Saturday, March 23, 2024

Shirley

 Ao longo dos ultimos meses temos assistido na Netflix a uma agenda politica muito concreta com biopic de diversas figuras da politica norte americana principalmente associado ao estabelecimento de direitos iguais. Este ano e depois de Rustin surgiu este Shirley pela mão de Regina King como produtora. Ao contrario de Rustin este era claramente um telefilme menor com criticas medianas, e comercialmente provavelmente não e o tipo de filme de massas, mas mais para quem quer perceber um pouco da historia dos direitos iguais norte americanos.

Sobre os filmes politicos norte americanos, eu penso que todos eles tem um problema de base que é o facto de o seu sistema não ser facil de entender, dai que fica sempre por esclarecer qual e o real feito da personagem ou que procedimentos a mesma teria de fazer para ter outro impacto, este filme acaba por ter isso, e mais ainda porque isso e importante em quase todas as dinamicas do filme, que o torna maioritariamente aborrecido com muitas personagens.

Nao obstante desta dificuldade principalmente no balanço do ritmo do filme que este nunca consegue ter, o filme conta uma historia interessante de luta de ideiais. Fica a ideia que o filme poderia e deveria tratar da ascenção da personagem inicial, pois parte ja com a carruagem em andamento ficando por perceber como chegou a ate um lugar que lhe permitiu sonhar mais alto.

Por tudo isto SHirley e o tipico biopic de segunda linha sem grandes truques, que se limita a contar uma historia, que acaba por ter mais significado no fim do que no seu desenvolvimento. O final parece uma liçao politica desnecessaria de King que tenta ter um papel maior relevante do que realmente acaba por ter.

A historia segue Shirley Chisholm e a sua candidatura nas primarias democraticas a presidente dos EUA com o objetivo de demonstrar que nada e impossivel, se seguir as convicções numa luta politica com muitas nuances.

O argumento do filme tenta ser detalhado nos aspetos historicos concretos. De resto fica a ideia que nos dialogos o filme fica demasiado preso ao sistema politico e convições da personagens e menos a sua pessoa, e isso torna o filme naturalmente mais lento.

Na realizaçao King, nao abraçou o projeto, entregando-o a Ridley, um veterano realizador afro americano que segue a tarefa pelo livro sem grande risco ou assinatura, num filme claramente pensado para televisao e sem grande alarido. Nota-se a base de televisao.

NO cast King entregou a si a personagem e tenta transmitir a força da mesma, num papel no entanto simples. Ao seu lado muitos atores afro americanos com papeis simples, e um Hedges que ja parecer ter outro fulgor na carreira.


O melhor - A homenagem a um feito politico consideravel


O pior - O filme tem um ritmo demasiado lento e demasiado centrado num sistema politico dificil de compreender fora dos EUA


Avaliação - C



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