Quando sairam as nomeaçoes para os Bafta todos se surpreenderam com a constante presença de um pequeno filme ingles, que ainda para mais não estava elegível para os Oscares por não ter estreado nos EUA. Ainda mais surpreendidos ficaram quando ganhou galardões importantes como melhor ator, fruto de criticas muito interessantes mas se calhar nunca no impacto deste tipo de premios. Comercialmente o filme pelo tema foi ganhando impacto e hoje talvez se tornou num dos maiores erros produtivos de lançamento pois rapidamente se percebe que poderia estar em alguns premios nos Oscares deste ano.
Sobre o filme, uma autentica liçáo sobre o SIndrome Tourette, um filme todo ele pensado sob a alçada do cinema britanico indepentente, situado nos anos 80, com uma excelente caracterizaçáo do espaço, dos maneirismos, com um tema impactante e a sob a forma como o mesmo influencia tudo a sua volta. A capacidade de impactar do filme é muito forte, naquilo que é o humor e o drama da historia real que quer contar.
O filme consegue ir buscar muito do que funciona nos melhores filmes do genero britanicos, como Billy Elliot, principalmente nos personagens secundarios, consegue acima de tudo sustentar um tema de forma ativa, muito potenciada por uma das melhores interpretaçoes dos ultimos anos, que nos leva a questionar se alguem viu o filme para perceber a estrategia a adotar para o tornar global, porque principalmente na interpretaçao seria praticamente imbativel.
Pode ser uma romantica forma de ver uma historia de vida, mas tras um assunto inacreditavel ao tema, temos um filme com diversas noances, que não é dramatico, tocando nos pontos mais fortes, num estilo britanico proprio que conduz a que temas serios sejam pensados com a descontração suficiente para os tornar impactantes.
A historia fala-nos do percurso de vida do ativista John Davidson o qual padece de SIndrome Tourette que o levou a muitas dificuldades de integração ao longo da vida e a forma como nos ultimos anos assumiu uma função pedagogica na forma como a sociedade funciona com a patologia.
O argumento do filme é incrivel no balanço emocional, nas situações que cria, na forma como estas fazem pensar o publico, mas também a forma como fornece ao mundo detalhes da doença. Mais que um filme um ensinamento.
A realizaçao ficou a cargo de Kirk Jones um tradicional realizador britanico que ja teve varios projetos mediaticos na comedia mas que falharam sempre por ser comedias simples sem grande ambições, aqui tem o projeto de uma vida, pela historia e pela escolha do seu protagonsita. Talvez va tarde para uma carreira muito consistente mas tem um projeto referencia.
O filme tem como maior feito a interpretação inacreditavel de Aramayo, todos ficaram surpreendidos com a vitora nos Bafta, mas depois de ver o filme não existia outra opção, pena que a produçao do filme nao o tenha colocado na corrida pelo oscar, o qual parece que ganharia sem grande discussão. Ficara para o ano, mas com o barulho atual sera dificil resistir mais de um ano no foco, mas não é so a melhor interpretaçao deste ano, como se calhar dos ultimos cinco anos, ainda para mais num ator que na serie Rings of Power foi um dos seus calcanhares de aquiles, incrivel
O melhor - ROBERT ARAMAYO
o pior - Pode ser uma visão muito positiva do problema
Avaliação - B+

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