Friday, December 11, 2020

Black Bear

 Numa altura em que este ano completamente para esquecer em termos de cinema chega ao fim vão sendo lançados pequenos filmes que conseguiram algum mediatismo ou atenção em festivais menores como foi o caso deste filme indie com um conjunto de tres atores muito proximos deste tipo de cinema. A amostra do filme conquistou a critica com avaliações bastante positivas embora me pareça que do ponto de vista comercial sera sempre um filme para resultados muito curtos.

Sobre o filme Black Bear nao e um filme facil principalmente porque e dividido em dois segmentos completamente diferentes unidos pelo valor metaforico do urso preto. Isso torna o filme intenso e com alguma qualidade nos seus segmentos enquanto parcelas individualizadas mas o resultado do conjunto acaba por nao ser satisfatorio na sua totalidade ja que a ligação entre as coisas e demasiado tenue para fazer o todo melhor que as partes.

A primeira parte e claramente melhor a todos os niveis, o dialogo as reaçoes das personagens são muito bem trabalhadas mas depois o enlace do filme e a escolha da base do filme parece-nos discutivel, parece tornar o filme algo demasiado estranho para continuar o impacto das personagens que o primeiro segmento tem.

E o que e certo e que o segundo funciona bem pior principalmente porque se limita ao histerismo e gritaria das personagens num contexto particular, mas obviamente a cola e o significado de tudo não e tao imponente como as historias de forma individualizadas e isso deixa alguma pena pois fica a ideia que principalmente em termos de interpretes tinha valor para algo mais completo.

A historia fala de uma promissora realizadora que de forma a tentar buscar inspiração acaba por se deslocar para o lado rural de um casal intrometendo-se de imediato da vida conjugal de ambos, ate que o filme coloca as mesmas personagens num contexto totalmente distinto, onde o casal altera e a ação torna-se no centro da gravação de um filme.

EM termos de argumento a qualidade e intensidade do primeiro segmento deveria conduzir a um filme que aproveitasse melhor aquilo que ele potencia mas o filme tenta ser estranho, metaforico e simbolico na ligação entre segmentos e ficam alguns bons dialogos e personagens que devido a fração nao conseguem crescer.

Michael Levine e um realizador desconhecido que tem um projeto ambicioso na sua base que nem sempre resulta bem. Temos um filme independente na sua génese mas com alguns apontamentos que deixam boas expetativas para o que se vai seguir.

Em termos de cast excelentes escolhas, Plaza Abbot e mesmo Gadon sao alguns dos melhores atores de uma geração ainda proxima do cinema independente que ja mereciam outra atenção do cinema de primeira linha que provavelmente num futuro irão acabar por ter.


O melhor  -  O primeiro bloco


O pior - A cola dos dois


Avaliação - C+



Thursday, December 10, 2020

Love Wedding and other Disasters

 A epoca natalicia e sempre propicia a que alguns filmes apostem em historias multiplas que envolvam amor e sentimentos profundos entre personagens pouco ou nada comuns. Este tipo de filmes ja se tornou tradição apos alguns sucessos mas nos ultimos anos não tem sido propriamente brilhante em termos de resultado. Este filme mais uma vez falha em toda a linha com algumas das piores avaliações criticas do ano que condicionaram e muito o resultado comercial ja muito afetado pela pandemia.

Sobre o filme temos o figurino tipico de diferentes personagens isoladas e desencontradas com o amor que aos poucos e com associações tenues se vão encontrando a caminho da felicidade. O filme tenta conjugar posteriormente e sem grande resultado o lado emocional do amor com uma comedia fisica que é quase sempre fracassada porque tem medo de a assumir,

Por outro lado o filme sofre e muito com o facto das personagens estarem longe de serem propriamente muito bem trabalhadas. Sao personagens superficiais pouco interessantes que faz com que as relações em si não se traduzam em nada de particularmente interessante e relevante e isso faz o filme mesmo com 90 minutos de duração se tornar algo monotono.

Ou seja a tentativa de rentabilizar um projeto que ja funcionou no passado com argumentos muito mais funcionais do que propriamente e apresentado aqui. Fica a ideia de alguma preguiça no desenvolvimento da narrativa e do proprio filme e isso resulta num dos filmes com piores avaliações do ano em termos criticos e algo completamente adormecido para todas as outras pessoas.

A historia segue uma serie de personagens associados a casamentos e a cerimonia que aos poucos vão encontrando elas proprias a figura que querem a seu lado com muitos cruzamentos e falta deles.

Em termos de argumento poucas ideias, um plano gasto, pouco humor, resulta num filme com pouco ou nenhum interesse principalmente baseado num argumento muito pouco trabalhado.

Na realização Dugan e um realizador associado a comedias de Sandler tem aqui um filme menos movimentado e mais associado acima de tudo ao lado emotivo. Nao e propriamente um filme muito exigente para o seu realizador mas que acaba por na sua essencia ser um filme que pouco mais poderia ser.

No cast e triste ver alguem como KEaton e Irons num final de carreira abraçar projetos tao pouco interessantes como este, mas e sempre dificil os mais velhos encontrarem espaço noutros filmes. Nos mais novos a pouca dimensão das respetivas carreiras explica a presença num filme modesto como este.


O melhor - A simplicidade emotiva

O pior - O argumento


Avaliação - D+



Tuesday, December 08, 2020

Freaky

 Um dos filmes que surpreendeu este ano foi esta comedia de terror com muita violência e que parecia uma aposta clara da Universal para o dia das bruxas, mas que acabou por ver a sua estreia marcada por uma paralisação do cinema que a levou a uma estrategia algo diferente. Surpreendentemente o filme ate funcionou do ponto de vista critico com avaliações essencialmente positivas sendo que comercialmente podemos considerar os resultados razoaveis tendo em conta o contexto mas fica a ideia que com outra normalidade os resultados tinham sido totalmente distintos.

Sobre o filme podemos ver que quem tem estado atento ao trajeto de Landon como realizador de terror consegue perceber perfeitamente a toada e um registo muito proprio deste filme que junta um terror de uma violencia extrema com uma comedia adolescente algo que anteriormente ja tinha feito embora num registo menos extremado do que este peculiar Freaky

Eu particularmente nao sou muito adepto do registo principalmente porque em termos comicos para alem do humor fisico de uma mudança de corpo entre sexos e estilos o filme praticamente nao existe quando poderia e deveria ter espaço para mais. Em termos de guião obviamente que o filme nao trás muita novidade mas isso ja era expectavel.

Mais que um filme de primeira linha temos o assumir de um novo genero que junta ao mesmo tempo o terror juvenil com a comedia negra o que parece funcionar principalmente junto do grande publico. O risco esta numa violencia total que o filme tem mas parece ter os condimentos para funcionar principalmente numa populaçao jovem-

A historia fala de um assassino em serie que depois de atacar uma problematica estudante de liceu acaba de trocar de corpo com ela e ter um dia para tentar reverter a situação que podera colocar em causa a forma como os seus amigos sobrevivam a tal dia.

Em termos de argumento o filme para alem de uma ideia que podera ser interessante principalmente do ponto de vista de comedia parece ser bem menos competente na materialização da historia que a acompanha e principalmente no humor.

Landom esta a aprimorar um estilo com poucos entusiastas mas que se tem tornado particularmente proximo do publico que e o terror comico. O filme e violento e ai o risco funciona em termos de humor para alem dos maneirismos o filme nao tem uma abordagem particularmente de autor, mas esta a fazer escola num genero proprio.

No cast temos um duelo entre um Vaugh que funciona bem na comedia e no terror e essa simbiose dá.nos um papel curioso e a jovem Newton a ganhar algum espaço mediatico despois de alguns bons papeis no passado.


O melhor - O genero


O pior - A falta de humor do filme.


Avaliação - C



Infidel

Na altura do verão muitos foram os filmes que tentaram a sua sorte no grande ecra depois de meses parado. E essa experiencia nao poderia ser realizada com filmes de primeira linha de grandes produtoras e acabou por ser efetuada com filme pequenos alguns deles de produtoras quase inexistentes e que provavelmente nunca perceberiamos a sua existencia caso nao fosse este contexto. Um desses filmes foi este filme sobre o terrorismo no medio oriente que nem sequer foi avaliado criticamente mas que em termos comerciais conseguiu uma boa visibilidade que o tornou instantaneamente um filme de algum sucesso circunstancial.

Sobre o filme a questão dos maus do medio oriente contra o mundo ocidental e aceitavel num cinema de ação vazio mas muito mais dificil de aceitar de uma forma tao radical como aquela que foi feita num filme thriller drama como este que nao se preocupa minimamente em explicar o fenomeno onde entra, limitando-se a uma serie de preconceitos ideologicos vazios e tendenciosos que politicamente tornam o filme desde logo muito vazio.

Mas se esse fosse o grande problema do filme as coisas nem estavam mal, o problema e que no lado artistico do filme e dos seus envolventes as coisas acabaram por se tornar tambem elas muito mediocres como na interpretaçao na produçao e mesmo na realização que fazem deste filme um hino a mediocridade que pauta um tipo de cinema que em todas outras circunstancias nunca teria qualquer visibilidade.

A forma como o cinema ainda se da ao luxo de filmes com esta ideologia unilateral, e acima de tudo o amadorismo de muitos dos segmentos produtivos do filme acabam por nos mostrar que muito do lado escondido do cinema como em muitas revoluçoes vieram a tona para demonstrar o porque de estar nesse lado negreo.

A historia fala de um engenheiro informatico expecialista no islamismo que apos umas declarações polemicas e feito refem e mais tarde prisioneiro no Irão onde tem de lutar pelas suas convicções e pela sua vida enquanto sua namorada tambem se encontra em risco.

No argumento para alem de uma ideologia totalmente tendenciosa, o filme falha em todos os outros pontos, personagens pouco ou nada trabalhadas uma intriga pouco desenvolvida e uma forma quase amadora de desatar o no para a sua conclusao fazem deste argumento um dos pontos debeis do filme.

Em termos de realizaçao Nowraseth e um realizador quase desconhecido que nos ultimos tempos tem-se dedicado a um cinema de intervenção mas sem grande qualidade a forma como tudo parece amador nao e um bom pronuncio de uma carreira ainda desconhecido.

No cast temos um Caviezel que estava longe da ribalta que tem aqui um protagonismo que se calhar ele nunca pensaria ter novamente. Nota se que o ator esta em baixo de forma com uma interpretação pouco ou nada intensa ou interessante que explica a razao do seu desaparecimento. Secundarios desconhecidos com papeis semelhantes ao seu conceito


O melhor - Pouco ou nada


O pior - A forma como este cinema ideologico e pouco trabalhado ainda existe


Avaliação - D-



Sunday, December 06, 2020

Honest Thief

 Mesmo num ano em quase tudo esteve parado existiu tempo para os tipicos filmes de Lian Neeson contra o mundo que ja sao tradicionais todos os anos. Este ano este foi um dos filmes que tentou a sua sorte no cinema norte americano pese embora as criticas menos positivas que cada vez mais ja fazem parte deste tipo de registo do ator. Em termos comerciais um dos resultados mais competentes do ano, sendo também um dos filmes mais comerciais a serem lançados este ano.

Sobre o filme o comum em Neeson numa versão moderada de violência, e principalmente num lado mais simplista da relação emocional mais soft do que propriamente a maioria dos filmes de violencia em serie que normalmente ele nos tras. Isso nao e propriamente benefico para o filme ja que ao contrario dos outros filmes do ator este nunca se compromete com genero algum e isso acaba por o tornar acima de tudo algo perdido.

Outro dos problemas do filme acaba por ser os seus pressupostos a ideia que um ladrão profissional desiste e quer a redençao por amor, e a forma como tudo e feito deve ser das piores ideias que me apresentam em termos de cinema de ação e pior fica quando os vilões sao muito piores nas suas ações do que no seu conceito.

Por isso temos um Neeson movei em versão soft sem as qualidades tipicas dos seus filmes que tem diversos apaixonados mas também este registo diferente nao consegue propriamente ir buscar adeptos a outros generos pelo que a avaliação sera sempre mais negativa do que positiva.

A historia fala de um ladrão profissional que apos se apaixonar decide deixar o crime prontificando-se a entregar os valores por si roubados e cumprir a sua pena. COntudo quando o faz acaba por cair na ambição de dois policias que preferem ficar com o dinheiro do que fazer justiça.

Em termos de argumento a base deste filme e disparatada em dois principios, e no seu desenvolvimento as coisas não melhoram propriamente. E se em termos de açao as escolhas do desenvolvimento da historia nao sao brilhantes o mesmo acontece num lado romantico completamente disparatado.

Na realizaçao temos um Mark Williams que vai sendo bem mais funcional como produtor do que como realizador onde cai nos cliches dos maus filmes de terror. Aqui o filme nao tem propriamente sequencias de açao que o tornem espetacular e isso torna-o mais um filme de açao entre outros.

No cast Neeson a fazer de Neeson com todas as virtudes e defeitos que isso tras consigo, e o destaque negativo para um COurtney como vilao muito longe do que ja o vimos fazer do lado mau da batalha.


O melhor - E um daqueles filmes sem grande raciocinio


O pior - Nao consegue ter o lado carismatico de alguns dos filmes de Neeson


Avaliação - D+



Let Him Go

 Este filme que estava planeado ter alguma expansão foi um dos filmes que foi lançado em alguns cinemas antes de estar disponivel em termos digitais. Este thriller negro acabou por ser criticamente uma das boas surpresas do ano com um tema como a regulação parental por tras de toda a intensidade de um filme de ação. Comercialmente as coisas tendo em conta a conjetura nem foram muito negativas mesmo que relativamente a outros anos este filme dificilmente poderia ser considerado um sucesso.

Este filme sobre pessoas num interior americano algo peculiar tem como a sua principal qualidade a escalada que o filme vai tendo ao longo da sua duração tornando um filme famaliar que pensamos soft num espetaculo agressivo entre as partes que surpreende e que o torna particular, mesmo que nao seja um filme que elabore muito as personagens e os seus planos.

Para o filme funcionar muito da culpa acaba por ser da boa construção do contexto familiar onde a dupla de protagonistas acaba por se inserir, e por o panico que a mesma causa pela sua indefinição que torna o filme em muitos momentos quase um filme de terror psicológico que muitos filmes desse genero nao consegue ter.

Claro que nao e um filme para a posterioridade e um filme que funciona acima de tudo no momento e na sua propria duraçao pelo clima de crispaçao que consegue criar entre dois lados aparentemente inofensivos mas que no limite acaba por se tornar do mais violento que e possivel nas pessoas.

A historia fala de um casal que apos a morte do filme tenta reencontrar o seu neto que esta em parte incerta com a mãe e com o seu atual companheiro ate que começa uma batalha pelo menor com a familia do novo "pai" do neto.

Em termos de argumento nao sendo um filme particulamente inovador ou creativo nas suas ideias com a intensidade crescente que vai dando acaba por formar uma assinatura muita interessante mesmo que em termos de desenvolvimento dos pontos do argumento o filme nunca seja propriamente fora de serie.

Na realizaçao Bezucha trabalha bem o lado interior americano e acima de tudo o enigma das suas pessoas. Um realizador que era acima de tudo assiduo em comedias adolescentes que tem aqui um trabalho que nao sendo muito vistoso acaba por funcionar e o podera levar para outro tipo de cinema.

Em termos de cast a dupla experiente Lane e Costner oferecem a força que as personagens necessitam e deixam espaço acima de tudo para Manville brilhar com uma prestaçáo de primeira linha que num ano como este poderá merecer alguma atenção em termos de premios.


O melhor - A intensidade crescente do filme.


O pior - A forma como as personagens nao sao propriamente desenvolvidas


Avaliação - B-



Saturday, December 05, 2020

The Nest

 O intervalo entre AGosto e Setembro que fez com que alguns filmes acabassem por ser lançados em cinema trouxe entre poucos projetos este filme britanico de origem BBC, mas que acabou por surpreender os mais desatentos com criticas de primeira linha e marcar um o regresso de um realizador que no passado tinha surpreendido no cinema indie. Em termos comerciais obviamente em face do contexto e do filme em questão os resultados foram moderados embora alguns especialistas o coloquem com algumas possibilidades numa temporada de premios que vai ser totalmente atipica.

The Nest e um filme pequeno, simplista sobre dinamicas familiares, e nisso o filme funciona, principalmente na forma como as personagens pese embora sejam uma familia remem para lados diferentes de forma sucessiva desorganizando-se individualmente e enquanto familia. Isso em termos de dinamica familiar e bem espelhado embora seja quase sempre um filme com pouco ritmo.

Outro dos pontos onde o filme acaba por funcionar e nas expetativas e na forma como muitas a vida de aparencia e diferente daquilo que realmente e a realidade e nisso o filme embora preso num contexto temporal algo passado e bem atual e bem vincado nas dinamicas que o filme quer trazer.

Fica a ideia de um filme que se debruça com qualidade e estudo relativamente aos conflitos de muitas familias e a forma como muitas vezes determinadas coisas e ambiçoes condicionam o lado simples. Contra si tem o facto de ser um filme demasiado lento e pouco obejtivo em alguns conflitos de personagens.

A historia fala de uma familia que muda de EUA para Londres de forma ao seu elemento masculino do casal tentar conseguir vencer no seu emprego, contudo com o tempo e percetivel que nem tudo corre pelas mil maravilhas e que e tudo muito mais fachada do que realidade causando o panico a cada um dos elementos da familia e a ela como um todo.

O filme em termos de argumento e competente nos temas que escolhe e no seu desenvolvimento tem termos narrativos. Nem sempre consegue encontrar o ritmo certo e isso tira algum peso ao seu significado.

Na realizaçao Sean Durkin e um jovem realizador que surpreendeu o cinema com o seu Martha Marcia May Marlene e que agora regressa com uma realizaçao tradicionalista mas que nao deixa de dar o espaço correto para duas boas interpretaçoes num filme pequeno, que nem sempre encontra o ritmo mas com a qualidade de um argumento impactante.

E nas intepretaçoes que o filme tem a sua mais valia principalmente a intensidade de Coon uma atriz quase desconhecida que tem aqui uma das melhores interpretaçoes femininas do ano a merecer atençao neste ano particular. Law e competente, demonstrando que com bons argumentos tem recursos para uma carreira bem mais consolidada.


O melhor  - Carrie Coon

O pior - Um ritmo algo lento


Avaliação - B-



Superintelligence

 Numa altura em que todas as plataformas de streaming se começam a posicionar a serio no que diz respeito ao cinema, aquela que tem conseguido acima de tudo sustentar o seu futuro de uma forma mais rapida acabou por ser a hbomax ao conseguir um acordo para a distribuição dos projetos da Warner Bros. Um dos primeiros arranques deste acordo acabou por ser esta comedia de grande publico novamente com a dupla de Falcone e McCarthy. Como habitualmente esta dupla nao funciona em termos criticos com avaliações negativas com pendor nefasto contudo comercialmente este tipo de filmes tem sempre alguns seguidores ainda para mais numa plataforma nova.

Sobre o filme mais do mesmo naquilo que tem sido a colaboraçao do casal. Uma comedia com uma ideia muito disparatada baseada numa personagem so, com alguma moral sublinhada mas que no fim acaba por falhar onde normalmente tem mais facilidade, que e no humor, o filme ao tentar sair do humor fisico de outros filmes da dupla acaba por o fazer desaparecer e tornar o filme orfão de quase tudo que uma comedia deve ter.

Claro que podemos sempre dizer que moralmente e apesar de um argumento com uma narrativa quase estapafurdia tem um imperativo moral bem trabalhado e ai o filme realmente tem uma boa ideologia e mais que isso uma lição de moral. Mas para um filme que nao larga a comedia a falta de graça e habitualmente um defeito intranspunivel.

POr tudo isto esta nova colaboração entre McCarthy e Falcone e mais um filme com pouco interesse na carreira principalmente da primeira que quando foge um pouco deste padrão ate funciona. Tambem nao me parece que sera este filme a rentabilizar esta uniao HBO WB que me parece que vai funcionar bem melhor no futuro.

A historia fala de uma engenheira informática desiludida com o amor que de repente começa a relacionar-se com uma inteligencia artificial que comanda a sua vida e todos os aparelhos que usa, numa relação que rapidamente se torna obcessiva e que podera conduzir ao termino do planeta.

Em termos de argumento tirando a componente moral que é de louvar em termos de historia, personagens e humor o filme e um deserto de ideias do primeiro ao ultimo minuto, e que isso condiciona um filme sem outros valores.

Na realizaçao Falcone basicamente realiza filmes com a sua esposa, comedias de baixo nivel, sendo esta mais uma sem grande risco ou invençao, ou seja e apenas palco para a mulher e a sua carreira tem sido isso.

No cast Mccarthy menos expansiva mas num papel que nao cresce apoiado por um Cannavale que cumpre sempre nestes papeis e um Corden que tem o centro das atençoes mediaticas fruto do seu reconhecimento a este nivel.


O melhor - O lado moratorio do filme.


O pior - A falta de graça de uma comedia


Avaliação - D+



Thursday, December 03, 2020

Jungleland

 Numa altura em que tudo continuou parado alguns estudios aproveitaram para lançar alguns projetos que se encontravam a aguardar melhores ventos na tentativa de que o desespero por novos titulos os fizessem funcionar. Um desses filmes foi este drama familiar de dois irmãos em busca do sucesso num nundo de criminosos, que contudo esteve longe de criticamente chamar particularmente à atenção já que foi tudo demasiado mediano. Em termos comerciais não sendo distribuido por uma das mais fortes aplicações de streaming o resultado foi curto.

Sobre o filme podemos começar por perceber que se trata de um filme independente, tipicamente de poucos recursos que tenta na ligação das personagens e acima de tudo no argumento sobreviver e ter os seus pontos de interesse. o filme e ate intenso nas personagens, nas vivencias das mesmas, com interpretaçoes consistentes que nos ficam na retina.

O lado mais negativo do filme e cair em alguns cliches dos filmes sobre a criminalidade e mais que tudo tornar algumas personagens demasiado lineares preparando assim um final de impacto que acaba por se tornar obvio. Mesmo assim e um daqueles filmes de poucos recursos que sem ser brilhante ou proximo disto nos consegue estar presos ao ecra com a sua intensidade.

Um filme daqueles tipicos que vimos, gostamos mas sem a força para nos fazer recordar a sua trama ao longo do tempo. Um dos filmes competente na abordagem e nas interpretaçoes mas que fica a ideia de no guião lhe faltar alguns elementos que o tornem particularmente diferente.

A historia fala de dois irmãos com dificuldades economicas que tentam o sucesso no mundo do box sempre ligado a associações criminosas, ate que obrigados pela sua sobrevivencia tem de embarcar numa road trip com uma mulher de forma a que esta seja entregue a um criminoso rival.

Em termos de guião o filme tem alguns lapsos principalmente no desenvolvimento da historia, com demasiadas encruzilhadas entre grupos criminosos. Fora isso penso que as personagens são bem montadas e as situações tambem funcionam.

Na realizaçao Max Winckler começa a ganhar algum espaço no cinema independente e tem conseguido chamar aos seus filmes alguns atores que ainda com algumas limitanções tem oferecido aos filmes a intensidade necessaria. Aqui uma tipica realizaçao independente que nao tira intensidade ao filme, parece um realizador a ocupar o seu espaço.

No cast a aposta em Hunnam e O'Connell da ao filme a intensidade e a diferenciação que o filme necessita. Parecem-me dois actores longe de encaixar o seu reconhecimento ao seu potencial fruto de algumas escolhas duvidosas. Nao sendo um filme com dimensão para o catapultar para altos voos as interpretaçoes merecem um sublinhado pela sua consistencia, sempre apoiados numa jovem Bardem que tambem e eficaz.


O melhor - As interpretações e a sua intensidade


O pior - A fase final do argumento


Avaliação - C+



 

Tuesday, December 01, 2020

Happiest Season

 Numa altura em que a maior parte dos cinemas se encontram fechados eis que os estudios acabam por tentar encontrar formas de potenciar os seus projetos natalicios numa epoca sempre propicia a filmes que alimentem este estilo de filmes. A sony que tinha preparado um filme sobre um amor homossexual no natal com o seu estilo familiar lançou este filme que rapidamente se tornou num produto comercial interessante tendo em conta o mercado para o qual contribuiu certamente as boas avaliações criticas que o filme foi alvo.

Na base podemos dizer que este e um filme igual a tantos outros de natal no qual alguem leva um convidado para o seu natal tradicional e depois da-se a dificuldade de adaptaçao entre os lados e uma serie de situações inopinadas muito previsiveis ate a junção final. Ate aqui este filme e igual a tantos outros contudo a relaçao torna-se homossexual e o filme tras bem o assunto de sair do armario para uma tipica comedia de natal.

Nao e propriamente um filme que funciona de forma brilhante em termos humoristicos ja tivemos muitos filmes que conseguiram potenciar muito mais o efeito comedia. Mesmo em termos de situaçoes ja tivemos filmes mais competentes e este torna-se mesmo demasiado previsivel. Mas o toque num assunto tao atual e comum acaba por dar ao filme atributos diferenciados que justificam a atençao ate agora dada ao produto.

E sem duvida uma das comedias de natal principalmente pela sua capacidade de trazer a homossexualidade e as comedias familiares juntas. E daqueles filmes que marca mais pelo seu significado do que pelo seu conteudo ja que aqui ja vimos muitas coisas semelhantes e ate melhores.

O filme e o tipico de natal um casal, neste caso homossexual no feminino decide ir passar o natal com a familia tradicional de um dos elementos que contudo desconhece a tendencia sexual da filha a qual vai tentar esconder tal condiçao para ajudar a eleiçao do pai.

Em termos de argumento o filme vale mais pela ideia em si do que na concretizaçao. principalmente em termos humoristicos o filme nao e propriamente brilhante e perde para alguns competidores diretos dos ultimos anos, mas a questao da homossexualidade e o confronto de expetativas acaba por lhe dar um peso que outros nao tem.

Clea Duvall e uma atriz que tem apostado nos ultimos tempos na realizaçao e que tem um trabalho simples com todos os condimentos de comedia de natal que a tornam simplista na abordagem apostando mais fichas no conceito.

No cast Stewart e Davis encaixam bem na estetica das personagens embora com pouca exigencia algo que acaba por ser comum a todos os personagens num filme de comedia simples que nunca e propriamente de grande exigencia interpretativa.


O melhor - A homossexualidade e a forma natural como chega aos ecras no lado mais tradicional


O pior - Nem sempre o humor e funcional


Avaliação  C+



Monday, November 30, 2020

Hillbilly Elegy

 Numa altura que marcaria certamente o epicentro de uma corrida a premios talvez so a netflix tenha seguido o seu plano para este ano numa corrida quase a solo. Um desses filmes com esses objetivos e este drama familiar baseado numa historia veridica realizada pelo sempre competente Ron Howard. Contudo apos as primeiras exibiçoes se percebeu que o resultado nao ia ser brilhante em termos criticos mas ninguem esperava criticas tao duras para este filme. COmercialmente parece obviamente num plano secundario das apostas da Netflix e mais pensadas para premios contudo ficara a meio caminho.

Sobre este filme podemos começar por dizer que temos um drama familiar intenso, uma interessante historia de vida mas que depois em termos de novidade nao nos parece aquilo que se esperava muito por culpa de uma abordagem muito simples de Howard que nunca consegue dotar o filme de atributos diferenciadores para alem das suas interpretaçoes.

Em termos emocionais a historia do filho dos problemas e das classes baixas que consegue chegar ao sucesso e sempre uma formula proxima do grande publico, mesmo que em termos de processos o filme seja igual a muitos outros de domingo a tarde o que e curto principalmente tendo em conta os elementos ao seu dispor quer no cast mas tambem nos elementos produtivos.

Fica a ideia de um filme alavancado acima de tudo pelas interpretaçoes mas que em si e muito pouco ambicioso parecendo uma historia na primeira pessoa de vida, sobre um sonho americano igual a tantos outros. A toada positiva do filme ainda funciona mas fica a ideia que com os valores em causa o filme tinha de ser muito mais diferenciador.

A historia segue um jovem estudante de yale oriundo de uma familiar problematica de uma pequena cidade que tenta ao mesmo tempo salvar a sua mãe de um problema de droga como conseguir o seu emprego e concluir o seu curso.

Em termos de argumento o filme e basicamente um relato simplista e emocional das personagens e do seu desenvolvimento do ponto de vista do protagonista. Nao e propriamente original ou diferente nem na caracterizaçao das suas peças nem nos dialogos, sendo alguns momentos soltos os unicos pontos em que sentimos algum toque de criador mas que se dilui posteriormente na mediania.

Howard e um realizador de primeira linha que por vezes consegue ser totalmente vulgar nas suas abordagens e este e um desses filmes. Fica o registo mais simplificado de um realizador com algumas obras de referencia mas que nos ultimos anos tem estado afastado do sucesso.

No cast temos dois papeis pensados para premios para Adams, e Close, que fruto da sua competente conseguem nos seus momentos elevar e muito o nivel do filme. As personagens sao talhadas para brilhar mas o filme e as suas limitaçoes condicionam e muito o resultado efetivo de dois papeis que tinham tudo para dar as suas protagonistas os oscares ambicionados.


O melhor - As interpretaçoes


O pior - A falta de risco de alguem como Howard


Avaliação - C´+



Sunday, November 29, 2020

Buddy Games

 Numa altura em que o cinema desespera pela normalidade parece que os conceitos encontram-se totalmente gastos de tal forma que ate pequenos filmes sem qualquer ambição como este que aqui agora analisamos consegue ver a luz do dia. Este filme acabou mesmo assim por passar despercebido a muita gente mesmo com a sua disponibilidade em cinemas e para aluguer online.

Sobre o filme temos a comedia parva, muito na onda do que por exemplo o pior Adam Sandler fazer num conjunto de amigos que se juntam para uma especie de olimpiadas parvas. O filme acaba por ser um caos total do primeiro ao ultimo minuto, com um exercicio de humor fisico que quase nunca funciona mas o pior de tudo e que mesmo em termos narrativos acaba por ser uma total confusao sem graça.

Neste tipo de conceito e habitual pelo menos alguns dos personagens funcionarem melhor ou pior pelo menos junto do publico, contudo neste filme funcionam todos mal porque o filme procura uma humor de choque agressivo que em si nunca consegue ser minimamente engraçado, tornando-se mesmo totalmente absurdo na maior parte do tempo.

E uma daquelas comedias que muitos depois de ver vão se arrepender do tempo ali despendido, num festival de um humor fisico claramente pouco conseguido como desculpa a uma serie de cenas parvas que nunca conseguem ser minimamente engraçados ou mesmo interessantes.

A historia fala de um grupo de amigos que depois de um interregno de cinco anos apos um acidente volta a reunir-se para uma especie de jogos sem fronteiras do exagero, que conduz a uma competiçao totalmente louca entre todos.

O argumento tenta usar e abusar do absurdo, do nojento, da repulsa para funcionar e nem com esse exagero todo consegue em algum momento ser minimamente funcional. Fica a ideia de um filme perdido que se procurca num espaço onde nao existe sucesso,

O filme marca Duhmel como realizador e ao contrario de muitos outros colegas da interpretaçao que entram nesta nova cadeira com o pe direito, este e um verdadeiro desastre do primeiro ao ultimo minuto. Se como actor nunca foi uma primeira linha com realizador pela amostra sera ainda menos.

No cast um conjunto de atores de terceira linha da comedia com papeis que vao de encontro as carreiras, e um Dhumel e Munn totalmente perdidos num filme que apenas danifica qualquer carreira que se tente criar.


O melhor - Ser pequeno


O pior - A falta de graça dos exageros a todo o tempo


Avaliação - F



Saturday, November 28, 2020

Black Beauty

 Numa altura em que a guerra entre streamings me parece cada vez maior fica a ideia que principalmente a Apple e a Disnet + ainda nao perceberam o potencial que principalmente os filmes nesta fase de confinamento pode ter como arma de sustentação dos seus conteudos. Neste inverno suerge um dos poucos filmes originais da disney + que insistem na ligação entre animais e pessoas, mesmo que criticamente estas nao tenham propriamente conseguido grande dimensao, e acima de tudo nos parece que não tem sido neste ponto que a Disney + tem ganho espetadores.

Este e mais um filme tipico Disney de ligaçao profunda e emotiva entre uma personagem triste e um animal que acabam por se apoiar mutuamente. Depois o tipico neste filme dramatico famiiar de acompanhar os caminhos que se juntam e separam sempre tendo em vista a emoçao facil e nem sempre algo de particularmente diferenciado.

O filme pela sua simplicidade e por transmitir sempre a ideia que sabemos como tudo vai acabar vai se conseguindo ver com momentos bonitos, com uma boa interaçao emocional entre a personagem humana e o animal, mas depois e rudimentar nos complementos como nos esteriotipos exagerados dos secundarios ou a forma quase passageira com que aborda a restante vida separada das protagonistas.

Ou seja mais do que qualquer coisa uma assinatura no livro de ponto da disney no sentido em que assume fazer mais um filme para alimentar a aplicaçao mas nao lhe da qualquer tipo de caracteristica propria que o leva a ser um produto ancora. E daqueles tipicos filmes familiares que vimos, que nao e dificil de ver mas que na sua essencia nada de diferente tras.

A historia fala de uma jovem orfão que vai viver com o tio e acaba por se ligar a um mustang selvagem que aos poucos vai domesticar e criar uma empatia entre ambas que vai com o tempo se tornar numa ligação para a vida mesmo com diversas contrariedades.

No argumento muita preocupaçao no lado emotivo e pouco mais, no resto demasiado previsivel do primeiro ao ultimo momento, muito esteriotipo nos secundarios, pouco humor, num filme claramente pensado para a lagrima facil.

Na realizaçao Ashley Avis e uma desconhecida que da o lado emotivo na realizaçao pela forma como destaca os momentos entre a personagem humana e animal, nao sei se este filme vai impulsionar uma carreira ou tornar-se-a numa tarefeira menor da disney

No cast temos novamente a jovem Mackenzie Foy a protagonizar um filme da disney depois da primeira colaboraçao ter sido um desastre. A actriz tem o lado sensivel que o filme pede mas a sua personagem basicamente nao existe. Winslet da alguma dimensao ao filme como voz do animal, e Glen traz o lado mais proximo do espetador depois do sucesso da sua personagem em guerra dos tronos.


O melhor - A emoçao facil que resulta


O pior - A total previsbilidade


Avaliação - C


Echo Boomers

 Num ano que podera definir alguns desaparecimentos pela escassez de trabalho no cinema, alguns atores lançaram os seus projetos menores. Um desses foi este filme sobre um grupo de jovens anti sistema anti capitalismo e a forma como se juntaram para o combater. Este claro filme pequeno acabou por ter alguma visibilidade fruto do contexto de tempo embora seja numa fase em que outras aplicações tem lançado produtos bem mais apelativos.

Sobre o filme podemos dizer que a base politica que esta na sua essencia nunca sai deste ponto ou seja temos um filme de personagens de risco, de grupo e dos conflitos inerentes a um grupo que vive na ilegalidade e aquilo que seria uma especie de propaganda politica desvanece num pequeno filme de serie B nem sempre bem interpretado pelos seus protagonistas que acaba por se arrastar no seu desenvolvimento.

Um filme como este com alguns twists tinha de ser sustentado num ritmo elevado ou em personagens com algum conceito, apenas no fim e na retrospetiva conseguimos perceber algum do sentido de algumas personagens e isso acaba por ser pouco para um filme que se tenta demasias vezes encontrar num caminho que parece quase sempre perdido.

Fica a ideia que seria obviamente um filme de segunda ou terceira linha que sem esta contingencia nunca ouviriamos falar. Num ano completamente estranho este e apenas mais um de muitos filmes preparados para cumprir calendario que acabou por ter mais visualizaçoes do que se esperava.

A historia fala de um grupo de jovens que se unem a um grupo criminoso com a intençao de se inflitrar na alta sociedade e roubar e pilhar casas de milionarios numa especie de luta contra um capitalismo instalado.

Em termos de argumento o filme ate pode em termos morais ter alguma intençao mas em termos de concretização esse lado ou essa ideia e ultrapassado por uma narrativa basica de personagens quase sempre pouco trabalhadas num resultado pouco ou nada interessante.

Na realizaçao Savoy e um desconhecido que tem aqui um daqueles trabalhos de serie b que quase leva a ignorar os realizadores das suas obras. Um desconhecido ate ao momento que provavelmente ira continuar nesse registo.

No cast temos um filho de Shwarznegger a tentar ganhar algum espaço mas parece nao ter propriamente muitos atributos para a interpretaçao nao sendo beneficiado neste filme pela sua personagens. Nos secundarios ficamos sempre com a ideia de nao perceber como um grande ator como Shannon faz num filme tao pequeno como este.

O melhor - Apesar de perdido Shannon ainda e o melhor.

O pior - O filme perder a sua base ideologica 


Avaliação - D+



Monday, November 23, 2020

The New Mutantw

Numa altura do verão em que o cinema tentou reacender a sua chama existiram alguns projetos que serviram de cobaias e esse objetivo e esta especie de high school de X man foi um desses filmes talvez o primeiro com esse objetivo. Contudo uma critica pouco ou nada abonatoria acompanhada acima de tudo por uma receçao do publico tambem pouco brilhante fizeram com que facilmente o filme se torna-se num falhanço comercial transversal a todos os filmes que efetuaram esta tentativa.

Sobre o filme eu começo a achar que o ano de 2020 acabou por esconder muitos dos floops de grandes produçoes que iriam ser lançados, ja que pela amostra do que foi lançado ou em cinema ou em aplicaçoes acabou por ser na maior parte projetos desastrosos sendo este mais um a todos os niveis, desde um argumento basico onde apenas a homossexualidade da protagonista acaba por ser novidade até uns efeitos especiais de valor mais que duvidoso.

O que sobre deste filme e muito pouco um conjunto de personagens com poder mas sem qualquer tipo de carisma, associados a uma especie de eixo do mal pouco ou nada trabalhado num filme curto onde ainda para mais os efeitos especiais estão longe de ser minimamente convincentes, mesmo que em termos de protagonistas va buscar alguns dos sucessos dos ultimos tempos no pequeno ecra.

Ou seja um filme muito fraco principalmente tendo em conta que seria uma das apostas de grande estudio caso nao existisse pandemia. Numa altura em que claramente o cinema sofre alguma crise de ideias que podera ser ainda mais agravado por tudo o que se passou em 2020 penso que cada vez menos pode existir espaço para este tipo de filmes.

A historia fala de uma serie de jovens com poderes que se encontram numa instituiçao pensam eles de treino que se unem num grupo para perceber quais as reais intençoes para eles.

E no argumento que o filme tem as suas maiores fragilidades as quais sao transversais a todos os prismas de avaliação quer personagens,  quer narrativa quer elementos tipicos de entertenimento, onde tudo e totalmente ausente.

Na realizaçao Josh Boone tem a cargo depois de tambem em termos juvenis ter tido algum sucesso num filme completamente diferente. Sofre nao conseguir utilizar efeitos com qualidade o que para um filme de grande estudio e catastrofico, num realizador que depois do sucesso ainda nao conseguiu impor-se

No cast um conjunto de jovens ja com algum conceito que acabam por se unir e sofrer com personagens pouco ou nada trabalhadas. Nao sera este filme que os potenciara para outros voos, sendo apenas uns minutos de presença para uma multidao maior. A falta de um vilao de peso e gritante


O melhor - A curta duraçao

O pior - A falta de argumentos de um filme de grande estudio


Avaliação - D



Saturday, November 14, 2020

Jingle, Jangle_A Christmas Story

 Num ano particularmente atipico tem sido notorio nos ultimos tempos uma aposta clara da Netflix em tentar rentabilizar ao maximo os seus projetos natalicios, ja que nos ultimos anos alguns dos seus maiores sucessos tiveram como base esse mesmo tempo. Este e mais um projeto num filme esteticamente interessante que conseguiu recuperar acima de tudo o espirito. Em termos criticos o filme resultou comercialmente não sei se tera os ingredientes suficientes para ser um dos melhores filmes da aplicação.

Sobre o filme podemos dizer acima de tudo que o filme tem bastantes atributos do ponto de vista estetico, na forma como a historia e montada e criada, no desenvolvimento estetico e musical que o filme consegue ter nos seus diversos momentos o que faz com que o filme acabe por ser muito competente nestes parametros mas acima de tudo deixa o espaço correto para a sua historia.

Em termos narrativos parece-me que o filme e algo simplista, tenta ir buscar emoçoes simples natalicias como familia e fraternidade. O filme acaba por jogar tambem com a traiçao mas penso que em termos de argumento o filme acaba por ser obvio e nao e nisto deixa o espaço correto para os valores produtivos do filme.

Ou seja um daqueles filmes que consegue incutir perfeitamente o espirito natalicio num filme que esteticamente consegue ter os atributos perfeitos para funcionar. E um filme bonito, emotivamente eficaz mesmo que na sua historia e essencia seja mais do mesmo do que vimos em outros filmes familiares de natal.

A historia fala de dois inventores de brinquedos no qual um acaba por roubar o livro de eventos ao outro e o sucesso da sua industria, o que acaba por destruir a vida familiar e profissional do outro, ate ao momento em que a neta de um indivíduo entra em jogo proposto a mudar os astros.

Em termos de argumento nao e um filme propriamente forte em termos de historia pois parece-me que se trata de um filme de emoçoes simples, previsivel e pouco mais. Tem objetivos curtos neste ambito que os cumpre facilmente.

No que diz respeito a realizaçao Talbert e um realizador de comedias com historico em termos de comedias familiares afro americanas que consegue aqui ter um filme esteticamente bem composto, bonito e com espirito o que acaba por funcionar bem e demonstra algum desenvolvimento do mesmo como realizador.

No cast o filme busca alguns atores de comedia e musical para protagonismo, num filme que exige a alguns dos seus interpretes mais capacidade vocal do que interpretativa num filme que sublinha outros atributos.


O melhor - A capacidade estetica do filme.


O pior - Argumento simples e previsivel


Avaliação - B-



Thursday, November 05, 2020

Holidate

 Numa altura em que o ano se aproxima das festividades maiores nos EUA eis que começam a surgir ainda que de forma diferente este ano os primeiros filmes sobre essa tematica. Este e um filme que para alem de reunir todos os feriados marcantes tem uma historia de amor simples, e uma comedia dentro da tradição tipica da comedia romantica. Criticamente esta abordagem da netflix nao foi alem da mediania com algum pendor nedativo mas em termos de ingredientes tem tudo para ser um bom sucesso comercial da aplicação.

SObre o filme temos uma obra que busca alguns dos atributos que ao longo do tempo conseguiram fazer funcionar comedias romanticas, como a aproximaçao entre as personagens nas suas diferenças, o facto de encaixar bem as personagens para posteriormente e com algum humor fazer as personagens encaixar no ponto de vista emocional, com toda a ligaçao emocional que os feriados trazem consigo.

Em termos humoristicos o filme tem algumas qualidades principalmente no seu tom suave e desligado de tabus. Isso faz com que o filme se aproxime do publico, não sendo propriamente um filme brilhante ou um poço de originalidade e um filme que sabe onde tem que tocar e faz, sendo que o humor acaba por ser algo basico tendo em conta outros filmes com o mesmo estilo mas com mais resultado.

Fica a ideia de um filme que funciona bem junto do publico mesmo que na sua essência não tenhamos nada de particularmente interessante e um filme que reune algumas qualidades para o seu resultado moderadamente eficaz. Nao e um filme para registar mas o percurso pelos feriados acaba por ser a melhor aposta e o melhor atributo do filme.

A historia fala de duas personagens desligadas e sozinhas e acaba posteriormente por assumirem o rotulo de companheiros de festividades de forma a impedir estarem sozinhos nesses momentos. Com o passar do tempo essa ligação torna-se cada vez mais proxima

Em termos de argumento podemos dizer que e um filme obvio com piadas e personagens simples. Tem como grande vetor o facto de passear com algumas das tradições dos diferentes feriados que aproxima o filme do publico maior.

Na realizaçao Whitessel e um veterano associado a comedia que nos da um filme ritmado com muito dos diferentes feriados sem grande arte. E mais um filme proximo daquilo que normalmente a tradiçao da comedia acaba por fazer sem grande sublinhado.

No cast Roberts funciona bem no estilo de comedia romantica e novamente neste filme demonstra essa capacidade. Encaixa bem no duo com Bracey um actor que ja teve num momento de maior dimensao que este, embora o estilo comedia me pareça funcional


O melhor - Os momentos dos diferentes feriados.


O pior - Pouco original na abordagem


Avaliação - C+



Monday, November 02, 2020

On the Rocks

 Nesta altura em que o cinema esta parado eis que SOfia Copolla nao perdeu a oportunidade de lançar o seu novo filme em conjugação com a aplicação de streaming Apple +. Criticamente marcou mais um bom registo da realizadora, sempre apostada em historias na primeira pessoa. Comercialmente o nome Copolla podera ajudar a divulgar uma platalforme que ainda nos parece algo longe das principais.

Sobre o filme podemos dizer que se calhar não temos aquele cinema rebelde e independente que deu a realizadora a sua assinatura. Aqui temos um realismo nas personagens, nas duvidas e nas relações numa nova iorque profunda. Isso dá-nos uma comedia suave onde as duas personagens centrais acabam por encaixar bem uma na outra, mas que acaba por nao ter o poder de fogo que outros filmes de Copolla ja tiveram no passado.

Nao e um filme obvio no seu desenvolvimento. E um filme de dialogos principalmente na relaçao destruturada entre pai e filha num momento diferente de cada um. Esse e o maior valor do filme e a forma como o filme consegue dar os melhor das personagens nesses mesmos momentos criando entre os dois uma relaçao bonita que nao tem de ser a de homem mulher. Alias esta a totalmente colocada para segundo plano no filme.

A ideia que fica e que e uma Copolla em versão simplista para um consumo rapido, com as suas virtudes, mas com uma falta de implicação da historia para algo mais do que 90 minutos de cinema algo simplista. A escolha de atores e interessante principalmente no registo suave e algo ironico que o filme quer ter sobre si proprio.

 A historia fala de um casal onde a mulher suspeita de uma alegada infedilidade do marido para com ela, ate que se aproxima do seu pai para tentar em conjunto perceber se realmente essa indefilidade existe ou nao.

Em termos de argumento temos bons dialogos principalmente na diade pai filha. Isso e uma virtude do filme na força e mesmo em alguns conflitos presentes entre ambos. Na historia de base parece que o filme e demasiado simplista para alguem como Copolla que nos da um filme que na base pouco mais e do que cinema de sabado a tarde.

Copolla e uma realizadora que teve um inicio fulgurante mas que depois perdeu algum impacto principalmente dos seus filmes. Aqui temos um estilo mais familiar. Percebemos que conhece como poucos nova iorque e o seu lado mais profundo, mas nao temos propriamente toque de midas em nenhum momento.

A escolha de actores e habil para o estilo e ligaçao que Copolla quer entre as personagens Murray e a sua representaçao de cinema, e aqui demonstra bem isso, com a sua ironia, embora seja mais um papel do estilo Murray. Jones tem um destaque que como actriz nunta teve particularmente e parece ter esse recurso encaixando bem como Murray. Wayans parece-me uma aposta mais de risco, mas a sua personagem acaba por ser dissolvida na historia


O melhor - A relação pai-filha.


O pior - Esperarmos sempre mais de Copolla


Avaliação - B-



Sunday, November 01, 2020

The Witchs

 Desde o momento em que este projeto foi anunciado a expetativa foi elevada não so pela historia conhecida de Ron Dahl mas acima de tudo porque reunia na realização Zemekis, no argumento Del Toro e na produçao Cuaron, ou seja um conjunto de crew que quase garantia que o filme se tornasse significativo por si so. A distribuiçao do filme ficou a cargo da hbomax em crescimento. Rapidamente se perceber que pelo menos do ponto de vista critico o filme ia ficar longe dos pragminhos dos seus obreiros com criticas extremamente medianas. Do ponto de vista comercial, parece que a hbo max ainda nao tem uma total abrangencia mundial e isso pode condicionar aquilo que sejam os resultados dos seus projetos.

SObre este filme temos desde logo que sublinhar que o mesmo peca no imediato pelo conceito estatico fica desde logo a ideia de Zemeckis torna o filme no seu contexto demasiado familiar e pouco artistico do ponto de vista estetico e isso acaba por nos fazer suspirar por exemplo com um estilo mais burtiano ou mesmo que Del toro tao bem ja deu noutros filmes. Certo e que o filme parece sempre colar mais a Stuart Little do que propriamente outro filme qualquer 

Na entrada em cena de bruxas temos demasiados recursos estilisticos mas com excelão do lado da boca pouco ou nada começa por ser assustador, e também do ponto de vista estilistico parece demasiados efeitos para uma personagems o tornando tudo algo confuso e pouco objetivo. O resultado final do filme acaba por nao ser brilhante do ponto de vista estetico e em termos de argumento pouco se poderia fazer a um filme tao iconico.

Fica a ideia que se trata de um filme menor com tanta gente importante. UM filme que ficou demasiado dependente do seu valor estetico e foi ai que tudo funciona menos, ja que em termos de argumento a historia e conhecida e teria de ser por ali que o filme de desenvolvia. A roupagem algo familiar tambem nos parece uma opçao discutivel.

A historia fala de um conjunto de bruxas que se juntam para transformar menores em ratos mas que rapidamente com a uniao desses tres ex menores e a avo de um deles acabam por se unir para virar o feitico contra o feiticeiro.

Em termos de argumento a historia de ROhn Dahl e conhecida e pouco poderia ser mexida. Do ponto de vista de contexto e pouco trabalhada indo diretamente para aquilo que se conhece.

Era na realizaçao que o filme poderia ir para outros voos e Zemekis ja demonstrou diversas vezes essa capacidade em diferentes registos. Aqui acaba por se tornar demasiado tarefeiro, demasiado familiar para um conceito que talvez necessitasse de um lado mais negro que se calhar Zemeckis ja tem dificuldade em demonstrar.

No cast o filme e muito dependente dos efeitos especiais e Hathway acaba por estar associada a isso mesmo. E mais vistoso do que brilhante. Nos restantes Chris Rock funciona sempre razoavelmente com a sua voz e Spencer encaixa bem no estilo antagonico as bruxas que o filme lhe pede.


O melhor - A historia de Dahl e positivista


O pior - Com tanta materia prima o filme sabe a muito pouco


Avaliação - C-



Wednesday, October 28, 2020

The Devil has a name

 Existem filmes que foram produzidos para ser de segunda linha que fruto de uma alteração total na forma como o mundo e a industria do cinema mudou acabou por ganhar algum protagonismo ainda que neste caso diminuido. Este filme sobre os combates legais das grandes empresas contra proprietários não foi propriamente muito bem recebida do ponto de vista critica, sendo que comercialmente numa altura em que não existe espaço os resultados acabaram por ser os esperados.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme que em alguns segmentos e de tal forma confuso que lhes tira alguma força de algumas opções. Essencialmente no que diz respeito a estrutura organizativa da empresa parece que o filme e algo confuso relativamente as posiçoes e acima de tudo a ideologia, deixando o filme algo expectante relativo aos movimentos dos atores daquele lado.

Do outro lado da barricada o filme e mais simplista e mais igual a muitos outros filmes sobre a mesma tematica quer na forma como sublinha a honra do protagonista, mas também na forma como a relação entre o advogado e cliente e tornada, sendo tambem obvia a forma como a sequencia de tribunal se vai desenvolvendo.

Ou seja um filme de segunda linha que acaba por ser expectavel em todos os seus procedimentos, em temas que muitos outros de uma forma muito mais capaz já foram capazes de desenvolver. Fica a ideia que o filme acaba aproveitar essas fragilidades mas fica a ideia que deveria definir melhor partes para sert um telefilme igual a outros.

A historia fala de uma grande companhia de eletricidade culpada pela contaminação de aguas que conduz a uma batalha judicial contra um proprietário de terrenos que não quer vender as terras como quer responsabilidade pela forma como os seus terrenos foram danificados.

No argumento parece-me que o filme é algo curto em muitos dos seus movimentos. Principalmente na definição de algumas personagens esconde-as demasiado o que não fornece particularmente força para aquilo que cada uma depois vai exercer. Nao e propriamente um argumento de primeira linha.

Na realizaçao o ator Edward James Olmos ganha este papel numa quase estreia de um actor conhecido. O trabalho e simplista muito determinado pela historia em si, mas não sai do estilo telefilme possivel. Nao temos risco e normalmente isso não faz criar realizadores.

NO cast temos um conjunto de atores de segunda linha interessante com resultados interessantes. Starthain e sempre garantia de competencia, e aqui volta a ser. Do outro lado e Pablo Schreiber que tem mais destaque.


O melhor - A denuncia sempre presente neste tipo de projeto


O pior - A forma como o filme não consegue ir para alem do seu conceito


Avaliação - C



Tuesday, October 27, 2020

Borat: The Subsequent Movie.

 Gravado em pleno inicio de pandemia com o objetivo de ser lançado e principalmente fazer uso dela previamente as eleiçoes americanas eis que surge o novo capitulo de Borat e da irreverencia quase doentia de Bohen Cohen. Este segundo filme segue muito do que o primeiro nos trouxe e conseguiu novamente algum conceito critico. Tambem apostado em fazer rentabilizar a Amazon Prime sera uma das maiores apostas da aplicação em termos comerciais.

Com Borat ou com Cohen nos podemos esperar sempre tudo, e aqui temos isso, um conjunto de sequencias que apanha grandes quadrantes e com o seu papel denunciante e ironico eis que novamente temos COhen no seu extremismo que funciona em termos comicos como poucos conseguem fazer, mesmo que na historia ja como no primeiro filme as coisas sejam apenas contextuais.

Neste segundo filme Cohen da o protagonismo a uma jovem atriz bulgara para fazer funcionar o seu estilo apanhados e isso acaba por funcionar mais que tudo porque conseguiu introduzir-se perfeitamente onde queria. A ironia do estilo e algo completamente unico e alguns dos momentos que ja tinhamos vistos num video viral denunciador esta no filme.

Mais que um filme uma analise, uma satira com toda a rebeldia como apenas Bohen Cohen consegue fazer. O filme e precisamente o que ele quer que seja num mismo de argumento e apanhados que nos diverte ao longo de hora e meia.

A historia fala-nos de BOrat que caido em desgraça vai ter de salvar as relações do cazaquistao com os EUA, tendo que entregar uma prende a Mike Pence que inicialmente seria um macaco mas que acaba por ser a propria filha.

Em termos de argumento temos o estilo e a ironia tipica de Cohen com o seu exagero. O filme funciona e tem graça e consegue imprimir aquilo que o filme quer transmitir, mesmo com todo o lado mais imprvisado.

Na realizaçao Woliner tem aqui a sua estreia num filme que pensado por Bohen Cohen e que acaba por ser apenas um tarefeiro. Nas sequencias de Cazaquistao poderia ser mais bem trabalhado mas está longe de nao ser efetivo.

O cast tem um Bohen Cohen que e perfeito neste papel, ou não fosse o papel de uma vida. Ao seu lado uma surpreendente Maria Bakalova que acaba por ser o braço direito e muitas vezes roubar o filme ao proprio comediante. A grande surpresa do filme.


O melhor - A ironia de sempre


O pior - Em termos de argumento o filme e apenas um contexto para a mensagem


Avaliação - B-



Unhinged

 Numa altura em que o pior parecia ter passado surgiram algumas tentativas de alguns filmes exprimentarem o barometro do publico. Um desses filmes foi este simples filme de ação com um temivel Russel Crowe de procedimentos simples, sem muito que pensar. Claro que o filme teve poucos atributos por si so para chamar as pessoas ao cinema, muito por culpa tambem de uma receção critica muito longe de ser interessante.

Sobre o filme temos um filme de procedimento simples, baseado em alguns classicos como a estreia de Spilberg, depois parece que o filme se torna demasiado exagerado em todas as suas escolhas e principalmente na escalada que assume que torna o filme logo demasiado ivermosivel. Outro dos problemas do filme e que a personagem central esta longe de ser brilhante e o filme não perde um minuto a tentar explicar as razões ainda que insjutificadas para que isto tivesse lugar.

E um filme curto, direto ao ponto, mas ao mesmo tempo previsivel, desde o momento em que percebemos o que o filme vai ser conseguimos perceber as diferentes escolhas que a historia vai tendo ao longo da sua duração, e isso torna o filme essencialmente uma historia de entertenimento rapido mas muito limitado.

Era facil perceber que não seria com este tipo de filmes que as pessoas regressariam ao cinema, desde logo porque se trata de uma historia e um estilo ja usado e porque se percebe que mesmo estando com Crowe no cast percebe-se a curta forma do ator na construçao de uma personagem que também sofre e muito com o argumento que lhe e dado.

A historia fala de uma mãe solteira que acaba por interagir numa discussão de transito com um psicopata que começa a segui-la de forma a vingar-se do simples facto de não lhe ter pedido desculpa.

Em termos de argumento parece-me uma historia previsivel, simples igual a muitas outras que sofre pelo facto de nunca conseguir dar seguimento as suas curtas personagens. Tudo torna-se demasiado obvio e o filme acaba por ser um simples thriller exagerado.

Na realizaçao Derrick Borte tem aqui o seu trabalho mais vistoso, mas longe de grande brilhantismo parece sempre demasiado preso aquilo que o protagonista quer fazer mas nem sempre o argumento e mesmo crowe conseguem fazer o filme render.

No cast temos um Crowe num papel dificil mas que nao e propriamente convincente. Ja o vimos a fazer de vilão com bem mais empenho e mais que tudo com outro tipo de atributos, embora muito da culpa seja da forma como a personagem nao cresce. Nos secundarios pouco ou nennhum risco.


O melhor - A simplicidade da historia


O pior - Mais do mesmo


Avaliação - C-



Sunday, October 25, 2020

Rebecca

 AInda neste Outubro de warmup eis que surge mais um filme NEtflix desta vez um remake de um filme conceituado de 1940 com um elenco de primeira linha que contudo esteve longe de convencer a critica com avaliaçoes essencialmente medianas, e mais que isso não parece ter reunido grande impacto do ponto de vista comercial, quando comparado com outros filmes do mesmo genero.

Sobre o filme podemos dizer que acima de tudo temos um filme algo confuso. Podemos pensar que determinadas linhas narrativas ate podem funcionar em termos de relações mas que o filme nunca consegue potenciar desde o seu inicio na forma como a relaçao central e introduzida, mas tambem com exceçao da integraçao da governanta fica sempre a ideia que o filme não é propriamente feliz na forma como vai introduzindo os seus elementos.

E isso faz que quando se começa a desenvolver a sua intriga ou o filme começa a descobrir alguns dos seus guiões o filme não ganha intensidade sublinhando sucessivamente os seus maneirismos de uma forma demasiado complexa para funcionar. Fica a ideia que essa falta de objetividade em demasiados momentos e muito frustrante para aquilo que o filme quer na verdade ser.

Ou seja um remake que nos parece ser criado com o objetivo apenas de ser mais um filme netflix. Nao nos parece nunca ser uma grande aposta ou daqueles filmes com objetivos muitos concretos de ir mais longe. FIca a ideia que para este tipo de aposta e tendo em conta alguns dos atores que a netlflix consegue chamar para os seus projetos os filmes deveriam pelo menos ter algo de mais novo.

A historia fala de uma compenheira de uma aristocrata que acaba por conhecer um conceituado viuvo por quem se apaixona, acabando por se casar com o mesmo, e ir residir para uma mansão com a historia da sua anterior paixao e acima de tudo uma govenanta muito associada ao seu passado.

Em termos de argumento nem me parece particularmente que a historia embora ja tenha resultado em diversos filmes seja brilhante. Parece algo simplista a resolução de uma equação por vezes complexa. Neste filme parece ainda que nao existe grande aproveitamente ou construçao das personagens principalmente os principais.

Na realizaçao Ben Wheatley e um realizador que ja tem alguns filmes ainda que pouco ou nada competentes, que mais uma vez me parece que tem um trabalho embora com algum aprumo estetico longe de ser brilhante. Para um realizador com alguns projetos fortes na baila parece que tera de demonstrar bem mais do que fez neste filme.

No cast temos um Harmer e James que encaixam nos papeis mas que sofrem o facto das personagens nao serem propriamente as maiores em termos de desenvolvimento. Scott Thomas ainda tem os melhores momentos, e por sua vez acaba por Rilley outro dos atores que nao aproveita tudo que o filme lhe poderia dar.


O melhor - O Monaco antigo


O pior - Nao perceber como um remake pode ter tão pouco sabor


Avaliação - C-



The Trial of Chicago 7

Numa altura em que tudo permanece completamente parado, começa a existir o lançamento de algumas apostas dos filmes de plataformas de streaming, entre as quais a Netflix que arrancou a sua temporada de premios neste novo filme de Aaron Sorkin que neste caso junta-se como realizador e argumentista do mesmo filme. Este e ate ao momento um dos filmes com melhor receçao critica e que se podera perfilar para uma temporada de prémios caso a mesma chegue a existir. Do ponto de vista comercial as coisas acabaram por ser razoaveis tendo em conta a capacidade que a Netflix tem para chegar as pessoas.

Sobre o filme podemos dizer que temos a mestria que habitualmente Sorkin tem nos seus argumentos num filme de julgamento com todas as vicicitudes politicas de um filme historico. Isso acaba por tornar o filme ritmado, interessante e obviamente um dos melhores filmes ate ao momento, quer na diversidade muito bem trabalhada de personagens mas acima de tudo na forma como tudo encaixa num filme politico, versátil que consegue ao mesmo tempo enterter.

Existe pouca gente conseguiga dizer tanto de uma forma tão clara em dialogos como Sorkin, e o filme beneficia em pleno disso, na sua capacidade de ser ao mesmo tempo intenso, ideologico em engraçado, a forma como consegue ser duro à comedia em pouco tempo e isso acaba por ser os melhores vetores do filme.

Assim, sendo e independentemente de tudo o que surja depois temos um dos filmes do momento, um excelente projeto com um cast de primeira linha que num tempo como este acaba por ser uma das referencias do ano. Nao sei se este sera o julgamento da historia mas sera sem duvida um dos julgamentos a ter dos melhores filmes.

A historia fala de um conjunto de ativistas que se junta no mesmo espaço durante uma convençao democratica para protestar a guerra do vietnam, contudo rapidamente tudo descamba em violencia policia que leva a tribunal alguns desses ativistas para o seu julgamento.

Em termos de argumento percebe-se em toda a linha que ali está a mestria de Sorkin e no argumento, na forma simples com que este acaba por fazer rodar as personagens pelos seus lugares especificos, a forma como consegue ao mesmo tempo variar no seu genero por diversos momentos.

Na realizaçao Sorkin não me parece ser assim tão proeminente, principalmente pela forma com quem por vezes exagera na caracterizaçao de alguns dos seus personagens e por o filme nunca conseguir ser verdadeiramente artistico. Parece-me uma realizaçao simples e que talvez a historia merecesse mais.

No que diz respeito ao cast temos um elenco de eleiçao. O maior destaque vai para Redmeyn Cohen e principalmente Rylance, demonstram a boa forma que o filme consegue dar aos seus interpretes embora me pareça que o filme vale muito mais pela forma como as interpretaçoes se completam entre si do que propriamente por qualquer outra caracteristica.


O melhor  - O argumento e o cast.


O pior - Fica a ideia que a realizaçao poderia ser mais artistica


Avaliação  -B+



Tuesday, October 13, 2020

The Secrets we Keep

Numa altura em que já começamos a sofrer o reflexo da paragem das produções, eis que alguns filmes preparados para pequenos circuitos acabaram por ser cobaias do novo cinema. Um desses filmes foi este Thriller de pos guerra que acabou junto com outros filmes de de menor dimensão ser lançado as feras. Se criticamente as coisas tiveram longe de ser brilhantes, também do ponto de vista comercial, um filme claramente com pouca visibilidade o que não permitiu grandes resultados na curta bilheteira do filme.

Este e um filme com uma base igual a tantas outras, ou seja, um daqueles filmes que esconde o passado das personagens tentando fazer um jogo do gato e do rato entre todas, levando a duvida ao espetador sobre o que está certo e o que está errado. Esta formulaçao simples ja muitas vezes utilizada em outros filmes acabou por se tornar num exercicio simples de paciencia para perceber o que o filme resulta com as duas formulações bem vincadas.

Nao sendo um filme rico em novidade ou mesmo nos conflitos proprios da personagem e um filme que tem os seus mecanismos simples a sua maior virtude embora por vezes se torne demasiado declarado a direção que vai tomar e isso o torne naturalmente um pouco obvio. Em termos produtivos e também um filme pequeno e isso acaba por ser por si só, algo curto.

Ou seja um daqueles filmes que muitas vezes preenchem espaços em branco em em poucos cinemas ou em Vod que fruto da contingencia acabou por ter uma maior visibilidade do que seria de esperar. Simples, de procedimentos basicos trabalhado nos limites e pouco mais.

A historia fala de um casal no qual o elemento feminino esconde um passado traumatico de guerra que fica agudizado quando a mesma se depara com alguem semelhante a uma pessoa do seu passado e decide o sequestrar de forma a vingar-se do seu passado.

Em termos de argumento temos uma base igual a tantas outras, de um filme preso por uma resposta. Na sua elaboração não e um filme brilhante ou particularmente forte, e acaba por denunciar demais a sua direção, mas o resultado acaba por ser razoavel

Na realizaçao Adler e um realizador desconhecido que tem aqui o seu primeiro filme com um cast reconhecido. Nao e propriamente um filme grande, quase sempre realizado numa orientação basica e pouco mais. Nao e com filmes como este que se cresce particularmente como realizador.

No cast um elenco de jovens promissores de um segundo plano que funciona nos curtos objetivos que o filme acaba por ter. Rapace e Kinnman tem atributos para mais altos voos mas ainda estão algo presos a um cinema demsiado secundario.


O melhor - A simplicidade de alguns procedimentos

O pior - Denunciar em demasia a sua direção

Avaliação - C


Thursday, October 08, 2020

Hubie Halloween

 A colaboração entre Sandler e a sua produtora e a Netflix tem sido cada vez mais comum, e tem trazido com alguma constância os seus projetos mais comicos, depois de alguns continuos falhanços no grande ecra. Este ano acabou por surgiu um filme de Halloween com o mesmo estilo. O resultado critico nem foi o desastre que habitualmente nos habituou Sandler, e provavelmente criticamente e com as limitaçoes associadas a pandemia podera ser uma forma de festejar o Halloween.

Sobre o filme temos o estilo de Sandler no mais exagerado possivel e no seu estilo humoristico mais fisico e ao mesmo tempo menos engraçado. Alias o filme e um disparate total do primeiro ao ultimo minuto, fisico, exagerado, sem graça e que nos primeiros cinco minutos acaba por ser o reflexo do quanto de mau o filme acaba por se tornar.

O filme nao tem historia, não tem moral, não tem graça, e uma serie de sequencias de uma personagem completamente desengraçada, absurda, sem graça num espetaculo deprimento de Sandler no pior que nos exibe. E inacreditavel que alguem que ate conseguiu em alguns momentos ter alguma graça na comedia tenha caido neste estilo absurdo que e do pior que se faz na comedia atual.

Nao sabendo se e o pior filme de Sandler e companhia e sem sobra de duvidas dos piores que me recordo. FIca a ideia que ja começa a ser propositado tudo de mau que estes filmes tem sido, e este e mais um. COntudo com as vias abertas da Netflix a probalilidade de ser mais um de muitos e grande.

A historia fala de um estranho habitante vitima constantemente de bullymg de toda uma comunidade o qual e fanatico pelo Halloween que acaba por ter de salvar a sua terra do avanço de um fugitivo de uma prisao psiquiatrica.

Em termos de argumento um desastre total a todos os niveis, na historia de base, nmo absurdo total dos personagens, na falta de graça, enfim nenhum filme resisitiria a algo deste genero.

Na realizaçao Brill e um dos habituais colaboradores de Sandler e talvez o que trouxe piores filmes. Aqui o trabalho de realizaçao em prol de um mau humor nao fortalece qualquer carreira de alguem que nasceu para este registo.

No cast sandler e isto, um humor fisico mal feito, pouco engraçado que se tem tornado cada vez pior. Os seus habituais colaboradores sao mais do mesmo, ao qual se junta um Liotta sem muito sucesso ultimamente noutros registos.


O melhor - A homenagem a um Halloween que pode nao existir este ano


O pior - O disparate do filme.


Avaliação - D-



Wednesday, October 07, 2020

The Glorias

 Após um verão que foi um total inverno ideologico para o cinema, eis que o digital começa a lançar algumas das suas apostas para o final deste ano. Um desses filmes e esta especie de biopic de Gloria Steinman, interpretado por duas atrizes vençadoras de oscar. Este filme com uma das realizadores com mais causas de hollywood nao foi propriamente muito bem recebido pela critica e comercialmente tambem nao parece estar a conquistar as pessoas em casa para o seu aluguer.

Sobre o filme podemos dizer que temos mais que um biopic de uma personagem acaba por ser um biopic de ideologia. E um daqueles filmes de conviçao forte mas que em termos de intriga tem muitas dificuldades em se assumir como interessante, principalmente porque o filme tem dificuldade em potenciar os conflitos entre personagens para que o contexto consiga imperar.

Outra das grandes dificuldades, do filme e a sua elevada duraçao, o que acompanhado por uma intriga pouco intensa faz com que o filme seja algo lenta e mais que tudo um filme parado. Em determinados momentos o filme tenta ser vanguardista e alguma rebeldia mas encaixa mal no estilo do filme tem e faz a ideia que e um filme que se perde nesse tipo de virtuosismo em deterimento de uma intrita mais simplista mas mais forte.

Por tudo isto um filme com uma boa realizadora. com um cast de primeira linha e com um bipic de alguem importante deveria dar espaço para um filme melhor e mais claro naquilo que quer transmitir. Fica a ideia que o filme nunca se encontra particularmente dentro daquilo que quer ser.

A historia fala dos diversos momomentos de Gloria, desde o seu passado ao seu sublinhando como feminista e todo os seus trabalhos e reprecurssoes como ativista.

E no argumento que o filme tem mais dificuldades, pois a intriga e as personagens de contexto nunca permitem que o filme ganhe intensidade e ritmo e isso acaba por fazer perigar aquilo que o filme quer transmitir.

Taymor e uma realizador com um passado forte, proximo da critica, que tem aqui um filme algo rebelde mas cujas escolhas nem sempre favorecem a mensagem. Por vezes alguma excentricidade fora de sitio acabam por transformar este filme num resultado estranho e que nada favorece o curriculo de alguem tao experiente.

O cast tinha tudo para resultar, nao estando Moore e VIkander na sua melhor forma as mesmas tinham a intensidade e os atributos perfeitos para uma personagem como esta mas acabam por ser traido por um argumento que nao potencia o segmento de nenhuma delas.


O melhor - O tema


O pior - O filme confundir-se a si proprio


Avaliação - D+