Tuesday, November 28, 2006


Saw 3 - Jogos Mortais 3

Starring:
Tobin Bell, Shawnee Smith, Bahar Soomekh, Angus MacFadyen, Dina Meyer
Directed by:
Darren Lynn Bousman

Se existe saga que de alguma forma tem revolucionado nos ultimos anos o cinema de terror, essa saga chama-se Saw, um conjunto de filmes sempre lançados na semana so Halloween, e que aos poucos entraram para o culto do cinema de terror pelo sadismo e acima de tudo pela surpresa de argumentos privisiveis. Foi assim nos primeiros dois titulos, extremamente simplistas sem grandes complexidades baseando-se apenas nos jogos sadicos de "Jigsaw".
Dai que se aguardava com alguma expectativa, o 3 filme da saga, principalmente porque o segundo filme acabou por conseguir manter o nivel do primeiro coisa que se afigurava quase impossivel. COntudo no melhor pano cai a nodoa. Quando pensavasse que a formula estava encontrada eis que a ambiçao dos produtores conduz a um filme mais elaborado, mais moralista e acaba por se alhear do que realmente era o trunfo do filme a sua simplicidade. Assim a historia fica mais desinteressante, passando a ser mais um filme de personagens, os jogos tornam.se demasiado crus e sem a dimensao psiquica que tão bem acompanhavam. e o filme mascara-se num moralismo algo deficitario. O resultado a nivel de bilheteira foi agradavel, contudo a critica pela primeira vez reprovou o filme. E isto porque o filme corta com o protocolo que bons resultados tinha dado, na ambiçao de fornecer mais conteudo, mais interação as personagens, contudo nao era isto que o filme necessitava, sendo esta contextualização efectuada de uma forma muito pobre.
O argumento e claramente muito pobre, tenta ganhar intensidade com a reviravolta final, contudo ela parece encaixada em forma de retalho, apenas com o objectivo de colocar um final surpreendente. Tambem a nivel de desenvolvimento da trama o filme parece algo disconexo e sem sentido.
A realização também nao é das melhores, optando por planos maioritariamente muito escuuros, que de alguma forma retira a dimensao sentimental ao filme.
A nivel de cast, nenhum dos Saws ficou marcado por grandes interpretações, observando-se mais uma vez um cast recheado de desconhecidos, e com talento muito diminuto.
Emfim o pior da saga, com distancia, e provavelmente dificilmente teremos um outro Saw de sucesso

O melhor - Mesmo assim e do melhor que se faz de terror em Hollywood.

O pior - Ter chegado ao inevitavel, ou seja nao conseguir ter o nivel dos primeiros, sendo pior com diferença

Avaliação - C

Sunday, November 26, 2006


Winter Passing

Starring:
Zooey Deschanel, Ed Harris, Will Ferrell, Amelia Warner, Amy Madigan
Directed by:
Adam Rapp (II)

A Australia ultimamente tem vindo a ser um local onde actores de renome, tentam descansar da intensidade das produções norte americanas, aproveitando para fazer filmes mais suaves que apenas se baseam em argumentos intensos, deixando para segundo plano a força das imagens.
Contudo, observa-se que mais uma vez o argumento acaba por ser demasiado sentimentalista, acabando por mais uma vez ser um filme lento, chegando por vezes a ser mesmo penoso para o espectador, já que pouco ou nada se passa nos morosos 90 minutos de filme.
O filme acabou por se tornar pouco ou nada conhecido, sendo que nem os criticos se mostraram interessados num objecto demasiado intimista que acaba por se tornar estranho ao espectador, caracteristica que começa a se tornar comum nos filmes australianos, pois pensamos que quer Proposition, quer Litle Fish caem no mesmo erro.
O filme conta a história de uma jovem que apos a morte da sua mãe volta á sua terra natal de forma a recuperar as cartas desta. A relação da jovem com o pai e controbada, dai que posteriormente assistimos a um drama familiar tipico, entre a jovem e o seu pai, mediado por dois desadaptados que residem na casa, e depois o costume, o conflito inicial ate a redenção final, tudo a um ritmo penoso.
O argumento por um lado e demasiado intimista, por outro nao abarca uma historia original nem tão pouco interessante, não aproveita os conflitos interiores das personagens para enriquecer as interações, muito pelo contrario, ja que estas são limitadas ao necessario.
A realização, tipico da Australia, da todo o relevo as vivencias solitarias das personagens, esquecendo os planos móveis privelegiando o movimento singular, o que permite um aspecto visual interessante mas que paralisa um filme ja de si lento.
O cast acaba por ser rico, num filme tão pequeno como este, onde se ressalva Ferrel num registo dramatico, bem diferente do que estamos habituados, dai que seja estranho esta intrepretação, sendo obvio a melhor adequação do actor a comedia. Ed Harris e Deschanel acabam por ter o peso do filme todo nas suas intrepretações e se Harris tem qualidade para isto e muito mais, ja Deschanel parece-me que esta longe da qualidade necessaria para assumir um filme desta dimensão.
Um filme pequeno em todas as vertentes, e que lança o alarme de necessidade de movimento urgente para os filmes oriundos da Australia

O melhor . A critica à por vezes subvalorização do que realimente e importante nos intelectuais

O pior - O ritmo do filme...capaz de adormecer um hiperactivo.

Avaliação - C-

Saturday, November 25, 2006


007 Casino Royale

Starring:
Daniel Craig, Judi Dench, Mads Mikkelsen, Eva Green, Jeffrey Wright
Directed by:
Martin Campbell

Desde logo convem salientar que estou muito longe de ser fã da saga considerando a maioria dos titulos sem sabor, muito semelhantes entre si, e uma personagem quase mumificado, com tiques arrogantes.
Contudo James Bond ja tem mais de 20 sucessos, sendo uma obra singular no panorama cinematografico, contudo e depois de um periodo retratado por Brosman onde a saga em nada evoluiu, trazendo apenas filmes baseados em efeitos especiais e argumentos muito fracos. Sentiu-se a necessidade de revolucionar a saga, ja que os fãs passaram a simples seguidores. Para isso a aposta foi extremamente revolucionaria, desde logo deixaram riscos de lado e apostaram na final edição do primeiro livro do agente para o filme, por outro contrataram talvez o argumentista mais conceituado de hollywood, vencedor de dois oscares consecutivos, sendo que o seu ultimo filme como realizados Crash acabaria mesmo por ganhar um oscar. Um realizador que tinha sido responsavel pelo ultimo filme valorizado da serie "goldeneye". Todo os riscos se concentraram na decisao polemica de Daniel Craig para encarar o agente secreto mais conhecido do mundo. Houve discussão, manifestações boicotes, de tudo um pouco contra esta escolha, o actor humildemente pediu para os fãs aguardarem.
E desde logo podemos dizer que a resposta foi impressionante, primeiro porque este filme marca um recomeçar de uma serie que parecia caminhar para a morte, depois porque perde todo o cinzento que estava presente nos filmes anteriores e acima de tudo Daniel Craig acrescenta um ponto importantissimo e uma margem de manobra imensa a saga... ja que ao contrario dos outros Bons, concilia o charme com uma capacidade de actuação impressionantes.
Os resultados estao a vista o filme tornou-se num sucesso incrivel de critica, sendo que a nivel de bilheteira nao conseguiu sair do resisto habitual.
Em termos de historia vamos conhecer os primeiros passos de Bond como agente num filme que aposta em nos dar a conhecer a personagem, mais que a missão, num filme riquissimo quer do ponto de vista de acção, quer nos dialogos encetados pelas personagens.
O filme adopta um ritmo impressionante, com uma disponibilidade fisica total dos actores e como momentos de humor pouco comuns na serie.
Um dos pontos positivos do filme e a riqueza do argumento, articulado e interessante Harris mostra o porque de ser o autor mais conceituado do momento, oferencendo um filme ao mesmo tempo intenso e cativante, onde as personagens sao interessantes e os seus motivos tb.
A realização, Campbel apesar de nao ser um mestre, movimenta-se nos blocbusters de acção com muita segurança tendo em conta a sua experiencia em filmes da saga e na saga de Zorro.
Contudo o aspecto mais forte do filme acaba por estar concentrado na escolha muito feliz de Craig, carismatico, capaz de oferecer momentos de boa actuação a Bond, e acima de tudo com um humor quase currosivo que torna a personagem bem mais interessante, nao tenho duvidas a afirmar que a escolha abre portas de qualidade à saga. Por sua vez a escolha de Green, penso que sera mais discutivel, nao pela falta de qualidade de intrepretação, mas porque normalmente bondgirl significa beleza, e penso que esta caracteristica e extremamente discutivel na actriz francesa.
Enfim um filme que fãs pessoas que gostam pouco de Bond tornarem-se mais interessados na personagem, um filme que acorda o passado mas acima de tudo prepara o futuro.

O melhor - Daniel Craig...a produtora foi abençoada na escolha

O pior - As linhas narrativas de Bond, criam barreiras que nao podem ser ultrapassaveis, provocando alguma previsibilidade em alguns momentos

Avaliação - B+

Friday, November 24, 2006


The Prestige

Starring:
Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, David Bowie, Scarlett Johansson
Directed by:
Christopher Nolan

Para os mais atentos aos ultimos anos cinematograficos, aqui estava talvez o filme mais esperado do ano. Por um lado porque Nolan tem sido talvez o autor em maior destaque nos ultimos 6 anos, e depois porque a obra de Priest se enquadrava plenamente o genero preferido de Nolan, dando espaço para brilhar no que de melhor ele faz...articular histórias.
O filma acabou por ter algum sucesso nas bilheteiras, mesmo que longe de grandes explosões, quanto a critica, apesar de positivas na sua maioria, ficaram como que surpreendidas com o filme, ainda tentadas a assimilar o que acabavam de ver. (tipico em Nolan ja que memento tb inicialmente teve longe da unanimidade critica que hoje recebe). Por sua vez o publico entregou-se ao filme, com as melhores pontuaçoes do ano em sites de opiniao publica geral.
Desde ja á que dizer que prestige, é talvez dos filmes mais completos dos ultimos anos, conjugando uma realização, argumento e caracterizaçao de personagens de um primeiro plano de Hollywood, dando um produto final brilhante. A historia conta-nos a luta entre dois magos, pela supremacia, com truques e mais truques Nolan surpreende o espectador segundo a segundo. Os truques são brilhantes e prendem o espectador a cadeira. O filme supera em toda a linha as expectativas ja de si altissimas, princiapalmente na riqueza de um argumento so possivel com criadosres unicos como Nolan. Desde ja a tristeza por este filme provavelmente ser esquecido nos premios, mas o facto de estar a um nivel superior nao permite que seja consumivel para todos.
O argumento e brilhante original, articulado surpreendente, constituido por dialogos grandiosos, e por um seguimento narrativo forte, Nolan traz-nos ao mesmo tempo um dos argumentos mais brilhantes e surpreendentes dos ultimos anos.
QUanto a realização, desde logo e reconhecido que Nolan e melhor autor do que realizados contudo parece-nos que a experiencia adquirida no blockbuster batman begins permitiu-lhe arriscar num filme que necessitava desse risco, e que acaba por ser bem sucedido no produto final.
Por fim de mencionar o excelente casting do filme, principalmente nos papeis principais. E se Bale encontra-se ao seu melhor nivel, que é de si o topo de Hollywood, levando para si os melhor momentos intrepretativos do filme. Acaba por ser Jackman quem mais surpreende, ja que nos pareceu uma aposta de maior risco e com menor provas dadas no cinema, oferecendo-nos uma intrepretação muito bem conseguida, e talvez o seu melhor papel desde que chegou a Hollywood, o resto do cast pouco ou nada e posto a prova, contudo a riqueza dos secundarios valoriza ainda mais este titulo. Um daqueles filmes, que facilmente ira figurar na historia como um filme de culto aperciado pelos grandes aperciadores de cinema.

O melhor - O passo dois ser evidente neste filme o transformar algo interessante em algo extraordinario.

O pior - Que a unanimidade critica so seja possivel em filmes academicamente correctos e sem qualquer tipo de risco. e se esqueça de premiar filmes como Seven, Memento e mesmo este Prestige...

Avaliação - A

Alex Rider - Operation StormBreaker.

Starring:
Alex Pettyfer, Ewan McGregor, Robbie Coltrane, Mickey Rourke, Bill Nighy
Directed by:
Geoffrey Sax

Desde algum tempo diversos estudios têm tentado criar um espiao adolescente que permita durante muitos anos fazer um franchising que enriqueça os bolsos de algum estudio. Inicialmente foi Rodiguez com os seus Spy Kids, o sucesso acabou por ser grande principalmente no primeiro filme. Depois veio o Agente Doody Branks com resultados bem mais mediocres. E agora a resposta inglesa, com Alex Rider, uma especie de James Bond jovem, originario da terra de sua magestade. Os resultados do filme foram catastroficos, principalmente a nivel de bilheteira, onde quase passou despercebida a tudo e todos.
O filme tem um defice de originalidade gritante, quase nos parece que tudo tem origem em filmes anteriores. A historia e completamente ridicula, a aposta exagerada, surgindo um filme ao mesmo tempo minimalista e extremamente decepcionante.
Desde logo a historia de um jovem que passado a morte do seu tio, percebe que foi treinado para ser um agente especial... Ao ser indicado para uma missão na casa de um milionario excentrico, a acção começa, sempre sem ter qualquer nocção de sentido.
O argumento do filme e totalmente inexistente, apenas adoptando um conjunto de tiques habituais neste filme, e acabam sempre por ser mal explorados no filme.
A nivel produtivo o filme, apesar de por vezes parecer ambicioso, nunca consegue impressionar neste sentido... demasiado pobre para um blockbuster.
A realização, apesar de bem conseguida, esta longe de ser brilhante, e que abre a discussao sobre a adequação de um realizados tao modesto para um filme com ambiçoes tao grandes.
O cast extremamente rico em nomes, acaba por ser um total despredicio de talento, com actores no seu pior registo, como Mcregor e Nighty...sendo tb a este nivel o filme uma frustração total
Enfim um blockbuster sem conteudo, e que felizmente o seu insucesso impedira de seguimentos ao mesmo nivel

O Melhor - A simplicidade do filme, se por um lado a debilidade e visivel, por outro em nenhuma altura tenta complicar um filme que tinha muito por onde complicar.

O pior - O despredicio de talento de dinheiro de efeitos num filme tao fraco e debil

Avaliação - D+

Wednesday, November 22, 2006


Flags of Our Fathers

Starring:
Ryan Phillippe, Adam Beach, Jesse Bradford, Jamie Bell, Ben Walker
Directed by:
Clint Eastwood

É engraçado, o mito do anti-heroi assumido neste filme, a tentativa de demonstrar que os herois não o são, quando o filme é realizado por aquele que actualmente mais se encontra de ser isso... ou seja o heroi maximo do cinema actual...
Flags of fathers demonstra que ClinT Eastwood atingiu o topo de uma carreira, ou seja combinar num filme um sentimentalismo intenso, uma acção fortissima,e uma moral extraordinaria... e pedir o maximo que alguem nos pode dar... E Eastwood dá-nos quase tudo nesta obra...
Apesar de ser respeitada pela critica, alguns sectores resistiram á critica, talvez porque não tenham palavras para descrever o estado de forma de eastwood como realizador e de haggis como argumentista, a unica salvação foi ignorar um filme impossivel de ignorar. O publico tambem se alheou do filme, talvez pela falta de actores de primeira linha.
O filme trata-nos sobrea a historia por de tras da foto mais conhecida do mundo, atraves de várias narrativas observamos o que se passou na ilha, a forma de lidar com o sucesso dos pretensos herois, e de forma mais retalhada a busca da historia por parte do filho de um dos herois... Depois impressionantes cenas de guerra, uma moratoria extremamente forte, e um ligação imocional intensa marca cada uma das narrativas, num filme completissimo nos mais variados niveis.
O filme apenas parece falhar num aspecto, na indefenição das personagens, que apesar de cativarem pela sua presença, pouco ou nada conhecemos sobre elas, sobre as suas motivaçoes, sobre as suas relações, e neste ponto parece-nos que haggis poderia ir mais longe, se bem que isto nao é um filme de personagens, mas de situações e motivos... explanados de forma brilhante no argumento.
A nivel tecnico o filme assume um primor impressionante, com as sequencias de acção a serem muito bem produzidas ao qual se associa uma brilhante fotografia.
Eastwood, surpreende, se a sua vertente dramatica e de realização emocional, estava mais que provado pelos seus mais recentes titulos, a genica e a juventude demonstrada neste filme, torna-o num dos mais brilhantes e polivalentes realizadores da historia.
O casting por muitos criticado, parece-me muito bem selecionado, primeiro porque o filme nao e de personagens, depois porque penso que com a excepção de Bradford, todos aparecem extremamente reais na forma como caracterizam e dao dimensao fisica às personagens.
Enfim talvez este nao seja filme para grandes aventuras nos oscares, principalmente porque se este filme vencesse, seria tres vitorias seguidas para haggis... e nos sabemos que a academia nunca daria assim tanto poder a uma pessoa... mesmo assim penso que a nomeação deveria estar segura.

O melhor - A forma como Eastwood nos tras um filme completo a todos os niveis

O pior - A falta de complexidade das personagens, exigia-se um bocadinho mais neste segmento

Avaliação - A-

Wednesday, November 15, 2006


Flyboys

Starring:
James Franco, Jean Reno, David Ellison, Martin Henderson, Jennifer Decker
Directed by:
Tony Bill

Exitem filmes que são extremos paradoxos no panorama cinematografico. E este Flyboys acaba por ser dos maiores encontrados. Num meio termo entre top Gun e Pearl Harbor, surge um filme que nos parece do ponto de vista técnico produtivo e ambicioso, mas ao mesmo tempo limitado sob o ponto de vista de argumento e cast.
Dai que o resultado também seja ele dificil de definir, seria este um filme menor? ou seria uma mega produção? Os maus resultados são claros, do ponto de vista de bilheteira o filme foi um fiasco brutal, e do ponto de vista critico a indiferença foi a reaçao mais visivel relativamente a este filme.
O filme conta a historia de um batalhao de aviadores e das suas aventuras durante a segunda guerra mundial, desde os conflitos no grupo, paixoes e uniao á de tudo um pouco, com os esteriotipos tipicos deste tipo de filmes. Grande parte dos extensos 140 minutos sao passados em sequencias de ação no ceu, muito bem realizadas, com algumas aproximaçoes aos comics. O filme com o seu passar vai se tornando muito previsivel acabando com o final tipico.
O argumento do filme e muito deficitario, extremamente simplista para uma grande produção, e com uma sequencia narrativa algo desinteressante, faltando-lhe coraçao para ser um filme marcante.
Do ponto de vista de realização estamos perante uma das revelacoes do ano, ja que o estreante Bill nos parece que arriscou bastante e venceu um desafio dificil, sendo o filme extremamente rico do ponto de vista visual. com as sequencias de ação a depertarem ate o mais simples corpo morto.
COntudo as duvidas relativas a ambiçao do filme centra-se acima de tudo no cast escolhido, ja que novamente parece-nos que Franco esta longe do carisma necessario para assumir protagonismo em filmes de primeira linha, embora ja nao seja a primeira vez que o faça. Sendo importante referir que sempre que isto acontece os filmes se tornam em claros desastres de bilheteira. Terá ligação?
Tambem Hendersson nos parece um pouco mediocre, conduzindo a um cast de segunda que embora nao prejudique o filme, não permite dar a essencia necessaria as personagens ja de si limitadas.
Enfim a aposta mais "rica" na tentativa de fazer de Franco uma estrela maior, num filme a partida maior, mas que nao consegue sair da mediania.

O melhor - As sequencias de acção em ceu aberto... muito bem realizadas

O pior - Continuarem a insistir em Franco na liderança de filmes de acção... ate quando?

Avaliação - C+

Sunday, November 12, 2006


The Departed - Entre Inimigos

Starring:
Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg,
Directed by:
Martin Scorsese

O mito Scorsese tornou-se das maiores figuras vivas do cinema actual, na sua carreira encontramos uma duzia de obras primas capazes de constar nos manuais de todos os amantes de cinema, contudo o reconhecimento por parte dos premios incrivelmente nunca aconteceu. Como se podera explicar que um dos maior autores da historia nunca tenha ganho um simples oscar... E facil não se explica.
COntudo neste filme parece claro que Marty esta longe de se preocupar com isso, esquecendo todo o academismo que demonstrou em Aviador, e fazendo um filme muito na linha dos que lhe deram sucesso, envolvendo mafiosos, assassinos e acima de tudo uma brutalidade espetacular.
Contudo o mais engraçado e que neste filme finalmente o autor volta a ter um reconhecimento generalizado, sendo ate a data um dos mais fortes candidatos aos premios, e um sucesso de bilheteira. Parece que Marty encontrou-se de novo com o sucesso.
Mas este sucesso é explicado e justo pela forma como o filme e construido, com base numa historia muito interessante, com personagens de fazer historia no cinema, o jogo do gato e do rato, tem um dos capitulos mais interessantes da sua prestação no cinema, num filme complexo, forte emocionalmente, bem escrito principalmente em materia de dialogos e muito bem intrepertado.
A historia centra-se na tentativa de dois infiltrados um na policia outro numa familia mafiosa, encontrar o outro "rato", a busca faz-se a um ritmo brutal, num encadeamento de acontecimentos muito bem ligados e dispostos de uma forma muito bem conseguida. Para terminar num final magistral, bruto e seco, muito ao estilo que Scrosese gosta... quem nao se lembra do epico final de taxi driver ou mesmo recentemente de Gangs of new york.
O argumento, mais que original. acenta em ideias simples, demosntrando que sem ter de inventar muito se pode fazer um filme empolgante interessante e muito bem encadeado, capaz de provocar um interesse constante durante os rapidos 151 minutos de filme.
A realização esta ao nivel que Scrosese nos habituou, brilhando em grande escala os planos de Nicholson. Um dos pontos mais fortes do filme.
A intrepretação do filme esta a um nivel enorme, que nao surpreende tendo em conta o nivel de actores requesitados para o filme. Enquanto que Di Caprio e Dammon, se assumem a cada dia que passa como duas das maiores estrelas da da sua geração conjugando carisma com um grande nivel de interpretação, produzido ao melhor nivel de ambos para este filme. Por sua vez Nicholson demonstra mais uma vez a razão de ser o actor mais premiado de Hollywood, nao surpreendendo ninguem se juntar aos seus palmares mais uns titulos nesta temporada. De referir a excelente prestação de Walhberg, a querer retirar a sua faceta de heroi basico de acção, e que nos oferece a personagem com dialogos mais interessantes do filme, e talves a prestação que nos fica mais na retina, se exceptuarmos o sempre brilhante Nicholson.
ENfim um dos melhores filmes do ano, e que de certeza que iremos ouvir falar muito dele, entre dezembro e Março na epoca dos premios.

O melhor - A forma como todo o filme e construido, e a mestria de um autor em toda a sua plenitude.

O Pior - Que sea realizado por autor que tem na sua carreira filmes tão bons como Taxi Driver, e que juntam a todas as qualidades deste a originalidade.

Avaliação - A-

The Grudge 2 - O Grito 2

Starring:
Sarah Michelle Gellar, Amber Tamblyn, Arielle Kebbel, Teresa Palmer, Jennifer Beals
Directed by:
Takashi Shimizu

Nunca o dinheiro fácili foi uma motivação tão obvia para um filme como esta sequela disparatada de The Grudge. Depois do primeiro titulo desta saga ter surpreendido no box office americano á dois anos, conseguindo mais de 100 milhoes de euros, era obvio (tendo em conta que se tratava de um filme de terror) que pouco tempo depois se seguiria a continuação. E se ja o primeiro titulo estava longe de ser um grande filme, sendo apenas mais do mesmo, ou seja um grupo de pessoas completamente presseguidas por espiritos, o certo e que o publico rendeu-se ao conceito tornando o primeiro filme, como um dos maiores sucessos actuais do cinema moderno de terror. Contudo, e para bem do cinema este filme teve longe desse sucesso, mesmo que a estreia tenha conseguido bons resultados, o certo e que rapidamente o filme saiu do boxoffice, ficando muito aquem do esperado e do primeiro titulo. E este facto esta muito relacionado com o falhanço critico do filme, quase unanimemente considerado um dos piores filmes do ano, o titulo foi arrasado por todos que se dignaram a emitir opinião.
E o certo é que o filme e um desastre total, primeiro porque não tras ingredientes novos a saga, limitando-se a replicar de uma forma confusa os acontecimentos do primeiro filme. Depois porque o misterio esta a partida resolvido, tendo o espectador resposta para todas as perguntas que se coloca desde o inicio. Terceiro porque em momento algum chega a impressionar o espectador falhando totalmente neste parametro. E por ultimo tras nos algumas das personagens mais desinteressantes dos ultimos anos. O filme chega mesmo a provocar a gargalhada de tão fraco que se apresenta. E por ultimo como nao consegue dar nenhum seguimento a um argumento tão fraco so deixa ao filme uma saida... matar os personagens todos, num espectaculo cinematografico decadente,e quase certo nos nossos cinemas, para meu completo desepero.
O argumento se é que ele existe é do pior que observei nos ultimos anos, colado ao primeiro sem nada de novo, e com personagens completamente básicas, parecendo desenhos com movimentos.
A realização acaba por ainda ser a coisa que se safa do filme, já que Shimizu, vindo da tradição asiatica move-se dentro do filme de uma forma tipica e com planos bem conseguidos e comuns neste tipo de filmes para os lados do sol nascente, alias esta orientação esta presente em todo o filme.
O cast é constituido por uma serie de desconhecidos em idade pre adulto com dificuldades de interpretação, onde se salienta pela negativa o protagonismo oferecido a uma actriz tão desinteressante como Tamblyn, também Gellar como nome maior do filme merecia mais respeito por parte do guião... apesar das suas limitações tb elas serem evidentes.
Enfim um filme horrivel, que vem demonstrar a falta de ideias no terror não esta apenas presente no cinema norte americano, mas que também ja infectou os ate aqui protegidos e aclamados asiaticos. Que demonstram que com os meios dos americanos ainda conseguem fazer pior de estes, ja tinha acontecido na sequela de The Ring, e agora com a saga Grudge.

O melhor - A falta de sucesso do filme deve interromper aqui a saga.

O Pior - Esta "doença" de filmes de terror sem conteudo tarda em encontrar a sua vacina...

AValiação - D-

Saturday, November 11, 2006


Children Of Men - OS filhos do homem

Starring:
Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine, Chiwetel Ejiofor, Charlie Hunnam
Directed by:
Alfonso Cuaron

Muita expectativa existia em volta deste titulo, primeiro porque a magnifica campanha publicitaria do filme conduziu a um burburinho interessante a volta do filme. Depois o argumento, pessimista transmitido sob a forma de alarme, e por ultimo o autor. Cuaron tinha aqui a sua primeira produção neste seu regresso a Hollywood, sem ser o frinchising Harry Potter, as expectativas estavam elevadas. E desde ja posso garantir que saimos satisfeitos com o filme.
O filme aparece claramente sob a forma de alarme, realista, duro, frio Brutal, sao adjectivos que encaixam perfeitamente neste filme, ainda inedito nos EUA, mas que esta a ser bem recebido no circuito europeu, tendo inclusive sido premiado no Festival de Veneza com dois premios menores..
A premissa do filme e brilhante, o mundo esta o caos, ninguem nasce a 18 anos e a humanidade aproxima-se do fim, a guerra instalou-se em todo o lado menos no Reino Unido, onde uma especie de ditadura tenta controlar um pais, onde grupos de revoltosos e terroristas querem dar de novo a esperança. De repente cheganis até Kee uma jovem negra que contra todas as leis das expectativas esta gravida... e o filme entra na tentativa de colocar Kee num barco que apode transportar para uma ilha que aparentemente tudo se desenvolve normalmente. (algures nos açores :))
COntudo o filme que inicialmente apresenta-se algo lento e moroso, na apresentação da situação, transforma-se rapidamente num dos filmes mais brutais e violentos dos ultimos tempos, dando uma visão catastrofica e completamente apocalitica da humanidade futura, preocupando e alertando todos os que visulizarem um filme negro e duro.
O filme é uma das obras mais singulares e de maior qualidade deste ano, podera mesmo estar em boa forma nos premios, contudo penso que o excesso brutal de Cuaron (quase mesmo doentio) coloca dificuldades a este nível.
O argumento e muito perto do brilhante, combinando uma boa premissa, com boas personagens e com uma boa linhagem de acontecimentos nao esquecendo algumas deixas de humor muito bem enquadradas.
A realização e muito bem conseguida, apesar de por vezes o excesso de movimentos da camara oferecerem dores de cabeça ao espectados, dá muito realismo ao filme, uma das caracteristicas mais vincadas do filme. O que e certo e que Cuaron demonstra estar ja no top de nivel de hollywood.
A banda sonora e um ingrediente chave no filme e que esta presente de uma forma bem complementar ao longo de todo o filme.
O cast consta com secundarios de luxo, como Moore, com uma prestaçao quase inexistente no filme e Caine, numa versão descontraida e dando alguma luz a um filme negro. Mas acaba por ser Owen a brilhar em grande escala no filme oferecendo-nos uma das primeiras grandes interpretações do ano, e que devera merecer a atenção dos diferentes juris, comprovando a excelente forma em que o actor se encontra depois de ja ter brilhado este ano na sua caracterização em Inside Man de Spike Lee.
Enfim um filme obsessivamente bem contruido e um dos produtos assumidamente de autor mais conseguidos da temporada.

O melhor. O realismo e a caractarização espacial do filme do melhor que vi em cinema.

O pior - O filme depois de um bom arranque parece que demora a aquecer para o mitico final

Avaliação - A-

Everyone's Hero

Starring:
Whoopi Goldberg, Rob Reiner, Jake T. Austin, William H. Macy, Brian Dennehy
Directed by:
Colin Brady, Daniel St. Pierre, Christopher Reeve

De todos os titulos de animação deste ano, este é talvez aquele que se destina por um lado mais a consumo interno (EUA), e que se destina a um publico mais infantil, com ingredientes de magia e um argumento positivista com um humor suave e fisico e com ingredientes muito relacionados com o sonho. Dai que os resultados criticos e de bilheteira tenham acabado por ser demasiado fraquinhos para o tipico neste genero de filme.
O ponto que conduziu maior interesse do filme residia desta obra ter sido realizada numa fase inicial pelo malogrado actor Christopher Reeve, que devido ao facto de ter falecido, acabou por nao concluir o projecto que surge assim sob a forma de homenagem quer a si quer a sua esposa.
O filme relata a historia de um menor, fã dos NY Yankees que observa o pai a ser despedido pelo roubo do taco de um dos melhores jogadores desta equipa, depois surge a viagem do menor de forma a tentar devolver o talisma taco a estrela, sendo que tem como companhia nesta viagem um taco femenino com voz de goldber e uma bola "chata qb", enquanto isto e preceguido por um jogador de outra equipa.
O filme peca por ser extremamente infantil e por não ter uma gama de ingredientes de interesse vasta, sendo por vezes tão sonhador que acaba por exagerar e aborrecer, chegando no seu final a tornar-se mesmo ridiculo.
SOb o ponto de vista tecnico o filme esta muito bem produzido, apesar de nunca arriscar em grandes inovações o filme acaba por dentro das suas limitações especialmente de guiao, estar bem produzido.
O argumento e dos pontos mais debeis do filme principalmente se tivermos em conta outros titulos de animação, sendo demasiado simplista e pouco original.
O cast de vozes esta tambem ele longe de grandes brilhantismos, acabando por ser um aspecto demasiado indiferente ao longo de todo filme, com a excepção de Macy, que caracteriza de uma forma bastante agradavel um dos viloes da historia.
ENfim um dos filmes de animação do ano, que mais probabilidade tera de ser dotado ao esquecimento, se nao o for isso deve-se a todo o sentimento que possa estar sob a memoria de Reeve.

O melhor - A qualidade produtiva do filme, demasiado conseguida para um argumento tao limitado

O pior - Ser de uma forma obvia um parente pobre do genero...

AValiação - C+

Thursday, November 09, 2006


The Black Dahlia

Starring:
Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Hilary Swank, Aaron Eckhart, Mia Kirshner
Directed by:
Brian De Palma

Se existe autor que caiu numa desgraça quase total nos EUA, ele chama-se Brian de Palma, depois de um incio de carreira completamente de sonho, rapido entrou na chamada depressão, parecendo não conseguir sair dela a cada filme que lança.
Agora tudo parecia apontar para o sucesso, o livro era bom, com grande história, o elenco tinha duas das actrizes mais conceituadas e respeitadas da actualidade, e o focto de abrir o festival de Veneza deixavam antever o regresso de Palma a aclamação critica. Puro engano! O filme apenas agradou a uma parcela muito reduzida de criticos, tendo sido apupada pelo resto, a performance na bilheteira foi uma catastrofe, capaz de destruir quase tudo que rodeou o filme.
Se bem que a negativa dada pela critica seja na minha opinião excessiva, é certo que um filme com tão bons ingredientes não podia ser tão mediano como este filme, e a forma confusa como o filme vai se desenrolado e o principal culpado do fracasso, ou seja, parece que de Palma nunca percebeu e se sentiu confortavel com o filme, sendo o resultado final confuso, e extremamente parado, com muito pouco misterio. O climax final com as constantes revelações apesar de interessante nunca chega a demonstrar todo o potencial que nos parece ter, assim como todo o filme, se bem que nesta fase nos parece mais visivel.
O filme parece-nos completamente uma carta fora do baralho para os oscars da academia, podendo mesmo aparecer em algumas categorias entre os piores do ano. Se bem que neste caso será sempre o exagero.
O argumento do filme parece a priori interessante mas parece-me que perde o seus trunfos na adaptação para cinema, ja que apesar do interesse continuar presente, nada de excepcional e mostrado.
De palma no que na realização diz respeito parece em boa forma, com planos bem conseguidos, apesar de alguma indefinição cultural, entre os planos interiores demasiado modernistas e os exteriores tipicamente mais antigos.
O cast recheado de estrelas parece-me estar em claro sub rendimento, e com tantas estrelas acaba por ser a mais pequena Kirshner a brilhar mais, e a dar um passo para o estrelato, já que rouba toda atençao do filme para as cenas em que entra. No sentido oposto parecem estar quer Swank quer Johansson em clara baixo de forma. Quanto a Harnett esta longe de provar o potencial que algumas fações lhe atribuem ao contrario de Eckhart que ne parece satisfatorio num papel mais exigente, e que vem demonstrar a boa forma do actor que ja surpreendera em Thank You For Smocking
Um filme que cria expectativas demasiado altas e que acaba por rapidamente não conseguir ultrapassar uma mediania revoltante tendo em conta os ingredientes utilizados

O melhor - Mia Kirshner daquelas actrizes que com a sua imagem preenche um filme cheio de estrelas

O pior - A confusão com que o argumento se vai tornando a cada minuto que passa. O remedio ajuda mas nao salva.

Avaliação - C+

The Guardian - O Guardião

Starring:
Kevin Costner, Ashton Kutcher, Neal McDonough, Melissa Sagemiller, Clancy Brown
Directed by:
Andrew Davis

Desde logo, as prespectivas para um filme que reune Costner e Kutcher não podem ser muito elevadas, ja que se por um lado Costner a mais de 10 anos que não consegue fazer um bom filme, por outro Kutcher é quase um mestra na arte da má escolha de filmes, ou mesmo um desastre quase completo na intrepretação. A tudo isto junta-se um realizador que tirando o brilhante fugitivo, limitou-se a fazer titulos de acção sem grande conteudo. O risco era grande de este filme se afundar nas mares que estao presentes durante todo o filme. Contudo e apesar da reação da critica nao ter sido la muito boa, o facto do publico ter relativamente aderido bem, salvou em parte o titulo.
Desde logo convem realçar que o resultado podia ser pior, contudo o filme é bastante fraquinho nos diversos aspectos. Desde logo o argumento de um salvador que depois de uma missão que falha acaba por ir dar aulas para a academia onde encontra um jovem cheio de ambição, e depois o trajecto do costume. Contudo o filme apresentasse dividido em grandes blocos, demasiado soltos entre si e que pouca oferece para a coerencia interna do filme, depois o filme e estremamente penoso perdendo-se em aspectos secundarios. Os envolvimentos romanticos do filme estao tão mal enquadrados que parecem remendos para preencher espaços. A favor do filme esta alguma maturidade da forma como ele se assume, o facto de ter uma tonalidade emocional bem focalizada nas personagens o que aumenta a complexidade de um titulo a priore simplista. Contudo estes aspectos nao servem para cobrir grande parte das fragilidades do filme onde se destaca a sua excessiva duração em prol de aspectos secundarios.
O argumento do filme, é demasiado fragmentado, e cheio de aspectos pouco importantes, talvez o argumentista estivesse num processo obsessivo nesta construção
A realização acaba por ser dos aspectos de maior destaque do filme com destaque para as sequencias no alto mar, que apesar de mal enquadradas no todo do filme estão muito bem realizadas.
As intrepretações, apesar de pouco exigentes acabam com alguma surpresa por se enquadrar bem no filme, Costner muito igual aos seus ultimos registos ( o que nao e propriamente um elogio) e Kutcher dá uma imagem difrente agora como heroi de acção que me parece bem mais adequada as suas limitações intrepretativas.
Enfim o filme nao é um naufrago mas que entra muita agua isso entra

O melhor - A maturidade com que o filme aposta nas emoçoes num filme tipico de acção

O pior - A fragmentação do argumento e demasiado notoria e grave para um filme desta dimensao

Avaliação - C-

Thursday, November 02, 2006


A Praire Home Companion - Nos Bastidores da Rádio

Starring:
Lily Tomlin, Meryl Streep, Maya Rudolph, Lindsay Lohan, John C. Reilly
Directed by:
Robert Altman

Robert Altman é sem sombra de duvidas um dos autores mais reconhecidos no cinema actual, capaz de reunir sempre elencos recheados de estrelas que sonham ser dirigidas por ele. Contudo nos ultimos 10 anos Altman teria sido totalmente esquecido, não fosse Godford Park, que acabou por o trazer de novo para perto do publico e dos criticos, mesmo assim nao mais repetir nesta decada a fama atingida neste titulo.
Este seu novo filme vem na linha do que e tipico em Altman, ou seja um espaço e o constante movimentar de diversas personagens, sendo que altman diambula como um estranho por aquele lugar. Desta vez vamos ate aos bastidores de um programa de radio em directo que se encontra no seu ultimo programa, com toda a melancolia que assiste a este tipo de eventos. Aos poucos vamos conheciendo os dramas das personagens, e as ligações sempre ao som de musica country.
Também o aspecto mitologico comum em ALtman esta presente pela mão do anjo interpretado por Virginia Madsen que é como o destino.
O filme acabou por obter os melhores resultados de bilheteira de Altman nos ultimos anos, e mesmo as criticas foram na sua maioria positivas, mesmo que nao sejam apaixonantes.
E o filme é mesmo isso, interessante, emotivo principalmente na fase final, mas pouco intenso e um pouco aborrecido, ja que o sentimento de entranheza esta presente um pouco ao longo de todo o filme.
O excesso musical acaba tambem por retirar algum conteudo ao filme, ja que nao lhe da espaço para grandes desenvolvimento.
O argumento do Filme, e como e mais normal em Altman acaba por ser o ponto mais debil do filme, ja que a historia esta longe de grandes momentos e brilhantismo sendo apenas um conjunto de personagens num local em interação.
O cast ao melhor nivel apresentado por Altman, com excelentes prestações de Streep, Madnsen, Harelsson, e Reilly. revelando uma Lohan bem mais capaz do que a actriz de MTV que estamos habituados
O ponto forte do filme acaba por ser a forma como Altman realiza um estranho no seu proprio filme, pedindo licença para filmar, dando um realismo e uma sensação voyerista interessante.
O filme acaba por ser positivo, interessante mas longe de ser brilhante e de criar grandes expetativas.

O melhor - O estilo Altman ainda vale o que vale.

O pior - O argumento ter momentos de grande desinteresse, e aborrecidos

Avaliação - B-

Monday, October 30, 2006


Gridiron Gang

Starring:
Dwayne 'The Rock' Johnson, Kevin Dunn, Xzibit , Kevin Dunn, Leon Rippy
Directed by:
Phil Joanou

Confesso que ja estou um pouquinho farto de filmes sobre futebol americano, se bem que poucos cheguem entre nos de uma forma bem publicitada, parece que eles nascem em geração espontanea, mudando apenas o contexto em que o filme surge.
Pois bem desta vez vamos para uma casa de correção onde um apaixonado treinador tenta recuparar socialmente alguns jovens oferecendo-lhes algo a que se ligar neste caso o futebol americano, depois o comum neste tipo de filmes, as disputas entre membros da equipa, a frustação e a vitoria final, a moratoria social do filme acaba por ser interessante contudo parece-nos que o exagero sentimental do filme retira muito realismo a um filme que trata delinquentes de uma forma romantica.
O filme acabou por ser razoavelmente recebido por publico e critica sendo o comum neste tipo de filmes.
A sua duração torna muitas vezes o filme aborrecido, os cliches constantes a cada passagem do filme tb nada abonam a favor do titulo que tem quase todos os pontos negativos no facto de se servir de modelo a muitos jovens.
O facto de se centrar em grande parte na comunidade afro americana, parece-nos diminuir o grau de incidencia de um filme a partida pedagogico.
O argumento do filme e algo aborrecido e acima de tudo pouco original mesmo salvaguardando algum valor social que possa ter.
A realização é algo confusa, nao arriscando quase nada nas sempre dificeis cenas de futebol, limitando a filmar de uma forma estatica as personagens, retirando ritmo a um filme que ressente-se sempre desse defice.
Por fim observamos um cast um pouco deficitario em qualidade, tentando The Rock assumir papeis algo fora do heroi de acção, mas que se parecem mais enquadrados nas suas limitadas capacidades.
Enfim mais um filme sobre um grupo de jovens problematicos que encontram solução num desporto e num treinador que acredita neles

O melhor - A pedagogia inerente ao filme, o desporto pode ser a resiliencia de problemas anti sociais

O pior - A pouca originalidade do filme assume contornos gritantes neste filme

Avaliação - C

Sunday, October 29, 2006


A Scanner Darkly

Starring:
Keanu Reeves, Mitch Baker, Robert Downey Jr., Winona Ryder, Woody Harrelson
Directed by:
Richard Linklater

Sempre ouvi dizer que filme que se atrasa constantemente nas estreias, contuma ser mau perságio relativamente ao seu real valor. Este titulo inicialmente previsto para o ano passado, acabou por apenas em meados deste ano ter o seu lançamento, nos EUA. Um titulo inicialmente considerado como um dos mais ambiciosos do mercado norte americano, primeiro porque trazia-nos uma adpatação de um dos titulos mais conceituados do escritor Phillip DIck, e acima de tudo porque nos trazia um novo sistema de animação em actores reais e conhecidos são transportados para o mundo do desenho. Dai que esta junção se previa explosiva e capaz de despertar interesse quer dos criticos quer do publico.
Contudo com os sucessivos atrasos, o interesse em torno do titulo foram esfriando acabando apenas por estrear num numero reduzido de cinemas, e mesmo o aspecto critico ficou longe das expetativas criadas, acabando por não impressionar.
Ao visualizar o filme desde logo a forma de animação do filme reluz à distância, demosntrando uma clareza tecnica impressionante e um perfecionismo quase doentio. O que nos leva a pensar que do ponto de vista tecnico de animaçao nao se podia ir muito mais longe. COntudo todo o filme esta demasiado preso do argumento, e é neste parametro que nos parece que o filme falha, principalmente pela falta de ritmo que o filme têm, que de tão pausado que é vai retirando grande emoção ao filme criando mesmo alguma confusao e ambiguidade no espetador. que quase nunca se sente satisfeito com o que esta a ver. Parece-nos que a dupla Sodenberg Clooney que ja fora responsavel por Solaris cai exactamente no mesmo erro de que cairam neste titulo, pelo facto de tentarem dar demasiada emoção e metaconhecimento a um filme que esta mais trabalhado do ponto de vista da expressao fisco, acabando por o filme falhar nos aspectos principais, com destaque na capacidade de provocar emoçao ao espetador.
A realização, ambiciosa, esta tecnicamente perfeita e aqui devemos elogiar Linktear pelo capacidade de risco e de nos apresentar um filme a sua imagem... bastante ambiguo.
O argumento e um desastre completo, se a historia de Dick nos parecia bastante forte inicialmente, neste filme torna-se algo aborrecido, pausado e acima de tudo desinteressante.
Os actores na sua versão desenho acabam por cumprir, apesar do filme ser demasiado pretencioso neste aspeto adicionando tiques constantes a personagens, que pouco ou nada ganham com eles... e que tenta dar um tom de comedia a um filme que em momento algum deveria ter esse objectivo
Emfim um dos titulos mais inovadores dos ultimos anos, cuja a produção merecia um argumento bem melhor do que o que foi produzido...

O melhor . A animação de espantar toda a gente...

O pior . O que fizeram a historia de Dick para a tornar tão desinteressante quanse tão magico como a produção de animação

Avaliação - C+

Tuesday, October 24, 2006


Open Season

Starring:
Paul Westerberg, Ashton Kutcher, Martin Lawrence, Debra Messing, Gary Sinise
Directed by:
Jill Culton, Roger Allers, Anthony F. Stacchi

Quando se começou a perceber que o ano de 2006 seria o ano da animação, houve quem pensasse que existiria uma disputa severa não só a nivel tecnico mas também na qualidade das obras apresentadas, ja que a animação era uma das areas do cinema com mais qualidade relacionada com a quantidade.
Contudo desde logo comecou se a perceber que os grandes continuavam grandes e os pequenos apenas tentavam fazer alguma coisa.
E desses pequenos sob o ponto de vista comerecial este Open Season, acabou por ser dos que mais replica conseguiu dar aos grandes estudios de animação, muito por uma estrategia de tempo de lançamente conseguida aproveitando o Outono para brilhar nas bilheteiras. COntudo no que a qualidade diz respeito estamos perante uma das piores obras de animação lançadas por Hollywood, sem sabor sem ritmo sem piada, o filme vai desde o mais infantil possivel, ate a armas e acção, sem qualidade para agradar aos mais pequenos e irritante qb para os menores. A historia é repetida, o nivel tecnico do filme esta longe do conseguido quer pela DMK quer pela PiXar, salientando-se da grande quantidade de filmes de animação apresentados pela falta de qualidade apresentados.
A falta de ddefinicao do filme tb atinge as personagens contrapondo um misto de infantilidade e acima de tudo imbecilidade que em nada agarada ao espectador.
Salva o filme o facto da animação ter sempre um efeito de enterteinment agradavel, e que dificilmente a historia cai para o lado errado da nossa percepção, o que salva este filme de ser um dos piores titulos do ano, sendo que em materias de animação esta bem encaminhado neste sentido
No que diz respeito ao reportorio de vozes, tb aqui as escolhas dos irritantes Lawrence e acima de tudo Kutcher caracterizam personagens tb ela irritantes acabando por conjugar bem.
Enfim um alerta vermelho que faz pensar se nao preferiamos menos titulos de animação mas com a qualidade anteriormente apresentada

O melhor - A animação por si so e um genero agradavel.

O Pior - Mas no genero e do pior que se pode imaginar

Avaliação - C-

Sunday, October 22, 2006


Jackass 2

Starring:
Johnny Knoxville, Bam Margera, Ryan Dunn, Stephen Glover, Jason Acuna
Directed by:
Jeff Tremaine

Se existe algo produzido para televisão e cinema que prima pela irreverência e o conjunto de situações provocadas por estes idiotas assumidos prontos a testar a sua normalidade através de situações de risco completamente disparatadas. E se o primeiro filme, que rapidamente se tornou um sucesso principalmente a nível de DVD, foi a demonstração que poderia ir mais longe de que um programa de televisão. Este segundo filme poderia ser considerado a versão adultos, ja que as situações são ainda mais duras e extremas conduzindo a situações de puro nojo e de masoquismo extremo.
Agora a questão que se coloca é se este tipo de humor agrada ou não os diferentes tipos de espetadores.
Na nossa opinião o humor é muito intenso, com capacidade de manter o espectador completamente preso e bem disposto, contudo muitas vezes atinge um maior nivel de nojo do que propriamente de situações de comedia, que nos parecia mais articulada e sequencial de que este segundo filme, mais destinado a impressionar. A grande dificuldade em classificar este filme prende-se com o facto de não o ser, ou seja, de não ser mais que situações criadas, Tipo apanhados, sem ligação alguma, dai que avaliar aspectos como argumento, actuações e realização não têm fundamento. Levando-nos apenas a avaliar se funciona ou não?
O filme acabou por agradar quer publico quer critica, ja que facilmente cumpre as expetativas, indo mais alem, sendo mais polemico,e tambem mais duro do que o primeiro, capaz de em situações conseguir gargalhadas mais intensas do que o seu antecedente, mas funciona ligeiramente pior no que diz respeito ao ritmo e manutenção do humor, priveligiando o repugnanta (engraçado também), do que o fisico.
Mesmo assim estes idiotas ja ganharam um espaço de luxo no cinema americano, sendo um autentico fenomeno de culto em jovens espalhados por todo mundo. Só esperamos que não tenham muitos seguidores para segurança destes.
De referir que a grande vantagem do primeiro titulo estava presente nos extras do DVD, dai que teremos de esperar algum tempo para disfrutar todas as peripecias oferecidas pelo filme

O melhor - O humor de sempre, capaz de nos fazer cair da cadeira

O pior - Exagero de algumas situações, bem perto de induzir o vomito ao espetador


Avaliação - B+

Saturday, October 21, 2006


The Notorious Bettie Page

Starring:
Gretchen Mol, Lili Taylor, David Strathairn, Jonathan M. Woodward, Cara Seymour
Directed by:
Mary Harron

Confesso que as minhas expectativas relativamente a este filme eram talvez demasiado elevadas, por um lado porque me parecia um tema interessante, por outro porque Harron fez de American Psyco um dos filmes mais brilhantes do cinema contemporaneo, onde mostrou originalidade, poder de risco e uma condução de actores brilhantes. Dai que aguardava impacientemente o novo filme da realizadora para preceber, se estariamos perante o renascimento de mais uma autora de culto, ou foi um golpe de sorte. Pois bem depois de ver este filme, a segunda parece-me aquela que melhor podera justificar um titulo tão forte como o Psicopata Americano, ja que este Biopic sobre Bettie Page, perde quase todos os pontos fortes que a autora tinha demonstrado no titulo anterior. Por um lado a originalidade limita-se a algum balanço de cores e alguma indefenição temporal, sendo que se por um lado a primeira acaba por ser positiva para o filme, a segunda apenas serve para confundir o espetador. O risco do filme quase não se nota, talvez apenas no tema, de si com alguma dose de polemica mas que se dilui facilmente na monotonia tipica dos biopics que o filme adopta. Apenas parece-nos que a boa direção de actores se mantém, ja que Mol caracteriza bastante bem Page, contudo também neste prisma parece-nos que algumas das ondas levantadas pelos americanos assumindo a interpretaçao como das melhores do ano, nos parecem claramente exageradas neste particular.
Assim estamos perante um biopic tipico, decidido a dar um pouco mais da historia e os dilemas de Bettie Page, sendo por vezes interrompidos por algumas questões politicas e legais que precorreram a carreira da primeira pin up, que nos parecem descontextualizadas do filme. Existe tambem uma falta de concordancia entre o tipo de filme que estava planeado fazer, e o que sai, por um lado parece-nos que Harron quisesse ter um toque de comedia ligeira no filme, acabando por sair um drama pastoso.
Estes senão devem-se em grande parte a um argumento pobre em conteudo, limitando-se em prelongar alguns aspetos da vida de Page, a ritmo desacelarado e sem grandes preocupações, e que vai sucessivamente desvalorizando um titulo ja de si pouco valioso.
A realização de Harron demonstra toques de classe, e que podem ser bastante mais valorizados se forem unidos a um guiao bem constroido e que pode mais rapidamente conduzir a reconhecimento previsto mas frustrado com este titulo
E por fim de referir um cast, recheado de actores de 2 plano, onde nos parece que a aposta na quase desconhecida Mol e muito bem conseguida e o principal ganho do filme, todos os outros actores acabam por cumprir. De referir a curiosidade de Strathairn voltar ao cinema apos a nomeaçao por Good Night and Good Luck, num registo muito similar, se bem que longe da profundidade assumida
Enfim mais um biopic pastoso, e que vem reduzir as expectativas em torno de Marry "Psyco" Harron

O melhor - A partinha de cores com preto e branco, extremamente pretinente e capaz de subir o nivel qualitativo do filme

O Pior - Um argumento porbre e sem graça num filme que podia ter graça por ele proprio

Avaliação - C

Tuesday, October 17, 2006


Crank

Starring:
Jason Statham, Amy Smart, Efren Ramirez, Jose Pablo Cantillo, Jay Xcala
Directed by:
Mark Neveldine, Brian Taylor

Se pensaram que ja viram ritmo no cinema esqueçam, e desloquem-se ao cinema para ver este hiperactivo Crank. Realizado de uma forma original este crank é daqueles filmes que faz o espetador vibrar na cadeira com o ritmo completamente electrizante capaz de fazer acordar um morto. Organizado de uma forma extremamente original o filme vai desde o limite de acção ate a um humor negro de grande qualidade, mesmo num filme onde a historia de base esta apenas ao serviço do ritmo.
O filme acabou por ser bem recebido pela critica por um lado e por outro obter uma boa receita nos EUA, muito motivado pelo contagio de acçao e a originalidade assumida pelo filme.
A historia e basica a personagem principal, acorda depois de ser envenenado, em que o unico antidoto é a adrenalina criada pelo proprio corpo, dai que a partir desse momento andamos com a personagem atras de aventura e vingança tentando sempre manter a adrenalina ao maximo, efeito dificil de conseguir mas que o filme atinge como poucos. As situações sucedem-se a um ritmo incrivel, sendo os tiques de autor criados a todos os tempor com alguns toques a robert rodriguez e Guy ritchie rapidamente nos aproximamos de uma conclusao claramente brilhante. O mal do filme acaba por ser, o facto da historia ser pouco mais do que a procura de acçao e acima de tudo o exagero com que facilmente cai, ainda na retina a mitica cena de sexo com entre os protagonistas que tem tanto de divertida como de ridicula.
O argumento do filme esta ao serviço da acção e da originalidade do autor sendo neste particular o aspeto mais deficitario do filme.
A realização e incrivelmente original, com apontamentos de classe, como a contextualizaçao espacial recorrendo ao google earth.
E por fim um cast onde Statham se movimenta como uma luva ja que e tipico em filmes de acção ritmados, contudo normalmente sem metade da originalidade e a qualidade de Cranl. O filme nao exige muitos dos actores dai que Smart acabe por passar despercebida no meio de tanta acção, o que talvez deixe de parte um possivel talento que se começa a perder por filmes mais modestos.
Enfim o filme mais movimentado e com mais ritmo do ano, que deixa o espectador cansado, apesar de na sua historia ser nada mais nada menos do que vazio.

O melhor - O ritmo do filme completamente alucinante, na maneira positiva da palavra..

O pior- O conteudo do filme entra muitas vezes no ridiculo que nos diverte mas que por outro lado tira algum "sumo" ao filme

Avaliação - B

Sunday, October 15, 2006


Reinassance

Starring:
Robert Dauney, Patrick Floersheim, Crystal Shepherd Cross, Laura Blanc, Isabelle Van Waes
Produced by:
Jean-Bernard Marinot, Aton Soumache, Roch Lener

Um dos filmes mais esperados do ano, vinha da europa. Era um filme que nos trazia uma animação completamente diferente, rodado em grande parte com jogo de sombras prometia revolucionar o mundo da animação principalmente para adultos.
Contudo se bem que o markting era extremamente prometedor, certo é que o filme ficou muito aquem das expetativas relativamente a resultados. Por um lado a critica nao se rendeu ao filme, apreciando o seu valor inovador, e as bilheteiras foram frustantes nao conseguindo conquistar nem sequer o seu pais de origem o que lhe fechou algumas portas. Veremos se Portugal nao seguira esse caminho.
Mas se é certo que o aspeto tecnico do filme é muito forte, principalmente nos desenhos apresentados, surpreendendo a cada minuto que o filme passa. Por outro a nivel de argumento o risco foi demasiado grando dando-nos um filme de intrigas e raptos, algo confuso e pouco interessante que aos poucos vai agarrando um espectador adormecido.
Mas o ponto que mais falha acaba por ser a conjugação de imagens limitadas a duas cores, e uma caracterizaçao inicial das personagens, que conduz a que muitas vezes o espetador nao consiga diferencias as personagens, ja que para alem das similaridade fisica das mesmas, a falta de luminusidade do filme provocam alguma confusao no espetador.
O aspeto tecnico do filme e deslumbrante oferecendo uma prespectiva futura de Paris completamente brutal, e que vale o risco de um filme, que se fosse trabalhado num estudio de Hollywood talvez fosse uma das revelações do ano, e quem sabe estaria no topo da lista de candidatos a melhor filme de animação.
A escolha de vozes, apesar de nao ser um ponto a salientar acaba por se conjugar bem dentro da toada que o filme assume.
Enfim, uma das animações mais prometedoras do ano, que nos parece ter se centrado em demasia nos pontos tecnicos deixando para tras o argumento

O melhor - Os aspetos tecnicos do filme... brilhante

O pior - A fase inicial do filme demasiado confusa, e que condiciona a ligação do espetador ao filme

Avaliação - C+

Sunday, October 08, 2006


The Ringer - O verdadeiro anormal

Starring:
Johnny Knoxville, Brian Cox, Katherine Heigl, Jed Rees, Bill Chott
Directed by:
Barry Blaustein

Johnny Knoxville, é uma das novas sensações da comedia fisica do cinema actual. O mentor da explosão de sucesso Jackass, ganhou um estatuto que lhe permite marcar presença, ou ate mesmo protagonizar produções já com alguma dimensão dentro do panorama do humor americano. Contudo parece-me que os titulos que escolhe estão extremamente ligados a um humor fisico de uma total humilhação, muito na onda do que protagoniza em Jackass, e que talvez os filmes venham a demonstrar alguma falta de talento fora da loucura contagiante que demonstra o reallity show da Mtv.
The ringer é uma comedia tipica dos seus produtores, ou seja os Irmãos farrelli, que nos leva ate um agente de seguros, que para auxiliar um amigo a recuprerar os dedos leva-o a entrar num plano que lhe permite ganhar o dinheiro suficiente para cumprir o objectivo, contudo para isso tera de se fazer passado por atrasado mental e competir nas paraolimpiadas.
Depois o normal um conjunto de situações comicas, contudo muito suaves, uma historia romantica, tudo muito suavezinho e acima de tudo muito low profile, num tema sempre defensivo como o mundo dos deficientes.
O filme vai se desenrolando sem grande pressa, e sem grande humor, sendo poucas vezes engraçado ou mesmo conseguido do ponto de vista do humor, limitando-se a passar um humor fisica pouco original enquadrado numa historia tambem ele ja muitas vezes vista nas comedias familiares oriundas de Hollywood.
O filme, mesmo sendo uma das primeiras apostas de Knoxville como figura central acabou por ter resultados medianos nas bilheteiras, mesmo numa altura em que o cinema ja se centra nos filmes de qualidade para a disputa de premios, sendo que os resultados foram extremamente surpreendentes positivamente na magnifica carreira no mercado de Aluguer de Dvd, que levou a um repensar de estrategia da europa, que culminou com o lançamento apenas deste circuito na maioria dos paises do velho continente.
O argumento do filme, apesar de numa primeira impressao nos parecer arrojado, acaba por se transformar numa tipica comedia romantica que aborda ao de leve o tema da deficiencia, dando mais uma vez uma imagem magica destas pessoas especiais, na narrativa esta desenvolve-se de uma forma um pouco oca e segue as linhas gerais do genero salientando os grandes defeitos do genero.
A realização e normalissima, sendo que o filme nao exige quase mais nada do que o elementar a este nível
O cast encabeçado por Knoxville, nao e posto a prova, embora nos pareça claro alguma dificuldade do actor em mostrar carisma para liderar um elenco mesmo quando os papeis parecem a sua medida, como neste filme em que tinha que passar por atrasado mental ficticio, ja de salientar tb a presença de Brian Cox num registo de comedia pouco habitual no seu curriculo mas que nos pareceu bastante refrescante e talvez a necessitar de mais tentativas.
Um filme que mais uma vez vem demonstrar que no mundo da comedia muitas vezes o rastilho causa mais explosao do que a propria bomba.

O melhor- Cox, surpreendente numa comedia nada ao seu estilo

O pior - O filme ser mais do mesmo no genero sendo uma copia narrativa de milhares e milhares de filmes de domingo a tarde

Avaliação - D+

The Wicker Man

Starring:
Nicolas Cage, Ellen Burstyn, Kate Beahan, Frances Conroy, Molly Parker
Directed by:
Neil LaBute

Benvindo a uma sociedade Freak, este poderia muito bem ser o tagline deste filme, que marca a estreia de Nicholas Cage, num genero tipico de actores em inicio de carreira, ou seja o terror.
The Wicker Man é um remake, tentado reavivar por LaBute, que apostou forte principalmente num elenco encabeçado por um actor de primeira linha, pouco comum neste tipo de filmes. COntudo a aposta foi um floop total, primeiro porque o filme teve um resultado deprimente e por outro porque a critica foi muito dura com o filme, contudo e aceitando desde ja que o filme e mediocre, parece-me que o efeito das expectativas altas tendo em conta que se trata de um realizador e actores conceituados fizeram subir muito o patamar, e que foi fulcral no autentico desastre que o filme se tornou.
A historia conta-nos um policia que se dirige para uma comunidade de mulheres de forma a tentar encontrar a filha da sua ex namorada desaparecida nessa mesma comunidade, quando la chega o misterio em volta das crenças e atitudes daquelas pessoas é elevada, conduzindo uma investigação cheia de intriga, terror, alucinações, e espiritualismo.
O filme é na sua fase inicial desinteressante sem ritmo e acima de tudo muito lento em processos, apenas baseando o interesse em personagens esquizoides que vão sendo apresentadas, contudo no final o twist interessante valorinza um pouco um titulo na sua maioria mediocre sem grande interesse, e que poderia muito bem, caso nao tivesse Nicholas Cage ir directamente para video.
O argumento como em qualquer remake não e novo, junta alguns ingredientes interessantes, como uma caracterização espacial propria, mas parece nao saber muito bem o que fazer com eles, desprediçando alguns elementos que se poderiam tornar interessantes.
A realização está num nivel bem acima da maioria dos titulos de terror, a que nao será indiferente o facto do realizador ser algume ja conceituado dentro dos circuitos mais indies de hollywood e ter experiencia em determinados aspectos
O cast parece-nos depois de ver o filme algo estranho principalmente porque assistimos a alguma dificuldade neste momento da carreira de Cage seguir um rumo tendo tentado diversos tipos de filme, como o mais exprimental Weather Man ate o terror de Wicker man, parecendo necessario um assumir urgente de rumo, o restante cast parece-nos bem enquadrado no filme em causa, com a excepção do cameo final de James Franco que tera sido uma tentativa de Labute lançar a possivel sequela do filme, contudo tendo em conta os resultaos do filme esta seria um autentico suicidio.
Enfim pena e que Labute e Cage nos deem como fruto da sua colaboração um fruto tão sem sabor e aquem das suas potencialidades

O melhor - Apesar de tudo e bem melhor do que a maioria do trash de terror que somos confrontados

O pior - Labute depois de Nurse Betty continuar a desiludar em doses industriais, nao explorando o cinema de autor lançado nesse titulo

Avaliação - C

Friday, October 06, 2006


Thank You for Smoking

Starring:
Aaron Eckhart, Maria Bello, Cameron Bright, Adam Brody, Sam Elliott
Directed by:
Jason Reitman

O ano passado em Saudance existiu um filme que ficou nas bocas do mundo pelo simples facto de ter surgido o rumor de que Cruise teria impedido a produtora de colocar no ar uma cena de sexo implicito da sua esposa Katie Holmes, contudo esse filme aproveitando um bocadinho essa publicidade tornou-se num dos objectos independentes de maior sucesso deste ano, aliando a uma boa receita de bilheteira um bom resultado critico.
E este filme é sem duvida um dos filmes mais refrescantes e bem feitos do ano, num ano onde as satiras sociais têm estado em destaque depois dos excelentes American Dreamz e mesmo de Art School Confidential, surge agora este Thank You for Smoking.
O filmé conta a historia do relações publicas de um centro de estudos do tabaco, que tem como missao defender o uso do tabaco, com a sua capacidade verbal, tentando persuadir todos os que lutam contra este mal. Utilizando a sua excelente oratoria. O filme acaba por ser um reflexo de personagem, utilizando os argumentos de uma forma tão discreta e disfarçada que acabamos por achar os defensores do tabaco como os bons da fita, assim como o proprio personagem no filme. A acrescentar a tudo isto e de salientar a excelenta originalidade na forma apresentada do filme recorrendo a pequenos truques e ideias refrescantes que dão um toque especial de qualidade ao filme. Aos poucos vamos sendo seduzidos para um filme que nos leva para caminhos desconhecidos. O risco do filme e imenso não sendo alheio a grande dose de polemica, nao defendesse ele o indefensavel, contudo rapidamente se torna num filme com grande imperativo moral com criticas e retratos sociais esteriotipados que criticam quase todos os pontos politicos e sociais da actualidade.
O argumento e extremamente maduro e original, conjugando uma comedia com uma satira inteligente em diversas direcções, utilizando uma hironia e um cinismo surpreendente. Apenas nos parece que o filme acaba por adormecer em certas alturas nao mantendo um ritmo constante por todo o filme.
A realização e extremamente surpreendente e arriscada demonstrando que ainda existem realizadores dispostos a marcar a autoria dos seus filmes sem medo do risco.
O cast apesar de não ter nenhum grande nome de Hollywood, talvez com excepção de Robert Duvall, esta recheado de actores mediaticos, onde se ressalva a excelente e surpreendente prestação de um Aaron Eckhart que carrega na sua personagem um peso muito elevado ja que o sucesso do filme dependia em muito do seu complicado registo, contudo o actor safou-se com distinção demosntrando que é muito mais do que um tapa buracos em filmes de acção. Também William H Macy, nos mostra a sua grande capacidade interpretativa sendo que todo o elenco acaba por ser razoavel-
Enfim uma das satiras, sob forma de comedia mais orginais e um dos titulos mais marcante ate a date neste ano.

O melhor: A originalidade da forma de fazer comedia que o filme introduz.

O pior: Em certas alturas o filme adormece , o que corta o ritmo, por vezes demasiado acelarado


Avaliação - B+

Thursday, October 05, 2006


Art School Confidential

Starring:
Max Minghella, Sophia Myles, John Malkovich, Jim Broadbent, Matt Keeslar
Directed by:
Terry Zwigoff

Terry Zwigof, e o escritor de comics contemporaneo Daniel Clownes espantaram meio mundo cinematografico com o seu culto indie "Ghost World", o filme foi um sucesso critico e apartir dai a atenção virou para estes dois rostos da arte independente e revolucionaria em cada um dos campos em que se movimenta. Contudo de Clownes continuo o passeio pela gloria com a sua saga de adolescentes esquizoides ao quadradinhos, Zwigoff nunca mais conseguiu repetir o exito de ghost world, apesar de Bad Santa ter sido bem recebido, ao ser demasiado politcamente incorreto retirou muito mediatismo ao filme. Dai que tenha optado por regressar as adaptações de Clownes neste Art SChool Confidential, apresentado em diversos festivais o filme teve longe de uma recepção critica calorosa, contudo na minha opinão Zwigof consegue ir bem mais longe em todos os aspectos do que o sobrevalorizado ghost world, sendo vitimo do facto de muitas vezes os criticos de qualquer obra de arte não gostarem se serem parodiados e ridicularizado na sua essencia ou seja na sua opnião. O espirito independente esta presente ao longo de todo um filme, que nos transporta para uma escola de arte, onde a tentativa de ser marcante e mais diferente do que o outro chega a limites do absurdo, numa satira aos pseudo artistas que caminham e deambulam por todas as cidades. posteriormete a satira continua na busca da fama, sendo um filme com uma parodia social muito interessante tornando se numa das obras mais singulares do ano. O filme acaba por ser uma comedia que no fundo se torna num drama social, parodiando a tentativa da diferença por ela propria e o pseudo intelectualismo irritante daqueles que se pensam como superiores relativamente a todos os outros.
O filme contrpoem um ritmo de comedia com toques de dramas e policial, sendo talvez a obra mais madura e mal amada de Zwigof.
O argumento e interessante baseado numa historia orgininalmente muito interessante, com o cunho pessoal de clownes, e que consegue conjugar um prisma social com uma narrativa interessante. Contudo parece-me que por vezes o filme quebra principalmente na forma como as personagens secundarias vão integrando a narrativa, aparecendo e desaparecendo como um simples cenario, e que de alguma forma prejudica a consistencia narrativa de um filme bem construido.
A realização esta extremamente ligada aos comics, com imagens que parecem recortadas da Bd original principalmente em determinadas expressoes das personagens, tb na capacidade de interação dos quadros integrantes do filme a realização esta de parabens ja que consegue transportar para o espectador a beleza dos quadros apresentados
O cast, se no que diz respeito a secundarios esta recheado de requinte com grande enfoque na grande participação de Jim Broadbent numa das melhores personagens do ano cinematografico quem sabe com cheirinho a nomeaçao para oscar, por outro parece-me que nem Myles e acima de tudo Minghella estã ao nivel de um filme tão maduro quanto este.
Enfim uma auto-critica num mundo da arte que acaba por refrescar um cinema independente que se auto analisa em forma de satira

O melhor - A satira ao pseudo intelectualismo irritante de certos jovens sem objectivos

O pior - Minghella se nao fosse a aproximação fisica ao comics, nao conseguia compreender a escolha

Avaliação - B

Wednesday, October 04, 2006


The Convenant

Starring:
Steven Strait, Sebastian Stan, Laura Ramsey, Taylor Kitsch, Toby Hemingway
Directed by:
Renny Harlin

É indiscutivel que Renny Harlin é unanimente considerado um dos piores realizadores da actualidade, os seus filmes são normalmente afundados pela critica, como Ilha das cabeças cortadas, Driven, Deep Blue Sea estarão mesmo nas listas dos piores filmes de sempre, apenas se salvando da sua extensa bibliografia a sequela copia de Die Hard 2. Contudo nos ultimos tempos e visto que os resultados de bilheteira continuavam como os seus filmes ou seja miseraveis, Harlin decidiu mudar de genero, para um já de si extenso em falta de qualidade como o terror. Primeiro veio a prequela de Exorcista, e depois este the convenant.
Este filme é um autentico disparate de principio a fim, desde logo temos 4 jovens que vêm de uma familia com poderes, usando-os nas coisas mais superfulas, as coisas azedam quando aparece um quinto elemento ainda com mais poder e acima de tudo mau, e depois a constante luta para o destruir. Se a historia e fraca a forma como essa e elaborada ainda e pior ja que o filme assemelha-se aos bonecos do dragan ball, com truques com as mão e faiscas de rezar para parar rapido.
O filme apesar de ter conseguido entrar para o primeiro lugar do boxoffice americano, foi responsavel pelo pior fim de semana do ano nas bilheteiras dos Estados Unidos, sendo o filme totalmente mutilado pela critica, farta da falta de capacidades do realizador.
Aos poucos o filme vai caminhando para o fim, sem aborrecer o espectador ja que o filme opta por facilitismos que impedem que a catastrofe seja ainda maior.
O argumento e patetico, extremamente para anormal, tentando juntar o sobrenatural, o terror e uma comedia adolescente, com três ingredientes de fraca qualidade a uniao dificilmente poderia dar bom resultado
A realização de Renny Harlin esta ao seu nivel desastroso, optando por sequencias de acção completamente pateticas, e que por vezes faz o espectador questionar... Como e que o realizador estando tantos anos em Hollywood não consegue fazer um filme sem erros.
O cast, já que poucos actores com carreira arriscam trabalhar com este realizador, est optou por apostar em jovens em inicio de carreira que apenas têm pequenas aparições em filmes para adolescentes, mas que demonstram vulnerabilidade que me leva a arriscar que nunca serão actores de 1 linha.
Enfim mais um filme para afirmar que Renny Harlin e o desastre do cinema moderno.

O melhor . O ritmo do filme, nao deixa o espectador adormecer.

O pior . A probabilidade de abandonar o filme a meio e bastante grande, nao fosse o filme uma idiotice completa

Avaliação - D

Tuesday, October 03, 2006


Invencible

Starring:
Mark Wahlberg, Greg Kinnear, Elizabeth Banks, Kirk Acevedo, Lola Glaudini
Directed by:
Ericson Core

É facil de perceber a dificuldade dos filmes sobre futebol americano, entrarem num mercado externo, dai que seja recorrente encontrarmos montanhas de filmes, com uma carreira comercial bastante positiva nos EUA, mas que nunca chega as nossas salas de cinema caminhando directamente para video. Foi o caso de Rookie, HArdball, Miracle e Friday Night Lights. Este ano, um novo perfila-se o mesmo destino, com este invencible, contudo rumores apontam que pelo menos entre nos este filme tera lançamento no cinema, temos e que aguardar.
Este filme, alem de um filme sobre futebol, enquadra uma situação social complicada e acima de tudo é um biopic, de um dos desportistas com a historia mais curiosa, ja que apenas se estreou aos 38 anos, sem nunca ter jogado futebol americano, tendo tido uma carreira de sucesso. A historia para alem de curiosa e interessante, pena e que o filme caminhe quase para o conto de fadas, retirando algum realismo sempre necessario para um biopic, onde as dificuldades sao ultrapassadas quase por toque de magia sem o espectador se aperceber, retirando alguma qualidade factual interessante.
Contudo como é comum neste tipo de filmes o entertenimento e garantido, mesmo que pensamos que este filme e um pouco mais pausado do que a maioria do genero, e que talvez abosrdado de outro forma, poderia ir mais alem de que uma simples historia de conto de fadas distribuida pela disney.
O bem deste tipo de filmes e que facilmente agrada ao espectador e nao enerva a critica o que permite um precurso descançado
O argumento do filme, parece baseado numa hisotria encantadora, mas por outro lado parece que esta foi muito trabalhada em questões de argumento para se parecer ainda mais com uma historia onde tudo corre para o final feliz.
A realização embora sem o primor ja conseguido em filmes de futebol americano acaba por ter promenores interessantes, onde se sublinha o excelente enquadramento e caracterização temporal do filme.
Quanto ao cast, parece-nos natural, apostando em actores proximos do publico, que apostam num filme que nada pede a nivel de grandes momentos de actuação, limitando-se ao esforço minimo, se no caso de Kennear penso que e o ideal para si, e enquadra-se bem na sua carreira extremamente cautelosa, penso que Walbergh depois de heartbreackes onde este bem perto dos prémios, demonstrou capacidade para ir mais alem, do que se limitar a fazer estes papeis de protagonista heroi que tem marcado desde algum tempo a sua carreira.
O sport movie do ano, num filme sem grandes riscos, perfeito para os homens americanos, mas que tera as dificuldades dos seus antecessores em ter sucesso ou mesmo ser lançado fora de portas

O melhor - Curiosidade da historia da personagem, sem duvida a merecer a atenção da homenagem

O pior - Cai em demasiados esteriotipos do genero, nao sendo tão interessante nem ritmado como os melhores do genero

Avaliação - C+

Monday, October 02, 2006


The Descent - A Descida

Starring:
Shauna MacDonald, Natalie Mendoza, Alex Reid, Saskia Mulder, MyAnna Buring
Directed by:
Neil Marshall

Se existe uma surpresa critica deste ano, essa surpresa é sem sombra de duvida esta produção europeia, apostada em contrapor com a dezena de titulos de terror constantemente lançados pela industria norte americana. Um pouco no seguimento dos tipicos filmes americanos, os europeus, tentaram contrapor com um tipico filme de terror passado num ambiente claustrofobico, e com seres capazes de uma carnificina total, de resto o comum, fugas, gritos e acima de tudo muito sangue. Surpreendente mesmo neste filme so apenas a boa recepção critica do filme, que agradou quer na europa quer nos EuA, sublinhado o seu clima apoteotico e clautrofobico, que colminou numa boa campanha comercial do filme.
O filme centra-se na historia de um grupo de amigas, radicais que se vêm perdidas numa labirintica gruta, aos poucos apercebem-se que nao estao sozinhas, e depois começa a luta pela subrevivencia, ou seja poucos ingredientes novos, a nao ser um inicio demasiado reflexivo sob as personagens, mas sem a força para merecer tanta atenção.
O argumento nada ou pouco tras de novo ao conceito, onde sobressai, uma primeira parte mais inteligente que se sucede uma segunda parte totalmente fisica, e claramente mais fraca a nivel de qualidade.
A realização parece-nos um dos pontos mais fortes do filme, principalmente nas sequencias de luta entre as personagens e os monstros.
Por fim, um cast sem estrelas que acabam por ter a tarefa facilitada ja que o filme pouco ou nada exige a nivel de competencias de actuação.
ENfim um filme que ainda vem mostrar alguma tendencia da critica a sobrevalorizar produtos, que nao sejam americanos mesmo quando estes são produtos semelhantes aquilo que é mais criticado nos EUA.

O melhor - A realização e o clima apocalitico assumido

O pior - A falta de inovação de um titulo que nao foge a monotonia do cinema actual de terror

Avaliação - C