Friday, June 04, 2021

The Unholy

 Seria previsivel pelo custo baixo normal das produçoes de terror e principalmente porque rapidamente estes filmes se tratam de sucessos instantaneos que as experiencias do cinema norte americano em tentar  chamar novamente os espetadores para a sala passassem por alguns filmes deste genero. Este Unholy foi um dos que arriscou uma estreia inicial apenas nas salas mas rapidamente esteve disponivel para aluguer. O resultado critico do filme foi um desastre como os piores filmes do genero e nem a presença de Sam Raimi na produçao conseguiu libertar o filme dessa toada negativa. Comercialmente as coisas principalmente tendo em conta o contexto nem foram muito negativas, sendo uma forma de trazer pelo menos algumas pessoas ao cinema. ~

Sobre o filme eu confesso que o genero de terror e principalmente aqueles que trazem consigo almas passadas e muito dificil de me agradar porque acho que são filmes quase sempre com modelos narrativos semelhantes que podem estar dependentes do melhor ou menos brilhantismo com que as sequencias são gravadas mas normalmente até neste particular sao filmes pouco competentes, e este e mais um dos que nao tem competecencia para tratar de um assunto gasto do primeiro ao ultimo milimetro.

Temos o filme tipico que faz uns trocadinhos narrativos com a fe e a forma como ela pode potenciar o outro lado da lua. Temos um protagonista igual a muitos outros e acima de tudo temos um nivel produtivo tao baixo que quando recorre a efeitos ficamos na duvida se o filme quereria mesmo fazer aquilo assim tao mal ou nao existiu capacidade para mais o que e totalmente preocupante.

Ou seja a historia gaste e nos dada na forma menos trabalhada possivel, numa produçao de baixa qualidade e com um naipe de atores a procura de hora e meia de visibilidade em carreiras apagadas. Tudo resulta num claro desastre cinematografico demonstrando ainda que para um filme de terror ser bem conseguido temos diversos do nivel baixo.

A historia fala de um jornalista de milagres que numa pequena aldeia começa a fazer a reportagem de uma jovem alegadamente alvo de um milagre de Maria e que acaba por se ver envolta na luta contra um poder maligno apostado em dominar.

Em termos de argumento a base e igual a duzentos filmes que nos ultimos anos foram lançados pelas diversas produtoras com maior ou menos sucesso. A diferença e que nas personagens e nos dialogos tudo ainda e pior trabalhado dando um resultado fraco neste particular.

Na realizaçao Spilotopoulos foi o escolhido para dirigir um filme de terror depois de algumas aventuras na escrita de filmes mais familiares. O resultado e muito fraquinho, a forma como o filme nao tem qualquer abordagem identitaria em termos esteticos e a forma como quase nao consegue trabalhar com rudimentares efeitos especiais deixa muito a desejar num genero que nunca e propriamente uma boa porta de entrada.

No cast o protagonismo e entregue a um Dean Morgan que depois de algum sucesso em Walking Dead tem surgido em alguns filmes tentando ganhar alguma dimensao no cinema mas as escolhas não tem sido as mais felizes e personagens como esta nao alimentam qualquer carreira. O resto dos secundarios sao de atores com pouca dimensao associados normalmente a filmes de segunda linha.


O melhor  - POdera criar alguma discussao sobre fe

O pior - A forma como um argumento rudimentar ainda e prejudicado por uma produçao de pessima qualidade


Avaliação - D



Wednesday, June 02, 2021

The Water Man

 Numa altura em que o cinema ainda tenta encontrar o seu real balanço e que tipo de apostas vai fazer para recuperar publico, alguns projetos que foram colocados em Standby viram a luz do dia com estrategias bem diferenciadas. Este pequeno filme produzido por Operah acabou por ser lançado parte no cinema sem qualquer sucesso bem como distribuido pela Netflix em mercados mais pequenos. Criticamente pese embora o publico não tenha ficado particularmente agradado com o filme, a critica especializada positivou o filme.

Sobre a historia temos um drama familiar, e a forma como a reação entre as diades ve-se dificultada pelo facto do problema de saude que acaba por ser a genese de todo o problema. O filme tem um bom fundo e tenta dar uma mensagem de esperança no negro da luta, mas por outro lado acaba por o lado fantasioso nunca ter a força de por si so agarrar a historia, tornando-a algo circular.

Mesmo assim parece-me que principalmente no drama familiar em si e na relaçao pai filho o filme tem alguns detalhes de qualidade na forma como na dificuldade a mesma se vai fortificando. O lado fantasioso de defesa tambem acaba por ser interessante mesmo que o filme em termos esteticos nem sempre consiga potenciar esta mesma valencia.

Por tudo isto temos um filme mediano, com objetivos curtos que poderia ir mais alem no crescimento das personagens e mesmo no volte face final. Funciona melhor no nivel emocional do que na criatividade que acaba por ter dificuldades em ter, mas mesmo assim nos dias de hoje para filmes de primeira linha espera-se bem mais do que isto.

A historia segue um jovem marcado pela doença da mãe e pela relaçao atribulada com o pai que se dedica a sua fantasia e a tentar encontrar um ser que tem a cura e a esperança para a sua mae.

Em termos de argumento o filme e muito melhor ideologico e na sua base narrativa do que propriamente na sua concretizaçao onde tem algumas difiuldades. Parece obvio que as personagens sao limitadas no seu crescimento, mas acaba por isso tornar o filme dependente dos seus atalho narrativos.

Na realizaçao David Olyewo partilha aqui a representaçao com a realizaçao. O filme tinha espaço para mais arte embora seja um filme bonito e que tenta ir um pouco alem o que nem sempre consegue. Fica a ideia completa que se trata de um filme de um principiante mas com alguns apontamentos que podem o fazer evoluir.

No cast o destaque vai para o jovem Loonie Chavis que tem o filme entregue a si. Um actor conhecido pelo seu papel em This is Us que cumpre sem deslumbrar e o filme nao cresce porque a sua interpretaçao e demasiada linear. Nos secundários Dawson é uma atriz competente que consegue levar o filme para niveis mais elevados nos seus momentos.


O melhor - O filme tem coração


O pior - Tinha espaço para ter mais razão

Avaliação - C

Monday, May 31, 2021

Cruella

 Era uma das grandes apostas por parte da disney em tentar devolver o publico aos ecras sem nunca esquecer a alternativa de potenciar o mercado da sua aplicação de streaming e os resultados ate ao momento parecem convincentes com um visivel resultado de bilheteira que podera indicar alguma regresso do grande publico as salas, sendo ainda desconhecido o impacto em termos de streaming. Criticamente as primeiras avaliações tambem parecem positivas e podera se tornar num efetivo primeiro sucesso do ano.

Sobre o filme, numa altura em que diversas produtoras ainda com alguma falta de originalidade das suas abordagens tem tentado recriar ou dar algum contexto a personagens como viloes surgiu este Cruella com um elenco de luxo que tenta dar a entender a origem de tal conceituada personagem. O resultado e funcional, não so porque o filme e concetualmente e em termos esteticos bem construidos com um trabalho produtivo de primeira linha, mas acima de tudo porque consegue ir buscar os interpretes corretor para aquilo que quer com toda a excentricidade que a personagem tem.

Claro que a tentativa de humanizar personagens passamos a nossa vida a detestar acaba por ser uma tarefa ingrata que muitas vezes tem de fazer desaparecer alguns conceitos que ao longo de diversos anos fomos construindo. o filme tem essa dificuldade nem sempre olhamos para a personagem e ligamos aquilo que ja conhecemos e isso pode ser complicado principalmente se cairmos no pressuposto que tudo o que conhecemos vem a seguir,

Mesmo assim num estilo sempre dificil o filme funciona como filme de entertenimento mas mesmo como conceito, num filme rebelde, esteticamente interessante, com a banda sonora pensada ao detalhe que leva a uma boa relaçao com o publico mesmo que no final seja apenas mais uma historia entre outras com a base que conhecemos.

A historia da-nos a conhecer a origem da personagem Cruella de Vil, a forma como a excentricidade cresce, a forma como a mesma se torna num icon da moda, e o seu odio a dalmatas, para alem da uniao aos patifes ja conhecidos, num filme sobre o porquê do que conhecemos.

No argumento o filme acaba por ter um argumento apensar de bem montado algo previsivel na sua construçao. As personagens precorrem sempre cominhos expectaveis e mesmo as revelaçoes nao sao propriamente diferenciadas. Contudo o facto de seguir um caminho simplista e funcional deixa espaço que o filme brilha em outras vertentes.

O trabalho de Gillespie e muito interessante, de um realizador com uma capacidade de assumir um estilo proprio no seu filme e que aqui consegue catapultar toda a rebeldia da personagem para o filme e isso e a grande vitoria de um realizador a merecer cada vez mais destaque depois de alguns anos em que se perdeu em filmes pouco criativos.

No cast a escolha das Emma e a grande virtude do filme, o duelo de arrogancia e extroversão de ambas leva o filme para altos niveis de interpretaçao, que o filme consegue potenciar principalmente pela qualidade de ambas. Nos secundarios as excelentes escolhas de Fry e Hauser levam o filme a criar uma quimica particular entre os seus protagonistas


O melhor - O exercicio estetico


O pior - Em termos de argumento ser algo simplista


Avaliação - B



Friday, May 28, 2021

Oxygen

Alexandre Aja e um realizador francês que nos ultimos anos tem estado associado a alguns filmes de terror de baixo orçamento mas que este ano surgiu aqui num filme claustrofobico passado numa camara, filme produzido em lingua francesa que acaba por ser um act in solo de Melanie Laurent. Com o carimbo da netflix o filme conseguiu reunir interessantes criticas algo que até não é muito comum em filme de meio de estação da produtora. Comercialmente o facto de ser um filme em frances pode ter tirado alguma dimensão comercial ao projeto.

Sobre o filme se ao olharmos para a sinopse do filme e pensamor num filme que e basicamente passado numa capsula com uma unica pessoa e uma programa de computador no qual se tenta sobreviver e descobrir porque estamos ali, obviamente que podemos considerar que estamos perante um filme redutor e com pouco espaço para crescer, mas o certo e que o filme nas suas voltas e contravoltas acaba por ser um filme bem conseguido, que nos prende ao ecrã de forma a tentar perceber o desfecho de tudo.

Em termos de produção e um filme que basicamente não exige muito, mas acaba por com o clima claustrofobico dar uma sensação de clausura que torna o filme tambem impactante do ponto de vista comercial. E daqueles filmes que tem premissas muito diretas mas que a faze-las funcionar acaba por ter ai a sua maior mestria.

Um filme diferente, original, que mesmo não sendo um filme que nos fascine acaba por nos mostrar que muitas vezes uma ideia estranha mas original pode dar origem a um filme eficiente, que de alguma forma consegue prender o espetador ao longo da sua duração nos seus vertices mostrando acima de tudo que algumas ideias ainda funcionam, e o seu programa de retorno e um dos fundamentos.

A historia fala de uma cientista que acorda numa capsula de criogenia, com oxigenio limitado sem se lembrar quem e e acima de tudo como foi ali ter, ate ao momento em que em conversa com um programa de computador com acesso a rede tenta descobrir isso tudo num tempo limitado de sobrevivencia.

Em termos de argumento e na ideia que reside todo o merito do filme, na criatividade de uma ideia,  no risco de algo tão diferenciado. Na concretização o filme e muito mais eficiente do que eficaz, funcionando acima de tudo nas subidas e descidas que faz da historia.

Alexandre Aja e um realizador com talento que estava algo preso a um genero denunciadamente de segundo nível. Neste filme acaba por conseguir com menos pressing das produtoras ter um filme mais concetual onde a sua base de terror funciona mas o filme na originalidade de processos consegue funcionar noutras vertentes e que podem dar um novo fulgor a sua carreira.

No cast temos uma atuaçao a solo sempre dificil de uma Laurent que é uma das melhores e mais intensas atrizes europeias do momento. Numa carreira que vai derivando entre projetos europeus e de hollywood esta a contruir uma boa carreira que nunca teve o crescimento que se esperava depois do sucesso de Inglowious Bastards.


O melhor - A ideia


O pior - Acaba por ter algumas voltas a mais


Avaliação - B-



Tuesday, May 25, 2021

The Woman in the Window

 Quando a adaptaçao desta conhecida obra literária foi anunciada com um elenco de primeira linha e um competente e conceituado realizador, de imediato a expetativa atingiu niveis elevados, aguardando uma feliz adaptaçao e quem sabe uma formula com carimbo de premios. Ficou tudo mais estranho quando a Netflix que tinha a produçao do filme a retirou do elenco de candidatos a premios apostando o seu lançamento em meses de primavera. Com o lançamento e com criticas algo mediocres se percebeu que o filme não tinha passado na exigente critica e que a unica salvação seria o registo comercial, que a Netflix sempre consegue ter.

Sobre o filme eu confesso que olhando para a formula e historia de base parece termos aqui uma intriga policial sobre saude mental igual a outros filmes parecidos baseados em livros como Rapariga do Comboio, o qual também nao resultou propriamente num filme brilhante. Pois bem aqui tambem nao, alias os defeitos de ambos os filmes são muito parecidos e o defraude do resultado acaba também por ser uma conclusao obvia.

Assim, estamos perante um filme com demasiados elementos, de dificil concretização e que o filme nao os consegue potenciar minimamente. Começa pela dificuldade pratica de tornar os dialogos com a familiar numa formula que consiga tornar o elemento surpresa uma concretização. A dificuldade nas diversas valencias da personagem central que o filme nunca consegue explorar bem, deixando apenas Amy Adams entregue ao sofrimento e ambivalencia da personagem e a sua construçao da forma como olha pela janela.

Também a intriga policial acaba por ser construida sem impacto, funcionando apenas a ilusao que o filme quer transmitir ao espetador e alguns apontamentos artisticos de um Wright que nos parece realizador a mais para um filme com uma historia que funciona bem num livro mas que nos parece que nao tinha força para o cinema. Fica a ideia de um filme com demasiado talento para o seu resultado final e isso soa a muito pouco.

A historia fala de uma mulher que sofre de Agarofobia e que passa a totalidade dos dias no seu apartamento em Manhattan a analisar a vida dos seus vizinhos, até que uma nova familiar chega ao bairro e a mesma começa a tentar perceber as dinamicas destes os quais acabam por entrar na sua vida e conduzir a um acontecimento trágico que tem de ser explicado.

Em termos de argumento temos de diferenciar o que um livro necessita para funcionar e um filme. Aqui parece que o primeiro aspeto e obtido mas se calhar esta historia teria normalmente mais dificuldade em se diferenciar como filme. Fica a ideia que as personagens deveriam ter mais dimensao do que o argumento lhe da, e fica a ideia que é no argumento que o filme falha.

Joe Wright e um realizador conceituado que vai intervalando sucessos criticos e comerciais que o aproxima de premios com outros projetos em que falha a todas as dimensoes. Este e um projeto menor numa carreira de alguem que necessita de ser mais constante para se tornar num dos grandes valores do cinema atual.

No cast um elenco de luxo que coloca todo o peso numa Amy Adams que acaba por funcionar no estilo, embora quando o filme seja mais proximo do terror nem sempre tenha a presença exigida nesses momentos, quem sabe por ter recursos a mais. Nos secundarios pese embora o naipe de qualidade acaba por ser o jovem Hechinger que sai com algum destaque, mas mesmo assim o filme nao tem argumento para grandes interpretaçoes.


O melhor - Alguns apontamentos de Wright na ilusao que cria ao espetador.


O pior - A quantidade de atores de primeira linha desaproveitados


Avaliação - C



Saturday, May 22, 2021

Those Who Wish Me Dead

 Taylor Sheridan enquanto argumentista e produtor tem sido uma das estrelas da nova vaga de cineastas que tem tido algum espaço nos ultimos tempos. Este ano surgiu o seu novo filme enquanto realizador que trouxe consigo uma Angelina Jolie algo desaparecida nos ultimos anos. Este filme de açao acabou por não passar da mediania critica o que acaba por não ser brilhante para alguém que ja prometeu mais como Sheridan. A aposta da conjugação do cinema e do HBO Max ainda parece estar a ser lubrificada já que também neste filme nas salas os resultados foram significativos.

Sobre o filme eu confesso que quando vi um Taylor Sheridan que faz tão bem um Hell or High Water e sei que escreve outros filmes de ação de qualidade duvidosa, faz-me pensar numa bipolaridade que nunca percebemos bem o que vamos encontrar no seu proximo projeto. Pois bem o que temos e a simplicidade e alguma falta de diferenciação do tema, sendo um filme demasiado fisico mas com falta de elementos que o diferencie por si só.

Fica assim a ideia que temos um filme pouco trabalhado, que tenta fazer potenciar a ideia na personagem e alguma irreverência da personagem central e pouco mais, apresenta nos uma dupla de assassimos impiedosa, um ajudante do lado bom da justiça e uma trama basica para justificar o porque de tudo o que vimos.

Por tudo isto, mas essencialmente pelos envolvidos nao so no cast mas no crew fica a clara ideia que era expectavel muito mais do que um simplista filme policial, com procedimentos dos mais basicos que podem existir e acima de tudo a ideia que mesmo nos detalhes estamos perante um filme muito longe do que se pode expectar de tanta gente competente

A historia fala de uma isolada e afetada pelo passado bombeira que se ve no meio de uma missao com um menor a cargo o qual e seguido por uma dupla de assassinos profissionais e os quais tentam lutar pela sobrevivencia em pleno centro de um incencio florestal.

Em termos de argumento muito pouco a todos os niveis, uma historia basica que e potenciada de uma forma tambem ela basica, sem grande elementos que o diferencie, ficando a ideia que para um argumentista como Sheridan tem de se esperar mais em personagens e principalmente em dialogos.

Sheridan como realizador nao tem o conceito ou mesmo a força que tem enquanto argumentista. Aqui temos um trabalho que funciona moderadamente com a dimensao do incendio mas pouco mais. Fica a ideia que tendo em conta o que ja vinha a demonstrar nos primeiros inputs de carreira que provavelmente se esperava que estivessem noutro patamar.

No cast temos uma Angelina Jolie que e sempre sinonimo de dimensao comercial, embora me pareça que e uma personagem sem carisma pouco ou nada trabalhada que espera basicamente que a dimensao de estrela da atriz faça o resto. Em termos de secundários uns viloes quase inexistentes em termos de qualquer dimensao de personagem e pouco mais.


O melhor - As sequencias de incendio

O pior - A forma pouco criativa de um argumento pouco trabalhado

Avaliação - C-

Friday, May 21, 2021

The Mitchels Vs Machines

 Numa altura em que o cinema e principalmente as aplicações de Streaming ainda andam à procura do seu balanço, a Netflix lançou na animação, aquele que á ate ao momento o filme criticamente mais bem recebido do ano. Esta animação refrescante e apocalítica que junta os perigos de uma sociedade cada vez mais informatizada com as ligações familiares tornou-se num sucesso critico que coloca desde ja a animação como um dos pontos fortes do ano. Comercialmente pese embora a Netflix tenha neste momento projetos mais fortes a forma diferenciada do projeto deu alguma visibilidade ao mesmo

Se existe género que na minha ótica começou bem este ano de 2021, foi a animação. Se a Disney ja tinha feito funcionar no seu projeto Raya, este filme mais original, numa abordagem mais diferenciada e também um dos bons filmes do ano, não só na mensagem e narrativa que nos quer dar mas acima de tudo na originalidade de uma estética totalmente trabalhada e que demonstra a criatividade dos seus autores do primeiro ao ultimo minuto com muito humor a mistura.

O filme apesar de longo, um dos maiores defeitos da sua construção e por vezes adquirir a determinada altura mais uma volta no carrossel do que necessário, e a conjugação dos elementos mais fortes que fazem funcionar a premissa. Temos uma historia atual, muito bem trabalhada e um segundo elemento de drama familiar em que a peças encaixam perfeitamente na missão de cada uma delas. A isso junta-se um desenvolvimento exagerado que permite o potenciar da mensagem e um humor que acompanha.

Por tudo isto mesmo não tendo o peso sentimental e a mensagem ideológica que os melhores filmes ideológicos da Disney consegue ter, temos uma obra que junta irreverencia e criatividade que demonstra que o cinema de animação esta cada vez mais completo nos destinos das suas mensagens, e este é apenas mais uma dimensão dessa toda universalidade.

A historia fala de uma família desunida que em plena crise de crescimento de filhos acaba por ter de se unir numa luta pela sobrevivencia contra uma aplicação que controla todos os objetos inteligentes que tem como objetivo extinguir a humanidade.

Em termos de argumento apesar de algo estranho na sua essencia o argumento e bem trabalhado, não só na historia em si, na mensagem que passa e no estilo de humor que o filme quer dar. Isso acaba por dar um toque refrescante original que e o veiculo na abordagem diferenciada que o filme acaba por ter.

Na produçao muito risco, muita originalidade, mas o filme funciona. O estilo irreverente, muito colorido e um dos segredos que faz funcionar bem o filme do primeiro ao ultimo minuto. Se calhar deveria ser mais curto, mas isso não impede o filme de se fazer notar.

No cast de vozes o maior registo e aquele que mais surpreende e a de Olivia Colman como Pal, e a grande surpresa num conjunto de outras vozes bem escolhidas que encaixa nos objetivos que o filme quer ter para cada uma das personagens.


O melhor - A forma como o filme consegue unir irreverencia e criatividade

O pior - A duração


Avaliação - B



Wednesday, May 19, 2021

French Exit

 Num ano muito particular de 2020 onde o cinema esteve algo apagado existiram alguns projetos anunciados que ainda tiveram por breves momentos algumas ambiçoes de premios mas que acabaram por nunca entrar a serio nessa disputa. Um desses filmes foi este French Exit sobre uma mae e um filho na falencia que preferem deixar de viver a alterar os padroes. Este filme resistiu ainda que com alguma mediania na critica muito por culpa dos elogios a Michelle Pfeiffer. Comercialmente pese embora tenha tentado o grande ecra os resultados foram essencialmente rudimentares.

Sobre o filme podemos dizer que tem um bom inicio, quer o apontamente do passado mas principalmente a introduçao as personagens deixavam antever um filme comico, ironico com bons momentos das personagens como elas vao sendo construidas. Contudo rapidamente acontece uma inversão de marcha e as personagens tornam-se perdedidas em demasia na sua excentricidade e eloquencias e mais que tudo fica a ideia que o filme tem mais diferenciar-se do que concretizar-se

Isso nao retira merito a alguns patamares que o filme consegue principalmente numa boa construçao de Pfeffeifer na sua personagem central e a forma como a personagem desta vai se tornando cada vez mais obcecada no seu estapafurdio objetivo. Isso faz o filme ter um argumento bem melhor do que a sua concretizaçao

Fica um filme com uma premissa diferente com um estilo simples e mais que tudo com um estilo que se diferencia que tem como grande objetivo uma formula descontraida que vai perdendo coerencia. Fica alguns bons momentos de personagens que a determinada altura pensariamos que iam resultar melhor.

A historia \fala de uma mãe e filho que vivem na alta sociedade que percebem que o dinheiro de todos esta a acabar e que vai conduzir a falencia. De forma a nao alterar os seus costumes embarcarm numa viagem de cruzeiro de Paris com a intençao de gastar ate ao fim o dinheiro que lhes resta.

A ideia de base do filme tem alguma originalidade e o estilo narrativo que o filme adopta ate poderia funcionar, nao fosse tornar-se a determinada altura apenas preocupado com a excentricidade e adensar uma trama que ja tinha elementos suficientes. Acaba por tornar tudo demasiado confuso para funcionar por si so.

No que diz respeito a realizacao Jacobs e um jovem realizador quase desconhecido que teve aqui o seu filme mais mediatico. Em termos de abordagem temos um estilo de comedia europeia sem grandes truques e que pensamos que funciona para o estilo que o filme quer ter.

No cast alguma gloria para Pfeiffer intensa com dimensão numa boa prestaçao que com um filme menos excentrico se calhar poderia ter maior expressao em termos de premios. Hedger e um dos bons valores jovens mas aqui esta algo invisivel.


O melhor - Pfeiffer

O pior - A forma como o filme se vai perdendo nos desvaneios do argumento


Avaliação - C



Sunday, May 16, 2021

Voyagers

 Este ano 2021 talvez impulsionado pelo facto de grande parte das pessoas querer fugir no ultimo ano do nosso planeta tem trazido diferentes projetos sobre seres humanos em espaços e em odisseias pelo universo. Este e mais um desses projetos sobre a essencia do ser humano num ambiente controlado até ao descontrolo. Este filme de Neil Burger com alguns jovens em crescimento nao foi propriamente bem recebido pela critica com avaliaçoes algo negativas. Comercialmente o filme tentou os cinemas com resultados muito curtos demonstrando que nao era a escolha de quem queria regressar as salas.

Sobre o filme podemos dizer que a premissa e interessante, um filme que fala de uma sociedade controlada e planeada ao mais infimo promenor ate ao momento em que tudo se descontrola. O problema e que o proprio filme quando entra nos seus conflitos acaba tambem ele por se descontrolar tornando-se pouco interessante e acima de tudo previsivel ate ao fim.

O pior do filme e que claramente nao deixa as diferentes personagens se diferenciar, temos os dois lados e pouco mais e fica a ideia de que o pressuposto do filme serie esse, e nao apenas nos dar a rebeldia de um deles o que acaba por limitar o filme a um fraquinho filme de ficção cientifica que acima de tudo parte de uma ideia que nao sabe utilizar.

Alias o excesso de projetos deste genero de filmes tem demonstrado que nem sempre e facil eles resultar pelo pouco espaço e acima de tudo por terem todos limites muito definidos. Por isso parece-me que um filme como este deve ser sempre pensado com mais estrutura e mais dimensoes, Caso contrario fica a saber a muito pouco.

O filme fala de um conjunto de jovens que e preparado e embarca no espaço para uma expediçao de 80 anos com o objetivo de clonear um planeta longinquo. Contudo o planeamento de todas as reações deixa de existir quando alguns elementos deixam de tomar um medicamente que controla os seus impulsos.

NO argumento e ideia de base do descontrolo total numa nave espacial, apenas com as condiçoes humanas nas lutas parece-me uma excelente opçao e o filme faz esse ponto ser funcionar na sua introduçao. O problema e que quando o conflito começa o filme nao consegue fazer crescer os personagens e isso era essencial.

Burger e um realizador que começou com alguma força em Hollywood mas nos ultimos tempos tem perdido protagonismo em projetos inferiores. Aqui num estilo sempre dificil, nao consegue dar uma roupagem significativa a um filme que lhe daria esse espaço.

No cast um conjunto de jovens a tentar dar um pouco de brilho nas suas carreiras. Sheridan parece um candidato ao estrelato embora a sua personagem seja extremamente rudimentar neste filme. Depp tem de sair da sombra de ser mais que filha de Johnny e neste filme ainda nao consegue. Whithead parece o melhor ator mas depois do inicio de sonho tem-se perdido em pequenos filmes como este.


O melhor - A introduçao ao tema

O pior - A individualidade dos personagens nao e propriamente trabalhada


Avaliação - C_-



Monday, May 10, 2021

Monster

 Três anos depois deste filme sobre uma batalha judicial ter sido produzido e filmado a Netflix aposta na sua distribuição de uma forma mais alargada, aproveitando quem sabe o facto de muitos dos envolvidos no filme estarem numa fase mais forte das suas carreiras ou seguir a mesma tematica de alguns dos projetos de maior sucesso da aplicação. Este filme com um tema forte acabou por não ser propriamente um gloriado critico e comercialmente temos de ir procurar bem para o encontrar.

Sobre o filme podemos dizer que ainda que com um lado mais superficial e menos pesado, e uma especie de When they see us sob a forma de filme, na forma como tenta nos dar um acontecimento trágico e os seus envolvidos ao longo de toda a batalha judicial. O filme acaba por trabalhar bem alguns aspetos como as vertentes duais na personagem central, como a culpa interna e externa e acima de tudo a forma como se desenvolve o julgamento para a conclusao final, e claramente menos ideologico do que a serie de sucesso acima mencionada mas penso que consegue prender melhor o espetador ao seu desfecho.

E obvio que depois temos o contacto com o que realmente aconteceu e ai o filme poderia trabalhar melhor a diferenciaçao entre a componente legal, que o filme detalha ao longo de todo o julgamento com o sofrimento e a resposabilizaçao do auto conflito da personagem principal, mesmo nas relaçoes familiares onde o filme ai tem mais dificuldades em entrar.

Ou seja nao sendo uma obra de referencia, que penso que o filme nunca tenta ser, acaba por ser um filme sobre a forma como o contexto acaba por trazer consigo as pessoas a sua volta num filme que nao quer o lado duro, mas sim o lado de conflito de cada um. Poderia ir mais longe em alguns aspetos mas isso nao faz com que o filme nao cumpra o que tenta ser.

A historia fala de um jovem estudante de cinema que se ve preso pela suspeita de autoria de um assalto que termina em homicidio. O filme fala da forma como aquele contexto judicial condiciona a vida de alguem que se protegeu dos problemas sociais que o acabam por naufragar, enquanto judicialmente e internamente se tenta apurar a sua participaçao.

Em termos de argumento temos um filme com uma historia simples, resoluçao simples, que consegue entrar e debruçar o mais simples, ou seja o lado processual mas nas batalhas internas tem mais dificuldade em se colocar e isso acaba por dar ao filme uma funcionalidade limitada.

Na realizaçao Mandler e um completo desconhecido associado a videoclips de artistas da moda que tentou aqui uma abordagem de cinema, que em termos artisticos nem sempre é forte. Fica a ideia que uma tentativa de lhe dar um teor introspetivo que e o elemento onde o filme mais dificuldade tem em entrar.

No cast eu confesso que Harrison Jr parece-me um dos valores seguros de uma nova geração de atores afor americanos, com presença e intensidade este papel ainda jovem demonstra ja algumas das suas virtudes que tem sido potenciadas em filmes mais recentes. Nos secundarios alguns bons momentos de um Washington Jr que parece funcionar melhor quando os holofotes ainda estavam longe


O melhor - A culpa interna e a forma como o filme quer tocar nesse ponto


O pior - Trabalhar pouco este tempo, talvez porque fosse mais dificil


Avaliação - C+



Saturday, May 08, 2021

Every Breath You Take

 Este thriller psicologico foi uma das apostas de um acelerar do cinema na tentativa de regresso a normalidade. Este filme com um bom elenco no entanto no meio de alguns projetos acabou por ter a sua estreia algo desprecebida, muito por culpa de criticas bastantes sofriveis. Comercialmente o filme passou da estreia em cinema para ir diretamente para aluguer o que acabou por o tornar ainda mais escondido do grande publico.

Sobre o filme temos o tipico Thriller psicologico com misterio e com personagens com partes bastante escondidas da sua forma de ter. O percurso da vingança e conhecido principalmente em alguns thrillers da viragem do milenio e percebe-se que o filme tem essa influencia, centrando acima de tudo nos desvaneios de uma particular personagens e na forma como o equilibrio familiar central vai ruindo.

E um filme de procedimentos simples que perde acima de tudo por ser demasiado previsivel e entregar a Claffin a intensidade de uma personagem que o actor recheia de tiques pouco ou nada interessante e que fazem do filme um sofrivel dentro de um genero fora de tempo e que este filme nao consegue resgatar.

Este e daqueles filmes que em face do elenco e a premissa de base poderia funcionar na densidade psicolofica. Affleck acaba por se sentir algo perdido com algum amadorismo das outras vertentes e o filme acaba por ser simples com limitaçoes longe de grande resposta efetiva.

A historia fala de um terapeuta marcado pelo drama familiar que acaba por ver uma sua paciente a colocar fim a vida, sendo que o aparecimento do irmao desta com um plano escondido pouco claro acaba por colocar em check todos os vertices do seu ja desiquilibrado contexto familiar.

Em termos de argumento podemos dizer que a permissa de base poderia dar estrutura para um bom thriller psicologico mas a sua execução demasiado previsivel nao consegue tirar partido disso, principalmente com alguma dificuldade no crescimento das suas personagens.

Em termos de realizaçao Stein e um realizador que ainda procura o seu filme de afirmaçao, que aqui tem uma realizaçao simples, que nem sempre utiliza bem os flashbacks para integrar o filme para uma vertente artistica, limitando-se a simplicidade de processos que faz o filme depender de um argumento tambem ele sofrivel

No cast e confesso que gosto da forma como Affleck consegue ir aos limites interpretativos das suas personagens e aqui pese embora proximo de outros personagens consegue ser eficar. Pior apenas um Cafflin repleto de tiques de interpretaçao de gosto discutivel que acaba por na minha otica demonstrar muitas debilidades de um ator cada vez mais ativo mas que cada vez mais evidencia a suas debilidades.


O melhor - A premissa

O pior - A previsibilidade


Avaliação - C-



Monday, May 03, 2021

Without Remorse

 Depois de no final da decada de 90 os livros de Tom Clancy terem sido um dos grandes sucessos no genero da espionagem e terem tambem eles resultados em alguns filmes de grande sucesso principalmente na personagem de Jack Ryan, eis que surge a tentativa de dar vida a mais uma sua personagem de agente do CIA. Este inicio sob o patrocinio da Amazon estreou na plataforma sem grande vibrato, pese embora tenha chamado a si um dos atores da moda. A forma como criticamente o filme foi avaliado por baixo, no deixa antever um sucesso comercial demasiado sustentado para dar seguimento ao ja expectavel sequela.

Sobre o filme temos um filme simplista ao maximo para algo que se quer de intriga e de espionagem. Um dos atributos maiores do escritor e a forma como a intriga se vai tornando cada vez mais densa em voltas e contravoltas capaz de pregar o espetador aquilo que se vai seguir. Pois bem aqui a estrategia e claramente diferente, numa aposta por alongar quase de forma interminavel as sequencias de açao até ao aborrecimento maximo e matar a intriga num dialogos de cinco minutos.

Fica a ideia que o filme escolhe um estilo carnal completamente desajustado do estilo que o filme deveria ter e mais que tudo do estilo que um genero tão próprio como este deveria optar. A questao e que a escolha e desde logo discutivel pelo tipo de filme em si mas ainda se torna mais sem sentido quando percebemos que a execução da matéria é também ela pouco criativa com sequencias sem grande arte e acima de tudo repetitivas ao maximo.

Assim surge o parente pobre das adaptaçoes de Tom Clancy, numa tentativa de dinheiro facil com pouco ou nenhum trabalho. Fico mesmo com a ideia que muito dos momentos do filme, e a preencher com inconsequencias sequencias de açao. Temos um ritmo elevado mas neste caso completamente contra producente para o resultado fo filme.

A historia fala de um ex- fuzileiro que ve a sua equipa ser toda assassinada bem como a sua propria esposa e futura filha. Acaba por decidir tentar perceber quem esta por tras de tais mortes, entrando na investigação de um grupo criminoso russo, quando percebe que tudo e uma jogada ao mais alto nivel.

Em termos de argumento o filme e vazio em quase todos os seus pontos, mesmo aqueles onde deveria ser mais artilhado. Começa nas personagens pouco ou nada trabalhadas em cada lado dos flancos. A intriga e reduzida a uma premissa e um dialogo, e tudo se torna previsivel do primeiro ao ultimo momento o que para um filme de espionagem e totalmente inocuo.

Na realizaçao Sollima e um realizador que ganhou conceito na sua abordagem de Gomorra serie. Aqui tem meios mas denota falta de arte para potenciar principalmente as infindaveis sequencias de açao que mereciam outro tipo de tratamento. Um filme com esta dimensao deveria ter alguem mais capacitado para nao passar despercebido.

No cast a escolha de Jordan parece interessante principalmente depois de funcionar em Creed, mas acaba por ser demasiado musculada e o ator sofrer da falta de dimensoes de uma personagem totalmente esvaziada e que tinha tempo para mais. Nos secundarios nem Bell nem Turner Smith tem espaço para grandes sublinhados.


O melhor - A expetativa que o regresso dos herois de Clancy poderia nos dar


O pior - O vazio que o filme acaba por ser


Avaliação - D+



Saturday, May 01, 2021

Things Heard & Seen

 Numa altura e num projeto em que a netflix se propos a semanalmente nos entregar uma longa metragem eis que surge mais uma dessas apostas com uma atriz em forma como Amanda Saeyfried e um filme de terror numa pequena cidade tendo como objetivo o entertenimento rapido. Embora trouxesse uma dupla de realizadores que ja obteve algum sucesso critico no passado o filme nao passou de uma mediania critica que o tornou quase invisivel. Mesmo em termos comerciais parece que nesta altura o serviço acaba por disponibilizar projetos mais apelativos.

Sobre o filme podemos dizer que se trata de um thriller psicologico sobre vivencias de casal, e de escolhas a procura de do sucesso que acaba por funcionar nos elementos mais praticos sobre o desenvolvimento das personagens e a forma como as intrigas entre elas vao crescendo e principalmente quando muito do veu sobre elas se vai levantado. Na intriga simples o filme ate funciona.

O problema e que com a entrada na cidade pequena e com a introdução de elementos paranormais o filme dá uma componente espiritual que nao funciona e que nos parece ser totalmente dispensavel e so torna o filme difuso e confuso sem qualquer ganho adjacente a nao ser a componente visual do seu final.

Por tudo isto parece-nos uma historia simples, com objetivos curtos que tenta acrescentar a componente fisica de um thriller psicologico e quase policial com o lado espirtual que nao combina e que fica a ideia que o filme deveria ter-se deixado na terra e isso acabaria simplesmente por nos dar um trailer psicotico igual a muitos.

A historia fala de um casal que embarca para uma pequena cidade e para uma casa estranha de forma a tentar realizar os objetivos profissionais do elemento masculino. Contudo com o passar do tempo e com o crescimento de relaçoes com outras pessoas da comunidade o casal e posto a prova, principalmente quando acontecimentos inexplicaveis começam a acontecer em casa.

O argumento e um conjunto de ideias demasiado diferentes para combinarem entre si. O filme tenta isso e acaba por ser confuso e nao conseguir potenciar o lado dos limites morais das personagens que seriam um epicentro muito mais bem escolhido do que acaba por ser este.

Na realizaçao Berman e Pulcini e uma dupla de realizadores que ja conseguiu no passado com American Splendor ter alguma prespetiva de ser de primeira linha, o que se foi desvanecendo, acabando por se dirigir para a televisao. Aqui um projeto que no final tenta ter uma componente estetica diferenciada mas insuficiente para tornar o trabalho de realizaçao minimamente impactante.

No cast temos uma Seyfried na ressaca da nomeaçao para o oscar numa personagem que podia ter outra dimensao, mas cujas limitaçoes da atriz e das ideias do filme para a personagem limitam. O maior destaque vai para James Norton um ator ingles a tantar ganhar tempo, que acaba por ter bons momentos  numa personagem interessante mas que cai em excesso na repetiçao.

O melhor - O lado terreo do filme

O pior - O lado espiritual


Avaliação - C



Mortal Kombat

 Depois de dez anos em avanços e recuos eis que finalmente a nova abordagem de Mortal Kombat o famoso jogo de computador que acabou por ter aqui um reboot, com muitos meios produtivos mais proximo do cinema origental. Criticamente as avaliações foram sofriveis chegando a ser inferiores a primeira tentativa, mas comercialmente os primeiros resultados parecem interessantes e parecem estar a unir novamente alguns espetadores ao cinema.

Sobre o filme podemos dizer que a primeira abordagem do cinema ao videojogo funcionou devido a um amadorismo sempre presente que acabou por ser marcante. Depois de um segundo filme horrivel, eis que surge um estilo diferente, mais cru, com mais violencia mais proximo do cinema oriental e com a tentativa de adensar ainda que de forma pouco consistente alguns pontos da narrativa.

Em termos de elementos de entertenimento o filme entrega a Kano todos os apontamentos comicos e pouco mais. Em termos de intensidade da historia obviamente que estamos perante um filme demasiado basico, que tenta arranjar apenas um cenario para os movimentos e frases miticas de cada uma das personagens.

Por tudo isto Mortal Kombat embora com mais meios produtivos do que o primeiro filme na essencia pode ser um filme maior mas nao e claramente um filme melhor do que a primeira tentativa. Parece querer levar-se mais a serio mas isso acaba por nao ser por si so refletido no resultado final de um filme de desgaste rapido com os defeitos bem presentes e que mesmo sendo fiel a alguns pontos do jogo nao consegue resgatar o filme do falhanço tipico das adaptaçoes de videojogos.

O filme fala novamente do torneio mortal de luta pela sobrevivencia entre mundos, tentando introduzir uma personagem com recurso a historia de outros ja conhecidos, mas todos ja sabemos duas equipas com fundamentos morais bem diferentes na luta pela sobrevivencia da humanidade.

Em termos de argumento o simplismo puro, a escolha tipica de personagens e de repente o contexto para os combates, embora desta vez sem grande torneio, talvez o mesmo fique para um segundo episodio. Fica a ideia que as personagens quase se limitam as caracteristicas fisicas ja conhecidas do jogo sem qualquer outro trabalho.

A realizaçao deste projeto ficou a cargo da Simon McQuoid um autentico desconhecido a quem foi entregue a batuta de um filme de grande orçamento, o que nao deixa de ser surpreendente. O trabalho embora consiga potenciar melhor os efeitos que o primeiro filme, a abordagem e a simplista tipica de filmes sem grandes ambiçoes.

O cast e constituido essencilmente por atores orientais, alguns dos quais já associados a outros filmes de artes marciais com algum carisma. Fica a ideia que a escolha de veteranos atores para papeis secundarios e melhor do que a escolha dos protagonistas, embora seja sempre um filme pouco ou nada exigente a este nivel.


O melhor - O humor de kano

O pior - A forma como o filme nao consegue desenvolver qualquer personagem


Avaliação - C-



Friday, April 30, 2021

Stowaway

 Numa altura em que a Netflix se encontra cada vez mais no olho do falcão , eis que vão surgindo produções próprias intercaladas com a distribuição de projetos de outras produtoras. Um dos filmes que foi lançado foi este filme de ficção cientifica sobre o espaço, e acima de tudo uma luta pela sobrevivencia e de limite. Este pequeno filme conseguiu boas avaliações criticas embora não entusiasmantes, sendo que comercial parece ser mais um produto entre muitos da NEtflix.

Sobre o filme podemos dizer que se trata da historia tipica do espaço, de uma tripulação com todas as condicionantes de uma tarefa longa, de afastamento que de repente percebe a existencia de um passageiro não convidade que coloca o equilibrio em causa, surgindo a luta pela sobrevivencia e de união entre toda a tripulaçao.

A historia e a base narrativa é igual a muitas outras historias que ao longo do tempo foram tendo seguimento em projetos maiores e mais pequenos mas que na sua essencia divergem pouco, conjugando uma serie de momentos em que parece que a união vai ruir com outros em que fica a ideia que o lado de grupo e o mais forte, e que torna o filme num obvio filme, que nem sempre é particularmente organizado, mas que cumpre nos serviços minimos.

O que nos parece que o filme acaba por ser mais limitado acaba por ser no nivel produtivo, filmes como este exigem um nivel artitico e concetual maior para fazer resultar, principalmente os segmentos maiores do grande espaço. Existe pontos em que o filme até consegue algum risco no seu desenvolvimento, mas na maior parte do tempo não consegue sair dessa mediania.

A historia fala de uma tripulaçao de três tripulantes numa investida ao espaço que percebe que por engano um operario da construçao da nave acaba por encetar voo. Tudo decorre de forma normal ate ao momento em que se percebe que os recursos existentes sao pensados para tres pessoas e nao para quatro.

Em termos de argumento o filme tem alguns detalhes que me parecem bem trabalhados, concretamente a luta do individual pelo grupo, as oscilações naturas dos personagens. O problema e que na forma como o filme completa todos estes entalhes nem sempre o filme e competante para aspirar voos mais elevados.

Na realizaçao de Joe Penna temos um trabalho de espaço simples, sem grande espaço para grandes voos ou nível produtivo que acaba por se tornar demasiado limitado naquilo que normalmente os filmes com este tipo de objetivo conseguem ser. Um realizador ainda pequeno a tentar ganhar dimensao que arrisca no genero mas que nao tem ainda andamento para outros voos.

No cast Kendrik acaba por ter entregue a si o peso da protagonista, mas uma personagem acaba por ser simples demais para levar as costas um filme algo simplista demais. Fica na retina um conjunto de atores competentes que nunca e propriamente colocado em  chek nas suas personagens


O melhor - O debate entre a individualidade e o grupo


O pior - A forma como o filme em termos produtivos nao se eleva


Avaliação - C+



Sunday, April 25, 2021

The Courier

 Este e daqueles filmes que perde a corrida aos premios e depois e lançado com pouca ou nenhuma pompa no meio de outros filmes neste reacender da ligação entre o espetador e o cinema. Um daqueles tipicos filmes de espionagem historica em plena guerra entre EUA e URSS. Este filme apesar de arredado de premios ate conseguiu avaliações positivas sendo que comercialmente esta longe de ser o tipo de projeto mais apelativo para fazer regressar os espetadores ao cinema.

The Courier e um filme de ritmo baixo, algo promenorizado nos detalhes, mas que perde demasiado tempo na forma como nos da um clima hostil russo. COmo muitas das historias de guerra temos uma posiçao asusmida no filme, um lado bom e mau que nos parece ser sempre uma opçao politica, de um filme que tem na forma como CUmberbacht nos da os ultimos minutos a sua maior arma mas que apenas consegue tornar o filme competente sem ser brilhante.

A forma como a densidade psicologica do filme se vai adensando circundando a personagem do primeiro ao ultimo minuto e um dos bons momentos de um filme pausado, realizado com profissionalismo sem brilhantismo, e que lhe falta o impacto de surpreender o espetador quer visualmente quer me termos de um argumento demasiado preso aos acontecimentos e menos as personagens.

Ou seja um filme competente sem ser brilhante que nos relata uma historia veridica de espionagem em plena guerra com as suas consequencias, bem interpretado mas que nao consegue tirar os seus trunfos para levantar para um estilo de filme bem mais eficaz tornando-o numa obra algo cinzenta

A historia fala de um homem de negocios que e envolvido numas relaçoes com russos com o objetivo de passar informaçoes sobre os planos nucleares daquele pais, numa espionagem infiltrada ao mais alto nivel, mas que acaba por o associar a uma alta patente que ultrapassa as barreiras do negocio.

O argumento tem uma historia interessante, historicamente relevante mas que em termos de algumas especificidades acaba por sofrer algumas dificuldades em termos do desenvolvimento maior das personagens. Tambem os dialogos fica na retina a possibilidade de serem mais trabalhados

Na realizaçao Dominik Cooke e um realizador britanico mais reconhecido por alguns projetos de televisao. E competente em modo qb mas nao tem recursos para levar o filme para patamares mais elevados o que pode justificar uma carreira ainda algo cinzenta.

No cast o filme tem em CUmberbacht o seu maior trunfo principalmente na dedicaçao fisica e intensidade dramatica dos ultimos minutos, que demonstram a boa forma do ator. Ao seu lado um leque de competentes atores secundarios embora com personagerns bem menos trabalhadas.


O melhor - Os ultimos vinte minutos de Cumberbacht numa entrega fisica e dramatica a personagem

O pior - ALgo lento no seu inicio


Avaliação - C+



Wednesday, April 21, 2021

Nobody

 Existe um estilo muito recente no cinema que nos ultimos anos tem resultado em alguns dos mais conceituados e trepidantes conceitos de ação. Falo obviamente do estilo de uma especie de assassino profissional sozinho no exercicio de estilo contra organizações criminosas. Este e mais um desses filmes com Oderink a interpretar com a critica a suportar um conceito com cada vez mais adeptos. Do ponto de vista comercial os resultados parecem ser interessantes sem no entanto serem totalmente brilhantes.

Sobre o filme podemos começar por dizer que tem uma boa introduçao, na forma como nos da o lado simplista da personagem central e as suas rotinas, sendo a entrada mais basica possivel. Com o desenolvimento do filme percebemos que rapidamente este se torna num vigoroso filme de açao, com muitos exercicios de estilo muito sangue o que da um ritmado objeto que todos sabemos como começa e acaba mas ao longo do seu desenvolvimento vamos tendo contacto com alguns aponatamentos no minimo estranhos.

Obvio que nos parece que no mesmo estilo já existiram alguns projetos que trabalharam mais o argumento e a intriga, este limita-se a sequencia simples da personagem contra tudo e todos, trabalhando as sequencias para as tornar mais funcionais para o objetivo do carisma e do sem sentido, que o torna num interessante mix entre comedia e acção.

Ou seja mais um filme de uma especie de super heroi dos tempos modernos, com muita luta, muito sangue e alguns aparecimentos ocasionais, que não sendo nada de novo, principalmente o numero de projetos com premissas semelhantes que tem saido, acaba por ser um daqueles filmes que gostamos de ver e que nos satisfaz ao longo da sua duraçao.

A historia fala de um chefe de familia pacato e preso nas rotinas que decide voltar a vida de assassino profissional quando e assaltado em casa e o seu filho sente-se frustrado com a sua falta de reaçao, contudo rapidamente se percebe que o papel de pacato e apenas uma mascara que esconde alguem completamente diferente.

Em termos de argumento a ideia de base parece ser uma boa escolha na base e naquilo que o filme quer transmitir. Muito menos trabalhado no que diz respeito ao desenvolvimento narrativo que se limita a seguir passos de outros.

Em termos de realizaçao Naishuller e um jovem realizador oriundo dos video clipes que ja tinha feito um exercicio de estilo no seu Hardcore. Aqui temos uma registo menos diferenciado tecnicamente mas com ferramentas para um filme de açao diferenciado e que o realizador sabe gerir tornando-se num autor interessante para o estilo.

No cast Oderink encaixa perfeitamente nos dois registos que o filme quer para a personagem, sendo um papel facil, no conceito a escolha e feliz. Pena e que fique um pouco so em termos de secundarios que acabam por não ter grande relevancia, com exceção dos momentos com menos sentido  de um vilão Sebyakov


O melhor - A forma como o filme cria o seu proprio estilo


O pior - Em termos de argumento todos ja vimos algo assim


Avaliação - B



Monday

 Existem pequenos filmes muitas vezes filmados em contextos europeus que chamam a si algumas figuras em ascenção do cinema internacional. Este pequeno monday filmado num contexto grego acabou por na semana passada ser lançado em poucos cinemas norte americanos. A avaliação critica mediana acabou por nao ajudar este projeto arrojado que tirando a presença de Stan pouco ou nada tinha de particularmente aliciante em termos comerciais e que o deve conduzir a maioritariamente indiferença da maioria dos espetadores.

Sobre o filme temos dois pontos que me parece que funcionam, desde logo a explosão e a forma intensa como caracteriza os amores fugazes, e por outro lado o contexto espacial de tudo que dao algo de diferente a um filme de excessos com um estilo europeu na forma como vai alimentando a narrativa, mas que acaba sempre por perder na forma como não consegue alimentar o seu proprio ritmo.

Monday e um filme cru, claramente um filme de imagem e de intensidade que perde naquilo que normalmente o cinema europeu tem mais dificuldade que é a alimentação da chama ao longo da duração, e nisso parece que o filme tem dificuldades. Fica também a ideia que a sua cola entre segmentos deveria ser melhor potenciada.

Ou seja um filme de segunda linha, que parece acima de tudo ter os seus adeptos muitos circunscritos a cenas de intensidade e pouco mais. Fica a ideia que e um filme pequeno que se calhar sem Stan seria mais uma obra exprimentalista de um cinema minoritario que poucos iam ter conhecimento da sua existência.

O filme fala de um casal que acaba por se apaixonar, e viver intensamente os dias depois ate ao momento em que se tem de confrontar com o inicio da semana seguinte.

Em termos de argumento parece claro que o filme ate pode ter uma boa ideia, mas tem dificuldade em alimentar na especificidade com o desenvolvimento das personagens no cenario e outros aspetos. O filme adormece vezes demais para ter o impacto que deseja.

Na realizaçao Papadimitropoulos e um quase desconhecido realizador grego que tenta ganhar aqui um projeto mais chamativo mas que acaba por ficar adormecido em si proprio. Consegue aproveitar o que de melhor a localizaçao do filme tem mas pouco mais.

No cast temos um Stan a arriscar numa carreira, tentando desligar-se no espirito marvel, com uma personagem arriscada, mas que sofre pelo lado mais pequeno do filme. Ao seu lado a irlandesa Gough e uma desconhecida que nao e propriamente a escolha mais acertada para um filme que se queria fazer ouvir


O melhor - A forma como o filme acaba demonstrar a intensidade do momento


O pior - A falta de ligação


Avaliação - C



Sunday, April 18, 2021

The Marksman

 Num Janeiro completamente silencioso e estrnho partilhado entre alguns lançamentos ainda com objetivos de premios e outros lançamentos em cinema que tentaram perceber como estava a possibilidade de chamar grande publico as salas, surgiu este filme de ação muito na onde do que Liam Neeson nos ultimos anos tem feito. Este filme de ação acabou por surgir com resultados medianos criticos, longe dos desastres de alguns projetos recentes e comercialmente pese embora tivesse a ambição de trazer o publico de regresso ao cinema não foi propriamente o marco nesse sentido.

 Sobre o filme podemos dizer que basicamente é igual à maioria dos filmes de Neeson nos ultimos anos de vingança e sobrevivência contra o crime organizado alterando apenas o contexto, aqui numa fronteira mexicana com um cartel organizado do outro lado. O filme tem os condimentos tipicos a ligação emocional que se vai criando entre personagens, sequencias de ação de media intensidade e a previsibilidade do primeiro ao ultimo minuto que fazem com que muitas vezes não seperceba por completo o sentido de filmes como este.

Fica a ideia que a historia não tem grandes preocupações de contexto ou sequer de potenciar as personagens em nenhum dos lados e isso esvazia e transforma o filme num tipico filme dos subúrbios de serie B com procedimentos básicos que resultam num filme básico, igual a muitos e que apenas serve na sua essência para aumentar o cardápio de filmes tipo Neeson. Fica a ideia que para estes filmes resultarem terão de ser normalmente mais potenciados quer em termos produtivos quer nos balanços das personagens.

Ou seja um filme que vai ser mais um da longa lista de filmes de Neeson de ação e pouco mais. Não temos um contexto diferenciador e pior que isso nunca temos um outro lado da barricada que acabe por contrapor um Neeson a entrar numa idade avançada mas que ainda consegue ter esse lado mais carismático.

O filme fala de um jovem que passa a fronteira a fugir de um cartel de Droga ate que acaba por ser apanhado por um fuzileiro Naval que acaba por o proteger e impedir que este seja aniquilado pelos vilões.

Em termos de argumento temos um filme básico, com personagens rudimentares e mais que isso uma abordagem totalmente simplista. E daqueles filmes que nos primeiros minutos percebemos perfeitamente como vai acabar.

Lorenz e um realizador que teve algum mediatismo no seu filme de estreia pelo elenco que conseguiu reunir mas o filme em si esteve longe de ser fabuloso, o que esmoreceu a sua carreira que agora surge numa vertente bem mais simplista e de tarefeiro que propriamente não servirá de qualquer impulso.,

Em termos de cast Neeson sente-se confortavelmente no género, e isso acaba por se denotar, quer no lado de ação quer no lado da personagem simplista que acaba por ser. O filme falha por completo nos secundários principalmente não tendo em conta interpretes de qualidade para personagens secundarias rudimentares.


O melhor - Não e um filme que exige muita capacidade cognitiva


O pior - A falta de elementos subjetivos que potenciem outro tipo de filme


Avaliação - C-




Monday, April 12, 2021

Chaos Walking

 Este filme de ação futurista era um dos grandes projetos de reabertura dos cinemas, com um elenco de primeira linha, um projeto cinematografico arrojado sustentado por uma obra literária de referência, e ujm realizador habituado a grandes projetos, contudo rapidamente se percebeu que as coisas estariam longe de correr bem. Tudo começou pela valorizaçao critica bastante negativa. Ao seu lado um resultado comercial longe de ser brilhante mesmo que seja minimamente competente dentro da contingencia pandemica.

Sobre o filme podemos começar por assumir que se trata de um filme com uma base dificil, de complicada concretizaçao, ao tentar tornar as personagens a dialogar nao so por aquilo que dizem mas acima de tudo por aquilo que pensam. Isso e uma dificuldade em concretizar o projeto e isso acaba por ser de tal forma confusa na forma como o filme se expressa que condiciona os outros pontos que pareciam facil, como a simples historia de açao e de sobrevivencia.

Quando o elemento mais diferenciador da historia não consegue resultar no objeto de cinema, sobra uma historia de base, pouco ou nada trabalhada, igual a muitas que nunca conseguem tirar o filme de uma zona algo negra de estranheza, de falta de intensidade e de outros elementos que poderiam tornar o filme por si só num interessante objeto de entertenimento.

Ou seja resulta um filme estranho, que tem um naipe de atores de primeira linha em personagens que se confundem entre os pensamentos e os dialogos, com muito investimento produtivo, mas que fica a saber a muito pouco quando olhamos para o resultado final. E daqueles filmes que bem feito poderia funcionar e ser diferenciado mas nunca consegue chegar a esse ponto, sublinhando que a tarefa era ela dificil.

A historia fala de uma comunidade composta so por homens, no qual comunicam não só por aquilo que dizem mas tambem por aquilo que pensam. Com a chegada de uma estranha nave com uma mulher no seu interior, começa uma caça à mulher e a um jovem que a ajuda de forma aos segredos daquela comunidade nao serem descobertos.

Em termos de argumento o filme e ambicioso, na premissa de base mas que nunca a consegue tornar funcional no ponto de vista cinematografico muito por culpa de tentar dar visualmente um input que o filme nao consegue fazer funcionar. Os outros elementos saem para segundo plano, e isso limita o filme ao funcionar de uma premissa que nunca funciona.

Na realizaçao Liman e um realizador competente que nos ultimos tempos tem exibido uma cadencia entre filmes de açao de primeira linha com outros com um estilo mais individualizado. Aqui num filme de grande publico tem entre maos um dificil guião cuja aposta no estilo de comunicaçao nao funciona e fica uma mancha num realizador que poderia ser competente suficiente para fazer funcionar.

No cast um Holland super ativo acaba por ter uma interpretaçao fisica menos interessante do que outras que tem exibido nos ultimos tempos. Riley tambem acaba por ser pouco mais do que essa disponibilidade. Sobra um Mikkelsen sempre intenso principalmente quando nos da o lado negro.


O melhor - A ideia poderia ser diferente

O pior - O filme não a consegue fazer funcionar em nenhum momento


Avaliação - D+



Sunday, April 11, 2021

Thunder Force

 Nos ultimos tempos Ben Falcone, um realizador de comedia serie B sempre associado a sua esposa Mellissa McCarthy tem estado muito ativo nas diferentes aplicações no seguimento num estilo de humor facil, fisico, pouco ambicioso. Nesta primavera e com a ajuda da Netflix teve a sua estranhissima incursão no mundo dos super herois, com resultados criticos negativos, algo que tem sido sempre comum na sua carreira, e comercialmente tambem nao me parece que tirando a falta de opçoes tenha atrinutos para muito mais.

Sobre o filme, podemos dizer que temos o tipico filme de Ben Falcone, com aquele humor non sense, baseado em exclusivo na capacidade da sua mulher concretizar um estilo de humor bastante duvidoso, alterando apenas o grau de falta de sentido, que neste filme vai a patamares pessimos nunca antes visto, e o tema, que neste caso tambem esta longe de funcionar.

Existe a ideia que o filme tenta mesmo ser mau, mas depois percebemos que sendo assim nao necessitaria de alguns meios ou um elenco de primeira linha como chama para si. Fica a ideia que um estilo de humor cada vez menos funcional, com conctextos cada vez mais absurdos e escolhas sem qualquer tipo de compreensao, num cinema sem ideias que serve para encher espaços.

Por tudo isto e ja sendo a carreira de Ben Falcone recheada de comedias de qualidade mais que duvidosa penso que aqui conseguiu descer ainda mais baixo, o filme não tem graça, não tem razão de ser, a intriga é pessima e pior que tudo nem Mccarthy consegue ser engraçada porque todos os truques que aqui tras estão totalmente gastos devido ao elevado numero de filmes que foi fazendo.

A historia fala de duas amigas de infancia com estilos muito diferentes que se reunem muitos anos depois e uma delas esta a desenvolver uma formula de criar super herois para combater os poderes malevolos do planeta, ate que a experiencia acaba por acidente por recair na propria amiga.

EM termos de argumento um absurdo em toda a linha, na historia de base, nas tentativas de graçoças absurdas que nunca funcionam, nas personagens que parecem saida de um filme de serie D, tudo e mau e isso e claramente suficiente para matar qualquer projeto.

Falcone e um realizador muito ativo mas quase sempre ligado ao mesmo tipo de filmes e com o mesmo tipo de mau resultado. Aqui mais do mesmo, alguns meios totalmente utilizados de forma disparatada e que provavelmente demonstram que a falta de talento nao se altera com muita pratica.

No cast temos uma Mccarthy igual a sempre o o seu humor fisico que no passado teve graça mas que devido ao ser tão usado deixou de o ter. UM conjunto de atores de segunda linha e normalmente associados a este registo que fazem a participaçao por desporto e uma Spencer que nunca se sente minimamente confortavel no registo.


O melhor - Algumas musicas soltas no filme.

O pior - A falta de qualidade de tudo no filme.

Avaliação - D-



Friday, April 09, 2021

Concrete Cowboy

 Foi uma das primeiras estreias do ano pela Netflix. Depois de ser reconhecido no já mediático Festival de Palm Springs, com uma historia real sobre uma especie de cowboys dos tempos modernos urbanos, o filme foi bem recebido no festival onde foi galardoado o seu realizador como um realizador a seguir. Comercialmente não me parece ser propriamente um dos objetos mais fortes da Netflix numa altura em que se parece preparar o percurso comercial que a distribuidora quererá ter nos diferentes momentos do ano.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é um tipico filme simples sobre suburbios americanos que tenta dar grande parte da sua duração a analisar por um lado a componente social de um adolescente e de que forma isso se manifesta na sua forma de atuação. Entrando depois no lado da redençao e no motivo para se agarrar ao lado positivo da vida. Ai parece-me que o filme tem uma caminho simples, sem grande risco, muito por culpa de uma historia bonita mas pouco mais que isso.

Um dos problemas destas pequenas historias sobre amores ou ligaçoes muito concretas num momento e num espaço e a forma como as mesmas pouco ou nada determinam em termos de perspetiva de vida. Fica sublinhado o lado de uma mensagem benefica e positiva mas pouco mais porque o filme depois tem uma caminho demasiado bem definido do primeiro ao ultimo minuto e isso acaba por saber a pouco.

Por tudo isto temos um filme simples, de baixo orçamento, que abusa esteticamente nos contrastes da vida rural dentro do lado urbano, mas que no final de contas consegue passar a sua mensagem embora com demasiada simplicidade e sem grande componente artistica. Parece-me o tipico filme da netflix capaz, que procura apenas preencher um ponto concreto mas pouco mais.

A historia fala de um jovem que regressa ao bairro de origem para o cuidado do pai, que se dedica a criaçao em ambiente urbano de cavalos sem os meios suficientes para responder as necessidades dos animais e sem a aceitaçao da comunicade onde estao integrados.

Em termos de guião a historia sendo real é mais curiosa do que brilhante. O argumento e linear, com um propósito bem definido que acaba por ser concretizado ainda que sem grande força dos elementos mais lineares como dialogos e enlaces narrativos.

Na realizaçao Ricky Staub tem aqui a sua estreia numa longa metragem num trabalho com animais que e sempre exigente para qualquer realizaçao ainda para mais num ambiente urbano. O filme e realizado num estilo citadino, muito usado por alguns realizadores afro americanos (o que não é o caso) em filmes que trabalham mais a componente social. A ver o desenvolvimento de uma carreira com um arranque razoavel.

No cast temos desde logo o choque estetico do crescimento de McLhaughin depois de uma criança de Stranger Things aqui surge ja um adolescente quase irreconhecivel, numa personagem pouco exigente e que fica mais marcada pela curiosidade. Elba nao me parece que nos ultimos anos esteja a trabalhar bem nas suas escolhas e o seu papel e quase um exercicio de estilo descontextualizado do filme, e isso e um dos elementos mais incompreensiveis das escolhas do filme.


O melhor - O lado curioso da historia

O pior - O exercicio de estilo de Elba ao longo de todo o filme completamente infertil

Avaliação - C+



Sunday, April 04, 2021

Pinocchio

 Dois anos depois desta mega produçao italiana ter visto a luz do dia naquele pais, chegou no final de 2020 perante a ausencia de titulos ao mercado americano ainda a tempo de conseguir duas nomeaçoes tecnicas para os Oscares. Num filme muito mais proximo das obras de Grim do que da Disney este filme conseguiu alguma valorizaçao critica longe daquilo que Begnini tinha feito na sua adaptaçao. Do ponto de vista comercial o filme conseguiu um bom rendimento principalmente em mercados menores e conseguiu dar lucro em epoca de pandemia o que nao e facil.

Sobre o filme podemos dividir o filme em segmentos, em termos de historia temos o tipico filme com o humor pateta mas cheio de intençao de um estilo de cinema italiano que tem em Bengini a sua figura maior. Num segundo segmento temos o filme a tentar contar a historia com os meios da atualidade, apostando em caracterizaçao mais que em efeitos especiais e isso acaba por se tornar facilmente o elemento mais diferenciador que o filme tem.

De resto a historia conhecida com uma toada metaforica onde alguns personagens sao animais outros nem por isso, num filme que não quer ser bonito, quer ser um filme de limitaçoes sociais e isso denota-se principalmente no pouco floreado das suas sequencias sempre com ruas sujas e personagens tambem pouco ou nada asseadas, num filme com um roupagem europeia de uma historia eterna.

Por tudo isto nao sendo propriamente um filme bonito que podera afastar os mais pequenos, nem tao pouco um filme que a abordagem seja de tal forma diferenciado que marca o seu posicionamento, acaba por ser um filme estetico a custa de um grande trabalho de guarda roupa e caracterizaçao que sao o maior impacto do filme.

A historia segue a conhecida epopeia de Pinoquio, na luta por ser menino e pela sua consciencia nas diversas situaçoes conhecidas, enquanto tenta ir de encontro as desejos do seu criador e pai geppeto.

Em termos de argumento pese embora surjam algumas adaptaçoes a historia e conhecida. Pinoquio e uma historia por si cheia de moral, que o filme consegue fazer imperar pese embora as suas adequaçoes nem sempre sejam as mais concretas e funcionais.

Garrone e um dos mais conhecidos realizadores italianos que foi colecionando sucessos nos diversos estilos nunca tendo entrado na universalidade que outros o fazem. Aqui temos um trabalho produtivo de primeiro nivel, competente, pena e que o filme nunca consiga ultrapassar o lado mais estranho.

No cast temos um conjunto de atores italianos muito caracterizados para dar o impacto das suas personagens e um Beginigi com a sua historia preferida, numa personagem que encaixa como ele gosta e na sua toada que acaba por lhe permitir a competencia desejada.


O melhor - A caracterizaçao do filme

O pior - A forma como alguns elementos carecem de todo o sentido ainda mais nao sendo originais


Avaliação - C



Saturday, April 03, 2021

Godzilla Vs Kong

 Depois de três antecessores que foram apresentando mais que as personagens e os efeitos especiais eis que surge a esperada conclusão o qual liga finalmente o grandioso Kong com Godzilla numa luta titanica com muitos efeitos especiais a mistura. Este seria uma conclusao pensada para grande cinema que devido a situaçao pandemica acabou por ser partilhada entre cinema e a hbo max. As avaliaçoes foram medianas embora maioritariamente positivas e comercialmente o filme terá de uma forma relativa algum sucesso mas sempre longe daquilo que poderia ter caso estivessemos num plano de normalidade.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme que vai na logica dos filmes anteriores, ou seja pouco argumento muitos efeitos mas mais que tudo uma tentativa de tecnicamente explorar os limites nas longas sequencias de açao com um contexto reduzido ao minimo para ir buscar precisamente o primor tecnico.

Parece-me no entanto que tendo em conta o que temos assistido deveria ser exigido mais nos filmes mais dispendiosos em termos de guião, parece-me claramente redutor e ainda para mais numa saga com muitos milhoes gastos e amealhados que esta seja a sua conclusão, com um argumento pobre, que quase serve apenas para dar um pano de fundo a um exprimentalismo de efeitos especiais.

O lado positivo e obviamente a força dos seus efeitos porque eles sao funcionais, nao fossem de uma produtora de primeiro nivel, mas parece-me que sera dificil nos termos um filme que centra todas as suas apostas nos efeitos deixando muitos dos outros aspetos de lado.

A historia fala de uma empresa energetica que aposta todas as suas fichas em caputrar e energia de Godzilla de forma a resolver o rendimento energetico, contudo de forma a obter essa ajuda acaba por trazer Kong e os seus auxiliados humanos para a equação com um proposito bem escondido.

Em termos de argumento temos uma historia simplista, com pouca ou nenhuma personagem que so tenta ter algum humor em fases muito curtas, e deixa num filme curto os grandes espaços para os combates e para os efeitos que nao deixa de ser muito pobre nos dias de hoje.

Na realizaçao Adam WIngard foi o escolhido para o leme do ultimo filme deste franchising. Um realizador de terror que tem aqui apenas o papel de um tarefeiro simples e deixar os efeitos rolar sem grande ambiçao e assinatura que é o que acaba por acontecer.

No cast temos uma serie de repetições dos filmes anteriores de atores que tem pouco ou nenhum destaque nas suas personagens e que querem apenas alguma visibilidade porque o filme nao permite particularmente mais do que isso.

O melhor - Os efeitos especiais

O pior - A falta de uma historia


Avaliação - C-



Love and Monsters

 Num ano onde o cinema de grande publico teve quase arredado da luz, com excepção de alguns exprimentalismos de produtoras, surgiram alguns pequenos filmes que ocuparam esse espaço quando se calhar nunca tiveram particularmente esse objetivo. Este incorreto filme sobre o apocalipse e a luta pela sobrevivencia foi uma das boas surpresas de filmes de açao e efeitos especiais que estreou de forma quase incognita, mas que conseguiu alguma atençao critica e do publico mesmo que comercialmente tenha sido quase inexistente. Talvez o lançamento em ABril na Netflix altere um pouco o seu registo e o seu madiatismo.

Sobre o filme temos mais uma vez um filme sobre o fim do mundo, desta fez capaz de fechar comunidade durante anos em bunkers em virtude de alguns animais terem se transformado em monstros capazes de trucidar qualquer ser humano. O filme tem desde inicio uma virtude na originalidade da introduçao e num estilo de humor negro que o acompanha quase sempre e o que torna desde logo engraçado.

Em termos de argumento nao temos particular diferença com outros filmes de sobrevivencia com efeitos especiais fortes que conduziram inclusivamente a nomeaçao para o oscar desta categoria e o tipico desfecho aberto para quem sabe termos uma sequela. O filme funciona acima de tudo pelo humor e pela descontração mesmo com monstros nojentos e de grande dimensão.

Love and Monsters e assim um dos filmes bem conseguidos de grande publico, original, que demonstra que mesmo a historia cem vezes contada e que estamos fartos de ouvir com a roupagem certa se pode traduzir num bom filme de divertimento e entertenimento.

A historia fala de um jovem que apos o ataque de animais gigantes, acaba por se refugiar num bunker numa comunidade com quem nao tem grande relaçao e que menospreza os seus atributos, comunicando com a sua namorada de adolescencia pelo radio, ja que a mesma esta noutra comunidade, até que um dia decide ir ao encontro dela pela superficie, colocando o amor acima de tudo o risco.

O argumento do filme na base e rigorosamente igual a outros filmes sobre o apocalipse e sobre a sobrevivencia com a diferença do estilo e do contexto diferenciado que o filme consegue incutir nas suas especificadades que a tornam um filme rebelde, engraçado e diferenciado. Muitas vezes e nos promenores que está a virtude.

Na realização Michael Matthews e um quase desconhecido que aqui teve um projeto de estudio com alguma dimensao que conseguiu potenciar com efeitos especiais de bom nivel, e acima de tudo conseguiu dar a roupagem descontraida que encaixou perfeitamente no estilo que o filme quis ter. Nao sei se teremos aqui o crescimento de um tarefeirpo rebelde, ou de alguem que quis chamar a atençao com meios para a sua carreira.

NO casto O Brian e um actor habituado a series de açao juvenis, e que aqui nos da um papel interessante principalmente do ponto de vista comico, mesmo que seja um registo normalmente simplista de açao, sem grandes exigencias. AO seu lado algumas prestações curiosas como Rooker ainda que em papeis quase cameos.


O melhor - A forma com a abordagem comica funciona

O pior - A historia e mais do mesmo


Avaliação - B-



Thursday, April 01, 2021

La Vita Davanti a Sé

 Esta drama italiano foi uma das apostas da Netflix para a temporada de premios tentanto ao maximo rentabilizar a formula de uma Sophia Loren envelhecida, mas como um icon do cinema italiano, num drama intenso sobre dificuldades ao longo da vida. Este pequeno filme que parecia transbordar ambiçao acabou por sobreviver positivamente a critica especialziada e comercialmente sera sempre um projeto apetecivel de uma NEtflix que teve o monopolio das longas metragens em 2020.

Sobre o filme temos um drama que arrisca pouco, a tipica historia que apela ao coração dos espetadores na relaçao entre um jovem orfão e um mulher que passou a infancia num campo de concentração, numa ligaçao de entreajuda na dificuldade. O filme tem um ritmo lento, pensa muito na questão emocional que aborda bem, mas depois penso que cai sempre na opçao mais facil que lhe da um lado de telenovela que talvez nao o deixe crescer.

Um dos problemas de uma historia como esta, e que a mesma vai de imediato cumprir alguns dos seus objetivos, mas exige por outro lado que para o resto funcionar o filme tenha de ter algo mais, que consiga ir buscar alguns elementos diferenciadores que o tornem um objeto artistico e o filme tem essa dificuldade. E mesmo o carisma de Loren acaba por estar apagado numa obsessão patente pela emoçao facil que o filme tem.

Por tudo isto temos um filme bonito, um filme sobre a ligaçao das pessoas, sobre as dificuldades mas depois temos o caminho mais facil que faz o filme cumprir os seus curtos objetivos mas nao consegue que este vá mais longe em termos de resultado e o torne impactante e diferente nos seus outros atributos e isso limita o seu alcance.

A historia fala de um jovem orfão que acaba por passar a residir com uma mulher idosa com um passado escondido que se dedica a albergar e orientar crianças filhos de prostitutas sem retaguarda, numa relaçao de teste de barreiras e conflitos.

Em termos de argumento a historia é bonita e todos sabem que funcionaria sempre nas suas maiores premissas. O problema e que nos detalhes do argumento aqueles que poderiam levar o filme para mais altos voos as coisas não funcionam tão bem quer por dialogos pouco trabalhados quer por personagens demasiado obvias.

Na realizaçao Edoardo Ponti e um realizador italiano que ate este filme tinha pouca expressão ainda no cinema internacional, que é competente em dar o que os filmes italianos normalmente melhor entregam que é o contexto social, mas pouco mais, depois um trabalho simplista que poderá ter espaço para crescer.

No cast obvio que todos os holofotes estão na construção de Sophia Loren, quase aos 90 anos numa personagem intensa. Loren esta afastada do grande ecra a muitos anos e a sua prestação vale mais pela sua presença do que propriamente pelos recursos que ela apresente. Ao seu lado temos um jovem Gueye competente.


O melhor - A historia emotiva

O pior - A incapacidade de completar uma historia de impacto com elementos diferenciadores


Avaliação - C+