Sunday, May 28, 2006


Freedomland - A Cor do Crime

Starring:
Samuel L. Jackson, Julianne Moore, Edie Falco, Ron Eldard, William Forsythe
Directed by:
Joe Roth

Muitas vezes ficamos surpreendidos pela fraca aceitação de alguns filmes que demonstram boas premissas e um elenco apelativo, e que so no momento em que visualizamos o filme conseguimos dar razão aqueles que ficaram em casa. Um dos caos mais exemplificativos deste fenomeno e esta cor do crime. Um filme que nos leva para uma cidade dividida à maneira de um Apertheid, e de um caso de roubo de um menor, sendo que a acção passa-se na investigação do caso tendo como pano de fundo as disputas raciais daquela zona. A premissa até e boa, contudo rapidamente vimos que o produto e de muita fraca qualidade, as articulações entre as acções são quase amadoras, as personagens são de tal forma estranhas que se tornam pateticas, entrando e saindo de cena sem encontrarmos motivo para tal. A narrativa é pouco interessante a emotividade quase nenhuma, um ritmo quase nulo, e acima de tudo um caso de tal forma dubio que o espectador pouco se importa se e descoberto ou não. A tudo isto acrescenta-se um fulgor politico algo confuso e que apenas contribui para desarticular um filme ja de si muito segmentado. As relações das personagens derivam de forma a que ninguem entenda, tudo num produto final de muito pouca qualidade e demasiado sem sabor para ter uma distribuição tão forte por grandes estudios, salva-se a recepção fria pelos espectadores e acima de tudo a negação critica do filme. Dando o valor nulo que a obra merece.
A realização ficou a cabo de Roth, autor conceituado no campo das comedias familiares, capazes de agradar ao publico mesmo que raramente seja reconhecido criticamente.
O valor positivo do filme acenta na qualidade da dupla de protagonistas, com creditos firmados mas em clara mó de baixo, numa fase menos boa de duas carreiras recheadas de qualidade, e que no caso de Julianne Moore, começa a ser preocupante o repentino decair de qualidade de papeis, que levaram a esfriar os animos relativos a carreira ate a 2 anos atras maravilhosa que a actriz estava a contruir.
Enfim um filme que ao querer fugir ao básico desmembrou-se de tal forma que é quase impossivel visualizar sem sentir que se perdeu quase duas horas de vida

O Melhor - A dupla de actores apesar de fases menos boas, a qualidade esta sempre presente nos seus registos

O pior - O argumento mau de mais, acaba em momentos por ser patetico a forma comõ o enredo caminha...

Avaliação - D

Saturday, May 27, 2006


Lucky Number Slevin

Starring:
Josh Hartnett, Lucy Liu, Ben Kingsley, Bruce Willis, Morgan Freeman
Directed by:
Paul McGuigan

Há perto de dois anos, saia um filme mal amado por publico e critica, mas que demonstrava a qualidade de um autor em crescimento fã de Hitchkock, mas que por dificuldade de aceitação de alguma fracção rigida de hollywood, passou totalmente despercebido, falo de "Wicker Park" com Josh Harnett, o filme tinha qualidade era bem desempenhado por actores ate lá pouco valorizados, mas o filme foi implacavelmente recusado.
Dois anos passados McGuin o autor em causa lança este Lucky Number Slevin, e o resultado apesar de melhor ainda esta longe do valor do filme, mais uma vez o argumento e extremamente surpreendente, (apesar de mais complexo do que Wicker Park, é ligeirmente menos coeso do que este), contudo desta vez o autor demosntra tambem qualidades como realizador, capaz de integrar e colocar as imagens como mais valia do filme. A história remonta.nos para o submundo da criminalidade com dois imperios numa luta de poder (uma verdadeira luta de titas entre Kingsley e Freeman), na qual Harnett é apanhado sem saber bem como, o filme inicialmente toma contornos de comedia negra com situações caricatas e dialigos carregados de humor, mas rapidamente se transforma num thriller de suspense que se assume no seu final, tudo isto de forma muito bem articulada e recheada de twists surpreendentes que vão testando a atenção e a fidelidade do espectador.
O filme é um objecto muito agradavem e uma das melhores surpresas deste ano, mesmo que os resultados nao sejam brilhantes faz-nos esperar com alguma inquietação para o futuro deste autor, que para alem das marcas de Hitchckok busca aqui alguns paralelismos com Tarantino, se bem que longe da magia destes genios os filmes acabam por provocar boas sensações.
O maior risco do autor foi repetir a aposta em Harnett para protagonista aposta que na minha opinião apesar de arriscada (ja que Harnett raramente consegue grandes prestações que fujam ao esteriotipo de canastrão) consegue tirar os seus frutos, sendo que o autor prova mais uma vez retirar qualidades ate aqui escondidas no actor que consegue no mesmo papel demonstrar uma versatilidade interessante e que poderão conduzir a uma evolução de carreira que esta na altura de surgir. O resto do elenco e bem conseguido recheado de actores de qualidade, e mesmo a escolha de Lucy Lui acaba por ser surpreendentemente agradavel, ja que transmite uma frescura que não é tipica nos desempenhos da actriz asiatica.
Enfim um filme que entra num genero capaz apenas para os grandes autores do cinema, já que grande parte das obras apenas tentam entrar no suspense sendo rapidamente retiradas por tudo e todos, sendo que este titulo conseguiu ultrapassar essa barreira

O melhor -O argumento muito bem articulado e original

O Pior - Vamos sempre comparar com os filmes mais marcantes do genero, que são bem melhores porque sas talves os melhores argumentos de Hollywood

Avaliação -B

Friday, May 26, 2006


Take the Lead

Starring:
Antonio Banderas, Rob Brown, Yaya DaCosta, Dante Basco, John Ortiz
Directed by:
Liz Friedlander

A premissa é mais que utilizadas, um grupo de jovens socialmente enfraquecidos, um clima social marcado pela criminalidade e droga que conduz a que estes sejam mal integrados na escola. Ate que chega um professor de dança que lhes devolve o gosto por alguma coisa, que lhes mostra a utilidade, conduzindo como com um toque de magia a um ajustamento social destes, sendo que pelo meio ainda são envolvidos numa competição, com uma escola de riquinhos... COmo vêem ja tinhamos visto isto em " Mentes Perigosas" ou mesmo como comedia em "Sister's Act".
No argumento nada de novo, apenas com o ponto fraco da realidade negra social ser muito pouco caracterizada baseando-se apenas em um crimes aqui e ali e centradas na mesma personagem. As relações são muito mal trabalhadas, sendo que na sua maioria se baseiam en certos passos de dança, essa sim a grande dominadora do filme já que gra de percentagem do filme passa-se numa dança a dois, capaz de criar momentos agradaveis mesmo que nada tragam de benefico para o filme.
O filme foi algo feito muito rapidamente, um filme menor que acabou por ter uma audiencia consideravel nos EUA, normalmente adepto de historias que tentem dar alguma esperança a comunidade desfavorecida principalmente aos seua jovens, mesmo que filme seja dotado te toques quases magicos, e mal articulados como e o caso deste take the lead...
A realização do filme e competente principalmente no que diz respeito a forma como intercepta as cenas de dança, sob o ponto de vista de um plano superior. Quanto ao cast, parece-nos que Banderas pouco ou nada se enquadra no papel pricnipal, assumindo mais uma vez as limitações interpretativas do actor, principalmente em papeis que exigem alguma dimensão seria e dramatica... Quanto aos jovens mesmo nao sendo as opções logicas de actores com algum renome em Hollywood penso que eles acabam por comprir no desenrolar do filme
Enfim um filme para passar tempo que perde para as suas influencias em grande escala, e que mais uma vez assume a crise de argumentos em Hollywood...

O melhor - A tentativa de transmitir confiança a estes jovesn, ja que esta baseado em factos reais

O Pior - Demasiado igual a outros titulos sendo que este ainda tem Banderas como protagonista

Avaliação - C

Sunday, May 21, 2006


The Wild - Selvagem

Starring:
Kiefer Sutherland, Eddie Izzard, James Belushi, Janeane Garofalo, William Shatner
Directed by:
Steve 'Spaz' Williams

Demorou 1 ano a resposta da Walt Disney ao magnifico fenomeno que rapidamente se tornou "Madagascar" uma excelente aposta da dreamworks que rendeu mais de 500 milhoes de euros em todo mundo, aproveitando uma maquina de marchendising a seu favor. COntudo a aposta da disney foi bem mais modesta, nao apostando no markting nem mesmo em grande produções, este wild tem claras ligações ao titulo da dreamworks com alguns ingredientes do Rei Leao, tudo num produto longe de resultar aos diversos niveis.
Incapaz de convencer a critica e ainda menos os espectadores wild busca mais uma vez relatar as relações pai-filho tipica dos filmes de animação, bem como das diferenças culturais tudo num argumento demasiado simplista e pouco original com poucos primores técnicos, muito primario para o que actualmente e produzido em Hollywood. As personagens sao demasiado simples, e unidimensionais, sem grandes trabalhos de caracterização, as relações baiscas e o humor pouco recintado e pouco chamativo.
O filme e demasiado pequeno com uma moral ja por mais de uma vez visto em outros filmes nao trazendo algo de novo a animação, parecendo um titulo demasiado modesto para uma grande produtora como a Disney.
No que diz respeito ao cast, de vozes ao contrario dos outros filmes, centra todos os esforços na personagem de Kiefer suthrland, actor da serie 24 e detentor de uma voz muito carismatica, como ja tinhamos visto em "phone Both" o grande valor do filme neste parametro. Por fim realçar a personagem do kaola nigel, que mesmo que esteja longe do humor de personagens mais interessantes na animação, acaba por ser bastante divertido...

O Melhor - Sutherland grande voz...

O pior - A animação esta a um nivel demasiado elevado para filmes tao basicos como este

Avaliação -C

Tuesday, May 16, 2006


The Hills Have eyes - Terror nas Montanhas

Starring:
Aaron Stanford, Ted Levine, Kathleen Quinlan, Vinessa Shaw, Emilie De Ravin
Directed by:
Alexandre Aja

O cinema de terror, é aquele que mais produtos de longo mercado lança anualmente, tentado uma população jovem e acima de tudo o assumir da idade adulta de alguns adolescentes. De tudo ja foi feito, todos os tipos de demonios fantasmas e assassinos já assustaras toda a gente. Contudo no lançamento dos ultimos titulos temos observado o aparecimento de um novo sub genero, capaz de substituir a presseguição a adolescentes, sendo este marcadamente sádico, repleto de imagens sangrentas e quase doentias, centrando os guiões nos limites da bestialidade humano, o que tem resultado em várias dimensões por um lado os resultados de bilheteira continuam a agradas as produtoras e as criticas até têm salvado este tipo de obras, o que nos leva a pensar que muitos titulos deste género irão surgir.
O filme não introduz quase nada relativamente as personagens, so sabemos que se trata de uma familia em viagem e que acidentalmente (ou nao) têm um acidente no meio das montanhas, contudo estas são habitadas por vitimas de desastres nucleares com um apetita canibalesco e acima de tudo uma ansia sadica em desfazer pessoas, e depois o de sempre presseguições, mortes, sangue, tripas... tudo num filme feito um pouco à imagem de um dos melhores filmes de terror da decada o aclamado (jeepers Creppers) na forma de realizar, na forma de definir o espaço, mesmo que nunca atinja os limites desta obra...
O filme acaba por se tornar um filme simples sem grandes rodeios, o que de alguma forma valoriza alguma pobreza de dialogos e argumento, ou mesmo da historia de base, contudo rapidamente observamos que os objectivos do filme mais nao é do que impressionar o espectador com alguma crueza de imagens.
A realização é bem conseguida mesmo sem grandes aventuras.
As personagens, são claramento o ponto fraco do filme, mal caracterizadas, ja que o espectador nunca se torna familiar com estas, e mesmo mal desempenhadas, sendo que as personagens mais adultas como Levine e Quillan, tendo em conta a qualidade dos actores em causa poderiam ter sido melhor aproveitadas. De mencionar por fim a presença de De Ravin a Claire de Lost na primeira aparição cinematografica POs Lost, e que nos poe a pensar se estes actores nao ficaram demasiado ligados as suas personagens nessa trama e isso os prejudique na passagem para o grande ecra

O melhor - A simplicidade do argumento sem grandes rodeios.

O Pior - Não e mais que um filme de terror pouco inovador e sem grande qualidade

Avaliação - C

Sunday, May 14, 2006


Howl's Moving Castle - Castelo Andante

Starring:
Chieko Baisho, Takuya Kimura, Akihiro Miwa, Tatsuya Gashuin, Ryunosuke Kamiki
Directed by:
Hayao Miyazaki, Rick Dempsey

A animação japonesa é um culto com milhares de seguidores por todo mundo tendo originado alguns dos maiores produtos de animação de sempre.
Tendo conseguido um dos seus expoentes maximos com "a viagens de chihiro" que conseguiu o oscar da acadmia a dois anos atrás.
Normalmente consegue sempre conjugar uma boa caracterização do mundo actual, com o fantastico...com submundos de bruxas e feiticeiros, sempre muitbo bem conjugados, entrando sempre no imagonario de crianças em adultos.
COntudo este "Castelo andante" atingi um pico de exoterismo que acaba por falhar em longa escala, tendo decaido a qualidade do filme com o passar do filme, atingindo uma complexidade no mundo fantastico que por um lado torna imperceptivel e confuso para os mais novos, e depois muito aborrecido para a população mais nova.
A historia esta repleta de fantasia,e feitiçaria, mas por vezes numa toada demasiado confusa, com personagens muito irreais e com a falta de ritmo e humor necessario nestes titulos. Mesmo a nivel emocional o filme distancia-se de outroas obras do genero.
Mesmo a nivel moral o filme esta mais disfarcado e com uma toada menos forte do que nos titulos antecedentes do autor.
Mesmo assim encontramos uma obra com um primor técnico impressionante com cenas inovadoras para o genero
O problema do filme e que dificilmente o filme concretiza os primeiros 30 minutos de filme, que demonstrava uma obra que conjugava uito bem os dois submundos mas que depois observamos que o filme falha e nao consegue ultrapassar a barreira da diferença entre realidades

O Melhor . A qualidade tecnica da animação

O pior - Estarmos sempre a espera de obras primas da animação japonesa e quando elas desiludem DESILUDEM...


Avaliação C +

Saturday, May 13, 2006


Inside Man - Infiltrado

Starring:
Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Willem Dafoe, Chiwetel Ejiofor
Directed by:
Spike Lee

Spike Lee sempre esteve ligado na sua obra a questões politicas e acima de tudo raciais, tentando sempre dar voz a cultura afro americana e às suas reevindicações, dai que grande parte da sua obra caia num contra ataque assumidamente raciste e nem sempre em boas historias preferindo ser o folhetim politico do que um grande cineasta, o valor estava lá mas a forma como era utilizada não retirava das suas capacidades o maximo proveito. Contudo Lee tenta fazer um retratamento com este filme, um policial puro onde o jogo do gato e do rato assume o ponto chave de toda a narrativa, com apenas alguns pozinhos dos temas raciais e etnicos proponderantes na obra de Lee. E o que se pode dizer é que se confirma Lee é estremamente dotado na forma como estabelece narrativas na forma como controi e acima de tudo na forma como controi os filmes. Encontramos uma historia de policias e ladrões claramente acima da vulgaridade dos filmes que encontramos, com personagens bem contruidas, historias muito sólidas, narrativa que prende o espectador, e acima de tudo um produto final de grande qualidade quer nos niveis de entertenmento quer a niveis técnicos.
As pessoas não devem esperar um filme tipico de Spike Lee, com vivencias emocionais muito fortes ou até mesmo o chamado filme de qualidade, a qualidade esta presente mas antes de mais estamos perante um filme frio de acção que tem como principal objectivo enterter, e é isso que diferencia os bons cineastas a capacidade de se mover em qualquer territorio com grande facilidade empre com bons produtos finais.
Contudo o filme não é perfeito, como o crime dentro da obra, todas as sequencias e twists são bastante previsiveis, por vezes adopta um simplismo demasiado evidente e que faz com que o filme perca alguma complexidade que lhe daria um tom mais forte, mesmo assim estamos perante um lufo de ar fresco na acção dos nossos dias.
A realização de Lee e bem efectuada com planos longos que permite a tradução em grandes imagens. O cast é também ele dotado de grande qualidade juntando e pondo em disputa alguns dos melhores actores da actualidade como Washington e Foster, ja premiados pela academia, mas que ressalta quer pela personagem quer pela interpretação e Owen, a afirmar-se como um dos actores mais fortes da actualidade e que rapidamente poderá se juntar aos seus companheiros de filme das fileiras dos galardoados com o Oscar.
Enfim um filme bem feito e que de alguma forma vem conquistar alguns anti corpos da vertente racista de Lee.

O Melhor: O elenco brilhante onde brilha de uma forma especial Clive Owen em garnde forma

O pior. O roubo é todo ele bastanta previsivel apesar de querer demostrar o contrario

Avaliação - B

Scary Movie 4 - Um susto de Filme 4

Starring:
Molly Shannon, Anna Faris, Regina Hall, Craig Bierko, Leslie Nielsen
Directed by:
David Zucker

Se houve filme que devolveu a esperança aos amantes de "Ases pelos Ares" foi o o primeiro titulo desta saga, ainda pelas mãos dos irmãos Wayans, contudo a partir desse momento a serie decaiu para valores muito mediocres, assaltando e parodiando filmes menores, tem como seu ponto forte e fraco a actualidade da parodia, já que por um lado os filmes e situações estão bem presentes mas por outro pode não ter sido acessivel a todos os públicos. A seriie nestes ultimos dois episodios foi entregue ao realizador e criador das obras maximas do genero, Zucker, criador do ja mencionado ases pelos ares e aeroplano, contudo ele raramente conseguiu nestes titulos fugir a piada fácil, extremamente fisica sem a inteligência ridicula assumida principalmente em Ases pelos ares, apenas demonstrando alguns apices de piada, mas que rapidamente de dissolvem na falta de ligação e estrutura de todo o filme.
Para este quarto capitulo são quatro os filmes centrais a ser parodiados, "Saw", "The Grudge", "The Village" e acima de tudo "War of the Worlds", as piadas utilizadas são gastas e acima de tudo muito semelhantes ao que tinha sido utilizada no anterior titulo da serie, os proprios filmes sao bastante semelhantes. Resume-se 80 minutos de humor facil mas poucas vezes eficas num todo muito pouco coeso, e quade desligado como ja tinha acontecido este ano com date movie, mesmo assim observamos um humor mais preenchido e pensado do que neste titulo mesmo que este se afaste acima de tudo do ritmo intenso do primeiro Scary Movie. Enfim um filme mediocre para o genero que vem na linha do que foi utilizado no terceiro capitulo,e certamente ninguem ira diferenciar estes dois filmes daqui a 2 anos.
COntudo a que realção que este franchising continua a obter resultados satisfatorios para valores que ascendem os 100 milhoes em todo mundo e pode direcionar e que daqui a algum tempo tenhamos o 5 episodio.
Os actores são os mesmo Faris, Sheen, Neelson, com uma perninha de O'Neal e de Bill Pulman numa fase decadente da sua carreira depois de ter conquistado o mundo em o "dia da independencia".
Enfim para quem quer passar 80 minutos rapidos sem pensar e bem dispostos, existe filmes bem melhores, mas se quiser ir ao cinema pode apostar neste conjunto de scetchs bem dispostos porque nao e mais que isso.

O Melhor: Na actualidade ainda são os melhores do género

O pior: Mas mesmo assim sao fracos e envergonhasm os historicos Ases pelos ares

Avaliação C

Friday, May 12, 2006


Running Scared - Medo de Morte

Starring:
Paul Walker, Cameron Bright, Vera Farmiga, Karel Roden, Johnny Messner
Directed by:
Wayne Kramer

O submundo marginal costuma ser uma boa base para grandes filmes em Hollywood, sendo a maioria centrada na comunidade africana, sendo este filme uma excepção, contudo logo vimos que poucas boas sensações podemos ter relativamente a este filme, a narrativa surge um pouco obtusa, as personagens demasiado esteriotipadas, tudo muito rebuscado mas ao mesmo tempo simples, e tudo unido num filme demasiado noir e submundista, sendo que as dimensões de gansters e redenção nos parece demasiado desenquadrado do contexto familiar que complementa o filme.
Assim estamos perante um dos floops do inicio de ano, quer critica e principalmente de bilheteira, sendo que Paul Walker, volta a primar no anti-heroi de acção pouco espontaneo, que deixa a prever uma carreira neste tipo de filmes e um retardar quase compremetodor no cinema de qualidade.
O argumento e confuso e acima de tudo pouco original, algumas partes demasiado rebuscadas e ambiciosas mas que o efeito é contrario no espectado pois raramente este dixa acumular o tempo do filme como se de nada a fazer se tratasse, a função de enterter tb fica longe de estar satisfeita.
A realização e o cast, ficam tambem muito a desejar, sendo nada mais de que um passeio de actores básicos num filme demasiado negro para enterter.

O melhor. Ainda assim a tentativa de reboscar um pouco este tema, mesmo que tenha saido frustada

O pior_ Tudo o resto e acima de tudo a ar senil de Cameron Bright, ou muda rapidamente de registo de personagens ou rapidamente este miudo deixara de fazer filmes

Avaliação - D+

Sunday, May 07, 2006


MI3 - Missão Impossivel 3

Starring:
Tom Cruise, Philip Seymour Hoffman, Ving Rhames, Billy Crudup, Michelle Monaghan
Directed by:
J.J. Abrams

Uma das galinhas dos ovos de ouro de Hollywood, volta em 2006, com as aventuras de Etahn Hunt, na serie protagonizada e criada por Cruise e que se assume como um dos objectos mais rentaveis de Hollywood. Há quem considere toda a serie o esponte maximo do culto da pipoca, e talvez o seja, ja que todos os filmes buscam o entertenimento maximo em favor de uma maior densidade emocionar e do argumento.~
Desta vez Cruise escolheu Abrams, para realizar, criador de series de culto, com especial evidencia perdidos, Cruise (na pior fase mediatica da sua carreira) arrisca algo no filme, primeiro porque um filme com estes valores e tendo em conta a popularidade actual de Cruise poderia ser um risco, depois a ambivalencia criada pelos dos primeiros filmes, que agradaram a muitos, mas criou algum anti corpos nas elites mais intelectuais.
Se o primeiro filme nos aparecia num registo mais noir, o segundo deu-nos todo o esplendor dos filmes de acção orientais, sendo este terceiro filme um regresso aos padroes de acção ocidental, principalmente numa maior densidade emocional das personagens, a grande evolução deste titulo. Este facto leva a que tejamos perante um filme bastante agradavel, capaz de agradar os fãs da serie quer pelas acrobacias quer pela intensidade da acção, existindo e favorecendo a quimica inerente entre as diferentes personagens, contudo pouco ou nada traz de novo a serie, apesar de ser um enquadramento diferente da serie. Contudo cruise tem uma vantagem em relação a todos os outros a incapacidade de entrar em filmes maus, e sabe perfeitamente a altura e o timing de agradar ao publico.
A realização e muito bem conseguida sendo a sequencia da ponte um dos momentos mais perfeitos do cinema moderno.
Outra das grandes vantagens do filme esta no magnifico rol de actores que foi conjugado, criando uma mais valia no total do filme, de referir menção especial para a excelente criação de Hoffman no papel de um dos vilões mais frios e arrogantes do cinema, para alem de partilhar ecra com a maior densidade de estrelas por metro quadrado.
Enfim um filme para enterter, que cumopre plenamente os seus objectivos, e demosntra a gradiosidade que os filmes podem ter a nivel de grandiosidade.

O melhor - O vilão de respeito, coisa que falhou nos primeiros titulos

O pior - Ser mais um filme de acção sem grande complexidade e ser o mais comum dos 3 MI

Avaliação - B

Saturday, May 06, 2006


Tristão & Isolda

Starring:
James Franco, Sophia Myles, Rufus Sewell, David O'Hara, Mark Strong
Directed by:
Kevin Reynolds

Kevin Reynolds é um dos mais académicos contadores de histórias de epicos, capaz de agradar a audiencia, incapaz de agardar aos criticos, mas enfim o que será mais importante?!
Depois de ter conseguido grande afluência com a sua versão de Robin Hood, Waterworld, pela sua ambição acabou por ferir a carreira deste realizador para o resto da sua vida, apenas com fugazes aparições como em "o Condenado a morte", o brilhante "Conde de Monte Cristo" e agora no quase invisivel "tristão e Isolada". Um filme que quase passou despercebido nas bilheteiras de todo mundo apesar da recepção mediana por parte da critica, bastante bom para o curriculo de Reynolds.
Os pontos positivos de Reynolds, estão todos presentes no filme, a facilidade com que Reynolds tranforma grandes historias em filmes na animação pura, entertendo durante mais de duas horas, num epico recheado de amor, acção e conquistas, dando um historial de amor e guerra que tão bem pode ser conjugado.
Sem a ambição de outros titulos do autor, Reynolds, opta por uma abordagem mais simplista, sem grandes planos e imagens, nem mesmo grandes cenarios, preferindo as paisagens simples e naturais, que funcionam como objectos bélicos do filme.
A acção do filme também esta bastante conseguida salientando aspectos relevantes como a lealdade e a moral dos homes, tudo num filme que apesar de não ser tão marcante como por exemplo o conde de monte cristo agrada a quase todos que o vão ver.
O ponto menos forte no filme está centrado nas opções de cast, prinicpalmente para o casal principal, já que para figuras tão magnanimes como Tristão e Isolda, talvez merececem actores de primeira linha que poderiam traduzir resultados e aceitações criticas mais bem positivas. Se por um lado Franco começa a dar os primeiros passos para assumir a si o enredo dos filmes, Myles, ainda é apenas uma carinha bonita, sem qualquer provas dadas no cinema, não tendo o peso necessario para assumir esta personagem.
Enfim um filme bom para quem gosta de boas hitorias e acima de tudo grandes epicos

O Melhor - A facilidade de transformar uma grande obra num bom objecto para entreter.

O Pior - Tristão e isolda mereciam bem melhor que Franco e Myles

Avaliação - B

Date Movie

Starring:
Alyson Hannigan, Adam Campbell, Fred Willard, Jennifer Coolidge, Eddie Griffin
Directed by:
Aaron Seltzer

Serie como o Scary Movie, e acima de tudo Ases pelos Ares, funcionaram como espoente maximo do genero Parodia cinematografica, e teve como principal virtude o facto de despertar os cinefilos para a gargalhada recordando outros filmes já vistos. Mas como não há bela sem senão, existiram inumeras tentativas por parte de outros cineastas de também eles entrarem neste registo. Contudo este e um caminho perigoso, onde rapidamente se entra no cumulo do ridiculo e acima de tudo no non-sense... è o que acontece com este Date Movie, a obsessão pela parodia cinematografica e de tal forma exagerada, que rapidamente observamos que o filme não tem ligação, é mal construido e acima de tudo sem graça, a tentativa de exagerar provoca situações cada vez mais ridiculas e sem piada, raramente provocando gargalhadas na plateia.
E o que pode ser pior do que um filme comico sem piada, pouco, a não ser se a isto se conjugue o facto de as piadas serem previsiveis. Em busca do sucesso especialmente de Scary Movie, este filme teve longe do sucesso atingido por esta saga, obtendo apenas resultados razoaveis e que felizmente nao deixam anteceder a possbilidade de sequela, se bem que nestas lides mais vale não arriscar.
São vários os titulos parodiados, com especial enfoque no sogro do pior, entre outras comedias romanticas, com maior ou menor sucesso, que vão ao longo de curtos (e ainda bem) 70 minutos desfilando o ridiculo.
Salva-se alguma audacia de piadas mais masoquistas e negras que apesar de bem contruidas surgem algo descontextualizadas de todo filme, mas como estes filmes nunca tâm o objectivo de ter logica surge sempre a duvida de "não tera tudo isto sido propositado?" Pois bem a esta pergunta nunca teremos uma resposta sincera...
Também a nivel de actores, as coisas estão a anos luz de Shenn ou até mesmo do histerismo de Faris, sendo que todos eles pecam por falta que qualidade de actuação, e mesmo a beleza que costuma ser fulgurante neste tipo de filmes aqui se reduz a personagem de andy, (protagonizado pela belissima e bombastica Sophie Monk.
Enfim mais um filme ridiculo num genero que parece renascer de novo no cinema.

O melhor- Sophie Monk, Bombastica

O Pior - A tentativa de ganhar dinheiro sem usar a inteligencia

Avaliação D

Monday, May 01, 2006

Animal

Starring:
Ving Rhames, Terrence Howard, Chazz Palminteri, Jim Brown, Wes Studi
Directed by:
David J. Burke (II)

O ano passado foi o ano perfeito para Terence Howard, colminando na momeação para o Oscar por Hustle and Flow (Ja revisto neste blog). Contudo o pontape de saido foi dado neste filme pequeno, que não teve lançamente em cinema e que mais não foi do que um ensaio do realizador meses antes de lançar o seu trunfo Edison (tb ja aqui revisto) que pelos vistos nao teve a mesmo sorte com a distribuição.
Assim temos um tipico telefilme, centrado na cultura urbana dos afor americana dos bairros pobres dos EUA, mais concretamente as dinamicas de violencia e da criminalidade, contrapondo com a cultura prisional. A trama do filme surge a um bom ritmo, contudo a grande falha no filme cai no exagero e facilitismo com que caracteriza por um lado o mundo da criminalidade e acima de tudo o exagero em torno da caracterização prisional ainda por vezes mesmo ridicula, e onde parece mais violenta do que alguma vez imaginamos.
Também na caracterização das personagens a redenção ocorre sempre de uma forma espontanea de mais o que dificilmente ajuda o realismo do filme...
Do lado positivo do filme alguma força politia traduzida na personagem de Jim Brown e acima de tudo a pouca ambição do filme, onde o objectivo e retratar a historia de uma forma basica e sem grandes rodeios
David J Burke tarde em conseguir um filme nas bilheteiras, mesmo que os seus filmes apresentem a partida mais que condições para isso, tornando-se ja numa estrela do lançamento directo para DVD. Neste caso mais uma vez aposta num elenco bem constituido com Ving Rhames como estrela principal, num dos papeis talvez mais exigentes da sua carreira e que desenpenha de uma forma eficaz, e o primeiro passo do excelente Howard numa carreira que promete dar muito que falar.
Enfim um filme para quem gosta de pensar um pouco na subcultura criminal dos EUA e a realidade carcerária deste mesmo pais, mesmo que nada de novo traga ao cinema, mas tb não e mais que um telefilme

O melhor - A dimensão politica que simboliza o ciclo da violencia que conduz a e este submundo

O pior - Demasiado preso ao happy ending dos filmes de hollywood!! podia ter mais risco

Avaliação C
O Tigre e a Neve

Directed byRoberto Benigni

Roberto Benigni, Jean Reno, Nicoletta Braschi, Tom Waits, Emilia Fox, Gianfranco Varetto

Benigni é indiscutivelmente um dos cienastas e criadores mais apreciados do momento que atingiu o ceu com o unanime "Vida é Bela" na qual venceu o oscar de melhor actor principal pela academia de Hollywood, pensou-se nessa altura estarmos perante o nascimento de um mito do cinema moderno europeu, capaz de se colocar rapidamente como os autores históricos. Condudo a descida ao inferno durou muito pouco tempo, logo na sua obra sequente "Pinoquio" tudo ruiu, o filme tinha pouca lógica, era irritante, resultando num autentico desastre de bilheteira e critico, sendo considerado por muitos um dos piores filmes da história. Dai que residia muita curiosdade em torno deste filme, que caminho iria segui Benigni, iria seguir as deixas de a vida e bela, ou ia dar aso ao seu universo fantastico de pinoquio.
POis bem depois de ver o filme a resposta não e facil de dar, já que o filme tem retoques destes dois filmes, já que se a fase inicial e fanatasiosa do filme é claramente semelhante ao mundo das fadas de pinoquio, toda o desenvolvimento do filme insurge na linha da vida é bela. Daí que a critica se tenha dividido muito em torno deste filme, já que por um lado existe um pouco a repetição menos bem conseguida de a vida e bela, por outro a parte fantasiosa de pinoquio esta bem conseguida, tudo isto numa forma unica que o autor tem de contar historias brilhantes, de uma forma positiva e cómica mesmo em situações dramaticas como a guerra e a doença. Assim temos benigni a regressar a boa forma, sem atingir picos de excelência estamos perante um filme que vai devolver Benigni aos fãs. A nivel de actuação Benigni, não é um actor vesratil, nunca o foi encarando o seu proprio registo da forma habitual, sendo que na fase inicial as suas caracteristicas nos parecem exageradas e despropositas, mas não seria ele se não tivessem lá
De referir também um aumento claro nos custos de produção, tendo esta obra uma produção forte e cheia de efeitos especiais e de qualidade visual.
De referir a presença de Tom Waits, totalmente despropositado no filme e que só demosntra alguma tentativa de Benigni explorar o non sense... numa história que seria muito mais perfeita e simples, se não tivesse Benigni a ambiçaõ de ir mais longe

O Melhor - A historia do filme, extremamente forte, e só nao e mais valorizado porque existiu uma obra chamada vida é bela

O pior - a tentativa de Benigni conjuagar uma historia simples com o imaginario, terreno onde ja devia ter apreendido que não e assim tão forte

Avaliação - B

Sunday, April 30, 2006


The Proposition

Starring:
Guy Pearce, Emily Watson, John Hurt, Danny Huston, Ray Winstone
Directed by:
John Hillcoat

Nick Cave sempre pautou a sua craição artistica por grande dose de intimismo e sentimentalismo, faceta que também esta bem presente na sua nova faceta, agora como argumentista, nesta obra australiana, e que foi uma dos obras mais aclamadas deste pais no ultimo ano.
Assim somos conduzidos para um Western, com pouca acção, centrada de uma forma quase poetica em vivencias interiores e familiares com dose de vingança à mistura, tudo a um ritmo slow que por vezes acompanhado da pessalidade do argumento faz com que o espectador se sinta por vezes confuso e como um intruso no seu proprio sofa.
O ritmo do filme é muito parado, sendo as sequencias de acção, (uma das bombas vitais deste genero) escassa, sobrevivendo com alguns momentos de grande violência gráfica, depois existe clara primazia, dos planos cerrados em deterimento do movimento, oferecendo grandes imagens e perdendo em intriga e acima de tudo na capacidade de chamar os espectadores a si.
Este filme que so agora vai chegar as bilheteiras americanas, foi dos maiores sucessos criticos na australia, principalmente nas categorias mais tecnicas, mostrando este pais recursos quase equivalentes a maquina de hollywood.
O filme mais que na realização centra a sua atenção na autoria de Cave e principalmente nas suas canções que adoptam um papel revelante durante o filme
QUanto ao cast também ele bem escolhido recheado de actores tipicos de filmes de qualidade, ressaltando as boas prestações de Pearce, Houston e Winstone. Com particular destaque para ultimo que na minha opiniao merece bem mais que estes filmes menore ja que o seu talento sobressai mesmo na meca do cinema
Enfim um Wester diferente, marcadamente sentimentalista que vai defraudar aqueles que gostam do genero pela sua acção

O melhor: A musica de Cave

O pior: Demasiado intimista faz com que nunca entremos de forma clara no enredo do filme

Avaliação - C+

Saturday, April 29, 2006


Big Momma'a House 2 - Agente Disfarçado 2

Starring:
Martin Lawrence, Nia Long, Zachary Levi, Emily Procter, Mark Moses
Directed by:
John P. Whitesell

Quando pensamos que determinados actores estao completamente enterrados eis que surge, o reanimar do seu maior filme de sucesso, foi o que aconteceu com Martin Lawrence, depois de alguns floops, eis que retorna na sequela do seu grande exito, e surpreendentemente consegue de novo chamar publico, mesmo que a critica continue e com razao a desprezar os seus filmes.
Pois bem a história repete-se o agente malcom decide retornar a sua personagem de forma a investigar um caso do FBI, depois o costume a tentativa de gargalhada rapida que normalmente e ridicula, as situações habituais para filmes de domingo a tarde, tudo isto compilado numa obra com os maiores defeitos do genero, ou seja comedia que não ultrapassa o mau humor, acção ridicula e lamechisse a mistura. Surpreendente neste filme so mesmo a repetição do sucesso do primeiro filme também ele bastante fraco.
Assim o que ressalta no filme é a incapacidade dos autores inovarem e surpreenderem tocando exactamente o mesmo som do que no primeiro filme, que ja de si tinha sido muito fraco
A realização também ela é fraca compartecipando num argumento fraco, com situações que demonstram um atraso cognitivo acentuado, e interpretação de rezar aos ceus e nos encherem de esperança sobre as nossas possibilidades de sermos actores, ou seja se eles conseguem porque nao.
Salva-se os saltos do filho mais novo da familia para o solo seco, deixando em alerta os autores para repetirem a ideia, ja estamos fartos deste tipo de filmes nos nossos cinema

O melhor: O humor negro da personagem mais pequena

O pior: Porquê que um dos filmes mais ridiculos de sempre tinha de ter uma sequela a sua imagem

Avaliação - D

Friday, April 28, 2006


In My Country

Starring:
Samuel L. Jackson, Juliette Binoche, Brendan Gleeson, Menzi Ngubane, Sam Ngakane
Directed by:
John Boorman

A questão do apertheid e uma das questões politicas mais ricas e que poderia facilmente servir de inspiração aos estudios de cinema, dai que ficamos surpreendidos por apenas filmes de menor dimensao se atreverem a contar e espelhar aquela realidade no cinema. In my country é mais um filme de pequenas dimensões que tenta esplanar as politiquices que afectaram a africa do sul, contudo sem meios para efectuar o filme talvez que a historia mereça.
Assim estamos junto com dois jornalistas uma local e um americano, no trilho dos julgamentos de alguns assassinatos, nesse periodo as diferenças entre ambos esbatem-se e estamos perante mais uma historia de amor, so que sem chama, e fulgor, depois tudo se resolve, com algum drama familiar a mistura e volta cada um para o seu sitio, ou seja nada de muito rebuscado de um filme assumidamente modesto, tipico para festivais de cinema europeus. O argumento apesar de bastante fidigno a alguma realidade, perde claramente com a dificuldade do realizador contextualizar a dimensao espacial do filme, perdendo em larga escala para "o jardineiro fiel" entre outros, apesar de bastante mais modesto.
O grande ponto de figura do filme são a parelha de actores, por um lado a diva francesa e oscarizada Binoche, e por outro cool samuel L jackson num papel e registo mais insosso e cinzento, dão algum poderio ao filme mas que nunca se assume como fulcral
Mais um filme pequeno sobre os conflitos na Africa do Sul que nos faz aguardar por um filme com a dimensão que estes factos merecem

O melhor - A vertete poetica do filme que se vai assumindo em certos picos

O pior - Demasiado modesto, para ser inaltecido pelo tema

Avaliação - C+

Thursday, April 27, 2006


Breackfast in Pluto

Starring:
Cillian Murphy, Liam Neeson, Stephen Rea, Brendan Gleeson, Laurence Kinlan
Directed by:
Neil Jordan

O conflito irlandes é um dos temas mais apetecidos pelos realizadores desta região que têm o seu expoente maximo quer em Neil Jordan quer em Jim Sheridan, capazes de retratar os seus lados dos conflitos e as suas visões, contudo neste ambito Jordan aparece sempre como mais revolucionario ainda recheando os seus filmes de seres estranhos e teimando em apostar na andragonia como ponto certo nas suas obras, o que é certo é que este ponto tira-lhe algum rigor aos filmes, ou seja na tentativa de ser ainda mais polemico ainda acaba por tirar sentido as principais motivações dos seus filmes se é que estas são prioritarias, perdendo claramente para Sheridan, (se esquecermos o nada a ver Get rich or Die trying)
Assim aqui vimos as peripecias do (a) Kitten, uma pessoa confusa quanto a sua sexualidade que busca o paradeiro da sua mãe, sempre com as ambiguidades que ilustram a sua personagem, contudo o filme raramente se sujeita a rumo parecendo por diversas vezes uma serie de sketches sobre esta personagem o que imporbrece em larga escala a intriga e acima de tudo o precorrer do guião. Para além disso rapidamente nos estranhamos na definição da personagem que adopta a indifinição sexual para outros paramentros da sua actuação.
Também as personagens sao extremamente ambiguas nunca dando um clima de cumplicidade do espectador com o filme que se ira sempre rever como estranho em tudo que esta a visualizar.
Neil Jordan apesar do pressuposto de fragmentar o filme muito bem conseguido volta a nao conseguir se impor no circuito comercial nem tão pouco critico, ainda marcado pelo desastre que foi a sua obra mais mediatica "Entrevista com um Vampiro", mostrando alguma pericia em defraudar as expectativas depositadas nos seus filmes.
Salva o filme a magnifica prestação dos actores com particular destaque Murphy que ja em anteriores titulos deixava alguns indicios de poder ser muito bom em papei algo indefenidos, mas que recolhe todos os louros do filme, tendo apenas que os repartir com a excelente banda sonora.

O melhor. A banda Sonora, e A interpretação de Murphy

O pior: Um filme demasiado solto e o espectador rapidamente se perde nos seus pensamentos

Avaliação - C

Wednesday, April 26, 2006

Keeping Mum - O Segredo da Familia

Directed byNiall Johnson


Credited cast:
Rowan Atkinson Kristin Scott Thomas Maggie Smith Patrick Swayze Emilia Fox Liz Smith

A comedia britanica é um dos generos mais originais e mais amados pelo mundo inteiro, a forma singular com que estes fazem humor, foi conquistando aos poucos a critica, contudo nao tão amada pelos telespectadores. Pois bem apesar deste mérito ainda existe muita dificuldade desta população algo cinzenta conseguir entrar dentro da comédia negra, como mais uma tentativa frustada temos este titulo, que aposta na crueldade e facilidade da morte, e o fascinio e situações hilariantes que podem acontecer na forma de lidar com os corpos, o que é certo e que este filme nunca se decide, retirando aspectos de filmes ja vistos, mas nunca os unido da forma correcta, parecendo uma conjectura de ingredientes mal misturados.
à historia de base ate nos parece forte, contudo rapidamente observamos que o filme não arrisca nem na sua vertente negra nem audacia na vertente comica, dando um registo demasiado cinzento e sem sabor para uma comedia
Não surpreende assim a fraca recepção das distribuidoras ao filme, que por um lado ficou de fora das salas de cinema dos EUA, acabando por estrear na europa, muito devido aos nomes que apresenta.
No cast observamos um recheio de primeira classe que acaba por se traduzir na mais valia do filme com particular destaque para Thomas e Smith, esplendidas nas suas personagens e na interação que efecttuam, contudo Atkinson, mais uma vez demosntra varias carencias quando opta por um registo mais serio e que se afaste mais do seu mitico Mr Bean, e Swazye, um actor que apesar de nunca ter sido bom, apresenta uma decadencia demasiado forte para continuar a insistir no cinema.
Enfim um filme que marca mais uma tentativa gorada, de unir a comedia negra e britanica.

O Melhor: Os Dramas e duvidas da personagem de Kristin Scott Thomas

O Pior: O filme raramente consegue fazer sorrir o espectador, o que numa comedia e preocupante

Avaliação C-

Saturday, April 22, 2006


Annapolis

Starring:
James Franco, Jordana Brewster, Vicellous Reon Shannon, Donnie Wahlberg, Tyrese Gibson
Directed by:
Justin Lin

Durante algum tempo foi usual na primeira linha do cinema filmes que contassem historias de jovens que integrassem as forças armadas norte americanas nas mais diversas especializadas, isto principalmente no final da decada de 80, com o passar dos anos este tipo de filmes tornou-se mais comum no tipo telefilme, na tentativa de revivar este tipo de histórias Lin dá-nos aqui a história de um jovem que integra a marinham, e as peripécias que vive na adptação a esta, mais concretamente a sua adaptação a hierarquia, adicionando um conteudo também ele em desuso na sua forma mais natural, que é os filmes de boxe, ja que este jovem assume-se como lutador integrando o torneio desenvolvido naquele organismo, depois os cliches do costume, o bonzinho, o amigo deprimido, a namorada que apoia, durante perto de 90 minutos com pouca emoção sendo que nunca cativa o espectador em seguir o rumo daquela história, ficando a anos luz dos representantes mais fortes da tematica
De referir ainda o facto de tudo se concertar ao longo de todo o filme de uma forma muito irrialista que por vezes embarra no conto de fadas e que nada de proveitoso trás para a história e desenvolvimento do filme.
A realização demonstra pouca experiência do realizador que raramente explora cenas mais arrojadas, quanto ao cast e mesmo sabendo que Franco é uma das maiores esperanças de Hollywood, ainda existe algumas duvidas na sua capacidade para liderar um filme de acção, não por os seu défices de actuação, mas sim pela sua interpretação fisica, e acima de tudo por alguma falta de carisma. Sendo evidente a falta de nomes de peso que podiam solidificar um pouco mais este filme.
Enfim uma obra simples, que por graça da distribuição norte americana conseguiu se expandir pelos EUA, mesmo que os resultados criticos e de bilheteira tenha sido muito modestos, esperemos que Franco rapidamente encontre um tipo de filmes mais relacionados com o seu potencional, senão provavelmente se perderá em titulos modestos como estes, por vezes mais vale ser secundario do que assumir protagonismo em certos tipos de filmes

O melhor - A falta de originalidade não dá grandes espaços para falhas

O pior - A falta de conteudo do filme é por vezes gritantes e as personagens resolvem as suas desavenças e problemas quase magicamente

Avaliação - C-

Friday, April 21, 2006


Edison

Starring:
Kevin Spacey, Morgan Freeman, LL Cool J , Justin Timberlake, Dylan McDermott
Directed by:
David J. Burke

Hollywood sempre se interessou por histórias de policias corruptos, e normalmente este tipo de filmes encontra facilmente a sua própria audiencia, e este é o principio de Edison, um filme que nos conduz ate uma cidade norte americana marcada por corrupção que integra vários niveis, passando pela policia, politica e empresas. Até este ponto nada de novo em Edison, contudo esse é o grande problema do filme é que nao traz nada de novo ao genero limitando-se a usar as intrigas tipicas destes filmes sem adicionar qualquer tipo condimento.
Assim a acção passa-se do ponto de vista de um jovem jornalista que fruto da sua ambição ao nivel de carreira, investiga as acções da poilicia de elite da sua cidade, depois o custume, policias bons, outros maus, o jovem jornalista e alvo de ameaças e tentativas de morte e no fim tudo acaba bem. Básico de mais para o ponto cinematografico em que nos encontramos, e que terá levado a que este filme inicialmente efectuado no sentido de explodir nas bilheteiras americanas rapidamente ficasse retido nas distribuidoras podendo nem sequer estrear em cinema. O que seria muito estranho tendo em conta o magnifico elenco por um lado e por outro marcar a estria de Timberlake no cinema.
Este é claramente o ponto mais debil do filme a capacidade de actuar de timbelake e quase nula, com uma voz estridente que em nada ajuda a construção da sua personagem e que nada de positivo nos leva a prever sobre a sua futura carreira, mesmo assim, Freeman e Spacek não conseguem salvar o filme ja que as suas personagens sao muito pouco exploradas dando a sensação de materia de primeira muito mal aproveitado
Salva o filme o facto de ser puro entertenimento e manter os niveis de intriga elevados, enfim um dos maiores enigmas do cinema tendo em conta o seu progresso de distribuição que se por um lado não merece a qualidade de materia humana que tem, por outro nao merece o esquecimento e criticas a que foi sujeito

O melhor: O ritmo do filme nao deixa os espectadores se desligarem

O pior: Timberlake, mesmo muito mal a actuar

Avaliação - C

Thursday, April 20, 2006


Wolf Creek

Starring:
Cassandra Magrath, John Jarret, Kestie Morassi, Nathan Phillips, Andy McPhee
Directed by:
Greg McLean

Desde logo é importante demonstrar a coragem que é lançar um filme de terror australiano em plena epoca de grandes produções como é dezembro, desde logo importante inaltecer a audacia dos distribuidores do filme.
Assim somos enviados para mais um filme de terros o 1000 deste ano conematográfico, contudo desta vez sem o abrigo dos grandes estudios americanos, mas sim uma produção australiana, e e aqui que reside o grande foco de interesse do filme, o facto de mais que um filme de terror nos da a conhecer a realidade de um pais que por diversas vezes devido a distância é esquecido no nosso mundo.
Assim estamos com três jovens decididos a ir visitar Wolf Creek, um dos maiores vestigios provocados pela queda de meteoritos, assim, e ultrapassando o deserto australiano, os jovens têm uma avaria no carro e são socorridos por um local peculiar que o conduz ate a sua residência aqui damos conta que estamos perante um psicopato pronto a satisfazer todos os seus fetiches sadicos, enfim um pouco na linha mais primitiva do terror, abandonando a sobrenaturalidade que aos poucos vem destruir o género, estamos perante um filme que acaba por se superar num ano incrivelmente mau para os filmes de terror, tendo inicialmente algumas abordagens ao genero on road, sendo que este e abandonado pelo sadismo final, que por vezes se torna um pouco pesado e algo exagerado. Mesmo assim a sensação de asfixia e presseguição e muito bem conseguida no filme, entrando por vezes num terror psicologico que tanto proveito ja trouxe a outros titulos. Assim mesmo longe de ser original, ja que é extremamente vulgar este tipo de argumentos um pouco por todo mundo, a falta de recursos talvez tenha conduzido o autor a um filme que busca os limites da sanidade mental humana com alguma capacidade, mesmo que esteja longe dos melhores thrillers fabricados em Hollywood, o grande erro do filme e cair no exagero sadico no final do filme que ja torna comum neste tipo de filmes como por exemplo no ja explorado "hostel".
No que diz respeito ao autor, e necessario estar atento ja que com poucos meios conseguiu entrar na industria americana, esperamos assim que nao se perca nos facilitismos que por vezes esta industria cria.
Por fim mencionar a magnifica interpretação por um lado das personagens do sexo feminino e claro do vilão de serviço que nos dá umas dicas e gozo em relação ao estranho dialecto australiano.
Enfim longe de ser um grande filme, num ano em que o cinema de terror foi completamente condicionado por titulos muito fracos conduz a que valorizemos obras com menos fundos como esta produção vinda da oceania

O melhor. O clima claustrofobico final do filme! Nem no nosso sofá nos sentimos seguro

O pior: Mais um filme de terror que o argumento nao tras nada que ja nao foi visto. Esta na altura de dizer basta, nao a este tipo de filmes mas a todos os outros

Avaliação C+

Ultaviolet - Ultravioleta

Starring:
Milla Jovovich, Cameron Bright, William Fichtner, Nick Chinlund, Sebastien Andrieu
Directed by:
Kurt Wimmer

Eu confesso desde já que estava um pouquito curioso em relação a este titulo, tendo em conta que fui um fã assumido do titulo antecedente do autor "Equilibrium". Contudo com 2 minutos de filme as minhas expectativas já estavam completamente arrasadas por sequencias de imagens desconexas num filme que marca um autentico tiro no limiar de ridiculo dos filmes de Hollywood, oferencendo 80 minutos do pior que foi feito em Hollywood nos ultimos tempos.
Se já de si o genero Thriller Sci-Fi esta longe de agadar a pessoas mais exigentes, este acaba por dar asas a mais criticas que podem surgir, já que estamos perante um projecto sem história, argumento, mal realizado e visualizado, parecendo por vezes um videoclip de musica electronica recheado de imagens soltas sem ligação lógica, centrando todos os seus esforços em filmar a forma (brilhante) fisica de Jovovich, de resto tudo e descuidado, e que poderia se tornar de culto de tivesse na base a sátira, o que não sucede.
A pergunta que se impoe é, voltamos ao cinema mudo, já que as falas nao ultrapassam os dedos do nosso corpo rechados de cliches mal empregues. e acima de tudo de exageros metafisicos que deixam qualquer espectador estupfacto com tal produto, o que nos deixa mais uma vez assumir que devia existir castigos para autores de obras como estas. Que mais que simples são odes ao mal executado
Para colminar com tudo isto temos um cast rechado de actores falhados, com o seu maior epicento em Jovovich, conhecida pelos seus dotes de beleza e nunca pelas suas capacidades comp actriz, quanto a Cameron, depois de um inicio fulgurante, o pequeno actor terá que começar a selecionar melhor os papeis que escolhe com o perigo de acabar como grande parte dos jovens prodigios de Hollywood, ou seja esquecidos.
EM conclusão um filme para ser lembrado, para autores com as mesmas ideias pensarem em nao cairem em erros semelhantes.

O melhor. A forma fisica de Jovovich

O Pior. Tudo, mas mesmo Tudo

Avaliação - F

Wednesday, April 19, 2006


Manderlay

Starring:
Bryce Dallas Howard, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Jeremy Davies, Danny Glover
Directed by:
Lars von Trier

Há alguns anos atrás Lars Von Trier surpreendeu meio mundo, com o seu Dogville, um filme realizado sem cenários sempre com uma tela preta por trás, contudo com um argumento muito bem articulado e surpreendente e acima de tudo com um cast muito forte encabeçado pela Diva Nicole Kidman como grace, o filme centrava-se em valores humanos e na corrupção facil destes.
Algunjs anos mais tarde Trier decide voltar ao projecto, mudando de cidade passando para manderlay, o principio da tela preta manteve-se, sendo o cast substituido, sendo Kidman Substituida por Bryce (que encara a mesma personagem),e outro tem abordado desta vez a libertação de ascravos e adptação destes a liberdade.
Mais uma vez estamos perante um argumento muito bem contruido, surpreendente e intenso que aos poucos vai novamente revelar as fraquezas do ser humano, contudo estamos perante um parente bem mais pobre do que o primeiro titulo, já que o objectivo das faltas de cenario não conseguem nunca por um lado dar dimensão espacial ao filme, e ao contrario de Dogville, dificilmente os espectadores conseguem criar uma imagem mental do espaço onde as peculiares personagens se movimentam
à história apesar de bem contruida também esta longe da articulação quase doentia do epilogo de Dogville, mesmo assim estamos perante uma obra original e que deve ser valorizada na monotonia que se tem tornado o cinema mesmo o de autor.
A realização de Trier volta a não agradar, mesmo que por vezes este obtenha alguns fas junto de algumas indoles mais pseudo intelectualoides, sendo de um primarismo intencional que chega a irritar, e a desvalorizar a obra como ja tinha acontecido nas obras anteriores dele, que na minha opinião com a excepção de Dogville, não sao mais que gritos de revolta com o intuito de serem polémicos
Para finalizar há que referir um cast razoavel, mesmo que fique a anos luz do anterior titulo da serie, sendo que Bryce não é kidman, e acima de tudo Bettany ainda valoriza os filmes que faz.
Enfim um filme justo mas que poderá desiludir quem pensa que estara no seguimento de um titulo singular e unico como Dogville

O Melhor: O argumento muito bem contruido, mais uma vez intenso e valorativo dos principios humanos

O pior - A confusao que a delimitação espacial por vezes cria no espectador, impossibilitando algumas ligações mentais na percepção do filme

Avaliação - B -

Tuesday, April 18, 2006


V for Vendetta - V de Vingança

Starring:
Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, Stephen Fry, John Hurt
Directed by:
James McTeigue

Desde cedo, podemos observar que entramos no mesmo registo do ano anterior cinematografio, repleto de filmes menos bons, mas perante Blockbusters de grande qualidade, colocando os maiores recursos ao serviço de grandes histórias, e mais uma vez é o que observamos nesta obra.
O singularismo dos irmãos Washovsky, seria uma verdade absoluta não fora o acidente do final da triologia matrix, sendo que o publico precisava de se reconciliar com estes cineastas, sendo que V é a melhor forma deste reencontro, mesmo que os cineastas desta vez não tenham partido para a realização.
Assim estamos perante uma história brilhante, que por um lado toca nos filmes de super herois, ao qual une um caracter muito actual da sociedade onde vivemos, marcado pela ameaça terrorista, e que nos faz pensar e objectivar em parte os motivos subjacentes por detrás de tais actos. Para além do mais o filme embarca numa referência às maiores obras literarias que retratam ao futuro totalitarista que iremos viver, com principal destaque a "1984" e "amiravel mundo novo" conseguindo um todo muito coeso e um argumento bem contruido e com grande originalidade
Estamos perante o melhor filme do ano até a data, magistralmente encenado e realizado, bem como uma articulação perfeita entre as personagens, muito bem interpretadas pelas escolhas efectuadas, onde temos de inaltecer o magnifico cast de Weaving, mais concretamente da sua voz para o enigmático V, e de John Hurt para primeiro ministro recriando um totalitarismo e uma força em cada palavra que transmite.
Contudo o grande ponto do filme reside nas falas da personagem principal, poéticas, e escritas com uma prefeição que torna este mesterios V numa das personagens mais cativantes da ultima decada cinematografica.
O unico ponto menos positivo diz respeito ao facto de desde muito cedo determinados aspectos serem desvendados mesmo que estes seja sucedidos de outros mais cativantes e acima de tudo a improbabilidade de uma sequela. (será que os cineastas ainda estão a recuperar do falhanço das sequelas de matrix e nao queiram arriscar de novo! Provavel)
Enfim uma das obras mais singulares dos ultimos tempos e que nos faz acreditar que é possivel unir originalidade, qualidade e entertenimento no cinema Pós moderno,

O melhor: A actualidade do filme, o fúturo marca presença perto de nós

O pior: O acolhimento algo modesto que o filme teve, os espectadores cada vez merecem menos algumas obras que lhes são dadas

Avaliação - A-

Monday, April 17, 2006



The World Fastest Indian

Starring:
Anthony Hopkins, Christopher Lawford, Bruce Greenwood, Paul Rodriguez, Diane Ladd
Directed by:
Roger Donaldson

Roger Donaldson é conhecido pelos seus filmes de acção, com grandes fundos, ou seja grandes blockbusters, contudo este ano optou por fazer um objecto mais intimista, centrando-se numa biografia de um motard já na 3ºa idade oriundo da oceania, e todos os seus feitos para cumprir o sonho de uma vida.
Estamos perante uma biografia suave, adoptando um tom fluido e acima de tudo bem disposto centrando-se numa personagem livre, capaz de activar todos os espectadores que acabam por integrar todos os seus esforços para o objectivo final, para alem do mais as suas aventuras "à inspector Gadjet" permitem um humor presente ao longo do todo filme que conduz a 120 minutos intensos e de entertenimento puro
Talvez como ponto fraco desta biografia, esta algo muito comum neste tipo, que é o facto da história ser sempre contada na mesma prespectiva positivista, tocando por diversas vezes no conto de fadas, o que tira algum realismo necessario nos biopics.
De sublinhar a coragem de Donaldson em apostar num filme menor, dando primazia a qualidade neste projecto, mesmo sabendo que dificilmente este filme teria exito de bilheteiras, sendo também demasiado modesto para ambicionar os premios, mesmo assim este realizador assume pela primeira vez uma marca de autor que nos faz estar atento aos seus proximos projectos, onde pode surgir objectos de grande interesse partindo do pressuposto assumido por ele nesta obra.
Realçar a coragem da escolha de Hopkins, num papel exigente sob o ponto de vita fisico e acima de tudo de contrução de personagem, já que estamos perante alguém com uma vitalidade especial e acima de tudo com uma personalidade demasiado complexa, que de alguma forma consegue muito bem ser trasnposta neste filme, nunca assumindo o filme uma primazia de qualquer vertente da personagem dando relevo às duas fases
Outro ponto menor, diz respeito à alguma falta de fundos que se manifesta na construção de cenários principalmente na passagem da personagem por Hollywood.
Enfim uma mistura de um bom filme On road com grandes dialogos e com personagens interessantes com um dia de tempestade para idosos, surgindo uma obra singular, com a capacidade de prender o espectador, mesmo que muitas vezes "corra tudo demasiado bem para pensarmos que estamos num biopic.

O melhor: A personagem Burt, encantadora e magica

O pior: Um inicio de filme que demora a conquistar o publico.

Avaliação - B-

Sunday, April 16, 2006


Firewall

Starring:
Harrison Ford, Paul Bettany, Jimmy Bennett, Virginia Madsen, Robert Patrick
Directed by:
Richard Loncraine

Sem duvida este ano está marcado pela falta de originalidade, os generos repetem-se e voltam a repetir-se, sendo este firewall um dos objectos mais claros desta falta de originalidade que tem marcado hollywood.
A história e conhecida, um grupo de ladrões rapta a familia de um informatico, para que seja uma transferencia bancaria efectuada, dai o do custume, tentativas de fuga, mortes das personagens adjacentes, durante 120 minutos de um entertenimento algo moroso, que peca essencialmente pela falta de originalidade.
Desde logo o tema joga a favor do filme a invasão das novas tecnologias ainda nao foram muito abordados pelo cinema, contudo neste caso nunca concretiza as cenas envolvendo software sao extremamente primitivas, e os dados referidos também, nunca passando o filme de uma luta entre ladrão e ajudante com pouca emoção.
O filme entrou bem nas bilheteiras, apesar de ainda longe dos sucessos de Ford no auge da sua carreira, contudo na prespectiva critica o filme teve longe de garantir aplausos sendo por diversas vezes criticado pela falta de inovação que é necessario e que se deve exigir em projectos pensados para grandes plateias.
O argumento é extramentente desarticulado sendo unido por articulações à " mcgyver" ou seja a sempre um promenor que ainda n tinha sido revelado pronto para solucionar o problema do nosso heroi. Tb a forma como são caracterizadas as personagens nos parece pouco cuidade, com escepção das encarnadas por Ford e Bettany, que alias tomam conta de todo o filme nao sobrando espaço para mais ninguém
De referir por ultimo a qualidade do cast que de alguma forma é o ponto mais forte do filme, se por um lado Ford esta em claro decrescimo de rendimento sendo aconselhavel uma mudança de registo urgente, por outro bettany encara com mestria um vilão forte e enigmatico, dando um cheirismo do que poderemos ver em Da Vinci Code onde irá protagonizar o monge silas. Por ultimo mencionar as participações de secundários de qualidade contudo o argumento em nada potencializa as suas qualidades.
Enfim mais um filme para repensar o estado actual do cinema de acção, alertando a necessidade de projectos que sejam originais e acima de tudo inovadores para o cinema deste seculo

O Melhor: Bettany como vilão. Preenche o filme todo

O pior: A sensação de deja-vu, ou seja ja vimos tudo isto em algum lado

Avaliação - C-

16 Blocks

Starring:
David Zayas, David Sparrow, Bruce Willis, Dante 'Mos Def' Smith, David Morse
Directed by:
Richard Donner

è mais que obvio que Donner, um dos maiores pilares do cinema de acção das ultimas decadas entrou em derrapagem de carreira, se por um lado "timeline" se traduziu num floop considerável, a tentativa de voltar ao policial mais cru e negro também nao se pode dizer que foi traduzida em grande exito com este 16 blocks.
Desde logo o registo algo monocordico do filme que nunca traduz a vivacidade e o movimento necessario neste genero para incutir um interesse elevado nos espectadores. Depois a repetição do tema, não estamos ja fartos de filmes sob policias corruptos motivados para destruir as testemunhas, ainda para mais quando nada de novo é adicionado aos ingredientes habituais.
Depois as personagens algo desligadas, pouco afectivas, mas que rapidamente parecem ser vinculadas. Ou seja parece claramente que Donner optou por ir de encontro a um genero quase infalivel, com a sua experiência e dinamismo não falha mas fica muito longe do acerto de outros titulos.
A seu favor os constantes truques para enganar o espectador, tb eles habituais neste tipo de filmes, contudo mais vivos e com mais significado neste, tendo em conta em primeiro o seu elevado numero e depois a sua imprevisibilidade. Demonstrando que Donner queria fazer um filme inteligente, e talvez o tenha conseguido mesmo que tenha falhado o seu objectivo principala acção.
A nivel de realização a idade de Donner já nao lhe permite grandes aventuras, sendo simples passando despercebida no filme.
Quanto ao cast, se Willis demonstra uma necessidade de mudar de registo para algo mais cansado e condizente com a sua idade, Mos Def toma conta de todas as cenas com a capacidade de por um lado irritar com as suas falas em demasia mas por outro capaz de transmitir grande intensidade emocional nas suas expressões faciais. Por fim referir tb David Morse, normalmente muito bem em papeis onde as suas qualidades humanas são desprezadas.
Enfim um filme academicamente simples que pouco trará de bom para a obra de Donner (nem mesmo economicamente podemos dizer que este filme foi bem sucedido), contudo a nivel critico tb não ira denegrir a imagem bem criada que hollywood tem deste senhor dos filmes de acção.

O Melhor: Os twists por vezes tão previsiveis que acabam por surpreender

O Pior: O ritmo muito calmo para um filme que exigia mais movimento

Avaliação C+

Saturday, April 15, 2006


Final Destinatio 3 - Ultimo Destino 3

Starring:
Ryan Merriman, Mary Elizabeth Winstead, Texas Battle, Gina Holden, Dustin Milligan
Directed by:
James Wong

Talvez depois de Scream, esta é a serie de terror adolescente que mais sucesso adquiriu principalmente nos estados unidos, a ideia de Wong, desde longo cativou bastantes fãs pelo mundo fora, com a ideologia de que o destino esta traçado e ninguem pode fugir a este, principalmente quando este dita a morte.
De regresso a batuta da serie (depois de um descanço no segundo episodio) Wang volta a repetir a receita, com uma serie de jovens a disfrutar de uma bela montanha russa, quando uma dela têm uma visão desta a cair, consegue retirar alguns desse local, e nao e que ela cai mesmo, depois o mesmo o countdown dos que foram aparentemente salvos, como vêm a história é a mesma só mudando mesmo o contexto.
E se a ideia de wang é brilhante, demonstrando alguns indicios de estarmos perante um bom argumentista, já mais duvidas existem para a capacidade deste articular factos,que se torna ainda mais evidente neste terceiro capitulo, com a tentativa de tentar indiciar as mortes por umas fotos, que em nada servem para testar o espectador, ou mesmo a personagens, não retirando nada de objectivo deste facto, acabando por se tornar estupido as ligações lógicas efectuadas.
A favor do filme joga o facto de wong ter apostado em mortes cada vez mais brutais, demonstrando uma entrada num terreno mais pesado relativamente aos primeiros titulos da serie, existindo um maior protagonismo do nosso sempre presente sangue mesmo que por diversas vezes em demasia.
Registe-se por ultimo a selecção de actores bastante fraca, direi mesmo uma cambada de putos com tiques irritantes, esteriotipadamente caracterizados, e sem qualquer tipo de dimensionalidade, sendo extremamente superficiais.
Ou seja estamos perante um filme técnicamente fraco, que joga pelo seguro, sustentado num argumento débil, contudo é salvo por uma ideia de base que permite que os 90 minutos do filme passem agarrando o espectador ao desenlace do filme, ou seja técnicamente fraco, mas forte na capacidade de enterter sem termos que pensar muito.
O tipico filmes para adolescentes existencialistas dispostas a estudar a radicalidade do destino negro :)

O melhor: A ideia de base continua a produzir frutos sob a forma de entertenimento e euros

O Pior: A ideia das fotos trazerem indicios, completamente absurda e muito mal concretizada.

Avaliação - C+

Friday, April 14, 2006


Failure to Launch - Como despachar um encalhado

Starring:
Matthew McConaughey, Sarah Jessica Parker, Zooey Deschanel, Justin Bartha, Bradley Cooper
Directed by:
Tom Dey

A guerra dos sexos é um dos temas de maior sucesso, assim sendo qualquer comédia que incida sobre os pontos fracos de qualquer um dos sexos, acaba por se tornar rapidamente um sucesso termendo, já tinha sucedido, como como perder um homem em 10 dias, e também em Virgem de 40 anos, sendo que esta obra não foi excepção.
Contudo e tendo em conta que parte de pressuposto inicial que causa natural interesse na maioria das pessoas, principalemente em casaisinhos em inicio de relação, o que é certo que a base bem conseguida vai se derrentendo com o evoluir do filme, sendo que a premissa vai-se diluindo com a descudificação do filme, acabando por ser algo completamente diferente daquilo que vende. Mas isso não é bom?Não necessariamente, principalmente se compramos um Moet e acabamos com um raposeira vulgar, pois é nisso que o filme se vai tornando numa vulgaridade pouco original.
Outro dos pontos fortes dete genero de filmes é as situações de humor, que desta vez mais não sem do que situações bem dispostas entrando por diversas vezes no campor do ridiculo e do desnecessário, tendo estabelecer paralelos sem qualquer tipo desentido (a vida sentimental do protagonista com a sua relação com a natureza, tem tanto de complexo como sem sentido)
Também a caracterização das personagens é pouco complexa, sendo grande parte das vezes uma camada superficial e nada mais, com lapsos principalmente no paralelo estabelecido entre um encalhado de 35 anos e um puto de 12 anos, sendo extremamente excessivo neste aspecto.
Salva-se neste filme o entertenimento puro, que deixa bem disposto qualquer pessoa que se diriga ao cinema apesar de 10 minutos depois poucas serão as recordações que trazemos. Também o balanço das expectativas acabam por defraudar o filme, já que tendo em conta os titulos anteriores, capaz de criar uma legião de fãs esta obra é claramente inferior quer em humor e principalmente em enredo
De referir que muito do sucesso do filme está relacionado com um cast magnificamente escolhido, com particular destaque para Mathew que assenta como uma luva neste tipo de papel como ja tinha sido comprovado no How to loose a guy in 10 days, por sua vez Parker, apesar de apresentar um registo diferente, mais uma vez consegue se movimentar a vontade no genero que a caracterizou.
EMfim um filme simples, talhado para o sucesso mas que quase de certeza vai defraudar as expectativas dos amantes do genero, mesmo em bilheteira apesar de ser ter um bom registo ficara longe dos sucessos que marcaram as comedias romanticas em Hollywood

O Melhor: A premissa do filme, capaz de por si só cativar mais de 100 mihoes de euros em todo o mundo

O pior: O passar do filme observamos que a premissa é esbatida pela rotina tipica deste genero, ou seja, o seu ponto forte dilui-se na vulgaridade de registo

Avaliação - C