Friday, April 29, 2022

Fresh

 Tem sido cada vez mais comum em algumas aplicações de streaming os filmes trazerem as figuras maiores de algumas series efetuando um aproveitamento de imagem em projetos aparentemente menores. Esta particular comedia da Hulu, juntou um Sebastian Stan com a serie Pam and Tommy a surgir e foi buscar Daisy Edgar Jones depois do sucesso de Normal People, numa particular comedia sobre canibalismo. Pese embora o gosto discutivel do tema criticamente o filme obteve uma boa receção com avaliações positivas tornando-se também um sucesso comercial numa aplicaçao em crescendo principalmente com a divulgação da Disney+.

 Sobre o filme podemos dizer que não é um filme facil, o humor ou a tentativa de suavizar o tema acaba por ser demasiado negro com sequencias agressivas que podera desmoronar o estilo humoristico de muitos. Nesse particular parece obvio que o filme acaba por surgir em terrenos algo pantanosos que em alguns momentos pelo seu non sense acaba por funcionar mas noutros fica a ideia que tudo e demasiado absurdo.

Assim surge um filme que tem as suas particularidades que conseguem captar a atenção da maior parte das pessoas, num misto de horror e comedia em quantidades satisfatórias, mas ao mesmo tempo fica a ideia de que o filme no seu desenvolvimento promete muito mais do que realmente cumpre, na forma como a historia se desenvolve, ficando sempre a ideia que tudo fica a meio caminho.

Por tudo isto Fresh e um filme diferente sem que isso seja diferenciado. Fica a ideia que muito do que vimos e original e novo, mas que o resultado final não e particularmente diferente ou que o filme em si consegue transmitir e prender o espetador. Nao e uma obra de referência embora principalmente em algumas situações isoladas a forma como o filme se quer diferenciar funcione.

A historia fala de uma jovem que tenta procurar o homem da sua vida em encontros ocasionais ate que acaba por ser chamada a atenção por um jovem que não é mais do que um canibal com um apetite voraz por carne humana.

Em termos de argumento o filme parece divagar um pouco entre se assumir como romantico, horror e comedia e isso acaba por fazer com que nunca assuma nenhum dos generos, o que acaba por dar espaço para algumas sequencias menos logicas mas que funcionam, mas que a nivel narrativo nunca permite um impacto claro da historia que o filme quer contar.

No que diz respeito a realizaçao, a mesma marca a estreia de Mimi Cave nas longas metragens depois de algumas curtas e video clips. O filme tem um estilo proprio, visual e de abordagem que não sendo propriamente artistico funciona no estilo negro que o filme quer ter.

No cast Stan funciona bem como psicopata amigavel e o filme acaba por perceber bem o estilo e o peso que a personagem quer ter. Ao seu lado uma Edgar JOnes a ganhar estatuto com uma personagem simples mas que acaba por exibir alguns dos recursos da atriz em diversos generos, embora nos pareça que terá mais espaço para crescer em projetos mais serios.




o melhor - Algumas sequencias isoladas

O pior - A forma como o filme deambula por entres generos


Avaliação - C+

Wednesday, April 27, 2022

Uncharted

 A Sony apostou recentemente numa nova iniciativa que é dar vida aos seus titulos mais famosos dos videojogos principalmente aqueles que se tornaram um sucesso absoluto, ligando mais uma vez o mundo das consolas e do cinema com produçoes proprias sob o selo da Play Station. Para marcar este inicio surgiu esta mega produçao liderada por uma dupla de protagonistas de primeira linha, muitos efeitos especiais de forma a recriar o ambiente do jogo. Criticamente como a maioria das adaptaçoes de videojogos as coisas não foram brilhantes, enquanto comercialmente o valor atual de Holland deu ao filme um resultado forte, principalmente nos mercados pelo mundo fora.

Uncharted e aquele tipico filme de aventuras que tem alguns apontamentos que funcionam como a quimica e o lado descontraido da dupla de protagonistas, as quais claramente funcionam bem na conjunção da comedia e cinema de açao, mas por outro lado existem algumas sequencias as quais para quem não as consegue associar aos momentos mais iconicas do jogo acabam por ser em toda a linha estapafurdias como o voo em pleno ar de personagens carros e afins.

Fica a ideia que o filme não tem em termos narrativos muitas mais valias que o diferencie de outros titulos do genero como National Treasure, mas fica a ideia que o filme tenta aproveitar nos detalhes para ser um produto razoavel de entertenimento, com as apostas nos protagonistas, sequencias com muitos efeitos e uma passagem por locais proprios, o que sempre funciona.

Contudo esta longe de marcar um inicio de um franchising de qualidade superior. Fica mesmo a ideia que o filme garante o minino necessário, mas tambem muitos ficaram a achar que tudo e demasiado exagerado e que acabem por não ser propriamente os maiores adeptos do estilo exagerado do filme, porque o cinema e videojogos acabam por ter publicos claramente diferentes.

O filme aborda Nathan Drake uma especie de ladrão que acaba por ser abordado pelo melhor amigo do seu irmão mais velho de forma a entrarem numa expedição de forma a encontrarem um procurado tesouro, contudo acabarão por ter a competição de um grupo criminoso bem mais organizado.

Em termos de argumento mais no mesmo em quase todas as vertentes da historia. Parece claro que os principios e acima de tudo a forma como o filme acaba por nunca conseguir na narrativa surpreender acaba por não dar a historia uma sobrevivencia propria. O filme e mais eficaz no lado mais simplista de um humor direto.

Na realizaçao Ruben Fleisher que já tinha conseguido o sucesso em Zombieland e numa forma bem mais inexplicavel em Venom, acaba por ter um trabalho competente. Muitos efeitos, exagerados mas o filme quer isso mesmo. Denota-se capacidade de tornar o filme grande se bem que muitas vezes pouco artistico.

No cast Holland esta na forma plena em termos de heroi de açao, disponivel, proximo do grande publico e com facilidade de comunicação. Existem atores que conseguem esse impacto, e Holland esta nesse momento e o filme aproveita isso. Whalberg e dos actores que melhor funciona no lado de ação disparatada e o filme conduz para isso. Parece faltar ao filme um vilao de maior impacto.


O melhor - A quimica do duo


O pior - Algumas cenas com sentido e logica abaixo de zero


Avaliação - C+



Thursday, April 14, 2022

Infinite Storm

 Os ultimos anos não tem corrido propriamente bem para Naomi Watts a qual tem sobrevivido em filmes claramente serie b, muitos deles onde atua quase sozinha a espera que os grandes projetos olhem novamente para si. Num ano com alguma atividade mas pouca visibilidade surgiu este filme catastrofe, o qual explora a capacidade da atriz como atriz de ação. Em termos criticos o filme permaneceu na mediania quase indiferente e comercialmente nem o projeto nem Watts por si so neste momento garantem basicamente nada.

  Assim temos na essencia um filme de sobrevivencia em que uma personagem inicialmente mas depois duas são largados no meio de uma montanha a sobreviver contra uma tempestade de neve. Pois bem o filme e apenas isto porque por muito que tente nao consegue desenvolver nem as personagens nem propriamente a ligaçao que alegadamente deveria ser criada entre elas.

FIca a ideia que o filme ate pensa em determinada altura em evoluir em ir atras das crenças e os dogmas de cada uma das personagens mas tudo e rapidamente interrompido pelos efeitos da tempestade tornando o filme mais fisico, mais vazio e mais chato, algo que ate e pouco comum para um filme com esta duração que parece nunca conseguir entusiasmar mesmo nas sequencias mais fisicas o espetador.

Ou seja um filme claramente pequeno, com um unico objetivo de potenciar sobrevivencia com efeitos de segundo nivel, e que no final fica claramente a ideia que ja vimos aquilo tudo e de uma forma muita mais profissional. QUando assim e fica a ideia de uma ligeira perda de tempo embora o filme arrisque demasiado pouco para ser muito mau.

A historia segue uma montanhista que numa das suas expedições e apanhada por um tempestade de neve e tem de lutar para sobreviver ate que encontra um misterioso individuo o qual tera que o ajudar.

Em termos de argumento muito pouco, o filme tem poucas bases, arrisca quase nada nas personagens e tudo acaba por ser mais do mesmo. Pouco dialogo que poderia tornar as personagens o epicentro do filme acaba por ser o mal de um filme com objetivos concretos mas curtos.

Na realizaçao Szumowska e uma conceituada realizadora polaca bastante premiada em festivais europeus que tem aqui o seu caminho pelo cinema mais comercial. O filme nao tem grandes meios e isso denota-se em efeitos sofriveis que nem sempre fornecem o impacto que a tempestade quer dar. Fica a ideia que muitas vezes os cineastas europeus nao conseguem sentir-se confortaveis neste tipo de projetos.

Watts nao esta em grande forma e isso explica o nivel baixo dos seus ultimos filmes. Aqui e novamente a solo ate se entrega fisicamente mas fica uma clara ideia que o filme deveria ser obviamente mais de personagem e menos de tempestade


O melhor - Isoladamente o filme consegue dar a perceçao do desespero

O pior - As personagens ficarem muito para trás


Avaliação - C-



Wednesday, April 13, 2022

Mothering Sunday

 O cinema britanico tem um contexto muito prõpio que ao longo dos tempos nos deu um estilo de cinema de epoca com uma assinatura muito propria e ao longo do tempo vai lançado alguns dos novos jovens talentos de um cinema mundial. Em 2021 mas apenas com o lançamento mais expansivo no mundo em 2022 surgiu este filme sobre uma personagem em tres fases da vida. Em termos criticos o filme até conseguiu avaliações validas, mas comercialmente, um terreno onde se percebe que o filme teria ambiçoes curtas o resultado ficou muito aquem.

Sobre o filme temos um filme muito proximo do que e comum no cinema independente ingles marcado por introspeção de personagem, ritmos muito lentos e imagens bonitas. Neste particular o resultado do filme é algo apagado como alias o filme que parece sempre apostado num ritmo demasiado lento na forma como comunica com o espetador, lançado para segundo plano alguns dos seus melhores atributos como o excelente cast.

O filme tem o lado puzzle de nos dar tres momentos diferentes da mesma personagem. Nem sempre este paralelismo e trabalhado de forma a comunicar de uma forma mais clara com o publico, acabando o filme por longos momentos se perder em monologos quase inconsequentes e tudo acaba por ser demasiado apagado para se sustentar junto do espetador.

Ou seja um pouco interessante filme com muito do tradicional ingles, trazendo como protagonistas alguns dos actores jovens a crescer naquele panorama, mas o filme acaba por cair nos erros comuns de um cinema independente daquele pais, que pelo rigor impresso acaba por lentificar processos e distanciar-se do espetador.

A historia segue uma empregada que acaba por iniciar uma relação com um nobre individuo prometido a uma outra mulher, sendo que o filme acaba por seguir um outro momento da vida da mesma personagem na qual a trabalhar numa livraria se apaixona por um cliente e por fim como autora de um romance de sucesso fruto destas vivencias.

Em termos de argumento o estilo fragmentado da mesma personagens e os pontos de contacto entre cada uma das sequencias poderia caso o filme fosse bem trabalhado na intriga ser interessante no resultado final. Mas um estilo demasiado introspetivo das personagens que falam essencialmente mais para dentro do que para fora acaba por não ser o melhor caminho.

 Na realizaçao Eva Husson e uma realizadora associada a um cinema mais independente em termos do cinema britanico que tem aqui o seu filme mais visivel. Esteticamente e no espirito tradicional o filme acaba por ser interessante e com imagens bonitas, mesmo que a organização temporal que o filme adota nem sempre seja aquela que melhor contacta com o espetador.

No cast o filme aposta em duas apostas de uma nova vaga de atores britanicos, concretamente Young e O'Connor, que encaixam no estilo que o filme quer ter. Estranho é o filme apostar no talento de Colman e Firth e principalmente a primeira dar-lhe apenas cinco minutos de real presença no filme.


O melhor - Esteticamente o filme tem alguns planos bonitos

O pior - Ritmo demasiado baixo e introspetivo


Avaliação - C-



Jackass: Forever

 20 anos depois do mundo ser surpreendido pela primeira longa metragem deste grupo assumidamente "imbecil" que tornou um programa de sucesso da MTV numa longa metragem que foi um sucesso, eis que surge a sua homenagem, dez anos apos o ultimo filme, com uma equipa mais velha mas com o mesmo risco. Em termos criticos surpreendentemente o conceito foi aceite, apesar da declarada estupidez e mau gosto patente em todas as sequencias do filme. Por fim em termos comerciais os resultados ficaram um pouco aquem do que os primeiros filmes conseguiram, mas o conceito torna-se naturalmente repetitivo e por iso deixa de ter tanto impacto.

Analisar Jackass e sempre dificil desde logo porque nao temos um filme, ou uma intriga, temos apenas sequencias de imebecilidade, humor e algum nojo que acaba por ser mais do mesmo. O risco aumenta em alguns pontos, tendo sempre o lado nojento, o lado animal e o lado insólito que todos os outros filmes ja tem, mas acaba por ser mais do mesmo, ficando claro que tambem nao existia muitos cominhos para precorrer.

O que percebemos claramente e que todos estão mais velhos e mais que isso percebemos que a idade foi mesmo madrasta para algum deles, dai que se perceba que a maior parte da sequencias sao com os mesmos intervenientes ficando a ideia de algum resguardo principalmente de um Knoxville que acaba por ser mais mestre de cerimonias.

Ou seja sequencias novas mas mais do mesmo em termos das ideias. Acaba por ser um regresso ao passado num contexto diferente, onde não existe tanto o caracter surpresa que acabou por ter um impacto relevante nos primeiros filmes, mas fica a ideia clara que ou se gosta ou se detesta o que este grupo de "idiotas" declarados faz.

O filme marca os vinte anos do primeiro filme, com a maior parte dos elementos do primeiro filme a regressarem com novos amigos para mais uma serie de aventuras sem qualquer sentido e que colocam em causa a propria integredidade fisica.

Em termos de argumento as ideias são na base do que ja vimos anteriormente, não existe nenhuma sequencia particularmente diferenciada, mas quem gostou dos primeiros filmes vai ficar satisfeito da forma como tudo se desenvolve neste.

Na realizaçao Jeff Tremaine é o realizador de tudo que se encontra associado ao genero, com o impacto esperado de cada sequencia. Nao e propriamente um realizador de carreira, onde apenas The Dirt acabou por ter algum lado mais ficcional, mas este sera sempre um trabalho de referencia.

Em termos de interpretes, os personagens acabam por ser eles proprios e nisso temos um Knoxville que acaba sempre por ser aquele que melhor nos apresenta o que vem a seguir, e um conjunto de personagens pensadas para este conceito.


O melhor - Continua insolito

O pior - Nenhuma sequencia e particularmente diferenciada


Avaliação . C+



Tuesday, April 12, 2022

The Contractor

 Existem duplas no cinema que pela relevância ou pela quimica em filmes anteriores acabam por nos trazer algumas boas recordações, é o que acontece com Forster e Pine, depois de Hell or High Water. Neste ano surgem neste pequeno filme de ação sobre o pos exercito. Um filme pequeno de ambiçoes curtas que acabou por ter alguma indiferença critica, sendo que comercialmente as coisas não estiveram muito brilhantes, principalmente tendo em conta o momento menos forte do seu protagonista.

The Contractor e um filme pequeno nas ideias e na execução. Se por um lado o filme ao inicio ameaça entrar dentro da cabeça e saude mental nos dispensados do exercito, bem como na forma como estes sobrevivem apos a dispensa, o certo é que o filme acaba por se tornar num percepitado filme de açao entre grupos com sequencias longas mas que nada desenvolve os temas que poderia tornar o filme mais maduro.

A questão e que a intriga policial que sustenta a historia e as suas sequencias de ação, nem sempre acabam por ser muito eficazes, tornando o filme repetitivo, e mesmo previsivel, pese embora as tentativas de volte face que o filme tenta dar, para alimentar a expetativa do espetador, o qual acaba por chegar aos pontos do filme primeiro do que ele proprio.

Ou seja um filme de açao com poucos elementos relevantes, que acaba por ser de desgaste rapido e com pouca ou nenhuma capacidade de ficar na retina. Saimos com filmagens em Bucareste, um pais nada comum, e acima de tudo a ideia que mesmo nos atores de açao e dificil envelhecer e principalmente Pine tem tido dificuldade em encontrar o seu espaço.

A historia fala de um dispensado do exercito, que acaba por se reunir com o seu ex colega e começar a trabalhar num serviço privado, até que percebe que os intuitos da organização para a qual trabalha não são as melhores e isso pode colocar em causa a sua segurança e dos seus.

Em termos de argumento um filme simples, com poucas personagens ou uma narrativa diferenciada. Fica a ideia que no inicio o filme vai tentar tocar de uma forma madura em questão pertinentes, o qual abandona para se tornar num filme vazia de açao.

Na realizaçao Tarik Saleh é um desconhecido realizador sueco que tem aqui a sua obra mais visivel, sem grande brilho. Uma realizaçao simplista, com sequencias de ação simples, que pouca ou nenhuma assinatura deixa para o futuro.

No cast e pena que depois de Hell or High water tenhamos uma reunião entre um Pine que ja foi mais forte como ator de ação e um Forster que parece sempre ter dificuldade em assumir o seu real talento em personagens mais eficazes. Aqui o filme parece não estar de acordo com ambos, mas principalmente com o talento claro e aqui algo desprediçado de Forster.


O melhor - A ameaça do filme tocar em temas concretos do abandono dos dispensados do exercito.

O pior - A forma como o filme acaba por se tornar num sem sabor filme de ação rapida


Avaliação - C-

Apollo 10 1/2: A Space Age Adventure

 Richard Linklater é sem sombra de dúvida um dos cineastas mais exprimentalistas que Hollywood conheceu até hoje. Não por ser particularmente arrojado nas suas historias, mas acima de tudo porque faz dos seus filmes verdadeiras experiencias de vida, como fez na longa filmagem de Boyhood, ou na triologia do romance puro de Before. Ao longo da sua carreira já tinha efetuado uma incursão na animação sem grande sucesso, e este ano volta, num tema mais intimista e com a colaboração da Netfllix. Criticamente o realizador voltou a agarrar a critica, mas comercialmente pouco ou nada ouvimos para potenciar uma historia como esta, o que demonstra bem que a Netflix preocupa-se mais com produtos de desgaste rapido do que com obras mais referenciadas.

Sobre o filme o que podemos dizer é que mesmo sem nunca vivermos em Houston, ou nunca termos estado propriamente dentro daquela epoca o filme é uma autentica viagem de promenores do primeiro ao ultimo minuto que nos enche de memórias mesmo que não sejam nossas. O filme consegue mais que ir a um momento proprio de uma sociedade ir atrás de uma infância de memorias, com dinamicas familiares, culturais e educacionais de um tempo de uma forma que apenas Linklater consegue ter.

O filme para alem de concetualmente e esteticamente ser muito aprimorado, entusiasmando o estilo de animaçao realista com muitas figuras conhecidas, acaba por surpreender pela forma como todos os promenores das dinamicas contam, abrindo o filme a uma vivencia familia imersiva num contexto unico como a experiencia lunar.

Por tudo isto e estranhamento incompreensivel como é necessário quase um mapa para descobrir tão curioso filme numa galeria interminavem de titulos que a netflix dispõesm. Claro que muitos podem pensar que a animaçao para adultos e sempre dificil, mas o filme marca mesmo isso, e um filme para a adultos que quer que façam recuar ao momento em que a animação ainda era uma forma de sentir e nisso o filme e muito competente.

A historia fala de um jovem instalado em Houston proximo da sede da Nasa e as suas vivencias familiares e fantasiosas nos momentos que antecederem a ida à lua e a forma como foi vivenciando essa própria experiencia.

Em termos de argumento a historia pode ser algo difusa no paralelismo entre a realidade e o imaginario, mas nos detalhes e nos apontamentos poucos escrevem como um Linklater absolutamente unico, na forma como potencia o detalhe e como chega às nossas memorias.

Em termos de realizaçao o trabalho do realizador e muito interessante e seria um autentico disparate se o filme não figurasse nos nomeados para melhor filme de animaçao no proximo ano, devido a qualidade e originalidade da abordagem, embora com tecnicas proximas daquela que Linklater ja tinha usado com menos sucesso no seu projeto de animaçao anteior. Podendo nao ter filmes espantosos tecnicamente Linklater tem projetos de vida dedicados ao cinema.

O filme nao tem atores, tem um Jack Black como narrador que cumpre aquilo que o filme quer, ou seja guiar-nos por memórias e a escolha acaba por ser mais que tudo competente.


O melhor - A experiencia totalmente imersiva que o filme acaba por ser.


O pior - O fio condutor pode não ser particularmente intrigante


Avaliação - B+

Monday, April 11, 2022

Marry Me

 O dia dos namorados e dias aproximados são sempre epocas para filmes romanticos de amor idilico com o objetivo maximo comercial. Este ano, este filme produzido e pensado totalmente na figura de J Lo acabou por ser a coqueluche do ano. Num estilo Nothing Hill dos tempos modernos este filme foi claramente pior recebido com avaliações sofriveis. Comercialmente os resultados também ficaram algo longe do que o star value da actriz poderia fazer esperar.

Sobre o filme, podemos sempre esperar que a historia do amor impossível entre um anonimo e uma estrela é algo que cai muitas vezes no imaginario comum e nada melhor do que tentar um projeto que faça resultar tal relacionamento. O filme tenta, principalmente na dictomia e nos pressuposto que os opostos se atraem, mas acaba por não funcionar, essencialmente porque perde demasiado tempo a pensar na imagem de Jennifer Lopez e bem menos nos outros elementos do filme.

Um dos problemas maiores que um filme romantico deste tipo pode ter, é a falta de quimica, e o filme nunca tem, o estilo de Lopez nao encaixa minimamente com o estilo de Wilson, sendo os dois muito presos no seu estilo de cinema acaba por nunca existir simbiose entre as personagens, num filme que dependia muito disso para funcionar. A unir tudo isto o filme passa demasiado tempo em musicas e roupas de J Lo.

Por tudo isto uma fraca comedia romantica, daquelas que o seu estilo e ideias se esgota por completo no trailer. Mesmo com uma base que agrada habitualmente o grande publico pela forma como lhe preenche o imaginario este nunca consegue funcionar, principalmente porque nem a personagem masculina cresce, nem a feminina desce do pedestal onde se coloca.

A historia fala de uma super estrela da musica que em pleno palco, apos ter conhecimento de que é traida por outra super estrela, acaba por casar com um perfeito desconhecido, que apenas ali se encontrava para agradar a filha. O que seria uma manobra comercial acaba por aproximar os dois de mundos bem diferentes.

O argumento do filme parte de uma ideia que no passado ja resultou, principalmente em Nothing Hill, o filme tenta ser mais atual, com o glamour do mundo da musica, mas perde-se nisso e o filme acaba por ter mais dificuldade em fazer as personagens funcionar em duo, e quando assim é tudo fica comprometido.

Na realizaçao Kat Coiro é uma jovem realizadora habituada acima de tudo a trabalhos para televisão que tem um trabalho simples, mas que se dedica demasiado a agradar a imagem de JLO (produtora do filme) do que em criar mecanismos para o filme funcionar, também esteticamente. Nao e uma obra diferenciada.

No cast temos os protagonistas nos seus papeis mais comuns, o lado estrelar de Jennifer Lopez e o lado desligado de Wilson. Ambos encaixam bem nos registos mas acabam por nao encaixar minimanente um no outro e o filme sofre muito por isso.


O melhor - A ideia é sempre boa

O pior - A quimica que nunca aparece


Avaliação - C-

Sunday, April 10, 2022

Dog

 O longo confinamento que fomos obrigados a fazer nos ultimos dois anos, foi um desafio longo para alguns atores, que tiveram de encontrar os seus objetivos no cinema perante esta nova realidade Tatum decidiu treinar cães para o seu projeto pessoal de um filme homenagem a todos os canideos, herois de guerra e as consequencias que tal trás para os animais. Estreado no inicio do ano sem todo o mediatismo dos filmes do heroi de açao, o filme que tem o ator na co realizaçao ate conseguiu criticas respeitaveis, para um conceito algo simplista. Comercialmente o valor do ator ainda e uma garantia de algum sucesso em Hollywood.

Sobre o filme podemos começar por dizer que temos um filme ligeiro, sobre a ligação entre uma pessoa e um cão dificil, numa especie de road trip entre ambos. O filme e a todos os niveis simples, tendo como maior feito o não cair no exagero da relação idilica, o filme assume sempre os problemas da personagem humana e da cadela na forma como a relação se constroi e nisso o filme é competente, bem como no lado de homenagem aos veteranos.

O filme funciona bem pior como entertenimento, desde logo as sequencias entre personagem e cão estão longe de ser particularmente divertidas, principalmente tendo em conta o que todos ja vimos em outros filmes com animais, e a road trip nao e propriamente recheada de situações particularmente interessantes, acabando o filme por acabar numa monotonia de um filme que nao quer ser exageradamente idiota, mas também nao tem atributos para e fazer vincar no drama.

Fica mais do que um otimo filme, uma homenagem, ou um filme ternurento de ligaçao entre o homem e animal, igual a muitos. O lado simbolico militar, da ao filme uma componente ideologica relevante, mas como obra o filme está longe de ser satisfatoria, acabando por cair na sua maior parte do tempo numa monotonia exagerada.

A historia fala de um ex combatente que e contratado de forma a efetuar uma road trip com um violento cão com ansiedade de guerra ao funeral do seu tratador, iniciando uma road trip nada facil para nenhum dos envolvidos.

Em termos de argumento temos um filme algo repetitivo a outros que ja vimos, quer na ligação e construção da dinamica cão pessoa, mas acima de tudo na forma como o filme acaba por ter de encontrar as situações para descontrair que todos ja as vimos.

Na realizaçao Tatum estreia-se na realiação com um projeto pessoal, que tem a dificuldade de ter cães como protagonistas, com muito treino, mas esteticamente e um filme demasiado simples e convencional. tem ao seu lado o seu amigo Reid Caroline com quem ja tinha colaborado em MAgic Mike, tambem ele em estreia.

No que diz respeito ao cast e inequiveco a entrega de Tatum ao filme nos mais diversos sentidos. A personagem e basica, sem muita exigencia a nao ser as caracteristicas ja exploradas do ator, que tem aqui quase um filme a solo, ou nao fosse o seu projeto.


O melhor - O lado da homenagem sentida a um lado menos visivel da guerra

O pior - Demasiado monotono do primeiro ao ultimo minuto


Avaliação - C



Wednesday, April 06, 2022

The Cursed

 Este filme que após ter sido trabalhado com o nome The Cursed foi conhecido em alguns mercado comos "Eight for Silver" é uma aposta do terror de epoca com muito terror e imagens chocantes numa historia de vingança de seres animalescos e possessões. Esta mistura lançada no inicio do ano ate conseguiu convencer a critica o que nem sempre é fácil num género como o terror. Comercialmente a falta de nomes de referência não potenciaram resultados consistentes, mesmo com o filme a ter uma estreia wide.

Sobre o filme podemos começar por dizer que tem elementos como o horror e as sequencias de sonho que funcionam bem naquilo que transmite ao espetador, aproveitando o lado de época para ter mais impacto estético nas suas cenas, mas por outro lado na narrativa o filme acaba por se embrulhar demasiado na sua própria historia e acima de tudo numa forma nem sempre muito concreta de introduzir personagens.

Por tudo isto ficamos sempre mais associado a crueldade de algumas imagens do que propriamente ficamos impressionados com o guião ou o argumento do filme, numa historia repetida igual a muitas, que mesmo na sequencia do terror acaba por juntar demasiados géneros sem nunca tirar realmente proveito de um estilo em si.

Por tudo isto um cinzento filme de terror, que chama a si o maior destaque pela agressividade e o lado mais agressivo de determinadas cenas que acabam por ser o seu elemento mais diferenciador. Não e um dos filmes que ficara na retina nem por ser brilhante no género nem por ser mau de mais, como muitos de terror ficam pelo lado menos positivo.

A historia fala de uma família, que depois da morte de uma comunidade cigana começa a ser importunada por sonhos horríveis e pior de tudo por um estranho ser que coloca em causa a sobrevivência das diferentes pessoas da aldeia em particular destaque da família em questão.

No que diz respeito ao argumento o filme acaba por ser algo repetitivo nas suas ideias e no seu desenvolvimento. Não e propriamente rico nos diálogos e personagens, acabando por acima de tudo ser um filme que tem noutras valências os seus maiores talentos.

Na realização Sean Ellis e um realizador que teve algum sucesso nas curtas mas que a passagem para longas ainda não conseguiu se traduzir numa obra de referencia. Fica a ideia que sabe tirar partido da estética dos seus filmes, mas se calhar ainda não encontrou a historia certa.

No que diz respeito ao cast Holbrook e um ator que ja viu passar perante si o comboio do sucesso mas tarde em o assumir. Este e um papel simples num tipico filme de terror que não tras o desenvolvimento que talvez esperava ter neste momento. Nos restantes o filme não ganha nem perde pelas suas escolhas.


O melhor - O caracter estetico do horror

O pior - O argumento e mais do mesmo


Avaliação - C



Monday, April 04, 2022

Kimi

Numa altura em que Zoe Kravitz começa a assumir um protagonismo declarado em Hollywood principalmente pelo sucesso comercial de Batman, eis que surge o novo filme do exprimentalista Steven Soderberh numa colaboração com a hbo max, sobre o mundo da tecnologia que teve a jovem atriz como figura central. Criticamente o filme conseguiu novamente que o realizador obtivesse alguns aplausos, comercialmente fica a perceção de que terá que ser com outro tipo de abordagem que esta nova HBO tera que assumir protagonismo.
Nos ultimos anos Soderberg tem adotado um cinema exprimentalista com historias algo simplistas de entertenimento rapido mas que na sua forma de captar imagens acaba por apostar em alguma diferença e irreverência que nos tem dado alguns filmes interessantes mas longe das obras de referência que o realizador teve quando conseguiu vencer os oscares. Pois bem este e mais um filme cujo resultado acaba por ser igual, ou seja ficamos com a clara convicção de que o filme tem potencial, mas nao tem tamanho para ser significativo.
A forma como o realizador gosta das novas tecnologias acaba por ser vincado no protagonismo que o filme acaba por dar à inteligência artificial cada vez mais em nossas casa. Se na forma como o filme trata a agarofobia e a digitalização o filme e competente, tratando tambem o contexto da pandemia, o filme no+ que diz respeito a intriga policial e si é batante mais modesto, num filme curto, que entertem mais pouco mais.
Fica assim mais um registo de um filme de Soderberg muito ativo depois de por diversas vezes anunciar pausas na carreira que nunca se concretizaram. Fica a ideia e que o filme tem demasiada pressa de chegar ao filme e isso projudica a intriga policial simplista, que parece ser apenas o adereço para tudo o resto, quando deveriam ser os detalhes a aprimorar a ideia central.
A historia fala de uma jovem agarofobica com um trabalho digital que acaba por tropeçar num homicidio e que a leva a ter de superar todos os medos para conseguir sobreviver a quem quer apagar isso da memoria da mesma.
Em termos de argumento o filme tem alguns apontamentos interessantes, principalmente nos detalhes tecnologicos, mas depois acaba por ser algo simplista na intriga policial central e isso faz o filme ser algo simples em quase tudo, e que faz que o espetador se centre essencialmente nos detalhes onde o filme e mais trabalhado.
Soderberh dedicou-se nos ultimos anos, mais que grandes projetos, a um exprimentalismo suportado pelos serviços de streaming, isso faz com que os filmes tenham detalhes mas depois percam o tamanho que Soderberg ja teve em muitos outros filmes. Esta mais ativo do que propriamente brilhante.
No cast temos uma Kravitz que se entrega fisicamente ao papel o qual acaba por nao exigir tanto como a sinopse faz pensar. A atriz esta em boa forma e isso transmite confiança, num filme que o unico outro ponto no cast minimamente interessante e ver o Buzz de sozinho em casa mais velho

O melhor - Os detalhes tecnologicos

O pior - A demasiada simplicidade da narrativa policial

Avaliação -C+


Sunday, April 03, 2022

Moonfall

 Rolland Emmerich e um veterano realizador de blockbuters com muito investimento que teve na decada de 90 alguns dos maiores sucessos de bilheteira daquele tempo. COntudo com o passar e com a repetiçao continua da tematica dos filmes catastrofes foi perdendo o impacto e começou a ser uma aposta mais secundária dos estudios, ainda que com muitos meios ainda. Este ano surgiu mais um filme do genero, agora lançado nos primeiros meses, e com uma receção critica negativa que resultou num filme com muita pouca imponencia comercial, demonstrando que o realizador e o estilo estão completamente fora de moda.

Se os primeiros filmes de Emmerich ate podiam ser uma boa simbiose entre o lado comercial e tecnicos dos efeitos especiais e alguma capacidade de ser engraçado, os ultimos tornaram-se apenas filmes de destruição total de efeitos especiais vazios, que tem o seu pior lado a todos os niveis neste horrivel Moonfall. 

Tudo neste filme é absurdo do primeiro ao ultimo minuto, a ideia da lua chocar contra o planeta que nos leva a um desfile pessimo de efeitos especiais completamente ultrapassados, um conjunto de personagens que acabam por ir para circunstancias completamente aburda, e acima de tudo um filme que sabe que é mau e nem conegue jogar minimamente com o lado descontraido que poderia tirar o peso do filme se levar a si demasiado serio.

Por tudo isto Moonfall e para mim o pior filme de pelo menos os ultimos cinco anos, num espetaculo deploravel de efeitos especiais, de personagens e acima de tudo uma ideia idiota, contextualizada por ideias de desenvolvimento narrativo completamente sem sentido e no final uma confusão total de tematicas.

A historia fala de algo que se inseriu dentro da lua e que acaba por desviar a orbita lunar colocando em risco a sobrevivencia do nosso planeta ficando tudo nas maos de dois astronautas e um estudioso dos fenomenos lunares numa missão a solo.

No argumento centra-se o desastre completo do filme, desde uma ideia sem qualquer tipo de sentido, que se torna ainda pior na forma como o filme desenvolve personagens e situações, acabando por no final ainda complicar o facil de um argumento jã de si absurdo que torna tudo uma complicação ainda mais sem sentido.

Emmerich e um realizador veterano que a determinado momento da sua carreira conseguiu perceber aquilo que o publico queria ver em termos de blockbusters mas que ficou vinte anos depois preso aos mesmos procedimentos e acaba por nos ultimos anos se arrastar num cinema penoso quer manchará a sua carreira no final. Tem aqui o seu capitulo mais negro a todos os niveis.

E completamente impensável como uma atriz vencedora de oscar como Halle Berry aceite fazer um filme como este, completamente despropositado, com uma personagem basica ao máxima. Em Patrick Wilson e outros secundarios e mais comum os ver em projetos como este de visibilidade mas que nada fornecem aos seus interpetes e respetivas carreiras.


O melhor - Nada

O pior - Tudo

Avaliação - F



Thursday, March 31, 2022

I Want You Back

 É conhecido que o dia dos namorados é uma altura em que o cinema normalmente lança alguns projetos de forma a tentar ir buscar algum dinheiro junto de casais enamorados com o lançamento ou de diversos filmes sobre romance a maior parte dos quais comedias. Parece que este ano também os serviços de streaming apostaram no tema, principalmente a Amazon com este filme que essencialmente se debruça sobre o amor. Esta comedia com diversos  intervenientes habituais no genero arrecadou criticas interessantes sendo que comercialmente não sera certamente uma ancora do serviço.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme ligeiro sobre o amor e sobre as relações. E um filme que consegue satisfazer os espetadores com simplicidade, não necessitando nunca de ser extremamente efusivo no seu humor, embora o seu lado descontraido seja sempre presente. O maior potencial do filme está na forma como caracteriza e nos da diferentes relações entre os protagonistas sem lados bons e maus e nisso o filme apesar de declaradamente comedia acaba por ter um trabalho de fundo.

Onde o filme me parece perder algum ponto e na sua conclusão, rapida e simbolica, mas fica a ideia que principalmente a quimica de Day e Slate merecia uma conclusão mais detalhada assim como os outros personagens. Ou seja o excesso de cenas e de explicação para cada uma das personagens e que faz o filme ser funcionar e detalhado em muitos aspetos parece não ter a conclusão perfeita mesmo que a mesma seja simbolicamente bonita para o que o filme quer traduzir.

Mesmo assim, e estando longe das obras primas ou referência da comedia romantica temos um filme eficaz, que sabe o que quer tratar, o romance, de uma forma ligeira sem nunca entrar na comedia idiota e o filme consegue encontrar o ritmo certo, as personagens e os seus momentos para funcionar junto do publico, mesmo que seja um filme simples de familia e pouco mais.

No argumento o filme tem como a sua maior virtude a simplicidade e o trabalho nas personagens e nas suas relações individuais. As peças encaixam e o filme consegue ter um ritmo de alguma suavidade com muitas auto perceções do amor sem nunca necessitar de ser exagerado no humor ou na sua sexualização, algo que esta muito na moda.

Na realizaçao Jason Orley e um realizador associado a alguns projetos de Pete Davidson enquanto humorista e que aqui tem um trabalho de telefilme simples sem grandes riscos ou jogadas ideologicas seguindo a simplicidade que o filme acaba por ter em si próprio.

No que diz respeito ao cast Day e Slate levam as personagens para o seu lado mais comico, fruto das carreiras e estilos que foram construindo. Eastwood num registo mais leve que funciona naquilo que o filme pede da sua personagens, sendo Rodriguez obviamente o corpo mais estranho na toada que o filme quer ter.


O melhor - As personagens encaixarem bem entre si


O pior - O final apressado


Avaliação - B-



Wednesday, March 30, 2022

Death on the Nile

 Depois de uma grande parte da carreira dedicada a adaptações literárias de Shakespeare, eis que nos ultimos anos Branagh se dedicou mais a Agatha Christie encarnando a sua personagem mais carismatica Poirot. Pois bem depois da adaptação de Crime no Expresso Oriente com um elenco de luxo seguiu-se Morte no NIlo, com um elenco mais modesto e mais centrado na personagem em si. Os problemas extra ecra de Harmer foram adiando anos a fio o lançamento que acabou por ver a luz do dia apenas em 2022, com uma receção critica demasiado mediana e algo apagada pelo sucesso do realizador com o seu intimista Belfast, comercialmente, o terreno onde o filme tinha mais ambições o resultado ate conseguiu ser satisfatorio, algo que nem sempre acontece principalmente quando estamos a falar de um filme com tantos atrasos no lançamento.

Sobre o filme podemos dizer que neste tipo de registo Branagh cai em algum egocentrismo na forma como tenta conduzir a personagem e mais que tudo na forma como o filme deixa de ser sobre o caso e sobre o misterio para ser um exercicio de estilo do seu protagonista, e nisso penso que o balanço que o realizador encontra ja tinha sido algo exagerado no primeiro filme e agora volta a repetir ficando a ideia que a historia fica por contar em alguns pontos, ou algumas personagens.

CLaro que ao ser um filme de grande estudio temos meios, principalmente nas paisagens e no contexto espacial que o filme nos dá. Nisso Branagh fruto de uma elevada experiencia em filme de grande produçao sabe manusear os meios ao seu dispor, mesmo que fique por vezes a ideia clara que em termos do que poderia ser uma assinatura o filme nunca a tenta ter.

Ou seja uma historia conhecida, contada de uma forma classica com a clara ideia que mais que render a historia ou a contar, Branagh quer dar a si a personagem, parecendo tudo o resto um contexto para fazer funcionar o seu personagem, com excesso de tiques, que acaba por nao condicionar muito o resultado final do filme porque os policiais de Christie valem por si so.

A historia segue Poirot, o qual embarca com o seu amigo Burc numa viagem de barco pelo Nilo em plena lua de mel de uma jovem aristocrata acabada de casar, mas que de repente surge morta e todos os convidados tem motivos para desejar este acontecimento.

Em termos de argumento Christie tem policiais unicos e este e mais uma historia que merece ser contada, o que aqui e feita de uma forma classica com todo o estilo reunido para o seu final. Fica a ideia que o desenvolvimento das personagens poderia ser melhor trabalhado para efeitos de ficção.

Branagh e um realizador que passou muito da sua carreira em filmes de grande estudio mas sem grande assintura, tendo conseguido a valorização critica recentemente com o seu Belfast. Aqui denota-se a vontade a trabalhar com meios contudo o filme acaba por ter dificuldades em se assumir como de autor. Tem meios mas parece um trabalho de tarefeiro.

No cast o filme apenas exige o rigor fisico da personagem central que Branagh fornece demasiada rigidez e maneirismos, que nem sempre nos parece a melhor solução. No resto do cast fica a ideia que as personagens nao sao exploradas para muito brilho, cabendo principalmente a Gadot o lado mais comercial que o filme quer ter.


O melhor -O suspense dos policiais de quem matou quem


O pior - Demasiado centrado nos maneirismos de Poirot

Avaliação - C



Tuesday, March 29, 2022

Studio 666

 Numa altura em que a pandemia foi um desafio a diversas artes principalmente a musica, o grupo Foo Fighters decidiu fazer uma incursão pelo cinema de terror com este sanguinário Studio 666, que acabou por ficar marcado na despedida do baterista da banda Taylor Hawkings que acabaria por falecer um mês depois do lançamento deste filme. Criticamente esta incursão acabou por passar com mediatismo, sendo que comercialmente parece que apenas alguns fas do grupo acabaram por ligar-se ao filme e pouco mais, com resultados muito modestos.

Sobre o filme podemos dizer que é uma jogada de markting e nada mais o filme não tem história, o filme náo tem pressupostos, não tem personagens, tem basicamente a ideia de colocar os elementos da banda, quase todos descofortáveis neste papel e acaba por essa mesma razão transparecer um filme sem qualquer sentido, e que acaba apenas por ser um projeto de sequencias de mau gosto com muito sangue mas pouco em termos de coerencia ou qualidade.

O filme assume o estilo de muito sangue e pouca razão e isso acaba por tornar os mais de 100 minutos do filme, um espetaculo com muito sangue mas nada mais. COnfesso que nao consegui encontrar o sentido de um projeto perante este, a nao ser a monotonia de uma pandemia que levou o grupo a explorar o seu valor comercial num filme que caso não fosse a morte do seu baterista poderia ser ainda mais criticado.

Ou seja uma forma que uma das maiores bandas encontrou para demonstrar a sua presença numa arte que ate ao presente momento náo tinham explorado ficando a ideia que tudo não cabe no filme, nem os atores nem a historia nem o estilo num dos piores projetos cinematograficos dos ultimos anos.

A historia segue a banda Foo Fighters que para gravar o decimo album acabam por ir ter a uma casa com um espirito maligno que acaba por conduzir a que o famoso vocalista da banda possuido acabe por colocar em causa a sobrevivencia dos outros elementos.

Em termos de argumento e facil analisar este filme, o mesmo não existe em nenhum momento, náo existe personagens, nao existe fio condutor do filme e mais que tudo não existe sentido e isso acaba por terminar qualquer objetivo que o filme tivesse.

Em termos de realizaçao o projeto teve BJ Mcdonnell um desconhecido associado a realizaçao de alguns projetos musicais que tem muito sangue para trabalhar mas a sua função seria herculica em fazer um projeto destes funcionar, dai que seja uma experiencia e nada mais.

No cast temos a banda e os seus elementos a fazer deles proprios com o unico lado mais exprimentalista e ver Grohl com o demonio, mas nada funciona, não sao atores e nunca se sentem confortáveis minimamente com o filme.


O melhor  - A homenagem que fica a Hawkins

O pior - A forma como o filme não tem qualquer sentido


Avaliação - D-



Monday, March 28, 2022

The Ice Age Adventures of Buck Wild

 Há diversos anos que toda a gente percebeu que a saga de Ice Age enquanto filmes de sucesso tinha chegado ao fim em termos de grande ecrã, sem que isso se traduzisse na anulação completa do conceito. Pois bem com a existência do streaming seria uma questão de dias até a saga ter um novo capitulo com este tipo de lançamento, e eis que surgiu logo na aplicação da sua maior rival Disney, que acabou por comprar o estudio onde tudo começou.  Este novo capitulo foi um desastre critico, proximo do que os ultimos filmes ja tinham sido, mas comercialmente e principalmente em streaming o resultado comercial existirá sempre.

Sobre o filme podemos dizer que Ice Age é quase um percurso historico pelas fases pre historicas, que conseguiu nos primeiros filmes algum humor. Com o passar do tempo as personagens foram-se esgotando até desaparecerem por completo de tal forma que o filme abdica totalmente das mesmas para apostar em personagens secundarias que os mais desatentos ja tinham esquecido a sua existência e resultado e um completo deserto de ideias.

Tudo começa nas personagens centrais, pouco interessantes, pouco comicas totalmente desligadas daquilo que sao a base dos primeiros filmes. Tambem em termos narrativos muito pouco do que uma luta por sobrevivencia com uma especie de novo heroi que nunca consegue ter carisma para segurar um franchising com milhões e percebemos que tudo se vai diluindo a um ritmo lento e sem qualquer tipo de elemento de interesse.

Por tudo isto e sinceramente tendo em conta que o primeiro filme até foi funcional esperemos que o streaming deixe Ice Age repousar em paz já que se percebeu que o mesmo não é capaz de dar à luz novas ideias e que acima de tudo mesmo as antigas já não conseguem sequer alimentar cinco minutos de filme.

A historia segue Crash e Eddie a tentar viver sem a presença da "irmã mais velha" (Sic) até que ficam no epicentro da aventura de Buck Wild contra Orson na luta no novo mundo, enquanto as personagens de sempre procuram o seu rasto.

Em termos de argumento o filme é um deserto de ideias do primeiro ao ultimo momento. Nao consegue encontrar as personagens e ligar ao passado, o desenvolvimento das novas é desinteressante, e mesmo o humor que foi sempre presença vincada no registo do filme encontra-se ausente.

Para timoneiro desta nova aventura Donkin estreia-se depois de produzir diversos filmes entre os quais os originais Ice Age. Em termos produtivos Ice Age foi sempre um parente pobre com mais sucesso do que meios. Para um telefilme seria de esperar pouco risco e o filme cumpre com minimos neste teor.

No naipe de vozes, as figuras centrais dos primeiros filmes desaparecem e sobra um Pegg na personagem que da nome ao filme, numa demonstração que ate neste particular o filme nada arrisca.


O melhor - Menos de 90 minutos

O Pior - A forma como a cada passo a saga fica pior


Avaliação - D



Monday, March 21, 2022

Spider Man: No Way Home

 No final de 2022 a aposta da Marvel para incendiar os cinemas foi mais um capitulo de Spider Man como se um filme Marvel com muitos herois se tornasse numa fase em que temos cada vez mais herois com filmes proprios, mais cruzamento de mundos e personagens e acima de tudo muito capital de risco. Pois bem se mesmo com todos estes ingredientes que estavam bem patentes nos filmes anteriores este acaba por dar mais um passo total naquilo que é o risco e a originalidade ao ir buscar personagens e mesmo Spider Man anteiores numa junçao de tudo o que ja foi feito. Em termos criticos a maioria das opiniões foram positivas embora alguns possam ter achado que a ideia foi longe de mais. Comercialmente este filme tornou-se  num sucesso sem precedentes e um dos filmes mais rentáveis da historia.

Sobre o filme desde logo temos de estar preparados para algo diferente, porque se existe algo que Spider Man é neste novo capitulo e diferente na abordagem, no conceito e na homenagem, e no final ficamos com a sensação que mesmo sendo confuso o filme funciona, mesmo necessitando de muita memoria dos seus espetadores para nos lembrarmos de tudo dos filmes anteriores, acaba por funcionar principalmente quando entram em cena as diferentes versões do heroi o que dá ao filme o lado descontraido que o mesmo necessita.

Do ponto de vista da trama em si, como a maior parte dos filmes da Marvel nos ultimos tempos de herois que ja tem filmes anteriores temos risco, temos perda, temos uma evolução clara da historia e não os filmes simples para rentabilizar personagens e fazer o disco girar. Talvez seja esse impacto que a Marvel da a cada filme que os fazem funcionar como poucos no estilo, e que tornam este filme mais uma vez de grande impacto.

Pode no entanto o filme perder pelas opções menos logicas da personagem. Por o filme ir a procura de uma resolução que depois desiste e que acabamos por nunca conseguir prespetivar como a mesma poderia terminar. A tudo isto a falta de um vilão declarado mesmo que Green Goblin de Dafoe preencha essa lacuna tambem pode perder algum impacto ao filme.

A historia segue Peter Parker a tentar minorizar os danos depois da revelação da sua identidade como Spider Man e principalmente depois de muita população defender Mysterio. Tudo fica mais dificil quando com a tentativa de limpar o passado surgem diversos personagens de sagas anteriores para colocar em causa tal identidade.

Em termos de argumento a base ideologica do filme e arrojada, de execução dificil mas o filme funciona principalmente na ligação entre personagens e historias, mesmo que surja por vezes alguns cruzamentos que o filme desiste de os contornar. fica a ideia da coragem de fazer escolhas impactantes mas isso tem sido a assinatura marvel dos ultimos tempos.

Na realizaçao Watts assinou esta triologia e é o homem do Spider Man desta versão com toda a grandiosidade que o heroi exige. Tornou-se quem sabe um tarefeiro de qualidade mais que um realizador de assinatura mas e um espaço que o vai fazer ficar na historia como alguns dos filmes mais rentaveis da historia nao sendo obviamente um realizador ainda com um nome e um cunho proprio.

No cast temos um Holland que dia apos dia se tornou a escolha perfeita para o Spider Man dos nossos tempos, conjugando a capacidade interpretativa com o carisma que reune apoio junto dos mais novos sempre apoiado no star value de Zandaya. De sublinhar o regresso de Maguire e Garfield ao fato.


o melhor - O risco de um guião nada convencional

O pior - Nao consegue desatar todos os nós que a complexidade da historia exige


Avaliação - B



Sunday, March 20, 2022

Gold

 E muito comum actores que tem algum valor comercial em filmes de adolescentes com muita dificuldade em se assumir num cinema de adulto arriscar nas suas escolhas em filmes mais independentes e mais exigentes do ponto de vista de interpretação. Este filme marca a aposta a todo nivel de Efron em tentar tornar-se num ator intenso e dramatico num filme que mais que tudo lhe exige bastante do ponto de vista fisico. Criticamente este Gold não passou da mediania que acabou por não permitir muito impacto da interpretaçao, pelo menos o esperado para Efron. Comercialmente o filme estreou em poucos cinemas nao obtendo resultados significativos.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é um tipico filme de serie B de personagens em condições adversas com uma realização que potencia ainda mais o lado arido da envolvencia que torna o filme fisicamente muito exigente para os atores mas mesmo para os atores, que basicamente assinstem ao lado adverso que a personagem tem de enfrentar sem ter grande contexto e acima de tudo sem ter muito caminho por onde ir.

Por tudo isto e um filme limitado, principalmente do ponto de vista narrativa. Nao temos propriamente personagens para alem da ganacia e da sobrevivencia., não sabemos onde nem quais os objetivos de cada um e vimos uma luta pela defesa animalesca de um bem contra pessoas e situações ambientais, num filme de pensamento simples mas com muito pouco conteudo.

Por tudo isto Gold acaba por ser um filme de clara segunda linha que tirando o lado mais fisico de uma interpretaçao algo diferente do que Efron nos deu nao tem elementos que chamem a si qualquer relvância. Salva-se a forma como cria uma atmesfera intensa que ajuda a algum impacto mais visual do filme mas a seca narrativa esta bem patente do primeiro ao ultimo minuto.

A historia segue dois homens que se encontram em seguem caminho numa estrada arida e deserta no desconhecido até que ambos acabam por ficar sem carro e perdidos no meio do nada com a descoberta de muito ouro, o que os leva a um plano de grande exigencia de sobrevivencia.

O argumento do filme e o seu ponto fraco. Poucas ideias para alem da sobrevivencia, poucas perosnagens e poucos dialogos como que se a abrir portas para o lado visual da sobrevivencia mas isso faz com que o argumento seja o lado pobre do filme.

Na realizaçao Hayes depois de muitos anos a dedicar-se a ator regressa atras da camaras num trabalho visual com algum cuidado mas que a falta de argumento não faz fortificar a ideia de uma boa historia e intensa. Podemos achar a realizaçao com alguns elementos de impacto principalmente na dimensão fisica de exigencia da interpretaçao de Efron.

No que diz respeito ao cast o filme esta pensado para Efron ter impacto num papel algo diferente do que vimos dele. O lado fisico demonstra um ator em forma mas a personagem não exige os outros elementos que poderiam dar mais força a interpretação em si.


O melhor - O lado arido das paisagens e o elemento que isso trás ao filme.

O pior - A falta de personagens


Avaliação - C-



Saturday, March 12, 2022

Turning Red

 Nos ultimos tempos e principalmente com a chegada da Disney + temos assistido a uma Pixar muito mais movimentada, com mais filmes e isso fará certamente que o resultado de algum deles fique em termos de qualidade menor. Este filme, que acabou por ser mais uma aposta da aplicação resultou novamente na critico, algo que ninguem como a Pixar sabe fazer tão bem. COmercialmente aguarda-se mais feedback da aplicação.

SObre o filme desde logo podemos dizer que o tema escolhido acaba por ser dos menos infantis que vi a Pixar escolher ao tentar entrar na mente de uma adolescente de 13 anos, na sua adolescencia pura e mesmo nas suas alterações do corpo. E nisso o filme tem algumas valencias em que funciona principalmente na forma como liga bem a personagem ao grupo de amigos e cria o conflito no contexto familiar. Nisso o filme e realista e competente..

Acaba por ser na sua vertente mais mitologica e fantasiosa que o filme funciona pior, torna-se confuso, algo desligado e o valor moral do filme vai-se esbatendo sem o impacto que normalmente esta questão tem de uma forma muito assumida nos filmes da Pixar, fica mesmo a ideia que com a passagem do tempo do filme este vai perdendo alguma orientação de onde quer chegar de forma a ter alguns detalhes comerciais onde penso que a pixar se sente menos confortavel.

Por tudo isto um claro filme menos da Pixar, um filme que quer tocar em assuntos da adolescencia com a abordagem da animação infantil que não conjuga e acaba por perder o foco no seu publico alvo, ficando a ideia que e demasiado complicado e mesmo sem graça para os mais pequenos mas que ao tocar em alguns temas deveria nao infatilizar tanto no formato da fantasia.

A historia segue uma pre adolescente com os gostos tipicos de uma menina da idade dela mas inserida numa familia com uma mae rigorosa e tradicionalista que vai tudo complicar quando percebe que existe tradiçao da sua familia de a faz transformar num panda vermelho quando dominada pelas emoçoes.

O argumento e ambicioso nos temas que quer tocar, o que torna todo o procedimento de execução dificil e o filme sofre em encontrar o balanço correto entre temas e estilo o que nem sempre consegue. A nivel moral tem impacto mas ja vimos a Pixar a fazer tudo muito melhor.

Na realizaçao do projeto Shi tem a sua primeira longa metragem depois do sucesso e os premios conseguidos na curta Bao. Tem um trabalho simples, sem grande inovação tecnica mas apostada em trazer alguns conceitos da cultura oriental para o filme o que faz bem principalmente porque e a origem da mesma. Parece sempre um filme demasiado feminino.

No cast de vozes tendo em conta que vi o filme com dobragem portuguesa apenas posso dizer que tudo corre com normalidade.


O melhor  - A entrada da adolescencia e dos seus conflitos na animaçao.

O pior - O filme nem sempre consegue conciliar os estilos


Avaliação - C+



Blacklight

 Na ultima decada existe um novo genero de filmes que é os filmes "Liam Neeson", marcados por policiais de intriga que basicamente são uma justificação para o veterano ator passear o ar de eterno policia ou justiceiro que tem como facto mais estranho o facto de já serem dezenas o numero de filmes com este principio que ao longo do tempo foram perdendo qualidade, que neste filme voltou a ser totalmente refutada pela critica, mas tambem comercial ja deixaram de funcionar com este filme a ter resultados comerciais completamente residuais.

Quem viu os ultimos filmes na trajetoria descendente que este estilo teve perceberá que este filme continua a descrescer o nivel deste tipo de filmes, com intrigas cada vez mais previsiveis e básicas, com  sequencias de ação cada vez mais amadoras, e mesmo um Liam Neeson perto dos 70 anos e algo cansado para as aventuras mais fisicas e que torna também assim os filmes muito menos fortes do ponto de vista de investigação.

Em termos de filme esta é uma intriga e uma base narrativa que ja vimos mais de cem vezes principalmente em filmes de serie b de pequeno estudio que normalmente alimentam atores de ação de baixo nivel. A questão e que Lian Neeson ainda e um ator que consegue estrear os seus filmes numa dimensão industrial com alguma força embora pela qualidade dos seus ultimos filmes isso mais cedo ou mais tarde vai acabar e os filmes vao terminar diretamente em aluguer.

Ou seja mais um policial de qualidade muito baixa por parte de um Liam Neeson que por alguns bons moementos que teve em alguguns filmes merecia um final de carreira com outra qualidade e não com esta quantidade industrial de policiais sem interesse, sem personagens e sem historia que vão rechear uma carreira onde os pontos isolados serão os trabalhos meritorios e não esta quantidade de filmes sem qualquer qualidade que são lançados de forma massiva.

O filme fala de um agente encoberto do FBI que esta disposto a denunciar uma estrutura corrupta e criminosa interna que acaba por conduzir a uma serie de homicidios que conduzem ao envolvimento de um veterano amigo de um lider daquela organização comprado para trabalhos menos legais.

Em termos de argumento a historia tem a intriga tipica de um filme serie B, e isso conduz a diversas caracteristicas que não funcionam. As personagens não existem, o filme e previsivel e os dialogos basicamente são repetidos.

Na realizaçao Mark Williams tem estado ultimamente associado aos filmes de Liam Neeson e isso nao e propriamente um merito forte em termos de cinema. Aqui mais do mesmo sequencias de ação de baixa qualidade e uma forma de filmar sem grande risco de um realizador que ficara sempre mais conhecido por ser produtor de OZark do que por presenças como realizador em filmes como este.

Por fim no cast Neeson começa a deambular de uma forma triste por estes filmes com personagens sempre iguais que ja nem sequer respeitam a sua idade. E pena que assim fique marcada uma carreira com melhores momentos mas quando olharmos para uma filmiografia recheada de filmes vai ser incomrpeensivel os ultimos anos dele. De resto o filme e totalmente inexistente.

O melhor - Tudo apontar para que o genero termine graças ao insucesso total do filme.

O pior - Ver Neeson neste fim de carreira


Avaliação - D+



Redeeming Love

 Janeiro é sempre um mês algo estranho em termos de apostas dos grandes estudios, dai que a estreia deste drama de epoca sob o estilo romantico foi uma das surpresas ao ser lançado em estreia expandida mesmo sem grandes protagonistas tentando fazer prevalecer o facto de ser uma adaptação de estudio de um livro de sucesso. Como muitas outras adaptações literárias em termos de critica o filme falhou rotundamente com avaliações muito negativas. Comercialmente o filme também esteve longe de grandes resultados nao aproveitando o mediatismo que livro poderia ter.

Sobre o filme podemos dizer que é uma historia intensa de drama, sobre um tema que muitas vezes ninguem entra concretamente as dinamicas da prostituição e as pessoas por trás daquela prática. Nisso o filme é ambicioso, por vezes pesado em algumas escolhas narrativas que faz, que não foge a elas como a violação ou mesmo a pedofilia associada. COntudo o filme tem um grande problema e que para alem desta coragem sobre muitos poucos atributos para fazer o filme funcionar.

E isso começa logo na pouco competência que tem para caracterizar e dar dinamica as personagens, fica sempre a ideia de uma relação construida do zero, e principalmente na personagem masculina fica sempre a ideia que alguém sem qualquer personalidade que apenas procura o amor e a religião e isso esvazia completamente a personagem numa dinamica com uma protagonista feminina cuja vida e um drama completo e o filme nunca consegue conjugar os elementos de ambos o que num filme romantico acaba por comprometer por completo a quimica desejada.

Para alem destes problemas o filme alonga-se por muito tempo, sem que isso queira dizer a construção de uma narrativa interessante, alias fica a ideia que nas primeiras duas horas o filme opta por um espirito circular que por vezes não o deixa crescer, tornando-se previsivel na sua conclusão.

A historia segue uma jovem que desde muito nova se inicia no mundo da prostituição acabando por numa pequena aldeia ser alvo da atração de todos os habitantes incluindo um que se apaixona por ela e que opta por apenas ter envolvimento com a mesma a troco da obtenção do seu amor, contudo o mundo dos dois, totalmente diferente entra em choque.

No que diz respeito ao argumento se a coragem em tocar em alguns pontos que normalmente estão fora da maior parte dos filmes de hollywood, a forma como os mesmos são organizados estão longe de ser bem potenciados no filme, que sofre acima de tudo um desiquilibrio das personagens centrais e acima de tudo na quimica exigida aos mesmos.

DJ Caruso e um realizador de grande estudio que começou bem a carreira principalmente nos Thrillers mas que foi perdendo essa dimensão e entrou numa fase mais negra da carreira, onde tem tido muita dificuldade em tornar os seus filmes reconhecidos. Aqui num genero algo distinto o filme limita-se a ser simplista o que para um realizador acaba por lhe retirar qualquer marca de assinatura.

No cast o filme escolhe dois jovens atores quase desconhecidos a procura de algum mediatismo. Se a jovem Abigail Cowen até sai do filme com alguma presença, embora numa personagem limitada, o filme resulta bem pior para o seu companheiro de cast um Tom Lewis que não aproveita o tempo de ecra com uma personagem que perde também na construçao do argumento. Nos secundarios sublinha-se a pessima prestação de Marshall-Green que explica a razão do ator nunca ter concretizado alguns vaticinios que faziam dele uma esperança do cinema.


O melhor - A coragem de tocar em temas muitas vezes tabu.

O pior - A dificuldade em organizar as ideias e personagens para uma historia interessante


Avaliação - C-



Wednesday, March 09, 2022

Scream

 Vinte e cinco anos depois do mundo do terror ter tido uma lufada de ar fresco com o seu juvenil Scream, e depois de quatro filmes com as mesmas personagens e com o mesmo conceito, eis que surge uma sequela ou como o proprio se chama a si proprio uma requela. Como a maior parte dos filmes da saga o filme ate conseguiu uma receção critica razoavel, principalmente tendo em conta que se trata de um genero sempre dificil de se afirmar. Do ponto de vista comercial os resultados foram bastante positivos que nos fazem perguntar se a escolha por Janeiro foi a mais feliz.

Sobre o filme podemos começar por dizer que Scream tem duas vertentes que funcionam bem, desde logo o jogo do esconde do assassino e das suas motivações, e os comentários do filme e do cinema dentro de cinema que acabam por ser ao mesmo tempo extremamente curiosos como engraçados e que acabam por dar uma toada leve mas ao mesmo tempo inteligente a forma como o filme de constroi e nisso Scream é fiel aos seus principios de sempre.

Em termos de guião no entanto fica sempre a ideia que na base o filme nem sempre se leva a serio na criação da narrativa para este filme, ficando quase sempre a ideia que a historia de base do filme em si e o menos importante e algumas escolhas parecem coladas à pressão, principalmente no que diz respeito a ligação da personagem principal a Billy e as suas aparições nada interessantes.

Por tudo isto e para alem da homenagem que de vez em quando os filmes de terror vão sendo alvos com reboots, ou sequelas, temos um sublinhando minimanente interessante na capacidade do filme nos seus elementos de analise ao cinema ser interessante, sendo que no resto acaba por ser algo repetitivo do que realmente ja vimos na saga. Apenas nos parece algum maior horror em algumas mortes, algo que nos filmes anteriores não tinha acontecido. E tambem temos muitos sobreviventes para um assassino tal letal.

Em termos de historia o filme continua a ir atrás do Ghostface e de uma nova apariçao de terra de sempre que acaba por assolar e conduzir ao regresso a casa de uma filha ilegitima do primeiro assassino, que vai ter de perceber quem está a ressuscitar o fantasma com a ajuda dos protagonistas de sempre.

Em termos de argumento a narrativa de base deste filme acaba por ser mais do mesmo, do que vimos no primeiro filme e nas sequelas. No epicentro narrativo o filme não consegue propriamente dar muito de novo. Funciona nas curiosidades da metaanalise do filme dentro do filme, ficando tambem a ideia que o filme nao sabe propriamente como ligar as novas personagens as de sempre.

Na realização e com a morte de Wes Craven o grande criador do filme, eis que a batuta ficou a cargo de uma dupla de realizadores a crescer no terror juvenil e que ja tinham tido algum conceito no seu ready or not. O filme consegue ser fiel a base, com mais horror embora concetualmente pudesse ser mais proximo do primeiro filme.

No cast temos os de sempre nos papeis de sempre, embora as personagens em si os deixem perdidos no filme. No cast o filme aposta em jovens com algum crescimento em hollywood, principalmente a mexicana Melissa Barrera e Jack Quaid que demonstra atributos para funcionar em diversos estilos embora o filme não exija muito de nenhum deles.


O melhor - As curiosidades da analise do terror e dos diferentes filmes dentro do proprio filme.

O pior - Nao sabe o que fazer e como encaixar as personagens de sempre


Avaliação - C+



Tuesday, March 08, 2022

Against the Ice

 Numa altura em que estamos a entrar na primavera, a Netflix tem lançado cada vez mais projetos cada vez mais espalhados pelo mundo, mesmo com figuras que conhecemos de series ou mesmo de filmes. Este projeto pensado por paises nordicos tentou reconstruir uma expedição que de alguma forma explica as barreiras do espaço da gronelandia e da dinamarca. Este filme todo ele filmado no gelo passou com mediania na critica mas pelo teor podera ter algum impacto comercial na netflix.

Sobre o filme podemos dizer que ao ser uma historia veridica de um feito desumano tem sempre o merito de demonstrar isso a resiliência e a sobrevivencia dos sobreviventes embora que seja o relato dos mesmos (veridico ou não) que acaba por ser a base de todo o filme. O filme consegue isso demonstrar bem os obstaculos e a sobrevivencia principalmente na primeira hora de filme, onde o filme e competente e forte do ponto de vista fisico.

Alias o filme e claramente superior quando esta preso na terra, quando e descritivo nos feitos e no caminho e na forma como as dificuldades fisicas foram sendo ultrapassadas, ajudando a forma e as localizações com que foi filmado. Na segunda fase, na parte da resistência psicologica o filme perde muito da intensidade e o filme sente-se mais desconfortavel perdendo alguma da qualidade e força que ia tendo.

Por tudo isto, temos um filme curioso, sobre um feito extraordinario, filmado em condições muito proprias, que funciona melhor no plano descritivo que no plano de tentar reproduzir o efeito do isolamento nas duas personagens. Ai, e com um objetivo mais dificil o filme tem claramente mais dificuldades e isso faz decrescer um pouco alguma qualidade que o filme tem na primeira fase.

A historia fala de uma expedição dinamarquesa ao artico tendo em vista uma organização territorial entre aquele pais e o EUA que exige que uma equipa seja conduzida pelo terreno em condições adversas de forma a perceber as caracteristicas do territorio e delimitar as fronteiras.

O argumento é interessante desde logo porque nos conta uma historia real de um feito extraordinario, que consegue ser bem trabalhado principalmente no que diz respeito à construção e dinamica que vai sendo criado entre os dois personagens. Na fase final sente-se descofortavel quando entre nos parametros psicologicos e de prespetiva da solidão.

Na realização, o produtor Kormakur nao assumiu o cargo passando a batuta para Peter Flinth um realizador dinamarques veterano com algum percurso em festivais europeu que tem um bom trabalho em circunstancias dificeis. O facto de ser escadinavo acaba por o ajudar, mas o trabalho final e positivo.

No cast o filme trás do primeiro ao ultimo minuto um dueto entre Coster-Waldau e Joe Cole, onde o primeiro encaixa no lado mais fisico que ja o vimos bem patente no seu maior sucesso em guerra dos tronos e um jovem Cole que tem ganho alguma consequencia do bom trabalho em Peaky Blinders e que aqui nos da uma boa interpretação que nos leva a pensar que talvez seja um ator a seguir com atençao.


O melhor - O lado descritivo da adversidade na primeira parte do filme.

O pior - Nao se sente confortável quando tenta entrar na mente dos protagonistas


Avaliação - C+



The King's Daughter

 Se por vezes acontece em projetos que se prespetiva que não vão conseguir imperar depois de alguns testes os filmes ficarem um a dois anos na prateleira, o caso deste filme é algo nunca visto por ter estado entre 2014 e 2022 entre ser filmado e ser lançado. Uma das razões pelas quais o filme foi sendo adiado foi a ma receção nos testes que se refletiu no momento do lançamento em criticas muito negativas que conduziram a que apesar do filme tenha sido estreado em alguns cinemas os resultados tenham sido muito curtos e tornaram um filme um floop anunciado.

Sobre o filme podemos dizer que basta olhar para a historia, e os protagonistas para facilmente se advinhar que o filme pouco ou nada podia resultar. Uma historia sobre a monarquia francesa e sobre as suas relações e com uma mistura de seres misticos como sereias e demasiado confuso e claro que só com muita arte poderia dar um filme razoavel, o que acaba por nunca conseguir.

Ou seja temos um filme romantico, onde a maior parte do tempo apenas ressalta a vista Versalhes onde passa grande parte da trama do filme e pouco mais. A historia a narrativa e previsivel e pouco interessante, numa mistura de estilos que acaba por nunca permitir ao filme assumir qualquer um deles, sendo um desastre completo.

Para complicar ainda mais e que mesmo com um orçamento elevado os planos exteriores e no que diz respeito a fotografia são pessimos, sendo o climax uma das sequencias mais mal filmadas que me recordo nos ultimos anos, e que conduzem a que uma historia pobre e sem grande sentido se reflita num filme com a mesma falta de qualidade.

A historia fala de uma jovem, filha ilegitima do rei de frança que acaba por vir parar ao palacio de versalhes junto do seu pai o qual capturou uma sereia com o objetivo de se tornar imortal, contudo vai-se criar uma relação entre a jovem e a sereia que ira colocar em causa os objetivos do monarca.

O argumento e uma mistura de generos, com uma fantasia pouco declarada, com personagens pouco ou nada trabalhadas, mas o pior de tudo e uma narrativa previsivel, pouco interessante e que nunca consegue conjugar os generos que parecem sempre perdidos um no outro.

Na realizaçao Mcnmara e um realizador veterano com alguns filmes simples de algum sucesso mas que fica mais na retina pelo numero elevado de trabalhos principalmente na televisão. Parece sempre desconfortavel com o excesso de meios, onde so parece funcionar na luz e beleza do palacio.

No que diz respeito ao cast Scodelario e uma jovem atriz que ja teve mais luz da ribalta em cima mas que ainda pode ser consistente pelo facto de ser funcional em ação, podendo ainda desenvolver algumas qualidades dramaticas. Como rei Brosnan e pessimo demonstrando que a carreira e apenas sustentada num estilo James Bond, mas onde tudo o resto e muito limitado. O mesmo podemos dizer do unidimensional Benjamin Walker.

O melhor - Palacio de Versalhes.

O pior - Uma mistura de generos sem grande sentido


Avaliação - D



Monday, March 07, 2022

The Batman

 Quando este reeboot de Batman foi anunciado o mundo do cinema ficou com agua na boca, quer pela escolha na realização quer no cast que se foi criando, tendo o trailer ainda mais adoçando o bico dos cinefilos que perceberam que viria uma roupagem bem diferente do homem morcego. O acontecimento de 2022 ate ao momento cumpriu com o prometido conseguindo arrancar aplausos dos criticos embora longe da unanimidade da triologia de NOlan, sendo que comercialmente foi um sucesso muito pelo valor comercial do seu protagonista.

Sobre o filme eu confesso que Batman é o heroi que melhor e mais diferentes filmes foi trazendo a historia moderna do cinema, e com excessão das tentativas frustradas mais recentes, quer o inicio de BUrton quer Nolan e agora Reeves dao diferentes retratos da mesma personagem todos com arte, e acima de tudo concretizando de forma diferente que e possivel trabalhar bem o mesmo tema de forma diferente.

O que ressalta mais a vista neste Batman e que temos um heroi num mundo real, num jogo de poder, num policial e num filme sobre terrorismo. Supreendentemente Batman esconde-se do filme e o filme ganha com isso permitindo uma intriga policial muito competente, e um estilo negro que acenta perfeitamente naquilo que o filme quer ser, um maduro e escuro policial onde batman e o heroi, mas onde existe lugar para todas as personagens brilharem.

Podemos discutir o facto do filme querer dar demais, isso explica a meia hora final, pensada para os efeitos especiais exigidos nos filmes de todo em termos de produção, mas que no que diz respeito a historia parece desnecessário, porque até então tinhamos um policial que vai buscar a força dos melhores em finais dos anos 90, onde conhecemos as personagens, gostamos das personagens, mesmo que estas sejam totalmente diferentes das formas como ja as tinhamos visto.

A historia não explica o inicio de batmen, coloca Bruce Wayne como heroi em plena Gotham marcada pela corrupção onde uma serie de crimes aos poderosos começa a ocorrer com muitas charadas à mistura, e uma origem no minimo inquietante, e que tem BAtman como alvo.

Em termos de argumento o filme é maduro, competente, e principalmente consegue trazer e fazer crescer as personagens dentro da trama, ajudando a intriga e as conexões. Tem espaço para ser atual, ficando apenas refem de alguma falta de humor que poderia ajudar as quase tres horas de duração, mas este e um batman nas sombras do ser humano.

Matt Reeves foi o escolhido para fazer renascer Batman, com a ardua tarefa de não defraudar o que NOlan fez tão bem, e o inicio e interessante. A realização e promenorizada, dá-nos uma faceta quase de terror do vingador noturno com muita estetica, numa forma muito competente de abraçar este novo batman. Nota-se a forma como tem como base o que Nolan fez em Begins com muito mais dark side e uma muito melhor banda sonora.

No cast a escolha de Pattinson e feliz principalmente nos momentos em que esta com a mascara, nos restantes parece demasiado debilitado e Brune Wayne é algo diferente disso. Mesmo assim e comercialmente que o carisma de Pattinson e Kravitz parece funcionar, e principalmente a quimica que conseguem criar. Mas o maior destaque vai para um Dano que mais uma vez conduz uma personagem para niveis elevados de loucura de impacto, sendo o elemento mais vincado do filme demonstrando todos os atributos do jovem ator.

O melhor - A roupagem mais policial de um BAtman diferente mas muito funcional

O pior - A ultima meia hora não e totalmente brilhante


Avaliação - B