Saturday, February 07, 2026

The Housemaid

 Quando um dos livros mais vendidos dos ultimos anos se transforma numa produção de Hollywood com algumas das figuras mais mediaticas e comerciais da atulidade seria fácil perceber que seria um estrondoso sucesso de bilheteira, ainda para mais quando a critica, ao contrário do habitual neste tipo de adaptações teve longe de ser violenta e negativa para o filme, que conduziu a um dos maiores sucessos comerciais do final do ano.

Sobre o filme podemos dizer que temos diferentes fase, a primeira acaba por não ser a parte mais facil do filme, posiciona as personagens nos extremos se calhar preparando o que vem em seguida, mas tudo acaba por parecer muito artificial em vãrios aspetos, aqui o filme funciona na preparação do impacto, mas é o momento em que se transforma num filme de qualidade menor nos diversos elementos.

Com a revelação central, neste caso o twist vem a meio do filme e não na sua conclusão, ficamos com a sensação que o filme ganha intensidade, sendo a grande beneficiada a personagem central, que ganha força, protagonisma e carisma que conseguem levar o filme para um thirller de acção eficaz, que entertem, mesmo que caia em muitos cliches e exista personagens que na essencia não existem.

Para quem não leu o livro fica a ideia que um razoavel filme de entertenimento um thriller muito baseado em alguns filmes dos anos 90, sendo que como habitual os fieis aos livros criticam como sempre alguma falta de congruência com o texto, mas penso que isso não tira a capacidade comercial que o filme revindica.

A historia fala de uma ex presidiaria que consegue o emprego como criada de uma casa de um casal rico, em que a mulher passa por dificuldades mentais aparentes e cujo homem e o sonho de qualquer mulher, até ao momento em que a relação extra conjugal começa.

O argumento do filme baseia-se numa historia com a premissa do filme, muito centrada num twist eficaz que enquanto filme e bem preparado. No inicio demasiados cliches nas personagens tornam o filme um pouco pastilha elastica, mas recupera na parte final.

Na realizaçao Feig regressa à intensidade que tinha tido no primeiro Simple Favor, alias nota-se a preocupação do realizador em ir buscar um cultura atual na representação do espaço, formas de vida e mesmo das personagens. Nao e uma realização com muito risco, mas o experiente realizador consegue dar a intensidade que quer dar.

No cast o filme funciona principalmente no feminino, a dualidade de Sweeney que me parece muito mais do que uma simples sex symbol funciona, sendo que na parte final demonstra alguma força para ser uma atriz de ação competente. Seyfried esta numa forma muito interessante de uma atriz que demorou a assumir valencias dramaticas relevantes mas que tem conseguido, sendo o melhor do filme. Pior Sklenar, a falta de recursos principalmente dramaticos é clara, sendo que na intensidade final melhora.


O melhor  - O twist leva o filme para um patamar maior

O pior - O inicio com cliches demasiado sublinhados


Avaliação - B-

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