Sunday, March 29, 2026

I Can Only Imagine 2

 O estilo religioso do cinema, conseguiu na ultima década tornar-se um império total, que teve no primeiro filme desta saga, uma espécie de biopic sobre o mais famoso grupo deste género musical, um dos filmes com melhores resultados de bilheteira. Este ano surgiu a sua sequela, surpreendentemente com melhores criticas, já que se denota menos rejeição à priori do género, mas comercialmente o impacto diminuiu muito e o resultado deste filme é totalmente residual quando comparada com o primeiro.

O filme segue a carreira do grupo MercyMe mais concretamente do seu líder, o qual tem a lidar com o facto do seu filho ter diabetes. Os novos apontamentos do filme acabam por ser redutor para o sofrimento constante que a personagem espelha ao longo do filme. Fica a sensação que um filme que procura a emoção fácil a todo o custo, o lado religioso embora mais escondido, mas acima de tudo um cinema de desgaste rápido, com boa mensagem mas pouco mais.

Esse já tinha sido um dos problemas claros do primeiro filme e aqui isso torna-se mais claro. E um filme que não tenta ser mais do que um simpático filme sobre fé, para os fãs em longa escala do grupo. Para quem se encontra distante do género musical e mesmo cinematográfico e um filme que tem dificuldade em seduzir, direi mesmo que nunca o consegue fazer.

Por tudo isto, depois de muitas desilusões no género religioso seria expetável que surgisse o mesmo estilo, ou seja um cinema de sequelas dos projetos mais rentáveis, mas fica a ideia que até os filmes que funcionaram num momento não deixaram chama para alimentar sequelas, e este demonstrou bem isso no seu resultado comercial, já que no que o filme acaba por ser, o resultado é o esperado.

A historia segue o mesmo personagem do primeiro filme depois de se tornar num icon musical do género, contudo vê-se perante um drama familiar e um novo acompanhante do grupo que o vai fazer refletir sobre muitas das suas vivências e forma de estar na vida.

O argumento do filme é previsível em todos os aspetos, na forma como o mesmo procura de uma forma constante a emoção simples, mais do que contar uma historia articulada. Mas estes filmes tem sempre uma mensagem positiva, independentemente da roupagem que assumem para si.

Na realizaçao uma dupla que se une, para um filme religioso, sendo que no caso de Mccorkie tem sido genero esclusivo, normalmente no argumento, por sua vez Erwin já tentou outro tipo de filmes sem grande sucesso. Não são normalmente produtos que façam brilhar os seus realizadores acabando apenas por fidelizar no genero.

Normalmente este tipo de filmes esta encomendado para atores com dificuldade em arranjar projetos, se o protagonista Michael Finley nunca o conseguiu mesmo com o sucesso do primeiro filme, Ventimiglia já teve mais perto do sucesso, mas alguns floops conduziram-no de volta a pelo menos este tipo de espaço mediatico, onde acaba por ser em espaços o mais eficaz neste filme.


O melhor - A mensagem é sempre positiva

O pior - A forma como tudo se encaixa de forma pouco trabalhada para a emoção facil.


Avaliação - C-

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