Monday, December 22, 2008

Blindness


Starring: Don McKellar, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Alice Braga
Directed by: Fernando Meirelles

Fernando Meireles não e nem nunca poderá ser um realizador de filmes faceis, e daqueles realizadores que gosta de arriscar, nao gosta que ninguem fique indiferente a si e a sua filmiografia, dai que adopte sempre um estilo próprio que apesar da diferença tematica dos seus filmes ja o permite enquadrar no seu genero. Com Blindness a expectativa era demais, por um lado porque o livro era de si muito complexo, depois porque prometia polemica a longa escala. E desde log observou-se que o cinema nao estava preparado para o politicamente incorrecto de Saramago, o filme chocou as hostes mais tradicionalistas dos criticos, e comprometeu a carreira de um filme que tinha ambiçao nos premios de academia. Meireles saiu pela primeira vez agastado e algo derrotado de um filme que nao cumpriu o minimo, talvez porque o puritanismo ainda reina nas terras do tio Sam.
Blindness e como o titulo demonstra o filme feito as cegas, primeiro porque o livro que adapta e muito complicado, no seu genero metaforico, e depois criar o cenario dantesco que Saramago nos dá no livro e uma tarefa quase impossivel e que so a coragem de um realizador como Meireles poderia permitir. Mesmo retirando algumas das sequencias mais chocantes do livro, Meireles joga duro, talvez demais para os resultados que procurava, mas ganha no facto dos verdadeiros adeptos de cinema reconhecerem facilmente a singularidade e a qualidade artistica e global de um filme diferente que marca sem margem para duvidas alguma desilusao e falta de originalidade de um ano cinematografico algo vazio, e obvio que nao e consensual, muito na linha do ou se ama ou se odeia. No meu ponto gostei bastante, para alem da riqueza inerente a moratoria do livro e da excelência da narrativa que nao e preciso sublinhar, Meireles imprime uma contextualizaçao forte e dinamica muito positiva consigue transmitir o caos que Saramago nos dá, com um exercicio estetico proprio e com uma fotografia de primeira linha. Estamos claramente perante um filme de primeira linha nos componentes essenciais do cinema, o problema e talvez por um lado o peso de determinadas sequencias, o facto de poder ser polemico para alguns sectores, de nao ser um filme fácil, tudo isto joga contra um filme, com muitos pontos positivos a assinalar.
Meireles facilmente deveria ter previsto o labirinto de um filme com esta historia, uma cidade onde de repente um surto de cegueira atinge toda a populaçao sendo que a maior parte fica retida em quarentena num antigo hospital onde criam uma verdadeira comunidade com regras desde mais humanas a mais selvagens, na luta pela sobrevivenvia, com toque de caos e de juizo final, o filme e intenso desde o primeiro ate a conclusao final
O argumento e positivo, apesar de alguma defesa em conter alguns dos pontos mais marcantes no livro, consegue acima de tudo captar a sua essencia e tornar o filme forte quer em personagens quer no sentido que o emprega, talvez a creatividade esteja concentrada no livro em si, mas a nao complicaçao exige trabalho num texto tao complexo como de Saramago.
Meireles e um grande realizador, daqueles que consegue contextualizar contextos como ninguem e que consegue transmitir os limites da existencia humana com um realismo impressionante, neste titulo sai do caracter factual e imprime uma toada mais artistica e menos vistosa, mas este jogo de luz e a fotografia sao o charme do filme, onde Meireles joga como quer com este aspecto ao serviço do guiao, ou seja artimanhas so ao alcance de alguns
O cast, apesar das sucessivas modificaçoes, Meireles nao se pode queixar que foi por este que o filme perdeu alguma da força junto aos premios, Moore, regressa a sua melhor forma da qual estava arredada a muito tempo, principalmente depois de sucessivas perdas de oscar, da que muitos consideraram uma das melhores actrizes dos ultimos anos, neste filme carrega o piano, em grande parte das cenas, numa interpretaçao corajosa, dificil que Moore desempenha com uma extrema qualidade, e que merecia quem sabe o reconhecimento de uma actriz que para bem do cinema volta a sua forma. Ruffallo por sua vez com um papel tambem ele exigente um dos maiores da sua carreira e uma prova de fogo a uma carreira algo inconstante entre filmes de autor e comedias romanticas, aqui passa contudo sem isençao, embora cumpra os prerequesitos minimos, falta alguma excelencia a uma interpretaçao que o permitiria, assim como a brasileira, e menina de meireles Braga.
De registar tambem as brilhantes prestaçoes de Bernal e de Glover, duas interpretaçoes capazes de figurar nas melhores secundarias do ano, com dificuldade e qualidade.

O melhor - A coragem de um titulo dificil

O pior - Ter pensado em conseguir ser consensual

Avaliação - B+

Sunday, December 21, 2008

Gran Torino



Starring:
Cory Hardrict, Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her
Directed by:
Clint Eastwood



Ninguem nos ultimos anos assumiu um estatuto tao grande em Hollywood como realizador como um dos actores mais mediaticos de sempre, Eastwood que passou grande parte da sua vida a matar viloes nos seus filmes de acçao termina a sua carreira como realizador e acima de tudo como um realizador que mais facilmente se debruça sobre o tema da morte, e constroi sobre este terreno alguns dos melhores e mais intensos filmes do ultimo tempo, este ano surge em dose dupla, concentrando na sua despedida como actor, este filme pequeno, mas com ambiçoes, e mesmo que as primeiras indicaçoes o afastem de algum modo dos premios que parecia estar destinado a lutar o certo e que Gran Torino tem sido falado, por se tratar da obra que caracteriza um multifacetado Eastwood que e a faceta do que e ser o Sr Cinema, mesmo que como realizador nem sempre seja um realizador de multidoes.


Com a excepçao de Million Dollar Baby podemos diferenciar a carreira de Eastwood em dois segmentos, como realizador onde para alem do trajecto nos westerns nos deus alguns dos titulos mais brilhantes dos ultimos 10 anos, e daqueles que participava, normalmente com menor qualidade e acima de tudo apostado em personagens muito iguais que se encaixavam no perfil que assumiu, neste filme ele consegue nao fugir a estes pontos, se por um lado nos tras um filme intenso, quase filosofico relativamente a morte, um dos temas preferidos do realizador, por outro lado traz-nos de novo o heroi Eastwood sozinho frente a camera sem medo de carregar um filme pesado as costas e aguentar sem vergar.


E certo que nao tem o vigor de outros filmes, que a intensidade se torna quase egocentristas na forma como apenas se demonstram pelas curtas frases do protagonista, mas mesmo assim e um filme bem intensionado de momentos, com muita honra, e um filme adulto que se assume facilmente nas linhas mestras de um guião forte nas suas principais dimensoes, falta talvez a riqueza sentimental de Haggis reuniao que tantos frutos deu a ambos, mas mesmo assim o filme e vivo, e intenso e permite a reflexao importante para Eastwood.


Mas ao mesmo tempo e redutor tudo a volta serve para fazer brilhar a personagem de Eastwood, interessante sem duvida mas sem um valor tao forte que fassa com que tudo tenha de rodar em torno desta perdendo-se alguma qualidade contextual do filme ou mesmo outros focos de interesse que quase nunca sao abordados.


Gran torino tras-nos a historia de um idoso anti social que apos a morte da mulher encontra uma peculiar relaçao com os seus vizinhos de origem chinesa, numa metafora da confissao e redençao com passagens pelos seus temas preferidos como a morte e religiao, Eastwood traz-nos um filme maduro e forte mesmo que nem sempre tao creativo como deveria


O argumento e bem ligado, forte, mas parece-nos que perde alguma da qualidade apostando em demasia na personagem central, parece esse a unica preocupaçao de um argumento que abraça bem os pontos essenciais mas esquece outros caminhos que poderiam dar outra dimensao ao filme


Eastwood tem um problema grave quando actua, e que tenta sempre criar um carisma extremo na sua personagem de um narcisismo inexplicavel o certo e que a realizaçao sente-se disso, com menos apostas em planos longos por diversas vezes permissivo a realizaçao apesar de positiva, ou nao tivesse um dos melhores realizadores da actualidade mas sem o charme de outras


Esta seria a ultima aposta para Eastwood chegasse ao oscar como actor, algo que nunca conseguiu, e apesar de uma campanha de markting neste sentido e de nos parecer que o filme e construido ate certo ponto com esse pressuposto, as primeias notas vão para que provavelmente este objectivo nao seja concretizado, nao que Eastwood nao esteja bem, alias tem aqui um dos melhores papeis da sua carreira, contudo nao nos parece que neste segmento a carreira dele seja tao positiva que exiga um Oscar, num papel competente, nem sempre com a frescura fisica que deveria exigir o certo e que pouco espaço da aos outros personagens mais mais pela presença do argumento do que propriamente pelo brilhantismo de um Eastwood com algumas debilidades que o impediram de ser um actor indiscutivel


O melhor - As discussões sobre a definiçao da morte


O pior - Eastwood e as dificuldades em se realizar a si como actor



Avaliação - B


Saturday, December 20, 2008

The Day the Earth Still Stood


Starring: Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Kathy Bates, Jon Hamm, Jaden Christopher Smith
Directed by: Scott Derrickson

Este filme e um dos acontecimentos de um Dezembro sempre apeticivel para a industria cinematografica, pelas ferias e pelo investimento maior em idas ao cinema, dai que os grandes estudios tenham apostado cada vez mais em grandes filmes para esta epoca, ja com os efeitos especiais tipicos de outras aventuras. Neste particular surge este titulo de ficção cientifica com muitos efeitos especiais a mistura apostado concentradamente na bilheteira, contudo as primeiras indicaçoes estao algo longe do sucesso absoluto, com resultados apesar de consistentes pouco explosivos, sendo contudo o principal obstaculo ao filme as pessimas criticas que o filme tem sido alvo e que podera ter amenizado o sucesso particular do filme
Desde logo e importante perceber o sentido em que o filme e efectuado, ou seja conquistar o publico com uma historia basica sem muita complexidade, com um conteudo moral exposto e acima de tudo ao serviço de um leque de efeitos especiais vistosos, mais do que competentes. Contudo o filme peca pela primeira parte nao cumprir os minimos exigidos a um filme com ambiçao de atrair massa de grande publico. E as razoes para esta debilidade estao todas no argumento desde a sua base pouco creativa e interessante ate a sua pouca densidade na concretizaçao e mesmo na narrativa pouco interessante demasiado simplista, muito obvia. O filme cai em sequencias de erros de argumento a cada minuto que passa, tudo e demasiado simples, caindo mesmo no ridiculo de determinadas situaçoes, a mais complexa de todas ajuda da protagonista ao extraterrestre sem qualquer fundamento.
O filme e pouco coeso por vezes ficamos mesmo incredulo com determinadas cenas, num autentico disparate narrativo, que nos parece ser apenas um pretexto feito a pressa para explodir alguns milhares em efeitos de primeira linha, alias o maior apelo do filme. Outro aspecto muito mal articulado no filme e a tentativa frustada de criar um moralismo quase etico da populaçao mundial, pouco interesse tem, e se o quisessem agigantar deveria ser de forma mais subtil e de uma forma tao exposta que tira todo convencimento que deveria ter.
A historia fala-nos de uma invasao extraterrestre com vista a condenar a humanidade pelo seguimento dado ao nosso planeta, com um et a aproximar-se de uma cientista numa especie de reviver Extreminador Implacavel, o filme la se decorre entre avanços e recuos com vista a salvaçao do planeta
Ó argumento do filme e o verdadeiro caos artistico, se por um lado a historia de base ou as linhas orientadoras ja nao sao famosas a concretizaçao da ideia torna-se mesmo um descababro desde personagens mal criadas e pouco interessantes por um desenvolvimento da narrativa obvio e enfadonho poucos sao os aspectos positivos de um filme apenas com um objectivo o de mostrar inovaçao nos efeitos especiais e amealhar algum dinheiro
A realizaçao consegue trazer a si a funçao dos efeitos especiais o que nem sempre e facil, e deve ser valorizado, mas ao mesmo tempo nos momentos seguintes esta longe de um brilhantismo, com uma realizaçao sobria dentro da filosofia do fillme, mas com pouco charme de autor
O cast traz-nos o reencontro de duas carreiras distintas Reeves mais proximo de filmes do genero para grandes audiencias mas quase sempre com defices de qualidade que se espelha na sua capacidade interpretativa algo limitada, tendo que jogar mais com o seu carismo do que com a sua qualidade de interpretaçao, neste filme nenhuma das duas esta presente. E Connely que ate um Oscar ja ganhou mas que ultimamente tem passeado por titulos menores, e tem caido no nivel da sua carreira, aqui com um papel demasiado desinteressante para se avaliar o que quer que seja

O melhor - Os efeitos especiais na fase final

O pior - A historia e a falta de ligação da mesma

Avaliação - D+

Zack and Miri Make A Porno


Starring: Seth Rogen, Elizabeth Banks, Jason Mewes, Katie Morgan, Craig Robinson
Directed by: Kevin Smith

Kevin Smith e um dos maiores e mais polemicos criadores de comedias norte americanos, os seus filmes têm sido ao longo dos tempos vistos e revistos com algum culto principalmente nas suas mais diversas personagens sobre temas todos eles algo tabus na nossa sociedade. Dai que a entrada no mundo do porno fosse apenas uma questão de tempo, sempre com uma componente moralista fortemente assumida este peculiar filme, mesmo algo distante dos maiores sucessos do criador, do ponto de vista critico, onde os seus primeiros filmes foram autenticos padrões de um humor nem sempre com bom gosto mas sempre algo requintado. Quanto a bilheteira algo acima do que é habitual para Smith, ao qual nao terá sido indiferente o bom momento mediato do duo protagonista

Dizer que este é talvez o filme mais hardcore de Smith é dificil de ser assumido como realidade, mesmo servindo no seu prato uma historia centrada no mundo da pornografia, apenas de ponto de vista de imagens e o filme mais hard de Smith, ja que no restante o filme adquire outra toada, talvez mais romantico e emotivo do que estamos habituados em Smith e acima de tudo numa narrativa mais coesa. O filme consegue conjugar dois pontos importantissimos para o fazer resultar por um lado uma historia intensa, moralmente forte, perto de uma realidade muitas vezes presente à nossa volta, e por outro o tipico e excelente humor pesado sem barreira nem tabus de Smith, pode haver quem fique chocado ou o considere com mau gosto mas e indesmentivel a capacidade do autor brincar e acima de tudo ser engraçado de forma espontanea.

Para alem disso o filme tem uma facilidade de conseguir passar de momentos diferentes do filme sem se recentir ou deixar quebras em si, por um lado nas componentes mais humoristicas proximas de comedias mais usuais no cinema actual, com um romantismo intenso, que nao se fica pela paixão, tentando acima de tudo trabalhar o aspecto humoristico sem cair numa vertente mais corporal, trantando-se sempre de um filme que tem a pornografia como pano de fundo.

A historia conta-nos as aventuras de dois amigos de longa data que vivem juntos, dois fracassados, que se deparam com dificuldades financeiras ate que certa altura num encontro com ex amigos descobrem que talvez a soluçao passa por realizar um filme caseiro pornografico e divulga-lo em troca de um dinheiro. E eis que estes simples amigos partem a aventura de se envolverem para o filme resultar

Smith tem um argumento interessante, original, muito bem construido na simplicidade das personagens e na forma como estas se colocam naturalmente ao serviço do guião, que e apetrexado de piadas de primeira linha, que consegue tornar as interação sempre mais fortes, e engraçadas, o humor do filme tem momentos para recordar e consegue ser o ponto forte de um filme que é fora de comum

Como realizador ja nao se reconhece tanto brilhantismo a Smith pouco mais que seguir as personagens ele consegue fazer, e mais nao e exigido para que os seus filmes resultem, poderia ter mais risco e uma marca mais individual deste segmento ja que e o unico dos seus factos que não se denota a longa distância

Quanto ao cast alterações de fundo nos elencos e nos grupinho de Smith, oferecendo o protagonismo a dois actores em brilhante forma na actualidade cinematografica, por um lado Rogen a se assumir como o Sr Comedia dos ultimos dois anos, num esteriotipo muito proprio que ainda esta em validade e que na qual ele encaixa como ninguem, mesmo com limitaçoes possiveis quando sair deste registo, parece-nos que o efeito Rogen ainda esta vincado no poder publicitario dos filmes, e Banks recriada com uma boa personagem em W. Num ano em cheio pela quantidade de trabalhos, ela marca uma mistura de presença com beleza e carisma e que se podera rapidamente se tornar um caso serio de sucesso em hollywood quem sabe na primeira linha ja que beleza e talento estão la. De referir apenas os excelente cameo de Brandon “superman” Routh e Justin Long

O melhor – Uma comedia com um sentido proprio que resulta, Á quantos anos

O pior – Muito exposto fisicamente

Avaliação – B+


Saturday, December 13, 2008

The Duchess


Starring: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Dominic Cooper, Hayley Atwell, Charlotte Rampling Directed by: Saul Dibb

Keira Knightey tem se tornado nos ultimos tempos uma verdadeira rainha do cinema de epoca, contrapondo filmes de origem norte americana onde te conseguido os seus maiores sucessos com alguns filmes de origem mais britanica, onde tem ajudado a construir uma carreira consistente que ja lhe valeu inclusive alguns premios importantes. Este Duchess é um filme de produção europeia mas com ambiçao devida a tentar efectuar uma maior renatbilidade deste mesmo estatuto de Kneightey, afigurou-se como possivel candidato aos Oscares daqueles que sao predefinidos no inicio do ano, contudo a sua exibiçao em festivais logo fez prever que ficaria pelo caminho na grande luta, pese embora tenha sido valorizado nao teria certamente a força para ir tão longe. Do ponto de vista comercial o rotulo de concorrente ao Oscar permitiu alguma visibilidade num genero que apesar de pouco apetecivel permite sempre arrecadar algum lucro.
The Duchess entegra na sua plenitude aquilo que estamos habituados no filme de epoca, ou seja com uma boa dinamica produtiva, com uma boa contruçao da epoca, com uma frieza excessiva das personagens e acima de tudo com um ritmo lento o filme está longe de ser brilhante, apesar de ser um filme seguro de si, com uma narrativa madura e bem construida o certo e que por um lado a historia em si nao tem os ingredientes necessarios a marcar uma posiçao bem como por outro lado a própria lentidão do desenvolvimento de processos parece limitar a envolvencia que o filme cria em si proprio.
Mesmo assim ressalva-se o caracter factual do filme, o facto de por vezes abordar uma tematica complexa sem medo de tornar opçoes discutiveis, e um filme corajoso, mas que perde em alguma linhagem menos tipica, e pela falta de grandiosidade que o filme poderia ter.
Parece abusivo o perfilar deste filme como titulo de oscar ja que nem tem dimensao nem tao pouco qualidade para integrar este curto leque, onde apenas em categorias tecnicas podera esperar qualquer tipo de reconehcimento a nivel de oscares.
O filme fala sobre o trajecto na corte de uma duquesa casada com um frio duque peculiar e obsessivo com um descendente masculino, aspecto que nao consegue ser satisfeito pela duquesa, um jogo entre os conflitos conjugais as infidelidades as posiçoes desta personagem ao longo de toda a vida
O argumento apesar de recriar com algum apreço a epoca que se visa, perde alguma da sua dimensao no facto da historia ser algo perdida em si de nao ter a envolvencia que se esperaria e e condiçao fundamental para tornar um filme de epoca marcante. Mesmo assim de referir os excelentes personagens principais criados, que permitem que o filme a espaços consiga atingir um nivel um pouquito acima do restante
O realizador inexperiente do filme tem aqui um projecto maior que as suas proprias capacidades e sente dificuldades em segurar o filme, aposta em demasia nas expressoes e planos silenciosos faciais dos protagonsitas e nao consegue empregar ritmo ao filme, que se torna prejudicial no resultado final, precisa de mais experiencia para abarcar projectos com este tipo de visualização
O cast e pouco arriscado apostado em actores rotinados no registo tipico de filme, Kneightey tem o papel mais dificil e mais arriscado, mas e de extremos e daqueles papeis ou que se gosta ou que não de gosta ja que o excesso de planos abrangentes coloca sempre a prova a actriz, na minha opiniao Kneightley nao consegue resisitir a pressao das camaras e perde-se muitas vezes num excesso de tiques nervosos que provocam alguma irritaçao nos espectadores. Um renascido Fiennes aparece num registo que lhe deu mais fama, ou seja o de vilão, contudo longe do que o ja o vimos fazer

O melhor - Reconstruçao historia e guarda roupa

O pior - O rotulo de oscarizavel pos as expectativas muito elevadas

Avaliação - C+


Friday, December 12, 2008

The House Bunny


Starring: Anna Faris, Katharine McPhee, Emma Stone, Rumer Willis, Kat Dennings

Directed by: Fred Wolf


The house Bunny e uma peculiar comédia lançada no verão que pretendia retratar e quem sabe satirizar com um dos maiores fenómenos mundiais o das coelhinhas da Playboy, ou seja meninas esculturais que vivem no culpo do corpo, mas que não se consegue perceber se tem ou não racionalidade, com o patrocinio do patrão hefner que da uma perninha ao filme lá saiu o curioso filme que dava sequência a vida de uma coelhinha traída naquele âmbito, e que procurava soluções no contacto com a vida real, o filme foi alvo de uma boa campanha comercial que resultou em algum mediatismo para o proprio filme, e a maior surpresa foi mesmo o facto da maioria das criticas apesar de nao terem sido entusiasmantes valorizarem em valores ligeiramente positivos um filme que tinha tudo para ser um odio de eleição.

A comedia em causa e um filme ligeiro dentro daquilo que normalmente encontramos em algumas comedias juvenis, pouco intensa, pouco abrangente nos seus conteudo morais, com situações mais interessantes do que propriamentnte comicas, nem sempre o humor do filme resulta, contudo os momentos despendidos com o filme passam rapido, o filme tem um bom ritmo e sempre uma toada agradavel, mesmo que em aspectos mais creativos ou mesmo de conteudo os defices sejam mais que evidentes. Os toques de fábula contudo parecem manchar algum do valor interno do filme, exagero de situações pouca complexidade das personagens e uma narrativa demasiado romantica sao aderessos que nao permitem o filme atingir outros niveis de valorizaçao, do que a comediazinha para passar o tempo, mas que não foge a uma ideotice exagerada.

A historia fala-nos de uma jovem que apos ser vitima de uma burla por parte de uma colega da casa das coelhinhas tem de sair da casa, e restruturar a sua vida, aqui vai viver para uma casa de pessoas deslocadas de uma universidade, ou seja numa especie de republica onde funciona como mãe, ela tenta ao maximo remontar, com estrategias muito particulares

O argumento assenta muito na exploraçao das particularidades e esteriotipos relacionados com a cultura playboy, e principalmente naquilo que o fas mais admiram, por vezes as ideias nao conseguem ir mais longe principalmente na exploraçao das personagens, e na envolvencia da narrativa que parece limitada pelo proprio tema e genero do filme
Wolf e um pouco limitado como realizador e mesmo autor, consegue aqui o seu maior exito e talvez o seu filme mais completo, ja que os anteriores apenas podem ser reconhecidos por um excesso de idiotice, neste consegue recriar uma boa dimensao da casa em si, e transporta-la para outros universos, nao e um prodigo mas coloca o filme numa vertente positiva de realizaçao


O cast é liderado por uma Faris que embora nao esteja longe do esteriotipo de inculta que tem criado na maioria das suas personagens apimenta um pouquinho mais esta interpretaçao encaixando com uma luva no esteriotipo de coelhinha pouco lucida, no seu papel mais forte e que a pode conduzir para um plano maior em Hollywood, em sentido descendente o filho de Hanks, que apos um inicio de carreira fulgurante cada vez mais e uma presença em filmes menores e de teor mais duvidoso, no caso presente com um papel extremamente diminuto e pouco importante num filme de risco

O melhor - A caracterização facial de Faris

O pior - ter dificuldade por vezes de fugir a ideotice

Avaliação - C

Twilight


STARRING

Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Cam Gigandet, and Nikki Reed

Twilight pode ser o considerado mesmo o acontecimento artistico do ano, se por um lado o livro tornou.se num sucesso de venda por todo o mundo com resultados incriveis para uma historia de vampiros pouco previam que o mesmo acontecesse com o filme, sem grandes protagonistas ou mesmo uma realizadora de eleição, apenas a campanha de markting poderia fazer antever o que se veio a suceder depois. Twilight e um dos maiores sucessos cinematograficos do ano, criando em seu torno uma euforia que ja nao se visualisava a algum tempo num filme de raiz, um acontecimento na sua verdadeira essencia cinematografico que tem feito parar os cinemas de todo o mundo, ja criticamente as coisas nao foram tao positivas com criticas que rolam pela mediania, contudo tendo em conta que se trata de um filme de vampiros ate e de louvar.
Twilight é um filme peculiar e original, debruça-se sobre os filmes de vampiros mas sem grandes esteriotipos relativamente a estes, so a espaços estes acontecem mas na essencia e um filme extremamente original na forma como os caracteriza. A grande dificuldade do filme e assumir o seu genero, ou seja se por um lado e um filme sobre estes, com bons lados e maus lados, de disputa, ou por outro lado se apenas se trata de uma historia de amor entre dois mundos diferentes. A primeira opçao seria a mais fácil e a mais concretizavel a segunda mais arriscada, mas o filme e por esta que aposta e na sua resoluçao parece fazer a melhor opçao, o filme e intenso do ponto de vista de intensidade romantica, oferecendo-nos um dos casais mais fortes e com mais quimica dos ultimos tempos, a ligaçao afectiva e muito bem trabalhada no filme. Contudo e descuidada a parte de acçao, e principalmente a forma como se diferencia o lado bom e mau, com vilões de trazer por casa. E neste ponto e na sua resoluçao que o filme tem a maior fraqueza, no restante estamos perante um bom filme, com uma grande conjugação entre a obra literaria e a capacidade de efectuar um filme dentro dos seus próprio limites com empenho e acima de tudo com a segurança e proximidade do publico, ou seja um filme muito bem enquadrado naquilo que se propos.
A historia fala-nos de uma adolescente que vem residir para uma pequena povoação junto com o pai, e aqui observa que algumas pessoas são estranhas quer pela cor, mas acima de tudo pela forma de agir, principalmente um colega de escola com quem se interessa e que e nada mais nada menos do que um vampiro, inicialmente o filme e sobre a relaçao destes e depois a protecçao desta relativamente a outros vampiros com filosofia diferente
O argumento tenta ser ao maximo fiel al livro de sucesso, consegue muito bem trabalhar o dialogo das personagens e a forma facil com que isso as caracteriza, e acima de tudo como valoriza a relaçao amorosa crucial para o valor futuro do filme, e tambem na facilidade e na capacidade de o filme resultar no espectador que se deslumbra num bom argumento como e o caso
A realização de HArdwick tem uma sensibilidade feminina que e importante para o filme principalmente nas imagens quase artistias que faz do casal protagonista, ou mesmo da forma facil com que conjuga as personagens, peca talvez na extrema palidez dos vampiros, o esteriotipo na sua maior linha
O cast nao e rico em nomes mas funciona muito bem, principalmente o duo de protagonistas que mesmo que individualmente nao estejam nada de especial a conjugaçao de ambos permite um dos casais mais fortes e com mais quimica dos ultimos tempos, e quem sabe se nao teremos aqui um dos casais de jovens valores que muito podem dar ao cinema a curto prazo.

O melhor- A dinamica do par romantico

O pior - Os vilões

Avaliação - B

Che: Part One; El Argentino


Starring: Benicio Del Toro, Demian Bichir, Santiago Cabrera, Elvira Minguez, Jorge Perugorria
Directed by: Steven Soderbergh

Era para muitos o acontecimento cinematografico do ano, o conceituado realizador Sodenbergh propos-se a realizar um filme sobre um das maiores personalidades do ultimo seculo, numa pessoa sujeito a um culto e com uma curta vida riquissima e acima de tudo contava para isso com uma boa produçao e com um protagonista de grande qualidade. A expectativa era mais que muita, os primeiros maus pronuncios vieram quando a descriçao do filme em demasiado longo e necessariamente teria de ser dividido, depois a primeira recepçao em Cannes tb nao foi apoteotica, o grande candidato aos Oscares parecia morrer a primeira, contudo uma boa campanha de markting principalmente para Del Toro poderá dar vida, a um filme que neste momento encontra-se em estreia limitado e longe de ser o acontecimento que todos previam a quando do arranque da sua produçao.
Soderbergh tem nos ultimos anos, acompanhado alguma dificuldade principalmente quando tenta filmes mais arriscados ou seja filmes de qualidade ou de critica, apenas conseguindo nos ultimos tempos algum reconhecimento com Ocean-s Eleven com o qual contrapoem com uma serie de fiascos que colocam muito em causa a sua fiabilidade. Com Che pensavamas que algo ia mudar, e a primeira resposta que temos de dar é claramente o da desilusão. Primeiro porque Guevara tem uma vida mais interessante do que o quase profundo silencio que o filme reflecte, ou então a simplicidade pouco reactiva que o filme provoca nos espectadores, o filme e demasiado cinzento ou initimista, parece nao gostar de palavras quando incrivelmente era com estas que Guevara ganhava a sua força, perdendo o filme a dele.
A estrategia de montagem tambem nem sempre e a mais interessante os saltos temporais se por um lado são bem sinalizados por outro lado carecem de algum sentimento lógico, parecendo algo confusos, como se saido de um pote de um sorteio qualquer.
Pelo lado postivo temos a maior parte dos pontos tecnicos do filme, a escolha clara pela lingua de origem enriquece a comunicaçao e a propria contextualizaçao do filme mesmo que por determinados momentos tenha dificuldades em se afirmar por semelhantes aspectos.
A historia fala-nos sobre a personagem mitica de Guevara em dois momentos proprios, por um lado ainda junto a Castro nas guerrilha civil de Cuba e por outro lado ja como ministro deste combatendo o poder economico dos EUA.
O argumento apesar de nas linhas mestras ate poder estar abrangente e bem delineado, falha na concretizaçao e acima de tudo na capacidade de o tornar apelativo para o publico e quase sempre pobre, e aborrecido, com muito falta de dialogo, não e a conretizaçao esperada para o filme Peca por ser demasiado intimista
O realizador Sorderbegh ate tem quem sabe uma das melhores realizaçoes com este filme que podera ficar na historia como uma das maiores desilusões, consegue contextualmente e a nivel estetico dar um bom filme, que consegue transmitir a maioria das suas mensagens atraves de imagens o que e um ponto interessante, o unico senao neste aspecto talvez a falta de dinamica das sequencias de guerrilha.
O cast nesta primeira parte é dominado de principio a fim por um Del Toro prejudicado claramente pela pobreza do guião, e que com outro tipo de filme e com o mesmo registo de interpretaçao caminharia com mais facilidade para uma segunda nomeaçao e quem sabe o segundo oscar, assim so alguma brecha lhe podera dar essa oportunidade num daqueles papeis que tem tudo para ser de uma vida

O melhor - Del Toro

O Pior - A falta de força e dinamica da historia

Avaliação - C

Saturday, December 06, 2008

Bolt


Starring: John Travolta, Susie Essman, Miley Cyrus, Mark Walton, Malcolm McDowell
Directed by: Chris Williams, Byron Howard

A Walt Disney e desde sempre a lider mundial da animação, sendo que todos os anos centra a sua atenção em dois momentos especificos por um lado no verão com a sua grande aposta, e depois no inverno quando lança o seu segundo trunfo normalmente no mes de natal, normalmente o primeiro e o grande filme de estudio e o segundo algo mais infantil e exprimental, este ano o só ficou mesmo a parte do exprimental, neste Bolt, uma aposta de fogo para contrariar Madgascar. Os primeiros resultados demonstram que pese embora o filme tenha obtido resultados positivos nao consegue chegar perto do franchising da Dreamworks, contudo por outro lado conseguiu algo que talvez a Walt Disney nao tivesse a espera, que foi uma boa recepçao critica, que o coloca esta em vantagem para os possiveis premios da academia, lutando contra o mais que favorito Wall E e o sucesso Kung Fu Panda, ganhando claramente neste particular a Madagascar 2.
Bolt e um filme feito do base o que e dificil de encontrar no cinema de animação, assumir o nome de uma personagem desconhecida e um risco acima de tudo comercial, mas a Disney sabe trabalhar o mercado como poucos e actualmente em espaço de semanas a imagem do cão bolt inundou tudo que era espaço publicitario ja sendo familiar para todos nos. O filme em si e algo dispar, se por um lado a historia de base carece de alguma qualidade e conteudo narrativo, a historia de um cão actor a procura da sua dona, e acima de tudo com poucas aventurar pelo meio, parecem tornar o filme muito limitado em conteudo, por outro lado a riqueza tecnica do filme, imperssionante, por vezes com melhor realizaçao de que muitos filmes de imagem real, bem como a ideia original da base, fazem com que o filme nos traga uma reação algo dispersa e acima de tudo dividida entre valorizar a inovação e o caracter risco do filme, ou então criticar alguma displicencia e falta de qualidade narrativa do filme.
O filme é aquilo a que se chama uma dualidade impressionante, chegando a um equilibrio que dá para compreender a maioria do agrado das pessoas, mas que nao permite o analisar como um filme de culto no meio do cinema de animação, ja que a nivel de concretizaçao da historia desprediça a ideia original em algum vazio creativo da narrativa em si propria, naquele que poderia ser um marco cinematografico e que apenas acaba por ser apenas mais um
O filme fala sobre um cão actor, que de repente tem dificuldade em diferenciar a realidade da actuaçao e de repente vê-se em contacto com o mundo real onde o caracter surpresa e pouco controlado do dia acaba por ser um choque para ele
O argumento parte de uma ideia original e ate começa com um conceito interessado e complexo, mas o filme cai em quase todos os facilitismos que se esperaria numa narrativa pouco complexa e acima de tudo pouco evoluida na sua construçao tudo e demasiado obvio tudo muito repetitivo nem sempre bem conjugado, o filme perde na sua concretizaçao a chama que ganha em outros aspectos
A nivel produtivo o filme esta de excelencia este filme de animaçao e acçao tem uma das melhores creaçoes produtivas do cinema de animaçao com slow motions entre outros aspectos, nao tem realismo de forma pre concebida mas nao faz em nada perder o filme esta particularidade ja que as imagens traduzem o valor da produçao
Os actores esperava bastante mais, Travolta e intermitente na sua vocalizaçao ao cao protagonista com bons momentos que contrapoem com outros de menos qualidade e a nossa Hannah Montana quase nem se da por si, salva-se o MAcdonald e a sua fantastica voz que brilha em qualquer registo

O pior - A construçao narrativa em si

O melhor - A produçao e realizaçao

Avaliação - C+

Madagascar: Escape 2 Africa


STARRING

Ben Stiller, Chris Rock, Jada Pinkett-Smith, David Schwimmer, Sacha Baron Cohen and Cedric The Entertainer

Madagascar foi um dos maiores sucessos do cinema de animaçao dos ultimos anos, o forte caracter humoristico do primeiro filme, apensado a um leque de personagens como muita quimica entre si permitiu a dreamworks alcançar um dos maiores sucessos do cinema de animaçao, e como os grandes estudios nunca abandonam uma oportunidade de sucesso eis que surge a sequela, com mais cuidados na altura do ano em que e lançada, saido dos combates acesos do verão, para o inicio do inverno, e assim apesar dos resultados serem francamentes mais modestos e com uma concorrencia menos apertadas conseguiu com se amealha-se mais umas centenas de milhoes de dolares, enquanto que a nivel critico manteve o relativo bem sem grande alarido, num filme muito mais mediatico do propriamente um classico do cinema de animação
Madagascar 2 é menos brilhante do que o primeiro principalmente em termos da forma com que as sequencias humoristicas sao concretizadas, parece por vezes mais infantil, mas ao mesmo tempo permite um amadorecimento no relacionamento das personagens volta a centrar o seu complexo moralista na forma com que estas interagem e na quimica destas, com o apensar de um caracter familiar pouco presente no primeiro filme, contudo nem a novidade está presente nem o humor e tao conseguido, principalmente com a perda de algum protagonismo dos pinguins que carregam este ponto no primeiro filme.
Parece-nos tambem que a aposta e menos neste segundo filme, nao existe quase risco nenhum no argumento do filme, que se limita a uma tentativa clara de fazer render o peixe do primeiro filme sem grandes riscos ou exageros, se por um lado permite que as pessoas que gostaram d primeiro permaneçam ligadas ao filme, por si só tem dificuldades em arrebatar o publico.
Falta tambem um pouco da complexidade e mensagem dos melhores filmes de animaçao, tudo e demasiado preso por facilitismos, embora o caracter das personagens vincados e alguma direcçao dos dialogos permitam contornar alguns destes defices.
A historia segue a parodia da zebra, hipopotamo, girafa e leão, que a caminho de casa caem em plena selva africana, aqui alex vai poder conhecer a sua origem e acima de tudo a origem animal, numa luta entre o seu ensino e a sua origem e com a ajuda dos amigos em auto conhecimento o filme desenrola-se num misto de união conflito, sem grandes sobressaltos nem exageros
O argumento do filme apesar de ser um bom seguimento do primeiro filme e por vezes preguiçoso por nao arriscar mais um cadinho por nao dar nova chama ou trazer algo de novo a saga, as personagens nada mudam, o rumo das mesmas quase que tambem não, melhorando apenas na forma como os dialogos acabam por ser o veiculo da mensagem aspecto mais forte neste segundo filme
Do ponto de vista produtivo a Dreamworks nao joga quase truque nenhum, o filme decai na qualidade da animaçao, os animais estão mais poligonais, e quase nada demonstra que estamos perante uma animaçao de primeiro plano e uma das maiores apostas de um dos maiores estudios, so em sequencias de planos longos consegue atingir algum brilho, acabando por ser um dos maiores defeitos do filme
O cast de vozes de Madagascar e talves o seu principal charme os principais papeis sao desenhados a forma das suas vozes, e neste particular quer Stiller quer Rock sao estrelas e experts transformando os seus caracteres em algumas das melhores criaçoes vocais que há memoria no cinema de animação

O melhor - A voz de stiller na imagem de Alex

O pior - O nivel produtivo de uma animaçao que se pensava de primeira

Avaliação - c+

Sunday, November 30, 2008

007 - Quantum of Solace



Starring:
Daniel Craig, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Jesper Christensen, Mathieu Amalric
Directed by:
Marc Forster


É indiscutivel que a saga Bond passou nos ultimos filmes com Brosman por algumas dificuldades não só com a repetiçao sucessiva de guiões, bem como por filmes menos aperciados pela critica que conduziu a que se pensasse rapidamente numa alteraçao nao so no protagonista mas acima de tudo no proprio contexto da personagem, para isso ocorre duas mudanças a mais vincada na cara de James Bond, num dos processos mais discutidos e criticados de sempre depois da escolha de Craig como novo Bond, mas acima de tudo foi no argumento que surgiu o maior trunfo desta revitalizaçao da saga, com Haggis um dos melhores argumentistas da actualidade a pegar na batuta, e logo na estreia o que muitos consideram o melhor James Bond da historia Casino Royal, equipa que ganha nao se mexe, para o segundo capitulo com Craig, apenas alteraçao na realizaçao com Forster, poderoso realizador de filmes perto da critica a pegar num ideia de triologia para retomar bond no caminho do sucesso, e este Bond surge com muita expectativa. Os primeiros resultados sao algo ambiguos, se do ponto de vista comercial está mais que esclarecido o poder e o renascimento da personagem com alguns dos melhores resultados de sempre, do ponto de vista critica ao contrario do seu antecessor houve menos aclamação e acima de tudo mais divisão, mesmo sendo um filme com valoraçoes maioritariamente positivas.

Quantum of Solace, tem contra si um aspecto importante sucede o Bond mais forte da historia, e a comparaçao com ele tera sempre de se efectuar, e neste particular perde em quase tudo, por outro lado aqueles adeptos da saga que consideram o anterior muito denso e menos linear podem estar descansados poia a linearidade e simplicidade de processos voltou, talvez com a excepçao da mençao ao filme anterior principalmente para contextualizar alguma motivaçao suplementar de Bond. Quantum of Solace e mais simples e logo menos filme que Casino Royal, as personagens são mais futeis, e prende-se mais na acçao do que propriamente na riqueza do contexto, da mensagem, da narrativa e mesmo do dialogo, este é mais directo e desde logo isso vê-se na duraçao mais curta do filme sendo que maioritariamente se trata de um filme de acção pura

Perde em inteligencia ganha em musculo, mas volta a um caminho menos produtivo para Bond que o aproxima mais de uma futilidade vincada da saga que o filme anterior tinha apagado. Aqui a continuaçao e obvia, nao se descola do anterior como na maior parte dos filmes, tem a estrutura e um fio condutor similar, funciona como uma verdadeira sequela e espera continuaçao, pena e que tenha adquirido algum dos tiques dos ultimos filmes de Brosman e isso não seja a meu ver positivo.

Bond aqui continua apostado em destruir uma possivel organizaçao criminosa que ja estava bastante presente em Casino ROyal aqui mais centrado numas investidas pela agua da Bolivia, mas centrada e desenvolvida por todo o lado, com a ajuda de uma boliviana sedenta de vingança, bond vai tentar por um lado combater a organizaçao e ganhar confiança plena dos seus superiores hierarquicos mesmo quando posto em causa

O argumento do filme e o parente pobre por comparaçao, Haggis tem aqui talvez um dos seus argumentos mais pobres sem conteudos e sem grande essencia, o filme e linear cumpre os seus objectivos sem brilhantismo, pouco trabalhado narrativamente e a nivel de dialogos, salva-se num ou noutro promenor como por exemplo a boa construçao do vilao, mas perde em quase todos os restantes pontos de analise

A realizaçao e o unico ponto superior neste filme Forster mais ligado a filmes de culto e de argumento do que propriamente em inovaçoes tencologicas tem uma realizaçao imponente demonstrando ser um peso pesado o filme em termos de capacidade produtiva capaz de ombrear com os gigante blockbusters, nao tem medo da grandiosidade, e pensamos que Forster tem tudo para fazer daqueles filmes que marcam em todos os niveis, qualidade e grandiosidade.

Craig venceu os criticos no primeiro filme pela excelencia da interpretaçao, pois bem, se a ordem reverte-se nao seria tao facil para Craig salvar-se das criticas porque neste filme aproxima-se mais aquilo que James Bond foi sendo e que ele tao bem soube dar a volta, e no tradicional James Bond ele tem mais dificuldades em encaixar, e mais forte mais fisico, mas perde no aspecto mais subtil, talvez demasiado actor para um papel mais futil, Kurilienko e o ideal para estes papeis, jovem, bonita carismatica, nao precisa de muita qualidade interpretativa para o papel, e o françes Amlaric que parou o mundo no filme anterior Escafandro e a Borboleta, e a surpresa do filme com um vilão com muitos tiques de psicopata e um dos mais poderosos que combateu Bond nos ultimos anos


O melhor - A serie está revitalizada

O pior - Nao ter seguido a forma do seu antecessor voltando mais proximo da tradiçao



Avaliação - C+



Pride and Glory



Starring:
Edward Norton, Colin Farrell, Jennifer Ehle, Noah Emmerich, Lake Bell
Directed by:
Gavin O Connor



Há perto de dois anos, se um filme surgisse com estes dois protagonistas, provavelmente seria o acontecimento cinematografico do ano, contudo nos ultimos dois anos, Norton e Farrel desapareceram da ribalta, colecionando filmes de um nivel menor, dai que este Pride and Glory que marcava o regresso de O connor a realização tenha passado um pouco desprecebido no seu lançamento, por um lado a critica nao foi de amores com este drama policial, nem tao pouco o publico sentiu necessidade de visualisar este confronto de dois dos actores mais promissores dos ultimos anos, mas que nos ultimos tempos tem passado por um periodo de reorganizaçao da carreira.


Pride and Glory e acima de tudo um filme cinzento pouco intenso que tenta acima de tudo definir os limites de cada personagem em conflito interno e externo, a historia debruça-se na velha historia do policia bom e policia mau, na forma como reagem a um acontecimento problematico, ou seja a morte por parte de uma comunidade sul americana de uma serie de policias que leva por um lado a um drama familiar mais intenso por um lado um policia apostado em vingar tal acontecimento sem os procedimentos normais e outro a investigar policias esses relacionados por laços familiares.


A vertente do drama familiar nem sempre foi bem explorada, porque a sua dimensao mais sentimentalista parece sempre trabalhada so no limiar preferindo uma dimensao mais moralista que quase nunca funciona a ambiguidade das personagens e coerente sempre com as poucas ambiçoes e alcance do filme, e quase sempre parece sem rumo, tem uma complexidade abrangente na forma como dimensiona os conflitos eticos policiais mas fica um pouco aquem do esquerado quer em qualidade de filme mesmo a nivel de produçao


O argumento tenta abranger diversos campor, perde principalmente pela forma displicente com que o filme nao consegue atingir os objectivos a que se propoem as personagens criadas com o intuito de serem profundas sao quase sempre lineares os atalhos nao funcionam sempre de uma forma produtiva para o desenvolvimento da narrativa


O connor nunca foi um realizador colorido mas neste filme expressa-se em demasia por uma tendencia de planos noturnos, nem sempre funciona bem, num filme pequeno e que nunca consegue sair da sua falta de dimensao.


cast que a partida teria tudo para surpreender parece tambem ele funcionar a meio gaz, Norton algo repetitivo na sua forma de construir as personagens Farrel fora de sitio num registo demasiado preso a imagem de Bad Boy que consilidou e por fim as glorias vai para um Emmerich que precisa de mais dimensao para quem sabe assumir maior protagonisto em Hollywood



O melhor Os problemas eticos policiais


O Pior - Talento desprediçado



Ãvaliação - C


Sunday, November 16, 2008

Traitor


Starring: Don Cheadle, Archie Panjabi, Guy Pearce, Aly Khan, Simon Reynolds
Directed by: Jeffrey Nachmanoff

Sem duvida que o terrorismo islamico tem vindo a tornar-se cada vez mais o assunto em ordem do dia no cinema norte americano principalmente porque ja existe uma distancia consideravel que permite analisar com maior frieza este problema, contudo muitos destes filmes nem sempre tem sido sucessos absolutos caindo a maioria deles num complexo emaranhado emocional e idologicos que nem sempre aproximam o cinema do publico, este Traitor apostava em analisar de uma prespectiva algo alterada a de um infiltrado e acima de tudo no desconhecido e recrutamente terrotista, o filme para um pequeno filme com poucos actores proximos do publico conseguiu quem sabe devido ao tema uma boa mediatizaçao que pertmitiu um bom resultado de bilheteira tendo em conta os objectivos do filme contudo a nivel critico ainda nao foi com traitor que esta problematica conseguiu o filme exemplo para a historia.
Traitor tem um aspecto em que vence a maioria dos filmes do genero desde logo a simplicidade narrativa não entre de forma objectiva dentro das dictomias politicas envolventes, é um filme de personagem e seguindo esta consegue de forma subliminar os intentos de todos os outros filmes, contudo construindo um filme mais proximo e interessante para o publico, é certo que não faz pensar sobre paradigmas politicos, centrando-se na humanidade da questão mas sob este ponto o filme e riquissimo principalmente na forma ocmo aborda os conflitos morais do estranhissimo personagem central que ressalva um misto de desespero, desencontro com enigmatico
O filme perde talvez por não arriscar um pouquito mais mais na sua grandiosidade ja que do ponto de vista do restante o filme consegue na plenitude os seus objectivos, desde ser creativo em alguns atalhos narrativos que adopta ate a intensidade da questão levantada, a exploraçao de outras dinamicas da personagem poderiam ser mais trabalhadas, contudo nao nos parece desprepositado o facto disto nao ser efectuado.
O argumento trata a historia de um inflitrado pelo governo dos EUA na organizaçao terrorista e acima de tudo desde o inicio ate ao seu envolvimento pratico em algumas missoes bem como o contacto e a procura por parte de organizaçoes
O argumento e rico, principalmente na construçao do corpo da narrativa e na envolvencia entre personagens e mesmo na forma enigmatica com que cria a personagem central que causa mesmo a duvida dos seus intentos no espectador, poderia ter uma maior riqueza a nivel de dialogos mas este facto permite que o silencio acabe por caracterizar de uma forma mais fácil os dilemas internos
A realizaçao demonstra que nao estamos perante um filme de primeira linha, e objectiva mas pouco crativa so nos momentos de concretizaçao do atentado consegue ir mais alem, mas pouco mais, um pouquinho mais de risco poderia dar ao filme uma dimensao diferente que poderia lhe dar mais mediatismo e visibilidade
O cast e dominado por um Cheadle em grande forma e a demonstrar forçar para liderar dramas mais intensos, tem uma personagem forte que bem trabalhada poderia levar a maiores louvores, quanto a secundarizaçao, um bom regresso de Pearce um dos actores mais irregulares do mercado mas que em boa forma pode ser um bom caso de sucesso a nivel de qualidade interpretativa

O melhor - A forma simples de abordar um tema complexo

O pior - Os dialogos algo limitados

Avaliação - B

Appaloosa


Starring: Ed Harris, Robert Knott, Viggo Mortensen, Renee Zellweger, Timothy V. Murphy
Directed by: Ed Harris

O western é o genero favorito da maioria da critica norte americana, talvez por revester dos seus principios historicos de defesa da honra todos os anos encontramos boas convicçoes relativamente a titulos de genero, mesmo que estejamos perante filmes com algum grau de linearidade e sem grande complexidade, este ano sob a conduçao de Ed Harris temos mais um deste genero, daqueles filmes que a critica na sua maioria fica agradada com algum rotulo para os premios, e que graças a isto ganha alguma visibilidade.
mas quando começamos a ver o filme rapidamente reparamos que e mais fogo do que polvora, que se trata de mais um titulo cinzento de um genero que ja viveu melhores dias e que apenas a nostalogia de algumas fracçoes alimenta o genero, é certo que as menções à honra e a dictomia bem mal está bem trabalhada é tambem certo que tudo parece bem contextualizado, mas uma narrativa demasiado suave nem sempre bem articulada torna o filme na maior parte das vezes enfadonho pouco coeso, triste mesmo em alguns aspectos. O filme desenrola-se a ritmo lento, achando que so a falta de soluções para premios pode conduzir a que este filme um dia obtenha esse rotulo
A historia aborda a ligação entre dois especies de policas contratados no sentido a por termino a uma onde de criminalidade organizada no farwest americano, entre luta de honra e vingança com interesse amoroso despultado o filme vai passando com muito tempo mas nem sempre com muita intriga
O argumento apesar de nos parecer forte na forma como as personagens sao fixas aos seus motivos parece-nos limitado em todas as outras vertentes construçao da narrativa dialogos ou mesmo personagens longe de encantar qualquer cinefilo
O unico ponto que sobressai a vista desarmada e a excelente realizaçao de harris um realizador cada vez mais acarinhado como tal e que consegue estabelecer um bom dialogo estetico entre as personagens num contexto de excelencia estetica e a niveis de cenarios
O cast e rico harris e um actor de primeira linha e sem estar assombroso da vida por si so a uma personagem mais carismatica do que exigente, mortensen um dos actores em melhor forma da actualidade dá nos uma interpretaçao mais sobria e menos dinamica do que temos estado habituados, e Zewlwger dá alguma delicadesa ao um filme mais masculino

O melhor - O cast

O pior - A historia ser aborrecida

Avaliação - C

Saturday, November 15, 2008

My Best Friend's Girl


Starring: Dane Cook, Kate Hudson, Alec Baldwin, Jason Biggs, Lizzy Caplan


Directed by: Howard Deutch


Kate Hudson e Dane Cook são duas das figuras mais proeminentes da comedia norte americana, se bem com estilos diferentes ate a altura enquanto ela significa uma comedia sexista mais suave, ele tem um estilo mais politicamente incorrecto, dai que em termos de bilheteira as coisas faziam prever boas receitas, principalmentes com a mediaçao de outro actor bem relacionado com comedias como e Jason Biggs, o que é certo e que o filme estreou sem grande alarido com poucas valorizaçoes criticas e mesmo no que diz respeito a forma como o publico aceitou o filme, tambem nao foi brilhante com resultados moderados de bilheteira


Este filme tem no seu principal valor o facto de adoptar por um humor corajoso muito incorrecto e verdade mas dentro dos parametros que actualmente mais e valorizado nas comedias actuais, as piadas resultam principalmente as mais relacionadas com sexo, perde talvez na dinamica esperada entre protagonistas Hudson esta muito limitada e acima de tudo perde em toda a linha para um dominio completo da personagem por vezes irritante de Cook.


E certo que em determinados momentos o filme cai num exagero muito elevado, principalmente no mau gosto e no ridiculo de determinadas situaçoes, contudo isto não condiciona o facto de o filme conseguir provocar gargalhada nos espectadores, mesmo que por vezes a historia do filme seja por demais repetida sem grande conteudo moral, com facilitismos narrativos no objectivo principal o filme consegue atingir, sendo que não eum filme capaz de ser visualisado por todos principalmente os mais puritanos relativamente ao humor


A historia conta-nos um mulherengo que e contratado para sair com mulheres e faze-las rezar pelo anterior namorado, tudo muda quando num dessas situaçoes a contrato pelo o seu colega de quarto algo muda e a paixao vem no ar, a luta entre o seu amigo, a sua convicçao ou o seu amor e o prato forte do filme


O argumento parece repetitivo na forma como se consilida mas acima de tudo vence nas piadas na construçao da tipologia de humor que adopta em determinados momentos umas caracteristicas vincadas e corajosas, mesmo que nao viva com personagens de grande dimensao nem dimensoes relacionais especiais


A realização tem bons momentos principalmente nas duas vezes em que enuncia as 10 razoes, numa especie de retrocesso temporal sendo que tudo o resto e normal sem grandes riscos nem surpresas numa realizaçao normal mas com bons momentos


O cast tras pouco de novo ao que estamos habituados aqueles actores, cook e o seu humor de "mau gosto" preenche o filme mesmo com as limitaçoes tipicas do actor, Hudson parece um talento completamente sobreaproveitado no genero depois de um inicio tão prometedor, arrasta-se por este tipo de comedias com valor para mais



O melhor - A funcionalidade dos gags humoristicos


O pior - a historia de base algo repetitiva


Avaliação - C+


Monday, November 10, 2008

The Sisterhood of traveling pants 2


Starring: America Ferrera, Amber Tamblyn, Alexis Bledel, Blake Lively, Jesse Williams

Directed by: Sanaa Hamri

Esta saga é daqueles fenomenos que surpreende os mais desatentos, á perdo de 3 anos uma saga sobre 4 adolescentes ligadas por umas calças foi um dos fenomenos cinematograficos do ano, principalmente por traduzir para o ecra um best seller e ter correspondido a nivel critico, três anos volvidos e com um maior mediatismo das suas protagonistas que se desenvolveram a partir dai principalmente no mundo da televisão surge uma sequela com os olhos da multidão postos e sem tanto para surpreender, mesmo assim os resultados de bilheteira foram positivos na generalidade muito porto daquilo que realizou o primeiro filme e a nivel critico pese embora na generalidade as criticas tenham sido menos entusiastas do que no primeiro filme registou uma valorizao positiva num filme sentimentalisma e com muito simbolismo.
O filme valoriza acima de tudo uma boa dictomia entre um filme de adolescentes centrada nos maiores problemas, conflitos e crise que assombra estes, mas não cai no facilitismo da comedia sempre com uma toada matura, ligando ao simbolismo de umas calças que demonstra uma ligação pura e sincera entre ambas, é certo que o filme cai facilmente no registo de telenovela, mas ao mesmo tempo não tem problemas em se assumir como tal, e capaz de capturar a audiencia para uma ligação sentimentalisma num melodrama dos antigos que sabe conter em si os ingredientes essenciais
É certo que provavelmente o filme vença mais pela sua simplicidade do que pela inovação ou mesmo pela creatividade alias a aparencia do filme e sempre demasiado relacionada com a forma como as telenovelas se desenvolvem, nem sempre mantem a coerencia interna, nas decisoes que toma mas parece que isso nunca coloca em problema a essencia do filme que e a relaçao e a cumplicidade das 4 protagonistas. E um filme fácil, sem muitas comparaçoes nem metaforas mas acima de tudo um filme para passar tempo
A historia debruça-se de novo perante o grupo de 4 raparigas ligadas pelas calças perteencentes a ambas que num verão se deslocam para locais opostos, ligando-se atravez das calças os conflitos externos, amorosos e internos que todas passam, e o desenvolvimento destes que ocupa as duas horas de filme, talvez uma duraçao demasiado longa para o conteudo do filme
O argumento e juvenil mas dentro destes parametros nao entra pelo absurdo e novelesco e fácil na forma como representa relaçoes e sentimentos talves demasiado idilico, mesmo assim apresenta personagens creativas e bem desenvolvidas não caindo em futilidades, talvez apenas presente na personagem de bee
A realizaçao tenta ser o mais natural possivel, na fase inicial so se evidenciando pela positiva na forma como nos dá uma imagem da grécia mediterranea, muito propria e um bonito postal do local em todos os motivos, principalmente na cor com que e filmada
O cast retorna o quarteto do primeiro filme com muito mais mediatismo principalmente em Ferrara que ascendeu na menina tv dos EUA com o megasucesso de Ugly Betty ou mesmo de Blake a Gossip Girl de serviço, as suas prestaçoes sao coladas as suas imagens de sucesso, contudo a nivel de interpretaçao as atençoes ficam todas em Bledel a grega do grupo que ja tinha chamado a atençao em Sin City demonstra uma presença muito forte no filme, sendo um dos nomes a seguir com atençao

O melhor - A sinceridade e simplicidade emotiva do filme

O pior - Neste registo um pouquinho de creatividade podia ser uma boa jogada

Avaliação - C+

Saw V


STARRING
Tobin Bell, Costas Mandylor, Scott Patterson, Julie Benz and Meagan Good

Pode um dos filmes mais prometedores dos ultimos anos dar origem a uma da sagas mais repetitivas e acima de tudo inconsequentes do ultimos anos, capaz de ser considerada como uma virose cinematografica por alturas do Halloweed, a resposta é positiva e acima de tudo encontra-se encarnada neste Saw, que tanto surprendeu no seu primeiro filme, quase de culto na actualidade, como que deslumbrado por um sucesso repentino deu origem a uma serie de filmes sem qualquer tipo de conteudo que foi piorando de filme para filme, como seria o quinto capitulo no quinto ano consecutivo. Se a nivel de bilheteira a saga demonstra as primeiras fraquezas pese embora o fim de semana de estreia ate tenha sido proveitoso, a nivel critico vai de mal a pior, neste caso concreto este filme teve algumas das piores criticas do ano, mas acima de tudo parece-nos que se trata mais de um fartar da saga do que propriamente da critica singular a um filme que até nem e pior do que os seus antecessores, principalmente o ultimo
E certo que a rapidez e inimigo da perfeiçao e acima de tudo que o grande trunfo dos primeiros filmes da saga era o elemento surpresa que foi cada vez mais diminuto e de menor qualidade do 3 e 4 filme, por outro lado a qualidade produtiva e as ideias tornaram-se menos orginais e menos creativas que foram ultrapassadas por os filmes se tornarem cada vez mais sangrentos com um, terror fisico que aos poucos substituindo o psicologico. O filme tenta aqui reencontrar com os primeiros filmes bebendo algum do conteudo dos primeiros contudo nem sempre isso e suficiente quando tudo representa amadorismo desde a realizaçao ao argumento, pelas interpretaçoes a qualidade de som, tudo parece algo desencontrado, mesmo que do ponto ideologico o filme nao se suicido como os seus dois antecessores mais proximos a tentativa de remexer no passado historico do filme volta a ser muito fiavel, talvez e na hipotese de continuarmos a ser envadidos por saw, deveria recomeçar e deixar o passado inicial de sucesso intocavel
mesmo assim estamos perante um filme mais ligado aos primeiros filmes evolui no tempo, não tenta ser surpreendente, apenas no final contem um twist, mas mesmo assim parece-nos que as personagens sao demasiado carne para os jogos psicologiocos do protagonista, cada vez com menos coesao interna e mais ao serviço do charme dos jogos mortais.
Este filme e o primeiro apos a morte de Jigsaw, contudo as mortes continuam a acontecer devido a um pacto efectuado, contudo temos um policia a luta por desvendar a continuaçao.
O argumento é limitado, os jogos em si tornam-se cada vez mais intensos e menos perceptivel a moral dos mesmos alias esta dictomia que tao bem efectuada foi nos primeiros filmes foi o ponto que mais se esbateu nos sucessores, apesar de recuperar algum folego e alguma ligaçao comparado com os seus antecessores o argumento continua a ser amador, quer na construçao do corpo da historia nas personagens e nos dialogos
A realização torna-se cada vez mais incomoda com o evoluir dos filmes a camara cada vez mais tenta ser protagonista na contextualizaçao de um elemento psicadelico que o filme nao precisa, ou seja a realizaçao ao querer assumir algo perde o seu principal objectivo que e transmitir
O cast cada vez mais cinzento e sem nomes de qualquer referencia encontra-se cada vez mais dotado a ser desprezado pelo guiao, sem apontamentos de qualidade, com momentos mesmo de algum amadorismo dos protagonistas

O melhor - Recuperar algum so sabor dos primeiros

O pior - O amadorismo que a serie foi votada e que ja deveria ter conduzido ao seu fim

Avaliação - C-

Sunday, November 09, 2008

W.


Starring: Josh Brolin, Elizabeth Banks, James Cromwell, Ellen Burstyn, Thandie Newton
Directed by: Oliver Stone

Pode o filme mais esperado do ano, aquele que todos esperavam como a grande fonte de polémica ao ser o primeiro biopic de um presidente americano ainda em posse, um dos mais odiados por ventura, ainda para mais por um dos seus maiores opositores, resultar no maior bluff cinematografico. A resposta é positiva e traduz-se nas duas horas deste filme que prometia a loucura de Stone ao serviço da sua satira e acima de tudo critica, mas que acaba num filme sem grande intensidade que tenta desvendar um presidente de uma forma superficial e pouco polemica. Pois bem depois da poeita pousar estamos perante um filme que cumpre não cai no facilitismo da critica fácil a bush, mas talvez isso tenha lhe tirado protagonismo, ou mesmo força perante publico e critica ja que o que era esperado era campanha politica enquanto que Stone deu-nos um filme sobrio, mas que nao consegue fugir da ambiguidade de sentimentos
Mas colocando todas as expectativas de lado, estamos perante um caracter menos politico e acima de tudo menos pessoal de Stone para um plano mais documentario, abstem-se de grandes opinioes, a sua visao do que é Bush esta limitada a forma com que constroi a personagem e pouco mais nao faz interpretaçoes pessoais, nao tenta diferenciar o bom do mau, apenas tenta explicar à sua imagem uma das personalidades mais controversas, tentando demontrar que ele nunca foi predestinado para aquilo e que tudo se deve ao deixar-se levar pelo que o rodeia
E nesta diferenciaçao que o filme por um lado ganha a sua força, pela maturidade que trasmite pelo seu caracter quase factual, pese embora a definiçao temporal do filme seja algo confusa com intervalos entre a fase presente de Bush como presidente e o seu passado, se bem que este paralelismo nunca esteja muito rotinado no filme, mas por outro lado e esta forma quase de retrato do filme que lhe retira alguma vivacidade, principalmente com o decorrer do filme este perde pulso, e acima de tudo força fisica e emotiva, torna-se tudo muito superficial e isto parece debilitar o filme ao seu precurso.
Stone e dos poucos realizadores que consegue retratar como poucos politicos contemporaneos, ja o fez com Nixox, com W. precisava talves de mais dados, precisava de mais materia para o filme poder acima de tudo ser mais forte e acima de tudo mais impar, mas talvez esta personagem seja a mais natural de todas e o seu filme ter talvez menos aspectos historicos para contar e mais pessoais, semelhante a qualquer um de nós
A historia divide-se nas decisoes mais polemicas da sua legislaçao bem como a origem das mesmas, e a vida de Bush, desde a sua infancia, ao seu relacionamento ate a sua envolvencia na politica, sempre sob a toada de uma relaçao contrubada com o seu pai, tudo numa vertente de psicanalise que tenta explicar muito da nossa indignaçao
O argumento é maduro, mas ao mesmo tempo perde uma riqueza e envolvencia, ganha por nao ter caido em campanhas politicas directas e acima de tudo por nao se posicionar, prefere acima de tudo ser o mais factual possivel, contruindo uma personagem coesa o que nem sempre e facil quando falamos de alguem que e conhecido de todos na sua intimidade
Stone tem das realizaçoes menos vistosas que há memoria se inicialmente ainda existe espaço para o seu caracter dinamico e para o seu espirito creativo, mas com o evoluir do filme estamos perante um realizador receoso de que as suas imagens traduzam intençoes diferentes do que estamos a ver, parecendo algo inibido e acima de tudo tentando nao ser figura de um filme corajoso, mas que no fim não demonstrou tanta rebeldia assim
O cast ainda mais corajoso foi Brolin adoptou a personagem de risco como poucos, era sobre ele que estava toda a atençao e ganha em toda a escala por um lado porque a personagem permite uma interpretaçao de grande nivel mas que acima de tudo brolin ganha na caracterizaçao fisica de bush, quer do ponto de vista dos tiques, mas acima de tudo de imagem, os restantes melhores na estetica do que no conteudo

O melhor - Nao cair em facilitismos criticos

O pior - Com isso perder algum interesse e mediatismo

Avaliação - B-