Friday, April 14, 2006


Nanny McPhee - A Ama Mágica

Starring:
Emma Thompson, Colin Firth, Angela Lansbury, Kelly MacDonald, Thomas Sangster
Directed by:
Kirk Jones (III)

Todos os anos os estudios ingleses reunem esforços de forma a produzir um blockbuster a sua maneira, colocando neste filme todos os seus esforços, basenado o cast numa gama de actores academicamente razoaves (Thompson, Grant, Firth entre outros) que vão rodando sempre ao sabor do exito.
Desta a vez a aposta recaiu num conto de fadas, ao bom genero das histórias de encantar que marcaram a infância de todos nós. Desde logo salvaguardaram a exigência do guião já que para este alvo quanto mais simples e moralista melhor, não tendo que apresentar qualquer tipo de retoques de mestria, contudo o argumento deste filme peca por o exagero de simplicidade e falta de orginialidade, se bem que por vezes o tradicional deve ser louvado pois não se corre o risco de originalidade falsa.
Assim estamos perante um sucesso natural, contruido com base numa personagem mágica e cheia de feitiço que aos poucos e com ajudas sobrenaturais consegue lidar com um autentico manicomio recheado de crianças. E na caracterização das personagens que o filme tem o seu ponto mais fraco com particular destque dos mais pequenos que por vezes parecem simples animais irracionais prontos a fazer acções que simplesmente nao têm logica nenhuma, este facto tb esta presento nos adultos (particularmente em firth, mas de uma forma mais esbatida).
De resto o filme é bem contruido apesar de por vezes ser demasiado infantil, podendo dificilmente agradar em niveis cognitivos que transcenda o concreto, com gags demasiadamente previsiveis e ridiculos, o que não nos defraudo tendo em conta que partimos desde logo que estamos a assistir a um filme para crianças.
O unico amargo de boca diz respeito a quantidade de talento desprediçado num filme que para ter o mesmo efeito não necessitava de presenças como as de Thompson e Stauton, que estão em claro sub rendimento no filme.
Por ultimo mencionar os cenários extremamente bem conseguidos, bem como o guarda roupa que peca nos momentos finais principalemte no primeiro matrimonio.
Enfim um filme simples direcionado para as crianças que querem filmes tradicionais, capaz de fazer boa campanha de bilheteira mesmo que muito longe dos objectos de animação, que também transcedem este titulo a níveis de originalidade e por vezes de moralidade.
Assim para concluir, o simples torna-se eficaz, mas o risco pode fazer algo de brilhante.

O melhor: O revivar de formula dos contos de fada algo desaparecido dos ultimos anos do cinema

O pior: Será que as crianças de hoje conseguem se ajustar a essas histórias tendo em conta o contexto onde vivem

Avaliação - C+

Wednesday, April 12, 2006


The Nun - O Segredo

Julio Fernandez surpreendeu a elite do cinema quando apresentou o apocalitico "fausto" que desde logo cheguou ao mérito do culto de certos amantes da arte do terror por esse mundo fora. Contudo nem sempre um bom inicio da origem a um bom caminho, é o que acontece neste caso, já que este titulo falado em inglês mas quase totalmente produzido pelos nuestros hermanos, é mais um conjunto de caras bonitas atromentadas por um espirito sedento de vingança, entrando no cliche tipico do genero em Hollywood, e que tantas dores de cabeça dá aos amantes da verdadeira arte no cinema.
Assim estamos perante um filme muito fraco, muito pouco orginial, e acima de tudo organizado de forma a pensarmos que os autores do filme tentaram atravez de lei do menor esforço criativo ganhar algum fundo de maneio. Contudo nem sempre as coisas saem como se pensam, tornando-se um filme ignorado por todo mundo entrando em mercados ibericos, mesmo ai longe do sucesso dos outros temas.
Mas o que falha neste filme? È melhor perguntar o que acerta. E neste ponto apenas a obscuridade que existe em torno da forma rigida como funciona os colegios de freiras e os seus mitos e segredos que invadem um pouco o sub consciente imaginativo de todo nós, onde a rigidez das irmas se torna quase um objecto de receio e obscura. Tudo resto é bastante mal articuldado, a realização, os actores (com certeza nada mais iremos ouvir destes) e acima de tudo um argumento pouco original e repetitivo. Mesmo o twis final apesar de surpreendente acaba por nos parecer algo irracional e mal articulado. Enfim mais um titulo que em nada contribui para a progressão dos cineastas espanhois na industria

O melhor - O titulo "la monja" sombrio

O pior - Pensar que ja vimos 499999 filmes como estes e quase todos mesmo sendo maus suplantam este

Avaliação - D

Sunday, April 09, 2006


Instinto Fatal 2

Starring:
Sharon Stone, David Morrissey, Charlotte Rampling, David Thewlis, Hugh Dancy
Directed by:
Michael Caton-Jones

Este foi sem sombra de duvida um dos filmes mais aguardados dos ultimos tempos, varios anos depois do primeiro episodio da magnifica Trammel, num filme capaz de definir a hetrosexualidade de qualquer adolescente, com o erotismo e sensualidade nunca mais repetidas no cinema, surgiu um dos thrillers mais marcantes da história do cinema. Mais de uma decada depois surge o segundo episodio, desta vez com stone, quase na casa dos 50 (mas ainda com sensualidade para dar e vender a todas as outras actrizes de Hollywood) e sem Douglas, que acaba substituido por Morrisey, menos mediatico mas claramente melhor actor.
COntudo desde logo este filme estava destinado ao fracasso, já que por vezes aniquila os filmes mesmo antes de estes serem vistos, reflectindo-se isto na carreira comercial dos mesmos, sendo este filme um dos alvos deste ano.
Contudo numa analise fria, desde logo podemos dizer, que apesar de estar longe da classe do primeiro, estamos perante um filme surpreendente bem articulado, e acima de tudo com um erotismo implicito que volta a ser a chave do filme. Desta vez Trammel entra em contacto com o mundo da Psicologia, que acaba por ser o teor do filme a constante manipulação das personagens num jogo psiquico de uma intensidade por vezes claustrofobica. A realização acaba por ser bem feita, ou não estivessemos perante um realizador certinho, no que diz respeito às actuações Morissey está muito bem, sendo que Stone apesar de nem sempre ser brilhante a actuar, tem sensualidade extraterrestre.
Ou seja um filme malogrado já que foi moda detestar por todo lado, mas que no fundo reveste-se de um thriller bem articulado surpreendente, enfim com todos os ingredientes fundamentais para o genero
Os pontos fracos do filme, passam por algumas repetições dos twists durante o enredo que acab am por dar a sensação de mudança de fita mas sempre a mesma história, e charlotte Rampling, com uma falta de expressividade gritante. Por ultimo de referir que as cenas de erotismo desfraudam as expectativas dos fãs do primeiro filme, já que não passam da má encenação tipica dos telefilmes eróticos, e sendo esta uma das marcas do primeiro filme, penso que será a maior debilidade deste.
Ao contrario do primeiro o impacto é muito menos, mas nem por isso o poderemos considerar um mau filme, nao trás nada de novo a serie, mas também não a mata...

O Melhor: A sensualidade de Stone, as outras ditas sex symbols de Hollywood ainda têm muito que aprender com a verdadeira diva

O pior - A sensualidade da trama, está longe muito longe da do primeiro filme

Avaliação - B-

Sunday, April 02, 2006


Ice Age 2 - Idade do Gelo 2

Starring:
Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Queen Latifah, Josh Peck
Directed by:
Carlos Saldanha

O cinema de animação, e um dos generos capzes de reunir mais gente à volta dos seus titulos, enquanto que a pixar conseguiu ganhar publico com Toy Story,e a Dreamworks com Shreck, a Fox tentou responder na mesma moeda com a saga na idade do gelo. UM filme claramente com menos recursos de que os outros titulos, contudo com uma simplicidade que rapidamente contagiou o publico criando um culto bastante grande à sua volta. Daí que existia uma enorme expectativa em volta deste segundo capitulo, não relativamente aos niveis técnicos, mas relativamente ao humor contagiante que tão bem tinha funcionado no primeiro título.
E a primeira impressão é bastante positiva, oferecendo um seguimento bastante simples, não alterando muito o registo do primeiro e capaz de criar gags que por um lado funcionam bem, e por outro apresentar uma história básica que funciona de complemento à principal motivação do filme a boa disposição.
O ponto forte do filme, ou seja oScart e a sua bolota, continuam bem, presentes nesta sequela, com novas situações bem enquadradas, sendo que este humor de requinte ganha outra dimensão, com as novas personagens, com particular destaque para a dupla de gambas, brilhantes e capazes de retirar quase todo o protaginismo, aos trio principal.
O primor técnico continua ainda um pouco descuidado, apesar de apresentar acentuadas melhorias relativamente aos anteriores. O ponto mais fraco do filme reside em algum défice moratório do filme, comparado com os grandes titulos já enunciados do género, contudo Ice age, e a parodia a comedia das animações, e nesta aspecto resulta,e promete mais uma vez contagiar as salas de cinema por todo mundo.
Um filme que vai permitir bons momentos, principalmente para quem gostou do primeiro.

O melhor. O humor contagiante de toda a saga ganha protagonistas de luxo neste segundo episodio (gambas)

O Pior: Em conteudo e enredo perde demasiado para outros titulos do género

Avaliação - B

Sunday, March 26, 2006


Underworld - Evolution

Starring:
Kate Beckinsale, Scott Speedman, Bill Nighy, Derek Jacobi, Tony Curran
Directed by:
Len Wiseman

As sequelas são quase sempre tentativas de receber mais algum dinheiro com um produto inicialmente rentavel, pois bem este não foge a esse principio. O filme começa com um claro nascimento de um novo vilão, e depois mais do mesmo, fugas, lutas entre montros que nunca se compreendem bem o quê, dialogos tipicos de pessoas que viram muitos filmes do rambo, e está pronto para ir para o cinema mais um filme. Se já o primeiro tinha estado longe de ser grande coisa, este desce um pouquinho mais, primeiro porque lhe falta alguma qualidade de Nighy, e depois porque o tema (o grande ponto forte do filme, ou seja a luta entre dois tipos de montros) já e conhecido e acaba por se esbater neste segundo capitulo.
A grande evolução do filme diz respeito a uma realização mais bem conseguida, menos confusa que o primeiro com momentos de alguma arte, com particular destaque as cenas de luta. O argumento tal como no primeiro filme opta pela simplicidade disfarçada, já que o conteudo de fundo surge como algo complexo e sobrenatural, mas é sempre transposto de uma forma muito simplista no ecrã
AO contrário do primeiro este filme apesar de ter uma aceitação razoavel por parte dos espectadores (mesmo assim longe do sucesso do primeiro) acaba por ser um grande floop critico, que não é totalmente surpresa tendo em conta as articulações do filme.
O cast é minimamente bem conseguido Beckinsale é bastante sensual como selene dando a beleza que o filme precisa, Speedman é tão inofensivo que acaba por dar todo o (justo) protagonismo a Beckinsale.
Para quem gostou do primeiro de certeza que não vai sair desiludido deste pois é a continuação obvia de um primeiro filme ja de sim mediocre

O Melhor: A beleza de Beckinsale.

O Pior: O pensar que o filme até poderia ser engraçado se não perdesse tanto tempo em lutas que n levam a lado nenhum

Avaliação - C-

Saturday, March 25, 2006


Pride and Prejudice - Orgulho e Preconceito

Starring:
Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Rosamund Pike, Jena Malone, Donald Sutherland
Directed by:
Joe Wright

Nos ultimos tempos, o cinema tem ausentado a adaptação de grandes obras, ficando estas limitadas a alguns produtor originários de algum tradicionalismo britânico, sendo que é neste contexto que sai esta versão de Orgulho e Preconceito. Ao contrário das ultimas adaptações, este filme não cai no erro de inovar, ou alterar, uma obra que por si só é imortal. E para que mexer em obras que tão facilmente cativaram o publico, não será mais inteligente simplesmente dar imagem as palavras de Austen neste caso. Esta é sem sombra de duvida a maior virtude do filme, o academismo que adopta, o rigor literário presendo, pondo de lado qualquer têndencia de dar uma visão individual de uma história UNiversal, Wright opta por o tradicionalismo, quase teatral na realização, caracterização das personages e acima de tudo no argumento.
O filme conseguiu por estes motivos agradar os dois publicos alvo, por um lado os espectadores que se deslocaram em massa (principalmente na europa) para visualizar o filme, e um reconhecimento quase unanime crítico de um filme belo e acima de tudo rigoroso.
Contra o filme esta alguma falta de necessidade de voltar a optar por um filme descontextualizado com uma moral que apesar de forte dificilmente é transponivel para a actualidade, e um pouco a repetição de tiques ja presentes em outras adaptações da autora como "Ema e Sensibilidade e Bo, Senso", mesmo assim estamos perante uma das obras mais artisticas capz de ter lutado com os melhores do ano pelos diferentes prémios atribuidos.
De salientar ainda a magnifica realização deste estreante, dando inicios de podermos estar perante o nascimento de mais um academico e talentoso realizador britânico de epoca, na boa tradição de Frears e Ivory.
Quanto ao cast, este parece-nos muito bem selecionado, principalmente nos protagonistas, se por um lado Keira enche o ecrã em cada cena que entra (apesar de me parecer em demasia a nomeação para o Oscar) por outro Matthew transmite uma arrogância incial que facilmente se transforma numa sensibilidade muito bem interpretada, alertando para estarmos atentos aos proximos passos deste actor já que para quase total desconhecido, toma por vezes a redeas de um filme complexo como este.
Enfim mais uma tradução academica de uma autora de epoca academica, que pode não apaixonar ninguem, mas também nunca vai desagradar!

O Melhor. O facto de se não ter caido na tentação de alterar a historia, os classicos existem porque são perfeitos e não devem ser alterados

O Pior: Algum rigor a mais tipico em filmes de epoca que acaba por retirar algum ritmo ao filme e provocar sonolência ao espectador

Avaliação - B

Friday, March 24, 2006

Frágeis

De: Jaume Balagueró
Com: Calista Flockhart, Yasmin Murphy, Elena Anaya

O terror deste inicio de seculo tem pautado por contar historias de espititos com histórias mal resolvidas, que permanecem no mundo dos vivos de forma a se vingarem! Esta poderia ser a sinopse de 70% dos ultimos titulos produzidos por Hollywood, no genero de terror. POis bem a europa sempre mais originar nas suas obras surpreende negativamente ao lançar um titulo nos mesmos moldes, uma produção espanhola e inglesa que se baseia nas desventuras de uma enfermeira num hospital pediatrico envadido por acontecimentos sobre naturais, como podem de ver nada de novo tras o argumento, sendo que esta falta de novidade esta presente durante o filme todo, com situações previsiveis, mortes nada interessantes, exploração das relações entre as personagens quase pouco trabalhadas, sendo grande parte das personagens simples figurações de um filme que apenas quer assustar, sendo que grande parte das vezes nem isso consegue.
Apesar de tudo isto o grande floop do filme reside na falta de sustentação, e de base sólida na forma como se constroi a relação (queria o autor forte), entre a enfermeira e a paciente, parecendo cair aquele sentimento todo de algo sim para anormal. A favor do filme joga alguma brutalidade de imagens principalmente a forma como organizou o habitat da vilã e acima de tudo a sua aparencia, horrorosa, no bom sentido da palavra. Fora isto estamos perante um filme sem conteudo, baseado em premissas de sucesso que a cada dia que passa mais cançam o espectador que implora por novas ideias no genero de terror. E a constatação que nos ultimos tempos a originalidade europeia tem se deixado influenciar pela vertente menos positiva e com menor qualidade de hollywood.
As ambições do filme também me parecem demasiado elevadas já que por um lado, ao adoptar a lingua inglesa procurou maior mediatismo e exito comercial (ja tinha indicios a historia de base do filme que seria essas as motivações), depois a escolha de um cast com a presença de actores conhecidos (não direi super estrelas porque nenhum chega a um nome de top em hollywood) como a irreconhecivem Calista, desenquadrada do papél, nunca se conseguiu desligar da poderosa ally, que a vai preseguir e inibir sempre, e Richard, eterno vilão em mega produções Hollywoodescas (Moulin Rouge, Van Helsing MI2) que aqui opta por um registo mais aceite e moralmente positivo, apesar de parecer totalmente decorativo.
Em conlusão um filme chiclet que apenas nos poe a pensar ate quando vamos ter de aguentar com obras deste género, e que por vezes os actores devem-se centrar naquilo que lhes deu sucesso e nao entrarem por caminhos que nao conhecem. Nao e Calista!!!

O Melhor: O 2º andar do hospital, muito bem caracterizado e perfeito para filme de terror

O Pior: Muda a cassete e toca o mesmo e esta música nem bem gravada esta

Avaliação D+

Monday, March 20, 2006


Yours, Mine and Ours

Starring:
Dennis Quaid, Rene Russo, Linda Hunt, Rip Torn, Jerry O'Connell
Directed by:
Raja Gosnell

A comédia familiar todos os anos deixa uma descêndencia interminavel, e mesmo quando as ideias acabam, existe sempre o remake, daquelas que obtiveram maior sucesso. Se adicionarmos a isto o sucesso do primeiro há duzia é mais barato, podemos perceber onde surge a origem deste filme.
Realizado por um dos cineastas com mais sucesso no tipo, Your mine and ours, apostou-se desde logo em ser um dos objectos de maior sucesso do ano, juntando vários ingredientes promotores de sucesso, como o cast, realizador, e acima de tudo uma concentração de produtoras para promover um objecto à partida infalivel.
Contudo toda a fartura costuma sempre dar em fome, assim encontramos um filme que por um lado esteve longe de conquistar a critica, e mesmo o publico teve longe da acetação que tivera por outros titulos do género. As razões para isto, podem estar relacionada com o exagero que cai o filme, juntar 18 crianças numa casa só poderia dar confusão, já que nenhum filme com 90 minutos poderia ir além das situações tipicas dos filmes de domingo à tarde, e de personagens esteriotipadas ao limite. Assim estamos perante um filme que nada de novo trás ao genero insistindo nas mesmas piadas e nas mesmas situações, em momento algum aproveitando as potencialidades que por vezes parecem despontar.
Com particular destaque neste ambito, o confronto de práticas educativas entre os dois elementos adultos, e acima de tudo o talento das estrelas principais, particularmente Russo que parece totalmente desenquadrada de um filme que nunca lhe permite brilhar como merece.
De resto a velha história dos twists na forma como as crianças se relacionam com os pais e entre si, colminando num filme simples, que promete repetir-se vezes sem conta num domingo a tarde perto de nós. De referir ainda o facto que o filme adopta sempre um fio de condução pouco coeso que chega mesmo a romper na parte final, com situações completamente desprovidas de sentido e acima de tudo de lógica, parece-nos então que estamos perante um filme que devido a sua falta de conteudo nunca nos chega a desagradar profundamente, mas que por sua vez já esquecemos do seu conteudo 10 minutos apos a visualização
De referir que o despredicio de meios do filme parece-nos gritante e faz-nos estar contentes com a queda merecida de grandes estudos que não se cansam de apoiar projectos vazios como este

O Melhor: O confronto entre as práticas educativos

O Pior: Existir filmes mil vezes superior a estes que lutam por uma produtora e distribuidora forte, enquando este quase vazio de filme consegue reunir um numero elevado delas

Avaliação - D+

Sunday, March 19, 2006


Os Três Enterros de um Homem

Starring:
Tommy Lee Jones, Julio Cedillo, Vanessa Bauche, Dwight Yoakam, Barry Tubb
Directed by:
Tommy Lee Jones

Muitas vezes Hollywood é um pouco ingrata com as suas estrelas, principalmente quando estas tentam dar um novo rumo à sua carreira, colocando-se atrás das cameras em projectos pessoais. Assim Tommy Lee Jones teve de recorrer a dinheiro europeu (Besson) e mexinaco para tornar real esta sua obra. Contudo a critica americana constuma funcionar em direcção opoata idolaterando este tipo de obra de forma a considerá-la quase um qulto.
Será assim esta obra tão singular? A minha opinião não vai neste sentido, apesar de retratar a honra como necessidade básica de qualquer americano profundo, o filme acaba muitas vezes por se tornar nos tipicos filmes de viagem longa com os problemas tipicos destas, oferecendo uma caracterização fisica desgastante, sempre perante principios como defesa de honra e vingança.
Mesmo assim estamos perante uma obra bastante fiel na reprodução das dificuldades da america desconhecida, longe da azafama das grandes cidades.
Assim estamos perante duas personagens em tudo semelhantes, com as emoções resguardados no canto mais obscuro das suas personalidades, vão seguir uma viagem até ao Mexico com o intuito de enterrar Melquiades Estrada, um Mexicano misterioso que se vai revelando ao longo do filme. O filme oferece imagens algo cruas principalmente do cadaver que segue durante toda a viagem. Apesar da originalidade e da boa realização do filme, o filme peca em determinados aspectos, alguma falta de ritmo que quase deixa o espectador vagarosamente seguindo filme, e uma montagem inicial algo confusa, que acaba por não trazer nenhum beneficio ao longo do filme.
De referir a escolha de um cast bem conseguido, já que se por um lado a integração de Lee Jones é prefeitamente justificada, tendo em conta que se trata de uma obra intimista quer dele quer mesmo da sua personagem, a escolha de Pepper para o papél mais dificil do filme acaba por se ganha, dando a clara ideia que este actos se torna cada vez mais eficaz depois de um inicio complicado marcado pelo prtagonismo num dos filmes mais mal amados de sempre o cientológico Batfield Earth.

O Melhor. A dureza dos cenários, e a interpretação de Pepper.

O Pior: Demasiado profundo no retratamento de uma America quase desconhecida para um Europeu, que tem dificuldade em estabelecer paralalos do filme com a realidade

Avaliação B-

Thursday, March 16, 2006


Bandidas

Starring:
Penelope Cruz, Salma Hayek, Steve Zahn, Dwight Yoakam, Audra Blaser
Directed by:
Joachim Roenning, Espen Sandberg

Todos os anos o mago do blockbuster europeu Luc Besson, produz titulos, capazes de romper com a idiologia tradicional dos titulos feitos no velho continente, substituindo grandes histórias por mega-produções sustentadas por alguns actores conhecidos de todo o público. Este ano Besson optou por fazer uma passagem pela acção mexicana, escolhendo duas das maiores estrelas latinas para protagonizar o seu novo titulo.
Quanto ao tipo depois de exprimentar as artes marciais asiaticas, resolveu desta vez apostar num western tipico, com histórias de vingança e com muito muito pó, contudo ao contrario dos titulos anterios deste produtor, resolveu oferecer um filme mais suave, com ligeiro teor cómico, contudo o filme raramente funciona, primeiro porque o esteriotipo está sempre presente, depois porque há um claro caminho pelo mais fácil e acima de tudo o cast apesar de recheado de super-estrelas esta longe de conter actores de credenciais assinaladas, já que se por um lado Hayek ainda consegue prestações de qualidade, Cruz só na sua terra natal parece convencer quer o público quer a critica, aos quais se junta Zahn, incapaz de contornar a imagem de ingenuo que todos surpreendeu numa fase inicial, mas que actualmente e tendo em conta a repetição constante de papeis, acaba por se tornar cada vez mais cansativo.
Outro dos grandes pontos fracos do filme é a incapacidade do filme se desenvolver em determinados pontos fulcrais, bem como uma realização incapaz de nos marca. Assim estamos perante um filme demasiado simples, que acaba por falhar nos aspectos que a partida lhe poderiam trazer mais vantagens. Ressalta como mais valia do filme a sensualidade impressionante transmitida pelas personagens principais que contrariam os defices linguisticos e de actuação com a sensualidade latina capaz de roer de inveja grandes das estrelas naturais de Hollywood.
Este filme mais uma vez vem demonstrar alguma da incapacidade de os europeus funcionarem com grandes meios, e assentuando cada vez mais a excepção que foi " O quinto elemento" no panorama cinematográfico

O Melhor. A beleza de Hayek e Cruz, o filme nao e mais que uma propaganda aos seua atributos, e que atributos!!!

O pior. O vazio de conteudo de um argumento excessivamente esteriotipado, e a repetição de Zahn em ser ridiculo

Avaliação: D+

Monday, March 13, 2006


The Family Stone - A Joia da Familia.

Starring:
Dermot Mulroney, Diane Keaton, Sarah Jessica Parker, Claire Danes, Rachel McAdams
Directed by:
Thomas Bezucha

Poucos filmes conseguem uma antitese tão grande como esta obra, capaz de extremar emoções, variando entre uma comédia familiar, com momentos de drama intenso, A joia da Familia é a partida uma das obras mais singulares do final de 2005, conseguindo reunir todos os ingredientes das softs comedias familiares com a profundidade de obras de autor e marcadamente trágicas.
Assim entramos na casa dos Stone, familia completamente atipica, capaz de juntar as mais diversas personalidades, colocando-nos na prespectiva de Meredith (Parker), aos poucos as nossas emoções relativas a familia vão-se moldando como a da personagem, acabando por conseguir uma grande cumplicidade com o espectador.
O filme vai ganhando aos poucos intensidade, intercalando momentos de humor, com episodios de soltar a lágrima, sendo que é na diferença de eficacia entre estes dois pontos que reside o aspecto mais débil do filme. Se por um lado a vertente dramática está muito bem contruida, capaz de facilmente emocionar e abalar o espectados, os conteudos cómicos e com maior relevância os envolvimentos amorosos, carecem de realismo e profundidade, quase retirados de histórias de encantar. Dai que na minha opinião considere um bom ensaio este filme que com uma boa conjugação destes dois segmentos poderia ter sido uma obra singular no panorama cinematográfico. Mesmo assim estamos perante um bom filme, mesmo que por diversas vezes caia na rotina das comédias familiares, com os seus vicios menos salutar.
No que diz respeito ao argumento, este poderia ter potenciado uns dialogos mais marcantes, ja que as personagens apesar de algo esteriotipadas dariam aso a mais qualidade.
A realização é competento, sendo uma das grandes armas do filme o brilhante cast, recheado de actores tipicos deste género de filmes, salientando-se as excelentes caracterizações de Parker, Mulroney e assima de tudo McAdams a assumir-se como uma das actrizes a ter em conta num futuro bastante próximo.
Enfim um filme arrojado, que poderia ser melhor mas mesmo assim está muito acima da mediania das obras semelhantes

O melhor- Vamos rir, chorar e descobrir emoções que pensavamos impossiveis de conjugar

O Pior- As historias amorosas, parece que o autor limitou-se a fazer o mais simples neste parametro

Avaliação - B-

Pink Panther - A Pantera Cor de Rosa.

Starring:
Kevin Kline, Steve Martin, Jean Reno, Emily Mortimer, Beyoncé Knowles
Directed by:
Shawn Levy

Uma das perguntas que se pode fazer, é porquê de um remake sobre um filme tão simples e tão desactualizado como a pantera cor de rosa, ainda para mais quando o seu maior icon, acaba por ser um desenho animado que não aparece no filme? A resposta só pode ser a tentativa de Steve Martin, autor e actor do filme encotrar um argumento ao seu nivel de representação e humor, ou seja desactualizado.
Assim viajamos mais uma vez até frança, onde se investiga um homicidio e um roubo, conduzindo a uma serie de gags sucessivos e extremamente previsiveis, capaz por vezes de nor fazer sorrir, apesar de nunca conseguir chegar a gargalhada em si, sustentado por um argumento muito pouco coerente, com articulações muito débeis, conduz a 90 minutos de entertenimento pouco eficaz, e que concerteza facilmente ultrapassado por qualquer acção consequente.
Este blockbuster que adiou a sua estreia (talvez por receio de uma competição feroz marcada para Verão de 2005) chega finalmente aos cinemas com uma aceitação razoavel, apesar dos seguidores da serie se mostrarem muito descontentes com o resultado (mas enfim acontece sempre isto).
A realização ficou a cargo de um experiente no genero, acabando por cumprir neste particular, apesar da debilidade do argumento e de mais uma vez o egocentrismo de Martin marcar o filme, o filme acaba por desapontar apesar da boa disposição que transmite, principalmente na simpatia da personagem de Jean Reno de longe o melhor actor em cena. De referir também o oportunismo da presença da cantora Beyonce, capaz de garantir alguma receita ao filme
Enfim estamos perante um remake com pouca razão de ser, mas que acaba por seguir a lógica das obras anteriores, mesmo que isso pouco abone a seu favor. De apontar a falta da ironia tipica dos filmes antecedentes, já que esta é transformado na tentativa da gragalhada facil e maioritariamente física.

O Melhor: Clive Owen na unica sua aparição como agente secreto que nunca chegou a ser

O Pior: Demasiado humor físico e fácil caindo por diversas vezes no ridiculo, e em atestados de ingenuidade aos espectadores.

Avaliação C-

Sunday, March 12, 2006


Casanova

Starring:
Heath Ledger, Sienna Miller, Jeremy Irons, Lena Olin, Oliver Platt
Directed by:
Lasse Hallstrom

Há histórias que rapidamente se tornam lendas no universo mitológico da cultura Universal, sendo que o imaginário dos sedutores do mundo idolteram Giacomo Casanova. Assim um dos realizadores mais académicos e premiados de Hollywood (Lasse Hallstrom premiado por Chocolate, e Regras de Casa) decidiu dedicar um segundo filme deste ano (depois do grande fiasco que foi uma Vida Inacabada) a uma adaptação suave da história do mito Casanova.
Pois bem a ambição deste filme é muito curta, não é mais do que um argumento simplista, baseado numa serie de situações bem humoradas, e personagens pouco caracterizadas.
A caracterização espacial do filme é bastante bem conseguida, dando grande enfase a uma veneza cheia de espaço de grande romantismo, contudo nunca este é aproveitado, já que os acontecimentos vão surgindo a um ritmo de cruzeiro, e com situações que por diversas vezes entram num ambito demasiado ridiculo, para um filme com assumidas manifetações aos prémios, desiludindo neste aspecto já que para os principios do filme, estamos perante uma obra demasiado simplista e pouco original, caindo por diversas vezes em sequencias marcadamente previsiveis e pouco cativantes.
Ganha grande relevo o climax final do filme que acaba por salvar em parte o registo do filme transformando uma obra de tonalidade mediocre em algo mais valioso mas incapaz de ultrapassar a mediania de outras obras.
O argumento e realização nada trazem de novo para o cinema de epoca, enquanto que o cast parece-me claramente mal escolhodo sendo que heath volta ao registos vulgares do passado, ignorando os registos mais bem conseguidos efectuados durante 2005 (Brockeback mountain, Brothers Grim). Tambem Irons já teve melhores dias, demonstrando uma clara baixa de forma, visivel na seleção de papéis durante os ultimos anos. Salva-se Oliver Platt capaz dos melhores momentos do filme oferencedo o teor de humor que tanto o caracteriza.

O Melhor. Sem sombra de duvida os ultimos 5 minutos de filem

O Pior. Por vezes surpreende por tão basico e previsivél que se torna. O tom demasiado familiar que o filme adopta acaba por frustar as expectativas de quem esperava algo mais singular e historico.

Avaliação C

Friday, March 10, 2006


The New World

Starring:
Colin Farrell, Christopher Plummer, Wes Studi, August Schellenberg, Raoul Trujillo
Directed by:
Terrence Malick

Se por um lado toda a gente conhece a versão disney da história de amor entra Pocahontas e John Smith, poucos alguma vez terão imagindo uma versão tão intimista como este New World. Uma obra de um autor peculiar que resulta em mais de duas horas de cinema díficil, por vezes penoso, mas que sempre acabamos por admirar pela qualidade de todas as integrantes do filme. Malick sempre se apaixonou por dar primazia aos dialogos poeticos internos das suas personagens em deterimento de uma interação verbal entre estes, optando por trocas de olhares e toques como forma de interação, oferecendo um romantismo quase poetico durante todo o filme, já que este conduz o telespectador numa dissertação sobre o amor e acima de tudo sobre a faceta poética do mesmo.
Este filme esquecido por toda a gente (espectadores e prémior), provavelmente porque é um objecto demasiado intimista e demasiado próximo de uma literatura reflexiva, ganhando na beleza das imagens e das palavras perdendo em ritmo e na essencia do cinema, ou seja a interação com o espectador, o que se pode traduzir numa rejeição completa por parte das pessoas em relação ao filme
Os aspectos mais fortes do filme, são uma fotografia brilhante, capaz de fazer inveja as melhores fotografias de sempre, e uma revelação no cast, com a escolha surpreendente de uma total desconhecida para o papel central do filme (pocahontas). De referir a grande competência das outras escolhas de Malick optando por dois dos mais talentosos actores da nova geração para os outros papeis centrais. (Farrel, Bale).
O argumento demonstra um caracter simplista do filme, e o cunho de autor que Mallick ja nos habituou, já que encontramos grandes paralelismos na forma de filmar com os titulos precedentes do autor (Barreira Invisivel mais recentemente).
Para concluir, o facto das personagens centrais nao terem ficado na sala de montagem como sucedeu com Gary Oldman e Vigo Mortenssen no titulo anterior do realizador, ou mesmo a quase aniquilação total de personagens (como a de Adrien Brody no mesmo filme), contornando assim as polémicas que tanto contextualizaram as experiencias de realização passadas do autor.

O Melhor: A obra de arte do filme, todos vão achar bonito o resultado final

O Pior: O processo do filme apesar de belo, torna-se por vezes demasiado intimista, e demasiado dificil para o espectador

Avaliação - B

Saturday, March 04, 2006


Capote

Starring:
Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr, Chris Cooper, Bruce Greenwood
Directed by:
Bennett Miller

Existe papeis que pela sua força se tornam autenticos exemplos de como actuar. Sem qualquer tipo de duvida o desempenho de Hoffman neste filme vai ser recordado durante anos e anos como um dos melhores das ultimas decadas, oferecendo momentos de autentico festival de interpretação, conduzindo sobre os seus tiques e inquietações um filme, concluindo mesmo com a nomeação do filme para a categoria maior dos oscares da academia!!!
Mas é o filme mais que a interpretação, seria injusto dizer o contrário, mesmo que o filme ficará sempre na retina pelo desempenho do seu actor e não pela realização, argumento, nem o filme em si, que mais não é do que um biopic original, sobre um dos maiores escritores da america, mais concretamente o percurso para a realização de uma das suas obras mais conhecidas, com as vantagens e desvantagens que sobressaem deste facto.
Numa analise fria parece-me claramente exagerado a coerencia critica em relação a este filme, o que me coloca algumas questões, onde é que estaria o filme sem a interpetação, é assim tão diferente (com a excepção de se tratar de truman capote) do genero! Talvez não, mas isso será sempre relativizado pelo facto de estarmos perante um realizador na sua primeira obra, e pela prestação de Hoffman.
No competo geral estamos perante um filme justo, mas que parte à partida como o parente pobre dos vertices nomeados para o Oscar, sendo o mais que justo oscar ao actor um prémio de consulação de um filme que certamente nunca esperou chegar tão longe!!!

O melhor: Hoffman para o OSCAR

O Pior: Apesar de tudo esperava muito mais de um filme tão consensual, aquela personagem merecia um filme mais apaixonante!!!

Avaliação B-

Match Point

Starring:
Brian Cox, Matthew Goode, Scarlett Johansson, Emily Mortimer, Jonathan Rhys-Meyers
Directed by:
Woody Allen

É consensual que nos ultimos tempos Allen estava arredado dos grandes filmes, apresentando sucessivamente filmes simples, com pouco fundo e sustentado em dialogos filosóficos e cheios de sentido, capazes de agradar os fás do autor mas incapaz de entrar no goto de todos os outros. Pois bem com match point allen corta com quase todo o seu passado diferente, apresentando um filme mais negro, substituindo o tom cómico por um tom mais dramático a acima de tudo substituindo as palavras por gestos e expressões faciais, integrando tudo isto numa narrativa muito complexa e bem contruida. De referir ainda a mudança de cenário, a incrivél Manhatan é substituida por Londres, onde apesar da grande caracterização espacial, Allen demonstra ainda estar longe do conhecimento que tem na sua terra natal.
Assim estamos perante um filme bem contruido, sustentado numa personagem em contrução de personalidade, algo perdida em si próprio (Meyers) depois surge um misto de amor, traição, mistério, tocando ao de leve temáticas como as patologias das classes altas e o aborto.
No inicio do filme a personagem principal encontra-se a ler Dostoievsky, pois bem os paralelismos com a obra crime e castigo, do autor são mais que muitos, estando presente com grande destaque nos ultimos 20 minutos de filme.
Mas será este filme um dos melhores do ano? Na minha optica é discutivel, se por um lado o filme está bem contruido e surpreende prlo facto de ser um obra singular na carreira de um autor singular, o facto é que pouco de novo nos trás o filme, com uma história de centro algo batida em Hollywood, mesmo assim Allen faz o filme com mestria o que o retira do medianismo tradicional deste tipo de obras.
A realização de Allen é bem conseguida principalmente nos contrastes preto branco quase metaforico que vai fazendo ao longo de todo o filme. O cast é extremamente arrojado, apostado em actores jovens, e se por um lado Scarlett é garantia de qualidade, Meyers (eterno secundário em filmes épicos, mas que já tinha surpreendido tudo e todos com o andrógina Brian Slade em Velvet Goldmine) era uma aposta de risco, contudo a meu ver ganha, já que a grande expressividade facial e vocal do actor contornal alguns défices relacionados com a componete motora, principalmente a sua locumução (muito feminina!).
O argumento mesmo longe das obras primas de Allen é muito bem contruido e é com naturalidade que o vimos com uma nomeação para os OScares da academia!!!
Estamos em conclusão perante um filme que teve o maior reconhecimento critico de Allen desde "As faces de Harry",e quem sabe o renascimento do autor noutro género.

O melhor. A capacidade de Allen surpreender quer na comédia quer no Drama

O Pior. Perde-se na fase intermédia do filme, penso que uma maior exploração dos conflitos finais da personagem poderiam enriquecer o filme

Avaliação - B

Sunday, February 26, 2006


My Date With Drew

Starring:
Brian Herzlinger (II), Corey Feldman, Jon Gunn, Brett Winn (II), Kerry David
Directed by:
Brian Herzlinger (II), Brett Winn (II), Jon Gunn

O documentário mais que um conjunto de imagens é uma expreriencia pessoal, neste caso particular é a busca de um sonho, a transposição cinematografica daquilo a que se chama Fã, neste caso um jovem que apos ganhar um concurso, resolve investir todo o dinheiro ganho na realização de um documentário que tem como objectivo obter um encontro com a estrela de cinema Drew Barymore, depois encontrámos uma serie de estrategias e situações que nos levam a um aproximar consequente da actriz, sempre com as barreiras quase intrasnponiveis que os separa, assim encontramos, o tipico americo nerd em busca de um sonho tão pouco objectivo como conhecer a Drew Barrymore.
As dificuldades vão crescendo com o passar do tempo, quer pelas barreiras sociais que separam estes astros da sociedade comum, quer de caracteristicas pessoais do proprio mentor do projecto, contudo no final observamos que as estrelas mais nao passam de pessoas comuns e que o sonho dele não passava de um encontro comum entre duas pessoas.
Assim passamos 90 minutos de bom entertenimento com gags de grande comicidade, espelhados na esperança do mitico Brian (mentor principal do projecto), que nos leva a seguir as suas emoções e frustrações.
Contudo penso que no caso de documentários uma necessidade social deve estar subjacente, já que nada de novo se aprende com este filme, onde nao somos nada mais do que testemunhas da realização de um sonho de uma pessoa singular sem qualquer aprendizagem subjacente, ou seja estamos perante uma obra algo egoista

O Melhor. O aproximar sucessivo à estrela

O pior: A falta de interesse que o tema pode desencadear à maioria das pessoas

Avaliação - B-

Sunday, February 19, 2006


Dreamer

Starring:
Kurt Russell, Dakota Fanning, Freddy Rodriguez, Kris Kristofferson, Elisabeth Shue
Directed by:
John Gatins

Actualmente Fanning é a unica superstar infantil da meca do cinema, capaz de rodear projectos de grandes dimesões á sua volta e em numero considerável num só ano. Dreamer é mais um desses projectos, centrado na tentativa de rentabilizar a imagem e o talento da pequena Dakota num produto de mercado apetecível. A tudo isto reuniu um elenco bastante eficaz e uma história que apesar de repetida, demonstra mais uma vez a fabilidade do Happy ending desportivo dos filmes.
Assim somos transportados para america profunda onde esta cimentada a paixão pelas corridas de cavalos,e onde esta é transmitida desde a infância, contando-nos uma historia sobre relações pais filhos, mas acima de tudo na capacidade unica das crianças terem esperança que por vezes a racionalidade nos inibe de ter, sem que sempre tenhamos razão nesse sentido!!!
Contudo o filme é um parente demasiado pobre de filmes do género (seabiscuit por exemplo), baseando todo o seu argumento num conjunto de situações quase familiares e num esteriotipo exagerado de personagens que por nos coloca algumas duvidas sobre o real alcance do sub titulo do filme (inspirado em factos reais)
Na minha opinião estamos perante um filme de domingo á tarde, que muitas vezes iremos ver repetidos em matines das nossas televisões, com o entertenimento que lhes esta adjacente, mas também com todos os vicios e falhas que lhes são caracteristicas. Ou seja um filme orientado para a capacidade das crianças encontrarem em alguns filmes inspirações para concentrarem os seu sonhos.
De realçar por ultimo mais uma vez o talento de Dakotta Fanning, sem duvida a maior esperança da actualidade na septima arte, capaz de brilhar num filme onde contracena com um grande numero de veteranos sempre de forma a abrilhantar cada cena em que participa

O Melhor. Alguma cumplicidade entre as personagens, com particular destaque entre os hispanicos e a pequena Kel

O pior: Tudo e demasiado cor de rosa, o que nao permite nem consistencia do argumento e de certa forma a simplicidade de movimentos nao conduz a grande satisfação do espectador

Avaliação C

Friday, February 17, 2006


Transamerica

Starring:
Felicity Huffman, Kevin Zegers, Fionnula Flanagan, Graham Greene, Elizabeth Peña
Directed by:
Duncan Tucker

Este foi sem sombra de duvida um ano para abalar com as mentes mais conservadoras de Hollywood, se por um lado Brockeback Mountain veio quebrar o tabu da Homossexualidad, este Transamerica veio dar alguma luz sobre um tema tão controverso como a transexualidade, contudo longe do brilhantismo do primeiro.
Assim deparamo-nos perante uma personagem na ultima fase da transição genital, quando descobre que é pai de um adolescente que se encontra abandonado, a partir deste momento estámos perante um "road movie" pouco interessante com situações limites, mas com uma pobreza de dialogos (normalmente o melhor deste tipo de filmes) que torna a viagem algo penosa. Outro aspecto extremamente pesado no filme é o exagero de certas situações que colocam personagens nos extremos opostos da sensibilidade e da brutalidade, não permitindo uma caracterização eficaz das personagens, principad destaquel para o jovem adolescente neste aspecto.
O tema da transexualidade é exposto de um ponto de vista mais fisico, ja que e apesar de ser mencionado alguns conflitos psiquicos da personagem, estes são residuais quando comparados com o fisicos. Posteriormente o filme vai passando por diversos locais, como comunidade Trans, ou mesmo a familia de origem da (o) protagonista, demosntrando alguns dos dramas familiares produzidos por este processo, contudo as personagens, com a excepção de Bree (huffman), parecem extremamente esteriotipadas, e retiradas de um telefilme. O conceito de telefilme esta presente de uma forma clara quer na realização quer no argumento, que por alguns momentos (principalmente iniciais), toca ligeiramente nos filmes indies de qualidade de Hollywood, mas que logo se esbatem noutro sentido
Quase todo o valor do filme esta preenchido pela espetacular representação de Felicity Huffman, capaz de nos duvidar por momentos da sua sexualidade, fazendo um esforço fisico tremendo, para o qual contribuiu um espetacular trabalho de caracterização. è de realção o esforço e a coragem da actriz, ao assumir um papel de transexual, mesmo tratando-se de uma mulher (realce para a auto estima).

O melhor do Filme. Felicity "SHow" Huffman

O Pior. O esteriotipo criado em quase todas as situações e que tem o seu ponto maximo nas personagens (a memoria o rastaman).

Avaliação C

Wednesday, February 15, 2006


Hostel


Starring:
Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Jan Vlasák, Barbara Nedeljáková
Directed by:
Eli Roth

A marca Tarantino, costuma ser sinonimo de grandes dialogos e imagens miticas, pois bem desde logo, e tendo em conta que Tarantino é um dos mentores deste projecto, desde logo se percebe que este pouco ou nada teve a ver com o argumento, parco em qualidade e profundidade tentando atingir o limite do horror, chegando por vezes ao doentio, passando muitas vezes o absurdo.
Muitos foram os que criticaram a obra inicial de Zombie, (casa dos 1000 cadavers), por ser uma obra sádica que se limitava a transmitir imagens profundamente crueis, pois bem este filme parece animação quando comparado com este pesadissimo Hostel, onde um grupo de amigos em Interail, dá de caras com uma empresa que satisfaz o prazer sádico dos seus clientes com os seus mais interiores desejos, carregando imagens cruas por que nos faz por diversas vezes esconder detrás das nossas mão!!! Assim encontrámos um filme muito semelhante a muitos dos titulos de terror frequentes todos os anos nas salas de cinema, com a diferença que o realizador leva ao limite o propósito de assustar e em grande medida impressionar o espectador, oferencendo uma das obras mais sádicas e crueis do ultimos tempos. O que nos leva por vezes ficar impressionados com o excesso doentio de determinadas sequencias. O positivo do filme acaba por entrar nesse excesso, que acaba por ser arriscado e surpreender por diversas vezes o espectador que nunca espera descer ao nivel que Hostel desce.
Contudo e apesar de ter algumas boas ideias a mão de Tarantino é totalmente imperceptivel ao espectador, parecendo que esta aproximação mais nao foi do que algo puramente publicitário, ou então foi num dos colapsos imaginativos deste.
A realização está longe de ser eficaz, optando por planos demasiado curtos e que de alguma forma inibem algum do horror que o realizador que fornecer, sendo que por diversas vezes esta opção (planos curtos) provocam imagens completamente impressionantes capaz de ferir muitos dos imperssionaveis.
O cast está muito longe de um nivél mediano de qualidade optando, como muitos dos filmes do género, por actores jovens onde se destaca Hernandez em claro desacelaração, depois do fulgurante inicio, secundarizado por secundários totalmente desconhecidos
De referir uma tendência que se está a tornar comum em Hollywood de descrever o leste europeu, como um submundo sem qualquer tipo de humanidade sendo claramente xenofobo e preconceituoso, na forma como o descreve, fugindo de uma forma radical da realidade que diverge em grande parte da caracterização catastrofica que por mais de uma vez foi efectuada (eurotrip por exemplo)
O excesso de sangue que resultou em Kill Bill, desta vez aparece como desajustado já que os objectivos e os principios são totalmente diferentes.

O Melhor: Quem gostar de filmes de terror nunca vai dizer que este filme nao e um bom representante do Género

O Pior: A carnificina tem limites, e claramente hostel excedeu!!!

Avaliação C-

Monday, February 13, 2006


O Segredo de Brockback Mountain.

Starring:
Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway, Linda Cardellini
Directed by:
Ang Lee

Este ano, desde logo fica marcado pela ambição e a coragem de ang Lee, em centrar a luz da ribalta numa história de Homossexuais com contornos de infedilidade, tudo num dos filmes mais aclamados do ano 2006, e o mais que provavelmente vencedor do Oscar de melhor filme da Academia!!!

Mas é este filme o melhor filme do ano? desde logo a minha opinião vai num sentido diferente, primiro porque apesar de ser rotulado de um filme de amor, parece-me estarmos perante um filme sobre a solidão, sobre a inadaptação a uma cultura, tudo numa compilação arriscada e acima de tudo provida de uma intensidade emocional acrescida, contudo parece-me que a extraordinaria aceitação do filme se baseia num anuncio da capacidade de aceitar filmes que abordem temas polemicos como a homossexualidade,.
Os pontos fortes do filme acentam na realização estupenda de Lee oferecendo um autentico postal ilustrado capaz de espantar toda a gente, construido sobre uma fotografia magnifica e também numa direcção artistica brilhante, contudo existe algumas falhas principalmente na caracterização fisica das personagens o tempo não passa da mesmo forma para todas as personagens, bem como numa delimitação temporal algo defeituosa!!! Mesmo assim estamos perante um filme intenso, capaz de povocar emoção nos epectadores e também algum repudio principalmente nas cenas homossexuais :=)

O Melhor: Lee com um vituosismo quase irrepetivel!!!

O Pior: A delemitação temporal muito deficitaria nao permite que o publico tenha a noção do tempo que decorre entre as cenas

Avaliação B+

Sunday, February 12, 2006


Memórias de uma Geisha

Starring:
Ziyi Zhang, Ken Watanabe, Gong Li, Michelle Yeoh, Youki Kudoh
Directed by:
Rob Marshall

Este foi sem sombra de duvidas um dos filmes mais aguardados do ano, já que por um lado muita gente tinha curiosidade em ver a adaptação de um dos romances mais conceituados dos ultimos tempos, baseado numa cultura algo secreta para a sociedade ocidental,e depois esperava-se com grande curiosidade a segunda obra de Rob Marshall depois de ter arrebatado as estatuetas com o sempre discutivél Chicago.
Assim a primeira impressão que fica é um grande desalento, primeiro porque para quem não leu o best seller, esperava uma história mais consistente e por outro esperava-se que Marshall consagra-se uma Marca de autor que deixou em aberto depois da forma surpreendente como realizou Chicago. Assim encontra-mos um filme baseado numa cultura estranha para qualquer europeu, centrado numa epoca diferente! um dos pontos fortes do filme é a envolvência que consegue transmitir ao espectador, caracterizando de uma forma bastante especifica a cultura e o dia a dia das gueishas, provocando desde logo a discussão em torno da etica ou não daquela tradição, contudo esta caracterização é efectuada em deterimento de uma caracterização de personagens que vão passeando pela tela sem sabermos muito bem quem são e o que fazem (principalmente as secundárias), também a caraterização de espaços é bastante deficitária no filme que conduz a que o espectador dificilmente se consiga colocar espacialmente no filme, conduzindo a alguma desorientação que precorre o filme todo. Os pontos fortes do filme assenta em grande parte na componente técnica de excelência, principalmente na concretização de cenários e direcção artistica, proporcionando modelos de rara beleza!
O argumento do filme apresenta na minha opinião alguma falta de fio condutor, bem como alguma falta de contextualizações, apesar de rico na caracterização cultural e temporal, sendo que a história de base parece nos limitar a uma descrição cultural nao demarcando nenhum tipo de filme nem se assumindo em nenhum género
A realização e conseguida, empregando um colorido interessante dando primazia a um espetaculo visual contruido a partir de uma direção artitistica que permite planos de grande brilhantismo.
No que diz respeito às interpretações, estas apesar de toda a polemica que envolveu a escolha de actores chineses para a descrição de uma história niponica, estas são bastante positivas a que não será indiferente o facto de nos papeis principais estarem nada mais nada menos do que os actores asiaticos mais talentosos na actualidade.

O Melhor. Os aspectos mais técnicos do filme, principal destaque para a direcção artisitica

O pior As expectativas de uma mega produção baseada num livro conceituado, tinha de resultar num filme que fosse muito mais que o mediano, pois esta não e mais que isso

Avaliação - C+

Walk thr Line

Starring:
Joaquin Phoenix, Reese Witherspoon, Ginnifer Goodwin, Robert Patrick, Ginnifer Goodwin
Directed by:
James Mangold

Está em voga, os biopics dedicados aos musicos que marcaram o seculo passado, como Ray Charles, estando em projecto já obras dedicadas a Bob Dylan e Marvin Gaye, sendo que 2005 ficou marcado por este Walk The Line, baseado na autobiografia de um dos maiores musicos Country de sempre Johnny Cash, incidindo sobre a sua relação intensa com a sua esposa de longa data June Carter, encontrámos um tipico biopic, com o romentismo tipico destas obras oferecendo uma imagem de coragem do cantor, bem como a tradução de uma relação que mais parece retirada das histórias de encantar. Este filme tem como a sua maior vantagem o facto de estar contextualizado num ano claramente fraco no que refere a obras de autor o que o coloca em boa posição para uma aceitação critica e acima de tudo surpreendente boxoffice. Mesmo longe de ser um grande filme visto ser demasiado linear ou até mesmo romantico, acabamos por estar perante uma obra rigorosa e academicamente bem feita, sendo que Magnold não dispõem de um virtuosismo que lhe permita voos mais altos, ficando algo aquém de obras como "Ray" (inevitável comparação).
O filme acaba por longos períodos por se centrar na vertente musical do cantor parecendo por vezes tratar-se de uma coleção de actuações do próprio, em deterimento de alguns factos históricos que poderiam ter enriquecido o argumento do filme, demasiado linear para ser considerado uma obra singular. Apesar de tudo estámos perante um filme que se destaca da melancolia de grande parte das obras do ano, apesar de na minha opinião estar ainda longe do brilhantismo necessario para concorrer aos diversos prémios.
O grande ponto alto do filme acenta nas memoraveis prestações dos protagonistas, caracterizando de uma forma excepcional as personagens principais oferecendo algumas das melhores interpretações dos ultimos anos, com ambições legitimas a ambicionar os prémios da academia, principalmente Witherspoon que apesar de menos brilhante do que o seu colega de elenco a menor exigência relativamente ao oscar para interpretação feminina mais facilmente lhe abrirá a porta do galardão.
Estámos assim perante um filme que responde com rigor ás necessidades do biopic, homenageando um dos artistas mais queridos dos americanos, oferecendo uma hitoria de amor que facilmente conquista o coração de quem o vê, apesar de faltar algum brilhantismo de um argumento demasiado simplista para as ambições do filme
Mangnold consegue uma realização eficaz, principalmente nos planos de palco e das expressão de Cash nas actuações.

O melhor: As interpretações, das melhores que há memória

O Pior: Talvez Cash tivesse uma vida que poderia resultar num filme mais brilhante se fugisse a algum academismo em demasia caracteristico deste filme

Avaliação B-

Saturday, February 11, 2006


Good Night and Good Luck


Starring:
David Strathairn, Robert Downey Jr, Patricia Clarkson, Ray Wise, Frank Langella
Directed by:
George Clooney

Considerar este filme, uma filme politico parece-me em longo termo um acto demasiado limitativo para o filme em causa, o que se trata neste filme é a coragem, que por vezes é necessário em defesa de uma comunicação social que sirva o seu principal objectivo, ou seja informar, é a tentativa do cinema pedir desculpas por muitas vezes se servir de propaganda politca barata, mesmo que para isso engane o próprio alvo do objecto.
Good night and good luck aparece assim como uma das grandes surpresas e sucessos criticos, conseguindo-se impor (mesmo tratando-se de um filme de pequenas dimensões) na corrida para os OScares onde obteve algumas nomeações entre as quais melhor filme, realizador e actor principal.
A grande vantagem deste filme e a força das personagens e conseguir lutar contra um poder instituido em defesa de ideais, mesmo que as consequencias sejam por vezes nefastas para qualquer um, traduzindo e caracterizando de uma forma bastante objectiva os cenários e as vivências por detrás das televisões na decada de 50, Cloonley apostou num cinema de autor, por vezes muito diferente das suas opções como actor, entrando em terrenos como politica nacional, politicas empresariais internas com um sentido critico muito presente, quase gritando liberdade para o poder instaurado nos diversos meios de comunicação. POde não se tratar do melhor filme do ano, concerteza que não o será contudo a coragem de Clooney merece esta recompensa critica, pela forma objectiva com que montou este drama politico nao caindo na complexidade exagerada dos titulos tipicos deste género, nem tão pouco em ritmos demasiado lentos para o ritmo cardiacos do espectador.
A realização de clooney é uma das grandes mais valias do filme optando por grandes planos da personagem principal recriando autenticas fotos de epoca, também o argumento é bastantante conseguido e ambicioso, sendo que o ponto de excelencia do filme assenta no magnifico desempenho David Strathairn conseguindo personificar uma personagem tão mitica e complexa como Ed Moore. (mais que justa a nomeação)
Temos então aqui um filme ambicioso que ganhou na coragem a sua mais valia e que o colocou na roda da frente do cinema em 2005

O melhor. A realização, a defenição de planos e quase todo o elenco

O Pior: A duração do filme nao permite um filme com a complexidade por vezes exigida nos filmes deste tipo, e claro a persistência de Clooney (actor bastante mediocre na minha opiniao), de actuar nas suas obras


Avaliação B+

Wednesday, February 08, 2006


Derailed - Pecado Mortal

Starring:
Clive Owen, Jennifer Aniston, Melissa George, Vincent Cassel, Xzibit
Directed by:
Mikael Håfstrom

O thriller, é um género muito arriscado de fazer em Hollywood, onde ou se atinge niveis muito elevados, ou corre-se o risco de ser bombardeado por uma crítica feroz, o que aconteceu com este Derailed, que apesar de longe da qualidade dos grandes filmes deste género, está longe de ser tão mau como a critica aponta, reportando-nos a um filme interessante que aos poucos vai desvendando, os diversos mistérios bem construidos, apesar de por vezes estes se tornarem algo previsiveis, mesmo assim estámos perante uma história bem construida, e com preocupação em não deixar o espectador indiferente, mesmo que por vezes seja por maus motivos (principalmente em alguns buracos não preenchidos do argumento), mesmo assim encontramos um filme justo, eficaz, que apesar de não ultrapassar o mediatismo destas obras não desaponta o dinheiro dispendido na sua visualização, apesar do extremo excesso de coincidencias e de sentido de oportunidade dos momentos finais do filme que o torna um pouco exagerado na forma como a personagem principal consegue articular todo o seu plano sem qualquer tipo de contrapartida, mesmo sendo este plano de execução dificil, parecendo no filme algo de muito básico (momento totalmente Mcgyver)
A realização parece ser dos pontos menos eficazes do filme optando sempre por planos curtos que pouca beleza passa para o filme, ficando muito aquem das fabulosas realizações dos magos do thriller como Fincher, não transmitindo qualquer ritmo, chegando por vezes a servir de travão ao desenvolvimento do filme.
O argumento apesar de bem construido aparenta alguns furos graves e situações explicadas de uma forma demasiado pragmatica, podendo não convencer nem satisfazer o espectador.
Quanto ao elenco, ele na sua generalidade acaba por cumprir, apesar de mais uma vez Aniston, estar longe do protagonismo que os estudios insistem em dar-lhe, não variando muito a postura mesmo em personagens algo disitntas do normalmente apresentadas, como neste caso, mesmo assim Owen acaba por entrar num registo onde se familariza bastante bem ( a semelhança do seu Dwigthy em sin city), e Cassel eficaz no seu psyco.

O melhor: O regresso aos finais surpreendentes cada vez menos comuns em hollywood

O Pior: Apesar de não ser dos piores thrillers efectuados, concerteza nunca entrará nos melhores, pois tem muitos buracos no argumento

Avaliação C+

Tuesday, February 07, 2006


Cheaper By the Dozzen 2 - Há duzia é mais barato 2


Starring:
Steve Martin, Bonnie Hunt, Piper Perabo, Eugene Levy, Hilary Duff
Directed by:
Adam Shankman

Muita gente se pergunta porque razão se fazem determinas dequelas, e esta não foge a esta questão!!! Muito embora o primeiro titulo da saga tenha sido um estrondoso sucesso, sustentado num elenco recheado de caras bem conhecidas, a aceitação e a critica foram bastante duras !!! Contudo nada os inibiu de apresentarem uma sequela, em muito parecida com a primeira mas ainda bastante mais simplista e básica, caindo por vezes no estupidificante, substituindo algumas das dificuldades da grande familia, por uma competição patética com outra familia, entrando num registo pastoso e raramente com piada, pegando em piadas ja muito vistas e integrando-as naquele registo tipico do primeiro filme. O filme volta a resultar bem junto do publico, com um box office bastante aceitavel continuando a defraudar a critica entregando-se ao mais facil esquecendo partes tão importantes para um filme como o argumento, apostando na imagem popular de alguns dos actores por vezes desprovidos de qualquer tipo de talento como Duff e principalmente Levy (sempre no registo mais irritante de actualidade cinematografica)
O filme apresenta-se como uma comédia familiar, que normalmente pouco faz sorrir o espectador, acabando por ser leve demais para criticas mais profundas ja que o filme nunca adquire qualquer tipo de complexidade, mantendo-se sempre num registo muito low, que por vezes irrita o espectador pela falta de ambição do filme e pelo constante deja vu que este provoca pela sua falta de originalidade
O cast apesar de chamativo, mais uma vez retira o pior dos actores (ja de si maus), com steve Martin de tal forma irritante e primário que por vezes chega a enojar o espectador secundarizado por um bando de actores pop stars, com registos ao seu nível, salva-se Hunt, com uma maturidade que contribui para os melhores momentos do filme, principalmente na forma romantica como abora o tema da (mãe como equilibrio familiar)...

O Melhor. Apesar de tudo a familariedade que acabos por ter com a familia...

O Pior. A total falta de origninalidade e de qualidade do argumento que com actores de qualidade mediocre só poderia dar em desastre

Avaliação - C-

Monday, February 06, 2006


Rumor Has It... - Dizem por ai.

Starring:
Jennifer Aniston, Kevin Costner, Shirley MacLaine, Mark Ruffalo, Richard Jenkins
Directed by:
Rob Reiner

A comédia romantica é um género bastante apreciado pelas bandas dos EUA, ainda mais quando lhe anexam um argumento simplista, tendo em Rob Reiner um dos seus maiores criadores, contúdo este apresenta actualmente uma forma muito débil, com titulos como "Raising Helen" e principalmente com este "Rumor has it...", um filme que nos trás coincidências em volta de uma familia, com uma atitude simples relativamente ao pressuposto principal do "true love" a grande falha do filme é relativo á falta de graça do filme que rapidamente entra numa saturação maxima da paciencia do espectador que aborrece-se com a falta de charme das personagens, entrando numa serie de acções sem graça, que se sucedem a um ritmo de cruzeiro culminando com uma moral barata, caracterizando um filme fraco,e muito aquem dos grandes titulos do género, acentado numa base pouco coesa e acima de tudo numa realização que denota alguma falta de empenho do veterano realizador.
Contudo o grande buraco do filme esta no cast, completamente falhado, sustentado numa Jeniffer Aniston que não consegue fazer uma transposição eficaz para o cinema, restringindo esta passagem a filmes de classe baixa, e com personagens semelhantes em todos os aspectos, faltando também algum charme fundamental neste tipo de personagens, os secundários também se encontram num registo muito mediocre principalmente Ruaffalo, com capacidade muito desaproveitadas nas suas ultimas escolhas, precisando rapidamente de uma lufada de ar fresco para o reanimar em papeis como o de "last Castle", enfim mais um filme que nada mudaria se nao tivesse sido produzido

O Melhor: A defesa do true love, e nao daquele amor que cai do ceu tipico dos filmes dos EUA

O Pior: A forma como o argumento é montado demasiado sem graça para este tipo de filmes

Avaliação - C-

Sunday, February 05, 2006


Munich

Starring:
Eric Bana, Daniel Craig, Geoffrey Rush, Mathieu Kassovitz, Ciarán Hinds
Directed by:
Steven Spielberg

O maior cineasta da actualidade, regressa ao cinema de autor, o aguardado Munique, que relata a História da Vingança dos Israelitas depois dos atentados aos atletas nos JO de Munique, contudo é "Munique" é muito mais do que um filme sobre um facto histórico, e acima de tudo uma visão (discutivel) sobre um das questões Politicas da mundo moderno, bem como no contra respopsta do terrorismo, por vezes impossivel de perceber e cima de tudo incapaz de visualisar um termo a este mesmo ciclo.
Mas é este filme a obra prima de Spilberg? Não de maneira alguma, Spilberg apesar de criar com um claro rigor a cultura europeia dos anos 70, e de conseguir apresentar um filme grandioso, muito bem realizado, com uma grande capacidade de prender o espectador à cadeira durante os longos minutos do filme. Contudo longe do brilhantismo de obras como A Lista de Shindler, Spilberg aposta num filme que apesar de poucos vicios de produção aparece com uma grandeza capaz de competir com os maiores filmes deste ano, na capacidade de surpreender.
Mas quais são as grandes vantagens do filme, desde logo a reconstrução temporal do filme, depois a forma impressionante de spilberg realizar, oferecendo um realismo quase assustador em algumas imagens, colocando o dedo numa ferida por vezes completamente esquecida pelos estudios de Hollywood, pena e que spilberg não tenha a isenção necessária para promover este filme a uma das maiores obras politicas do cinema. O ponto fraco do filme é a crescende complexidade do mesmo, e a clara falta de isenção de Spilberg na forma como aborda a história, mesmo querendo dar essa ideia, esta nunca se traduz na realidade das imagens
Assim observamos um dos concorrenter mais fortes aos oscares, apesar de na minha opinião faltar algum brilhantismo para sair da cerimónia como vencedor, mesmo assim fica algum sabor a injustiça pelo desprezo da actuação de Bana, merecedor quem sabe de uma nomeação, já que por diversos momentos o filme acenta na sua capacidade dramática.

De referir ainda a excelente banda sonora que permite contextualizar muito bem o filme.

O Melhor: A capacidade extraordinaria de Spilberg realizar, transformando os seus filmes em obras de um realismo inultrapassavel

O Pior: O filme é demasiado complexo acabndo por vezes se perder na angustia da personagem principal

Avaliação: B +

Friday, February 03, 2006


Bloodrayne

Starring:
Kristanna Loken, Michael Madsen, Michelle Rodriguez, Ben Kingsley, Matthew Davis
Directed by:
Uwe Boll

Cada vez que Uwe Boll, faz um novo filme, Hollywood quase que treme com receio do que de lá pode sair, este alemão fanático por transposições para o cinema de alguns dos mais famosos video games é responsável por alguns dos piores momentos cinematográficos dos ultimos dois anos, primeiro com "House of the dead" e depois com o horrivel "alone in the dark". Pois bem Boll consegue ainda descer mais fundo neste horripilante Bloodrayne, uma mistura de filme de epoca com vampiros, com personagens sem qualquer tipo de densidade, com uma história (ou falta dela) muito vaga, e acima de tudo com uma incapacidade de interação entre as personagens, que transforma os dialogos do filme num completo festival de homenagem ao ridiculo, assim estámos perante mais uma obra completamente deprimente de Boll, mais uma vez completamente ignorada pelo público, e massacrada pela crítica, fenomenos que já começas a tornar-se habituais sempre que o realizador (se é que se pode chamar isso) lança um novo filme.
Um dos principais problemas do filme ou na filmiografia de Boll, acenta no facto deste ainda não perceber que um filme nasce e deve se basear na forma interactiva com que as personagens actuam, e não num bom principio (também inexistente neste filme), nem tão pouco num video game, que tem propósitos diferentes de um filme!!!
Assim observamos mais uma tentativa frustada de adaptação de um video jogo ao cinema que nos faz perguntar quantos mais vamos ter de aguentar!!!!
Outra das facetas de Boll, e uma escolha de cast sustentada nas profundezas de Hollywood optando por actores em fase decadente da sua carreira contribuindo desta forma para um maior degredo das mesmas!!! Neste caso observámos Kristiana Loken (sim a androide de T3 que nunca mais tinhamos visto,) Madsen (que só consegue ganhar algum folego graças à dupla Rodriguez - Tarantino), e o já á muito desaparecido Billy Zane, (até Meat Loaf ajuda neste pobre espectaculo). Assim nem o talento de Kingsley (com cada vez piores escolhas na sua carreira, Thunderbirds, Sound of thunder e este em dois anos algo se passo com o senhor) é aproveitado aparecendo num registo excentricó-ridiculo....
Assim encontramos o Underworld de serie B se é que isto pode existir,e que concorre desde cedo para o galardão de pior filme do ano

Boll para por favor esquece os projectos porque as expectativas estão bem baixas....

O melhor: A capacidade de Boll colocar as nossas expectativas tão baixas para o seu proximo filme podem ser benéficas na analise que lhe vai ser feita.

O Pior: Tudo, com particular destque para os dialogos do filme transformando numa patetice heroica pegada, e que nos faz perguntar porque razão os estudios ainda pagam por filmes deste senhor!!! estes exemplos nao são razao de sobra para dizer basta!!!

Avaliação D-

Wednesday, February 01, 2006


Hustle and Flow


Starring:
Terrence Howard, Anthony Anderson, Taryn Manning, Taraji Henson, D.J. Qualls
Directed by:
Craig Brewer

Todos os anos, diversos nomes novos surgem no panorama de hollywood, contudo a revelação deste ano é sem poucas duvidas Terrence Howard, e em muito o deve a este hustle and flow. Depois de diversas aparições secundárias Howard conquista o público no papél do chulo rapper D. Jay em busca do sonho americano. este é o pressuposto do filme a busca do sonho de um "Chulo" rodeado das suas meninas, apostado em triunfar no dificil mundo da RAP Muscic.
O filme pouco ou nada trás de novo, apostado em satisfazer de uma forma clara e simples o público, (o que acabou por acontecer, sendo mesmo considerado o melhor filme drama do publico no famoso festival de sundance) através da busca do American Dream mesmo que este esteja instalado no lado negro da sociedade. Dotado de um vocabulário algo pesado, e com a moral do tudo por um sonho, o filme acaba por se traduzir numa obra bem feita, contudo sem o brilhantismo que o entusiasmo cirundante ao filme fazia prever, estando perto de filmes como 8 mile, ou mesmo get rich or die tryng...

A grande vantagem do filme assenta em primeiro lugar na grande interpretação de Howard (nomeado para o oscar da academia por este filme, prémio demasiado elevado tendo em conta papeis como o de Johnny Deep na, Chocolate Factory e acima de tudo de Gyllenhall em Jarhead) misturando o seu talento vocal como rapper, com uma intensidade drámatica muito elevada, acaba por circundar o filme em volta da sua personagem precorrendo os altos e baixos da mesma. Em segundo lugar também a banda sonora acaba por ser contagiante fazendo por vezes que os espectador salte da cadeira com particular destaque 'Hard Out Here for a Pimp' também ela merecedora da nomeação para melhor música para a academia.
Assim estamos perante um filme que mesmo sem o brilhantismo de outros temas, acaba por se traduzir numa das surpresas criticas do ano, competindo com os grandes nos prémios mesmo sabendo que o seu conteudo dificilmente o coloca em pé de igualdade com estes....

O Melhor. Howard a confirmação de que um rapper pode conjugar boas capacidades vocais e saber actuar como poucos ( a nomeação já e tua)

O pior: Apesar de tudo é mais um filme em torno do american dream, com um argumento longe de convencer, e que se preocupa pouco com a consistencia do mesmo dando uma imagem muito sorridente de tudo...

Avaliação B-