Wednesday, October 28, 2020

The Devil has a name

 Existem filmes que foram produzidos para ser de segunda linha que fruto de uma alteração total na forma como o mundo e a industria do cinema mudou acabou por ganhar algum protagonismo ainda que neste caso diminuido. Este filme sobre os combates legais das grandes empresas contra proprietários não foi propriamente muito bem recebida do ponto de vista critica, sendo que comercialmente numa altura em que não existe espaço os resultados acabaram por ser os esperados.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme que em alguns segmentos e de tal forma confuso que lhes tira alguma força de algumas opções. Essencialmente no que diz respeito a estrutura organizativa da empresa parece que o filme e algo confuso relativamente as posiçoes e acima de tudo a ideologia, deixando o filme algo expectante relativo aos movimentos dos atores daquele lado.

Do outro lado da barricada o filme e mais simplista e mais igual a muitos outros filmes sobre a mesma tematica quer na forma como sublinha a honra do protagonista, mas também na forma como a relação entre o advogado e cliente e tornada, sendo tambem obvia a forma como a sequencia de tribunal se vai desenvolvendo.

Ou seja um filme de segunda linha que acaba por ser expectavel em todos os seus procedimentos, em temas que muitos outros de uma forma muito mais capaz já foram capazes de desenvolver. Fica a ideia que o filme acaba aproveitar essas fragilidades mas fica a ideia que deveria definir melhor partes para sert um telefilme igual a outros.

A historia fala de uma grande companhia de eletricidade culpada pela contaminação de aguas que conduz a uma batalha judicial contra um proprietário de terrenos que não quer vender as terras como quer responsabilidade pela forma como os seus terrenos foram danificados.

No argumento parece-me que o filme é algo curto em muitos dos seus movimentos. Principalmente na definição de algumas personagens esconde-as demasiado o que não fornece particularmente força para aquilo que cada uma depois vai exercer. Nao e propriamente um argumento de primeira linha.

Na realizaçao o ator Edward James Olmos ganha este papel numa quase estreia de um actor conhecido. O trabalho e simplista muito determinado pela historia em si, mas não sai do estilo telefilme possivel. Nao temos risco e normalmente isso não faz criar realizadores.

NO cast temos um conjunto de atores de segunda linha interessante com resultados interessantes. Starthain e sempre garantia de competencia, e aqui volta a ser. Do outro lado e Pablo Schreiber que tem mais destaque.


O melhor - A denuncia sempre presente neste tipo de projeto


O pior - A forma como o filme não consegue ir para alem do seu conceito


Avaliação - C



Tuesday, October 27, 2020

Borat: The Subsequent Movie.

 Gravado em pleno inicio de pandemia com o objetivo de ser lançado e principalmente fazer uso dela previamente as eleiçoes americanas eis que surge o novo capitulo de Borat e da irreverencia quase doentia de Bohen Cohen. Este segundo filme segue muito do que o primeiro nos trouxe e conseguiu novamente algum conceito critico. Tambem apostado em fazer rentabilizar a Amazon Prime sera uma das maiores apostas da aplicação em termos comerciais.

Com Borat ou com Cohen nos podemos esperar sempre tudo, e aqui temos isso, um conjunto de sequencias que apanha grandes quadrantes e com o seu papel denunciante e ironico eis que novamente temos COhen no seu extremismo que funciona em termos comicos como poucos conseguem fazer, mesmo que na historia ja como no primeiro filme as coisas sejam apenas contextuais.

Neste segundo filme Cohen da o protagonismo a uma jovem atriz bulgara para fazer funcionar o seu estilo apanhados e isso acaba por funcionar mais que tudo porque conseguiu introduzir-se perfeitamente onde queria. A ironia do estilo e algo completamente unico e alguns dos momentos que ja tinhamos vistos num video viral denunciador esta no filme.

Mais que um filme uma analise, uma satira com toda a rebeldia como apenas Bohen Cohen consegue fazer. O filme e precisamente o que ele quer que seja num mismo de argumento e apanhados que nos diverte ao longo de hora e meia.

A historia fala-nos de BOrat que caido em desgraça vai ter de salvar as relações do cazaquistao com os EUA, tendo que entregar uma prende a Mike Pence que inicialmente seria um macaco mas que acaba por ser a propria filha.

Em termos de argumento temos o estilo e a ironia tipica de Cohen com o seu exagero. O filme funciona e tem graça e consegue imprimir aquilo que o filme quer transmitir, mesmo com todo o lado mais imprvisado.

Na realizaçao Woliner tem aqui a sua estreia num filme que pensado por Bohen Cohen e que acaba por ser apenas um tarefeiro. Nas sequencias de Cazaquistao poderia ser mais bem trabalhado mas está longe de nao ser efetivo.

O cast tem um Bohen Cohen que e perfeito neste papel, ou não fosse o papel de uma vida. Ao seu lado uma surpreendente Maria Bakalova que acaba por ser o braço direito e muitas vezes roubar o filme ao proprio comediante. A grande surpresa do filme.


O melhor - A ironia de sempre


O pior - Em termos de argumento o filme e apenas um contexto para a mensagem


Avaliação - B-



Unhinged

 Numa altura em que o pior parecia ter passado surgiram algumas tentativas de alguns filmes exprimentarem o barometro do publico. Um desses filmes foi este simples filme de ação com um temivel Russel Crowe de procedimentos simples, sem muito que pensar. Claro que o filme teve poucos atributos por si so para chamar as pessoas ao cinema, muito por culpa tambem de uma receção critica muito longe de ser interessante.

Sobre o filme temos um filme de procedimento simples, baseado em alguns classicos como a estreia de Spilberg, depois parece que o filme se torna demasiado exagerado em todas as suas escolhas e principalmente na escalada que assume que torna o filme logo demasiado ivermosivel. Outro dos problemas do filme e que a personagem central esta longe de ser brilhante e o filme não perde um minuto a tentar explicar as razões ainda que insjutificadas para que isto tivesse lugar.

E um filme curto, direto ao ponto, mas ao mesmo tempo previsivel, desde o momento em que percebemos o que o filme vai ser conseguimos perceber as diferentes escolhas que a historia vai tendo ao longo da sua duração, e isso torna o filme essencialmente uma historia de entertenimento rapido mas muito limitado.

Era facil perceber que não seria com este tipo de filmes que as pessoas regressariam ao cinema, desde logo porque se trata de uma historia e um estilo ja usado e porque se percebe que mesmo estando com Crowe no cast percebe-se a curta forma do ator na construçao de uma personagem que também sofre e muito com o argumento que lhe e dado.

A historia fala de uma mãe solteira que acaba por interagir numa discussão de transito com um psicopata que começa a segui-la de forma a vingar-se do simples facto de não lhe ter pedido desculpa.

Em termos de argumento parece-me uma historia previsivel, simples igual a muitas outras que sofre pelo facto de nunca conseguir dar seguimento as suas curtas personagens. Tudo torna-se demasiado obvio e o filme acaba por ser um simples thriller exagerado.

Na realizaçao Derrick Borte tem aqui o seu trabalho mais vistoso, mas longe de grande brilhantismo parece sempre demasiado preso aquilo que o protagonista quer fazer mas nem sempre o argumento e mesmo crowe conseguem fazer o filme render.

No cast temos um Crowe num papel dificil mas que nao e propriamente convincente. Ja o vimos a fazer de vilão com bem mais empenho e mais que tudo com outro tipo de atributos, embora muito da culpa seja da forma como a personagem nao cresce. Nos secundarios pouco ou nennhum risco.


O melhor - A simplicidade da historia


O pior - Mais do mesmo


Avaliação - C-



Sunday, October 25, 2020

Rebecca

 AInda neste Outubro de warmup eis que surge mais um filme NEtflix desta vez um remake de um filme conceituado de 1940 com um elenco de primeira linha que contudo esteve longe de convencer a critica com avaliaçoes essencialmente medianas, e mais que isso não parece ter reunido grande impacto do ponto de vista comercial, quando comparado com outros filmes do mesmo genero.

Sobre o filme podemos dizer que acima de tudo temos um filme algo confuso. Podemos pensar que determinadas linhas narrativas ate podem funcionar em termos de relações mas que o filme nunca consegue potenciar desde o seu inicio na forma como a relaçao central e introduzida, mas tambem com exceçao da integraçao da governanta fica sempre a ideia que o filme não é propriamente feliz na forma como vai introduzindo os seus elementos.

E isso faz que quando se começa a desenvolver a sua intriga ou o filme começa a descobrir alguns dos seus guiões o filme não ganha intensidade sublinhando sucessivamente os seus maneirismos de uma forma demasiado complexa para funcionar. Fica a ideia que essa falta de objetividade em demasiados momentos e muito frustrante para aquilo que o filme quer na verdade ser.

Ou seja um remake que nos parece ser criado com o objetivo apenas de ser mais um filme netflix. Nao nos parece nunca ser uma grande aposta ou daqueles filmes com objetivos muitos concretos de ir mais longe. FIca a ideia que para este tipo de aposta e tendo em conta alguns dos atores que a netlflix consegue chamar para os seus projetos os filmes deveriam pelo menos ter algo de mais novo.

A historia fala de uma compenheira de uma aristocrata que acaba por conhecer um conceituado viuvo por quem se apaixona, acabando por se casar com o mesmo, e ir residir para uma mansão com a historia da sua anterior paixao e acima de tudo uma govenanta muito associada ao seu passado.

Em termos de argumento nem me parece particularmente que a historia embora ja tenha resultado em diversos filmes seja brilhante. Parece algo simplista a resolução de uma equação por vezes complexa. Neste filme parece ainda que nao existe grande aproveitamente ou construçao das personagens principalmente os principais.

Na realizaçao Ben Wheatley e um realizador que ja tem alguns filmes ainda que pouco ou nada competentes, que mais uma vez me parece que tem um trabalho embora com algum aprumo estetico longe de ser brilhante. Para um realizador com alguns projetos fortes na baila parece que tera de demonstrar bem mais do que fez neste filme.

No cast temos um Harmer e James que encaixam nos papeis mas que sofrem o facto das personagens nao serem propriamente as maiores em termos de desenvolvimento. Scott Thomas ainda tem os melhores momentos, e por sua vez acaba por Rilley outro dos atores que nao aproveita tudo que o filme lhe poderia dar.


O melhor - O Monaco antigo


O pior - Nao perceber como um remake pode ter tão pouco sabor


Avaliação - C-



The Trial of Chicago 7

Numa altura em que tudo permanece completamente parado, começa a existir o lançamento de algumas apostas dos filmes de plataformas de streaming, entre as quais a Netflix que arrancou a sua temporada de premios neste novo filme de Aaron Sorkin que neste caso junta-se como realizador e argumentista do mesmo filme. Este e ate ao momento um dos filmes com melhor receçao critica e que se podera perfilar para uma temporada de prémios caso a mesma chegue a existir. Do ponto de vista comercial as coisas acabaram por ser razoaveis tendo em conta a capacidade que a Netflix tem para chegar as pessoas.

Sobre o filme podemos dizer que temos a mestria que habitualmente Sorkin tem nos seus argumentos num filme de julgamento com todas as vicicitudes politicas de um filme historico. Isso acaba por tornar o filme ritmado, interessante e obviamente um dos melhores filmes ate ao momento, quer na diversidade muito bem trabalhada de personagens mas acima de tudo na forma como tudo encaixa num filme politico, versátil que consegue ao mesmo tempo enterter.

Existe pouca gente conseguiga dizer tanto de uma forma tão clara em dialogos como Sorkin, e o filme beneficia em pleno disso, na sua capacidade de ser ao mesmo tempo intenso, ideologico em engraçado, a forma como consegue ser duro à comedia em pouco tempo e isso acaba por ser os melhores vetores do filme.

Assim, sendo e independentemente de tudo o que surja depois temos um dos filmes do momento, um excelente projeto com um cast de primeira linha que num tempo como este acaba por ser uma das referencias do ano. Nao sei se este sera o julgamento da historia mas sera sem duvida um dos julgamentos a ter dos melhores filmes.

A historia fala de um conjunto de ativistas que se junta no mesmo espaço durante uma convençao democratica para protestar a guerra do vietnam, contudo rapidamente tudo descamba em violencia policia que leva a tribunal alguns desses ativistas para o seu julgamento.

Em termos de argumento percebe-se em toda a linha que ali está a mestria de Sorkin e no argumento, na forma simples com que este acaba por fazer rodar as personagens pelos seus lugares especificos, a forma como consegue ao mesmo tempo variar no seu genero por diversos momentos.

Na realizaçao Sorkin não me parece ser assim tão proeminente, principalmente pela forma com quem por vezes exagera na caracterizaçao de alguns dos seus personagens e por o filme nunca conseguir ser verdadeiramente artistico. Parece-me uma realizaçao simples e que talvez a historia merecesse mais.

No que diz respeito ao cast temos um elenco de eleiçao. O maior destaque vai para Redmeyn Cohen e principalmente Rylance, demonstram a boa forma que o filme consegue dar aos seus interpretes embora me pareça que o filme vale muito mais pela forma como as interpretaçoes se completam entre si do que propriamente por qualquer outra caracteristica.


O melhor  - O argumento e o cast.


O pior - Fica a ideia que a realizaçao poderia ser mais artistica


Avaliação  -B+



Tuesday, October 13, 2020

The Secrets we Keep

Numa altura em que já começamos a sofrer o reflexo da paragem das produções, eis que alguns filmes preparados para pequenos circuitos acabaram por ser cobaias do novo cinema. Um desses filmes foi este Thriller de pos guerra que acabou junto com outros filmes de de menor dimensão ser lançado as feras. Se criticamente as coisas tiveram longe de ser brilhantes, também do ponto de vista comercial, um filme claramente com pouca visibilidade o que não permitiu grandes resultados na curta bilheteira do filme.

Este e um filme com uma base igual a tantas outras, ou seja, um daqueles filmes que esconde o passado das personagens tentando fazer um jogo do gato e do rato entre todas, levando a duvida ao espetador sobre o que está certo e o que está errado. Esta formulaçao simples ja muitas vezes utilizada em outros filmes acabou por se tornar num exercicio simples de paciencia para perceber o que o filme resulta com as duas formulações bem vincadas.

Nao sendo um filme rico em novidade ou mesmo nos conflitos proprios da personagem e um filme que tem os seus mecanismos simples a sua maior virtude embora por vezes se torne demasiado declarado a direção que vai tomar e isso o torne naturalmente um pouco obvio. Em termos produtivos e também um filme pequeno e isso acaba por ser por si só, algo curto.

Ou seja um daqueles filmes que muitas vezes preenchem espaços em branco em em poucos cinemas ou em Vod que fruto da contingencia acabou por ter uma maior visibilidade do que seria de esperar. Simples, de procedimentos basicos trabalhado nos limites e pouco mais.

A historia fala de um casal no qual o elemento feminino esconde um passado traumatico de guerra que fica agudizado quando a mesma se depara com alguem semelhante a uma pessoa do seu passado e decide o sequestrar de forma a vingar-se do seu passado.

Em termos de argumento temos uma base igual a tantas outras, de um filme preso por uma resposta. Na sua elaboração não e um filme brilhante ou particularmente forte, e acaba por denunciar demais a sua direção, mas o resultado acaba por ser razoavel

Na realizaçao Adler e um realizador desconhecido que tem aqui o seu primeiro filme com um cast reconhecido. Nao e propriamente um filme grande, quase sempre realizado numa orientação basica e pouco mais. Nao e com filmes como este que se cresce particularmente como realizador.

No cast um elenco de jovens promissores de um segundo plano que funciona nos curtos objetivos que o filme acaba por ter. Rapace e Kinnman tem atributos para mais altos voos mas ainda estão algo presos a um cinema demsiado secundario.


O melhor - A simplicidade de alguns procedimentos

O pior - Denunciar em demasia a sua direção

Avaliação - C


Thursday, October 08, 2020

Hubie Halloween

 A colaboração entre Sandler e a sua produtora e a Netflix tem sido cada vez mais comum, e tem trazido com alguma constância os seus projetos mais comicos, depois de alguns continuos falhanços no grande ecra. Este ano acabou por surgiu um filme de Halloween com o mesmo estilo. O resultado critico nem foi o desastre que habitualmente nos habituou Sandler, e provavelmente criticamente e com as limitaçoes associadas a pandemia podera ser uma forma de festejar o Halloween.

Sobre o filme temos o estilo de Sandler no mais exagerado possivel e no seu estilo humoristico mais fisico e ao mesmo tempo menos engraçado. Alias o filme e um disparate total do primeiro ao ultimo minuto, fisico, exagerado, sem graça e que nos primeiros cinco minutos acaba por ser o reflexo do quanto de mau o filme acaba por se tornar.

O filme nao tem historia, não tem moral, não tem graça, e uma serie de sequencias de uma personagem completamente desengraçada, absurda, sem graça num espetaculo deprimento de Sandler no pior que nos exibe. E inacreditavel que alguem que ate conseguiu em alguns momentos ter alguma graça na comedia tenha caido neste estilo absurdo que e do pior que se faz na comedia atual.

Nao sabendo se e o pior filme de Sandler e companhia e sem sobra de duvidas dos piores que me recordo. FIca a ideia que ja começa a ser propositado tudo de mau que estes filmes tem sido, e este e mais um. COntudo com as vias abertas da Netflix a probalilidade de ser mais um de muitos e grande.

A historia fala de um estranho habitante vitima constantemente de bullymg de toda uma comunidade o qual e fanatico pelo Halloween que acaba por ter de salvar a sua terra do avanço de um fugitivo de uma prisao psiquiatrica.

Em termos de argumento um desastre total a todos os niveis, na historia de base, nmo absurdo total dos personagens, na falta de graça, enfim nenhum filme resisitiria a algo deste genero.

Na realizaçao Brill e um dos habituais colaboradores de Sandler e talvez o que trouxe piores filmes. Aqui o trabalho de realizaçao em prol de um mau humor nao fortalece qualquer carreira de alguem que nasceu para este registo.

No cast sandler e isto, um humor fisico mal feito, pouco engraçado que se tem tornado cada vez pior. Os seus habituais colaboradores sao mais do mesmo, ao qual se junta um Liotta sem muito sucesso ultimamente noutros registos.


O melhor - A homenagem a um Halloween que pode nao existir este ano


O pior - O disparate do filme.


Avaliação - D-



Wednesday, October 07, 2020

The Glorias

 Após um verão que foi um total inverno ideologico para o cinema, eis que o digital começa a lançar algumas das suas apostas para o final deste ano. Um desses filmes e esta especie de biopic de Gloria Steinman, interpretado por duas atrizes vençadoras de oscar. Este filme com uma das realizadores com mais causas de hollywood nao foi propriamente muito bem recebido pela critica e comercialmente tambem nao parece estar a conquistar as pessoas em casa para o seu aluguer.

Sobre o filme podemos dizer que temos mais que um biopic de uma personagem acaba por ser um biopic de ideologia. E um daqueles filmes de conviçao forte mas que em termos de intriga tem muitas dificuldades em se assumir como interessante, principalmente porque o filme tem dificuldade em potenciar os conflitos entre personagens para que o contexto consiga imperar.

Outra das grandes dificuldades, do filme e a sua elevada duraçao, o que acompanhado por uma intriga pouco intensa faz com que o filme seja algo lenta e mais que tudo um filme parado. Em determinados momentos o filme tenta ser vanguardista e alguma rebeldia mas encaixa mal no estilo do filme tem e faz a ideia que e um filme que se perde nesse tipo de virtuosismo em deterimento de uma intrita mais simplista mas mais forte.

Por tudo isto um filme com uma boa realizadora. com um cast de primeira linha e com um bipic de alguem importante deveria dar espaço para um filme melhor e mais claro naquilo que quer transmitir. Fica a ideia que o filme nunca se encontra particularmente dentro daquilo que quer ser.

A historia fala dos diversos momomentos de Gloria, desde o seu passado ao seu sublinhando como feminista e todo os seus trabalhos e reprecurssoes como ativista.

E no argumento que o filme tem mais dificuldades, pois a intriga e as personagens de contexto nunca permitem que o filme ganhe intensidade e ritmo e isso acaba por fazer perigar aquilo que o filme quer transmitir.

Taymor e uma realizador com um passado forte, proximo da critica, que tem aqui um filme algo rebelde mas cujas escolhas nem sempre favorecem a mensagem. Por vezes alguma excentricidade fora de sitio acabam por transformar este filme num resultado estranho e que nada favorece o curriculo de alguem tao experiente.

O cast tinha tudo para resultar, nao estando Moore e VIkander na sua melhor forma as mesmas tinham a intensidade e os atributos perfeitos para uma personagem como esta mas acabam por ser traido por um argumento que nao potencia o segmento de nenhuma delas.


O melhor - O tema


O pior - O filme confundir-se a si proprio


Avaliação - D+



Monday, October 05, 2020

Misbehaviour

 Numa altura em que o cinema internacional esta particularmente bloqueado alguns projetos mais pequenos e alguns europeus tem visto a luz do dia. Um desses e este filme sobre a emancipação dos direitos das mulheres contra os moldes em que se faziam os concursos de miss, num filme que retrata um acontecimento concreto. Em termos criticos as avaliações ate foram positivas mas insuficientes para levar o filme para uma dose de mediatismo que neste contexto redutor o torna-se significativo.

Sobre o filme podemos dizer que a historia e mais que isso a ideologia e bem atual, mesmo que o filme retrate um episodio de 1970 num tema que ainda hoje e discutido e nisso o filme consegue escolher alguns temas com o valor politico que o filme quer ter e isso torna-o revelante.

O problema do filme passa pela concretizaçao da ideologia. Se existem poucos acontecimentos que reunam ao mesmo tempo os direitos das mulheres e a segregação racial, este concurso acabou por ser algo de ambas. Fica a ideia que o filme poderia e deveria articular melhor os seus dois pontos base da sua historia e acaba por os individualizar em demasia e isso tornar o filme algo solto na unicao destes dois pontos.

Por tudo isto sendo um filme razoavel esta longe de ser brilhante ou mesmo interessante. O ritmo baixo, a forma como tenta colocar e descentrar um filme do seu contexto culturar pode parecer algo exagerado naquilo que o filme quer ser, fica a agenda politica e pouco mais.

A historia fala de um grupo de mulheres que se reune para mostar indignação sobre a forma como as mulheres eram tratadas em concursos de miss. Mais conta a forma como pela primeira vez uma não branca ambicionava em se tornar a miss mundo e como todo o contexto foi criado nesse concurso.

Em termos de argumento tudo o que aconteceu em 1970 no concurso de miss universo foi paradigmatico das lutas travadas e que continuam e o filme nisso e competente na escolha do acontecimento. Na forma como o torna no filme brilhante vai uma grande distancia pois fica a ideia que nunca o consegue.

Na realizaçao deste filme temos LOwthorpe uma autentica desconhecida que nem sempre na contextualizaçao temporal e brilhante. Fica a ideia que o filme tinha espaço para muito mais em termos da conjugaçao da realidade com o filme.

No cast temos um conjunto de atrizes conhecidas em papeis simples, que ficam ultrapassadas pela ideia do filme. Destaque para um Kennear disfarçado de Bob Hope mas a sua personagem acaba por ser muito limitada.


O melhor - A agenda politica do filme.


O pior - Fica a ideia que o filme ao querer abraçar dois temas tao fortes acaba por nao ser efetivo em nenhum


Avaliação - C



Sunday, October 04, 2020

The Boys in the Band

 Este novo filme da netflix com a toada da homossexualidade e a experiencia deste tipo de sexualidade é o mote para um filme sobre personagens a conversar sobre a sua preferência sexual num bairro com um passado e presente bem vincado. Este filme baseado numa peça de teatro tornou-se num sucesso critica, existindo ja que aponte num ano dificil como este Parsons no caminho dos premios. Em termos comerciais acredito que a Netflix tenha a todos os niveis objetos com mais valor comercial que este.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem uma base ou uma ideia interessante, ao conjugar numa festa nove individuos homossexuais com diferentes historias e conflitos a debater os mesmos. Ate aqui poderia ser um filme interessante, refexivo e mesmo com a capacidade de quebrar alguns esteriotipos sobre a homossexualidade. O problema e que nem sempre o filme consegue isso ao repetir demasiado as personagens que caem em alguma igualdade excessiva, o que com nove personagens poderia ser mais diverso.

O filme tem alguns bons dialogos principalmente na parte final e nos conflitos que se vao criando entre as personagens num filme claramente em escalada emocional. O estilo de peça de teatro nem sempre favorece filmes como estes ja que o ritmo exigido a um filme e usualmente bem maior do que se pode exigir a uma peça de teatro e no seu intermedio o filme acaba por perder isso.

Mesmo assim um filme com alguns apontamentos interessantes na forma como aborda diferentes prespetivas e formas de lidar com uma homossexualidade por vezes socialmente ainda reprimida, mas mais que isso o filme tem tambem formas diferentes de estar num compromisso o que tambem e bem trabalhado em alguns momentos de dialogos.

SObre o filme temos nove homens que se reunem para uma festa de aniversãrio de um deles, todos homossexuais que começam a conversar sobre os seus proprios conflitos atuais e passados numa escalada emocional entre todos.

O argumento tem uma boa ideia nem sempre bem potenciada em termos de construçao de personagens que acabam todos por ser algo semelhantes. Melhor nos dialogos e nos conflitos que se vão criando, mas parece obvio que se trata de um argumento pensado para teatro.

Na realizaçao Joe Mantello associado a algumas series de sucesso tem uma realização simplista, num unico lugar, deixando as personagens deambular por um espaço curto. Denota-se uma proximidade com o tema, mas nao e com este tipo de filmes que se observa a qualidade do realizador.

A exclusividade de atores assumidamente homossexuais para os papeis, parece-me mais um sublinhado ideologico do que propriamente outra coisa. Parsons está vincado numa construçao esteriotipada de um homossexual com diversos tiques femininos, como a maioria dos interpretes, fruto de personagens algo associadas a este estilo.


O melhor - ALguns conflitos realmente bem trabalhados.


O pior - Personagens demasiado semelhantes

Avaliação - C+



Friday, October 02, 2020

Antebellum

 Numa altura em que o cinema paralisou por completo alguma das apostas que iriam tentar a sua sorte num mercado mais aberto acabaram por ser lançados num primeiro momento em mercados menores, concretamente o europeu. Alguma da expetativa estava em torno deste thriller racial que acabou por posteriormente ser lançado com uma receção critica pouco interessante. Do ponto de vista comercial esta receção talvez condicione em muito aquilo que seja o resultado final que o filme ira ter quando estrear noutros mercados.

Sobre o filme podemos dizer que em termos estruturais e de ideia o filme tinha tudo para funcionar, mesmo a montagem escolhida que acaba por ser um distrator do espetador funciona bem para o impacto que o filme quer ter, ficando a ideia que uma base interessante original e que tinha tudo para funcionar em grande escola.

O problema do filme e o recheio das suas partes, aqui o filme com o objetivo de se esconder acaba por se esvaziar em conteúdos até o seu epílogo onde depois de revelar-se consegue ter a intensidade e usufruir da surpresa da historia para a revelação total, mas fica a ideia que o recheio do filme poderia e deveria ser mais funcional o que tornaria o impacto da sua base muito mais forte.

Este não sendo um excelente filme, ou tendo mesmo muitas dificuldades a espaços e um filme original e com uma boa ideia. Daqueles filmes que a surpresa do seu conteúdo acaba por nos surpreender e todos sabemos que nos ultimos tempos nem sempre tem sido fácil sair com esta sensação no filme.

A historia fala de uma escrava, residente numa fazenda onde os escravos de cor negra nao podem falar e a sua tentativa de tentar fugir daquele espaço. Esta historia e intercalada com a de uma ativista pelos direitos raciais e a sua busca em fazer chegar a palavra, até que tudo se une.

O argumento e interessante na sua base narrativa e ideia original de base, que falha no seu recheio nas suas personagens, nos seus dialogos e nas suas historias o filme acaba por ser algo vazio e torna tudo uma pena porque a ideia tinha potencial para ficar registada de forma mais vincada.

Na realização deste filme temos a dupla Bush e Renz uma dupla oriunda da produçao musical com uma ideia original, com uma realizaçao interessante mas que ainda tem de aprimorar na historia. Este inicio pelo menos na ambiçao da ideia e de registar mas so que o seguirá poderá determinar a qualidade da dupla.

No cast tudo se reune em torno de Monae que me parece como atriz ainda algo verde, sem grandes recursos para alem de um sublinhado nas questões raciais que tanto defende. Nos secundários Malone e Houston são dois vilões com alguns recursos, mas o filme centra-se acima de tudo na sua própria ideia.


O melhor - A ideia de base


O pior - Nao ser preenchida com melhores personagens e contexto


Avaliação - C+



Monday, September 28, 2020

The War with Grandpa

 Numa altura em que todo o tipo de cinema esta paralisado, alguns projetos que ate poderiam ser lançados em cinema foram remetidos para alugues online. Um desses filmes foi esta nova comedia de Tim Hill, que nos tras novamente um Robert De Niro à comedia básica pouco intlectual. Em termos criticos pese embora nao existam ainda avaliações lançadas os impulsos vao no sentido de mais um desastre algo que De Niro também já esta acostumado neste tipo de abordagem. Comercialmente este tipo de lançamento acaba por nao ser o que de melhor podera fazer potenciar o filme.

Este uma comedia familiar igual a tantas outras de guerra de idades. Tem um claro defeito ou em determinadas situaçoes ser demasiado absurda ou mesmo ridicula para fazer vincar a sua ideia. Esse tipo de abordagem completamente em desuso esta extremamente vincada principalmente em algumas partidas e mais que tudo na ligaçao entre as personagens mais velhas.

O lado positivo do filme e que no extremismo a personagem mais velha nao cai totalmente no erro da imecilidade por si so e existem diferenças entre os lados clara em face da maturidade dos envolvidos. O facto do filme nao esquecer este apontamento que na maior parte dos filmes iguais a este e colocado de lado permite-lhe ser um filme com alguma emoçao.

Mas mesmo assim um novo filme igual a tantos outros de guerra de personagens com exagera, com absurdo quase nunca com graça e que mais nao e do que uma tentativa de dinheiro facil. Nao sendo um terror de filme como muitos que quase sao insultuosos para a carreira dos protagonistas, esta longe de ser aceitavel.

A historia fala de um idoso que acaba por ir viver para o agregado familiar da filha, entrando numa guerra com o neto pelo espaço do quarto, num combate de parada e resposta para alguem ficar por cima.

Em termos de argumento uma base igual a muitos outros filmes de nivel baixo. Em termos de personagens e situyaçoes mais do mesmo, num humor fisico desatualizado e muitas vezes a cair no absurdo. Resgata da miseria total do filme ter espaço para aluma normalidade e emoçao sentida nas personagens.

Tim Hill e um realizador com experiencia em filmes juvenis e infantis que tem aqui mais um filme vocacionado para aquela população. UMa realizaçao simples, sem grandes truques, apostado num humor fisico simples, num filme proximo de outros de um realizador de segundo plano mesmo neste estilo.

Robert de Niro gosta deste tipo de filmes porque o descontrai. Ele encaixa no registo que pouco ou nada lhe exige. A seu lado um jovem Fegley a tentar ganhar espaço em diversos estilos, mas ja me pareceu mais proximo do sucesso.


O melhor - O espaço para alguma ternura


O pior - O Humor desatualizado


Avaliação - C-



Enola Holmes

 Numa altura em que e a Netflix a principal fornecedora do cinema atual, com a periodicidade de quase um filme por semana começam a surgir alguns dos seus maiores projetos para o final deste ano. Um desses projetos e este Spin Off de Sherlock Holmes sobre a batuta de uma alegada irmã mais nova. Criticamente esta abordagem ate conseguiu algum respeito com avaliaçoes bem conseguidas da critica especializada e tambem comercialmente tem tudo para rapidamente se tornar num dos produtos mais rentaveis da aplicaçao.

SObre o filme podemos dizer que tem uma premissa interessante, bem trabalhada, original, com um formato que usualmente permite alguma criatividade nos constantes dialogos entre a personagem central e o espetador, que acaba por ser o confidente maior dos pensamentos e raciocinios da personagem. Ate este ponto o filme acaba por ser um objeto interessante de entertenimento.

Mas depois tem os seus problemas principalmente na intriga central e na historia de base. NUm filme de detetives o suspense ou a surpresa sao essenciais para qualquer tipo de resultado e aqui parece tudo denunciado, ou tão solto que a intriga em si nunca na realidade consegue pegar minimamente na expetativa do espetador, tornando o filme algo cinzento.

Em resultado final um razoavel filme de entertenimento que nos parece que consegue lançar melhor bases do que propriamente concretizar o seu resultado. Mesmo assim uma produçao razoavel num registo que pela abertura e principalmente por algum conceito da personagem pode facilmente resultar em sequelas.

SObre o filme a historia acaba por ser uma reinvençao ainda que ligeira de Sherlock Holmes ja que apenas a persoangem serve de contexto para a sua familia e mais concretamente para a sua alegada irma e numa missao de procurar a mae desaparecida e mais que tudo encontrar a sua propria identidade.

Em termos de argumento o filme tem boas bases, bem introduzido uma boa ideia mas na concretizao tem algumas dificuldades primeiro porque o humor que ficaria bem neste registo nem sempre aparece. Mas mais que tudo a intriga acaba por ser demasiado obvia.

Na realizaçao deste projeto HArry BRadbeer tem a estreia mais mediatica na longa metragem depois de muito sucesso em series. O filme tem uma boa realizaçao e um bom conceito que nos deixa alguma certeza quanto ao futuro do realizador assim o queira.

No cast Millie Bobby Brown funciona como protagonista do filme demonstrando que esta a conseguir sustentar bem a passagem para uma idade mais adulta. Tem recursos tem carisma e o filme funciona. No naipe de secundarios escolhas obvias para personagens algo lineares.


O melhor - O formato e alguma rebeldia na abordagem do filme.


O pior - Teria de ter mais valor comico e mais suspense


Avaliação - C+



Saturday, September 26, 2020

The Devil All the Time

 E sem duvida uma das grandes apostas da Netflix para este Outono, este Thriller nos interior americano com um dos melhores cast do ano, e uma historia abrangente, que pese embora não tenha particularmente conquistado a critica parece ter conquistado os utilizadores da Netflix que fizeram dele um dos produtos mais consumidos da plataforma. Um filme que poderia rapidamente ser mediatico numa sala de cinema mas que a Netflixo enquadrou como uma das suas grandes apostas para o final do ano.

Sobre o filme temos uma historia em diversos segmentos numa pequena cidade. O filme tem a moralidade bem aceite, na forma como discute os apontamentos religiosos e aspetos como fé. Nisso o filme e bem trabalhado porque mesmo com o crescimento e passagem de testemunho de personagens ao longo do tempo essa abordagem acaba sempre por ser bem feita com toques de violência explosiva instantanea.

Mas nem tudo é perfeito na forma como o filme consegue funcionar, desde logo porque os remoinhos temporais do filme ao longo do tempo acabam por nada de bom trazer ao filme acabando apenas por o confundir em alguns momentos e por outro lado tambem as personagens aparecem e desaparecem demasiado rapido para que a mesnagem ou o crescimento delas seja sustentado.

Mesmo assim temos um filme crescido, que pelo facto de abordar uma historia ao longo de muito tempo acaba por ganhar uma dimesão mais forte utilizando para esse efeito um cast de primeira linha. Nao sendo propriamente uma obra prima e um filme competente que demonstra bem que por vezes um bom leque de atores e o primeiro caminho para fazer os filmes funcionarem.

A historia centra-se num conjunto de personagens com fé que acabam por ao longo do tempo e de duas gerações ter que lidar com contratempos criados pela propria fé, pela vida e por outros personagens que conduzem a que a fé seja substituida por violência.

Em termos de argumento é um filme ambicioso que se calhar consegue funcionar bem melhor na sua objetividade das personagens do que propriamente nos pontos que quer abordar e fazer pensar, já que ao filme confunde-se um pouco. Boa escolha de um narrador que nos faz entrar melhor nas personagens

Na realizaçao Antonio Campos um realizador que tem aqui a sua primeira obra de longa duração mais conhecida depois de ter estado associado a produçao de alguns filmes indies de bom resultado. A realizaçao e simplista, proxima dos filmes do interior americano dando prevalencia ao excelente cast do filme e isso demonstra pelo menos inteligencia mais que brilhantismo.

No cast podemos dizer que existe desde logo um nome que se destaque no filme Skaarsgar, o mais novo do cla tem a interpretaçao mais intensa e mais trabalhada, segurando bem o primeiro terço do filme. Holland esta a crescer em dimensão embora a sua personagem nao seja propriamente uma exigência de recursos.


O melhor - O cast


O pior - Alguns saltos temporais nem sempre esclarecedores


Avaliação  -B-



Lost Girls and Love Hotels

 Numa altura em que seria obvio que a descedência direta de cinquenta sombras de gray chegaria ao cinema eis que um dos seus descendentes viu a luz do dia em plena pandemia, apostado no lado sensual de uma Alessandra Daddario ainda longe de ter uma carreira sustentada em Hollywood. Assim como o filme de base o resultado esteve longe de ser brilhante com resultados modestos. COmercialmente podera existir alguma expetativa mas vai ser longe de ser um sucesso.

Sobre o filme parece um procedimento direto de tentar conduzir a personagem para situaçoes de sensualidade duvidosa. Alias se esse era o grande objetivo do filme, tudo acaba por falhar porque o filme nem conteudo tem de contexto e muito menos consegue potenciar a sensualidade que deveria estar presente num filme que vende-se por essa vertente.

Em termos de guiao o filme basicamente nao existe, seguimos os desvaneios de uma rapariga em pleno tokio com diversas obsessões sexuais fruto de um passado que o filme nao quer saber e depois temos um relacionamento de extremo pelo lado sexual mas ao mesmo tempo totalmente adolescente em tudo o resto que resulta num filme a todos os niveis de pessima qualidade.

A tentativa de entrar no subconsciente dos desvaneios sexuais e tao pobre quando comparado com outros filmes mais adultos que ja o fizeram que ficamos com a ideia que o filme se perde em si mesmo e torna-se monotono sem sentido e pior que tudo nunca consegue transmitir nada ao seu espetador.

A historia fala de uma jovem em pleno toquio, embebida pela dimensao da cidade e sozinha, acaba por conhecer um misterioso individuo com quem se envolve sexualmente e emocionalmente cumprindo os seus fetiches mas rapidamente a relaçao torna-se bem mais intensa do que esperado.

No argumento um deserto de ideias de base, e mais que isso na sua execução. Tudo e mau em termos de ideias, dialogos e personagens e o filme fica totalmente danificado por isso.

Na realizaçao Olsson e um realizador que teve aqui o seu trabalho mais mediatico. Ate consegue em alguns momentos nos dar algumas luzes do submundo de toquio mas pouco mais. Nao consegue com arte dar a sensualidade aos momentos mais intimos e isso e um desastre completo. Nao sei se alguma vez tera outra oportunidade destas.

A carreira de Daddario e estranha no seu desenvolvimento, começou como muitos outros em filmes juvenis, ganhou intensidade na prestação em True Detective, mas depois regressou a um cinema de pessima qualidade para adolescente,e  agora tem algum risco mas o resultado esta longe de ser brilhante. Nos secundarios nada de relevante

O melhor - ALguns promenores de um toquio desconhecido


O pior - A historia do filme


Avaliação - D-



Sunday, September 20, 2020

I'm Thinking of Ending Things

 Num ano atipico em que pela sua forma de pensar os filmes podera favorecer e muito a entrada da Netflix na temporada de premios, eis que foi dado o arranque da produtora com os seus filmes de autor mais concetuais com esta nova obra de Charlie Kauffman. Sempre com a irreverência tipica, este foi um filme que foi melhor recebido pela critica que lhe deu boas avaliaçoes do que o publico em geral que se perdeu um pouco na complexidade da historia. Comercialmente para a dificuldade de absorver uma historia tal estranha podemos dizer que resultou.

Nao e um filme facil, e um filme que exige conceito, entrada no que o filme quer transmitir para percebermos aos poucos aquilo que o filme nos quer transmitir. E um filme sobre atos falhados da vida e da forma como eles poderiam ser diferentes. Nem sempre contado de forma objetiva, mas com a originalidade e o conceito que normalmente Kauffman da aos seus filmes este um filme dificil, mas que se atingirmos os seus objetivos funciona em grande escala.

E um filme que se complica por vezes a si proprio, que tem um plano e uma ideia muito boa, que o recheia com um argumento bastante interessante mas por vezes poderia ser mais direto, mais simbolico e fechar melhor as encruzilhadas. Mesmo assim no final ficamos feliz com o que vimos, com a forma como Kauffman consegue de uma forma muito peculiar transmitir historias unicas e intensas.

Nao e claramente um filme para todos, muitos vão achar demasiado estranho, confusos, considerar irritante nao perceber o que esta a ocorrer. NUm segundo momento percebendo qual o principio do filme todos nos conseguimos aproximar a determinada altura ao sentimentalismo e mais que tudo aquilo que o filme quer ser.

A historia fala de um casal que embarca numa estranha viagem as origens do homem do casal para a mulher conhecer os pais do primeiro, pessoas com uma particularidade muito proxima.

Em termos de argumento temos tudo que Kauffman normalmente nos da nos seus filmes sob a sua forma dificil. Temos simbolismo, originalidade e significado que funcionam imenso na mensagem que o filme quer dar. Temos tambem os argumentos tipicos de alguém que tem muito para dar mas que nem sempre consegue conunicar da melhor forma, porque nem toda a gente consegue entrar na sua rotação.

Na realizaçao Kaufman ainda nao atingiu o brilhantismo dele como argumentista. Temos algum risco e originalidade em algumas cenas, percebe-se que trabalhou com realizadores com conceito, mas o resultado apesar de estar a melhor ainda não e totalmente completo. Mesmo assim num ano muito dificil temos uma das melhores realizações ate ao momento.

No cast temos dois jovens em ascenção como protagonistas, Plemmons e um dos melhores atores do momento embora a imagem nao lhe permita ser um front leader em produçoes maiores. Aqui tem novamente uma interpretaçao de primeiro nivel. Ao seu lado Buckley a ganhar no cinema o protagonismo que conseguiu em Chernobyl, numa interpretação interessante bem auxiliada principalmente por uma Collete em excelente forma.


O melhor - O argumento e os seus objetivos


O pior - Nem toda a gente consegue entrar em tal dimensãp


AValiação - B



Waiting for Barbarians

 Lançado em 2019 com pouco ou nenhum mediatismo o que acaba por ser surpreendente tendo em conta o rico cast do filme em plena pandemia este filme foi lançado para aluguer sem grandes resultados comerciais. Tambem em termos criticos a mediania das avaliações acabaram por nao ser particularmente intertessantes o que tambem nao ajudou o filme a ganhar outro tipo de dimensao.

Este e um filme simples sobre guerra sobre os lados e a brutalidade de guerra. O filme tem como seu maior atributo a violencia e isso da alguma forma e intensidade a um filme que podera perder por algum excesso ou abuso neste tipo de violencia mas funciona na mensagem que quer dar.

Nao e propriamente uma produçao grande, ate fica a ideia que por vezes o filme na sua captação de imagem ou mesmo na sua dimensão e algo curto para um cast tao intenso. Mas isso nao retira ao filme o seu lado forte e estetico na violencia que conduz a que no filme os objetivos sejam cumpridos.

Um filme de pequena produçao com qualidade e mais que tudo com a força do que quer transmitir. Nao e uma obra prima nem sequer de referencia mas fica a ideia que os bons atores por vezes consegue conduzir projetos claramente menores a patamares mais elevados.

A historia fala de uma fronteira que acaba por ser dominada por tropas governamentais apostadas em defenderem de um povo vizinho visto como barbaro. TUdo torna-se mais complicado na organizaçao daquele espaço quando começa um massacre a um povo como forma de prevençao.

Nao e propriamente um argumento muito trabalhado, ja que aposta essencialmente na agressividade das sequencias de violència. Em termos de historia temos uma base igual a muitas outras e as personagens tirando a principal sao algo simples e posicionais na sua dimensão.

Na realizaçao deste filme temos Ciro Guerra um realizador colombiano que ja teve alguns projetos locais bem recebidos e que aqui teve o seu filme maior o qual foi apresentado no festival de veneza embora com pouco alarido. E um filme com produçao baixa e isso denota-se

No cast Rylance tem uma interpretaçao intensa, expressiva demonstrando os seus atributos que fazem dele um ator competente. Depp da a extravagancia que o filme quer na sua personagem e Pattinson junta ao seu recente curriculo mais um filme aceitavel.


O melhor - A forma como a violência do filme consegue ter o proprio significado


O pior - EM personagens e dialogos e algo curto


Avaliação - C+



Tuesday, September 15, 2020

The Owners

 Seria expectavel que apos a conclusão de Game of Thrones que os diferentes produtos de maior ou menos dimensão fossem aproveitando os protagonistas da serie para diferentes projetos. Maise Williams acaba por ser uma das protagonistas mais ativas e surgiu recentemente em dois filmes diferentes em termos de conceito e dimensão. Este e um filme pequeno de terror que esteve longe de ser avaliado com grande brilhantismo ou mesmo ter adquirido grande dimensão em termos comerciais.

Este e o tipico filme ingles na sua introdução. Personagens destruidas pela vida à procura da oportunidade, num contexto próprio que surpreende pelo seu twist e como o rato se transforma no rato numa atmosfera de terror. Fica a ideia que a forma como o filme prepara e consegue essa escalada principalmente dentro do primeiro grupo funciona bem.

Nao e tao eficaz no entanto quando tenta que o filme entre na dinamica de viragem aqui pensamos sempre que existia espaço para mais obsessão, mais dureza nas imagens, fica a ideia que o filme funciona sempre melhor na dimensão psicologica do que de terror e isso nem sempre me parece uma virtude declarada embora funciona maoiritariamente.

Outro dos pontos positivos do filme e a sua conclusão e todos sabemos o quanto filme como estes dependem da forma como terminam e neste particular temos um filme que deixa o melhor para o filme. Nao sendo obviamente uma obra prima acaba por cumprir os seus objetivos com todos os ingredientes necessario a surpresa.

A historia fala de um grupo de depois de monitorizar a casa de um casal de idosos com dinheiro tenta fazer um assalto contudo acabam por ser apanhados pelos donos da casa, que de repente se tornam eles os caçadores.

Em termos de guião o esperado num filme que funciona com o terror, com as obsessões das personagens mesmo que em termos de coerência alguns dos pontos possam ficar pelo caminho. Nao temos grandes personagens mas a conclusão permite que o resultado final seja satisfatorio.

Na realizaçao Julius Berg um realizador frances quase desconhecido consegue ter algum do espirito do terror mas pouco mais. Graficamente fica a ideia que o filme poderia valer mais, mas penso que tendo em conta o genero assimido temos um inicio razoavel.

No cast Williams tinha em si os olhos principalmente depois do sucesso continuo de GOT e parece aqui ter o impacto e a entrega fisica que se tornou conhecida na serie. Nao e um filme que exige muito mais, e mesmo nos secundarios fica a ideia que apenas temos a exigencia estetica.


O melhor - A forma como o filme funciona no seu twist final


O pior - Graficamente tinha muito por onde caminhar


Avaliação - C+



The Secret Garden

 De tempo em tempo as produtoras assumem novas versões de filmes que já foram trabalhados e potenciados noutros tempos. Este ano em plena pandemia, uma produçao inglesa conhecida por outras adaptaçoes de filmes semelhantes, lançou este particular filme que pese embora tenha reunido à sua vonta algumas criticas interessantes não foi propriamente um objeto que captou grandes atenções junto do publico.

Sobre o filme desde logo parece fundamental para um filme para mais jovens que o filme tenha ritmo nas personagens e nas ligações entre elas e o filme acaba por neste aspeto nunca ser particularmente feliz, porque as personagens e o cruzamento de mundos acaba por ser efetuado de uma forma demasiado suave para os objetivos que o filme quer ter.

Tambem o cruzamento de mundos, fica a ideia que o argumento permitira uma abordagem muito mais bem trabalhada e mesmo estetica para um resultado mais proeminente. NUma altura em que a evolução tecnica e cada vez mais impontente o que o filme faz aqui sabe a pouco, principalmente tendo em conta algum dos atributos da historia e a forma como isso tudo poderia resultar num filme mais forte.

Ou seja e um daqueles filmes que nada tras de novo ao que ja foi feito anteriormente, e que acaba por ter muitas dificuldades no ritmo que se quer incutir, e isso acaba por o tornar manifestamente curto. Fica a ideia que e basicamente a repetiçao constante do que ja foi feito.

A historia fala de uma jovem orfã que passa a viver na casa de um peculiar tio onde guarda um jardim secreto de memorias e de relação que a fazem adaptar-se a sua nova realidade.

A historia tem atributos que poderiam fazer dela um bom filme, mas por outro lado tem o grande problema de ter dificuldade de ganhar ritmo muito por culpa de uma caracterizaçao de personagens longe de ser brilhante.

Na realizaçao desta nova aborgagem temos Marc Murden um realizador inglês quase desconhecido que tem aqui o seu processo mais conhecido, num trabalho que acaba por ser demasiado limitado. Fica a ideia que existia espaço para muito mais quer em termos produtivos quer na historia em si,.

No cast um conjunto de jovens a dar os primeiros passos a procura dos seus melhores momentos acompanhados por os veteranos do costume dos filmes britanicos, num filme sem grandes personagens e por conseguinte sem grandes desempenhos.


O melhor - A base do filme tem capacidade de crescer.


O pior - O filme tem falta de ritmo


Avaliação - C-



Saturday, September 12, 2020

The Burnt Orange Heresy

 Estreado o ano passado em competições paralelas nno festival de Veneza este pequeno filme não foi propriamente o filme mais bem avaliado do certame pese embora tenha saido do mesmo com um premio. Algum tempo depois e umas semanas antes do mundo do cinema ficar bloqueado esta obra estreou nos EUA em cinemas selcionados com resultados curtos a todos os niveis.

Sobre o filme temos uma intriga no mundo da arte e da negociação de arte com paisagens italianas e o conceito de ter Mick Jagger no elenco. E um filme com promenores que captam a atenção mas pareceme claro que não é propriamente uma obra prima ou que a intriga é de tal forma bem montade que consiga ter impacto no espetador, ficando sempre a ideia de um filme algo difuso, quando se pedia necessariamente o contrario.

Um dos problemas do filme reside na ambiguidade da relação central, a qual nunca conseguimos perceber muito bem a sua origem, o seu desenvolvimento e a sua conclusão. Esse caracter escondido do filme parece-nos uma excentricidade sem grande sentido, assim como outras que o filme nos vai dando em pequenos promenores. Isso esconde um pouco uma intriga com muito espaço para funcionar principalmente na interpretação da arte, do valor da mesma e o que está em causa.

Este e um filme que me parece com uma ideia interessante, que poderia funcionar numa intriga de primeira linha ainda para mais porque escolhe bem os locais da sua trama e mesmo os interpretes. Pena e que o conjunto final fique muito aquem daquilo que o filme deveria ter rendido enquanto obra propria.

A historia fala de um critico de arte que e contratado por o dono de uma galeria para tentar conseguir o quadro de um famoso pinto em idade avançada, contudo em face do que esta planeado pelo mesmo arquiteta um plano para ficar associado ao derradeiro quadro do mesmo e assim obter a sua fama.

O argumento do filme parte de pressupostos e contextos interessantes mas na sua concretização esta longe de ser brilhante, principalmente pelas opções que o mesmo acaba de tomar no desenvolvimento da sua narrativa e por alguma falta de concretização dos dialogos que acabam por limitar o alcance das suas personagens,

Na realização depois de dez anos de interregno temos Capotondi, o qual nos ultimos anos se dedicou a televisão, tem uma escolha de cenarios interessantes mas nem sempre e propriamente atrevido na sua realizaçao, algo que habitualmente e comum nos europeus. Fica a ideia de um filme demasiado escuro para a tematica em questão.

No cast a lideraça do filme é entregue a Claes Bang um ator dinamarques que chamou a atenção em The Square e aqui teve novamente envolvido num filme sobre arte. Parece um ator com intensidade e enigmatico como o filme quer ser e parece ser bem auxiliado por um Debecki em boa forma. Jagger e Sutherland completam um bom elenco em personagens que acabam por ser algo limitadas pelo guião


O melhor - O mundo da arte e os seus mistérios


O pior - Emaranhar-se nos seus propositos


Avaliação - C



Mulan

 A Disney tornou-se nos ultimos ano uma produtora totalmente economicista que decidiu fruto da evoluçao tecnica decidiu fazer live action dos seus filmes mais consagrados. Este ano e previamente a toda a pandemia que viviemos a aposta seria de Mulan, com todo o aspeto cultural associado, contudo o filme acabou por ver a sua estreia em cinema adiado, e acabou por ser lançado diretamente para televisao o que oi um reverso total no grande investimento do filme. Mas esse foi so o inicio do turbilhao que se tornou o filme que esteve longe do sucesso na sua modalidade, apesar de criticamente as coisas nao terem sido muito negativas a opiniao global do publico foi nefasta associada quem sabe a algumas opiniões politicas contorversas dos seus protagonistas.

Sobre o filme devemos começar por o analisar de um ponto de vista técnico e aqui temos um filme com todo o perceito de uma grande produçao de verão da disney. Mais que nos efeitos especiais temos todo um trabalho de guarda roupa e cenario que so e possivel nos filmes mais bem montados das grandes produtoras, e aqui resiste as mais valias do filme, já que no restante as coisas estão longe de terem corrido tão bem.

Desde logo no argumento pese embora a mesma base do filme de animção ao querer ser um filme mais concreto e mais proximo das origens orientais dos filmes de artes marciais tira algum ponto humoristico que funciona sempre em entertenimento ao filme que se leva demasiado para os filmes basicos serie b de artes marciais. Alias o filme pensa mesmo nisso nas escolhas para alguns dos papeis, mas retira o filme da fantasia disney e da proximidade dos mais pequenos, a forma como o dragao compenheiro quase entra de fugida parece-me o claro maior erro do filme.

E tambem nos efeitos especiais o filme exagera demonstrando ser preguiçoso em alguns trabalhos, alias acho sempre que a tarefa de conciliar disney e artes marciais e de todo impossivel e o resultado e estranho. Parece tambem que e um filme com poucos recursos interpretativos que nao o deixa crescer em carisma muito menos em personagens. Fica a ideia de que globalmente o filme nao funciona,.

A historia de Mulan, uma jovem que gosta de combates e foge ao destino esperado para si, que ocupa o lugar do pai numa batalha de homens de forma a proteger o reino dos avanços de um vilao e de um exercito com a pior das intençoes.

Em termos de argumento o facto de querer dar um live action ao filme poderia ter a opção da historia real pouco mitologica ou assumir essa vertente declarada de Mulan. O filme fica a meio termo e nao me parece que seja a melhor das escolhas dando ao filme um meio termo que nao permite grandes personagens nem a historia ser tao funcional como a original.

Nick Caro e a realizadora que sabe trabalhar em contextos culturais proprios e isso e a maior virtude do filme, o colar-se ao contexto espacial onde se passa. Em termos de efeitos especiais nao me parece que o filme seja o mais funcional nas suas escolhas, dando um trabalho competente mas longe de ser brilhante.

No cast a escolha de atores asiaticos que inicialmente foi muito sublinhada e valorizada tornou-se inicialmente num calcanhar de aquiles pela falta de carisma de um elenco quase desconhecido e porque outros se colaram a vertentes politicas aceitaveis nos paises de onde sao oriundos mas discutiveis em todo o restante. Sobre a prestação o filme não e propriamente rico em exigencias neste capitulo


O melhor - Os cenarios


O pior - Mulan tinha momentos engraçados que aqui nao exisitem e fica a perder o entertenimento


Avaliação - C-



Friday, September 11, 2020

The Personal History of David Copperfield

 As adaptaçoes literarias de classicos normalmente chamam alguma atenção mas nos ultimos tempos pelo facto de já terem existido diversas tentativas de reproduzir as mesmas historias acabaram por cair em algum desuso. Dai que esta abordagem de Ianucci ao classico de Charles Dickens acabou por não ser popriamente um sucesso comercial, mesmo tendo em conta que acabou por ser um filme com boas avaliações.

O filme e uma abordagem original que consegue manter o estilo simplista e mesmo divertido que a historia tem ao seu dispor, apesar de nos parecer sempre que as imagens dificilmente conseguem traduzir uma historia tão peculiar como esta o que faz o filme em muitos momentos ser mais estranho do que propriamente funcional.

Assim, parece-me que se trata de um filme com alguns recursos baseado numa boa realizaçao e numa boa escolha de cast mas que divaga, sendo que esta caracteristica usualmente funciona bem melhor na literatura do que propriamente no cinema, ficando a ideia que isso acaba por tirar alguma força ou impacto numa historia que ainda tem o problema de nao ser a primeira adaptaçao ao cinema da obra.

Fica a ideia que o filme funciona, que consegue trazer o impacto tipico da historia mas que nao tem recursos para se fazer vincar numa excelencia que o faça ser marcante. Este e o risco da maior parte dos filmes sobre historias maiores que eles proprios e isso acaba por condenar a alguma indiferença obras como esta.

O filme fala das peripecias e aventuras de David Copperfield quer na sua vida quer nas historias que vai criando e na forma como as mesmas se vão unindo sempre com o lado simbolico dos personagens associados.

Em termos de argumento e um filme fiel ao livro original, com o mesmo estilo que torna os dialogos vincados e em utilização simples da sua historia. Nao e propriamente um filme de impacto no seu desenovlvimento e parece que nem sempre as grandes historias dao grandes filmes.

Ianucci e um realizador que nos ultimos anos ganhou algum conceito muito por culpa de um estilo comico de abordagem nos seus filmes que reune um humor e abordagem estetica tradicional que tem funcionado. Se calhar a sua originalidade funciona melhor em argumentos mais originais mas o filme e bem realizado.

No cast temos um Patel em boa forma a arriscar em papeis pouco obvios que lhe tem dado alguma dimensao no cinema atual Nos secundarios um grupo de bons atores sustentam a historia e principalmente a interpretaçao central


O melhor - O registo comico peculiar do filme.


O pior - Uma grande obra literaria terá sempre dificuldade em ser um filme de topo


Avaliação - C+



Sunday, September 06, 2020

The Only and Lonely Ivan

 Numa altura em que a Disney + se vai difundindo pelo muito e a aplicação de streaming do poderoso estudio cada vez mais tem que se assumir começam a surgir os seus produtos originais, existindo a duvida se seriam projetos pensados para ecra maior repensados perante a pandemia ou ancoras para um serviço em crescimento. Este filme conseguiu a mediania critica que acaba por ser suficiente para um filme DIsney resistir comercialmente a DIsney ainda procura o espaço proprio nesta luta de streaming o que ate ao momento ainda nao conseguiu por completo.

Este e um filme pequeno, emotivo e simples, com mensagem positiva da Disney, salta a vista a capacidade tecnica do filme ja usada noutros projetos que tornam os animais em imagens com interpretaçao, com emoçao e sentimento que lhes garante um espaço proprio em todo o filme. Isso acaba por ser junto com o lado mais emotivo do filme o verdadeiro sentido vincado da historia.

Do ponto de vista da historia temos uma mensagem ideologica de libertação dos animais na ordem do dia, o que permite que o filme seja atual, e um filme competente embora com um ritmo baixo, principalmente para um filme familiar da Disney, fica a ideia que o filme poderia ter apostado mais no recorte tecnico estetico da historia e quem sabe em algum humor.

Fica assim um filme simples e muito objetivo da DIsney que cumpre os seus objetivos embora o mesmo acabe por ser curto. E um filme que joga com a dimensao de quem empresta as vozes aos protagonistas e aos detalhes tecnicos optando por em termos narrativos ser mais simplista e quem sabe mais preguiçoso.

A historia fala de um conjunto de animais que sao atração num super mercado ao longo do tempo que recebem um novo amigo que os faz pensar no tipo de vida que ali levam presos num espaço curto.

O argumento do filme e simples em todos os seus pontos, nao temos um filme muito original, nem de grandes personagens e dialogos, temos um filme que quer transmitir de forma simples uma mensagem e uma emoçao e isso consegue.

Na realizaçao desta obra temos Sharrok um realizador que depois de algum sucesso em termos televisivos conseguiu algum destaque na sua comedia romantica e aqui foi-lhe dados os meios do filme para dar um filme ternurento, embora nos pareça que existia espaço para mais arte e originalidade na abordagem.

O cast tem um naipe de estrelas de vozes que encaixam nos perfis, talvez o lado demasiado serio da personagem central podera ser algo surpreendente num Rockwell que ja provou tambem funcionar no lado comico apenas com a voz. Cranston tem a dimensao adequada para o lado humano do filme.


O melhor - A ternura que os meios tecnicos do filme possibilitam

O pior - Ritmo baixo e espaço para mais entertenimento


Avaliação - C+



Saturday, September 05, 2020

The High Note

 NUm verão que habitualmente nos trás sempre algumas comedias romanticas, este verão atipico em termos de cinema obrigou a que alguns dos projetos que estavam preparados para o lançamento estreassem de uma forma quase anonima como esta comedia musical. Criticamente a mediania pautou o filme que comercialmente indicava ter mais valor do que realmente a visibilidade que conseguiu.

Sobre este filme e uma comedia musical romantica obvia, igual a muitas outras, que acaba por ser simplista nos recursos, nos fazem companhia durante quase duas horas mais pouco mais. A quimica entre o casal funciona embora nao seja obvia e isso faz com que o filme acabe por se tornar de visualizaçao rapida, embora longe de ser marcante.

Claro que depois narrativamente cai no cliche tipico de um filme de desgaste rapido, desde o crescimento da personagem central em termos de conhecimento e de sucesso ate passar pela revelação final o filme acaba por se tornar igual a muitos outros e mais que tudo acaba por se tornar quase novelesco.

O resultado final do filme acaba por ser simples e obvio, um daqueles filmes que ocupam algum tempo, com entertenimento facil mas pouco mais. Fica a ideia que os filmes como este tem um proposito simples e funcionam.

A historia fala uma assistente de uma estrela com o sonho de ser produtora que acaba por conhecer um musico pouco conhecido e tenta apostar na carreira ajudando o mesmo a tentar criar uma carreira.

EM termos de argumento e um filme simples, suave, de procedimentos simples, embora iguais a muitos outros. Nao e propriamente um filme com muitas ambiçoes em termos humoristicos embora tenha esse teor. Nao e um filme com destaque e originalidade mas funciona.

Na realizaçao temos Nisha Ganatra numa realizaçao atual e pouco mais que ja tem experiencia neste tipo de filmes, e isso acaba por ser visivel na dinamica que o filme consegue incutir. Neste filme joga com o mundo do showbizz e da musica o que funciona.

No cast Johnsson tem construido uma carreira simples na comedia romantica que tem funcionado bem, ao seu lado Ellis Ross marca pelo simbolismo de ser filha de quem é. Algum sublinhado novamente para Harrison Jr um ator que tem nos ultimos tempos demonstrado uma versatilidade interessante embora este nao seja o seu filme de maior destaque.


O melhor - O lado sem pertensão do filme


O pior - E uma historia simples igual a muitas outras


Avaliação - C



Made in Italy

 Liam Neeson direcionou nos ultimos tempos a sua carreira para filmes de açao, dai que seja surpreendente que se tenha englobado neste drama familiar, no qual se reune com o seu filho, num filme sobre perda, se calhar em homenagem do que eles viveram com a perda de Miranda Richardson. Este 'pequeno filme acabou por ter uma receção critica modesta e comercialmente estreado entre outros filmes em plena pandemia esteve longe de chamar particularmente a atenção.

Sobre o filme podemos dizer que o valor emocional e siginificado tendo em conta a historia real vivida pelos protagonistas acaba por oferecer ao filme um valor dramatico e simbolico que acaba por ser o elemento mais vincado e curioso do filme, que lhe da um lado emotivo forte e que o filme sabe potenciar pelo menos nas sequencias a dois.

Outra das virtudes do filme a forma como consegue potenciar e bem a emoçao do filme na escolha do local de rodagem, numa pequena mais simbolica aldeia da Toscana - Italia que lhe permite o contexto espacial para uma historia como esta.

Contudo as boas escolhas do filme terminam por completo aqui já que o guião e totalmente um cliche igual a muitos filmes, sem qualquer tipo de trabalho narrativo ou mesmo no desenvolvimento dos dialogos e pior que isso a direçao de atores funciona pessimamente, tornando o filme pachorrento, previsivel, muitas vezes mal elaborado e onde na grande parte da sua duração as duas primeiras boas escolhas acabam por nao o salvar.

A historia fala de um pai e um filho separados apos a morte da mãe que se reunem numa viagem a italia com o objetivo de vender uma propriedade de familia onde passaram os primeiros anos, que vai conduzir a um regresso as origens e uma auto descoberta individual e da familia.

O argumento do filme e um cliche em todas as suas vertentes, pouco interessante na construçao das personagens e do seu passado, narrativamente demasiado igual a outros e nao aproveita os dialogos para dar dimensao a um filme repetitivo e pouco mais.

Darcy e um actor conhecido que tem aqui o seu projeto mais mediatico como realizador. COnsegue uma otima escolha do local e pouco mais ja que tudo o resto e novelesco e as passagens entre espaços chegam a ser amadoras na forma como sao realizadas. Nao me parece que seja o tipo de filme que potencia qualquer realizador.

NO cast Neeson nunca foi propriamente um excelente ator dramatico dai que o sucesso tenha resultado num estilo de filme que pedia mais recursos fisicos do que dramaticos. Ao seu lado o seu filho Michaél um quase desconhecido que demonstra muitas dificuldades na sua interpretaçao e poucos recursos, valendo a emoçao do paralalismo entre a realidade e a ficção


O melhor - O simbolismo entre a realidade e o filme


O pior - O cliche de quase tudo no filmeº



AValiacão - C-



Thursday, September 03, 2020

Bill and Ted Face the Music

 Quase trinta anos depois de uma dupla de nerds ter visto a luz em dois filmes de algum sucesso eis que o cinema decide recuperar uma dupla agora de quase idosos mas com as mesmas caracteristicas num novo filme de Bill e Ted, cujos protagonistas tiveram percursos diferentes no cinema. COmercialmente era um filme com algumas ambiçoes mas cujo covid limitou, criticamente conseguiu algum reconhecimento o que e sempre positivo principalmente tendo em conta que o duo para o bem e para o mal fazem parte da comedia americana.

Sobre o filme podemos dizer que o estilo de humor dos anos 90, extremamente fisico nao se enquadra na perfeiçao naquilo que e o humor atual e o filme perde por isso. Perde tambem por a imagem dos protagonistas nao terem acompanhado o caracter estetico humoristico que o filme necessita e tudo parecer parvo de mais, mesmo para funcionar.

Bill e Ted e um filme homenagem a todos os pontos parvos mas que funcionaram nos primeiros filmes, e uma homenagem a quem gostou dos primeiros filmes mas pouco mais. Para aqueles que como eu ja nao tinham propriamente sido grandes adeptos dos primeiros filmes é mais hora e meia de mau humor e acima de tudo a plena noçao que Reeves conseguiu uma carreira com limitaçoes muito serias como ator

Este e um filme homenagem disparato que tenta demonstrar nas viagens pelo futuro alguma da cultura que se foi criando, e tenta dar merito ao facto de por vezes existirem projetos francamente de qualidade duvidosa que conseguem o seu espaço na historia

O filme segue a dupla de amigos longe do que se esperava deles, ate que acabam por embarcar outra vez nas viagens pelo tempo de forma a tentar encontrar a musica perfeita que une o mundo, so que desta vez com a ajuda das respetivas filhas.

Em termos de argumento um humor muito fisico nem sempre funciona, e principalmente a idiotice que conseguiu cativar nos primeiros filmes novamente esplorada, longe de ser funcionar em historia que nao tem mas pior que isso um humor de qualidade duvidosa.

Na realizaçao Dean PArisot foi o escolhido para esta nova aventura um realizador experiente associado a comedia mas longe de grandes sucessos. Aqui tem a clarividencia de ir buscar um pouco do conceito original numa altura em que ja era realizador.

No cast inacreditavel a forma como Reeves se tornou num ator de primeira linha, pessima interpretaçao fisica e de humor, auxiliado por um Winter que explica muito bem o porque de como adulto quase nao ter carreira


O melhor - A homenagem ao cinema dos anos 80 sem grandes pertensoes


O pior - O humor ser quase sempre desatualizado


Avaliação - C-



Tesla

 Numa altura em que o cinema acabou por tentar fazer biografias das diferentes personalidades da nossa historia, existe um associado a criaçao da corrente eletrica que mantem em seu torno algum enigma, dai que mesmo ja tendo sido retratado noutros filmes nunca teve ate agora um obviamente biografico como este se propoem. Os resultados do filme foram razoaveis do ponto de vista critico, muito pela saida do estilo tipico de linhagem narrativa, mas comercialmente deve estar longe de um estilo de produto para a maioria.

SObre o filme parce-me que temos de glorificar a forma como consegue tratar uma historia de epoca, num contexto historico muito claro com a irreverencia de diversas invencoes dos nossos dias que da ao filme um caracter rebelde e que o diferencia positivamente de outros filmes de segunda linha apostados em contar historias sobre pessoas famosas.

Certo e que a questao da corrente eletrica e mais que tudo a forma como senta entender os pensamentos de uma mente tao particular nao e facil de explanar num filme e diversos tem sido os filmes sobre esta tematica que tem dificuldades em ser objetivos ou conseguir ser intensos na mensagem que querem passar e este filme acaba tambem por ter esse problema.

Tesla e um filme razoavel que acima de tudo lucra na sua irreverencia que nao sendo de todo algo completamente funcional lhe da um toque de originalidade que nos faz recordar de um filme sobre alguem ambiguo e que o cinema e a literatura em si ainda esta apostado em descobrir

A historia fala-nos de Tesla e a historia do homem por tras das suas invençoes com uma personalidade particular e com dificuldade em fazer o sucesso com tanto conhecimento e a forma como hoje tao enigmatica figura ainda e vista.

EM termos de argumento a historia e os dados conhecidos sobre a invençoes e disputas sem grande orignalidade sem conseguir potenciar secundarios que segurem a intriga mas tem a ajuda da abordagem da historia e de uma realizaçao irreverente.

Na realizaçao Michael ALmereyda arrisca e na minha opiniao consegue fazer funcionar um estilo irreverente num filme de epoca. Muitas vezes o risco funciona e aqui parece-me que nao tornando o filme brilhante o retira de uma indiferença

Hawke parece-me uma boa escolha como Tesla porque alimenta o enigma, embora a personagem nao seja propriamente muito trabalhada em termos esteticos a escolha e obvia. Parece que para figuras tao relevantes secundarias merecia um cast de apoio mais forte


O melhor - A abordagem irreverente


O pior - Os secundarios inexistentes


Avaliação - C+