Pedro Almodovar começa a ser produtor e a tentar lançar outros autores no seu estilo de cinema que tem nesta coprodução espanhola e francesa uma aposta, depois de conseguir estrear na sempre complexa montra de Cannes com excelentes avaliações, o filme surgiu mencionado em algumas listas com um dos melhores filmes internacionais do ano, embora me pareça que seja dificil a nomeaçao ao oscar. Em termos comerciais o filme teve um bom resultado principalmente na europa onde o selo Almodovar pode ter dado essa alavanca.
Sobre o filme podemos dizer que ao inicio alimenta o misterio, custa a perceber as personagens que analisamos numa fase inicial pelo caracter deslocado, ou mais que isso pela sua forma fisica estranha. O filme depois acaba por alterar indo para alem do aspeto fisico das personagens acabando por dar o lado mais pessoal de cada um, onde o filme acaba por ser uma verdadeira cebola, que no limite chega ao que mais humano as personagens tem.
E um filme dificil, a primeira meia hora quase instrumental tecno e um espetaculo de excentricidade que não e propriamente facil de desvendar, alias o filme não tem uma intriga propriamente dita, mas sim personagens a movimentar-se pela sempre dificil africa norte, em grupo tentando fazer ligações numa luta pela sobrevivencia. Em termos de situações de panico o filme funciona e acima de tudo nas ações surpreendentes que vai tendo.
Nao sendo um filme de impacto total, quando acabamos de ver o filme, ele surpreende em momentos com ações completamente imprevisiveis, isso faz com que o filme se perca naquilo que são os fundamentos centrais da sua historia e para onde esta quer ir, mas isso não deixa de permitir que principalmente no seu desenvolvimento o filme recorra a momentos de muita intensidade.
A historia fala de um pai e um filho que se deslocam a ate uma rave no norte de africa para tentarem encontrar a filha perdida, e acabam por integrar um grupo de pessoas particulares com deformidades fisicas e da vida que os conduzem a uma road trip de sobrevivencia contra as especificidades politicas e geograficas do espaço.
O argumento e silencioso, nao tem muitos dialogos as personagens apresentam-se e unem-se nas suas ações e o filme vai-se desenvolvimento sem qualquer previsibilidade o que faz com que seja dificil perceber a intriga central do filme, mas o seu risco é evidente.
Na realizaçao temos Olivier Laxe um jovem realizador frances que acabou por ser a aposta de Almodovar para assumir esta sua produção. O filme tem ritmo, tem conceito, tem momentos em que deixa o espetador preso ao chão. Um bom trabalho de apresentação a um nivel mais alto.
No cast e um filme onde as interpretações fisicas dominam a performance muito associadas a uma caracterização impactante. Nao tendo grandes dialogos o filme acaba por ser dominado por performances interligadas que vão de encontro ao que o filme quer.
O melhor - Os momentos impactantes de risco
O pior - O filme acaba por perder o norte do que quer transmitir pela capacidade de surpreender
Avaliação - B-

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