Três anos depois de um curioso filme de ação com muita ação, violência e poucas palavras ter surpreendido o mundo do cinema, eis que a sua natural sequela com os mesmos ingredientes viu a luz do dia, contudo com muito mais mediatismo em face do sucesso do filme original. Criticamente o estilo cru e violento foi sempre conseguindo cativar a critica mais especializada. Comercialmente este segundo filme ficou aquem do primeiro, e isso fara dele naturalmente um flop comercial.
Sobre o filme eu confesso que gostei do primeiro filme pelo lado cénico e violento como uma peça de arte, mesmo que a historia, os dialogos e as personagens nunca tenham existido, era o expoente maximo de um tipo de cinema que virou moda nos ultimos anos principalmente depois do sucesso descontrolado de John Wick. Este era mais cru, mais vazio e esteticamente mais trabalhado e aqui temos os mesmos elementos mas com muito mais exagero.
Quem gosta de ver sequencias de ação interminaveis, pensadas em termos esteticos até ao limite não tendo que se importar muito com o porquê das coisas este filme encaixa totalmente nesse genero. A violênncia, mesmo verbal, as mortes levadas ao extremo e muitas sequencias que desafiam toda a logica de principio a fim, é redutor mas é tudo que o filme se propõem fazer.
Por tudo isto Sisu é mais do mesmo, achando que exagera muito em algumas sequencias, sendo a da agua e a recuperação das peças de madeira, um exagero a nivel colossal que é dificil perceber a razão. Existe filmes que marcam o seu ponto é apenas uma forma de ganhar mais dinheiro, o que neste caso nem aconteceu. Enfim um filme para ocupar o espaço e vincar mais o que foi feito no primeiro filme.
A historia segue a personagem do primeiro filme, agora com literalmente a casa as costas para regressar a um espaço da sua Finlandia depois da ocupação sovietica. Um general começa uma batalha com muitos recursos para impedir que tal aconteça.
Assim como o primeiro filme temos um argumento muito pouco trabalhado a todos os niveis. Temos uma ideia e luta, sem dialogos, personagens ou porque. E claramente redutor, mas o filme propõem-se em exclusivo a isso cumprindo o que se propôs.
Na realizaçao Helander repete todos os papeis do primeiro filme num espaço de autor. Nota-se a preocupação por uma camara interveniente procurando o espetaculo visual extremado a cada apontamento. Funciona, com algum exagero e se calhar mais violento do que artisitico quando comparado com o primeiro filme. E o trabalho da carreira, vamos ver o que se segue.
No cast Tommila volta a ser o heroi de serviço, funcionando principalmente no lado extremo visual, ao seu lado uma aquisição mais conhecida, concretamente Lang que dá o lado pérfido que o filme quer ao vilão extremado.
O melhor - O filme cumpre os objetivos da violencia artistica
O pior - Tem muito poucos ingredientes narrativos
Avaliação - C+

No comments:
Post a Comment