Sunday, February 15, 2026

No Other Choice

 Lançado em pleno festival de Cannes com o carimbo de filme oriental do ano, não fosse o regresso de Park Chan-Woo ao cinema psicadelico e de extremo das suas personagens. Estreado com boas criticas o filme acabou por ter uma carreira razoavel em termos criticos mas falhou no premio onde tinha mais aspirações não tendo conseguido a nomeaçao para melhor filme estrangeiro. Comercialmente com uma maior globalidade do cinema coreano seria expetavel mais força comercial, mas e claramente um filme de critica mais que um filme comercial.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo vai de encontro ao que vimos no realizador, personagens no fio da navalha que levam ao extremo os seus objetivos com diversos momentos insolitos, por vezes comicos, por vezes absurdos mas fica ideia que o filme que ter este registo descontraido mesmo sendo um filme obsessivo e impactante como a maioria da filmiografia do cineasta.

O que fica a sensação e que poderiamos ter percebido muito mais das personagens que vão sendo eliminadas, fica sempre a sensação de algum exagero na forma como as sequencias se tornam em contraponto com o planeamento de tudo do personagem. Em termos familiares o filme acaba tambem por ter os seus momentos em linhagens narrativas secundarias.

Mesmo sendo um filme intenso não consegue surpreender como os melhores filmes do realizador, é linear, cumpre o plano que traça e na maior parte do tempo não sai desse segmento para um final moralmente duvidoso mas também num final que tem o lado técnico critico que quer ter. Aqui fica a sensação que a subtileza e demasiado grande para o tema.

A historia e simples um pai de família desempregado com dificuldade em dar resposta aos objetivos dos filhos, percebendo que tem poucas chances de ganhar um concurso de emprego decide eliminar os seus concorrentes.

No argumento e a historia tem o extremo típico do seu criador mas na forma como concretiza o filme e mais suave e acaba mesmo por em muitos momentos tem uma descontração exagerada para o que o filme quer ser. Fica a sensação que nunca tem um impacto total de um twist que em outros filmes do realizador surgiu.

Park e um dos realizadores que consegue espelhar melhor um estilo de cinema marcado pelo exagero, intensidade. Aqui com o lado arquitetónico das casas torna na maior parte do filme um exercício muito interessante de interação entre personagens no ponto onde acho que o filme e mais diferenciado.

No cast um conjunto de atores conhecidos do cinema e mesmo televisão coreana com interpretações que vão de encontro a forma de se expressar daquele pais. Nenhum deles e propriamente brilhante na sua forma de atuar, mas acaba por ser um dos filmes que menor potencia os seus interpretes.


O melhor - Alguns planos de realização


O pior - A falta de twist de impacto


Avaliação - B

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