Monday, February 02, 2026

Wicked: For Good

 Um ano depois do cinema ter ficado deslumbrado com a adaptação de Wicked ao cinema pela sua riqueza visual, musical e mesmo interpretativa, surge a sua conclusão, num filme que foi de forma deliberada dividida em dois filmes que deixou a conclusáo para este filme. Com agua na boca e principalmente porque a maior parte dos elementos do feiticeiro de Oz aparecia neste filme foi com alguma deceção que surgiram as primeiras criticas, muito menos entusiasmante que o primeiro. Comercialmente os resultados foram consistentes mostrando que esta foi uma aposta grande e de sucesso de estudio.

Sobre o filme podemos dizer que o que o primeiro filme tem a mais, concretamente o trabalho total nas personagens, algum humor e o efeito surpresa do nivel estetico do filme torna-se esbatido num filme que tenta ir muito rapido aos seus elementos mais impactantes e acaba por o filme perder a dimensão, a coesao e trabalhar bem esses elementos e o filme fica claramente mais vazio.

O filme continua a ser bem feito tecnicamente com uma riqueza visual que poucas vezes assistimos, momentos musicais interessantes embora na mesma linha que o primeiro filme, boas interpretaçoes, mas parece obvio que o filme é claramente inferior ao primeiro filme, porque perde o elemento surpresa e o lado da conclusao merecia um impacto que o filme não consegue ter, fica a sensação que tudo poderia funcionar melhor.

Mesmo assim como bloco completo temos um bom filme, tecnicamente um filme com muita capacidade, artisticamente de primeiro nivel. Podemos dizer que e inferior ao primeiro, mas tambem me parece que se calhar o filme nao devia ter sido separado, porque o impacto seria maior. Nao sendo um filme perfeito e uma boa utilização de meios para uma homenagem do cinema a um dos maiores musicais de sempre

A historia marca a conlusao de Wicked, concretamente a forma como a bruxa verde tenta colocar em causa os intuitos dos governadores de Oz mesmo pensando que toda a população a quer matar.

O argumento do filme é menos trabalhado do que o primeiro filme, nas personagens, no desenvolvimento o torna ao de leve alguns dos aspetos fundamentais da historia. Temos o impacto das decisoes fundamentais mas fica a sensação que poderia ser mais trabalhado.

Chu surpreendeu o cinema com a abordagem estetica do primeiro filme, e aqui volta a ter a mesma assinatura, com menos impacto ja que era uma sequela torna o filme mais espetacular, mas fica a ideia que a separação diferencia o conteudo dos dois filmes, mas isso e uma escolha produtiva mais do que realizaçao.

O cast tinha funcionado no primeiro filme e Grande volta a ser o melhor elemento, musicalmente mas tambem nos maneirismos fortes de GLinda. Erivo e musicamente forte, a nivel interpretativo nao tanto e Bailey perde claramente do primeiro para o segundo filme.


O melhor - A riqueza visual de todo projeto

O pior - Menos denso narrativamente quando aqui estava o maior conteudo~


Avaliação - B-

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