenhuma delas o epicentro.

E por isso um filme monotono, a ligação da musica a guerra ate poderia ter impacto não fosse o filme perder algum tempo em personagens mais secundarias que não fornecem nada de particularmente relevante a intriga e mais que isso que o filme na maior parte do tempo fique algo refém de acontecimentos que nunca chegam na realidade.

Por tudo isto é um filme mediano, com alguns elementos que funcionam principalmente na parte final, mas outros que parecem se difundir pela falta de ritmo do filme. Claro que um interprete como Fiennes permite sempre os seus momentos intensos, mas nas personagens mais jovens surge sempre a sensação que o filme procura espaços que nunca chega efetivamente a encontrar.

A historia segue um grupo coral que em plena guerra prepara com todos os contratempos uma cena propria, mesmo que tres dos seus elementos mais jovens tenham sido notificados para a guerra e alguns ex integrantes regressam com as mazelas fisicas e psiquicas das guerras criadas.

Sobre o argumento do filme podemos dizer que se centrasse em menos personagem com mais densidade se calhar o filme funcionaria melhor em termos de intensidade da mensagem. O lado técnico da musica preenche tempo num filme que poderia ser mais intenso, mas o ritmo baixo nao ajuda.

Na realização temos Hytner um experiente e tradicionalista realizador britânico, que trás a tradição estética ao seu nível mais elevado, mas com o ritmo lento que acabou por ser um cinema britanico algo ultrapassado não obstante das suas qualidade.

No cast temos um Fiennes sempre intenso num excelente momento de forma, mas fica a sensação que o filme nao da o enfoque necessario a sua personagem. Os restantes mais desconhecidos e mais teatrais no estilo de cinema britanico dos anos 90

O melhor - A cena final

O pior - O ritmo


Avaliação - C+

Monday, February 09, 2026

Anaconda

 Para o final deste ano surgiu uma estranha sequela de um filme que se tornou um floop total de bilheteira e critica, mas que com o tempo tornou-se mitica pelo lado menos positivo. Sob o ponto de vista de comedia e com um elenco de primeira linha o resultado critico do filme foi dececionante pese embora os primeiros flashs fizessem antever algo mais arriscado, o resultado critico falhou. Comercialmente apostado em pleno inverno, o filme obteve resultados interessantes mas quando foi anunciado ficou a sensação que poderia valer muito mais.

Sobre o filme podemos dizer duas coisas não propriamente abonatorias sobre o mesmo, o primeiro ponto é que se trata de um filme que se torna demasiado ridiculo no humor quando sai da satira do primeiro filme e alguns apontamentos mais de industria. O humor é discutivel e nem sempre funciona bem, e mesmo a ligação de personagens está longe de ser brilhante.

Por outro lado a intriga de terror e mesmo os efeitos especiais não me pareceu nunca de um filme de primeira linha. Pode ate combinar o humor tradicional de Rudd com o humor mais fisico de Black mas o funcionamento do filme é quase sempre demasiado dependente da forma como o argumento é escrito do que propriamente na forma como o filme se encaminha para ele.

Por tudo isto um excelente trailer, que aposta no humor em que o filme é mais eficaz, mas ao mesmo tempo um filme que nos parece sempre algo perdido em termos de fio narrativo. A sensação que os cameos acabam sempre por ser a melhor parte, diz muito da falta de qualidade do restante.

A historia segue um conjunto de amigos que tem carreiras longe do sucesso que se juntam alegadamente porque tem a patente para fazer o remake ou a sequela da Anaconda, embarcando na amazonia onde percebem que o perigo e mais real do que ficção.

O argumento do filme até parte de uma premissa engraçada, mas a ideia que na maior parte do tempo o filme fica demasiado dependente desses momentos e que tudo o resto não existe acaba por ser elevada. O cinema nos dias de hoje tem que exigir mais que sketch que funcionam.

Na realizaçao temos um projeto de Tom Gormican, um realizador que principalmente no seu ultimo filme acabou por ser funcional, original, mas que aqui nunca parece conseguir utilizar de forma eficaz os meios ao seu dispor. Nota-se que trabalha melhor na rebeldia do que na coesão dos filmes.

No cast temos um elenco de atores em papeis standartizados da carreira em que acaba por ser mais do mesmo. Como novos elementos Mello e Melchior em papeis nativos mas longe do que principalmente o primeiro faz em filmes locais.


O melhor  - ALguns sketch humoristicos

O pior - A forma como na maior parte do tempo o filme falha na maior parte dos elementos


Avaliação - C-

Sunday, February 08, 2026

Hamnet

 Depois de ter vencido o oscar no ano covid, e depois de uma passagem pouco competente pelo mundo dos super herois a realizador Chloe Zhao voltou ao lado mais emocional da sua trajetória com um filme particular, baseados em estudos e num livro sobre Shakespeare e a sua famia. Estreado nos melhores festivais com criticas deslumbrantes rapidamente se colocou nos primeiros lugares na disputa de premios, embora nos pareça que surja numa segunda linha não obstante do globo de ouro para melhor filme dramatico. Um dos calcanhares de aquiles do filme foi o seu desempenho comercial, embora este nunca tenha sido pensado como um filme para o grande publico.

Sobre o filme podemos dizer que a primeira meia hora, onde a relação e o contexto familiar e criado, é algo lenta, muito pensada na forma artistica de ser captada mas esconde um pouco as personagens. A questão e que depois o filme vai para uma intensidade emocional como nunca vimos, naquilo que é a ligação familiar, pai filho, e o desespero. Não e um filme sobre o autor mas sobre a delicadeza de ser pai ou mãe e nisso poucos filmes chegaram a capacidade de comunicar emocionalmente como este.

E impossivel sair da sala de cinema indiferente, é importante sublinhar que nem sempre saimos com os melhores sentimentos ou com as prepestivas mais positivas do mundo, mas ao mesmo tempo saimos com a certeza que o cinema foi criado para isto, para nos deixar sentir de uma forma como nenhuma outra arte o consegue fazer. Pode nao ser o filme mais original ou diferente do ano, mas foi sem duvida o filme que nos fez sentir mais e isso e claramente cinema.

Por tudo Hamnet e uma experiencia de cinema de base como poucos nos ultimos anos conseguram ter. Numa conjugação de realização, interpretação e mesmo a banda sonora final impactante é um dos filmes do ano, aquele que com processos mais simples melhor chega ao espetador e isso tem que ser sempre valorizado ao maximo.

A historia fala do amor de Shakespeare ainda um aspirante a escritor de sucesso e uma estranha mulher da floresta que conduz a uma familia com filhos mas com a ausencia do pai para procurar o seu sonho, até ao momento em que a tragedia invade a familia, e o mundo de todos muda por completo.

O argumento do filme tem a qualidade de hipotizar para a forma de escrita de um dos maiores da historia, mas e na capacidade de transmitir por palavras o impacto das emoções que o filme melhor funciona. E incrivelmente trasnparente e isso faz do filme muito particular.

Na realização Zhao tem uma capacidade silenciosa de nos dar e entregar personagens como poucos conseguem fazer. Ja o tinha feito com o sucesso total em Nomadland e aqui repete. PArece-me que mesmo sem a concretização de premios e de longe o melhor trabalho da realizadora.

No cast temos uma dupla a um nivel incrivel. Se Buckley pela interpretação e pela carreira tem o oscar destinado, com total justiça, numa qualidade incrivel de interpretação e intensidade. Ao seu lado temos um Mescal que é um ator com recursos incriveis que merecia o destaque da melhor interpretação, secundaria ou não. Talvez o mais prejudicado nas nomeaçoes deste ano.


O melhor - O impacto emocional do filme.

O pior - A agonia que sentimos é cinema mas não e facil


Avaliação - A-

Saturday, February 07, 2026

The Housemaid

 Quando um dos livros mais vendidos dos ultimos anos se transforma numa produção de Hollywood com algumas das figuras mais mediaticas e comerciais da atulidade seria fácil perceber que seria um estrondoso sucesso de bilheteira, ainda para mais quando a critica, ao contrário do habitual neste tipo de adaptações teve longe de ser violenta e negativa para o filme, que conduziu a um dos maiores sucessos comerciais do final do ano.

Sobre o filme podemos dizer que temos diferentes fase, a primeira acaba por não ser a parte mais facil do filme, posiciona as personagens nos extremos se calhar preparando o que vem em seguida, mas tudo acaba por parecer muito artificial em vãrios aspetos, aqui o filme funciona na preparação do impacto, mas é o momento em que se transforma num filme de qualidade menor nos diversos elementos.

Com a revelação central, neste caso o twist vem a meio do filme e não na sua conclusão, ficamos com a sensação que o filme ganha intensidade, sendo a grande beneficiada a personagem central, que ganha força, protagonisma e carisma que conseguem levar o filme para um thirller de acção eficaz, que entertem, mesmo que caia em muitos cliches e exista personagens que na essencia não existem.

Para quem não leu o livro fica a ideia que um razoavel filme de entertenimento um thriller muito baseado em alguns filmes dos anos 90, sendo que como habitual os fieis aos livros criticam como sempre alguma falta de congruência com o texto, mas penso que isso não tira a capacidade comercial que o filme revindica.

A historia fala de uma ex presidiaria que consegue o emprego como criada de uma casa de um casal rico, em que a mulher passa por dificuldades mentais aparentes e cujo homem e o sonho de qualquer mulher, até ao momento em que a relação extra conjugal começa.

O argumento do filme baseia-se numa historia com a premissa do filme, muito centrada num twist eficaz que enquanto filme e bem preparado. No inicio demasiados cliches nas personagens tornam o filme um pouco pastilha elastica, mas recupera na parte final.

Na realizaçao Feig regressa à intensidade que tinha tido no primeiro Simple Favor, alias nota-se a preocupação do realizador em ir buscar um cultura atual na representação do espaço, formas de vida e mesmo das personagens. Nao e uma realização com muito risco, mas o experiente realizador consegue dar a intensidade que quer dar.

No cast o filme funciona principalmente no feminino, a dualidade de Sweeney que me parece muito mais do que uma simples sex symbol funciona, sendo que na parte final demonstra alguma força para ser uma atriz de ação competente. Seyfried esta numa forma muito interessante de uma atriz que demorou a assumir valencias dramaticas relevantes mas que tem conseguido, sendo o melhor do filme. Pior Sklenar, a falta de recursos principalmente dramaticos é clara, sendo que na intensidade final melhora.


O melhor  - O twist leva o filme para um patamar maior

O pior - O inicio com cliches demasiado sublinhados


Avaliação - B-

Friday, February 06, 2026

Kokuho

 Num ano onde os candidatos a melhor filme estrangeiro vinham de diversas proveniências, este filme tradicional japonês, pelo seu caracter completo e algo afastado do publico em geral nunca foi propriamente um serio candido, não obstante da critica tradicionalista ter gostado e elogiado muito o projeto. Comercialmente sendo um filme longo e muito concetual, nunca seria um filme grandes resultados universais mas na asia foi um autentico estrondo de bilheteira.

Sobre o filme podemos dividir o mesmo em dois elementos, o da aprendizagem, duro, concetual, muito marcado pela exploração artistica niponica, e um filme impactante principalmente pelo tempo que da a manifestação da arte que quer transmitir que acaba por dar ai os melhores momentos do filme e transmitir com sublinhado aquilo que é o seu ponto mais central.

O problema do filme acaba por ser na intriga das personagens. Num filme com três horas com diversos momentos fica muito tempo pausado não permitindo que a disputa a rivalidade o crescimento e a descida as trevas tenham o impacto que se pensa que o filme poderia ter, e assim fica sempre a sensação que algo fica por fazer no impacto que a narrativa central poderia ter.

Por tudo isto Kokuho tem no trabalho de cenario, caracterização e preparação dos seus interpretes momentos muito fortes, mas fica a ideia que perde na lentidão da historia que quer contar. Por vezes os japoneses no seu cinema aceleram para grande intensidade que nunca está presente, ou afasta-se depois dos primeiros dez minutos. Nao e uma obra prima, mesmo que as suas qualidades sejam vincadas.

A historia fala de um jovem filho de um membro da yakusa que depois da morte perante si do pai, e adotado por um ator japones que o torna numa figura iconica da arte interpretativa daquele pais interpretando figuras feminas com um grau de aprendizagem intenso e onde cria uma rivalidade com o filho do seu mestre.

O argumento do filme em termos de intriga poderia ter potencial, como honra, vingança, luta pelo sucesso, mas o filme tem demasiadas sequencias musicais interpretativas, acabando por adormecer o filme mesmo que esses momentos sejam os mais concetuais do filme.

Na realizaçao temos um realizador japones ainda preso aquele tipo de cinema, que tem aqui um projeto muito trabalhado, pensado ao limite nas sequencias teatrais, mas um ritmo baixo que ainda lhe prende um pouco ao estilo de cinema da sua terra natal.

No cast um excelente trabalho do trio de protagonistas, principalmente na componente interpetativa teatral. Papeis dificeis que acabam por ter em Watanebe o mestre que ele quer ser, sendo que o filme e muito melhor enquanto o veterano ator pauta o ritmo.


O melhor - A arte dentro do filme.


O pior - O ritmo quase parado


Avaliação - C

Rental Family

 Pensado há diversos anos, numa altura em que Brandon Fraser estava longe da fama pos oscar, o filme acabou por voltar a ser pensado depois da conquista do ator, num projeto japones sobre um negocio em voga na sociedade toquio, um pouco como apresentar ao mundo aquela forma de pensar. Este simpatico filme familiar conseguiu a presença em alguns festivais pre oscares, mas os resultados foram curtos, avaliações positivas mas sem entusiasmo conduziram a que o filme tivesse esperança de resultar comercialmente, o que aconteceu sem grande brilho também.

Este é um filme de apresentação cultural ao mundo, do novo mundo, numa forma onde as relações são artificiais e podem ser mesmo compradas. A forma como nos leva para um mundo diferente sob o ponto de vista de quem está perdido e quer ajudar outros a encontrar-se funciona no filme precisamente pela visão e pelo lado mais silencioso da personagem principal a procura de dar aos outros o que lhe falta a ele, e nisso o filme tem esse impacto quando segue o lado mais pausado da personagem.

Na ligação com quem a contrata o filme cai muito mais em cliches emocionais e torna-se previsivel, sem que isso tire alguns elementos que funcionem principalmente na comunicação facil com o espetador. E um filme de emoções simples, mas acaba por ser no enquadramento das personagens e da sua cultura que me parece que o filme funciona melhor nesta diade com o espetador.

Por tudo isto, não sendo um filme brilhante ou totalmente original, é um filme meritorio, na forma facil como transmite emoções. Pode ser previsivel, pode muitas vezes ter um humor pouco arriscado, mas entrar dentro de toquio profundo e a forma com que olhamos com empatia para o personagem central desolado com a sua realidade e um exercicio que o cinema deve premear.

A historia fala de um ator americano que reside em Toqui procurando emprego que não aparece, ate ao momento em que acaba por ser contratado para uma empresa de emprestimo de serviços que potencia a pessoas as necessidades familiares que não tem.

O argumento parte da ideia original do negocio, baseado em escolhas reais daquela cultura que para a maior parte de nós parece distante. O filme tem essa capacidade de escolher os elementos para tornar a disucssão intensa e com ambos os lados, mesmo que não seja muito creativo ou original, consegue comunicar bem com o espetador.

Na realizaçao temos Hikari uma realizador asiatica que tem tido bastante sucesso principalmente na televisao principallmente na direção de alguns episodios de Beef. Aqui sabe o espaço que quer ocupar a cidade grande e esse é o seu elemento mais claro. Uma boa introdução ao mundo no cinema.

No cast Fraser nao e um ator de primeira linha e aqui encaixa por ser uma fase da vida dele que representa. Nota-se que perdeu os melhores anos e que o drama e o ponto que melhor consegue transmitir. Os secundarios de base funcionam por saberem melhor o tipo de cinema oriental que o filme quer ser


O melhor - A transmissão de emoção.

O pior - Cair em demasiados cliches


Avaliação - B

Thursday, February 05, 2026

Zootopia

 Depois de nos ultimos anos a Disney ter colecionado muitos fiascos mesmo com sequelas de filmes que todos esperariam que fossem sucessos indiscutiveis, para o final do ano surgiu a sequela de Zootopia, um dos conteudos mais arriscados pela misuta de generos mas que se tornou num sucesso entre os mais pequenos. E eis que desta vez as coisas funcionaram, desde logo comercialmente onde o filme registou resultados impressionantes mesmo para o universo disney, muito por culpa de criticas favoraveis que estavam faz tempo afastadas da produtora.

Sobre o filme podemos dizer que o primeiro filme é muito do entertenimento juvenil num filme de animaçao, mas acima de tudo um filme com um mundo pensado do primeiro ao ultimo minuto e este repete a dose com a mesma confiança, com o mesmo humor, quimica entre as personagens e mais que isso com uma capacidade unica de imaginar, algo que tem faltado muito nos ultimos projetos da disney.

O imaginario de um mundo dos animais, baseado no nosso, a capacidade da intriga policial, os twist fazem de Zootopia um dos melhores projetos recentes da Disney que aqui consegue chamar ao projeto diversas celebridades para emprestar vozes a tudo o que aparece, num filme repleto de easter eggs, mas mais que tudo repleto de açao e valor comico como em termos de animaçao so a Disney sabe fazer.

Sendo obviamente um filme simples, de motivação, sem a qualidade criativa ou mensagem forte de outros filmes, é um filme competente, para todos que funciona nos diversos vetores, e que devolve a possibilidade de continuarmos a pensar em alguns filmes de animação como classicos imediatos e este e um deles, principalmente conjugado com o primeiro filme.

A historia segue a nossa dupla policial de protagonistas, com alguns problemas na relação ate que surge uma cobra que tenta roubar um dos segredos da cidade que faz com que a dupla tenha de ir buscar todos os seus argumentos para perceber o que está por tras de tal misterio.

O argumento de zootopia, assim como o primeiro parece algo adulto, pelo excesso de elementos fruto da vertente policial, certo é que funciona e deixa-nos presos ao longo de quase duas horas, tempo excessivo para os mais pequeninos. Humoristicamente as coisas também funcionam.

Na realizaçao do projeto a disney entregou o filme a dupla do primeiro filme, e isso acaba por funcionar porque o filme consegue surpreender no mesmo registo na criaçao de mundos e no detalhe. Sao dos melhores atualmente em termos da lista da disney e aqui demonstram bem isso na sua zootopia.

No cast de vozes as duas escolhas principais complementam-se bem, a ironia de Bateman mais em WIlde, mas este filme e um passeio de vozes, sublinhando-se Strathairn como vilão, e algumas pequenas homenagens como J fox.


O melhor - A capacidade de imaginar mundos dentro de si proprio

O pior - A duração e o lado policial pode o tornar dificil para os mais pequenos


Avaliação - B

Wednesday, February 04, 2026

Ella McCay

 James L Brooks é daqueles icons da escrita que de longe a longe aparece com um projeto proprio, numa especie de comedia de costumes sobre extremos de personagem que teve em Melhor e Impossivel o seu filme mais iconico, embora seja na escrita de The Simpsons que atingiu o seu valor maximo. Este ano depois de um interregno grande surgiu um novo filme com alguma expetativa, mas rapidamente a critica foi muito dura com avaliações muito negativa. Esse falhanço critico associado a um cast liderado por uma atriz pouco conhecida levou a que tambem comercialmente o filme tivesse muitas dificuldades ficando a sensação que se calhar não termos mais filmes do realizador experiente.

Sobre o filme podemos dizer que a abordagem da narradora da a sensação que teriamos um filme rebelde, original, comico, mas rapidamente percebemos que temos um melodrada onde a graça natural e mesmo induzida nunca tem grande intensidade, que apenas o limite de cada personagem e o exagero na ligaçao com a personagem consegue dar algum ritmo ao filme, e o idealismo politio perente inserido a cola pouco rubosta para um filme que tenta ser muita coisa, mas acaba por ser acima de tudo vulgar.

O tradicionalismo da abordagem faz com que o lado linear da historia não crie muitos odios, podemos considerar muitas vezes a personagem demasiado unidimensional ou escondida o que não e propriamente um atributo de excelência tendo em conta um filme com o nome da personagem. Nota-se as influencias de um genero mais do final do milenio mas nota-se que isso desatualizou nos dias de hoje.

Ou seja um filme simples, sem grande motivos de interesse, com um elenco de primeira linha que nunca é usado, no caso por exemplo de Rebeca Hall rapidamente desaparece, algo repetitivo nos ciclos das personagens e uma ideologia politica escondida num filme que nunca ter dimensão suficiente para a sublinhar. 

A historia fala de uma jovem marcada por alguns problemas na infancia e na ligaçao com os seus pais que se torna a mais jovem governadora dos EUA o que leva a uma reflexão com diversas pessoas significativas na sua vida, as quais estão longe de serem faceis.

O argumento tenta puxar muitas diades relacionais para caracterizar a personagem central. Pese embora alguns bons momentos ou dialogos fica a sensação que ou a personagem central se esconde ou a mesma não tem tanto conteudo para liderar um filme como este e acaba por surgir ai o grande problema do filme.

Na realizaçao Brooks é o tipico realizador no final da decada, nao e na capacidade de captar imagens ou na rebeldia ou criatividade que marca o seu registo mas no argumento. Aqui nota-se que pouco arrisca na abordagem estetica, sendo mais uma prova de sobrevivencia do que um filme para ser sublinhando na sua carreira.

No cast a lideração dada por Emma Mackey parece escolhida mais pela proximidade do nome do que propriamente por ter uma carreira preenchida para encabeçar um projeto com um cast desta dimensão. Sofre pela personagem ter limitaçoes e muito tempo, mas ai parece-me mais um problema do argumento do que propriamente a qualidade da interprete. No leque de secundarios existe uma preocupação de ir buscar o tipico genero das escolhas.


O melhor - E um filme simples que nao cria grande atrito.

O pior - Quando nos lembramos do melhor L Brooks esperamos sempre dialogos e personagens iconicas que nunca aparecem


Avaliação - C

Tuesday, February 03, 2026

Silent Night, Deadly Night

 Depois do sucesso comercial que o ano passado o terceiro volume de Terrifier acabou por ter, seria uma questão de tempo até as produções semelhantes verem a luz do dia, com pouco assunto, muito terror e acima de tudo um estilo de realização quase amador. Este filme lançado para matar qualquer tipo de espirito natalicio, sem grandes atores estreou longe do fulgor do filme mãe, com a critica a ficar-se pela mediania que impediu o impulso comercial que o filme poderia ter.

Este é um filme que inicialmente pensamos que será sobre uma personagem e os seus traumas pelo que observou enquanto criança, mas rapidamente percebemos que temos outro tipo de apontamentos paranormais, como um espirito que segue em espiral personagens, levando a que em pleno natal diversas pessoas acabem por ser assassinadas em face do seu comportamento anterior.

Um dos pontos que o filme perde no estilo dark total, acaba por ser a violência, que pese embora exista fica sempre um pouco aquem do exagero de Terrifier, temos muito sangue mas pouco mais. O nivel romantico que o filme quer ter soa sempre a estranho tendo em conta o tipo de filme em questão.

Por tudo isto um estranho filme de terror, num nivel amador que é um estilo em crescendo, filmes que muitas vezes iam para circuitos proprios que nos ultimos anos tem ganho alguns adeptos. Pessoalmente parece-me sempre muito pouco o que vimos neste tipo de registo, pela falta de argumento e mesmo pela facilidade de se tentar fazer as coisas mal.

O filme segue um jovem marcado pelo assassinato dos pais enquanto criança, que desde então pelo natal acaba por ter uma voz que ordena que mate diversas pessoas, numa pequena cidade para onde se desloca e onde acaba por se apaixonar.

O argumento de um filme destes nunca e propriamente muito trabalhado em termos de personagens e dialogos e este nunca o é minimamente. Um daqueles filmes que descreve mais que explica, e acaba por ser limitado ao basico.

Na realizaçao temos Mike P Neelson um realizador de terror serie b que ja tinha estado numa das sequelas de VHS que da ao filme a roupagem que este quer ter, ou seja deliberadamente mal filmado, mas pouco mais em termos de uma abordagem mais creativa.

Um cast completamente amador, recheado de puros desconhecidos num filme que nunca tenta que exista reais personagens para alem do lado psicopata das mesmas. Muito curto

O melhor - O ciclo da passagem


O pior - Nao consegue ser violento para o género que quer assumir


Avaliação - D+

Monday, February 02, 2026

Wicked: For Good

 Um ano depois do cinema ter ficado deslumbrado com a adaptação de Wicked ao cinema pela sua riqueza visual, musical e mesmo interpretativa, surge a sua conclusão, num filme que foi de forma deliberada dividida em dois filmes que deixou a conclusáo para este filme. Com agua na boca e principalmente porque a maior parte dos elementos do feiticeiro de Oz aparecia neste filme foi com alguma deceção que surgiram as primeiras criticas, muito menos entusiasmante que o primeiro. Comercialmente os resultados foram consistentes mostrando que esta foi uma aposta grande e de sucesso de estudio.

Sobre o filme podemos dizer que o que o primeiro filme tem a mais, concretamente o trabalho total nas personagens, algum humor e o efeito surpresa do nivel estetico do filme torna-se esbatido num filme que tenta ir muito rapido aos seus elementos mais impactantes e acaba por o filme perder a dimensão, a coesao e trabalhar bem esses elementos e o filme fica claramente mais vazio.

O filme continua a ser bem feito tecnicamente com uma riqueza visual que poucas vezes assistimos, momentos musicais interessantes embora na mesma linha que o primeiro filme, boas interpretaçoes, mas parece obvio que o filme é claramente inferior ao primeiro filme, porque perde o elemento surpresa e o lado da conclusao merecia um impacto que o filme não consegue ter, fica a sensação que tudo poderia funcionar melhor.

Mesmo assim como bloco completo temos um bom filme, tecnicamente um filme com muita capacidade, artisticamente de primeiro nivel. Podemos dizer que e inferior ao primeiro, mas tambem me parece que se calhar o filme nao devia ter sido separado, porque o impacto seria maior. Nao sendo um filme perfeito e uma boa utilização de meios para uma homenagem do cinema a um dos maiores musicais de sempre

A historia marca a conlusao de Wicked, concretamente a forma como a bruxa verde tenta colocar em causa os intuitos dos governadores de Oz mesmo pensando que toda a população a quer matar.

O argumento do filme é menos trabalhado do que o primeiro filme, nas personagens, no desenvolvimento o torna ao de leve alguns dos aspetos fundamentais da historia. Temos o impacto das decisoes fundamentais mas fica a sensação que poderia ser mais trabalhado.

Chu surpreendeu o cinema com a abordagem estetica do primeiro filme, e aqui volta a ter a mesma assinatura, com menos impacto ja que era uma sequela torna o filme mais espetacular, mas fica a ideia que a separação diferencia o conteudo dos dois filmes, mas isso e uma escolha produtiva mais do que realizaçao.

O cast tinha funcionado no primeiro filme e Grande volta a ser o melhor elemento, musicalmente mas tambem nos maneirismos fortes de GLinda. Erivo e musicamente forte, a nivel interpretativo nao tanto e Bailey perde claramente do primeiro para o segundo filme.


O melhor - A riqueza visual de todo projeto

O pior - Menos denso narrativamente quando aqui estava o maior conteudo~


Avaliação - B-

Sunday, February 01, 2026

Christy

 Quando este filme foi anunciado, todos perceberam que pelo timming do lançamento e principalmente pelo momento comercial da sua protagonista, era um dos candidatos a premios, principalmente na interpretação central, bem distante do tipo habitual da interprete, num tipo de personagem que normalmente a academia gosta. Nas primeiras criticas ou mesmo em algumas polemicas na produção percebeu-se que se calhar as coisas não iriam correr tão bem, o que se percebeu nas criticas medianas que o filme obteve que aniquilou possibilidades na temporada de premios. Comercialmente restava o valor de Sweeney como a atriz do momento mas também aqui o desastre foi total, sendo que em termos mundiais a figura de Christy esta longe de ser mediatica num desporto de segunda em muitos lados do mundo.

SObre o filme temos o Biopic dramatico habitual, com algum trabalho na caracterização, em situaçóes de boxe com limitações no realismo, e uma historia de vida forte, principalmente na dualidade conjugal que acaba por ser onde o filme funciona melhor com momentos de uma tensão dramatica bem trabalhada mas que ao contrario do esperado e sempre muito mais potenciada pelo papel de Foster do que pela protagonista, e aqui os planos começaram a sair errados.

O filme acaba por ser na maior parte do tempo algo repetitivo e com pouco ou mesmo nenhum risco artistico, o filme segue a tradição do drama familiar, onde tudo parece estar contra a personagem que venceu na vida. O filme ganha dimensáo principalmente nos ultimos 30 minutos fase em que o acontecimento central e impactante e bem trabalhado para funcionar.

Por tudo isto um filme que de declara demasiado ao oscar principal de interpretação e deixa muito dos outros apontamentos em piloto automatico. O filme vai ganhando intensidade muito pelo papel de Foster, sendo que a forma como Sweeney quis ser ela a fazer as sequencias de box tirou alguma espatacularidade a momentos normalmente que pautam este tipo de filme.

A historia fala-nos da ascensão de Christy Martin na forma como se tornou numa maior de todos os tempos no boxe feminino enquanto lutava numa relação abusiva com o seu treinador que acabou na forma mais dramatica possivel.

O argumento baseado na historia de vida e profissional da pugilista tem ingredientes de uma historia que tem que ser contada. O filme acaba por ir para o lado mais emotivo, se calhar deabulizando demais muitas das personagens mas isso acaba por dar o sublinhado que o filme quer ter.

No que diz respeito à realização Michod e um bom realizador a quem falta um filme de primeira linha principalmente quando passou para os EUA oriundo da Australia. Aqui nota-se o trabalho nos interpretes mas fica a sensação que o filme enquanto projeto se esconde nas interpretações.

No cast temos uma Sweeney denunciadamente candidata a algo que acabou por soar a forçado, não é fantastico e acaba por perder quase todas as cenas para Foster, naturalmente mais intenso, mais forte e isso acaba por dar protagonismo ao antagonista quando se pensou para a protagonista. Muito merito de FOster que merecia, ele sim, mas atenção no filme.


O melhor- Foster

 O pior - A forma como o filme artisticamente tem medo de arriscar


Avaliação - C+

Saturday, January 31, 2026

David

 Em pleno natal e férias religiosas a Angel, sedenta de valor financeiro que tem sido dificil de descobrir depois dos sucessos iniciais trouxe a historia de David numa animação tentando chegar aos mais pequenos com as historias religiosas universais. Este filme sob o ponto de vista de um musical ficou-se por criticas medianas, mesmo assim melhor do que habitualmente a Angel em real action consegue fazer. Do ponto de vista comercial, não sendo uma explosão foi um filme bem conseguido que confirma que os mesmos conseguiram tornar efetivo o seu plano comercial.

SObre o filme podemos dizer que temos uma produçao estetica sofrivel, com bonecos que parecem saidos de um jogo de computador do inicio do milenio, e ai denota-se muito a dificuldade de produtoras mais pequenas em chegarem ao patamas dos maiores. Do ponto de vista narrativo o sublinhado religioso, as musicas habituais e muito pouco de novo num filme para preencher um calendário claramente liturgico.

A abordagem do filme é simples, muita honra, muitas emoçoes nobres, mas muita rigidez, num filme longo, que não aproveita a espetacularidade de algumas das batalhas que trata para dar ritmo ao filme, sendo a luta mitica entre David e Golias limitada a dois minutos de pouco ou nenhum desenvolvimento, o que para um filme mais de uma hora e quarente e cinco minutos parece um disparate na organização de tempo.

Por tudo isto e mesmo tendo conhecimento que a Angel nunca procura propriamente um cinema muito denso, temos um filme que poderia principalmente do ponto de vista tecnico ser mais trabalhado. Musicalmente, uma dimensão que o filme dá importancia fica sempre a ideia de um filme que se perde um pouco na repetição da melodia.

A historia segue David, um jovem que é escolhido como sucessor do trono que a sua coragem conduz a desafiar o temivel Golias, mas que o seu povo recusa depois de perceber que ele escondeu o segredo da sua escolha.

O argumento é a historia conhecida, mas fica claramente a ideia que é um tipo de registo que pensamos ser pouco trabalhado, principalmente na importancia dos momentos mais historicos. O filme joga pouco com o humor, podendo ser demasiado aborrecido para os mais pequenos.

Na realizaçao uma dupla desconhecida que tem o problema orçamental que pesa na definiçao das imagens, existe muitos momentos em que me parece que o filme parece retirado de um videojogo medio do ano 2000 e isso e quase impossivel nos dias de hoje.

No cast de vozes nota-se a dificuldade da Angel em ir buscar vozes de atores iconicos, embora principalmente musicalmente o filme não sofra particularmente com isso, sendo que nos parece que a melodia é mais problematica do que propriamente as vozes usadas.


O melhor - A vertente religiosa fica em segundo plano.

O pior - A produçao estetica


Avaliação - D+

The Ugly Stepsister

 O cinema norueguês foi um dos grandes destaques do cinema internacional deste ano ao conseguir que dois projetos tenham conseguido em diferentes categorias nomeaçoes para os Oscars. Claro que Sentimental Value foi o mais destacado, mas este Horror Movie estreado no festival de Sundance com criticas interessantes conseguiu a nomeaçao para melhor caracterização. Em termos comercias um claro filme pequeno noruegues tem sempre dificuldade mas o impulso da nomeaçao acabou por lhe oferecer resultados competentes.

Sobre o filme temos uma adaptação escura, exagerada e satirica do conto CInderella, num filme de terror com Body Horror extremado. Não e propriamente um filme muito denso, alias a historia conhecemos todos embora este filme seja do lado da meia irmã e não tanto focada em Cinderella. Uma adaptação adulta, de um filme que por vezes é exageradamente amador, mas que nos planos da caracterização conduz o filme para o arrepio que quer proporcionar.

O filme cumpre os seus objetivos numa especie de Dark Cinderela, o filme funciona bem quando tenta ser satirico principalmente na formula de impressionar o principe e na forma como o torna humano. DIversas personagens demasiado escuras, leva o filme para o ponto do que quer ser, embora nao seja mais, nem nunca tente ser do que uma roupagem da historia de sempre.

Por tudo isto sublinha-se o trabalho da produçao, num estilo de captura de imagem muito norte europeu que pode ser estranho a quem ve um cinema mais classico, mas um filme que procura sensações menos positivas como a repulsa, mais que propriamente contar uma historia diferente ou dar uma moral diferente ao que nos conhecemos.

O argumento é a historia total de Cinderela, mas desta vez do ponto de vista de uma das meias irmas a que tinha ambições de casar com o principe e que tenta contornar o seu maus aspeto para impressionar o mesmo.

O argumento do filme não e diferente da historia que conhecemos, com alguns elementos de horror potenciados ao maximo, mas o corpo central é o conhecido. ALguns elementos satiricos ate mais de realizaçao do que de argumento acabam por nao entusiasmas a escrita do filme.

A realizaçao a cargo de Blichfeldt e o que a mesma quer que seja, impressiona o horro, o qual é o protagonista central da atenção das camaras e alguns estilos muito europeus. Nao e propriamente o registo que serve de passaporte para Holywood embora nao seja supresa se o cinema de terror de estudio apostar nela numa proxima experiencia.

No cast atores locais, com todo o destaque a ir para a Lea Myren com uma interpretação que domina o filme e que se calhar, com mais dimensao do filme poderia conduzir a um reconhecimento na temporada de premios. Uma transformaçao fisica e interpretativa interessante que pode sim ser passaporte para voos maiores.


O melhor - O body horror funciona

O pior - A historia de cinderela todos ja vimos


Avaliação - B-

Friday, January 30, 2026

Jay Kelly

 A Netflix entre Outubro e Dezembro semanalmente promoveu diversos projetos sempre com ambições a prémios, percebendo-se pelo calendário que este Jay Kelly seria uma das apostas mais fortes, por ser um filme sobre a industria, com alguns apontamentos de retrospetiva. Em termos críticos as coisas correram bem, mas sem o lado mais fulgurante dos candidatos principais. Comercialmente ao ser Netflix as apostas inicias em termos de dados de bilheteira são curtos mas fica a ideia que tambem para o registo de streaming as coisas não foram propriamente brilhantes.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é um filme arrojado, pensado para fazer uma retrospetiva sobre a carreira de uma super estrela, entrar na sua dimensão emocional. O filme tem esse lado emocional forte, que principalmente explode na sequencia final muito bem trabalhada, embora na maior parte do tempo seja um filme que se esconda da emoçao simples, para quem sabe fazer funcionar na parte finalç.

O que me parece claro é que a personagem central é tão forte e tão iconica que quem sabe merecia um ator com mais capacidade de resposta interpretativa do que o pop star Clooney, é um filme muito vincado a personagem principal e a ideia do filme é que Clooney é sempre Clooney e mesmo no lado dramatrico fica muito aquem daquilo que o filme quer no melodrama.

Por tudo isto, e mesmo tendo um Baumbach muito mais simplista e menos arrojado na abordagem, é um filme de sentimentos simples, que funciona muito bem em quem gosta de cinema, mas e um projeto que pelo cast parece querer adquirir uma dimensão que nunca surge e por tal o filme acaba por ser pequeno para o que poderia ser, não obstante das qualidade emocionais que atrai.

O filme fala de Jay Kelly um dos maiores astros do cinema e a sua retrospetiva pelo seu passado, previamente a uma homenagem, onde faz um regresso aos seus momentos mais iconicos e escolhas mais dificeis.

O argumento do filme pese embora não seja equilibrado em toda a sua duração consegue a potencia desejada no fim. Os argumentos de Boumbach são sempre muito mais subtis mas aqui fica a ideia que o toque feminino da ao filme uma normalidade aparente que se torna por vezes dificil de associar.

Na realizaçao temos uma abordagem bonita, simples, com o final a ser o epicentro emocional que queria. Fica a sensação que é um realizador proprio, intenso, que merece destaque em filmes sobre reações de pessoas. A excentricidade é uma assinatura, mas neste filme aparece pouco.

Num cast inacreditavelmente recheado dar o protagonismo a Clooney parece claramente perigoso, porque os recursos principalmente dramaticos nunca foram os melhores. Fica a sensação do Clooney de sempre quando o filme necessitava de mais. Nos secundarios Sandler pelo lado dramatico inesperado e quem brilha mais, num filme muito dependente do interprete central


O melhor - A homenagem e analise propria ao cinema

O pior - A escolha de Clooney


Avaliação - B-