Premiado com o premio maximo no festival de Cannes, algo que nos ultimos anos tem conduzido a que fosse imediatamente um serio candidato aos premios maiores, este filme iraniano sobre o regime e sobre as marcas do conflito, com um estilo leve surpreendeu a critica especializada em Cannes acabando por sair vencedor. COmercialmente o filme saiu na temporada de premios novamente pela Neon com bons resultados, mas a ideia de ter sido o vencedor da Palma de Ouro garante sempre um resultado consistente.
Sobre o filme podemos dizer que seria facil fazer um filme pesado e duro sobre o tema que o filme tem, que é a vingança pelo regime e pelos trabalhadores dos mesmos que conduziram a diversas torturas, mas o filme acaba por ser diferente, ligeiro, muito associado a conversas e situações pouco esperadas, mas fica ideia que é um filme que só nos ultimos dez minutos consegue ter a intensidade esperada para um filme como este.
E um filme curioso sem duvida, mas fica também a ideia que o filme é pequeno demais para Palma de Ouro e ainda mais para o Oscars, porque o estilo de comedia de costumes não é tão incrivel e sedutora como Anora foi o ano passado, e porque fica a sensação que o premio foi mais uma mensagem politica para a carreira do seu realizador do que propriamente observar este filme como uma obra singular.
Nao obstante desta falta de espetacularidade acaba por ser um filme curioso, simples, leve, com um tema pesado que no fim aparece. O final aberto acaba por ser onde o filme tem mais autor, quando coloca o som como protagonista e dos deixa aberto ao que vem em seguida. Podemos gostar de personagens, momentos das mesmas mas nunca é uma obra de referencia mesmo no cinema oriundo da asia.
A historia segue um conjunto de pessoas marcadas por torturas passadas, pelas sua opçoes politicas que acabam por se reunir depois de um deles raptar aquele que pensa ter sido o seu torturador, contudo sem certeza de tal identificação.
O argumento do filme tem uma historia de base simples, muito politizada, nao fosse um filme de um ativista iraniano. As personagens são interessantes, diferentes e permitem momentos insolitos, numa quimica com bons momentos. O final tem um lado misterioso interessante mas nao e um filme que seja muito diferenciado nos seus momentos.
Panahi e um ativista Iraniano que filme o seu pais e os seus conflitos como poucos. Aqui temos uma realização que esconde, que é protagonista, sem grandes cuidados artisticos mas deixando as personagens interagir uma com as outras e com as camaras. E um bom trabalho sem ser espetacular.
No cast um conjuto de atores locais que funcionam com intensidade principalmente o interprete central Mobasseri que fica perdido como a sua personagem. Nao e propriamente um filme com interpretaçoes de excelencia deixando a intensidade final dos restantes ser os melhores momentos.
O melhor - Os ultimos dez minutos
O pior - Nunca ter dialogos tão incriveis para levar a dinamica das personagens para a obra prima
Avaliação - B

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