Muitos dizem que lançar um filme em cima da buzina para uma temporada de prémios nunca é a melhor opção, mas este ano existiu um filme que contrariou esta ideia pre concebida, que foi este peculiar filme sobre perseverança a um ritmo alucinante. O filme foi conquistando a um ritmo alucinante publico e critica, sempre balançado pela entrada fulgurante na corrida aos premios pelo seu protagonista. Em termos comerciais o filme entrou com tudo e isso pode conduzir a uma corrida que parecia fechada no Oscar de melhor filme.
Marty Supreme é uma viagem numa montanha russa de uma adrenalina constante nas aventuras e desventuras do seu protagonista, o filme é original, irrequieto, rebelde, bem escrito, pautado por uma banda sonora incrivel do primeiro ao ultimo minuto, que nos faz prender à cadeira duas horas e meia que passam rapidamente porque temos o que de melhor o cinema pode fazer.
Isso tem a batura de uma intrepretação incrivel de Chalamet a um ritmo elevadissimo, com uma quantidade incrivel de emoçoes e palavras por metro quadrado, numa personagem que esta sempre a pensar no momento seguinte ou pelo menos reagir. Tem momentos em que a realização se torna protagonista num caos de emoções, situações mas que sempre comunicar de uma forma facil com um espetador que consegue tirar partido de tudo que o filme lhe dá.
E um dos grandes filmes do ano, curioso que os dois filmes do ano sejam ataques excentricos de emoções e situações descontrolados onde as palavras e as situações nos conduzem a um caos continuo. A capacidade do filme sem multiplo em todas as vertentes que o filme deve ter, conduzem a que seja facilmente um dos melhores filmes do ano.
A historia segue Marty aspirante a ser o melhor jogador do mundo de Ping Pong, ou Tenis de Mesa como ele prefere, mas cuja vida pessoal é uma confusao a cada minuto impedindo que as coisas tenham alguma consequencia fruto da sua imaturidade e de apenas pensar no momento.
O argumento do filme é incrivel pelas sequencias continuadas que o filme tem, pelos dialogos completamente despropositados com um propósito claro e ate consegue ter uma mensagem embora algo subtil da necessidade de racionalizar escolhas. Um dos argumentos mais originais e impactantes do ano.
Josh Safdie agora separado do irmão notou que a irreverência de Uncut Gems é dele, fica a sensação que temos muito mais desse filme aqui do que Bernie trousxe no seu Smashing Machine. UMa realização incrivel com momentos fortes como o segmento a preto e branco em japones ou a musica que pauta todo o filme
No cast temos um espetaculo incrivel de Chalamet, pela presença, pela eletricidade pelo deambular e montanha russa de emoções, pela quantidade de palavras, fazem da sua interpretação a mais que certa vencedora de Oscar. Um ator que tem muito mediatismo mas que aqui consegue sem duvida a interpretaçao de uma carreira. Apenas perde algumas cenas para A'Zion que merecia mais destaque na temporada de premios, porque sobressair com uma interpretaçao como a quem tem junto a si, não era quase possivel.
O melhor - A montanha russa de diversão e originalidade.
O pior - Safdie ter arriscado menos na originalidade de abordagem na segunda metade do filme.
Avaliação - A-

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