Depois de várias seasons com intensidades diferentes Steve Knight percebeu que a familia Shelby estava a perder alguma força para além do estilo gráfico e decidiu acabar pelo menos com as personagens que nos conhecemos num filme, lançado diretamente para a Netflix que acabou por apadrinhar a serie nos ultimos momentos. Este ultimo capitulo passou com mediania critica, o que vai de encontro àquilo que a serie, principalmente nas ultimas seasons tinha obtido, contudo comercialmente bateu records o que poderá conduzir a um claro spin off com as personagens que restam.
Sobre o filme eu confesso que fui um fã declarado de Peaky Blinders, principalmente na sua génese e no seu arranque. Com a passagem da serie para a Netflix, como muitas outas ficou mais vazia, repetia o conceito, a personagem e o seu valor e tornou tudo tão exagerado que o lado rebelde perdeu-se um pouco, sobrando apenas o lado iconico de Tommy Shelby, o filme consegue isso, dar esse lado, dar a conclusão da personagem e so por isso era suficiente para ser importante ver.
Outros dos elementos onde o filme funciona melhor é na banda sonora sempre uma pauta bem clara da serie, cada momento vai buscar esse impacto musical que funcionou muito no adorno de estilo que o filme foi tendo, mas também a riqueza visual principalmente dos momentos de impacto de Shelby. No restante apenas o confronto no bar foi buscar a base iconica da primeira fase.
E uma conclusão coxa, principalmente porque muitas das personagens que marcaram o inicio e principalmente o estabelecer do impacto da serie foram desaparecendo e a sensação de falta, que os novos não são iguais acaba por ficar clara. Sobrou muito pouco para alem de Shelby, que tem aqui o seu filme como coração de todo o projeto mas fica a clara sensação que muitos outros elementos fazem falta.
A historia segue Tommy Shelby resignado e afastado alguns anos apos o termino das serie, contudo o risco do seu filho se meter numa alhada com os nazis em plena guerra mundial, fazem com que mais uma vez Shelby tenha de sair da clausura para defender a sua honra e dos seus.
O argumento e simplista, a primeira fase parada, tentando descrever o momento de Tommy e o que o levou aquele espaço. Depois a criançao de uma intriga simples, alias nunca foi propriamente forte a densidade narrativa do projeto para um final mais iconico.
Na realização Steve Knight com muita experiencia na realização teu o leme a outro realizador, no caso concreto Harper, que também ja tinha dirigido alguns episodios, algumas passagens pelo cinema sem grande sucesso que aqui segue a mente de Knigt o ideologo da serie e esteticamente e como estilo o filme é o que sempre foi os Peaky Blinders.
No cast temos Murphy naquilo que melhor sabe fazer, a personagem encaixa perfeitamente no seu estilo e na sua expressividade e para a historia vai ser mais iconico do que Oppenheimer que lhe deu o oscar. Nos secundarios Roth e um vilão simples, Fergunson tenta dar algum enigma mas o filme nunca da espaço a sua personagem, já Keoghan tem vindo a perder alguma da sua espontaneidade e fica a sensação que muito do filme era depositado nele, e que nem sempre cumpre
O melhor - Tommy Shelby
O pior - A sensação que os Peaky Blinders foram morrendo com as personagens
Avaliação - C+

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