Thursday, January 15, 2026

Springsteen: Deliver Me from Nowhere

 Anunciado com expetativa como o biopic musical do ano, algo que tem sido tradição todos os anos, o filme foi apresentado em diversos festivais com claras ambições de prémios, contudo pese embora a boa avaliação vocal do seu protagonista a mediania da maior parte das criticas colocou de lado grandes ambições de premios. Comercialmente procurou o seu espaço com resultados medianos, mas fica a sensação que hollywood esta um pouco farta do registo.

Sobre o filme eu compreendo a tentativa de alterar o biopic tipo dos ultimos anos, com mais ou menos extravagancia e aqui não temos propriamente um biopic, porque temos muito pouco da personagem para alem dos seus pensamentos consigo proprio na construçao artistica. Pode ser um filme mais concetual, mas e claramente um filme mais lento, repetitivo e vazio, mesmo que o risco de ´ser um filme diferente deva ser sempre assinalado.

E obvio que Allen White canta bem, mesmo com ajuta do auto tune com certeza, que temos um lado de Springsteen menos conhecido que o filme tenta ir buscar como uma introspeçao da personagem que torna o filme mais vago, com pouca capacidade de dar emoçao aos espetadores mesmo os fas de springsteen, já que o filme procura sempre poucos espaços e na maior parte das vezes fica a ideia que o filme e uma repetiçao da personagem a deambular sozinha com as mãos nos bolsos.

Por tudo isto temos um filme que desilude principalmente onde os biopics nao o podem fazer que é na capacidade de transmitir sentimentos a quem gosta do autor em questão. O filme deambula sem nunca dar a personagem. Ficamos a entender a melancolia e o rigor pela sua arte mas pouco mais, ja que tudo o resto fica um pouco fora da carreira do cantor.

A historia segue toda a produçao de Nebraska um dos particulares albuns de springsteen, o mais intimo com um estilo muito próprio do autor, e a forma como convenceu todos a fazer as coisas à sua maneira dentro da sua vivencia.

O argumento do filme e curto, muitas vezes vazio, tentando deambular a personagem sozinha nos seus pensamentos. Fica a sensação que o filme e uma analise do momento mais do que uma personagem e isso e muito curto num biopic de uma figura de referencia.

Scott Cooper e um realizador cheio de expetativa que na maior parte do tempo deixa sempre algo por fazer. Tem muitos filmes, casts de primeira linha mas fica sempre a sensação que algo falta nos seus filme e aqui o mesmo se repete, principalmente no exagero de sequencias a passear do protagonista.

No cast Allen White e um dos atores do momento, mas aqui e repetitivo, funciona bem musicalmente mas o filme nunca lhe pede mais recursos e isso e claramente pouco relevante para a expetativa. Sabe a pouco. Os secundarios sao competentes sem ser brilhantes.


O melhor - MOmentos musicais

O pior - O vazio da personagem


Avaliação - C-

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