Thursday, July 21, 2022

Don't Make Me Go

 Na altura em que as plataformas de streaming começam a lançar os seus projetos de verão eis que a Amazon e a sua Prime, lançaram este drama familiar, em forma de road  trip, dos argumentistas de This is Us, com o objetivo de impactar emocionalmente familias. Em termos criticos a mediania da critica não chamou particularmente atenção a este projeto que me parece que também comercialmente tem alguma falta de argumentos para ser um sucesso absoluto.
Sobre o filme começamos por dizer que é o tipico filme de lagrima facil, cheio de cliches familiares e de destino, que nos leva na primeira hora e meia de filme a uma viagem tipica pai filha, que poderão ser os momentos finais de ambos, o que faz com que tudo tenha um caracter melancolico permanente e o filme tenha dificuldade em descontrair, pese embora tente, ainda que de uma forma algo duvidosa.

Mas se tudo corria com naturalidade para uma banalidade de projeto a tantos outros, eis que um twist completamente imprevisivel surge que torna o filme ainda mais dramatico e que torna ainda o impacto do filme junto do espetador mais desagradavel. E inequívoco que essa opção e surpreendente e o filme deixa as pessoas boquiabertas com tal escolha, mas ao mesmo tempo penso que essa opção quase que termina com todos que estavam proximos emocionalmente do filme, uma aposta de risco que não funciona no lado emocional que o filme vai querendo construir.

Ou seja um filme drama familiar, de poucos recursos que aposta tudo na diade pai filha e na construçao da mesma, mas que acaba por de repente ter uma opção completamente inesperada que faz tudo mudar. Pode até ter alguma riqueza ideologica tal opção mas todos ficamos com a ideia que demorara tempo ate o termino do filme ao espetador encontrar esse ponto.

A historia segue um pai solteiro, que apos se dedicar sempre ao cuidado da sua filha, descobre que tem um ano de vida, e embarca numa road trip com a filha de forma a tentar introduzi-la à progenitora, e acima de tudo partilharem naquele periodo os momentos que iriam fazer ao longo da vida..

Em termos de argumento é um filme melancolico, que tenta suavizar algo que é impossivel de suavizar, ficando a ideia que quando percebe essa impossibilidade acaba por tornar tudo ainda pior. E dificil sair da historia bem disposto e isso e um revez muito importante em qualquer filme.

Na realizaçao Marks e uma jovem realizadora que tem aqui o seu filme mais visivel, que ela aborda com coraçao, ainda que com uma abordagem simplista. Fica a ideia que o filme necessitava e tinha espaço para mais criatividade artistica mas que acaba por nunca tentar chegar a esse ponto.

No que diz respeito ao cast Cho é voluntarioso numa imagem mais seria, mas nem sempre parece ter a intensidade que o papel exige, algo que pode ser justificado com o facto de ser um ator claro de comedia. Bem melhor a jovem Mia Isaac que tem as desepesas  mais emotivas do filme, e que domina o filme em termos de interpretação.


O melhor - O Twist do filme e claramente surpreendente e vinca

O pior - A sensação não e a mais agradavel.


Avaliação - C+



Monday, July 18, 2022

Persuasion

 A Netflix é normalmente algo simplista nas suas grandes apostas de verão, sendo que mais uma adaptaçao de uma obra de Jane Austen, insere-se perfeitamente na politica de rendimento imediato e de alguma simplicidade de processo, ainda para mais com Dakota Johnsson como protagonista. Este filme acabou por estrear neste quente mes de Julho com criticas sofríveis e comercialmente como entrada para a grande aposta de verão da produtora que sera para a semana com The Gray Man dos irmºaos Russo.

Sobre o filme temos o tipico nas adaptaçoes mais simplistas dos livros da autora, ritmo baixo, algum humor, e acima de tudo muito dos pontos tradicionais da comedia de costume britanica nos espaços e nos lugares que escolhe. O filme escolhe um caracter algo descontraido marcado pela comunicação constante da protagonista com o espetador que acaba por ser o unico ponto diferenciador e de risco do filme em si.

De resto uma historia que nao me parece das mais fortes de Jane Austen, que o filme transforma numa comedia britanica de segunda linha com diversos cliches nas personagens e nas situações. Isso provavelmente seria esperado num filme que não fosse tão forte da autora mas fica a ideia que isso também acaba por acontecer devido a pouca aposta do filme em novos elementos e a preencher as suas personagens.

Por tudo isto sobra um filme simples, de uma historia igual a tantas outras, que chama a atenção pelos seus espaços e pelos costumes tao satirizados em filmes como este. Por outro lado falta ambiçao, arrojo em tornar o filme uma obra diferenciada que vai desde a forma como as personagens sao escritas até ao ritmo de filmagem, que leva o filme a ter serviços minimos e nada mais.

A historia segue três irmãos fruto de uma familia falida, em que a irmã do meio volta a encontrar com o seu grande amor, de quem abdicou devido ao facto do mesmo ser de outro nivel social, e que agora se depara com um individuo de sucesso, onde o passado pode nao ser reatado.

Em termos de argumento o filme tem os elementos típicos dos filmes de Austen, tratados de uma forma leve e cómica, mas com as personagens quase limitadas ao seu máximo, sem que isso conduza  a um aprofundar sobre as motivações ou mesmo as vivencias proprias das personagens.

No que diz respeito a realizaçao Carrie Cracknell e uma desconhecida realizadora britanica que tem aqui o seu projeto maior e com a chancela da Netflix que nem sempre da o espaço a grande assinatura. O filme limita-se a alguns momentos de dialogo da personagem com o espetador para se diferenciar mas e pouco no registo final. Tera de expor-se mais em filmes seguintes.

No cast temos uma Johnsson que encaixa no que o filme quer para a personagem central, com descontração, sem grande dificuldade. Ao seu lado Cosmo Jarvis, acaba por ter o seu proprio estilo, nem sempre com quimica com a protagonista, e um Golding claramente com mais tempo do que qualidade nos filmes que vai tendo espaço.


O melhor - A forma como a protagonista comunica com o espetador


O pior - Nao e de perto dos melhores livros da autora


Avaliação - C



Wednesday, July 13, 2022

Doctor Strange in the Multiverse of Madness

 2022 marcava um regresso em grande da Marvel com mega projetos, alinhados principalmente pelo sucesso brutal do ultimo Spider Man, e sua entrada em universos paralelos. Pois bem eis que tudo se reunia para que este Doctor Strange mais apostado do que nunca nesse multiverso fosse a concretização plena da ideia, ainda para mais como Sam Raimi o original realizador do primeiro Spider Man ao leme. As primeiras avaliaçoes contrariam um pouco essa expetativa devido a um excesso de mediania. Em termos comerciais a Marvel e sempre sinonimo de sucesso megalomano e este foi mais um.

Doctor Strange e de longo dos herois de entendimento mais dificil e ainda mais se tornou no momento em que o paralelismo de universos se tornou uma realidade. Pois bem o grande problema deste filme e que é de tal forma complicado em face do poder dos envolvidos que quase necessita de uma tradução permanente, exigindo um raciocinio permanente que faz os espetadores duvidares se vale a pena e isso leva ao custo claro do entertenimento.

E claramente dos filmes que menos entertem da Marvel, o excesso de mundos, personagens, novas personagens, mesmas personagens e uma mistura de tal forma complicada que o filme se distancia, captando a atenção em algumas sequencias de ação de primeiro nivel, e em algumas curiosidades, pequenas quando comparada com o que prometeu.

Por tudo isto e claramente um dos filmes mais estranhos e mais distantes do publico que a Marvel mostrou. Fica a sensação que o filme quer tocar em demasiados pontos enrolando-se num enredo cheio de nos que nunca são desatados. E isso sabe a pouco principalmente porque Strange tem talvez dos menores interpretes da saga, mas o filme não utiliza isso, ficando refém da sua própria complicação.

A historia segue Dr. Strange e uma jovem que lhe surge em sonhos que tem a capacidade de saltar entre universos. isso capta a atenção de uma cada vez mais poderosa Wanda, a qual permanece com o objetivo de reencontrar os seus filhos, custe o que custar.

Em termos de argumento o filme ate funciona em tornar Wanda o lado negro que ja se esperava em Wandavision, mas torna o caminho para esse confronto tal complicado que perde os ingredientes naturais de um filme de entertenimento, tornando-o demasiado complicado para funcionar. Pouco ou nenhum uso do humor sempre importante neste tipo de registos.

Sam Raimi pode ser considerado o pai dos filmes de herois, quando pegou na sua versão de SPider Man e tornou-a num sucesso mundial. Aqui regressa a casa de partida e podemos dizer que acaba por ter muitos meios, mas falta alguma assinatura no estilo e isso acaba por ser surpreendente. Um trabalho mais proximo de um tarefeiro do que alguem com uma carreira.

No cast eu acho Cumberbacht um ator com muitos atributos que merecia mais filme e mais personagem. Olsen encaixa bem no seu lado de vilã, e Mcadams quase não existe. O filme nao vai procurar as personagens e as interpretações limitam-se ao boneco em si.


O melhor - Alguns apontamentos de realização no multiverso

O pior - Demasiado confuso


Avaliação -. C



Tuesday, July 12, 2022

Good Luck to You, Leo Grande

 A prova que a hulu normalmente escolhe bem os seus projetos, e que contraria o vazio do filme anterior avaliado, foi a sua aposta nesta comedia sexualizada e arriscada, no qual se aborda a menopausa e os trabalhadores do sexo. Esta peculiar comedia conquistou com a critica com avaliaçoes interessantes e entrou na ordem do dia por alguns aspetos arriscados que lhe deu obviamente algum valor comercial.

Estamos perante um filme arriscado do primeiro ao ultimo minuto, que não e polemico porque trata de tudo com suavidade e alguma comedia e com delicadeza, que leva o filme ser empatico, mesmo que trate de temas dificeis. E um filme de dialogo entre duas personagens diferentes que se encontram num agendamento sexual. Na primeira fase apesar da riqueza de alguns dialogos na apresentaçao da personagem central o filme acaba por se tornar alvo obvio.

Quando entra dentro da sexualidade, dentro das possibilidades o filme transmite alguma quimica entre as personagens, que acima de tudo trasnmite bem a capacidade dos profissionais se ajustarem, e nisso o filme nunca tenta ser peotico ou idilico, e um filme onde todos sabem os seus lugares e os bons momentos que nos proporcionam e so isso.

Na fase final temos o mais risco, temos uma Thompson a exibir o corpo e toda sua realidade e aqui o filme deixa espaço para a coragem da atriz e acima de tudo para defender o seu valor moral, e ai o filme torna-se maior. Apesar de um filme que arranca com alguma previsibilidade o resultado e interessante e corajoso o que sem sempre vimos no cinema atual de estudio.

No que diz respeito ao filme, fala-nos de uma viuva que nunca exploroua sua sexualidade que contrata um prostituto com quem tenta descobrir o prazer com todas as barreiras de toda a existencia a colocar em causa a possibilidade da experiencia.

No que diz respeito ao argumento temos um filme que acima de tudo consegue ser engraçado e leve nos temas, consegue criar quimica entre as personagens nos dialogos sem as tirar das posiçoes de base. Nem sempre totalmente surpreendente o filme funciona com valores morais intrinsecos.

Na realizaçao Sophie Hyde e uma realizadora de festivais que nao tinha alcancado a fama mais globar, que acaba por ter aqui o seu filme mais mediatico. Filmado com simplicidade a opçao de deixar o argumento e os atores funcionarem acabou por ser a mais inteligente numa realizadora que merece atençao.

No cast temos duas excelentes interpretaçoes que encaixam. O maior destaque vai para THompson e para a coragem de se expor para uma actriz de primeira linha que ja conquistou tudo, dai o sublinhado maior. O jovem McCormack a ganhar espaço do cinema e uma agradavel surpresa encaixando perfeitamente num papel que exigia presença e suavidade, demonstrando ser um ator com versatilidade a estar debaixo de olho.


O melhor - A coragem de Thompson

O pior - AO inicio tudo  algo obvio


Avaliação . B-



The Princess

 Num verão que marca mais uma luta entre as grandes aplicações de streaming com diversos filmes a serem lançados e com produçoes mais variadas. A hulu com a ajuda da Disney lançou este filme de açao simples que nos tras a jovem Joey King como heroina de ação. Pese embora o filme tenha sido lançado em diversos mercados a indiferença total critica acabou por nao dar ao filme grande mediatismo, que acabou por com toda naturalidade ser apenas mais um produto para preencher a biblioteca do serviço.

The Princess e talvez dos filme mais simples e redutor que vi nos ultimos tempos. Ou seja um filme que tem uma unica ideia que a exploda ao longo dos 90 minutos sem qualquer tipo de preocupaçãpo de contextualizar, divertir ou ter sentido, sabemos que vamos ver Joey King contra o mundo para salvar a sua familia e o seu povo de um vilão e os soldados vao aparecendo e desaparecendo com um acrescimo de dificuldade.

Eu confesso que ja vi jogos de arcade dos anos 90 com mais argumento e ideias do que este filme, que deposita todas as suas fichas em King como heroina de açao o que acaba tambem por nao ser brilhante. FIca a ideia que a mesma tambem nao se sente propriamente confortavel com o genero, e o filme termina com uma clara dinamica de serie B fraca.

Ou seja um despredicio de tempo e dinheiro, um filme vazio e sem ideias do primeiro ao ultimo minuto, com atores baixos de forma e um contexto de epoca que tambem pouco tras para o filme. Compreendo que existe muito stocks de filme para estrear mas normalmente hulu tem algum selo de qualidade que neste filme nunca aparece.

A historia segue uma princesa raptada depois de recusar casar com um ambicioso individuo, que acaba por tomar posse do reino, o qual a princesa apos se soltar tentara combater um exercito quase sozinha.

O argumento e um vazio total, parece um mau jogo de computador em que os adversarios vao surgindo e a protagonista tem de os matar. Sem contexto, sem dialogos, sem personagens, enfim sem nada.

Na realizaçao Van Kiet e um desconhecido e continuara a ser pouco ou nenhum arrojo, o filme e de epoca mas nunca aproveita isso. As sequencias de açao sao basicas e o filme nem consegue ser filmado de forma diferente para ser serie b.

No cast King nao e uma actriz de açao e isso denota-se em todos os minutos do filme. Tudo e pensado para ela ser uma especie de Liam Neeson teenager mas isso e tal impossivel que o filme acaba por ser ridiculo nessa tentativa. Nos viloes Cooper e Kurylenko demonstram a pouca forma atual.


O melhor  - A curta duraçao

O pior - Todo o vazio de ideias


Avaliação - D



Monday, July 11, 2022

The Bob's Burgers: The Movie

 Quando as ideias escassam em alguns estudios e comum tentar revitalizar ou trazer o filme de uma serie conceituada, seja ela de animaçao ou mesmo um spin off de algo recente. Este ano surgiu o filme desta serie a qual teve algum sucesso dentro da animação de comedia norte americana na senda de outros conceitos que também ja tinham o seu proprio filme. Assim como a serie o filme conseguiu uma boa receção critica dentro de um estilo de humor que a critica normalmente gosta. Comercialmente os resultados são condizentes com o poder moderado da serie em si.

Sobre o filme podemos começar por dizer que quando existe um projeto de uma serie tornada filme caimos quase sempre num episodio de longa duração que arrisca um pouco mais em algumas personagens mas pouco mais. Pois bem e o que temos aqui, ou seja uma aventura da familia da serie, com maior duração, com o estilo estetico e de humor que a serie ja trazia.

Por isso fica a clara ideia que para os fas do conceito tem aqui mais de hora e meia de boa disposição para aqueles que nunca se associaram a serie temos um conteudo moderadamente engraçado com um metodo de imagem tradicional muito proximo do que se faz na comedia adulta de animaçao com momentos musicais disparatados mas pouco mais.

Ou seja mais que um excelente filme, esta obra garante no minimo hora e meia de alguma boa disposição e um humor algo imbecil, mas que funciona. Embora reconheça que normalmente os The Movies de series sejam sempre um caminho facil, preferindo outro tipo de abordagens.

Desta vez a familia vai ter de enfrentar dois problemas desde logo as dificuldades financeiras, e por outro lado a aluir da estrada mesmo em frente ao estabelecimento que coloca em causa a capacidade do mesmo funcionar, ficando tudo ainda mais dificil quando um cadaver e encontrado no buraco.

Em termos de argumento mais do mesmo do que vimos na serie, um humor imbecil adulto mas que funciona no seu disparate. A historia e a intriga e a habitual embora como estamos num filme com desenvolvimento.

Na realizaçao do projeto os criadores da serie tomam o leme do projeto sendo fieis ao estilo de animaçao da serie, como nao podia deixar de ser, o que por outro lado torna ainda mais o projeto um episodio maior.

Normalmente neste tipo de projetos as vozes sao elementos comicos pela sua estranheza e aqui volta a repetir, indo buscar as vozes originais sempre preparadas para ser o veiculo de transporte da piada em si.


O melhor - Tem graça

O pior - Um episodio grande


Avaliação . B-



Sunday, July 10, 2022

Code Name: Banshee

 Com a quantidade cada vez maiores de recursos para escoar o stock de filmes que se vão lançando são dezenas os projetos que acaba por manter ativos atores em melhor e em pior forma. O problema e que muitos desses filmes acabam por ser ideias pouco trabalhadas para um dinheiro facil. Este filme de ação acabou por ser lançado com criticas a uma receção do publico tenebrosa e comercialmente  acabou por nao ter qualquer tipo de valor.

Sobre o filme estamos a falar de um filme de serie c, numa especie de filme de espionagem que acaba por não ter qualquer intriga, com uma protagonista que na essencia não existe minimamente como personagem, sendo totalmente desprovidos de logica todos os pontos e movimentos dos personagens. Isso da um vazio filme de ação, mal realizado onde se denota que os objetivos e fornecer uns esteriotipos de personagens e um filme a tentar contextualizar.

Tudo funciona mal no filme, desde flashbacks mal realizados, uma narrativa simplista em termos de processos que acaba por no unico ponto que devia explicar falhar porque se torna confusa na forma como desenlaça o unico no narrativo. Num vazio total de conceito, personagens e açao.

Nao sei se este e um dos piores filmes do ano, questionando o porquê de ter tropeçado no mesmo. Talvez se explique porque razão o filme não teve qualquer dimensão, e também a cada vez maior dificuldade dos herois de açao do passado tem de encontrar os seus registos quando ficam mais velhos, mas nao e neste tipo de filmes que se alimentam.

A historia segue uma filha de um ex-agente do CIA que acaba por ser alvo de uma cilada que e perseguida por um indivíduo associado à morte do seu pai, que quer que lhe entregue o mentor entretanto desaparecido, e o qual tenta procurar para juntos tentar fazer frente ao grupo organizado.

Tudo no filme não funciona, o argumento e pouco interessante, sem personagens, sem dialogos. Os pontos de explicação do filme quase não existem e deixam alguns pontos por responder e a logica de movimentação das personagens também não tem particular sentido.

Na realizaçao Jon Keeyes e um realizador de filmes classe c, que vai por vezes encontrar alguns consagrados sem grande trabalho, mas os seus filmes são de qualidade claramente diminuida. Neste caso os flashbacks chegam a ser engraçados de tão mal inseridos que são. Claramente um daqueles realizadores que nunca saira de um nivel inferior.

No cast Jaime King explica porque nunca saiu da sombra de alguns filmes sem se assumir como alguem relevante em Hollywood. A personagem nao existe mas a sua prestação não a salva em momento algum do descalabro. Banderas vai funcionando em filmes europeus e mais associados à sua base, mas perdeu por completo o seu status em hollywood que lhe exige presenças como esta


O melhor - A unica cena minimamente de entertenimento surge quando a personagem de Banderas e confrontado pelos seus adversarios.

O pior - Tudo o resto


Avaliação - D-



Competencia Oficial

 Apresentando no ultimo festival de Veneza, este filme argentino com produçao também espanhola, que voltava a reunir Penelope Cruz e Antonio Banderas, chamou alguma atenção pelo seu grau de sátira que acabou por convencer alguma critica com avaliações interessantes e que lhe permitiu alguma expansão nos cinemas pelo mundo fora. Comercialmente o filme ate conseguiu resultados consideráveis tendo em conta que se trata de um filme não premiado em festivais e em língua espanhola, mas a presença de dois atores com este grau de mediatismo acabou por ajudar.

O filme antes de qualquer coisa e uma impressionante sátira levada ao extremo e a total reflexão sobre a industria e nisso o filme, principalmente do ponto de vista cómico e mesmo do quase exagero e ridicularização de posições acaba por funcionar, sem nunca perder o lado estético que o filme quer potenciar do primeiro ao ultimo minuto, com uma atitude moderna, original de captação de imagens.

E o filme funciona nos extremos, a forma como nos da dois lados dos seus interpretes e das carreiras e a forma como um lado acaba por ver outro e delicioso quase como um jogo do gato e do rato silencioso, moderado por uma extravagante realizadora cheia de métodos estranhos entre ambos para potenciar a relação ou mesmo a rivalidade, leva a sequencias e diálogos que dão intensidade a um filme muito curioso e que funciona bem na obtenção dos objetivos que quer ter.

Ou seja um filme curioso, bem realizado, bem interpretado, com um grau de sátira elevado, escrito com inteligencia que demonstra que cada vez mais pelo mundo fora se explora boas ideias com assinatura de autor, que quando protagonizado por bons executantes resulta em filmes de primeira linha. Um filme a ver, e a pensar.

A historia segue um multimilionário que octogésimo aniversário decide fazer uma ponte e  produzir um filme para ficar eterno. A historia segue os ensaios de produçao do filme com uma realizadora muito peculiar e dois atores diferentes com trajetos diferentes que alimentam uma rivalidade no estilo.

O argumento e original e é tratado de uma forma satirica que funciona. Fica a clara sensação que o filme encontra a toada certa para criticar e ridicularizar e isso torna o filme impactante. As personagens encaixam cada espaço que o filme quer preencher e o filme sai beneficiado com essa situação.

Na realizaçao temos uma dupla de realizadores argentinos dos mais reconhecidos naquele pais que desta vez fizeram um filme mais globar. Depois de muitas presenças do filme em festivais onde mostraram serviços, tem aqui um filme de autor onde o caracter estetico e pensado. O filme merece destaque e os realizadores devem ser acompanahdos.

No cast Cruz e Banderas sempre funcionaram muito melhor na sua lingua natal do que no cinema hollywoodesco. Aqui principalmente Cruz encontra o registo correto para a personagem e dá-nos um "Boneco" muito interessante. A dualidade entre Banderas e Martinez tambem funciona embora com menos brilhantismo


O melhor - A satira profunda do filme a industria

O pior - Pode ser algo estranho em alguns momentos


Avaliação - B



 


Wednesday, July 06, 2022

The Man from Toronto

 A Netflix pensou este verão como se uma produtora experiente se tratasse, conduzindo a que as suas estreias com os seus atores mais mediáticos fossem repletas de filmes de ação e comedias de ação com atores mediáticos e formulas que já resultaram no passado. Em termos de comedia surgiu mais um filme em duo de Kevin Hart próximo do que ja fez com outras estrelas da comedia e do cinema de ação, com o mesmo estilo. Contudo quando as coisas se tornam repetitivas ate a exaustão a critica é mais exigente e este filme foi totalmente dizimado pela critica. Comercialmente como qualquer objeto mediático da Netflix os resultados aparecem.

Sobre o filme podemos dizer que é mais do mesmo em termos da trajetória que Kevin Hart nos tem mostrado, ou seja o típico cinema de ação onde o ator fruto do seu humor físico acaba por tornar tudo cómico, ou pelo menos tentar. Em tudo isto e comparado com outros filmes do ator, este é claramente inferior desde logo pela historia de base ser totalmente insólita e sem sentido, mas acima de tudo porque parece que o humor de Hart nem sempre funciona, e isso seria certamente menos previsível.

No que diz respeito ao restante, o filme até tem um ou outra sequencia de ação bem filmada, ritmada com influencia em Kingsman, mas depois durante as mesmas tem outros apontamentos que nunca parecem funcionar, sendo mesmo irritantemente absurdos. Isso para uma produção de primeira linha é indesculpável, ficando a ideia que mais valia apostar numa abordagem mais simplista de ação, já que todos os filmes com Hart tem na comedia o seu ponto maior.

Ou seja um daqueles filmes com poucas ambições de verão, que acima de tudo tenta ser engraçado e curioso mas que nunca o é, ficando a ideia que falha na intriga, falha no lado cómico e também no ponto em que parecia ser mais difícil que é na química entre o lado mais "serio" de Harelson e o lado mais comico de Hart que não encaixa ao longo de todo o filme.

A historia segue um funcionário de um ginasio o qual vende uma estrategia de combate sem contacto fisico, que no momento em que se prepara para fazer uma surpresa a namorada acaba por se ver envolvido no meio de uma execução de uma rede criminosa que o confundem com um terrivel homicida profissional.

O argumento não é particularmente interessante, parecendo apenas um apontamento para juntar duas personagens completamente distintas. O desenvolvimento narrativo é também ele sofrível, e em termos cómicos o filme parece entregar as despesas ao estilo de Hart, sem que o argumento o potencie.

Na realizaçao Patrick Hughes tem alguns filmes de ação comedia que acabaram por ser mais mediaticos do que brilhantes. Acabando este por lhe seguir os passos na forma e mesmo no conteúdo. Hughes arrica pouco e isso faz o filme ser igual a muitos.

No cast, temos um Hart com a personagem típica para potenciar o seu estilo de humor, ao lado de um Harrelson que vale muito mais que estas personagens monocórdicas e pouco desenvolvidas.


O melhor - Algumas sequencias de ação tem ritmo.

O pior - O filme e um conjunto de ideias repetidas nem sempre bem trabalhadas


Avaliação - D+








Monday, July 04, 2022

Cha Cha Real Smoth

 O festival de Sundance de 2022, foi pautado por alguma incongruência entre as opiniões generalizadas do publico e da critica algo que é comum mas que este ano se tornou ainda mais evidente. Junto do publico existiu esta obra totalmente pensada pelo jovem Cooper Raif que chamou a atenção principalmente do publico que o considerou como o melhor filme do festival. Em termos criticos o filme também recolheu boas avaliações embora sem o enstusiasmo do publico.

O filme e uma obra simples sobre um regresso a casa, e principalmente sobre os amores e desamores dos 20 anos, o filme não parece ter a ambição de fazer grandes dissertações sobre a forma correta ou incorreta de abordar estes momentos de vida, preferindo contar a sua historia e acima de tudo nos dar a sua personagens nas diferentes vertentes. O filme e descontraído, emocionalmente bonito, e acima de tudo consegue muitas vezes encarar o humor de uma forma particular que funciona.

Apesar de todos estes lados em que o filme resulta, parece que o seu impacto não é propriamente muito forte. Parece um filme de adolescente com um final menos idilico mas mais lógico na realidade. Podemos achar interessante as dinamicas das festas, o jogo do gato e do rato das personagens mas o filme acaba por nunca deixar de ser uma abordagem simplista e algo despreendida de uma fase de vida que a maior parte das pessoas passa, que o leva a ser competente, dentro dos limites que um filme desta natureza tem.

Nos ultimos anos temos assistido a um sundance mais vocacionado em premiar pelo lado do publico filmes mais emotivos, que transmitam de forma simples emoçoes mais positivas, e este filme consegue-o fazer na grande parte da sua duração, mesmo que o final não seja o Happy ending que todos esperamos, e o lado mais realista da vida e talvez o que o faça a todo o nivel ser mais maduro.

A historia segue um jovem que apos regressar a casa dos pais, apos concluir a universidade e sem encontrar o seu lugar no mundo do emprego acaba por começar a animar festas e ai conhecer uma mãe de uma jovem autista com quem vai criar ligações proximas de ambas, que o faz questionar os seus sentimentos.

Em termos de argumento a historia não é muito diferente de outros filmes de adolescentes, sobre a amor e corações partidos. Nos promenores o filme funciona, principalmente no estilo de humor adotado pela personagem principal e na forma como não cai no facilitismo do final idilico, optando por mais realismo. E um bom argumento dentro do tema que o filme aborda.

Na realização, Raiff surpreende num estilo simples, de cinema independente, sem grandes artimanhas ou mesmo ou fogo de artificio, deixa o argumento e os interpretes darem o seu melhor e isso por vezes no inicio de uma carreira e o melhor que se pode fazer. Nao e facil começar a conquistar o publico de Sundance e Raiff conseguiu.

No cast Raiff encaixa na personagem que escreveu para ele proprio, se calhar pensando ao promenor nas suas caracteristicas, dai que a personagem funcione, desconhecendo se por atributos de interpretação ou por encaixe de personagem em caracteristicas pessoais. Melhor uma Johnson a subir de nivel, filme apos filme, demonstrando que carreiras que começam mal, podem dar a volta.


O melhor - A forma como o filme consegue em especificidades narrativas se diferenciar

O Pior - A historia e um filme de adolescentes.


Avaliação - B-



 

Saturday, July 02, 2022

Men

 Alex Garland nos ultimos dez anos tornou-se num dos argumentistas realizadores mais interessantes principalmente do cinema britanico, embora o impacto do seu cinema começasse a ter uma expressao mais mundial. Este ano vinha mais um intrigante filme do realizador o qual ate conseguiu, ainda que de forma moderada convencer a critica, faltando o lado comercial. Neste ponto o filme perdeu o impacto por ter uma base quase indecifravel o que conduziu a um passa palavra nada interessante para o filme marcado pela sua falta de logica ou pela dificuldade de perceber o real intuito do filme.

Men e um filme que tinha muito para resultar. Prepara a intriga bem, ao conduzir a personagem marcada pelos acontecimentos recentes para uma vila isolada, com um senhorio muito particular, mas rapidamente trata-se de uma metafora quase impercetivel e incompreensivel para o comum mortal, transformando-se nua opera quase de horror e imagens fortes que ate podem ser bem realizadas mas que torna os objetivos do filme totalmente incomrpeensiveis para o que o filme no final acaba por ser.

Isso tem sido um dos grandes problemas de alguns filmes mais recentes em Hollywood,, mas que neste filme ainda se torna tudo mais agudo, que o facto do filme querer ser metaforicamenta tão impontente que acaba por ninguem perceber o filme, e aqui e claro. O filme tem uma hora interessante que desagua numa conclusao totalmente sem sentido aparente, onde o facto de ter imagens imponentes e ser bem realizado acaba por nao tornar nada interessante.

Por tudo isto temos um filme filme que tem muitos dos condimentos para ser um bom filme como bem realizado, bem interpreteado mas que no final perde-se na sua tentativa de chocar de ser diferente, o que o conduz para uma grande falta de sentido e logica que o torna sozinho no contacto com o espetador. Tenho pena que Garland tenha caido no grande defeito atual de alguns dos jovens talentos de hollywood.

A historia segue uma jovem viuva que marcada pelo acontecimento que marcou a perda do seu marido, desloca-se para uma casa de campo numa pequena vila inglesa, onde rapidamente se ve perseguida por diversas personagens que ali residem.

O argumento e peculiar. Ate consigo perceber que o filme tinha uma base ideologica interessante mas a sua concretizaçao nunca funciona. O filme nao tem logica e acaba por fazer desaparecer o pouco da personagem que inicialmente nos da, e o desenvolvimento da narrativa e das metaforas visuais que quer utilziar sao simplesmente incompreensiveis.

Garland tem alguns bons filmes Ex_Machina principalmente tem muita qualidade, mas os filmes que se seguiram acabaram por perder algum impacto por se tornarem algo confuso. Este acaba por ser bem realizado mas filme nenhum resiste a um argumento tao incompreensivel.

No cast o filme tras grandes interpretaçoes num flme que nao as aproveita. Buckley tem a intensidade e a dualidade que o filme exige, mas e as excelentes construções de KInnear que sao desaproveitas pela falta de explicaçao para as mesmas, numa interpretaçao de impacto que exigia melhor aproveitamento.

O melhor - Kinnear e as suas faces.

O pior - A confusao que leva a que ninguem na realidade entenda o filme.

Avaliação - D+



Wednesday, June 29, 2022

Crimes of the Future

 David Cronemberg quase a entrar nos 80 anos ficará sempre na historia como um dos realizadores mais irreverentes e polémicos que se foi mantendo com alguma presença em Hollywood, embora com o tempo os seus filmes tenham perdido algum mediatismo. Este ano surgiu mais uma obra peculiar, estreada em Cannes e com um elenco apelativo, mas que apesar das boas criticas gerais, algo que o realizador foi sempre conseguindo, não entusiasmou. Do ponto de vista comercial os resultados foram aceitaveis para o tipo de cinema em questão embora longe de qualquer explosão.

Sobre o filme podemos dizer que é o tipico filme de Cronemberg, o qual acenta numa boa base teorica e mesmo com muita critica aos dias de hoje e para onde caminhamos, mas que o mesmo transforma num conjunto de atitudes e comportamentos tão estranhos dos seus personagens misturando ao mesmo tempo necessidades e fetiches que acaba por tornar o filme uma confusão de personagens, direçoes e ideias que não faz imperar a critica ou o vaticinio claro que o filme tinha implicito.

Fica a sensação que Cronemberg se perde no seu estilo, tranzendo-nos imagens fortes e acima de tudo algum do fetichismo quase doentio que ja tinha trazido em Crash, tentando implementar na critica social e futurista de Existenz acabando por nao ir a lado nenhum. Fica a ideia que mais que um filme diferente é um filme dificil de transmitir ideias, acabando por desviar a atençao para o lado mais absurdo de algumas sequencias que nem sempre conseguem transportar os espetadores para o lado que o filme quer.

Ou seja um obra estranha, muito no seguimento que o realizador fez na maior parte dos seus filmes. Neste caso existe a noçao que o ponto de futuro e de perigo que Cronemberg queria transmitir na sua teoria de futuro acaba por sua vez por se perder numa divagação sobre a mente humana e sobre as formas de satisfaçao dos impulsos mais basicos, acabando o filme por ficar demasiado complexo para comunicar com o espetador

O filme fala-nos de um futuro onde algumas pessoas sofrem da geração espontanea de orgãos tendo em vista a adaptaçao ao futuro que ai vem, mas que alguns acabam por criar formas de arte na maneira como os remove. Tudo fica mais dificil quando os artistas se vem envolvidos na autopsia de uma criança morta pela mãe e que podera confirmar a base de tudo que acontece.

Em termos de argumento fica a sensação que a hipotese ou a ideia que o realizador quer transmitir e boa, e que o filme poderia funcionar com originalidade. Mas o caminho que Cronemberg quer fazer com a especificidade das suas personagens acaba por ser tão longo que se perde e assim perde-se uma ideia que poderia funcionar num realizador sem tanta especificidade.

Coronemberg sempre gostou de chocar e explorar as sensações do corpo humano, esse sera o maior legado do seu cinema e aqui volta a esse ponto. Explora a dor, o sexo, as marcas, como ja tinha feito no polemico Crash, agora num contexto futurista proximo de existenz, sendo visivel as aproximações aos seus dois filmes. Cronemberg tem uma forma unica de filmas sem que seja a mais proxima do grande publico.

Mortensen foi o ator de Cronemberg nos ultimos anos porque conseguiu personificar todos os pontos que o realizador quer, fruto de uma presença forte e multifacetada do ator. Aqui mais uma vez o ator cumpre o que lhe é pedido, tendo a seu lado o aspeto misterioso de uma Seydoux que parece ter beneficiado mais com o sucesso de Blue is the Warmest Colour.


O melhor - No final ficamos com a ideia que a mensagem de futuro que transmite tem impacto.


o pior - O caminho e muito sinuoso e dificil, e nem sempre o melhor


Avaliação - C-



Monday, June 27, 2022

Abandonded

 E comum ao longo do ano alguns titulos de produções menores no âmbito do terror serem lançados em alguns cinemas de forma a irem procurar a curiosidade de uma população mais jovem mais proxima do genero. Um dos filmes lançados neste âmbito foi este Abandoned, filme que ficou muito aquem na avaliação critica, com uma receção negativa, mas tambem comercialmente onde a não expansão acabou por conduzir a rudimentares resultados de bilheteira.

Abandoned e mais um filme de terror em que as personagens se movimentam para uma casa e acaba por surgir um confronto entre o passado sombrio da casa e da personagem com todos os cliches tipicos deste ideia a qual e desgastada filme apos filme ate a exaustão. Aqui muito pouco de novo, as sequencias de terror sao low profile, as personagens nao tem um passado, nem uma justificação e uma ideia que muitas vezes e bem resolvida nos filme acaba por sem motivo algum ficar algo aberta num filme bastante mediocre.

Do ponto de vista de terror, temos um lado moderado, ou seja o filme nunca quer assustar, preferindo criar o impacto no desajuste emocional cada vez mais evidente na personagem. Isso acaba por tornar o filme lento, monotono, pouco interessante ja que a ideia e tudo o resto e o gasto cliche da casa com passado.

Por tudo isto a repetiçao de uma ideia com um filme dos mais fraquinhos ao explorar a tematica. Fica a sensaçao que o filme nunca consegue encontrar a forma correta de contar a historia, principalmente porque explora pouco o passado das personagens centrais e as suas dinamicas. Em termos de produçao demasiado basico para ter uma abordagem relevante.

O filme fala de um jovem casal, em que a mulher encontra-se numa fase depressiva, que de repente começa a ser seguida por ruidos de uma casa, que pode estar associada ao passado da mesma e à ligaçao que tudo começa a ter com as suas vivencias.

No argumento a historia gasta do costume, sem grandes novos elementos que a diferenciem em qualquer aspeto. As personagens estão pouco contextualizadas e a falta de explicaçao para alguns pontos e completamente sem sentido. A historia e a conhecida mas menos trabalhado do que estamos acostumados.

O filme traz-nos Spencer Squire um ator que se tem dedicado a realizaçao no seu filme mais mediatico. O filme tem poucos elementos que potencie a realizaçao, principalmente porque se assume num terror moderado pouco estetico que não faz salientar as caracteristicas esteticas que os filmes de terror mais conceituados tem. Nao e propriamente um bom cartão de visita.

No cast Emma Roberts parece funcionar muito melhor na comedia do que no drama ou horror, e aqui isso e evidente. Demasiado repetitiva ao longo da duraçao do filme, num filme que ate lhe da espaço para mais. Questiona-se sempre o que um actor com a intensidade e recursos de Shannon faz como secundario num filme claramente menor como este.


O melhor - O tema da depressão pos parto

O pior - Ja vimos esta hitoria muito melhor trabalhada e com mais consistencia no que nos da


Avaliação - D+



Watcher

 E comum ao longo dos anos, depois de estrearem em Sundance os filmes mais conhecidos e que saem com algum sublinhado do festival serem lançados ao longo do ano pelas diferentes produtoras. Este filme de terror, acabou por ser um dos filmes exibidos, com claras referencias ao cinema de Hitchcock, passado nas ruas de Bucareste e que acabou por conseguir uma curta distribuição wide. Criticamente o filme convenceu em Sundance com avaliaçoes positivas, comercialmente a falta de grandes estrelas e uma base muito semelhante a outros filmes do passado acabou por nao permitir grandes explosao comercial.

No que diz respeito ao filme, o primeiro ponto que nos parece bem escolhido, e o desconhecido, ao transferir a personagem principal para o lado mais feio e misterioso de Bucareste, sem conhecer a lingua, sem ocupaçao acaba por dar a dimensao psicologica ideal para o que filme quer trazer. E aqui o facto de muitas vezes os espetadores ficarem isolados junto da personagem acaba por criar a dinamica perfeita na empatia entre a personagem e o suspeito.

Depois o filme acaba por ter algumas decisões sem grande logica no prisma da personagem como fugas de centros com grandes pessoas para espaços isolados, seguimentos para os sitios mais obscuros. Se isso acaba por permitir os momentos de maior densidade de terror e suspense, a logica dos mesmos contraria o lado mais realista que o filme cria ate então.

O final rapido, acaba por ser mais proximo dos filmes de Hitchcock, clara inspiraçao do realizador, e dá-nos um competente filme de terror, que embora não seja particularmente diferenciado, acaba por em momentos funcionar na vertenta mais psicologica, onde a escolha da cidade lingua, e do alegado vilão ajudam o lado mais estetico do filme.

A historia fala de um jovem casal que se move para Bucareste para uma zona residêncial em que a mulher rapidamente percebe que existe um vizinho que se encontra permanentemente a olhar para ela, e começa a pensar que o mesmo sera o Aranha um terrivel serial killer que anda a solta na cidade.

No argumento a historia de base e mesmo o desenvolvimento da historia e parecido com outros filmes com a mesma base da historia. Nao e propriamente prodigo em grandes twists, ou numa congruência total, funcionando melhor no caracter estetico e nos promenores de produçao do que na historia em si.

Na realizaçao Chloe Okuno ja tinha conseguido algum reconhecimento na sua curta SLut, e agora aventurou-se na primeira longa metragem onde a forma como capta as imagens acaba por ser o seu maior auxiliar na forma como consegue criar impacto no terror emocional. Nao sendo um primeira linha do terror e uma amostra competente com as suas inspirações historicas bem presentes.

No cast Monroe e uma jovem atriz mais associada ao cinema independente que acaba por encaixar bem no perfil desesperado embora repetindo muitos recursos ao longo do filme. Nao e uma atriz de primeira linha mas acaba por se encaixar sem deslumbrar nas exigencias que o filme tem. Bem melhor o sempre intrigante Burn Gorman que e um dos esteticamentes melhores viloes que Hollywood tem, o qual nao necessita de grandes dialogos para criar o panico.


O melhor - O lado obscuro de Bucareste

O pior - Algumas decisoes da personagem central quer carecem de qualquer lógica


Avaliação - B-



Sunday, June 26, 2022

Downton Abbey: A New Era

 Três anos depois e uma pandemia pelo meio eis que surge a sequela cinematografica desta tradicional familia inglesa nas suas propriedades. Depois de algum sucesso critico do primeiro filme, eis que surge a sua sequela. A mesma voltou a ter um razoavel resultado critico no seguimento do que a serie foi conquistando ao longo da sua duraçao. Comercialmente o filme vai buscar os entusiastas da serie e pouco mais com resultados moderados mas sem grande entusiasmo.

O sucesso critico e comercial da tradiçao britanica ao maximo desta serie, tem continuidade no registo, na formula e nas intrigas que os filmes seguem. Sempre com as tradiçoes e a contextualização espacial detalhada da nobreza de uma familia britanica, o filme ganha mais pelos promenores do que particularmente por uma intriga recheada de personagens que poderia perfeitamente caber numa season da serie.

Por isso mesmo o filme segue os elementos necessarios a conquistar ou pelo menos nao desagradar que seguia a serie, mas sem capacidade de por si so de entusiasmar com um filme isolado, que acaba por ficar sempre mais impressionado pelos espaços do filme do que por uma narrativa lenta, e por personagens que claramente estão dependentes do que fizeram no passado.

Ou seja um episodio mais longo, que se tem tornado moda no sentido de que produtos de televisão passam para o grande ecra com outros episodios mas que na realidade tudo o que tinha de ser construido foi na televisao acabando estes filmes seguidos por ser uma recolha de dividendos e pouco mais. Se for um ultimo filme ainda entendo este tipo de franchising deixa de ter sentido.

A historia segue a familia tradicional britanica que ao longo dos anos acompanhou, com mais uma intriga, concretamente depois da matriarca herdar uma propriedade em França e a familia tentar perceber as razões de tal herança, ao mesmo tempo que um filme e realizado em Downton.

O argumento e mais do mesmo, aproveita aquilo que as personagens foram conquistando para mais um episodio e uma intriga. Nao me parece que seja uma nova historia particularmente diferenciada mas pouco mais. Fica a ideia que foi uma nova oportunidade de ganhar dinheiro com a mesma ideia.

Na realizaçao Simon Curtis e um realizador que segue algum tradicionalismo britanico ja com alguns sucessos que tem como missão seguir o que todos gostaram na serie, e isso consegue sem trazer muitos elementos novos. Fica a ideia que e mais um episodio longo e nada mais, o que podera ser curto na carreira de um realizador que ja teve alguns filmes de impacto.

No cast a maior parte dos atores, regressam as personagens que mais marcaram a carreira na saga. O filme acrescenta alguns atores britanicos de segunda linha com papeis a meio gaz para encaixar no estilo tradicionalista que o filme quer ter.


O melhor - Os espaços exteriores e os maneirismos

O pior - Passou os episodios para o grande ecra


Avaliação . C



Friday, June 24, 2022

Lightyear

 A grande aposta da Disney e da Pixar para este ano era um filme particular, ou seja o filme que tinha inspirado o famoso boneco de Toy Story, num filme proprio sobre a personagem que inspirou o boneco. O contexto tinha tudo para conquistar tudo e todos, mas eis que de repente a Pixar falhou em toda a linha. O filme nao agradou à critica, mas foram os espetadores os que ficaram ainda mais desiludidos com o filme. Em termos comerciais um dos maiores floops da Pixar ao qual nao foi indiferente o passa palavra negativo que o filme foi alvo.

Eu confesso que sou grande admirador da Pixar e que a maior parte dos filmes da produtora está a anos luz do que os outros conseguem fazer. Pois bem este filme e uma desilusão do primeiro ao ultimo momento. Desde logo porque ao ter como base o boneco de toy story, muitas mais deviam ser as pontes de ligação ao filme de base, ainda para mais quando e um dos projetos mais amados.

O segundo ponto que nao funciona e que ao querer tornar-se totalmente independente exigia uma historia e uma narrativa que alimentasse essa separaçao, e o filme nao tem, alias o argumento e a historia acaba por ser das mais confusas, aborrecidas e pouco interessantes que a pixar alguma vez deu a luz, o que torna os 100 minutos quase interminaveis onde apenas alguns apontamentos tecnologicos acabam por impressionar.

Ou seja um completo ato falhado das duas maiores produtoras de sempre. Nem o lado inclusivo das primeiras personagens homossexuais consegue relevar um filme que tinha tão poucos elementos de interesse e acima de tudo e tal monotono, que nao consegue agradar os mais pequenos, pela forma como o espaço por vezes podem ser desinteressante para eles, como a propria pouca creatividade na historia limita o alcance junto dos maiores.

O filme segue Lightyear o ranger do espaço que acaba por seguir o objetivo de tirar a sua tripulaçãa de um planeta longuinquo, ate ao momento que descobre que a cada tentativa perde quatro anos de idade de tudo a sua volta, e o coloca em causa nos seus objetivos.

O argumento tem o lado simples de ser algo linear e escasso nos elementos que podessem fortalecer a historia, e ao mesmo tempo ao mexer com as dinamicas temporais torna-se complicado para os mais pequenos. O pior argumento que me lembro da Pixar.

Na realizaçao deste projeto Angus MacLane tem o seu primeiro projeto a solo depois de ja ter estado envolvido em Finding Dory, ficara ligado ao pior filme da produtora, e mesmo que em termos de imagem o filme va buscar o que de melhor e mais evoluido as produtoras tenham.

No cast de vozes uma vez que vi o filme em português nao é possivel analisar as escolhas


O melhor - Mo Morrison

O Pior - A monotonia de todo o filme.


Avaliação - C-



Thursday, June 23, 2022

Black Site

 Existem filmes que são lançados para dar algum trabalho a atores em mare baixa, de orçamento pequeno que tentam manter a tona um conjunto de atores que ja foram relevantes mas que passam por um lado menos bom. Esse e o tipico filme que aqui encontramos de açao rapida, do jogo do gato e do rato, que esteve longe de ser bem recebido do ponto de vista critico e que não teve qualquer tipo de relevância do ponto de vista critico.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é um filme que inicia com algumas imprecisões principalmente nos locais ate nos conduzir para um espaço fechado. Aqui e apos a primeira introduçao o filme e basicamente um simples jogo do gato e do rato, sem grandes falas, com sequencias de ação cansadas que tem como pano de fundo uma intriga que na realidade e pouco percetivel. E isso tudo faz com que seja um pouco conseguido filme de açao, daqueles que desde inicio percebemos que não vai resultar.

Outro dos pontos em que o filme na realidade nunca consegue se impor acaba por ser na forma como a personagem do vilão, e estruturada com um mistério que nunca acabamos por perceber ou ser explicado, e isso acaba por ser indesculpável. Um filme que se preocupa em o apresentar de uma forma indestrutível, que guarda a sua origem embora a questionando e no final quase não respondendo e muito fragil, num filme que ja de si não tem muitos elementos de impacto.

Por tudo isto temos um thriller de baixa qualidade que parece uma tarefa para os seus tres protagonistas mais mediaticos terem ainda algum trabalho, mas que nunca conseguem ter personagens que fazem o filme crescer. E daqueles filmes que é decididamente pequeno e que não consegue sair dessa dimensão.

A historia fala de uma agente do CIA que depois de perder o marido e a filha num atentado acaba por ir trabalhar numa prisão de terroristas de forma a tentar encontrar respostas para o seu sofrimento, contudo tudo fica abalado quando um perigoso terrorista fica a solta na prisão e coloca todos em perigo.

O argumento e sofrido de principio a fim, quer na intriga básica, quer nas personagens superficiais, mas acima de tudo na forma como o filme deixa muitas pontas por responder mesmo alimentando-as durante muito tempo. E no argumento que começa os problemas do filme.

A realizaçao de Sophia Banks e a tipica realizaçao de filme de açao serie B, sem força para empolgar nas sequencias de ação, e com simplicidade. Nao e pela realizaçao que o filme sofre mais dissabores, embora quando utilize mais efeitos as suas fragilidades sejam evidentes. Uma realizadora desconhecida que o vai continuar a ser.

No cast Monaghanjá teve momentos mais felizes em hollywood tendo perdido protagonismo quando se tornou numa heroina de açao, deixando de lado os recursos interpretativos que tinha. Clarke prometeu tornar-se com a sua intensidade um ator de primeira linha, pelo que nao se compreende a escolha neste tipo de projetos. Por sua vez apenas Courtney parece mais vocacionado para este registo limitado e musculado.


O melhor - Clark ainda consegue dar uma dimensão estetica ao seu papel.


O pior - As respostas que ficaram por dar


Avaliação - D+



Father of the Bride

 Este e um titulo que ja deu origem a algumas comedias de algum sucesso mas que este ano pela mão da HBO MAX da origem a mais uma comedia familiar com a mesma base das outras passado apenas num contexto de emigraçao nos EUA por elementos da america do sul. Esta comedia com um elenco recheado de hispanico americanos ate conseguiu recolher boas avaliações algo que nem sempr e comum neste tipo de comedia, e podera preencher algumas tardes de verão a nivel comercial.

Sobre o filme temos um filme obvio, algo longo que perde algum tempo a detalhar algumas tradições deste tipo de origens, e isso torna o filme detalhado, mas nao altera em nada substantivo aquilo que é a historia e a base narrativa simplista que o filme acaba por ter. Nesse particular o filme e previsivel, nem sempre engraçado, por vezes mesmo algo monotono.

Outro dos pontos que penso que o filme nao e totalmente feliz e nos papeis que cada personagem ocupa na forma como o mesmo tem a seu cargo o humor. Num filme nos dias de hoje com este tipo de leveza torna-se necessario que o mesmo tenha mais trabalho do ponto de vista comico, o que parece pouco ou nada potenciado neste filme, sempre em ritmo de cruzeiro e que aposta apenas da dictomia do lado durão da personagem central com a envolvencia que o segue.

Ou seja um tipico filme comedia de domingo a tarde, de desgaste rapido, que pode ate chamar a si alguma atençao pelas particularidades e tradiçoes que representam cada vez mais americanos nas suas origens, mas pouco mais. O argumento de base ja foi visto por diversas vezes e os outros elementos que compoem o filme nao tem força para o conduzir para patamares mais elevados.

A historia fala de um casal com os filhos criados que entra em rotura, mas quando pensam em anunciar o divorcio, acaba por surgir o noivado da filha mais velha que conduz a que durante tal periodo a familia tente parecer feliz, apesar da familia do noivo nada ter a ver com o planeado pelo pai da noiva

Em termos de argumento de base e desenvolvimento narrativo o filme e demasiado obvio do primeiro ao ultimo minuto. Nao e propriamente rico em humor, ou no trabalho de personagens soando algo cliche com a roupagem do contexto cultural onde ocorre.

Na realizaçao GaryAlazarki e um realizador muito proximo da comunidade hispano americana que da a esta cultura um papel proponderante na comunicação do filme, apesar de um ritmo baixo e procedimentos pouco trabalhados.

No cast temos o lado mais duro de Garcia a tentar ser comico, o que nem sempre consegue, o filme e esforçado neste particular, mas o ator nao esta em grande forma. Melhor as jovens atrizes Arjona e Merced, calaramente em boa forma, e a assumir o papel de atrizes a seguir na comunidade.


O melhor - As tradiçoes de um cultura propria

O pior - Quase nunca o filme consegue ser engraçado


Avaliação - C



Monday, June 20, 2022

Jerry and Marge Go Large

 Numa cada vez maior luta de audiencias entre as aplicações de streaming eis que surgiu uma semana em que todas elas tiveram apostas fortes. A mais recente a Paramaunt + trouxe-nos uma historia divertida dos suburibios americanos em como um individuo prodigio em matematica após a reforma descobre uma forma de ganhar dinheiro concreto na lotaria, criando uma sociedade na sua terra natal. Esta historia baseada em factos verídicos não foi propriamente bem recebida pela critica com alguma indiferença. Comercialmente talvez a Paramaunt + ainda não tenha a dimensão para fazer filmes como estes serem sucessos concretos.

Sobre o filme podemos dizer que a historia é interessante, pelas personagens e o contexto envolvido. O filme sabe aproveitar isso para tornar o filme emocionalmente proximo do espetador, mesmo que fique a clara ideia que muito do realismo que muitas vezes este tipo de filmes baseado em historias reais quer ter, acabe por desaparecer. Mesmo assim o filme pensado numa novela para toda a familia acaba por contar uma historia positiva, ligeira que se aproxima do espetador.

Um dos pontos mais criticos do filme acaba por ser a forma pouca clara como explica o feito, ou seja de que forma a estrategia se concretizava. Ao ser uma historia real, essa e a pergunta que todos os espetadores gostavam de ver respondida e que o filme nunca consegue tornar facil, para alem do complicado tipico dos numeros matematicos. Fica a clara ideia que o filme tem algum receio de desvendas o segredo ou nao o percebeu, e nisso e que o filme nao consegue responder as questões mais concretas do espetador.

Mesmo assim um interessante filme familiar, que acaba por ao mesmo tempo ser proximo de toda a familia, principalmente na forma algo pura com que o filme nos da as duas personagens principais quer individualmente quer mesmo na sua quimica enquanto casal. Ficara sempre a ideia romantica que o filme transmite lhe tira algum realismo ou proximidade com a realidade mas o entertenimento neste caso fica a ganhar.

A historia segue um casal de reformado, em que o elemento masculino, aborrecido pela sua nova condição e um apaixonado pela matematica descobre uma formula que lhe permite de forma segura ganhar dinheiro na lotaria, constituindo uma sociedade na sua aldeia natal, de forma a beneficial a localidade.

Em termos de argumento a historia e bonita, e o filme torna-a mais bonita, mesmo que a custa de algum realismo ou proximidade ao sucedido. O filme tem dificuldade em expor o que conduzia a tal resultado, e nisso fica a clara ideia que o espetador queria isto respondido. Nao sabemos que nao o faz porque nao sabe ou porque nao quer.

Na realizaçao David Frankel e experiente, ja tem alguns sucessos que lhe deram algum mediatismo, mas ficou sempre a sensaçao que quando Hollywood esperava mais dele, nao trouxe a obra de referencia que desse o impulso concreto. Aqui temos um filme bonito, que sabe aproveitar o lado magico das cidades pequenas, mas sem grandes artes de embelezamento.

No cast Cranston e sempre eficaz neste lado tímido mas eficiente, que marcou o seu grande papel. Aqui sem necessidade de tantos atributos da ao papel o que o filme exige e acima de tudo encaixa no lado mais descontraído de Bening. O filme nao deixa muito espaço para os secundarios, mas penso que isso nao o prejudica.


O melhor - A química dos protagonistas.


O pior -  Ninguém



percebe a formula central do filme


Avaliação - C+

Sunday, June 19, 2022

Spiderhead

 Apenas três semanas depois de Kosinski ter convencido o mundo critico e comercial com o novo Top Gun eis que o realizador acompanhado novamente de Miles Teller surge nesta produçao Sci Fi da Netflix, apostada em preencher o ocio do verão dos cinefilos, com grandes nomes na interpretaçao. Ao contrario de Top Gun este filme nao convenceu do ponto de vista critico com avaliações medianas com pendor negativo. Comercialmente a presença principalmente de Hemsworth valera o filme deste ponto de vista para ser um dos produtos mais vistos da famosa aplicação.

Sobre o filme temos um tipico filme do futuro e de uma experiencia numa prisão com contextos diferenciados. O filme vai criando uma intriga a ritmo lento, mas fica a ideia que o filme tenta explorar uma premissa de etica e valores morais, mas que acaba por ser um indiferente filme de ação, de fuga e pouco mais. O filme acaba por ser previsivel nunca trabalhando as personagens nem os seus conflitos e isso faz com que o filme nunca consiga tornar os seus pontos de conflito como interessantes.

E se no argumento residem a maior parte dos problemas do filme, ja que fica a clara ideia que o filme tenta ser mais complexo e cogntivo do que realmente consegue ser. Mas tambem na produçao como alguns filmes da netflix o filme tem dificuldade de ser impressionante para alem da cenografia da prisáo e o seu espaço, mas mesmo na sequencia final o filme e curto e nisso parece mais uma vez ser o comum em alguma preguiça da Netflix.

Ou seja um filme que pode chamar a atenção pelo realizador e cast envolvido, que tem uma premissa que na sinopse ate pode parecer interessante e de impacto, mas que o filme tem muita dificuldade em materealizar num filme interessante complexto, ritmado. Fica sempre a ideia que o filme se gere um pouco em piloto automatico e que isso prejudica a forma como o mesmo se concretiza junto do espetador.

O filme fala de uma prisão onde os detidos sao sujeitos a experiencias laboratoriais tendo em vista ensaios clinicos de substancias que acabam por alterar o seu estado animico. Tudo fica confuso quando um dos detidos começa a questionar a forma como as suas sensações e emoçoes sao dirigas por outros que nao ele.

No argumento a premissa de base tem alguns pontos que trabalhadas num guião com personagens interessantes e desenvolvidas poderia dar um filme de ação e sci fi de algum valor. O problema e que o filme acaba por ser demasiado basico nas personagens que entrega ao filme e principalmente na intriga que cria em torno delas. E aqui que começa de uma forma clara as limitações do filme.

Kosinski surpeendeu no competente Top Gun mas ate a data o realizador que conheciamos era mais proximo deste filme do que o sucesso de Cruise. O filme tem um espaço interessante para o filme, mas a realizador esconde-se um pouco na forma como poderia potenciar o filme de uma forma maior do que se traduz. Fica a duvida de que kosinski se seguira.

Em termos de cast Hemsworth funciona no registo comico de ação de Thor mas tem muito mais dificuldades ao sair deste registo com muita dificuldade em manifestar atributos dramaticos que em alguns momentos este filme exige. O seu lado de vilão também esta longe de ser propriamente convincente. Teller tem intensidade mas a sua personagem acaba por ser um cliche de filmes de açao de qualidade mediana, longe dos bons momentos que ja nos deu principalmente em Whiplash.

O melhor - A ideia moral das experiencias em humanos.

O pior - O filme nunca consegue adquirir um ritmo entusiasmante


Avaliuação . C-



Friday, June 17, 2022

The Northman

 Desde o surpreendente The Lighthouse que Hollywood ficou fixada no poder estetico e de interpretaçao que Robert Eggers permitia aos seus espetadores. Dai que a curiosidade em torno do seu novo filme, ainda para mais um epico passado no frio foi elevada. E criticamente o filme não desapontou com uma receçao calorosa, apaixonada pela forma unica de Eggers transmitir imagens de violência e misticismo, o filme reuniu algumas das melhores criticas do ano ate ao momento. Comercialmente e com o carimbo de epico o filme arriscou uma estreia mais expandida mas as coisas nao correram bem neste parametro porque o filme nao e claramente um filme para todos.

Eggers e daqueles realizadores que no seu ultimo filme me deixou completamente anestesiado, mais do que pela historia que contava pela forma como as imagens eram transmitidas com a dimensão estetica impressionante e acima de tudo a forma como potenciava interpretaçoes limites e intensas aos seus protagonistas. Pois bem aqui ele faz de novo numa opera de violência, misticismo e vingança em que as imagens sao total quadros que nos preenchem ao longo das duas horas de duração em festivais de misticismo, magia negra e violência.

Algo que parece muito claro nos filmes de Eggers e que este filme tambem o faz e levar os personagens ao limite maximo das suas capacidades interpretativas fisicas, as quais sao ainda mais potenciadas por uma forma unica de realizar e captar esse mesmo esforço. Esta escolha faz com que o filme seja ainda mais epico a todos os niveis, que a a historia simplista de vingança se torna algo de intensidade maxima e assitimos a um filme de primeira linha.

The Northman pode ter o argumento mais basico que nos recordamos, dos filmes de vingança com violência, acaba por ser ate em determinados momentos algo previsivel, mas a roupagem, a forma como tudo e transmitido em termos de imagens conduz o filme para altos padrões, quase hipnotizando o espetador com a riqueza das suas imagens. Um daqueles filmes a ver com uma grande televisao e ficar deliciado com o poder das imagens.

A historia e simples, um príncipe ve o seu pai a ser morto por o seu tio, de forma a roubar-lhe o trono, acabando por sobreviver a emboscada, regressando anos mais tarde, jã adulto como escravo de forma a executar a sua vingança.

Em termos de argumento o filme e bastante simplista,  e mesmo no seu ligeiro twis acaba por ser algo previsivel. Nem sempre a parte do oculto e bem integrada na intensidade da narrativa de explosao, mas nao e no guião que o filme tem os seus atributos mais assinalaveis.

No que diz respeito a realizaçao o trabalho de Eggers e impressionante, do ponto de vista das sequencias graficas, da violencia, da capacidade de dar o melhor plano para os seus atores. E acima de tudo um filme de um realizador cada vez mais sublinhando em Hollywood. Alguem novo que ainda vai dar muito que falar.

QUem mais beneficia com esta forma de realizar sao os atores. Saarsgard e intenso e fisicamente impressionante na entrega ao papel, que procura o seu registo mais fisico. Mas fica tambem o sublinhado para a intensidade de Kidman e de Claes Bang a sair dos filmes nordicos para um projeto de maior dimensao.


O melhor - A realizaçao

O pior - O argumento e algo basico e nem sempre conjuga bem a parte do oculto com o cru da vingança


Avaliação - B+



Thursday, June 16, 2022

The Walk

 Existem pequenos filmes que fruto do reconhecimento em festivais menores acabam por criar a sua volta algum mediatismo que o leva a um lançamento maior, mas que depois se percebe que não resulta num filme claramente eficaz. Isso foi o caso deste muito premiado The Wakl que quando caiu nas avaliações maiores acabou por falhar com resultados criticos algo medianos com pendor negativo o que levou o filme a uma total indiferença critica.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme pequeno, claramente de produçao baixa que demonstra isso do primeiro ao ultimo minuto. Depois o filme e tambem pequeno no argumento e na forma quase absurda com que as personagens se colocam nas suas posiçoes para fazer funcionar o conflito mesmo que todos os dialogos e situações sejam recheadas de cliches sem qualquer sentido ou qualquer coesão.

O filme e um conjunto tipico de cliches do primeiro ao ultimo minuto, desde a paixao proibida, desde o passado escondido do protagonista a sua redençao, o filme e um conjunto de atos conhecidos sobre os filmes de racismo reunidos num filme mal montado, e com um argumento e atores claramente de serie b, que torna tudo denunciadamente mau, não tendo o filme em momento algum capacidade para alterar este destino.

Ou seja um filme claramente fraco, que podera ter o lado positivo de relatar uma fase propria da integraçao de raças e da forma como isso foi aceite pelas pessoas. Mas como intriga um filme com dificuldades em fazer sentido, em não ser denunciadamente de baixa qualidade e quando assim o é, tudo acaba por ser muito fraco.

A historia segue um policia integrado num bairro problematico onde a raça negra não é aceite, o qual terá como missão proteger os alunos negros na integraçao da escola comunitaria, contra os gangs do seu passado.

Em termos de argumento, para alem da normal vantagem do filme trazer um aspeto proprio da historia, a forma como a intriga cresce e mais que isso a forma como o filme não existe em termos de personagens e situações, torna-o declaradamente um filme de baixa qualidade que acaba por o ser do primeiro ao ultimo minuto.

Na realizaçao deste projeto Daniel Adams e um experiente realizador de pouco sucesso, que com este filme conseguiu ganhar muitos premios, mais pelo lado politico do que pela qualidade do seu trabalho, o qual veio declaradamente a falhar nas avaliações maiores. Nao penso que tenhamos grandes desenvolvimentos deste realizador no futuro.

No cast, temos desde logo um Chadwick a demonstrar a razão pela qual nunca conseguiu se impor num cinema de primeira linha, com uma interpretação monocordica, recheada de tiques sem sentido e pouca presença. Ao seu lado um Piven desgastado, longo do sucesso que muitos pensavam que ia ter. Salvaguarda o filme a sempre intensidade de Mcdonald da aos seus vilões e um Howard sempre certo, que merecia mais oportunidades em filmes de outra dimensão.


O melhor . O acontecimento historico que contextualiza o filme.

O pior - As personagens completamente redutoras


Avaliação - D+



Tuesday, June 14, 2022

Father Stu

 E comum alguns actores que passam por uma fase menos entusiasta arriscarem em filmes menos comuns na sua carreira. Aqui encontramos este drama de vida baseado em factos reais, com um Whalberg a procura de uma interpretaçao mais dramatica, mas o filme acabou por nao ter a visibilidade necessaria. Criticamente as coisas nao correram bem com avaliaçoes medianas com tendência negativa. Comercialmente o filme conseguiu uma distribuição wide, que resultou num resultado comercial tambem ele mediano.

Este e um filme que desde logo começa com um pessimo cartaz que da a ideia que vamos ver um filme comico mais proximo da comedia negra mas acabamos por ver um drama intenso de redençao e fé, tipico e domingo a tarde, que nos faz questionar as escolhas de quem distribuiu desta forma um filme claramente dramatico que tinha como maior propaganda o regresso de Whalberg ao drama e ao boxe que lhe deu alguns dos melhores papeis.

O filme no seu desenvolvimento e um filme de procedimentos basicos, com os passos naturais dos telefilmes de domingo a tarde. Um filme que nos leva as duas fases da vida, percebendo-se que o filme se sente mais confortavel na primeira fase, em que o filme e mais descontraído, mais centrado nas disrupções da personagem. Na segunda fase e quando o filme entra no lado mais de fé e de auto descoberta o filme e demasiado cliche e nunca consegue ir buscar elementos diferenciadores.

Ou seja um filme produzido por Whalberg na tentativa de dar uma interpretaação diferenciada, para chamar a atençao a si como ator dramatico, mas o filme nem sempre funciona na sua plenitude porque se sente claramente mais confortavel no estilo mais descontraido do que quando o filme entra no lado mais espiritual em que nos parece ter mais dificuldade e mais proximo do estilo catolico dos filmes de segundo nivel.

A historia segue um individuo que tenta encontrar, sem sucesso, rumo na sua vida, que vai para Hollywood onde acaba por amor se encaixar no contexto religioso que o leva a encontrar uma vocação para a sua vida, concretamente ser padre, no momento em que descobre uma doenaça incapacitante.

O argumento e demasiaso simplista. Pese embora seja uma história de vida relevante, o filme segue sempre um caminho demasiado obvio dos dialogos faceis e emotivos, que tira alguma densidade a forma como o filme e contado. O filme acaba por ser pequeno na abordagem que faz de uma boa historia.

Na realizaçao Rosalind Ross estreia-se com mediatismo, mas sem grande brilhantismo. O filme acaba por ser realizado com simplicidade tipica de telefilme. Nao e muito entusiasta este inicio, mas com meios. E um projeto pessoal, mas pouco mais.

No cast Whalberg chamou a si o protagonismo do filme, pensado muito para demonstrar a versatilidade do ator. Nem sempre funciona, como o filme tudo parece mais facil  no lado mais descontraido, na parte dramatica Whalberg nao esta na forma correta para brilhar e o filme e a personagem acaba por ser algo limitada. Ao seu lado um GIbson mais mediatico e pouco mais.


O melhor - A historia de redençao

O pior - O filme acaba por ser limitado nos elementos que o tornem mais complexo.


Avaliação - C



Hustle

 O mundo da NBA foi sempre proxima das estrelas de Hollywood nem que seja porque e o desporto rei naquele pais. Este ano com a produçao da Netflix Lebron James e Adam Sandler trouxeram este tipico filme de desporto, sobre o sonho e a ambiçao dos envolvidos. Criticamente este lado mais serio de Sandler resultou conquistando uma receção critica interessante e a facilidade do argumento parece indicar que se tratara de mais um sucesso de verão da produtora.

Sobre o filme podemos desde logo elogiar a entrada total do cinema no mundo do basketball e da NBA quer com a entrada de diversas estrelas do passado e do presente, com todo o envolvimento das jogadas de bastidores com pessoas muito conhecidas de quem segue o desporto. Em termos de filme as coisas sao mais modestas a tipica historia do sonho e da procura dos sonhos e das relaçoes humanas igual a tantos outros filmes de diferente modalidades.

Não e propriamente um filme diferenciado, parece apenas chamar a atençao os detalhes e as presenças de muitas das figuras da NBA, quase numa festa de cinema e do desporto. Em termos da historia o filme e demasiado cliche do primeiro ao ultimo minuto, nao so na intriga mas na personagem central e tudo que o acompanha. E daqueles filmes cuja a historia e previsivel e todos ja vimos em diversos filmes de desporto.

Fica na retina um simpatico filme de familia, que procura em termos emocionais aproximar o publico do desporto, mas pouco mais. Nao temos propriamente uma intriga densa ou particularmente diferenciada. A historia de base e repetitiva, e muito do filme e procurar as figuras que conhecemos principalmente aqueles que seguem de perto aquele desporto.

A historia segue um olheiro de uma equipa da NBA o qual sem o apoio do dono da equipa tem de encontrar a todo custo o elemento que permita a equipa ser campea. O problema e que a sua aposta num jogador de rua espanhol, vai trazer problemas e colocar em causa o seu trabalho devido a defender as suas ideias.

Em termos de argumento o filme segue as linhas de muitos outros filmes de desporto que ao longo dos anos tem tido luz verde. Pouca originalidade os dialogos e a intriga segue a linha convencional, sem qualquer tipo de originalidade ou diferença, sendo o parametro mais basico do filme.

Na realizaçao Zagar foi um realizador muito premiado em festivais independente com o seu We the ANimals, aqui tem uma realizaçao intimista proxima das personagens mas pouco mais. Nao e propriamente o tipo de filme que chame muita atençao para o realizador. EMbora o filme funcione em termos das sequencias de basquetebol, e no nivel emocional que o filme tem mais funcionalidade.

No cast temos um Sandler menos comico, mais serio, mais velho. Nao sendo um papel dificil chama a atençao por ser diferente, embora nos pareça que ele não e propriamente um ator com muitos recursos dramaticos. AO seu lado Hermangomez o jogador da NBA espanhol, tem aqui a sua oportunidade de ser estrela, funcionando mais pelo seu silencio do que por recursos. Uma escolha estranha mas que acaba por funcionar embora o filme nao exija nada ao jogador enquanto ator.

O melhor - As figuras da NBA

O pior - Mais do mesmo em termos narrativos


Avaliação - C+



Friday, June 10, 2022

The Unbearable Weight of Massive Talent

 Nos ultimos anos Nicolas Cage tem colecionado um punhado de filmes de serie B sem grandes conteudos e que se limita a potenciar o conceito do ator como estrela de ação, em produçoes mais que duvidosas. No entanto em espaços alguns desses filmes acabam por ser reconhecidos quase como reanimando a carreira, mas acabou por ser nesta satira da sua propria carreira que surgiu a vitoria critica mais recente do ator com este peculiar filme. Comercialmente o filme voltou a permitir que um filme encabeçado pelo ator tivesse significativos resultados de bilheteira.

Sobre o filme a primeira coisa que nos salta à vista é a originalidade da história e mais que isso a forma com que ao mesmo tempo temos uma satira em auto critica dos ultimos anos do ator, mas acima de tudo na forma como o filme consegue ao mesmo tempo ser um divertido filme de ação comico, potenciando os elementos da carreira e da singularidade de Nicolas Cage.

Embora o filme tenha uma vertente ficcional muito dos erros e escolhas de Cage ou mesmo o seu auto conceito esta la e isso torna o filme muito particular. E um filme que com o seu registo leve quase a tocar no absurdo consegue ser engraçado e mais que isso consegue ser curioso pela forma como Cage de interpreta e se auto satiriza, num projeto original, ambicioso e que caiu bem junto dos criticos.

Claro que e um filme de procedimentos simples, onde as sequencias de açao são sempre mais pensadas do ponto de vista cómico e do seu lado insólito do que pensadas para entusiasmar com efeitos de ponta. O filme tem a vantagem de se assumir desde logo como uma comedia, e isso acaba por funcionar junto do espetador que acaba por ter uma analise a conturbada carreira de Cage pelas mãos do proprio

O filme segue Cage na sua odisseia por filmes de qualidade duvidosa e na ansia de encontrar um novo projeto de fundo, mas o qual acaba por ser contratado por um aniversariante rico, que o leva a uma missão em colaboraçao com o CIA:

Em termos de argumento a ideia e original, e no ecra consegue ser engraçada com muitos momentos insolitos. Nao e daqueles filmes que procura grande coesão ou grande originalidade na intriga, mas sim na base da sua historia alias e ela que chama toda a gente pela sua originalidade.

Na realizaçao Tom Gormican regressou atras das camaras depois de uma primeira comedia que não resultou junto do grande publico, mas que neste caso funcionou. Mais do que propriamente potenciado por uma realizaçao brilhante o argumento e a ideia resultaram em pleno e poderão dar um outro folego a uma carreira que nao começou bem.

Claro que Cage tem o seu filme e os seus momentos, quer nos momentos comicos, quer nas discussões com o seu alter ego, Cage demonstra a capacidade que fez dele um astro do cinema. A coragem de um projeto como este deve ser sublinhada ajudada em momentos pelo lado mais descontraido e comico de Pedro Pascal.


O melhor - A originalidade da abordagem.

O pior - A intriga e bastante simplista




Avaliação - B

Wednesday, June 08, 2022

Worth

 Worth e uma daquelas produções da Netflix que a distribuição não é facil de perceber ja que se prolongou ao longo de dois anos desde o momento em que foi lançado nos primeiros paises em Streaming ate ao momento em que recentemente estreou em alguns cinemas norte americanos. Tudo ainda e mais estranho quando o filme foi recebido com alguma qualidade critica no seguimento do filme anterior da realizadora. Comercialmente esta inconsistencia de distribuição foi um autentico desastre e o filme basicamente não existiu.

Sobre o filme mais uma vez holly/wood tenta relatar mais uma historia veridica, na sempre proximo e  emocionante rescaldo do 9/11, agora na batalha juridica pela compensação monetaria que o estado teria de dar a cada familia. O filme tenta ter o lado mais emotivo, que consegue ter o impacto principalmente na forma como vai detalhando um ou outro caso que dá ao filme uma aproximação ao publico que funciona.

No lado juridico o filme parece menos capaz, algo novelesco na forma como toda a intriga se vai desenvolvendo principalmente as personagens centrais. A forma como o filme idealiza a mudança de paradigma e acima de tudo a propria entrega da personagem parece muito mais proxima de um entertenimento mais simplista do que do rigor de contar uma batalha juridica com os ornamentos que a mesma teria tido.

Mesmo assim um filme sobre algo concreto, que homenageia mais uma vez a convicção e a luta dos familiares dos sobreviventes, num filme sobre preserverança, que comunica melhor com o publico do ponto de vista emocional mais do que propriamente pelo impacto e o rigor do facto que conta. E um filme de segunda linha mas que merecia mais que a trapalhada que acabou por se tornar a sua distribuição.

A historia segue um advogado e a sua empresa o qual e encarregado pelo estado americano de avaliar a indeminização de cada vitima do 9/11 que leve a uma batalha juridica e moral com os familiares de cada uma das vitimas que ali estavam.

Em termos de historia o filme tem sempre o impacto emocional da perda que acaba por ser o ponto onde o filme trabalha melhor. O filme e casuistico da exemplos e e intenso emocionalmente. Do ponto de vista da intriga juridica ja vimos filmes mais intensos e melhor trabalhados, onde a personagem central acaba por ser mais um cliche.

A carreira de Sara Colangelo e um caso de estudo pela pessima divulgação dos seus filmes. Ja com reconhecimento critico os filmes foram falhando a divulgação por alguma hesitação da NEtflix principalmente nos ultimos dois. Nao e que a sua obra como realizadora seja muito vistosa, mas historias competentes mereciam outro tratamento.

No cast Michael Keaton e um ator intenso, com presença que perde por algum exagero de tiques que o seguem, e que novamente estão demasiado presentes. Tucci esta encarregado do lado emocional que o mesmo trabalha bastante bem.

O melhor - O filme aproxima-se emocionalmente dos espetadores.

O pior - Ja vimos filmes juridicos mais intensos


Avaliação - C+