Saturday, May 10, 2014

3 Days to Kill

Quando foi anunicado este projecto e no mesmo contava a ligação entre Luc Besson e Mcg os fanaticos do cinema de acção ficaram em polvorosa pela uniao de duas figuras centrais no cinema de acção. Contudo as primeiras avaliaçoes vieram confirmar o que muitos suspeitavam ou seja tinhamos muita acçao e pouco conteudo com avaliaçoes essencialmente negativas. Comercialmente as coisas tambem não foram fantasticas com os resultados no limita minimo do exigido para os filmes de ambos.
Sobre o filme podemos dizer que temos um bocadinho dos seus mentores mas em grau moderado, se por um lado temos um bom ritmo não temos o inferno de presseguiçoes e tiros interminaveis tipicos de Besson, por outro lado a conjugaçao do humor não é tao excessiva quanto normalmente e na maioria dos filmes de McG, talvez por isso temos um filme de acçao bem balanceado nos seus elementos.
Contudo tambem tem defeitos o primeiro dos quais e cair numa serie de cliches, a ligaçao familiar a diferença total de personalidades do protagonista, o happpy ending totalmente invermosivel, e algumas sequencias de carne para canhao onde o primeiro ganha quase como quem da um passo, e é nestes pontos que o filme cai num exagero que nem sempre e convincente para aquilo que o filme quer.
Mesmo assim temos um relativamente simples e eficaz filme de açao que ganha por uma serie de pontos interessantes o tipo de humor utilizado não exagerado mas direto ao ponto e Paris e o contexto ideal para um filme de amor e ainda mais para um filme de acçao nunca se cansa da cidade e o filme tira o melhor partido dela.
A historia fala de um ex agente da cia que depois de lhe ser diagnosticado uma doença terminal acaba por regressar junto a sua familia supostamente para repouso mas mal esse sabe que vai ser o inicio da sua maior aventura ainda profissional.
O argumento não e creativo ou seja muitas vezes e basico e previsivel, não tem propriamente dialogos de primeira linha se bem que as tiradas comicas funcionam, mas o filme não precisa porque as duas horas sao preenchidas com muito ritmo.
Mcg e um realizador muito mais tarefeiro do que autor e aqui demonstra isso, Besson provavelmente ao leme daria ao filme mais estilo mais risco, e isso é sempre dubio aqui sabemos que o filme não perde nem ganha com um realizador que dificilmente saira deste balanço de carreira.
Por fim o cast, podemos dizer alguns elementos interessantes Costner nunca foi bom actor e aqui tambem não e, Heard tem uma carreira baseada apenas na seduçao já que os restantes recursos saoe escassos e por fim Stanfield com o crescimento tem limitado o seu campo de funcionamento o unico ponto positivo vai para a suave mas eficaz presença de Nielssen.

O melhor – O ritmo que o filme consegue adquirir

O pior – A falta de risco


Avaliação - C+

Walk of Shame

A comedia é sempre um registo de altos e baixos na carreira de realizadores e actores, existe formulas que todos pensam que funcionam mas por motivos de distribuição ou mesmo resultado critico as coisas tornam-se completamente diferentes da prespectiva. Um prokecto com alguma dimensao que se tornou num filme reduzido foi este Walk of Shame, que graças a uma avaliaçao critica muito negativa acabou por não ter uma distribuiçao forte e comercialmente tornou-se por passagem tambem ele um autentico desastre.
Sobre o filme podemos dizer que a comedia é e sempre sera um terreno pantanoso em alguns aspectos, desde logo no balanço do estilo de humor, se grande parte das vezes temos neste filme uma tentativa de filme carrossel onde tudo acontece a uma veloricade enorme, ou seja um estilo de humor mais trandicional mas menos actual, por outro lado nos dialogos temos um humor mais adulto mais arriscado mais sexualizado. Mas acima de tudo o problema e que nenhum dos dois registos funciona e pior que isso a conjugaçao de ambos ainda pior.
E assim resulta um filme sem qualquer tipo de força, com uma banda sonora que acompanha sempre a personagem central irritante com personagens secundarias que nada mais são do que estranhos seres que no filme realmente nada mais sao do que obstaculos a personagem central e isso torna tudo um exercicio pouco maduro e mais que isso muito redutor.
Mas se a historia e limitada e o funcionamento da mesma ainda mais tudo estava centrado no funcionamento do humor do filme mas este tambem fica longe daquilo que certamente o filme se propoem, e resulta num filme de baixa qualidade pouco interessante e quase sempre um floop na sua dinamica humorista.
A historia fala de uma apresentadora de televisao que depois de uma noite de festa acaba por ter de regressar ao trabalho numa manha de azares onde tudo lhe vai acontecer, e onde apenas vai ter consigo um vestido amarelo.
O argumento e pouco maduro, pouco coeso, daqueles argumentos que mais não sao do que um conjunto de situações colados de forma repentina, sem personagens sem dialogos e pior que isso sem graça
A realizaçao a cargo de um veternado da comedia, demonstra algum conforto do mesmo com alguns simbolismos, mas temos uma realizaçao nos niveis mais baixos do que se pede a um cinema de autor, por isso talvez e que o realizador com tantos anos de experiencia não saia de determinado registo.
Sobre o cast Banks sente-se confortavel na comedia, principalmente fisica, se bem que nos parece redutor para uma actriz que nos parece valer muito mais do que aqui nos mostra, Madsen vai colecionando secundarios em comedias que e tudo menos um fertilizante de carreira.

O melhor – As constantes mas interpretações da profissao da figura central

O pior – Entre outras coisas a banda sonora continua



Avaliação - D+

Sunday, May 04, 2014

Summer in February

E normal quando alguns actores menos conhecidos estão englobados em grandes projectos, que algumas distribuidoras apostem em filmes menores destes na tentativa de tentar recolher algum valor comercial. Foi o que aconteceu neste filme principalmente na tentativa de fazer render um pouco a imagem de Borwning e principalmente de Cooper, contudo a maior parte dos resultados ficam por uma tentativa sem resultado, como o que aconteceu neste caso onde as avaliações criticas foram extremamente negativas para o filme e comercialmente podemos dizer mesmo que este filme nunca chegou a existir.
Sobre o filme podemos dizer que estamos naquilo que pior os filmes de epoca podem ter ou seja muita teoria, muito debate filosofico e pouca trama, pouco ritmo e pior que isso pouco interesse seja ele impulsionado pelo valor emocional ou por qualquer outro, e quando assim é assistir a um filme de epoca mesmo que este tenha apenas aproximadamente uma hora e meia de duração torna-se uma experiencia em todos os niveis penosa
E porque o filme não funciona, desde logo porque a intensidade inicial do filme faz adormecer qualquer especatador que tem dificuldade em definir qual vai ser o centro do filme, percebemos que vamos falar de amor e como resolver relaçoes em mistura com arte mas o filme nunca se direciona sendo sempre um festival de situaçoes cuja ligaçao e sempre demasiado tenue para o que um filme de epoca deve ser.
Ou seja um total desaproveitamente das poucas ideias, que tambem não parecem ser muitas que o filme podia ter e acima de tudo um filme onde numa rede nada fica, num exerciocio completamente despropositado do que e fazer cinema.
A historia fala de uma aspirante a pintora que reune ao seu irmao num clube de ditos pensadores aqui conhece um reconhecido pintor com quem começa a ter algumas liçoes e inicia uma relaçao que termina no casamento que vai ser tudo menos de sonho.
O argumento e repetitivo pouco original, pouco trabalhado nas suas componentes maiores como dialogos e principalmente personagens tudo passa a um ritmo demasiado pausado e o filme nada ganha com qualquer tentativa do filme.
A realizaçao a cargo de um veterano que nunca ganhou notoriedade explica mesmo isso ou seja uma realizaçao cinzenta sem força quase sempre demasiado silenciosa e pouco intensa, onde apenas nas sequencias logicas arrisca com alguma arte e cunho de autor, mesmo assim muito pouco.
Por fim o cast Cooper e ainda um actor longe daquilo que podemos considerar uma mais valia em hollywood preso a alguns tiques de interpretação esta longe de convencer principalmente quando e figura de proa no filme, Browning tem uma inocencia interessante e pode ser um bom inicio para muitos filmes mas tarda em se afirmar com um grande papel.

O melhor – Apesar de tudo Browning

O pior – A falta de objectivos concretos do filme


Avaliação - D-

I Frankenstein

Quando foi anunciado que iria existir um reeboot de Frankenstein, muitos pensaram que poderiamos estar perante uma nova adaptação do livro de Mary Shilley contudo com as primeiras imagens rapidamente se percebeu que esta adaptaçao seria algo diferente ou seja colocar a mitica personagem num filme parecido com Underworld, logo ai as prespectivas ficaram por terra o que se veio a confirmar nas primeiras avaliações extremamente nagativas para o filme, por outro comercialmente e com a clara negaçao critica o floop foi o caminho quase obvio.
Sobre o filme podemos começar a dizer que nada tem a ver com a personagem obra ou mesmo estilo narrativo do best seller ou seja dessa historia temos apenas uma personagem de nome já que mesmo no seu trajecto composiçao ou mesmo forma de viver temos muitas diferenças, depois o tipico e o pior desta produtora que e fazer filmes sobre demonios em bando uns contra os outros efeitos especiais e uma historia quase inexistente em uma hora e meia de pessimo cinema, que nem alguns bons efeitos quase sempre mal usados consegue disfarçar
Ou seja um daqueles filmes que nos vamos perguntar durante anos se alguem envolvido nele alguma vez pensou que poderia resultar, já que tudo parece tão mal concretizado que por vezes parece mesmo objectivo e com o intuito de ser mau, se bem que todos sabemos que isso somos nos a tentar justificar uma obra que quase sempre não tem qualquer tipo de justificação.
Assim temos logo no inicio do ano um dos grandes candidatos aos proximos razzie awards em todas as suas vertentes, pela pobreza da sua narrativa, uma realizaçao com meios totalmente disparatada o todo despredicio idiologico do filme e mais que isso interpretaçoes de actores conceituados mas completamente desalinhados com o que em alguns momentos já fizeram na sua carreira.
A historia fala de Frankenstein que depois de matar o seu criador começa uma luta contra um conjunto de demonios ao longo do tempo e tenta impedir que o maior deles consiga replicar o que foi feito consigo e constituir um exercito de novos “humanos”.
O argumento e pessimo, e daqueles filmes que a ideia e fraca e não e bem concretizada o que torna tudo bem mais pessimo, por outro lado as personagens não existem e a conjugação da historia chega a tornar-se engraçada pela falta de logica.
Beattie tinha aqui a sua estreia na realização depois de muitos anos como argumentista de blockbusters novamente aqui demonstra que tera de voltar a escrita e longe do que fez aqui caso contrario a sua carreira já longa em hollywood pode estar em claro perigo.
No cast de referir o autentico disparate que e toda a actuaçao de Eckhart fora de tom, torna o que já e uma ma personagem em algo ainda pior, o que para um actor com alguma qualidade e demais preocupante, ao seu lado tambem nunca tem qualquer tipo de apoio nem um Nighty monocordico igual a sempre parece dar qualquer outro balanço ao filme.

O melhor – Alguns efeitos especiais

O pior . Ate esses serem mal usados


Avaliação - D-

Saturday, May 03, 2014

About Last Night

Se existe um actor que pode estar agradecido a este magnifico inicio de ano 2014, esse actor pode ser Kevin Hart, em dois filmes duas comedias diferentes e com objectivos diferentes conseguiu resultados estrondosos concentrando num par de meses dois sucessos que muitos comediantes tentam reunir numa carreira completa. Se comercialmente Ride Along ganhou a este filme, pese embora os resultados sustentados deste filme em termos criticos a vitoria veio declaradamente para esta pequena comedia romantica com avaliaçoes essencialmente positivas.
Sobre o filme podemos começar a dizer que estamos perante uma comedia afro americana num misto de romantismo mas declaradamente comica ou seja um genero que nos ultimos anos tem estado muito em voga e dado a luz alguns dos maiores sucessos do cinema dos ultimos anos bem como a criaçao de algumas figuras conhecidas como por exemplo Kevin Hart.
E dentro deste registo estamos perante um filme simples de relaçao que ganha no contraste entre as duas que o filme relata, entre a intensidade quase vampiresca de uma onde a logica tem pouco ou mesmo nenhum sentido e uma segunda mais romantica mais real, mais sentimental, que faz bem a dictomia entre o valor emocional e comico do filme.
E se este balanço e bem feito pensamos contudo que o filme não consegue ser brilhante em nenhuma dessas partes e no balanço e um filme de bons momentos bons dialogos principalmente em termos comicos, sempre empolgados pelo irrequieto Hart, mas no filme não e mais do que um filme de relaçoes com happy ending tao usado e tao feito em hollywood sem nenhum perdicado que o torne particularmente especial
A historia fala de dois casais formados por dois melhores amigos, sendo que o alto de um é o baixo do outro, uma historia mais emocional, com mais sentimento, e outra mais electrica mais comica, para o balanço do filme.
O argumento funciona e diferencia-se bem mais pela positiva nos seus elementos comicos do que nos romanticos aqui o filme e vulgar e não tem em si nenhum elemento particulamente diferenciador, pode-se dizer que tambem e mais dificil, mas o certo e que para determinados patamares so chega os maiores.
Na realizaçao pouco ou nada a revelar, um habitue neste tipo de filmes, tem bons momentos os chamados postais romanticos principalmente na sua parte final, bem trabalhados mas não e neste genero que nenhum realizador chama a atençao do mundo a si.
No cast Hart funciona neste registo histerico e Hall acompanha-o para o lado mais comico do filme, mais que actores o filme pede presença fisica e humor semelhante e ambos dao isso ao filme, no lado mais romantico nada de relevante.

O melhor - O lado comico de Hart

O pior – O lado emocional não ter a chama do lado comico


Avaliação - C

Vampire Academy

Desde o sucesso da saga Twilight que a união entre vampiros e o cinema adolescente se tornou viral, e dai surgiram muitas tentativas de novos franchisings adaptações e afins, este ano uma dessas tentativas tras-nos uma universidade de vampiros diferenciados por especies. Mas como normalmente as tentativas de replicas mesmo com um estilo mais humorista não sao bem recebidas este filme tornou-se facilmente num alvo a abater primeiro criticamente com avaliações extremamente negativas mas por outro lado tambem comercialmente as coisas foram um autentico desastre principalmente numa aposta da distribuidora.
Sobre o filme podemos dizer que esta historia de vampiros e o seu lado humano já deu tudo o que tinha a dar há muitos anos e que estamos na fase de ressaca onde já nada conseguimos ouvir nada sobre vampiros, e se este lado pode explicar toda a negação que o filme sofreu por outro lado parece-nos que ainda se acresce a isto muitos promenores onde o filme falha, desde logo a falta de graça ou valor comico, a falta de carisma das personagens e pior do que tudo um desenvolvimento narrativo tao pobre que pensamos mesmos ser sarcasmo.
Ou seja uma pessima ideia que se traduz num pessimo filme, e que rapidamente o mundo do cinema vai fazer esquecer, mesmo a tentativa de filme teen acaba por não funcionar já que mesmo os conflitos tipicos deste registo e aqui tentados reavivar acabam por ser tentativas soltas sem qualquer tipo de qualidade ou funcionamento.
Sobra os ultimos cinco segundos do filme que nos demonstra que o filme poderia ter um contexto bem diferente mais fisico, menos comico, e logo menos dado as balas, e aqui poderiamos ter um filme não melhor porque provavelmente muitos filmes tambem já esgotaram as narrativas de guerras entre vampiros mas pelo menos um exemplar vulgar deste genero já de si pouco interessante.
A historia fala de uma princesa que apos a morte dos seus pais, tenta fugir para o mundo real junto da sua guardia, quando e captada e colocada de volta na universidade de vampiros percebe estar a ser vitima de uma estrategia montada para o seu trono ficar em risco.
O argumento e fraquinho desde logo porque nunca encontra o balanço certo entre o comico, entre a acção entre o seu lado serio e aquele que pensamos nos poderia ser satirico já que nunca o consegue ser. Mas o problema no guiao fica pior principalmente quando falamos de personagens obtusas sem interesse so podia resultar num argumento tambem ele muito desinteressante.
Watters foi um realizador que começou bem chegou a ter a luz da ribalta num genero dificil como a comedia adolescente quando principalmente colocou nessas mesmas comedias alguns imperativos morais, que outros não fizeram contudo nos ultimos anos a sua carreira claudicou e soma falhanços que condenarão a sua carreira num curto prazo, aqui da uma machadada importante neste sentido.
Em termos de cast a pouca aposta do filme numa figura central que sustentasse o filme, e ele sofre com essa falta de uma figura de proa, algo que trouxesse algo mais, alguma presença mais vincada ao filme, nos secundarios despredicio total de Bryne e Kurilenko em personagens tao desinteressantes e mesmo pouco influentes em todo o filme.

O melhor – Os ultimos cinco segundos dao a mostra que o filme poderia ser ligeiramente diferente

O pior – Se as ideias repetissem penso que nem esse principio alteraria o pouco valor do filme



Avaliação - D

Thursday, May 01, 2014

Transcendence

Quando foi anunciado que Pfister o habitual auxilio de fotografia de Nolan iria se estrear à frente das camaras, os amantes do cinema com particular destaque para os amantes de Nolan ficaram ansiosos pelo resultado que dai poderia advir. Ainda para mais quando o tema Sci Fi foi anununciado e mais que isso quando Depp foi apresentado como protagonista. Contudo no lançamento a expectativa foi totalmente gorada e o filme tem um trajecto inicial muito perto do floop que apenas a carreira internacional o podera salvar em termos comerciais, criticamente a desilusão instalou-se perante os criticos que negaram por completo o filme.
Sobre este podemos dizer que quando as expectativas estão muito elevadas, e confesso que tambem eu, fã de Nolan as tinha, dai que a primeira hora de filme fosse uma total desilusão pela pouca arte do filme, nas personagens na ligação destas na pressa de querer chegar a um lugar e pior que isso por uma fotografia claramente vulgar o que era o menos esperado tendo em conta o homem ao lado. Mesmo o argumento caminhava para uma previsibilidade demasiado obvia, dai que pensei o pior.
Contudo e apos o intervalo o filme muda, e torna-se simbolico, mitologico, com autenticos debates de fe, de crenças e aqui algumas personagens crescem principalmente a de Hall e Bettany já que as outras sao completos adornor que não tem qualquer tipo de utilidade, e com o crescimento e conflito destas personagens e com o desenvolvimento do filme este ganha força, conflito suspense e termina bem, com intensidade meios e melhor que isso fecha bem a linhagem narrativa.
Ou seja compreendendo a frustração penso que ela cegou os pontos fortes que o filme tem, as discussoes que ele lança e mais que isso a actualidade do tema, e obvio que não e o desafio que muitos esperavam ou mais que isso nem sempre e empolgante parecendo por vezes não querer crescer ou ser um filme triste em si mesmo. Nao sendo a obra unica que muitos esperavam e um filme com defeitos mas com algumas competencias.
A historia fala de um cientista apostado no desenvolvimento da tecnologia que de repente recebe um tiro que conduz a morte, mas antes disso faz um back up da sua consciencia que se transforma num programa com uma potencia tal que os perigos do uso do mesmo se tornam evidentes.
O argumento tem uma boa ideia, e tem muitas outras potencialidades que sao bem trabalhadas o dilema entre a simplicidade do poder ou a abrangencia do amor, alguns bons dialogos entre as duas personagens centrais e certo que tambem tem outros defeitos como personagens secundarias completamente vazias.
A realizalção Pfitzer não e fascinante tem meios mas nem sempre parece ter a arte para os empregar da melhor forma e por isso falta algum toque artistico a realização do filme, e isso e decepcionante para quem tanto aguardava a sua estreia como realizador.
Por fim no casto este e de qualidade rico, mas e pouco posto a prova, desde logo Depp no papel menos exigente do seu percurso como actor a personagem poderia ter mais mas tambem poderia dar mais a personagem, ao seu lado o unico claro ponto positivo neste parametro e Hall, tem a intensidade emocional e narrativa que o filme precisa, ela e o epicentro do filme e isso sente-se quando ela domina o filme, uma actriz que merecia já um outro tipo de carreira, bem como Bettany que depois de pessimas escolhas surge aqui com um papel simples mas onde consegue mostrar bem mais do que em ataques a vampiros e outras coisas, pode ser o ressurgimento de um actor que já demonstrou ser um valor seguro. Ninguem sabe o que Freeman, Mara e Murphy fazem no filme.

O melhor – A intensidade e força da sua conclusão

O pior – A primeira parte demasiado lenta.


Avaliação - B-

Wednesday, April 30, 2014

That Akwording Moment

Zac Efron parece que já escolheu o genero no qual quer fazer carreira, e e obviamente a comedia. Para fomentar esta escolha no inicio deste ano acompanhado por outros dois jovens promissores e em ascençao surgiu este filme sobre amigos e relaçoes. Pese embora este facto o filme teve muito longe do resultado desejado, desde logo em termos comerciais onde o filme ficou longe dos melhores resultados previstos mas o desastre acabou por ser critico onde as avaliações foram muito negativas para este filme.
Sobre o filme podemos dizer que se por um lado não arrisca numa comedia adulta pese embora algumas sequencias sejam mais proprias deste tipo de comedia, mas no geral parece um registo a meio turno, por outro lado tambem não tem a intensidade de uma comedia fisica pese embora por vezes queira parecer.
E esta indefiniçao e acima de tudo não ser funcional em nenhum dos registos que misturo que coloca esta comedia como uma hora e meia de hormonas masculinas aos saltos sem saber o que fazer e basicamente a verem que gaja comem, quase sempre sem piada, e mais que isso quase sempre a ritmo cruzeiro.
Ou seja uma comedia de baixa qualidade com actores que ainda procuram o seu lugar que por eles não conseguem conduzir o filme para outro nivel acabando por o fazer correr ao longo do seu tempo a um ritmo muito mais ele que simplesmente natural.
A historia fala de tres amigos em fase diferentes e posturas diferentes na relaçao que fazem um aposta de se manterem sempre juntos, contudo com as paixoes a aparecerem este sera um compromisso dificil de efectivar.
O argumento e usado com um ou outro ingrediente novo no base e a repetiçao de algo já visto, na moral, no estilo de humor e mais que isso no ritmo e isso não e melhor que podemos dizer que um argumento.
Na realizaçao o filme não complica simplicidade de imagem, pouca ou quase nenhuma regra, e isso faz o filme não brilhar mas não o condena.
No tridente de interpretes Teller e o que parece mais reduzido em termos de versatilidade mais concretamente no que diz respeito a capacidade de sair de um registo Efron esta a primorar algumas competencias que podem funcionar em comedia, Jordan vale muito mais que o filme lhe pede.

O melhor – Nao entrar na piada sexual facil.

O pior – Nao ter um estilo proprio


Avaliação - C-

Sunday, April 27, 2014

The Railway Man

É conhecido a forma como Colin Firth gosta de escolher o seu cinema e um bocadinho tambem a aqui sua protagonista Nicole Kidman, ou seja cinema de autor, pesado, sobre situaçoes historicas filmes que por vezes podem agradar a critica mas que quase sempre ficam longe do grande publico. Mais um vez foi o que aconteceu a este filme que passou com alguma simplicidade do sempre complexo territorio critico mas que depois embateu em outras soluções de distribuiçao que não lhe permitiu grandes resultados comerciais.
Sobre o filme podemos dizer que e um filme esperado na sua densidade emocional, central em todo o filme principalmente no presentem e no conflito interno de guerra, e um filme claro de pos guerra não propriamente uma nova respiração sobre um tema que tantos bons titulos já deu, mas um filme competente que mesmo sem ser brilhante acaba por cumprir com mediania os objectivos que se propos principalmente na forma como constroi as sequencias da actualidade narrativa mais do que nas proprias recordaçoes de guerra, onde podera cair em algum exarego e tendendia.
Mesmo assim temos em termos emocionais tudo que o filme nos quer dar, dor e sofriemento na pele do jovem protagonista, onde a dureza subtil esconde algum receio do filme ser demasiado violento, pensamente perdido e falta de objectivos claramente vincados nas personagens da actualidade narrativo, dai que facilmente se pode perceber que estamos perante um filme bem mais forte do ponto de vista emocional do que propriamente narrativo.
Pese embora a competencia parece nos obvio que falta alguma coisa ao filme em termos de ingredientes diferenciadores por si so, ou seja algo narrativo ou em termos de realizaçao que marque o cunho pessoal a um filme com esse proposito e que fala de temas que tantos filmes maiores já falaram e ai a opçao pela simplicidade acabara por diluir este filme no tempo sem grande registo.
A historia fala de um individuo que stress pos traumatico de guerra que mantem uma nova relaçao onde este tema e tabu, com o conhecimento da historia tudo vai tentar ser resolvido na fase do presente.
O argumento e simples, mais emocional do que propriamente condensado em termos de personagens e dialogos, tem como objectivo a questao emotiva e num filme sobre dado historico nem sempre e a soluçao mais dificil mas por vezes a que funciona melhor, não temos um argumento critativo contudo e competente.
Na realizaçao e que pensamos que se exigia mais, principalmente tento em conta o tema em questao e os interpretes a realizaçao esconde-se em demasia e o filme perde com isso, perde cunho, força e mais que isso perde lugar.
Por fim o cast se Firth e Kidman sentem-se como peixe na agua nos papeis que lhe sao atribuidos, principalmente a segunda, que cumprem com razoavel simplicidade Irvine continua a nos parecer um actor para filmes mais simples e que não ponham a nu tantas debilidades já que mais uma vez tudo parece demasiado pouco sofrido como já tinha acontecido em Cavalo de Guerra.

O melhor – A competencia do retrato

O pior – Irvine


Avaliação - C+

Saturday, April 26, 2014

Sabotage

David Ayer tornou-se nos ultimos anos um dos argumentistas realizadores que melhor debruça a sua obra sobre o dia a dia de policias independentemente da zona onde trabalham e da sua area de intervenção. Alias toda a sua carreira tem como base este tema, bem como os perigos e os aliciantes da profissao e o seu risco. Este ano e antes de mudar a bitola para a guerra surge mais um filme contudo com resultados muito longe do que conseguira anteriormente desde logo criticamente onde este filme não foi alem de criticas pobres mas tambem comercialmente onde o filme ficou muito aquem dos filmes anteriores do realizador.
Sobre o filme podemos dizer que se por um lado a dureza, o risco e tudo aquilo que Ayer sempre teve como apanagio do seu cinema foram bem trabalhado e estão presentes como o seu cunho de autor se tratasse em outros pontos o filme mais parece um tipico filme de Shwarzneeger nos anos 90 do que propriamente um filme de um realizador em ascençao em Hollywood, principalmente da pouca definiçao das personagens e acima de tudo na sua mais que ridicula conclusao.
OU seja se por um lado temos tudo aquilo que aperciamos no realizador como as operações policiais o rigor metodologico com que trata estes assuntos, a forma como a camara e mais um interveniente directo no filme e na sua forma de a fazer mover-se em prol de um filme mais intenso, por outro lado os poucos dialogos, um humor sempre colocado a cola de baixa qualidade e acima de tudo o filme vingança tao fora de moda fazem com que claramente estejamos num filme menor do realizador.
Ou seja um filmle de Ayer longe daquilo que lhe deu fama e que muitos aguardam no seu proximo Fury, e mais proximo dos seus filmes de inicio de carreira como realizador, crus, violentos nem sempre com o melhor seguimento logico e sem grandes preocupaçoes de perfecionaismo.
A historia fala de um grupo de operações especiais de narco trafico que apos uma missao percebe que alguem se apoderou de dinheiro que deveria ser resgatado, tudo piora quando um a um os membros do grupo começar a ser mortos.
O argumento e o lado mais fraco do filme, resulta num filme basico de acçao mas nada mais, principalmente nos parcos dialogos, nas poucas personagens densas que o filme tem e mais que isso numa conclusao minimamente previsivel.
Ayer e um bom realizador e já o provou e aqui volta a faze-lo na sua capacidade de tornar a camara um grande aliado nas sequencias de nunca perder o norte e de trazer aos filmes um cunho proprio dificil de replicar, e que demonstra não so um aspecto tecnico elevado como uma disponibilidade fisica interessante.
Quanto ao cast e mais que discutivel a escolha de Arnold, pela falta de frescura por estar completamente desactualizado, e por Ayer neste momento estar em patamar superior, por isso mesmo pensamos que uma outra escolha daria uma maior seriedade ao filme que não e exigente neste particular, apesar de tudo o maior destaque vai para Enos, que aos poucos vai conquistando um espaço importante no cinema, aqui tem claramente o melhor papel do filme.

O melhor – A realização de Ayer.

O pior – Os ultimos cinco minutos de filmes


Avaliação - C+

Thursday, April 24, 2014

Need for Speed

As adaptações de jogos de computador ao mundo do cinema nunca tiveram um final totalmente feliz, poucas sao aquelas que passam no sempre complicado filtro da critica. Pois bem este filme baseado num dos melhores jogos de carros da historia tambem não passou no crivo com criticas essencialmente negativas, certo e que comercialmente e principalmente fora dos EUA as coisas acabaram por se compor e dar alento ao filme e possivelmente uma sequela.
Sobre o filme podemos dizer que para se manter fiel a um jogo de computador a simplicidade do mesmo não pode ser posta em causa, e o certo e que isso acaba por ser a maior limitação de um filme que se baseia num jogo de computador e aqui temos mais uma tentativa que sofre deste mesmo mal. A razão de tal mal prende-se na tentativa de fazer com duas taglines um filme com mais de duas horas, que mais não e do que um monte de corridas de carros em meios diferentes e com efeitos de primeira linha que torna Fast and Furious um filme complexo.
E quando assim o e podemos advinhar que a falta de complexidade, conteudo e mais alem do filme e gritante contextualizando com uma historia de vingança de baixa qualidade com principios morais demasiado definidos para ambos os lados Need For Speed usa aqueles guioes standarts sempre utilizados quando não existe mais ideias para dar, a historia que cai sempre bem em qualquer filme, com uma motivaçao propria, aqui homenagear o jogo.
Posto isto estamos perante um blockbuster de baixa qualidade principalmente em termos de argumento com tecnologia de ponta e que a utiliza principalmente quando os verdadeiros protagonistas de quatro rodas sao chamados a intervir mas pouco muito pouco mais, num despredicio de dinheiro para tao poucas ideias.
A historia fala de um mecanico excelente condutor que apos a morte e ser culpado desta de um seu amigo, sai da cadeia com o objectivo de se vingar numa corrida do seu eterno rival e o culpado da morte em questao,.
O argumento e pauperrimo em todos os sentidos, na linhagem narrativa padrao sem risco, sem aderessos sem qualquer tipo de aderesso, nos dialogos de pessima qualidade, e nas personagens todas elas basicas.
A realizaçao tem bons momentos, contudo com tantos meios poderia dar um toque mais artistico e menos produçao em serie, Vaugh tenta sair da sombra e tinha aqui a sua grande tentativa, mas parece ter ficado aquem pelo menos na expectativa do que poderia acontecer.
No cast escolha obviamente aplaudida de Paul depois do sucesso de Breaking Bad, mas que não resultou como se esperava demasiado preso a uma ou duas expressoes, sem qualquer tipo de força ou mesmo carisma decepcionou nesta sua passagem, tambem não ajudou ter de combater contra um Cooper monocordico.

O melhor – Apesar de tudo as sequencias de quatro rodas

O pior – O argumento enfadonho e do mais basico que se assistiu



Avaliação - C-

Labor Day

Poucos realizadores tiveram um inicio de carreira tão fulgorante como Jason Reitman, contudo nos seus dois ultimos anos as coisas ficaram mais longe do sucesso quer comercial, mas principalmente critico onde tinha deslumbrado nos seus tres primeiros filmes. Nesta nova tentativa as coisas estiveram longe, e o drama esteve longe de ser considerado o seu terreno, com avaliaçoes medianas o que não e positivo para alguem que arrebatou a critica em filmes anteriores, comercialmente a estrategia de estreia longa em Janeiro tambem não foi de mestre com resultados bastante modestos.
Sobre o filme podemos dizer que Reitman muda o registo relativamente ao seu cinema base normalmente mais ligado a comedia, aqui temos um drama sobre pessoas sem alegria e o filme adopta essa toada com emoçao, e força sempre com total noçao daquilo que é, ou seja um drama de vida. E é neste genero que o filme ganha a sua ambiçao, por ser declaradamente um filme simples sobre o melhor de cada um , e aqui temos o segredo do filme a forma simples com que relata o bem, sem jogo escondido.
Podemos criticar dizendo que o filme durante grande parte da sua duração esta dividido não assume obviamente o que quer das persoangens, mas e tambem esta indefiniçao que faz o espectador entrar dentro do filme e desejar um final com base no sofrimento de todos e aqui acaba o filme por dar a decisao que todos querem, o que demonstra que Reitman sabe mais que tudo ler os seus espectadores.
Ou seja pode-se estranhar a falta da critica e do humor negro que Reitman nos habituou podemos considerar o filme simpatico demais ou demasiado lamechas para um realizador deste nivel, mas e indiscutivel que o filme tem coração e esse e o principal objectivo do filme já que nos parece claro que a razão e posta do lado e essa e uma opçao tão legitima como todas as outras.
O filme fala de um foragido da prisao que encontra guarda na casa de uma familia constituida por uma mae depressiva e um adolescente que tenta crescer, aos poucos o que podia ser um ambiente de terror torna-se numa grande uniao e esperança entre todos os seus protagonistas.
O argumento e mais simples do que normalmente o realizador nos tras aqui temos frases simples, situaçoes quotodianas persoangens uni dimensionais, mas a exploração da emoçao por si só e feita com mestria e resulta no lado mais emocional do espectador.
Em termos de realizaçao temos de concordar que já vimos Reitman a fazer melhor, aqui basicamente e simples, silencioso o que e pouco para um realizador deste calibre e com a historia, esperamos mais cor, mais risco em proximos filmes.
Em termos de cast mais que papeis dificeis o filme exige o melhor lado dos seus protagonistas e consegue, Winslet e unica na capacidade de transmitir sofrimento silencioso, o filhe pede-lhe o que ela sem esforço consegue dar, numa prestação coerente e por outro lado Brolin, tem o balanço duro ternura que e aquilo que no filme mais ressalta.

O melhor – O lado emocional do filme.

O pior – A falta de ambiçao da realizaçao


Avaliação - B

Enemy

Depois do sucesso de Raptadas muitos perguntarão como a mesma colaboração pode ser tão menos mediatica ainda para mais sobre um filme que e apenas uma adaptação de uma obra literaria de Jose Saramago. A resposta tem a ver com o conteudo menos generalista do filme que o fez estrear em poucos cinema e com pouca visibilidade comercial, criticamente pese embora avaliações essencialmente positivas não foram tao fantasticas para empolgar o filme para uma maior visibilidade.
Sobre o filme desde logo devemos afirmar que estamos num filme de extremos, ou seja num filme que nem sempre é perceptivel mas que esse parece ser o seu principalmente objectivo ou seja a metafero, o pensamento e o raciocinio do espectador e se isso acaba por trazer um trajecto aberto que e aperciavel, por outro lado pensamos que o filme neste ponto acaba por ser redutor, já que as pistas metaforicas que na escrita tanto fascina acabam por não ser tão imponentes quando nas imagens diz respeito.
Ou seja temos um filme intenso emocionalmente e nisso o filme e bem montado na forma com que ambas relaçoes centrais sao criadas mas por outro lado parece que falta alguma coisa, talvez a exigencia de uma explicaçao mais logica que não tenha de ser tomada atravez de blogs especializados não beliscava a intençao do filme e podia o fazer bem mais aperciavel e menos excentricamente estranho.
Mesmo com esta dificuldade e ambiguidade assumida, estamos perante um filme com alguns bons momentos principalmente de realizaçao e interpretação que demonstra que Villneuve como já tinha demonstrado em Raptadas e um realizador a ter em conta pela intensidade que da aos seus intepretes um dos pontos mais complicados de realçar, contudo parece lhe faltar ainda o fehcar de circulo nos seus filmes.
A historia fala de um homem que apos ver um filme percebe que um inteprete e igual a si, pelo que nessa mesma altura tenta conhecer o que se torna uma autentica obsessao para ambos que não conseguem lidar com a semelhança
O argumento e rico, principalmente para quem conhece a historia sabe que temos ali um dos romances mais metaforicos e excentricos que há memoria e o filme e fiel a este ponto e obvio contudo que em termos de cinema as coisas não funcionam de uma forma tao clara como no livro.
A realizaçao de Villneuve e arriscada e muito pelos tons de cor que da ao filme e que funcionam tornam o filme com um rotulo proprio que e ambicao de realizador que aos poucos ganha um espaço interessante em hollywood, talvez com menos exprimentalismo como neste filme pode vir a ser um caso serio nos proximos anos.
No cast Gyllenhall tem um excelente desempenho, dificil ao interpretar duas personagens completamente diferentes mas que ele define muito bem num nivel elevado de exigencia de um actor em excelente forma, ao seu lado Robert apenas nos parece dar alguma sensualidade ao filme, num cast com excelencia.

O melhor – Para quem entender ou procurar entender o filme

O pior – Muitos nunca o vao fazer no proprio filme


Avaliação - B-

Wednesday, April 23, 2014

Endless Love

Todos os anos o fim de semana que antecede o dia dos namorados é prodigos em filmes simples sobre o amor, este ano entre outros surgiu este drama de amor adolescente simples, sem grandes ambiçoes a não ser aproveitar o lucro de uma fase comercialmente interessante. Contudo os resultados nem sempre são o esperado e se criticamente a negação ao filme era algo que se poderia contar o resultado limitado em termos comerciais poderia e deveria ser mais brilhante.
Sobre o filme podemos dizer que a exigencia em filmes para o dia de são valentim não e muito dai que o filme acaba por não ser exigente consigo, ou seja apenas nos quer dar uma boa quimica no casal principal e a evoluçao de ambos como um casal e nisto o filme consegue, contudo e obvio que estamos perante um filme repetitivo extremamente previsivel e quando assim o é e facil ver mas dificil de realmente aperciar.
Por este parametro estamos perante um daqueles filmes que a historia os vai diluir entre outros muito semelhantes em quase tudo, nas diferenças sociais entre os protagonistas na forma como estes encontram obstaculos mas acima de tudo e no que poderia ser diferente não o e, na forma como estas diferenças são ultrapassadas por este mesmo facto parece-nos que se trata de um filme no minimo, obvio.
Do lado positivo Gabriela Wilde a jovem actriz encaixa bem no registo que o filme pede, e aproxima-se do espectador e quando e a quimica do casal acaba por resultar bem mais facilmente do que propriamente se poderia esperar e quando num filme romantico esta mesma quimica resulta já não se perde tudo, mesmo que outras coisas se acabem naturalmente por perder.
A historia fala de dois jovens a acabar o liceu de diferentes estratos sociais e independencia que se aproximam e começam uma relaçao de namoro diferente com as diferenças que os separa e que vai conduzir a alguns obstaculos no amor de ambos.
Em termos de argumento estamos perante uma reediçao de outros filmes lançados nos dias dos namorados onde so mudam os intervenientes já que tudo o resto e sempre semelhante as personagens a dimensao destas os dialogos e conflitos já foram vistos em algum lado e isto e uma das piores coisas que podem acontecer a um argumento.
Na realização uma vontade estetica na forma como filma ambos os protagonistas no seu lado mais dedicado, e uma realizaçao claramente feminina e isso faz o romantismo do filme funcionar, não e um filme perfeito mas acaba por ser um filme com alguma mais valia.
No cast mais que bons actores procurou-se actores que transmtiam sensibilidade e nisso parece obviamente que a escolha acertou Wilde encaixa perfeitamente na inocencia do papel, temos duvidas se podera ser diferente e Pteifer no seu lado mais suave parece tambem ser uma boa escolha, e principalmente porque funcionam bem em conjunto

O melhor – A quimica do casal

O pior – A repetiçao repetiçao repetiçao


Avaliação - C

Tuesday, April 22, 2014

Gimme Shelter

É normal a determinadas alturas das suas carreiras actores lançados pela Disney ou por series infanto juvenis queiram dar o salto para uma carreira adulta, contudo e sabido a dificuldades de muitos se tornarem actores plenos e romperem com a imagem criada. Neste filme existe a clara tentativa de rompimento de Hudgens, contudo o resultado não foi o esperado desde logo criticamente onde as avaliações extremamente negativas acabaram por negar a entrada pelo lado da critica, contudo tambem comercialmente o filme esteve longe do sucesso com uma aposta estranha e acima de tudo pouco expansiva dos cinemas.
Sobre o filme podemos o dividir em duas partes diferentes e com toadas diferente não so na historia do filme, mas na realizaçao e mesmo na interpretação central. Uma primeira negra de limite onde o filme tem um estilo proprio negro, bem realizado na forma como entre na total decadencia e ausencia de vida na personagem, na segunda fase o filme vulgariza-se e perde o norte perde intensidade perde impacto e acima de tudo perde tudo que parece criar de exagerado mas de sublinhado na sua primeira metade.
Em face disto estamos perante um daqueles dramas de tudo é mau, mas que falha na sua personagem central primeiro porque ela nunca na realidade balança o negativismo do filme, mesmo na parte final, e por outro lado estamos sempre algo perdidos na forma como não conseguimos caracterizar rigorosamente qualquer um dos seus companheiros
Ou seja estamos perante um filme cinzento não so na cor, na toada mas acima de tudo num resultado pouco interessante de um filme que se pensavamos que poderia conduzir a visualização de Hudgens como actriz drama podemos esquecer já que o filme nunca tem o resultado nem o impacto que muitos pensariam que poderia ter.
A historia fala de uma jovem perdida, que acaba por descobrir que esta gravida, perante isto e sem qualquer tipo de apoio vagueia pelas ruas em busca de auxilio que lhe foge nos familiares e encontra num grupo de pessoas na mesma situação.
O argumento é infeliz primeiro porque nunca consegue uma boa definiçao de personagens, segundo porque o proprio desenvolvimento narrativo do filme e acima de tudo a sua conclusao e pobre e os dialogos caem no cliche sentimentalista sem o peso que muitos pensavam que poderia ter.
A realizaçao tem um bom inicio principalmente pela toada dantesca do inicio do filme mas perde-se quando o ambiente tem de melhorar tornando-se mais vazio mais colorido mas menos expressivo num filme que tinha espaço para esta expressao.
Por fim o cast, podemos dizer que Hudgens falha rotundamente num papel que ambicionava ganhar espaço, desde logo na fase inicial na fase que mais de si exigia falha, entra em cliche, agarra-se a tiques faceis e nunca convence, na parte final a parte mais facil e suave temos a Hudgens que funciona nos seus limites, ao seu lado Dawson brilha nos poucos momentos em que tem o filme, merecendo bem mais e Fraser justifica o apagar total de alguem que já chegou a valer milhoes de dolares, se bem que nunca pela sua capacidade interpretativa.

O melhor – Dawson

O pior – Hudgens


Avaliação - C-

Hateship Loveship

Existem pequenos filmes com elencos recheados que quando estream anonimamente ficamos sempre com a sensação de que os seus objectivos eram um pouco maiores do que sairem quase no anonimato, um desses filmes foi este pequeno filme sobre pessoas pequenas que estreou quase sem significado pese embora o riquissimo cast, não espantando tambem a critica e muito menos comercialmente.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme peculiar, estranho nas personagens na envolvencia na forma como lança os dados da historia mas que rapidamente se torna demasiado natural, nos da ambos os lados de diferentes personagen sem no entanto conseguir criar a atmesfera pelo menos emocional que um filme como este e com este tematica deveria exigir por isso pensamos sempre que e um filme que não se consegue afirmar e nesse caso as coisas estao longe de um bom resultado.
Ou seja temos um filme com alguns pontos de alguma qualidade desde logo a intepretaçao de Wiig, mais que isso a forma simples com que a relaçao central vai crescendo mas por outro lado parece que o filme nunca saba resolver os seus conflitos ou mais que isso nunca consegue tirar o proveito da densidade que os mesmos poderiam trazer ao desenvolvimento de todas as personagens.
Ou seja um filme com pouco ritmo sobre pessoas comuns em lugares pouco comuns um filme sobre passado e futuro que tem muita dificuldade em articular e fazer funcionar precisamente o presente nunca adoptando o ritmo necessario a uma historia que pese embora não permita que o filme seja terrivel tambem não faz dele mais do que este poderia ser.
A historia fala de uma anti social babysister que entra numa familia com muitos conflitos ate que a adolescente da casa começa a simular o envio de cartas de amor do seu pai para este e lança todo o isco para uma suposta historia de amor.
Sobre o filme e no seu argumento pensamos que o filme não consegue ter na maior parte das vezes vida interna, coraçao, parece sempre demasiado racional, demasiado receoso de explodir ganhar ritmo, muitas vezes o problema de filmes intimistas e não conseguir deixar de o ser.
Em termos de realizaçao muito pouco a salientar a cargo de uma inexperiente realizadora o filme não brilha neste particular mas tambem não explode o que em si não é propriamente brilhante nem danoso para a sua realizadora.
Em termos de cast temos todos os louros para Wiig se já sabiamos a sua mais valia na comedia aos poucos encaixa num estilo proprio de drama sem o seu e que demonstra um lado vincado de um actriz que encaixa bem na anti socialidade o que a aproxima da critica. De resto pouco mais a valorizar do que a presença competente mas nada de extraordinario de Pearce, Nolte e Stansfield.


O melhor – O crescimento da relaçao central

O pior – A forma com que o filme nunca imprime mais dinamismo


Avaliação - C

Black Nativity

Nos ultimos dez anos o cinema afro americano saiu da comedia e extendeu-se por muitos outros generos principalmente baseando-se no teatro urbano de autor que entre outras pessoas deu ao mundo Tyler Perry. Depois do sucesso deste ultimo foi normal o seguimento do legado com outros filmes como esta historia de Natal. Mas nem todas tem o sucesso comercial de Perry e este Black Nativity esteve longe de o ter, comercialmente criticamente foi para o lado mediano que apesar de tudo e o melhor que Perry conseguiu obter.
Antes de mais devemos interpretar este filme, como um musical simples sem grandes produções mas que tenta sempre ser uma historia sentimental urbana, actual, simples mas emotiva, e nestes pontos ate podemos dizer que o filme com uma formula simplista ao maximo, de emoçoes simples consegue funcionar em termos emocionais.
Mas se esta parte e conseguida e obvia a falta de maturidade do filme, que nada arrisca, a falta de profundidade das persoangens e mesmo a forma ligeira com que todo o filme é tratado, numa historia que pelo seu peso dramatico e familiar poderia e deveria ser trarada com mais complexidade mais força, poderia se perder a emoçao simples, mas talvez podesse se ganhar um filme exemplo e de esperança sem nunca perder a toada natalicia que não é central mas esta presente em toda a historia.
Assim, sobra nos um filme bem intensionado capaz de preencher as necessidades sentimentais natalicias, o que nos parece realmente o seu maior proposito, mas um filme que na sua essencia e nas suas linhas narrativas acaba por ser invisivel perante demasiada linearidade e direcção ao ponto.
A historia fala de um adolescente em definiçao de principios que acaba por ir passar as ferias com os avos, em Harlem, aqui começa a definiçao da sua vida perante um passado que une e afasta todos os intervenientes e que este vai tentar desvendar.
Em termos de argumento temos algo simples, sem riscos, mas tambem sem a profundidade que um tema forte poderia ter, perde-se demasiado em musica e pregões e menos na emoçao sentida das persoangens perde o lado novelesco, mas por outro lado não consegue construir mais que isso.
Kasi Lemmons e uma realizadora habituada ao cinema afro amerciano tipico, nada espetacular mas apenas simplicidade maxima mais uma vez aqui temos um genero do qual sairam mais que grandes cineastas tarefeiros.
O cast pouco arriscado e habituado a este registo, principalmente Basset, Gibbs e Hudson que pautou a sua carreira principalmente cinemo musical neste registo, Withaker tem um papel mais simples e menos forte do que o habitual, mas mesmo assim consegue se assumir como o mais valorado de todo o filme em termos de interpretação.

O melhor – A simplicidade emocional do filme.

O pior – A preocupação em ser um musical moratorio


Avaliação - C

Devil's Due

O terror ganhou uma nova forma depois de os filmes abordarem este genero com uma camara na mão ou melhor que isso com sistemas de video vigilancia, esta formula iniciada por o Projecto Blair Witch e mais recentemente empolgada por Actividade Paranormal, teve esta ano mais cum capitulo com este Devil's Due. Contudo quando os filmes se colam muito os resultados normalmente estão longe de ser brilhantes e aqui não o foi resultados criticos desastrosos foram ainda para mais negados por um publico que tornou o filme também desastroso do ponto de vista comercial.-
Sobre o filme podemos dizer que é mais do mesmo, temos um bocadinho de Contacto mas acima de tudo estamos perante a actividade paranormal com talvez melhores efeitos especiais e onde a historia fica para segundo plano em deterimento das diversoes da camara, contudo parecenos claramente que e um parente muito pobre de uma saga em desacelaração mas que mesmo assim lançou a ancora para filmes de menor qualidade como este.
Qual o problema do filme, bem a falta de originalidade o guiao e igual a muitos outros o truques iguais, onde o moribundo e a camara de infra vermelhos sao mais protagonistas do que propriamente qualquer actor de carne e osso, de resto mais uma copia do argumento de uma enesima montanha de filmes num genero que a espaços ganha uma nova formula que rapidamente e gasta.
Como mais valia apenas a aposta em infra vermelhos que da as sequencias uma intensidade bem maior já que esconde por completo o contexto e direciona os olhos dos espectadores mas este ponto e muito reduzido para um filme em si, pouco mas muito pouco original que apenas tenta recolher verbas.
A historia um casal recem casado, apos um estranho acontecimento na lua de mel, percebe que algo de estranho ocorre no processo de gravidez da sua esposa, e começa um numero elevado de situação nada normais.
O argumento e repetido e nunca consegue dar nada de novo ao filme, ou seja, nunca consegue ter em termos de argumento qualquer tipo de cunho proprio, na historia principalmente mas acima de tudo nas persoangens e nos dialogos.
A realização a cargo de uma dupla que brilhou em VHS tem aqui algumas virtudes de alguem que se sente confortavel no genero e tenta o tornar mais assustador pena e que as suas qualidades nunca sejam ligadas a uma historia com algo de realmente novo.
O cast do filme e pouco posto em causa, o filme procura outros campos e onde as interpretações sempre efectuadas por desconhecidos sao basicamente indiferentes.

O melhor -As sequencias de infra vermelhos

O pior – A repetição de muitos guiões



Avaliação - C-

Thursday, April 17, 2014

Joe

Quando determinada figura de proa tem dificuldades no cinema de primeira linha a conseguir encontrar o seu cinema e soma falha perante falha e normal tentar um cinema mais de autor e claramente menos de grande publico. Este e o exemplo tipico que e bem retratado neste filme que nos trás um Nicholas Cage indie longe dos filmes de acçao deste que estavamos habituados. Com isso ganhou o valor critico que há muito se escapava e perdeu bilheteira menos atento a filmes mais pequenos como este.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que e um filme emocionalmente rico, pesado nas suas personagens e nos limites das mesmas mas ao mesmo tembo simples e sensato principalmente na forma simples sem exageros emocionais com que cria a relaçao central de primeira linha, e isso é o grande segredo de um filme nem sempre espetacular mas quase sempre eficaz num registo muito proprio que podemos considerar contudo demasiado pausado.
Mais podemos dizer que estamos perante um filme com algumas valiosas forças, as intepretaçoes e dinamicas entre os seus interpretes a crueza de algumas sequencias a boa contextualizaçao das personagens e a força do guiao. E obvio que tambem tem fraquezas principalmente na pouca força ou intensidade do seu final, por pouco dialogos e por alguma introversao propria de um filme com intensidade para mais.
Mesmo assim num ano fraco em termos de bom cinema temos aqui um filme competente umas duas horas de cinema satisfatorio, numa intriga coesa, madura que mesmo não tendo nenhum ingrediente que o torne especialmente espetacular faz dele um ser maior de um ano ate agora limitado.
A historia fala de um ex condenado e da relaçao que cria com um adolescente de um agregado familiar muito complicado que tenta recolher dinheiro para ajudar a familia quando tudo o resto parece estar contra ele.
O cast e simples, vale muito mais pela execuçao do que propriamente pela creatividade da ideia, mas mesmo nas limitaçoes de uma ideia pouco mais que normal, acaba por o filme dar boas personagens bons momentos, intensidade e alguns dialogos bem trabalhados.
Green mudou a sua forma de realizar ultimamente virou-se para o drama e claramente funciona melhor do que na comedia, tem intensidade tem registo tem uma excelente valorizaçao da luz e tem uma realizaçao com poucos meios funcional e competente sem ser contudo excelente.
No cast um bom Cage dentro dos seus melhores parametros intenso, fisico, necessariamente desgastado e com uma optima quimica com todo o seu restante cast, uma das melhores interpretações deste inicio de ano, pensamos nos a prespectivar um regresso do actor ao seu melhor nivel.

O melhor – A ligaçao entre as duas figuras centrais num balanço perfeito

O pior – A conclusao merecia mais força


Avaliação - B-

Sunday, April 13, 2014

Only Lovers Left Alive

Jim Jaramush é daqueles realizadores que tem atras de si um culto que lhe permite ter uma carreira proximo de uma critica mais exprimental mas que tem dificuldades em se tornar um realizador de renome de carreira uma das figuras incontornaveis do cinema actual. Assim mais uma vez temos um filme recheado de avaliações positivas mas insuficiente para chegar ao grande publico e assim sem qualquer tipo de visibilidade comercial.
Sobre o filme podemos dizer que Jaramush não trabalha para o grande publico so assim se pode perceber como um realizador consegue fazer filmes tão ambiguos com uma mensagem ou mesmo uma ideia interessante mas que a materealiza em objectos enfadonhos, pesados silenciosos e aborrecidos, como acaba por ser um filme como este que tinha tudo para ser ao mesmo tempo artistico e funcional.
E certo que muitos gostam desta forma de filmar, pausada quase como entrando no silencio das personagens e querendo o interpretar mas para o vulgo comum filmes de duas horas com este conteudo tornam-se mesmo insuportaveis em desvios de rota nada justificados a não ser por uma componente artistica que todos sabemos já existir.
Ou seja mais um filme para a critica e so para estes longe dos amantes do cinema que enchem bilheteiras que como eu podem gostar da forma do realizador de algumas das suas opçoes mas nenhum filme seu se torna irrepreensivel pela sua demasiada subjectividade
Aqui seguimos o amor e a profundidade da relaçao de dois vampiros que anos apos anos vão observando não so a evoluçao da historia mas tambem a evoluçao do amor em busca sempre da sua sobrevivencia
O argumento tem altos e baixos se em termos estruturais temos um bom filme com uma boa ideia, na sua traduçao temos muito silencio que não permite a evoluçao da historia e a sua concretizaçõ.
A realização tem bons planos entra bem mas muitas das vezes perde-se para si gosta de chamar a atençao sem ser objectiva e nisso o filme perde alguma força sendo sempre um objecto de natural valor artistico
Em termos de cast não temos espaço porque a realização chama a si toda a atenção apenas quando entra Mia realmente temos uma personagem omnipresente os restantes deambulam por um filme essencialmente sem chama

O melhor – A procura do amor eterno

O pior – A falta de chama de um filme que se apaga frequentemente


Avaliação - C-

Son of God

Um ano volvido depois do sucesso da mini serie sobre a biblia, que lançou para um estrelato inesperado Diogo Morgado eis que surge o filme baseado nessa mini serie sobre o mesmo tema e com o mesmo elenco que prometeu por o actor portugues nos olhos do mundo. O resultado comercialmente e em termos de divulgação um sucesso talvez o maior com um actor portugues como protagonista, em termos criticos muito aquem com criticas muito negativas principalmente para o filme.
Sobre o filme podemos dizer que qualquer filme com este assunto era de imediato um filme facilmente comerciavel pela força que a religiao catolica ainda tem em todo o mundo, e acima de tudo por a historia que contar nunca ser ele alvo de qualquer condição para ser observada. Pois bem se na forma como e fiel a biblio o filme resulta já que todas as linhas de dialogo sao tiradas deste mesmo livro, em termos de produçao e coordenaçao de actores o filme esta muito longe daquilo que se exige num assunto como este, dizemos mesmo que tem grau de um amadorismo gritante
O segundo ponto negativo do filme prende-se com a falta de elementos artisticos muito distante do que Gibson conseguiu com a sua paixao, aqui temos quase um relato monocordico de acontecimentos que se alonga na parte final como procurando o final feliz que todos nos acreditamos, mas que claramente da pouca intensidade ao filme, já que este deveria acabar no momento em que Maria Madalena abre o tumulo e nada encontra, pelo menos em termos de filme.
Ou seja uma adaptação que se por um lado e fiel e obvio que quando a mesma foi executada não advinhou o sucesso que iria ter e a sua visibilidade já que entrar no patamar maximo de hollywood exige mais em termos daquilo que o filme deve dar e acima de tudo no contexto de tudo que o filme nos presenteia.
A historia e conhecida os ultimos dias de Jesus Cristo as passagens da biblia relativamente a morte deste, condenação e ressurreição, ou seja a historia que repetidamente nos e dada nas pascoa.
O argumento do filme por um lado e fiel aos ensinamentos da biblia mas por outro lado falta algum contexto tudo parece criado apenas para estas falas e torna o filme em si vazio bem como a maior parte das personagens o receio de arriscar e obvio mas por vezes as diferenças no cinema sao deste nivel.
A realizaçao e pobre a cargo de um realizador de televisao tem poucos elementos artisticos pouco realismo acima de tudo um filme para todos, e isso não e certamente o que uma historia como esta poderia necessitar.
No cast pouco luxo e isso reveste-se no filme, por muito que Diogo Morgado seja portugues o seu papel e as suas expressoes faciais demonstram muitas fragilidades para este nivel para sua sorte os seus companheiros de cast sofrem do mesmo problema

O melhor – Apesar de tudo ver um Portugues a liderar o cast de um filme internacional

O pior – O filme ser claramente amador


Avaliação - D+

Saturday, April 12, 2014

Noah

Desde o momento em que foi anunciado o cinema ficou na expectativa sobre o que o que Aronofsky iria fazer com a sua adaptação da arca de noe, no ano em que o cinema americano esta apostado em adaptaçoes biblicas. Pois bem o resultado desta adaptação foi agridoce se por um lado comercialmente o terreno ficou apenas pelo moderadamente conseguido criticamente e pese embora as avaliações essencialmente positivas todos pensam que não foi a unanimidade que o realizador esta habituado.
Sobre o filme podemos começar por dizer que é um terreno e meios que o realizador não está habituado e que acima de tudo seria dificil manter o nivel dos filmes anteriores principalmente num tema tao complicado. Mas mesmo assim pensamos que quer o toque de artista e acima de tudo a força da realização esta bem vincada num filme extremamente bem conseguido principalmente no que diz respeito a intensidade emocional e a força visual de um filme de primeira linha em termos de produçao.
Noah e daqueles filmes que aborda uma historia com uma força propria não tem medo de arriscar no ingrediente da historia conhecida na força com que a dimensao biblica esta presente sem ter medo de a alterar e é nos filmes corajosos que nascem as obras primas, e penso que aqui pese embora não estejamos obviamente num filme de primeira linha sera certamente a adaptaçao mais feliz da historia e isso já deixara o filme num lugar competente,
A historia fala de Noe e a sua criaçao da arca com o objectivo de salvar as especies e dar seguimento ao mundo moderno como o ordenado por deus, o criador da terra.
O argumento pese embora não tivesse grande espaço mesmo assim o autor da um toque seu e obvio que os dialogos sao menores do que noutros seus filmes, que as persongens sao mais obtusas menos creativas mas o certo e que o epico de um filme como este esta tambem ele na historia
A realizaçao e de mestre de um realizador de primeira linha, que aos poucos conquista um espaço muito proprio no cinema moderno, aqui tem uma obra prima da realização com a polemica que sempre o seguiu.
Em termos de cast brilhante as escolhas Crowe demonstra toda a sua qualidade e força em diferentes motivos, domina o filme e ele assim o exige mais uma vez demonstra ser um dos melhores da actualidade, e muito bem auxiliado por Connely, Watson e Lerman, todos num cast que mais proximo do final do ano poderia ter outro tipo de ambiçoes

O melhor – A forma com que o risco esta presente na construçao de uma historia

O pior – Nao dar espaço a mais creatividade de Darren


Avaliação - B+

Robocop

Vinte sete anos depois do mundo ter conhecido a policia de detroit com o seu magnifico Robocop um dos filmes mais carismaticos dos anos 80 eis que surge a sua inevitavel reproduçao com o objectivo de dar conhecer a historia aos mais novos. Mesmo sem grandes nomes em termos de elenco e mesmo na realização o filme cumpriu com o seu objectivo principal resultar em termos comerciais, onde obteve bons resultados de bilheteira, criticamente a mediania generalizada não podemos considerar negativos para o filme em questão
Sobre o filme podemos dizer que em 27 anos muitos avanços tecnologicos apareceram para justificar ou dar algum conforto nas justificações do filme e o certo é que neste particular o filme faz um bom uso disso, para explicar para de alguma forma sustentar um filme que há vinte sete anos parecia quase ficção cientifica mas que o avanço tecnologico tornou mais facil de basear. Mas se este ponto faz o filme notoriamente mais completo, o ponto de vista politico e de opções de mercado fazem o filme ser menos dinamico e com muito menos acção, torna-o mais complexo mas a simplicidade eram marcas do registo.
Assim e com estes pontos pensamos claramente que apesar de tudo, apesar de tentarem que o filme seja mais forte com um argumento mais obvio os resultados parecem claramente ficarem aquem no carisma e na força do que o primeiro filme empolgado pela novidade acabou por conseguir.
OU seja temos uma homenagem postiva que não coloca de lado as suas origens mesmo alterando a toada, tornando-o um filme mais cerebral mais actualizado, com altos e baixos que podera agradar mesmo que moderadamente os amantes do primeiro filme sem no entanto alterar as saudades e o saudosismo do mesmo, e que quem não conhece podera também achar alguma graça contudo e claro que sem o primeiro filme não seria este que tornaria Robocop uma figura incontornavel do cinema
A historia e semelhante a do primeiro filme, um policia acaba por ser vitima de uma explosão neste caso e é reconstruido com partes mecanicas que o transformam quase por completo numa maquina ao serviço da policia e talvez não so.
O argumento é semelhante ao primeiro filme principalmente em termos de corpo geral no restante tem o surgimento de algumas personagens de alguns conflitos morais e politicos que nesta altura se colocam, consegue ser actual mas isto faz o filme perder principalmente a capacidade do ritmo de acção num todo
Padilha e um realizador competente e aqui soube o ser não se colou ao primeiro filme utilizou a inovação que se exigia, e mesmo não sendo um elemento artistico de primeiro plano funcionou na sua forma mais que competente de fazer um filme de acção sem grande risco.
No cast sempre achamos que a personagem de Murphy seria facil, e aqui a esconha não necessitou de muita exigencia por outro lado o filme preocupa-se com o restante e bem, Oldman dá-nos novamente o seu lado Gordon o que é sempre muito funcional Keaton de regresso a boa forma demonstra que o seu precurso poderia ser mais brilhante e Jakcson da uma rebeldia aceitavel ao filme, mesmo não sendo um filme que exige dos seus interpretes não foi por eles que o filme perde qualquer valor.

O melhor – Saber actualizar Robocop

O pior – Perder o carisma fisico do primeiro


Avaliação - C+