Sunday, November 28, 2021

Last Night In Soho

 Edgar Wright tornou-se num fenomeno de cinema depois do seu comercial e trepidante Baby Driver se tornar num exito estantaneo a todos os niveis. Muitos aguardavam com expetativa o que se seguia. A aposta pelo paranormal foi surpreendente principalmente porque o realizador nunca se tinha aproximado daquel estilo. Criticamente este novo filme de Wright passou com boas criticas embora nao brilhantes. Em termos comerciais mesmo com um elenco de nomes em ascenção mas sem figuras de primeira linha apostou pelo lançamento em cinema o que lhe deu um resultado pouco mais que satisfatorio.

Este peculiar filme, tem alguns pontos onde e bem conseguido, principalmente na forma como se introduz na loucura do mundo academico de Londres, do ponto de vista de uma jovem do interior. O filme e eficaz naquilo que e a tradução do entusiasmo, e da loucura desses tempos, e principalmente naquilo que é a zona de Soho, que acaba por ser o primeiro grande objetivo do filme.

Do ponto de vista da narrativa, não é um filme facil, um filme de paralelismo entre os mundos que nunca tenta ser logico. Nisso o filme acaba por tentar ser mais surpreendente do que é, razão pela qual penso que o filme entra numa dinamica que nem sempre nos parece a mais rentavel, numa obra que tem boas actrizes, mas a entrada na particularidade e no sobre natural acaba por tornar o filme demasiado difuso para o impacto que quer ter.

Por tudo isto, e independentemente de sendo um bom filme no genero do horror e do paranormal, em termos globais sabe a pouco principalmente tendo em conta o jovem e capaz elenco que reuniu e principalmente tendo em conta aquilo que Wright prometia.

A historia fala de uma jovem do interior que acaba por ir para Londres estudar moda, mas percebe que a universidade é todo um mundo por explorar. Contudo tudo fica mais confuso quando vai viver sozinha para um quarto que a leva para uma relação com uma habitante do mesmo do passado.

O argumento e ambicioso, no paralelismo entre mundo e epoca, mas acima de tudo parece quase sempre um pouco confuso neste ambicioso objetivo. Nota-se alguma desiquilibrio nas personagens as quais nem sempre são potenciadas dentro daquilo que poderiam ser.

Na realizaçao Wright e um dos jovens valores, que tenta encontrar o seu genero e mais do que tudo a sua obra de referência. Nota-se estilo e irreverencia. QUalidade de planos mas ainda falta juntar tudo isso num filme com a intensidade e a tematica certa para ser a sua referência.

No cast temos duas das jovens em melhor forma do momento, a assumir a sua dimensão no cinema Mckenzie esta na fase de passagem a idade adulta, mas necessita de um cinema mais objetivo, Taylor JOy tenta capitalizar o sucesso em termos televisivos para o cinema, mas parece-me que este nao seja o melhor papel para isso.


O melhor - O filme tem um estilo visual interessante.


O pior - Nao e um filme obvio e por vezes complicado nos paralelismos.


Avaliação - C+



Saturday, November 27, 2021

Venom: Let There Be a Carnage

 Três anos depois de Venom ter visto a luz do dia no seu proprio franchising, eis que surge a sua sequela, fiel aos apontamentos do primeiro filme, quer em termos de estilo quer em termos de cast. A introduçao de dois novos viloes surge como ingrediente maximo de um filme   que como o primeiro teve ,muitas dificuldades criticas, sendo que comercialmente as coisas correram bem, demonstrando alguma aproximaçao entre o publico e este peculiar personagem.

Se esperam num filme de Venom algo mais adulto e com sentido do que vimos no primeiro filme, enganem-se aposto a dizer que este segundo filme e totalmente mais absurdo e comico do que aquilo que o primeiro filme ja tinha sido. Fica a ideia que tudo e pensado para nao resultar, e assim surgir um filme tosco mas engraçado que nao se preocupa minimamente com nada mais do que o seu proprio estilo.

Pese embora nestes apontamentos seja indiscutivel que o filme ate funciona, porque acaba por ser engraçado, mas em termos de historia e no seu proprio desenvolvimento o filme e um deserto de ideias, os viloes basicamente sao maus e nada mais, os conflitos entre personagens reduzidos ao minimo, e se nao fosse a personagem de Venom ser realmente engraçada tudo seria um desastre.

Assim, temos um filme de alegados super herois, que mais cedo ou mais tarde sera certamente integrado noutros filmes que sobrevive pelo seu aspeto desalinhado e pouco coerente como uma formula que podera funcionar a curto prazo, mas parece sempre algo preguiçoso, principalmente pelo nivel de cast que o filme tras consigo.

O filme segue Venom e o seu corpo Eddie Brock, a ter de lidar com uma terrivel ameaça, Carnage um ser igual a Venom mas muito mais sanguinario que entre no corpo de um ja terrivel psicopata que foge da cadeia.

Em termos de argumento o filme e muito vazio, tirando um ou outro apontamento comico em que o filme serve as suas intençoes, nao temos qualquer complemento as ideias, as persongens, em termos de intriga deve ser do mais minimalista que vimos em filmes de alegados super herois.

Na realizaçao este segundo filme foi entregue ao conceituado ator Andy Serkis que aos poucos tem arriscado na realizaçao ainda sem o seu total sucesso. Aqui temos um filme de tarefa, com efeitos conseguidos, grande produçao mas pouco ou nada em termos de assinatura.

No cast fica-se com a ideia clara que Hardy limita-se ao minimo nesta personagem nao a dotando de nada. Ao seu lado uns viloes que seguem o tipico da carreira deles, principalmente uma Harelson que as caracteristicas servem o proposito do filme, e uma Harris que junta ao corriculo um filme mais comercial.


O melhor - Venom

O pior - A intriga do filme e muito pobre


Avaliação - C



Thursday, November 25, 2021

Passing

 Todos já sabem a obsessão que a Netflix tem por finalmente conseguir o oscar de melhor filme, o que tem fugido sempre, mesmo quando o caminho parecia certo. Este ano a estrategia repete-se, diversos filmes, lançados em momentos distintos com estilos muito variados a espreita que um deles consiga obter o sucesso desejado. Este é mais um dos filmes para esse objetivo, este curioso filme a preto e branco que marca a estreia de Rebeca Hall como realizadora, que conquistou a critica no ultimo festival de Sundance embora sem premio, não foi propriamente o tipo de conteudo mais comercial da Netflix, mas podera conduzir a algum reconhecimento critico.

Identidade e um filme pequeno, de ritmo lento, mas que tem dois trunfos que fazem o impacto da mensagem que quer passar ser maior. O primeiro a forma como as duas personagens lidam com o facto de serem afro americanas num contexto que é repressor para elas, e depois a escolha de uma realização a preto e branco que esbate ou troca os planos da cor da pele, e que é claramente escolhido para esbater essa sensação, e que acaba por ser a assinatura plena do fillme.

E se em termos destas escolhas o filme acaba por ser competente e artistico, no desenvolvimento narrativo do filme, para alem da mensagem que quer transmitir o filme nem sempre é brilhante. As personagens ficam demasiado presas a uma unica tematica, e o ritmo demasiado lento de um filme de curta duração nem sempre o fazem ser impactante quanto a mensagem necessitava que fosse.

Ou seja mais do que qualquer coisa sobre o risco de uma jovem realizadora em nos dar um filme a preto e branco com simbolismo, mas que sofre de um guião algo lento e que pouco da para alem da mensagem e da base ideologica e quando assim é fica a ideia que o caminho poderia ter um impacto bem superior aquele que acabamos por ver.

A historia fala de duas colegas de universidade afro americanas, que se reencontram com formas diferentes de lidar com a cor da pela. Uma que tenta esbater a mesma inserindo-se numa comunidade branca e outra que mesmo integrada na sociedade aceita a sua cor de pele.

Em termos de argumento para alem do simbolismo e do tema racial bem patente no filme, nao me parece que a escolha do desenvolvimento das personagens seja aquele que mais impacto da  a mensagem, tornando o filme lento, e muitas vezes monotono, e isso acaba por ser o calcanhar de aquiles do filme.

Na realizaçao Hall tem um trabalho meritorio, principalmente pelo risco assumido num filme racial a preto e branco, mas que funciona no impacto que o filme quer ter na cor. Para uma estreia temos um trabalho interessante principalmente porque a realizaçao e o que chama mais a atençao no filme. Uma carreira a seguir de perto.

No cast a escolha por duas atrizes afro americanas mas as quais ainda tentam encontrar o seu espaço como atrizes dramaticas, nem sempre me parece as melhores escolhas. Thompson paresse sempre presa a algumas expressões faciais inoquas e Negga pese embora a critica adore as suas ainda curtas participações, parece claro que ainda tem muito por trabalhar.


O melhor - A realizaçao

O pior - O guião nao acrescentar muito ao tema


Avaliação - C



Tuesday, November 23, 2021

Finch

 Num percurso que tem sido algo lento, eis que a Apple + lança o seu filme de natal, outra vez com o apoio de um Tom Hanks que tem estado muito proximo dos lançamentos da operadora. Este Sci fi pos apocalipse foi uma aposta grande do serviço de streaming o qual tem tido alguma dificuldade em se afirmar. Criticamente e principalmente tendo em conta a presença de Tom Hanks a mediania da receção soube a pouco, e talvez ainda não foi comercialmente o filme ancora que a operadora necessitava que fosse.

Sobre o filme podemos dizer que se esperamos um filme de ação a desilusão vai ser tremenda, já que o filme nunca procura esse estilo sendo mais do que alguma coisa um filme sobre relações e vinculação, muito apurado emocionalmente embora possa muitas vezes ser algo basico de mais nos seus procedimentos. E um filme de emoçoes positivas, alguns sorrisos, que são sempre necessários ainda para mais quando temos um excelente robot e um excelente ator a contracenar as duas horas de filme.

Uma das criticas que o filme recebe e claramente o facto de ser demasiado repetitivo, e isso e claro, não se passa muita coisa no filme, para alem do estabelecer de laços numa road trip entre diferentes especies. Isso nunca impede no entanto o filme de nos procedimentos como dialogos e crescimento da relação das personagens o filme ser conseguido, potenciando um bom entertenimento natalicio, num estilo que nao esperavamos.

Finch pode nao ser um poço de originalidade nem o espetaculo de efeitos especiais que esperavamos com Hanks e o seu robot, realizado por o obreiro dos espisodios mais espetaculares de Guerra dos Tronos, mas temos um filme com uma mensagem muito intensa, engraçado, curioso que nos leva aos primordios da magia do cinema que e o entertenimento puro.

A historia fala de um pos apocalipse num planeta terra destruido pelo aquecimento global e com poucos sobreviventes e sem recursos. O filme fala da odisseia de um desses sobreviventes associado a um cão e dois robots que tenta fazer uma viagem até à costa de forma a conseguir encontrar mantimentos.

Em termos de argumento o filme acaba por ser simples nos seus recursos ou nos seus objetivos, mas parece-me claramente que o filme é inteligentissimo no guião e mais que tudo na forma como faz com que a quimica entre as personagens resultem.


Na realizaçao Sapochnik foi um realizador que atingiu o sucesso nos episodios mais marcantes na guerra dos tronos que lhe deu um imput para liderar projetos maiores. O filme e competente sem nunca ser espetacular. Talvez todos pensassemos que iriamos ter um festival de efeitos especiais, mas o filme nunca procura isso. Podera perder a dimensao comercial imediata, mas não me parece uma ma escolha.

No cast temos um Tom Hanks em bom plano, nao sendo uma interpretaçao de topo como ja nos habituou, tem a competencia e a intensidade que sempre entrega aos seus papeis, deixando algum espaço para a excelente prestação vocal de Landry Jones no iconico Jeff.


O melhor - A criação de JEff

O pior - É um filme simples familiar


Avaliação - B

Sunday, November 21, 2021

Clifford The Big Red Dog

 Numa altura em que nos aproximamos das ferias de natal e comum a aposta em filmes familiares das mais variadas produtoras, algumas com maior capacidade de que outras para chamar a atenção comercial do seu projeto. Este e um dos filmes da Paramount, lançado no cinema mas ao mesmo tempo na nova plataforma da produtora. Criticamente a mediania de um filme familiar acabou por dominar a resposta critica, sendo que comercialmente os resultados ate acabaram por ser melhores do que esperado, já que nos parece nao ser um filme de grande impacto comercial.

Sobre o filme podemos dizer que temos os ingredientes tipicos dos filmes familiartes, ou seja afeto, dificuldade, magia e ligação entre personagens infantis e animais. Ate aqui nada de novo e o filme acaba por perder essencialmente por isso, ou seja, por ser em termos do desenvolvimento narrativo um cliche que deixa no humor e principalmente nos efeitos o peso do filme funcionar ou nao.

O problema e que o humor do filme na essencia nao existe, sendo sempre um filme algo pensado para os mais pequenos que nunca consegue cativar os maiores, e o efeito especial de Clifford esta longe de ser brilhantante, falhando principalmente nas sequencias de interação que nos levam mesmo a duvidar se estamos perante uma produçao de primeira linha.

Ou seja um filme obvio, para ver com os mais pequenos, mas fica a clara ideia que podemos escolher filmes bem melhor, mais trabalhados e principalmente em termos tecnicos muito mais funcionais. Fica a ideia de que e um filme de produtora menor que a Paramount abraçou para um dinheiro facil.

A historia fala de uma jovem inadaptada a cargo de um tio desadaptado que acaba por abraçar um peculiar cão de pelo vermelho que surpreende tudo e todos quando cresce com o amor que lhe dão tornando-se num gigante cão de dificil gestão em face do tamanho. 

Em termos de argumento temos um filme basico, com uma historia ja utilizada dezenas de vezes, com personagens com poucos ou nenhuns atributos que tem como objetivo unico e simplista proporcionar um entertenimento familiar, mas mesmo nisso ja vimos historias bem mais competentes.

Na realizaçao Walt BEcker e um realizador de comedia de filmes que nunca conseguiram imperar na critica e aqui demonstra essas dificuldades principalmente na dificuldade em ser competente com os efeitos que tem ao dispor. Se calhar explica o facto de nunca ter saido deste tipo de cinema.

NO cast temos uma jovem Darby Camp que vai ganhando alguma presença em filmes familiares mas a qual vai ter de transitar para o cinema adulto e tenho duvidas que tera essa tarefa facilitada. Nos restantes secundarios algumas caras conhecidas mas pouco mais.


O melhor - Tem sempre emoçoes positivas

O pior - O efeito especial e quase amador


Avaliação - D+



007: No Time to Die

 Depois de um interregno maior que o esperado devido a pandemia eis que o reinado de Daniel Craig como James Bond chegou ao fim e da forma menos esperado possivel num filme que lançou o panico perante todos os spoilers do mundo. Este  novo filme de James Bond tem uma serie de ingredientes que tornavam particularmente apelativo do ponto de vista comercial, razão pela qual os resultados comerciais foram impactantes principalmente tendo em conta a condição pandemica. Criticamente pese embora as boas avaliações o resultado ainda ficou um pouco aquem do que os filmes mais adorados de Craig como Bond acabaram por ter.

Para ultimo filme de Craig como Bond, muitos ingredientes novos como uma reunião de vilões, com novos e antigos, uma reunião de Bond Girls, e acima de tudo a renovação no apoio de sempre que foi acontecendo nos ultimos filmes. Para alem destes ingredientes o problema e mesmo a intriga principal deste filme, longo com pouco ou nada de particular relevante em termos da evolução da intriga e fica a ideia que para ultimo capitulo poderia existir um vilão mais trabalhado apesar de nos ultimos momentos termos as revelações suficientes para nos surpreender.

Claro que temos os ingredientes tipicos da saga, sequencias impossiveis, uma intriga com um vilão com planos elaborados e maquiavelicos, ação que passa por diferentes espaços, e acima de tudo pouca conversa e muita ação, isso faz que este seja mais um filme de James BOnd, mais proximo da mediania da maior parte da saga ao longo dos anos e longe dos filmes mais elaborados dos ultimos tempos.

Fica assim a despedida de um James Bond que teve ao seu dispor melhor argumento e se calhar o melhor realizador, que teve filmes que fugiram algo ao esteriotipo da saga, mas no final temos um filme mais comum de James Bond que guarda para o fim o impacto que quer ter. Ficara na historia como um filme que arriscou como nenhum, embora no processo escolha o caminho mais simplista.

A historia segue James Bond, depois da reforma mas ainda ligado aos planos de Spectre que acaba por o conduzir ao confronto com um vilão do passado da Bond Girl que conseguiu ir mais longe com o agente secreto, e isso leva-o a desafios que antes nunca teve.

Em termos de argumento na base da historia temos o comum, achando mesmo que em termos de intriga temos um filme bem menos trabalhado de que alguns dos filmes antecessores de Craig. A questão e que no final o filme lança absolutamente as suas bombas e isso torna-o mais marcante.

Na realização deste capitulo Fukunaga que esteve na base de True Detective foi o escolhido, mas tem pouca assinatura de um realizador ainda a trabalhar o seu espaço. Fica a ideia de sequencias grandes mas nem sempre trabalhadas com mestria. Soa a trabalho de tarefeiro e nem tanto um trabalho de autor.

No cast Craig é mais uma vez um Bond tipico depois de ter iniciado com prespetivas de dotar a personagens de mais atributos interpretativos, os quais foram desaparendo de filme para filme. Nos viloes fica a ideia de Waltz e muito mais impactante do que Malek, quer em personagem quer em interpretaçao. No caso das Bond GIrls Sedoux ganha um espaço unico na saga, e Armas simplesmente aparece dez minutos.


O melhor - O risco do final do filme.

O pior - Até la e um cinzento filme de Bond


Avaliação - B-



Saturday, November 20, 2021

The Eletrical Life of Louis Wain

 Na altura em que todos se colocam na disputa da temporada de premios que ai vem, a Amazon com o seu prime lançou este filme tradicional ingles sobre uma vistosa historia de vida, de alguém pouco adaptado que encontra o amor e a desilusão na vida no amor. Este filme sobre a vida de tão particular personagem com uma realização algo tradicionalista e com muita cor conseguiu uma receção critica moderadamente satisfatoria, mas como a maioria dos filmes mais pequenos do Streaming comercialmente teve pouco alcance.

Sobre o filme temos o tipico filme tradicional ingles, sobre uma familia particular, com uma pessoa particular que encontra no amor a sua motivação para aceitar a sociedade que o desconhece. A mensagem do filme e positiva, o detalhe artistico de alguns apontamentos também funciona mas o filme acaba por ser muito lento, principalmente no segundo segmento o que o torna algo monotono.

Claro que esteticamente e na personagem temos um filme diferenciado, elencado em interpretações bem sustentadas, e acima de tudo um filme que nos trás uma personagem peculiar e os seus feitos, com uma realização tradicional mas com luz, que nunca sendo um filme capaz de se diferenciar acaba por ser um filme que acabamos por ver, embora nunca tenha propriamente força para ser vinculado por muito tempo.

Um tradicional biopic igual a muitos, que o que ganha na eloquencia e caracteristicas particulares da pessoa em causa perde na falta de ritmo que nao aproveita um estilo tradicional mas artistico da abordagem principalmente porque o filme e demasiado preso a algum obvio.

A historia segue um ilustrador com uma tendencia particular para desenhar animais e gatos concretamente, o qual totalmente desfasado da sociedade acaba por se apaixonar por uma mulher de uma classe mais baixa.

Em termos de argumento temos um biopic que nos da as particularidades do personagem central, embora me pareça sempre demasiado caricaturado. No desenvolvimento da narrativa o filme e mais obvio e principalmente na intriga tem dificuldade em ir buscar os elementos que forneçam intensidade a historia.

Na realizaçao Will Sharpe tem um trabalho tradicional com luz, mas onde nos parece prometer sempre muito mais do que aquilo que nos da. E um jogem realizador asiatico que tem bons apontamentos mas necessita quem sabe encontrar os ritmos certos do seu cinema.

No cast o filme acaba por ter um Cumberbacht com um trabalho intenso, se calhar demasiado pensado para impressionar o que torna o trabalho de ator mais vulgarizado, embora demonstre o bom momento do ator. CLaire Foy e uma das atrizes em melhor forma do momento mas nem sempre tem encontrado palco suficiente para o exibir.


O melhor - A junção do tradicional e da cor


O pior - o Baixo ritmo


AValiação - C



Friday, November 19, 2021

The Eyes of Tammy Faye

 Numa altura em que as grandes produtoras e as pequenas começam a lançar as suas cartas em termos da temporada de premios eis que começaram a surgir os mais variados biopics, sendo este sobre a estrela televisiva evangelica Tammy Faye um dos que despertou alguma curiosidade tendo em conta o culto e a fama que foi crescendo na personagem. O filme estreou com aspirações mais criticas do que comerciais, mas a receção não foi brilhante com uma avaliação demasiado mediana para alimentar prespetivas de premios. Comercialmente o filme lançou-se no cinema, mas os resultados foram bastante fracos.

Sobre o filme podemos desde logo avaliar que Tammy Faye tem uma excelente historia principalmente se o filme tentasse explorar a forma com que o imperio foi montado e fosse mais a fundo nas personagens, do que explorar propriamente o cliche conhecido de ambos e apenas se preocupar em dar bons momentos ao seu inteprete. O que sobre no filme e algo curto, ou seja que temos alguem completamente carente emocionalmente que se emaranhou numa relaçao em que foi conduzida para o sucesso e para o abismo.

O filme ate pode trabalhar isoladamente bem a personagem central, na forma como a mesma procura os outros para se aceitar, mas tem diversos espaços vazios, quer na relaçao com os filhos quer na forma como nao quer explicar o crescimento gradual, e acima de tudo como esquece temporalmente os quase dez anos de sucesso do casal, passando logo para o escandalo. E um filme que parece ter demasiados lapsos temporais e isso denota-se que faz com que muita coisa fique por explicar.

Assim, e mesmo tendo uma historia de primeira, linha que tenha uma realização bem conseguida principalmente na facilidade com que transporta o espetador para a decada de 70 80, e uma excelente interpretaçao fica a ideia que o filme nunca quer na verdade contar a historia mas sim explorar a personagem.

A historia segue o percurso de Tammy Faye desde uma infancia associada ao evangelismo, ate ao momento em que junto com o seu marido se torna na figura maximo do teleevangelismo e uma das figuras mais iconicas dos EUA pos Vietname.

Em termos de argumento o filme nao consegue encontrar o balanço e a coerencia de biopic, ja que fica claramente muito por dizer, e os saltos temporais sao tao grandes que perdem o impacto de muitos momentos ou mesmo do signitificado da construçao daquele imperio.

Na realizaçao Showalter ganhou reconhecimento com a comedia The Big SIck embora ate agora tal filme nao tenha tido o devido seguimento principalmente depois de uma tentativa de repetiçao frustrada. Fica a ideia que consegue construir temporalmente bem o filme, mas que lhe falta um argumento coerente e muito competente.

No cast e indiscutivel a qualidade e a intensidade da interpretaçao de CHastain, uma excelente prestaçao que merece todos os elogios e eventuais nomeaçoes, mas que perde por o filme trabalhar demais a personagem e fazer perder o impacto global do filme. Garfield esta num momento estranho onde o exagero expressivo das personagens ou se gosta ou nao, no meu caso nem por isso.


O melhor - Chastain

O pior - Ficar muito por explicar


AValiação - C



Wednesday, November 17, 2021

Red Notice

 Desde o momento em que foi anunciado este projeto acabou por ser o rosto da campanha da Netflix numa serie de produçoes semanais que foram vendo a luz do dia nesta epoca de pandemia. Lançado em Novembro numa altura pre natal com uma apariçao fugaz no cinema este filme que reune alguns dos valores mais altos comerciais da atualidade acabou por ser a resposta comercial desejada, mesmo que criticamente acabasse por falhar com avaliaçoes algo negativas que poderão condicional a sua sequela principalmente tendo em conta que se tratou de um filme com uma produçao bastante cara.

Red Notice e um filme que sabe que tem tres protagonistas de primeira linha e tenta aproveitar as caracteristicas conhecidas e mais salientes de cada um deles, mesmo que posteriormente o filme acaba por na historia ser a intriga policial que quer ser mais engraçada do que curiosa. O filme acaba por ser um razoavel objeto de entertenimento mesmo que a logica e a coerencia do guião sejam muitas vezes colocados em causa, muitas vezes sem grande congruencia.

Outro dos pontos que salta a vista no filme e a clara necessidade que o filme quer ter de funcionar em termos de produçao, e isso acaba por nos deixar pregado aos diversos locais de filmagem e o passeio por todas as partes do mundo que nos da uma mega produçao nao so em termos de localizaçoes mas acima de tudo de protagonistas que fazem com que o filme seja bem maior do que aquilo que realmente e.

Assim, surge um filme que se vê bem, que fica distante em termos de carisma e outros atributos de outros de açao que deram origem a franchsing de sucessos. É obvio que o filme sabe o que é o tamanho e a expetativa que um cast como este tem, e tenta ir procurar o que gostamos em cada um dos protagonistas e isto acaba por despir o filme da sua essencia propria.

A historia fala de um ladrão e um policia no jogo do gato e do rato de forma a tentar reunir os três ovos de cleopatra em que tudo fica pior quando um terceiro elemento com os mesmos objetivos se junta ao jogo do gato e do rato por um objetivo comum.

Em termos de argumento o filme tenta surpreender, as mudanças de ritmo e de lado, e os twist constantes permitem que o ritmo do filme seja elevado e que este consiga colocar o espetador junto do filme, mesmo que muitas das opções nao sejam propriamente coerentes ou que o filme por vezes acabe simplesmente por querer ser engraçado.

Na batuta do filme a escolha recaiu em Marshall Turber um realizador proximo de Dwayne Johnson mas ainda com pouca dimensao em Hollywood ja que apenas colecionou grandes produçoes sem grande prestigio do heroi de açao. O filme acaba por ser o tipico filme grande de tarefeiro, com pouca ou nenhuma assinatura de autor, que faz o filme funcionar essencialmente pelas localizaçoes.

No cast e claro que o trio de protagonistas do filme tem o seu lugar muito vincado no cinema atual e o filme quer ir buscar o que de mais brilha em casa um deles, e isso aproxima o filme do publico mais do que potencia grandes momentos de interpretaçao ao trio.


O melhor - O filme entertem

O pior - Os twist prendem o espetador mas fazem perder muita da coerência


Avaliação - C+



Sunday, November 14, 2021

Shang-Chi: The Legend of Ten Rings

 Numa altura em que a Marvel se encontra a preparar o futuro depois de gastar todos os creditos dos seus vingadores, com apostas de novos herois proximos de uma resposta mais global de comunidade diversas. Este ano eis que surgiu este filme mais focado na comunidade asiatica e na sua tradiçao de artes marciais e seres mitologicos que convenceu a critica algo que no mundo dos super herois nem sempre e facil, sendo que comercialmente e com uma aposta inicialmente isolada no cinema a aposta foi ganha principalmente tendo em conta o caracter pandemico da estreia, nao ser um filme com estrelas de pontas e nao ser um dos herois mais conhecidos da Marvel.

 Sobre o filme podemos começar por dizer que o mesmo tem todos os elementos que fazem o cinema da Marvel funcional, desde logo no que diz respeito ao humor sempre presente, ao paralelismo e diferença entre os mundos e aos efeitos especiais de ponta que fazem o filme mais do que uma obra particularmente diferenciada acabar por ser um interessante objeto de entertenimento, pensando no entanto que a personagem central funciona melhor como personagem do que como heroi embora a antitese de ambos seja interessante.

Depois temos os apontamentos da globalidade da Marvel sempre apostada em dar herois as comunidades maiores e aqui este e claramente o super heroi asiatico nao so na sua essencia mas acima de tudo nas suas habilidades muito proximas das artes marciais orientais que dominam as excelentes lutas e mais que isso permitem os seres mitologicos que dao o lado mais sobre natural a historia.

Por tudo isto e depois do sucesso comercial e critico do filme, nao existe grandes duvidas que esta lançado mais um super heroi da marvel, aquele que ira aparecer em filmes individuais mas tambem nos filmes de reunião, numa obra que funciona melhor onde a Marvel parece ser unica, a capacidade de enterter e cruzar personagens e mundos.

A historia dã-nos a lenda dos dez aneis, e uma familia dividida depois da morte da mãe, em que o filho tenta recomeçar a vida fora de todo o poder dos seus pais, e o pai tenta encontrar o chamamento da mae invadindo a base territorial da mesma.

Em termos de argumento o filme conjuga alguns apontamentos que o fazem funcionar em termos de entertenimento, principalmente no humor, e nos sentimentos de honra bem presentes. A historia e algo estranha com muitos cruzamentos com mundos paralelos, mas o resultado final e interessante principalmente porque a historia e bem sabe interagir com o publico.

Na realizaçao a batuta foi entregue a um Daniel Cretton que teve um inicio de carreira fulgurante mas quando teve os holofotos sobre si claudicou um pouco. Aqui parece saber jogar bem com os efeitos embora sem grande assintura. E um filme de grande estudio mas nao podemos dizer que seja um inquiveco filme de autor.

No cast a escolha por um cast asiatico muitos deles distantes do conhecimento do grande publico, que funcionam principalmente na forma como o filme consegue nos dar os efeitos artisticos de luta que o filme quer. Temos uma originalidade que permeia a marvel quando seria facil optar por nomes mais conhecidos.


O melhor - A introduçao da personagem

O pior - Talvez demasiado longo e perde fulgor ao entrar nos mundos sobrenaturais.


Avaliação - C+



Saturday, November 13, 2021

The Harder They Fall

 Este filme estreado com pouco alarido pela netflix marca a ligação entre um cinema de western tradicional com o cinema afro americano, num filme que mistura as tipicas rivalidades do faroeste com a cultura de gang e uma banda sonora pensada a todo o momento para fazer o filme ter a sua propria assinatura. Embora nao nos pareça ser uma das apostas para premios da netflix o filme conseguiu avaliações positivas embora comercialmente parece logico que a Netflix tera apostas bem mais comerciais.

SObre o filme podemos dizer que temos o tipico western recheado de criminosos organizados em grupos e mais que tudo temas como a vingança e a honra bem patentes. Sendo um filme que na sua historia e igual a tantos outros westerns com estes e outros condimentos, ja no que diz respeito ao seu estilo o filme procura ir buscar um pouco da cultura afro americana que para alem dos interpretes fornece a musica que pauta o filme do primeiro ao ultimo minuto.

Isso da ao filme um estilo proprio, que o diferencie embora nao o melhore consideravelmente. Em termas de narrativa filma sempre a ideia que o estilo de cada uma das personagens ultrapassa o seu crescimento e isso faz pensar que as quase duas horas e meia do filme tinha espaço para mais personagens e menos culto das caracteristicas basicas das mesmas.

Mesmo assim um filme competente, com estilo, que nos da o lado mais tradicional dos western que tem estado desaparecidos principalmente em termos da tradiçao, com um lado mais atual estetico e musical que o torna numa obra razoavel, que nao tem por sua vez atributos que a diferenciem por completo.

A historia fala de um foragido e do seu grupo que marcado pela forma como viu os seus pais serem brutalmente assassinados, acaba por projetar a vingança de um temivel bandido e da sua malta os quais voltaram ao poder da cidade de ambos depois de muitos anos preso.

Em termos de argumento e lendo a sinopse anterior, facilmente se percebe que temos mais do mesmo, no que diz respeito as historias tipicas dos filmes deste genero. Alias acaba por ser na irreverencia de algumas personagens e no ligeiro twist final que o filme acaba por ser mais diferenciado mas nao e neste capitulo que o filme ganha protagonismo.

No que diz respeito a realizaçao Samuel e um realizador ligado a musica e a cultura hip hop e isso denota-se no estilo que o filme adota nesta simbiose entre a cultura werstern do passado e a musical hip hop da atualidade. A assinatura esta la, contudo a qualidade fica apenas a promessa.

O cast e recheado de figuras do cinema afro americano atual. O filme perde na escolha para protagonista. Majors nao tem dimensao para liderar um filme como este e principalmente num cast tao recheado do outro lado, desiquilibra os momentos cruciais e mesmo a diferença entre grupos, principalmente porque os competentes Elba, Stanfield e King estao todos do lado mau do filme.


O melhor - ALgum estilo atual que o filme consegue ter um genero tradicional

O pior - Demasiado longo para personagens que crescem pouco


Avaliação - C+



Saturday, November 06, 2021

Dune - Part 1

Pensado para ser lançado do final do ano passado como um grande acontecimento cinematografico, fruto da pandemia esta primeira parte da nova versão de Dune viu a sua estreia adiada um ano para um ambiente comercial mais favoravel e a aposta nao podia ter sido mais vencedora. Criticamente o filme conseguiu avaliaçoes positivas que tem marcado muito a carreira do seu realizador. Em termos comerciais o filme tem ficado associado principalmente na europa pelo regresso das pessoas a sala de cinema.

SObre o filme o que podemos dizer que é que desde logo e a experiencia diferenciadora que as salas maiores necessitavam para chamar os espetadores a sala. E isso deve-se a força da componente estetica do filme e tambem pelos efeitos especiais, sonoros e paisagisticos que o filme nos tras e que o torna tecnicamente numa evoluçao e num dos acontecimentos dos ultimos anos.

Do ponto de vista de argumento e da narrativa a historia de DUne nao e propriamente diferenciada sobre outras historias no espaço e com povos em guerra, e isso faz com que o ritmo de desenvolvimento da historia e principalmente a aposta que o filme faz por algum metanalise das personagens lhe possam tirar o ritmo que acaba por ser implementado pelas sequencias de açao tecnicamente elaboradas.

Por tudo sito Dune e um dos filmes do ano principalmente por aquilo que tecnicamente significa. Em termos narrativos embora com coerença e com a criaçao de um mundo interessante, o filme nao e propriamente um poço de originalidade e isso faz pensar que a dimensão esta la a novidade nem por isso.

A historia fala de um povo que e nomeado pelo imperador para dirigir uma zona marcada por rebelde mas com o solo rico, mas onde vão perceber que se trata de um presente envenenado com o objetivo de terminar com aquele povo.

Em termos de argumento o filme e simplista na disputa de povos com intrigas entre eles, muito comum em filmes epicos e de epopeias em franchising, este e mais uma delas. EM personagens fica a ideia que tudo poderia ser mais potenciado e desenvolvido, mas penso que o filme tem esta naturalidade para fazer funcionar o nivel tecnico.

E na realizaçao que Villeneuve demonstra estar apto para historias miticas e para lhe dar a roupagem atual nunca esquecendo a sua assinatura, marcada por imagens fortes e intensas. Esta dedicaçao a resgatar obras de sci fi do passado tem resultado embora posse limitar a originalidade em produtos proprios.

NO cast um filme recheado de estrelas que da a liderança a Chalamet, a estrela do momento em Hollywood que tem aqui o filme com a dimensáo propria para potenciar mais ainda esse estrelato embora com uma personagem simplista. O resto de escolhas nao sendo obvias e com algumas marcadas por maior intensidade fisica como Brolin e Momoa, dao o suporte necessario para o filme funcionar como um filme grande.


O melhor - O nivel tecnico

O pior - A historia ja foi vista


Avaliação - B



Sunday, October 31, 2021

Paranormal Activity: The Next of Kun

 Depois de varios capitulos e de varias abordagens de uma pequena saga de terror que começou com apontamentos de camara de video vigilancia e seguindo com sucesso o que Blair Witch Project começou eis que surge mais uma das inumeras sequelas que habitualmente seguem um sucesso de terror. Já longe da historia de base, este novo capitulo lançado em Streaming pela Paramount +, novamente falhou em termos criticos com avaliaçoes negativas, e tambem comercialmente nao me parece o tipo de produto que potenciara o novo serviço de streaming.

Sobre o filme, como muitos dos filmes de terror, quando trazem alguma novidade usualmente os primeiros filmes funcionam mas esgotam-se rapidamente em ideias e na abordagem, e este filme surge num momento em que a saga ja estava a muito gasta e na abordagem mais do mesmo. Pois bem neste particular o filme e uma repetição do que ja vimos anteriormente, ou seja, alguns sustos de camara uma historia nova que quer funcionar em terror e pouco mais.

A questao e que a historia de base e repetitiva, obvia, pouco interessante, nao tras nada de novo ao qua ja vimos, podendo mesmo dizer que se afasta da base da serie, e assim, temos apenas um pretexto para sequencias de terror com camara na mão, um genero de terror que ja teve melhores abordagens e que nesta saga esta em completa extinsão.

Ou seja o dinheiro facil que muitas vezes as produtoras seguem ou seja pegar na ideia que todos ja conhecemos, lançar um ou outro elemento novo e eis que surge um novo filme que nos faz questionar ate quando vamos ter este tipo de sequelas interminaveis que nada ja tem de proximo a historia principal.

A historia segue um grupo de jovens que vai junto com uma amiga ate uma comunidade rigida de forma a tentar conhecer as razões da mesma ser abandonada na sua infancia, contudo começa a perceber que todos os rituais tem como base uma premonição passada proxima das respostas que procura.

Em termos de argumento mais do mesmo em terror, ou seja personagens pouco ou nada trabalhadas, uma ideia e o encaminhar tipico para o final que acontece neste genero, sem os elementos que o diferenciem minimamente.

Na realizaçao deste novo capitulo temos um Eubank que anteriormente tinha estado mais associado em terror psicologico do que num filme mais fisico como este. Em termos de abordagem temos a base dos primeiros filmes, embora mais proximo do que vimos em Blair Witch project mas penso que os seus filmes anteriores poderiam ser mais indiciatorios de uma carreira mais competente.

Este tipo de filme nada pede ou nada tras nos seus interpretes. uma serie de jovens quase desconhecidos proximos de televisao, com a sua participação simples, e provavelmente e o que vamos ver das respetivas carreiras, como ja aconteceu com os outros filmes da saga.


O melhor - Alguns sustos de camara

O pior - Ja nada ter a ver com a base


Avaliação - D



Dear Evan Hansen

 Numa altura em que o cinema mais do que nunca esta com alguma crise de novas abordagens tem-se tornado um pouco comum adaptaçoes de espetaculos da Broadway ao cinema, muitas vezes indo buscar as figuras associadas a peça original. Foi o que aconteceu neste drama contemporaneo que foi o grande vencedor dos Tony awards em 2017 e que viu aqui o seu filme lançado. Em termos criticos as coisas ficaram longe do sucesso da peça de teatro com avaliaçoes essencialmente negativas que surpreendem pela qualidade dos envolvidos. COmercialmente o filme arriscou ir ao box office mas os resultados ficaram um pouco aquem.

Sobre o filme podemos considerar a tematica e o valor moral do filme com algo bem patente e construido e que o filme potencia com momentos musicais recheados de emoçao e que acima de tudo nos lançam um Platt intenso na sua personagem. Fica no entanto patente que nesta passagem para o ecra o filme deveria ter mais risco uma abordagem bem mais de autor que o filme nunca tem, sendo quase sempre um filme com contexto externo das situaçoes de palco.

Mesmo assim e tambem com o problema de uma duraçao excessiva que torna o filme quase sempre repetitivo, percebe-se que o filme funcione melhor como peça original de teatro e que possa ter mais dificuldades pelo caractewr algo simplista do projeto e isso não retirando a força da sua historia torna o filme algo pequeno.

Assim, mas do que muita novidade ou mesmo uma abordagem artistica cinematografica a historia o filme apenas serve como veiculo para a historia chegar a mais gente mas fica algo coxo de outros elementos que pudessem surpreender os fas da peça musical.

 A historia fala sobre um adolescende desadaptado que acaba por ficar no olho do falcão da comunidade por uma alegada relação de um jovem desadaptado que acaba por se suicidar, o que o leva a criar uma relação de base que nunca existiu.

Em termos de argumento moralmente e em termos musicais o filme tem momentos fortes, tratando de um problema bastante comum nos nossos adolescentes. E o grande vetor do filme, principalmente no significado e força emotiva da sua historia.

Na realizaçao Chbosky surpreendeu o mundo com alguns filmes de adolescentes e principalmente na sua simplicidade de transmitir emoçoes simples. Neste filme exigia-se mais risco na abordagem, mais autor, mais diferença e fica a ideia que alguma preguiça na abordagem que e pouco condizente com o que ja vimos deste realizador.

No cast Platt ganhou uma dimensao na Broadway por culpa desta construçao unica que marcou a sua carreira ate agora e mais uma vez constroi uma excelente prestação a todos os niveis, dramaticos, fisicos e musicais. Ao seu lado um leque de atores de primeira linha dao a guarda de honra da prestação central.

O melhor - O tema e a intensidade emocional.

O pior - A abordagem da realização e algo limitada


Avaliação - B-



Friday, October 29, 2021

Halloween Kills

 A entrada de um realizador proximo da critica num Franchsing de longa duração como Halloween da sempre a esperança que tudo possa voltar a funcionar, e em parte isso aconteceu quando Gordon Green pegou na historia e nas mortes de Michael Meyers em 2018. Tres anos e depois e apostado em fazer como o primeiro lançamento, ou seja uma triologia surge a sua natural sequela com os mesmos ingredientes do primeiro filme, ou seja violencia e algumas figuras envelhecidas do original. Em termos criticos as coisas nao correram tão bem como o seu antecessor com uma mediania com pendor negativo. Por sua vez comercialmente o filme apostou no grande ecra e tendo em conta a situação pandemica ate podemos dizer que as coisas resultaram.

Sobre o filme eu confesso que existem ingredientes que tornam qualquer filme de Halloween interessante, que começa pela banda sonora que segue todos os filmes e com a figura e poses iconicas do seu terrivel vilão, onde o filme realmente funciona, mais pelo lado iconico do que propriamente porque aquilo simboliza e resulta no filme.

De resto e em termos de intriga chegamos apenas a conclusao que Meyers e imortal e ficara para sempre presente o que faz com que tudo se torne possivel, mas ao mesmo tempo monotono, e onde apenas o sangue e as violentas mortes, numa realizaçao algo diferente vai mantendo vivo um filme totalmente vazio em termos de argumento ou de crescimento da saga, que marcou uma geração do terror mas que agora e apenas uma fonte de rendimento para quem o produz.

Ou seja fica a ideia que o franchsing de Halloween nao e muito diferente da propria personagem de Meyers, ou seja um filme com muitos volumes, que e incapaz de morrer, que tem algum estilo mas que ja ninguem percebe ou liga as suas motivaçoes ou mesmo a forma como cresce ou se vai desenvolver.

A historia segue o mais recente filme, numa altura em que Meyers e resgatado pelos bombeiros e continua a sua vingança pelas pessoas onde residiu com o objetivo de ir para casa, altura em que se cria uma milicia com o objetivo unico de matar o mal.

Em termos de argumento o filme basicamente nao existe limitando-se a uma serie de mortes e uma personagem que simplesmente deixou de existir porque simplesmente limita-se a matar e nao morrer, mesmo as personagens da base do filme deixam de ter qualquer tipo de crescimento ou influencia no decurso do filme.

No que diz respeito a Gordon Green e um realizador de comedia que ganhou algum espaço e que foi com o ultimo Haloween que ganhou mais impacto. E indiscutivel a marca de autor e acima de tudo a proximidade a base mas fica acima de tudo a ideia que em tudo o resto o filme fica-se pelo icon que e.

No cast muito pouco regate de figuras de base muitos anos depois e sem qualquer carreira, uma Lee Curtis que entra para dar contexto historico ao filme e nada mais, num filme sem personagens e dificil qualquer impacto dos seus interpretes


O melhor - O lado iconico do vilao


O pior - O argumento


Avaliação - C-



Tuesday, October 26, 2021

Copshop

 Carnahan foi a determinada altura considerado pela maioria da critica especialziada como um dos novos realizadores de uma vaga marcada pela irreverência e pela ação que parecia trilhar um caminho de sucesso. Pese embora alguns sucessos nos ultimos tempos a sua carreira parece ter estabilizado num estilo de cinema por vezes irreverente mas que aos poucos se foi afastando da critica, que começou a olhar com mais reservas para o seu percurso. Este ano surgiu este filme de açao numa esquadra da policia com resultados criticos satisfatorios, principalmente tendo em conta o genero em questão. Comercialmente o filme arriscou nas biilheteiras mas os resultados ficaram algo distantes do esperado.

Sobre o filme podemos dizer que os elementos principais na forma do realizador tratar os seus filmes estão bem patentes, ou seja, ritmo, rebeldia, e muitas aproximações ao cinema mais típico de Ritchie. De resto temos a dureza dos atores, num filme musculado que funciona melhor quando as personagens são trabalhadas para a irreverencia do que na intriga demasiado embrulhada com avanços e recuos que não beneficia muito daquilo que é a evolução natural quer da intriga quer das personagens.

Podemos dizer que a irreverência do filme e a sua primeira assinatura e que as personagens ou mesmo a agressividade que o filme vinca acaba por ser uma assinatura bem patente na forma do filme comunicar, mas ao mesmo tempo penso que isso nao leva a que o filme trabalhe bem a sua narrativa, a sua historia e a forma como a mesma acaba por se traduzir em imagem. Os avanços e recuos finais e apenas uma confusao bem realizada e pouco mais.

Fica a ideia que os filmes do realizador se limitam nos dias de hoje a trabalhos concetuais de disparos ou mesmo de personagens pouco presas a um argumento em confronto. Isso ja tinha sido muito pautado em Smoking Aces mas aqui apesar de em confinamento de espaço volta a cair nessa tentaçao. Muitas vezes um bom conceito nao da um bom filme e este e um caso disso

A historia fala de um individuo associado ao crime que e preso numa esquadra, e que tudo se transforma num rebuliço na tentativa de aniquilar este criminoso naquele contexto, numa luta entre assassinos profissionais, policias e afins uns contra os outros num cenario de caos.

O argumento e confuso, nao so na explicaçao de toda a intriga e de onde vem cada personagem com as suas motivaçoes, mas acima de tudo na forma como a propria historia e a ligaçao entre personagens se vai criando. E quando o argumento nao desata os nos a comunicação com o espetador fica sempre danificada.

Caranham e um realizador com atributos, com assinatura, com ritmo, e atual, mas nos ultimos tempos vinca mais a rebeldia do que o conceito e a maturidade e isso tem levado a que nao consiga evoluir como realizador nos seus filmes, perdendo mesmo o impacto ja conhecido da sua forma de obter imagens, este filme demonstra esse declineo.

No cast podemos dizer que a escolha de Grillo e Butler e fisica, e a irreverencia e a explosao fisica que o realizador quer, mas principalmente o primeiro tem diversas limitaçoes que lhe permita encabeçar um filme como este. O melhor destaque vai para o excelente papel de Toby Huss, que demina o filme enquanto a sua personagem dura.


O melhor - A forma das imagens demonstrarem a rebeldia que o filme quer ter.


O pior - A confusao do argumento


Avaliação - C



 

Friday, October 22, 2021

The Many Saints of Newark

 Era um dos acontecimentos cinematograficos do ano, o prometido Spin Off de Soprados, que tentava exibir a forma como foi criada a carismatica figura de Tony Soprano. Embora com um elenco de escolhas muito especificas mas sem nomes de grande mediatismo o filme surgiu em alguns festivais com resposta critica moderada, embora maioritariamente positiva mas parece não ter dado o impulso que o filme necessitava para estar ao lado da serie. Comercialmente o filme foi distribuido pela hbo max e pelos cinemas mas os resultados ficaram aquem do que Sopranos poderia valer.

Sobre o filme, podemos dizer que o mesmo tem algumas vertentes em que e competente, principalmente na ligação a ideia original da serie nos enredos e subenredos que se cruzam e o insolito de algumas situações. Fica no entanto a clara ideia que na execução de outros pontos o filme é claramente inferior principalmente nas novas personagens que nao sao equilibradas o suficiente para levantar o filme nas diferentes ligaçoes que nos da.

Outro dos pontos discutiveis e o enfoque, ou a falta dele que da a personagem de Tony, fica a ideia que o filme quer ter a historia como paralelo como o garante comercial de sucesso mas que por outro lado fica algum tempo a olhar para tudo o resto quando muitos esperam e que a personagem que deu nome e acima de tudo impacto ao filme tenha os seus minutos e percebamos como tudo começou e nisso o filme nem sempre e competente.

Contudo temos um divertido e intenso jogo de poder entre diferentes grupos com motivaçoes diversas, com alguns pontos de homenageiam bem o que a serie de base foi como as conversas familiares com tecnicos especializados. Nao mata as saudades que Sopranos nos deixou mas fica uma representaçao ambiciosa.

A historia fala-nos de um Tony Soprano adolescente que acaba por estar envolvido numa familia associada ao mundo do crime, com uma ligação mais forte ao seu tio Dickie e como que recusado pelos seus pais demonstram o contexto onde se desenvolver e como se criou o estilo.

Em termos de argumento pese embora nas intrigas e nos dialogos seja um filme próximo daquilo que foi efetuado na serie. Perde na personagem mais central por nao ser propriamente muito clara na forma como a mesma foi aprendendo e criando a sua perosnalidade assumida.

Na realizaçao a batura foi entregue a Alan Taylor alguem que esteve na televisao associada ao sucesso de guerra dos tronos e que agora parece estar dedicado a filmes de grande estudio. A realizaçao e simplista sem grandes riscos deixando o enredo fluir e isso acaba por ser a melhor opçao.

No que diz respeito ao cast apesar de nem sempre ser escolhas obvias como Odom Jr e Nivola, o filme acaba por aproveitar bem o bom momento de ambos. Nos secundarios a escolha de Gandolfini e mais dramatica do que competente, ficando a ideia que as coisas poderiam e deviam ter sido bem mais vincadas,


O melhor - Olharmos para aquele espaço conhecido


O pior - Tony Soprano deveria ter mais impacto


Avaliação - B-



Wednesday, October 20, 2021

South os Haeven

 Numa altura em que é cada vez mais comum determiados atores de comedia tentarem a sua sorte em cinema dramatico, eis que surge a tentativa de Sudekis, impulsionado pelo sucesso de Ted Lasso o fazer, neste thriler negro completamente diferente do estilo de cinema que o mesmo tem adotado nos ultimos anos. No entanto este South of Heaven estreado em poucos cinemas não conseguiu captar a atenção critica com avaliações essencialmente medianas e comercialmente não teve o impacto, passando com total indiferença pelos diversos lados da equação.

Sobre o filme inicialmente temos um filme que promete muito naquilo que e o romantismo e redençao da personagem, chengando a levantar a ideia de um filme pensado para nos trazer uma componente dramatica das personagens, mas que passado quinze minutos de duraçao abandona por completo para apostar num filme de gangsters e de sobrevivencia de segundo nivel, pouco ou nada interessante que caminha para o seu esperado final.
Um dos problemas do filme e que se calhar como drama de redençao poderia pelo menos em termos dramaticos ser funcional, mas acaba por nunca conseguir trabalhar um aspeto particular que é a sua capacidade de ser um competente filme de criminosos uns contra os outros, neste particular já vimos filmes muito mais bem construidos e acima de tudo com uma abordagem muito mais competente.
Por tudo isto fica acima de tudo a ideia de um filme que promete mais do que da, que nos seus parâmetros isolados nunca é sufiicientemente claro para ter um impacto signficativo. Um dos pontos que demonstra bem alguma pobreza do filme acaba por ser o facto de o seu elemento de maior realce acabar por ser a forma como Sudekis foge ao seu estilo normal.
A historia fala de um ex presidiario que apostado a sair e dedicar-se a sua namorada com doença terminal ve-se imediatamente inserido no meio de uma intriga criminal que o vai ter de levar a regressar ao mundo que o privou da liberdade por tantos anos.
No que diz respeito ao argumento se a base e a forma como os dados sao lançados ate acabam por ser interessantes, já me parece que quando o filme entra na intriga criminal e de vingança o filme perde impacto e nunca consegue contruir com congruência qualquer tipo de narrativa que alimente de forma competente o filme.
Na realizaçao Keshales vem de um estilo de cinema de terror serie b, que aqui nao consegue propriamente lhe dar elementos diferenciados no estilo de cinema. Normalmente e um filme de alguem que ficara neste estilo de cinema para o resto da vida, sem grande sublinhados.
A tentativa de Sudekis e clara aproveitar o sucesso critico que tem tido para arriscar num estilo de filme e personagem completamente distinto aquilo que nos tem habituado. O resultado está longe de ser brilhante, fica a ideia que o argumento nao ajuda a personagem mas a sua construçao também nao e interessante. Melhor uma Lilly que fica a ideia que merecia mais destaque no cinema dos nossos dias.

O melhor - Os primeiros cinco minutos

O pior - O filme adota um estilo completamente distante daquilo que deveria ter

Avaliação - C-



Tuesday, October 12, 2021

Blue Bayou

 Numa altura em que algumas produtoras começam a lançar os seus primeiros trunfos para a temporada de premios, eis que surge este pequeno filme sobre a questão da legalidade de algumas adoções e a forma como algumas pessoas tem sido deportadas para paises dos quais sairam muito pequenos. Este drama familiar realizado e protagonizado por Chou e um desses filmes o qual obteve uma critica mediana, que o torna insuficiente para grandes aspirações no que a prémios diz respeito. Por sua vez no que concerne ao valor critico os resultados são modestos mas fica a ideia que o filme nunca teve grande ambiçoes nesse particular.

Sobre o filme temos os elementos todos para um drama de impacto emocional, desde o pouco suporte social da familia, ao lado xenofobo das forças policias, um passado nas personagens e acima de tudo a ligaçao com a personagem infantila acaba por ser a panoplia de todos os elementos que habitualmente preenchem o cinema dramatico de forma a ter em si a maior intensidade possivel,  e nisso na comunicação emocional o filme funciona.

Do lado da personagem penso no entanto que o filme poderia e deveria ser mais trabalhado. Realmente a personagem acaba por so nos momentos finais adquirir alguma empatia com o espetador o que torna que o filme perca um pouco essa ligaçao. Mesmo no que diz respeito ao passado parece sempre uma personagem perdida, o que contrapoem a estabilidade que o filme quer dar para tornar a opçao mais injusta ainda, e nesse ambito o filme deveria ter sido mais articulado.

Mesmo assim um filme emocionalmente intenso e forte, com uma mensagem social e politica definida que a transmite de uma forma clara. E um filme marcadamente independente na forma como se expressa em imagens e isso e pautavel do primeiro ao ultimo minuto. Nao tera força para altos voos mas deu destaque a um tema que de outra forma seria esquecido.

A historia fala de um emigrante coreano sem nacionalidade que depois de um problema com alguns policias ve-se na prespetiva de ser deportado de um pais onde sempre viveu para um totalmente desconhecido devido a um vazio legal do passado. O filme demonstra o esforço do mesmo em se tornar permanente e nao ter de abandonar a familia entretanto criada.

No argumento o filme e intenso e emocionalmente expressivo, que parece ser claramente o objetivo primario do filme. Fica a ideia que nas personagens poderia existir um trabalho mais impactante que desse um contributo maior para a forma como o mesmo acaba por incidir na proximidade ao espetador, principalmente na personagem central.

Chou e um actor e realizador quase desconhecido que tem aqui um filme de autoria. Na realizaçao opta por um cinema mais indie que encaixa na mensagem que o filme quer dar, embora nos pareça muitas vezes que a camara tem demasiado movimento. Veremos o que se segue mas temos alguem apostado em mensagens fortes.

No cast Chou perde pela personagem nao ser imediatamente empatica, e a sua prestação acabar por ser algo lenta. Vikander tenta reconstruir uma carreira que ja me pareceu mais efusiva, num bom cast mas que o resultado torna-o apenas moderado.


O melhor - A mensagem politica e social

O pior - As personagens


Avaliação - C+



Sunday, October 10, 2021

The Night House

 Lançado no verão deste ano mas pensado para o ano passado este pequeno filme de terror tentava demonstrar uma mistura de generos desde o terror mais tradicional ligado ao espirito ate um lado mais misterioso de policial. A mistura neste genero conseguiu captar boas avaliaçoes criticas os quais gostaram do estilo do filme, Em termos comerciais o filme arriscou uma estreia wide no regresso a normalidade mas os resultados foram modestos se calhar por Hall ainda e curta para em termos comerciais comandar um filme.

SObre o filme podemos dizer que o mesmo consegue criar o impacto e o misterior e isso faz com que esperamos aos poucos perceber um pouco do que o filme nos vai dar, embora fique desde logo muito dependente da forma como tudo ia ser ligado ou seja do climax final que explicaria aquilo que estavamos a ver. A preparaçao e boa mas infelizmente a execuçao final nao e propriamente brilhante a cair no tipico filme de espiritos malignos poderosos e isso sabe a muito pouco principalmente pelo caminho que o filme fez ate entao.

O lado estetico do filme, o lado misterioso e intenso da personagem central poderia conduzir o filme a um refrescante filme de terror num genero que cada vez mais segue as pisadas dos filmes de maior sucesso sem qualquer risco. Aqui a mistura de generos poderia ter feito o filme ser diferente mais infelizmente no caminho optou pelo lado mais facil.

Por tudo isto este e um filme com algumas virtudes mas que o resultado fica algo aquem do esperado, principalmente tento em conta a forma como conquistou as criticas. Se o lado policial poderia ter sido a chaves de fazer funcionar o filme, o lado paranormal cedo se percebeu que deveria ter sido apenas um elemento de distraçao.

A historia segue uma viuva numa casa misteriosa, que tenta perceber um pouco sobre as razões do suicidio do seu companheiro, mas o problema surge quando começa a a existir uma tentativa de comunicaçao da casa com a viuva para comunicar o que tinha ocorrido.

No que diz respeito ao argumento se a conjugaçao de generos poderia ser bem trabalhado, por outro lado nem sempre o filme e a sua narrativa tem mestria para tudo funcionar, e por isso o filme fica algo confuso e nem sempre consegue trabalhar a sua volta para o final desejavel.

Na realizaçao David Bruckner e um realizador muito proximo de um cinema de terror de segundo nivel mas de algum sucesso. O filme consegue construir bem as suas dinamicas externas mas no final fica a sensaçao que os generos deveriam ser melhor trabalhados e conjugados.

No cast Hall domina o filme do primeiro ao ultimo minuto, e uma actriz com talento, intensa, mas perde-se num terror algo vazio. E uma actriz que ja provou valer muito mais do que este protagonismo, e personagens demasiado proximas de outras de terror de meia linha.


O melhor -O filme introduz bem os generos

O pior - O final


Avaliação - C



Friday, October 08, 2021

Free Guy

 Numa altura em que o cinema parece algo limitado em ideias novas, principalmente com as grandes produçoes de verão, eis que surge um filme que foi elogiado pela originalidade do seu argumento e principalmente pela atualidade e humor de toda a situação. No que diz respeito a resposta critica a avaliação foi boa, com criticas positivas e algo refrescantes algo que não é comum nos dias que corre num cinema deste genero. Comercialmente o filme foi adiando o seu lançamento de forma a obter um maior entusiasmo, tendo os resultados sido positivos embora longe do que o filme poderia render noutro contexto.

Sobre o filme desde logo devemos sublinhar e enaltecer a originalidade do tema, a mistura do mundo dos videojogos com a vida real, a forma como filme torna toda a dinâmica bem representativa num misto de humor, amor, e mais que tudo num enlace que conjuga bem essa informação parecendo muitas vezes que se encaminha para o lado confuso, mas acaba sempre por se desenvencilhar bem, para um resultado de impacto forte e mais que tudo com uma boa capacidade de comunicar com o espetador.

Um dos meritos claros do filme e a sua capacidade de se ir desenvencilhando em camadas organizadas onde o lado inferior acaba por completar bem o que ja vimos. Muitos poderao considerar o filme, a ideia como algo absurdo, mas ninguem podera em momento algum assumir que o filme não tem a capacidade de surpreender na sua historia e mesmo no seu desenvolvimento. Muitos poderão dizer que existia espaço para mais risco, e mais humor, mas isso tiraria o filme da base terrea que ele quer ter.

Por tudo isto Free Guy e um dos bons e refrescantes filmes deste verão, que ajudara certamente a devolver o publico aos ecrãs. Apesar de utilizar em excesso um humor que recorre ao absurdo, mas também pelo facto de conseguir muitas vezes cair na historia corriqueira nao tira o brilho de uma historia diferente, bem trabalhada e que acima de tudo concretiza o seu objetivo principal, entretém.

A historia fala de uma personagem de videojogo que começa a perceber o contexto onde esta envolvido, acabando por auxiliar uma misteriosa jogadora a tentar descobrir o que esta por trás da criação daquela realidade.

Em termos de argumento temos originalidade na abordagem, no ritmo, no estilo de humor e principalmente na forma como o filme consegue integrar componentes secundarias que funcionam como por exemplo uma interessante historia de amor.

Na realização Levy e um dos mais intensos e produtivos realizadores de humor, que nunca conseguiu propriamente ter uma obra prima mas que principalmente nos ultimos anos como produtor tem incrementando a sua prestação em alguns filmes. Aqui tem um filme que entra dentro do seu registo mas que ao mesmo tempo tras a evolução tecnologica bem impactante.

No cast um dos segredos do filme e escolher bem Reynolds para o tipo de interpretação que o filme quer ter, e nisso penso que a personagem encaixa como uma luva no estilo de filme que o filme quer ter. Nos secundarios escolhas menos conhecidas e de algum risco que funcionam menos que o protagonista mas chegam aos objetivos do filme.


O melhor - O Humor do filme.

O pior - Pode ser algo absurdo


Avaliação - B 

Monday, October 04, 2021

The Guilty

 Poucos anos apos um filme nordico ter chamado a atençao por estar sempre perante de um atendedor de linha de emergencia, o sucesso critico do filme levou a um quase remake instantaneo, com Fuqua ao leme. Sob a alçada de Netflix e gravado em plena pandemia, The Guilty marca pela curiosidade de um estilo de seguir as comunicações de uma pessoa ao longo de novanta minutos, algo que ja tinha acontecido com alguns filmes do passado. Criticamente a irreverencia do estilo funcionou com avaliaçoes positivas algo que nem sempre e muito comum na carreira de Fuqua, principalmente nos ultimos tempos. Comercialmente parece ser um produto ambicioso da Netflix embora seja sempre dificil avaliar se resultou ou nao.

Sobre o filme podemos acima de tudo dizer que e um estilo que ja teve outros filmes, e que se calhar esses mesmos filmes funcionaram melhor, como Cabine Telefoonica e principalmente Locke. Este e um filme que se centra na personagem em si e nos seus conflitos e na forma como lida com toda a situação. Nesse particular o filme funciona pelo suspense de deixar partes escondidas e pelas reviravoltas, embora nos pareça que este estilo requere mais dinamica do ecra e acima de tudo mais ritmo.

Outra das virtudes do filme e que se calhar o diferencia ligeiramente mais, e a riqueza da personagem, ao dar um background da personagem acaba por essa situação e todo o seu historico se refletir na forma como gere a situação e isso acaba por ser o elemento mais diferenciador do filme e quem sabe aquilo que potencia mais força na interpretaçao de um Gyllenhall que tem que agarrar o filme do principio ao fim.

Num estilo que ja nao e original, e acima de tudo numa formula que necessita de outros elementos para adquirir ritmo e fazer o filme funcionar na plenitude sobre 90 minutos de suspense, de um filme que esocnde com alguma mestria os seus elementos do espetador, que os agarra, mesmo que no final o filme seja apenas satisfatorio e longe do que por exemplo Locke consegue ser.

A historia segue um policia acusado de homicidio que é enviado para o atendimento da linha de emergencia que se ve emaranhado numa historia de um rapto de uma mulher que podera colocar em causa a segurança da mesma e dos filhos, e que o leva a ter que gerir toda a resposta a situação.

O argumento pese embora tenha uma abordagem proxima de outros filmes do mesmo genero, acaba por ser original na forma como esconde o que quer transmitir. Os twist surpreendem mesmo que no resto o filme caia no cliche naquilo que e a personagem central e o seu desenvolvimento.

Fuqua e um realizador que começou muito bem com Training Day mas que a restante carreira ficou sempre muito aquem do esperado, conduzindo a um volume elevado de filmes sem grande sabor e sem grande arte. Aqui tem uma abordagem diferente mas fica a ideia que para alem da base do filme temos pouco autor.

No cast temos um monologo de um Gyllehall em bom plano, que explora os seus recursos em termos de intensidade e valores dramaticos, num papel competente embora nos pareça ser facil de gostar, mas nao entusiasma na plenitude. Boas escolhas para as vozes num registo mais dificil.


O melhor - A virtude de esconder elementos do espetador permitindo o impacto da reviravolta.

O pior - Nao tem ritmo para aguentar uma sequencia da mesma personagem


Avaliação - C+



Saturday, October 02, 2021

The Card Counter

 Quatro anos depois de Paul Schrader finalmente ter conseguido a unanimidade critica como realizador no seu peculiar First Reformed, depois de muitos anos apostado em diversos argumentos que deram grandes classicos do cinema principalmente em colaboraçoes com Martin Scrocese, eis que surge o seu novo filme com o realizador e amigo na produçao. Este Card Counter tem o lado mais impactante do realizador e novamente pega nos traumas de personagens. Criticamente mais uma vez foi elogiado com avaliaçoes interessantes. Comercialmente Schrader nunca foi um dominador, os resultados foram consistentes sem serem entusiasmantes.

Sobre o filme podemos começar por dizer que temos um filme bem mais simples do que o seu antecessos, mas se calhar menos iconico e menos exigente para o seu protagonista. O tema agora e o trauma de guerra ou melhor dito do pos guerra em alguem que cumpriu pena por tortura que tenta reacender a vida mas o passado surge de novo perante si. O tema tem impacto Schrader trata-o com a força da historia mas acima de tudo o filme consegue ser rico em imagens e entrar dentro da personagem central como poucos conseguem fazer.

Do ponto de vista das diferentes arestas do filme, seria errado considerar que elas funcionam todas bem e de forma equilibrada. E interessante a ligaçao ao jogo, com bastante ligaçao entre o espetador e o personagem. O drama passado e a forma como a ligaçao com a personagem de Cirk tambem e feita tem impacto, parece menos trabalhado na dinamica amorosa, que parece apenas querer dar algum colorido mas esta claramente menos forte que as restantes.

Resulta um bom filme que demonstra a boa forma de Schrader nao so nos argumentos onde sempre foi forte mas tambem numa maneira muito propria de captar imagens para as mesmas terem outro peso no espetador. O filme tem uma boa historia, bem captado e com bons protagonistas, insuficiente para ser uma obra muito diferenciada mas um bom filme que fica bem na filmiuografia de alguem competente como Schrader.

A historia fala de um ex recluso que cumpriu pena por tortura a presos em Guantanamo que ao sair dedica-se a ganhar jogos de casino de forma anonima ate que se começa a relacionar com uma promotora de campeonatos e acima de tudo um jovem que lhe vai fazer despertar alguma revolta com o seu passado.

Em termos de argumento Schrader e competente nao so naquilo que e a mensagem politica do filme, mas tambem na construçao da intriga e dos seus diversos pontos. Nao sento totalmente equilibrado nos seus pontos, acaba por ser competente na maior parte delas por culpa de uma excelente construçao de personagens.

Schrader era ate recentemente um argumentista que tentava ser um realizador de referencia sem nunca ter conseguido ser. Agora parece estar a encontrar o seu espaço com a polemica sempre presente na sua carreira, mas com uma assinatura de autor inegavel.

No cast Isaac tem um papel de impacto que sem grandes artefactos constroi bem, sem deslumbrar. E seguro e interpreta o lado misterioso que se procura. Ao seu lado o sempre intenso Dafoe e um jovem em crescimento como Sheridan. Parece que apenas Haddish fora do seu campo de comedia fica um pouco à deriva no contexto do filme.


O melhor - O impacto da mensagem pessoal e politica

O pior - Haddish nao encontra o ritmo do filme e isso leva a que a sua aresta seja a mais debil


Avaliação - B



The Addams Family 2

 Dois anos apos o lançamento, ou melhor o regresso da familia Adams ao grande ecra, desta vez em animação, eis que surge a sua expectavel sequela, dentro do registo do primeiro filme, com o lado negro associado a familia, mas acima de tudo com um naipe de vozes de primeira linha. Se o primeiro filme nao foi propriamente um sucesso que faz estranhar a sequela tao rapida, este segundo filme voltou a ter uma mediania critica que nao impulsiona o que quer que seja e a contingencia pandemia ainda existente limitara de forma clara o resultado comercial do filme.

Assim temos o registo do primeiro filme, esteticamente um filme pensado para nao ser perfecionista de forma a jogar com o lado mais estranho de cada uma das personagens. Ao seu lado temos uma historia que nos parece expectavel mas muito longe dos bons argumentos e acima de tudo a moralidade que que normalmente esta associada a filmes de animaçao, mas talvez isso nao fosse expectavel na Familia Addams, esperava quem sabe era uma maior originalidade de abordagem.

Fica a ideia que o filme entre em algumas particularidades de cada uma das personagens, mas se compararmos com o live action do passado fica a ideia que a maioria das personagens, principalmente as mais velhas perderam algum do impacto e carisma com a passagem para a animaçao, sobre a Wendsday que sempre foi um dos motores principais dos filmes.

Assim, temos o caminho facil da sequela, sem grande sentido ja que nos parece que o primeiro filme ja nao tinha sido suficientemente vinculativo para assegurar este segundo filme. Este e mais do mesmo, as imagens trabalhadas para ter algum horror, as sequencias sem grande sentido para um efeito de horror comico, mas falta muito do carisma das personagens e sem sombra de duvida nao me parece que seja um franchising de live action feliz.

A historia continua a saga da familia adams, agora numa road trip pelos eua, enquanto um estranho individuo e os seus seguranças tentam encontrar a familia para provar que Wendsday nao faz parte do cla mas sim foi vitima de uma troca a nascença.

Em termos de argumento a ideia de road trip poderia ser curiosa , ja o drama familiar nao nos parece ter funcionado minimamente, principalmente porque as personagens acabam por nao ter o carisma para alimentarem a historia em si, e tudo parece sempre bastante rudimentar.

Na realizaçao a dupla de realizadores regressa do primeiro filme com o mesmo estilo, com a mesma formula, que acaba por ser expectavel, mas depois fica a ideia que um conceito como este deveria ser mais estetica e mais concetual o que o filme nao e , tornando-se numa tarefa de grande estudio e pouco mais.

E nos recursos de vozes que o filme aposta o maximo, mas a falta de dimensao ou trabalho das personagens nem sempre consegue tirar o maximo proveito dos recursos que tem. O que maior destaque tem neste parametreo e Chloe Moretz e pouco mais.


O melhor - A road trip em alguns monumentos poderia funcionar

O pior - A falta de novidade do projeto


Avaliação - C-



Thursday, September 30, 2021

Together

 Parece obvio que com o passar do tempo e quem sabe dos anos que o cinema se ira debruçar a fundo sobre aquilo que vivemos nos ultimos tempos com diversos filmes sobre a pandemia e mais do que tudo sobre o Lock Down que todos os nos fizemos a determinado momento. Um dos primeiros filmes a tocar nesse ponto foi este original Together. Pese embora a originalidade da abordagem a critica nao foi particularmente entusiasta com o projeto com avaliaçoes algo dispares. Do ponto de vista comercial, um filme muito ingles, tentou a sorte num mercado global mas ficou muito aquem do razoavel onde nem a experiencia de um Daldry conceituado salvou o filme.

Sobre o filme, a primeira nota com sublinhado e para a originalidade da abordagem, a forma como nos da uma drama familiar com duas personagens que de alguma forma falam com o espetador sobre as suas vivencias em diversas fases da resposta ao Covid um pouco por etapas da propria relação. Essa originalidade da abordagem e claramente diferente, não permite o filme adquirir grande ritmo mas permite bons momentos de interpretaçao principalmente nos monologos.

Claro que depois e num filme com 90 minutos este estilo limita o alcance real que o filme consegue teor e nesse particular e um filme pequeno que se centra nessa ideia. O filme tem algum do humor ingles a determinados momentos e muito reflexivo sobre os seus momentos mas sofre pelo estilo nunca permitir um filme maior e trabalhado.

Mesmo assim quer pelo tema atual, pela forma como consegue dividir o filme por segmentos bem divididos, mas principalmente pela originalidade da abordagem merce ser visto e aperciado, com uns segmentos melhor que outros ou nao fosse um filme declaradamente dividido, fica a clara ideia que e um filme que aproveita o tema para explorar um estilo e as coisas nao sendo brilhantes acabam por funcionar.

A historia fala de um casal com um filho, completamente em rutura ao longo de diversos momentos ao longo da pandemia e do confinamento com os pontos de vista de cada um deles a cada momento, como um briefing da propria relaçao.

O filme tem um argumento muito competente que se traduz na originalidade da abordagem mas tambem na forma como o mesmo consegue bons dialogos quer entre as personagens ou mesmo os monologos com os espetadores. Pode cair em momentos em algum cliche em alguns temas mas o resultado do argumento acaba por ser um dos vetores mais fortes do filme.

Na realizaçao Daldry foi um realizador que surgiu muito repentinamente mas que se tornou num realizador competente, mas algo tarefeiro dentro da tradiçao inglesa. Depois de algum tempo perido a experiencia em The Crown trouxe-lhe novamente o sucesso num genero diferente e aqui arriscou embora num filme sem o impacto de outros.

No cast um filme a dois, um McAvoy com intensidade e recursos que ainda perde por nao consistencia total. Fica a ideia que alguns momentos sao muito melhor que outros e isso leva a que exista algum desiquilibrio, embora tenha bastantes recursos que o fazem um dos actores do momento. Ao seu lado Sharon Horgan uma quase desconhecida que tem um papel mais simples deixando espaço ao seu companheiro de elenco.


O melhor - A originalidade da abordagem

O pior - Cai nos temas obvios


Avaliação - B-

The Prisioners of Ghostland

 É dificil perceber naquilo que a carreira de Nicholas Cage se tornou. Podemos considerar que o alto elevado numero de filmes por ano, marcado por produçoes de qualidade mais que duvidosa em que muitos dos filmes se tornam de culto por serem deliberadamente absurdos tornou nos ultimos tempos a carreira de Cage um caso de estudo. Este ano e depois de ter voltado a algum brilho com o aclamado Pig eis que surge este estranhissimo filme que acabou por ser melhor recebido criticamente do que pelas pessoas em si e do ponto de vista comercial simplesmente não existiu.

Sobre o filme, e de uma forma muito pessoal, quando vi Pig fiquei com a sensação que Cage poderia regressar a um nivel mais aceitavel dos seus filmes, que rapidamente este filme acaba por deitar por terra. Este e uma daquelas obras de uma excentricidade de tal forma total que tira qualquer sentido ou mesmo qualquer tipo de análise ja que o absurdo narrativo e tal que se torna incomrpreensivel e questionamos o que passou na cabeça de quem fez este filme.

Em termos estéticos o filme ate poderá ter alguns apontamentos diferenciados mas isso cai totalmente no vazio numa historia completamente absurda e sem sentido a qual e preenchida por um recheio de detalhes ainda mais absurdos que chega a ser cómico, embora tenha duvidas que tal seja o objetivo do filme. Tudo se torna numa espécie de obra gótica absurda que pouco tem de artístico e muito menos tem de criativo, ficando sempre a ideia que o objetivo da obra e ser absurda.

Ou seja um daqueles filmes que nos ficam na retina pela falta de qualquer tipo de objetividade ou mesmo de clareza. Que marca pelo aburdo da maior parte da sequencia de imagem que vemos e pela forma como nao conseguimos interligar a informação. Por tudo isto pouco ou mais se poderá analisar este filme do que um desastre completo a todos os niveis.

A historia fala de um assassino que tem como missão para sobreviver ir a procura a uma espaço particularmente perigoso de uma sobrinha de um lider, onde vai ter de se deparar com um espaço recheado de particularidade.

O argumento é um autentico atentado a qualquer lógica que estamos habituados o que preenche não so a historia de base completamente disparatada, pouco interessante e sem sentido, bem como os detalhes de construção de personagens, dialogos e afins que tornam tudo um deploravel conjunto de ideias sem qualquer tipo de organização.

Na realizaçao Sion Sono tem a extravagancia do cinema oriental com muita cor, muita rebeldia e pouco sentido, mas o filme torna-se muito dificil de ver, ainda que com alguns detalhes concetuais que poderiam ser interessantes fosse o argumento capaz de ter alguma comunicação com o espetador.

Sobre o cast temos um Cage igual a si proprio nos ultimos tempos, desligado, fisico pouco ou nada comprometido e uma Boutella que ja teve um espaço de maior atenção e que agora resiste em filmes de segundo nivel, a qual aqui tem apenas um trabalho mais fisico.


O melhor - Alguns cenarios e construções de espaços

O pior - Nao ser possivel de seguir


Avaliação - D-

Tuesday, September 28, 2021

Intrusion

 Numa altura em que a Netflix prepara-se meticulosamente para a temporada de premios, onde tem estado bastante ativa nos ultimos anos, alguns dos seus projetos menos ambiciosas vão sendo lançados entre outros. Um desses filmes foi o thriller Intrusion com uma dupla de actores que ja estiveram num melhor ambiente em termos de desenvolvimento de carreiras e o tipico filme de suspense. O resultado critico do filme foi bastante negativo, com avaliações muito danosas para o filme e que resultou, quem sabe, no pouco impacto que o filme acabou por ter na plataforma.

Sobre o filme temos um filme de explicaçao rapida que tenta jogar com twist sobre o porque das coisas, mas acaba por ser previsivel de mais e dar demasiado cedo uma noçao de como tudo vai acabar quando e pensado para o oposto. Este exagero acaba por ser um defeito que provoca dano no impacto de cada minuto, e resultar num filme frouxo, repetitivo e pouco original.

Outro dos problemas do filme acaba por ser a clara falta de explicaçao para o que quer que seja, tenta abordar a questão da saude fisica vs mental sem nunca na realidade se debruçar sobre qualquer uma delas, diferenciando-as por completo naquilo que é a reação. Por outro lado temos uma das personagens mais mal caracterizadas que tenho memoria, um vilão com os tiques todos de o ser e que tenta esconder essa vertente.

Por tudo isto um thriller serie B de qualidade muito reduzida, que peca nos parametros essenciais de qualquer historia de suspense, que e a previsbilidade, fica a ideia que o filme nunca consegue encontrar o norte e a toada e sofre por escolhas muito deficitarias nos seus elementos fulcrais, ou seja um desastre.

A historia fala de um casal que se muda para uma terra pequena, mas que acabam por ser incomodados por intrusos com intençoes duvidosas, mas que os leva a uma reflexao sobre o passado e sobre a razão de tal assalto.

Em termos de argumento o filme esquece as personagens, tem a ideia do balanço entre doenças que nunca consegue potenciar e perde completamente o sentido na forma como denuncia tudo o que nos vai revelar que acaba por ser dos piores defeitos que um argumento de um thriller acaba por ter.

Na realizaçao Adam Salky e um realizador de segunda linha que consegue ter uma boa caracterização espacial e da casa que acaba por dar o contexto para a intensidade psicologica que o filme quer ter, mas depois falha naquilo que e o esconder da historia para o impacto, e isso e um defeito que tem de ser sublinhado.

Se em alguns momentos muitos pensaram que Marshall-Green e Pinto poderiam ser figuras maiores do cinema, com inicios de carreira auspiciosos, este filme demonstra e explica o porque de nao terem sido, e de atualmente deambularem por projetos menores. Marshall-Green coleciona tiques sem grande sentido que destroem a revelaçao do filme e Pinto, parece sempre fora de tom, num espetaculo fraco de atuaçao que acaba por ser uma balanço atual da carreira de ambos nestes ultimso anos.

O melhor - A casa


O pior - A personagem de Henry


Avaliação - D



Sunday, September 26, 2021

Old

 Apesar de colecionar no seu percurso diversos sucessos e insucessos, cada vez que M Night Shylaman lança o seu novo filme existe sempre algum burburinho e expetativa relativamente a formula que o mesmo vai utilizar e que surpreendeu os mais desatentos num inicio de carreira. Old e mais uma ideia estranha que tenta resultar, contudo criticamente mais uma vez ficou a meio caminho, algo que tem sido muito comum numa carreira no minimo estranha de um realizador que ja dominou hollywood. Por sua vez comercialmente o filme lançou a estrategia de devolver o publico as salas e o resultado para a contingencia foi bem interessante, tornando-se num dos filmes que devoveu o publico as salas.

A premissa e original, diferenciada, um espectro de originalidade que vai fazendo falta ao cinema atual, embora claramente com dificuldade em funcionar pelo menos como um todo. Em termos de personagens fica a ideia que podia ir mais longe criar mais conflitos, alongar mais a historia de cada personagem um pouco como a serie Lost fez na primeira season, essa falta de profundidade acaba por ser o maior senao do filme

A forma como tudo se desenvolve embora nao seja brilhante e eficaz na forma como o filme quer encaminhar-se para a sua conclusao a qual acaba por ser algo previsivel, principalmente para quem estiver atento ao filme, mas que por sua vez acaba por ser uma premissa interessante e de impacto o que torna o filme uma agradavel surpresa de entertenimento que faz falta nestes dias.

OU seja um filme que surpreende pela ideia e pela forma como justifica bem a sua ideia, com algumas dificuldades no desenvolvimento do argumento e da intriga onde ficou espaço para muito mais, mas que no final dá-nos algo diferente e por vezes essa e a maior falta que temos do cinema atual, a capacidade dele nos dar algo diferente.

A historia fala de um grupo de pessoas que embarca para um resort paradisiaco e percebe que a ilha onde sao encaminhados acelera o tempo transformando a vida toda num dia, que leva ao envelhecer rapido de todos.

Em termos de argumento a ideia de base e otima e original e potencia a novidade maior do filme. Em termos de concretização parece claro que poderia ser melhor recheado com melhores personagens e um maior grau de trabalho nos conflitos entre eles, mas a ideia vale o resultado do filme.

Na realizaçao Shylaman podemos gostar ou não gostar mas dos realizadores que mais arrisca em Hollywood e isso trouxe-lhe algumas obras de referencia e desastres completos que puseram em causa o seu trajeto: este fica a meio caminho ja que tras alguma das suas virtudes mais aperciaveis como o risco, mas também alguns dos defeitos que e a forma como nao blinda algum grau do argumento.

O cast e recheado de rostos conhecidos de um segundo nivel. Bernal e Kriepes sofrem por personagens algo lineares e que talvez o filme exigisse mais. Melhor os jovens Wolff e McCenzie em otima forma com a intensidade que o filme pede, para as suas melhores personagens.


O melhor - A ideia de base

O pior - Merecia melhor personagens


Avaliação - B-