Trinta anos depois do terror juvenil ter visto um dos seus filmes mais icónicos ver a luz do dia, o sétimo capitulo surge, com algumas das personagens de base, com algumas alterações pelo caminho e acima de tudo a tentativa de seguir e evolução ao longo do tempo. Este novo filme acabou por falhar como nenhum outro o tinha feito no plano critico, com avaliações muito negativas a este pseudo terror tecnologico. Comercialmente Scream ainda é uma marca rentavel e isso conduziu a um registo de bilheteira forte que se calhar poderá facilmente explicar os proximos capitulos.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme de terror simplista, juvenil, descontraido, muito dos pontos em que Scream se tornou tipico. E um filme que procura nos seus elementos mais rebelder alguma aposta em Body horror principalmente numa das mortes e na tentativa do aproveitamento tenclogico para dar alguma perceção que o próprio filme nunca leva a serio já que rapidamente coloca a possibilidade de fuga da ideia que quer passar.
Em termos de personagens muito pouco, as antigas basicamente repetem registos, marcados pelo tempo e principalmente por carreiras que ficaram sempre presas a estas personagens. Mas se este lado ainda tem o passado a fazer rentabilizar, o filme falha por completo quando por seu lado tenta dar novas personagens as quais nunca conseguem ganhar qualquer espaço, sendo que muitas desaparecem.
Por tudo isto temos um filme para ocupar uma agenda Scream, de um projeto que pelo revivalismo tem conseguido chamar a si alguns adolescentes mas que não tráz nada de minimamente novo ou diferente ao que os filmes anteriores tinham feito. A sensação que mesmo com o argumentista de base o filme consegue ser monocordico e pouco interessante porque nem os pontos habituais consegue pontuar.
O filme segue um pouco as personagens do primeiro filme, onde um novo Ghostface volta a atacar e a aproximar-se de Sydney e da sua nova familia, que conduz a que a mesma tenha de lutar contra mais uns vilões, ou alguns que no passado continuaram a existir.
O argumento do filme tem um problema, primeiro tudo que foram pontas soltas do passado já se desenvolveram, o que sobra não serve para muito, principalmente porque fica a sensação de que tudo cria não é particularmente original e significativo e fica a clara sensação que um produto a morrer.
Williamson escritor do primeiro filme depois de muitos anos afastados decidiu realizar em homenagem ao desaparecido Wes Craven, mas o filme falha. Alias como realizador o seu projeto anterior, muito antigo ja tinha falhado e muitos dos problemas são os mesmos, falta de intensidade, originalidade de alguem que sempre escreveu melhor que realizou.
No cast Campbell e Cox tiveram carreiras onde estas aparições foi o único significativo que fizeram. Ao contrario dos filmes anteriores onde muitos atores em ascensão tiveram espaço aqui temos jovens desconhecidos, mas cujo potencial exibido está longe de ser brilhante.
O melhor - Apenas a descontração de Syndey no primeiro telefonema, já foram tantos.
O pior - A falta de algo novo no filme.
Avaliação - D+

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