Monday, March 16, 2026

Dracula

 O conde romeno é uma das figuras mais miticas da literatura de terror, e já existiram diversos filmes que o personificaram, sendo a versão de Francis Ford Coppola uma das mais iconicas, percebendo-se que a base deste filme está associada a este filme. Com o regresso de Besson de terror e com um elenco no minimo estranho, o resultado do filme do ponto de vista critico não foi brilhante com avaliações médias com claro pendor negativo. Comercialmente o filme teve uma primeira estreia na europa com alguns bons resultados, sendo que nos EUA, deixado para tras o filme esteve longe de ser convincente.

Sobre o filme para alguem que considera iconico o filme de Coppola, este especie de satira não comica é um autêntico disparate do primeiro ao último minuto. Temos um filme que quer ser alguma coisa mas é preguiçoso para criar personagens ou momentos. Mas pior que isso é que o filme ameaça muitas vezes ser comico, mas nunca assume esta pretensão de uma forma clara, sobrando um filme estranho, muitas vezes absurdo que nunca se encontra.

Tudo parece correr mal nas escolhas do filme, um cast onde apenas Waltz parece fazer algum sentido, não obstante de estar em piloto automatico e em claro contra gosto no mesmo. As imagens repetidas do passado, onde o filme não consegue ter horror, sendo os maneirismos do personagem mais grotescos do que carismaticos e a confusao de estilos que acaba por despira a historia de qualquer um deles.

Por tudo isto, é um projeto de qualidade inexistente, um dos piores filmes sobre Dracula que me recordo, onde não se encontra no estilo que quer ser, e esta mistura de generos que não se ligam dão ao filme um resultado final muito dificil de se ver, onde todos os presentes saem danificados.

A historia é o lado romantico de Dracula de Bram Stoker, e o lado romantico da espera pelo amor, vários anos depois, do vampiro mais conhecido da historia do cinema e da literatura.

O argumento do filme tem a base romantica que Copolla adotou no seu filme, mas com um registo de pouco tempo perdido em cada momento, numa procura continua do filme tentar ligar-se mas que se perde nos maneirismos repetidos de um personagem que alimenta o filme pelos piores motivos.

Luc Besson e um realizador que teve alguns bons registos principalmente no cinema de base frances. Quando lhe foi dado meios ficou sempre algo perdido entre generos e faltou sempre qualidade as suas obras para o tornar um realizador universal. Aqui perde-se por completo no que quer do filme, e o resultado e desastroso.

No cast Landry Jones é intenso, como vilão ou como desadaptado mas não tem carisma para uma personagem como esta. Tudo sai mal numa das piores interpretações que me recordo. O lado do charme nunca existe e os seus maneirismos repetidos não tem qualquer tipo de justificação. A pergunta que se faz e o que Waltz faz no filme, algo que nem ele vai conseguir reponder.


O melhor - Provavelmente a necessidade de uma boa abordagem proxima do cinema a esta grande historia.


O pior - A confusao do que o filme quer ser e que nunca é


Avaliação - D- 

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