Sunday, June 22, 2008

The Happening



Starring:
Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Spencer Breslin, Ashlyn Sanchez
Directed by:
M. Night Shyamalan

Shyamalan provou nos ultimos 10 anos quase uma revolução no cinema com aposta em historias peculiares extremamente densas narrativamente ao qual oferecia um twist final que de alguma forma seduzia os espectadores, contudo nos ultimos tempos acabou por ser vitima de complexificação massiva, o que levou a que a 3 primeiros grandes filmes criticamente reuni-se um decrescimo valorativo cada vez mais significativo, que lhe valeu razzies awards no seu ultimo senhora da agua. Dai que a expectativa perante um misterios The Happening fosse elevada, para ver qual era a faceta que encontrava-mos. Logo que o filme saiu, observou-se dois factos por um lado comercialmente o filme estaria bem melhor do que o seu antecedente,contudo longe dos grandes sucessos comerciais do indiano, e por outro lado que voltaria a falhar na critica, ainda que de uma maneira mais moderaga a generalidade das valoraçoes erao pouco efusivas relativamente ao filme.

The Happening e um filme acima de tudo peculiar e corajoso, primeiro pela sua intriga misteriosa,que é muito bem lançada no filme com todo o paradigma e calma que e apanagio nas introduçoes do autor nos seus filmes, adquirindo rapidamente a marca do autor. As sequencias iniciais sao extremamente deliciosas na forma com que as sequencias de suicido massivo sao realizadas e acima de tudo contextualizada. mas toda aquela complexidade e quase artistica introduçao por si so exigia uma creatividade narrativa posterior que nunca parece estar no filme, o filme posteriormente desenrola-se numa fuga constante, com treixos narrativos demasiado desligados entre si e quase sempre repetitivos, que apenas conseguem ganhar algum dinamismo com o intensificar dos sentimentos das persongens, mas muito pouco para um filme que promete imenso nos seus primeiros 30 minutos.

Outro ponto negativo e a falta de explicaçoes do filme, na sua conclusao o filme nao consegue dar resposta as intrigas do espectador ou por sua vez as respostas sao tao frouxas que o espectador perfere nao lhes dar atençao. Shymalan tenta dar um final a Hitchkock, quando toda a gente espera dele a capacidade de surpreender, dai que o filme perca acima de tudo na forma como se conclui

A peculiar historia de The Happening, conta um estranho fenomeno que faz com que as pessoas em massa percam o controlo de si proprias e acabem por se suicidar em massa, isto pressegue territorialmente os nossos protagonistas, na duvida entreum fenomeno natural ou mesmo um atentado terrorista.

O argumento e creativo, obviamente original introduz-se na dificil narrativa de uma forma brilhante mas nunca o consegue realizar com excessos de repetiçoes, partes pouco ligadas entre si, e acima de tudo uma obvia incapacidade de fazer as personagens render dentro de um objecto narrativo tão estranho quanto este. Uma boa ideia nem sempre bem concretizada

Shymalan, apesar de tudo nos ultimos filmes tem conseguido lhes dar uma componente mais estetica e mais brilhante do ponto de vista da realizaçao do que aquilo que lhe tornou conhecido que foi a excelencia do argumento, o filme e bom na forma como contempla as suas imagens,principalmente na forma como nos da os suicidios em massa

O cast aposta no estilo de actores que Shymalan mais gosta dinamicos misteriosos, e a escolha de um Walhberg em boa forma parece-nos acertada primeiro porque nos da um registo diferente do que estamos habituados a ver e que surpreende positivamente, a sua companheira de cast peca pelo excesso de excentricidade e complexidade desnecessaria numa interpretaçao que teria mais a ganhar com alguma objectividade.

O melhor -os primeiros 20 minutos

O pior -A falta de soluções do autor para concretizar o argumento

Avaliaçao - C+


Sunday, June 15, 2008

You don't Mess With Zohan


Starring: Adam Sandler, Rob Schneider, Emmanuelle Chriqui, Nick Swardson, John Turturro Directed by: Dennis Dugan


Adam Sandler e indiscutivelmente um dos valores mais serios do novo cinema, contrapondo alguns titulos de autores mais conceituados, onde tem arriscado em titulos mais dramaticos e prestigiantes, com os seus proprios filmes num registo humoristico mais proprio, nem sempre com bom gosto, principalmente quando esta em conta a sua produtora, apesar de guardar sempre os melhores argumentos para si, normalmente com resultados positivos de bilheteira. O seu titulo deste ano, aparece desde logo mais proximo aquilo que ele tem produzido para os seus secundarios, com um humor menos logico, mais ridiculo. Os resultados baixaram do ponto de vista comercial, mesmo assim bem melhor do que as tentativas de rentabilizaçao dos seus secundarios, ja a nivel de bilheteira o filme este longe de qualquer tipo de recepçao gloriosa.
Uma das coisas que Sandler normalmente guarda para si, e um humor mais comedido, apesar do seu genero proprio associado a uma dinamica moral extremamente elaborada. que inclusive resultou em comedias de grande qualidade. Contudo nesta sua ultima aventura, Sandler apostou num registo que normalmente utiliza para os seus secundarios com pouca reputaçao a perder, pelo non sense de todo o filme pela limitaçao do humor a um conjunto de gags fisico, com muita pouca inteligencia na forma de efectuar humor. Dos pontos tipicos das comedias de Sandler apenas sobra algum dinamismo, e satira politico o cultural, mas que se encontra emaranhado num conjunto de personagens, dinamicas e humor extremamente exagerado caindo quase sempre no ridiculo.
Este filme é o tipica comedia de 2 plano, com piadas obvias, humor fisico exagerado que podemos ver em diversos filmes inclusive produzidos por sandler mas que este sempre se afastou em dimensao, nos titulos que aproveitava para o seu desenvolvimento como actor. Aqui parece-nos um passo atras, embora os resultados de bilheteira ate possam de alguma forma dar um bom ar a um titulo algo deprimente, e que vem contrariar uma dinamica de crescimento que sandler parecia demonstrar nos seus ultimos filmes.
O ridiculo e o absurdo de toda a historia parte logo da historia de base, um militar israelita, uma autentica maquina de guerra, decide aventurar-se nos USA na busca do seu objectivo de vida ser cableireiro onde tem contacto com as comunidades islamicas dos EUA, aqui entra em contacto com o publico inimigo, tudo isto num humor fisico, quase sempre sexualizado, repetido por tiques fisicos de todos os protagonistas, num filme no seu geral dotado de um histerismo massificado.
Os argumentos de Sandler constumam conciliar muito bem a forma como alia a comedia com uma satira politica e social, neste filme embora seja aqui a sua jogada politica mais forte o filme acaba por ser totalmente submergido pelo ridiculo de toda a historia de base, que contagia nao so uma construçao patetica de personagens que se tornam mais pateticas com o evoluir da historia, em situaçoes irrealisticamente absurdas.
A realizaçao tem a seu favor uma boa gama de meios disponibilizados, para comedia a realizaçao esta um pouco acima do que estamos habituados principalmente na forma como segue a hiperactividade da interpretaçao de Sandler, e consegue ser uma arma a favor da comedia.
Neste filme Sandler coloca a seu redor todo o filme de uma ponta a outra, numa das suas interpretaçoes mais histericas e primarias que a memoria num actor cada vez menos rigoroso, um actor da dimensao de Sandler nao se pode expor a um ridiculo tao grande como este, ao qual traz um john Turturo que por mais de uma vez ja experienciou este tipo de registo. Mesmo nas suas comedias Sandler poderia tirar mais dividendos como autor e acima de tudo como actor.

O melhor - A satira politica sempre presente

O pior - O ridiculo de quase todas as situaçoes do filme

Avaliação - C-

The Incredible Hulk



Starring:
Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Christina Cabot
Directed by:
Louis Leterrier


Poucos anos apos a primeira tentativa de lançar um franchisind de um dos mais mediaticos herois da Marvel, eis que surge a segunda tentativa, depois de um primeiro filme, mais de autor, que conquistou de uma forma mais forte a critica do que o publico, devido a excessos de metafisica, eis que surge aqui uma aposta mais comercial, mais fisica. Nunca num curto espaço de tempo se sucedeu duas versoes do mesmo filme. Hulk voltou a configurar-se no plano mais forte do verao cinematografico, e os primeiros resultados sao um pouco ambiguos, se por um lado criticamente o filme teve uma recepçao mediana, algo distante do amor criado pelo filme de Ang Lee, por outro lado a primeira vista parece-nos que a nivel comerical o filme nao subira muito a fasquia do filme anterior pelo menos nos EUA.


A primeira ideia que surge do filme e a tentativa clara de tornar o filme um objecto puro de entertenimento e fazer esquecer a complexidade narrativa e acima de tudo a metafisica do seu antecessor, e neste ponto o filme cumpre na plenitude, com um caracter mais fisico, personagens mais lineares, efeitos especiais mais logicos, tudo em busca de um objecto comercial mais apetecivel. Contudo isto torna tudo algo simples de mais, parece que o medo de arriscar em maior dramatismo ou comedia esta sempre presente, parece um filme demasiado preocupado em nao errar do que propriamente em deixar a sua marca. Principalmente nos momentos de acçao, que raramente impressionam apesar dos brilhantes efeitos especiais, quer nas dinamicas relacionais do filme.


Confesso que achei o primeiro Huk demasiado fora do que se espera para um filme de super herois como acho este Hulk um parente pobre relativamente ao genero, pela falta de força pela quimica com o espectador e mesmo pela grandiosidade, mesmo os toques finais de uma opçao conjunta e planeada a longo prazo com Iron Man, ainda o tornam menos porque remete para comparaçoes logicas com este, e onde Hulk fica a perder em todas as dimensoes.


Para os amantes do cinema pipoca, ate pode ser positivo este filme, pouco exigente intlectualmente, consegue algum dinamismo fisico principalmente no transporte da personagens por diversos locais culturalmente diferente, mas a unidimensionalidade do guiao torna-o acima de tudo pouco sedutor, num plano de blockbusters cada vez mais exigentes


Neste filme nao temos metafisica nem psicologia de vinculaçao, temos um heroi em busca do auto controlo enquanto e presseguido pela armada americana, aqui, entre a fuga do seu destino, o seu amor de sempre, e um vilao em busca dos seus poderes resume-se em poucas palavras todo o conteudo de um filme pouco complexo


O guiao tem como maior particularidade o rumor de ter sido criado pelo protagonista Norton, sob pseudonimo, nao e muito rico, nem complexo, mais perto de filmes de acçao de serie B, do que propriamente apostado em fazer render a complexa historia do monstro verde, tenta fazer divergir a atençao na dictomia persongam heroi, mas torna-se algo presa no intuito de se afastar do que Lee fez.


A realizaçao a cargo de um homem de campo, torna o filme com mais ritmo e certo mais apostado nas sequencias de acçao do que propriamente nas personagens isoladas, a sua inexperienci e notoria principalmente na incapacidade de tornar o filme emblematico sob o ponto de vista visual,tem bons momentos, mas nada evolutivos no panorama dos blockbusters o que se torna uma exigencia da actualidade


Edward Norton foi a surpresa na sua opçao por se tornar Bruce Banner o menino bonito dos criticos de todo mundo entregava-se a versao declaradamente comercial de um heroi, depois dos ultimos anos com perda de folego, de uma carreira que muitos prespectivaram como historia, e o primeiro relance a fazer vai claramente parao facto de Bana ter sido bastante mais posto a prova neste papel, Norton funciona bem no que diz respeito a incapacidade de Banner lidar com a situaçao, mas o papel torna-se repetitivo, ao seu lado um Roth, longe dos seus filmes mais aperciados, Hurt repetitivo, e acima de tudo Tyler, com suavidade a mais e encanto a menos. No cast o filme perde obviamente para o seu antecessor.


O melhor -Uma versao mais proxima das expectativas


O pior -Exagero na ruptura com o filme anterior


Avaliação - C


Saturday, June 14, 2008

The Strangers


Starring: Liv Tyler, Scott Speedman, Gemma Ward, Laura Margolis, Kip Weeks


Directed by: Bryan Bertino



De todas as formas de terror que tem surgido nos ultimos anos, a mais claustrofobica de toda e aquela que de alguma forma fecha as personagens numa casa a disposição de não se sabe bem o que, por um lado trasnsmite uma simplicidade no terror, e por outro dispensa muita elaboração. embora nem sempre com um sucesso muito enraizado, e certo e que o seu mais recente representante este "the Strangers" acaba por ser um dos filmes de terror melhor recebidos pela critica dos ultimos anos contrariando o total desastre da maioria dos titulos, e mesmo a nivel de bilheteira os resultados acabam por ser algo sustentados.


The Stranges e um filme de terror proximos das origens do genero, enigmatico, sem explicações simples, na forma como nos da as persongens, sem motivos, tudo aparece um pouco ao acaso, mas com a força para imprimir receio e medo no casal de protagonistas. Estes são os pontos que talvez estiveram na origem do seu sucesso critico, o regresso a base e origem do genero, contudo nao podemos esquecer que outros pontos sao exigidos aos filmes actualmente, e neste ponto de strangers e extremamente vazio, quer de dialogos, e principalmente de conteudo, o filme e um conjunto de imagens e gritos parados quase bidimensional, que torna o filme mesmo no seu curto espaço como enfadonho


Tambem a falta de motivos para tal apesar de o tornar mais puro na sua essencia acaba por nao agradar ao espectador que espera a cada minuto que passa respostas para o porque de tudo aquilo, e so o "inspirado em eventos reais", acaba por tornar tudo mais assustador.


A historia fala-nos sobre um casal que apos um casamente regressa a casa e se vê presseguido por 3 psicopatas apostado em que estes nao resitam por muito mais tempo, sem proposito aparente, a presseguiçao da-se ao longo de todo o filme


O argumento e demasiado redutor, pouco mais do que a exploração de movimentos em volta deste mesmo tema, poucos dialogos, personagens extremamente lineares, sem nunca serem dadas a conhecer ao espectador, numa exploração quase nula num dos argumentos mais redutores que há memoria


A realização e acima de tudo funcional sem grandes toques de qualidade e certo que quer a exploraçao das mascaras utilizadas pelos viloes, aliadas a falta de cor generalizada de todo o filme apimentam os objectivos do filme de impressionar, e potenciar terror na narrativa.


O cast formado por actores em momentos mais baixos da sua carreira e pouco exigente para estes, enquanto que a belissima Liv Tyler se limita a gritar e mais de 50% do filme, ja Speedman fica reduzido a duas ou tres cenas pouco exigentes, num filme que acaba por ser mais um escape para ambos a nivel comercial do que a nivel da qualidade de interpretaçao que nunca foi apanagio de nenhum deles


O melhor - A simplicidade assumida


O pior - Mas podia ter mais conteudo


Avaliação - c-


Tuesday, June 10, 2008

Kung Fu Panda


STARRINGJack Black, Dustin Hoffman, Jackie Chan, Ian McShane, Lucy Liu, Angelina Jolie, David Cross, and Seth Rogen



Todos os anos na altura do verão e tempo de uma das mais deliciosas disputas do cinema actual, mais concretamente do cinema de animação, a DMK contra a Pixar, na tentativa de atingir o topo deste cinema, nos ultimos anos a vitoria tem sorrido quase sempre aos consagrados da Pixar, com interregnos do sucesso de Shrek, contudo este ano temos dois estilos diferentes, e mais uma vez foi a DMK a abrir a corrida, com um misto de filme de animaçao com inspiraçao oriental mais concretamente os filmes de artes marciais, os resultados ate ao momento sao positivos, quer na critica que na sua generalidade aperciou o filme, e tambem de bilheteira com resultados consistentes, provavelmente insuficientes para vencer o seu rival da pixar, mas so o futuro podera responder a isto.


Kung Fu Panda não tem a formça nem a capacidade comercial de Shrek, nem tao pouco de madagascar, mas mesmo assim tem a seu favou a curiosidade de nos remeter para um estilo peculiar na animaçao de animais. O grande problema do filme e que se abstem de representar uma realidade concreta de dar um ambiente cultural forte que costuma ser a mais valia da maioria dos filmes de animaçao, este e um filme mais fisico, que nao cria uma base, em deterimento de uma acçao directa, que por um lado o torna mais proximo das crianças mas perde alguma da maturidade que tinha sido ja enraizada nos filmes de animaçao.


Assume-se mais do que um filme de animaçao, como uma comedia de animaçao, ao mais estilo Jackie Chan, que por coincidencia ate da um perninha ao filme, e isto faz que o filme seja mais interessante como filme familiar do que propriamente como uma obra cinematografico, principalmente pela falta de rigor na construçao da base do filme, e acima de tudo pela oportunidade para explorar um pouquinho mais em animaçao a tradiçao oriental, que apenas nos filmes oriundos desta zona conseguimos ter acesso.


A historia fala-nos de um panda que sonha com o Kung Fu, ate que tem de ser escolhido novo guerreiro do dragao devido a iminencia de uma ameaça mortal, surpreendentemente o desajeitado panda acaba por ser escolhido, e o filme aborda a descoberta da sua vertente guerreira, abordando aspectos como o auto conhecimeno e acima de tudo a auto estima.


o argumento perde-se talvez na sua vertente mais comica, a momentos parece encontrar uma força moral que lhe poderia incutir uma maior maturidade e quem sabe mais reconhecimento, contudo quer na forma com que introduz personagens, quer mesmo na pouca profundidade que da a narrativa prende-se mais ao familiar e basico da animaçao


A nivel produtivo, o filme abusa um pouquinho do slow motion, talvez por estar longe do que ja foi feito em animaçao 3d, o filme tenta introduzir novos aspectos, se bem que nao deslumbre neste particular, sem tirar grande pontos por esta via ao filme


A nivel de vozes, temos uma autentica constelaçao de estrelas, Black, com a sua capacidade interpretativa e perfeito e encaixa muito bem no preguiçoso panda, bem como Chan e Hoffman, as restantes não marcam diferença apesar de bem integradas.


O melhor - A curiosidade de reunir dois generos tão distintos


O pior - A falta de logica e trabalho na criaçao da base da narrativa


Avaliação - B-


Monday, June 09, 2008

Sex and City: The Movie



Starring:
Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon, Kristin Davis, Christopher Noth
Directed by:
Michael Patrick King


Talvez este filme seja um dos pontos de arranque de uma futura conexão proxima entre o mundo da Tv e as suas series com o grande ecra servindo este como a forma de terminar estas mesmas series. Para este ano o termino de uma das series mais proximas do publico e de grande longevidade. Sexo e a cidade a serie das mulheres norte americanas teve a coragem de se tentar intrometer na epoca grande do cinema norte americana. E se do ponto de vista critico ate teve longe de ter uma grande aceitação critica, contudo a nivel de bilheteira o filme representou bem a epoca em que se lança com resultados muito positivos que vem demonstrar todo o sucesso que a serie teve durante os anos.


Confesso que nunca fui fã da serie, por a achar futil na forma como aborda as diferentes tematicas, e talvez por retratar as mulheres como algo histericas,contudo assumo que talvez a serie tenha mais interesse para o outro sexo, dai que a minha visualisação do filme se assemelhe a um extraterrestre em contacto com a terra. mas as impressões foram as mesmas, ou seja que tudo no filme e superficial, desde a forma das interpretes andar, mesmo a forma quase romantica com que a relaçao delas e assumida, podera em determinados momentos ter algum conteudo relacionado com os dialogos a quatro, mas dai a ter-se tornado um culto e algo imperceptvel, ou dai a dinamica de que joias, e roupas chegam para satisfazer a dinamica feminina


O conceito e interessante quebrar tabus no imaginario femenino, mas o filme em si entra com excesso de tiques irritantes quer na forma como as personagens se movem no espaço, na forma como continua a dar mais relevancia por vezes na roupa que elas usam do que propriamnte no estado de espirito. O ponto mais forte do filme acaba por ser que para a sua longevidade o filme ter um ritmo interessante, principalmente na primeira fase do filme, contudo perde ritmo na segunda fase, tornando-se um comedia claramente mais vulgar nesta segunda fase com a integração de um quinto elemento


O filme mais que o final da serie e apenas mais um capitulo com maior dimensao, as 4 estrelas, apos alguns anos e com relacoes estaveis, estao em mudanças claras na sua vida, contudo algo se desiquelibra em todas elas, ate a nova reorganizaçao,ou seja um episodio normal que poderia estar contido em qualquer season da serie


O argumento tem como ponto positivo,pelo aquilo que me lembro de manter a forma e ser fiel a serie na forma como destaca as diferentes componentes, e no interesse hierarquizado que da aos diferentes pontos. Contudo de um ponto de vista isolado o filme tem diversos problemas, na sua genese nao e muito original, a futil na sua formaçao, aproveitando mais a diversidade das personagens do que propriamente a sua qualidade.


A realizaçao acaba por ser o aspecto mais grandioso do filme, todas parecem enquadradas sempre nos seus melhores planos, e ajuda a fomentar a quimica e a dinamica entre as personagens, numa realizaçao digna de realce, num genero que nem sempre e muito favoravel para este segmento


O cast, manter o cast original da serie e um trunfo nem sempre ao alcance, contudo desde a produçao ate ao proprio filme, encontramos um culto do ego, e um registo narcisista da sua protagonista, e produtora, que exigiu estar sozinha na capa do filme, como a auto promoçao atraves das imagens tento dar um ar de frescura fisica e de charme de uma actriz que pouco ou nada trouxe ao cinema, como se de auto promoçao pura se tratasse. Bem melhor o restante cast, devido a naturalidade com que interpretam personagens que ja sao seguimentos de si proprias


O melhor - Alguns dialogos pontuais


O pior- A propaganda de Parker


Avaliação - C-


Sunday, June 08, 2008

Made of Honor


Starring: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Beau Garrett, Sydney Pollack, Kadeem Hardison


Directed by: Paul Weiland


Todos os anos no verão os grandes blockbusters são intemediados por uma serie de comedias romanticas ideiais para adolescentes ja apimentados pela aproximaçao de verão, normalmente me filmes pouco complexos apostados apenas em contar mais uma historia de amor, e claro facturar alguns milhoes relativamente a sua boa capacidade de enterter. Este Made of Honor e um expoentes mais tradicionais deste ambito, e apesar da pouca afluencia critica tambem ela normal neste genero, os resultados de bilheteira sao aceitaveis, e fizeram-no ser uma alternativa viavel para mais musculo e mais acçao dos bloacbusters de primeira linha


Made of Honor e um filme simples, sem grandes objectivos, do que fazer e transmitir uma simples e a sua maneira de ver uma historia de amor, nao inventa nem quer inventar nos registos humoristicos utilizados, sendo brando e quase simplista neste aspecto, preferindo recorrer ao tradicionalismo das comedias romanticas na sua essencia, do que explorar novos campos, isso faz com menos espaço para errar mas ao mesmo tempo dificil de entrar na retina para longos espaços.


O filme decorre a um bom ritmo e tem na facilidade de aproximaçao do espectador o seu ponto forte, principalmente de um publico feminino mais proximo do genero, tentando apostar tudo na quimica entre as personagens salientada desde os primeiros minutos de filme.


A historia aborda op relacionamento de dois amigos de longa data, que partilham quase tudo, ambos solteiros, e pensam eles dentro de uma relaçao forte de irmandade, contudo logo apos o anuncio do casamento por parte de um deles o outro convidado para dama de honor, faz tudo para ser ele o escolhido.


O argumento e basico nao so na sua construçao e idealização mas acima de tudo na sua exploraçao, nao e creativo, mas ao mesmo tempo tem sempre os pes bem acentes na terra na forma como nao arrisca em entrar por terrenos mais dubios, e assim aproxima mais rapidamente o filme do seu conceito comercial.


a realização e sempre um aspecto algo descuidado em termos de comedias romanticas mais basicas, neste filme nao altera muito, sendo de ressalvar apenas os excelentes contextos e cenarios naturais escolhidos para a parte escocesa do filme, de resto pouco ou nada a assinalar


O cast, aposta forte na actual boa dinamica comercial de Dempsey, movido pelo culto de anatomia de grey, o actor entra bastante bem neste registo de gala, e acima de tudo consegue cativar o publico, Monoghan tb encarna bem esta dinamica se bem que sem o carisma e a dimensao comercial do seu colega de cast, contudo a dupla resulta na maior parte do filme.


O melhor - A boa contextualizaçao de objectivos


O pior - A falta de risco


Avaliação - c+



Saturday, May 31, 2008

The Chronicles of Narnia: The Prince Caspian



Starring:
Peter Dinklage, Anna Popplewell, Ben Barnes, Georgie Henley, Skandar Keynes
Directed by:
Andrew Adamson





Cronicas de Narnia foi nos ultimos anos um dos maiores sucessos do cinema juvenil, criando resultados extremamente fortes a nivel comercial, dai que desta vez a aposta tenha sido maior nao so nos meios produtiovos envolvidos na sequela mas acima de tudo na aposta num terreno mais dificil a nivel comercial, numa aposta de verão onde os estudios apostam os seus titulos mais fortes, esperaria-se, mesmo assim um resultado forte de um titulo rentavel por si so, contudo desde logo e apesar dos resultados criticos ate nem ter sido assim tão maus, apesar de recepçao nao ser brilhante, e algo longe do primeiro, a nivel de bilheteira as coisas nao correram tao bem como da primeira vez, talvez pela maior concorrencia os resultados foram longe daquilo que os optimistas esperavam



E importante frisar que nao sou grande fa do primeiro titulo da saga, principalmente pela forma basica com que a historia se constroi, e acima de tudo pela contruçao quase irracional em torno de efeitos especiais algo basicos, contudo a linearida atinge niveis ainda mais fortes neste segundo filme, que começa por ser bem construido principalmente na forma como constroi a dualidade temporal do filme e como começa a caracterizar o filme, contudo e apos esta introdução aos poucos vamos percebendo que na sua essencia a historia vai ser extremamente simples, exaustiva durante quase 3 horas, onde pouca complexidade e maturidade predominam, de novo em torno de efeitos especiais de eleição.



E notoria a falta de elementos de qualidade do filme, tudo parece concluido da forma mais basica e acessoria apenas com objectivo de fazer um grande filme sem que isso demonstre um bom filme, a saga parece-nos limitada a nascença pela forma de coerencia logica de toda a construçao da realidade de narnia, onde tudo e possivel e demasiado simplista, humanos, contra criaturas, e depois limita-se a efectuar situaçoes de batalha predefinidas onde saltam a vista os cenarios.



A historia decorre um ano apos a primeira fita, onde encontramos uma narnia 100 anos apos, entregue a seres humanos, e com os narnianos quase em extinsão, ate que chamam os reis do seu mundo, e juntamente com o princepe herdeiro e moralista, lutam pela reconquista do terreno.



O argumento nao e brilhante simplista, constroi bem a sua base principalmente no paralelismo temporal de realidades mas cai em tudo o resto, o filme limita-se a sequencia de batalhas pouco contextualizadas, personagens extremamente lineares e pouco desenvolvidas entre heroinas e viloes, muito pobre para um blockbuster.



A realização baseia acima de tudo na excelencia dos cenarios, com os meios disponibilizados e impossivel ser fraco, contudo neste capitulo o filme tb nao brillha, com a disposiçao de meios merecia mais


O elenco e um conjunto de jovens com tiques de series juvenis, com pouca classe e acima de tudo com limitaçoes mais que imperativas, secundarizados por actores mais conceituados mas sem espaço de brilho


O melhor - Contextualizaçao temporal do filme


O pior - Sem força para disputas de verao



>Avaliação - C-


Indiana Jones and the Kingdom of Christal Skull


STARRINGHarrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent, and Shia LaBeouf
DIRECTED BYSteven Spielberg



Indiana Jones é talvez o filme mais aguardado dos ultimos anos, nao so pelo sucesso emergente dos filmes anteriores mas acima de tudo pela forma como tudo foi preparado, a combinaçao de um estilo e de uma formula de sucesso que marcou uma etapa fundamental do cinema norte americano voltava, numa era completamente diferente comandada pelo digital, mas que Spilberg continuou a apostar no tradicional. As primeiras imagens deixaram alguma ambiguidade, se por um lado o tradicionalismo e os pontos mais imponentes de toda a saga se mantem, principalmente nas dinamicas entre as personagens e o estilo de humor adoptado, e certo que alteraçoes existiram numa maior conjugação cultural do proprio argumento, bem como uma adaptaçao as novas circunstancias da sua face, a idade evoluida de Harisson Ford. Da parte critica surgiu algumas divisoes, mas na maioria acabaram por ser positivas valorizando a forma como a saga resistiu ao digital. Ja a nivel comercial e não duvidando do bom registo comercial, o certo e que para o filme mais aguardado dos ultimos tempos a nao quebra de um recorde de bilheteira pode saber a pouco.
Este indiana tem um trunfo essencial, a saudade com que os adeptos do cinema estavam da saga e acima de tudo do seu estilo muito proprio de aventura, e nesse particular o filme cumpre com todas as expectativas, sendo um filme de acçao de eleiçao na sua construção, com todos os predicados de blockbuster de primeira linha principalmente na sua dimensão. Contudo o filme tambem tem aspectos negativos, principalmente nas evoluçoes que tenta implementar, por um lado o caracter demasiado ficcioso do argumento, exagerado em determinados pontos, mesmo algo arriscado, num exagero das dimensoes sobrenaturais, por outro lado parece-nos mais musculado, com maior incidencia na forma como aborda as sequencias de acção, como que mostrando a frecura impressionante de Ford como heroi de acçao.
Contudo nos pontos positivos, e passado todo este tempo, a dupla Spilberg-Lucas ainda conseguem fazer render um grande filme como poucos, principalmente na forma como recuperam Karen Allen, de longe a melhor personagem feminina de toda a serie, e como fazem dimensao de um filme, que poderia ter limitaçoes pela forma como resiste ao digital.
A historia tras-nos para um continuo de aventuras de Jones, agora retirado das aulas, e que se descobre envolvido com uns estranhos russos em busca de uma poderosa caixa craniana de cristal, com envolvimento natural de outras personagens o filme continua com o misto de humor e acçao e acima de tudo de curiosidades.
Koepp e um dos melhores argumentistas a nivel nao so de blockbusters, mas na construçao de historias que façam um balanço correcto entre a vertente comercial sem retirar nivel cinematografico ao filme, nao tem que construir personagens, mas utiliza-as de uma forma correcta, na consecussão dos seus primeiros objectivos, talvez nao seja o filme de excelencia que a maioria esperava, e talvez perca por algum risco de adopte, mas e na sua globalidade um argumento bem conseguido.
A nivel de realizaçao dizer que spilberg se encontra ao melhor nivel e uma adjectivação de excelencia para um filme, e neste caso de valorizar ainda a aposta pelo tradicionalismo, sem perder a evolução cinematografica necessaria a um filme com esta dimensao, talvez nao seja um marco na carreira mas preenche-a bem
No cast, dizer que Ford aos 65 anos, parece nao ter envelhecido e das melhores criticas e apazogua quem temeu este regresso, contudo parece que o filme aposta mais na remodelaçao e pensa no futuro Lebouf sera um actor com dimensao para o cargo apesar de apenas o futuro podera defenir isso, Blanchet com o seu nivel habitual, apesar de nos parecer pouco aproveitada com Winstone, e de saudar o regresso de Allen,

O melhor – A grandiosidade do filme sem digital

O Pior – demasiado inovador!?

Avaliação – B-


Saturday, May 24, 2008

Deception




Em termos de cast poucos filmes reunem um vasto leque de actores como este Deception, com uma premissa com o misterios necessario, os ingredientes estavam reunidos para um empolgante filme dirigido naturalmente para uma comercializaçao vasta mais que qualquer tipo de primor critico. mas nos ultimos anos temos assisitdo a cada vez maior ligação entre estas vertentes. Desde logo com as primeiras criticas negativas, observou-se uma pouca expansao do filme, que resultou numa autentica catastrofe a todos os niveis, como se diria a verdadeira Decepção.

A grande falha de Deception e ser muito pouco desenvolvida na forma como cria toda a trama, tudo e demasiado linear, com poucos jogos morais, e acima de tudo faltas de complexidade, as personagens sao muito pouco desenvolvidas, e parece sempre que o filme nao se importa em sustentar aquilo que mostra, o que lhe da um teor muito pouco coeso.

A dificuldade em se assumir como genero tem tambem contrapartidas negativas no filme, falhata-lhe suspence para o triller mas é demasiado vago para se assumir como policial, dai que apesar de prender em determinados pontos o espectador, sempre pela força dos actores, nunca consegue ser imponente.

A historia debruça-se sobre um introvertido gerente que no primeiro dia de trabalho se encontra com um confiante colega de trabalho, que lhe descobre as dificuldades, e lhe ajuda a envolver-se num polemico grupo de sexo casual, ate que este começa a ser manipulado em virtude de uma paixao assumida. Nest parametro a vertente romantica do filme, e extremamente descontextualizada de todo o filme, e demonstra algum desnorte na construçao do mesmo.

O argumento peca pela pouca complexidade e pela tentativa de ser o minimo de desenvolvido, e isso abre brecha incriveis no filme, nao so na forma como este e desenvolve mas mais gritante na forma como se constroi, tudo aparece algo solto, sem aviso previo, que dificulta a ligaçao dos espectadores ao filme. Para alem disso apesar de nos parecer que as personagens ate poderiam ter valor para tornarem o filme mais interessante o desinteresse na sua caracterizaçao desprediça por completo este aspecto.

A realizaçao e sombria, com movimentos e flashs continuos, bem envolvida no ambiente que o filme quer traduzir, talves se perca em outros conformismo do argumento, mas no competo geral nao e por aqui que o filme perde o valor.

O cast é fortissimo, Jackman e neste momento um dos actores mais carismaticos, contudo nos ultimos tempos tem colecionado floops, contudo parece-nos totalmente desaproveitado numa personagem extremamente linear que tinha espaço para ser a verdadeira alma do filme e que torna-se acessorio. no polo oposto esta Mcregor, depois de um inicio incrivelmente explosivo, tem abrandado a carreira, em registos sem chama, aqui mais uma vez tem um papel cinzento e pouco expressivo, precisa de nova chama, embora a sua actual doença possa adiar. Na parte femenino o despredicio de Maggie Q, e contornado com a forma como e construida Williams, a verdadeira luz do filme nas suas apariçoes silenciosas, e neste facto sim, a falta de infrmaçao joga a favor de uma personagem, que Williams requinta com o enigma necessario


O melhor- As primeiras apariçoes de Williams


O pior -O desaproveitamento total de Jackman num vilao que poderia ser de outra dimensao


Avaliaç~o -C-

Friday, May 23, 2008

Baby Mama




A comedia tradicional, pouco apimentada, estava a algum tempo arredada nao dos grandes ecras, onde surgem esporadicamente alguns titulos, mas sim do sucesso comercial. Contudo este ano, este filme sem grandes figuras, num registo assumidamente tradicional, acabou por conquistar nao so um publico algo indefinido neste ano de 2008, mas tambem alguma consistencia critica, quem sabe saudosa deste tipo de registo.

baby mama, e uma comedia tipica nos finais dos anos 90, sobre redençao, com um humor familiar, quase sempre com um ritmo suave, e sem poucas explosoes, o filme parece-nos mais para um populaçao mais adulta, o certo e que o filme nem sempre consegue ter muita piada, os gags que exploram, sao nao so descontextualidados da realidade, como a forma como e abordada nem sempre e quase sempre a mais facil e quem sabe menos eficaz. Tudo por vezes e demasiado sensato no filme, falta em determinados momentos nao so rasgos de creatividade, mas tambem rasgos de rebeldia, necessarios a este tipo de comedia exclusiva para a gargalhada

A historia aborda uma quase quarentona, que tem como unico objectivo ficar gravida, ou poder ter uma criança a seu cargo, depois de nao conseguir estabilizar a sua vida amorosa, acaba por conceber atraves de uma empresa no utero de uma problematica pessoa de classe baixa, o filme e a disputa nao so de classes, como de personalidades entre estas pessoas, num caminho para a aproximaçao constante. E um filme positivo de toada emocional positiva, sem grande qualidade e certo, nem tao pouco um moralismo enraizado, mas consegue a determinados pontos enterter num tipico filme de matine.

O argumento padece principal nos aspectos circunstanciais se a nivel de base ate esta dentro dos seus propositos encaixando-se bem nestes, perde principalmente na parte como constroi os aderessos, personagens secundarias, irritantes, ligaçoes demasiado simplistas, e nem sempre os melhores desenvolvimentos aos trechos narrativos

A realizaçao de uma comedia e facil, porque raramente e posta a prova ou submetida a grandes avaliaçoes,neste parametro mais do mesmo, simplicidade, se bem que quase nunca este aspecto e sinonimo de qualidade.

No protagonismo deste filme duas actrizes de 3 linha das comedias hollywodescas, que acabam por ter o seu sucesso momentaneo neste filme, cabem muito bem nos seus papeis se bem que estes nao primam por exigencia, secundarizadas por mais famosos neste registo, nos seus pontos habituais, como Kennear, e o regresso desnecessario de Steve Martin


O melhor - A quimica entre as personagens femeninas


O pior- Quase nunca consegue ser engraçada


Avaliação -C

Thursday, May 22, 2008

Grace is Gone


Starring:
John Cusack, Shelan O'Keefe, Doug Dearth, Douglas James, Alessandro Nivola
Directed by:
James C. Strouse

Grace is Gone é daqueles filmes que surgem na sequencia de algum debate familiar relativamente ao conflito no iraque, daqueles filmes pequenos apostados em reflectir nos danos colaterais de um conflito, sem nunca assumir uma vertente declaradamente politica, incidindo num filme na sua vertente mais comercial, o certo é que e daqueles filmes, para ser mais discutido e valorizado do que visto. Contudo mesmo nos seus principais objectivos o filme esteve longe de qualquer conquista, no ponto de vista critico e apesar da maioria de pontos positivos nao brilhou e a sua pouca dimensao comercial, nem resultados residuais deixou.

Grace is Gone e um filme extremamente pequeno, com todos os tiques de filme independente, quase sempre demasiado silencioso, que opta por transmitir os sentimentos principalmente a angustia de personagens quase sem ruido oferecendo uma dimensao quase claustrofobica ao filme. O filme e pequeno em quase todas as suas dimensoes, sempre preso ao esteriotipo de filme independente, que nao precisa de explorar muito para conseguir os objectivos, o certo e que o filme peca por falta de desenvolvimento nos seus parametros de base, quase sempre demasiado preso a um principio pouco evoluido, num filme linear, pouco ligado e pouco coeso entre si, mas que acaba por ter na sua reflexao sobre o silencio, e acima de tudo sobre a incapacidade humana e choque o seu maior potencial.

O filme conta-nos a historia de um pai, que vê a sua mulher a embarcar para o conflito no iraque e fica com as duas menores a seu encargo, apos ter recebido a morte da sua esposa em conflito, tem como principal obstaculo o facto de ter que contar a estas, sendo o filme debruçado na reaçao dele relativamente a morte, e a forma como tenta gerir conflito gerado por este problematico.

O filme esta longe de ser brilhante e com potencial, e um filme preso, e lento, demasiado simplista, tendo em conta os temas que aborda, e o potencial do filme que poderia ser, mesmo assim a de valorizar a forma especifica como analisa um conflito individual numa prespectiva mais generalista.

O argumento peca pelo subdesenvolvimento, demasiado simplista, pouco desenvolvido, quer no conteudo, quer acima de tudo na forma como apetrecha o filme de um desenvolvimento narrativo, e demasiado silencioso em todos os momentos, e demasiado centrado nas imagens redutoras.

A realizaçao assume-se ao estilo mais caracteristico independente, cortes fixos na imagem, camara em movimento em volta das personagens estaticas, apesar de pouco original tem os seus pontos positivos,a congruencia com o argumento.

O cast liderado por um Cusack, que nos parece estar numa fase pior da sua vida, com pouca capacidade para dar dimensao a personagens com demasiada complexidade, perdendo aos poucos todo o protagonismo para as pequenas actrizes, essas sim o coraçao interpretativo do filme

O melhor - A força politica do filme

O pior - Demasiado linear e simples tendo em conta a tematica

Avaliação - C


Friday, May 16, 2008

Pathology



Starring:
Milo Ventimiglia, Lauren Lee Smith, Johnny Whitworth, Alyssa Milano, Keir O'Donnell
Directed by:
Marc Schoelermann



Provavelmente sem o sucesso de heroes nenhum de nós iria algum dia conhecer este pequeno filme, que talvez pelo sucesso momentaneo do seu protagonista se lançou para um lançamente comercial com algum mediatismo, embora não tenha tido uma expansao geral, o certo e que o filme ganhou algum espaço principalmente em algumas publicaçoes da especialidade. Apesar de resultados quase residuais em termos de bilheteira, e uma total indiferença critica, Pathology, ganhou um mediatismo que muitos nao esperavam.


O filme declara-se desde logo e muito bem como um filme pesado, e de serie B, e isso prepara-nos desde logo para o pior, e acima de tudo para possiveis incoerencias que o filme poderia passar a ter, contudo mesmo com esta preparaçao, e estas expectativas no limiar mais baixo possivel, continuamos no fim, a pensar que o filme desilude, primeiro porque a premissa de base quanse nunca consegue ser interessante, pesada, incoerente com o unico proposito logico de chocar, depois porque o seu desenvolvimento nunca impressiona e quase sempre prima pela falta de logica e de ligaçao com o que assume anteriormente. O filme nao tem ritmo quase desde muito cedo nao consegue prender o espectador, num filme fraco que o unico problema foi ganhar mais visibilidade do que aquilo que realmente assumia.


A historia centra-se num grupo de estudantes de medecina legal, que apostam entre si tudo para cometer o crime perfeito, aos poucos o moralista do grupo começa a construir uma vida dual e longe daquela que assumia anteriormente e envolver-se nestes jogos arriscados.


O argumento do filme e fraco nao so na construçao da narrativa bem como no desenvolvimento nao conseguindo quase nunca enterter e acima de tudo perde demasiado tempo com a rebeldia da ideia de base, nao e forte na construçao das personagens nem tao pouco no seu desenvolvimento, enfim bastante fraco.


A realizaçao ao optar pelo mais logico desenvecilha-se das criticas das outras componentes, ao adoptar uma realizaçao escura quase sempre sem cor, com divergencias de movimento ao serviço do ecra acaba por ser o mais funcional dos segmentos do filme.


O cast liderado pelo mediatico Milo, acaba por ser reflexo do filme, actores com pouca capacidade para a coisa, pouco exigentes a nivel de papel, num mecanismo pauperrimo de interpretaçao, senod o protagonista pouco mais que o carisma que a serie heroes lhe deu.


O melhor - Ser assumidamente pequeno.


O pior - Demasiada rebeldia artistica


Avaliação - D+


Thursday, May 15, 2008

Forgetting Sarah Marshall









Starring:Jason Segel, Kristen Bell, Mila Kunis, Russell Brand, Bill Hader
Directed by:Nicholas Stoller


Forgetting Sarah Marshall, vem no seguimento de uma serie de comedias com um denominador comum, que é a ligação entre os sentimentos mais puros de amor, com um teor sexualizado, que resulta bastante bem na ligação entre o elemento feminino de grande beleza com o falhado e apatico par romantico. Alias este genero sob a mao desta produtora lançou alguns dos exitos mais proponderantes dos ultimos tempos, principalmente com Knocked Up, e Superbad. Este Forgetting Sarah Marshall, não conseguiu o exito de bilheteira que os seus anteriores conseguiram, contudo no ponto de vista critico acabou por ser tambem ele bem recebido de uma forma geral.


Forgetting Sarah Marshall é um filme do ponto de vista de entertenimento, bastante melhor do que os seus anteriores define-se mais como comedia pura, perde mais tempo na construção das suas personagens sem perder ligação com a comedia romantica na sua origem cinematografica, aposta tudo num humor contagiante. O filme e uma das melhores comedias que visualisamos nos ultimos tempos, nao na sua base repetitiva, mas acima de tudo na forma como aderessa toda a sua base, nas piadas, e na forma como acrescenta e apimenta as suas situações.


Este genero de humor e arriscado, muitas vezes pode se aproximar de baixa qualidade e mau gosto, mas na maior parte das vezes nao conseguimos evitar a gargalhada, e acima de tudo a aproximaçao temporal do grande publico normalmente muito proximo de comedias mais sexualizadas.


Neste filme temos um musico que apos ter sido abandonado pela estrela de tv com quem namorava, decide seguir esta para umas ferias no Hawai, onde vê que esta o traia a mais de um ano, na tentativa de reagir, a este facto sempre de uma forma pouco normal encontra na recepcionista novo objecto de relacionamento que lhe vai colocar muitas duvidas, tudo acrescentado por um numero ilimitado de situações extremamente comicas.


O argumento como base, e na criaçao de personagens esta longe de ser brilhante ou extremamente creativo, contudo toda a componente comica do argumento atinge grandes niveis de excelencia, quase todas as situações sao bem conseguidas e bem criadas resultando bem neste efeito


A realização e espontanea mas nem sempre muito conseguida, o espaço nao ajuda, mas dá a frescura que o filme necessita e tenta transmitir no seu guião, nao tem nenhuma componente de excelencia mas funciona bem como um todo para os objectivos do filme.


Num filme sem estrelas tipico deste registo, brilha Segel autor do argumento e que cabe como uma luva no registo adoptado, as suas co protagonistas, misturam bem a beleza e a loucura que o filme necessita principalmente Kunis, uma das actrizes que pelos seus dotes fisicos e interpretativos podera das o salto rapidamente



O melhor - O humor objectivo


O pior - A historia de base e algo visto



Avaliação - B


Tuesday, May 13, 2008

Speed Racer


STARRINGEmile Hirsch, Christina Ricci, Matthew Fox, Susan Sarandon, John Goodman



Speed Racer, foi o segundo grande Blockbuster do ano, realizado pelos criadores de mundos novos, os irmãos Washovsky, desde o seu trailer, se percebeu que estavamo não só perante um filme inacreditavelmente surpreendente, pela forma como conjugava a imagem real com a recreaçao interactiva, bem como a aposta mais arriscada da epoca, um filme que poderia rapidamente ir ao ceu, ou então ao inferno. O risco estava assumido, faltava as diferentes respostas. Tudo comçou a ficar escuro no filme com as primeiras frias recepçoes por parte da critica, pouco convencida com o espetaculo visual, foi dura com o filme, e como consequencia o filme falhou redondamente na bilheteira, no primeiro fim de semana nao rendeu mais de 19 milhoes de euros, muito abaixo de um sucesso casual em qualquer parte do ano, ainda mais nesta epoca, e acima de tudo num filme cujo a estimativa de custo ascende os 300 milhoes, ou seja um autentico desastre.



A primeira sensação que se tem do filme e de estuipfção pela colorido, pelo espetaculo visual e creativo do filme, se bem que nem sempre simplista, o filme e incapaz de deixar indiferente um espectador hipnotisado, por uma das obras mais coloridas que há memoria. E provavelmente esta evolução vai tornar o filme imortal como uma obra unica, produtivamente de excelencia.



Contudo e muito visivel a ambiguidade do filme, por um lado o argumento cai num pesado nivel juvenil, pouco congruente, quase nunca maduro, que e totalmente ultrapassado por toda a dimensao de imagem do filme.Outro dos pontos que prejudicou o filme e o tradicionalismo de determinado sector da critica, adepta de cenarios reais, e contra a chamada tela azul.



Outra duvida surgiu sobre se o ridiculo de determinadas opçoes do argumento era num sentido de tornar o filme mais de autor e mais unico, ou mesmo a incapacidade de contornar uma ideia dificil de concretizar. A mim parece claramente a primeira a tentativa de aproximar dos desenhos animados japoneses num misto que permitira ao filme um estilo unico, arriscado, e acima de tudo facil de falhar como veio a acontecer.


A historia fala-nos sobre um jovem piloto numa familia totalmente ligada a construção e corridas estranhissimas de automoveis, o filme debruça-se sobre a luta pelo dinheiro dos patrocinios contra a cultura familiar. Quase nunca e um filme que adopta uma moral imperadora, por vezes e mesmo algo confudo e pouco coeso na sua historia de base, num argumento ao serviço totalmente do metodo produtivo escolhido, e na sua essencia algo debil, quer na construçao quase nula de todas as personagens, pela incapacidade de se decidir com uma comedia, ou mesmo um filme de super herois, e aqui que o filme tem as suas maiores indefiniçoes e acima de tudo as suas fraquezas.


Os irmãos washovsky, fizeram em Matrix evolução em todos os terrenos produtivos e de realização, e nao quiseram deixar este credito em mão alheias neste regresso, o filme e em termos de realização hipnotizante, muito proximo de perfeito, tem marca de autor, e arrojado, e mesmo que os resultados nao sejam satisfatorios, criou um estilo proprio, que provavelmente tentara ser replicado rapidamente, porque e funcional, mais uma vez a inovaçao esta presente.


O cast do filme pode ser um dos obstaculos ao sucesso, a falta de um actor carismatico para assumir o protagonismo desprediçou um rendimento extra, apesar de a exigencia do filme a nivel de interpretaçoes seja nula, onde todos acabam por ser marionetas ao serviço dos efeitos especiais, sem emoçoes e sensaçoes aparentes, ainda a espaço para um pequeno brilho para o pequeno Kick Gurry, com uma itrepretaçao cheia de espontaneadede que fica na retina


O melhor - A qualidade e creatividade visual do filme


O pior - A pouca envolvencia do argumento


Avaliação- B-




What Happens in Vegas



Starring:
Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Rob Corddry, Lake Bell, Dennis Farina
Directed by:
Tom Vaughan



Diaz e Kutcher são dois dos actores mais talhados para as comedias romanticas e a sua junção no ecrã so poderia ser uma aposta forte por parte de um estudio, dai que este What Happens In Vegas seja declaradamente um eixo forte do genero da comedia romantica apostada em vencer em longa escala na bilheteira em deterimento logico das preferencias criticas. Os primeiros dados apontam para um sucesso muderado longe do que de melhor estes actores ja fizeram, mas com resultados minimamente consistentes, ja criticamente, a indiferença acaba por ser um resultado menos mau neste parametro tão complicado para este genero.


O filme sabe perfeitamente conjugar as suas possibilidades com as expectativas dos espectadores, efectuando desde logo um argumento pouco complexo, mas acima de tudo com muitas situações invulgares e que funcionam na forma como os actores compartilham momentos ou mesmo na forma como o jogo amor-odio e criado na trama. O filme não e um primor creativo, a maior parte das sequencias sao repetidas e por demais vistas, mas acaba por cumprir nos propositos a que se compromente, principalmente na construçao de uma comedia romantica bem disposta, agradavel e proxima do espectador.


A historia fala-nos sobre dois jovens em momentos complicados da sua vida que se encontram em Las Vegas e depois de muito alcool e adrenalina a mistura acabam por casar, sendo que no dia a seguir arrependem-se, so que o divorcio neste caso e algo mais complicado do que aquilo que esperam,no sempre intressante jogo do rato e gato amoroso, ofilme desenrola-se com uma boa sucessão de gags, e acima de tudo com uma descontração contagiante.


O argumento e leve, centrado nos objectivos bem definidos do filme,sem querer entrar em campos ou terrenos que não são os seus, talvez por isso a narrativa, seja moderadamente interessante, as articulações pouco mais que obvias, e as personagens unidimensionais, contudo isto só seria um problema se o filme na sua construçao exigisse mais.


A realização não e completa e acaba por ser a parte menos forte do filme, não tem risco, nao usa a beleza que Las vegas poderia trazer ao filme, limitando-se ao minimo possivel e acima de tudo exigido, mesmo os actores, nem sempre sao filmados da melhor forma nas suas interações, longe da qualidade que um filme com algum peso comercial exigia.


O cast tem por um lado um peso comercial elevado, com dois dos icons da moda seguida pela maioria dos jovens, servem perfeitamente neste tipo de filme, onde funcionam como peixe na agua, em guioes que não poe a nu, a pouca versatilidade de ambos, e mesmo as limitações interpretativas que estes evidenciam em filmes mais exigentes neste paramentro, mas que funcionam muito bem quer isoladamente quer em conjunto em filmes como estes.


O melhor -A boa construçao da quimica entre o casal


O pior - A realização


Avaliação - B-


Saturday, May 10, 2008

Meet Bill


Meet Bill, é um pequeno filme que toda a sua produção e realização passou ao lado de toda a gente só tendo chamado a atenção, agora pelo seu lançamento limitado e acima de tudo pelo brilhante cast, mediatico o suficiente para chamar a atenção.Sem ser esse facto provavelmente seria impossivel ter acesso a esta comedia que quer do ponto de vista critico quer comercial pela sua falta de visibilidade acaba por não ter resultados visiveis.
Este facto questiona um pouco as escolhas da industria cinematografica, sendo que esta comedia agradavel e de facil visualização com uma integridade moral interessante tenha sido totalmente ultrapassada quer em produção mas acima de tudo em distribuiçao por um sem numero de filmes de terror de qualidade baixissima, mesmo que com pior elenco e acima de tudo elenco menos apelativo para os espectadores.
O bom e que se acordou a tempo e dar divida atenção a um filme simples forte, com um humor apesar de pouco explosivo conseguido, que decorre a um ritmo interessante, maduro, e capaz de defender um conteudo moral mais que satisfatorio. E obvio que as limitações comerciais, desde logo declaradas acabaram por nao tornar o filme mais perto e mais forte do ponto de vista de experienciação de emoçoes, e qualidade produtiva, que acaba por lhe tirar em determinados momentos alguma dimensao que o podia transportar para outros niveis.
A historia debruça-se no fracassado Bill, com a sua vida totalmente de rastos a vários niveis acaba por encontrar a sua motivação e a fonte de novas sensações num adolescente a ser toturiado por si, correndo para uma segunda adolescencia emocional enquanto busca a reorganização da sua vida, num misto de comedia independente com algum romantismo e toques de adolescencia.
O argumento e maduro, com objectivos morais vincados talvez mais fortes do que o desenvolvimento creativo da historia ou a evolução humoristica do filme, aos poucos as personagens para alem de bem caracterizadas vão interagindo com extrema quimica entre si o que enriquece particularmente algumas situações do filme, num argumento fresco mas conseguido.
As limitaçoes produtivas acabam por se tornar mais evidentes no plano da realização do filme, quase nunca com grandes riscos ou grandes rasgos artisiticos, a sua simplicidade apesar de se ajustar ao filme afasta-se de outros niveis, ja que o filme por si so permitia mais arrojo neste parametro.
Um cast de excelencia num filme menor cada vez e mais notorio a capacidade deEckhart funcionar em pleno em comedias com um conteudo mais satirico e em personagens em fim de linha, aos quais se une uma ALba algo repetitiva, numa tentativa de fornecer mais dimensao comericial ao filme, bem como os restantes actores, totalmente dominados pela presença do protagonista

O melhor - O valor moral

O pior - A dimensão assumidamente pequena do filme

Avaliação - B-

Wednesday, May 07, 2008

Harold and Kumar escape from Guantanamo Bay


Starring: John Cho, Kal Penn, Eric Winter, David Krumholtz, Neil Patrick Harris
Directed by: Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg


Harold and Kumar podem ser vistos como as sobras de grandes sucessos de comedias de grande sucesso, que com esteriotipos de personagens mais ou menos bem conseguidas e proximas do publico juvenil, reuniram esforços no sentido de tambem eles terem o seu espaço de fama, o seu primeiro filme esteve longe de grande sucesso, com resultados de bilheteira medianos, e pouco ou mesmo nenhum alarido critico. Pois bem foi com estranheza que vimos acima de tudo a sequela deste filme estrear num numero consideravel de cinemas, mas tudo ainda se tornou mais estranho quando o filme bateu no primeiro fim de semana as receitas de bilheteira do seu antecessor, e mesmo criticamente nao foi tão afectado como o seu anterior. O que aumentou as expectativas relativamente a este sucesso.
A primeira ideia e que nada de novo e introduzido relativamente ao primeiro filme, que por um lado e bom porque nao perde a ligação com os fão por outro lado redutor, ja que o seu primeiro filme esteve longe de grande brilhantismo. Personagens ridiculas, humor fisico conjugado com humor sexual, situações estranhissimas sao apresentadas aos personagens, a um ritmo elevadissimo, pouca maturidade do guião, uma outra gargalhada solta, ou seja o que mais estamos habituados em comedias de segunda divisão.
E obvio que as personagens tem alguma piada principalmente o asiatico, e verdade que por vezes as piadas sao conseguidas, mas tudo no resto do filme, ou seja o corpo do filme, roda para que isto seja conquistado, ou seja todo o filme encontra-se ao serviço da piada fácil.
A historia é absolutamente absurda, dois jovens de origem asiatica e moçulmana amigos e americanos querem viajar ate Amesterdão, contudo no aviºao sao confundidos com terroristas e enviados para Guantanamo, onde escapam minutos depois, sendo o filme as peripecias dos dois amigos na preseguição que lhes e movida.
Tem neste titulo uma dimensao mais politica e satirica, se bem que a imaturidade do filme nao faz com que ninguem leve a serio a critica que e efectuada.
O argumento e pouco imaginativo na sua construção quase sempre linear e pouco maduro, as personagens sao extremamente exteriotipadas e quase sempre sem piada, salva-se por alguns gags humoristicos que resultam em pleno, mas pouco para qualquer tipo de filme.
A realização neste tipo de filmes e sempre um elemento circunstancial e neste filme nao foge a regra, pouco movimento pouco risco, e quase passa despercebida.
Os actores longe de grandes niveis de interpretação encontram-se reduzidos aquele tipo de papeis que resulta dentro das possiblilidades e muito em funçao da quimica das personagens, sendo os secundarios totalmente acessorio para o filme.

O melhor - Alguma coragem em algumas piadas.

O pior - Demasiado infantil e imaturo na sua essencia.

Avaliação - C-

Tuesday, May 06, 2008

Fool's Gold



Starring:
Matthew McConaughey, Kate Hudson, Roger Sciberras, Donald Sutherland, Ewen Bremner
Directed by:
Andrew Tennant


Os estudios normalmente apostam nas fases iniciais dos anos, em comedias romanticas, de forma a conquistarem um publico mais adolescente, apostando normalmente em duplas ja testadas com sucesso anteriormente. Este ano a expectativa era elevada no regresso da uma dupla que resultou muito bem no seu primeiro filme em conjunto, mas ainda por cima porque a dupla de protagonistas se juntava um especialista na comedia familiar habituado a grandes sucessos,a força do filme era evidente, contudo desde logo criticas muito negativas ao filme e à sua qualidade retiraram o vigor comercial que o filme prometia com resultados claramente inferiores ao esperado, e pouca dimensão a um filme pouco mediatico.


Muitas vezes os realizadores pensam que uma boa quimica entre um casal e por si so suficente para fazer render, e acima de tudo valer uma comedia romantica, e o experiente Tennant cai neste filme nesta ideia errada, incompreensivel em alguem com tanta experiencia. ja que o filme acaba por testar a quimica e acima de tudo a força do atrito entre as personagens, nao o dotando de qualquer conteudo, usando quase sempre humor, disfuncional e na maior parte das vezes extremamente imbecil, numa caça ao tesouro, sem ritmo , interesse, coerencia logica e quase sempre sem piada.


Parece indiscutivel que a dupla funciona, principalmente no jogo do toca e foge, e no clima amor odio que consegue criar, e certo que os poucos momentos do filme estão ligados nessa quimica indiscutivel, contudo parece-nos que todos os outros aspectos são extremamente fraquinhos, pouco desenvolvidos, pouco trabalhados, quase sempre com os requisitos minimos, e dai que o filme resulte num objecto algo aborrecido, pastoso, que apenas serve para casais enamorados ao domingo a tarde.


A historia do filme debruça-se num caçador de tesouro, demasiado baldas que persegue encontrar um tesouro em alto mar, e que se vê a fazer equipa com a sua ex mulher, que ainda gosta, e um rico magnata e a sua filha, para os quais as suas esposa trabalha, e com a disputa com um grupo de gangsters da baia, e uns amigos ao qual deve dinheiro, demasiados confrontos poucas peripecias, e pouco mais que contar.


O argumento e vazio quer na forma como imbeciliza grande parte das personagens em busca do humor facil, quer na forma como desenvolve uma narrativa quase sempre desinteressante nas suas escolhas, e na forma como desenvolve os seus paramentros. Demasiado pobre para um filme que continha algumas ambiçoes comerciais.


Andy Tennant encontrou no seu ultimo filme, uma receita infalivel, a graça de Hitch era evidente no trailler, contudo neste filme, observa-se claramente o contrario, desde o trailer que percebemos que esta longe de ser satisfatorio este tipo de registo, Tennant tenta a lei do sucesso sem esforço, pena e que o publico ja nao caia em facilitismos.


Hudson e McConaughey funcionam como poucos, ambos entraram como promessas de qualidade em hollywood, mas rapidamente encontraram nos papeis limitados de comedias romanticas a sua carreira, sem grandes prespectivas de mudança sem grande brilho, mas funcional, talvez ambos tenham desprediçado a oportunidade de uma carreira mais valorizada,mas que sao funcionais no genero,isso nao ha duvida.


O melhor - A quimica dos protagonistas.


O pior - O registo humoristico de baixa qualidade


Avaliação - C-


Saturday, May 03, 2008

Iron Man


STARRING

Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bridges, Shaun Toub, Leslie Bibb, and Gwyneth Paltrow

DIRECTED BYJon Favreau


Está aberta a epoca alta do cinema norte americano, onde as produtoras lançam os seus objectos comerciais apostadas em fazer render, e acima de tudo aumentar os seus lucros, o primeiro fim de semana de maio costuma ser dos mais apetecidos do mercado, normalmente ocupado por um dos pesos pesados do verão, contudo este ano, este lugar foi para um titulo grandioso, mas algo ambiguo, para a primeira parte de um novo super heroi, o Iron Man, um heroi longe da fama dos grandes, mas que a forma seria e profissional com que decorreu a sua produção conduziu a uma elevada expectativa, que resultou num filme que está a estourar nos cinemas, com resultados acima das expectativas ja de si elevadas, e ainda para mais com um reconhecimento critico extremamente dificil para um filme de super herois.
Iron Man tem todos os ingredientes que o diferenciam de um blockbuster de qualidade, primeiro porque mais que apostar numa serie de efeitos especiais soltos e pouco ligados, começa a sua construção na forma como preenche a historia sempre simples de um filme de super herois, e aqui encontramos o principal charme do filme, por um lado na riqueza e por vezes humor dos dialogos, pela quimica estabelecida pelas personagens, pelos bons momentos de acção que no oferece tudo num ritmo intenso que prende o espectador e acima de tudo faz com que este fique agradado com o que vai vendo.
O que diferencia os bons dos maus filmes de super herois, e a qualidade dos diversos argumentos que o filme apresenta, e aqui Iron Man e efectuado para triunfar, num filme que pela sua base e dificil de contretizar nao teve medo de assumir a competencia e entrar na luta infernal dos veroes cinematograficos, as primeiras ideias e que vai triunfar e quem sabe dar aso a mais uma serie de filmes em volta deste super heroi.
O filme trata-se acima de tudo no processo de construçao do heroi quer da base do mesmo, ao seu aprefeiçoamento, o filme pouco ou nada se debruça sobre as suas aventuras, servindo mais como uma introdução e construçao da personagem, nos seus conflitos e dificuldades, e acima de tudo na luta contra a conspiração contra si.
O argumento e bem construido, dentro das linhas mais logicas deste genero, com pouca profundidade emocional substituida por musculo e humor nas quantidades certas, o argumento tem ainda como ponto forte a boa quimica entre as personagens, e acima de tudo entre a personagem e o heroi, os dialogos sao recheados, se bem que sem a profundidade de outro tipo de titulo. Perde apenas na pouca dimensao e construçao do vilao, algo superficial vazio e sem grande complexidade.
Muitas duvidas existiam sobre a grandiosidade de Favoreau para um filme com tanta exigencia produtiva e comercial, depois do floop de zathura, a aposta foi forte e Favoreau e de todos os intervenientes do filme aquele que sai mais fortalecido, primeiro porque conquista o publico e a critica, depois porque demonstra a vontade na forma como dirige todos os meios, e mesmo do ponto de vista visual oferece-nos um filme rico, principalmente na sua parte final, sem medo de lhe dar um caracter serie B, que da algum cunho proprio ao filme.
O cast parece-nos a base de força do filme, uma escolha tão certa como o sempre forte Downey JR, permitiu que a personagem central para alem de carisma conseguisse, dinamismo e complexidade colocando desde logo um filme noutro patamar, o excelente actor encontra-se ao melhor nivel, adjudicado bem quer por Paltrow com que funciona muito bem, e Howard, os poucos momentos entre os dois são fortes. Pena e que a personagem de bridges nao permita uma maior qualidade da sua propria personagem.

O melhor - Mais um blockbuster bem feito


O pior - O vilão

Avaliação - B

Wednesday, April 30, 2008

Run FatBoy Run


Starring: Simon Pegg, Hank Azaria, Thandie Newton, Ameet Chana, Dylan Moran


Directed by: David Schwimmer



As comedias inglesas continuam por natureza, para alem de conter uma termenda originalidade, serem extremamente actuais e engraçadas. Este facto faz por um lado que se tornem independentes de grandes estudios com sucesso, e perto de uma critica com gostos refinados. Contudo não há regra sem excepção, e este filme é o oposto, primeiro porque toda a originalidade termina na ideia de base, depois porque a articulação narrativa cola-se aos produtos mais consumiveis dos USA. Que reultou num filme indiferente para a maioria da critica internacional, e que a visibilidade comercial alem fronteiras fosse reduzida.


mesmo num estilo puramente americano esta comedia britanica consegue ter mais piada do que o camiao de comedias romanticas que recebemos todos os anos. Contudo grande parte das vezes para alem do ridiculo das situaçoes, o filme e repetitivo quase sempre nas linhas gerais que assume. Mesmo com graça o filme perde por vezes o sentido cultural e social em voga nas comedias britanicas, caindo por diversas vezes no estilo conto de fadas.


A historia fala sobre um policia frouxo que apos abandonar a sua noiva gravida no altar, tenta reconquistá.la anos depois, mesmo depois desta ter encontrado um relacionamento estavel, tudo isto num paralelo metaforico que engloba a participação do protagonista na mitica maratona de londres.


O argumento parte de um principio arrojado mas vai perdendo toda a coragem e creatividade na sua exploraçao, as sequencias sao quase sempre previsiveis, bem como o desenvolvimento narrativo da propria historia. A propria criaçao das personagens limita-se ao mais basico na diferenciação entre bons e maus.


A realização adopta o mais puro estilo british, centrado nas faces das personagens, com bastante ritmo e movimento, auxiliado por uma boa escolha de banda sonora agressiva, tem aqui a sua maior ligação à origem cinematografica do filme.


O cast e liderado por um dos maiores icons da comedia britanica actual, Pegg é perfeito no registo de frouxo, o que encaixa prefeitamente na personagem central do filme, Newton da a suavidade necessaria a uma personagem simples. Azaria esta longe de ser um grande actor e isso demosntra na fragilidade com que dá vida a sua peronagem



O melhor - A conjugação da realizaçãobanda sonora


O pior - O caracter estrutural demasiado hollywoodesco.


Avaliação - c+