O cinema de terror é quase sempre os pedaços de cartão que preenchem uma encomenda ao longo do ano, ou seja, quando existe espaço, o circuito consegue ir buscar um projeto, maior ou mais independente para ir para os cinemas, normalmente com atores de segunda linha e seres paranormais. Este Passenger e claramente isso, com criticas medianas, um realizador habituado a este tipo de situação, o filme estreou com resultados melhores por ser de grande estudio mas longe de qualquer relevância que o filme pensou em ter.
Sobre o filme podemos pensar facilmente no historico do cinema e perceber em como longas estadas americanas podem ser o aliado perfeito do terror, isso associado a algum lado paranormal, e mais que isso alguns truques de camara acabaram por dar um filme frouxo, que tem nos truques esteticos os unicos momentos onde o terror acaba por viver, sem nunca conseguir fazer ecoar as suas personagens ou mesmo o seu valor mitologico.
O problema do numero elevado de filmes do genero, e que rapidamente percebemos que ja vimos isto, e normalmente de diversas maneiras, tornando esta forma de fazer cinema facil, ou seja, muda-se um ou outro ponto, o arcanjo ou ser maligno e eis que temos um filme igual, mas com roupagem diferente e eis que este tipo de titulos se vao prepetuando permanentemente.
Ou seja mais do mesmo, com uma mediocridade que nao o diferencia em nenhum aspeto quando comparado com outros filmes com o mesmo tipo de registo. Um filme onde a estrada acaba por ser o lado mais escuro, junto com algumas aparições, mas essencialmente a ideia que o filme nunca encontra as personagens para as tornar relevantes na historia.
O filme fala de um casal que abandona a vida da cidade para embarcar numa vida numa caravana, até que assistem a um acidente que faz com que comecem a perceber que desde então deixaram de viajar sozinhos.
O argumento do filme é um standart dos filmes de terror com aparições malignas, e personagens pouco ou nada imponentes, mesmo o desenvolvimento da historia vai pelo circuito tipico sem nunca conseguir tirar dividendos significativos das poucas linhas que lhe podiam dar alguma diferenciação como os secundarios.
A realizaçao esta a cargo de Ovredal, um realizador nordico que ganhou fama num projeto mais local, mas que foi captado pela industria de hollywood para o seu terror, onde nunca conseguiu o mesmo tipo de valorização critica, tornando-se quase um tarefeiro de estudio como aqui volta a ser, embora saiba colocar a camara ao serviço do terror.
No cast uma dupla quase desconhecida a tentar algum protagonismo mas fica a clara ideia da dificuldade das personagens para os seus interpretes. Nao será com este registo que as carreiras de ambos ganharão mais dimensão, sendo apenas a presença de Leo como secundaria o momento se calhar de mais reflexão, ja que uma das atrizes mais intensas de hollywood mereceia outro tipo de projeto
O melhor - Algumas sequencias esteticas
O pior - O cinema de terror de estudio ter-se tornado redundante e repetitivo
Avaliação - C-
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