Saturday, December 26, 2015

The Peanuts Movie

2015 ficou desde cedo marcado pelo lançamento do filme de animaçao que trazia de regresso Charlie Brown, Snoppy e todos os amigos, num lançamento de uma das maiores produtoras de animaçao concretamente a Blue Sky da Fox, apostada em tornar este filme um dos sucessos de Natal. O resultado do filme foi positivo em todos os vectores a generalidade da critica gostou da homenagem aos conceituados bonecos e comercialmente conseguiu resultados consistentes num período sempre dificil e longe do mediatismo que a banda desenhada já teve.
The Peanuts não tinha uma tarefa fácil para resultar por diversos motivos, desde logo porque era a passagem para animaçao 3d de desenhos animados quase pre historicos em termos de desenho e que sempre cresceram na banda desenhada tradicional, por outro lado este tradicionalismo e um aspeto vincado em todos os fãs e o facto do filme ter um humor muito proprio nem sempre actualizado que vem dos primordios da saga. Fazer tudo isto resultar num filme que tinha como imperativo os resultados, era muito dificil mas podemos dizer que todos os ingredientes esto lá num filme razoavel dentro do possivel.
E obvio que o sentido de humor fisico de Charlie Brown esta gasto e que e um filme que pensa muito mais nos adultos que cresceram com a serie do que propriamente a tentar angariar novos fãs, porque e claramente um filme com pouco risco no humor, demasiado tradicional, nem sempre com uma produçao de primeira linha, mas que faz uma optima ligaçao a algumas caracteristicas dos quadradinhos.
Do lado negativo o lado mais intlectualoide dos livros escritos por Snoopy que eram uma das presenças constantes no livros mas que deveria ter sido colocada de lado no filme, não dá qualquer tipo de acrescento ao filme, não tem graça, não tem dinamica mais parecendo um spot publicitario em que todos rezamos para chegar ao fim, percebo que o tradicionalismo fica mais vincado com esta presença mas o filme nada ganha com isto.
Sobre o filme temos Charlie Brown o miudo mais desastrado do mundo, que se ve apaixonado por uma nova colega de escola, a quem vai tentar fazer tudo para lhe fazer chamar a atençao com muitos precalços e com a ajuda sempre importante do seu cão.
Em termos de argumento temos uma boa conjugaçao da fidelidade aos comic com uma historia intensa que de a maior caracteristica de cada uma das personagens, parece e obvio que falta impacto na historia do Snoopy e do barao vermelho totalmente fora de contexto e que quebra o ritmo da trama central.
Em termos de produçao não temos um filme de primeiro nivel pese embora pense que isso e consciente para fazer funcionar o paralelismo com os desenhos animados e algum dos seus mais conhecidos vetores, dai que penso que este tradicionalismo funciona como cunho do filme.
No cast de vozes sem qualquer tipo de figura de referencia penso que o filme sai a ganhar com boas escolhas num filme que ate não exige neste segmento porque as personagens em si já estão num nivel de mediatismo sem paralelo.

O melhor – A forma como o filme consegue conjugar em termos esteticos o 3d com a tradicional banda desenhada.

O pior – Os intervalos com o Snoopy e o barão vermelho


Avaliação - C+

Thursday, December 24, 2015

The Lobster

Em 2015 existiu um filme que chamou a atençao do festival de Cannes por reunir um quase desconhecido realizador grego com um elenco recheado de pessoas com carreira em Hollywood, pese embora não tenha saido vencedor do certame o certo é que as suas boas avaliações acabaram por lhe dar o impulso critico necessário. Pese embora não tenha sido grande aposta em termos de premios, e ter observado a sua estreia ser adiada para Março do proximo ano onde se podera observar o pouco valor que o filme tem, e claro que criticamente o filme foi bem recebido.
Sempre me fascinou filmes que teorizam sobre modelos de sociedade futurista, e este e um dos filmes mais originais, mais completos sobre uma dessas sociedades e modelos reguladores. O filme consegue não so criar uma sociedade tão perto da nossa com regras tao bem definidas como ter um valor metaforico unico que o torna mais que um grande filme com um grande significado uma excelente obra metaforica com excelentes inspirações em outras obras.
O signficados de todas as leis do filme é incrivel, o filme debruça por diversos momentos, mas acima de tudo a tentativa de encontrarmos alguem a nos quando provavelmente vamos ter sempre sentimentos de atração pelo oposto, a definiçao de uma sociedade de regras onde todos tem que seguir, bem como o desfecho pre definido sao tratados de forma magistral do filme, que e dividido em dois segmentos inicialmente introduz as regras para depois as quebras, numa das mais naturais historias de amor do ano. Num filme que quer definir o que deve ser o amor a forma como tudo se quebra acaba por ser o lado mais interessante do filme.
Do lado negativo uma banda sonora irritante que segue o filme todo, sei que e uma forma muito europeia de fazer cinema e que já tinha estado presente em Youth mas penso que o filme tem uma forma de realizar muito tradicionalista, que cabe bem com o objecto do filme mas que acaba por tornar o filme algo excentrico e retirar-lhe das massas que um filme como este deveria ter.
A historia fala de um homem que depois de ficar sozinho tem de se deslocar por imposição para um hotel onde interage com outras pessoas solteiras, e na qual tem 45 dias para encontrar uma cara metade se não o fizer e transformado num animal, no caso dele uma lagosta.
O argumento e mais que criativo, mais que um filme totalmente rico em termos morais e mensagem uma obra literaria completa, a imaginação a ligaçao, a criação de um mundo tao diferente e tao igual ao nosso é inacreditavel, com personagens bem montadas naquele contexto permite mais que bons dialogos bons momentos, num dos melhores argumentos do ano.
E na realizaçao que eu encontro pessoalmente uma maior distancia dos meus gostos, tem bons momentos, estudados, creativos, com sentido estetico, mas por vezes principalmente na utilizaçao do som, exagera com instrumentais, quando noutros momentos parece que a musica poderia ter um outro valor e acaba por ser pano de muito fundo, mesmo assim não e um trabalho que baixe a qualidade do filme.
Em termos de interpretação Farrel tem talvez o papel mais diferente e conseguido dos ultimos anos da sua carreira, a sua presença a sua inquietação é algo que so esta ao alcance dos melhores, não e uma interpretação que chame a atençao mas e muito dificil com o silencio dar uma personagem tao complexa, que se torna mais facil na segunda fase com o lado sempre eficaz e feminino de Rachel Weisz.

O melhor – A originalidade do argumento

O pior – A banda sonora


Avaliação - B+

Wednesday, December 23, 2015

Extraction

Existem actores de uma nova vaga que fazem carreira em filmes de serie B, este filme junta dois destes actores, oriundos das arter marciais, desde logo Lutz e Carano, que já tiveram oportunidades noutro tipo de filmes mas assumem que é na acçao a sua praia. Este e mais um filme para explorar o potencial de action hero de ambos, num tipico filme de serie B que foi totalmente aniquilado pela critica e comercialmente não teve qualquer tipo de exposiçao estreando entre alguns dos coloços comerciais do ano.
Nunca se espera que um filme de acçao serie B seja denso, tenha uma narrativa complexa, mas tornar tudo isto num filme de hora e meia, com muitas personagens, com uma teoria da consipiração artilhada, e depois ainda querer ter tempo para sequencias de acção e claramente areia a mais para uma camioneta como a deste filme dai que nada resulte.
Desde logo a intriga ao querer dar twists, teorias da conspiraçao o filme não tem tempo nem personagens para a fazer parecer logica, tudo parece toques de magia, e sem sentido nenhum, e isso e um defeito que muitos filmes de serie A, tem mas que aqui torna tudo muito mais absurdo. Depois por outro lado ao apostar nesta vertente perdem o lado de acçao de intensidade, as sequencias de acçao sao do mais frouxo que existe, sem intensidade sem climax, e tudo isto num filme que tem os seus objectivos aqui centrados e facil perceber que não resulta.
Enfim um filme de serie B que quer ser mais, e acaba por nem cumprir os minimos do estilo que quer adoptar, quer fazer uma prato mais apetitoso com arroz e farinha e quando assim é sai uma presa facil para critica e principalmente um alvo facil para quem gosta de mau cinema que é o que este filme representa.
A historia fala de um funcionario do CIA sempre recusado como agente de campo, que começa a trabalhar por si, depois do seu pai, agende de campo do CIA ter sido raptado por uma organizaçao terrorista, aqui junto com outra agente com quem manteve uma relaçao de namoro tentam salvar o seu pai e mais que isso o mundo.
O argumento e do mais incosistente que me recordo em filmes de serie B, primeiro por não concretizar objectivos e depois por tentar ir mais longe do que aquilo que o filme alguma vez poderia ir, com tão curtas persoangens espelhados em dialogos monossilabicos.
Em termos de realizaçao ninguem estava a espera de arte e creatividade num filme como este, aqui temos uma serie de tiques de filmes de acçao usados de forma simples, não e um filme que queira ser complexo, mas não e pela realizaçao que as coisas falham.
Juntar Carano e Lutz num unico filme não se pode querer muita riqueza interpretativa já que as suas limitaçoes são mais que muitas, são como se diz na giria actores para andar à porrada e pedir algo mais que isso é um exercicio impossivel neste momento para ambos, sorte que o filme não peça mais. Pior é ver um Bruce Willis enterrado em filmes como este, que demonstra que nunca conseguiu sair de heroi de acçao para outros registos que poderiam tornar o final da sua carreira bem melhor.


O melhor – A curta duração

O pior – Querer dar complexidade a um filme que so podia ser preenchido com sequencias simples de acção


Avaliação - D-

Paranormal Activity : Ghost Dimension

Com a cadência de um filme por ano, nos ultima decada Paranormal Activity foi uma das sagas de maior sucesso no terror, depois do sucesso instantaneo do primeiro filme que conseguiu transformar 15000 dolares em milhoes, diversos filmes seguiram com o mesmo estilo, mas com um sucesso que foi sendo quase sempre reduzido de filme para filme. Este ano surgiu o ultimo anunciado filme, o primeiro em 3D. O resultado critico foi o pior de todos com avaliaçoes pessimas, algo que esta longe daquilo que obteve o primeiro filme, tambem comercialmente as coisas foram bem mais modestas mesmo assim com alguma consistencia tendo por base a pouca distribuiçao que este filme teve.
Se existe caracteristica ou defeito que ninguem pode apontar a qualquer filme da serie, e a capacidade de assustar, muito por culpa da forma do filme usualmente realizado com camaras, o certo e que o filme consegue assustar. Pena e que tenha caido no facilitismo de tornar tudo demasiado visivel e perder o seu grande ingrediente que e não sabermos a razão, agora tudo e visivel, e este filme por isso e claramente o pior da saga.
Tambem em termos de ligaçao este filme vai buscar pouco aos anteriores, temos Tobby, temos as irmas, mas a sua ligaçao quase nada fundamental para a conjugação e explicação dos filmes anteriores para alem de sabermos que estas estão possuidas algo que já nos foi dito em muitos dos filmes anteriores. Dai que o filme seja mais do mesmo, com uma presença mais fisica do lado negro que acaba por ser negativa para o impacto e originalidade do filme, mas que na essencia a forma de filmar e a mesma.
Podemos assim dizer que foi uma saga do mais ao menos, de filme para filme foi sendo explicada de uma forma pouco creativa a razao de tudo o que vemos, vai alterando pequenos pontos que nada mudavam a estrategia do filme sempre realizada da mesma forma, mas que acabou por tornar um objecto estranho e aperciado em mais um filme basico de terror com uma premissa igual a todos os outros.
O filme fala de uma familia que depois de ir viver para uma casa onde descobre uma camara e umas casseter percebe da presença de algo estranho na mesma que da voz pela criança da casa.
O argumento na sua base e repetitivo não temos qualquer ingrediente novo ou fundamental para a saga, temos os truques do costume, poucos dialogos e uma forma muito igual as outras e quando a repetiçao se torna a forma de fazer cinema usualmente não resulta.
Na realizaçao temos mais meios, o fazer de uma saga conhecida pelos curtos valores, um filme 3D parece-me obviamente um atentado a base da saga, dai que para alem de achar que nada acrescenta ao sucesso do filme e um desrespeito pelas origens pelo que so posso avaliar esta escolha como negativa.
No cast e obvio que esta saga nunca escolheu actores de primeira linha nem nunca precisou, basicamente pese medo e gritos e nisso qualquer actore de media divisao consegue dar.

O melhor – Conseguir meter medo

O pior – Claramente o 3D numa saga que chamou a atençao por fazer muito com pouco


Avaliação - D+

Tuesday, December 22, 2015

The Good Dinossaur

Todos os anos a Disney, tem dois momentos para lançar os seus filmes de animaçao, um primeiro no verão, normalmente apostas mais fortes e um no inverno apostado em rentabilizar o mercado de Natal e por vezes ter mais uma opçao para os Oscares. Nas primeiras listas deste ano, este era o filme marcadamente vencedor da critica, o que acabou por não acontecer, pese embora tenha sido bem recebido na generalidade foi completamente ofuscado por um tremendo sucesso critico de Inside Out, e comercialmente tambem ficou algo longe dos maiores sucessos da produtora.
Sobre o filme, normalmente a Disney consegue com alguma facilidade dar filmes com significado mas tambem ligeiros, engraçados e curiosos, pois bem este e um filme que apenas cumpre no primeiro ponto, e um filme emotivo, com um significado natalicio de familia e por aqui se esgotam os tipicos valores da Disney. Desde logo porque o filme quase nunca e engraçado e quando o tenta ser, é depois do filme estar adormecido, e em termos de ritmo muitas vezes é pausado, num filme muito solto e despegado entre cada segmento, como se realmente um road movie se tratasse, mas um filme infantil tem de ter outra intensidade.
Do lado positivo a cada vez maior produçao e realismo das imagens de animaçao da Disney, numa das componentes mais dificeis de dar realismo, como a agua e efeito molhado este filme é riquissimo no detalhe das imagens, o que talvez falta na construçao e definiçao das personagens principais todas elas demasiado esteriotipadas em toda a sua essencia.
Enfim um filme claramente sem o impacto de outros da Disney, mais emocional do que racional, mas simples do que profundo, um filme Disney para rentabilizar algum dinheiro numa epoca em que talvez a disney já tivesse apostado as fichas em Star Wars, não apostando toda a creatividade num filme que de Disney so tem mesmo a mensagem e a emoçao.
O filme fala de um dinossauro, com pouca capacidade fisica mas com bom coraçao, que depois da morte do pai, vê-se longe de casa numa jornada em que a sua sobrevivencia vai ser posta em prova sucessivamente apenas com a ajuda dum estranho e selvagem humano.
O argumento tem uma base já utilizada, não podemos dizer que e original a base do filme, na concretizaçao falta alguma espontaneadade algum humor, parece sempre um filme com uma toada emocional negativa, e que no fim consegue ter o impacto emocional desejado, alias o unico grande objectivo concluido.
Em termos de produçao temos aqui todas as ficas da Disney, um grau de promenor principalmente no contexto de um filme de primeira linha sem comparaçao, e elevar a fascia para os seguintes e evoluçao, e aquilo que a disney sempre nos habituou.
EM termos de casting de vozes uma vez que o filme foi visto em Portugues a mesma não sera avaliada.

O melhor – O nivel produtivo

O pior – Falta o lado descontraido de transmitir uma mensagem que a Disney nos habituou


Avaliação - C

Monday, December 21, 2015

Don Verdean

Há uns anos atrás Jared Hess apareceu com uma das comedias mais surpreendentes dos ultimos anos com poucos meios e com a satira aos nerds. Pois bem depois do sucesso e sempre mantendo o mesmo estilo nunca mais conseguiu este tipo de resultados, colecionando decepções criticas e comerciais como este Don Verdean, que foi um desastre critico e comercialmente não conseguiu sequer a expansao nacional nos EUA.
A comedia e um genero perigoso, principalmente quando não levamos a serio aquilo que queremos fazer, esse e o grande mal do filme assim como outros do realizador o facto de não inovar de cair da piada facil, e mais que isso gostar de se auto satirizar, ou seja o filme ser feito para ser mau, mesmo que tenha bons actores e uma boa premissa, e é nessa incapacidade do filme se levar a serio que o filme acaba por não funcionar e se tornar num estranho mundo.
Mesmo assim tem alguns momentos interessantes que nunca são aproveitados o facto da construção e planeamento das proprias descobertas era um caminho que o filme poderia aproveitar para ser engraçado curioso e dar oportunidade de crescimento das personagens. Assim temos uma boa ideia que tem pouco ou nenhum espaço de antena, que dá prevalencia a relaçoes entre personagens que nunca são concretas. Mesmo o twist final acaba por ser frouxo porque o filme não consegue manter o ritmo até então, muito por culpa de querer explorar a sua excentricidade.
Enfim uma comedia que do ponto de vista comica não funciona em plenitude, contrastando momentos de alguma originalidade humoristica com diversas sequencias de humor forçado que não resultam, em termos de filme nunca se leva a serio e com um pouco mais de preocupaçao poderia ser um filme com um resultado completamente diferente em termos de eficacia.
O filme fala de um arquiologo religioso que depois de um ano de insucessos começa a tentar construir ele proprio as suas descobertas, enquanto forma uma equipa que vai exigir mais, e o conduz para um caminho sem retorno.
O argumento vale muito mais pela ideia, pelas bases do que pela sua concretização, quer em termos de curiosidade quer mesmo em termos humoristicos, não sendo um argumento rico em personagens, as situaçoes d-ao-lhe alguma da vida que o filme tem.
Hess nunca foi um realizador habituado a grandes meios muito pelo contrario o seu amadorismo ao longo do tempo acabou por ser a sua imagem de marca, aqui mantém, o filme quase sempre é realizado em low cost, e as sequencias e guarda roupas tem o mau gosto tipico de um realizador que nunca se quer levar a serio.
Mas o grande desaproveitamente do filme esta no cast, um filme que junta Rockwell, Forte e Ryan teria de ser obviamente uma boa comedia ou um bom drama o talento esta lá em todos os seus protagonistas, pena e que o filme esteja mais preocupado nas excentricidades do que por as optimas peças no seu lugar.

O melhor – A criaçao das descobertas

O pior – Nunca querer se levar a serio


Avaliação - C

Sunday, December 20, 2015

Miss You Already

Catherine Hedrwick desde o momento em que tomou conta com sucesso da adaptação de Twilight ao cinema ganhou um outro protagonismo, num cinema que tem a emoçao como sua assinatura. Este ano e novamente num projecto independente veio este drama no feminino, mais vocacionado para a critica do que para o valor comercial, o filme acabou por não resultar em nenhuma destas componentes, desde logo comercialmente, onde a pouca expansao do filme diminui as suas chances de resultado, mas também criticamente onde o resultado foi tambem ele curto e não permitindo qualquer ambiçao do filme em termos de premios.
Sobre o filme, desde logo estas historias e que usualmente retratam os ultimos dias de uma doente oncologica ou a sua batalha contra a doença, sao normalmente filmes pesados, emotivamente intensos e que deixam sempre uma assinatura clara perante o espetador, pelo que nesta orientaçao o filme resulta, é pesado mesmo tentando fazer o balanço com um inicio ligeiro, ou com o lado positivo e louco da personagem reagir à doença, mas no final é aquilo que podia ser e isso acaba por dar ao filme essa mesma roupagem.
Mas por outro lado o filme quase não tem elementos diferenciadores que lhe deem qualquer tipo de diferença relativamente a outros filmes sobre a mesma tematica, quer em termos estruturais quer mesmo em termos de conteudos, e daqueles filmes que parece sempre demasiado preso a emotividade, pese embora a consiga no seu balanço conduzir sempre para os seus objectivos.
Assim, não sendo uma obra de arte creativa, e mais um filme emotivo, sobre a forma como se chega ao fim com uma doença a forma como se reage ou não e essa noticia cada vez mais comum, e um filme lamechas, mas sabe que o é, e jogo nesse facto como sendo o seu proprio objectivo dai que se possa dizer que resulta.
A historia fala de duas amigas inseparaveis em momentos diferentes da vida, uma acaba de engravidar depois de diversas tentativas enquanto a outra acaba por ter conhecimento que sofre de cancro da mama, em momentos de felicidade diferentes a relaçao é posta a prova com tamanhas adversidades.
O argumento e simples em tudo no seguimento narrativo obvio sem grandes explosoes, nas personagens que servem o interesse emocional do filme, mas acima de tudo nos dialogos sempre muito vaticinado para o sentimentalismo simples. Nao sendo uma obra, e um filme eficaz.
Hardwicke e uma realizadora experiente, pese embora os seus filmes não sejam obras tecnicas de referencia, sabe realizar bem expressoes emocionais dos personagens e aqui tem o melhor que o filme pede, sem arte, sem poesia, simples e cru.
No cast duas actrizes com exigencias diferentes e que resulta diferentemente em cada uma delas, o filme tem um brilho, a interpretaçao de Tony Colette é claramente uma das melhores do ano, de uma actriz que ao longo do ano tem sido cada vez mais eficiente na sua forma de actuar. Muitas outras actrizes foram reconhecidas pelo menos com nomeaçoes com papeis e filmes piores. Drew Barrymore tem um papel em toda a linha mais simples, mas que dá todo o relevo a quem tem de dar.

O melhor – Collette.

O pior – O lado comico não conseguir em momento algum contornar o lado dramático.


Avaliação - C+

Pawn's Sacrifice

Um biopic de uma figura tão singular como Bobby Fischer ainda para mais com a direção de um realizador tão competente como Edward Zwick era o primeiro caminho para a expetativa ser elevada relativamente a este filme. Contudo logo na pos produçao começaram os primeiros problemas com o adiamento de quase um ano do lançamento do filme, que posteriormente acabou por estrear sem grande força ou visibilidade desfraudando desde logo a expetativa comercial do filme, e mesmo criticamente pese embora tenha sido bem recebido ficou longo de entrar na luta pelos premios.
Sobre o filme desde logo efetuar um biopic sobre Xadrez um dos desportos, senão o mais mental de todos, e sempre dificil pela pouca açao pelo ritmo pausado que é jogar Xadrez, dai que o filme tinha nesse elemento de base desde logo um problema. Por outro lado pese embora Bobby fosse uma figura singular claramente alterado mentalmente, o facto de nunca ter sido uma figura simpatica acaba por tirar impacto do filme junto de um espetador que acabou por ficar farto das suas excentricidades mesmo que estas fossem relacionadas com a sua condiçao mental.
Por estas mesmas contrariedades naturais, e obvio que não e um filme facil, mas que cumpre na medida do possível desde logo na forma como consegue descrever e ir ao detalhe nas manias do proprio protagonista, por outro lado na maneira como o filme acaba por ser detalhado em termos de jogo. Pode parecer que abraça um período demasiado curto na vida de Fisher mas e exemplificativo de tudo o resto.
Assim, mesmo não sendo um biopic de todo o tamanho acaba por ser um filme interessante principalmente para perceber que por vezes os grandes genios têm dificuldades de adaptaçáo em diversos pontos.
Sobre o filme acabamos por precorrer toda a carreira e algumas manias de Bobby Fischer na forma como chegou até ao titulo mundial, em plena guerra fria e a forma como isso significou a vitoria dos americanos perante os Russos.
Em termos de argumento penso que temos um trabalho meritorio com um campo de trabalho dificil pelos aspectos que anteriormente referimos, podia dar espaço a alguma parte da vida apos o titulo mundial para ser um filme documentalmente mais completo.
Sobre a realizaçao Zwick e um bom realizador consegue principalmente na construçao temporal do filme ter algum detalhe e isso deve ser valorizado, não sendo tecnicamente algo de absolutamente genital e um filme com muitos bons momentos de realizaçao principalmente quando pega na imagem dentro da propria imagem.
No que diz respeito ao cast não acho nem nunca achei Tobey Mcguire um actor de primeira linha de Hollywood e aqui demonstra claramente falta de carisma para uma personagem tão particular. A arrogancia quase sempre cai na imbecilidade e não sei se esse era o objectivo do filme, posso ser o unico a afirmar mas para mim estamos perante uma clara maior personagem do que o actor. Nos secundarios pouco ou nenhum ponto de prova.

O melhor – A forma como a mente de Fisher pode ser rica num filme.

O pior – A forma como o filme para em andamento na vida do personagem


Avaliação - C+

Friday, December 18, 2015

Christmas Eve

Inicio de Dezembro é a epoca adequada para filmes natalicios, pois dá tempo que a pessoa se integre no espirito e dá alguma longevidade aos filmes, dai que seja normal que não apenas os grandes estudios mas também os pequenos apostem neste estilo de filme. Assim surgiu este filme sobre diversas historias que como muitas outras esteve longe de resultar na critica especializada com avaliaçoes muito negativas. Ja comercialmente a falta de figuras de primeira linha condenou inevitavelmente este filme ao fracasso.
Por vezes inspirados por Robert Altman surgiu a ideia de que qualquer filme desde que tivesse muitas historias paralelas funcionava, pelo curioso pela relaçao, mesmo que o resto fosse simples, ou mesmo sem grande conteudo. Aqui esta claramente a prova que não, que mesmo que a ideia seja curiosa e esteja criado o suporte para um filme cheio de bons dialogos e bons momentos, por vezes uma boa capa não chega se o recheio não for de acordo com ela, e aqui e obvio que não.
O problema deste filme e que não aproveita a boa ideia, a de diferente situaçoes, concretamente estarem fechados num elevador, com diferentes abordagens, uma mais comica, uma mais de romance, uma mais de intriga, e acaba por não conseguir fazer funcionar nenhuma, talvez com excepçao do romance por culpa da incapacidade de tornar os dialogos fortes neles proprios, e acima de tudo por cair no erro de um filme pequeno quando este estilo exige sempre filmes muito mais longos e trabalhados.
Por isso surge a ideia de um bolo bonito mas com um mau sabor, não conseguimos nunca achar sequer interessante quase nenhuma das historias, tendo o seu lado pior ainda no lado comico, pela falta de sentido que aquele segmento tem. Mas todas as outras nunca conseguem chegar ao espetador, ou porque são um cliche já usado, ou pior que isso porque as personagens sao sempre demasiado confusas para fazer funcionar pelo menos emocionalmente um filme de natal.
A historia fala de diversas pessoas que em diferentes espaços de Nova Iorque ficam presas no elevador na vespera de Natal, aqui e uma vez que tem de passar este tempo juntas acabam por criar laços, que tornam o seu natal pelo menos diferente.
No argumento temos de valorizar a ideia, a forma como em diferentes espaços quer dar ao filme toada diferente é original e creativa, e poderia funcionar num bom filme, caso as historias individualmente tivessem qualidade o que não é o caso, principalmente porque as ideias parecem ter-se esgotado na forma.
Na realizaçao um tambem pouco conhecido Mitch Davis tem aqui um trabalho simples, onde inaltece as luzes de Natal, uma boa escolha de Natal para a entrada mas pouco mais, o filme não exige grande creatividade ou tecnica, dai que seja uma realizaçao simples.
No cast poucas figuras conhecidas, Patrick Stewart é sempre sinonimo de eficacia e aqui num papel menos simpatico tambem funciona, de resto pouco ou nada a acrescentar num filme que nunca pede grandes interpretaçoes.

O melhor – A forma do filme.

O pior – O conteudo


Avaliação - D+

The Keeping Room

O Western foi um genero que nos ultimos dez anos ressurgiu, e o engraçado foi que não apenas nos grandes estudios com poucas escolhas mas certeiras, mas tambem no cinema mais independente como é o caso deste pequeno filme, de duas irmãs em plena guerra e na sobrevivencia pela ultrapassagem dos seus limites. Este e dos pequenos filmes que procorre os diferentes festivais com exito moderado, pese embora alguma ligeira simpatia critica mas que comercialmente mesmo com a presença de dois actores conhecidos do publico se torna um total vazio em termos de resultados.
Um Western para ser eficaz tem que ter alguns valores implicitos e fazer Western sem os mesmos e meio caminho para o insucesso, o protagonismo tem de estar acima de tudo em duas componentes, desde logo na honra e na vingança, pois bem este filme nada tem disso, alias o filme e tão descontextualizado que não percebemos em momento algum onde vêm as personagens e para onde querem ir, ou seja limitamo-nos a ter um jogo de sobrevivencia sem nunca percebermos bem porquê?
Alguns podem dizer e um genero do cinema aqui e agora, mas e obvio que qualquer filme que se revista desta caracteristica parte em obvia inferioridade relativamente a outros pela dificuldade do espetador conseguir se identificar com o filme, com os valores do filme e com as razões do filme, ainda para mais quando este e pequeno filmado a pouco ritmo emocional, e quase sem sequencias de acção.
Enfim um filme que apenas podemos considerar Western pelo seu contexto fisico e por um ou outro momento de frieza na forma como as execuçoes ou as consequencias as personagens ocorrem de uma forma imediata e espontanea, num filme com violencia não fisica mas acima de tudo na forma como as personagens, sejam elas qual for, se tratam entre si.
A historia fala de duas irmãs, agricultoras, que começam a ter de interiorizar a forma como a guerra influenciou a sua forma de viver, que vao ficar mais unidas no momento em que começam a ser vitimas da presença de dois estranhos com a pior das intençoes.
Em termos de argumento e uma historia sem grande conteudos, pouco contextualizada, poucos dialogos, quase nenhuma profundidade nas personagens que se limita a descrever uma situaçao de luta entre pessoas, e a tentativa delas sobreviverem, o que é manifestamente pouco para os dias de hoje.
Daniel Barber e um realizador que vem das curtas que tem aqui a sua primeira prova de fogo que acaba por ter pouco brilho, nunca consegue incutir no filme um ritmo desejado, deixando sempre o filme navegar na toada lenta dos filmes independentes pouco ambiciosos. Espera-se obras sequentes que irão definir o seu caminho.
No cast o protagonismo vai para a quase desconhecida Brit Marling que acaba por ter o papel mais exigente e conseguido do filme, a disponibilidade fisica e a versatilidade interpretativa da actriz sao o melhor do filme, deixando para segundo plano uma Steinfield de regresso ao genero que lhe deu a conhecer ao mundo, e um Worthington claramente num momento menos bom da sua carreira.

O melhor – Brit Marling

O pior – A falta de contexto de todo o filme


Avaliação - C-

Thursday, December 17, 2015

In the Heart of the Sea

Quando este filme de Ron Howard inicialmente esperado em Janeiro deste ano foi atrasado para Dezembro, muito se vaticinou sobre o valor do filme, e que este poderia ser um natural candidato na guerra pelas estatuetas, ou não fosse a obra de um realizador consagrado e já galardoado como ROn Howard. Contudo com as primeiras avaliações percebeu-se que seria um filme que chamaria a atenção mais pelo seu valor técnico do que propriamente pelo seu enredo, com avaliaçoes medianas insuficientes para fortalecer qualquer candidatura aos principais prémios. Mas tudo parece mais desastroso para o filme depois dos muito modestos resultados de bilheteira principalmente tendo em conta o potencial do filme.
Sobre o filme, nos ultimos anos temos assistido a diversos filmes que debruçam sobre a resistência, sobre a capacidade das pessoas sobreviverem em episodios únicos, mais que um filme sobre o combate entre o homem e a baleia, e uma historia sobre a luta dos homens e a sobrevivencia dos mesmos, com as mesmas caracteristicas de todos os outros mas com um detelha tecnico muito interessante.
Alias é na componente tecnica que resulta todos os trunfos do filme, bem realizado, a camara participa na acção dando toda a sensação de grandeza e desespero que o filme quer dar, transformando um espaço infinito numa terrivel claustrofobia, e nisso o filme é grande. Pena é que narrativamente seja complentamente frustrante, não tem grandes personagens, a forma como cria a personagem central como se de um heroi de banda desenhada se tratasse tira força ao filme, e o lado negro do vilão também não ajuda, tudo é demasiado gratuito e pouco trabalhado, intolerável num filme com esta dimensão.
No resultado final um filme totalmente agridoce, se tecnicamente é um filme que sabe bem ver, bem como o paralelismo entre os dois espaços temporais do filme, na essencia e um filme que narrativamente é previsivel e isso torna-o vazio, sentimos a falta de surpresa, sentimos a falta de bons dialogos e uma menor polarização comum dos filmes de acçao simples, e nao de um filme alegadamente de autor como este.
A historia fala de um navio de caça de baleias, que de repente em procura do sucesso vê-se na luta contra uma baleia branca que os segue, tornando a jornada que se previa de sucesso numa luta pela sobrevivencia que vai testar todos os limites da humanidade.
O argumento se na construção de base tem aspetos interessantes como a fração temporal do filme, na concretização nunca consegue potenciar boas personagens e bons dialogos, nem surpreender ou ter qualquer tipo de rasgo no desenvlvimento natural da historia. E quando assim é dificilmente temos um bom argumento.
Ron Howard e um bom realizador, mais certinho e eficar do que creativo, mas alguem que sabe sempre usar com alguma qualidade os meios a seu dispor, aqui tambem consegue a camara e um objecto da acçao, e tem optimos momentos de realizaçao, pena e que o argumento nao acompanhe esta virtude.
No cast temos desde logo o maior erro do filme querer um filme complexo ou uma personagem virtuosa com Hemsworth a liderar o cast parece-me obviamente demasiado ambicioso, primeiro porque o actor tem limitaçoes claras, que são bem visiveis no filme, onde parece nunca conseguir potenciar uma personagem limitada para outro patamar, o mesmo acontece com Benjamin Walker, o alegado vilão do filme que nunca consegue ajudar o seu colega de reparto pois também ele tem as mesmas dificuldades, sobra o jovem Tom Hollland em clara ascensção de forma e o verdadeiro heroi do filme, um jovem com carisma que parece ser ja um caso serio no nosso cinema.

O melhor - Efeitos especiais de primeira linha

O pior - Chris Hemsnworth não pode para já ser protagonista de qualquer filme com muitas ambiçoes


Avaliação - C+

Wednesday, December 16, 2015

The Intern

Ao longo dos ultimos anos, principalmente na ultima decada Nancy Meyers tornou-se numa das realizadores mais experientes em comedias tradicionais, normalmente com o foco nos mais experientes como ela gosta de dizer. os seus filmes tem conseguidos resultados interessantes e são respeitados criticamente se bem que lhe falta o sucesso que marque a sua carreira. Neste filme o usual, a critica ficou-se pela mediania e comercialmente acabou por resultar bem, algo que tambem e comum na realizadora.
Este e uma comedia facil de gostar, desde logo pela emocionalidade e pela empatia criada na relação que nao precisa de ser amorosa, de ser determinante, mas é simples de amizade, e aqui resulta a força emocional de um filme que consegue muito bem balançar os momentos emotivos com os momentos comicos, não tem medo de ser simples, de não ter risco, baseando todo o peso do filme numa relação simples que funciona e que se aproxima muito do espetador, e isso e um segredo simples mas que por vezes os filmes familiares tem dificuldade em saber utilizar.
Claro que estamos perante um filme previsivel, que tudo acaba por nos esperamos, ou que tudo se desenvolve dessa forma, mas é numa caminho conhecido que podemos por vezes perceber como e facil agradas um espetador com os ingredientes certos mesmo que estes sejam da dose certa. nao sendo um potento de creatividade ou uma força da natureza e um filme que sabe ser proximo do espetador, e que sabe perfeitamente o que deve usar de cada uma das suas caracteristicas.
Muitos poderão contudo ficar descontentes com o final, não e idilico mas e funcional, mas e real, num filme que muitas vezes foge do realismo para o entertenimento e no final e na mensagem que caímos no mundo real, que não nos é pedido para continuar o sonho, e isso acaba por ser uma mais valia também para tornar o filme completamente mais adulto.
A historia fala de um viuvo, que preocupado com a falta de tarefas é contratado para estagiário numa empresa dirigido por uma jovem empreendedora, com quem começa uma relação que vai passar para alem do âmbito profissional.
O argumento é naturalmente positivista, o balanço entre o emotivo e o cómico é bem feito, sem grandes rasgos no que diz respeito à creatividade ou originalidade, mas mesmo seguindo o caminho conhecido fá-lo de uma forma concreta.
Nancy Meyers é uma realizadora experiente que não perde muito tempo em detalhes técnicos dando o protagonismo aos seus protagonistas, nunca será uma figura de proa na realização, mas com a sua idade podemos dizer que tem algumas das comedias mais generalistas, usualmente do lado feminino dos ultimos anos, sem nunca abandonar algum tradicionalismo no seu cinema.
No cast, é engraçado como De Niro se transformou num actor completamente diferente na forma como passou de um actor intenso para nesta fase da sua carreira ser um actor comedia, e funcional, consegue ser emotivo, proximo do espetador mesmo que os papeis não tenham exigencia de outros momentos. Ao seu lado a sempre competente Anne Hathaway, uma actriz em clara subida de forma, que conjuga bem com De Niro, mesmo sendo simples o seu papel, que vale pela quimica inesperada entre os protagonistas

O melhor -A quimica De Niro Hathway

O Pior - O final pode nao conjugar com o resto do filme

Avaliação - B

Tuesday, December 15, 2015

Life

E conhecido o fascinio do realizador holandês Anton Corbijn por historias de mitos, depois de ter passado ao ecra o lado mais intimista de Ian Curtis, eis que este ano surge mais um mito que morreu cedo concretamente um filme que aborda a relação do mito James Dean com um fotografo, que da a conhecer o seu lado mais pessoal. Aparentemente um filme com algumas ambiçoes que rapidamente foram derrotadas por uma critica demasiado mediana, que nao deu o impulso necessario para o filme funcionar em termos comerciais.
Life e um filme mais do que James Dean um filme sobre a relaçao do mesmo com um fotografo e sobre duas pessoas muita antes de qualquer coisa. Contudo nesta relação acaba por surgir uma anamnese da figura de James Dean, das razoes da sua rebeldia, nao e um filme documental mas um filme sobre a forma dele reagir, e assim mesmo nao sendo uma obra prima nem nada que se pareça e um filme funcional numa abordagem diferente e contextualizada de um biopic.
Muitos poderao dizer que e demasiado simpatica ou daquelas abordagens pouco realistas na forma como caracteriza tao concreta personagem, e penso que sim, a ideia de que casa e melhor que tudo que o filme transmite e bonita, ser isso a razao de James Dean ter sido simplesmente um rebelde ja me parece uma dedução do filme para o fazer funcionar, e nisso o realismo perde.
Enfim um filme curioso que nem sempre tem o ritmo interessante ou mesmo e forte em contextualizaçao temporal. E um filme sobre personagens e é assim que quer ser, e uma abordagem sobre um ponto de vista muito proprio sobre um mito como james Dean e a forma como este nunca encaixou naquilo que a arte queria dele.
A historia fala de um fotografo que ve em James Dean o simbolo de uma geraçao apostando em tentar fotografar o mesmo como icon da popular revista Life como forma de ambos darem um salta nas carreiras.
O argumento tem bons momentos principalmente no paralelo que da entre as fotografias reais e a forma como estas são contextualizadas no cinema, parece ser demasiado enigmatico na personagem de Dean mais preocupado em dar o carisma a mesma do que propriamente em torná-la humana, e isso tira alguma profundidade ao filme.
A realizaçao do filme e simples algo que e comum no realizador de pouco risco, que se preocupa acima de tudo com o contexto e aqui temos um bom filme promonorizado, trabalhado ao qual falta apenas o toque artistico.
No que diz respeito ao cast a escolha de Pattinson leva-me a pensar no que Hollywood vê num actor que nao consegue ser concreto que se serve de dois ou tres tiques para tornar os seus papeis estranhos, numa papel que exigia alguma maior frieza, nao convence. Por outro lado De Haan um actor com parecenças muito grandes com Dean, tem um melhor papel embora a preocupaçao em nao quebrar mitos como a forma de falar de Dean torne o papel cansativo.

O melhor - A forma como explica a rebeldia de Dean num aspecto tao natural como saudades de casa.

O pior - Pattinson nao pode ser protagonista de um filme com ambiçoes

Avaliação  - C+

Monday, December 14, 2015

90 Minutes in Heaven

Na voga dos filmes relegiosos sobre fé, eis que este ano surgiu um outro titulo, aquele que aparentemente tinha mais para dar em termos de interpretes. Mas nem sempre o cinema e claro e este tornou-se claramente num filme menos do estilo ultrapassado e em muito por War Room. Os resultados tambem não ajudaram desde logo criticamente com avaliaçoes muito negativas mas tambem comercialmente onde os resultados para um filme com alguma expansao foram quase nulos.
A essencia deste tipo de filmes e sempre a mesma, ou seja, uma situaçao complicada por uma personagem que necessita de fe para ultrapassar, e o milagre ou quase acontece. Este e em grosso modo mais uma vez o que temos aqui, contudo com um ritmo absolutamente pachorrento, o filme tem mais de uma hora no qual temos a luta de uma personagem e outra simplesmente a desistir, mas não e isto que torna claramente fraco o que torna e a abertura e fechar de enredos sem grandes razões, sem explicaçoes como simplesmente se os probelmas tambem eles desaparecessem por milagre.
E um filme que passa por diferentes fase, uma parte mais de fe e de oração que e a inicial muito em volta do acidente e da sobrevivencia do protagonista, uma segunda no qual o filme vive o drama familiar o lado mais terra a terra pese embora nunca tenha qualquer ritmo ou qualquer riqueza narrativa e no final a experiencia sobrenatural, que cai no filme de paraquedas sem ligaçao ou significado tornando tudo quase transcendental no nivel de plausabilidade.
Mais um pessimo filme de um teor e numa forma que cada vez ganha moda e que nos tem dado alguns dos filmes mais sem qualidade dos ultimos tempos um genero novo que em momento algum conseguiu ter bom cinema mas que tem alimentado algumas produtoras criadas para o efeito mas que rapidamente pela falta de inovaçao vao diretos para DVD.
A historia fala de um pastor, que depois de um acidente no qual morre e sobrevive graças a oraçao de um colega fica num estado quase vegetal sendo a sua luta entre a sobrevivencia entre o inferno da sua nova condição e o ceu que conheceu nos momentos que esteve morto.
O argumento e um autentico conjunto de estradas sem saida o que diz muito da forma como o filme realmente se concretiza, não temos grandes personagens não temos grandes dialogos, tudo decorre sem grande rumo e o filme passa por diversas fases sem nunca ter um corpo comum esta tudo dito sobre a qualidade do filme.
A realização a cargo de um experiente realizador serie B e simples, tem mais qualidade do que alguns filmes do mesmo genero, principalmente na forma realista com que filma sequencia do desastre mas pena e que o argumento seja claramente inferior ainda a outros titulos do genero.
Este genero tem sido o refugo para muitos actores cujas carreiras derraparam aqui temos dois Christiensen e Bosworth seriam duas promessas há cerca de quinze anos que nunca cumpriaram aqui lutam pela sobrevivencia em filmes que não exigem nada e cuja pessima direção de actores torna as carreiras ainda mais a caminho do fim.

O melhor – A parte do meio quando abandona o lado religioso e se centra no lado humano.

O pior – Esta parte ser abandonada como algo que nunca existiu


Avaliação - D

Sunday, December 13, 2015

Bleeding Heart

Quando uma actriz com poucos recursos e que faz uma carreira baseada nos atributos fisicos e uma questao de tempo a ela ser completamente remetida para filmes de serie B, de acçao ou terror com pouca profundidade e normalmente visto por muito poucos. Foi isso que com o tempo ocorreu a Jessica Biel que aparece a protagonizar este pequeno thriller, que não existiu para a critica que acho que nem o viu e comercialmente sem tambem qualquer impacto.
Os thriller de serie B sao normalmente historias pouco congruentes, faceis, curtas, que potenciam todo o filme para a sua parte final e para a sua conclusao. Este e mais um pequeno filme desse com algumas virtudes mas com quase todos os defeitos deste genero. Desde logo o primeiro defeito para um filme tao pequeno e a monotonia, e incrivel a falta de ritmo do filme no primeiro terço, percebemos que a empatia entre as duas personagens centrais que tinha que ser forte para funcionar no filme todo e apressado e acima de tudo mal trabalhado em termos de impacto emocional.
E neste alicerce reside todas as fraquezas seguintes do filme, ou seja um filme que baseia tudo na força relacional entre duas personagens desconhecidas que sabem ser irmãs, quando esta e pouco forte ou surge colada com pouca cola, e normal que tudo tenha um impacto bem menor do que esperado e que o filme seja um cinzentão e previsivel filme, que decorre by the book, com falta de profundidade nas personagens e dialogo.
O unico ponto positivo surge na parte final na forma como consegue criar alguma duvida no espetador sobre a real posiçao de uma das protagonistas, não chega para colar o espetador nem para considerarmos este filme bom entertenimento mas cria alguma curiosidade algo que ao longo da restante duraçao nunca existe, num filme claramente distanciado do espetador.
A historia fala de uma instrutora de Yoga que acaba por saber que tem uma irmã, biologica que depois de conhecer, acaba por se aproximar. Uma vez que esta tem diversas dificuldades na sua vida entre as quais um violento relacionamento com o namorado, tenta ser mais que uma conhecida mas uma fonte de resoluçao dos seus problemas.
O argumento e nas suas bases previsivel, na historia, na diferenciaçao entre bons e vilões, muito curto na profundidade das personagens e dos dialogs, apenas consegue criar alguma intensidade quando decide colocar duvida no espetador contudo que posteriormente acaba por nada aproveitar para conduzir o filme para outros niveis.
Na realizaçao temos uma jovem realizador quase desconhecida ate aqui, o lado feminino esta presente na forma como filme o lado mais feminino das duas personagens e na forma como quer dar a união entre mulheres, mas e uma realização com falta de elementos potenticadores e creativos. Não sera com este tipo de apostas que dara o salto para um cinema de maior força.
No cast a razão pela qual Biel desceu no tamanho dos projectos e por ser uma actriz muito limitada, e com poucos recursos num filme que ate podia dar aso a algum maior brilhantistmo e experiementar novos caminhos limita-se ao base, o que demonstra ser um actriz para este tipo de projectos e não mais.

O melhor – A duvida criada em meados do filme.

O pior – Nunca conseguir imprimir qualquer ritmo ou intensidade emocional


Avaliação - C-

I Smile Back

Este era o tipo de filmes que ninguem iria saber da sua existência não fosse o facto do mesmo marcar a estreia numa drama claro de uma das comediantes de televisao dos ultimos anos ou seja Sarah Silverman. De imediato as boas criticas a sua interpretação tornaram a sua prestação com rótulo de oscarizavel, algo que se tornou mais claro depois da sua nomeaçao para o sindicato de actores, mesmo num filme que não passou de uma mediania critica e mais que isso que comercialmente simplesmente não existiu.
Sobre o filme podemos dizer que a semelhança do que aconteceu o ano passado com o Cake de Jennifer Aniston, temo aqui um pequeno filme de caso de vida, de uma mulher na crise de meia idade que com medo de perder tudo abdica de tudo. O filme tem pouco alcance ao não ser mais que isto, ao descrever os comportamentos auto destrutivos da personagem e os seus efeitos, não tem uma direção, mas e simplesmente descritivo e isso torna tudo um pouco limitado e essencialmente um filme de domingo a tarde.
Dai a certeza que facilmente não estariamos a falar dele não fosse o caso de ser uma total transformaçao na carreira de Silverman, sempre mais ligada a comedia, na tipica personagem que os premios gostas e que sao maiores que o filme, neste caso não seria dificil pois o filme simples e pequeno em tudo e faz ainda mais potenciar a força da interpretação que leva todo o filme a reboque.
Uma pequena produçao em toda a forma de ser, parece-nos a determinado ponto que o filme vai ter um rumo um objectivo que nunca surge esse era o objectivo que poderia fazer o filme maior, conduzir para um outro grau de protagonismo do que uma mera descriçao de um estado de uma personagem nos diferentes contextos.
A historia fala de uma mae de familia que incapaz de ser feliz inverda pelo mundo do alcool, drogas e infedilidade e ve as reprecurssoes que isso tem na sua vida familiar e em cada um dos seus elementos.
O argumentoe e curtinho, pouco ambicioso, limita-se a descrever as situaçoes, sem grandes dialogos, mesmo a caracterizaçao da personagem não da grandes dados, grandes razoes, e limitado no aqui e no agora e isso e bem mais facil do que qualquer construçao mais complexa.
Salky e um pequeno realizador em inicio de carreira que tinha aqui mais um filme igual a tantos outros para o seu curriculo não fosse a aposta num actriz completamente em contra corrente, já que a realizaçao e simples sem risco, sem arte ou seja uma tarefa.
No cast e facil perceber que Silverman tem um grande papel, intensa, interpretativa com diversos recursos, que merece todos os louvores que vai recebendo, pena o filme ser pequeno para grandes voos. E tambem certo que outra actriz que não ela, pela surpresa na carreira não conseguiria tantos louros porque a expetativa seria maior. E a força maxima do filme e o filme ajuda-a a ser

O melhor – Sarah Silverman

O pior – Limitar-se a uma descriçao no aqui e agora


Avaliação - C

A Royal Night Out

O cinema britanico e totalmente tradicional em alguns aspetos e este e mais um filme que segue essa mesma tradiçao, num filme alegadamente sobre a paixao de uma noite da rainha elizabeth depois da primeira saida do palacio para comemorar a vitoria na segunda guerra mundial. Criticamente foi o esperado uma mediania de um filme expectavel, já comercialmente o filme assim como muitos outros ingleses teve dificuldade em resultar.
Sobre o filme, podemos dizer que tem tanto de estranho por quebrar algum do rigor de uma figura marcante como a rainha de inglaterra como de aborrecido por ter medo de arriscar na personagem e nas suas aventuras, em suma acabamos por ter um frouxo filme, que tenta ser uma comedia que nunca é, e vale a curiosidade de todas as sequencias já que ao filhe falta-lhe ritmo, força e graça.
Eu ate considero que a tradição britanica por vezes nos da bons filmes, quando acima de tudo estes dao impacto e intensidade as personagens e mais que isso aos confltos entre elas e e nisto que o filme não funciona, já que não tem personagens mas sim nomes, a coragem que e pegar num filme com tao marcados personagens perde na falta de risco que o filme tem na sua execuçao acabando por ser mais uma novela de amor proibido.
Ou seja muito pouco a guardar e a registar neste filme do que um filme aborrecido, daqueles que nada tras de particularmente relevante ao cinema britanico pese embora seja bem produzido principalmente nas cenas de multidao parece sempre lhe faltar ingredientes que a aproximem o filme de um publico mais generalista.
A historia fala de uma saida da rainha de inglaterra ainda princesa bem como da sua irma Margaret apos a noite da declaração de vitoria dos aliados sobre a alemanha na segunda guerra mundial, habituadas a proteção do palacio tudo era novo e a aventura de uma noite iria ter lugar.
O argumento perde por não ter personagens ao não querer arriscar na imagens que dava de figuras tao paralelas deixa adormecer as personagens pelo obvio e isso retira força e dinamica ao filme. Ainda para mais quando o filme se apresenta como comedia e tem grandes barreiras para ter em si graça.
Na realização um experiente realizador de sucesso moderado em inglaterra, não arrisca nas imagens pese embora a produçao seja forte, não e um daqueles filmes que nos fique na retina, mas tambem não e pela realizaçao que ele acaba por não ter tanto impacto.
No cast quase desconhecidos nos papeis mais relevantes, se Gadon e Powel aparecem em bom destaque a primeira interpreta com a delicadeza necessaria tao impar singularidade, sem ter grande brilho, nos secundarios Watson e Everett parecem apenas dar nome já que as suas persoangens principalmente a do segundo e totalmente esteriotipada.

O melhor – A produção das cenas de multidao

O pior – A falta de graça de uma comedia.


Avaliação - D+

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse

Os Zombies estão na moda e mais que isso estão em todo lado, em series de televisao em filmes mais ou menos de sucesso, e já há alguns anos que tambem sao figuras de comedias, aqui temos uma comedia de adolescentes que junta Zombies imaginem-se so com escuteiros. O resultado comercial e critico para um filme que conseguiu a expansao nacional nos EUA acabou por ser desastrosa, com pessimos resultados em ambos as partes.
Este e daqueles filmes que em momento algum podemos esperar ser um filme serie coerente, mas sim uma tipica comedia onde muitos dos limites do razoavel e aceitavel sao ultrapassadas com muito sangue e cabeças desfeitas mas que tem um ponto em que funciona, o filme tem graça, muito pela forma como uma das personagens a criada exclusivamente para esse efeito funciona. Pode ser uma comedia totalmente sem sentido e claramente serie B, mas funciona como comedia e aqui muito no facto de ser actualizada e arriscar no tipo de humor.
Outro dos pontos positivos e que facilita um exercicio de estilo para alem do sangue e a forma com que potencia como elemento comico a banda sonora desde cedo percebemos que o filme vai usar a musica e fa.lo bem para potenciar as suas graças mais do que qualquer tipo de coerencia narrativa que nunca tem, mas tambem estamos a falar de um simplorio filme de zombies algo que usualmente nunca tem esta capacidade.
Por isso e mesmo contando que se trata com um filme com muitas dificuldades, com uma mensagem de escutismo gasta, por narrativamente e no desenvolvimento da acçao ser um filme totalmente basico e previsivel consegue o adereçar com alguma graça o que nos tempos que correm e principalmente na comedia mais juvenil nem sempre tem sido presente, não sendo um grande filme, tem alguns apontamentos a regisitar num filme que a meu ver foi injustamente arruinado por uma critica cada vez mais tradicionalista.
Sobre o filme a historia fala de tres amigos escuteiros com diferentes graus de comprometimento com a atitividade que tem de resisitir toda a noite a um ataque zombie que sobreviveram por estar a acampar, com muito sangue e muitos pontos que vai por em causa a relaçao entre todos.
E obvio que o argumento e fraquinho totalmente previsivel e sem grande força naquilo que acontece, mas tem um ponto que funciona a graça, principalmente na forma como as sequencias em que a personagem Carter intervem e que impulsionam o filme em termos de comedia.
Landom e um realizador que vem do terror e que aqui junta com comedia, parece um basico filme de zombies sem qualquer originalidade tirando na forma com que realiza a sequencia da festa, bem como a forma como integra a musica na acçao, pode ser geraçao MTV mas sair do lado isolado do terror para algo mais pode ser benefico na sua carreira.
No cast nada de particular destaque Sheridan vai colecionando filmes que lhe possam dar no futuro uma carreira mais sustentada, se bem que me parece que o caminho da comedia facil não seja o caminho para um jovem actor que já mostrou outro tipo de intensidade, os colegas de cast parecem-me mais limitados e quem sabe por isso mais talhados para a comedia so.

O melhor – A forma como a comedia atualizada funciona

O pior – Ser acima de tudo um previsivel filme de zombies


Avaliação - C+

War Room

A religião tem sido cada vez mais um tema em voga no cinema, nos ultimos três anos tem sido diversos os titulos a apelar da crença o que constitui mesmo já algumas produtoras e realizadores que se dedicam em exclusivo a este tipo de filmes. E o caso dos irmãos kendrick que depois de diversas tentativas tiveram com este War Room um sucesso inacreditavel nos EUA, mesmo que criticamente não seja muita a ligaçao com este genero.
Como ateu assumido e obvio que este e o tipo de cinema que não gosto, mas não e apenas uma questao de ideologia a pouca empatia que se tem por um filme como este, e mesmo de racionalidade, tudo e do mais amador que há memoria, o argumento, a muito debil historia de base, a realizaçao quase primaria e as interpretaçoes, o foco é totalmente dado na crença em Deus e na forma como isto resolve quase por milagre todos os problemas, para os mais crentes o filme pode ter uma mensagem positiva, para aqueles que gostam de algo mais real, e um filme absolutamente sem sentido que se prolonga por duas penosas horas.
Em face disto e facil dizer que estamos perante uma das piores e mais insuportaveis obras do ano recheada de monologos ou oraçoes interminaveis por volt face por magia, por redençao, e obvio que e um filme positivo e isso ate pode ser bem aceite basear tudo isso numa força suprema e no simples acreditar parece um tipo de aceitaçao religioso incondicional que eu penso ser cada vez mais dificil no dia de hoje.
E é este fundamento e principio que rege o filme que o torna muito deficiente narrativamente com diversos buracos, sem conteudo ou algo que possamos facilmente interpretar para a realidade, sem creatividade tecnica ou mesmo narrativa e daqueles filmes ou um genero que esperamos que desapareça pelo menos do primeiro plano do cinema, embora os bons resultados não deixem antever.
A historia fala sobre um casal em plena crise a na forma como o elemento feminino encontra através de orações de pedir a deus para tudo mudar, o que aos poucos acaba por acontecer.
O argumento e um autentico queijo suiço com incongruencias narrativas pouco ou nenhum realismo, pregões em vez de dialogos ou monologos e personagens totalmente inexistentes o unico ponto presente e a mesmo a fe.
Em termos de realizaçao um filme quase amador, realizado de uma forma quase monocordica sem qualquer elemento diferenciador ou artistico, e quase um sacrilegio inovar sobre fe.
No cast nenhum elemento conhecido num total elenco serie D, nada funcional, todos basicamente presos ao pior que se faz em todo lado de mundo e a explicarem porque são e seram sempre meros desconhecidos

O melhor – Ter fé.

O pior – Não chega para um filme a todos os niveis horrivel


Avaliação - D-

Friday, December 11, 2015

Pan

Estamos na moda de fazer remakes em liveaction de historias para a eternidade para os mais novos, entre diversos contos disney e de outros autores,  uma delas resultava em particular expetativa por ser uma reinvenção da história de Peter Pan, mas acima de tudo por ter no leme um realizador com experiencia e andanças como Joe Wright. Os problemas do filme começaram com o atraso do seu lançamento colocando-o numa altura em que os filmes normalmente tem menos impacto, isso resultou num rotundo falhanço comercial princialmente dos EUA, mas acima de tudo muito potenciado por tambem um desastroso balanço critico.
Sobre o filme é facil encontrar diversos problemas o que faz o filme nao agradar desde logo aos mais pequenos, e aos maiores. Aos mais pequenos porque o filme tem uma clara falta de ritmo, e isso e o elemento mais claro de um filme que nunca consegue criar empatia entre o espetador e as personagens elas histericas e pouco interessantes, pouco ou nada sabemos delas mesmo volvidas quase duas horas de filme, nao tem graça natural nem provocada, resta o excesso de cor, e talvez um bom 3d para animas os mais pequenos mas claramente muito pouco para uma grande produçao
Para os maiores claramente a falta de densidade do argumento, para um filme que me parece bem mais criado para adultos do que para menores, a falta clara de uma complexidade ou de uma motivaçao maior nas personagens, quase que a ritmo de cruzeiro criar sequencias de acçao de baixo ritmo, e algo desolador, e torna o filme quase penoso para o espetador. Numa historia simples e facil, torna-na numa monotonia sem precedentes em adaptaçoes de historia infantis, e um dos maiores desastres creativos do ano.
E mesmo muito dificil encontrar qualidades no filme, que ate pode ter alguma qualidade tecnica se bem que nunca pode ser considerado um filme bonito, mesmo tendo toda a possibilidade creativa na criação de um espaço como a terra do nunca. E daqueles filmes que falha em todos os pontos sendo a critica e o valor comercial a concretizaçao do floop
A historia fala na primeira incursão de Peter Pan pela terra do nunca e a forma como ele conhece as suas origens, com a ajuda de Hook e de Tinker começa a luta contra um temivel pirata que matou a sua mae, dando corpo a uma profecia.
O argumento e completamente low profile, sem complexidade sem força nas personagens nunca consegue utilizar o lado mais sentimentalista e ideologico de Pan em seu proveito, muitas vezes em historia como estas mais vale seguir o livro do que tornar tudo sem qualquer identidade como foi o caso.
Joe Wright e um bom realizador ja o demonstrou em filmes bem mais complicados do que este. Os filmes tem uma assinatura um ritmo proprio que a mim particularmente nao me agrada. Mas este ritmo num filme deste genero e totalmente disfuncional e Wright e o seu cinema acabam por ajudar num desastre que pode ser muito perigoso para a sua carreira.
No cast diversos actores com registos diferentes o jovem Miller cumpre, embora o carisma necessario nao seja evidente o papel nao e dificil, a sempre sensivel Mara e uma das actrizes mais versateis do momento e da a calma e o lado mais tranquilo que a personagem pede, Jackman entra o filme todo em overacting numa prestação de ma qualidade mas muito por culpa de um vilao sem qualquer tipo de substrato, mas de tudo acaba por ser Hedlund aquele que pior aparece, o seu hook e uma das personagens mais sem sentido e carisma dos ultimos anos, e um autentico erro de cast ou mais um erro total de construçao de personagem.

O melhor - Alguma capacidade no uso claro do 3d

O pior - A falta de qualquer chama do filme

Avaliação - D

Thursday, December 10, 2015

Goosebumps

Com o passar dos anos cada vez existiu menos espaço para filmes juvenis sobre um universo fantasioso, dai que seja surpreendente assistirmos a mais um grande estudio apostar neste tipo de conteudo, principalmente sem figuras de proa, ou numa epoca como Outubro, onde os filmes para grandes multidoes se encontram em pausa. Surpreendentemente ou nao no meio de um deserto de floops comerciais este foi o filme que melhor resultou no inicio do OUtono, se excluirmos o sucesso instantaneo de The Martian, criticamente foi um filme com muito melhor resultado do que esperado tendo em conta o genero e as condicionantes.
Sobre o filme podemos dizer que mesmo sendo absurdo, sem muito sentido, o facto de quase nunca se levar a serio optando por um espirito descontraido de comedia acaba por fazer o filme funcionar em termos de proximidade com o espetador muito pela quimica existente entre os personagens mais jovens, e mesmo pela forma absurda e quase infantil com os viloes sao retratados nao retirando aos mesmos a sua perigosidade. Por este mesmo facto e um tipo de filme em desuso mas que funciona bem junto dos mais pequenos, pois nao se perde em grandes efeitos especiais e ao ser um filme bem disposto acaba por ser simpatico para os adultos.
Mas e obvio que tem defeitos o maior deles para mim e na personagem de Jack Black, esta personagem deveria ser mais carismatica e nao ser um vaivem despropositado, como genese de todo o filme a sua mensagem ou a sua mudança deveria ser mais dificil e mais detalhada, aqui o filme toma um atalho demasiado grande o filme perde alguma força com isso.
De resto nao se pode esperar mais de um filme claramente para os mais pequenos, claro que e facil a critica pelo absurdo de muitas das circunstancias do filme, mas e facil no final perceber que nos rimos e que gostamos da hora e meia que o filme nos faz passar, isso faz deste filme um grande filme? É obvio que nao mas e claramente aceitavel e ganha por nao querer entrar no terror facil.
A historia fala de um jovem que acaba de se mudar para uma pequena cidade onde nao conhece ninguem e acaba por se aproximar de uma jovem que e presa em casa por o seu progenitor. Contudo nesta familia esta guardado um segredo que e o facto das personagens escritas pelo pai da menor se transformarem em vida e tornar tudo bastante mais complicado.
O argumento perde em termos de logica ou mesmo por nao seguir parametros naturais de filmes de ficção ou fantasia, parece por vezes de gostar do absurdo e o utilizar frequentemente nas suas decisoes isto torna o filme leve, familiar e comico e aqui parece que esta opção e interessante.
Letterman e um realizador originario da animaçao de grande estudio sem grande sucesso aqui nao podemos dizer que tenha brilhado num filme que ate dava espaço para um lado mais artistico nao arriscou e dai que saia do filme com entrou, ou seja, quase invisivel, esperamos proximos trabalhos pois e claro que as produtoras tem- no sob vigilancia.
No cast eu nao sou fa de Black acho que repete as personagens e nao sai do esteriotipo por si criado, neste filme a personagem nao ajuda, mas tambem e o elo mais fraco do filme, ja que o tridente juvenil e a alma do filme juntando carisma com um lado comico interessante que faz resultar o filme.

O melhor - As interpretações dos mais novo.

O pior - Jack Black

Avaliação - C+

Krampus

O Natal e sempre uma fonte de inspiração para diversos titulos normalmente recheados de cor, mensagens positivas, comedias familiares, tudo que fomente em nós o espirito natalicio, por isso podemos facilmente considerar este um titulo invulgar por apostar precisamente no contrario no lado negro do natal, sob a forma de filme de terror juvenil bastante negro. pese embora nao seja um produto a priori sedutor comercialmente podemos dizer que o filmes respondeu bem com um resultado interessante ser ser no entanto entusiasmante, por outro lado criticamente um obstaculo mais dificil para este tipo de filmes as coisas nao correram tão bem, sem no entanto ser um desastre.
Sobre o filme e dificil gostar de um filme tao negro sobre uma epoca tao festiva e colorido, dai que o primeiro objectivo do filme, ou seja ser o filme mais negro sobre o Natal seja claramente cumprido. Contudo se este ponto e facilmente cumprido como filme nao deixa de ser demasiado absurdo no facto de tornar algumas das figuras mais tipicas do natal como viloes, alguns podem dizer que e originalidade e uma forma diferente de ver as coisas, mas no filme soa sempre a terror de segunda divisao caindo por diversas vezes no absurdo.
O filme tem diversos lados que funcionam de forma diferente entra no tipico registo de comedia familiar de natal, passando abruptamente para um filme de terror, sem grande conceito ou explicação, a que existe e sempre rudimentar e pouco trabalhada, depois um curto filme com alguns efeitos, outros muito mal trabalhados como a existencia de elfos que mais nao sao do que pessoas mascaradas, acaba por tornar o filme algo indigesto e mesmo sem sentido.
Sobre a mensagem aquela que poderia ser mais forte no filme, acaba por se perder num final demasiado aberto, e para muitos creativo, que se por um lado surpreende o espetador por outro nao leva a caminho nenhum e joga mais num plano de curiosidade do que na efetivaçao de uma mensagem importante em filmes de natal, que esta presente mas que perde por no fim nunca ser sublinhada com uma conclusao condizente.
O argumento fala de um jovem que depois de ter de passar o natal com uma familia que nao gosta, rasga a carta ao pai natal conduzindo a que um feitiço e espirito negativo invadisse a sua casa e fizesse desaparecer cada elemento da sua familia.
O argumento tem uma mensagem subjacente interessante e mesmo natalicia e actual, contudo pensamos que a forma como esta e produzida nao e a melhor recorrendo em demasia a esteriotipos de filmes natalicios, com dialogos fracos e uma conclusao demasiado frouxa.
Michael Daughtry conhecido por ter efetuado algumas produçoes em filmes de grande estudio tinha aqui a sua primeira realizaçao para expansao wide, o resultado tem momentos interessantes como o regresso ao passado em animaçao e alguns efeitos interessantes que perde com outros totalmente serie B e sem sentido, um sabor agridoce.
No cast pouco ou nada a registar com interpretações esteriotipadas, nao estamos perante um claro cast de luxo, mas tarefeiros como Scott, Collette vale mais do que este tipo de interpretações embora seja nela que temos o maior rigor interpretativo de um filme que nao exige mais neste segmento.

O  melhor -  As recordações em animaçao

O pior - ALguns efeitos especiais saidos do teatro

Avaliação - C-

Tuesday, December 08, 2015

MI-5

Seria uma questão de tempo até que os protagonistas de Guerra dos Tronos fossem lançados aos tubarões em titulos por eles protagonizados. De todos em termos de acção parecia obvio que Kit Harrigton seria aquele com mais chances de sucesso. Dai que ainda no decurso da serie surgiu este filme com ele como protagonista. Baseada numa serie de sucesso no Reino Unido surgiu este filme com resultados criticos medianos, o que para um filme de açao não podemos considerar mau, mas comercialmente e principalmente fora do Reino Unido teve muitas dificuldades talvez mostrando que o actor ainda não vale muito sem a personagem John Snow.
Num ano totalmente dedicado a filmes de espionagem onde uns tiveram mais sucesso e mais impacto do que outros este e claramente um filme menor, de pequeno estudio e isso denota-se desde logo nos meios do filme, claramente inferiores a outros filmes lançados este ano, mas também no carisma da personagem claramente inferior e menos centrada no filme. Por isso o filme necessita de um argumento mais reboscado de voltas e contra voltas para se sublinhas mas isso acaba por tornar tudo demasiado confuso, e algumas das curvas sao completamente desnecessarias no resultado final.
Mesmo assim e um filme de procedimentos simples, principalmente na forma de pensar da personagem central, e pensamos que assim deveria seguir, as oscilações de lado, ou mesmo o final frouxo acabam por não ser mais do que tentativas de diferenciar um filme que dificilmente poderia ganhar onde outros não ganharam, devia ser simpatico e simples, já que e nestes momentos que o filme ganha ritmo e acaba por ser facil de ver e enterter.
Como resultado um filme de uma mediania clara, que não tem força para criar grandes sequencias de acção, e narrativamente não tinha substratato para mais, quando tenta implementar isto com twist e contra twists acaba por tornar o filme mais confuso e menos ritmado, e as sensações destas opções sao de impacto negativo no espetador, mesmo assim e mesmo no genero salva-se do rotulo de serie b que muitos maus filmes semelhantes acabam por ter.
A historia fala de um agente do MI-5 que apos ver um terrorista escapar tenta perceber quem na sua equipa esta contra si, e qual o plano maior que esteve na origem desta fuga.
O argumento e na sua base simples, com ritmo, não precisa de grandes persoangens nem grandes dialogos e quando segue procedimentos simples acaba por funcionar. Por sua vez quando complica com alguns twists não tem impacto acabando por ser contrapoducente já que tira força ao climax, que devido ao excesso de twists e de hipoteses do espetador acaba por não ter qualquer impacto.
Na realizaçao um indiano radicado no Reino Unido que ate ao momento já tinha efetuado alguns trabalhos com alguma visibilidade, mesmo sem grandes meios consegue dar ritmo a um filme que não e a montra para qualquer realizador.
No cast Harrington e um actor limitado que funciona como Snow, mas que mesmo ai demonstra muitas debilidades interpretativas principalmente dramaticas, aqui nada disto lhe e pedido, e funciona, e simpativo, disponivel, e isso acaba por ser qb para filmes de açao. Nao existe espaço para secundarios já que o filme tambem não os pede.

O melhor – Acção Simples

O pior – Quando complica


Avaliação - C