Monday, November 18, 2019

Ford Vs Ferreri

E normal que no final do anos os grandes estudios se coloquem em termos de filmes para premios. Esta foi a aposta de um Fox reconstruida e à procura de espaço depois de ter sido comprada pela Disney. Este duelo de titas com bale e damon, foi muito bem recebido pela critica e embora nao seja o prototipo comum de candidato aos premios a boa receçao pode alterar esta prespetiva. Comercialmente tambem a primeira semana deixa antever um sucesso comercial substantivo para acima de tudo um filme de corridas.
Sobre o filme, quando dizemos que uma historia desportiva de domingo a tarde por si so nao pode dar um grande filmes, este filme desmente por completo tudo isso, porque funciona a titulo muito bom nos restantes pontos do filme. Desde logo temos um filme excelentemente realizado quer no detalhe temporal mas acima de tudo na forma como nos leva ate as pistas.
Mais que isso e um filme de personagens empaticas, rapidamento nos ligamos a forma de ser da personagem de Milles na familia e na corrida, nao sendo facil o publico aproxima-se do mesmo e isso acaba por dar ao filme um caracter familiar e emotivo que dá o impacto ainda maior a historia, que mais que o feito da-nos as personagens que o fizeram.
O terceiro ponto e claramente a mensagem e o feito, aqui o filme podera nao ser globar, por ser demasiado tecnico, mas a mensagem final e bem atual e nisso o filme, mesmo sendo um drama que na historia de base nao e particularmente diferente de outros filmes de desporto, ainda hoje o que vimos pode ser bem patente nas disputas empresarias.
A historia fala de uma obcessao da Ford em competir com a Ferrari nas 24 horas de le mans e a forma como entrega o desenvolvimento do carro a um engenheiro e a um piloto de temperamento dificil.
O argumento na base e na linhagem narrativa nao e diferenciador daquilo que ja vimos noutros dramas desportivos. Onde o filme funciona e nas personagens e na forma como as mesmas encaixam uma na outra e nos dialogos que estas conseguem, e nisto o filme é simples mas muito eficaz.
Mangold e um realizador em ascenção que talvez ja merecesse mais destaque. Este trabalho e imponente, numa realizaçao de primeira linha nao so na açao desportiva mas principalmente no detalhe temporal. A ter em conta quem sabe na temporada de premios.
O duelo de titas no elenco funciona principalmente em simbiose, embora seja Bale que tem mais destaque em mais um papel intenso, mas mais que isso completamente diferente do seu comum, demonstrando estarmos perante um dos atores com mais recursos em Hollywood. Damon funciona bem na forma como encaixa na personagem de Bale e temos um dos melhores duos em quimica do ano.

Õ melhor - A realizaçao

O pior - E um drama desportivo parecido com outros

Avaliação - B+

Friday, November 15, 2019

Angel Has Fallen

Com a peridicidade de tres anos tem surgido os filmes desta saga apostada em nos revelar a aventura de um agente de segurança do presidente dos EUA dos mais diversos atentados. Depois de um primeiro filme de sucesso com Fuqua e um segundo destruido pela critica surgiu este segundo filme desde logo com um presidente novo, embora conhecido dos filmes anteriores. Criticamente este filme resultou melhor do que o anterior contudo comercialmente fruto do desgaste tipico de um terceiro filme o percurso foi claramente inferior.
SObre o filme parece-me que se existe caracteristica transversal a todos os filmes do franchising e ser um estilo repetitivo que parte de uma unica permissa e que tenta rentabiliza-la com recurso a sequencias de açao e valores como honra e fidelidade. Este filme e mais do menor com a diferença de nos tentar dar um pouco mais da personagem central embora isso seja totalmente indeferente no resultado final do filme, a nao ser mais um naipe de cliches a associar aos que ja existia nos filmes anteriores.
Do ponto de vista de intriga o filme tenta fazer alguma inovaçao com a revelaçao de personagens mas tudo acaba por ser tao previsivel que tem o efeito adverso ao de uma estrutura em que tudo e diferenciado no inicio. Basicamente este recurso que funciona em muitos filmes como twists de personagens neste filme e utilizado da pior maneira que poderia ser ja que o espetador rapidamente percebe o que vai suceder.
Na falta de uma casa branca ou Londres para destruir o filme nao consegue ir muito longe em termos do impacto dos seus efeitos dando mais intensidade as sequencias de luta por si so e a capacidade de resistencia de uma personagem central que e pouco mais que um action  man.
A historia segue Mike quer agora presta segurança ao novo presidente o seu velho amigo Trumbull, sendo que tudo fica mais dificil quando se ve no centro de uma suspeiçao de um atentado terrorista que enviou o presidente para coma, sendo o filme uma forma de tentar provar a sua inocencia.
Na realizaçao deste terceiro filme o terceiro realizador Waugh e um realizador de um segundo plano mas que ja tinha tido alguns filmes de açao distribuidos em wide que tem aqui talvez o filme mais pequeno em termos de produçao do franchsing, sendo um trabalho mais simples, mas com o mesmo resultado. Pelo menos em termos economicos foi mais eficaz.
No cast BUtler sente-se extremamente confortavel em filmes que nao exijam grande interpretaçao e nesta personagem so tem de funcionar como heroi de açao. AO seu lado um Freeman que vale pelo carisma por si so, e um naipe de aquisiçoes para secundarios totalmente indiferente para o resultado final.

O melhor - Menos efeitos especiais

O pior - Mas a base e a mesma

Avaliação - C-

Thursday, November 14, 2019

Don't Let Go

Os thrller sci fi sao sempre um terreno arriscado, sendo comum termos filmes extremamente valiosos em termos da mensagem e originalidade do trama com outros que basicamente repetem ideias anteriores. Este pequeno filme que viu a luz do dia em Agosto de 2019 acabou por ser um desses pequenos filmes que nao conseguiu propriamente conquistar a critica, sendo que comercialmente os resultados foram escassos principalmente tendo em conta que foi um filme que conseguiu alguma expansao.
Sobre o filme podemos dizer que facilmente se consegue encaixar num sci fi que da uma nova roupagem a ideias ja utilizadas, concretamente a ideia de frequencia de comunicar com o futuro/passado de forma a mudar acontecimentos. Alias a base do filme e muito parecida com esse filme contudo usa-a claramente de uma forma menos clarividente e sem arte no que diz respeito à abordagem narrativa e mesmo produtiva do filme.
Parece clara que se trata de um filme que quer ser intenso, que numa fase inicial consegue bem criar as dinamicas relacionais para dar peso a tudo o que vem depois, mas depois perde-se totalmente tentando ao maximo rentabilizar uma formula que rapidamente se percebe que nao funciona minimamente porque a historia de base e pouco original e mesmo no que diz respeito a intriga acaba por toda ela ser demasiado obvia.
Ou seja um claro thriller de segunda linha, que nos parece obviamente ser uma tentativa de pequenos estudios com poucas ideias ter produçao. O filme tinha muito espaço principalmente no que diz respeito a sua produçao e abordagem para ser mais criativo mas o filme nunca o tenta ser minimamente, o que acaba por ser frustrante.
A historia fala de um policia que ve a sua familia ser assassinada, sendo que apos o funeral começa a receber chamadas da sua sobrinha entretanto morta, a qual se encontra dias antes do seu assassinato, sendo o objetivo impedir que tal ocorra.
Em termos de argumento a historia de base e curiosa mas ja foi muito melhor potenciada noutros filmes, principalmente em Frequencia. O problema deste filme esta em personagens quase residuais em termos de envolvencia e mais que isso um argumento com um fio narrativo que se vai perdendo.
Na realizaçao temos Jacob Estes um realizador quase desconhecido ligado ao cinema de terror que parece não conseguir ter uma abordagem que seja qualitativa ao filme. Principalmente na reconstruçao do presente o filme devia ser muito mais estetico
No cast temos um Olyewo que se encontra já à algum tempo neste registo que nao me parece ser fulgurante para a sua carreira e uma jovem Storm Reid que depois do falhanço total de Wrinkle in Time tenta ganhar espaço noutros registos embora me pareça que as coisas nao tenham corrido pelo melhor neste filme.

O melhor - A introduçao da relaçao central

O pior - O filme tornar-se numa ideia repetida e mal elaborada

Avaliação - D+

Wednesday, November 13, 2019

Good Guys

As comedias irreverentes tem usualmente algum sucesso, pelo menos uma por ano nos lançamentos das grandes produtoras. Este ano surgiu um filme ainda mais irreverente a todos os niveis, já que junta uma comedia adulta com tres protagonistas pre adolescentes o que torna tudo ainda mais incorreto. Pese embora o risco o filme acabou por ter criticas moderadamente positivas, sendo que comercialmente o contexto permitiu resultados consistentes do ponto de vista de bilheteira.
Sobre o filme, podemos dizer que aposta num humor extremamente incorreto, com tres personagens juvenis completamente distintas, mas que no seu principio base funciona, porque é um filme engraçado que nos faz rir ao longo de toda a sua duração, e isso é usualmente um dos principios essenciais do cinema.
Podemos depois dizer que em termos de historia de base o filme nao acompanha o que funciona em termos humoristicos ja que basicamente se limita a fornecer um contexto para o tipo de humor que quer trazer. So no final com a diferenciação das personagens e que existe alguma moral, num filme que desiste dela do primeiro ao ultimo minuto.
COntudo numa altura em que a comedia propriamente dita sofre de alguma crise de identidade, este não sendo uma obra prima narrativa, e um filme que cumpre no essencial do genero ja que nos faz rir, sendo engraçado ao longo de toda a sua duraçao e nem sempre uma comedia consegue fazer isso. Sem duvida uma das comedias comerciais do ano.
A historia fala de três amigos com caracteristicas muito diferentes que com o objetivo de um deles marcar presença numa festa embarcam numa aventura que os conduz ao envolvimento com objetos sexuais e mais que isso com o tráfico de drogas.
Em termos de argumento parece-me importante diferenciar dois pontos. Se por um lado na narrativa central fica a ideia que o filme é algo pobre, e que apenas no fim encontra um norte para a mensagem que quer transmitir. Do ponto de vista humoristico o filme funciona na sua plenitude, sendo engraçado, e permitindo algumas gargalhadas constantes.
Na realizaçao desta comedia temos Gene Stupnitsky um realizador que ja tem alguma experiencia nos argumentos mas que tem aqui talvez o seu filme mais significativo. O filme funciona bem mais em termos de argumento ja que a realizaçao e a tipica de uma comedia de grande estudio.
No cast os custos do filme está nos jovens atores escolhidos. De sublinhar a alteração de postura de um Tembralay a pensar noutro tipo de papeis e generos, que acaba por funcionar, mas tudo funciona bem nas diferenças e no encaixe das caracteristicas dos três jovens escolhidos, que permitem ao filme um humor mais vincado.

O melhor - O humor do filme.

O pior - No inicio o filme anda um pouco à procura do fio norte narrativo.

Avaliação - B

Let it Snow

A Netflix tem sempre uma agenda cada vez mais cuidada não só em termos de agendamento e do contraponto entre o lado critico e comercial. Este pequeno filme juvenil com algumas das figuras em crescimento tendo em conta a faixa etária. Este pequeno filme simples nos processos nao foi propriamente um sucesso critico, embora comercialmente me pareça que as coisas ate podem funcionar já que temos a junção do lado juvenil com a quadra natalicia.
Sobre o filme podemos dizer que é o tipico filme de natal, com diversas personagens nos seus proprios conflitos, com a epoca tradicional e as suas festividades, muita neve a resolução positiva de tudo. Ou seja um filme com principios basicos que pensa apenas no entertenimento imediato e dar as primeiras luzes naquilo que e o espirito natalicio.
E obviamente um filme demasiado positivo onde no final tudo de bom acontece. Esse ponto parece-me no filme demasiado exagerado, para alem das historias, essencialmente historias de amor serem demasiado rudimentares, pensadas essencialmente para um publico juvenil ligado a historias de amor e pouco mais, ja que em termos de humor o filme na sua essencia nao existe.
Ou seja um conteudo Netflix propositado para a epoca do ano, um filme de desaste rapido que rapidamente sairá do nosso pensamento, embora nos pareça que por vezes a mensagem positiva e o filme simples tambem tenha lugar nem que seja para alimentar o espirito natalicio.
SObre o filme o mesmo conta um grupo de jovens numa pequena cidade norte americana coberta de neve, na vespera de natal e na forma como aquele dia acaba por se tornar essencial na definiçao das relações dos mesmos.
Em termos de argumento o filme e um conjunto de cliches ja abordado diversas vezes no cinema desta e de outras maneiras, fica a ideia que o filme nao quer ir mais longe em nenhuma das historias tornando-as o mais previsivel que se consegue recordar. Fica tambem a ideia que o filme arrisca basicamente quase nada em termos de humor.
Na realizaçao Luke Snellin e um realizador algo desconhecido com carreira na televisao, que teve esta simples tarefa de tentar dar um filme de natal juvenil. O filme funciona bem mais no espirito juvenil do que no natalicio embora a neve seja em grande parte do tempo uma boa ajuda.
No cast o naipe de atores jovens que vao ganhando mediatismo tem aqui a sua hipotese de ter camara embora com personagens rudimentares. Em todos eles o destaque para a jovem Isabela Merced que vai ganhando um destaque em Hollywood pese embora nos pareça algo repetitiva nos seus personagens.

O melhor - O espirito natalicio adiantado

O pior - A forma como o filme é extremamente previsivel

Avaliação - C

Sunday, November 10, 2019

Dora and Lost City of Gold

Dora e talvez um dos objetos mais comerciais da Nicolodeon, uma das maiores produtoras de animaçao do mundo. Este ano tivemos o live action da figura, com alguma animaçao a mistura, num contexto hispanico nos EUA. O resultado critico do filme ate foi aceitavel com avaliaçoes essencialmente positivas o que em face do filme em questão nao deixa de ser surpreendente. Comercialmente a falta de figuras de primeira linha acabaram por nao permitir um encaixe financeiro proximo do que o projeto pela sua mediatizaçao poderia ter.
Sobre o filme nao era facil este Live action ja que o estilo de Dora Exploradora esta longe de ser facil de transpor para o cinema ja que e acima de tudo uma serie educativa em que a personagem e de uma infantilidade inarravel. O filme ate consegue contrapor isso no filme, dando-lhe mesmo alguma desadapataçao com tal caracteristica nos dias de hoje. O problema do filme e que no restante e demasiado absurdo quer na conjugaçao com uma animaçao nem sempre competente  e principalmente por a historia de base ser tambem ela demasiado absurda.
Por tudo isto temos um filme algo estranho com algumas curiosidades como o macaco Boots ter a voz a determinada altura de Danny Trejo ou mais que isso o filme num ato de rebeldia levar o filme para o 2D, nesses pontos o filme tem uma rebeldia interessante mas que nao muda em nada um argumento demasiado infanto juvenil e mesmo neste tipo de filme de pouca qualidade.
FIca mais uma adaptaçao de desenhos animados ao live action, com efeitos especiais moderados, e mais que isso um filme que quer ser fiel ao estilo e roupa da personagem mesmo que isso nunca consiga conjugar minimanete com um filme competente a todos os niveis.
A historia fala de Dora que acaba por embarcar para a cidade de forma a seguir a formaçao ate que os seus pais desaparecem numa expediçao tentando encontrar a cidade do ouro. Junto com os seus amigos acaba por ter de tentar encontrar a cidade e salvar os seus pais.
Em termos de argumento temos um filme simplista na sua forma e na sua intriga. UM humor desatualizado e mais que isso uma tentativa de dar ao filme uma fidelidade a serie que nao me parece que funcione na plenitude.
Na realizaçao James Bobin que teve como maiores sucessos os marretas e que aqui tem um filme que nem sempre consegue unir bem o digital com o live action talvez por essa dificuldade nao me parece uma produçao de premeira linha.
NO cast a escolha de Merced e expectavel tendo em conta que e um filme passado na america do sul, ou com essa base. As melhores escolhas pelo menos as mais arriscadas sao a de Del Toro e Trejo para dar vozes a personagens digitais.

O melhor - ALguns atos de rebeldia.

O pior - O filme soa sempre a absurdo

Avaliação - C

Friday, November 08, 2019

After the Wedding

Treze anos depois de um pequeno filme dinamarques ter chamado a atenção, e numa altura em que o cinema norte americano sofre alguma crise de criatividade veio o remake desse mesmo filme, com algumas alterações de genero mas com a mesma base. Este filme com um excelente cast nao foi propriamente brilhante no seu desempenho critico com alguma mediania nas suas avaliações. Por sua vez comercialmente fica a ideia que a presença de um cast valioso garantiu a expressao comercial de um filme com pouca divulgação.
Sobre o filme fica acima de tudo a ideia que a historia e pensada para uma alteração total de genero e que esta adaptação acaba por nao encaixar tal bem, principalmente naquilo que o passado represente. Fica tambem a questao de um melodrama demasiado insistente mas contudo e algo que ja surgiu no primeiro filme.
 A historia tem um ritmo de drama mas com a simplicidade de processos, nao e um filme com grande intriga com um suspense das suas decisoes. Quando surge as revelações estas acabam por surpreender mas nao geram conflito sendo o filme um adaptar constante a situaçóes, a maior parte das quais com o filme a ser algo slow mesmo quando os acontecimentos sao tragicos.
Ou seja um remake de um filme significativo que se torna bem mais pequeno, fica a ideia de tentar dar alguma maior força ao filme de base com uma adaptaçao com tanta qualidade principalmente no elenco feminino, mas que na historia e no resultado final parece sempre ser um filme demasiado cinzento para a materia prima em questao.
A historia fala da responsavel de um orfanato na India que dirige-se a Nova Iorque de forma a arranjar financiamento, acabando por ser convidada para o casamento da filha da dirigente da empresa que se propoem a financiar, percebendo que esta ligaçao tem por tras o passado da mesma.
Em termos de argumento o filme e bem pensado para nos dar ao pouco algumas revelações sendo o restante o ajuste dessa revelaçao. Aqui parece sempre que pese embora na teoria tudo tenha impacto na realidade as coisas acabam por nao terem a força que deveriam ter e isso adormece o filme.
Bart Freundichh, mais conhecido por ser marido de Julianne Moore, tem aqui um trabalho simples, sem grandes riscos ou momentos de criatividade de autor, dã-nos um filme sobre personagens, de um realizador a quem falta ainda um filme de referencia.
NO cast ter Moore e Williams nesta disputa e para um filme de primeiro nivel. Moore parece demasiado proxima de outros registos, e Williams tem uma interpretaçao algo adormecida, chegando mesmo a desesperar o espetador pela sua falta de vivacidade. Crudup e o que tem melhores momentos embora esperemos sempre uma explosao da personagem que nao e eficaz quando acontece.

O melhor - Os twists e revelaçoes do filme.

O pior - Isso nao gerar o conflito para dar ritmo ao filme.

Avaliação  C

The King

Desde o ano passado e principalmente depois de nao ter conseguido ganhar o oscar de melhor filme com o seu Roma que a Netflix apostou forte em diferentes campos para a temporada de premios deste ano. Uma das suas principais apostas era esta renovada historia de Henrique V, apostando no star moment de Chalamet. Pese embora a expetativa criticamente o filme passou com algumas dificuldades no crivo e cedo se percebeu que nao seria por esta porta que a Netflix conseguiria chegar aos premios. COmercialmente acredito que atualmente seja um dos produtos mais rentaveis do Streaming.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme com muito dos requisitos que um epico de epoca deve ter principalmente por ter como base uma historia real, mas mais que isso um elenco de primeiro nivel e em determinados momentos um filme sobre a relação mais basica das pessoas. Nestes pontos o filme ate funciona embora com um ritmo muito pouco acelerado e reiterando a aposta num Chalamet que esta num otimo momento mediatico mas que nao necessitava de tanta camara neste filme.
POr isso mesmo sendo um filme com bons momentos e com uma historia interessante de reis e rainhas nunca e um filme que funciona por si so, ou seja, nunca é um filme que tenha uma sedução inultrapassavel, funcionando melhor na parte de guerra final e na relação entre o rei e o seu amigo, o lado mais emocional do filme.
OU seja um filme de guerra que esta longe do que de melhor ja se fez do genero. Um elenco de primeira linha que em alguns casos e totalmente desprediçado. Um filme sobre corte inglesa e sobre uma epoca que agrada na sua maioria mas nunca e brilhante.
A historia fala de Henrique IV a forma como este deixa a sua sucessão para um filho mais novo mas como tudo acaba nas maos de um Henrique V fora da corte e com uma perceçao clara do que quer.
Em termos de argumento parece-me um filme algo lento, quer nos conflitos das personagens quer nos proprios conflitos historicos que o filme detalha. Em termos de personagens existe pontos mais trabalhados do que outros com relevo para a relação entre Han e John.
Michod e um realizador que nao encontrou ainda um grande filme para fazer-se sublinhar, principalmente em Hollywood ja que na Australia ja o obteve. Aqui tem uma relização interessante que percebe que Chalamet e o mais comercial do filme.
No cast Chalamet tem uma personagem que me desiludiu um pouco, repetitiva, sem exigencia para alem da presença, muito na onde de filmes para potenciarem um actor da moda. Felizmente o filme consegue recursos com alguns secundarios, desde logo Edgerton que acaba por ter a melhor personagem e a mais carismatica, mas tambem Patterson num papel pouco comum na sua carreira.

O melhor - Falstaff

O pior - Nem sempre e um filme com grande ritmo

AValiação - C+

Wednesday, November 06, 2019

American Son

Ao contrario da maioria dos filmes lançados dos diversos generos pela Netflix este filme foi nomeado de evento ja que se trata de um filme com uma cena longa numa unica situaçao que mais que uma trama e uma resposta de um casal a um momento dificil. Este filme peculiar nao foi propriamente aceite pela critica com avaliações negativas, sendo que comercialmente nao me parece nem de perto nem de longe neste momento o produto mais apelativo da Netflix.
Sobre o filme podemos dizer que o enredo parte de um principio diferente ou seguir uma cena unica que inicia numa mae a procura de respostas sobre um incidente de um filho e aqui o filme resulta principalmente na dictomia dos dialogos e do lado da mae e do policia que quer ser simpatico.
O problema do filme e quando entra quase em exclusivo na questao racial, ai as coisas sao forçadissimas caindo nos cliches tipicos e que resultam no dramatico final, ai o filme e pouco maduro limitando-se a copiar e trazer para a discossao os pontos de vista raciais mesmo que isso muitas vezes surja colado a uma drama de casal que pela duraçao da relaçao tinha de ja ter ultrapassado essa questao a muito.
Outro dos problemas do filme e que nunca consegue humanizar uma das partes, forçando a rigidez que acaba por ser quase surrealista na forma como isso e pensado unica e exclusivamente para um exprimir simples de argumento. A ideia que se fica e que o filme quer ter uma dimensao ideologica que a trama simples nao chegaria.
A historia fala de um casal separado que se une num posto da policia tentando perceber o que aconteceu ao filho de ambos, acabando por exprimir os argumentos para o lado mais rebelde do filho que os levou a li, bem como outras formas de estar com as respetivas raças e o contacto com a policia.
EM termos de argumento o filme e em certo ponto ambicioso ao querer trazer tantos temas e tantos assuntos numa cena, num espaço e de curta duraçao. Como seria de esperar tudo se torna algo forçado e o filme perde por essa quebra de realismo.
Na realizaçao simples, ja que o filme segue as personagens numa cena e num unico espaço Kenny Leon tem o leme um desconhecido afro americano que se percebe apenas ter atençao as questoes raciais ideologicas.
No cast o filme acaba por ser um espaço para Washigton ganhar algum espaço dramatico mas nao funciona porque a personagem nao cria empatica principalmente pelos maneirismo exagerados da atriz, numa interpretaçao que se torna mesmo irritante.

O melhor - A escolha de uma cena so para tanto assunto.

O pior - Washington torna a personagem muito irritante

Avaliação - C-

Monday, November 04, 2019

Brian Banks

Os dramas desportivos sempre tiveram uma presença muito clara no cinema ainda para mais quando acrescenta a este esquema um lado juridico de uma ma condenação e a tentativa de retomar o caminho da verdade. Este pequeno filme com uma historia de vida acabou por passar com alguma indiferença pela critica embora seja um filme com uma historia veridica pesada. Do ponto de vista comercial parece-me claro que num filme com poucas figuras de referencia e com um figurino habitual nao tinha muito espaço para o sucesso.
O problema de muitos destes filmes sobre historias reais e a forma como se torna tudo muito dicotomico entre a verdade e a mentira, sobre o lado bom e mau da questão e penso que nisso o filme explora em demasia esses pontos, sendo um filme de extremos mesmo que com uma base positiva que merece o filme por aquilo que significa em termos da pessoa que o sofreu. Outro ponto e a forma juridica do filme onde acho que realmente o filme tem deficiencias em tornas a telenovela ainda mais dramatica.
Apesar da base real parece claro que o filme quer ir mais longe e tornar tudo ainda mais dramatico par alem do drama de toda a situação e torna o filme numa novela de domingo a tarde, principalmente no que diz respeito ao lado amoroso, da recusa e mais que isso do outro lado da questão, e isso faz o filme perder tamanho e se tornar demasiado obvio.
Ou seja um filme obvio tipico de uma matine de fim de semana, sem grande rigor em termos historicos, e pensado para fazer tudo funcionar. O fim de semana positivo no entanto deve ser visto como uma mensagem positiva e de esperança na verdade ainda que a mesma seja um golpe claro de publicidade de uma organização nao governamental, mas parece-me claro que seja uma historia para contar.
O filme fala de um aspirante a jogador de futebol americano que apos ter sido condenado por violação, tenta ao fim de dez anos repor a verdade do que aconteceu como forma de arranjar emprego e mais que isso de voltar ao futebol, contando com a ajuda de uma organização dedicada a provar a inocencia de pessoas condenadas.
O argumento do filme tem uma base real de telenovela, com todos aqueles titulos que fica bem nos creditos finais, mas ao qual se une demasiado dramatismo e um envolvimento emocional exagerado para um filme que e baseado em factos reais mas que na realidade é demasiado novelesco para esse rotulo.
Na realizaçao Shadyac, e um realizador de comedias que teve algum sucesso mas que nos ultimos tempos esteve arredado das luzes da ribalta que regressa num genero que nao e o seu, e onde insiste num registo simples de filme de domingo a tarde nao muito diferente do que foi a sua carreira.
No cast temos Kinnear na sua personagem tipo, de pessoa solidaria, num registo muito tipico na sua carreira e um quase desconhecido Aldis Hodge que acaba por ter o lado dramatico e positivo que a personagem necessita, nao sendo no entanto um filme minimamente exigente em termos de interpretaçao

O melhor  - A historia real e interessante

O pior - Demasiado novela de fim de tarde

Avaliação - C

Sunday, November 03, 2019

The Peanut Butter Falcon

Este pequeno filme sobre os sonhos de alguem com o sindorme de down tem sido uma das figuras de alguns festivais menores, o que conduziu a que nos EUa este pequeno filme conseguisse criticas positivas embora nao unanimes. No ponto de vista comercial o filme tornou-se num dos casos em que passou do lado limitado para maior expansao muito pela tematica emotiva e significativa que tem.
Nao e facil vermos um filme com uma pessoa com trissomia 21 a protagonizar e desde logo pelo tempo dado ao ecra com alguem com tal debilidade mas ao mesmo tempo conseguir construir um filme bonito, emotivo, e mesmo em alguns momentos engraçado merece todos os elogios e convicção pessoal que este filme representa.
E um filme mais que brilhante ou original, um filme bonito, quer nos sonhos da personagem, quer na sua convição e resiliencia quer na relaçao de amizade que e criada este e um daqueles filmes que preenche emocionalmente o espetador do primeiro ao ultimo minuto, sem nunca perder espaço para alguma ironia ou mesmo denuncia social, na dificuldade de resposta deste tipo de população.
E obvio tambem que nao e um filme perfeito, primeiro porque a determinada altura, mais ou menos a meio se torna algo previsivel em todos os sentidos e mais porque o lado humoristico de algumas personagens desaparece para ser um dialogo entre duas personagens e as suas vicissitudes. Fica a ideia que o filme poderia potenciar mais algumas personagens secundarias que exigiriam no entanto um filme maior.
Mesmo assim uma obra significativa do ano, um filme que junta um dialogo de primeira linha, independente com um lado emocional do mais forte do ano. A determinada altura a relaçao de amizade criada entra na nossa ligaçao ao cinema como a mais forte do ano e uma das mais revelantes dos ultimos tempos, e isso vale o filme.
A historia fala de um jovem com trissomia 21 que tem o sonho de ser lutador de wrestling que foge da instituiçao onde se encontra para embarcar numa viagem com um solitario jovem marcado pelo passado.
Em termos de argumento o filme nao e brilhante mas sabe trabalhar como poucos as emoçoes. A narrativa em si e surreal mas funciona, embora por vezes se torna algo previsivel. E na forma como nos da emoçao que o filme resulta mais.
Na realizaçao a dupla de realizadores tem aqui o seu filme mais significativo, que e pequeno em dimensao e na realizaçao e simples sem grandes movimentos ou truques. E um filme que percebe as suas virtudes e deixam atual. Um filme marcante para um dupla ainda jovem.
No cast temos de sublinhar sempre a interpretaçao de Zak ao protagonizar um filme com esta dimensao na sua condiçao de forma subliminar e mesmo com humor. O lado mais serio de um Labouef em redençao tambem funciona no impacto que o filme tem. O apontamento de qualidade e um Bruce Dern em grande forma.

O melhor - O coraçao do filme.

O pior - Torna-se algo previsivel

Avaliação - B

The Laundromat

Foi anunciado que a netflix seria uma grande concorrente aos premios deste ano com diversas apostas lançadas em momentos diferentes para o objetivo final de ganhar o oscar de melhor filme. Um dos primeiros a ser lançado foi esta comedia sobre as offshores e sob a polemica dos panama papers realizada por Soderbergh. Pese embora a aposta fosse de risco a critica nao foi particularmente adepta desta ironica avaliando de forma mediana. Tambem me parece que do ponto de vista comercial existiram filmes lançados ao mesmo tempo com bastante mais sucesso da produtora.
SObre o filme eu confesso que assim como gostei de Big SHort gosto de filmes que conseguiam ser originais na critica e na satira com situaçoes financeiras, tratando tudo e todos como burros. O filme consegue isso numa primeira fase, muito por culpa do Mossack e Fonseca do filme a na forma como nos vao introduzindo o mundo das financas atuais, nesse momento o filme e engraçado, critico, atual e original.
O problema do filme acaba por ser quando entra na intriga em si tornando-se dividido, confuso e num filme com noventa minutos perder o norte ou o fio condutor acaba por nao ser propriamente benefico para cimentar uma mensagem que tinha que ser forte. A personagens que desaparecem fios condutores do filme que sao abandonados para o lado factual de unir a historia a realidade conhecida.
Pese embora alguns problemas na segunda fase parece-nos que e um filme arriscado, competente em alguns momentos, original, que merece algum sublinhando. Perde claramente no mesmo estilo para The Big Short principalmente por este ultimo ser completo, maduro e conseguir juntar aquilo que e a originalidade com coesao da historia.
O filme fala sobre uma mulher que apos o desastre de um navio onde perdeu o marido percebe que o seguro da companhia esta instalado numa piramide de offshores que conduz ao desvendar dos papeis do panama e da ligaçao do dinheiro e poder nesses paises.
Em termos de argumento o filme tem um objetivo nobre, de juntar um tema atual e mais que isso denunciar a realidade com originalidade. Inicia bem mas ao entrar na intriga o filme torna-se algo confuso e uma mistura de personagens nem sempre forte e concreta.
Soderberg e um bom realizador nos ultimos anos nao tem propriamente sido o mais sucesso para ele, chegando a anunciar o abandono por diversas vezes mas aqui tem um trabalho refrescante dentro de um estilo irreverente que tem marcado os seus ultimos filmes, mas que parece ser ainda um estilo a potenciar mais.
No cast nao e um filme de grandes personagens embora o lado duas de Streep seja de valorizar por ser personagens bem diferentes. A dualidade Banderas Oldman tambem funciona mais sob o aspeto de curiosidade num filme que nao quer personagens mas sim assuntos.

O melhor - A ironia dos primeiros minutos do filme.

O pior - O filme se emaranhar no seu enredo

Avaliação - B-

Friday, November 01, 2019

The Nightingale

Este filme australiano que conseguiu o ano passado estar na seleçao do festival de veneza, so em 2019 viu a luz do dia nos EUA e com avaliações positivas, que gostaram do lado mais cru do filme. Em termos comerciais a falta de figuras de primeira linha limitou os resultados de um filme a todos os niveis pesado.
SObre o filme podemos dizer que se existe marca que o filme deixa no espetador e a crueldade das personagens principalmente no lado dos vilões, o filme nao tem limite neste particular em termos de ate onde pode o ser humano descer e isso acaba por dar ao filme uma assinatura e uma intensidade propria que prende o espetador ate ao fim do filme, mesmo que o restante seja marcado em termos gerais e globais por alguma previsibilidade.
E um filme cru, que pela forma como a crueldade e retratada onde tudo e possivel, vinca-se junto do espetador, numa especie de road movie pelo lado mais cruel do ser humano. Nao sendo um filme graficamente violento e um filme que nao se esconde do que acontece, e um filme cru e isso faz em termos de thriller psicologico funcionar na maior parte do tempo, sem nunca ter no entanto uma historia particularmente diferente.
Ou seja um filme vincado, que nos proporciona uma historia forte, realizada dentro do cru do lado australiano do cinema, com interpretaçoes intensas e que num ano onde alguns registos nao tem funcionado talvez merecia mais visibilidade.
A historia fala de uma prisioneira que depois de ver o seu marido e bebe brutalmente assassinado por alguns militares que tambem a violam, iniciar uma viagem apenas com um negro de forma a tentar procurar a vingança pelo ocorrido.
Em termos de argumento a base nao e particularmente diferente de outros westerns de vingança e honra, talvez mais pesado na crueldade das personagens e pouco mais. Mesmo assim e um filme consistente ao longo da sua duraç
ao
Na realizaçao temos a obra mais conhecida de Jennifer Kent ue surpreende pelo facto de ser cru e agressivo que e menos comum nas realizaçoes femininas. Nao e um filme brilhante e estetico sendo no entanto funcional.
No cast o filme tem dois lados, por um lado uma quase desconhecida Franciosi que tem a intensidade e disponibilidade dramatica de uma personagem dificil, que nao sendo fantastica funciona. CLaffin como vilao tem altos e baixos ora com a uma arrogancia que funciona ora outros momentos que parece perdido na sua maldade.

O melhor - O lado cru e violento do filme.

O pior - Acaba por ser algo previsivel

Avaliação - B-

Dolemite Is My Name

Numa altura em que a Netflix começa a jogar todas as suas cartadas para a temporada de premios, que são em algum numero, surgiu este biopic sobre uma figura iconica da cultura afro americana dos anos 70 e que ainda hoje inspira alguns artistas de hollywood. Este filme acabou por conseguir criticas interessantes que poderão levar o filme a ter algumas expetativas na temporada de premios principalmente em algumas categorias. Comercialmente a figura de Rudy Ray Moore nao sera universal mas e uma forma de a conhecer, a temporada de premios podera favorecer o conceito.
Sobre o filme podemos dizer que como qualquer biopic o filme esta claramente dependente da riqueza da pessoa que aborda e neste caso e muita. Quer o carisma, o estilo, mas mais que isso a forma como de uma forma quase isolada conseguiu o sucesso por perceber perfeitamente o que o seu publico queria esta espetacularmente bem trabalhada no filme, que com a entrada no lado cinematografico vai ganhando dimensao e mais que isso satira que o torna num interessante filme do ano.
Claro que em termos humoristicos e necessario gostar do humor ou da formula de Moore para gostar do humor do filme, algo que no meu caso particular nao acontece, mas isso nao impede do filme nos dar outros pontos nao artisticos e mais de personagem, embora se centre mais na personagem no que no interprete, ja que e isso que ficou na historia.
Um biopic que mesmo nao sendo uma produçao totalmente original, funciona bem na conjugação de uma historia interessante, bem integrada num argumento que toca no essencial, mesmo que a produçao e a realizaçao sejam simplistas e apenas contextuais do ponto de vista temporal, traduzem num bom biopic que podera em alguns pontos ter protagonismo na temporada de premios.
Em termos de argumento o melhor que pode acontecer a um biopic e ter uma boa historia para contar e o filme tem. Centrado essencialmente nas conquistas de carreira de Rudy deixa um pouco de lado a vertente pessoal, que continuamos sem perceber embora haja algumas referencias.
E interessante como Craig Brewer e um realizador que tem melhores resultados quando entra na cultura afro americana do que propriamente na cultura atual. Nao sendo um filme com uma abordagem artistica diferenciada, funciona no contexto temporal, de um realizador que estava afastado da fama há algum tempo.
No cast Eddie Murphy e a escolha natural e encaixa perfeitamente nos maneirismos de Ray Moore. Um actor aperciado que nem sempre geriu bem a sua carreira nos ultimos anos que podera ter aqui um filme que lhe poça valer indicações e um reconhecimento que ate ao momento nao teve. Melhor ainda Snipes e a grande interpretaçao do filme que poderá valer algo impensavem que e ver o mesmo nas nomeaçoes a premios.

O melhor - A historia de Rudy Ray Moore.

O pior - O lado pessoal nem sempre e abordado

Avaliação - B

The Current War

Produzido em 2017 todos pensavam que esta ia ser a aposta para os oscares da Weinstein Company para aquele ano, ate que surgiu toda a polemica em torno de Harvey Weinstein que de imediato retirou qualquer possibilidade do filme lutar por que quer que fosse. Para alem disso depois das primeiras exibiçoes a critica nao foi particularmente simpatica com o filme demonstrando que a obra totalmente pensada para os premios ia ficar longe dos mesmos com avaliações medianas. Comercialmente so dois anos depois e sob a chancela de um Directors cut temos o filme mas com resultados rudimentares para um filme que mesmo assim conseguiu uma distribuição wide.
Sobre o filme podemos dizer que temos uma das historias mais importantes da humanidade moderna com tres figuras centrais do nosso estilo de vida. O problema do filme e que se fica apenas pelos feitos e pelo que e conhecido de cada um deles limitando-se a uma ou outra caracteristica de personalidade de cada um deles. O filme descura o argumento para apostar numa realizaçao forte o que o torna a espaços um filme mais bonito que imponente.
Claro que para um filme com esta tematica e para perceber perfeitamente o que esta aqui em causa temos de ter alguns conhecimentos de fisica o que e um pre requisito algo exigente para um filme que quer chegar a muita gente. FIca a ideia que o que realmente diferencia os lados e que e essencial para os lados do filme nao e totalmente percetivel ficando apenas o lado da guerra de egos.
POr tudo isto THe Current War esta longe de ser uma obra de referencia funcionando muito mais do ponto de vista tecnico do que o filme em si. FIca o lado significativo do que e contado e a ideia que o filme tem medo de mexer na personalidade de personalidades tao historicas esvaziando o lado humano de cada uma delas.
A historia fala da luta entre duas empresas apostadas em levar o poderia da distribuição da eletrecididade numa luta entre tecnicas e moralidade, entre formas diferentes de energia e mais que isso a tentativa de fazer o seu lugar na historia.
EM termos de argumento o filme funciona bem mais nos lados historicos da questao como os pontos de vista e as evoluçoes historicas de cada um dos lados do que propriamente no lado humano e de personalidade dos intervenientes isso torna o filme mais documental mas menos intenso.
Na realizaçao GOmez-Rejon com este filme foi pensado para se unir ao poderia cada vez mais mexicano do cinema. Contudo rapidamente se percebeu que ainda esta longe dos big three, pese embora o sentido estetico que este filme consegue ter. Parece-me que necessita de um filme trampolim para chegar mais proximo dos seus conterraneos.
O filme tinha em si um excelente elenco pena e que as personagens nao valorizem atores como Shannon e Cumberbacht que poderiam dar ao filme outra intensidade narrativa e emocional que o filme nao tem. Penso que Hoult e uma escolha menos feliz para o estranho Tesla.

O melhor - A realizaçao

O pior - Deixar de lado o lado humano dos personagens

Avaliação - C+

Wednesday, October 30, 2019

Luce

Estreado no inicio deste ano no sempre particular Festival de Sundance, este pequeno filme recheado de algumas figuras de primeira linha de hollywood, pese embora não tenha saido vencedor do certamente consguiu reunir boas avaliações criticas embora insuficientes para potenciar o filme para a temporada de premios. Comercialmente as coisas foram mais funcionais com resultados interessantes principalmente tendo em conta que foi um filme com pouca expansao em termos de cinema.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme intigrante, que a pressão continua das personagens e o enigma de cada uma delas acaba por ser muito bem gerido na tensão e misterio que temos sempre presente. Nao e um filme linear e essa indecisão das personagens que transparece para o espetador acaba por ser um trunfo que funciona muito bem no clima sombrio que o filme quer ter, tornando o thriller psicologico uma realidade.
Nao temos um filme de verdades absolutas, muito pelo contrário, vamos vendo os dois lados da questão nao sabendo muito bem o que pensar. O filme trabalha esse aspeto de forma competente, embora no pareça que a conclusao do filme nao mantem o nivel que o filme consegue manter ao longo da sua duração. Mas de resto temos os conflitos os avanços e retrocessos em cada dinamica que nos faz pensar como poucos filmes o fizeram este ano.
Muito do sucesso deste filme resulta nao so da ambiguidade das personagens que tornam a historia ambigua do ponto de vista positivo, mas acima de tudo também na forma facil com que o filme consegue explorar as fraquezas de cada personagem na disputa entre aquilo que esperamos e aquilo que temos.
A historia fala de um jovem estudante oriundo da Eritreia que apos ser adotado por um casal bem integrado começa a ser visto como um exemplo de sucesso, algo que não é compartilhado com uma professor que começa a perceber algumas incongruencias no comportamento do aluno, que leva a um conflito em crescendo entre ambos.
O grande valor do filme reside no seu argumento e na forma como o mesmo alimenta um conflito latente sem grandes imagens ou açoes muito por culpa de dialogos dissimulados que fazem o filme reunir uma tensão bem psicologica que alimenta bem os propositos do filme.
Na realizaçao Julius Onah consegue dar a volta ao resultado menos feliz de paradoxo cloverfiel com um bom trabalho negro, que deixa o filme ter uma nuvem nas personagens que esteticamente permitem esse clima ao filme. Para um realizador em inicio de carreira temos aqui um bom planfleto.
No cast muito do sucesso do filme está bem situado na prestação ambigua de Kelvin Harrisson jr, o jovem ator consegue dar a personagem os dois lados que essa necessita, sendo que a ironia perigosa e transmitida com muita qualidade para um ator algo secundario até ao momento, mas que tem aqui uma das melhores interpretaçoes do ano. Nos secundarios Watts e Spencer sao o resguardo explosivo de uma personagem algo sublime.

O melhor - A forma como o filme deixa uma tensão disfarçada gerir todo o filme

O pior - O final nao tem a intensidade esperada

Avaliação - B

Tuesday, October 29, 2019

Rattlesnake

Depois de uma pausa aparentemente para férias a Netflix surgiu a toda velocidade neste outono lançando filmes sucessivos, ora relacionados com a campanha para premios ora apostado em momentos especificos como o Halloween. neste pequeno thriller claramente uma aposta secundaria da distribuidora temos um filme que esteve longe de ser um sucesso junto do grande publico sendo que tambem comercialmente parece-me que atualmente a Netflix encontra-se com conteudos bem mais interessantes.
Sobre o filme temos uma historia simples sobre moralidade num contexto de um texas sub desenvolvido numa luta entre a moralidade e a maternidade. O filme é pouco coeso e parte de uma premissa moralmente estranha ou duvidosa, o filme tenta a todo custo facilitar a vida do conflito moral da personagem o que e estranho ja que ao colocar a personagem deliberadamente naquela situação deveria dificultar-lhe a vida na escolha, contudo ai necessitaria de um filme de maior duraçao.
Por esta falta de coragem o filme torna-se algo aborrecido e demasiado previsivel. Tudo se torna demasiado claro rapidamente e o filme e apenas o aguardar curto pelo desfecho esperado. O filme poderia em termos idiologicos funcionar melhor com os fantasmas do passado, mas acaba por desaproveitar esse ponto em dois ou tres dialogos e pouco mais.
Ou seja um thriller de efeito rapido que nunca consegue potenciar o conteudo moral discutivel que quer ter. Fica a ideia que o filme assume-se de consumo rapido e que perde a oportunidade de trabalhar alguns pontos que o filme quer tocar, tornando-se num Thriller de pouco relevo em termos de cinema atual, que basicamente e apenas um cumprir de calendario por parte da netflix.
A historia fala de uma mãe em viagem com uma filha que no momento em que procedia a mudança de um pneu ve a sua filha a ser mordida por uma cascavel, obtendo ajuda de uma estranha senhora, que mais não é do que o diabo que em troca de recuperar a menor exige que a mulher lhe entregue a alma de uma outra pessoa.
O filme tem um conflito moral embora duvidoso em termos de argumentação que poderia resultar principalmente no desenvolvimento da personagem central. Contudo o filme tenta fazer atalhos consecutivos tornando-se num claro serie B sem qualquer preocupaçao em dialogos ou personagens congruentes.
Na realização Hiditch e um colaborador da Netflix que tem aq
ui o seu segundo filme distribuido pela operadora. Nao temos uma realizaçaõ de ponta, embora a caracterização de um texas sub desenvolvido ajude o lado mais dantesco da historia.
No cast Ejogo e uma actriz em crescimento unindo um lado de atriz de ação que lhe pode dar algum protagonismo no futuro, embora fique a ideia que a personagem poderia e deveria ter sido bem mais desenvolvida. Rossi serve para este tipo de personagens e nada mais.

O melhor - A curta duração.

O pior - A forma como cria um conflito moral que depois o desaproveita por completo

Avaliação - D

Monday, October 28, 2019

47 Meters Down: Uncaged

Dois anos depois de um filme de terror no fundo do mar com tubarões a mistura de relativo sucesso comercial, surge a sua sequela com o mesmo estilo narrativo mas com novas personagens tentando o dinheiro facil. Se ja o primeiro filme nao tinha sido propriamente um sucesso critico este segundo filme seguiu as pisadas com avaliações essencialmente medianas com pendor negativo. COmercialmente as coisas foram bem mais modestas do que o primeiro filme, talvez porque o cast tivesse muito menos visibilidade.
Sobre o filme é facil perceber por onde um filme deste vai, e o combate a previbilidade de um filme com o unico objetivo financeiro basicamente nao existe, tentando apenas o mesmo resultar no sentido de claustrofobia e numa ou outra sequencia sanguinea, algo que o filme está longe de utilizar com mestria.
O filme abandona por completo o argumento, a historia e as personagens tentando colocar o mais rapido possivel as personagens no seu espaço, que se diga é interessante e o que de melhor o filme tem, já que fecha as personagens num labirinto de pedras no fundo do mar com tubarões sanguinareos. O problema e que isso em nada altera o que vimos e sentimos no primeiro filme e isso e claramente pouco para uma produçao como esta.
Ou seja um bilhete de repetiçao do primeiro filme com uma ou outra novidade estatica e pouco mais. Um bilhete para o dinheiro facil, num filme que para grande produçao deveria ser melhor em termos de efeitos especiais ja que na abordagem criativa arrisca zero.
A historia fala de quatro amigas que se juntam para fazer uma expediçao ao fundo do mar a umas ruinas de uma cidade perdida que acabam rapidamente por se ver encurraladas por um tubrarão sanguinario.
Em termos de argumento o filme basicamente nao existe, coloca quatro personagens no jogo do gato e do rato com um tubarão para um final totalmente previsivel no primeiro minuto. Nao temos qualquer vestigio de personagem ou dialogo no filme.
Na realizaçao Roberts repete o papel, com mais do mesmo, a inclusão das ruinas funciona ao nivel da sensação claustrofobica das personagens mas em termos de efeitos especiais do animal, parece aquem do que se fez no primeiro filme. Dificilmente teremos aqui um realizador para outros voos.
No cast um conjunto de jovens desconhecidas cuja exigencia do papel nao existe para alem de fugir e gritar. Nao é nestes registos que se cria nem se danifica carreiras.

O melhor - As ruinas

O pior - O tubarão

Avaliação - D

Scary Stories to tell in the Dark

Numa altura em que o cinema juvenil revivalista tem-se apoiado no terror para alguns conceitos funcionarem comercialmente surgiu mais um dessas adaptações com este titulo peculiar. Este filmle de terror juvenil estreou em pleno mes de AGosto nos cinemas americanos com algum sucesso comercial tendo em conta a falta de protagonistas de primeira linha. No que diz respeito a avaliação critica o filme passou positivamente o que nem sempre acontecene no genero que o filme representa.
Sobre o filme temos as caracteristicas todas que fazem este tipo de filme funcionar, o humor e a qumiica entre as personagens mais pequenas, a fragmentação historia a historia no bodycount do filme e mais que isso os monstros horríveis que esteticamente acabam por dar o contexto de horror que o filme quer, o que acaba por nos dar este lado estetico que mesmo sem grande sentido narrativo acaba por funcionar.
Ou seja temos um filme juvenil, pensado acima de tudo para essa população embora o contexto temporal do filme seja demasiado passado para ter o sucesso que as abordagens dos anos 80 tem tido nos ultimos tempos. No final o filme perde algumas das caracteristicas que o fazem funcionar tornando-se apenas num filme de horror com um final pouco trabalhado.
Mesmo assim  numa fase em que o terror parece estar em boa forma, muito por culpa deste novo estilo, temos aqui um produto razoavel deste genero embora longe dos que de melhor funcionaram como o primeiro It. Tambem as personagens mais jovens poderiam e deveriam ser quem sabe mais trabalhadas no seu lado humoristico.
A historia fala de um grupo de jovens que depois de uma visita a uma casa abandonada e amaldiçoada começa a ver escritas historias de horror que conduzem a morte ou desaparecimento de cada um deles.
Em termos de argumento não e um filme propriamente dificil, o seu lado fracionado por historia facilita a congruencia final do filme, embora o corpo comum esteja longe de ser brilhante. No lado mais juvenil das personagens as coisas começam melhor do que acabam.
Na realização Ovredal tem a tradição nordica do terror que usualmente funciona bem, e o filme tem esta inspiração principalmente na criaçao de monstros horriveis. De resto o filme e algo escuro para o cinema juvenil, mas percebe-se que o realizador esta confortavel no genero.
No cast um grupo de jovens de segunda linha cujas personagens nao permitem grande brilho, ja que este vai para as criaturas criadas e pouco mais. Pode ser um bom anuncio para dar visibilidade mas pouco mais.

O melhor - O horror das figuras

O pior - No final o filme perde o lado juvenil que o sustenta

Avaliação - C+

The Art of Racing in the Rain

Numa altura em que Milo Ventimiglia está com a sua reputação ao maximo fruto do sucesso dramatico de This is Us, surge aqui um filme encabeçado pelo mesmo que mais do que marcar os dramas familiares trás-nos a união do homem e do cão. Num filme claramente vocaionado para o valor comercial, criticamente as coisas estiveram longe de ser brilhantes com avaliações medianas com ligeiro tendor negativo. Comercialmente as coisas também estiveram longe de ser brilhantes com resultados modestos tendo em conta o tipo de filme em questão.
Sobre o filme, o melodrama demasiado pensado para a emoçao facil e um registo que particularmente não me agrada, principalmente porque são filmes que vão perdendo toda a coerencia das personagens em busca da emoção facil. Este filme cai plenamente nisso nas voltas e mais voltas que o mundo daquela personagem dada, perdendo a coerencia das personagens mas acima de tudo a coerencia temporal da historia com a realidade o que torna o filme focado apenas na lagrima facil do espetador.
O problema e que em dois momentos o filme dá claras indicações que poderia ser diferente, quando arrisca numa abordagem mais diferenciadora das situações, e ai ficamos com a sensação que o filme com uma abordagem mais original, mesmo com a historia com as debilidades que tem poderia ser mais diferenciador e mais que isso bem mais interessante do ponto de vista artistico do que a novela das sete com que se torna.
Ou seja um daqueles filmes básicos, pensados para a lágrima fácil, onde tudo acontece ao personagem de forma ao espetador ter solidariedade com o mesmo, sem no entanto em momento algum pensar que tudo no mundo tem uma lógica que o filme principalmente em termos temporais acaba por abandonar.
A historia fala de um piloto de carros que apos conhecer um cão que o vai seguir para os pontos mais importantes da vida dele, desde casamento, nascimento da filha e mais que isso lutas sequentes, numa luta entre carreira e familia.
Em termos de argumento o filme segue parâmetros dramáticos totalmente esperados, é um filme dramático com o objectivo único da lágrima fácil, esquecendo coerência temporal ou mesmo situacional das personagens. Fica a ideia que o filme segue apenas o caminho mais facil
No que diz respeito à realização o experiente SImon Curtis assume este papel e demonstra que nem sempre arrisca na abordagem. Fica na retina duas cenas que demonstram que poderiamos ter aqui uma abordagem bem mais artistica a todos os niveis, sendo o resultado final simples.
No cast Ventimiglia pode funcionar neste registo de boa pessoa mas falta-lhe recursos para o lado mais dramatico do filme e o filme ressente essa debilidade. AO seu lado Seyfried ainda consegue ter algum impacto interpretativo dramatico mas um filme com este teor merecia mais interpretação.

O melhor - As duas sequencias em que o filme arrisca na abordagem

O pior - A lagrima e o objetivo unico do filme

Avaliação - C

Saturday, October 26, 2019

The Kitchen

Qualquer filme com Haddish e Mccarthy nos papeis principais tinha tudo para ser uma grande produção de comedia ja que sao algumas das maiores do genero atual. Contudo elas deram a volta ao esperado e esta reuniao surgiu sob a forma de um filme sobre a mafia e como um conjunto de mulheres quis seguir o legado dos seus maridos presos. O filme nao funcionou particularmente criticamente com avaliações negativas. Comercialmente as coisas foram um desastre completo demonstrando que ambas funcionam muito pouco fora do seu terreno perdileto.
Sobre o filme a mafia deu nos ate aos dias de hoje alguns dos melhores filmes que nos recordamos, dai que seja sempre um terreno de imensa exigencia. Pois bem tirando a questao sexista o filme simplesmente nao funciona, e o unico vetor que da ao filme alguma diferenciaçao acaba por ser aquele que no final menos impacto tem na definiçao do trama, concretamente a escalada de violencia de um dos casais do filme.
Tudo parece facil e isso e completamente inexplicavel, fica a ideia que qualquer um pode controlar grupos criminosos e mais que isso que e facil matar sem ter qualquer implicaçao no ocorrido, esses dois pontos sao totalmente usados e abusados no filme e isso acaba por o tornar não so sem sentido em termos de coerencia interna mas nunca consegue nos dar nada de particularmente interessante.
Fica um filme quase com a curiosidade de nos dar duas atrizes de comedia num lado mais dramatico, num filme que deveria ter mais intriga, mais intensidade e mais personagens para funcionar, na ausencia de tudo isto acaba por ser um thriller vazio que na realidade nao cria qualquer reaçao no espetador.
A historia fala de tres amigas, mulheres de membros de uma organização criminosa que se reunem para controlar o negocio apos a detençao dos respetivos maridos, contudo tudo se vai tornar mais periogoso com a entrada em jogo de um outro grupo criminoso.
O argumento do filme falha no essencial, os dialogos sao quase sempre pobres, nao encontrando o filme um registo de carisma ou mesmo de ironia, muito por culpa de personagens que deveriam ser mais caracterizadas pois chegamos ao fim conhecendo muito pouco delas.
Na realizaçao Berloff tem a sua estreia depois de diversos filmes policiais onde esteve na escrita. O filme nao e particularmente interessante em termos de conceito estetico e isso acaba por nao o potenciar nem como exercicio de estilo. Para um filme baseado num comic exige-se muito mais.
No cast o curioso da reuniao fica por ai, se Mccarthy ja provou conseguir ser dramatica embora neste filme a sua personagem seja totalmente apagada, Haddish nao consegue sair da roupa de comedia e encaixa mal no registo do filme. O melhor uma Moss sempre mais intensa e um Gleeson com a melhor personagem do filme.

O melhor - A personagem Gabriel

O pior - A forma como o filme nao consegue ter um conceito proprio

Avaliacão - D+

Friday, October 25, 2019

Eli

Com um cast menos vistoso que Wounds esta e a segunda aposta da Netflix para a temporada de Halloween, com uma especie de remake de filho do diabo. Este filme acabou por tambem nao ser particularmente bem recebido pela critica, sendo que comercialmente a falta de figuras de primeira  linha nao lhe deu a exposiçao que outros filmes da distribuidora conseguiram.
Eli começa com o lado terrestre do terror que eu perfiro, ou seja uma personagem debil, num contexto de saude dramatico que o filme explora principalmente nas dinamicas de familia, e na relaçao pai mae. O filme consegue ate meio manter esta dualidade interessante entre o desespero familiar e algo que nao conseguimos perceber no contexto. Com o desvendar do filme tudo parece muito pior montado e sem sentido, tornado-se mesmo a determinado ponto absurdo.
Nao e um filme de grande terror e mais um filme de simbolismo declarado. O filme e uma forma propria e vale mais pelas referencias a outros filmes do genero, e pela contraposiçao com os dialogos descontraidos entre as personagens menores que acabam por nao encaixar naquilo que elas realmente significam.
Nao impressiona no terror, tem uma explicação dificil de entender e por isso parece-me que nao e um filme de grande sucesso no terror. Tem alguns bons desempenhos mas esta longe de ser um filme positivo num genero em moda novamente mas que ainda tem muitos filmes de qualidade duvidosa como este.
A historia fala de um menor com um problema de saude que o impede de apanhar sol que se dirige para uma clinica de tratamento com o objetivo de recuperar quando percebe que o que realmente esta em causa e a sua natureza.
O argumento tem dois pontos funcionando melhor como drama familiar do que como terror. A mudança parece demasiado radical para um filme so , mas acaba por ser a assinatura do filme. Parece-me um argumento arriscado e que o resultado nao e suficientemente forte.
Na realizaçao Ciaran Foy ja tem alguma experiencia no terror e isso denota-se nas ultimas sequencias. Nao sendo um filme de autor, consegue no final ter o lado negro que o filme deseja nao sendo no entanto uma obra prima de um realizador que em principio ficara por este registo.
No cast o filme tem um jovem Shotwell a procura do seu espaço que tem um papel dedicado embora sem grande luz. Maior destaque para Rilley uma atriz com dimensao e intensidade que merece papeis de maior destaque.

O melhor - Os dialogos entre os menores

O pior - A mudança do filme e demasiado vincada

Avaliação - C

Wounds

Numa altura em que a netflix se encontra apostada nas suas produçoes para a temporada de premios surgiram tambem alguns titulos de terror para fazer render o valor deste genero no Halloween. Este filme mais independente lançado em SUndance foi uma dessas apostas, mas que apesar de um elenco de primeira linha acabou por falhar na critica com avaliaçoes medianas, ainda assim bem melhores que as do publico que recusou este Thriller no minimo estranho.
Wounds ate começa bem com a tipica dinamica de bar e uma personagem descontraida com quem ate empatizamos numa primeira analise. Mas essa lado mais descontraido que ate poderia ser um bom balanço para um filme de terror e imediatamente abandonado tornando-se o filme numa obsessao de um personagem que anda em circulos em torno das mesmas pessoas sem que o filme consiga ter o impacto estetico e do terror.
Ficamos com a sensaçao que o filme nunca deveria dar certos passos e se o queria fazer naquela direçao tinha de dar mais das personagens ou mais que isso mais sobre as explicaçoes para o que estamos a ver. O filme nao quer dar explicaçoes nem razoes quer abandonar o personagem nos seus desvaneios e nada mais e o filme torna-se confuso e sem qualquer sentido.
E tudo isto e pena porque o filme tem um bom conjunto de atores, em forma e parece demasiado preocupado com a sua eloquencia. Fica a ideia que nos primeiros minutos ate poderiamos ter alguns bons dialogos mas o filme torna uma direçao completamente distinta nunca conseguindo fazer de si nada de particularmente sequente
A historia fala de um barman que apos uma noite complicada no bar recupera um telemovel la perdido que o leva a começar a trocar mensagens com alguem que o leva a um caminho sem retorno que podera colocar em causa tudo o que ve.
No argumento o filme começa bem com a primeira sequencia a ser bem montada, mas depois tudo desaparece e temos um filme de terror visual, sem explicaçoes sem personagens e mais que isso sem grande nexo.
Na realizaçao deste filme Anvari e um desconhecido que poderia dar ao filme algum lado visual que apenas na sequencia final consegue ter. O filme torna-se mais escuro com o seu crescimento mas isso nao o torna interessante principalmente tendo em conta o corpo de atores ao seu dispor.
No cast Armer esta em boa forma e o filme consegue tirar a intensidade que o ator tem dado aos seus personagens. Ao seu lado Beetz nao tem grande espaço e muito menos JOhnson

O melhor - A primeira cena do filme.

O pior - NO terror o filme perde grande parte do seu sentido

Avaliação - D+

Wednesday, October 23, 2019

Them That Follow

O culto das serepentes é algo que sempre fascinou os mais isotericos pelo poder de um ser restejante mas totalmente mortal. Este filme mais que um filme sobre o animal e um filme sobre um culto e os valores radicais dos mesmos. Um pequeno filme que foi lançado em pequenos festivais entre os quais Sundance deste ano com criticas medianas o que acabou por não fazer o filme ganhar grande explosão. Comercialmente acabou por surgir no verão com resultados muito escassos pese embora tenha algumas promessas de agora e de antigamente na sua folha de atores.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme lento que aos poucos vai permitindo que a tensão das personagens vai crescendo mas que nunca acaba por surpreender nos seus procedimentos. parece sempre existir uma distancia demasiado grande entre aqueles que de alguma forma estão na terra e aqueles que no culto se dedicam sendo que apenas no final temos algumas pontes.
Podemos dizer que temos uma historia de amor, mas mais que isso temos uma historia da irracionalidade das crenças, ficamos com a ideia que o filme com esta base poderia e deveria ser mais intenso não fossem as personagens de alguma forma demasiado adormecidas em todas as suas vivencias, o que é congruente com o contexto mas faz algumas delas principalmente as secundarias desaparecerem ao longo do filme.
Ou seja um historia densa psicologicamente que poderia ter um bom principio mas que se perde em tentar dar protagonismo em demasia ao culto por si so em vez das personagens e das suas eloquencias. Perde tambem porque num filme com personagens tao imprevisiveis na forma de pensar e agir o final devia ser bem menos esperado.
A historia fala de uma jovem filha de um pastor de um culto que tem como base a serepente que ao contrario do pensado pelo seu pai se apaixona por um jovem serralheiro o unico que foge as crenças do culto.
Em termos de argumento a base como ja dissemos tem qualidade mas o filme perde-se em demasia em divagações nunca criando um enredo realmente diferenciador e interessante. A mais que em termos de personagens elas acabam por nao crescer por culpa do tronco narrativo do filme.
Na realizaçao uma dupla de realizadores quase desconhecidos que apresentou em Sundance neste filme o seu portfolio. O filme quer ser misterioso num contexto cultural muito proprio que consegue ser denso psicologicamente mas pouco mais. Funciona no medo que consegue incutir nas sequencias com o animal.
No cast temos uma dupla de jovens promessas do passado Mann e Engelrt dois jovens atores que ja tiveram a aura do sucesso sobre eles mas que nunca concretizaram em valores concretos. AO seu lado uma Coleman pos oscar com a intensidade que lhe levou ao premio ainda que com uma personagem algo desaparecida. E Dever da moda na personagem menos desenvolvida do filme.

O melhor - As sequencias da serepente causam tensao

O pior - Demasiado expectavel na sua conclusao

Avaliação - C-

Friday, October 18, 2019

El Camino: Breaking Bad Movie

Para mim enquanto adepto da serie Breaking Bad e muito dificil analisar este filme como sendo uma peça isolada, dai que talvez nem o devesse fazer. Este e mais um episodio maior de uma das melhores series da televisao que resolveu dar seguimento a uma das suas personagens no pos serie sob a forma de longa metragem. Embora menos entusiasmante do que a serie o filme conseguiu boas avaliaçoes criticas e tudo parece indicar que tambem comercialmente todos os fas da serie de culto acabarão por ver este filme.
Sobre o filme e sempre complicado tocar numa obra catalogada de quase perfeita, mesmo que o seu escritor e realizador seja a base do novo projeto. Pois bem na essencia o filme nao toca, limitando-se a conduzir Jesse para situaçoes de confronto com o seu passado com Flashbacks que trazem as melhores personagens do que ja vimos em cenas novas, valendo o filme pela memoria dos bons tempos partilhados do que propriamente pelo filme em si,
Existe um ponto em que a abordagem funciona bem, consegue tirar das personagens que tras de volta o que de melhor elas tinham e mais que isso permite contrapor a evoluçao ou a degradaçao de Jesse ao longo do tempo, não só fisica mas acima de tudo emocional, e nisso o filme consegue ser imponente na mensagem que quer passar.
De resto o esperado os preciosismos muito bem trabalhados de Gilligam nas personagens e nos seus contextos, uma forma própria de trabalhar diálogos e situações e mais que isso o aproveitar completo de personagens muito bem criadas por si e que deram a Breaking Bad a dimensao que nunca pensou que conseguisse.
A historia segue Jesse e a sua tentativa de reconstruir-se depois do tempo deixado em cativeiro e escravizado. Nesta luta tem que encontrar com as pessoas do seu passado para construir o seu futuro, sempre com a maxima do nada a perder.
Em termos de argumento Gilligam funciona bem nos dialogos, as situações que leva a Jess no presente e no passado são aquelas que melhor encaixam e potencializam as personagens que o mesmo criou e nesse particular podemos dizer que a historia é o que o filme quer e o que a serie merece.
Na realizaçao Breaking Bad tinha um estilo proprio que e naturalmente mantido neste filme. VInce e o pai da serie e movimenta-se de forma confortavel naquilo que funciona bem para aproximar-se dos espetadores. Provavelmente nunca sera um realizador de cinema de primeira linha ja que o filme deixa-se adormecer mas a sua serie tem lugar na historia
No cast Paul tem em Jesse a personagem da sua vida, e mais uma vez temos aqui uma entrega fisica e psicologica de primeira linha. Independentemente da carreira que se segue Paul tem em Jesse o seu bilhete para a eternidade.

O melhor -  A forma como conseguimos ter material novo Braking Bad

O pior - Em espaços o filme adormece

Avaliação - B

The Angry Birds Movie 2

Três anos depois de em plena febre do jogo Angry Birds, Hollywood ter aproveitado esta dimensão comercial para lançar o seu filme de animação com algum sucesso comercial, surge a sua esperada sequela a qual aparece num momento de menor fulgor do conceito. Talvez por isso comercialmente este segundo filme principalmente nos EUA ficou bastante distante do seu antecessor, sendo que criticamente a mediania com que o primeiro filme ja tinha sido avaliado tem a sua continuação.
Angry Birds e a tipica animação de comedia com o objetivo unico de fazer funcionar um conceito comercial que teve o seu epicentro mediatico e pouco mais. Isso ja tinha sido a base do primeiro filme, embora existisse a curiosidade de perceber como seria esta adaptação da luta entre aves e porcos, contudo aqui esse lado ja estava ultrapassado sendo que o filme apenas restava perceber que continuidade poderia ter, e mesmo nessa o filme segue demasiadamente o obvio.
E um filme com as referencias comerciais em termos de curiosidade que aproxima o espetador da historia mas em termos de abordagem parece claro que o filme é algo deficitário a todos os niveis. Temos um argumento demasiado previsível em todos os sentidos, que nem sempre consegue ser engraçado
Por outro lado a união entre porcos e passaros e tudo menos expectavel no que diz respeito à forma como nos pensamos o conceito. Até pode ter inerente algum valor moral, mas e certo que nada é pensado para resultar desta forma, mesmo que em termos conceptuais isso permita algum humor e mais que isso momentos de dimensão comercial musical.
Fica a ideia que Angry Birds como muito dos filmes de animação esgotou a novidade no primeiro filme e que agora temos apenas uma tentativa de com as mesmas personagens e truques mais que usados no genero fazer rentabilizar uma materia comercial que ja teve melhores dias.
O filme continua a seguir as tres personagens do primeiro filme, os quais tem que se unir a evoluçao tecnologica dos porcos para tentar defender as ilhas de ambos dos ataques de uma aguia traumatizada com o seu passado.
Em termos de argumento a historia de base e simples e obvia, e mais que isso em termos de humor tudo e prejudicado pelo facto da febre Angry Bird ter diminuido, ressalvando apenas as caracteristicas pessoais de cada personagens num argumento claramente pensado para ganhar dinheiro.
Na realizaçao Van Ormen oriundo de uma animação mais de televisao e 2D tem a materia prima para seguir os estilo do primeiro filme, com algum exercicio de estilo. Esta longe de ser algo perfecionista em termos de abordagem mas cumpre o que se espera.
No cast de vozes podemos dizer que temos as repetiçoes obvias com algumas inclusoes que encaixam bem nas respetivas personagens. O filme joga no lado humoristico na forma como as personagens encaixam nos seus interpretes

O melhor - Alguns momentos musicais de estilo

O pior - ANgry Birds passou claramente de moda

Avaliação - C

Thursday, October 17, 2019

Fractured

Brad Andersson e um realizador que conseguiu ao longo da sua ja longa carreira alguns Thrillers psicologicos que conseguiram atingir alguma dimensao no cinema hollywoodesco embora sem nenhuma obra prima significativa. Apos uma epoca de menos enfase da sua carreira surgiu este thriller realizado para a Netflix que esteve longe de convencer a critica com avaliações essencialmente negativas e comercialmente talvez perdeu alguma dimensao pelo facto de ter sido lançado no mesmo dia do filme de Breaking Bad.
Sobre o filme temos um filme algo obvio que e claramente um defeito tendo em conta o genero do filme. A capacidade de surpreender o espetador e a maior virtude que um Thriller deste estilo poderá ter, e certo e que rapidamente percebemos tudo o que aconteceu, sendo o contexto a nossa unica novidade e mesmo essa sem qualquer tipo de implicaçao para o resultado do filme.
No enredo temos voltas e mais voltas numa tentativa demasiado forçada de tentar dar uma direçao ao filme ou um caminho que o espetador nunca agarra pois percebe rapidamente as intençoes do realizador. E quando uma manobra de diversão como esta acaba por ser tao forçada acaba por funcionar em clara direçao contraria e danificar o filme.
Ou seja um Thriller que tem alguma ambiçao no que diz respeito a estrutura de uma mente traumatizada mas que acaba por ser um frouxo thriller psicologico com pouco ou nenhum impacto ou suspense, que nos parece totalmente destinado para ser apenas mais um na lista netlix de 2019.
A historia fala de um pai de uma jovem que apos um acidente dirige-se com a filha e esposa para uma unidade hospitalar onde as mesmas acabam por desaparecer criando uma luta por tentar encontrar de novo contra todos os mecanismos do hospital.
Em termos de argumento o filme ate poderia ter um corpo forte mas falha claramente num ponto que nos parece fundamental que é deixar tudo ser demasiado previsivel o que numca historia como esta e completamente errado. Em termos de personagens o filme nao e forte e isso tambem nao o deixa evoluir.,
Anderson e um realizador a quem foi vaticinado algum futuro em Hollywood mas que nunca cumpriu, muito por culpa de ficar preso a um genero dificil e de avaliação instantanea. Neste mesmo genero as realizaçoes tornaram-se algo repetitivas e demonstram o porque da paralisação da carreira.
No cast temos um Worthington a dominar o filme do primeiro ao ultimo minuto, num registo que poderia funcionar mas que acaba por ser demasiado de heroi de açao, explicando a razao pela qual nunca conseguiu se assumir de forma clara como um protagonista da 7 arte.

O melhor - O final acaba por ter alguns bons momentos esteticos.

O pior - Totalmente previsivel

Avaliação - D+

Tuesday, October 15, 2019

Little Monsters

Numa altura em que a guerra de televisões e serviços de streaming chegou em toda a força ao cinema, a Hulu um dos menores surge aqui com uma mistura de filme infantil com zombies. Em termos criticos este particular filme não foi propriamente muito bem recebido com avaliações maioritariamente medianas. Do ponto de vista comercial num sistema ainda pouco implementado o filme funcionara mais por ser o inicio de uma luta do que propriamente pelos seus resultados.
Sobre o filme podemos dizer que em termos de comedia este começa bem, com um humor corrosivo, politicamente incorreta mas que acaba por permitir que o filme nos de alguns bons momentos comicos, e irreverentes. O problema do filme torna-se quando a historia se centra na sobrevivencia dos ZOmbies, aqui mais do que ser mais do mesmo o filme e um desafio constante a logica natural das coisas e torna-se totalmente absurdo.
Salva o filme a personagem de Josh Gad proxima de tudo o que o ator tem feito mas que faz resistir no filme a irreverencia inicial contornando-a com o lado mais simples e pouco interessante dos Zombies. Musicamente o filme e demasiado repititivo e faz desses momentos mais do mesmo, tornando o filme na sua genese demasiado disparatado.
Sobre um filme irreverente que me parece com um principio comico interessante e atual, mas que se torna num monotono e rotineiro filme de zombies, onde a logica fisica e de sobrevivencia dos filmes acaba por ser a figura de proa
A historia fala de um adulto criança que acaba por se aproximar da professora do seu sobrinho com interesses terceiros acompanhando a sala a uma visita de estudo, que se vai tornar numa luta pela sobrevivencia contra uma epidemia de zombies.
O filme em termos de argumento simplesmente funciona em alguns dialogos com objetivo unico de ser corrosivo e rebelde, mas falha algo na sua linhagem central na forma como se torna num serie b de zombies igual a tantos outros com efeitos especiais de segunda linha.
Na realizaçao Forsythe tem aqui um dos seus mais mediaticos trabalhos ate ao momento. Funciona na contraposição da cor das personagens com o lado sanguineo dos zombies mas mesmo assim para o argumento e pelo seu inicio e uma realizaçao algo convencional.
No cast o filme dá-nos o lado mais simpatico e cruel de Nyongo numa personagem que encaixa bem nas suas caracteristicas. O lado comigo do filme esta entregue a um Gad proximo do seu comum  e um desajeitado England, num cast que funciona nos propositos do filme

O melhor - Os primeiros dez minutos

O pior - Com a entrada em cena de Zombies o filme torna-se claramente mais fraco

Avaliação - C

Monday, October 14, 2019

It Chapter 2

Dois anos depois do mundo do terror ser assaltado pela forma totalmente explosiva com que Pennywise reapareceu no cinema, surge a natural sequela deste filme reunindo o grupo de jovens adolescentes do primeiro filme, novamente na luta contra o temivel palhaço. Criticamente as coisas não correram tao bem como no primeiro filme com avaliações a todos os niveis mais medianas. Comercialmente o filme pese embora de uma forma menos forte voltou a convencer os espetadores sendo mais um sucesso deste verão.
Sobre o filme eu confesso que gostei bastante do primeiro filme, principalmente na conjugação do revivalismo dos anos 80 com o lado infantil das personagens a juntar o lado típico de filmes dos anos 80 com um terror mais atual que fez o filme funcionar nao so no lado estetico de terror mas acima de tudo no lado pessoal das suas jovens personagens. Pois bem este filme perde dois dos primeiros atributos do primeiro filme e o que resta e claramente insuficiente para fazer o filme resultar, ja que em termos de terror temos apenas imagens estranhas e grotescas e pouco mais.
O filme parece perceber que os adultos sao insuficientes para o filme resultar enquanto grupo regressando aos mais pequenos diversas vezes ao longo do filme, mas fá-lo de uma forma nao grupal que acaba por nao ser a melhor soluçao, tudo se torna ainda mais problematico quando o filme  isola as personagem situacionalmente perdendo o lado grupal de dialogos engraçados para tornar ainda o filme com uma duração totalmente inacreditavel.
Ou seja um filme de terror que perde muito dos valores do seu inicio numa tentativa apenas de rentabilizar um projeto ganhador comercial mas que parece ter-se esgotado por completo no primeiro filme algo que nao seria expetavel tendo em conta o final aberto, mas a abordagem e a construção das personagens neste segundo filme nao resultou.
A historia fala dos mesmos elementos do primeiro filme que vinte e sete anos depois, sao chamados a uma nova reunião na terra natal dos mesmos, de forma a tentarem mais uma vez combater o palhaço maquiavelico e mais que isso os medos de cada um.
Em termos de argumento temos obviamente um filme muito menos rico do que o primeiro, principalmente na dimensão de terror onde este filme aborda por exclusivo. Muito do lado mais comico e principalmente grupal do filme e abandonado e o bom do filme e quando trabalha este lado do filme, que é muito pouco.
Na realizaçao Muschietti repete a realizaçao do primeiro filme. O nivel estetico de Pennywise e bem conseguido, muito por culpa de uma interpretaçao de primeira linha. E um realizador com parametros interessantes para o terror mas que perde outros valores que o primeiro filme tem.
Em termos de interpretaçao existem algumas escolhas naturais como Mcvoy e Chastain, embora as personagens de ambos sejam totalmente limitados no argumento, o qual da mais enfase as escolhas de desconhecidos para as restantes personagens. Volta a ser Saarsgard aquele que tem melhor rendimento.

O melhor - Pennywise no estilo gráfico.

O pior - Perde a empatia do grupo

Avaliação - C-