Sunday, February 01, 2026

Christy

 Quando este filme foi anunciado, todos perceberam que pelo timming do lançamento e principalmente pelo momento comercial da sua protagonista, era um dos candidatos a premios, principalmente na interpretação central, bem distante do tipo habitual da interprete, num tipo de personagem que normalmente a academia gosta. Nas primeiras criticas ou mesmo em algumas polemicas na produção percebeu-se que se calhar as coisas não iriam correr tão bem, o que se percebeu nas criticas medianas que o filme obteve que aniquilou possibilidades na temporada de premios. Comercialmente restava o valor de Sweeney como a atriz do momento mas também aqui o desastre foi total, sendo que em termos mundiais a figura de Christy esta longe de ser mediatica num desporto de segunda em muitos lados do mundo.

SObre o filme temos o Biopic dramatico habitual, com algum trabalho na caracterização, em situaçóes de boxe com limitações no realismo, e uma historia de vida forte, principalmente na dualidade conjugal que acaba por ser onde o filme funciona melhor com momentos de uma tensão dramatica bem trabalhada mas que ao contrario do esperado e sempre muito mais potenciada pelo papel de Foster do que pela protagonista, e aqui os planos começaram a sair errados.

O filme acaba por ser na maior parte do tempo algo repetitivo e com pouco ou mesmo nenhum risco artistico, o filme segue a tradição do drama familiar, onde tudo parece estar contra a personagem que venceu na vida. O filme ganha dimensáo principalmente nos ultimos 30 minutos fase em que o acontecimento central e impactante e bem trabalhado para funcionar.

Por tudo isto um filme que de declara demasiado ao oscar principal de interpretação e deixa muito dos outros apontamentos em piloto automatico. O filme vai ganhando intensidade muito pelo papel de Foster, sendo que a forma como Sweeney quis ser ela a fazer as sequencias de box tirou alguma espatacularidade a momentos normalmente que pautam este tipo de filme.

A historia fala-nos da ascensão de Christy Martin na forma como se tornou numa maior de todos os tempos no boxe feminino enquanto lutava numa relação abusiva com o seu treinador que acabou na forma mais dramatica possivel.

O argumento baseado na historia de vida e profissional da pugilista tem ingredientes de uma historia que tem que ser contada. O filme acaba por ir para o lado mais emotivo, se calhar deabulizando demais muitas das personagens mas isso acaba por dar o sublinhado que o filme quer ter.

No que diz respeito à realização Michod e um bom realizador a quem falta um filme de primeira linha principalmente quando passou para os EUA oriundo da Australia. Aqui nota-se o trabalho nos interpretes mas fica a sensação que o filme enquanto projeto se esconde nas interpretações.

No cast temos uma Sweeney denunciadamente candidata a algo que acabou por soar a forçado, não é fantastico e acaba por perder quase todas as cenas para Foster, naturalmente mais intenso, mais forte e isso acaba por dar protagonismo ao antagonista quando se pensou para a protagonista. Muito merito de FOster que merecia, ele sim, mas atenção no filme.


O melhor- Foster

 O pior - A forma como o filme artisticamente tem medo de arriscar


Avaliação - C+

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