Sunday, June 24, 2007

Happily N'ever After




Está se a torner extremamente repetitivo as versões satiricas relativamente aos contos de fada, que tem sido comum pelos estudios de animação. E se em Shrek estes aspectos apenas são adjacentes a uma linha narrativa propria e bem montada, já nos ultimos casos, De Hoodwinked e pricipalmente neste Hapilly Never After, isto parece ser a base de todo o filme, gozar com os contos de fada, com uma tentativa de ser engraçado que principalmente neste filme acaba por falhar. Os resultados de tanta repetição e esgotamento de ideias, foi uma recepção critica extremamente negativa para este filme. E ainda para mais um inicio pessimo para a animação em 2007, com resultados tambem eles demasiado mediocres, e que tornaram este filme por um lado, um objecto estranho a maioria das pessoas, e por outro as estreias a nivel worldwide foram extremamente limitadas.

Se tivessemos perante um filme original na ideia de satirizar a historia da cinderela, era obvio que o filme ate seria positivo, princiapalmente pela originalidade, pelo risco mas acima de tudo pelo humor que emprega as historias cada vez mais cinzentas a que estamos habituados. O problema e que tudo que este filme tenta trazer já foi efectuado e de uma forma muito mais conseguida, limitando-se a trazer gags de sucesso e emprega-los numa narrativa sem conteudo e sem qualquer tipo de fundamento.

A historia de base do filme e uma adaptação limitada do classico da cinderella, contudo ao contrario do que tinha sido efectuado em Hoodwinked tentaram ir mais longe e no estilo Shrek inserir personagens de outras historias, isto resulta numa confusão tremenda, que torna o filme numa mstura mal pensada de ingredientes.

Contudo e apesar de escassos o filme tem pontos positivos, Algumas personagens bem montadas, um inicio de filme e de montagem do mesmo indie que acaba por ser o toque de originalidade e a lufada de ar freco que o filme dá, apesar de serem pontas soltas de um filme na sua maioria fraquinho.

O argumento e pouco original, repetitivo ao que ja tinha sido feito em outros filmes, defendo a maxima do sucesso por repetição. Pouco preocupado em dar novas linhas narrativas. As personagens basilares, sofrem de estupidificação, muito lineares e coladas a muitas outras.

Do ponto de vista produtivo, a Lion Gates ainda e um parente pobre a este nivel, dai que estamos num filme com mecanismos primarios ao nivel da animação demasiado simples para o grau de exigencia total.

Por film a escolha de vozes, que nos parece bem conseguida, Weaver e perfeita como rainha má, que ja tinha desempenhado num filme de carne e osso, e Gellar e Jr, safam-se melhor so com a voz ja que disfarça as imprefeições de ambos ao nivel de intepretação fisica.

Enfim mais um titulo de animação que vem demonstrar a diminuiçao da qualidade por filme do genero.


O melhor - A montagem do filme nos primeiros minutos


O Pior - Repetitivo de forma desgastante


Avaliação - C-

Friday, June 22, 2007

The Hills Have Eyes 2




A arte do terror encontra-se na capacidade de ser o mais subtil possivel, daqueles que nao precisam do exagero nem da carnificina para funcionar, e causar impressao e entrar no imaginario dos espectadores. Cada vez mais assistimos a tentativas de ser mais sanguinario, com imagens de corpos cada vez mais desfeitos, quase num doentio jogo de imagens chocantes de mutilados capaz de provocar o nojo a todos os espectadores. Este truque tem sido cada vez mais utilizado, porque as historias e os argumentos sao cada vez menos originais e com uma pobreza de conteudo abismal. Outro problema que se tem assistido cada vez mais e a proliferaçao de sagas de terror, por muito pouco que um filme tenha conseguido obter, se estamos perante um filme de terror a sequela e quase garantida, mesmo que dessa sequela so tenhamos o mesmo nome, como jogada comercial para vender o peixe. Pois bem e um pouco isso que surge neste segundo capitulo de terror nas montanhas, onde so temos o mesmo cenario, viloes, e um estilo de filme completamente diferente para pior dentro do terror. Os resultados foram claramente inferiores quer em bilheteira mas principalmente em critica. Num filme claramente mais fraco e abusivo do que o anterior.

Confesso que quando acho um filme de terror mais ou menos e bom sinal, normalmente nao gosto do genero e fico completamente estupfacto pelo ridiculo da maioria dos filmes lançados pelo genero, contudo ate nao desgostei do primeiro filme, inquietante, claustrofobico, capaz de reunir um terror visual com um terror sensorial capaz de atingir o espectador. Contudo neste segundo capitulo tudo muda, entramos no terreno da bestialidade, o terror psicico e rendido por sangue, tripas no mais gore que se possa imaginar, e o conteudo do filme fica totalmente para segundo plano, em deterimento da tentativa de chocar e enojar o espectador gratuita. Estes filmes sao completamente atentados quer a nivel de argumento como produto final, sem qualquer ponta de coesao e logica, apenas tentando funcionar pela violencia e o peso das suas imagens, em atentados puros a beleza e ao cinema como contador de historias, e que questiona a sanidade dos adeptos deste tipo de filme.

Muita coisa muda, agora as personagens sao uma elite militar, bastante irritante que cai de para quedas nas colinas, as bestas continuam la, mas agora são muito mais visiveis, do que no primeiro filme, ja existe diferenças entre elas, elas ganham racionalidade, nao se percebe bem como nem tem enquadramento em todo o filme, numa abordagem algo sociologica deste tipo de pessoas que inicialmente eram apenas animais fortes. Estes novos ingredientes tornam o filme ainda mais fraco, nao tendo ponta de logica e cabimento nos seus mais diversos parametros.

Alias todo o desenvolvimento da historia e demasiado dependente da crueldade das sequencias nao tendo existencia propria, parecendo por vezes mais limitado do que um jogo arcade de futebol.

O argumento e fraquissimo, quer na historia de base, inexistente, quer na evolução da mesma, com um fio narrativo primario sem complexidade nem objectividade a nao ser os atalhos para sequencias de acçao gratuitas e brutais. As personagens são irritantes prefeitas para morrer, quase como bonecos animados, os conflitos entre as personagens mal montados e acima de tudo mal articulados ao longo do filme. Os herois sao completamente lineares sem interesse, e sem motivação declarada. Salva-se a ultima sequencia do filme, contudo 2 segundos e muito pouco.

A realização apesar de regular, esta longe do conseguido na primeira obra, conseguindo raramente ser ela o elemento causador de sensações, jogando sim a favor do choque a brutalidade das imagens oferece.

O cast recheado de desconhecidos esta ao nivel de todo o filme, ou seja fraquissimo, com actores sem expressoes, e actrizes bonitas ideais para servirem de aperitivo aos animais. Enfim de muita fraca qualidade.

Se um filme de terror por si so ja raramente resulta, isto e ainda mais dificil quando se trata de uma sequela, e esta tenta inovar e chocar de mais.


O melhor - A ultima cena do filme, a unica coisa minimamente surpreendente do filme.


O Pior - O nivel baixo que se consegue descer, quase doentio em certos segmentos


Avaliação - D-

Wednesday, June 20, 2007

Vacancy




Era uma das grandes apostas para esta primavera nos cinemas norte americanos, um terror claustrofobico com duas caras de primeiro plano e muito terror e suspense a mistura, parecia ter todos os ingredientes para causar boa impressão a nivel de bilheteira, mesmo que a nivel critico as coisas podessem estar mal encaminhadas. Contudo Hopllywood, continua a ser uma caixinha de surpresas, sendo que o filme não passou assim tão mal pela critica que apesar de não o reconhecer como grande filme, ate acho interessante o clima criado, mas a nivel de bilheteiras o filme tornou-se num floop tremendo com resultados residuais e num fracasso rotundo para a distribuidora.

O filme, esta longe de ser brilhante, por vezes exagera na sua repetição, mas a forma simplista e algo solta com que os minutos (poucos) passam acabam por se tornar naturais, contudo tudo no filme parece montado à pressa, salvando-se apenas os conflitmos e dramas nas personagens principalmente nos primeiros 10 minutos de filme, perdendo-se tudo nas sequencias e no epicentro do filme, sem conteudo e totalmente apostado no pseudoterror. Acabando por se tornar pesado e penoso.

O filme fala sobre um casal perdido numa estrada nacional, ate que depois de um ligeiro toque necessita de parar o carro num deserto onde apenas existe uma pensão estranha, com pessoas estranhas som estranhos, ai começa a preseguição e luta pela sobrevivencia do casal que se tem que unir para tentar alguma, coisa, simplismo ao maximo mas em conjunto com fraco argumento e linha narrativa ao maximo.

ISto resulta num filme fraquinho, bem construido de ponta mas que desde logo caminha por facilitismos excessivos e por opçoes mais que dubias..

O argumento ganha na forma como se introduz, mas perde na forma como o caminho narrativo e totalmente traçado, o filme carece de sentido, explicações e logica, mas acima de tudo torna-se extremamente repetitivo ao longo do seu curto periodo de duração. As personagens começam bem contudo rapidamente vão se perdendo no vazio do filme.

A realização e dos aspectos mais bem conseguidos do filme, conseguindo sempre transmitir o sentido claustrofobico que o filme quer transmitir, sempre com planos curtos e com uma boa contextualização dos espaços, perde por vezes na forma como gere a interação das personagens, contudo como esta e limitada aos primeiros minutos de filme, quase nem se da pelas falhas.

O cast liderado por dois actores de primeira linha, embora nenhum reconhecido pelos seu grande talento, mas mais por serem actores tipicos de filmes comerciais e de alto rendimentos. Neste filme Wilson, esta ao nivel mediocre que sempre se apresenta, ressaltando mais a presença de Beckinsale, com uma interpretação densa embora pouco complexa, mas que demonstra que esta actriz com outros guiões pode se tornar igualmente efectiva.

ENfim mais um filme de terror em moldes algo diferentes mas resultados similares.


O melhor - Os primeiros 10 min do filme


O Pior - Tudo o que foi bem montado rapidamente e posto para o fundo da caixa


Avaliação - C-

Sunday, June 17, 2007

Grindhouse






O grindhouse, é um mito urbano do cinema norte americano, as sessões interminaveis para desocupados, recheados de copias de fraca qualidade de filme ainda eles mais fracos que serviam de entertenimento a milhares de adeptos do cinema enquanto espectaculo, mas totalmente indiferentes ao filmes serie B que passavam no ecra. Aos poucos este tipo foi desaparecendo, apenas servindo de inspiração a alguns autores que foram aparecendo. E se existe na actualidade autores que demonstram essas tendencias eles sao sem duvida Tarantino, mas acima de tudo Rodriguez, nos seus segmentos de From the Dusk until Down e MAriachi. Dai que nao foi estranho um projecto de homenagem a este segmento por parte destes dois realizadores, num, dos projectos mais ambiciosos dos ultimos anos, num filme composto pelas propostas grindhouse de cada um dos realizadores com comerciais apresentaçoes a misturam isto sem as falhas tecnicas tipicas deste filme. O projecto era ambicioso mas acima de tudo arriscado, e como todo o risco teve dois lados, se no ponto de vista critico o filme ate conseguiu atingir os seus objectivos, no ponto de vista de bilheteira o filme resultou no floop global e comercial de grande dimensão.

O filme como é objectivamente repartido, com dois segmentos isolados, com historias e realizadores diferentes, dai que será sempre injusto avaliar o filme como um todo. Assim desde logo ao analisarmos os objectivos do filme, homenagear a grindhouse, penso que Rodriguez teve melhor, o filme e bruto, violento, sem sentido, encarando na perfeiçao o que era o grindhouse, e a serie b, quer nas personagens, dialogos, efeitos desastrosos, num segemento de 90 minutos de puro gore, que me parece mais enquadrado com o filme. Na segunda sequencia a de Tarantino, saimos por completo de Grindhouse e entramos na dimensao Tarantino, filmes com sequencias de dialogo longos, de grande qualidade, intermediados por um assassino e o seu carro. Se por um lado ganhamos na qualidade do filme, por outro perdemos no pressuposto de base do filme, ja que ninguem assisitiria a um filme tao dialogante em grindhouse, e Tarantino tirando no primeiro capitulo de Kill Bill esta longe de conseguir se enquadrar neste estilo, assim ganhamos na qualidade do filme mas perdemos no ponto de partida do mesmo.

O filme é um risco enorme, podemos ficar fascinado pelo exercicio criativo do filme, mas provavelmente ficaremos sempre algo desgastados com a morosidade dos mesmos e com a falta de qualidade de certos segmentos. O grindhouse era declaradamente mau, e mesmo com exercicios de estilo as coisas nao melhoram muito.

De referir que o filme e apimentado pelas apresentaçoes ao cargo de alguns dos realizadores amigos dos principais dos filmes, onde se regista o fantastico absurdo da efectuada por ROb ZOmbie o mais fiel aquilo que seria o original Grindhouse.

O argumento divide-se em duas partes, a ideia de base original, fascinante, homenagem no mais puro sentido a um estilo proprio, e por outro lado os argumentos das historias, fracas de forma objectiva, contudo que nos parece que na segunda tivemos uma demonstraçao do nivel mais fraco de Tarantino com dialogos apesar de terem o seu cunho algo desinteressantes.

As realizações bem conseguidas quer de um como doutro, dentro dos estilos proprios que ganharam espaço em hollywood. Particular destaque para a parte de Rodriguez a meu ver a parte mais conseguida do filme e que ganha em varios aspectos aquilo que foi feito por Tarantino.

Quanto ao cast, tambem aqui nos parece obvia o ascendente no primeiro segmento relativamente ao segundo, mesmo que as instruçoes fossem de ser o mais fraco possivel, para encarar o espirito, mas a presença por si so de Willis, Mcgowan abrilhantaram e deram carisma a um primeiro segmento com mais valorizaçao do que o segundo.

Enfim mais que um bom filme um bom exercicio de estilo e de originalidade.


O melhor - A apresentaçao de Rob Zombie


O Pior - Death Proof de Tarantino, muito aquem das possibilidades do realizador


Avaliação - B-


Tuesday, June 12, 2007

The Reaping




Um actriz quando chega a um segundo Oscar, ou é porque nas suas interpretações vencedoras, chega a um nivel de esplendor brilhante, ou porque construiu uma carreira coesa de boas escolhas e no auge da qualidade. Pois bem, Swank é um exemplo claro do primeiro tipo, acima de tudo porque fora os filmes em que foi premeada, recheou a sua carreira com filmes de qualidade duvidosa, parecendo nao apresentar grande selecção nos guiões e acima de tudo nas personagens que escolhe. Muitos pensavam que depois do segundo premio que isto nao voltaria a acontecer, mas Swank voltou logo a surpreender pela negativa, integrando vários projectos duvidosos, mas que atingem o seu nivel mais baixo, ao assumir o protagonismo deste filme de terror, de baixa qualidade. Este risco resultou em mais um fracasso comercial na sua carreira, mas mais preocupante uma recusa critica forte a um filme, que provavelmente pode sentenciar qualquer carreira, caso a pessoa em causa nao seja duplamente galardoada pela academia.

O filme enquadra-se no genero de terror sobrenatural que tantos desastres naturais tem lançado em hollywood, com tantos atentados narrativos, e que conduzem quase sempre a filmes deprimentes e fracos em todos os sentidos.

Este reaping enquadra-se na prefeição neste genero, primeiro porque a nivel narrativo o filme e parco em conteudo, com uma narrativa fraca, desinteressante confusa, recheada de detalhes sobrenaturais ridiculos que transformam o filme num autentico atentado visual a cada minuto que passa. Depois porque as personagens sao tao lineares que sao os proprios espectadores a querer lançar as pragas que terminem rapidamente com estas.

O filme conta-nos a historia, de uma cientista que perdeu as crenças religiosas que mantinha, e que se vê envolvida num estranho caso numa cidade onde parece estarem a aparecer de novo as pragas. Aqui encontramos um conjunto de personagens estranhas, alucinações nas personagens passados obsessivos, e presseguiçoes a uma menina loira, que termina num final que pretendia ser forte, mas que apenas consegue soltar uma gargalhada no espectador ja farto do que visualiza.

O argumento é fraquissimo, a historia de base é fraca, a forma como esta se traduz num argumento é fragmentada, nao consegue manter o ritmo, perde-se em tiques sobrenaturais. As persongens sao lineares, mal construidas nao se desenvolvem durante o filme, e parecem todas com tiques esquizoides que nada abrilhantam o filme.

A realização e marcada ao mais belo estilo Hopkins, filmes fortes do ponto de vista de imagem, mas tão fracos em conteudos que ninguem sequer se lembra que o filme até e bem filmado, e forte sob o ponto de vista de estetica, ja que estes pontos sao todos escondidos pela pessima qualidade do filme.

O cast, é indiscutivel que Swank é boa actriz, contudo perde-se em escolhas que nada beneficiam a sua brilhante carreira, em filmes que tão fracos que são que mesmo a actriz consegue elaborar personagens deprimentes, sem conteudo e que de alguma forma para nada servem. Ao seu lado temos o "Instinto Fatal" de Morrisey, num papel copia do que tinha realizado no filme de Stone, e que nos demonstra defice claro espontaneadade e de versatilidade.

Enfim mais um filme que nunca devia ter sido projectado


O melhor - Certos efeitos especiais do filme


O Pior - Continuarem a insistir neste tipo de filmes, quando quase todos resultam no mesmo... ou seja atentados cinematograficos.


Avaliação - D

Sunday, June 10, 2007

Oceans 13




Num ano regular o lançamento de uma nova saga de Danny Ocean, seria um dos acontecimentos cinematograficos do ano, envolvendo todo o mediatismo, de um digno blockbuster, contudo em pleno verão e com as apostas sequentes de todos os estudios, este e apenas mais um franchising de autor apostado em render mais uns dolares. O filme so recentemente estreou, apostando na estrategia de estreia mundia, o filme, começa so agora a demonstrar resultados positivos, sem bem que incapazes de lutar com os grandes efeitos dos filmes maiores. A nivel critico o filme continua na toada positiva dos seus antecedentes, sendo aperciado pela maioria dos criticos embrora sem grandes alaridos.

Eu confesso que nunca fui grande fã da saga, achando que qualquer um dos titulos do filme funciona bem melhor do ponto de vista comico e sem sentido, do que como filme de ladrões, policiais inteligentes. E este filme apesar de ser dotado de mais sentido do que o segundo filme, perde pela falta de ritmo, interesse das personagens, algo limitadas neste titulo, centrando todos os seus objectivos nos jogos já previsiveis para todos os fas, do toca e foge e do engana engana.

Alias o filme do ponto de vista de acção esta mesmo muito longo dos seus antecessores, quase limitado ao quanto baste para agradar os adeptos. Do ponto de vista de humorista, o filme perde claramente para o segundo titulo, continuando com apartes ilogicos, descabidos de sentido, parecendo ser um exercicio de retorica algo obsessivo quer do seu realizador quer dos actores e produtores do filme, que neste terceiro capitulo acabam por transmitir mais um exercicio de estilo do que propriamente preocupação em elaborar um bom filme com boas piadas.

Alias no ponto de vista do argumento o filme e algo minimalista neste sentido, a acção do filme, fica pendente de promenores algo instaveis, pouco rigorosos, e extremamente complicados em diversas ocasioes, As personagens perdem dimensao relativamente aos filmes anteriores, mais reduzidas, e mais centradas no seu proprio umbigo. Salva-se a quimica inerente entre as personagens embora nos pareça que a falta das personagens femininas são obvias e debilitam o filme em varios sentidos.

Sodenberg encontra-se novamente numa fase menos feliz da sua carreira, ja so conseguindo resultados visiveis nesta saga, colecionando filme apos filme, floops brutais, e exercicios cinematograficos cada vez menos aperciados por publico e critico. COntudo ainda consegue fazer render es te franchising, quer na forma como captura a atençao do publico bem como da forma como consegue manter o estilo proprio do filme intacto.

QUanto ao cast, o ja brilhante cast, dos filmes anteriores, que ao 3 filme como e obvio os actores ja se movimentam como peixe na agua nos papeis, junta-se o grande Al Pacino, que notoriamente se encontra em mó de baixo, com uma personagem repetitiva e claramente desinteressante no contexto global das personagens.

ENfim mais uma saga neste ano.


O melhor - O humor vindo da parte mexicana.


O Pior - O filme por momentos ser extremamente disparatado.


Avaliação - C

Thursday, June 07, 2007

Zodiac




Fincher é talvez o realizador com o leque de filmes mais artisiticos, originais e com qualidade dos ultimos 10 anos, principalmente na sequencia de Jogo, Seven e Clube de Combate, Fincher atingiu um patamar por poucos ou quase nenhum alcançado em Hollywood, ter tres filmes de primeira linha num filmiografia de 4, os filmes eram autentincas obras primas e todos com toque de autor e uma originalidade e inteligencia fora de serie. COntudo o problema quando se chega a um nivel tao elevado, e as expectativas que se cria nos filmes sequentes. Vitima disso foi Sala de Panico, que apesar de ser muito melhor do que a maioria dos filmes thrillers que saem, era bastante mais normal, e menos surpreendente, a marca do realizador era menos visivel e so a osciçação constante e os planos de close up a la fincher mostravam a presença do realizador. Para este ano os fãs de seven ficaram em pulgas, mais uma vez Fincher ia voltar aos serial Killers, so que desta vez numa investigação real de um dos ciminosos mais mediaticos da historia Zodiac, inspirado no livro de um cartoonista, Zodiac recebeu criticas fortes, contudo o publico nao se rendeu em grande dimensao ao filme, principalmente porque as criticas apontavam para a maturação de Fincher e nos gostava-mos mais dele rebelde.

Fincher, é um realizador singular, incapaz de fazer filmes de qualidade baixa ou mediana, dai que desde logo é importante afirmar que estamos perante um bom filme, coeso, maduro, inteligente, dinamico e profundo, onde o realizador nao tem medo de arriscar, um filme cínico, principalmente nos jogos com a identidade do criminosos. A primeira hora e meia do filme arrisco mesmo que é do melhor que vimos em policial na historia do cinema, inteligente, articulado genialmente, o paralelo entre as diferentes interações é um espectaculo dentro do filme, a interação e dialogos entre as personagens são brilhantes tudo acompanhado pela excelente OST que Fincher sempre gosta de colocar nos seus filmes

Até aqui estavamos perante uma obra ao nivel mais forte de Fincher, contudo e talvez pelo facto de estar algo preso a um livro, o filme tem uma segunda parte onde não consegue aguentar o ritmo da primeira, devido ao facto de algumas personagens irem desaparecendo de cena, e ficarmos centrados numa vertente mais seria, intrigante e psicologica na personagem de Gylenhall, aqui o filme fica demasiado denso, pesado, em momentos extremamente confusos, a investigação fica mais paranoide, e com menos interações, com pontos desnecessarios, que alongam em demasia o filme, e que acima de tudo se reflecte no espectador pelo facto de o filme ir gradualmente descendo o seu nivel.

Mesmo assim a parte final é de qualidade, com partes de argumento fortes, mas em menor quantidade do que a excelente fase inicial do filme.

O argumento do filme, parece-nos a grande força do filme, principalmente como articula os acontecimentos relatados no livro num exercicio cinematografico de autor, nas interações e descrições de primeira linha, principalmente na primeira hora. As personagens sao muito bem caracterizadas, conseguindo sempre desanuviar o pesadelo do centro do filme, numa componente humurisitica inteligente e de primeira linha.

A realização mostra um FIncher diferente, menos activo mas com a originalidade e marca de autor de sempre, mais calmo, com planos mais parados, é certo que nao demontra a qualidade de realização obtida principalmente em CLube de Combate e Sala de Panico, mas mais uma vez demonstra ser um dos grandes do cinema actual, mesmo que ao serviço de guioes mais terra a terra e menos surpreendentes. Talves seja necessario apostar na sua veia criativa.

O cast como normalmente acontece com Fincher, é muito bem montado, neste particular reluz Downey Jr, com uma interpretação magistral que rouba todas as cenas aos seus colegas de ecra, dai que o filme se ressinta quando a personagem começa a ficar declaradamente para 2 plano. Gyllenhal dá-nos um papel sobrio, sem grandes tiques, mas ao mesmo tempo denso, com a força e a inocencia que ele como actor tem conseguido transmitir na maioria dos seus filmes, consolidando-se como um dos actores mais fortes na nova vaga. Por fim Ruffallo, um actor de eleição numa segunda linha, mas que insiste em ficar atras das figuras mais mediaticas, nao conseguindo ate ao momento assumir um filme por si so. Contudo aqui acaba por centrar em certos momentos a atençao em si, principalmente quando deixa de ter de dividir cenas com Downey Jr.

Enfim mais um filme que apesar de nao aumentar o conceito de Fincher, mantem.-no no topo que ele conquistou.


O melhor - A primeira parte do filme, sem palavras.


O pior - O filme alonga-se demasiado, sem necessitar.


Avaliação - B+

Wednesday, June 06, 2007

Shrek the Third




Shrek é sem sombra de duvidas, o maior mito de animação dos ultimos anos, a frescura com que abordou os contos de fadas, tornou-se no maior exito animado de sempre e criou legião de fão, principalmente pela forma adulta e humoristica com que se lançou. Reunindo grandes criticas com resultados explosivos de bilheteira. O segundo capitulo seguiu fielmente os traços do primeiros com resultados ainda mais espetaculares do que o primeiros titulo. Contudo para 2007 estava agendada a luta de titas, contra super sumos contra spider man, e Piratas das Caraibas, as criticas deste terceiro filme apesar de positivas descem um pouco o que se tinha observado nos primeiros filmes, e a nivel de bilheteira os resultados continuam a ser de primeira linha, em mais um sucesso estrondoso.

O filme do ponto de vista de qualidade esta alguns furos abaixo daquilo que observamos nos anteriores, principalmente na qualidade da historia de raiz, nos pontos de interesse e acima de tudo na forma como as personagens interagem, demasiado limitadas, e sem a quimica que tanto sucesso promoveu no filme. O filme continua com os mesmos ingredientes de primeira linha, que tanto promoveu o filme, principalmente na forma como introduz os elementos dos contos de fada numa historia simples e bem disposta. Nesta pertincular destaca realça-se a presença das princesas de primeira linha, com uma presença refrescante e cheias de humor. COntudo o filme parece num nivel abaixo, pouco coeso do ponto de vista de argumento, muito centrado apenas nos seus pontos fortes mas extremamente desleixado naquilo em que shrek sempre fraquejou, ou seja, na forma como os argumentos vão sendo preteridos em deterimento da riqueza dos promenores e no humor.

No ponto de vista da banda sonora, tb neste particular o filme desce relativamente aos seus antecessores, com musica quase despercebida, pouco ao serviço das sequencias e demasiado cinzenta, ao contrario do que aconteceu principalmente no segundo filme onde a OST era uma muleta importante para o filme.

O argumento do filme apesar de mais uma vez ser extremamente rico do ponto de vista moral, perde totalmente no fio narrativo, decisoes de argumento que efectua, sendo o filme quase sempre extremamente simplista, as personagens normalmente ricas, são algo desprovidades de contacto e de interações, sendo neste aspecto gritante a diferença perante os filmes anteriores.

Do ponto de vista tecnico poucas mudanças e evoluçoes relativamente aos seus antecessores, com um nivel produtivo de grande nivel mas ainda algo longe daquilo que ja é conseguido pelos rivais da pixar.

Quanto as vozes, se Myers, Murphy, Banderas e Diaz, ja são quase sempre associados as suas personagens, que vivem e respiram de acordo com a voz dos seus actores, no que diz respeito a novas entradas, de refeir que Timberlake, encontra-se muito bem enquadrado com a sua personagem, que longe de brilhar consegue ser a voz ideal para a personagem em causa.

Enfim o 3 filme de uma saga de sucesso com os pontos fortes de sempre mas em clara desacelaração.


O melhor - Certos gags a la shrek que nao se veÊm em lado nenhum


O Pior - As personagens perdem alguma quimica que era o forte dos filmes anteriores


Avaliação - B-

Saturday, June 02, 2007

Fracture




Thrillers com traillers fantasticos existem todos os anos aos montes em Hollywoods, filmes com boas premissas apelativos ao grande publico, contudo poucos sao aqueles que conseguem realizar de uma forma positiva as expectativas que se criam a sua volta. Neste ano, em pouco tempo já surgiram alguns, mas nenhum com as estrelas que Fracture apresenta, principalmente no aliciante de devolver Hopkins a papeis de psicopata, que tão bem encara. O filme no ponto de vista comercial apesar de resultados razoaveis ficou algo longe das melhores expectativas e do que realmente poderia render, sendo bastante mais positiva a recepçao critica do filme, que o avalia como consistente com criticas solidadas, que é sempre dificil de conseguir, principalmente quando nos referimos ao género em causa.´

Fracture e um filme sedutor, misterio, crime tribunal, jogos psicologicos, personagens enigmaticas, trailler aliciante, tudo isto são aspectos que seduzem o espectador para ir de encontro ao filme, contudo no final de o ver, e mesmo tendo em conta que o filme agarra o espectador, certo e que no fim o filme nao sabe tão bem como o previsto.

Fracture centra a sua acção em duas personagens, um inteligente homicida, e um jovem e arrogante advogado que começar uma autentica luta que preenche toda a narrativa do filme, sendo que tudo passa demasiadamente para segundo plano, principalmente as outras personagens.

O grande problema do filme é o facto de apos uma construção de base consistente, acaba por gastar todos os seus trunfos na introdução do filme, colocando todo o misterio no absorvente inicio de filme, na apresentação forte das personagens, e na forma como introduz a narrativa do filme, contudo o filme parece ir perdendo fulgor com o passar do tempo, sendo que as ligações narrativas vão se tornando cada vez mais logicas e mais simplistas possiveis, e que termina com um desfecho fraco, frouxo e sem qualquer foco de interesse, este facto assume algum relevo pricipalmente quando este aspecto normalmente tem grande atenção neste tipo de filme.

Contudo é obvio que e um filme mais maduro, mais coeso do que maioria, principalmente sustentado na personagem de Hopkins, mas que vai conseguindo até certo ponto gerir bem as suas potencialidades, que nos parece contudo demasiado concentradas no segmento inicial do filme.

O argumento do filme é a primeira vista o ponto forte do filme, ou seja historia de base interessante, inteligencia de dialogos e construçao das personagens, coesão e maturidade nas opçoes que vai tomando, contudo é também ele que impedo o filme de atingir os niveis mais elevados, principalmente pelos facilitismos que a partir de determinado ponto começa a assumir, e acima de tudo pelo pobre desfecho que dá a um filme que exigia algo mais elaborado.

A realização de Hoblit, vem no decurso do trajecto que o realizador tem feito por Hollywood, filmes concentrados na sua riqueza narrativa, onde as imagens são apenas o veiculo a seu dispor, neste caso especifico nota-se alguns toques em outros filmes muito semelhantes, principalmente a realização efectuada por Pollack na Firma, esta presença, é extremamente visivel principalmente no excesso de azul da fotografia do filme, que ja tinha tambem acontecido neste filme.

O cast liderado por um Hopkins de primeiro nivel que funciona como peixe na agua na construção de psicopatas com ar amigavel, e que transbordam inteligencia. No que diz respeito a Gosling, principalmente depois de Hlaf Neelson, esperava-se mais dimensão, maior carisma ao actor, que é totalmente apagado do filme, e que demonstra ainda alguma e necessaria evolução, para atingir os niveis exigidos de protagonismo em Hollywood. De referir que neste capitulo o filme tem um enorme despredicio de talento, principalmente na personagem quase nula de Strathaim, e no efeito bélico que acaba por se reduzir a personagem de Pike.

Um trailler bem construido mas com fracos acabamentos.


O melhor - A personagem de Hopkins.


O Pior - O final, extremamente desinteressant


Avaliação - C+

Sunday, May 27, 2007

Piratas das Caraibas 3 - Aos confins do Mundo





A maior surpresa e sucesso do cinema contemporaneo tem um nome, Piratas das Caraibas, a saga que parecia morta à nascença, mas que se tornou numa das sagas mais rentaveis de todos os tempos, chegando neste verão o seu terceiro e para alguns ultimo episodio da saga do ja emblematico Jack Sparrow. E se o primeiro filme conjugou um sucesso global em todos os paramentros, ja o segundo episodio perdeu algum do fulgor critico do seu antecessor, mas bateu quase todos os records de bilheteira que havia para bater. Sendo que o mesmo pronuncio se anunciava para o 3 capitulo, contudo a conjugação era diferente, este ano, e marcado por muitos lançamentos a competiçao é feroz, as expectativas sao elevadas. Dai que apesar dos resultados apresentados ate a data pelo filme serem fortes e muito consistentes, temos que referir que perde para o seu mais serio rival do Ano, Spider Man 3, e para isto pareceu contribuir alguma relutancia critica relativa a este 3 capitulo.

è obvio que qualquer filme desta saga resulta num objecto de entertenimento de primeira linha, principalmente na componente de comedia, de efeitos especiais e acima de tudo com Jack Sparrow, contudo tambem e verdade que o filme peca nas sequelas por perder o segredo principal do primeiro filme, que foi criar um ambiente de fantasia e sobrenatural, sem perder o contacto com a terra e sem perder a simplicidade que faz o espectador desfrutar do filme. E se no segundo capitulo, o numero de personagens, a mitologia integrada, o obscuro a complexificação de mundos tornou o filme algo confusa mas acima de tudo algo complicado de seguir, este facto torna-se ainda mais delirante e complexo no 3 filme, principalmente na primeira hora do filme, onde parece que Verbenski perde o controlo da excentricidade que quer empregar ao filme, e de certa forma distancia-o do espectador, e retira todas as sesações que acima de tudo o primeiro filme incutia no espectador.

A longevidade do filme, no meu ver algo excessiva, perdendo-se em batalhar acessorias no inicio do filme, faz por sua vez que o filme consiga aos poucos reatar o contacto com o espectador, conseguindo que a ultima parcela do filme ja se encontre dentro da imagem que as pessoas ja têm da saga.

Contudo o filme parece-nos no mesmo registo do 2 filme, mas muito longe do conseguido na obra principal, o ciclo parece fechar-se para alguns segmentos do filme, mas tendo em conta a rentabilidade do mesmo, nao seria de estranhar mais aventuras de Jack Sparrow.

No que diz respeito a componente tecnica, o filme avança ainda mais do que o segundos filme, com uns efeitos especiais do mais altissimo nivel do cinema actual, sendo de admirar a forma como e composto o Barco Holandes Voador e os seus tripulantes.

O argumento como ja acontecia no antecessor, anda muito a reboque da forma como se comporta a personagem de Depp,, contudo parece-nos que o excesso de elementos mitologicos e sobrenaturais englobados na narrativa, tiveram efeito negativo do filme ja que o distanciou do publico.

A realização de Verbenski e bem conseguida, conseguindo sempre estar ao nivel dos efeitos especiais apresentados, aproveitando ao maximo o rendimento que estes dao ao filme, contudo isto nao e de estranhar, ja que e pela 3 vez que o realizador realiza um filme da saga.

Quanto ao cast, pouco ou nada há a registar, de novo apenas a residual aparição de Yon Fat, mas que continua a brilhar é Depp numa das criaçoes mais ricas do cinema actual, De referir o regresso de Rush a saga no regresso de um capitão Barbossa tambem ele de elevadissimo nivel

Enfim uns Piratas parecidos com o 2 mas longe do 1


O melhor - Como sempre Jack Sparrow


O Pior - A confusão de elementos, mundos personagens, principalmente na fase inicial do filme.


Avaliação - B-

Breach




Os filmes de espionagem, finalmente parecem ter atingido os niveis maximos desde a sua explosão, depois do excelente episodio do famoso James Bond, eis que surge no inicio do ano um novo titulo nesta tematica que conseguiu arrebatar a critica, unindo a este facto uma receita de bilheteira positiva que possiblitou que o filme conseguisse entrar nos outros mercados que seria dificil uma vez a falta de estrelas de primeira linha. COntudo de realçar e o facto do filme ser neste momento talvez o filme que apresenta melhores criticas do ano.

Os filmes de espionagem estiveram durante anos entregues a um cinema de acçao barato, cinzento com pouco conteudo, contudo cada vez mais existe uma tentativa de fazer filmes simples, baseado na complexidade quer das personagens quer das suas relações, o que conduziu a filmes mais simples, mais perto do espectador e objectos de entertenimento mais poderosos. Este novo tipo de filme atinge o seu estado mais puro neste surpreendete Breach, um dos filmes mais interessantes lançados ate a data de 2007, que nos conta a historia da estrategia do FBI para capturar o maior espião de sempre, o filme tem uma premissa simples que torna o filme extremamente acessivel, o FBI, coloca um espiao a trabalhar de perto com o espiao no sentido de lhe ganhar a confiança de forma a conseguir saber as movimentaçoes deste. Até aqui pouco de novo, contudo a qualidade do filme acenta acima de tudo na qualidade das personagens, na densidade e complexidade de Henssen, o vilao interpretado por cooper, nas interações das personagens, e acima de tudo num argumento extremamente coeso, recheado de acessorios de luxo, principalmente numa riqueza de dialogos impressionantes.

Pela negativa, alguma dramatizaçao excessiva da relação amorosa entre a personagem principal e a sua esposa, demasiado novelada, bem como o facto de o filme talvez merecesse se alongar mais na abordagem da forma como as personagens se adequam ao final previsivel do filme. Pensamos que o filme nada perderia e so ganharia com mais 10 minutos de fita.

O argumento do filme é de manual, coeso, adulto, recehado de personagens interessantes, que interagem de uma forma forte entre si num fio condutor bem articulado, o filme mantem um ritmo e acima de tudo os picos de interesse quase sempre ao maximo nivel, encantando o espectador, num misto de acçao e suspense, onde o autor ainda se da ao luxo de apontamento de humor de primeirissimo nivel

A realização do filme e madura, pouco arriscada, mas acima de tudo deixa-se levar pela riqueza doa argumento, servindo apenas de suporte a este nunca ambicionando passar para primeiro plano, em diversas vezes Billy Ray, demonstra capacidades de transmitir de perto as sensaçoes vividas pelas personagens, contudo menos notorio do que tinha sido observado no seu anterior titulo.

O cast é dominado de principio ao film por Chris Cooper, com uma interpretaçao e uma personagem brilhante, que preenchem o ecra minuto apos minuto, alias caso o filme nao fosse lançado tao precocemente provavelmente estariamos perante o primeiro candidato aos prémios, contudo a memoria a longo prazo normalmente nao costuma funcionar neste tipo de caso, já que nos parece dificil que tenhamos muitas interpretaçoes a este nivel durante o proximo ano. De resto parece-nos que ele e bem auxiliado por Phillippe, que apesar de ser um dos actores mais mal amador da critica americana, consegue mais uma vez formar um papel nem sempre facil, ja que tem que repartir grande parte do set, com uma personagem interessantissima, mesmo assim parece-nos que Phillippe começa a adquirir carisma para liderar filmes de acçao maturos, e com alguma maior visibilidade podera se tornar um actor de primeira linha, principalmente se perder algum do odio infundado que a critica lhe devota. Laura Linney, vem apenas cristalizar a qualidade do cast, ja que a sua personagem e apenas um adereço de qualidade.

ENfim talvez o melhor filme do ano ate a data, e que vem demonstar a boa forma do genero de espionagem


O melhor - Chris Cooper, uma interpretação brilhante


O pior - O filme ser algo curto principalmente na forma como nao desenvolve na parte final


Avaliação - B+

Saturday, May 26, 2007

Stomp The Yard




O estilo de fime Mtv, ou seja, aqueles filmes passados em contextos juvenis, em que as diferenças culturais sociais e economicas se esbatem com competicoes pelo meio, quer a nivel globas, como musica e desporto, quer a nivel pessoal, como disputas de namoradas, tem um passado longo no cinema, normalmente reportado a titulos muito semelhantes com linhas condutoras muito parecidas, normalmente a maioria deste titulos pela sua previsibilidade tem lançamento directo para video, sendo cada vez menos comum apostas cinematograficas num genero extremamente gasto. Dai que foi com surpresa que no incio deste ano, vimos Stomp The Yard, um filme que aborda o figurino tradicional do genero invadir não só as salas de cinema mas como obtendo bons resultados de bilheteira tornando -se o primeiro grande lider do ano. Para este aspecto parece contribuir uma ascensão da cultura do Stomp nos Eua, que levou muitos jovens ao cinema e tornou este filme no primeiro exito surpresa do ano, ja no que diz respeito a critica apesar de não ser uma recepção calorosa, esteve longe de ter uma recepção negativa.

Contudo parece-nos que Stomp The Yard limita-se a pegar nos filmes tipicos do genero e so mudar o tema, ou seja altera, a canção, a dança, a coreografia, por um cenario de Stomp, tudo o resto pela enesima vez repetida, num filme que parece mesmo um sumario do que tem sido feito. Um jovem oriundo de um ambiente social e familiar destruturado acabado de perder o irmão, entra numa faculdade, com espirito e tradiçao no Stomp, dança que o jovem tambem admira e pratica, como tal mal chega começa a ser posto de lado, apaixona-se pela namorada do lider mau de uma equipa junta-se a outra, rouba a namorada e ganha o concurso final, isto sem antes ter de passar pela recusa do pai da jovem e director da escola com ligaçoes passadas a sua familia de origem. Como podem ver o argumento para alem de repitivo, lamechas e cansativo, mais parece retirado de uma telenovela mexicana, sem grandes rasgos de criatividade nem tao pouco de qualidade artistica.

A vantagem do filme e que nunca descola os pes na terra assume-se como limitado, extremamente previsivel, dá primazia ao stomp, e declara renuncia a qualidade do argumento em deterimento pela ligação afectiva a um publico jovem, talvez por esta demasiada proximidade ao contexto de novela e serie juvenil de 2 classe, o filme tenha obtido resultados tão consistentes em bilheteira, principalmente quando se trata de um filme sem figuras de proa.

O argumento do filme, e de telenovela, linear, basico, cheio de coincidencias emotivas e sentimentais, com um fio narrativo denuciado e extremamente repetitivo, o argumento é extremamente básico, principalmente na forma como as personagens vão crescendo no filme e na forma como os acontecimentos narrativos são emparelhados. Enfim demasiado primario.

A realização, é por vezes abusiva na sequencia do digitalismo que emprega as danças, as coreografias saem beneficiadas, mas por vezes torna-se cansativo para o espectador, mesmo assim parece nos importante louvar o facto de o realizador conseguir sempre abrilhantar as sequencias musicais com promenores de realizaçao interessanter. No que diz respeito as coreografias, apontadas como o grande sinal + do filme, é extremamente descontextualizado na nossa cultura, ja que o Stomp, esta longe de estar implementado quer na europa quer no nosso pais, dai que seja impossivel avaliar o nivel coreografo do filme. Talvez esta seja a razao que justifique o facto de um filme com receitas tao significativas no EUA nao chegue a Europa pela via do cinema.

O cast, recheado de deconhecidos parece-nos mais selecionado pelos dotes artisticos dos protagonistas do que propriamente pela sua qualidade interpretativa, ja que todos nos parecem demasiado limitados a este nivel. Num filme sem estrelas salva-se os dotes de dança de grande parte de um cast que a nivel de interpretação está muito aquem daquilo que Holywood exige.

Enfim um filme Teen, tipico, mas que incompreensivelmente se tornou um exito.


O melhor - O lançamento de uma nova cultura de dança


O Pior - A linearidade de um argumento, ja nem as telenovelas tem argumentos destes


Avaliação - C

Thursday, May 24, 2007

Fur: An Imaginary Portrait Of Diane Arbus




Existe filmes que criam a sua volta uma expectativa tão grande que depois e com surpresa que o vemos desaparecer por cinemas obscuros, sem qualquer tipo de publicitação, como de um filme indiferente se tratasse, e acima de tudo quando o casal de interpretes tem actores tao conhecidos e conceituados como Kidman e Downey Jr. Fur era um dos mais serios candidatos aos galardoes tipicos de final de ano, mas acabou como um filme quase invisivel para tudo e para todos, num desastre critico que conduziram a que esta obra seja daquelas que quase ninguem viu e poucos irão ver.

A tentativa de relacionar o mundo real com mundo imaginario foi sempre uma das fascias mais altas para os grandes autores de Hollywood, a capadicade de unir mundos, interpretar os mais diversos imaginarios, é um ponto ao alcance dos melhores, e que normalmente quando conseguidos conduzem a algumas das obras mais belas que o cinema nos deu nos ultimos 20 anos.

Mesmo esta forma de reflectir os imaginarios em biopics, ja tinha sido tentado por diversas vezes nos ultimos anos e quase sempre colorado de sucesso, o perigo que estava sempre presente, ou seja, de conduzir a um filme tao proximo do imaginario que se tornasse incrivelmente absurdo e sem sentido, nunca tinha sido real, até FUR. Este filme ambicioso arriscado, a elevar os limites do imaginario com rebeldia, falha na sua plenitude por isso mesmo, por de tao imaginario se constituir que se torna num dos filmes mais absurdos e sem sentido dos ultimos anos, capaz de deixar espantado e incredulo com tamanho ridiculo quase todos os espectadores que visualizam o filme.

O filme e uma biografia fantasiosa da fotografa Diane Arbus, uma fotografa, que acaba por entrar nas excentricidades do seu vizinho de cima um misterioso, homem recheado de pelos por toda a sua pele, que conduz a fotografo a um jogo de charme, e cumplicidade que termina na paixao, o filme mistura as sensações reais, com acontecimentos e personagens fantasticos, que apenas parece servir os propositos rebeldes por demais evidentes em todo o filme, ja que em nada contribuem para a valorizaçao da obra.

Alias todo o filme e desapontante, poderemos mesmo dizer que é um Big Fish, feito por um amador, ou seja a ideia ate poderia resultar, num criador com talento capaz de apaixonar o imaginario das pessoas e nao se limitar a introduzir do nada elementos excentricos e absurdos.

Este absurdo por completo, e traduzido na fantasia dentro da fantasia, principalmente nos pensamentos intimistas da personagem de Kidman, que apenas conduz a uma confusao de imagens soltas sem qualquer fio condutor.

Alias o grande defeito do argumento e a falta clara de um fio condutor coerente que paute e organize toda a narrativa, em vez disto, o filme prefere uma toada rebelde onde os acontecimentos vao acontecendo sem agrupamento logico e que conduz a que na maioria da parte o filme prima pelo absurdo. As personagens são ambiguas, e enquanto que a de Lione, consegue todo o misterio que necessita, ja a de Diane parece algo descomposta de sentido e profundidade e que de alguma forma não parece funcionar no filme.

O pior do filme, e ter sido entregue a batuta a um realizador com pouca dimensao de criador, o que faz como que o mundo imaginario nunca se consiga inserir da realidade do filme, e pareca sempre descontextualizada, sendo este aspecto que conduz ao absurdo em que o filme se vai transformando.

O cast liderado por dois dos actores mais aclamados da actualidade funciona ao nivel elevado que ambos nos habituaram, sendo Downey Jr o que mais brilha, tambem pela complexidade e a força da sua personagem que encaixa bem nas suas caracteristicas como actor. Ja Kidman parece passar por um momento de desacelaraçao da sua carreira depois de ter atingido o mais alto nivel, principalmente por insistir em personagens algo lineares e pouco profundas, e que estao a conduzir a um arrefecimento que se pode tornar algo perigoso no futuro.

Enfim uma desilusão total, de um filme com ingredientes de grande nivel mas muito mal misturados.


O melhor - As mascaras de Downey Jr.


O Pior - O absurdo que advem da falta de conjugação entre o imaginario e o real


Avaliação - C-

Wednesday, May 23, 2007

Venus




Pois bem, muitos pensavam que para finalizar a sua carreira O'Toole arrisca-se como que com um ultimo grito em busca do reconhecimento quase sempre escondido. Contudo muitos ficaram surpreendidos com o titulo que ele escolheu para arriscar tudo, um filme indie, politicamente incorrecto, polemico, ou seja o ideal para ser falado. O objectivo do filme era polemica, e acima de tudo conduzir O'Toole ao Oscar perdido, tudo parecia correr bem até aparecer o Ultimo Rei da Escocia, que acabou por colocar de lado tudo que este filme poderia trazer. Conduzindo a algum esquecimento em torno deste titulo, que apesar de na maioria ter sido bem recebido pela critica, quase fou indiferente em termos de publico, e em termos de premios ficou reduzido as nomeaçoes de homenagem para o seu protagonista.

O filme centra todas as atençoes de inicio ao fim no mito, e na presença de O Toole tudo parece orquestrado neste sentido, ou seja na força e na mistica de toda a personagem, de tal forma que todo o filme acaba por ser em demasia cinzento, ultrapassado e pouco inovador, raramente conseguindo transmitir a rebeldia que parece estar presente mas que dificilmente se emancipa da presença da personagem central

A historia centra-se no final de vida de um reconhecido actor de teatro nos ultimos momentos da sua vida, a sua vida sofre um novo alento quando o seu melhor amigo recebe em casa a sua sobrinha, uma jovem rebelde que sonha em ser modelo, entre eles estabelece-se uma relaçao intima, onde todos acabam por retirar do outro aquilo que mais necessita, esta estranha relaçao de cumplicidade acaba por se transformar em amor, com barreira de idades.

O filme e arriscado, principalmente porque aborda temos pouco elaborados, principalmente o amor na terceira idade e a forma como estes lidam com o instuito do prazer.

Contudo o filme anda sempre a reboque das oscilaçoes da personagem principal, subindo a intensidade sempre que o filme se centra nos dramas da peronagem, mas que entra nas mesmas ambiguidades quando a personagem tb entra nos seus proprios conflitos.

Enfim, o filme e claramente inferior as expectativas e alarido que se criou a sua volta, principalmente por cair em melancolias algo futeis e pobres em dinamicas e relacionamentos pessoais, achando que as relaçoes do filme acabam por ser limitadas na relaçao central de base do filme.

O argumento do filme, é muito dispar, centra todas as suas atençoes e potencialidades na construçao e dinamicas da personagam central, bem como de algumas outras personagens que contracenam, parecendo ter sido algo descuidado o fio condutor da narrativa bem como o encadeamento de acontecimentos que constituem a historia de base em si.,

A realizaçao e focalizada na degradaçao e nas expressoes de O toole, longe do brilhantismo conseguido do belico Notting Hill, mesmo assim o realizador consegue sempre transmitir como pouco os afectos em olhares puros das personagens.

O cast enquanto que O toole encontra-se no limite das suas capacidades numa personagem algo auto retratante e extremamente complicada, mesmo que em certos momentos o seu cansaço fisico seja obvio e limitante, mesmo assim o mito acaba por ser o ponto mais forte do filme, nem que seja porque parece que todo o filme e construido a sua volta. Tambem de referir a boa interpretação da jovem Phillips, numa personagem complicada, e numa missao dificil de fazer a sua personagem servir algo tao ambicioso como A personagem de O toole.

Enfim a tentativa de O toole ganhar o oscar, frustada num filme razoavel, mas demasiado centrado no seu proposito.


O melhor - O amor na terceira idade pouco representado no cinema.


O pior - Tudo e apostado em O Toole e descuidou o resto.


Avaliação - C+

Saturday, May 19, 2007

Next




Dick é um dos autores mais amados, pelos cineastar para fazer adptações dos seus contos de ficção cientifica, sendo que normalmente quando unidos a grandes estudios, produtores e realizadores costumam surgir os melhores filmes do genero, aproveitando toda a creatividade presente no criador, contudo o facto da maioria das obras de Dick estar traduzidas em contos requer que os criadores dos filmes completem o filme, conduzam a que a premisse resulte numa boa historia, com os adereços necessarios, E este tem sido o problema das ultimas adaptaçoes deste autor, ou seja, ou as historias caem na mão de realizadores sem grande qualidade, ou por sua vez estes apenas se centram no aspecto visual da visão futurista de Dick.

Pois bem, Next e a ultima passagem do autor para o grande ecra, e para nosso mal, sem um realizador ou produtor, o filme foi rejeitado completamente pela critica e o publico alheou-se um pouco deste novo filme de acçao.

O mal do filme é que foi feito por amadores, ou seja a premissa esta la, mas tudo o resto falha, a necessidade de reunir peças presente nos pequenos contos de Dick, fez com que neste filme se opta-se pelo mais facil, traduzir a ideia em imagens, sem grandes introduções, e contextualizaçoes, com uma serie de actores de primeira linha, e o nome de Dick sempre associado, como resultado sai uma das obras mais basicas e sem conteudos dos ultimos tempos, num filme extremamente fragil, sem qualquer tipo de base que sustenha a historia.

Das personagens nao sabemos nada, e se da de Cage sabemos que ele e magico, da de Biel nao fazemos a mais palida ideia, as motivações sentimentos, razões, pensamentos das personagens sao objectos nao identificados, ou então sao demonstrados a pressa, como o envolvimento amoroso das personagens centrais. O filme e um rotundo falhanço do ponto de vista da construçao da historia, que nos leva a pensar onde e que os criadores do filme estavam com a cabeça para fazer um filme com tanta defeciencia.

Mas as debilidades nao se ficam por aqui, a nivel produtivo todo o filme e pobrezinho, principalmente nos efeitos especiais, efeitos sempre importantes no suporte a filmes do genero, e a caracterização fisica das personagens, a de Cage tem uma imagem decadente, sem chama, quase petrificada e cansada.

O filme tem muito pouco de interesse, e muito mesmo de revoltante, salva-se no filme a forma engraçada com que joga por vezes com a caracteristica principal da personagem de Cage, principalmente a sequencia em que conhece a de Biel. Fora isso o filme e do mais instavel e pouco seguro que se viu nos ultimos tempos nao sendo de admirar os resultados miseraveis que o filme apresenta.

O argumento inspirado na obra de Dick, limita-se a limitada historia, ou seja tudo o que deveria acrescentar para a historia funcionar acaba por nao exisitir resultando num filme tão fraquinho, com historia, personagem e acontecimentos tão instaveis que por vezes nos questionamos o porque de tanta falta de sentido e coesao do argumento. A caracterização das personagens chega mesmo a ser nula.

A realização, é obvio que para um filme deste nivel exigia-se um realizador experiente e do mais alto nivel cinematografico, Tamahori ate tinha experiencia em filmes de acçao puros, apesar de sempre longe de agradar os criticos mais exigentes, principalmente na segunda saga de triple X, onde os resultados foram mesmo deprimentes, contudo aqui demonstra dificuldade em arriscar, talvez porque os meios produtivos nao seriam elevaodos, e certo que o filme e um parente pobre declarado comparando com outros filmes de acção.

O cast evidencia a notoria falta de forma dos seus actores. Cage, depois de um periodo aureo, pautado por selecção irrepreensivel de bons papeis e filmes, eis que nos ultimos dois anos, tem nos brindados com filmes pipoca, de qualidade nula e com interpretações de bradar aos ceus, neste filme une a isto tudo um cansaço fisico notorio, e muitas defeciencias na criaçao fisica e na sua disponibilidade para a personagem. Moore esta longe dos tempos que lhe tornaram uma das actrizes mais respeitadas de Hollywood, e as suas investidas no cinema de acçao tem sido os alimentadores do abrandamento da sua aclamação. Biel com menos peso, acaba por nos dar um papel dentro das suas possibilidades ainda reduzidas.

Enfim um filme muito fraquinho, que devera ensinar as produtoras a apostarem em filmes com conteudo e que mereçam este tipo de aposta.


O melhor - Algumas situações espontaneas criadas em volta da condiçao da persoagem


O pior - Todo o filme cai do ceu, sem contextualização, sem introdução e no fim questionamos tudo o que acontece no filme, ou seja porque e que este filme existe


Avaliação - D+

Friday, May 18, 2007

Catch and Release




O romantismo puro e a comedia dramatica esta pouco em voga nos ultimos anos em Hollywood dai que quando surgem titulos neste sentido existe sempre uma certa nostalgia em sua volta, dai que se esperava um sucesso maior para este filme, apostado em ressalvar alguma da tradição hollywoodesca nestes parametros, talvez pelo facto de alguma desactualidade deste tipo de cinema, o filme esteve muito longe de ter bons resultados na bilheteira e a critica alheou-se desta tentativa de fazer ressurgir este genero.

O filme é sentimentalista, dramaticamente conseguido, fazendo lembrar em certos segmentos uma versão feminina dos Amigos de Alex, chegando a ser algo intenso mesmo nas emoçoes que vai provocando no espectador, e se nesta componente o filme resulta quase na perfeicao, por seu lado perde e deita muito a perder na sua componente humoristica, exageradamente ridicula, forçada, e que de alguma forma destroi a intensidade emocional que o filme e acima de tudo a forma como o filme e abordado lança no filme.

A historia do filme centra-se na forma como se reage a morte de uma pessoa proxima, mais concretamente numa serie de personagens com relacoes entre si, entre os melhores amigos, noiva e amante com um pretenso filho, todos têm forma muito propria de viver a perda e de reagrupar a sua vida apos este acontecimento, o filme fala sobre as relações entre ambos mas acima de tudo na forma como a morte do personagem permite uma reavaliação À vida de todas as personagens, este esquema parece querer apontar para um filme maduro e adulto, mas que o filme parece ter receio de assumir, lançando por vezes momentos de um humor demasiado infantil quase sempre a cargo da personagem patetica de Kevin Smith:

Outro aspecto que no filme parece extremamente mal aproveitado é o facto de a historia amorosa de base, ser demasiado superficial, pouco aprofundada e realçada, o que num filme que conduz para os sentimentos mais nobres, nao pode deixar de se considerar uma fraqueza consideravel.

Mesmo assim o argumento e interessante principalmente na sua base e na estrategia que assume para montar o encadeamento das personagens, estas na sua maioria sao ricas, principalmente a principal, que nos parece complexa do ponto de vista humana e com grande riqueza sentimental, oferecendo grande parte do interesse do filme.

A realização, demonstra algum amadorismo de uma realizadora, com toque tipico das cineastas femeninas, e de uma mulher dedicada principalmente a escrita, onde realça as emoçoes e vivencias tipicamente feminias, com a sensibilidade tipica do genero que se realça nao so no argumento mas acima de tudo numa realização que dá primazia aos planos de Garner,

O cast, é arriscado querer fazer um sucesso um filme deste genero sem apostas de primeira linha e um tiro no pe, e sabe-se que Garner e mais conhecida no cinema por ser a actual esposa de Alfeckt do que propriamente pela sua qualidade de actriz, embora saliente-se que a actriz parece-nos ideal para este tipo de papeis, em que existe um misto de drama, comedia e romantismo, dai que nos pareça que a escolha e extremamente acertada, e resulta particulamente bem no filme, já o seu parceiro o intermitente Olphant parece-nos demasiado superficial e mal enquadrado com a personagem, raramente convencendo no papel de rapaz bonzinho e sentimentalista. O restante cast encontra-se enquadrado no constante da carreira de cada um.

Enfim uma comedia dramatica tipica, com o toque feminino que as caracteriza normalmente.


O melhor - A banda sonora do Filme, ressalta ao ouvido.


O pior - A vertente comica do filme, falha em toda a linha


Avaliação - C+

Sunday, May 13, 2007

88 Minutes




88 minutes é mais um caso do estranho que por vezes a industria cinematografica pode ser, ou seja, um filme que nos parece com uma ideia interessante, que incide sobre um tema que se encontra na moda, como a investigação forense, com um cast de bom nivel, ou nao fosse ele liderado pela megaestrela Al Pacino, contudo o filme não consegue passar da fase de distribuição e pela indefinição que muitas vezes marca esta fase, com estreias esporadicas pelo globo, ediçoes em Dvd em cirucitos e paises mais pequenos, e uma total incognita quanto ao futuro do filme nos grandes circuitos principalmente o europeu e americano. Dai que desde já apenas com estes dados se pode afirmar as dificuldades obvias que o filme parece transmitir, embora criticamente ainda não se consiga ter uma ideia dos resultados do filme.

O filme sofre de um grande mal, tudo é extremamente arcaico, ou seja tirando a capacidade de centrar o tema do filme em interesses das pessoas actuais, o filme é extremamente limitado e pouco ambicioso a todos os limites, parecemdo querer executar tudo à lei do minimo esforço, surgindo um filme fraquinho, muitas vezes apático, que apenas tem dimensão e é discutido pelo cast surpreendentemente forte que apresenta, caso contrario seria mais um telefilme de segundo plano.

O enredo é simplificado um assassinato, varios suspeitos, um psiquiatra forense a investigar e muitas informações e tramas a desvendar, ou seja o simples modelo basico de um thriller de segunda categoria, tudo isto vai se desenvovendo com as caracteristicas naturais, ate ao climax final, demasiado complexificado e articulado, mas ao mesmo tempo confuso e desinteressante.

ALias todo o filme se demonstra demasiado desinteressante, sem grandes picos de inovação e acima de tudo numa repetição continua e irritante do que tem se vindo a fazer.

O argumento, é de principiante, com as articulações e contrução básica, com os adereços habituais, sem grandes adornos, mas ao mesmo tempo demasiado aborrecido com a linearidade que assume.

O realizador, principiante parece-nos algo limitado na forma como dirige o filme, sem grandes riscos, quase sempre optando pelos planos obvios, tem um filme fraquinho em quase todos os segmentos sendo que a realização não foge a estas fraquezas

O cast surpreende acima de tudo pela mediocridade e pela pequenez do filme, e se é notorio que Witt, Unger Soobieski, são actrizes conhecidas mas de pouco renome em Hollywood, e por seu lado Mckenzie apenas e um idolo no pequeno ecra. Ja Pacino um dos actores mais conceituados da historia do cinema, mesmo que em baixa forme e repetitivo nos papeis, deveria selecionar de uma forma mais clara e objectiva os projectos em que envolve, para nao se envolver em filmes tão pequenos como este.´


O melhor - A forma como a narrativa e montada simples.


O pior - o filme ser demasiado basico em todos os aspectos


Avaliação - C-

Saturday, May 12, 2007

Disturbia




Se estivermos atentos ao Boxoffice das ultimas semanas dos EUA, encontramos lá uma presença habitual, que conduziu a que este Disturbia se torna-se num filme do momento, conseguindo resultados de bilheteira imprevisivelmente positivos, e acima de tudo uma critica agradavel, que conduziu a que fosse um dos filmes mais badalados do inicio do ano. Isto é extremamanete louvavel, principalmente quando olhamos para o seu cast e não vimos grandes estrelas, mas também porque arrisca num género que facilmente conduz a desilusão como o Thriller.

Contudo disturbia é um filme bem conseguido, que aposta tudo numa premissa arrojada, de um jovem que depois da morte do pai, entra num periodo de reconstrução e conflito que o obriga a uma prisão domiciliaria, sem nada para fazer em casa desenvolve uma componente voyeurista, que o aproxima dos seus vizinhos, ate que dá por si vizinho de um perigoso serial killer, mas sera tudo isto imaginação do rapaz entregue aos seus pensamentos ou estará ele perto de resolver o misterio. O filme funciona muito bem como entertenimento, com um ritmo acelarado, e com um clima agradavel o filme desenvolve-se a um ritmo muito conseguido, e acima de tudo o fio narrativo consegue ser tão completo que nunca permite a existencia de espaços mortos durante o filme. A capacidade do filme integrar uma narrativa de base interessante ao qual adorna com especificidades de grande curiosidade para o espectador acaba por conduzir a que o espectador fique colado ao ecra durante todo o tempo do filme.

Este filme ganha perticular destaque numa era em que cada vez mais somos bombardeados com thrillers com boas premissas que alimentam grandes expectativas mas que terminam quase sempre com resultados mediocres em termos de resultados globais.

Disturbia é um dos filmes mais curiosos do ano, se bem que lhe falte alguma originalidade em alguns aspectos, que o tornem um filme marcante, mas consegue acima de tudo ser um bom objecto de entertenimento.

O argumento é o forte do filme, não tanto a forma como as linhas narrativas se vão desenvolvendo, mas acima de tudo a forma como a premissa de base é criada e articulada ao longo de todo o filme, é certo que o filme por vezes torna-se algo previsivel, contudo no global o filme funciona na plenitude dos seus objectivos, ou seja agradas e fazer os espectadores verem um bom filme e passarem um bom tempo. As personagens também nos parecem bem criadas, principalmente a principal, e o vilão de serviço, sendo que se mostra algumas limitações quer no segmento romantico do filme, bem como na personagem femenina, que nos parece mais adorno, do que propriamente contribuinte para a qualidade do filme.

A realização a cargo de Caruso esta interessante, depois de tentativas algo frustradas neste terrenos principalmente com o fraquinho Taking Lives, eis que finalmente Caruso consegue funcionar, e muito o deve a forma juvenil como conduz o filme, sem ambiçoes de thriller intenso, mesmo que por partes acabe por o conseguir, o certo é que Caruso consegue com a camara dar intensidade ao filme e faze-lo resultar quase sempre.

O cast é arrojado, a falta de estrelas de primeira linha pode por em causa um titulo deste genero principalmente no que diz respeito a sua carreira comercial, contudo a aposta em Shia LaBeouf parece-nos extremamente acertada, o jovem actor que nos parece ser a revelação do momento em Hollywood, sendo o rapaz de quem se fala, demonstra já dotes de grande actor, conseguindo preencher e roubar todas as cenas em que entram, o actor demonstra versatilidade funcionando nas componentes dramaticas, comicas e de acção, projectando um grande futuro a sua frente, contudo filmes como Transformers, e Indiana Jones 4 poderão dar mais luz sobre a carreira deste actor que poder ter em 2007 o ano do salto para o esterlato. Morse, consegue conjugar a dualidade marcante ao longo da sua carreira que o torna ideal para o papel. Ja Carrie Ann Moss também nos parece bem num cast de bom nivel.

Enfim uma das sensações do ano, principalmente por ter conseguido no terreno do thriller a tarefa sempre complicada de fazer uma boa ideia funcionar bem.


O melhor- Uma boa ideia que resulta num bom filme.


O pior - Apesar de ser um bom objecto cinematografica, raramente consegue ser marcante


Avaliação - B

Friday, May 11, 2007

Breaking and Entering




Anthony Minghella nos ultimos converteu-se num dos nomes maiores do cinema americano e britanico, principalmente depois da aclamação total que conseguiu com o vencedor Paciente Inglês, a sua colaboração com Sauz Zaentz, parecia imbativel, a audacia e poder de risco de Minghella bem como a beleza e paixao dos seus filmes pareciam condicionados em Paciente Ingles. O seu nome saltou para a roda viva, dai que as expectativas em torno dos seus filmes seguintos foi enorme, e se com O Talentoso Mr Rypley, para nos o melhor filme do realizador, o publico e critica dividiu-se, Certo é que no badalado e grande produção, e grande aposta de Minghella Cold Mountain, a critica e acima de tudo o publico não ficaram convencidos, sendo mesmo muitas vezes referido como o filme maior mais pequeno da historia, falhando totalmente aquilo que prometia.

Talvez como consequencia disso, se note neste Breaking and Entering uma desacelaração notoria por parte do realizador, quer na publicidade em torno do seu filme, mas acima de tudo nos meios utilizados, tentanto apostar tudo na narrativa e argumento do filme, procurando a sua propria intimidade.

Contudo também neste particular o falha, não conseguindo nem sequer agradar o publico, que se ausentou desde incio do projecto, dai que o filme nem sequer tenha estreado em WIde nos EUA, e muito menos os criticos que reprovaram por completo o filme, que graças a conjugação destas recepções se tornou quase indiferente e desconhecido do grande público.

Obviamente que de grandes autores se esperam sempre grandes e marcantes filmes, se bem que na nossa opiniao apenas em Mr Ripley Minghella conseguiu estar perto desse objectivo, parece-nos que o filme é demasiado limitado para ser lançado por um autor tão valorizado.

O filme tenta desde logo ser intimista se centrar em conflitos internos das personagens que vão tendo a sua visibilidade em conflitos familiares, e culturais que o filme transcreve, e estes aspectos até parecem bem encadedos, se as historias de base não fossem extremamente frias, monotonas e que por diversas vezes cai num extremo de intimidade das personagens que cria como que um muro para o publico em geral.

A historia leva-nos para Londres onde um casal apresenta dificuldades entre si e na forma como cojugam na relação com a dificil filha, ao mesmo tempo que tenta fazer resultar um estudio de arquitectura que é constantemente assaltado por um jovem de origem bosnio filho de uma costureira. Os dramas internos, vao conduzindo as personagens a interações entre si, e a uitilização dos outros. O filme parece quase sempre ir numa toada demasiado amena, contudo em diversas situações vimos o aparecimento de certos fios que são totalmente desaproveitados, neste particular a prostituta desempenhada por Farmiga parece-nos extremamente subaproveitada.

Outro mal do filme é o excesso de personagens centrais e os abandonos prolongados dos mesmos, o que conduz a que por diversas vezes e acima de tudo analisando a conclusão do filme, nos parece que diversas pontas soltas tenham ficado sem a sua conclusão, o que é particularmente grave num filme de autor como este.

A nivel produtivo Minghella pouco ou nada aposta, neste particular.

O argumento do filme parece-nos intimista em demasia, com uma incidencia extrema em dramas pessoas e interiores das personagens que nos parecem bem criadas e caracterizadas principalmente as Law e Penn. Contudo nos parece que por vezes se torna demasiado confuso, pouco claro e distante do espectador. Por outro lado o facto de tentar sempre complexificar a narrativa conduz a que na ponta final o filme abandone articulação narrativas não voltando a elas para a necessaria conclusão.

Quanto a realização Minghella tem talento, so assim pode ter dado imagens tão fortes nos seus filmes, neste paramentro particularmente em Paciente Ingles, e a qualidade esta presente a forma sobria com que realiza o filme, os planos são quase sempre os melhores possiveis, tendo sempre nocção das limitações que o argumento e narrativa colocavam as possibilidades de realização. Enfim parece-nos bem conseguida mesmo tendo em conta que o argumento por si limitava o brilho que este paramentro poderia ter.

O cast e recheado de velhos conhecidos de Minghella, ou seja as pessoas de sua confiança, e se Law, mais uma vez desmonstra o carisma e a obejctividade que normalmente pauta os seus papeis, liderando de forma eficaz e com presença o cast. Ja Binoche, premiada num filme de Minghella, nos parece mais perdida no filme, apesar da exigencia maior do seu papel, a actriz nunca consegue transmitir a ideia de inocencia que penso que seria objectivo de MInghella com a personagem. Penn volta à boa forma, principalmente física onde é extremamente visivel beleza que a actriz dá ao filme. O restante cast está de uma forma global bem enquadrado nas pretensões do filme


O melhor - O encadeamento de dramas pessoais, interpessoais e culturais.


O pior - O filme ser demasiado vago, e sem toques de brilhantismo


AValiação - C+