A Netflix entre Outubro e Dezembro semanalmente promoveu diversos projetos sempre com ambições a prémios, percebendo-se pelo calendário que este Jay Kelly seria uma das apostas mais fortes, por ser um filme sobre a industria, com alguns apontamentos de retrospetiva. Em termos críticos as coisas correram bem, mas sem o lado mais fulgurante dos candidatos principais. Comercialmente ao ser Netflix as apostas inicias em termos de dados de bilheteira são curtos mas fica a ideia que tambem para o registo de streaming as coisas não foram propriamente brilhantes.
Sobre o filme podemos começar por dizer que é um filme arrojado, pensado para fazer uma retrospetiva sobre a carreira de uma super estrela, entrar na sua dimensão emocional. O filme tem esse lado emocional forte, que principalmente explode na sequencia final muito bem trabalhada, embora na maior parte do tempo seja um filme que se esconda da emoçao simples, para quem sabe fazer funcionar na parte finalç.
O que me parece claro é que a personagem central é tão forte e tão iconica que quem sabe merecia um ator com mais capacidade de resposta interpretativa do que o pop star Clooney, é um filme muito vincado a personagem principal e a ideia do filme é que Clooney é sempre Clooney e mesmo no lado dramatrico fica muito aquem daquilo que o filme quer no melodrama.
Por tudo isto, e mesmo tendo um Baumbach muito mais simplista e menos arrojado na abordagem, é um filme de sentimentos simples, que funciona muito bem em quem gosta de cinema, mas e um projeto que pelo cast parece querer adquirir uma dimensão que nunca surge e por tal o filme acaba por ser pequeno para o que poderia ser, não obstante das qualidade emocionais que atrai.
O filme fala de Jay Kelly um dos maiores astros do cinema e a sua retrospetiva pelo seu passado, previamente a uma homenagem, onde faz um regresso aos seus momentos mais iconicos e escolhas mais dificeis.
O argumento do filme pese embora não seja equilibrado em toda a sua duração consegue a potencia desejada no fim. Os argumentos de Boumbach são sempre muito mais subtis mas aqui fica a ideia que o toque feminino da ao filme uma normalidade aparente que se torna por vezes dificil de associar.
Na realizaçao temos uma abordagem bonita, simples, com o final a ser o epicentro emocional que queria. Fica a sensação que é um realizador proprio, intenso, que merece destaque em filmes sobre reações de pessoas. A excentricidade é uma assinatura, mas neste filme aparece pouco.
Num cast inacreditavelmente recheado dar o protagonismo a Clooney parece claramente perigoso, porque os recursos principalmente dramaticos nunca foram os melhores. Fica a sensação do Clooney de sempre quando o filme necessitava de mais. Nos secundarios Sandler pelo lado dramatico inesperado e quem brilha mais, num filme muito dependente do interprete central
O melhor - A homenagem e analise propria ao cinema
O pior - A escolha de Clooney
Avaliação - B-

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