Thursday, September 03, 2020

Bill and Ted Face the Music

 Quase trinta anos depois de uma dupla de nerds ter visto a luz em dois filmes de algum sucesso eis que o cinema decide recuperar uma dupla agora de quase idosos mas com as mesmas caracteristicas num novo filme de Bill e Ted, cujos protagonistas tiveram percursos diferentes no cinema. COmercialmente era um filme com algumas ambiçoes mas cujo covid limitou, criticamente conseguiu algum reconhecimento o que e sempre positivo principalmente tendo em conta que o duo para o bem e para o mal fazem parte da comedia americana.

Sobre o filme podemos dizer que o estilo de humor dos anos 90, extremamente fisico nao se enquadra na perfeiçao naquilo que e o humor atual e o filme perde por isso. Perde tambem por a imagem dos protagonistas nao terem acompanhado o caracter estetico humoristico que o filme necessita e tudo parecer parvo de mais, mesmo para funcionar.

Bill e Ted e um filme homenagem a todos os pontos parvos mas que funcionaram nos primeiros filmes, e uma homenagem a quem gostou dos primeiros filmes mas pouco mais. Para aqueles que como eu ja nao tinham propriamente sido grandes adeptos dos primeiros filmes é mais hora e meia de mau humor e acima de tudo a plena noçao que Reeves conseguiu uma carreira com limitaçoes muito serias como ator

Este e um filme homenagem disparato que tenta demonstrar nas viagens pelo futuro alguma da cultura que se foi criando, e tenta dar merito ao facto de por vezes existirem projetos francamente de qualidade duvidosa que conseguem o seu espaço na historia

O filme segue a dupla de amigos longe do que se esperava deles, ate que acabam por embarcar outra vez nas viagens pelo tempo de forma a tentar encontrar a musica perfeita que une o mundo, so que desta vez com a ajuda das respetivas filhas.

Em termos de argumento um humor muito fisico nem sempre funciona, e principalmente a idiotice que conseguiu cativar nos primeiros filmes novamente esplorada, longe de ser funcionar em historia que nao tem mas pior que isso um humor de qualidade duvidosa.

Na realizaçao Dean PArisot foi o escolhido para esta nova aventura um realizador experiente associado a comedia mas longe de grandes sucessos. Aqui tem a clarividencia de ir buscar um pouco do conceito original numa altura em que ja era realizador.

No cast inacreditavel a forma como Reeves se tornou num ator de primeira linha, pessima interpretaçao fisica e de humor, auxiliado por um Winter que explica muito bem o porque de como adulto quase nao ter carreira


O melhor - A homenagem ao cinema dos anos 80 sem grandes pertensoes


O pior - O humor ser quase sempre desatualizado


Avaliação - C-



Tesla

 Numa altura em que o cinema acabou por tentar fazer biografias das diferentes personalidades da nossa historia, existe um associado a criaçao da corrente eletrica que mantem em seu torno algum enigma, dai que mesmo ja tendo sido retratado noutros filmes nunca teve ate agora um obviamente biografico como este se propoem. Os resultados do filme foram razoaveis do ponto de vista critico, muito pela saida do estilo tipico de linhagem narrativa, mas comercialmente deve estar longe de um estilo de produto para a maioria.

SObre o filme parce-me que temos de glorificar a forma como consegue tratar uma historia de epoca, num contexto historico muito claro com a irreverencia de diversas invencoes dos nossos dias que da ao filme um caracter rebelde e que o diferencia positivamente de outros filmes de segunda linha apostados em contar historias sobre pessoas famosas.

Certo e que a questao da corrente eletrica e mais que tudo a forma como senta entender os pensamentos de uma mente tao particular nao e facil de explanar num filme e diversos tem sido os filmes sobre esta tematica que tem dificuldades em ser objetivos ou conseguir ser intensos na mensagem que querem passar e este filme acaba tambem por ter esse problema.

Tesla e um filme razoavel que acima de tudo lucra na sua irreverencia que nao sendo de todo algo completamente funcional lhe da um toque de originalidade que nos faz recordar de um filme sobre alguem ambiguo e que o cinema e a literatura em si ainda esta apostado em descobrir

A historia fala-nos de Tesla e a historia do homem por tras das suas invençoes com uma personalidade particular e com dificuldade em fazer o sucesso com tanto conhecimento e a forma como hoje tao enigmatica figura ainda e vista.

EM termos de argumento a historia e os dados conhecidos sobre a invençoes e disputas sem grande orignalidade sem conseguir potenciar secundarios que segurem a intriga mas tem a ajuda da abordagem da historia e de uma realizaçao irreverente.

Na realizaçao Michael ALmereyda arrisca e na minha opiniao consegue fazer funcionar um estilo irreverente num filme de epoca. Muitas vezes o risco funciona e aqui parece-me que nao tornando o filme brilhante o retira de uma indiferença

Hawke parece-me uma boa escolha como Tesla porque alimenta o enigma, embora a personagem nao seja propriamente muito trabalhada em termos esteticos a escolha e obvia. Parece que para figuras tao relevantes secundarias merecia um cast de apoio mais forte


O melhor - A abordagem irreverente


O pior - Os secundarios inexistentes


Avaliação - C+



Monday, August 31, 2020

Ava

 Numa altura em que o cinema aos poucos vai tentando regressar ao novo normal, alguns dos projetos que tinham algumas ambiçoes num ano normal, começam a tentar estrear quer em cinema quer na aposta direta no digital. Um desses filmes foi este thriller de açao sobre assassinos profissionais que nao foi propriamente convincente junto da critica depois de uma produçao que sofreu alguns contratempos. Em termos comerciais pese embora a força do cast tambem nao me parece que seja suficiente os atributos para contrapor a contingencia atual.

Sobe o filme Ava e mais um filme sobre assassinos profissionais que tenta ser curto e direto nos seus intentos, priveligiando poucas palavras e muita açao. A questão e que se relativamente à intriga a falta dela acaba por ser facil de entender a falta de explicação em tudo o resto parece-me que o filme deveria ser muito mais trabalhado, quer produtivamente, quer na abordagem, principalmente tendo em conta toda a materia prima enquanto atores que tem.

Fica a ideia que o filme desiste de si proprio, e que tudo corre mal. O lado fisico dos conforntos é mesmo deploravel quando comparado com outros filmes do genero, o que e incompreensivel tendo em conta os atores que o filme reune a sua volta. E quando em termos de produçao um filme simplista como este falha e por outro lado a intriga tambem nao trás grandes novidades tudo so poderia falhar em grande escala e falha.

Direi mesmo que Ava e um dos piores produtos que me recordo tendo em conta o conjunto de atores que reune em seu torno. Eu percebo a seduçao que pode existir por filmes de ação imediata e por processos de estilo, mas quando tudo falha na reunião dos elementos não existe forma dos filmes conseguirem sobreviver mesmo com o melhor dos ingredientes

A historia fala de uma mulher que na ambiçao de ser bem sucedida e fugir do seu passado se dedica a ser assassina profissional, contudo percebe que a organização a que pertence quer limitar a sua ação entrando numa luta pela sobrevivencia contra o intuito dos seus pares.

Em termos de argumento o filme e totalmente vazio do primeiro ao ultimo minuto em termos de persoangens, narrativa, intriga, é um filme que se perde numa tentativa de esteticamente funcionar e coloca em causa tudo a sua volta para um resultado muito aquem do esperado.

Na realização a troca de realizadores deixou a obra orfã de estilo e isso acaba por se fazer notar no resultado final O filme nao tem estetica nao tem estilo e aproveita muito mal as sequencias de açao que eram essenciais para o seu funcionamento. Taylor e um realizador em clara mo de baixo.

No cast Chastain tem disponibilidade fisica mas a personagem e tal vazia que e um desaproveitar completo a ver numa personagem tao basica. Ao seu lado um Farrel que é apenas uma escolha rebelde e um Malkocich preso cada vez mais a uma ou outra vertente.


O melhor - Um otimo cast


O pior - Num pessimo filme


Avaliação - D



Sunday, August 30, 2020

Project Power

 Anunciado como um dos grandes projetos da Netflix para o verão de 2020, e que continuou nesse segmento mesmo depois da reviravolta que o mundo sofreu. Este filme sobre super herois instantaneos com muitos efeitos especiais teve longe de uma receção critica brilhante com avaliaçoes muito medianas. Em termos comerciais sendo uma grande aposta d NEtflix ainda para mais com figuras de primeira linha o resultado so poderia ser positivo.

Sobre o filme temos um filme com alguns recursos esteticos e um produçao de elevado nivel mas que depois acaba por em termos narrativos nunca conseguir primeiro fazer com que a sua ideia de base funciona na comunicação com o espetador ja que por um lado da uma ideia que não quer ser um simples filme de açao de poderes mas por outro lado nunca consegue ter recursos que faça a sua ideia funcionar por si so.

E um daqueles filmes que ficamos com a ideia que e um monte de recursos um em cima dos outros mas cujo o filme nunca consegue funcionar minimente, porque as personagens nao encaixam porque nunca consegue ter a ideia sublinhada para o sentido central do filme, e pior que isso nunca consegue sequer ter um vilao significativo.

Posto isto temos um total desaproveitamento de recursos do primeiro ao ultimo minuto, surpeendendo-me que numa altura em que o cinema esta em stand by e as luzes estejam todas junto da Netflix que a mesma apenas consiga apresentar como filme de verão este pessimo filme de açao que nao ficara registado na mente de ninguem.

A historia fala-nos de um comprimido capaz de incutir nas pessoas um super poder mas que ao ser usado em abundancia se torna num perigo para a vertente social onde tudo acontece. O filme segue três pessoas distintas em perigo perante tal criaçao.

O argumento do filme e um total vazio sem sentido do primeiro ao ultimo minuto em todas as suas vertentes do argumento. Nas personagens, na intriga, na falta de humor ou de suspense, fica a clara ideia que o filme nunca se encontra na historia e isso e totalmente limitador para o filme.

Na realização temos uma dupla oriunda do terror que tem aqui o seu projeto mais ambicioso, mas que neste filme acaba por desprediçar por completo ja que o filme pese embora tenha recursos nao o utiliza de uma forma que impressione mas tambem sem uma assintura criativa.

No cast temos um conjunto de atores associados a filmes de açao que tem aqui papeis vulgares num filme que tambem nao puxa por eles. Fica a ideia que a grande culpa de atores como Levitt e Foxx estarem longe do que ja conseguiram acaba por ser o lado pobre do argumento.


O melhor - Os efeitos nas primeiras sequencias


O pior - O argumento


Avaliação - D



Saturday, August 29, 2020

End of Sentence

 Este espaço em que não tivemos grandes lançamentos e principalmente onde o cinema de grande estudio esteve completamente paralisado houve oportunidade atraves de algumas plataformas de streaming e mesmo no aluguer que filmes que foram produzidos o ano passado e pensados para um publico menor tivesse algum maior mediatismo. Entre esses filmes surgiu este drama familiar sob a forma a road trip. Impulsionado por criticas essencialmente positivas este foi um filme que chamou alguma atençao embora longe da visibilidade maior mesmo tendo em conta o contexto.

O filme e mais que tudo um filme simples sobre personagem, sobre conflitos familiares e sob a perda. O filme e pensado para a emoçao e consegue ter com simbolismo, uma road trip de homenagem normalmente funciona e aqui o destaque maior vai para a diferença das personagens e para a forma como elas se encaixam no reencontro do filme.

Claro que ja vimos filmes do mesmo genero que aproveitou o momento a dois para dialogos mais fortes, mais marcantes. Claro que e um filme muito mais pensado para o drama e a relaçao familiar do que para uma abrangencia tematica maior. Mas a simplicidade com que se propoem aos seus objetivos e o consegue acaba por ser de valarizar num filme simples mas que funciona.

E daqueles filmes pequeninos que desde o primeiro momento percebemos como vai terminar porque era inevitavel mas estamos confortaveis com isso e esperamos apenas que o caminho que nos leve ate la funcione, e neste caso funciona com simplicidade reduzindo nas divervengias dos protagonistas a sua uniao e isso faz o filme forte do ponto de vista emocional.

A historia fala de um filho que apos sair da cadeia e apos a morte da mae e convencido pelo pai com quem nao tem qualquer relaçao a fazer uma road trip ate um lago na IRlanda de forma a deixar ali as cinzas da mãe.

E um argumento simplista e que funciona e muito bem no aspeto emocional. E um daqueles filmes que nao nos surpreende mas que nos seus curtos objetivos faz bem e principalmente aproveita a forma muito bem montada com que as personagens se encaixam

Na realizaçao Adalsteins e um realizador de origem britanica quase desconhecida que tem um trabalho simples com um vetor que funciona muito bem que e o espaço fisico final do filme. A explosao emocional final do filme tem o contexto perfeito e ai nao e necessaria arte mas sim uma boa escolha.

Um dos grandes meritos do filme e a escolha da sua dupla de protagonistas. AO longo dos anos sempre assumi Hawkes como um dos mais versáteis e intensos atores de HOllywood e aqui tem uma interpretaçao de muito bom nivel, ajudado pelo balanço de um Lerman que abandonou o facil trajeto comercial mas que ainda nao se encontrou no lado mais interpretativo, mas com escolhas como estar provavelmente vai conseguir.


O melhor - A emoçao final


O pior - Pode nunca nos surpreender

~

Avaliação - B-



Friday, August 28, 2020

The Tax Collector

 Numa altura em que o cinema aos poucos tenta recuperar a sua normalidade ainda que muito longe do conceito pre covid. Eis que em Agosto começaram a surgir lançamentos mistos de alguns filmes menos fortes como que se um teste se tratasse. Um desses filmes foi este filme no submundo das organizações criminosas de Ayer. Sem grandes estrelas este filme acabou por se tornar automaticamente num floop critico que vai longo de que Ayer ja conseguiu nos seus melhores projetos. Por sua vez comercialmente as dificuldades ainda existentes associadas a falta de estrelas de primeira linha poderam colocar em causa o impacto comercial do filme.

Este e um filme dentro do lado inicial de Ayer quer como argumentista quer como realizador. OU seja historias simples, de violencia, de crime com agressão e violencia desmedida, mas que se torna basicamente num filme ritmado e pouco mais, sem personagens sem grande intriga sendo quase uma violenca gratuita de lado a lado.

Este e o tipico filme que se entende num realizador em inicio de carreira, mas parece-me que depois de Ayer ter conseguido algum espaço o mesmo deveria ter mais cuidado num filme tão inexperiente como este a todos os niveis mas principalmente num argumento por si escrito. Nos olhamos para este filme e vemos os erros de Harsh Times ainda mais sublinhandos, num filme que parece apenas querer chocar pela sua violencia.

Um filme de claro nivel baixo que explica a razao pela qual nao chegou a si atores de primeira linha. Essa escolha posterior poderia funcionar num maior realismo do filme mas acaba por nao acontecer ja que o filme se torna sempre semelhante a intriga vazia e o filme acima de tudo pouco ou nada competente.

A historia fala de dois amigos que no mundo do crime entram na coleta de taxas que conduz a uma resposta agressiva de uma organizaçao criminosa que vai por em causa a sobrevivencia do duo e de tudo a sua volta.

Em termos de argumento o filme e um vazio total em termos de personagem e intriga. Fica a ideia que os dialogos sao um pretexto para disputa e que tudo depois deve ser um festival gratuito de violencia e pouco mais

Ayer tem uma carreira que cimentou acima de tudo no mundo da corripçao policial dentro do crime aqui vai buscar esse contexto num prisma diferente mas parece um passo atras na sua carreira que estava cimentada. A frase feita diz que nao devemos voltar ao sitio onde fomos felizes e Ayer voltou e nao foi.

No cast um conjunto de atores hispanicos quase desconhecidos que tem aqui o protagonismo de um filme que pouco pede as suas persoangens. Labouef ainda tenta dar alguma dimensao mas a sua personagem e tambem ela pouco evoluida e o filme acaba por nao resultar muito por isso 


O melhor - O realismo da violência


O pior - O argumento vazio


Avaliação -  D



Monday, August 24, 2020

The Rental

 Numa altura em que o cinema começa aos poucos a regressar as salas de cinema e normal que as produtoras apostem ainda em filmes menores. UMa das primeiras apostas foi este filme de terror que marca a estreia de Dave Franco como realizador num projeto de primeira linha e logo associado ao terror. Em termos criticos as coisas correram bem ao realizador ja que o filme conseguiu obter algumas boas avaliaçoes mesmo que comercialmente as imposiçoes ainda existentes tenham diminuido o alcance do filme.

The Rental tem a seu favor a atualidade do tema numa altura em que cada vez mais se recorre ao aluguer de paradisiacas casas particulares o filme utiliza essa moda para tentar fazer terror simples de personagem sem muitos efeitos ou sem mundos paralelos, conseguindo acima de tudo criar terror nas proprias personagens e nos seus segredos, sendo esse o principal vetor do filme na primeira hora.

A resoluçao do filme parece algo preguiçosa e facil pese embora lhe de uma toada noir e mesmo de serie b que encaixa no tipo de filme que acaba por ser, mas pode dar a ideia que algo ficou para contar o que num registo como este parece-nos pouco, tendo em conta a expetativa que o filme em determinado momento consegue criar.

POr tudo isto nao sendo propriamente uma referencia no filme The rental tem alguma eficacia num filme de consumo rapido sem grandes dilemas intelectuais pese embora os coloque aos seus personagens. A escolha de um sitio idilico ajuda no balanço do filme.

A historia fala de dois casais que decide ir festejar o sucesso de um projeto de dois elementos para passar um fim de semana num espaço paradisiaco mas gerido por um peculiar dono que vai de alguma forma começar a desiquilibrar o que poderia ser um fim de semana descansado.

EM termos de argumento e um filme de recursos faceis mas que consegue conjugar bem aquilo que quer contar. Parece montar bem a intriga e os desafios aos seus personagens embora nem sempre os consiga responder satisfatoriamente em termos de resultado final.

Na realizaçao Franco estreia-se com um trabalho simples onde escolhe bem o tema e o espaço mas pouco mais em termos de recursos. De realçar a sempre dificil aposta em termos de terror que demonstra coragem e pode demonstrar ambiçao futura.

No cast Stevens tem uma personagem congruente embora simplista, tendo os recursos ido para a personagem de Sheila Vand que nao tendo um papel brilhante consegue chamar a si a maior atençao. Nao e propriamente um filme de interpretaçoes.


O melhor - Os conflitos das proprias personagens


O pior - O final algo preguiçoso


Avaliação - C+


An American Pickle

 Numa altura em que tambem a Hbo ja entrou no mercado de streaming com a sua hbo max eis que surge a primeira longa metragem produzida para a aplicação. Nada mais nada menor do que uma comedia de Seth Rogen com viagens no tempo e os tipicos temas de polemica normalmente utilizados pelo mesmo. Criticamente o resultado foi mediano e nao foi propriamente a explosao comercial que a hbo podia esperar para lançar tao conceituado produto.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo inicia como uma clara comedia estupida com humor fisico no passado, mas que tem alguns detalhas interessantes como a forma de realizaçao o insolito de algumas situaçoes. Com a entrada nos nossos dias o filme perde alguns dos seus atributos esteticos e torna-se numa comedia vulgar que utiliza os temas tipicos como religião e segregaçao fazendo uma especie de critica social que nunca tem força no estilo de filme disparatado que o filme quase sempre e.

Tambem em termos comicos parece claro que o filme esta longe de ser interessante ou funcional neste aspeto. Fica a ideia que e sempre um filme mais esforçado para fazer rir do que propriamente consegue e isso acaba por saber a pouco. Fica a ideia que e uma comedia que no estilo humoristico se perde um pouco e isso acaba por nao permitir um resultado impactante.

Uma comedia de segunda linha que tenta aproveitar ao maximo o estaturo de ROgen mas que esta longe de ser um filme de primeira linha, pese embora fique a ideia que existem temas que o filme toca que em algo mais serio poderia ter outro sublinhado.

A historia fala de um pobre criador de valas que acaba por ficar numa fabrica de conservas e viajar ate cem anos depois onde encontra o seu descendente e fica apostado em tentar que a sua familia tenha sucesso, mesmo que sofra do choque temporal.

Em termos de argumento o filme ate pode ter boas ideias na base narrativa e da forma ironica com que quer tocar em alguns filmes mas parece por outro lado que se perde no humor em si, nem sempre funcionando na comunicaçao com o espetador.

Na realizaçao deste filme Trost assume o comando depois de algumas experiencias a auxiliar Franco nos seus filmes. Os primeiros minutos fazem esperar um filme mais rico em termos de realizaçao mas depois e um vulgar filme contemporaneo.

Nao e um filme com muitos recursos no cast apostando tudo na dupla faceta de Rogen que apenas funciona no tipo de humor que o filme quer ter ja que nos parece que Rogen ainda esta longe de conseguir outro tipo de trabalhos.

O melhor - Os primeiros dez minutos

O pior - QUase nunca conseguir ser efetivo no lado comico


Avaliação - C

Friday, August 14, 2020

Hamilton

 Numa altura em que o cinema continua em total repouso e mesmo as aplicaçoes de streaming vao tendo alguma dificuldade no lançamento ou mesmo no resultado comercial dos seus produtos, foi a Disney que conseguiu um dos melhores lançamentos deste verão com o lançamento de uma versão em longa metragem filmada in loco de um dos musicais de maior sucesso dos ultimos anos e que se tornou tambem num dos filmes com melhores avaliações criticas deste ano.

Sobre o filme temos um estilo redutor de ser uma filmagem de uma peça de teatro com todos os adereços como aplausos interregno. E obvio que se trata de uma historia imponente proxima dos americanos e da sua historia, bem interpretada e bem cantada embora nos pareça que e teatralizada ao maximo ou nao fosse um projeto com esse vetor. Isso faz com que seja um cinema que mais nao e do que uma gravaçao e isso pode ser curto principalmente num cinema que passa dificuldades.

A historia vale mais pelas interpretaçoes cantadas do que propriamente por termos uma projeto grande em termos de cenario ou de tamanho da produçao, e uma peça que tem no facto de ser totalmente cantado do primeiro ao ultimo minuto as suas maiores virtudes e o seu maior esplendor. A historia de ALenxander Hamilton tambem nos parece com a dimensao suficiente para uma produçao deste genero.

Por tudo isto Hamilton mais do que um grande filme que acaba por nao ser ja que e bastante redutor e uma homenagem a Brodway em dificuldades pela situaçao pandemica em que vivemos. Fica a ideia da qualidade dos seus interpretes e da forma contemporanea como uma historia da historia nos e contada.

A historia fala-nos sobre a peça da broardway sobre Alenxander Hamilton e as diferentes fases da sua vida, num live action de uma produçao da broadway de grande sucesso.

Em termos de argumento a historia e simples com a dificuldade dos dialogos serem cantados do primeiro ao ultimo minuto e normalmente com a uma execuçao de primeiro plano. A historia e simples e descritiva.

Na realizaçao a cargo de Thomas Kail um realizador que ganhou recentemente notoriedade com a sua serie Fosse/verdon tem aqui um trabalho simples de transmitir em imagens uma produçao da broadway com diferentes prespetivas e uma realizaçao simplista.

No leque de actores o filme e dominado do primeiro ao ultimo minuto por um Miranda no seu terreno prodigo, principalmente pela sua capacidade de interpretar com a voz que o tornou num dos maiores atores de musicais do momento, aqui ganha tambem alguma notoriedade que tem sido cada vez maior no grande ecra.


O melhor - A peça e a interpretaçao cantada

O pior - Fica a ideia que em termos de cenarios para uma produçao da broadway e algo redutor


Avaliação - B-

Saturday, August 01, 2020

The Silencing

Numa altura em que o cinema encontra-se totalmente parasilado e mais que isso os filmes nao tem conseguido encontrar um espaço de referencia nas aplicaçoes de streaming tem sido lançados de uma forma quase anonima alguns filmes com algumas figuras conhecidas que provavelmente teriam o mesmo destino com e sem pandemia. Um desses filmes foi este thriller que acabou por estrear em total aninimato, sendo que criticamente a mediania tambem imperou na avaliação do filme.
Este e daqueles filmes talhados para a serie B de policias, um crime diversos suspeitos uma pessoa seguida pelo passado e um contexto fisico escuro. Ate aqui o tipico cliche do filme do genero mas que habitualmente acaba por dar o contexto correto para pelo menos ter o impacto de intensidade que o filme quer ter. O que diferencia um filme de primeira linha de um segundo e como se tudo desvenda e o realismo e aqui estamos claramente perante um filme de segunda linha.
Nao e um filme que se preocupa em alicerçar a historia em personagens e em motivaçoes e daqueles filmes curtos que rapidamente lança os seus dados pensando de imediato na sua conclusao e isso pode ser demasiado direto num filme. Nao sendo um filme de primeira linha nem nunca tendo a ambiçao para isso e um filme para uma tarde e esquecermo-nos rapidamente daquilo que assistimos.
Ou seja um thriller policial chiclet que preenche carreira de atores de uma segunda linha sem risco e feito pelo livro. E daqueles filmes que nao imcomoda mas nao fica registado, tirando o contexto espacial do filme onde eu penso que a interioridade e bem trabalhada no filme-
A historia fala de uma serie de crimes que acontecem numa pequena vila americana e um homem preso por uma perda do passado que se dedica a tentar descobrir que e a pessoa por tras de tao ideondos crimes, numa serie de avanços e retrocessos ate a conclusao final.
Em termos de argumento temos uma base simples com alguns dos recursos que funcionam quase sempre mas um filme muito limitado em todos os outros pontos qiue fazem deste guiao basico e pouco intensido.
Na realizaçao Robin Pront e um desconhecido que teve aqui o seu projeto maior mas sem grande originalidade ou uma abordagem diferenciadora. Todos os trunfos sao na escolha do espaço e pouco mais.
NO cast Coster-Waldau ganhou a dimensao em Game of Thrones que lhe vai dar dimensao para algumas participaçoes em filmes menores. Nao sendo um ator de grandes recursos consegue ter intensidade. AO seu lado Wallis tambem vinda da serie com um papel muito mais modesto

O melhor - O espaço do filme

O pior - Faltar algum rasgo de criatividade no desenvolvimento da historia

Avaliação - C

Sunday, July 19, 2020

Wasp Network

Este filme recheado de estrelas hispano americanas que foi lançado o ano passado no festival de veneza sem grande sucesso critico finalmente foi lançado as feras neste periodo em alguns paises com a ajuda da netflix. Em termos criticos esteve longe de ser o sucesso que os seus participantes poderiam prespetivar e comercialmente nao foi dos produtos mais ativos nesta fase.
Sobre o filme podemos dizer que a intriga politica e um campo que ao longo do tempo nos deu filmes para a eternidade principalmente quando o puzzle e bem montado. O filme perde logo nessa formula ao apostar em nos dar personagem a personagem em introduçoes longas que acabam por intervalar em demasia os lados mais pessoais de cada uma delas e adormecer o fluxo central do filme.
Quando pensamos que a cola funciona e que finalmente vamos entrar na dinamica central do filme tudo ainda fica mais confuso e emaranhado com personagens a desaparecer e mais que isso com o epicentro narrativo a mudar demasiadas vezes de epicentro o que acaba por desligar o filme e que este perca a sua propria intensidade.
Fica a ideia que pelo tema, pelos interpretes e mesmo com o realizador competente e dedicado a este tipo de tematica o filme fica muito aquem da expetativa para além de que e claro que vai do mais ao menos, o que e normalmente danoso num filme como este.
A historia fala de um conjunto de cubanos que aceitam fazer parte de um grupo que se aloja nos EUA de forma a se infiltrarem em grupos terroristas anti sistemas mas acabam eles por ser espionados pelo pais onde se encontram.
Baseado numa historia real intensa, fica a ideia que o argumento principalmente na sua organização deveria ser mais eficaz em adensar a trama e mais que tudo em potenciar a força da historia e dos conflitos pessoais dos envolvidos, o que acaba por nao acontecer.
Assayas e um realizador com algum estatuto em hollywood embora num circuito mais europeu, ganho principalmente depois do sucesso do telefilme Carlos. Aqui tem um trabalho ambicioso mas que nao funciuona como um todo e isso tem-se manifestado nos projetos do realizador.
No cast um elenco de luxo que acaba por ter em Cruz a interprete que mais espaço tem para mostrar os seus atributos. Embora nenhum esteja num nivel de excelencia fica neste filme bem patente a forma dos atores hispanicos em hollywood.

O melhor - A historia de base e interessante

O pior - A organizaçao temporal do filme nao e brilhante

Avaliação - C-

Greyhound

Este filme sobre submarinos na segunda guerra mundial prometia ser um dos filmes do verão deste ano mas a pandemia e o encerramento de cinemas fez com que a estrategia fosse alterada acabando por ser a bandeira da Apple Tv neste verão. Este filme encabeçado por um Hanks pos covid. Criticamente o filme conseguiu razoaveis criticas sem ser brilhantes e comercialmente foi o registo mais vincado de uma Apple Tv ate ao momento.
Sobre o filme temos um daqueles filmes de guerra que vale mais pena componente tatica e acima de tudo pela riqueza da produçao do que propriamente pela sua excelencia de uma historia diferente ou mesmo por uma intriga que cola o espetador ao ecra. Fica a ideia clara na minha opiniao que nao me recordo de ver Hanks num filme tao vazio em termos de argumento e personagem mesmo que tecnicamente tenhamos um filme de primeira linha.
Alias sentimo-nos muitas vezes ao longo da hora e meia de duraçao no meio de uma batalha naval como se do jogo se tratasse fica e a ideia que para alem de um registo historico que merece ser sublinhado e um filme de procedimentos demasiado simplistas e que dificilmente consegue ter força para se sublinhar junto do espetador.
Grayhound parece-me um filme que funcionaria bem melhor no grande ecra do que na televisao, fica a ideia tambem que em termos de historia parece demasiado simplista do primeiro ao ultimo minuto e que dificilmente um filme com este registo poderia se tornar vincado junto do grande publico, mas numa altura em que todos estamos em meio gas, este e mais um que encaixa bem nesse estilo.
O filme fala de um comandante de uma frota naval que em plena segunda guerra mundial tem de protager a sua frota de diversos ataques alguns dos quais com tecnologia mais assinalavel e ficar na historia pelas vidas salvas.
Em termos de argumento parece-me claramente um filme vazio um daqueles filmes que achamos que vai para um lado mas limita-se a descrição de tatica de guerra e um apontamento circunstancial que e muito pouco para um filme de Hanks.
Schneider conseguiu trazer um Hanks para este seu drama de guerra e nao deixa de ser surpreendente ja que se trata de um realizador com pouco quartel. O filme tem bons momentos e fica a ideia que a televisao nao permite toda a magnitude de um filme pensado para o grande ecra. Tecnicamente mostra mais valor do que no conceito do proprio filme.
Hanks tem aqui uma das suas personagens recentes mais basicas e sem sabor limitando-se a uma outra ordem e um movimento continuo no barco num filme cujo destaque vai para outros pontos que nao as interpretaçoes.

O melhor - O nivel tecnico do filme.

O pior - O argumento e demasiado simplista

Avaliação - C

Saturday, July 18, 2020

Palm Springs

Estreado na ultima ediçao de SUndance, esta pequena comedia tornou-se automaticamente num dos bons valores deste festival pela originalidade da abordagem, pela sua suavidade e mais que tudo pelo seu impacto junto do publico. Pese embora nao tenha ganho o premio acabou por sair de Sundance com criticas de ponta o que lhe permitiu ser uma das apostas de streaming neste verão com algumas visualizações.
Todos nos gostamos do feitiço do tempo e mais que tudo aquilo que representa na historia do cinema. Muitos foram aqueles que tentaram o mesmo estilo com mais ou menos sucesso sendo que esta comedia acaba por ter a mesma base contudo com uma irreverencia de uma comedia quase independente mas tambem com muito menos logica explicativa na sua resolução.
A forma como o filme prepara a sua base e mais que isso os momentos a dois da dupla de personagens funciona e faz o filme ganhar uma vida e uma abordagem original que merece ser louvada. O filme consegue ser irreverente e engraçado e colar-nos ao ecra durante a sua duraçao muito por culpa de uma quimica especial que vai existindo entre duas personagens que encaixam muito bem e que acabam por ser o segredo do filme.
O problema e a sua resolução fica ideia que o filme poderia ser mais impactante no seu registo final, ou mesmo mais original, o timido final acaba por nao cimentar por completo uma mensagem que o filme ate entao e com humor consegue transmitir de uma forma original e refrescante ficando apenas o amargo de que com outro final poderiamos estar presente a um dos melhores filmes do ano.
A historia fala de um individuo que fica preso ao mesmo dia depois de entrar numa gruta recordando-se constantemente desse facto, tudo fica mais confuso quando uma outra pessoa entre nessa rotina e torna tudo muito mais complicado de gerir.
A ideia embora seja semelhante a outros filmes tem uma abordagem quer na explicaçao quer no desenvolvimento diferente ja que leva diferentes personagens para o mesmo sentido. A explicaçao para tudo deveria ser melhor mas o humor que o filme utiliza funciona e refresca o filme.
EM termos de realizaçao Max Barbkow e um realizador desconhecido que tem aqui o seu projeto maior que funciona bem numa captura de imagens refrescantes, e mais que tudo ideologica. E um dos bons projetos do ano de um nome a seguir nas comedias futuras.
O cast tem um Sadberg que encaixa perfeitamente no estilo do filme, procurando o lado mais humoristico do ator. Ao seu lado MIlioti encaixa e combina bem como dupla de casal irreverente e SImmons e Gallagher acabam por dar a base importante para tudo o resto funcionar.

O melhor - O humor funciona quase sempre num plano de originalidade.

O pior - O final

Avaliação - B

The Outpost

Numa altura em que o cinema se encontra por completo em stand by e tem sido a plataformas de streaming que tem lançado as suas cartadas esta falta de filmes de primeira linha tem dado espaço para alguns titulos com alguns actores algo esquecidos na tentativa de recuperarem fulgor para o resto da carreira: Este drama de guerra foi uma das apostas de verão e com razoaveis criticas sendo que comercialmente este contexto acabou por ser bem melhor do que provavelmente o filme faria naturalmente.
As façanhas de guerra e sempre um genero de cinema com muitos filmes que dependem essencialmente de dois pontos a quimica grupal que este filme reune alguma embora me pareça que o elevado numero de personagens faça com que a ligaçao entre as mesmas perca alguma intensidade. E o segundo ponto o realismo das sequencias de ação fulcrais e aqui o filme perde por ser naturalmente um filme de segunda linha pensado para espetadores reduzidos.
Isto tudo resulta num filme que nos descreve uma façanha recente e que merece ser louvada mas como filme e principalmente na abordagem parece sempre ser um filme de segunda linha com os completos cliches tipicos dos filmes de açao de segunda linha, e isso acaba por o tornar algo lento para a sua duraçao de mais de duas horas.
Por tudo isto fica a ideia de um filme vulgar que provavelmente seria desconhecido da maioria de todos nao fosse o contexto pandemico existente mas que nos permite ver alguns atores de uma segunda linha a tentar um protagonismo num filme que e sempre mais de entertenimento do que de outra coisa qualquer.
A historia fala de um conjunto de militares que acaba por ser encurralado numa das suas bases por nativos talibãs em plenpo afeganistão acabando por ser um guerra pela sobrevivencia onde todos tem de ser uma equipa.
Em termos de argumento o filme e algo basico com principios muito semelhantes a outros em termos de dimensao quer de personagens quer de desenvolvimento narrativo. Esta longe de ser um argumento minimamente interessante e denota-se pouco arrojo nos objetivos.
Em termos de realizaçao Rod Lurie e um realizador de segundo nivel que ja teve alguns projetos com atores mais ou menos mediaticos mas que nunca conseguiu um lugar ao sol em Hollywood e neste filme mesmo com um ensaio de guerra parece-me longe de qualquer brilhantismo.
No cast temos um Bloom com um papel simples mas que lhe da algum tempo de antena que lhe tem fugido ultimamente, um Eastwood igual ao tipico da carreira que tem adotado e um intensissimo Landry JOnes que cada vez mais me parece ser um dos atores mais interessantes do momento e a seguir-

O melhor - O lado emotivo que os finais destes filmes sempre trazem

O pior - Parece algo basico nos procedimentos de produçao

Avaliação - C

Thursday, July 16, 2020

The Old Guard

Num verão totalmente atipico marcado pela pandemia, eis que principalmente as aplicações de streaming apostam em produções de maior custo de forma a tentar rentabilizar os seus produtos, contrapondo aquilo que foi o isolamento e o encerramento dos cinemas. The Old Guard acabou por ser um sucesso critico o que nem sempre é facil neste tipo de registo de ação imediato. Comercialmente parece que este filme tem todos os ingredientes para se tornar num sucesso instantaneo da netflix.
Sobre o filme podemos dizer que temos um normal e competente filme de ação, com uma intriga montada com alguma dose de Sci-Fi e com alguns momentos de humor, que estando longe de ser um filme com um significado grande acaba por ser um razoavel objeto de entertenimento com boas sequencias de ação e com algumas debilidades que fazem mais do que qualquer coisa este filme como mediano.
As suas fraquezas acentam principalmente em alguns pontos muito concretos desde logo um vilão demasiado goofy para o peso da sua historia e acima de tudo para um filme com testosterona. Depois em termos morais o filme e algo ambiguo nas motivações mas isso não fazem o filme perder as suas maiores qualidades.
Outro dos pontos bem presentes no filme e a diversidade e a questão grupal, aqui parece-me que o filme é bem pensado nas diversas questões que cada vez mais são abordadas. Não e um abordagem totalmente original, mas fica a ideia que alguns filmes crescem pelos seus protagonistas, e este filme e um deles.
A historia fala de um grupo de imortais que acaba por ser cobiçado por um jovem e irreverente CEO que os quer estudar para rentabilizar os seus projetos farmaceuticos, entrando uma guerra entre as partes com traição e intriga à mistura.
Em termos de argumento o filme não é propriamente na sua base algo completamente original. O filme percebe que atributos tem de ter para funcionar em termos de entertenimento e isso é uma virtude, mesmo que esteja longe de ser um filme rico em dialogos ou personagens.
Na realizaçao deste projeto Bryce-Bythwood e uma realizador associada a projetos mais dramaticos que aqui tem uma maior produçao que nao sendo particularmente brilhante em termos de estetica e competente na utilização de recursos e demonstra pelo menos versatilidade.
No cast Theron funciona como atriz de açao principalmente pelo carisma sempre presente e mais que tudo pela disponibilidade fisica. Falta algum suporte nos secundarios e principalmente nos vilões e isso usualmente torna o filme mais fragil.

O melhor - A sequencia de açao

O pior - A falta de um vilão de peso

Avaliação - C

Sunday, July 12, 2020

Da 5 Bloods

Principalmente depois de Blakkklansman que Spike Lee votou a ter uma notoriedade que parecia afastada do seu percurso nos ultimos anos, e que de alguma forma alimentou e muito a expetativa em torno do seu novo filme que seria distribuido mundialmente pela Netflix. Novamente com o tema racial que foi basicamente o sublinhado de toda uma carreira mas tambem com a guerra do vietnam surgiu este filme que conseguiu alguma valorizaçao critica embora em termos de receçao comercial e do publico em geral nao tenha sido propriamente um sucesso claro.
SObre este filme de Spike Lee temos uma boa ideia sobra a camaradagem de guerra unido a segregaçao racial algo que Lee trabalha como poucos mas mais que isso que consegue sempre tocar nos pontos polemicos e aqui temos isso quer na forma com que foram tratados os veteranos de guerra mas tambem a diferenciaçao racial, neste ponto o filme tem uma abordagem interessante com uma intriga bem trabalhada que nos permite bons momentos principalmente no reencontro com um vietnam totalmente diferente..
ONde o filme falha e claramente nos aspetos onde penso que menos poderia falhar alguem com a experiencia na realizaçao de Lee. Se em termos da diferenciaçao entre passado e presente Lee da-nos um delicioso truque de camara, o facto de escolher os mesmos actores para o passado e presente e um erro de principiante ja que nao recorre a tecnologia de ponta e por outro lado o espaço temporal e tao grande que tornaria a tarefa totalmente impossivel e o filme neste trabalho de abordagem temporal acaba mesmo por ser amador.
Sem o brilhantismo de Blakkklansman apesar de termos um filme interessante esta longe de ser uma obra prima principalmente por falhas circunstanciais que nao poderiam ocorrer numa produçao desta dimensao. O filme acaba por ter os outros ingredientes como intensidade das personagens e violencia, e algumas homenagens que o fazem interessante mas muito longe de ser brilhante.
O filme fala de quatro camaradas de guerra que volvidos muitos anos se unem numa nova jornada apostados em recuperar as ossadas de um compenheiro morto em combate mas tambem umas barras de ouro que conduzira a um fulgor economico, contudo esta jornada vai ser bem mas complicada que a primeira.
No argumento Spike Lee tem um apoio que permite ao mesmo tempo uma historia interessante na sua base narrativa e que funciona na forma como toca nos pontos politicos sempre presentes. Falta quem sabe alguma ironia e humor que noutros filmes ele consegue ter mas isso nao deixa de mostrar qualidade de um argumento arrojado.
Spike Lee na realizaçao tem alguns lapsos graves principalmente no trabalho e caracterizaçao temporal das personagens. Exige a si algo que seria impossivel de ser congruente e o filme reflete isso. Tem promenores de primeira linha mas o seu trabalho esta longe de ser fantastico num realizador que ainda procura a sua obra de referencia.
No cast um conjunto de atores de segunda linha comandam este filme com bons resultados principalmente Lindo que tem uma das interpretaçoes mais intensas e fulgurantes ate ao momento que aproveitando o clima politico e a falta de filmes de primeira linha podera ser um serio candidato a premios. Os secundarios parecem sempre ser colocados em segundo plano pela força na interpretaçao de Lindo.

O melhor - Uma boa historia e bons temas.

O pior - A caraterizaçao das personagens no tempo.

Avaliação - B-

Saturday, July 11, 2020

Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga

POucas coisas são mais europeias do que a força da Eurovisão principalmente na passagem de seculo, um continente inteiro parava para ouvir um concurso de musicas populares que nos ultimos tempos se tornaram em mais que isso num espetaculo de variedades. Provavelmente os americanos nunca conheceram tanto o conceito, certo e que Will Ferrel conhecendo a dimensão começou a estudar o fenomeno e este ano com o apoio da NEtflix lançou a sua comedia sobre o tema. Numa altura de pandemia rapidamente o filme se tornou no maior sucesso instantaneo da aplicação mesmo que criticamente tenha sido marcado pelo mediania quase irrevelante.
Sobre o filme podemos começar por dizer que e o tipico filme de Ferrell que ja fez o mesmo tipo de experiencias com um estilo de humor non sense noutros mundos como da patinagem do gelo ou campanhas eleitorais. Uma coisa que e indismentivel no filme e que Ferrell estudou o fenomeno e nisso temos muitos pontos onde tudo e bem trabalhado desde a dimensao musical, produtiva ou mesmo a ligaçao afeitva das pessoas com o festival e nisso o filme trabalha bem esses pontos.
Outra das particularidades do filme e conhecer a historia do festival, principalmente trazendo para o seu interior alguns dos mais recentes vencedores entre os quais SObral que tem uma cena apenas dele. Mas se este amor e mais que isso este estudo do fenomeno e bem patente e no lado comico que o filme acaba por nao ser tao eficaz mesmo dentro do humor Ferrel nem sempre as coisas saem bem, sendo que acaba por um europeu ficar mais agradado pelas referencias do que propriamente pelo filme em si.
Ou seja uma homenagem ainda que algo ironica sobre um parte da vida dos europeus, com estudo mesmo que em termos de filme tenhamos sempre uma comedia que nasceu para ter pouco sentido, fica a ideia que na falta de um festivao a serio ficamos com esta abordagem americana a nossa cultura popular.
A historia fala de um duo musical islandes que tem como sonho participar e ganhar a eurovisao ao contrario dos planos politicos daquele pais. APois um acidente que vitimiza todos os participantes este duo consegue o passaporte para a eurovisao onde mais que um concurso vao se conhecer um ao outro.
Em termos de argumento e principalmente em termos comicos o filme nao e particularmente feliz, fica a ideia que algumas piadas do filme acabam por ser tao paralelas que nao conseguimos perceber os seus objetivos. Fica o estudo do fenomeno e do estilo do concurso.
Na realizaçao deste projeto David Dobkin e um realizador de comeidas que ja teve alguns sucessos principalmente comerciais como Wedding Crahsers mas a sua incursao do drama falhou. Aqui denota estudo no fenomeno e da dimensao do mesmo, excelente escolha de contextos e locais para o filme que dao ao filme uma componente de cenarios interessante.
Em termos de cast os filmes de Will Ferrell utilizam o seu lado desajeitado para fazer um humor proprio que so ele consegue fazer e este e mais do mesmo. Melhor McAdams que neste registo e das melhores atrizes em comedias e comedias romanticas, pena que a voz nao seja dela.Muitos bons momentos comicos de um Dan Stevens numa das melhores prestaçoes secundarias do ano.

O melhor - O festival estudado e analisado

O pior - O humor tambem nem sempre resulta

Avaliação - C+

Irresistible

  NUma altura em que os estados unidos ja preparam mais uma intensa eleiçao de presidente dos EUA John Stewart conhecido apresentador de talkshow decidiu aventurar-se numa comedia eleitoral de forma a fazer uma satira sobre a forma como a politica norte americana e conduzida. Estreada numa altura de confinamento e diretamente para VOD criticamente as coisas nao foram brilhantes para esta peculiar comedia ja que nao foi alem de criticas extremamente medianas. Do ponto de vista comercial numa altura em que se torna dificil avaliar os sucessos parece-nos que tambem nao foi propriamente o projeto escolhido em familia nesta altura.
Sobre o filme eu confesso que gostei do conceito do filme de critica as instituições politicas e da forma muito ardilosa com que o filme consegue isso embora seja acima de tudo uma utopia mas que acaba por saber bem no resultado final, mesmo que em termos de comedia o filme seja esforçado mas na realidade nunca consegue ser engraçado, acabando por ser na maior parte do tempo curioso.
Uma das mais valias do filme acaba por ser o espaço escolhido para o filme a comunidade fechada do interior americano, mas o filme consegue ganhar o folego com o seu twist final ai o filme para alem de sublinhar o seu lado moralista que se percebe estar acente sem lados na sua execução acaba tambem por surpreender o espetador que ja estava embalado pelo estilo monocordico do filme.
Ou seja uma surpresa em termos de comedia que nao e propriamente funcional sobre este prisma mas que por outro lado consegue ter uma mensagem significativa que nao sera aperciada pelos religiosos dos dois lados mas nao deixa nunca de ser um sublinhado real.
A historia fala de um conhecido acessos politico que se dirige para uma pequena cidade do interior norte americano de forma a apoiar um individuo que se tornou viral com um discurso a populaçao, tentando demonstrar que determinados valores tambem podem ser suportados pelos democratas.
Em termos de argumento nao e um filme particularmente feliz na sua forma de fazer humor, pese embora existam diversas tentativas de o ser. Acaba por ser na forma ardilosa com que confunde o espetador e a força da mensagem final que acaba por conduzir a que o filme tenha muito mais significado junto da populaçao.
John Stewart e um conhecido apresentador e mesmo um criador de opinioes que ao longo da sua carreira fez algumas incursoes pelo cinema como realizador. Aqui tem um filme com o seu estilo de comunicação que me parece um simples demais para o conceito que o filme poderia ter. A escolha do espaço foi o grande trunfo do filme parecendo existir pelo menos coragem para poder ter bons filmes.
No cast Carrell e uma escolha natural num papel que vai de encontro aquilo que habitualmente nos tras em termos de carreira, numa altura em que me parece que funcionara melhor em conceitos de mais peso. Cooper acaba por ser o mais comptente num papel secundario forte e que acaba por ter em si toda a mensagem do filme.

O melhor - O twist final

O pior - Humoristicamente o filme muitas vezes nao ser tao engraçado como queria ser

Avaliação - B-

Burden

Depois de dois anos em que foi lançado com grande expetativa como um dos filmes a sublinhar no festival de Sundance, o que e certo e que os olhares nesse festival acabaram por recair sobre outros filmes o que de alguma forma afastou alguma visibilidade deste filme, que posteriormente acabou por passar de distribuidora em distribuidora ate finalmente ser lançado no inicio deste ano. Em termos criticos este drama racial não passou da mediania que condicionou em muito a expetativa que tinha em torno dele. Comercialmente dois anos depois e com poucos cinemas a lançarem o filme o resultado foi desastroso.
Sobre o filme numa altura em que a raça e os dramas associados à segregação racial tem uma atençao especial esta historia real de redenção não fosse tao interior ou mais que isso tão simples nos procedimentos colocando claramente o aspeto emocional do filme a frente do racional poderia ter outro impacto, mas normalmente este tipo de abordagens falha em alguns aspetos de produçao e acabam por complicar toda a implicaçao clara que o filme quer ter.
A historia e interessante principalmente porque nos da um pouco da forma de vida de algumas zonas americanas e dos conflitos latentes ainda existentes a poucos anos mas mais que isso dá-nos uma prespetiva diferente das formas de vida de uma america profunda recente e mais que tudo acaba por ser uma lição de vida que nao sendo particularmente uma obra prima e um filme independente com objetivos bem centrados e que os atinge com alguma naturalidade.
Podemos dizer que este tipo de filmes acaba por ser mais do mesmo em quase todas as suas formulações e neste caso isso acontece. Fica a ideia que tambem em termos produtivos o filme podia e deveria ser mais requintado principalmente em algumas interpretaçoes mas nunca podemos dizer que a historia contada ainda para mais real não e imponente e nao vai ao epicentro do ser humano.
A historia fala de um grupo organizado apostado em formar um museu do KKK em plena guerrilha com um sacerdote de cor mas tudo muda quando um dos elementos deste grupo de apaixona por uma mulher com uma prespetiva bem diferente da sua.
O argumento do filme tem uma base historia e narrativa forte, mas por vezes cai em demsiados cliches do genero. Nao e propriamente um poço de originalidade em algumas das suas caracteristicas como personagens e dialogos mas fica a ideia que a imponencia emocional da historia consegue muitas vezes levantar o filme.
Na realizaçao deste projeto Andrew Heckler e um actor de terceira linha que marcou aqui a estreia enquanto realizador. O filme perde por ser algo simplista na sua abordagem, existindo espaço para mais criatividade e maior rebeldia fica a ideia que a forma como o filme e realizado torna-o vulgar e a historia pedia mais.
No cast algumas falhas eu continuo a achar que neste momento Hedlund e demasiado repetitivo em tiques de redneck e que tem muita dificuldade em sair de um registo monocordico num filme que exigia outra imponencia do seu protagonista. Melhor Riseborough uma actriz intensa que ja merecia outro destaque, sendo que WIthaker e Wilkinson dao a experiencia e tem os melhores momentos do filme.

O melhor - A força na historia de base

O pior - Hedlund e repetitivo num filme que exigia outra força na sua intepretaçao

Avaliação - C+

Sunday, July 05, 2020

The King of Staten Island

Desde há diversas decadas que o programa de televisão Saturday Night Live é um viveiro para jovens talentos, principalmente ligados à comedia, que ao longo dos anos acabam por fazer posteriormente carreira de sucesso no cinema. Um dos novos valores deste programa de comedia e Pete Davidson que tem neste filme de Judd Apptow quase a sua introduçao como protagonista de uma longa metragem. Este filme que seria uma aposta de verão acabou por fruto da pandemia ser lançado no digital onde lhe tirou quem sabe alguma da visibilidade comercial que de outra forma poderia vir a ter, mesmo que criticamente o filme tenha recolhido aplausos o que nem sempre é facil principalmente em termos de comedia.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de uma comedia quase auto biográfica que acaba por ser também uma dissertação sobre o crescimento e entrada na idade adulta. O filme na sua fase inicial parece algo semelhante a outros filmes sobre personagens completamente desligadas e sem sempre essa abordagem acaba por ser engraçada. Contudo com o evoluir o filme acaba por ganhar essa mesma dimensão não só comica, conseguindo a diversos momentos ser engraçado, mas também ideologica e com uma mensagem bem sublinhada.
Claro que na sua base temos um filme muito semelhante a outros de algum sucesso de Apptow, na sua construçao e crescimento da personagem, claro que na sua formação acaba por ser um filme algo simples, e previsivel, mas arriscar mais de duas horas de duração numa comedia e a sensação final ser positiva e sinal que o filme resulta principalmente nos seus objetivos mais concretos.
Ou seja não sendo uma obra prima e dificilmente sendo uma obra para a eternidade parece-me que se trata de um bom filme, bem trabalhado, bem escrito e bem interpretado que se propõem a objetivos muito concretos que acaba por os atingir com alguma naturalidade. E um filme com bons momentos comicos mas penso que vale mais pelo seu registo final do que por qualquer uma das cenas que nos faz soltar essas mesmas gargalhadas.
A historia fala de um jovem orfão de pai que acaba por não crescer fazendo vida junto de uns amigos delinquentes completamente alheado da vida adulta, até que circunstancias contextuais conduzem a uma necessidade de ganhar responsbilidade.
Em termos de argumento não sendo o filme um poço de originalidade, e um filme com uma mensagem muito bem definida e que funciona. Em termos comicos alguns momentos fazem o filme também funcionar com sublinhado neste registo.
Na realização Apptow e um dos grandes realizadores de comedia dos nossos dias principalmente pela forma como as suas historias acabam por ganhar alguma dimensão e algum retrato social mesmo nos seus exageros. Aqui nao tendo uma realização de ponta arriscar em duas horas de comedia so esta ao alcance de alguns.
Este e o filme de Davidson a tentar ganhar o seu espaço principalmente na comedia de grande estudio. As suas caracteristicas fisicas limitam-no em alguns pontos e parece dificil que sobreviva longe da comedia, mas neste registo parece que vai funcionar e ganhar algum folego na carreira. Um sublinhado especial para uma Marisa Tomei em grande forma que merece atençao na temporada de premios que ai vira e mesmo uma Powley sempre com a intensidade que lhe deu algum estatuto no cinema independente norte americano.

O melhor - A mensagem

O pior - AO inicio parece que se vai tornar num outro desligado filme sobre jovens adultos

Avaliação - B-

Sunday, June 28, 2020

You Should Have Left

Numa altura em que o cinema esta por completo paralisado e os filmes de maior montra vão sendo constantemente adiados eis que alguns dos filmes de menor dimensão que estavam projetados a ser lançados viram a sua estreia ser passado para VOD. Um desses filmes foi esta especie de filme de terror que marcava o regresso de Koepp a realização. Em termos criticos como realizador o conhecimento argumentista nunca teve grande sucesso e aqui ficou novamente por uma mediania que não lhe da a dimensão nesta batuta que ja conquistou nos argumentos.
SObre o filme podemos dizer que o mesmo começa bem com alguns promenores que poderiam dar num razoavel embora pouco original filme de terror. Desde logo a forma como a diferença de idade acaba por dar um contexto proprio de desconfiança ao filme, ai parece-me que o filme consegue criar esse clima de uma forma interessante e que poderia ser muito bem utilizado quando o filme se torna em mais um daqueles de casas assombradas.
Quando o filme se desloca para o seu centro espacial penso que as qualidades acabam por se perder ja que o filme se trata confuso, difuso e mais que tudo vai perdendo a intensidade das suas decisões porque quer ter uma especie de anamnese da personagem que e insuficiente para fazer a intriga do filme render e mais que isso os twist terem o impacto que um filme como este deveria exigir.
Ou seja acaba por nos dar um thriller psicologico de pouca qualidade que acaba por ganhar o impacto de ter Bacon como protagonista num estilo em que ele funciona mas tambem fica a ideia que o filme projeta-se muito melhor do que cumpre e isso da um impacto ainda mais negativo a forma como tudo se desenrola.
A historia fala de uma familia com diferença de idades entre os elementos do casal, que acabam por embarcar numas ferias numa casa no pais de gales que acaba por começar a tornar-se um desafio a normalidade das pessoas que ali reside mas mais que tudo as relações entre elas sendo uma casa com poderes proprias.
Koepp e um argumentista que a determinada altura da sua carreira teve o mundo nas suas mãos e foi escolhido para diversos projetos de montra alguns ligados a Spilberg e Fincher. Com o tempo e principalmente com os fiascos dos seus projetos pessoais perdeu o espaço e aqui denota-se o baixo de forma principalmente numa concretizaçao da intriga confusa e difusa.
Como realizador Koepp nunca foi propriamente um sucesso, colecionando alguns fiascos epicos, aqui e um realizador que escolhe bem o espaço mas nem sempre e principalmente em termos de terror consegue dar impacto a sua trama. Fica a ideia que o realizador nao quer um filme de terror mas se calhar a casa pedia isso.
No cast Bacon entrega sempre aos seus personagens um lado misterioso que funciona e neste filme isso e muito utilizado mesmo exigindo pouco mais que isso ao ator. A diferença de idades e clara relativamente a uma Seufried em piloto automatico, já que a sua personagem e basicamente inexistente

O melhor - O filme começa por dar alguns bons ingredientes

O pior - Que os junta de forma errada

Avaliação - C-

Saturday, June 27, 2020

Force of Nature

E conhecida a dificuldade que hollywood tem em arranjar espaço para alguns atores mediaticos quando os mesmos começam a entrar em determinada fase da carreira, sendo que isso e bem mais dificil quando se trata de um ator com muitos problemas de relacionamento como e Mel Gibson, dai que tenha sido algo natural que este ator chegasse ao serie B como e o caso deste filme que junto alguns atores que ja tiveram mais protagonismo do que atualmente tem. Comercialmente e criticamente este filme foi o tipico serie B.
Sobre o filme eu confesso que me deixa algo triste que alguem como Mel Gibson acabe por se entregar a este tipo de cinema, principalmente porque enquanto realizador tem uma carreira marcante embora como ator tenha sido sempre algo discutivel as suas qualidades. E um filme declaradamente de segunda linha a todos os momentos onde os piores acabam por ser sequencias de luta que parecem propositadamente mal feitas.
De resto o tipico no serie b uma narrativa quase inexistente, personagens enquadradas num espaço divididas entre bons e maus e tudo decorre como esperado ate ao final, com pouco ou nenhum nivel produtivo ou mais que isso tambem com falta de personagens ou mesmo dialogos
OU seja um daqueles filmes igual a muitos que durante os ultimos anos foi esgotando os videoclubes da provincia que ainda procuram o filme por alguns herois de decadas atras. Fica a ideia que o filme sabe isso e encaixa perfeitamente naquilo que aquele cinema representa.
A historia fala de um policia com um passado traumatico que no meio de um furacao tem como serviço ir retirar uma serie de pessoas de um edificio que nesse momento e tomado por um grupo de assaltantes com o objetivo de se apoderar de uns quadros ali presentes.
EM termos de argumento a pobreza tipica deste tipo de cinema a todos os niveis, narrativa basica e pouco desenvolvida total falta de personagens e dialogos para um filme totalmente previsivel do primeiro ao ultimo minuto.
Na realizaçao POlish e um daqueles que anda por um lado algo escuro de hollywood mas que nunca conseguiu dar o salto para algo mais valioso e este filme demonstra porquê a forma como nos da estas sequencias de luta são muito mas muito amadoras.
No cast Hirsh prometeu a determinada altura ser alguem que fosse conquistar o seu propio espaço em hollywood o que nunca conseguiu e em filmes como este explica porque. Bosworth foi sempre uma atriz de qualidades pouco vincadas e Gibson fruto de escolhas pessoais e atitudes tem aqui a unica forma de ter trabalho como ator.

O melhor - Porto RIco

O pior - A forma como se ve alguns valores de hollywood a entregarem-se a este tipo de cinema

AValiação - D+

Thursday, June 25, 2020

Artemis Fowl

Com uma pos produção longuissima e diversos atrasos esta nova aposta para o verão de 2020 da Disney acabou por ver as suas ambições na sala serem totalmente danificadas pela pandemia o que conduziu a mais uma alteração na estrategia que passou pelo seu lançamento direto na plataforma Disney +. Mas existe males que vêm por bem pensara agora a Disney ja que este irreverente projeto rapidamente se tornou num floop em todas as dimensões, já que quase pouco foi tido em conta da aplicação e pior que isso tornou-se rapidamente num dos filmes pior recebidos por parte da Disney demonstrando que numa estreia vulgar as coisas podiam ser dantescas.
Sobre o filme tem-se constatado nos ultimos anos uma dificuldade muito clara da Disney em tornar as suas historias principalmente com realidades paralelas e seres mitologicos minimamente convincentes tendo ao longo dos ultimos anos perdido muitas das suas apostas, sendo esta de todas aquele que acaba por me parecer pior de todas. E porque esta analise porque é um filme que falha em quase todas as suas dimensoes de analise mesmo as tecnicas.
Em termos de historia um conceito básico, já utilizado numero sem conta, com personagens pouco ou nada trabalhadas, num filme com uma duração curta. Nao temos qualquer preocupaçao em criar suspense, em criar uma narrativa articulada ou caracterizar os mundos, rapidamente percebemos que o filme quer utilizar uma personagem de uma forma mais misteriosa e pouco mais e rapidamente percebemos que vamos apenas perder tempo.
Outro dos grandes problemas quase inultrapassavel numa produçao de grande custo e a forma muito pobre com que a personagem juvenil central é criada. Artemis nao tem graça, nao tem carisma, na realidade não tem nada para além de um particular mordomo, e nada mais e o filme sofre e muito com esta construção, para além de que em termos de construçao de vilões o filme acaba por ser constrangedor
Por tudo isto e principalmente porque a nivel tecnico o filme está longe de deslumbrar ou mesmo de ter algum sublinhado revelante, e facil concluir que este é dos filmes vazios que me recordo ser lanaçado por uma grande produtora, talvez a disney tenha prespetivado isso à muito tempo e dai os sucessivos atrasos.
A historia fala de um jovem filho de um contador de historias que apos o desaparecimento do seu pai percebe que as historias que o seu pai lhe contava sobre fadas são verdade entrando numa guerra entre mundos pela sobrevivencia e acima de tudo tentando recuperar o seu pai.
O argumento do filme é o claro vazio e o filme sofre principalmente a falta de personagens, o desenvolvimento narrativo do filme é muito limitado e ficamos sempre com a sensação que a hora e meio do filme acaba por ser demais para aquilo que o filme consegue ser.
Em termos de realização Branagh e um realizador experiente que nos ultimos tempos tem tido algumas dificuldades em assinar uma obra de referência contrapondo projetos mais pessoais com tarefas de grandes distribuidores cujo resultado está longe de ser brilhante. Fica a ideia de que como realizador o nome tem sido maior que o trabalho.
No cast a escolha de atores jovens quase desconhecidos não foi propriamente feliz porque fica a ideia de alguma falta de carisma principalmente do protagonista que dá nome ao filme. Em termos de secundários Farrel ainda consegue ter a personagem com algum conteúdo mas fica a ideia que Judy Dench esta numa fase pessima da sua carreira nem que seja na escolha dos filmes.

O melhor - A curta duração

O pior - A forma como o filme não consegue nunca funcionar

Avaliação - D

Wednesday, June 10, 2020

Shirley

Numa altura em que o cinema esta por completo parado quer em termos de produções mas acima de tudo em termos de lançamentos eis que algumas plataformas e alguns estudios tentam procurar algumas experciencias com filmes comercialmente mais pequenos, alguns dos quais estreados em festivais pre pandemia. Foi o que aconteceu com esta especie de biopic que estreou com algum sucesso critico no ultimo festival de Sundance e que agora viu a luz do dia num formato que provavelmente pouco diferiu do seu percurso comercial ja que nao me parece que fosse um filme com reais objetivos nesta area.
Sobre o filme temos um intimista e independente filme sobre uma personalidade controversa no seu contexto. O filme nunca parece querer na realidade contar uma historia mas mais nos dar alguma luz sobre o seu processo de criaçao de uma mente claramente perturbada e nisso o filme acaba por conseguir criar a circunstancia do contexto estranho muitas vezes incompreendido mas isso acaba tambem por tornar o filme algo distante do espetador ou mesmo pouco cativante.
O quadrado que o filme cria tinha muitas linhas que poderiam e deveriam funcionar melhor para que o filme tivesse mais ritmo e significado mesmo com a dificil ideia que quer implementar. Assim o filme opta por perder algum tempo em conflitos internos de personagens que podem ter a força se forem bem acompanhados pelo ritmo da intriga o que aqui acaba por raramente acontecer.
Ou seja um daqueles filmes que fica na retina pela personagem central e pelo seu trabalho mais do que propriamente pela riqueza narrativa ou mesmo pelo valor do filme em si proprio. E um filme de ritmo lento, bem interpretado mas que dificilmente consegue se impor perante o seu espetador.
A historia fala de Shirley Jackson uma autora reconhecida mas com problemas vincados de adaptaçao ao social que acaba por receber em casa um casal no qual o homem começa a lecionar numa conhecida universidade e que vai alterar as rotinas de todos os seus membros.
Em termos de argumento o filme e os seus centros de conflito acabam por ser algo difusos e isso nem sempre faz as personagens ter o impacto que poderiam ter noutra estrategia. Fica a ideia ainda que o filme deixa adormecer as suas personagens em demasia.
Na realizaçao Decker e uma jovem realizadora que apresentou em Sundance com sucesso a sua obra mais publica. Adota um estilo claramente independente na captação de imagens numa realização simplista dentro do estilo que quer que o filme tenha.
No cast alguns bons momentos Moss esta a ganhar um espaço importante em hollywood principalmente pela intensidade que fornece as suas personagens, ao seu lado tambem Stulhbarg tambem funciona principalmente porque consegue entrar no lado mais excentrico do filme.

O melhor - Algumas interpretaçoes

O pior - Um ritmo demasiado pausado

Avaliação - C

Tuesday, June 09, 2020

The Last Days of American Crime

Numa altura em que as produçoes se encontram totalmente paralisadas, as produtoras e os seus projetos menos apeteciveis em termos de lançamentos futuro no cinema acabaram por ver a luz do dia em plataformas de streaming o que lhe permitiu ter uma visibilidade que de outra forma não teriam. Este foi talvez de todos os projetos lançados pela NEtflix aquele que pior receçao critica teve com avaliações desastrosas, sendo ja considerado um dos piores filmes do ano, contudo acabou isso por lhe dar alguma visibilidade e torna-lo pelo menos mais comentado.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo trás-nos um cinema agressivo muito no seguimento de alguns filmes de açao sem grande trabalho em termos de argumento mas que a sua base e na essencia está na agressividade na rebeldia das personagens e num estilo quase de video de musica como tudo isso e filmado. Isso da ao filme alguns problemas no seu resultado principalmente porque se trata de um filme com uma duração muito longa para aquilo que na realidade nos dá
Fica a ideia que o filme perde demasiado tempo em promenores de rebeldia, nao so nas persongans mas tambem na forma como as imagens nos sao transmitidas. Fica a ideia que um filme com estas caracteristicas teria de ser claramente mais pequeno porque as cenas ficam longas e interminaveis e isso quebra um ritmo de um filme que o necessita longo.
Ou seja um filme fraco que se perde num lirismo exagerado de rebeldia. Percebe-se a visibilidade pelo facto de ser uma epoca onde qualquer historia acaba por ser interessante mesmo que nao o seja. O filme tem de forma muito isolada uma ou outra ideia que poderia resultar mas isso não acontece.
A historia fala de um individuo que acaba por se unir a um estranho casal com o objetivo de roubar uma quantia elevada de dinheiro e fugir dos EUA antes que entre em vigor uma forma de controlar o impulso criminal.
Em termos de argumento a ideia do filme nao e propriamente mediocre mas a sua concretizaçao acaba por o ser ja que nunca compensa algumas quebras de ritmo para um filme tao longo com a riqueza e dimensionalidade de personagens e isso torna tudo fatal.
Na realizaçao Megaton vem de filmes de açao vazios como dois capitulos de taken e aqui adquire a mesma trepidaçao da camara e movimentos rapidos mas torna o filme tao longo que o torna muito dificil de seguir e de captar atenção. Nao me parece um realizador para grandes voos.
Outro dos problemas do filme e nao ter captado grandes figuras para si. Ramirez tem a rebeldia que a personagem quer mas ainda lhe falta alguns atributos interpretativos que a personagem também não usa. Ao seu lado um Pitt que apenas insiste em ser estranho.

O melhor - Alguns pontos na ideia de base


O pior - Aquilo que a duraçao faz ao filme

Avaliação - D+

Saturday, June 06, 2020

How to Build a Girl

Este ano numa altura em que o cinema se encontra paralisado, alguns dos projetos que ja estavam terminados e que estavam a tentar encontrar o seu espaço ganharam algum mediatismo como esta adaptaçao do livro com o mesmo nome. Em termos criticos este filme apresentado no passado festival de Toronto teve resultados aceitaveis, mesmo que em termos comerciais a falta de algumas figuras de referencia nao tenham dado a importancia que se pensou que o filme poderia ter.
Sobre o filme o mesmo adota numa fase inicial um estilo de comedia inglesa de baixo orçamento que lhe dá alguma piada, principalmente na forma original com que a personagem principal comunica com as suas figuras de referência, o filme por sua vez perde algum sal quando embarca apenas na auto descoberta da personagem tornando-se estranho e rebelde por si so mas perde alguma inocencia e graça inicial.
Outro dos pontos que o filme parece não saber aproveitar e a sua ligação a musica, poderia se tornar uma especie de musical e torna-se apenas goofy nesta união fica a ideia que o lado independnete do filme perde por tentar ser demasiado comedia num filme que se calhar nao so em termos de argumento mas tambem na base moral poderia ter um pouco mais.
Ou seja a tipica comedia britanica com o valor moral impresso na sua historia. Baseado num livro com algum sucesso temos a rebeldia de um filme que quer ter os seus valores bem acentes, mas que vai do mais ao menos e isso principalmente numa comedia nunca e particularmente interessante.
A historia fala de uma desintegrada jovem completamente despregada de vida social que acaba por crescer e ter sucesso mesmo que a custa de outras pessoas descobrindo os seus valores para a idade adulta.
Em termos de argumento fica a ideia que o filme tem uma historia de base interessante, que nem sempre e potenciada da melhor forma nas circunstancias da personagem. O filme consegue ter alguma originalidade na abordagem inicial que depois vai perdendo.
Na realizaçao a cargo de Gyedrioic uma desconhecida que teve aqui o seu projeto mais relvante ao inicio fica a ideia que iriamos ter uma resultado mais original e mais artisitico do que na realidade acontece.
No cast Beanie Feldstein parece-me uma escolha obvia para um papel que parece desenhado para si. Embora muito colado aquilo que ja vimos a atriz a fazer nos outros projetos em que teve mais mediatismo. Se calhar necessita de demonstrar mais versatilidade para ganhar um espaço mais concreto porque neste registo ja percebemos que funciona.

O melhor - Os primeiros dez minutos e as relaçoes familiares

O pior - O filme se tornar em termos de humor algo pateta

Avaliação - C

Wednesday, June 03, 2020

The Wrong MIssy

NUma altura em que a Netflix esta totalmente no olho do falcão cada estreia de cinema da produtora acaba por ser o acontecimento mais marcante do mes em termos de cinema. Este mes de Maio surgiu o novo filme da produtora de Adam Sandler com os seus colaboradores habituais pelo menos aqueles que permaneceram numa carreira secundaria em mais uma comedia de valor critico baixo mas que surpreendentemente se tornou num dos produtos mais vistos da Netflix.
Sobre o filme eu confesso que nunca fui particular aperciador da forma de Sandler utilizar um humor tao disparatado e tao disconetado que mesmo quando os quer dotar de um significado particular fica a ideia que tudo e demasiado mau para qualquer mensagem passar. TUdo torna-se ainda pior quando recorre ao seu refugo ou seja um conjunto de atores sem qualquer outra carreira que faz disto vida mesmo sem grande jeito para a comedia, pois bem este e um desses desastrosos filmes.
Fica a ideia que o filme quer apenas cair no exagero e impressionar o espetador do mau sentido muito por culpa da personagem feminina, embora me pareça que no lado masculino as coisas nao sao propriamente melhores ja que o protagonista não existe e pessimamente caracterizado chegando mesmo a parecer uma satira ao proprio filme. OUtros dos grandes problemas das comedias desta produtora e que quando quer alterar para fazer funcionar a sua mensagem ja vai tarde e as mudanças sao tao grandes que as personagens deixam de existir.
Existe algo que vai ser para sempre um misterio que e a quantidade de filmes pessimos que a Happy Madison foi lançando nos ultimos tempos e se Sandler ainda tem alguns fas enquanto comico do ponto de vista dos seus companheiros apenas servem para demonstrar o quao maus atores sao e este filme reflete isso mesmo.
A historia fala de um executivo que tenta encontrar o amor, acabando por sair com duas Melissas diferentes uma que tornou o date um inferno e outra que foi o amor da sua vida, contudo numa altura em que tem uma concentraçao de trabalho acaba por convidar a Missy errada.
Em termos de argumento o filme e um autentico disparate sem sentido do primeiro ao ultimo minuto, nao tem personagens nao tem fio condutor, sendo que pior de tudo as diferentes tentativas de humor acabam quase sempre por nunca resultar.
Na realizaçao Spindel e um jovem realizador recentemente apadrinhado pela Happy Madison que teve aqui o seu filme com maior visibilidade com as deficiencias tipicas de uma comedia de segunda linha ficando com a clara noçao que isto e das piores portas de entrada para qualquer carreira.
Sobre o cast acho inacreditavel como alguem considera neste momento Spade capaz de protagonizar o que quer que seja, nao tem graça, nao tem fisionomia, nao ter carisma e um disparate completo, ao seu lado Lapkus tem o unico objetivo de irritar e isso consegue.

O melhor - Lapkus consegue tornar a personagem o mais irritante possivel

O pior - Tem acompanhamento de todo o filme, mesmo que de forma nao propositada

Avaliação - D-