Wednesday, January 07, 2026

If i Had Legs I'd Kick You

 Uma das sensações independente da temporada de premios foi este pequeno filme sobre o burnout de uma mãe de familia perante exigencias profissionais, solidão e necessidade de apoio a uma filha doente. Um filme que estreou em pequenos festivais com boas avaliações que foi subindo na exigencia sempre com bons resultados, acabando por ser Rose Byrne uma das figuras maiores à eventual nomeaçao para o Oscar. Comercialmente sendo um filme independente o resultado foi sofrivel se calhar suficiente para retirar a atriz dos premios maiores.

Sobre o filme podemos dizer que funciona principalmente a reboque da personagem principal que vai conduzindo o filme pela sua intensidade ao longo de toda a duração do filme. Com a entrada de diversos pontos, com o aumento da tensão a personagem e o filme vão acompanhando o ritmo com exagero, num terror psicologico latente que acaba por deixar o filme num bom balanço.

Por tudo isto temos um compentente filme alicerçado numa personagem construida para dominar temporada de premios. Podemos considerar Bryne competente mas penso que qualquer atriz com mais recursos poderia conduzir a interpretação e o proprio filme para caminhos muito mais intensos.s Fica a sensação que por vezes a personagem fica sozinha e que isso não é propriamente benéfico para levar o filme para a excelencia.

Um filme atual, sobre um problema muito pertinente, num estilo de filme independente. A sua conclusao esta longe de ser brilhante tirando algum impacto final ao filme. Nao obstante deste senão um filme impactante levado ao limite, que deve ser visto e pensado sobre o papel da saude mental na eventual prestação de cuidados.

A historia fala de uma mãe da familia que luta contra uma efermidade cronica da filha que apos um acidente domestico tem de ir viver para um motel, enquanto o seu trabalho e os seus pacientes ficam cada vez mais exigentes num caminho total para o burnout.

O argumento do filme acaba por ser o epicentro do filme, desde logo na construçao da personagem central até ao momento em que os conflitos começam a surgir ponto apos ponto. E o elemento mais interessante e intenso do filme na forma como a personagem se desenvolve.

Na realização o trabalho está a cargo de Mary Bronstein uma jovem realizadora independente que tem uma interpretação com alguns elementos de estilo, concretamente o facto de conseguir esconder a personagem infantil, mas mais que isso a capacidade que acaba por ter de dar a primazia ao degradar da personagem central. A seguir.

Em termos de cast Bryne tem um papel vistoso, que domina o filme, surpreendente na sua carreira mas fica a sensação que poderia ser mais trabalhado com uma atriz mais forte. E um daqueles filmes dominado pela interpretaçao mas fica a sensação que podia ser mais.


O melhor - O burnout completo da personagem


O pior - A forma como o filme acaba por ficar perdido no seu final


Avaliação - B-

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