Wednesday, February 04, 2026

Ella McCay

 James L Brooks é daqueles icons da escrita que de longe a longe aparece com um projeto proprio, numa especie de comedia de costumes sobre extremos de personagem que teve em Melhor e Impossivel o seu filme mais iconico, embora seja na escrita de The Simpsons que atingiu o seu valor maximo. Este ano depois de um interregno grande surgiu um novo filme com alguma expetativa, mas rapidamente a critica foi muito dura com avaliações muito negativa. Esse falhanço critico associado a um cast liderado por uma atriz pouco conhecida levou a que tambem comercialmente o filme tivesse muitas dificuldades ficando a sensação que se calhar não termos mais filmes do realizador experiente.

Sobre o filme podemos dizer que a abordagem da narradora da a sensação que teriamos um filme rebelde, original, comico, mas rapidamente percebemos que temos um melodrada onde a graça natural e mesmo induzida nunca tem grande intensidade, que apenas o limite de cada personagem e o exagero na ligaçao com a personagem consegue dar algum ritmo ao filme, e o idealismo politio perente inserido a cola pouco rubosta para um filme que tenta ser muita coisa, mas acaba por ser acima de tudo vulgar.

O tradicionalismo da abordagem faz com que o lado linear da historia não crie muitos odios, podemos considerar muitas vezes a personagem demasiado unidimensional ou escondida o que não e propriamente um atributo de excelência tendo em conta um filme com o nome da personagem. Nota-se as influencias de um genero mais do final do milenio mas nota-se que isso desatualizou nos dias de hoje.

Ou seja um filme simples, sem grande motivos de interesse, com um elenco de primeira linha que nunca é usado, no caso por exemplo de Rebeca Hall rapidamente desaparece, algo repetitivo nos ciclos das personagens e uma ideologia politica escondida num filme que nunca ter dimensão suficiente para a sublinhar. 

A historia fala de uma jovem marcada por alguns problemas na infancia e na ligaçao com os seus pais que se torna a mais jovem governadora dos EUA o que leva a uma reflexão com diversas pessoas significativas na sua vida, as quais estão longe de serem faceis.

O argumento tenta puxar muitas diades relacionais para caracterizar a personagem central. Pese embora alguns bons momentos ou dialogos fica a sensação que ou a personagem central se esconde ou a mesma não tem tanto conteudo para liderar um filme como este e acaba por surgir ai o grande problema do filme.

Na realizaçao Brooks é o tipico realizador no final da decada, nao e na capacidade de captar imagens ou na rebeldia ou criatividade que marca o seu registo mas no argumento. Aqui nota-se que pouco arrisca na abordagem estetica, sendo mais uma prova de sobrevivencia do que um filme para ser sublinhando na sua carreira.

No cast a lideração dada por Emma Mackey parece escolhida mais pela proximidade do nome do que propriamente por ter uma carreira preenchida para encabeçar um projeto com um cast desta dimensão. Sofre pela personagem ter limitaçoes e muito tempo, mas ai parece-me mais um problema do argumento do que propriamente a qualidade da interprete. No leque de secundarios existe uma preocupação de ir buscar o tipico genero das escolhas.


O melhor - E um filme simples que nao cria grande atrito.

O pior - Quando nos lembramos do melhor L Brooks esperamos sempre dialogos e personagens iconicas que nunca aparecem


Avaliação - C

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