Friday, February 13, 2026

The Choral

 Nos finais dos anos surgem sempre titulos pequenos, mais tradicionais que pela data de lançamento fica sempre a sensação que teria algumas ambições em epocas de premios mas cujo percurso nunca os tornaram verdadeiros candidatos. Talvez foi isso que aconteceu com este filme britanico sobre um coro e plena guerra que ficou pela mediania critica que nunca lhe deu o impulso que talvez o filme necessitasse para mais mediatismo. Em termos comerciais o filme resultou razoavelmente na europa mas nunca existiu nos EUA acabando por desaparecer por completo.

Sobre o filme podemos dizer que segue a tradição mais rígida britânica, um filme com muito detalhe visual, com um impacto cénico principalmente na interpretação final, e um lado emocional que tarda a surgir mas aparece na fase final com alguma intensidade. O problema e que o percurso é demasiado difuso por um numero elevado de personagens parecidas e mais que isso em muitos momentos o filme acaba por deambular por demasiadas personagens não tornando nenhuma delas o epicentro.

E por isso um filme monotono, a ligação da musica a guerra ate poderia ter impacto não fosse o filme perder algum tempo em personagens mais secundarias que não fornecem nada de particularmente relevante a intriga e mais que isso que o filme na maior parte do tempo fique algo refém de acontecimentos que nunca chegam na realidade.

Por tudo isto é um filme mediano, com alguns elementos que funcionam principalmente na parte final, mas outros que parecem se difundir pela falta de ritmo do filme. Claro que um interprete como Fiennes permite sempre os seus momentos intensos, mas nas personagens mais jovens surge sempre a sensação que o filme procura espaços que nunca chega efetivamente a encontrar.

A historia segue um grupo coral que em plena guerra prepara com todos os contratempos uma cena propria, mesmo que tres dos seus elementos mais jovens tenham sido notificados para a guerra e alguns ex integrantes regressam com as mazelas fisicas e psiquicas das guerras criadas.

Sobre o argumento do filme podemos dizer que se centrasse em menos personagem com mais densidade se calhar o filme funcionaria melhor em termos de intensidade da mensagem. O lado técnico da musica preenche tempo num filme que poderia ser mais intenso, mas o ritmo baixo nao ajuda.

Na realização temos Hytner um experiente e tradicionalista realizador britânico, que trás a tradição estética ao seu nível mais elevado, mas com o ritmo lento que acabou por ser um cinema britanico algo ultrapassado não obstante das suas qualidade.

No cast temos um Fiennes sempre intenso num excelente momento de forma, mas fica a sensação que o filme nao da o enfoque necessario a sua personagem. Os restantes mais desconhecidos e mais teatrais no estilo de cinema britanico dos anos 90

O melhor - A cena final

O pior - O ritmo


Avaliação - C+

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