Um ano depois do mundo ter ficado surpreendido com o primor tecnico e originalidade de Brutalist eis que surge um novo filme com a mesma equipa estreado em Veneza com criticas muito interessantes mas o seu estilo demasiado rebelde e diferente acabou por nunca colocar este projeto na rota das nomeaçoes, nao obstante de ser um dos filmes mais originais e com boas criticas do ano. Comercialmente não e um filme facil e os resultados ficaram um pouco aquem o que tambem acabou por matar por completo as esperanças nos premios.
Sobre o filme podemos dizer que não é propriamente um filme facil, com um conteudo narrativo difuso, seguimos um culto que nos e apresentado de uma forma algo confusa, mas o filme e algo diferente porque acima de tudo quer trabalhar os aspetos nos momentos de culto, de personagem, sempre num musical distinto onde a musica e a protagonista e o seu melhor elemento, numa das melhores bandas sonoras, ou pelo menos utilizaçao da musica que me recordo.
Nao e propriamente um filme facil de ver, mas ficamos entusiasmados com a capacidade que o filme tem de nos dar momentos iconicos nas celebraçoes do culto. O lado do desprendimento carnal, os sacrificios e mesmo a moral do filme associada a religião, fazem deste filme um dos mais originais e artisticos do ano, mesmo tendo alguns defeitos penso que as suas mais valias principalmente na banda sonora fazem com que seja mais que merecido pagar o bilhete.
Por tudo isto temos um dos filmes mais diferencidos do ano, fica a sensação que o tempo podera dar ao filme um maior destaque do propriamente conseguiu no presente, porque principalmente a banda sonora e a forma como a mesma acaba por conduzir o filme ao seu ritmo nao foi algo muitas vezes visto em filme desta natureza.
A historia segue uma jovem que depois de um momento em que esteve presa e depois de perder quatro filhos torna-se numa figura de referencia de um culto religioso que se expande pela inglaterra ate chegar aos EUA com as lutas tipicas de uma religião que se implementa.
O argumento do filme não e brilhante, mas deixa funcionar muito bem os outros elementos. Alguma qualidade no lado moral da criaçao da religiao e outros pontos onde nos parece que o filme se tenta procurar ir alem da exploraçao do culto e dos elementos que o preenche mas e claramente um dos elementos mais pobres do filme.
Na realizaçao Mona Fastvold a companheira de vida e de arte de Corbert foi a timoneira de um projeto muito pensado do ponto de vista artistico no planeamento das imagens em todos os seus momentos. E neste tipo de projetos que fica a sensação que o cinema pode ser diferente e esta realizaçao e principalmente a sua articulaçao com a banda sonora e um dos melhores projetos do ano.
No cast Seyfried arrisca com intensidade e doter vocais que a levam para um dos melhores papeis da sua carreira. Falta-lhe quem sabe alguma espontaneidade que o filme tambem nao procura mas e obviamente uma interpretaçao vistosa: Pullman tem ganho destaque surpreendendo pela sua capacidade vocal ate entao desconhecida
O melhor - A banda sonora e a sua preponderancia para o filme.
O pior - O argumento deveria ter mais conteutod
Avaliação - B

No comments:
Post a Comment