Friday, February 06, 2026

Kokuho

 Num ano onde os candidatos a melhor filme estrangeiro vinham de diversas proveniências, este filme tradicional japonês, pelo seu caracter completo e algo afastado do publico em geral nunca foi propriamente um serio candido, não obstante da critica tradicionalista ter gostado e elogiado muito o projeto. Comercialmente sendo um filme longo e muito concetual, nunca seria um filme grandes resultados universais mas na asia foi um autentico estrondo de bilheteira.

Sobre o filme podemos dividir o mesmo em dois elementos, o da aprendizagem, duro, concetual, muito marcado pela exploração artistica niponica, e um filme impactante principalmente pelo tempo que da a manifestação da arte que quer transmitir que acaba por dar ai os melhores momentos do filme e transmitir com sublinhado aquilo que é o seu ponto mais central.

O problema do filme acaba por ser na intriga das personagens. Num filme com três horas com diversos momentos fica muito tempo pausado não permitindo que a disputa a rivalidade o crescimento e a descida as trevas tenham o impacto que se pensa que o filme poderia ter, e assim fica sempre a sensação que algo fica por fazer no impacto que a narrativa central poderia ter.

Por tudo isto Kokuho tem no trabalho de cenario, caracterização e preparação dos seus interpretes momentos muito fortes, mas fica a ideia que perde na lentidão da historia que quer contar. Por vezes os japoneses no seu cinema aceleram para grande intensidade que nunca está presente, ou afasta-se depois dos primeiros dez minutos. Nao e uma obra prima, mesmo que as suas qualidades sejam vincadas.

A historia fala de um jovem filho de um membro da yakusa que depois da morte perante si do pai, e adotado por um ator japones que o torna numa figura iconica da arte interpretativa daquele pais interpretando figuras feminas com um grau de aprendizagem intenso e onde cria uma rivalidade com o filho do seu mestre.

O argumento do filme em termos de intriga poderia ter potencial, como honra, vingança, luta pelo sucesso, mas o filme tem demasiadas sequencias musicais interpretativas, acabando por adormecer o filme mesmo que esses momentos sejam os mais concetuais do filme.

Na realizaçao temos um realizador japones ainda preso aquele tipo de cinema, que tem aqui um projeto muito trabalhado, pensado ao limite nas sequencias teatrais, mas um ritmo baixo que ainda lhe prende um pouco ao estilo de cinema da sua terra natal.

No cast um excelente trabalho do trio de protagonistas, principalmente na componente interpetativa teatral. Papeis dificeis que acabam por ter em Watanebe o mestre que ele quer ser, sendo que o filme e muito melhor enquanto o veterano ator pauta o ritmo.


O melhor - A arte dentro do filme.


O pior - O ritmo quase parado


Avaliação - C

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