Apresentado como um épico filme de guerra, a expetativa em torno deste projeto foi grande, quer pelo tema, mas principalmente por um bom elenco e a experiência dos seus produtores. Em termos criticos o filme estreou em alguns festivais com boas criticas mas insuficientes para lançar o filme na temporada de prémios com alguns problemas associados essencialmente a algumas incongruencias historicas. Comercialmente o filme também falhou com resultados muito escassos tendo em conta o tema e a dimensão do filme.
Nuremberg e um filme competente, com um tema forte, numa visão diferente, que funciona principalmente no impacto dual que o filme tem na personagem central. O filme e um carrossel emocional e sabe jogar muito bem com isso na comunicação facil com o espetador. E um filme impactante como as sequencias incriveis dos campos de concentração, pautado por um registo de Crowe ao seu melhor nivel. Podemos dizer que é um filme de comunicação demasiado simples, mas por vezes esse é o caminho mais claro para chegar ao espetador.
Por tudo isto temos um filme competente, poderá ser uma abordagem algo tradicionalista num momento em que cada vez mais se procurar diferença e objetos nunca antes explorados. Mas e um filme que nos cria inicialmente uma prespetiva humana do outro lado para depois nos explicar que tudo não é mais do que um narcisismo puro e humano, mais do que um terror monstruoso muito alem. O filme consegue bem, na parte final ir buscar o paralelo com a vertente atual do mundo.
Por tudo isto temos um competente e emocionante filme, bem realizado, impactante, de processos simples, que merecia mais atençao. Fica a ideia que estamos sempre a procura de alguma eloquencia e rebeldia nos filmes, deixando um pouco de lado quando os procedimentos simples resultam, e aqui isso é claro. Por tudo isto fica a ideia que era um filme que merecia mais atençao ja que é um dos grandes filmes do ano.
O filme fala do pos II guerra mundial, na redençao de Hermann Goring o numero 2 de Hitler e o seu julgamento de Nuremberg, sob o ponto de vista de um medico psiquiatrica que tenta perceber a mente do mesmo bem como impedir o suicidio deste.
O argumento do filme é interessante em varios niveis, no pos guerra, na forma como entra dentro da mente e prespetiva do outro lado da historia, no impacto emocional da historia, num filme competente em varios niveis já que pauta muito bem o registo emocional que quer transmitir.
Vanderbilt e um realizador ainda pouco conhecido, sendo essencialmente um argumentista de primeira linha, que aqui tem um bom trabalho, principalmente na parte grafica reconstituindo imagens iconicas. Reconheço que tem pouco risco mas e um filme que mesmo na realizaçao merecia mais atençao.
No cast Malek e talvez o ator mais repetivio que ganhou um oscar, já que temos sempre interpretaçoes iguais ja que tem maneirismo muito proprios e a sua personagem acaba por nao ser muito bem interpretada pelo carisma ou falta deles em alguns momentos. O filme funciona melhor quando é gerido na dinamica Crowe e Shannon, claramente noutra dimensão e intensidade.
O melhor - A capacidade de transmissão emocional do filme.
O pior - A forma como o algumas incongruencias historias tiraram ao filme algum impacto que merecia ter
Avaliação - B+

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