Um dos lançamentos comerciais do fim de ano foi este Remake do classico de ação dos anos 80, que contava com o star value de Glen Powell e uma produção recheada de meios. Tudo neste filme parecia caminhar para o sucesso comercial, com uma campanha de divulgação ao mais alto nivel de Hollywood. As coisas começaram a correr pior desde logo criticamente com avaliações medianas, que faziam antecipar alguma desilusão com o projeto. Faltava o registo comercial e aqui o filme também ficou longe do que se esperava sendo um dos grandes flops comerciais do ano.
O filme ate começa bem, num estilo futurista de uma sociedade autoritaria marcada pelo prazer completo, o filme consegue em muitos momentos introduzir esse espaço com algum rebeldia. QUando a fuga começa o filme segmenta-se um pouco em blocos numa duraçáo longa mas perde a ligação entre partes, com sequencias originais como a de Michael Cera e outras que quase nos esquecemos depois de as ver, o filme vai rodando a um ritmo interessante sem nunca deslumbrar.
O problema do filme é como termina, o facto de ter escondido, um final demasiado vago parece muito pouco para um filme tão longo, fica a noçao que o filme andou a desenvolver demasiado a narrativa para depois a concluir de forma apressada sem chama, sendo que nos filmes de açáo como tudo acaba é fundamental para a sensação final do que vimos.
Por tudo isto podemos dizer que estamos perante um filme que cumpre na primeira metade e defrauda na segunda, é rebelde como se esperava, mas nem sempre consegue manter essa toada na sua duração. Existe momentos em fica a sensação que o filme perde objetividade, quando mais necessitava dela, ficando um sabor que algo não funcionou por completo no projeto.
A historia fala de um individuo que necessita de dinheiro para ajudar a cura da doença da filha que aceita participar num programa de televisao onde tres individuos tem de fugir de implacaveis caçadores ao vivo para toda a população.
Eu confesso que gosto deste tipo de filmes sobre sociedades futuristas, pela maneira como conseguem satirizar e mais que isso amplificar o que as sociedades tem de pior. A introduçao ate funciona com o estilo rebelde de Wright, mas o problema e na forma como desata o nó final, claramente um tiro ao lado que não poderia ocorrer num filme com esta dimensão.
Na realizaçao Wright teve o sucesso total em Baby Driver mas já em The Last Night in Soho pareceu- me algo vago. Aqui tem um estilo intenso, ritmado, mas nem sempre com grande arte estetica. E um realizador disruptivo mas ainda esta longe der ser um grande cineasta.
O cast e repleto, Powell e um heroi de açao unidimensional mas o filme nao necessitava demais. Domingo num estilo mais excentrico ate funciona e Brolin tinha espaço para muito mais na prestação mais sofrivel do filme.
O melhor - A introduçao
O pior - A conclusao
Avaliação -C

No comments:
Post a Comment