Sunday, January 21, 2007


Turistas




Hollywood devia fazer um exame de consciencia quando aceita comercializar determinado tipos de titulos, ainda mais quando estes se revestem de grandes meios e deslocações custosas, para os estudios. E completamente incompreensivel como e que um estudio leva todos os meios para um pais como o brasil, para fazer um filme tão mau como este Turistas. Quem gosta de cinema acaba por bradar aos ceus em alguns dos 90 minutos de pior cinema a que assistimos nos ultimos tempos.

Dai que nao seja estranho que estejamos perante um filme inicialmente recusado por actores de uma primeira fileira de hollywood, e depois viamente assobiado por criticos e espectadores.

A premissa do filme tinha resultado em hostel, o medo dos turistas do fenomeno do trafico de orgãos, e se hostel exagerou, Turistes estupidificou, lancando no meior de uma floresta meia duzia de jovens sem qualquer tipo de interesse, que são caçados por um gang sem qualquer tipo de caracterisitcas defenidas, e depois fogem. Num dos filmes mais estupidificantes que há memoria. A falta de interesse das personagens e tao vincada, que nos esperamos que elas acabem por morrer logo no acidente de camioneta inicial, depois o filme começa a meter uns viloes ridiculos, sem qualquer tipo de ligação com o filme, os acontecimentos para alem de desinteressantes, nao tem ligação. As relações entre as personagens sao confusas. Emfim um espectaculo deploravel em todos os sentidos.

O argumento e um completo disparate, limitando se a dar enfoque aos corpos das pseudo actrizes, nao dando qualquer significado as relações narrativas e ligaçao de uma historia ja de si inexistente. Em momento algum há um interesse em definir personagens nem suas motivações sendo um conjunto de bonecos a solta para serem caçados.

A realização de Stockwel nao surpreende nunca este realizador primou pela qualidade nem pela autoria de grandes filmes, sendo a sua fama maior pelo prazer com que transmite praias e corpos esculturais, e se em deep blue jessica alba ainda fez render um peixa a um filme fraquinho, neste caso nao ha beleza que sustente algo como este filme.

E o elenco depois das recusas, acabou por incidir em actores de uma linha menor de Hollywood se bem que duhmel promete ganhar mais protagonismo com o arranque de Transformers, contudo como actores de inicio de carreira tem de se sujeitar a filmes como estes, que nada bem a beneficiar as suas carreiras mas transmita mais visibilidade. Neste sentido devemos congratular a portuguesa Olga DIegues por ter conseguido entrar neste circuito, esperando que esta fassa futuramente novos projectos e se possivel de maior qualidade.

Enfim um filme que o seu projecto nao deveria ter passado disso.


O melhor - Os corpos das protagonistas


O pior - A estupidificaçao total constante do filme


Avaliação - D-

Thursday, January 18, 2007


The Last Kiss




Dificilmente conseguimos observar os melhores argumentistas de Hollywood a escrever comedias romanticas, é como um genero non grato para estes. Dai que a surpresa quando o guião deste Last Kiss ficou entregue ao galardoado duas vezes seguidas Paul Haggis, responsavel por argumentos como Casino Royale, Millon Dollar Baby e Crash. O que resultaria de tal combinação?

POis bem desde logo podemos dizer que nao estamos nem de perto nem de longe perante uma comedia, mas sim uma reflexão, sobre reações sobre relações, a crise que antecede a fortificação das mesmas. E aqui Haggis dá nos um dos filmes mais absorventes neste aspecto, sem medo de tirar algum charme profundo ao filme mas que acaba por ter um poder de reflexao bastante forte.

Esta falta de charme parece ter tido alguma reação nos maus resultados conseguidos pelo filme, quer a nivel critico, onde foi quase ignorado, mas acima de tudo nas bilheteiras onde a distribuidora DreamWorks obteve um dos maiores desastres da sua carreira.

O filme centra-se nas relações amorosas de 4 amigos, e as diferentes caracteristicas e na forma como elas se manifestam na forma como assumem a crise das suas relações, as formas de reação sao diversas e os resultados também. Interessante e o facto de Goldwin dár-nos tb a relação de um casal com 30 anos, dando a prespectiva que as crises são constantes, e que a forma de lidar vai se fortificando com o tempo.

O grande problema do filme e que por vezes ainda busca alguns cliches as comedias romanticas mais usuais de Hollywood que transmitem uma superficielidade nada condizente com o teor de um filme que merecia uma maior seriedade.

O argumento esta muito bem construido principalmente no que diz respeito, a forma como as personagens vivem os seus dramas pessoais, talvez com a excepçao de Michael personagem intrepertado por Braff, todas as outras nos parecem realmente construidas com emoções extremamente sinceras e contextualizadas em todas as narrativas.

A realização apesar de conter promenores interessanter principalmente na forma como realiza o desespero de Braff, mas na globalidade´pouco ou nada tras ao filme, a forma simplista com filme Bilson transmite uma beleza exterior ao filme que esta inerente a beleza da propria actriz.

O cast do filme é constituido por actores de uma geração que agora começa a nascer em Hollywood, onde Braff parece ter lugar assegurado, contudo no filme e apesar de na globalidade o elenco estar a um bom nivel ressalva-se a excelente caracterização de Barret, com um dos papeis mais densos, e emotivos do ano que talvem merecesse mais reconhecimento por parte do publico e critica, dando bons indicios para um futuro a um grande nivel de actuação. Tb o consagrado Wilkinsson tb se encontra ao seu melhor nivel.

Enfim o filme que serve para os casais em fase de consolidação reflectirem sobre a sua situação.


O melhor: A profundidade com que as relações sao trabalhadas em prol da narrativa.


O Pior: Por vezes ir atras de se assumir com uma comedia mesmo quando isso nada valoriza o filme


Avaliação - B

Sunday, January 14, 2007


The Holiday - O Amor nao tira Férias



Nancy Meyers, é uma das maiores responsaveis pelas comedias de maior sucesso dos ultimos anos, primeiro porque costuma reunir um aspecto humoristico suave, com historias que tocam de perto o telespectador, conseguindo resultados brilhantes. Contudo com Holiday, as coisas nao correram tão bem, primeiro porque a bilheteira nao foi tão brilhante como os antecessores, mesmo contando com um elenco recheado de estrelas, e depois porque a critica também se alheou de forma total de um filme, que nos parece com muito pouco prazo de validade so podendo ser visualisado em espaço de ferias de Natal.

E este e o ponto em que o filme mais perde, o facto de nao ter muito mais ambiçoes do que ser uma comedia romantica de natal, daquelas que se vê, avalia e esquece, com pouca profundidade narrativa e baseada em simples historias de amor tradicionais sem grandes contrabalanços.

O filme conta a vida de duas mulheres desesperadas pelo seu desencontro com o amor, que decidem trocar a casa durante o periodo de ferias, e depois o normal, encontram novo amor, têm duvidas e acabam todos felizes, enfim nada de novo, num filme que falha nesse aspecto na incapacidade de surpreender um espectador ja famialirizado com tudo que o filme lhe dá.

É certo que Meyes e das realizadores aquela que melhor se sabe movimentar neste terreno o que dá por vezes um caracter extremamente apaixonado a um filme nem sempre emotivo.

O argumento do filme apesar de extremamente simplista na sua substancia, parece-nos algo mal contruido, oferecendo segmentos muito longos as duas historias o que faz com que rapidamente haja um desligar do espectador da outra historia e que depois dificulta a ligação quando se renicia. Para alem disso parece-me que o filme se perde em promenores extremamente contextuais, dando primazia ao casal Law - Diaz, esquecendo por completo Winslet - Black acabando por a historia destes ser extremamente simplista e concluida sem qualquer tipo de convicção.

A realização é como Meyers ja nos Habitou extremamente tradicional, com grandes planos visuais das expressoes faciais, de forma a tentar nos transmitir sentimentos vivenciados.

O elenco extremamente recheado de protagonistas de primeira linha parece-nos mais talhado para a dupla Diaz-Law, ja que nos parece que quer Black quer Winslet estão extremamente descontextualizados do filme, um porque o filme nao lhe permite o espalhafacto habitual, e outro porque entra num histerismo primario pouco habitual em si. Mesmo assim de registar que o filme pouco ou nada requere dos seus protagonistas, subilhando ainda a presença residual de secundarios de luxo como Burns, Sewell e Hoffman, em quase cameos, que são frequentes na filmiografia de Meyers.

Enfim um filme para casaisinhos apaixonados, mas que é uma descida clara na carreira da realizadora.


O melhor - A toada suave do filme, que permite funcionalidade entreteiner...


O pior - A falta de cunhos de autor que ja se exigem a Meyes, nao se pode dar ao luxo de mostrar uma historia tao insignificante como esta.


Avaliação - C+

Saturday, January 13, 2007


Lonely Hearts



Nos ultimos anos, Hollywood assistiu-se a uma nova barreira de avaliação dos seus filme, essa barreira é a disitribuição, que de alguma forma funciona como uma seleção previa por parte da industria de filmes que considera aptos para publico generalista daqueles que pela sua visualização so pode resultar em tremendo fracasso. Contudo era impenssavel que as grandes estrelas de hollywood fossem vitimas deste metodo, contudo nos ultimos anos, tem-se observado o seguinte. Inicialmente ja Edison, com um elenco de 1 linha tinha ido directamente para as parteleiras de aluguer, depois de uma rodagem mediatica. Agora eis que surge este Lonely Hearts, apontado por muita imprensa como um dos filmes mais esperados da temporada, eis que de repente sem causa aparente o filme aparece a estrear em circuitos extremamente restritos, quase desprecebido. Isto inicialmente para um filme com ambiçoes fortes no mercado.

O que poderá explicar este fenomeno?

Desde logo a baixa popularidade de Travolta, nos ultimos tempos tem colecionado fracassos criticos e de bilheteira que ja nao convencem a industria, depois o argumento do filme, para policial o filme e pouco movimentado, desinteressante e pachorrento, que deve ter dificultado principalmente a promoção do filme. E depois a toada cinzente presente ao longo do filme, quase depressiva, incapaz de agradar o espectador, nem do ponto de vista de riqueza narrativa, nem na funçao de intertenimento. O filme na globalidade funciona, apenas com algumas luzes provocadas principalmente pela claridade transmitida por Gandolfini, e também pela frieza com que os vilões sao retratados, se bem que em quase momentos algum somos convencidos por total maldade destes.

O argumento do filme parece-nos duas linhas distantes sem qualquer paralelismo que quase por obra do acaso se encontram, que demonstra bem por um lado o grau de ligaçao pouco forte do filme mas acima de tudo a incapacidade do filme se tornar intenso, agradavel e forte. Sendo uma obra que decorre devagar sem sobressaltos e sem emoção.

A realização apesar de algo perfeccionista, acaba por sair com nota positiva principalmente na forma depressiva com que eficazmente realiza as transformaçoes fisicas de Leto e mesmo a propria depressao de Travolta.

Em temos de cast, a escolha de actores nem sempre bem amados pode ter prejudicado a carreira do filme, Travolta esta decadente, em todos os sentidos, fisicos e de actuação, Hayek, so de 5 em 5 filme brilha o que nao e o caso. Leto nunca se tornou uma estrela fluente em Hollywood de bem que merecia mais oportunidades. Sobra Gandolfini a um bom nivel num filme extremamente cinzento e acima de tudo feito sob o signo da apatia


O melhor - A rivalidade Cann - Gandolfini tira o filme de uma monotonia profunda


O Pior - A falta de ligação e de coesão das narrativas tornam-se floops autenticos


Avaliação - C-

Thursday, January 11, 2007


The Pursuit of Happyness



Se existe um actor que por si so tem garantido uma fidelidade do publico nos ultimos tempos, esse actor é Will Smith, independentemente se trate de um filme de acçao, comedia ou drama o publico reune-se em massa em torno dos filmes do actor. PAra isto muito tem contribuido a capacidade de Smith optar por filmes que se aproximem de uma generalidade de publico.

Contudo poucos esperavam que o mesmo acontecesse com este titulo, que apesar de se tratar de uma historia sentimentalista, sempre bem enquadrada do espirito natalicio, o facto de conpetir com grandes produçoes de natal, reduzia as suas possibilidades em grande escala. Contudo uma boa apresentaçao, e o fenomeno smith trocaram as voltas e eis que este filme tornou-se rapidamente na sensação comercial da temporada. APesar de estar longe de grande brilhantismo critico, o certo e que o filme rapidamente chegou ao coraçao do espectador, contando a historia de uma familia extremamente carenciada economicamente e a uniao entre o pai e um filho no fio da navalha em busca de uma felecidade. O filme opta por uma toada extremamente emotiva e menos racional, conduzindo a cliches que retiram a factualidade a um filme inicialmente pensado como biografico, sendo que estes funcionam do ponto de vista emotivo mas comprometem o caracter factual que filme quer ter.

Mas esta opção acaba por ser a mais feliz do filme que nos parece sob a forma de um conto de fadas, que transmite esperança ao mais deprimido dos espectadores, optando por ser um drama familiar do que um drama biografico. Mesmo assim pouco ou nada encontramos de novo neste filme a nao ser uma reuniao dos mecanismos emocionais que resultam de forma a emocionar os espectadores.

O argumento apesar de pouco original e extremamente complexo, identificando os pontos sensiveis de um filme e apresentando um todo extremamente coeso. Mas que carece fundamentalmente no caracter factual que tenta transmitir, estando recheado de acontecimentos que "so acontecem em filmes" para a narrativa resultar melhor.

A realização esta longe de ser extraordinaria, cumprindo nos pressupostos basicos mas estando longe de primar pela originalidade ou mesmo pela genielidade.

O cast dá-nos um SMith dramatico, com um papel extremamente exigente do ponto de vista fisico e dramatico, que Smith cumpre muito bem, demonstrando qualidades por vezes imperceptiveis nos seus filmes mais comuns, mesmo assim o reconhecimento em volta deste papel parece-nos algo exagerado, ja que so por momentos Smith consegue entrar no terreno do formidavel, e so em momentos e que o papel se torna extremamente exigente. JA Newton nos parece com um papel mais denso dramaticamente, e que na nossa atençao poderia merecer mais atençao por parte das associaçoes de criticos.

Enfim um filme para emocionar o espectador e que consegue se aproximar como poucos do outro lado da tela


O melhor - A toada emocioanl do filme extremamente forte


O pior - A tentativa de tornar um conto de fadas factual com cliches de ficção ma opção.


Avaliação - B

Saturday, January 06, 2007


Harsh Times



Training Day ficara relacionado com um dos filmes mais marcantes da decada de 2000 no sentido em presseguia a degradação constante de uma personagem. Algum tempo mais tarde Ayer volta a pegar neste tema, numa produçao mais pequena, inicialmente pensada para circuitos restitos mas que o poderio cada vez mais ascendente de Bale levou a uma distribuição alargada, apesar dos resultados de bilheteira e criticos nao terem sido brilhantes.

Nesta historia vamos ter com dois amigos, com uma personalidade anti social assumida, que passam o tempo a fumar droga e beber cerveja, tentando aos poucos defenir a sua carreira profissional, contudo tudo fica intoxicado quando um deles começa a desenvolver uma reação traumatica a guerra do iraque onde esteve. E aqui começa os porblemas os comportamentos começam a ficar cada vez mais graves e acima de tudo a amizade e a personagem de Jim começa a ficar cada vez mais solitario e paranoico...

O filme tem pontos interessantes, principalmente na forma como a personagem de Bale e contruida, e pelo ritmo mesmo algum humor que esta presente de forma vincada, contudo parece demasiado colado a training day, principalmente na forma como a relaçao das personagens evoluem, e mesmo nas caracteristicas dos protagonistas. Outro ponto que nos parece extremamente deficitario no filme e a forma como a personagem de Rodriguez e ultrapassada, sento tao inutil para o desenvolvimento do filme que atinge niveis irrisorios.

O argumento do filme e bem construido podendo mesmo ser considerado uma evoluçao do titulo anterior do autor, contudo e demasiado pegado a este o que lhe coloca defices fortes relacionados com a originalidade.

Ayer demonstra realizar de forma eficaz, de uma forma academica, da qual ressalto o promenor dos disparos finais do filme, realizados de forma brilhante mas que aparece algo desajustado de todo o restante do filme, mais visual e menos grafico.

O cast e abrilhantado por uma unica estrela Bale domina o filme de ponta a ponta nao dando espaço para qualquer tipo de brilho, as outras personagens, para alem da qualidade inerente ao papel Bale encarna de uma forma brilhante num dos papeis mais marcantes do ano, e arrisco me a dizer que se nao existisse Washignton o reconhecimento do papel teria sido bastante superior, assumindo se a cada dia o maior valor da sua geração, se em que quase sempre sem o reconhecimento que merecia. Os secundarios Rodriguez e Longoria, estao em low profile, ja que nos parece que a sua qualidade nao permite grandes riscos.

ENfim um filme forte, denso mas algo repetitivo no conceito


O melhor - A brilhante interpretação e criaçao de Bale


O pior - Ser muito igual ao training day


Avaliação - B-

Thursday, January 04, 2007

Neverwas

Starring:
Ian McKellen, Aaron Eckhart, Brittany Murphy, Nick Nolte, Alan Cumming
Directed by:
Joshua Michael Stern

Todos os adeptos do cinema têm de ficar espantados com o facto de um filme com um cast como este ser inedito em quase todo o mundo, EUA incluidos. O que tera convencido tantos actores de renome a se reunirem num projecto tao pequeno, e de expectativas tão pouco ambiciosas. Pois bem depois de visualisar o filme, percebe-se que estamos perante um filme com atributos extremamente especificos. Um filme arrojado, por vezes mitologico, mas agradavel e bem estruturado, se bem como quase todos os filmes menores os defeitos também estao presentes em larga escala, principalmente no desaproveitamento de uma gama de actores impressionante onde so brilham um.
O filme fala nos sobre o paralelo ezquizofrenico das personagens e a realidade dos aparentemente normais, tudo isto numa instituição psiquiatrica com as suas pecularidades, aos poucos Zach percebe que é a personagem heroica do imaginario de um doente mental. A ideia e arrojada, e colocada em pratica de uma forma extremamente funcional, conseguindo o filme a dificil missão de nunca em momento algum se despreender da realidade. Colocando a pretinente questão se toda a doença mental exige medidas de privaçao, ou se por vezes a esquizofrenia pode ser potenciada em razao de uma felicidade pouco perigosa das pessoas.
Os meios do filme sao muito reduzidos, o que principalmente na fase final diminuem em grande parte o efeito visual que o filme poderia ter. O castelo de Mckellen e extremamente confuso, e podia ser realizado de uma forma mais clarividente.
O argumento do filme parte de um principio arriscado mas que resulta extremamente bem, na sua essencia, sendo prejudicado nos seus aspectos e narrativas secundarias extremamente mal construidas, como a relação entre Eckhart e Murphy e Lange.
A realização é algo limitada, a que nao sera indiferente os limites de ambiçao de um filme pensado para telefilme, mas que ate mesmo neste circuito encontrou fronteiras de distribuição extremamente excessivas.
O cast e dos filmes com mais qualidade a este nivel, o que surpreende num filme tao pequeno como este, mesmo assim todo o brilho a este nivel centra-se em Mckellen com uma personagem extremamente forte, muito bem interpretada e que demonstra a boa forma que o actor britanico se encontra em claro caminho para o reconhecimento a curto prazo.
Enfim um dos filmes que nos demonstra que nos cantos mais escuros do cinema podemos encontrar estrelas em filmes que resulatam em agradaveis surpresas.

O melhor - A ambição de um argumento complicado

O pior - A falta de ambiçao de um filme que merecia mais luzes da atenção.

Avaliação - B-

Wednesday, January 03, 2007


Blood Diamond



Era um dos filmes mais aguardados do final da temporada, um filme que prometia ser grandioso, e que prometia abalar com as consciencias mais positivistas sobre o tema sensivel sobre a guerra em Africa. Para alem do mais contava com Di Caprio pos Scrocese numa das suas limitadas aparições fora o trabalho com o conceituado realizador. Assumia-se como um dos favoritos aos premios. COntudo o filme esteve longe das expectativas criadas, sendo que a critica respeitou, mas nao adorou o filme, e acima de tudo o publico alheou-se do filme.

O problema e um facto comum na cinematografia deste realizador, ou seja o tema intressante, polemico. O filme e efectuado de uma forma extremamente eficaz mas nao tras nada de novo, nao apaixonando os espectadores que se limitam a observar com atenção, mas aperciando pouco. Ja tinha acontecido com o Ultimo Samurai e agora de novo com este Blood Diamond. Contudo neste filme, estes aspectos sao ainda mais vincados, com uma lineridade impressionante das relações e personagens, centrando toda a sua atenção no contexto no qual a acçao decorre e que na minha optica cai por diversas vezes num exagero profundo, muito distante do que por exemplo Meireles conseguiu nos seus filmes..

O filme funciona sem duvida, mas torna-se demasiado preso a linhas narrativas ja existentes nao trazendo nada de novo para o cinema. Exagera nas sequencias de acção, por vezes com toque de filmes a rambo onde as balas dançam e so acertam nos vilões. O filme parece nao aproveitar o prenuncio que tem, tornando se rapidamente num filme vulgar de acção que toca em fridas persistentes e com uma toada politica interessante, mas para a dimensão do filme, o facto de ser vulgar nao e um elogia muito forte.

E neste ponto é o argumento o ponto mais debil, nunca conseguindo por a moral ao serviço de uma boa historia mas sim pondo uma historia bastante desinteressante e mal formulada ao serviço de uma premissa politica interessante. Outro ponto debil e a falta de exploração de aspectos relacionais das personagens, sendo estas extremamente lineares para um filme desta dimensão.

Quanto a realização de Zwick e depois de uma produção dificil penso que neste parametro acabou por ser eficaz sem grandes brilhantismos, contudo tando atentos a trajectoria do realizador podemos observar que ele e mais proveitoso pelo seu academismo do que pelo brilhantismo profundo.

O cast riquissimo, conseguindo a estrela Di Caprio a encabeçar um cast, onde todo o brilho e entregue a Housun, o verdadeiro protagonista de um filme que domina por completo, provavelmente vamos ter a segunda nomeação do actor africano. Quanto a Di Caprio ja o vimos em melhor forma num papel complicado, apesar de estar relativamente bem, nao consegue brilhar num papel que lhe dava essa oportunidade, ja Connoly e apenas um acessorio na narrativa.

Enfim um filme vulgar que podia ser excepcional.


O melhor - Housuon a demonstrar que em Amistad nasceu mais uma estrela em Hollywood.


O pior - Tantos meios, expectativas e ponto de partido nao podem criar uma obra tao cinzenta e chata como esta


Avaliação -C+

Tuesday, January 02, 2007


Rocky Balboa



Poucos acreditariam na possibilidade de ver uma das sagas maiores do cinema regressar depois de quase 20 anos de intervalo. Pois bem Stallone em clara desacelaraçao de carreira pegou no desafio, e eis que surge o ultimo episodio da Saga de Rocky Balboa, o mais famoso pugilista da historia de cinema. Depois de uma rodagem rapida os primeiros rumores eram deprimentes apontando para um filme fraco, contudo quando o filme se expandiu as reaçoes foram na globalidade positivas, referindo como a sequencia possivel para o Rocky. O publico alheou-se um pouquinho do filme talvez porque esteja fora desta cultura.

O que e certo e que Stallone leva o filme para o caminho mais adequado, ou seja, colocando a personagem num estado de declineo notorio quer do ponto de vista fisico quer mental, tentando encontrar algo para se agarrar no final da sua vida, e eis que surge a oportunidade. Esta opçao e de realção ja que Stallone para alem de dar realismo ao filme assume um pouco a metafora da sua carreira, sem muito mais a dar a nao ser uns "combates de exibição" como este.

O filme tem um caracter nostalgico impressionante assumindo para si o caracter mitologico da saga e utilizando-o como uma especie de homenagem constante ao titulo.

Certo e que o filme não e brilhante mas nenhum rocky o é, é simples, mais introspectivo e menos fisico do que os antecessores, contudo fica a ideia que se o filme nao retratasse ROcky mais provavel era ir directo para video em todo o mundo.

O filme adquire nos momentos finais muito sentimento, terminando ao rubro com uma despedida emocionada de uma das maiores personagens do cinema da tela, o filme nao e uma continuação mas sim uma homenagem, com mais coraçao do que com cabeça.

O argumento assume este aspecto, aproveitando todos os momentos para glorificar o passado e moral da personagem, sem que para isso perca valor narrativo e mesmo originalidade, optando por prevalecer o sentimento da historia a qualidade desta, em claro defice neste filme.

A realização esta muito bem conseguida podendo abrir portas a uma faceta nova na carreira de Sly, e que podera ter mais qualidade, lembremo-nos que o proprio Eastwood tb nao era grande actor mas mostrou-se melhor realizador. POdera acontecer o mesmo com Stallone e este filme da bons indicios neste sentido, a forma como o combate e realizado mostra dotes de excelencia e acima de tudo da originalidade e cunho de autor. Aproveitando-se sempre o miticismo da personagem para fazer funcionar o filme.

POis o mal e que Stallone tb e actor, e neste parametro esta completamente degradado, a nivel fisico, interpretativo (Se bem que este foi sempre fraco) e linguistico, demonstrando necessidade de um final de carreira proximo. Contudo o filme nao teria sentido com outro actor, por Rocky sera sempre Stallone, com as suas qualidades e defeciencias. Nos secundarios nada a registar a nao ser a presença da estrela de Heroes como Rocky Jr numa das primeiras aparições relevantes na 7 arte,

Enfim uma homenagem propria de Stallone ao seu Rocky com muito coraçao.


O melhor. A luta, a forma como Stallone realiza a sequencia demonstra cunho de autor.


O pior - A historia ter pouco conteudo e deixar se levar pela emoçao barata


Avaliação -B-

Monday, January 01, 2007


Deck The Halls



Durante a epoca de Natal diversos estudios optavam por lançar comedias sobre esta quadra, contudo com o passar do tempos cada vez menos esta tradição se foi mantendo, resisitindo apenas por exemplo a saga do Santa Clausula, quase desconhecida entre nos mas que fez e continua a fazer furor nos EUA quando sai. Este ano para alem do terceiro capitulo desta saga, surgiu este filme, uma comedia que se centra num espirito natalicio e na disputa quase doentia entre dois chefes de familia de forma a mostrar qual deles tem mais espirito natalicio. A ideia parece disparatada mas ainda se torna mais quando observamos o filme. A imagem que nos sai do filme e a da comedia desactualizada baseada numa serie de piadas tipicas dos filmes secundaios dos anos 80.

O filme resultou de forma muito modesta nos EUA, parecendo completamente desactualizado da realidade americano, demonstrando mesmo alguma imbicilidade num argumento com defice completamente parco quer em ideias quer na sua potencialização. O filme surge como um dos piores filmes criticos do ano, ao qual parece estar subjacente o facto do filme nao conseguir se unir ao espectador.

O ponto positivo do filme e que os objectivos do filme eram muito pequenos talvez nada mais do que incrementar o espirito natalicio nos espectadores, sendo todos os outros aspectos circunstanciais. Mesmo assim o filme e demasiado modesto para ser publicitado a nivel mundial.

O argumento do filme e um autentico disparate, natalicio, mas sem conteudo e acima de tudo sem qualquer tipo de piada... indo ao extremismo do cliche humorisitico familiar

Na realização surge Whitesell, realizador tipico de comedias familiares, que este ano teve ligado ao fraquissimo Big Mommas House dois, um sucesso bem maior mas extraordinariamente fraco como este titulo.

No cast De Vito a algum tempo afastado do protagonismo de filmes, mas que a sua imagem funciona muito bem neste registo e Brodrick um dos actores mais irritantes e limitados da actualidade, que vai sobrevivendo a custa deste tipo de comedias, ou entao de comedias que fazem uso da sua imagem de jovem idoso, como forma sarcastica. De realçar a beleza das gemeas que encarnam as filhas de de vito

Enfim um filme limitadissimo, que surge com um curto espaço de prazo de validade


O melhor - o facto de o filme nao ter muitas mais ambiçoes do que por espirito natalicio nas pessoas


O pior - O facto de ideias como esta ainda verem a luz do dia.


Avaliação - D+

Sunday, December 31, 2006


The Fountain



Se existe um autor que ganhou espaço pela sua singularidade, esse não me parece que tenha sido Lynch, mas sim Aronofsky, um autor capaz de unir a uma linha narrativa completamente alternativa, com originalidade, aos quais de alia uma forma de realização extremamente unica e um acompanhamento sonoro extremamente marcante. è obvio que nunca sera reconhecido publicamente como as coisas verdadeiramente especiais, nao e facil de se gostar, sendo mais facil o odio simplista.

Em a fonte mais um exercicio de um realizador que caminha para o unico e original numa historia extremamente original, e um sentido de realização fabulosa. COntudo Aronofsky neste filme caiu na sua propria teia, criando uma narrativa tão complexa e metafisica que cai numa grande confusão, acabando apenas por restar uma grande ideia, posta em pratica de uma forma extremamente poetica, mas que no final soa a intimista em mão, existindo dificuldade dos espectadores entrarem dentro de uma narrativa. A ideia e fabulosa o facto de unir tres historias num objectivo comum, encontrar a fonte da vida eterna, mas e posta em pratica de uma forma complexa, confusa e dificil, resultado uma divisao critica extrema, e uma ausencia de ligação ao publico, o que nao seria muito mau, e tipico em Aronofsky se os meios produtivos e as ambiçoes dos estudios nao apontassem para voos extremamente mais altos.

Mas o que falha no filme, que por exemplo esta presente de uma forma muito sublinhada em requiem for a dream do realizador, a simplicidade narrativa, neste filme encontramos um argumento absolutamente complexo extremamente metaforico, narrativamente poetico mas deficitario no ponto de vista de coesão de ligação, um argumento de tal forma a arrojado e original que acaba por nao entrar de forma familiar no agrado das pessoas.

A realização de Aronofsky e brutal, mostrando os predicados anteriormente assumidos, num filme com meios produtivos superiores e que o realizador consegue utilizar de uma forma eficaz na realização dos seus objectivos.

Excelente esta a escolha de Jackman para o papel principal, e que de alguma forma vem contradizer a opiniao anteriormente veinculada neste blog, apresentando uma personagem excelentemente interpretadas, das melhores dos ultimos anos, num risco impressionante de carreira, juntando um papel fisicamente exigente com uma densidade emocional extremamente forte, dominando todo filme com espetacularidade. Weisz sai-se bem no pos oscar sendo notorio o fascinio do seu marido em realizar grandes planos com as suas feiçoes que abrilhantam o filme.

Assim o filme mais dual do ano, e que na minha opiniao e demasiado literario para ser um filme ainda mais de 90 minutos


O melhor - JAckman, expetacular interpretação


O pior - O filme e extremamente dificil e a mensagem na minha opinião e transmitida de uma forma extremamente complicada


Avaliação - B-

Saturday, December 30, 2006


All The Kings Man



O mundo do cinema pode se tornar o mais cruel de todos, um objecto a partida infalivel, senao vejamos, um remake de um filme de grande sucesso, um realizador que apesar de estreante estava ligado em função menores a grandes sucessos, uma aposta total de uma produtora, e talvez o elenco com mais qualidade dos ultimos anos. Unico senão do filme o atraso de um ano no lançamento de forma ao filme ser melhor preparado para a possivel conquista dos oscares. Foi este o enstusiamante meio produtivo de um filme que colocou desde cedo agua na boca de todos os cinefilos espalhados por todo mundo. Era o vencedor antecipado do ano...e que rapidamente se transformou num dos maiores floops da historia do cinema moderno, despresado pelo publico e acima de tudo odiado por uma critica que nao poupou criticas a uma arrogancia total de um filme que pensou que tinha tanto em tao pouco.

O grande ponto fraco do filme assenta numa tentativa de adaptar o filme a uma realidade cinamtografica actual, e que acab por tornar o filme confuso, sem interesse e extremamente monotono, para alem disso o baile de estrelas esta ao serviço de uma manta de retalhos que nao permite que ninguem consiga fazer nada do filme.

As expectativas das pessoas e principalmente da critica tambem justificam classifiações tao baixas para este titulo que apesar de mediano esta longe de ser um pessimo filme.

Outro dos erros do filme foi tentar fazer um filme sobre a politica com suspense sendo uma autentica salada de fruta que nao se assume como nada, fica de bom neste aspecto algum ritmo que o filme adquire na segunda parte e que combate a monotonia criada na primeira.

O argumento e um autentico disparate pegado, e o principal motivo deste falhanço geral, que demorara muito tempo ate repor danos.

Surpreendentemente acaba por ser o caloiro neste caso o realizador aquele que melhor se apresenta no titulo, apesar de provavelmente ser este que mais lesado sera com este floop, certo e que no capitulo da realização o filme esta muito bem conseguido, arriscando em planos fortes onde se salientam as magnificas imagens dos discursos politicos de penn, realizados com excelencia.

A nivel de actuações e era aqui que todas atençoes estavam colocadas com o maior cast dos ultimos anos, e apesar de nao serem eles a fonte negativa do filme o certo e que todos eles estao longe do seu melhor, com particular destaque para o cliche de Sean Penn nos seus discursos politicos teatralizados em excesso. Jude Law, ja demonstrou melhores momentos no cinema apesar de ser ele que preenche todo o filme retirando o protagonismo anunciado a Penn. Quanto aos outros secundarios de luxo como Ruffallo, Winslet, Hopkins, Clarkson e Gandolfini, seria exactamente igual se tivessemos a falar de simples desconhecidos ja que a sua participação mostra-se indiferente para o sucesso ou nao do filme.

Enfim um fenomeno inexplicavel onde tantos meios geram um objecto tao mediano como este


O melhor: Os promenores de realização de Zaillian, enfim com outro argumento poderia ser o inicio de uma carreira promissora.


O pior - A forma como o filme defrauda as expectativas, injustificavel


Avaliação - C+

Friday, December 29, 2006


Marie Antoinette - Maria Antonieta
Starring:
Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Asia Argento, Rip Torn, Molly Shannon
Directed by:
Sofia Coppola


Depois de Lost in Translation, o mundo cinematografico aspirou limites inultrapassaveis para a carreira futura de Sofia Copolla, ainda mais que esta apostava na mitica Rainha de França MAria ANtonieta para dar seguimento a sua pequena mas brilhante carreira. As luzes ficaram atentas ao que Copolla poderia fazer com mais meios produtivos, podia surgir um epico bélico de autor. Desde logo foi apontado como candidato aos oscares ainda nem argumento exestia. COntudo o belo começou a desmoronar quando veio os adiamentos de estreia, de final de 2005 foi adiado para outono de 2006, e sabemos que isto normalmente nao e um bom pronuncio e na realidade não o foi. Já que o filme por um lado ao estrear em Cannes teve uma divisão total de opiniões o que arrefeceu de forma brutal os animos relativos a um filme, que acabou por estrear sem grande alarido e sem grande atenção quer da critica quer do publico, sendo aqueles que apontavam a obra mestra da rainha coppolla a sua obra mais insignificante ate a data.

E a verdade é que o filme é extremamente insignificante, se por um lado a marca da autora e bem visivel, no caracter idilico que o filme adquire, a riqueza visual de imagens utilizando a premissa da prioridade das imagens pelo dialogo. COntudo muito fica aquem, o caracter bélico do filme, o factual, quando damos por nos ja o filme precorreu mais de metade e nada de concreto aconteceu, e o filme precorre este caminho pouco incerto desligado sem fio de condução vago, priorizando os promenores dos sapatos dos vestidos, parecendo a narrativa um mero acessorio em todo o filme. Este aspecto torna-o poro um lado extremamente aborrecido, e depois um total despredicio de meios, num filme quadro, extremamente desinteressante.

Assim o filme parece como aqueles livros muito descritivos mas que na realidade nada acontece, no final continuamos sem ter uma ideia de quem e ou foi Maria antonieta, nem em factos nem em ficção porque o filme nao nos dá nada. Saimos expertos em costumes da realeza, mas sera isso que os espectadores procuravam ou expectavam neste filme. Sinceramente nao me parece, sendo o filme deficitario em materia humana, sentimentos ou mesmo relações.

O argumento é totalmente inexistente, ou seja incompreensivel como uma vencedora de oscar nesta categoria pareça tirar ferias neste particular e limitar-se a demonstrar tiques de menina birrenta com a mania de surpreender.

Ja na realização Copolla parece melhor que nunca filmando com um primor artisitco impressionante, se bem que pareça sentir mais dificuldades em cenas de maior movimento.

O grande risco e que acaba por funcionar bem no filme e a Banda sonora modernista assumida por o filme, que se por um lado e claramente descontextualizado por outro dá o pouco movimento e acção ao filme extremamente parado.

De referir a qualidade do filme ao nivel tecnico onde se destacam, a direcção artisitica, vestuario e fotografia do melhor produzido este ano.

Ao nivel do cast, de referir que todo o filme esta ao encargo da capacidade de Dunst se exprimir facialmente, e se por um lado a actriz podera ser ainda bastante verde para tamanho encargo, parece-nos importante frisar que ela em momento algum compromete o filme, oferecendo uma das melhores interpretações da sua carreira, ja nos parece mais duvidoso a escolha do limitado Schwartzman para o papel do rei Luis 16, aqui a cunha familiar parece-nos ter sido factor chave na escolha.

ENfim uma das maiores desilusões do ano do ponto de vista geral, Copolla parece-nos ainda nao estar pronta para entrar no mundo das grandes produções, pois nao encaixa com o seu perfil como autora


O melhor - O nivel produtivo do filme, extremamente feliz em diversos niveis.


O pior - A forma como COpolla encara este historico filme de uma forma caseira imcompreensivel


Avaliação - C

Thursday, December 28, 2006


A good year - Um Bom Ano



Nos ultimos anos temos assistido a uma rejeição de Hollywood de obras mais intimistas e sentimentalistas, principalmente quando estas vêem de realizadores conceituados. E se com Crowe no seu ELizabethtown a obra acaba por se enquadrar perfeitamente na sua trajectoria cinematografica, este Good Year funciona como um choque termico na carreira movimentada do homem de acção chamado Ridley Scott. è certo que em Amigos do ALheio ja tentara dar uma dimensão mais pausada e menos fisica dos seus filmes, mas dai a entrar no terreno do sentimentalismo puro, e recordações de infancia e reencontro do eu vai uma grande distancia.

Pois bem, e isso que conta o filme, o regresso a um local onde a personagem arrogante interpretada por Crowe nao evoluiu, ou seja continua uma criança existindo uma busca da personagem do sua existencia mais pura, acedendo a sentimentos adormecidos. Tudo num filme emocionalmente interessantissimo, de deixar um sorriso no espectador sem despertar a gargalhada. Contudo nem critica nem espectadores estavam preparados para estes passos de Scott, a critica que continua preso a um grandioso mas passado Gladiador, e os espectadores mais adeptos dos filmes musculados do realizador, nao aderindo a uma vertente mais intimista do realizador. Scott nao se devera preocupar por realizar um dos floops gigantes do ano, ja que o mesmo sucedeu com o Papa dinheiro Verbenski quando arriscou no seu esquizoide Homem do tempo, devera ser objecto de estudo sim a negação critica a um filme claramente interessante.

A historia do filme é bonita, realizada e articulada para o ser, se bem que poderia ser mais, se não se prendesse a uma tentativa de humor a toda a linha forçada, mas que em nada compromete a força interior que o filme transmite.

E dos filmes que nos faz pensar, que provavelmente quem nos conheceu em miudo, tem uma ideia muito propria de nos, talvez diferente da que nos proprios temos, mas também verdadeira, na personagem de Max poderia estar qualquer um de nós.~

Para alem deste aspecto o choque cultural por vezes impercetiveis em culturas tao proximas como a britanica e francesa e inaltecida no filme, com a desadaptação do personagem ao seu novo meio, aqui por vezes caia num exagero ridiculo.

O argumento poetico acaba por ser interessantissimo, perdendo so em algumas situações de um lirismo desmedido, mas que esta construido de forma a gradualmente caminhar para a redenção da personagem ao seu passado, e uma nova contrução do futuro. ou seja o filme funciona em grande escala do ponto de vista dramatico claudicando nos aspectos mais humorisiticos.

A realização de Scott parece um estado de introspeção com planos fechados quase sem movimento, parecendo que o realizador, haituado a oferecer movimento conatagiante aos seus filmes, se limitou a observar o desenvolvimento de uma historia rica.

O cast, parece-me extremamente valioso para um filme tao intimista, ate os secundarios Finney e Highmore sao de primeira linha, e que nada trazem ao filme. Crowe parece-me desadaptado a comedia, nao e o seu genero,ou sera falta de habito dos espectadores em vê-lo neste tipo de papeis, mesmo assim soa a estranho. Brilhante foi a aposta em Collitard, desde Taxi que a espetacular actriz francesa merece mais oportunidades ja que me parece mais talentosa do que Tatou e com o charme e beleza de Belucci enfim a conbinação perfeita. E por fim a aparição daquela que muitos apontam para a estrela australiana do futuro a estonteante Cornish, que brevemente iremos ouvir falar com maior destaque.

Enfim um filme forte, denso mas que ninguem estava preparado para assistir proveniente de Scott


O melhor - O reencontro gradual da personagem com o seu passado


O pior - A tentativa de fazer do filme uma comedia, em vez de assumir o seu teor melodramatico


Avaliação - B

Wednesday, December 27, 2006


Happy Feet



Num ano estranhamente fraco para o grande estudio da Warner, poucos acreditariam depois de tantos floops sucessivos que outro destino podesse ocorrer a sua aposta de animação para o Natal, principalmente depois de o mesmo estudio ter-se espalhado ao comprido com o seu Ant Bully. Pois bem o cinema e imprevisivel e acabou por ser esta historia animada de pinguins a salvar um ano para esquecer deste estudio. por um lado porque se tornou imediatamente como o grande sucesso deste final de temporada, e por outro porque atraves de algum consenso critico, prefilou-se como um dos filmes favoritos a brilhar na categoria de melhor animaçãos nos diferentes prémios.

MAs o que esta por detras deste sucesso, desde logo a aposta forte no markting, numa premissa de maximo risco, e por outro lado a moda do tema dos pinguins imperadores, ja brilhantara o ano anterior como o mega documentario marcha dos pinguins, Por ultimo tambem o conjunto de mega estrelas a oferecerem vozes favoreceu a evolução comercial do filme.

COntudo estamos perante uma das obras mais oborrecidas que a animação criou este ano, com uma adaptação extremamente musical o filme desenrola-se a ritmo de cruzeiro, com poucos motivos de interesse, concentrando o valor numa serie de premissas morais fortes e que sustentam o filme tao mediatico.

A seu favor joga a imagem afectuosa dos pinguins que disfarça alguma frieza e linearidade das personagens do filme, onde apenas sobressai as personagens parentais.

A nivel de argumento esta longe do que de melhor se viu em animação, não se podendo considerar um filme infantil embora por vezes seja extremista nesta conotação, sendo ambiguo a definição do seu publico alvo.

A realização e metodos produtivos, demonstram uma aposta forma e inovadora, com imagens revolucionarias e que muitas vezes surpreendem o proprio espectador, ao qual nao sera desconectado a experiencia do realizador em conciliar animaçao e imagens reais.

O cast de voz e apesar das personagens serem algo irritantes as vozes encaixam na prefeiçao, nos tb irritantes Wood e Murphy, sendo as outras vozes apenas adereços no filme.

Enfim a versao animada para aqueles que adoraram o deocumentario Marcha do Imperador.


O melhor - O primor tecnico do filme, evolução e talvez revoluçao no genero.


O pior - O filme e extremamente lento e o argumento desinteressante


Avaliação - C+

Tuesday, December 26, 2006


Deja Vu



è indiscutivel a capacidade de Buckheimer rentabilizar em sucesso tudo aquilo que produz, quer seja Blockbusters quer seja filmes de acção. Dai que ao auxiliar-se a um realizador de sucesso como Tony Scott previa-se um grande sucesso a caminho, contudo os resultados tiveram longe do esperado, primeiro porque esta epoca e mais forte para titulos mais intensos dramaticamente, e por outro porque o filme incidia num argumento algo complexo.

Mesmo assim o filme acabou por se converter num filme acariciado ao de leve pela critica que sublinhou a coragem de um filme dificil sobre varios niveis.

Se estamos habituados a vertente action de Tony Scott certamente vamos ficar surpreendidos com este deja vu, primeiro porque adopta um ritmo mais lento, e depois porque incide num argumento mais forte, neste capitulo dos filmes de acção. A historia refere-se a um policia que com novos mecanismos consegue assistir em tempo real aos acontecimentos que tiveram lugar 4 dias antes de forma a precaver um atentado bombista, o filme que começa a um ritmo calmo adopta a determinado tempo uma acção mais forte com promenores algo irrealistas, alias a falta de realidade do filme acaba mesmo por ser o ponto mais debil do filme, parecendo em determinados momentos um filme de ficção cientifica.

Os pontos fortes do filme assentam na coesao de um argumento dificil, mas que acaba por funcionar como um todo completo, apesar de por vezes adaptar alguns atalhos algo remendados que apesar de discfuncionais nao retiram o caracter pratico que o filme adquire.

A realização marca o regresso de Scott ao terreno onde melhor se movimenta como a acção, depois de uma tentativa frustadissima de entrar pelo terreno de filmes mais factuais e dramaticos como o Horrivel Domino.

A nivel de interpretação o facto de terem recorrido ao sempre fortissimo Washignton como estrela maior minorizou a partida os poucos riscos que o filme tinha neste particular. Brilha ainda neste particular a presença femenina de Patton, e ainda um vilão de serviço Caviezel, tentando relaçar a sua carreira pos Paixao de cristo.

Enfim o action Movie de final do ano com explosões a moda de Scott e Buckheimer.


O melhor - A ideia inicial do filme prespicaz e forte para um titulo de acção


O pior - A falta de realismo de um titulo que é demasiado ivermosivel para o genero


Avaliação -B

Monday, December 25, 2006


Babel



Se existiu em filme que desde cedo se anunciou como candidato ao Oscares deste ano, esse titulo foi sem duvida Babel, a obra do mexicano Inarritu, desde a proclamada apresentação no Festival de Cannes, adiou a sua estreia nos EUA para a recta final do ano para poder almanejar lucros nas diferentes entegras de galardões.

E para ja podemos dizer que a estrategia esta a colher frutos, embora ate agora ainda nao ter ganho muitos premios, apenas alguns para Yakusho como melhor actriz secundaria, o certo e que a liderança nas nomeações para os conceituados Globos de Ouro sao um bom prenuncio para o que pode surgir nos Oscares.

Não se trata de um filme para um publico generalista, nem tão pouco um filme facil, o estilo Inarratu é como algo estranho que nem sempre as pessoas gostam. E isso observou se quer no publico em geral quer na critica que embora tenha aplaudido na sua maioria o filme, parece respeitar mais o filme de que adorar.

E a nossa opiniao vai nesse sentido a obra e indiscutivelmente de qualidade merece o nosso respeito, e interessante com conteudo, mas dificil de fazer amar, e aqui joga o facto de anteriores filmes que abordaram a mesma problematica terem sido mais marcantes mais explosivos.

Alias a falta de movimento e ligação do filme por momentos torna-se quase absurda, sendo a nossa opiniao de que Inarratu nao deveria ter medo de arriscar em historias sem paralelo como o fez em amor cão, do que fazer ligações insignificantes como neste Babel. Contudo este estilo e sempre algo que exige mestria para nao cair no disparate e neste aspecto o filme resulta muito bem.

Do ponto de vista politico tambem aqui Babel funciona na perfeicao salientando as virtudes e defeitos de diversas sociedades que o Argumentista Arriaga mostra conhecer muito bem, principalmente a mexicanda donde sao originarios, e onde saem os momentos mais brilhantes do filme.

O argumento do filme e de grande qualidade adulto, emocionalmente forte, denso e acima de tudo coeso nas parte, que deveriam ser assumidas como capitulos indiferenciados, mesmo assim o valor deste segmento do filme e sublinhado pela forma brilhante com que e contextualizdo os diferentes habitats do filme.

Inarratu apesar de ainda estar longe de Cuaron, no risco e na qualidade das imagens transmitidas, ao optar por um estilo mais indie acabo por apaixonar mais os criticos e colocar a camara a funcionar em prol do argumento e nao o contrario.

O cast acaba por ser o ponto forte do filme, dai o facto de ter 3 nomeaçoes de interpretação para as proximas ediçao dos globos de ouro. Neste aspecto acabam por ser as desconhecidas a brilhar num cast meticuloso mas que funcionou na prefeição. Mesmo os consagrados Pitt, Bernal e Blanchet demonstram estar em grande forma principalmente a superstar Pitt arredado de bons momentos a algum tempo.

Enfim um filme que ainda vai andar nas bocas do mundo na epoca de galardoes apesar de nos parecer um dos parentes que nao pode pedir muito mais que nomeações


O melhor - Babel no mexico, onde Inarratu e Arriaga movimentam-se na perfeição contextualização impressionante


O Pior - O ritmo do filme demasiado desacelarado para um filme que deveria ter tanto movimento.


Avaliação - B

Apocalypto



O sucesso critico e acima de tudo do publico tornaram Mel Gibson como um dos realizadores mais proeminentes e poderosos dos EUA, Radical nas posições que condicionam o facto de realizar os seus filmes em linguas mortas, nao tendo medo das reprecurssoes de mercado que este facto poderia ter nos espectadores.

COntudo a meio deste ano Gibson sofre um reves enorme, vitima de uma personalidade rude, declaraçoes anti semitas, fazem com que a super estrela caia fortemente na popularidade, facto que levou a que fosse severamente criticado, causando mesmo duvidas sobre a distribuiçao do filme.

De filme aguardado rapidamente apocalypto tornou-se uma manta de nevoeiro, que Hollywood assistia chegar com grande desconfiança.

E foi neste clima que o filme surgiu, depois das palavras de gibson, as opçoes para os OScares eram quase nulas, o sucesso comercial de um filme sem estrelas, falado em lingua morta como o MAia, e acima de tudo ao contratio de paixao de cristo a historia estava longe de ser intressante para um publico geral, parecia tambem condenado ao fracasso.

COntudo e apesar de estar longe de ser unanime o filme salvou-se mais no aspecto critico onde demonstra uma tecnica perfeita, numa historia simplista ao maximo. No aspecto comercial o filme passou por completo ao lado do publico, que depois de uma primeira semana razoavel, diluiu-se numa mare de novas estreias mais apelativas.

O filme apesar de a nivel de imagens ser inovador apelativo, arrojado, perde grande conteudo numa historia vazia, que se limita aos sacrificios de um grupo as maos de outro, optando por uma violencia fisica extrema que ja era visivel em paixao de cristo. Contudo o filme torna se quase vazio quer na complexidade das personagens, narrativas e dialogos.

EM determinado ponto o filme parece querer alterar para um registo mais denso emocional, mas rapidamente volta a uma narrativa extremamente fisica e com pouco cerbero.

A realização de Gibson, brilha por si so ao qual se une uma força e um risco grande, que neste particular ganha a esta medida, o filme pode ter demonstrado uma fraca evolução de um autor mas demonstra a autoridade com que Gibson se começa a assumir como realizador.

O argumento e o ponto que coloca este filme num patamar menor nesta fase de grandes filmes em Hollywood, ja que a sua presença e quase residual num filme que necessitava de maior complexidade de personagens para ser um marco no panorama cinematografico.

O maior risco do filme, ou seja optar por quase amadores para assumir um filme tao grandioso como este poderia albergar alguns riscos contudo parece-nos um aspecto que nao danifica o filme, talvez porque prespectivando defices a este nivel, Gibson optou por exigir uma maior interpretaçao fisica dos actores mais facil, do que uma intrepretaçao verbal e emocional mais exigente,

Um dos filmes mais aguardados do ano, e que por circunstancias de diversa ordem passou ao lado de um ano cinematografico intenso... Podera estar nos Golden GLobes como melhor filme estrangeiro apesar de nao ser previsivel


O melhor. O realismo da realização de Gibson, a cena do espetaculo de tortura entra na mente de cada cinefilo..


O pior - A historia do filme demasiado basica para um filme com ambições fortes


AValiação - C+

Sunday, December 10, 2006


Little Miss Sunshine



Todos uns anos, sai um filme independente que se torna rapidamente um sucesso brutal quer da critica quer dos espectadores, este ano esse filme foi sem duvida este Litle Miss SUnshine, estreado e aclamado no festival de sundance, o filme aos poucos foi conquistando uma critica fluente, e acima de tudo os espectadores, sendo um dos filmes mais rentaveis deste ano, tendo rendido perto de 100 milhoes de euros em todo o mundo.

O certo e que a aclamação do filme atingiu tal ponto que aparece nos primeiros lugares das apostas para os premios do ano, principalmente nas categorias de interpretação e argumento.

Sem duvida que estamos perante o esterioripo de filme independente com poucos recursos, com um argumento original e ao mesmo tempo revolucionario, sublinhando a relação entre as personagens, simplista ao maximo. COntudo nao podemos dizer que se trata de um filme sem objectivos, ja que o cast contem figuras de primeira linha do cinema actual, que de alguma forma asseguravam alguma visibilidade ao filme e que resultou na plenitude.

O filme fa-la nos sobre uma familia de fracassados que busca aos poucos o sucesso, numa viagem ate um concurso de beleza, as personagens tem todas elas conflitos internos fortes, que acabam por traduzir conflitos entre elas proprias, e neste ponto o filme resulta de uma forma brilhante, na moratoria que assume na lição que nos oferece, e na originalidade como transmite, sendo um dos titulos mais singulares do ano. Contudo parece-nos que o filme acaba por cedo encontrar a formula do sucesso acabando por pouco ou nada fazer mais do que a por em funcionamento ate ao final do filme. E dificil tambem obter um genero para este filme se por um lado assume-se como comedia, por outro lado mais parece a frio um drama familiar com uma intensidade emocional forte.

O agrumento do filme, e sem sombra de duvidas o ponto mais rico do filme, e um dos melhores argumentos concentrando audacia e originalidade, num ano algo monotono a este nivel.

A realização quase ou nada e avaliada, limitando-se a filmar de uma forma tradicional nos circuitos mais indies, onde imperam por vezes os aspectos sonoros do mesmo, utilizando por vezes em demasia os esteriotipos comuns do genero,.

Outro ponto forte do filme acaba por ser o cast e se os elementos de primeira linha acabam por nao ser brilhantes como Collette e Carrel, e acima de tudo o sempre igual Kennera, os pontos altos do filme vão para os actores mais jovens, principalmente para o adolescente problematico Paul Dano, apesar dos louvores tarem a se concentrdos na jovenzitoa Breslin.

Enfim um dos filmes, mais aperciados do ano, que apesar de ser um bom filme, aproveitou o facto de ser um ano fraco do ponto de vista cinematografico para brilhar a longo prazo


O melhor - O argumento algo refrescante nesta altura do ano


O pior - Ser um filme demasiado introspectivo, por vezes a qualidade nao salta tão a vista.


Avaliação - B

Thursday, December 07, 2006


Flushed Away - Pela Agua Abaixo

Starring:
Hugh Jackman, Kate Winslet, Andy Serkis, Shane Richie, Bill Nighy
Directed by:
Sam Fell, David Bowers (III)

Sem sombra de duvida que o ano de 2007, ficara para sempre associado à animação, as tentativas de rentabilizar produtos do genero atingiu niveis impressionantes, com os diferentes estudios a apostarem, nos seus produtos com maior e menor sucesso. Entre estes produtos, dois dos produtos de maior reconhecimento critico guaradara-se para o final do ano, a aposta britanica da Dreamworks, apesar de longe do sucesso estrondoso, de outros titulos da produtora, Flushed Away acabou por obter bons resultados principalmente criticos.
O enredo e interessante leva-nos para o submundo dos esgotos, onde reside uma autentica metropole habitada por ratos que se sentem ameaçados por um sapo vilão... ate aqui nada de novo, contudo a forma como a interção entre as personagens decorre acaba por demonstrar um humor inteligentissimo, por vezes algo adulto para um filme de genero, atingindo a falta de sentida tão apreciada actualmente como forma de humor.
A nivel tecnico o filme esta longe de ser revolucionario optando por apostar nas mesmas ferramentas ja utilizadas em outros titulos, e de uma banda sonora muito bem conseguida, onde se sublinha o excelente momento ao som de Dandy wahrols.
O argumento do filme acaba por parecer o aspecto mais debil do filme, é que pouco ou nada tras de novo, a nao ser uma boa adaptação da sociedade ao submundo dos ratos, mas por sua vez parece-nos que o encadeamento narrativo, acaba por ser o tipico sem grande originalidade e surpresa.
O cast de voz, acaba por resultar numa forma impressionante, principalmente a força da voz de JAckman, que acaba por caracterizar muito bem a personagem central, tb Winslet, Reno, Mckellen e Serkis brilham a grande nivel, no emprestimo de voz a personagens onde o humor e base construtiva
O filme acaba por ser dos titulos mais refrescantes de animação do ano, onde apesar de me parecer pouco corajoso, acaba por acertar nos pontos bases

O melhor - O cast de vozes, desde de Schrek que nao viamos nada deste nivel

O pior - A falta de ambição de um estudio com receio pelos recentes resultados dos filmes de animação

Avaliação - B

Monday, December 04, 2006


Borat : Cultural Learnings of America for make Glorious Nation of Kasakistan

Starring:
Sacha Baron Cohen, Kenneth Davitian, Luenell , Pamela Anderson, Pat Haggerty
Directed by:
Larry Charles

Pois bem se existe um fenomeno que certamente ira entrar para a historia deste ano cinematografico, esse fenomeno chama-se Borat, o peculiar jornalista Kasak que viaja ate aos Estados Unidos onde nos oferece um dos filmes mais aclamados do ano quer pelo o publico e surpreendentemente por uma critica que se rende a um humor politicamente incorrecto, sexista, xenofobo e racista.
Sacha que ja tentara a sua sorte com Ali G, sem sucesso, desistiu desta personagem em deterimento deste Borat, muito mais actual no humor com capacidade de conseguir chocar e fazer rir as pessoas numa mistura sob o ponto de vista de documentario na primeira pessoa que por ser tão arriscado tende a cair rapidamente numa obra de culto.
O filme é extremamente engraçado com um humor cru, poucas vezes inteligente, caindo na piada facil, e inconsciente que muitas vezes se fazem mas poucas vezes se tornam publicas e este e o grande segredo do filme, fazer humor com aquilo que todos fazemos mas nao temos coragem de assumir, e e neste ponto que Sacha brilha neste filme pela coragem.
O filme esta longe de ter um bom argumento limitando-se a gags de situações sem ligação entre si. O humor apesar de presente e muito bem conseguido, torna-se por vezes demasiado previsivel, e mesmo disparatado, sendo poucas vezes inteligente. Joga a favor do filme uma critica social mascarada, a um pensamento que por vezes existe nos americanos relativos ao que nao conhecem, parecendo que Sacha quer satirizar essa mesma visao recorrendo ao exagero profundo.
Podemos dizer que o filme acerta nos objectivos principais a que se propoe, parecendo apenas falhar em alguma falta de inteligencia do humor e a previsibilidade tipica deste filme.
O argumento se é que existe centra-se acima de tudo nos momentos de humor, nao tendo preocupações com a coerencia e ritmo, ja que este esta assegurado pelas gargalhadas. E dificil deste ponto de vista considerar esta obra com o filme, ja que me parece muito mais um show de humor liderado pela peculiar personagem
A realização sob o ponto de vista documentario, da um realismo interessante ao filme, levando as pessoas a pensar que o filme poderia ser uma especie de apanhados por parte do borat aos outros intrevenientes do filme.
O cast roda totalmente a volta de Borat, sendo tudo o resto acessorio e é logicamente na personagem que reside todo o interesse do filme, Sacha como criador da personagem assenta como uma luva, movendo-se como quer no papel. Sera exagerado pensar em premios para o actor, mas a euforia em volta do filme pode surpreender positivamente neste aspecto.
Enfim o filme boom do ano, que torna visivel o lado lunar humoristico de todos nos

O melhor - A coragem humoristica do filme, atraves de uma personagem para a eternidade

O pior - As piadas entrarem em ciclo, o que torna que estas se tornem menos eficazes com o prolongar do filme, nao fazendo o refresh necessario com o prolongar do timming do filme

Avaliação - B

Friday, December 01, 2006


The Queen

Starring:
Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell, Sylvia Syms, Helen McCrory
Directed by:
Stephen Frears

Assim como aconteceu com o episódio do 11 de Setembro, também os ingleses quiseram destacar o seu momento mais marcante dos ultimos anos para lançar um filme, neste caso a morte da princesa Diana, capaz de revolucionar os sentimentos de um pais inteiro, e obrigar a uma reflexão politica nesse mesmo pais. Sendo que The Queen retrata esse facto, ou seja os episodios sentimentais e politicos da familia real na reacção a morte da princesa Diana. Para isso nada melhor do que um dos autores mais conceituados do Reino Unido Frears, e uma caracterização fisica impressionante de Hellen Mirren resultando numa clonagem quase perfeita da Rainha de Inglaterra.
O filme tem sido glorificado pela critica por todo mundo, sendo mesmo considerado por grande parte dos especialistas como um candidato serios aos diferentes galardões a ser atribuido no final deste ano. Para este aspecto tem contribuido a junção de uma parte de ficção, com um conjunto d noticias documentais retiradas dos arquivos de diferentes agencias noticiosas.
Outro ponto positivo do filme e forma com que o filme se torna imparcial, não tomando posição, tendo a maturidade de dar pontos positivos e negativos, dos diferentes lado, permitindo uma reflexão racional e comedida ao maximo.
COntudo parece-nos um filme pouco objectivo, quase documental, que de alguma forma poderia ser o objectivo do realizador que mas que retira algum interesse e emoção de um filme que facilmente apela a mais coração.
O argumento apesar de estar a ser extremamente aplaudido nos diversos festivais parece-me algo simplista sem grandes controversias, optando por se refugiar no mais factual possivel, observando-se a notoria preocupação em fugir a polemicas gratuiras.
A realização é bem conseguida, apesar de arriscar pouco em mecanismos produtivos, podendo o filme ser bastante mais grandioso do que realmente acaba por ser utilizando imagens reais de forma a contornar possiveis exigencias de produção.
O cast, parece-nos escolhido de uma forma correcta, valorizando a forte imagem fisica de personalidades tão celebres, sendo assustadora a presença fisica de Mirren, muito proxima da Rainha Elisabete. A nivel intrepretativo e salvaguardando que Mirren enche por completo o ecrã, nao me parece o papel tao exigente como o mencionado pela imprensa. De referir que a nivel se secundarios as semelhanças fisicas tb elas estao bastante presentes.
Enfim um filme que apela para a reflexão critica de uma politica interna que de alguma forma pode nem ser sempre tão interessante as outras pessoas

O melhor - A capacidade sempre dificil do filme nao tomar posição num tema tão emotivo

O pior - A baixa ambição do filme, feito de uma forma muito simplista, talvez se soubessem o sucesso que o filme se iria tornar teriamos imagens mais fortes

Avaliação - B-

Wednesday, November 29, 2006


The Perfume - The Story of a Murderer

Starring:
Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman, Rachel Hurd-Wood, Corinna Harfouch
Directed by:
Tom Tykwer

Se existe uma obra que marcou o panorama literario dos ultimos anos, essa obra foi sem duvida, "Perfume" de Suskind, uma obra que dividiu critica e leitores, entre aqueles que se surpreenderam pela crueldade relatado por Suskind, e aqueles mais academicos que o mencionam como uma obra porno, de violencia facil e sem conteudo. Eu na minha opiniao concordo mais com a primeira sendo fã incondicional do livro. Dai que estava com alguma receptividade relativa ao filme, ja que me parecia uma tarefa extremamente dificil a transposição de obra tão singular para imagens.
Ninguem em Hollywood teve coragem para assumir tão grande risco, contudo, foi no cinema europeu que se encontrou coragem, uma conjugação de esforços de diferentes produtoras, e um realizador bem conceituado na europa, decidiram levar para a frente um projecto perigoso a partida.
E se o livro dividiu a critica e espectadores, esta divisao ainda e mais notoria no filme, ja que os amantes do livro ficam notoriamente desiludidos pelas limitações apresentadas do filme. Os que odiavam o livro por associação directa odiaram o filme, sendo o filme uma agradavel surpresa para aqueles que ainda nao tinham contacto com a obra de Suskind, ficando surpreendidos pela riqueza moral, e de conteudo da historia.
O filme tem atingido um sucesso bastante importante nos paises europeus, contudo a nivel critico, nao existe nenhum tipo de consenso, isto porque o filme ao tentar ser fiel a um livro que aponta para outras sensações que nao a imagem, torna dificil ser bem conseguido em termos de ritmo, movimento e encadeamento narrativo, aspectos algo deficitarios no filme, mesmo assim no meu entender a riqueza narrativa esta presente, e em determinados momentos o apelo ao alfacto e conseguido, tornando, mesmo que inferior em grande escala ao livro, o filme acabe por ser interessante.
O argumento, parece-me o possivel, mesmo assim acho que é extremamento longo, perdendo-se por alguns aspectos a partida mais irrelevantes, o que carece o filme de ação directa e movimento, mesmo assim parecia dificil fazer uma adaptação melhor da obra de Suskind.
A realização parece-me razoavel, se bem que me parece que um realizador mais ambientado com filmes de epoca poderia tirar mais dividendos das imagens que o filme nos oferece, ja que por vezes os planos nem sempre sao os ideais, apesar de bem construidos, talvez fruto de alguma imaturidade do realizador em grandes produções.
O ponto que gerou mais discussão na pre produção do filme residia na escolha para interpretar um papel tão intenso e marcante como o de Jean Baptiste, a partida sabia-se que dificilmente um actor conceituado arriscaria num papel extremamente perigoso e arriscado, daqueles que pode gerar sucesso ou destrui-lo por completo. Muito a semelhança do que se tinha passado com a escolha de Patrick Bateman em American Psyco, onde Pitt e Di Caprio foram falados, e estudados para o papel, mas acabaria por ser o na altura quase desconhecido Bale a ser selecionado para bem e sucesso do filme... Neste caso parece-me que a aposta tb se revelou conseguida, ja que Winshaw, nos parece caracterizar, princiapalmente a nivel fisico muito bem a personagem, dando o ar freak necessario a personagem. O filme e tb constituido por secundarios de luxo como RIckman e Hoffman, contudo as suas personagens sao obviamente ofuscadas por uma personagem tao forte como Jean Batiste.
Enfim um dos filmes mais aguardados do ano, e que apesar de se tratar de um filme razoavel deixa sempre a sensação de desilusão perante tão mosntruoso livro.

O melhor - A caracterização espacial do filme, a demonstração que as grandes produções europeias podem ir cada vez mais longe.

O pior - Adaptar um filme que era impossivel de ser adaptado para o cinema

Avaliação - B-