Pensado há diversos anos, numa altura em que Brandon Fraser estava longe da fama pos oscar, o filme acabou por voltar a ser pensado depois da conquista do ator, num projeto japones sobre um negocio em voga na sociedade toquio, um pouco como apresentar ao mundo aquela forma de pensar. Este simpatico filme familiar conseguiu a presença em alguns festivais pre oscares, mas os resultados foram curtos, avaliações positivas mas sem entusiasmo conduziram a que o filme tivesse esperança de resultar comercialmente, o que aconteceu sem grande brilho também.
Este é um filme de apresentação cultural ao mundo, do novo mundo, numa forma onde as relações são artificiais e podem ser mesmo compradas. A forma como nos leva para um mundo diferente sob o ponto de vista de quem está perdido e quer ajudar outros a encontrar-se funciona no filme precisamente pela visão e pelo lado mais silencioso da personagem principal a procura de dar aos outros o que lhe falta a ele, e nisso o filme tem esse impacto quando segue o lado mais pausado da personagem.
Na ligação com quem a contrata o filme cai muito mais em cliches emocionais e torna-se previsivel, sem que isso tire alguns elementos que funcionem principalmente na comunicação facil com o espetador. E um filme de emoções simples, mas acaba por ser no enquadramento das personagens e da sua cultura que me parece que o filme funciona melhor nesta diade com o espetador.
Por tudo isto, não sendo um filme brilhante ou totalmente original, é um filme meritorio, na forma facil como transmite emoções. Pode ser previsivel, pode muitas vezes ter um humor pouco arriscado, mas entrar dentro de toquio profundo e a forma com que olhamos com empatia para o personagem central desolado com a sua realidade e um exercicio que o cinema deve premear.
A historia fala de um ator americano que reside em Toqui procurando emprego que não aparece, ate ao momento em que acaba por ser contratado para uma empresa de emprestimo de serviços que potencia a pessoas as necessidades familiares que não tem.
O argumento parte da ideia original do negocio, baseado em escolhas reais daquela cultura que para a maior parte de nós parece distante. O filme tem essa capacidade de escolher os elementos para tornar a disucssão intensa e com ambos os lados, mesmo que não seja muito creativo ou original, consegue comunicar bem com o espetador.
Na realizaçao temos Hikari uma realizador asiatica que tem tido bastante sucesso principalmente na televisao principallmente na direção de alguns episodios de Beef. Aqui sabe o espaço que quer ocupar a cidade grande e esse é o seu elemento mais claro. Uma boa introdução ao mundo no cinema.
No cast Fraser nao e um ator de primeira linha e aqui encaixa por ser uma fase da vida dele que representa. Nota-se que perdeu os melhores anos e que o drama e o ponto que melhor consegue transmitir. Os secundarios de base funcionam por saberem melhor o tipo de cinema oriental que o filme quer ser
O melhor - A transmissão de emoção.
O pior - Cair em demasiados cliches
Avaliação - B

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