Tuesday, August 31, 2021

The Green Knight

 Neste verão marcado por muitas apostas para devolver os espetadores as salas de espetaculo existiu pouco espaço para filmes concetuais ou mais que isso para filmes com objetivos muito proprios associados a cinema de autor. Uma das apostas que viu a luz do dia foi este filme mistico de Lowery, um conceituado realizador que cada vez ganha mais adeptos em termos criticos e que o filme conquistou com avaliaçoes muito positivas. Comercialmente o autor tem muito mais dificuldade principalmente porque os seus filmes se distanciam do entendimento da maior parte das pessoas e se tornam bem mais dificeis. Comercialmente o filme obteve um rendimento acima do esperado principalmente tendo em conta o contexto onde vivemos.

SObre o filme podemos dizer que mais que uma grande historia temos um filme concetual, realizado e pensado para uma introspeçao dentro da historia do primeiro ao ultimo minuto, embora se perceba que principalmente do ponto de vista cultural o filme e muito mais proximo da cultura inglesa do que propriamente do resto do mundo e isso pode tirar algum impacto ao filme.

Depois temos a jornada o filme tem alguns bons momentos na forma como cada parte da odisseia e montada e realizada embora a formula do filme seja dificil de seguir e o ritmo demasiado lento ao logo de mais de duas horas de duraçao nao facilite a conetividade entre o espetador e o filme, e claro o seu nivel concetual e apelativo.

Por tudo isto e nao sendo um filme de maiorias e um filme com recursos esteticos e de ambiçao que o fazem ser diferenciado embora seja percetivel ser um filme dificil e algo confuso. Por essa mesma razão pese embora o realizador e a sua forma de fazer cinema fascine alguns nao e um registo para a historia e isso acaba por ficar bem patente num projeto maior como este.

A historia segue a saga de Sir Gawain na sua cruzada por tentar encontrar o cavaleiro verde e conseguir cumprir o designio, onde vai encontrar pelo caminho diversos obstaculos.

Do ponto de vista do argumento o poema que deu origem ao filme e conhecido e com muito valor metaforico para alem dos seus valores enraizados, como o filme a historia fica algo dificil de compreender e isso acaba por limitar o impacto imediato do filme.

Na realizaçao Lowery e um dos realizadores da moda, que pese embora não dote os seus filmes de um impacto imediato tem ganho muitos adeptos na sua introspeção e na intensidade das suas imagens que fazem dele um realizador e autor da nova geração. Aqui segue o seu plano muito proprio.

No que diz respeito ao cast Patel tem ganho cada vez mais impacto e aqui tem um bom registo sendo o fio condutor do filme: Ao seu lado Vickander Egerton e principalmente Harris sao uma boa base para o concerto a solo do actor ingles em boa forma.


O melhor - A forma de realizar

O pior - Ser um filme demasiado dificil


Avaliação - C+



Monday, August 30, 2021

Reminiscence

 Dos produtores e reaalizador de alguns episodios de maior sucesso de Westworld eis que a WB e a sua HBO Max decidiram lançar este ano um filme futorista com Huck Jackman, num filme que tenta buscar as memorias e fazer do passado o presente. Este filme que e uma das grandes apostas do estudio para este final de verão nao foi propriamente muito bem recebido pela critica com avaliações mediocres com ligeiro pendor negativo. Por sua vez comercialmente o facto do filme nao ter ido as salas de cinema e ter sido pensado na distribuição hbo max deixa de ser facil de avaliar o seu resultado comercial.

Sobre o filme temos uma ideia prometedora que se tivesse o contexto de personagens ou mesmo o tom enquadrado poderia funcionar bem num thriller sci fi. COntudo o filme para alem da ideia tem poucas ideias no seu recheio, temos uma historia de amor que é algo limitada, e uma intriga policial tambem ela muito rudimentar o que leva a que a ideia em si fique quase sozinha e não tenha espaço para fazer potenciar-se.

Outro dos pontos do filme que me parece algo mediocre acaba por ser a propria produçao, num filme sobre um futuro apocalitico tirando alguns aspetos com a ajuda da agua fica a ideia que os cenarios poderiam ter muito mais impacto e o filme se tornar maior. Provavelmente os cortes associados a pandemia podem explicar estes cortes mas o filme fica algo pequeno.

Por tudo isto fica a ideia de um filme que poderia e deveria ter um impacto muito maior, num filme com bons actores com uma ideia interessante mas fica sempre a ideia que nos elementos cruciais o filme fica-se pelo minimo garantido e quando assim é pouco ou nada de particularmente impactante pode resultar.

A historia fala de um ex combatente de guerra que acaba por ganhar a vida com um negocio que permite as pessoas reviverem as suas memorias, ate ao momento em que são visitados por uma estranha mulher por quem, se apaixona e que conduz a que desde esse momento todo o mundo ande à volta.

Em termos de argumento a historia de base e competente e original mas e pouco ou nada potenciada nos elementos que poderiam conduzir o filme para o seu nível maior, principalmente em termos de personagens limitadas mas acima de tudo também no registo demasiado serio que tem

Na realizaçao Lisa Joy e uma realizadora a dar os primeiros passos em termos de cinema depois de algum sucesso na televisão com West World. O filme encontra o seu estilo próprio mas fica a ideia clara que ainda não encontou a dimensao exigida para um filme de grande estudio.

Em termos de interpretação, Jackman tem a intensidade e a dimensão correta para o filme mas a sua personagem e algo limitada em termos de tamanho, ao seu lado temos uma Fergunson que tem o impacto correto numa personagem dependente da sua sensualidade e acima de tudo um Cliff Curtis com a intensidade correta para este tipo de vilões


O melhor - A ideia de base tem algum merito

O pior - A falta de elementos que diferenciem por completo o filme


Avaliação - C-

Sunday, August 29, 2021

Sweet Girl

 Depois de um ano de 2020 em que a Netflix quase isolada controlou todo o ano de lançamentos muito por culpa da pandemia, 2021 esta a ser a todos os niveis um ano algo diferente principalmente no verão. Por um lado existiu alguns regressos ao cinema ainda que com apostas a meio gas e o que e certo que a Netflix nao tem sido nada feliz nas suas estreias de verão, sendo este drama familiar de açao mais um desses projetos com alguns nomes mediaticos mas que criticamente ficaram longe do sucesso e comercialmente o seu impacto e discutivel.

SObre o filme temos um filme de açao simples, com uma intriga pouco ou nada trabalhada totalmente dependente de um twist que pode surpreender mas que nada muda em termos da forma como o filme se vai gerindo a si proprio com pouco ritmo com pouca intensidade resultando num fraco e pouco intenso filme de açao onde nem Momoa consegue qualquer relevo.

E um daqueles filmes que aposta todos os seus recuros num unico ponto que e o seu twist o qual acontece ainda longe do fim do filme, essa escolha poderia levar o filme a partir desse momento para patamares mais elevados mas o filme rapidamente encontra novamente o caminho do marasmo da primeira hora de filme e torna-se num sem sabor thriller de açao.

OU seja mais um produto comercial de base, onde a Netflix tem apostado mais que bons filmes, realizadores e argumentistas em algumas estreias na realização com ajuda de alguns nomes maiores mas cujos filmes nao tem conseguido ter o impacto esperado e com isso o proprio valor dos filmes e dos actores vai diminuindo.

A historia fala de um pai e filha que vem a mae morrer de cancro devido a travagem de desenvolvimento de um medicamento devido a uma luta de farmaceuticas que conduz a um desejo de vingança que leva a uma intriga ao mais alto nivel.

Em termos de argumento uma historia fraca pouco potenciada em personagens pouco ou nada desenvolvidos e pouco ou nenhum humor que tem no twist o seu maior trunfo que surpreende na altura mas o filme acaba por se conduzir para o mesmo estilo.

Na realizaçao Mendoza e um realizador associado a filmes de Momoa que tenta tirar o maior lucro do ator mas parece que o filme e sempre realizado como um filme de serie b de açao e pouco mais que se calhar explica a carreira do realizador ate agora.

No cast Momoa no papel tipico duro e pouco expressivo que e o que habitualmente nos faculta ao lado de uma jovem Mereced que vai ganhando algum protagonismo agora como atriz de açao mas que lhe falta o filme que a torna numa aspirante a outros voos, e este filme nao ajuda esse processo.


O melhor - O twist

O pior - A forma como o filme nao reage a esse elemento destabilizador

Avaliação  D+



Saturday, August 21, 2021

Snake Eyes

 Eu confesso que quando foi anunciado este projeto que apostava em revitalizar o estilo Gi Joe no cinema depois dos filmes anteriores terem sido autenticos desastres que fiquei surpreendido. Contudo o facto de termos claramente um filme mais oriental proximo das origens da saga poderia dar ao filme um outro valor que contudo acabou por nunca se afirmar com criticas bastante sofriveis e pior que isso tambem do ponto de vista comercial a falta de atores de uma primeira linha tranformou-o num desastre economico mesmo em tempos de pandemia.

Sobre o filme podemos dizer que existe alguns apontamentos que nunca foram trabalhados no primeiro filme que tem aqui lugar concretamente o nascimento dos Cobra e a forma como se cria os Gi Joe para os combater, essa genese e explicada com alguns apontamentos mais proximos do cinema oriental o que acaba por funcionar mas depois no que diz respeito a intriga e mesmo ao desenvolvimento de tudo o resto temos o lado errado que nunca permitiu sucesso a saga.

O problema do filme e que talvez a historia de base pudesse dar um filme de artes marciais de segundo nivel mas nunca mais que isso e quando assim acontece as coisas acabam por saber a muito pouco, principalmente porque no que diz respeito a personagens ou mesmo no teor demasiado serio que o filme se leva lhe limita o alcance completo que o filme acaba por ter.

Por tudo isto temos um filme fraco mesmo em açao de grande estudio narrativamente muito pobre que deixa pouco espaço ao que vem a seguir, principalmente porque em termos de realizador e actores nao conseguiu chamar a si primeiras estrelas e assim acabou por diminuir o impacto imediato do filme.

A historia fala de um lutador que em criança viu o seu pai ser assasinado que tem a oportunidade de se vingar da pessoa que acabou por colocar em causa toda a sua vida caso aceite se infiltrar numa organização de artes marciais em prol de outra.

EM termos de argumento a base narrativa e pobre, as personagens quase sempre pouco potenciadas acabam por conduzir a um filme com diversas dificuldades em fazer por um lado as personagens crescer mas tambem em obter um registo mais proximos das exigencias de um blockbuster nos nossos dias.

No que diz respeito a realizaçao Schwentke e um realizador alemao que ja teve alguns projetos de alguma qualidade principalmente o sucesso de Red, mas que nunca deu o passo para ser um autor, dai que seja escolhido para projetos como estes de grande estudio mas que na realidade ainda é alguem com muito para crescer.

No cast Goldwing foi a escolha para o heroi, um actor que ja anteriormente nos projetos que vimos dele parece ter muitas limitaçoes e que de alguma forma surpreendem o sucesso que o mesmo está a conseguir ter. No lado dos viçoes Corbelo e outros atores asiaticos são pouco para fazer render o projeto.


O melhor - Explicar a genese

O pior - a forma como o filme não consegue reunir minimos elementos que se diferenciemº


Avaliação - D



Tuesday, August 17, 2021

The Suicide Squad

 Cinco anos apos Ayer ter dado a luz verde a este peculiar filme da DC, eis que surge a sua sequela que é mais do que isso, é uma completa reformulação do projeto a cargo de um James Gunn que ja tinha colocado a sua criatividade ao serviço da Marvel, ao lançar o famoso guardioes da galaxia. Eis que este filme e um refrescante filme que conquistou a critica com a sua rebeldia e o seu politicamente incorreto, contudo comercialmente fruto de uma pandemia ainda bem visivel os seus resultados comerciais ficaram muito aquem mesmo do primeiro filme que teve contra si critica e publico.

Sobre o filme podemos desde ja dizer que alguns dos atributos que fizeram funcionar os guardioes da galaxia e que se tornaram claramente num dos pontos de sucesso de James Gunn esta bem presente, principalmente um estilo de humor corrosivo, adulto, acrescentando a uma violência extrema e sem sentido, fazem deste irreverente The Suicide Squad uma agradavel surpresa que nos proporciona duas horas de açao e gargalhadas no balanço correto e que devemos acima de tudo sublinhar essa capacidade.

Claro que podemos dizer que principalmente nas personagens que tras do primeiro filme o filme apenas as usa para se colar ao primeiro filme, ja que e claro que são personagens muito menos trabalhados do que os novos, onde claramente temos James Gunn em todos os seus elementos os quais encaixam bem uns nos outros num filme que acaba por ser um mito de curiosidade e entertenimento adulto.

Pena e que os resultados comerciais do filme, talvez associados a pouca qualidade do primeiro filme, ou mesmo da ainda vigente pandemia que afasta tudo e todos do cinema pareça limitar as possibilidades de uma continuidade que poderia trazer outras personagens bem menores da DC e dar o espaço num filme como este, e acima de tudo permitir que James Gunn de aso a sua mais que muita imaginaçao.

A historia segue o mesmo grupo, agora com novas contrataçoes o qual tem de ir para um pais estranho lutar contra um grupo poderoso e mais que tudo com um monstro ao seu serviço que apenas uma peculiar equipa poderá colocar em chek.

Em termos de argumento nao e claramente na intriga de base, a qual acaba por ser demasiado disparatada que o filme recolhe os seus louros, mas nas pequenas especificidades de humor adulto que o filme da a cada uma das suas personagens com clareza e mesmo com uma formula muito bem vincada que funciona em termos singulares mas mesmo como grupo.

Gunn ficou conhecido principalmente no sucesso bombastico da sua adaptação de guardioes da galaxia a qual foi tao vistoso que a DC foi o roubar para tentar revitalizar uma das suas formulas e em termos claros parece evidente que o conseguiu em toda a escala, menos a comercial que podera condicionar o seu futuro.

No cast às escolhas mais competentes do primeiro filme como Robbie como Quinn que neste filme e quase colocada em piloto automatico, e nas escolhas proprias para este filme que tudo resulta, desde logo Elba, Cena, Melchior e Dastmalchina com a excelente voz de Stallone na personagem mais peculiar do filme acaba por dar ao filme o grupo ideal para o seu proposito de rebeldia.


O melhor - O humor e a rebeldia de autor bem patente.

O pior - A intriga central tem uma dose elevada de absurdo


Avaliação - B



Sunday, August 15, 2021

Beckett

 Num ano em que a hbo max e a disney plus acabaram por levar as estreias de streaming para um potencial incomparavel existiu uma produtora que ficou algo descalça no seu planeamento, concretamente a Netflix que passou a temporada de blockbusters a tentar lançar os seus projetos em gaveta com algumas figuras de referencia mas com dificuldades declaradas em fazer vincar os seus projetos principalmente do ponto de vista comercial. Um dos lançamentos foi esta produçao grega, embora com muitos conteudos de hollywood que nos da um filme de açao em plena grecia que criticamente ficou com uma mediania recheada de indiferença sendo que comercialmente parece ter sido um projeto de pouca aposta da Netflix.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo começa com todos os pontos de um filme de açao simplista ou seja os protagonistas num local concreto, um acidente e começa a trama onde o personagem central vê-se envolvido numa luta pela sobrevivencia contra fontes de todo o lado por razão que desconhecen acabando introduzido numa intriga politica ate então indiferente.

O filme perde porque a intriga e do mais basica que me recordo a todos os niveis, nao so na politica que lhe esta adjacente mas mesmo na introduçao da personagem nela, e isso resulta num simples jogo do gato e do rato com alguns aliados pela Grecia, num filme vazio onde Washington mais uma vez tem todas as despesas essencialmente fisicas do filme.

Ou seja um filme de açao de qualidade duvidosa que fica na retina por algumas paisagens gregas e por uma circunstancia de espaço algo estranha a maioria dos filmes de hollywood mas que no final acaba por ser um filme sem sabor, sem elementos que o diferenciem e que nao o tornem esquecivel dois meses depois do seu visionamento.

O filme fala de um casal o qual sofre um acidente com a morte da mulher, sendo que ao acordar o homem percebe que começa a ser vitima de diferentes pessoas que lhe querem colocar termo a vida sem conseguir perceber o motivo de tal objetivo.

Em termos de argumento o filme tem poucos elementos interessantes, as personagens sao reduzidas ao basico em termos de intriga um simples jogo do gato e do rato e a conjugaçao de elementos e claramente basica demais para fazer o filme relevante.

Na realizaçao Cito Filomarino, um colaborador de Guagadino que tem aqui a sua emancipação que tem como unico elemento diferenciado o facto de termos um filme passado na grecia ja que a recolha de imagens e algo simplista demais e em termos de ação o filme tambem nunca adquire um ritmo que mereça ser destacado.

No cast Washgington tem nos ultimos tempos ganho uma dimensao como ator de açao que sinceramente ainda não me agrada. Nao me parece que o ator ainda tenha dimensao e carisma para liderar este tipo de projetos que nada requerem do ponto de vista dramatico, mas muitas vezes quando entram no sucesso instantaneo as carreiras seguem este rumo.


O Melhor - A grecia

O pior - O vazio do filme em termos de elementos que o diferenciem


Avali



ação - C-

Vivo

 Num ano em que Lin Manuel Miranda se encontra ativo em diversos segmentos tendo os seus musicais e as suas musicas ganho uma dimensao substancial nos ultimos tempos em Hollywood eis que neste verão o mesmo autor acaba por se aventurar pelos filmes de animaçao num filme que junta musica, familia e acima de tudo o espirito Cubano de onde o autor tem as suas origens. Este filme que acabou por ser distribuido pela Netflix acabou por sair com avaliações positivas algo que tem sido muito comum no autor sendo que em termos comerciais parece claro que a Netflix ainda pode ser um parente pobre do genero.

Sobre o filme podemos dizer que começa bem, quer do ponto de vista musical onde os seus momentos tem uma assinatura muito evidente do autor mas tambem naquilo que e o espirito Cubano e acima de tudo a relaçao entre animal e seu dono. O filme consegue ser bonito, curioso, e acima de tudo proximo de um estilo cubano que encaixa o que acaba por ser de longe o melhor segmento do filme.

Na entrada na sua intriga central o filme torna-se numa mais corriqueiro filme de açao e animais na selva que acaba por o diferenciar muito menos, nem que seja porque tecnicamente o filme nao e propriamente uma obra prima e tambem em termos de argumento e humor esses momentos ficam sempre a perder quando comparados com outros filmes do mesmo genero.

No final temos o lado emocional que acaba por ser previsivel mas que o filme faz resultar no seu impacto final, com a mistura esperada de musica e emoçao e acima de tudo a simbiose entre personagens que faz o filme funcional mais que brilhante e que acima de tudo deixa a ideia que tem um excelente inicio mas que vai perdendo algum gas com a sua duraçao

A historia fala de um macaquinho selvagem que acompanha um musico em Havana que fica sozinho apos a morte do seu cuidador mas com uma missão, junto de uma sobrinha do falecido ir a Miami entregar uma musica feita para o grande amor do musico, entretanto estrela maior do estilo musical em questao.

No argumento o filme começa bem, emotivo, detalhado, promenorizado na cultura algo que vai perdendo quando entra na intriga e se transforma num filme de aventuras narrativamente com menos recursos o que torna o filme mais vazio e com menos detalhes no argumento.

Na realizaçao do projeto uma dupla de realizadores que ja tiveram associados ao primeiro Croods com algum sucesso e que aqui tem um filme visualmente mais impactante que o fazem funcionar principalmente no detalhe de Havana nos primeiros momentos. Tornar-se-ão centramente uma referencia deste estilo de cinema.

No cast de vozes Vivo so poderia ter a voz e a musicalidade de Manuel Miranda que acaba por dar a sua assinatura não apenas no estilo de musica mas essencialmente na voz da personagem central. Alguns detalhes interessantes como a presença de Gloria Estefan como a diva musical, fazem a escolha de vozes feliz.


O melhor - Os primeiros vinte mintuos

O pior - QUando entra na selva ja vimos aventuras de animais com muito mais potencial


Avaliação - C+



Saturday, August 14, 2021

Jungle Cruise

 Numa altura em que aos poucos os espetadores vão voltando ao cinema eis que a Disney tem apostado lançar os seus blockbusters de verão num misto entre cinema e a aplicação Disney +, que tem feito com que o fulgor comercial dos seus filmes nao tenha sido elevado. Uma das grandes apostas era este novo franchsing apostado no poder comercial de The Rock e uma das atrações da Disneyland. Criticamente ao contrario das maiores grandes apostas da produtora a mediania nao foi propriamente muito apelativa e comercialmente a contingencia parece tambem levar ao falhanço um filme com um orçamento de 200 milhoes de dolares.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem os ingredientes que fazem funcionar um blockbuster familiar como grandes figuras, ação, efeitos especiais e algum humor, o qual acaba por ser muito atual mas o resultado da reuniao destes elementos nunca é propriamente brilhante, principalmente porque o filme reage quase sempre mal a introdução de novos elementos, acabando por no final nos parecer uma copia pouco interessante dos piratas das caraibas.

Desde logo o excesso de mitologia no qual a influencia e obvia no filme de Jack Sparrow, alias mesmo na construção dos personagens em termos de efeitos temos muitos toques. A questão que limita todo o filme e essencialmente o facto de The ROck nao ter conseguido transformar a personagem de Jack em algo mitico como Depp fez muito bem principalmente no primeiro filme dos piratas e numa compatração mais que obvia este filme acaba por perder em toda a escala.

Ou seja surge um filme de grande estudio, que consegue mesmo em personagens secundarias chamar a si bons actores mas a intriga e principalmente os detalhes do argumento nunca permitem que o filme cresça ficando ideia que e um filme grande mas maioritariamente vazio, que poucos vão recordar no futuro.

A historia fala de uma obstinada centista com um objetivo de encontrar uma planta que será a pedra no charco da medicina que embarca para uma ilha misteriosa com personagens particulares e onde a lua pela descoberta vai ser insolitamente paranormal.

E no argumento que começam alguns dos problemas do filme, desde logo porque a intriga e muito proxima de outros filmes de aventura e nos detalhes o filme nunca consegue propriamente conduzir-se para um nivel mais elevado de execução que o torna algo simplista demais, principalmente nos personagens.

Na realizaçao Collet Serra ficou com um leme de um filme de grande estudio de um realizador que ate entao se tinha dedicado a filmes de açao sem grande sucesso critico. Percebe.-se que o filme e grandioso mas falta uma assinatura de realizador, ficando a ideia de ser ainda um realizador em crescimento que ficara associado ao novo capitulo da Marvel e The Rock.

No cast e indiscutivel que The ROck tem o valor comercial que o filme necessita quer pelo valor de heroi de açao mas acima de tudo pela vertente comica que funciona bem. Fica e no entanto a sensação que com um actor com mais recursos o carisma da personagem teria ido mais alem, principalmente quando Blunt tem esses recursos do outro lado da medalha. Fica a ideia tambem que Plemmons vale muito mais que um vilao de filmes familiares.


O melhor - Os efeitos especiais

O pior - Ser um mediocres Piratas das Caraibas


Avaliação - C-



Monday, August 09, 2021

Pig

Nicholas Cage nos ultimos anos tem colecionado filmes de açao serie b que ja fizeram um genero proprio, tipico de actores com dificuldades financeiras que tem de lançar dezenas de filmes para conseguir as verbas que mantenham o seu nivel de vida. A questão e que entre o elevado numero de filmes surge de vez em quando um que nos surpeende e que parece reacender a luz do actor, esse filme é este introspetivo Pig, que nos da um Cage envelhecido, desaparecido, que conseguiu ser uma das excelentes surpresas criticas do ano com avaliações muito positivas e mesmo comercialmente tendo em conta que se trata de um declarado filme menos os resultados ate foram consistentes.
O filme e daqueles pequenos filmes sem grande artefactos que funciona na sua simplicidade e em todos os seus procedimentos. O Sucesso do filme começa na dureza e no lado selvagem do inicio percebendo-se de imediato que aquela clausura e limitação auto imposta tem a ver com soferimento interior. O filme depois caminha para uma intriga que o poderia levar para o caminho simples da vingança mas e ai que se torna mais introspetivo e intectualmente mais elaborado, juntando sequencias absolutamente crescentes que fazem o filme tambem ele crescer.
Nao e propriamente um filme cuja intriga seja surpreendente ou que prenda o espetador. Alias o ritmo baixo do filme so é alterado pela agressividade de algumas sequencias e pelo non sense de outras. A forma como o filme posteriormente se transforma num filme delicado sobre culinaria e sobre a emoçao e o verdadeiro twis organico do filme, que tem a capacidade de com uma narrativa linear surpreender nos detalhes e principalmente viver muito do estatuto e do impacto visual deste Cage.
Por tudo isto Pig e um daqueles filmes de qualidade independentes que consegue com pouco fazer muito, os seus processos simples acabam por ser o segredo de um estilo em crescendo, existindo sempre a ideia instaurada que o carisma de Cage acaba por impactar tudo mais um pouco principalmente porque se percebe desde logo que se trata de um filme estranhamente interessante.
A historia fala de um individuo selvagem que vive apenas na companhia de uma porca que a ajuda a apanhar trufas, que ve o seu animal de estimaçao e fiel companheiro ser raptado entrando numa cruzada para descobrir o paradeiro da mesma com a ajuda do individuo que lhe compra as trufas.
Em termos de argumento a narrativa simples, de poucas palavras esconde um filme sobre luto e perda introspetivo e profundo que parece-nos importante sublinhar. Nao e claramente um filme recheado de qualidade da especificidade mas torna-se um filme fulgurante no teor e na mensagem,

Na realizaçao Sarnoski tem aqui a sua estreia num filme independente que o realizador consegue na sua forma de filmar criar o impacto todo na personagem central o que torna o filme independente, duro mas funcional. Nao e facil arrancar com um filme tao bem avaliado e todos vamos estar muito atentos ao que vem depois.
No cast a carreira de Cage e uma montanha russa do sucesso ao total degredo, eis que numa altura em que tudo encaminhava para um deserto total surge uma das suas melhores interpretaçoes, que nos da aquilo onde Cage funcionou sempre melhor que foi na entrega fisica e no carisma. Num ano menos forte Cage podera entrar em corrida de premios, embora o filme tenha sido lançado muito cedo.

O melhor - O impacto da personagem central visual e na intensidade

O pior - E um filme de ritmo lento

Avaliação - B

Saturday, August 07, 2021

F9: The Fast Saga

 Um ano depois do seu lançamento ter sido adiado eis que surge finalmente a sequela de um dos franchsings atuais de maior sucesso. Falo obviamente desta mistura de ação impossivel, trabalho de equipas e muito carros que mais que um produto de cinema tornou-se uma cultura ao longo do tempo. Criticamente a saga ja esteve mais perto dos gostos dos criticos, sendo que este parece nao ter conquistado mesmo os fas que acharam tudo demasiado exagerado. Comercialmente continua a ser um produto rentavel e parece claro que nao ficar por aqui.

Sobre o filme temos os ingredientes tipicos de cada filme, um vilão novo com um passado com os elementos, uma luta pela sobrevivencia e sequencias cada vez mais fortes do ponto de vista estetico mas completamente disparatadas no que diz respeito a logica e sentido, chegando ao cumulo de neste filme termos um carro no espaço. Por tudo isto e principalmente por mesmo narrativamente parcer claro que o filme ja nao tem mais espaço, eis que surge um filme sem grande sentido em que o nivel de absurdo torna tudo quase indescritivel.

Podemos dizer mas as pessoas nunca procuraram na saga algum sentido ou logica, eu acho que os filmes que funcionaram melhor de toda a saga foi os que conseguiram adensar ao espetaculo das corridas alguma intriga do argumento que este filme abandona por completo. A forma como tenta ir resgatar ao passado personagens inexistentes e a forma como abandona as que nao quis terminar nao da ao filme um sentido de continuidade que um filme de primeira linha de produçao deveria ter sempre.

Por tudo isto e chegado ao nono filme da saga com alguns filmes laterais parece claro que a ideia esta cansada, que o filme vai tendo dificuldade em acrescentar personagens que segurem a partir de determinado momento o filme e que as ideias se esgotaram de tal forma que mesmo em sequencias de açao ja se chegou ao extremo maximo.

A historia segue a familia agora a lutar contra a temivel cypher aliada a um irmao mais novo de Doc, com um passado negro com o protagonista que vai levar a disputa para o nivel mais elevado.

Em termos de argumento podemos dizer que e um filme com pouca arte no que diz respeito a inovaçao da intriga e mesmo na inclusao de personagens. O filme tem em ligeiros momentos ter algum humor para alimentar o entertenimento mas o absurdo das sequencias de açao esvaziam qualquer efeito substancial do filme.

Na realizaçao Lin regressou a saga depois de alguns filmes de descanso, com megalomania nas sequencias mas desprovidos de qualquer logica. SObre o realizador pensou-se que pela forma com que revitalizou este franchising poderia noutros generos ganhar mais dimensao mas acaba por voltar a casa de partida sem grande brilho.

No cast os suspeitos do costume que basicamente apenas nos aparecem neste registo, com algumas incorporações como um John Cena que encaixa na perfeiçao no estilo musculado e fisico que o filme quer ter, e os poucos recursos de interpretaçao pouco importam. A unica questao e o que THeron faz na repetiçao desta personagem.


O melhor - Alguns regressos de filmes muito passados.

O pior - O absurdo da maior parte das cenas


Avaliação - D+



Saturday, July 31, 2021

Black WIdow

 Um ano depois da sua previsivel estreia que foi totalmente aniquilada pelo Covid eis que a Marvel e a Disney redesenharam a sua estrategia de lançamento dos seus produtos maiores dividindo-os pelas salas de cinema e pela apliaçao Disney plus em conteudo premium. A grande estreia deste formato seria este filme que marcaria o ano Marvel depois de um ano de atraso devido a pandemia. Comercialmente este filme a solo da Viuva negra conseguiu resultados razoaveis ainda que muito longe do que os outros filmes da marvel conseguem, mas aqui temos de pesar e muito o mundo onde vivemos. Criticamente o filme teve boas criticas sem ser brilhantes o que e significativo para o filme.

Sobre a historia desde logo e para aqueles que acompanham desde sempre as aventuras continuas da Marvel este regresso ao passado para dar um filme isolado a viuva negra e uma decisao completamente discutivel independentemente do valor isolado que o filme possa ter, fazendo mais sentido que o filme fosse lançado no seu timming correto na cronologia marvel.

Fora esse promaior de nos sabermos como tudo ira acabar sem grandes surpresas, fica a ideia que o filme tem os elementos necessarios para um blockbuster concretamente muita ação, novas e carismaticas de forma a abrir outras portas, e acima de tudo um humor que em muitos momentos tem algum impacto e funciona. Por tudo isso nao sendo um filme signiticativo do mundo marvel e um filme quase sempre competente nos objetivos curtos, principalmente na introduçao de algumas personagens que possam ter interesse no futuro de outros filmes.

Por tudo isto e embora a maior parte das pessoas pensem que se trata da homenagem postoma a figura de viuva negra o filme trabalha na continuidade do seu legado, num filme que e competente em termos do estilo de blockbusters, que nos da um prazer imediato embora nunca seja propriamente um filme diferenciado.

A historia volta a atras naquilo que aconteceu com a viuva negra apos a guerra civil, tentando explicar um pouco das suas origens e das suas ligações na luta contra o grupo que esta na sua origem.

Em termos de argumento o filme e habil na especificidade. Em termos narrativos e um filme pouco importante para aquilo que ja vimos ou que no epicentro vamos ver, mas serve para lançar mais possibilidades, embora se perceba que nao e um filme para figurar na lista dos melhores da marvel.

Para a realizaçao deste projeto a escolha recaiu em Shortland uma realizadora que pese embora ja tenha alguma idade ficou sempre afastada de grandes projetos. O filme nao tem propriamente uma assinatura de autora, adotando uma estrategia de filme simples de grande estudio que provavelmente ira resultar em pouco sublinhado a sua realizadora.

No cast Johansson revestiu-se de uma escolha feliz como viuva negra, mas penso que as escolhas de P



ugh, Harbour e Weicsz para os seus aliados funcionam porque encaixam bem no estilo de personagens e fica a ideia que serão ainda uteis em projetos que se vao seguir.


O melhor - A capacidade de ser um filme de entertenimento que resulta.

O pior - Nao ser um filme significativo no mundo marvel


Avaliação - C+

Peter Rabbit 2: The Runaway

 Três anos depois de numa animação inglesa surge a sua sequela sobre o famoso pedrito coelho uma animação 3d baseada na tradicional animação inglesa que acaba por ser proximo das crianças por todo o mundo. Esta sequela surge numa altura em que o cinema começa a reabrir um pouco por todo o mundo e onde o risco dos novos projetos ainda e pequeno. Este filme que acabou por ser lançado em cinema não teve propriamente boas criticas sendo mesmo pior do que as do primeiro filme. Em termos comerciais a estrategia do cinema tornou o filme mais eficaz um pouco por todo o mundo do que propriamente no mercado americano.

SObre o filme podemos dizer que o primeiro filme tem um genero de conjugação de animação com figuras reais que nem sempre tem tido sucesso nos ultimos anos porque torna os filmes quase sempre excessivamente infantis. Se isso ja tinha acontecido no primeiro filme da saga isso e ainda mais notorio neste segundo filme que da quase todo o protagonismo as sequencias de animação e humor fisico demasiado infantil e que na maior parte das vezes pouco ou nada funciona.

O filme tras tambem uma especie de intriga na forma como as figuras humanas se emaranham numa tentativa de edição e sucesso de um livro mas fica sempre a ideia que isso e quase so para encher o que o filme quer que e dar protagonismo e acima de tudo sequencias interminaveis as suas personagens animadas, mas fica a ideia que o filme em si nunca consegue potenciar qualquer ideia nova.

Por tudo isto uma sequela sem vida propria, que basicamente nos tras um episodio igual a muitos das figuras de animaçao, com meios de segunda linha e principalmente uma dupla de figuras humanas algo expostas ao ridiculo de uma primazia por humor fisico que nos dias de hoje está claramente em desuso.

A historia segue a ligaçao do primeiro filme entre os animais e os seus donos agora que eles embarcam numa viagem de sucesso que vai ser um teste a sua ligação enquanto familia e onde as uniões menos previsiveis vao ter lugar.

EM termos de argumento muito pouco de novo para alem da imensidao de sequencias de asneiras e peripecias de humor fisico das suas personagens. O filme parece quase sempre algo parado em termos de novidade ou mesmo de dar aos personagena alguma dimensao.

Na realizaçao deste projeto Will Gluck nos primeiros filmes deixou a expetativa de se tornar numa referencia de humor que falhou quando teve mais meios e mais expetativa principalmente com o musical Annie. POr isso perdeu dimensao acabando por nos ultimos anos se dedicar a este genero dificil mas que pouco conceito tras aos seus atores.

No cast para alem dos coelhos e das suas vozes que funcionam na simbiose, a aposta em Gleeson e Bryne encaixa no estilo familiar e tradicional ingles que o filme quer dar, embora nos pareça que o priemeiro esta claramente desconfortavel no estilo de humor fisico infantil.

O melhor - A tradiçao de uma animaçao de referencia.

O pior - O excesso de um humor fisico desatualizado


Avaliação - D+



Thursday, July 29, 2021

The Last Letter from Your Lover

 Numa altura em que a Netflix parece algo adormecida numa sempre movimentada temporada de verão, eis que surgiu este filme sobre amor no passado e no presente com apostas de estrelas nas personagens centrais femininas mas que estreou sem grande mediatismo na aplicação.Criticamente a mediania das avaliações não foi propriamente entusiasmante sendo que comercialmente a forma como tudo aparente, não nos parece que seja dos produtos mais visiveis da produtora.

Sobre o filme temos o tipico filme romantico sobre amores proibidos no passado e uma historia para descobrir e a forma como tudo isso acaba por influenciar o presente. A historia e a abordagem e repetida em filmes que já fomos vendo nos ultimos anos com maior ou menor sucesso. Este aqui cai no problema de dar sempre uma sensação de previsibilidade que torna o filme claramente igual a muitos outros.

Fica a ideia principalmente que tambem ocorre um desiquilibrio notorio em termos de historias com claro predominio da historia do passado, quer pela intensidade mas principalmente pelo impacto emocional que a historia vai transmitindo. Fica a ideia que a historia central deveria ser mais intensa, mais trabalhada, com mais impacto principalmente na forma como a personagem masculina se esconde do filme.

Ou seja um filme de aproximação facil para adeptos do romantismo puro, mas que nao e propriamente dotado para todos os outros, fica a ideia que principalmente tendo em conta a qualidade das protagonistas enquanto atrizes deveria ser claramente mais trabalhado o argumento para resultar num filme a todos os niveis mais diferenciado.

A historia fala de uma jovem jornalista que começa a investigar uma troca de cartas de um amor proibido, tentando perceber como a historia se desenvolver e terminou ao mesmo tempo que começa a aproximar-se de um pacato funcionario de um arquivo

Em termos de argumento o filme e algo basico nos principios, nas personagens e mesmo nos detalhes do argumento, fica a ideia que existia muito espaço para as personagens darem mais de si. Resulta no prazer imediato e na forma como a emoçao e fornecida a cada um dos espetadores, mas sabe a pouco e a repetido.

Na realizaçao Frizzell e uma realizadora que teve maior sucesso na televisao e em alguns episodios de Euphoria que tem aqui o seu destaque no grande ecra. A realizaçao e simplista sem grandes truques ou risco o que faz o filme saber a algo pequeno. Nao e com trabalho destes que se chama a a tenção.

No cast fica a ideia que Jones e Woodley são duas jovens actrizes que ja figuram num primeiro plano de Hollywood e cujos filmes alimentam expetativas. Fica a ideia que ambas as construções sao demasiado simplistas para os momentos de carreira de ambas, o que acaba por surpreender. Nos secundarios e no lado masculino acaba por ser Callum Turner o que tem maior destaque mas mesmo assim longe de qualquer sublinhado.


O melhor - O paralelismo de historias tem sempre o seu impacto emocional


O pior - A previsibilidade


Avaliação - C



 

Saturday, July 24, 2021

Jolt

 Num nada tradicional ano de 2021, no que a blockbusters de verão diz respeito, eis que as plataformas de streaming começam a apostar nos seus proprios conteudos, tentanto inicial franchisings com base em algum produtos de açao e comecia. Uma dessas apostas acabou por ser este Jolt, que nos dá a sempre sensual Beckinsale como mulher fatal e uma misto de intriga e tentativa de humor. Criticamente as coisas não correram particularmente bem, com avaliações mediocres, sendo que comercialmente penso que já são bastantes titulos a serem lançados pela Amazon num curto espaço de tempo para ficar tudo rentavel.

Sobre o filme podemos dizer que temos um projeto simples, de ação quase serie b numa produçao pequena, que tenta jugar com um humor sexualizado e a sensualidade da sua protagonista como as verdadeiras armas já que de resto o filme e um conjunto de opções mediocres que o levam claramente para divisões inferiores de ação. Ou seja o estilo John Wick esta em moda, e este e mais um fraco derivado do ação simplista e pouco mais.

Em termos produtivos parece onde o filme mais sofre, e provavelmente onde menos deveria o fazer, fica a ideia sempre de um filme que se perde em imagens curtas em efeitos especiais quase amadores, e que não fosse um ritmo acelerado que tem seria dificil de ver. No final surge um claro fraco filme de ação que aposta em ser o inicio de algo que fruto da pouca qualidade dificilmente será.

O filme tenta com os seus twist, embora previsiveis, ir refrescando a relação com o espetador mas na verdade as coisas quase nunca funcionam também neste particular. Tenta também ter um humor arrojado mas mesmo aqui fica sempre a ideia que mais vezes as tentativas falham do que propriamente acertam.

O filme fala de uma jovem que não consegue contraria a agressividade quando algo de errado acontece que acaba por ser controlada por um mecanismo mecanico auto imposto que vai se descontrolar por completo quando o seu novo amor e assassinado.

Em termos de argumento o filme e extremamente limitado, e isso passa por personagens nada trabalhadas, um humor pouco eficaz e um intriga que ainda tenta introduzir elementos surpresas mas que quase sempre sao bastante previsiveis.

Na realizaçao Tanya Wexler e uma desconhecida que pega no genero de açáo e não convence, ficando a duvida se nao o faz devido a escassez de meios ou a sua propria incapacidade. Pese embora seja um filme com alguma visibilidade não me parece que seja o tipico projeto que conseguira qualquer tipo de impacto na sua carreira.

No cast Beckinsale funciona como mulher sedutora e mesmo como heroina de açao, embora as suas limitaçoes dramaticas sejam mais que muitas e mesmo em filmes simples como este, elas sejam evidentes. Do outro lado da barricada personagens quase unidimensionais acabam por dar apenas o protagonismo com virtudes e defeitos a Beckinsale.


O melhor - A sensualidade de Beckinsale

O pior - Os efeitos especiais


Avaliação - C-



Zola

 Um ano depois e já com mais um festival de Sundance ultrapassado eis que este particular filme que chamou alguma atenção no Festival de Sundance do ano passado viu a luz do dia. Depois uma boa receção critica neste festival, o filme conseguiu alguma distribuição neste regresso ainda faseado aos cinemas. Comercialmente foi obviamente um filme de alcance curto que funcionou bem melhor pela capacidade que teve em termos de distribuição do que propriamente em termos de resultado efetivo.

Zola e um filme de vida, sobre ambiçao, e desejo de sucesso e dinheiro, e de plano e contraplano. Eum filme realizado com o objetivo de dar uma assinatura independente e um espirito proprio que o filme consegue ter embora a narrativa e principalmente os enlaces da mesma sejam por vezes exagerados na tentativa de lhe dar um exprimentalismo que tira alguma expressão a historia em si.

Claro que temos um filme cru, um filme sobre os submundos que nos são entregues aos poucos. Na maior parte do tempo vimos um filme que deambula a um ritmo rapido, que esconde peças para se fazer funcionar e quando assim é fica a ideia clara que se trata de um filme que podia ir mais longe. E inequiveco que é um filme com impacto, um filme que quer ter na sensualidade uma arma, mas fica a ideia que a historia não é tao impactante, principalmente porque o lado real de como foi contado, pelo Twitter perde algum impacto,

Ou seja um filme que mais do que o que transmite em si, vale pelo seu proprio contexto. Um daqueles filmes pequenos, independentes que tem uma historia subjacente que o torna mais relevante algo que de outra forma por aquilo que realmente o filme é poderia ser escasso para este nivel de mediatismo.

A historia fala de uma aventura contada em twitter de uma empregada de mesa que embarca numa viagem por clubes de strip com uma bailarina, o namorado desta e um chulo, numa aventura cheia de peripécias onde dolares foram ganhos e alguns riscos corrido.

A historia de base do filme não é propriamente diferente da maioria que encontramos nas road trips e nos filmes de aventuras. As personagens são basicas e com procedimentos muito proprios, as ocorrências acabam por também elas não serem particularmente mediaticas, mas o contexto real da-lhe um sabor especial.

Na realização Bravo é uma realizadora assumidamente independente que vai ganhando algum conceito neste particular circuito que define muito a forma da mesma filmar. Fica a ideia de que o filme e pensado para ter um impacto particular, mas ainda falta alguma arte para tornar a sua forma de filmar mais abrangente.

No cast as despesas sao pagas por um duo de jovens actrizes que fornecem aquilo que as personagens merecem. Maior destaque para uma jovem Keough que vai ganhando cada vez uma dimensão maior que se calhar já merecia mais protagonismo.


O melhor - O contexto da historia

O pior -No filme isso ficar algo despido


Avaliação - C

Thursday, July 22, 2021

Space Jam: A New Era

 Vinte e cinco anos depois de Micheal Jordan e os Looney Toons nos trazerem uma aventura que misturava o mundo da nba com o Looney Toons, num estranho filme mas que ficou na retina de quase toda a gente, eis que surge uma nova sequela com a inovação da evolução tecnologica, com os bonecos de sempre e com uma nova estrela do basquetebol americano, neste caso lebron James. Se as ambições do filme eram legitimas criticamente o filme foi um descalabro com avaliações muito negativas, onde nem o lado vintage do primeiro filme safou o resultado critico deste. Comercialmente com a estrategia de estreia partilhada entre cinema e hbo max os resultados foram modestos, muito por culpa da ma publicidade de uma critica negativa.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue em quase tudo os parametros do primeiro filme com a diferença que nos leva para o mundo dos videojogos o que tira a essencia completa do basquetebol ao jogo, e ai temos mais um espetaculo de truques de jogos de computador do que o basquetebol, o que o filme acaba por querer devido ao conflito central pai e filho. Mas esta escolha é confusa, retira algum romantismo do primeiro filme, e principalmente nao da qualquer tipo de espaço aos Looney Toons.

Outro dos problemas bem claros do filme e a confusão de tentar tornar tudo tecnologicamente de ponta, isso tira o carisma dos bonecos, não permite algumas das curiosidades da animação simplista do primeiro filme, e depois basicamente percebemos e uma serie interminavel de tudo o que é personagens da Warner a marcar presença, na clara concentração da produtora, que pisca o olho do primeiro ao ultimo minuto aos seus maiores sucessos dos ultimos tempos.

Por tudo isto este Space Jam parece ter tudo para falhar, quer na narrativa, quer na descaracterização dos Looney Toons passando por um Lebron que nao tem minima competencia para ser actor, este e um mega projeto com todos os ingredientes para falhar o que acaba por acontecer em toda a linha. Se o primeiro filme nao era brilhante mas ainda tinha uns laivos de espontaneidade, este e uma mega estrutura pouco competente e mal articulada.

A historia segue desta vez a mega estrela Lebron James, em conflito de planeamento do futuro com o seu filho, que se vê embarcado com este no submundo da Warner, onde tem de lutar contra o poder de um algoritmo que quer nada mais nada menos que sequestrar a estrela para o tornar a presença comum nos seus projetos.

Em termos de argumento a junção de basquetebol, cinema e evolução informática num filme que se quer simples, torna tudo uma salgalhada que o filme nunca consegue resolver. Mais que isso todos os exagerados entalhes narrativos faz perder algum norte mesmo no humor que um filme como este exige. Salva-se alguns apontamentos curiosos a outros filmes da Warner.

A aposta para a realizaçao deste mega projeto foi entregue a Malcom D. Lee um realizador afro americano habituado a filmes comedia para um publico alvo especifico, que tem aqui um projeto bem maior que ele. Tecnologicamente o filme tem recursos mas nunca consegue dotá-lo de uma assinatura propria.

Um dos grandes problemas do filme reside acima de tudo em Lebron, se Jordan tinha poucas competencias como actor, acho que James torna essas limitações ainda mais claras, principalmente quando por vezes tem que contracenar com um Cheedle experiente, embora incompreensivel como aceitou uma personagem tal absurda


O melhor - Os apontamentos a outros projetos da Warner

O pior - A descaracterização total dos Looney Toons


Avaliação - D+



Tuesday, July 20, 2021

No Sudden Move

 Steven Soderberg e sem duvida nos ultimos anos um dos realizadores mais hiperativos lançando diversos projetos nas diferentes aplicações de streaming, sendo que ultimamente esta aposta esta mais centrada na hbomax. Este filme de gangsters sobre a industria dos combustiveis com um elenco recheado acabou por conquistar na critica onde o realizador nos ultimos tempo tem estado em melhor plano. No que diz respeito ao valor comercial, num verão onde muitos dos filmes de grande estudio foram lançados em aplicações fica a ideia que este não será propriamente o filme com maior valor comercial a ser lançado.

Sobre o filme, podemos dizer que mais que uma figura de filmes de eleição Soderbergh e um realizador que gosta de experimentar diferentes formas de nos dar imagens, o que acaba por ser bem vincado mais uma vez neste filme, nas escolhas que faz de acompanhar os personagens. Em termos narrativos temos uma intriga densa, complicada, que para pena dos espetadores o filme nunca consegue simplificar tornando quase sempre tudo demasiado emaranhado para incutir a intensidade que estas intrigas necessitam de ter.

Os jogos de avanço e recuo são mais que muitos ao longo de toda a duração do filme, a ideia que acima de tudo ficamos é que o filme tem subjacente a si, um valor narrativo e mesmo historico da base da trama muito maior do que o filme consegue comunicar, porque o excesso de personagens, o pouco tempo das mesmas no ecrã acaba por ser demasiado confuso para um filme tão recheado de twists para que no final o impacto seja o desejado.

Fica a ambiçao de um realizador que nos parece não estar para projetos faceis, que dia apos dia, arrisca mais chamando aos seus filmes menos obvios elencos de primeira divisão, mas cujo resultado final ainda não atingiu o nivel de importancia que registe de uma vez por todas Soderbergh de volta as obras de referencia que ja teve no passado.

A historia fala de dois criminosos que tentam efetuar um plano de extorsão de dinheiro envolvendo altas patentes do poder politico e da mafia do local onde estão, mas que se percebe que rapidamente os planos são bem diferentes e o que hoje e acordado amanhã pode sair fora.

Em termos de argumento e obvio que um filme com tantos entalhes narrativos não é facil de funcionar ou de ter o impacto desejado. Parece que o filme deveria encontrar alguns metodos de simplificar que nao consegue e isso faz com que mesmo as personagens não tenham espaço de crescer, já que rapidamente tudo muda.

Como realizador temos o exprimentalismo de um Soderbegh que nao so inova na sua arte de captar imagens como também acaba por nos dar diferentes estilos de filme a cada obra. E claramente uma figura unica, mesmo que o seu numero elevado de filmes nem sempre resultem num numero semelhante de obras de referencia.

No cast o excelente naipe de actores e muito condicionado pelo pouco desenvolvimento dos personagens. Fica na retina um Del Toro e um Cheadle sempre competentes, que tem o filme entregue a ambos, os quais posteriormente passeiam por um leque de secundarios conhecidos mas longe de grandes prestações-


O melhor - O risco de tantos avanços e recuos.

O pior - A confusão que o filme se torna


Avaliação - C+



 

Monday, July 19, 2021

The Forever Purge

 Desde o lançamento do primeiro filme que a saga Purge se tornou numa das mais ativas no terror, conseguindo mesmo ultrapassar a cadência que por exemplo Saw conseguiu ter. Quando pensamos que ja tinhamos visto tudo surge um novo registo desta vez onde a purga ultrapassa as doze horas e torna-se a realidade do pais. Em termos criticos este adaptaçao manteve a mediania da maioria da saga. Comercialmente o pouco risco e acima de tudo a saudade dos espetadores pelo cinema fez com que os resutlados fossem positivos neste regresso aos cinemas.

Sobre o filme eu confesso que a ideia do primeiro filme e interessante, não so na sua dimensão social mas acima de tudo pelo impacto psicologico que a ideia consegue ter. Contudo com o lançamento de filmes tudo se tornou num continuo lançamento de filmes que repetiam a ideia com pouco orçamento que tornou tudo demasiado obvio. Aqui temos uma pequena alteração que contudo é feita de uma forma demsiado simplista para fugir a mediocridade dos filmes mais recentes.

Basicamente o filme e extremamente redutor pese embora ambicione ser mais, ao mudar os fundamentos basicos  dos outros filmes, mas torna-se apenas num road trip das personagens centrais a procura da salvação e sempre no limite da sobrevivencia. O filme nao procura mais que isso, e mesmo em termos de mortes e abordagem da realizaçao vai sempre menos minimo exigido.

Por tudo isto e apesar do argumento alterar o filme e mais do mesmo em termos dos ultimos volumes da saga aqueles que ja tem poucos objetivos de renovar ou trazer elementos novos, mas sim tentam capitalizar em dolares o que a mensagem e ideia do primeiro filme ja fez.

A historia segue um casal de mexicanos a procura do sonho americano e uma familia rica do texas que tem de se juntar na aventura de viagem ate ao Mexico depois dos EUA entrar em guerra depois de um grupo continuar a purga para sempre.

Em termos de argumento a ideia de base altera bastante o filme mas o filme cinge-se a essa alteraçao não procurando mais elementos novos. De esto o lado redutor de tudo  o que vimos nos filmes mais recentes, poucos dialogos, pouca inovação narrativa e personagens quase inexistentes.

Na realizaçao a batuta foi entregue a Everardo Gout um realizador essencialmente de televisao a quem foi dada esta oprtunidade num estilo que normalmente tem pouco impacto. Ele consegue criar o contexto de terror psicologico muito por culpa da ideia, mas depois mais do mesmo, num filme que nao e o que faz crescer realizadores.

Também no cast com o passar dos episodios cada vez menos sao os nomes sonantes que o filme consegue chamar a si. Temos aqui alguns actores conhecidos mexicanos a encabeçar o filme e alguns secundarios em baixo de forma vindos de Hollywood que cumprem os propositos porque o filme nada exige.


O melhor - A introdução de uma ideia nova.

O pior - O filme em tudo o resto ir diminuindo a sua valorização


Avaliação - D+



The Hitman's Wife Bodyguard

 Quatro anos depois de Samuel L Jackson e Ryan Reynolds terem embarcado nesta saga de ação e humor pela europa fora eis que com os mesmos ingredientes surge a natural sequela, desta vez com mais primazia a personagem de Hayek ja bastante relevante no primeiro filme e com duas aquisições comerciais de peso para o lado negro. Ao contrario do primeiro filme, a resposta critica deste filme foi um autentico descalabro com avaliações muito negativas o que acabou por condicionar e muito o seu resultado comercial, que em face tambem da pandemia ficou muito aquem do primeiro filme.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme sem narrativa apostado acima de tudo na ligação comica entre as tres personagens indo buscar os conceitos tipicos que os seus interpretes normalmente dao ao filme. POdemos achar algumas piadas interessantes mas fica a ideia que com tanto investimento a intriga central deveria ser mais trabalhada de forma a funcionar em ambos os planos.

No final resulta uma serie de dialogos comicos, embora pouco originais, um passeio e muitas mortes ao longo de diversos locais da europa, um intriga que basicamente serve para introduzir o boneco completamente disparatado de Banderas e um filme claramente redutor tendo em conta a materia prima empregue. Claro que muitos vao dizer que o filme so foi feito para passar a hora e meia de sua duração e algumas gargalhadas mas confesso que isso nos nossos dias me parece pouco.

Ou seja se calhar a tentativa de rentabilizar ao maximo um projeto de sucesso mas que provavelmente esgotou. Numa altura em que a pandemia fez os maiores projetos nao sairem do papel, e de todo importante que nao se caia no erro do dinheiro facil que acaba por ser o que este filme se traduz.

A historia segue o mesmo agente de segurança depois do primeiro filme, agora ao lado da mulher e do bandido que tinha de proteger, de forma a tentarem impedir um ataque contra a europa que condicione toda a sobrevivencia do velho continuente as mãos de um terroristas grego.

Em termos de argumento o filme apenas consegue algum sucesso no seu humor, aqui o filme perde muito tempo, secando inclusivamente o seu valor narrativo e por vezes tem sucesso, não me parece é que isso possa ser a desculpa para o descuido que o filme tem em todas as outras vertentes e que fazem tudo ser bastante limitado.

Na realizaçao Patrick Hughes volta a ser o homem do leme. O filme e realizado com todos os mecanismos de um filme de açao de grande estudio, sem grande assinatura, tipica de um terefeiro como Hughes ainda acaba por ser. Para crescer tera que arriscar mais.

No cast o filme tem a particularidade de as personagens irem ao de encontro aquilo que todos ja conhecemos dos seus protagonistas, e assim sendo pouco ou nada poderia falhar. Fica a ideia que no caso de Banderas tudo e demasiado ridiculo para funcionar, mas o mercado dita leis como este, concretamente a do menor esforço.

O melhor - Algum humor.

O pior - Em termos de narrativa o filme quase não existe


Avaliação - C-



Sunday, July 18, 2021

The Tommorow War

 Numa altura em que a guerra de streamings parece estar numa fase de impacto maximo, eis que a Amazon Prime, lançou o seu trunfo de verão num filme de ação, com humor, e algumas mega estrelas apostada em grande valor comercial da aplicação. Pese embora toda esta aposta de grande estudio com muitos milhões envolvidos criticamente as coisas tiveram muito longe do sucesso com avaliações muito medianas. Comercialmente o facto de ser apenas uma ancora do Amazon vai dificultar perceber ao certo qual o seu real valor.

Sobre o filme eu confesso que quando vi os primeiros minutos do filme pensei que ele ate poderia funcionar naquele misto de comedia tipica de Pratt com acção serie B. Mas rapidamente se percebe que tudo vai seguir apenas o segundo caminho e vamos ter duas horas e meia de luta e mais lutas, realizadas com pouca inovação, num filme que se torna monotono e com uma linhagem de argumento tao reboscada que nao facilita o contacto que vai sendo construido com o espetador.

Outro dos problemas bem vincados do filme e as exigencias que fazem a Pratt, fica a ideia que o filme quer tirar o melhor do que ja conhecemos do actor mas quer mais, e o filme mesmo no seu estilo fica num terreno desconhecido que acaba por pender para uma cção de grande estudio pouco trabalhada, que faz deste filme um sinonimo de blockbuster pachorrente e de qualidade duvidosa.

Claro que grandes apostas produtivas de apliações mais pequenas vao se exigindo mas fica a ideia que ainda fica a faltar o filme comercial de grande impacto mesmo na netflix, fica a ideia que aqueles filmes com muito dinheiro investido mas que se percebe que a qualidade e reduzida e que acabam por ter expaço nestas plataformas.

A historia fala de um equipa que vai ter embarcar numa viagem temporal para de alguma forma tentar salvar a humanidade no futuro de uns terriveis monstros. O protagonista vai perceber que tera de se unir a sua filha no futuro para ter essa vitoria.

No argumento a historia de base e confusa, pouco articulada que mesmo na sua projeção esta longe de ser brilhante. Salva-se os curtos apontamentos de humor que deveriam ser mais utilizados para aligeirar as mais de duas horas de filme, contudo a opção vai para um estilo de filme mais serio e menos eficaz.

Na realização Chris McCay e um realizador que teve o seu maior sucesso como editor e realizador de filmes legos, que teve nas maos um mega projeto onde se percebe nao ter ainda tamanho para ele. Fica a ideia de um filme com muitos meios utilizados de forma duvidosa, e que pouco ou nada consegue diferenciar no seu estilo.

Pratt e um dos problemas do filme, se as suas capacidades com actor comico sao brilhantes e alimentam qualquer filme, as restantes sao inexistentes e quando um filme pede carisma de ação e alguma componente dramatica o filme e desastroso, e talvez limite aquilo que ele pode ser enquanto ator. NOs secundarios so de sublinhar a sempre interessante presença de simmons.


O melhor - As ameaças de comedia


O pior - Desistir delas para um fraco filme de açao

Avaliação - C-



A Quiet Place 2

 Três anos depois de Krasinski ter no primeiro filme da saga elevado o nivel dos filmes de monstros para um apontamento apocalitico original, que inclusivamente levou a sua esposa Emily Blunt a ganhar alguns premios de atuação surge a sua sequela, que conseguiu novamente entusiasmar a critica com o seu estilo de terror. Comercialmente tornou-se no filme que marcou o regresso em grande escala do publico ao cinema e isso fez com que se devolvesse alguma mistica ao cinema natural.

SObre o filme eu confesso que pese embora reconheça muitas virtudes e alguma originalidade ao projeto no resultado final nao fui tao entusiasta quanto a maioria da critica. Neste filme a avaliaçao acaba por ser semelhante. Um excelente inicio, bem realizado e acima de tudo que explica muito do que encontramos a meio no primeiro filme, depois na continuação temos mais do mesmo, o terror claustrofibico onde o silencio e o melhor aliado, situações limite e pouco mais.

Claro que podemos dizer que em termos narrativos o filme nao tinha propriamente espaço para evoluir ja que e um filme com principios simples, mas em termos tecnicos o filme funciona bem, as imagens sao sempre filmadas de forma a dar intensidade maxima as mesmas, um bom cast faz com que tudo seja essencialmente bem feito, mesmo que na historia e no resto seja um filme algo basico.

Por tudo isto penso que e uma saga que aproveita bem as virtudes do primeiro filme, dando-lhe o lado explicativo inicial ao qual conjuga a intensidade de cada sequencia. Tem a mais valia de ser curto e direito ao ponto, e de conseguir acima de tudo nao ter medo de arriscar na eliminação de personagens.

A historia segue o que resta da familia central, na sua luta pela sobrevivencia, ate que desconbre um antigo amigo de familia que os vai ajudar a sobrevivencia do elemento mais pequeno da familia e aquele que marca a eternidade da familia.

Em termos de argumento e muito do que o primeiro filme nos deu, os principios sao o mesmo, sem o peso da originalidade que no primeiro filme surpreendeu. A forma como tudo segue nao e propriamente um posso de originalidade, mas o filme parece querer dar mais intensidade a formula do que lhe dar novos elementos.

Na realizaçao Krasinki repete o lugar atras das camaras agora com mais tempo ja que o tempo em frente das camaras e menor. Um realizador que ganhou o seu espaço concreto nesta saga e que aqui demonstra bem o porque de ter sido uma das revelações principalmente na facilidade que ele consegue de dar um pulso e um instensificador a cada sequencia.

No cast Blunt tem menos palco, porque o filme da o protagonismo aos jovens Jupe e Simmonds que ja tinha sido a surpresa do primeiro filme. Ambos demonstram bem na intensidade que blindam as suas personagens a razão de serem das figuras com maior futuro esperado. Murphy e sempre uma garantia de intensidade nos seus papeis.


o melhor - A forma como cada cena e levada ao limite.

O pior - A base narrativa do filme tem limitações que condicionam o impacto.


Avaliação - B-



The Boss Baby: Family Business

 Quatro anos depois do primeiro filme de Boss Baby ter saido a luz do dia com algum sucesso em termos comerciais eis que surge a sua natural sequela principalmente tendo em conta o sucesso da serie com o mesmo nome interativa que teve lugar na Netflix. Este segundo episodio da saga foi no entanto criticamente muito mais debil do que o primeiro filme, e comercialmente num contexto ainda bem vincado de pandemia podemos dizer que nao deu grande impulso, ficando mais marcado pelo seu streaming na Peackok.

SObre o filme podemos dizer que temos o mesmo artefacto que funcionou no primeiro filme, mas com tudo mais exagerado. Uma das dificuldades das sequelas normais do filme de animaçao e que as mesmas limitam-se a repetir os pontos positivos dos primeiros filmes e tem francas dificuldades em dar algo de diferente, sendo esse mais um caso de um filme que pese embora traga as personagens principais, repete a formula do primeiro, mas com a sensação que nada de novo e realmente empregue.

Em termos tecnicos tambem nao temos mais risco, fica a ideia que o filme acaba por ser a repetiçao dos mesmos procedimentos tambem a este nivel, com muita cor, um sentido de humor baseado na premissa e pouco mais, faz com que o filme seja um repetiçao de um conceito que ja na sua base ficou muito longe de ser uma das chancelas mais interessantes na animaçao.

O ponto positivo do filme acaba por ser os valores morais assumidos, e sublinhados do primeiro ao ultimo minuto, e nisso muitas vezes mesmo quando os caminhos ate podem ser o mais absurdo do primeiro ao ultimo minuto, quando os valores que o filme quer sublinhar sao interessantes isso deve sempre ser tido em conta.

A historia segue as personagens originais ja adultas, e em agora são as filhas de Tim que tem que se unir com a ligaçao do pai e do tio no seu formato pequeno para fazer com que um temivel bebe tome conta de tudo e mais alguma coisa no mundo onde vivemos.

EM termos de argumento a base narrativa do filme e na essencia mais do mesmo, pouco de novidade, o mesmo estilo de humor, potenciar ao maximo aquilo que funcionou no primeiro filme. COntudo fica a ideia que cada vez a menor risco nas sequelas de animaçao.

Na realização Tom Mcgarth e uma das figuras de maior referencia de animaçao extra disney depois dos sucessos de Madagascar, e algum sucesso em MEgamind tem aqui um projeto que segue o primeiro filme, tambem a nivel tecnico. FIca a ideia que e feito num estilo de animaçao de consumo rapido.

No cast de vozes, Baldwin e uma excelente escolha na figura central. As outras ficam sempre algo distantes embora GOldblum e o seu carisma tambem encaixem no vilão da historia.


O melhor - OS fundamentos morais

O pior - Nao trazer nada de diferente ao primeiro filme.


Avaliação - C



Thursday, July 15, 2021

Separation

 No momento em que abriu os cinemas de uma forma mais generalizada ainda com os contornos da pandemia, existiu um genero que acabou por se lançar mais facilmente as ferias que foi os thrillers de terror, ja que normalmente o curto investimento fazem com que o risco fosse menor. Um dos filmes que abriu portas foi este pequeno filme, que acabou por falhar em toda a linha na analise critica, contudo comercialmente e perante as dificuldades as coisas nao foram assim tão desastrosas principalmente tendo em conta o contexto como foi lançado.

Separation e um filme que tenta tocar muitos pontos e dar-lhe o ingrediente de horror paranormal, mas acaba por ser um conjunto de abordagens pouco unificadas que se confundem umas as outras e acabam por nos dar um filme sem grande sentido. O filme tenta tocar ao de leve na questão da luta por custódia, dos efeitos da perda de uma mãe, e depois uma luta por uma relação obsessiva e espiritos do passado. E tudo uma mistura tão grande que era dificil fazer funcionar, principalmente quando se percebe que o filme nunca terá arte para o fazer.

Tudo se resume a uma mistura de ingredientes que nunca deviam tar juntos, com uma produçao de segunda linha e actores fora de forma, que resultam num filme lento, que mesmo nas sequencias de terror nunca consegue ter minimo impacto e todos esperamos lentamente o seu final, sem a ambiçao de que algo mude.

Por tudo isto Separation e um dos filmes desnecessarios do ano, num daqueles projetos que funcionam como Scud, mas que fica a ideia clara que rapidamente caem no esquecimento, porque tudo e francamente esquecivel e o que não é acaba por ser pelas piores razões, e o motivo porque muitas vezes o terror ainda tem muitas dificuldades em funcionar nos seus projetos menos artisticos.

A historia fala de um casal separado em luta pela custodia da filha em que a mulher acaba por ser atropelada. Nesse instante a filha começa a ter contacto com um espirito da mãe que começa a influenciar a forma como a menor e o pai se relacionam.

Em termos de argumento e um filme demasiado confuso, com elementos desinteressantes que em si todos juntos não podiam resultar bem. E um filme que nao trabalha os ritmos, os dialogos nem as personagens e tudo acaba de uma forma pouco intensa e desinteressante.

Na realizaçao William Brent Bell e um realizador associado ao cinema de terror de grande estudio, que leva alguns filmes que funcionam mais em termos de impacto que este. Fica a ideia que este filme nunca consegue encontrar o seu estilo e os seus balanços e mesmo num genero onde nem sempre tem mostrado competente este e talvez dos piores trabalhos do realizador.

No cast Friend depois de Homeland deu a ideia de que poderia ser um actor intenso de um nivel mais elevado que acabou por nunca se tornar. Fica a clara sensação que tem muitas limitações de carisma e de espontaneidade que ficam bem patentes num filme simples como este. Preocupa e que alguem com o valor de Cox perca tempo em projetos de terceira linha como este.


O melhor - Opah serviu para testar audiências


O pior - Uma mistura de maus ingredientes que tornam um mau filme


Avaliação - D

Here Today

 Billy Cristal mais que um actor que marcou a comedia nos anos 80 e 90, ficou na retina por ser o mais carismatico apresentador de oscares que o cinema viu mais recentemente. Depois de algum tempo afastado, com a dificuldade sempre comum a comediantes a entrar numa idade mais avançada, eis que este ano o mesmo aventurou-se no drama num filme por si realizado. O filme não foi propriamente muito bem recebido com criticas sofriveis, pensando mesmo que estas ate poderiam ser piores, não fosse algum carinho pelo actor. Comercialmente o filme arriscou o grande ecra em tempo de pandemia e os resultados foram mediocres.

Sobre o filme, temos aqui um filme que tenta dar o lado que marca a historia de Cristal como actor, ou seja, nao so a comedia mas tambem a stand up, mas temos o lado emocional e familiar num filme que mais do que razão tenta procurar a emoçao da conexao entre as pessoas. O filme parece nao ser propriamente eficaz no balanço entre a comedia e o drama, algo que e sempre dificil, mas que neste caso quase sempre o filme tem dificuldade em equilibrar, principalmente na personagem de Haddish.

Isso faz com que o filme acabe por se tornar previsivel no seu caminho, que nao queira ir ao fundo no lado mais dramatico da doença que acaba por ser apenas uma justificação para um final feliz. E um daqueles filmes que poderia ter outra dimensão mas para isso teria de se levar mais a serio, e talvez so o conseguiria com um argumento mais equilibrado entre os momentos e acima de tudo com outros interpretes.

Ou seja sai um filme obvio, igual a muitos, que nos tras emoçoes positivas mas previsiveis, mas que nunca consegue ser um filme de reflexão, nunca consegue ser um filme vincado. O risco acaba por ser tentar fazer de Cristal um actor dramatico mas penso que tambem aqui o filme acaba por sair ligeiramente ao lado.

A historia fala de um veterano e isolado escritor de comedia separado da familia, que acaba por iniciar uma amizade com uma extrovertida cantora de metro, que vai levar a que este faça uma reflexao de vida sobre o seu passado, sobre os contactos com a familia, e principalmente sobre as suas prespetivas de futuro.

O argumento e previsivel, apesar do balanço do tema ser um estilo que muitas vezes resulta em filmes impactantes, o filme entra quase sempre num terreno demasiado simplista, com dificuldade em balançar os ritmos. A previsibilidade de movimentos acaba por saber a pouco e tornar o filme apenas mediano.

Na realizaçao Cristal depois de vinte anos fora da realizaçao arriscou pela primeira vez num genero diferente com mais drama, depois de ja ter na decada de noventa filmado dois filmes comedia. O registo e simplista, muito ligado as personagens e suas ligações, que explicam a razão pela qual nunca foi propriamente a praia do artista.

No cast parece claro que Cristal nasceu para a comedia, e teria poucos recursos para ser um actor dramatico ou mesmo um actor que conseguia se desenrascar. Aqui vale mais pela homenagem a veterania do que outra coisa. Haddish acaba por ter a personagem tipica na sua carreira, com pouca inovaçao comparando com aquilo que nos tras


O melhor - O sentimento traduzido no filme.


O pior - A forma como o filme acaba por ir por um caminho já demasiado visto


Avaliação - C

America: The Motion Picture

 Os mais desatentos este ano podem ter deixado passar despercebido um dos filmes mais irreverentes do ano, e logo uma das apostas de verão da Netflix. Falo desta reconstituição particular do inicio da historia do Estados Unidos da América, com o humor tipico dos seus produtores associados à serie Archer.  O estilo irreverente tornou-o obviamente num filme mal amado pela critica, que o tornou num alvo de facil ataque. Por sua vez esta ma propaganda critica podera explicar em muito o parco resultado comercial que mesmo na netflix o filme tem tido.

Sobre o filme, é obvio que devemos estar preparados para o que vamos ver, é um filme irreverente, de humor discutivel que tem uma missão de chocar e ironizar com as figuras de referencia da historia, mas no final e na minha opinião não deixa de ser curioso e engraçado, mesmo que embarque por um humor muito arriscado gozando com todos os simbolos de uma patria e mais algum.

Claro que nao e um filme para todos. O estilo humoristico e recheado de risco, quer porque esquece por completo toda a consistencia interna de qualquer narrativa, quer porque o objetivo unico e juntar os pontos conhecidos da historia dos EUA com um humor rebelde, sexualizado com muitos dos pontos de debate da sociedade satirizados. Fica a ideia que exagera em todos os pontos, mas também nos parece que é esse estilo que o torna um filme diferenciado.

Por tudo isto e pensando que o objetivo dos produtores do filme era claramente o de dar uma roupagem critica e acima de tudo rebelde a uma historia de orgulho para os EUA; seria facil perceber que principalmente naquele pais nao teria vida facil. mas principalmente para quem gosta do humor de Archer, temos uma base muito parecida, mas claro muito mais polemica.

O filme e uma versão satirica e exagerada da declaração de independencia dos EUA com todas as suas figuras, e a luta titanica que os levou a vitoria. Um filme que so tem as personagens porque tudo o resto e a imaginaçao pura a funcionar.

O argumento do filme e simples, pegar no que conhecemos deste momento historico e nos seus herois, e criar uma debandada de rebeldia e um humor arriscado do primeiro ao ultimo momento, envolvendo sexo, humor negro e mais alguma coisa, que nao torna a historia competente mas torna-a engraçada.

Na realizaçao Matt Thompson e o produtor de Archer que tem aqui o filme a sua imagem a todos os niveis no estilo de produçao e desenho, e acima de tudo no humor de uma serie de referencia. Nao surpreende o estilo pena e que sejamos por vezes demasiado quadrados para aceitar esta abordagem.

No cast de vozes temos uma serie de figuras conhecidas a entregar a sua voz a um projeto que todos sabiam que ia ser mal amado. Alguns funcionam com mais sublinhando como Tatuum como Washington, mas fica acima de tudo a certeza que as escolhas vão de encontro ao que o filme pede.


O melhor - O humor


O Pior - Os puritanos vao dizer que foram longe demais


Avaliação - B-



Wednesday, June 30, 2021

The Ice Road

 Se existiu um aspeto no cinema moderno que a pandemia não conseguiu contornar foi o volume de filmes lançados com Liam Neeson em resgate de alguma coisa. Desde o momento em que o cinema foi tentando retomar eis que surgiram mais quatro filmes do ator entre os quais este passado no gelo e onde tem de resgatar um conjunto de trabalhadores que ficaram soterrados. Em termos criticos o filme foi para a mediania negativa tipica dos filmes do ator ultimamente e comercialmente parece que finalmente as distribuidoras começam a não apostar no estilo repetido.

Sobre o filme podemos dizer que basicamente a carreira de Neeson nos ultimos anos e espelhar personagem repetitivas em filmes de açao de baixo orçamento pese embora patenteadas por distribuidoras de alguma dimensão, mas que na essencia são previsiveis do primeiro ao ultimo momento onde apenas se diferencia o contexto do filme e aquilo que realmente são os detalhes contextuais do filme. Um genero gasto que já começa a surpreender pela falta de noçao que todos ja vimos este tipo de filmes sem que os mesmos resultem em qualquer beneficio para alguem.

Aqui temos ainda a agravante de nao ser um filme que potencie minimamente alguns pontos que em outros filmes acabam por ser a assinatura como os confrontos fisicos exibindo a capacidade de um ator veterano para as sequencias de luta nem o lado mais cru. O filme tenta sublinhar o lado mais espetacular do gelo em algumas sequencias mas sabe sempre tudo a muito pouco.

Por tudo isto o mediocre filme de ação que repete uma formula já gasta ao maximo por um actor que se pensou que poderia ter uma carreira diferente. Chegamos ao ponto onde já nada e trabalhado ou alterado para os filmes terem vida propria e fazem-se apenas por ser mais um filme de NEeson igual a muitos.

A historia fala de uma camionista e a sua equipa que e contratado para tentar ajudar o resgate de alguns trabalhadores que ficaram soterrados no gelo, contudo rapidamente percebem que toda a missão tem interesses obscuros que vao tentar impedir o sucesso.

Em termos de argumento o basico de qualquer filme de açao, que nao da qualquer vida ou contexto as suas personagens ou dialogos, e mesmo a intriga da sempre a ideia de se perder um conceito demasiado previsivel que nunca tenta ser contrariado.

Na realizaçao do projeto Hansleight e um argumentista de filmes blockbusters de açao que teve algum sucesso mas que ficou marcado pelo falhanço colossar do seu Punisher. Volvidos dez anos do seu ultimo filme parece-nos com, falta de rotinas sendo o mais preocupante o nunca encontrar minimamente espaço para qualquer assinatura.

No cast Neeson nos ultimos anos limita-se a ganhar o seu com o mesmo papel, inumeras vezes em filmes iguais que nada lhe exige como actor. Nao sendo um poço de atributos enquanto ator fica a ideia que poderia ter envelhecido melhor, e nao desgastar a sua imagem ate ao filme neste contexto.


O melhor - O gelo

O pior - Ja vimos certamente este filme e melhor


Avaliação - D+



Saturday, June 26, 2021

Fatherhood

 Este filme lançado a semana passada pela Netflix era uma das apostas comerciais de verão, principalmente por trazer numa das maiores figuras da comedia como Kevin Hart, num estilo diferente mais dramatico mas com muita intensidade emocional com todos os ingredientes para agradar familias inteniras. Enquanto que comercialmente ainda nao vamos conseguir perceber o real valor do filme, criticamente esta incursão de Hart pelo drama ficou pela mediania que talvez possa ter tirado algum impacto a experiencia.

Sobre o filme temos uma mistura de comedia e drama que tenta trazer alguns atributos comicos de Hart a um titulo declaradamente dramatico do primeiro ao ultimo momento com todos os pontos que trata. Esta mistura ate pode funcionar no que diz respeito a forma como transmite o drama mas ao mesmo tempo fica a ideia que as coisas nunca funcionam na plenitude porque acima de tudo Hart nao encaixa quando o filme quer ter intensidade dramatica.

Assim resulta um filme de familia, sem grandes riscos, que trabalha o lado emocional e a forma como contorna a dificuldade potenciando o impacto dramatico das relaçoes familiares, mas soa a algo que ja vimos antes, ou seja o filme trabalha com vetores que ja foram traduzidas diversas vezes em imagens e muitas vezes bem melhor contextualizadas que esta.

Ou seja um filme simples de desgaste rapido que perde por nao conseguir levar Hart para o drama mesmo que consiga levar o drama da historia para a forma de cinema de Hart e penso que o filme seria claramente mais valorizado com o contrario. Claro que muitas familias vao gostar dos valores e da emoçao que o filme tras, mas em termos artistico e mais do mesmo.

A historia fala de um pai desajeitado que apos a morte da mulher no parto e nao querendo abdicar da sua vida profissional decide cuidar sozinho da filha mesmo sem retaguarda familiar quando acima de tudo tem que balançar todos os lados sozinho.

Do ponto de vista de argumento o filme tem muito mais coraçao do que razão, o impacto do filme e significativo e a forma como balança o drama e o comico ate pode funcionar, o problema e que a historia as personagens e dialogos e algo repetitivo quando olhamos para outros filmes do genero.

Na realizaçao um dos irmãos Weitz pegou na orquestra um realizador que depois do inicio na comedia nunca conseguiu encontrar o seu registo que lhe desse sucesso acabando por colecionar filmes menos relevantes e este acaba por ser mais um filme pequeno de um realizador que poderia ter tido uma carreira bem mais impactante, algo que o seu irmao conseguiu mais na escrita.

No cast eu sublinhou a tentativa de Hart ser algo diferente mas nao consegue tirar o lado comico e o filme nunca o consegue fazer funcionar no lado dramatico e o filme perde algum peso com isso. Fica a tentativa mas parece que Hart nao tem caracteristicas fisicas e como actor para esse ponto portanto fica a tentativa mas nao resultou.


O melhor - Vai emocionar as pessoas


O pior - Hart leva o filme para o lado comico mas o filme nao o consegue levar a ele para as exigencias dramaticas


Avaliação - C