Friday, December 30, 2016

Bleed for This

Se existe desporto que ao longo da história do cinema resultou em filmes iconicos foi sem duvida o boxe. Dai que quase todas as referências deste desporto já tenham tido o seu filme, com maior ou menor sucesso, contudo são sempre filmes que potenciam, pelas alterações fisionomicas os seus protagonistas. Este ano, e em plena epoca de premios surgiu este biopic sobre Vinny Pazienza com o toque de executor produtivo de Martin Scrocese. Os resultados principalmente criticos pese embora positivos foram insuficientes para catapultar o filme para a luta pelos premios. Já do ponto de vista comercial e tendo em conta a expansao wide conseguida pedia-se melhores resultados.
Sobre o filme, eu confesso que nos ultimos anos têm sido tantos os filmes ou sobre boxe, ou biopic de boxeurs que na essencia os filme são demasiado parecidos e quase nunca conseguem surpreender o espetador na generalidade, pese embora tenham um ou outro elemento que valorizem o filme. Aqui é obvio que o espirito de sacrificio do personagem merece uma justa homenagem num dos maiores regressos da historia do desporto. De resto tudo igual a muitos outros, a teimosia o volt face dos combater e a relaçao treinador atleta.
Os poucos elementos que o filme consegue se diferenciar pela positiva são promenores de contexto, como o lado mais humoristico da relaçao da irmã e cunhado do atleta, alguns apontamentos de dialogo solto entre o duo principal e de resto tudo demasiado by the book, muito centrado em de uma forma simples nos transmitir uma historia, que acaba por ser competente mas nunca brilhante.
Ou seja um filme que quando entramos sabemos o que vamos encontrar, que por vezes demontra alguma dificuldade em manter em equilibrio os ritmos do filme, uma primeira parte intensa, e uma segunda mais demorada, principalmente na parte de recuperação, onde parece sempre ser demasiada repetitiva e com detelhes que são ultrapassados nem sempre com clareza, mesmo assim um filme mais eficaz do que brilhante.
A historia fala sobre a ascenção e determinaçao de Vinny que o leva a ser campeao do mundo em pesos diferentes e a sua recuperação depois de um terrivel acidente que quase lhe tira a vida e que o conduz para um prognostico muito reservado.
Do ponto de vista do argumento penso que o filme é demasiado acente em regras comuns, faltando-lhe aqui alguma identidade ou na abordagem ou mesmo na concretização. Os unicos apontamentos ainda que esporadicos são alguns dialogos soltos com um humor interessante mas que são fugazes nas duas horas de filme.
Depois de muitos anos de distância da realização Ben Younger regressa num registo diferente do seu ultimo trabalho mais relacionado com a comedia. Mesmo com o apadrinhamento de Scrocese parece ter medo de arriscar na abordagem, sendo um filme demasiado convencional o que é incapaz de o distanciar de outros do mesmo genero.
No cast, já é conhecida a capacidade de sofrimento e entrega fisica de Teller aos seus papeis, principalmente depois de Whiplas, aqui temos isso, sem dúvida, mas ainda lhe falta a capacidade de tirar os elementos presentes em si e em todos os papeis, para se tornar um actor de primeira linha. Estes sao detalhes que tornam cada papel diferente e Teller ainda não tem isto. Melhor Eckhar com um papel bastante interessante em termos dramaticos, comicos e de disponibilidade fisica, fica a ideia que com um filme mais reconhecido criticamente poderia e merecia estar mais presente nas lutas por melhor actor secundario do ano.

O melhor – Aaron Eckhart

O pior – O filme não se conseguir diferenciar de muitos outros do mesmo genero


Avaliação - C+

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