O cinema norueguês foi um dos grandes destaques do cinema internacional deste ano ao conseguir que dois projetos tenham conseguido em diferentes categorias nomeaçoes para os Oscars. Claro que Sentimental Value foi o mais destacado, mas este Horror Movie estreado no festival de Sundance com criticas interessantes conseguiu a nomeaçao para melhor caracterização. Em termos comercias um claro filme pequeno noruegues tem sempre dificuldade mas o impulso da nomeaçao acabou por lhe oferecer resultados competentes.
Sobre o filme temos uma adaptação escura, exagerada e satirica do conto CInderella, num filme de terror com Body Horror extremado. Não e propriamente um filme muito denso, alias a historia conhecemos todos embora este filme seja do lado da meia irmã e não tanto focada em Cinderella. Uma adaptação adulta, de um filme que por vezes é exageradamente amador, mas que nos planos da caracterização conduz o filme para o arrepio que quer proporcionar.
O filme cumpre os seus objetivos numa especie de Dark Cinderela, o filme funciona bem quando tenta ser satirico principalmente na formula de impressionar o principe e na forma como o torna humano. DIversas personagens demasiado escuras, leva o filme para o ponto do que quer ser, embora nao seja mais, nem nunca tente ser do que uma roupagem da historia de sempre.
Por tudo isto sublinha-se o trabalho da produçao, num estilo de captura de imagem muito norte europeu que pode ser estranho a quem ve um cinema mais classico, mas um filme que procura sensações menos positivas como a repulsa, mais que propriamente contar uma historia diferente ou dar uma moral diferente ao que nos conhecemos.
O argumento é a historia total de Cinderela, mas desta vez do ponto de vista de uma das meias irmas a que tinha ambições de casar com o principe e que tenta contornar o seu maus aspeto para impressionar o mesmo.
O argumento do filme não e diferente da historia que conhecemos, com alguns elementos de horror potenciados ao maximo, mas o corpo central é o conhecido. ALguns elementos satiricos ate mais de realizaçao do que de argumento acabam por nao entusiasmas a escrita do filme.
A realizaçao a cargo de Blichfeldt e o que a mesma quer que seja, impressiona o horro, o qual é o protagonista central da atenção das camaras e alguns estilos muito europeus. Nao e propriamente o registo que serve de passaporte para Holywood embora nao seja supresa se o cinema de terror de estudio apostar nela numa proxima experiencia.
No cast atores locais, com todo o destaque a ir para a Lea Myren com uma interpretação que domina o filme e que se calhar, com mais dimensao do filme poderia conduzir a um reconhecimento na temporada de premios. Uma transformaçao fisica e interpretativa interessante que pode sim ser passaporte para voos maiores.
O melhor - O body horror funciona
O pior - A historia de cinderela todos ja vimos
Avaliação - B-

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