Saturday, February 14, 2009

What Just Happened


Starring: Robert De Niro, Sean Penn, Bruce Willis, Stanley Tucci, John Turturro
Directed by: Barry Levinson

Barry Levinson tornou-se nos ultimos anos um outsider de Hollywood cujo os filmes começaram a ser cada vez mais pequenos, menos vistos e acima de tudo menos amados por uma critica que sempre foi entusiasta relativamente ao realizador, esse facto permitiu um espaço de manobra para titulos mais arriscados sem a pressao do mercado e para uma vertente critica do proprio negocio que faz parte, neste seu mais recente filme, reune algum dos seus actores preferidos e decide fazer uma critica sob o ponto de vista de comedia ao mundo exigende do cinema de estudio e ainda mais a escravidão creativa tendo em conta a pressao critica, e uma vez que esta ainda nao tem estofo para se analisar a si propria o filme nao foi muito bem recebido com criticas pouco entusiasmantes mesmo que nao sejam negativas. Do ponto de vista comercial e como tem sido tipico nos ultimos filmes de Levinson apenas estreias reduzidas e desde logo receitas residuais.
Satirizar Hollywood nem sempre e facil, parece que fica sempre muito jogo escondido, mesmo que algumas pontas sejam desvendadas, parece que existe sempre algum receio de ir um pouquito mais longe principalmente na excentricidade das personagens, neste filme isto esta novamente presente, e pese embora algum maior risco principalmente na forma como aborda a relaçao entre a vertente creativa e distribuidora do filme, este parece sempre demonstrar algum receio de criticar um pouco mais, o que e estranho ja que nos parece que as fronteiras mais dificeis de ultrapassar se encontram cedo transpostas.
COntudo Levinson demonstra ainda frescura de caracter, corajem dinamica creativa, e mesmo que os filmes tenham perdido alguma da densidade emocional dos seus filmes mais conceituados, encontramos ainda vitalidade, e acima de tudo a forma crucial com que consegue reunir actores de primeira linha, sem medo de perder imagem, que fundamentam o cinema de intrevençao propria que tem sido marcante nos ultimos filmes do realizador.
O filme fala-nos sobre um produtor, que se vê envolvido em dois conflitos, desde logo na fase de pos produçao do seu filme onde encontra um conflito creativo que tem de mediar entre o realizador e autor do filme e os seus produtores e investidores, bem como na forma rebelde com que a estrela do seu proximo filme reage as exigencias do guião, ou seja um filme bem actual tendo em conta algum dos ultimos episodios recentes sobre polemicas nas rodagens de filmes.
O argumento apresenta-se sob o ponto de vista de uma comedia de costumes, apostada em esteriotipar uma faceta mais deconhecida de Hollywood apesar de alguma inocencia na forma com que as personagens centrais aparecem, que e contraposto por algum exagero nos figurantes o filme consegue ter uma narrativa interessante, densa, com ritmo e mesmo nao sendo um filme de primeiro plano e uma boa obra de um bom realizador
Levinson encontra-se na mo de baixo de uma carreira de grande nivel, provavelmente precisa de um projecto para reunir o consenso que ja conseguiu, contudo ele esta a tentar em filmes de coragem, que deixam imagem propria de uma polemica assumida, nao faz filmes por fazer e mais uma vez estamos perante isso, a nivel de realizaçao esta longe da melhor forma, mas continua a ser uma referencia
O cast e brilhante, sempre Levinson conseguiu se servir dos melhores actores para os seus papeis, o habitue De Niro assume as redeas de um papel como ja nao se via a muito tempo nele, capaz do carisma de um actor de eleiçao a muito tempo arredado de protagonismo em filmes de excelencia pode ser um warm up para melhor papeis, depois uma serie de cameos mais engraçadados do fortes

O melhor - O cinema dentro do cinema


O pior - Limita-se a si proprio na abrangencia

Avaliação - C+

Friday, February 13, 2009

Marley and Me


Starring: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin, Eric Dane, Haley Bennett
Directed by: David Frankel

A 20 Century Fox apostou para a epoca de ferias de natal num dos filmes familiares, a primeira vista com tiques de comedia, mais fortes para esta batalha intensa, apostando na dinamica animal com alguns toques de filme familiar da dysney, capaz de chamar a atençao de pequenos e adultos, na sempre dificil disputa Marley and Me saiu vencedor principalmente em termos de bilheteira onde afastou a concorrencia com resultados brilhantes, do ponto de vista critica e pese embora nao tenha em seu torno uma histeria completa o certo e que a maioria de criticas postivas para um filme feito com intuito lucrativo e um bom cartaz e o torna num dos exitos mais fortes do final do ano de 2008
A primeira vista quando ouvimos falar deste filme pensamos que estaremos perante mais uma comedia disparatada sobre animais onde estes adquirem super poderes e se veem envolvidos numa inumera panoplia de situaçoes estranhos. Contudo ao visualisarmos este filme rapidamente notamos que nao estamos perante um filme normal sobre animais, que este não e uma comedia pura embora se mascare bem sob esta forma que este filme para alem do caracter familiar natural, consegue em determinados momentos ter tiques de autor, e rebeldia, e acima de tudo ser um drama bem real do que é uma relaçao duradoura de uma familia com um animal de estimaçao
De todos os filmes com animais de estimaçao e este o mais profundo, e aquele que debate realmente a natureza principal da relaçao entre a pessoa e o animal, sem grandes elaboraçoes nem um caracter irrealista, a forma natural e real do filme e um trunfo que sobrevive principalmente nas opçoes temporais do filme que decide explorar um longo intrevalo de tempo para potenciar ainda mais o caracter de profundidade do seu conteudo
E obvio que temos a parte mais tipica e menos forte do filme, ou seja as sequencias humoristicas muitas vezes repetitivas e escusadas e certo que o filme e recheado com estas situaçoes que por vezes empobrecem uma essencia riquissima e um conteudo bem forte de um filme que poderia assumir outras proporções caso nao se assumisse apenas como um blockbuster de natal
A historia fala-nos da relaçao e desenvolvimento duma recem familia sempre com a presença d eu "labrador" de estimaçao caracterizado pelas asneiras constantes mas que vai ser parte integrante do desenvolvimento e crescimento daqula familia
O argumento e na base, e na evoluçao riquissimo ou ser muito perto da realidade ganha em força da historia e do conceito na medida em que vai caminhando a historia, contudo a forma demasiado tipica das sequencias e mesmo a forma como enche o filme nao e o mais forte, caindo demasiadas vezes no esteriotipo da piada facil, e isso denota-se na linearidade das personagens.
A realizaçao esta a cargo de uma das mais recentes sensações da comedia dos ultimos anos, depois do sucesso megalomano do diabo veste prada, temos aqui um conceito mais familiar, o autor denota algumas particularidades principalmente no conteudo moral dos seus filmes mais ainda nao vinca posiçao em termos de realizaçao demasiado vagas.
O cast e mais levado para as comedias familiares ou romanticas com dois das figuras maiores do genero, Wilson aparece aqui num registo do melhor que visualizamos na sua carreira algo repetitiva ate ao momento, mais calmo e menos irrequieto, quem sabe a espera da primeira experiencia dramatica e Aniston pouco intreventiva, mais para dar peso ao filme do que propriamente para potenciar grande interpretaçao.

O melhor - O filme sobre animal de estimaçao

O pior - Assumir-se como comedia familiar, quando podia ter ido bem mais longe

Avaliação - B-

Thursday, February 12, 2009

Bride Wars


Starring: Kate Hudson, Anne Hathaway, Candice Bergen, Kristen Johnston, Bryan Greenberg
Directed by: Gary Winick


Um filme lançado em Janeiro com duas das maiores superestrelas femininas da actualidade, ainda para mais num genero mediatico como e a comedia romantica e algo de estranhar ja que do ponto de vista comercial esta altura do ano não é prodiga em grandes resultados, mesmo assim o filme foi lançado sem grande alarido, algo estranho tendo em conta as actrizes em causa. Do ponto de vista comercial os resultados foram medianos sem a força que ambas ja encontraram noutro tipo de filmes mas mesmo assim capazes de ombrear no Box office, sendo que o pior acabou por surgir em termos de critica onde a comedia romantica tipicamente feminina tem dificuldade de ultrapassar barreiras.
A comedia aparece mais relacionada com a carreira que ultimamente Hudson tem construido, daquele tipos de filmes que gasta todo o conceito num trailer mais profundo e maior, mas capaz de interessar ao sexo feminino mais apaixonado por historia simples de amizade e afecto mesmo que do ponto de vista generalista o conteudo seja vago para nao dizer mesmo vazio. bride Wars apesar de ser forte da forma como retrata a amizade ou mesmo como consegue potenciar situaçoes previas ao casamento que potencializam a rivalidade entre personagens nunca consegue nem ser interessante nem tao pouco engraçado o que compromente alguma parte de uma comedia com este sentido. E se do ponto de vista relacional da dinamica de casais tudo ate começa bem com as reviravoltas tudo começa a ficar mais cor de rosa e pouco maduro, ate uma conclusao que tem tanto de previsivel como de mal contextualizada, principalmente na introduçao a pressao de uma personagem na trama que nada traz de novo e que parece um remendo de ultima hora.
E certo que a simplicidade narrativa e requesito neste genero mas o vazio de sentido ou ideia, ou mesmo o facto de ser um filme de gasto facil parece-nos demasiado limitador a um filme que com o duo de protagonistas tem de valer mais do que um filme previsivel e quase sempre pouco engraçado
A historia fala-nos de duas melhores amigas desde sempre fascinadas pela dinamica do casamento que se veem a luta pelo mesmo espaço ja que vao casar no mesmo dia devido a um erro de uma produtora de eventos. aqui começa uma luta a todos os niveis entre elas, por tudo relacionado com o casamento.
O argumento e daqueles objectos naturais pouco creativos, repetitivos sem grande densidade, baseado em truques ja muito utilizados e gastos, personagens lineares onde so a pouca ambiçao do conceito consegue fazer com que os danos sejam minorizados
A realizaçao e simples sem grandes rasgos limita-se ao minimo requerido, ou seja filmar as dinamicas sem muito ruido, com pouca projecçao de jogos de cor e de luz, ou seja o basico e elementar numa comedia romantica.
O cast rico em termos de mediatismo com duas estrelas maiores em trajectoria contraria, se por um lado Hudson começou com o vigor todo, e caiu livremente nas comedias romanticas onde tem conseguido os seus maiores exitos mas longe da qualidade que o inicio da sua carreira fazia prever, Hathaway esta na mo de cima depois da nomeaçao para o Oscar num ano feliz a todos os niveis, numa comedia onde começou mas que começa agora a despontar para outro tipo de registos. neste filme encontra-se o nivel mais simples basico das duas, que gastam creditos em filmes menores

O melhor -A dinamica do casal de Hudson

O pior - A personagem romantica masculina final, incrivelmente mal introduzido

Avaliação - D+

Wednesday, February 11, 2009

Underworld: Rise of Lycans


Starring: Michael Sheen, Bill Nighy, Rhona Mitra, Shane Brolly, Kevin Grevioux
Directed by: Patrick Tatopoulos

Underworld e das sagas de Lobisomens e Vampiros aquelas que nos ultimos tempos mais dinheiro de franchising deu as distribuidoras americanas, apenas ameaçada pelo sucesso instantaneo de twilight. Para este ano e desde logo com duas baixas de peso, o realizador Wiseman que partiu para aventuras superiores e a protagonista Beckinsale apostada em levar a carreira mais a serio, surge uma prequela dos filmes anteriores, apostade em centrar-se na forma como a rivalidade foi criada, para isso pegou em duas personagens secundarias e tentou criar a historia. Contudo a historia demonstra que nenuma saga sem a sua personagem central consegue bons resultados, e dai que quer do ponto de vista critico onde nenhum filme anterior tinha sido grande vencedor, nem do ponto de vista comercial existiu sucesso para um titulo, mais para fazer numero do que para trazer envolvencia e reevitalizar a serie
Underworld parte de um pressuposto intressante contrapor duas figuras mitologicas como rivais, e isso foi fortemente trabalhado no primeiro filme, e desprediçado no segundo, contudo neste regresso muda a linhagem temporal, para a prequela que explica a razao da rivalidade e como nos dois filmes anteriores temos uma historia de amor como pano de fundo. E notorio que o filme e pensado em ser mais lucrativo do que profundo, nao existe qualquer preocupaçao em tornar o filme denso, creativo, original, a ideia obvia torna-se ainda mais obvia concretizada num guião de tal forma basico e pouco complexo que achamos natural e quase um deja vu.
Underworld tornou-se uma saga de plano b e este filme ainda vinca mais esta caracteristica, o sumo da historia e intrecalado por sequencias repetitivas quase ciclicas e na parte final por batalhas de longa duraçao, pouco dialogado pouco desenvolvido, e um filme de rapida visualizaçao e acima de tudo gasta.se rapidamente no imaginario
A historia fala.nos sobre a origem da rivalidade os lideres dos dois grupos tem uma historia comum com uma historia de amor ao meio que explica e e vivida neste filme e surge de base ao antecedentes.
O argumento e do mais basico nos blockbusters americanos, formula repeitda açao amor, vingança, traiçao nas suas componentes mais basicas, as persongens ja existentes nada mudam, as novas nada fazem evoluir, ou seja um filme simples, que se visualiza a passo rapido, sem grandes demoras e perdas de tempo
Wiseman ate conseguiu dar um salto qualitativo na saga, era composta por boas imagens e sequencias ritmadas e nisso este filme fica claramente a perder, ao apostar sempre numa limonisidade demasiado escura, e em cores demasiado repetida, nao consegue nunca alcançar a vivacidade dos anteriores, ficando a perder por completo neste capitulo
O cast sem a sua protagonista mor ficou a cargo de Michael Sheen a assumir o protagonismo, um actor ambiguo que embora nos pareça ainda sem a qualidade para integrar filmes de primeira linha como Frost VS Nixon tambem nao faz uma boa gestao de carreira ao assumir um filme tao pequeno e pouco exigente como este, assim como o vilao Billy Nighty se bem que este com outro carisma na sua presonagem, a nivel femenino a cada vez mais presente figura de Mithra nao consegue fazer esquecer a beleza e fascinio de Beckinsale

O melhor - Nao compromete nada dos anteriores em termos narrativos

O pior - NAda acrescenta

Avaliação - C-

The reader


Starring: Kate Winslet, Ralph Fiennes, Karoline Herfurth, Hannah Herzsprung, David Kross
Directed by: Stephen Daldry

Ao olharmos para as nomeaçoes para os oscares, encontramos um filme que nao aparecia entre os favoritos, contudo uma boa dinamica de promoçao e acima de tudo um realizador consensual, fizeram com que um filme inicialmente algo fracionado em termos de criticas conseguisse prefilar-se para o oscar de melhor filme da academia cumprindo por si so os objectivos a que se propos, mesmo que esta nao tenha sido generalizada a aceitaçao e a dimensao do filme fica por si so defendida com este titulo que lhe pode trazer uma dimensao comercial ate ao momento não atingida.
The Reader e um drama com conteudo historico com uma narrativa pesada integrado num cinema mais tradicionalista ligada a grandes realizadores e autores principalmente britanicos em contexto americano, ou seja daqueles filmes sem pudores centrado na vivencia e experencia natural do ser humano, que tenta no seu intimo ir as vivencias mais profundas das personagens por vezes com um impto mais animalesmo e basico, mas que ao mesmo tempo vai se tornando cada vez mais emotivo e racional. O filme cresce com o acrescentar sucessivo de ingredientes ja que inicialmente o seu caracter basico o torna bastante moroso, mesmo assim nunca um ritmo eficiente e assegurando ja que o filme e bastante pausado, aborrecido mesmo em determinadas parcelas.
The Reader e daqueles filmes fortes, intensos, mas que falta-lhe um argumento apetecivel, falta vincar qualidade em alguns dos seus aspectos mais importantes tudo e demasiado natural e quase sempre falta um caracter extraordinario ao filme, que nunca consegue impressionar sobre maneira o espectador, ou porque Winslet nunca consegue ser uma figura simpatica ou porque o filme na sua separaçao narrativa cai em demasiada fragmentaçao da historia o certo e que e um filme pouco consensual.
A historia fala-nos de uma relaçao peculiar entre um jovem adolescente e uma Agente Nazi, que posteriormente e condenada o amor prevalece sobre a leitura de alguns romances como pano de fundo, posteriormente a sua prisao a relaçao permanece de outra forma, ate ao novo contacto pessoal ja muitos anos volvidos, a historia debruça-se no evoluir da relaçao entre as duas personagens centrais
O argumento consegue um feito dificil, criar personagens sentimentalmente ambiguas e dota-las de intensidade emocional e mais ainda de uma densiadade psicologica interessante contudo nem sempre consegue dar um contexto narrativo onde estas demonstrem todo o seu potencial, rapidamente percebemos que o filme esta limitado a uma serie de situaçoes, e que nao consegue transpor a barreira da excelencia e o seu argumento e um dos responsaveis disto mesmo
Daldry tem um merito que ninguem lhe pode tirar em 3 filmes conseguiu tres nomeaçoes para oscar, o que denota bem a boa relaçao que tem com a academia, sendo que nunca nas suas obras consequenctes conseguiu a excelencia de Billy Elliot quer na profundidade narrativa quer na envolvencia mesmo em termos de realizaçao, podemos encontrar filmes mais bonitos e artisticos, mas esta realizaçao nao vale a nomeaçao de nenhuma forma, e apenas a relaçao proxima de Daldry pela academia mais tradicionalista pode explicar a 3 nomeaçao
O cast Daldry gosta de actores eficazes e de poucos riscos, Winslet e a melhor actriz da sua geraçao e em mais um papel de um nivel brilhante, tem probabilidade com a qualidade e intensidade do seu papel de chegar ao ja merecido primeiro OScar, o papel domina o filme nao deixando espaço para os restantes actores respirarem, talvez ja a vimos a fazer melhor mas unindo os seu papeis deste ano o Oscar parece-nos merecido.

O melhor - Kate Winslet

O Pior - Nao ter a qualidade nem intensidade para ser nomeado para oscar

Avaliação - C+

Sunday, February 08, 2009

Nothing but the Truth


Starring: Kate Beckinsale, Matt Dillon, Vera Farmiga, Edie Falco, Alan Alda


Directed by: Rod Lurie


No final do ano surge sempre titulos pequenos que tentam surpreender com interpretaçoes fortes de actrizes que talvez nao estejamos a espera, como e o caso de Beckinsale uma actriz mais ligada ao cinema pipoca, mas que tem aqui um filme de personagem. A nivel de bilheteira o filme com poucas ambiçoes teve pouco registo, mas criticamente conseguiu impulsionar Beckinsale para um papel bastante valorizado pela critica mesmo nao conseguindo integrar-se nos premios, o certo e que Beckinsale conseguiu por o filme nas listas dos filmes para galardões, e dar visibilidade a um filme com poucos condimentos mas bem aproveitado


Este tipo de filmes debruçados em questoes legais ficam dependentes em grande escala do ritmo empregue no desenvolvimento do filme, e nessa questao central o filme ganha nao so com o desenvolvimeno da historia juridia em si mas no paralelo com as consequencias dessa luta na vida pessoal, este parelismo nao so e interessante como consegue imprimir uma credibilidade diferente a um filme que nao se deixa levar por um positivismo exagerado.


Nao e um filme positivo, nao e um filme com boa toada, mas e um filme interessante que coloca em causa alguns dos pontos mais debeis da liberdade de expressao e a forma ocm que interage com a vivencia politica e com os segredos envolvidos, a força da personagem nos seus ideias parece contudo por vezes demasiado exagerado e a conclusao do filme nao atinge a chama e a dimensao com que o filme caminhava e acaba por danificar a sua dimensao


A historia fala-nos de uma jornalista que apos tomar conhecimento da identidade de uma agente do cia, faz uma reportagem nesse sentido, desenvolvendo um processo contra si legal no sentido de revelar a sua fonte o que nega, e conduz a prisao. a luta pela sobrevivencia pessoal, prisional e legal e os objectivos do filme e da personagem que o filme nos dá


O argumento e bem construido conseguindo potenciar as maiores virtudes dos filmes de tribunal, contudo perde-se numa conclusao forçada, e que faz perder toda a ideologia de um filme que consegue construir uma base solida sustentantada em boas personagens em todos os lados da barricada, mas perde-se com o sentimentalismo exagerado e pouca profundidade do final, demasiado obvio mas ao mesmo tempo incompreensivel


A realizaçao nao e potencializada, e um parente menor do filme, sob a toada de telefime basico nao arrisca nem nas sessoes de plenario, onde os maiores trunfos poderiam ter sido retirados em vez disso a base de personagens e dialogos e pouco mais, com uma realizaçao mais forte poderia ter outra dimensao


O cast e dominado por Beckinsale ao seu melhor nivel alias ainda nao visto ate ao momento, a personagem e forte mas a actriz surpreende pela positiva demonstrando ser mais que uma cara bonita de Hollywood e alguem que poderemos estar atento no desenvolvimento da sua carreira, ainda nao e uma actriz de topo mas pode caminhar para la, Dillon por sua vez tem um papel mais ingrato mas que cabe naturalmente nas suas caracteristicas, nao e uma explosao, mas e positiva, assim como Alda.


O melhor - A boa presença de Beckinsale


O pior - A desvendar final


Avaliação B-


Asterix e Obeleix et Jeux Olympics

Starring: Alain Delon, Benoit Poelvoorde, Gerard Depardieu, Clovis Cornillac, Franck Dubosc Directed by: Frederic Forestier (II), Thomas Langmann

Asterix e Obelix na sua terceira incursão pelo cinema nos ultimos anos encontraram aqui o seu filme mais europeu, mas ao mesmo tempo sem a dimensao e o nivel produtivo dos anteriores que lhe retirou alguma visibilidade a uma saga que ao inicio surpreendeu mas rapidamente ficou limitada aquilo que conseguia. Este terceiro capitulo nem nos EUa conseguiu entrar e apesar de algum exito comercial na europa muito a conta da participaçao especial de algumas das figuras proeminentes do desporto, mas com uma recepçao critica fraquita, faz com que o filme seja apenas um simples produto comercial de um cinema europeu mais megalomano.

O conceito do filme atinge neste parametros um simplismo quase absurdo, com uma serie de jogos e uns gags humoristicos algo actuais, que só a espaços consegue funcionar e tornar o filme engraçado e não absurdo, esses momentos sao aqueles onde usam um sentido mais ironico do humor, contudo o fio do condutor e mais que vulgar do mais basico assimilado ate ao momento.

As personagens centrais perdem a totalidade do protagonismo para uma serie de convidados especiais, o filme perde-se no acessorio nao condimenta os momentos mais basicos com maior qualidade limita-se a piadas forçadas e pouco elaboradas.

A historia traz-nos os nossos herois ate olimpia onde a ajudar um conterraneo a a ganhar o coraçao da princesa, para isso tem de vencer os jogos olimpicos e sem qualquer ajuda da poçao magica e contra os maiores mecanismos por parte dos adversarios

O argumento potencializa mas que qualquer tipo de historia um conjunto de scetchs isolados sobre o desporto e com humor, as personagens principalmente a de Asterix e votada a uma total inercia, o filme fica assim reduzido a momentos bem conseguidos e sem grande ligaçao entre si

A realização sem os meios que foram oferecidos aos anteriores explora ao maximo o digital e isso e visivel sem qualquer tipo de disfarce, mesmo assim tem bons momentos, Olimpia e bem efectuada com a grandiosidade de cenario, mesmo que digitalmente criados

O cast regressa ao mesmo trunfo um Obelix nascido para isso e depois encontramos um asterix remodelado mas sem o carisma de Clavier, contudo a personagem acaba por ser totalmente indiferente ao filme. Regista-se os diferentes cameos que vão surgindo

O melhor - O gag Shumacher

O pior - A falta de piada da maior parte das piadas

Avaliação - C-



Thursday, February 05, 2009

The Secret life of Bees



Starring:
Queen Latifah, Dakota Fanning, Jennifer Hudson, Sophie Okonedo, Alicia Keys
Directed by:
Gina Prince-Bythewood


Secret Life of bees, e um daqueles dramas familiares, envolvendo uma dualidade de questões, por um lado um teor mais politico e por outro uma forma mais salutar de explorar vivencia familiares, e daqueles filmes pequenos cuja as ambiçoes sao circunscritas a uma serie de aspectos e pouco mais, na maioria deles o filme conseguiu uma visibilidade significativa mesmo que do ponto de vista critico e de bilheteira nao tenha atingido uma notoriedade muito elevada, sendo daqueles que facilmente vamos ver enraizados num video club perto de nós


O filme consegue como seu ponto mais importante uma boa dictomia entre as ligações fortes as personagens familiares, onde a coerencia e desde muito cedo louvavel, contudo o balanço com um caracter extremamente dramatico de outros temas, o filme parece obter dificuldades em conciliar esta dictomia que leva a ter dificuldades a decidir que termos assumir, o caracter politico de um manifesto anti racista tem mais dificuldades em se assimilar e isso e evidente em todos os pontos, primeiro porque o filme nao tem a força para sustentar esta particularidade, e acima de tudo para assumir o negativistmo do mesmo


O filme tem um bom ritmo, uma primeira parte mais dramatica quase depressiva, mas que posteriormente encontra um bom balanço com uma calma aparente em termos objectivos daquilo que o filme pede, rapidamente se percebe que nao e daqueles filmes impressionantes mas por outro lado acaba por ser profundo no pouco que trata e que tenta tratar, não tenta ir para alem daquilo que e um, quase telefime monocordico mas que apela ao mais basico dos sentimentos.

A historia fala-nos de uma jovem que apos assassinar acidentalmente a mae se ve resignada a um pai tirano e uma empregada de cor vitima de racismo, um dia foge de casa e encontra a paz numa casa particular cheia de abelhas

O argumento mais que qualquer coisa é sensivel na suas mais diversas vertentes apela por diversas vezes a emoçao os personagens sao centrados neste espoente e a historia vai no mesmo sentido, nao e um filme de primeira ordem nem tao pouco o argumento reflete isto mas nao e aqui que tem a suas maiores debilidades

A realização divide-se em duas partes uma inicial extremamente cinzenta e desinteressante e uma segunda mais colorida este aspecto parece-nos propositado embora desnecessario nao é uma realizaçao de grande qualidade mas o filme tambem nao o exige

O cast liderado por Fanning em crescimento pese embora seguindo os inumeros tiques infantis adquiridos e secundarizada por uma serie de actores e actrizes mais tipicas destes filmes de segunda linha, onde se ressalva bettany num papel ingrato mal amado, mas bem composto


O melhor - A dualidade entre as partes do filme

O pior - Algo sentimentalista demais

Avaliação - C+



Monday, February 02, 2009

Nick and Norah Infinite Playlist


Starring: Michael Cera, Kat Dennings, Ari Graynor, Rafi Gavron, Alexis Dziena


Directed by: Pete Sollett


Existe efeitos interessantissimos em Hollywood, se a perto de 10 anos diriamos que as comedias de adolescentes poderiam ser obras independentes de eleiçao e capazes de surpreender a critica, normalmente estariamos presente um lunatico do cinema, contudo ao observar o trajento de Juno e numa dimensao menor deste filme observamos que e um dos pontos reais do cinema actual, este surpreendente filme acabou numa epoca de indecisao relativa aos premios chegar a ser abordado nesse sentido, quando na realidade estamos perante um tipico comedia romantica adolescente com uma boa banda sonora, que conquistou a critica e fez-se notar na sempre intensa luta do box office


Nick and Norah, nao pesca apenas o protagonista a Juno a forma como as personagens interagem e parecida, contudo num contexto e com uma narrativa muito mais simples e basica do que o filme de culto que juno se transformou. Nick and Norah pouco mais e do que um filme de domingo à tarde contudo a forma esquizoide das personagens torna tudo com mais piada, e nao so a forma preconcebida com que articula as sequencias bem como as relaçoes das personagens o tornam mais intenso e menos melancolico imprimem ritmo que torna o filme como uma agradavel surpresa


Nao estamos contudo perante um filme de culto cuja a envolvencia seja transcendete, alias o filme ganha mais pela simplicidade , traduzida na forma limitada com que circunscreve temporalmente a acçao ou mesmo na forma mais alargada a nivel de espaço. O filme envolve-se acima de tudo com a profundidade musical presente ao longo dos 90 minutos do filme, torna-o mais interessante mais sedutor, mas sem qualquer tipo de esplendor


O filme tem uma historia basica de filme de adolescentes, um jovem deixado pela rapariga popular da turma entra em depressao e numa noite de muitas festas ve-se ao lado da menos popular mas mais semelhante a este, onde encontram as semelhanças e a quimica que os envolve.


O argumento e linear, nao fosse o trabalho produtivo de realizaçao e mesmo a musica poderiamos estar perante um argumento igual a tantos outros de um filme da MTV, os dialogos nao pouco desenvolvidos, as personagens demasiado previsiveis, nao sendo por este aspecto que o filme atingiu a notoriedade


A realizaçao apesar de mais artistica do que o argumento tambem nao e de primeira linha, com promenores engraçados, principalmente a envolvencia do casal com o publico, mas pouco mais a registar do que o minimo necessario para fazer resultar uma basica historia de amor


Quanto ao cast Cera envolvido aiinda pelo sucesso de Juno tem um papel muito semelhante, demonstra pouca versatilidade mas encaixa bem neste tipo de papeis de NErd, Dennings apesar de mais viva e aparentemente com maior qualidade de interpretaçao falha na componente estetica ja que nao nos transmite a suavidade que talvez a personagem requeria



O melhor - A banda sonora


O pior - A quimica do casal nem sempre resulta


Avaliação - C+


Valkyrie


STARRINGTom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Carice Van Houten, Thomas Kretschmann, Eddie Izzard and Terence Stamp



Valkyrie chegou as salas de cinema como a rodagem mais contrubada dos ultimos tempos, por um lado a crise de popularidade de um lunatico Cruise, depois um filme passado no interior das SSs nazis e acima de tudo com muitos problemas de rodagem com boicote por parte de autoridades, ao qual ainda se juntou as indecisoes quanto ao lançamento do filme, ou seja, nao seria de esperar pouco mais que uma catastrofe para um filme tao contrubado, contudo e as primeiras visualizações, e com o facto da critica nao ter chacinado o filme começou a mudança da aura do filme e apesar de nao ter reunido grande consenso o que o retirou desde cedo da luta pelos premios, o certo e que nao foram negativas, e o certo e que em bilheteira Cruise assumiu a recuperaçao, mesmo num filme pouco apelativo para grandes multidoes os resultados consistentes permites nos pensar que o melhor cruise podera regressar rapidamente


Valkyrie e um filme dificil, porque cada personagem por muita honra que transmita ao longo do filme estara sempre ligado ao lado mau da barricada, por outro lado é um filme que tarda em se assumir as suas principais virtudes a caracteristicas, nao e um filme facil de agradas a primeira vista, contudo com o desenvolvimento da trama as virtudes e qualidades vao ficando a descoberto com o aumento da intensidade narrativa do filme que conclui com um final com caracteristicas proximas do epico.


E certo que nao e uma obra prima nem longe disso, assume demasiado protagonismo na acentuaçao politica e tactica perdendo algum coraçao que poderia e tinha panos para andar nas relaçoes familiares da personagem central, contudo centra-se no objectivo mor deixando para lado qualquer tipo de outro motivo. Por outro lado so no final o filme consegue imprimir um ritmo entusiasmante passa demasiado tempo a tentar reunir as peças o que o torna por vezes aborrecido, mesmo que no final seja um bom e intrigante drama de guerra com tiques de um policial interessante ainda para mais quando falamos de uma das acçoes mais catastroficas deste ponto de vista


O filme fala-nos sobre a tentativa interna de acabar com o socialismo nacional alemao por parte de algumas patentes visando acima de tudo a morte de Hitler, quer real quer no sentido figurado, numa das maiores intrigas politicas da historia


O argumento a cargo de um dos maiores argumentistas da actualidade acaba surpreendentemente por ser um dos pontos mais debeis do filme principalmente na forma como nao consegue edificar o filme numa base solida e acima de tudo forte, prefere se perder em demonstrar o porque do que em mostrar o que, a qualidade do argumentista surge no final contudo o filme como todo poderia estar e deveria estar mais alem do que o consegue nestes termos


Singer e um prodigio nem sempre bem entendido principalmente na sua incursao pelo Superhomem, contudo e um homem que conjuga bem o fisico e o emocional, neste filme o primeiro e concretizado num trabalho produtivo e de realizaçao de excelencia o segundo e menos explorado o filme e demasiado frio onde apenas explode sentimentalmente no epico final, mas aqui mais uma vez singer demonstra tar entre os melhores e daqueles que mesmo quando todos afirmam que vai falhar arrisca e isto so para os audazes


O cast tinha Cruise no momento mais critico da sua carreira a assumir um filme mal amado, contudo cruise acaba por controlar as possiveis perdas com um papel discreto, longe de ser amado mas tambem sem possibilidade de ser odiado, numa presença discreta pouco vista nos papeis de Cruise, e que demonstra bem o planeamento meticuloso de carreira deste actor, que para muitos e um floop e para outro e o verdadeiro mito vivo de Hollywood, nos secundarios de destacar as boas presenças de Wilkinson e Branaghan.



O melhor - A capacidade produtiva da United Artists


O pior - Toda a confusao produtiva que deixou as expectativas do filme em baixo



Avaliação - B-


Sunday, February 01, 2009

Revolutionary Road


Starring: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, David Harbour, Michael Shannon
Directed by: Sam Mendes

Sam Mendes tornou-se numa dezena de anos numa das referencias maiores do cinema actual, capaz de que os criticos aguardem com expectativa cada obra sua com especial atençao, este ainda foi revestido de maior caracter especial devido a reunião dos pares mais mediaticos do cinema contemporaneo, ou seja Winslet, esposa do realizador e a mega estrela Di Caprio. O filme tinha a partida tudo para se tornar o acontecimento cinematografico de 2008 contudo com as primeiras visualizaçoes do filme logo se viu que assim nao seria o filme nao foi tao consensual quanto isso e a nivel de bilheteira a pouca divulgação do filme o torna num produto algo pequeno para o que foi criado em seu torno
Mendes tenta neste filme chegar ao seu estilo preferido ou seja centrar-se nos dramas familiares e acima de tudo no conflito entre a imagem que uma familia mostra e aquilo que ela vive, foi assim que o mundo o reconheceu em american Beauty foi assim que quis repetir o feito agora num cinema mais de epoca. Contudo a proximidade temporal tem efeito a forma quase hipnotica com que o filme e efectuado nao deixa por vezes que a o conteudo moral do filme sobressaia num filme algo hipocrita na forma como conjuga momentos de um carinho familiar com conflitos dispultados por pouco ou quase nada. E sem duvida um filme forte um filme com conteudo na dictomia individual familia, e um filme quase filosofico na forma como discute um dos pilares mais basicos da existencia, contudo falta-lhe simplicidade por vezes falta-lhe ritmo, e isso faz com que o filme nunca consiga se emancipar para um salto qualitativo sem precedentes, e um bom fillme sem discussão nao e excepcional
Mendes é um tradicionalista disfarçado a primeira vista o filme insere-se num espirito mais tradicional, contudo naquilo que mais interessa ou seja no climax perde chama, torna-se demasiado pessimista nem sempre com um bom caracter, mas mais um exercicio de metapensamento
A historia fala-nos de um casal bem organizado e equilibrado que entra continuamente em conflito entre a realizaçao familiar e a realizaçao de cada um dos elementos enquanto pessoa, este equilibrio torna-se impossivel quando o amor deixa de funcionar, e isso leva a que a aparencia seja contrario a forma como cada um vive a relaçao
O argumento e forte, bem escrito sustentado em duas personagens adultas bem criada com uma complexidade interessante ao serviço contudo de uma narrativa mais pensativa do que dialogada o que perde alguma vitalidade nao cria a ligaçao que as personagens premetiriam pela sua riqueza
Mender e um realizador de eleição filma como poucos em qualquer contexto desde dinamicas de guerra ate a intimidade familiar e dos poucos cujas as imagens transmitem sempre mais do que a primeira vista aponta mais que um realizador e um artista da imagem e isso e notorio no filme
A dupla de titanic era um aliciante para o filme, mesmo no extremo oposto de um casal onde o amor esta gasto, mas duas das figuras mais proeminentes do cinema acima de tudo na qualidade das carreiras que ambos estao a desenvolver, e neste particular encontram-se ao melhor nivel neste fillme Di Caprio cada vez mais adulto cada vez com mais risco aponta para uma carreira grandiosa, onde falta talvez o filme para a eternidade, Winslet e sem duvida a nova Streep e neste filme poderemos estar mesmo presente naqueles papeis que so ela e mais algumas escolhidas poderia fazer. Por final Shannon o unico nomeado para o oscar de interpretaçao do filme, com um papel vistoso e eficaz, contudo parece-nos estrano este ser nomeado quando o filme anda a baloiço das outras duas interpretaçoes

O melhor - A refelxao que retiramos do filme

O pior - O ritmo desacelarado da narrativa

Avaliação - B-

Saturday, January 31, 2009

Yes Man


Starring:Jim Carrey, Rhys Darby, Bradley Cooper, Zooey Deschanel, Sasha Alexander
Directed by:Peyton Reed


Jim Carey foi dos actores internacionais aquele que mais padeceu com a crise economica que abalou o mundo, num momento em que assumia a transiçao da sua carreira para um cinema mais dramatico, o certo e que o seu elevado salario levou a que alguns dos seus projectos desaparecessem e que este necessitasse de voltar ao seu palco natural, as comedias mais familiares onde a sua capacidade fisica de representaçao se tornasse figura de proa. para este natal Yes Man encaixa mesmo bem nesta necessidade mais populista de carey que regressa aos filmes básicos sem grande maturidade e conteudo apostado a levar os mais pequenos ao cinema naquele tipo de historias que se vê bem agrada, mas raramente nos lembraremos para sempre deste filme, ou seja um sucesso espontaneo.


Yes Man tem algumas virtudes que são de assumir desde logo quando estamos a avaliar uma comedia desde logo as sequencias sao curtas e com ritmo o que torna o filme facil de absorver e envolver o espectador, a personagem tem a sua piada bem como a ideia de base do filme que alimenta o imaginario do espectador, contudo falta carisma ao filme por vezes pensamos que tudo e demasiado obvio no filme, falta o factor surpresa, existe momentos em que a propria dinamica do filme parece nao ter mais para explorar a nao ser que entre num ciclo que nada de bom poderia trazer para o filme


Ou seja e um filme que cumpre bem os seus intuitos mas que perde nos factores que efectuam a diferença, mesmo o significado moral não nos parece tão trabalhado quanto poderia ser, e desde logo e demasiado visivel, nao se tornando no modelo de comportamento que normalmente os filmes do genero trazem consigo, pese embora estes factos e um filme facil de ver, agradavel permite passar um tempo calmo e delicioso, embora como obra creativa esteja a anos luz do melhor que vimos de Carey na comedia


A historia fala-nos de um peculiar consultor de credito que passa a vida a dizer que não as coisas, ate que um dia e com algum miticismo a volta decide que nao pode voltar a dizer essa palavra dizendo sim a tudo, onde ocorrem dezenas de gags devido a esta opçao


O argumento tem toda a sua vantagem no conceito peculiar do filme, na sua traduçao parece-nos algo limitado e acima de tudo preguiçoso as personagens que ate demonstram algum conteudo inicial sao pouco aproveitadas principalmente na tentativa constante de as tornar repetitivas e tornar sempre a sua presença em situaçoes de humor semelhante. Tambem a nivel de humor a pouca inteligencia do mesmo pode não ter sido a melhor opçao para o filme, ja que o humor parece-nos um pouco desactualizado


A realizaçao é algo simplista sem risco sem qualquer tipo de cunho de autor, limita-se a tentar centrar a atenção na capacidade facial de Carey e pouco mais de resto mais do mesmo, ou seja calma silenciosa, ou seja o necessario para o filme


O duo protagonista com outro tipo de projecto poderia ter feito furor em Hollywood dois actores semelhantes capazes de nascer para a comedia mas com uma capacidade unica para surpreender na comedia, tem a infelicidade de contracenar num dos filmes mais basicos da carreira de ambos que gerem com piloto automatico e se relativamente a Deschanel e apenas mais um passo relativamente a procura de popularidade relativamente a Carey parece-me extremamente triste depois de uma carreira onde ja se tinha consolidade com alguns dos papeis mais vincados dos ultimos anos um regresso a sua forma mais rudimentar


O melhor - Alguns gags cinematograficos


O pior -Carey volta ao inicio da carreira


avaliação - C+


Friday, January 30, 2009

The Tale of Desperaux


Starring: Matthew Broderick, Tracey Ullman, Emma Watson, Tony Hale, Frances Conroy


Directed by: Sam Fell, Rob Stevenhagen


A animação tem destes paradoxos, ou se encontra titulos de eleiçao capazes de ombrear com os melhores filmes do ano, ou temos outros que ate atingem algum mediatismo mas com pouco conteudo ou mesmo com uma logica narrativa dubia, e que se centra apenas no poder da animaçao de estudio para render algum dinheiro, limitando a seguir algumas tendencias de receita dos maiores estudios, como este exemplo que apesar de criticamente nem ter sido tao criticado como outros titulos, no que concerne a bilheteira os resultados apesar de visiveis são pouco significativos


A historia de um filme de animaçao acaba por ser a sua força toda, entao se desde logo esta nao parece ter uma base forte ou uma construçao eficaz, muito pode ser posto em causa e comprometer o filme, neste caso a base e fraca e a estrutura ainda mais, primeiro porque a ideia para alem de algo repetida e confusa, e depois porque a articulaçao do filme em mini cenas o torna cortado e sem fio condutor, e sem qualquer tipo de seduçao para espectadores miudos e graudos


A historia perde-se nos paralelismos que faz, e confusa, quase sempre sem piada num dos filmes mais cinzentos de animaçao quer ha memoria, a tentativa de reuniao entre dois mundos e completamente descabida e para alem de nao ter muito nexo o filme perde-se ainda pelo facto de ser demasiado lento de processos


A historia fala-nos de um rato que depois de demonstrar demasiados sentimentos e enviado para o mundo dos mortais onde acaba por ter uma relaçao peculiar com uma princesa enclausurada


O argumento e descabido mal organizado nao faz potenciar uma ideia ja de si limitada, nao lhe confere grande orgzanização nem piada ou seja torna-se pouco completo com pouco humor, ou seja torna-se numa obra aborrecida, inconcebivel para um filme de animaçao


A realizaçao para alem de pouco interessante e com poucos meios, nao utiliza grandes mecanismos capazes de conquistar quem quer que seja, tudo e simples, com pouco magnetismo ou seja o basico


As vozes são superficiais como todo o filme nao e por elas que o filme e comprometido mas nao lhe tras grande valorizaçao



O melhor - Os primeiros 2 minutos


O pior - A concretizaçao de uma ideia muito duvidosa


Avaliação - C-



Bedtime Stories


Starring: Courtney Cox Arquette, Keri Russell, Teresa Palmer, Guy Pearce, Lucy Lawless Produced by: Adam Shankman, Jennifer Gibgot, Garrett Grant



Bedtime Stories, era uma das grandes apostas por parte da Dysney para este natal, apostando num fenomeno de facil rentabilidade, com uma serie de historias de encantar sob a forma de historia de amor em diversos formatos com um dos actores mais mediaticos no genero, Sandler, e acima de tudo uma serie de efeitos de primeira linha, colocavam este filme como um dos filmes de linha primeira para vencer nas bilheteiras nas sempre concorridas ferias de inverno. E os resultados ainda que sem ser de uma forma exuberante que se esperaria, contudo esta cumprida a tarefa


O filme e daqueles tipicos familiares que com uma sensualidade propria consegue facilmente atingir o nivel que pretende calmamente, e acima de tudo permite-lhe ser um dos filmes mais familiares e ritmados dos ultimos tempos, aproveitando a pouca duraçao dos treixos que o compoe tornando o filme aptecivel facil de ver, e com um humor que algumas vezes nos deixa surpreendido


Para o genero em questao estamos perante um bom representante capaz de por si só demonstrar que ainda existe creatividade em filmes familiares e de dimensão simples, com historias interessantes capazes de agradar toda a familia


A historia fala-nos sobre um descendente de um dono de uma pensao com um dom de contar historias de adormecer, so que um dia encarrego dos seus sobrinhos repara que a historia que conta acaba por se tornar realidade no dia seguinte


O argumento apesar de nem sempre denotar grandes niveis de maturidade e dentro dos parametros que se propoem um filme de primeira linha, compilando bem os aspectos de argumento com uma boa capacidade creativa e um filme de primeira ordem


A realizaçao utiliza a bom nivel os seus efeitos especiais, mesmo que por vezes se perca um pouco na sua exploraçao, nao e brilhante neste segmento apesar de conseguir ser determinado para os intuitos basicos que sao os seus objectivos


O cast tem um Sandler naturalista como protagonista e acima de tudo dentro do conceito que o filme adopta, nao é ua figura de proa nem tao pouco um actor versatil, mas neste tipo de registo funciona bem e principalmente na forma como consegue adoptar um quimica interessante com a sua co protagonista, Russel refrescante num filme onde apenas Pearce poderias ser mais utilizado como um vilao com mais virtudes


O melhor - O caracter familiar do filme


O pior - Pearce subdesenvolvido



Avaliação - B-


Friday, January 23, 2009

The Wrestler



Starring:
Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Judah Friedlander, Ajay Naidu
Directed by:
Darren Aronofsky



The Wrestler é daqueles filmes que seduz só a sua intenção de reunir num filme todo ele rebelde um dos realizadores mais carismaticos e polemicos dos ultimos anos, o ainda jovem Aronofsky com um dos actores mais polemicos e discutiveis das ultimas duas epocas, o filme era de risco ou estariamos perante um desastre pegado capaz de deixar tudo na mó de baixo ou de um filme reconhecido quase culto para a maioria dos verdadeiros cinefilos, contudo na sua montra em veneza logo se viu que o destino do filme seria o sucesso, leao de prata, uma euforia generalizada em torno da interpretaçao de Rourke lançou o filme na competiçao pelos galardoes onde mesmo nao sendo um front runner, os premios consecutivos de Rourke assumiram um filme que mesmo nao tendo chegado ao fim da corrida foi um dos filmes mais aperciados do ano.


Aronofsky foi sempre conhecido por um autor de historias proprias creativas, um realizador de filmes peculiares nem sempre generalistas, contudo se em termos de realizaçao e cunho pessoal o filme seja bem integrado na linha do realizador, ja em termos de da historia de base estamos numa simplicidade aparente que torna o filme num objecto quase telefilme, negro, mas ciclico, o filme podera ser mesmo á imagem emocional dos seus intervenientes onde o topo e a miseria se tocam lado a lado, o filme acaba por se tornar numa panoplia de emoçoes, bem exploradas, que torna um filme no seu conteudo vulgar num filme crescido forte e acima de tudo naqueles filmes para se tornar aperciado pela generalidade do publico


E daqueles pequenos filmes que se torna grande pela aura que o envolve, desde todo o miticismo de uma personagem bem criada, bem real, onde toca pontos interessantes relacionados com os valores que assumimos nao so para nos proprios mas para os que nos estão proximos, e um filme com muito conteudo, mesmo que como objecto cinematografico nem sempre seja facil de ver as maiores qualidades de um titulo disfaçado de uma historia de vida simplista que contudo vem inerente um interior moral do mais forte dos ultimos meses em Hollywood, talvez nao seja o filme de grande publico que a maioria das pessoas esperaria nem a excentricidade pura e que tantos fãs recolhe do seu realizador mas é sem sombra de duvida uma obra forte do cinema de 2008


A historia aborda a vida de um ex lutador de wrestling a entrar na epoca de falta de frescura fisica e sem planos nem objectivos na vida que tenta em seu torno arranjar um motivo para dar sentido a sua existencia, sendo esta luta a três, por um lado no recontacto com a sua filha, por outro numa paixao contrubada por uma Streeper, ou os ringues.


O argumento nao e uma obra de creatividade, mas para os seus proprios meios consegue tornar o filme numa historia simples, eficaz com uma boa dinamica de emoçoes que tornam o filme muito forte neste ponto de vista na facilidade com que explora cada segundo das relaçoes das personagens para potenciar um maior valor no filme na globalidade, explorando acima de tudo a construçao de uma personagem do mais complexo e bem criada do ano, e que mais proxima esta daquilo a que nos chamamos crise de identidade


O realizador deste filme tem tanto de excentrico e polemico, como de artista, mais que realizador estamos perante um dos maiores genios da 7 arte dos ultimos tempos e a forma peculiar com que filme as suas obras consegue ser verdadeiros quadros de movimento, sem ter medo de arriscar o seu proprio estilo, pode nao ser sempre consensual, mas certamente ja deixou um cunho proprio no cinema


O cast e de que forma arriscado, dar o protagonismo ao talvez actor mais polemico dos ultimos anos, e principalmente quando a força do filme depende quase na totalidade na força da interpretaçao poderia ser um suicido nao so a nivel do resultado final, mas mesmo na distribuiçao do filme, que so ficou assegurada depois do extase em veneza, Arofonsky venceu a batalha em toda a linha, nao sou demonstrou talentos escondidos em Rourke como lhe ofereceu daqueles papeis que o coloca na eternidade, talvez consiga o impensavel tornar Rourke num actor nomeado e quem sabe galardoado numa gala dos Oscares, num papel de uma vida, que tornou Rourke num papel de um nivel quase sobrenatural, que torna Marisa Tomei com um bom papel algo inocua para o filme


O melhor - A dupla RourkeAronofsky


O pior - A falta do toque mais creativo do realizador


Avaliação - B+


Thursday, January 15, 2009

Frozen River



Starring:
Jay Klaitz, Melissa Leo, Misty Upham, Nancy Wu, Michael O Keefe
Directed by:
Courtney Hunt



Todos os anos um daqueles filmes independetes de poucos recursos acaba sempre por se tornar um assunto mediatico pelo facto de conseguir reunir algum consenso critico e se intromete nos galardoes de maior vanguarda entre os nomeados, de todos os filmes este ano do escalão mais pobre foi este Frzen River que persistiu mais tempo nas bocas da critica principalmente com uma boa interpretaçao de uma actriz da vanguarda o filme conseguiu algum reconhecimento, que o levou a ser um dos serios candidatos ao oscar, embora previamente derrotado. E se do ponto de vista critico o filme ate conseguiu a sua maior visibilidade, ja no que diz respeito a sua dinamica comercial surge que o filme tem tanto de incognito passando apenas por alguns cinemas mais elitistas e pouco comerciais


Frozen River e um filme com conteudo, tenta demonstrar nao so o drama familiar circunstanciado aquele caso concreto mas vai mais longe na sua tentativa de explanar um problema mais social, contudo as maiores fraquezas dos filmes demasiado dependentes estao demasiado vincadas nao so a nivel produtivas mas tambem na forma como a propria historia se materializa, em determinados pontos o filme parece nao evoluir, ou fica demasiado preso a força que a personagem vai adquirindo o que nem sempre e forte e suficientemente esclarecedor para a alma do filme continuar viva, o filme perde-se principalmente na sua fase central em nao aproveitar os frutos que o drama mais familiar poderia dar, contudo e o facto de ter mantido a coerencia narrativa premitiu que o filme absorvesse a sua principal virtudo ou seja algum realismo


O filme fala-nos sobre uma mae de familia abandonada que para tentar recuperar as fragilidades financeiras começa a colaborar com uma rede de transporte de imigrantes ilegais, sempre no limbo da confiança da familia e a necessidade de dinheiro o filme acaba por tocar em pontos interessantes se bem que nem sempre com o afinco que se exigia


O argumento e positivo bem criado com a personagem central a ser revistida de força e coesao sentimental a diversos niveis, pode nao ter o ritmo necessario para um filme que poderia ser mais vivo e mais interventivo, mas a estrategia indie fica sempre bem num filme com este contexo dai que nao se possa entrar em grandes debates sobre este ponto


Para um filme pequeno como este nao se pode exigir grande essencia para um realizador sem meios para brilhar, mesmo assim funciona as suas grandes metas ou seja realismo, colocar-se perto dos seus alvos.


contudo os maiores louvores acabaram por se tornar em torno do bom desempenho da protagonista, contudo a surpresa pode ter conduzido a algum exagero em torno desta sem tirar o brilhantismo a clarividencia do mesmo, e sem excluir o facto de estarmos realmente perante o verdadeiro coraçao do filme, Melissa Leo talvez nao deva contudo ser o centro das atençoes num ano com prestaçoes mais vistosas no plano feminino



O melhor - Melissa Leo


O pior- Alguma linearidade da narrativa



Avaliação - C+


Sunday, January 04, 2009

The curious case of Benjamin Buton


Starring: Brad Pitt, Cate Blanchett, Jason Flemyng, Taraji P. Henson, Julia Ormond
Directed by: David Fincher

Desde muito cedo era o candidato a abater, não só porque há muito se tinha notado que Fincher é um iluminado do cinema, e acima de tudo a hitória permitira certamente um cinema de excelencia que Fincher desde o seu inicio nos habituou com uma carreira brilhante até ao momento, e se com Zodiac a distribuiçao do filme colocou desde muito cedo o filme fora de corrida, este ano a aposta foi maior, num filme diferente, arriscado. Talvez o unico engano da produtora e que normalmente para esta coisa de premios ganha o mais indiscutivel o consensual o academico e se existe coisa que o filme não é, sao estas caracteristicas, dai que mesmo mantendo o rotulo de grande candidato o certo e que o filme ate ao momento nao tem devorado tudo como se previa, contudo com a embalagem de uma boa carreira comercial estamos quem sabe nos mais serio candidato aos oscares da academia de fevereiro proximo.
Benjamin Button é o filme mais grandioso de Fincher a sua maior aposta, o que num realizador com o nivel em questão e desde logo a noticia que estamos perante um dos filmes mais poderosos, e sensasionais do ano em quase todas as vertentes, um filme para a eternidade que desde a sua ideia de base, passando pela sua concretização é tão singular que por breves momentos nos esquecemos de tão estranho que e a historia para seguirmos com atençao e quase hipnotisadas aquelas peculiares personagens.
os filmes sobre personagens necessitam de diversos pontos para se tornar imortais, força, paixao e ritmo e o filme tem todos estes ingredientes e mais a beleza de momentos, numa realizaçao com toques de epico o filme preenche uma imensidao de generos numa ode ao cinema, pese embora o unico defeito do filme caia em alguma vazio moral de determinados segmentos, mas mesmo este permite uma conduta e uma capacidade comercial ao filme que de outro ponto nao seria possivel.
Sò não estamos perante o maior filme de 2009 ate ao momento porque existiu um com mais força e acima de tudo mais actual chamado Dark Knight, contudo tudo neste filme e feito para triunfar, e apesar de ate preferir um fincher mais de guiao e menos completo , estamos perante uma obra de arte cinematografica
A creatividade advem em grande parte da historia, uma pessoa que tem todo o precurso da sua vida ao contrario desde que nasce velho e acaba de colo, não tenta explicaçoes, tenta sim o singificado do filme mas nao torna o filme complexo dificil de assimilar alias a facilidade de processos de todo o filme e talvez o maior trunfo e que diferencia um grande filme de um filme com boa ideia
O argumento de uma obra tão singular e sempre dificil ainda mais quando o alvo e exigente e tem a atençao da critica para si, o argumento e forte, muito bom nas suas dinamicas principais, nao consegue talvez uma seduçao de por exemplo Seven ou mesmo Big Fish, mas fortalece o filme ja que lhe incubia a funçao mais complicada.
Fincher e um dos melhores realizadores da actualidade se nao o melhor, por isso a cada filme que passa temos uma vertente nova de um cinema singular sempre com novos traços de autor e realizador, ficamos atonitos com a versatilidade e qualidade dos seus produtos quer sejam de epoca quer mesmo actuais ou seja um verdadeiro prodigo do cinema moderno, com a sua obra de excelencia em grandiosidade
Quanto ao cast, o seu disciplo Pitt tem daqueles papeis que numa carreira preenchida nunca conseguiu ter, daqueles que domina o filme de inicio ao fim, papel complicado mas que se encontra a um nivel de excelencia, provavelmente nao lhe dara grande reconhecimento, talvez o papel com um protagonista mais forte do ponto de vista de qualidade interpretativa seria para a eternidade, mesmo assim sao soposiçoes porque a primeira vista tem um papel muito bom. Contudo o meu maior louro vai para a brilhante blanchet, e se nao a melhor actriz do momento uma das tres melhores, a suavidade da sua interpretaçao fisica e o verdadeiro coraçao do filme, e ela que torna o filme bonito mais que grandioso, enfim de excelencia, contudo os louros tem ido para a prestaçao secundaria de henson que tem o papel mais emotivo de todo, e a emoçao do filme embora pense que e abusivo premiar este papel em deterimento do de blanchet

O melhor - o valor de arriscar em ideias diferentes

O pior - Alguns pequeninos debates morais algo viciosos

Avaliação - A-

Friday, January 02, 2009

Milk


Starring: Sean Penn, Allison Pill, Josh Brolin, Emile Hirsch, James Franco
Directed by: Gus Van Sant

Foi preciso muitos anos volvidos para vermos Gus Van Sant regressar ao melhor cinema e aquela veia de autor que lhe troxe reconhecimento, depois de uma longa passagem por um cinema intimista de pequenas historias quase sem guiao para um circulo mais independente. Tudo se notou que iria mudar quando se recheou de estrelas para um dos projectos mais arriscados, ou seja levar ao ecra o mais conhecido defensor das causas Gay, actores conceituados como Penn e Brolin, deixavam antever um filme para mais gente, capaz de ser mais unanime e provocou expectativa em redor, sendo logo apontado para a temporada de prémios. Logo na sua estreia assumiu-se como candidato indiscutivel as suas boas valorizaçoes assumem-no como um dos mais fortes candidatos e ja tendo ganhado importantes premios apenas nao e um dos principais favoritos devido ao facto de ter ate ao momento falhado algumas nomeaçoes nos premios mais importantes, ha quem diga que é o lobby gay a desvalorizar o filme, há quem diga que é o tema mais que polemico, mas daqui a dois meses temos resposta.
Não e um filme facil, embora de reconehcido merito e valor, com uma criação artistica do mais impressionante que temos visto, Milk e um filme vistoso e acima de tudo facil de se gostar, embora pouco fácil de suportar. E aqui entra o demasiado facciosismo pela causa, o filme não permite uma discussao politica que se exigia, so ve uma parte, dividindo entre bons e maus um assunto com duas vertentes, chegando por vezes a ser demasiado hipocrita do ponto de vista moral, e certo que do ponto de vista narrativa é excelente, a forma contextualizada, a envolvencia na historia e personagens demonstra qualidade e acima de tudo empenho no filme, que assume-se logo como um front runner sem problemas, e historico, factual interessante, todos os ingredientes para o tornar num bom filme e poderoso, contudo o seu conteudo moral e acima de tudo a sua actualidade fazem com que nem sempre a força seja tudo.
Mas e obvio que apesar de faccioso o facto de se assumir como um filme de causa explica tudo, a forma romantica com que descreve o personagem e acima de tudo a sua relaçao central espelha o fascinio pela pessoa e torna-se mais que um biopic uma homenagem a causa e a tentativa de celebrar um facto historico, mesmo a tentativa de no fim generalizar para todas as minorias parece mal encaixada sendo nao um filme de repressoes mas especificos a celebraçao Gay
O filme retrata todo o percurso politico e pessoal de HArvey Milk ate ao seu final tragico dentro da populaçao de Castro, bem como o dinamismo e a força instaurada do movimento Gay dos anos 70.
O argumento e forte, sabe perfeitamente como tornar o filme mais interessante e tem sempre uma boa ligaçao com todos os pontos, consegue fazer um bom balanço da dinamica pessoal e politica e consegue acima de tudo construir boas personagens, sendo um dos pontos mais fortes do filme, e um dos que transmite maior força ao filme
Van Sant e prodigo na realizaçao e o facto do pessimo trabalho em alguns filmes de um intimismo absurdo nunca disfarçou a capacidade de realizar e criar como poucos a forma contemporanea com que realiza e um objecto de arte, alias nesse parametro mais que singular a realizaçao e genial talvez do mais forte visto nos ultimos momentos na forma como recria uma epoca e acima de tudo a forma de ver a epoca, enfim de eleiçao
O cast deixava anteceder boas prespectivas, Penn tinha uma personagem para a eternidade que facilmente com a sua capacidade interpretativa a tornou num papel fortissimo e uma das mais fortes candidatas ao oscar de melhor actor, de uma forma natural para um dos melhores actores da actualidade e imaginem so num dos melhores papeis. Quanto aos secundarios existiu muita celeuma principalmente com Brolin, Hirsch e Franco, todos apontados como secundarios do ano, e pese embora Brolin tenha sido o mais reconhecido de todos, sendo o unico a conseguir tirar alguns premios a Ledger, inacreditavel, o certo e que na minha opiniao e Franco quem mais brilha a sua personagem e um poço de calma e acaba por ser o cerbero do filme demonstrando que temos quem sabe um actor mais virado para dramas do que para os filmes de acçao ate ao momento

O melhor - A realizaçao inacreditavel

O pior- Demasiado tendencioso no lobby Gay

Avaliação - B

Cadillac Records


Starring: Adrien Brody, Jeffrey Wright, Beyonce Knowles, Gabrielle Union, Columbus Short
Directed by: Darnell Martin

Os sucessos instantaneos que se tornaram filmes como ray e acima de tudo Dreamgirls, abriu a porta para os Biopic relacionados com as origens das musicas afro americanas, contudo nem sempre as produçoes tem os mesmos meios e resultam da mesma forma. Apostada na origem dos Blues ou mesmo na maior empresa de discos do Rock N Roll Cadillac Records acaba por no seu contexto ser um filme ambicioso, contudo muitas vezes uma ideia nao chega e tem que ser pessoas com capacidade e reconhecidas a realizar projectos. O que aconteceu com este filme e que embora as criticas ate sejam positivas nao atingiu a dimensao que o permitisse mais altos voos, e acima de tudo a visibilidade que podem retirar um filme como este de um anonimato natural
Cadillac Records apesar de ter uma base factual e um filme romantico sobre a epoca musical em causa, a forma quase de fábula com que trata algumas das personagens centrais se por um lado dá uma toada mais positiva e facil ao filme por outro lado retira-lhe algum realismo que e sempre proponderante ainda mais quando se fala de um biopic. Provavelmente o campo de captação do filme era tão vasto ja que tratou de algumas das pessoas com hisotiras mais ricas do panorama musical que ao nao querer esquecer-se de nenhuma acabou apenas por passar ao de leve pela maioria delas, e perder algum do poder que o filme poderia ter, ao contrario de outros filmes do genero faltou a emancipaçao de um titulo que nao conseguiu nem pela interpretaçao nem pela produçao se evidenciar, mesmo que academicamente bem feito e sem grandes criticas a efectuar e um filme que contudo nao consegue sempre seduzir.
A base do filme e a origem da musica soul e a forma como simples obreiros conseguiam entrar nos tops, atraves do olhar visionarium de aguerrido produtor musical, depois dramas artisticos, familiares e pessoais, a boa maneira de estrelas da musica.
o argumento apesar de coerente e eficaz, falta-lhe dimensao e creatividade ao querer tocar varios pontos nao da perfeiçao a nenhum e o filme sente isso na sua forma final, nem sempre os dialogos e acima de tudo a linhagem temporal e a mais forte, num filme que tinha materia prima de se tornar singular começa logo pelo argumento perder a carroagem
A realizaçao nao e ambiciosa, não existe risco e logo nenhum brilhantismo e é neste ponto que o filme mais sofre a sua pequena dimensao, pareceu demasiado filme para as limitaçoes de um realizador que apenas no contraste dos carros consegue ganhar alguma vitalidade mas insufuciente
Para o cast, a falta de figuras de proa podera conduzir a uma menor mediatização do filme, se bem que Brody ja galardoado com o Oscar acabasse pelo protagonismo e pela menor qualidade do seu papel ser um trunfo quiça demasiado alto para tao pouco campo, Wright num ano menor poderia dar nas vistas quem sabe numa nomeaçao, e mesmo Knowells podera ser a grande expectativa como melhor actriz secundaria embora a falta de uma profundidade a personagem a podera colocar fora da corrida embora seja o seu melhor papel no cinema

O melhor - A musica e as guitarradas

O pior - Dissipar-se entre historias

Avaliação - C+